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Demon Slayer: “Mugen Train” e “Entertainment District” estreiam na Crunchyroll este ano

O sucesso mundial “Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba“, mangá de Koyoharu Gotouge e adaptado para animê em 2019 pelo estúdio ufotable, vai receber novos episódios em 2021!

Em release para a imprensa, a Crunchyroll, plataforma de streaming especializada em animê, anunciou que dois novos arcos, “Mugen Train” e “Entertainment District”, chegarão à plataforma ainda este ano. Confira os detalhes:

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba Mugen Train Arc

Data de estreia no Japão: 10 de outubro (domingo), às 23:15 JST (11:15 no horário de Brasília).

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba Mugen Train Arc é uma reedição em 6 episódios do filme com nova trilha sonora, além de um inédito episódio 1 de duração estendida, onde Kyojuro Rengoku embarcará numa nova missão a caminho do Mugen Train.

LiSA retornará para cantar o tema de abertura “Akeboshi” e o tema de encerramento “Shirogane“.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba Entertainment District Arc

Data de estreia no Japão: 5 de dezembro, às 23:15 JST (11:15 no horário de Brasília).

Em Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba Entertainment District Arc, Tanjiro e seus colegas embarcam numa nova missão no Distrito Yoshiwara, onde eles enfrentarão a demônio Daki, interpretada por Miyuki Sawashiro. A série estreará logo após a conclusão do arco Mugen Train, com um episódio especial de uma hora.

A cantora Aimer interpretará os temas de abertura “Zankyosanka” e encerramento “Asa ga kuru“.

A plataforma já conta com a primeira temporada, completa em 26 episódios. No Brasil, o mangá é publicado pela Editora Panini.

Novas informações, como a disponibilidade e datas de estréia na plataforma, poderão ser reveladas no futuro. Para ficar por dentro das novidades, fique de olho na Torre de Vigilância!

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Cry Macho: O Legado de Clint Eastwood

É inegável que Clint Eastwood é um marco na história do cinema e do gênero de western, tal como Sergio Leone e a parceria de ambos na trilogia dos dólares. Antes atuando apenas como ator e com o objetivo de garantir maior liberdade criativa em suas obras, Eastwood começou a dirigir seus filmes a partir dos anos 70 – o que lhe garantiu ganhar quatro vezes o oscar, duas vezes como melhor diretor e duas vezes de melhor filme. Hoje, aos 91 anos, Clint Eastwood dirige e protagoniza Cry Macho, seu mais novo lançamento para os cinemas.

Cry Macho: O Caminho para Redenção é a adaptação de um livro escrito por Richard Nash nos anos 70. Nash tinha idealizado fazer com que a trama literária fosse, na verdade, um roteiro cinematográfico e fosse transformado em filme eventualmente, mas em diversos momentos o projeto nunca foi adiante. Felizmente conseguiram, finalmente, adaptar esta trama para as telas – mesmo que tenha diferenças evidentes entre as duas mídias.

Em 'Cry Macho', Clint Eastwood faz mais um belo exame da moral masculina | VEJA

”Cry Macho conta a história de Mike Milo (Clint Eastwood), criador de cavalos e ex-astro de rodeio que, por precisar de um trabalho, aceita levar o filho de um ex-patrão em uma jornada do México aos Estados Unidos. Obrigados a realizar a jornada por estradas secundárias, enfrentam uma viagem desafiadora e criam elos surpreendentes.”

Na trama, que se passa em 1970, acompanhamos Mike Milo, um homem que antigamente era uma estrela de rodeio até sua carreira terminar após um acidente que o deixou com uma lesão nas costas. Depois de toda sua jornada, decide ser criador de cavalos e levar uma vida tranquila. Após perder o seu emprego, Mike aceita a missão dada por seu ex-chefe de ir para o México resgatar o seu filho, Rafa, que convive com uma mãe abusiva e extremamente problemática. Rafa, interpretado por Eduardo Minett, é um garoto que não segue nenhuma regra e gosta de participar de rinhas de galo com o seu animal, chamado de Macho.

Quando o caminho de ambos se cruzam, a jornada se inicia e o longa começa a adotar elementos de um road movie, onde Mike deve se relacionar com o jovem Rafa e compreender todas as suas diferenças e particularidades – semelhante ao que acontece em Gran Torino e até mesmo em Logan. Assim, se inicia uma jornada de autoconhecimento, descobertas e amizade por parte dos dois personagens.

O ponto central da história é o fato de que Clint Eastwood está nos seus noventa anos: sua idade gira em torno de todos os elementos do filme e se estabelece como o principal argumento do roteiro. Aqui, Eastwood reconhece isso e decide explorar os temas já comuns em seus filmes anteriores, entretanto com a fragilidade humana e o seu envelhecimento como o centro de tudo. Por conta disso o filme apresenta um ritmo lento e caminha da mesma forma que o ator, explorando cada aspecto do ponto central e da relação entre ambos os personagens.

Cry Macho” traz Clint Eastwood em um paraíso além da fronteira

Clint decide trabalhar uma certa reflexão de toda a sua filmografia, desconstruído aspectos antigos de masculinidade – inclusive, a respeito da palavra ‘macho’ em um diálogo no meio da trama – e trazendo pensamentos acerca do futuro, analisando relacionamentos, a importância das pessoas ao seu redor e sobre o tempo, este que nos cerca vinte e quatro horas por dia. Tudo isso feito com delicadeza e deixando a violência de lado, sendo esta presente apenas como alívio cômico através do galo chamado Macho. Por conta disso o ritmo do filme é lendo e paciente, diferente dos longas de western presentes na filmografia do autor.

Além disso, a dupla que protagoniza o longa apresenta uma química excelente e funcionam em conjunto. Entretanto, o roteiro não trabalha bem o desenvolvimento de ambos e se beneficia apenas de situações convenientes para que haja interação entre eles. Assim fica evidente que o objetivo do longa não é desenvolver sua história ou se apresentar como uma trama envolvente para o telespectador, e sim é homenagear toda a carreira de Clint Eastwood através deste personagem em tela – e talvez seja este o principal defeito do filme.Cry Macho: Dated story betrays Eastwood - The Newnan Times-Herald

Por si só, o filme não funciona como uma trama isolada e se apoia em toda filmografia de Clint, ou seja, você precisa conhecer sua carreira para compreender a mensagem que o longa quer passar e sua homenagem. É um filme restrito aos fãs apenas como uma carta de amor a eles, com elementos de todos os personagens anteriores de Clint e uma desconstrução dos mesmos através de diálogos que procuram refletir sobre eles. Ao se analisar Cry Macho de forma isolada a isto, observa-se um filme com uma história clichê, um ritmo completamente lento que cansa o telespectador e personagens que não cativam.

O que, então, acaba tornando Cry Macho bom? A essência de Clint Eastwood, simplesmente isso. O que realmente é importante no decorrer do longa é a trajetória do autor até então, não a trama do filme ou os personagens presentes nele. Aqui, Eastwood procura marcar mais uma vez o seu legado nestes noventa e um anos de vida no audiovisual por meio de uma despedida marcante. Mesmo que o ator/diretor afirme que não pretende se aposentar, não se pode negar que o longa apresenta um ‘ar’ de adeus, de forma que homenageia toda a trajetória de Clint até então.

Clint Eastwood Redefines Machismo in 'Cry Macho' Trailer - Variety

Então, é bom?

Cry Macho: O Caminho para Redenção apresenta uma trama simples mas que serve como uma bela homenagem a todo caminho trilhado pela filmografia de Clint Eastwood, assim se consolidando como um presente aos seus fãs e aos seus filmes. No fim, a sensação que o telespectador tem é de que Cry Macho é uma carta de amor a quem acompanha a trajetória de Eastwood.

Enquanto Mike trilha por sua redenção durante o desenrolar da trama e deixa seu legado espelhado no garoto que o acompanha, Clint Eastwood deixa toda a sua trajetória estampada neste filme e marca o seu legado na história do cinema mundial.

Nota: 4/5 – Ouro

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Terra-Média nos jogos: Entenda o universo da série de O Senhor dos Anéis

Existem diversos jogos, de tabuleiro, cartas e videogames, com a temática de O Senhor do Anéis, aqui vamos focar em específico no jogo de videogame e em sua sequência direta. Middle-earth: Shadow of Mordor ou Terra-Média: Sombras de Mordor e sua continuação, Middle Earth: Shadow of War ou Terra-Média: Sombras da Guerra, eles poderão te ajudar a entender um pouco mais a respeito das histórias e lendas a respeito da Terra-Média.

A série de O Senhor do Anéis fará parte do universo criado por J. R. R. Tolkien  assim como os eventos de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Se você é uma pessoa que gosta de videogame, ou tem uma empatia singela com este tipo de material, jogar Shadow of Mordor é sem duvidas uma excelente escolha.

Vou recapitular nesse texto as informações que temos sobre a série e os eventos do jogo, assim você pode tirar sua conclusão. Espero que concorde comigo no final dele… rsrsrs! Lembrando que este texto está recheado de spoilers de Shadow of Mordor. O jogo foi lançado em 30 de setembro de 2014 e sua sequencia em 27 de setembro de 2017.

 

A informação principal que temos da série de O Senhor do Anéis é que a Amazon Prime Video divulgou sua data de estreia, 2 de setembro de 2022. A data pegou de surpresa a maioria dos fãs que esperavam a série já neste ano de 2021.

A história que será contada na série, trará os lendários heróis da Segunda Era da Terra-Média. Passando portanto, milhares de anos antes dos eventos que testemunhamos em O Senhor dos Anéis e O Hobbit, e exibirá de acordo com os produtores, como os grandes poderes foram forjados (guardem bem essa informação), como os reinos ascenderam à glória e como caíram em ruínas diante do maior mal já visto e que todos nós conhecemos bem. Ameaçando toda a existência da Terra-Média.

Assim com essas informações podemos começar a falar um pouco mais a respeito da história de Middle-earth: Shadow of Mordor ou Terra-Média: Sombras de Mordor.

 

A trama principal de Shadow of Mordor se passa cerca de 20 anos antes dos eventos descritos em O Senhor dos Anéis. Acompanhamos Talion, um Cavaleiros de Gondor também conhecidos como Ithilien Rangers ou Cavaleiros do Sul (pessoal cheio de nome, não sabiam como se apresentar nos lugares), eles são um grupo militar de elite, e sua missão é defender o reino de Gondor, em especial Minas Tirith. Talion era além de cavaleiro um dos administradores de Gondor , que acima de tudo tinham a incumbência de defender o Portão Negro de Mordor.

Algo que não é muito comum é o fato do personagem principal morrer logo nos primeiros minutos de gameplay. O que acontece é que, o Senhor do Escuro ou Sauron para os íntimos, ordena que seu exército volte para Mordor e assim acabam invadindo a estação de vigília onde Talion reside junto com outros guardiões e suas respectivas famílias. O Martelo de Sauron, A Torre de Sauron e A Mão Negra de Sauron três dos principais generais do exército de Sauron, capturam Talion, seu filho Dirhael, e sua esposa Ioreth para serem sacrificados em um ritual para invocar o Lord Elfo.

Entretanto, o Cavaleiro de Gondor acaba sendo alvo de uma maldição, tornando-se um ser que vive no limbo entre a vida e morte, e acaba se fundindo a um Wraith (espectro/alma) que busca o auxilio de Talion para recuperar sua memória e dar uma chance do Cavaleiro se vingar de seus algozes.

No decorrer do jogo vamos conhecendo novos personagens como Lithariel, o anão Torvin, e também vemos algumas figurinhas repetidas de O Senhor do Anéis como Saruman e Nosso Precioso (desculpa o trocadilho) Gollum ou Smeagol. Mas o que acontece de mais importante é quando descobrimos sobre o passado do nosso companheiro Wraith, ele é o elfo chamado Celebrimbor. E você desconfia o que ele fez? Sim, ele foi o responsável por FORJAR os anéis do poder. Sauron disfarçado como Annatar, o Senhor dos Presentes, convenceu Celebrimbor a realizar a tal tarefa. Lembra da informação da série? Que ela iria contar sobre “como os grandes poderes foram forjados”, então poderemos ter mais informações sobre o passado de Celebrimbor?

Celebrimbor enganado por Sauron, forjou portanto nove anéis e presenteou os reis dos homens com eles, transformando-os posteriormente em Nazgûls. Entretanto os sete senhores anões e os três lordes elfos que também receberam o presentinho de Sauron, não sucumbiram ao poder do Senhor do Escuro. Além disso (Celebrimbor estava com o sangue no olho pra forjar nesse dia), ele ainda forjou o Um Anel que exerceu o controle sobre os demais anéis. Por fim (Ufa!) Celebrimbor acabou morto por Sauron (Eita!), mas por estar ligado ao Um Anel, ele fiou no limbo da vida e morte assim como Talion.

O plano de Sauron é revelado ao final do jogo, na batalha final. Trazendo Celebrimbor “de volta à vida” o Senhor do Escuro o convidaria (amigavelmente?) para se unir a seu exército. Seja sincero, você iria recusar um pedido tão lindo desses? Sauron é derrotado ao final do jogo, mas como sabemos bem, ele continua na ativa. E teve que esperar uns hobbits aparecerem na Terra-Média para ser derrotado de verdade.

E vocês acham que isso acabou? Está na hora de Talion e Celebrimbor descansarem? Errou. Com a preocupação a respeito de um possível retorno de Sauron (pelo menos nisso eles estavam certos) eles resolvem, isso mesmo, FORJAR um novo anel. Parece brincadeira mas não é. Esse é o plot da sequencia de Shadow of Mordor, Middle Earth: Shadow of War ou Terra-Média: Sombras da Guerra.

A jogabilidade de Shadow of Mordor e Shadow of War é muito semelhante a de jogos conhecidos pelo público, entre eles a série Assassin´s Creed e Arkham do Batman. Essa semelhança acontece tanto nos combates, com espada, adaga e arco, quanto nas escaladas nas paredes do cenário. Este último um pouco problemático em certas ocasiões onde o personagem acaba indo de encontro a uma parede ou terreno elevado e não executa a escalada, ou trava entre um movimento e outro.

Além é claro, de todo o inventário que pode ser reforjado no decorrer da gameplay, gerando melhorias e gradualmente tornando Talion mais forte a medida que vai cumprindo as missões de cada região do mapa. Em questão de gráfico, ele agrada, visto que é um jogo com 7 anos de produção. A trilha sonora desempenha seu papel muito bem, entregando um tom mais agressivo e ritmado quando estamos diante de uma área de confronto, e mais tranquila quando estamos em ambientes mais seguros, além das músicas que lembram muito os filmes de O Senhor do Anéis, fazendo crer que estamos dentro da Terra-Média.

 

Embora a sequência, Shadow of War seja um pouco inferior no quesito história, à Shadow of Mordor, na minha opinião, ele dispara na frente em questões mais técnicas, por ter sido lançado em 2017, isso é uma obrigação. Embora isso, ambos os jogos tenham um embasamento no universo de J. R. R. Tolkien considerável. E são bons condensadores de conteúdo da Terra-Média, para aqueles que querem um contato maior com o universo e histórias.  São uma experiências agradável, e oferece boas horas de entretenimento.

Em vista disso, Shadow of Mordor e Shadow of War são experiências boas para aqueles fãs, que gostariam de ter um contato maior com os acontecimentos da Terra-Média, fora o que já se foi registrado em O Hobbit e O Senhor dos Anéis e até mesmo em O Silmarillion. Fica a dica para explorar ainda mais esse universo criado por J. R. R. Tolkien que conquistou milhares de fãs ao redor do mundo.

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Resenha Semanal | The Detective is Already Dead #12

Acabou! Hoje foi o último episódio, e com isso, teremos a última resenha semanal de “The Detective is Already Dead“. Se você me acompanhou até aqui, agradeço a parceria! E se chegou depois, fico surpreso de ter chegado até aqui… As resenhas anteriores, como sempre, seguem:  #01 | #02 | #03 | #04 | #05 | #06 | #07 | #08 | #09 | #10 | #11.

Numa tentativa de encerrar a temporada com chave de ouro, o animê acabou mostrando exatamente todos os problemas que os assombraram ao longo de toda sua exibição. Se for para fazer um elogio, porém, poderia dizer que pelo menos eles foram consistentes nesses pontos? Vamos comentar o episódio da semana, e dar um apanhado geral do show!

Captura de tela do episódio 12 de "The Detective is Already Dead", mostrando Kimihiko
Pois é, Kimihiko. Terminou. Para o bem ou para o mal, não tem mais resenha semanal. (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

Episódio 12: “Aqueles três anos estonteantes que passei com você”

A primeira metade fez uma construção completa: da preparação emocional com o flashback; ao reencontro surpreendente; passando pela já clássica interação entre Kimihiko e Siesta que eu tanto elogiei; chegando ao clímax com uma nostálgica onda de memórias; e encerrando com uma pose épica enquanto um discurso sobre o poder da amizade é narrado ao fundo; tudo isso enquanto enfrentam um lagarto gigante dentro de um navio em chamas. Honestamente, a ideia inteira da cena é perfeita.

Faço questão de destacar, porém, que apenas a “ideia” é perfeita. Mais uma vez, temos um problema de execução por parte do animê, que tirou grande parte do impacto que a cena precisava ter. Os movimentos são desengonçados; o monstro não tem a presença ameaçadora nem a coreografia que precisava ter para fazer sua existência ali relevante; toda a conversa entre os dois protagonistas teve sua importância diminuída pois eles falavam sobre coisas que aconteceram apenas dois episódios atrás… Foi um desastre de direção do início ao fim.

Na segunda metade, destaco mais uma escolha estranha por parte do autor: Sério mesmo que depois de tudo que aconteceu, nem o Kimihiko nem a Charlotte conseguiram chegar à conclusão de que a Siesta já tinha planejado morrer desde o começo? Para quem estava escrevendo uma história sobre protagonistas absurdamente poderosos, as duas pessoas que mais passaram tempo ao lado da “Lendária Detetive” não terem herdado nem uma fração da esperteza dela… soa um pouco estranho. Faz até parecer que a ideia era emburrecer as pessoas ao redor de Siesta, para que a sua inteligência parecesse maior.

Por fim, o encerramento pareceu servir como um soco no estômago, um último recado de que o show poderia ter sido bom, mas continuou no “quase” a temporada inteira. A apresentação de slides com o que aconteceu nos doze episódios nos mostrou como tivemos pouca coisa acontecendo de fato, com mais episódios de preparação de terreno do que terrenos sendo usados. O meta-comentário do Kimihiko, de que “É muito cedo para chamar isso de um epílogo” me causou uma reação visceral de ódio: Estou acostumado a adaptações de Light Novel terminarem com uma enorme placa de “vá ler o material original“, mas “The Detective is Already Dead” se esforçou para, em doze episódios, mostrar a menor quantidade possível de material. Esse final foi um grande dedo do meio para quem acompanhou o animê, quase como uma confirmação de que ele fez todas as coisas erradas propositalmente, e não por incompetência.

Captura de tela do episódio 12 de "The Detective is Already Dead", mostrando Nagisa com os olhos azuis
Não sei nem mais o que colocar na legenda das imagens da “Nagisa”… Coitada, a protagonista menos protagonista da história da ficção… (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

Considerações Finais (Dessa vez, “finais” mesmo)

Depois de três meses, eu confesso que fiquei confuso. Será que foi mesmo culpa do show? Será que “The Detective is Already Dead” que está errado, com uma direção e execução falhas? Ou será que sou eu que não tenho mais paciência para esse tipo de ladaínha? Gostaria de dizer que sou eu, mas o próprio anime me desmentiria. Veja o primeiro episódio! Leia os comentários que eu fiz sobre ele, lá atrás! Eu adorei a ladaínha, achei super legal toda a parte brega e exagerada que fizeram. Eu também vejo isso acontecendo em outros shows! A única explicação acaba caindo, de novo, na direção e na execução dos episódios 2 a 12. Uma pena.

Com uma aparência de “história de detetive“, mas uma proposta de “história de protagonista absurdamente poderoso“, o animê acabou arranhando a superfície de ambas as partes, sem se aprofundar em nenhuma delas. Coisas “genéricas” funcionam, mas só funcionam quando elas são genéricas o suficiente para abrangir um público enorme, fazendo com que essa grande área superficial compense a falta de profundidade. “The Detective is Already Dead” não foi nem largo, nem fundo, e acabou sendo um show que não agrada tanto quanto poderia.

Por outro lado, uma rápida pesquisa te mostra que a adaptação deu uma chacoalhada bem grande na Light Novel, trocando grandes blocos de ordem e trazendo uma visão bem diferente da mesma história. Se você ficou frustrado com o modo como o animê apresentou as aventuras de Siesta, Kimihiko e Nagisa, talvez a versão original seja justamente o que você precisa. Afinal, como já comentei antes, a realidade normalmente muda de acordo com a expectativa que você tem.

Captura de tela do episódio 12 de "The Detective is Already Dead", mostrando Siesta
A cara de todos os envolvidos no comitê do animê, ao ver que todo o plano de empurrar as pessoas para a Light Novel deu certo, mesmo que pelos motivos errados (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

E como a história terminou, acho justo fazer o que sempre fazemos e dar uma nota para o que acabamos de assistir: Para mim, “The Detective is Already Dead” fica com um 2,5/5,0, e eu nunca tive tantas postagens para esclarecer o meu ponto, quanto como hoje.

O animê, agora completo, está disponível na Funimation, com legendas em português.

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Maligno e seu potencial desperdiçado pelo roteiro

Chegou aos cinemas o mais novo terror de James Wan, diretor de obras aclamadas do gênero como Invocação do Mal, Jogos Mortais e ainda do filme solo do herói da DC, Aquaman. A história, sob um tom melancólico e misterioso narra a vida de Madison, interpretada por Annabelle Wallis (Peaky Blinders, Annabelle), que tem uma vida de conflitos desde a infância até a vida adulta, onde sofreu abortos e vive com seu marido abusivo e agressivo. Madison passa a ter visões brutais de homicídios, que ela vem a descobrir que realmente aconteceram. No filme, mergulhamos nessa trama que brinca com a ideia do que é psicológico e o que é sobrenatural, e o segredo dessa imersão está no fato de que quanto menos se sabe sobre a trama, mais assustadora ela é, ainda que seja desperdiçada no final.

  De imediato já é estabelecida a tensão na atmosfera, sobretudo o terror psicológico entre o casal, que se manifesta bastante no primeiro ato do longa, além da curiosidade que se desperta com a cena antes da introdução. Há no roteiro a preocupação de deixar apenas fragmentos do quebra-cabeça central, cortando a cena em momentos que provavelmente abririam portas para uma explicação. Isso porque a sensação de que estamos tateando na história junto da personagem deixa a experiência mais intrigante. O fato é que seu terror está no desconhecido, o assustador está presente por não mostrar cenas completas em sua primeira parte. Ainda, não haver jumpscares baratos é um ponto alto. Quando se trata dos filmes de terror de Wan, não há espaço para previsibilidades e, assim, não se desperdiça a tensão criada, circunstância que sempre se destaca no gênero. Porém, o roteiro parece se tornar algo totalmente diferente do que se propõe no começo, não sabendo para qual lado vai, e acaba surpreendendo negativamente, se perdendo em sua própria intenção de ser diferente e se destacar. Sua inconstância prejudica o produto final, somado ao fato de que algumas revelações não possuem o peso e atenção que deveriam. Isto devido às atuações ou os cortes bruscos de cenas, ou ainda suas aleatoriedades e humor em excesso para uma película do tipo. A revelação principal é um tanto quanto absurda e quebra toda a expectativa montada ao longo do filme, mas que pode ser relativa se assistido em diferentes pontos de vista, podendo ser visto como tosco e bizarro, ou então como uma proposta ousada e excêntrica. Além disso, a pergunta se tudo se trata do psicológico ou sobrenatural ainda paira no ar, visto que às vezes indica mais um lado do que outro e vice-versa.

  As atuações são um ponto negativo da obra e isto é notado logo de cara, e que piora no seu decorrer. Nenhum ator possui carisma nem funcionam bem em conjunto nas telas, nem mesmo as irmãs protagonistas, que deveriam possuir uma sintonia. As performances são caricatas e nem um pouco realistas e condizentes com a narrativa, além de serem acompanhadas de frases de efeito um tanto cafonas. Em muitas cenas as atuações parecem sair mais de uma paródia do que um terror sério em si  que fazem com que a história não seja levada a sério, o que pode prejudicar o conjunto. A interpretação de Annabelle Wallis passa a impressão de inexperiência e se mostra pouco convincente e expressiva. Houveram cenas em que a atriz não pareceu bem dirigida e assistida, pois aparentava não saber como agir, ou até mesmo ficando apenas parada. Pode-se exemplificar com o momento onde Madison revisita suas memórias reprimidas, que possui um peso significativo para a história e também aterrorizante, mas que perde seu crédito devido a atuação de Wallis. 

  Outro fator contribuinte para a apreensão é também o cenário, carregado com um nevoeiro que literalmente dita o ar do filme e uma casa antiga que passa a sensação de uma história de um local mal-assombrado, que torna a cenografia excelente e lembra um terror cult. Tratando de aspectos técnicos, o modo como Wan muda de câmera fixa para movimento junto com o personagem ajuda a criar a tensão de uma cena, mostrando a boa direção e controle de cena dele. A exemplo disso é a cena que acompanha a protagonista correr pela casa pegando a cena de um ângulo acima, abrangendo todo o cenário e que faz parecer que estamos correndo junto dela. Em momentos de mais ‘ação’, também não decepciona. A quebra da movimentação da câmera é uma marca muito importante para os filmes de Wan, como visto em Aquaman. Aqui, várias de suas técnicas são utilizadas, como o plano-sequência. A fotografia do filme é um dos seus principais pontos positivos –um dos raros-, onde James Wan e Michael Burgess conseguem coexistir de uma maneira extremamente sólida, acrescenta-se a isso o uso das cores e iluminação, extremamente essencial em um produto audiovisual de terror que visa realmente criar tensão e identidade. E aqui, o uso de luzes intimistas e da cor vermelha -que é como uma marca registrada do assassino- com planos abertos e fixos fazem com que crie uma imersão e a ansiedade que o clima pede. No entanto, o design de produção peca ao fazer montagens claramente mal elaboradas, ainda que não interfiram diretamente. O cgi também varia muito durante o longa, alguns poucos momentos que poderia ter se usado efeitos práticos foi substituído por um cgi não tão bem trabalhado, mas que mostra um bom desempenho no geral.

  Apesar de acertar ao propor um jogo do que é real e o que é psicológico na mente da protagonista, Maligno não se consolida como um bom filme de terror. Suas atuações enjoativas e um enredo que ‘força a barra’ e exagera em muitas cenas, sabotaram o que poderia ser um bom filme do gênero. As ressalvas se fazem pela direção de James Wan, criativa e artisticamente.

Nota: 1/5 – Bronze

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Kate (2021) traz todos os elementos para um excelente filme de ação

Qual o elemento que mais chama atenção quando estamos assistindo alguma produção de ação? Porradeira do começo ao fim? Reviravoltas inesperadas e/ou clichês? Personagem principal carismático/a? Personagens que não fogem de uma briga? Mesmo que o roteiro não seja lá essas coisas, tendo um desses elementos fica fácil chegar até o final do filme com uma pequena parcela de satisfação sanada. E quando tem tudo isso? Entretenimento puro, meus amigos! Kate, o recente filme da Netflix, juntou esses ingredientes e trouxe para nós um excelente filme de ação. Quer mais? Continue lendo este texto.

Habilidosa assassina, Kate é envenenada e tem menos de 24 horas para viver. Ela embarca numa vingança desenfreada contra seu algoz antes de morrer.

A sinopse é exatamente dessa forma: curta e direta. Nada além disso. O filme não tenta crescer e insultar a inteligência do telespectador. Assim como a sinopse, ele é direto com sua trama. Não cria-se tramas complexas com um monte de subtramas para desenvolver em quase 120 minutos. Ele possui um foco do início ao fim e não acontece nenhum desvio que comprometa o seu desempenho. Quando a personagem principal ajuda também nesse quesito, não temos do que reclamar. Estamos falando da nossa eterna Ramona (Scott Pilgrim contra o Mundo) e mais recentemente, a Caçadora (Aves de Rapina).

Mary Elizabeth Winstead está bastante confortável no papel da personagem-título e isso facilita em transmitir toda o carisma para o público. Conseguimos nos importar com cada passo cambaleante dela para achar a pessoa responsável pelo seu envenenamento, ao mesmo tempo que começamos a aceitar o seu derradeiro destino. As sequências de lutas estão bem coreografadas e é divertido que mesmo no bico do corvo de tanto apanhar, a Kate continua ali de pé pronta para devolver cada golpe. A direção é competente em explorar vários ângulos nas lutas, causando puro desconforto e empolgação.

A atriz Miku Martineau merece menção, pois trouxe uma química boa com Mary em todas as cenas que contracenaram. Apesar de ser clichê, é bacana acompanhar a evolução entre Ani e Kate durante o filme. Da antipatia a pura simpatia conforme os eventos vão se desdobrando. O lado cômico ficou principalmente entre as duas também.

As luzes neon ficaram responsáveis por criarem um visual bem bacana para o longa, além de detalhes arquitetônicos do Japão. Mesmo sendo algo recorrente em inúmeras produções, o choque entre as culturas do Ocidente e Oriente cumpre bem o seu papel. O plot twist pode ser considerado previsível e quem prestar atenção, pode até matar a charada antes mesmo da revelação (como aconteceu comigo).

Resumo da ópera: Kate é um excelente filme de ação que reúne os principais elementos que o tornam bem gostoso de assistir e de acompanhar a saga violenta da personagem antes de morrer. Vale muito a pena dar uma conferida.

Nota: 4/5 

Kate está disponível na Netflix desde o dia 10 deste mês.

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Aquarius (2016): Resistência à demolição

Aquarius não é um exercício de gênero, mas de brasilidade. A visão lúcida de Kleber Mendonça Filho diante do cenário brasileiro – as dificuldades profundas sofridas por um país marcado pela desigualdade, da riqueza cultural promovida pela diversidade notória, da violência à arte urbana, da favela ao condomínio de luxo – amplia os horizontes da função do país no longa, não sendo só um espaço cinematográfico para os personagens contracenarem, mas uma amostra concreta sobre as contradições brasileiras. 

Por se tratar de um filme nacional, dirigido por um dos maiores expoentes da direção no país, há de se esperar certo saudosismo às nossas próprias referências culturais, uma exaltação intensa do que existe de melhor no Brasil. Contudo, logo nos primeiros minutos, a protagonista Braga coloca um CD no rádio do carro, a música era nada menos do que Another One Bites The Dust, da banda Queen. Oras, um filme brasileiro não precisa – e nem deve – se submeter à negação de fontes externas de cultura, afinal, algo marcante nos dias atuais é a forma com que as outras culturas se aproximaram, e de certa forma se misturaram, em vários setores da sociedade brasileira. E a coragem de Kleber ao assumir essa identidade conflitante, fazendo com que a paixão da protagonista seja exemplo dessa mescla de gostos e culturas distintas, deixa ainda mais autêntica – e autoral – a sua visão inserida na obra.

O filme parte da demolição planejada por uma construtura do condomínio Aquarius. A construtora, contudo, tem um empecilho para dar continuidade ao projeto: a única dona que sobrou no prédio inteiro, Clara (Sônia Braga), nega impiedosamente qualquer oferta para compra do apartamento e não abre espaço para negociações, independente do valor oferecido. As razões para suas decisões nunca ficam concretamente evidentes, mas tampouco é necessária a explicação destas, já que, um dos principais objetivos de Aquarius é justamente demonstrar, por meio das imagens, das músicas, das memórias, entre outras ideias, a força da relação afetiva da dona para com o apartamento. Não é apenas um espaço substituível e passageiro, porém, um local onde ocorreram momentos únicos e especiais, mas também casuais e banais, todos estes que constituem a vida de uma pessoa, e qual ato seria mais honesto do que a tentativa de assegurar e proteger suas memórias? 

E a partir do momento que o roteiro, também escrito por Kleber, estabelece a luta incansável de Clara para resguardar suas memórias e sua história dentro do apartamento, a protagonista ganha uma dimensão profunda sobre sobrevivência; se manter e se sentir viva. Braga vive intensamente cada momento, seja participando de uma festa, se relacionando com um homem ou presenciando a conversa banal dos filhos, ela constantemente adquire e constrói memórias. Do mesmo modo, as cicatrizes, internas e externas, das dificuldades e problemas enfrentados por ela, como por exemplo o tratamento de câncer, que retirou uma de suas mamas, – e embora o tratamento não seja importante pra trama, as consequências deste são – formam o caráter persistente de Clara. Em uma aparente cena passageira, no banho, vemos apenas um seio enquanto o outro, ausente, foi retirado por conta do câncer de mama. Contudo, essa consequência drástica não afeta em nada – e nem deveria – a autoestima de Clara, e a direção de Kleber tampouco torna sensacionalista a abordagem da saúde de Clara.

Essa característica em particular trata de ressaltar a resiliência da protagonista, já que, quando ela chama um garoto de programa para satisfazê-la, tira o seio para fora e deixa o corte escondido na camisa, não como um ato de vergonha, mas de resistência. Embora fragmentada por perdas irrecuperáveis, tratamentos difíceis, com o apartamento ameaçado pela construtora, Clara mantém a força que lhe possibilita prosseguir na vida, persistindo no sexo, no mar, no edifício Aquarius; buscando prazer e a constituição – ou conservação – de memórias, o valor incalculável da vida. Tudo isso carregado emocionalmente por uma atuação brilhante, por compreender a personagem e os momentos singelos de respiros e olhares, de Sônia Braga.

A abordagem psicológica e física de Clara seria suficiente para o roteiro de Aquarius, mas Kleber, como dito, tem uma visão pertinente sobre o cenário brasileiro, e não só emprega uma visão crítica e reflexiva acerca do caráter contraditório do território nacional, como também aproxima o espectador de elementos concretos da desigualdade, seja nos ambientes distintos que se inter-relacionam, ou nas dificuldades casuais dos personagens. 

O diálogo sincero e completamente honesto entre a protagonista e o sobrinho Tomás reflete como a consciência social é importante na formação dos brasileiros. As dificuldades estão tão intrínsecas à história brasileira, que saber compreendê-las parece uma lição passada de geração para geração. Se o filme é sobre herança afetiva, memórias e lembranças, uma das heranças que Kleber reconhece ser a mais importante é justamente o reconhecimento dos problemas sociais, raciais e econômicos que geram e mantém essa realidade perversa. E a escolha do diretor da conversa ocorrer na faixa litorânea, onde as imagens contrastantes da cidade ficam visíveis e tornam-se plano de fundo, enaltece o quão imprescíndivel é para o brasileiro conscientizar-se da situação precária do país, capaz de gerar uma corrente hereditária de indignação.

Com a brasilidade sendo um dos temas principais de Aquarius, situações cotidianas tão bem representadas em tela contribuem para a concretização deste exercício autoral. Deixar o filho com a avó, a briga entre o dono da empreiteira e Clara, o aniversário da empregada, são todas situações distintas mas sintomáticas de um espaço onde as diferenças estão tão reunidas e – por que não? – naturalizadas. O embate entre a protagonista e, por assim dizer, o antagonista pode soar um tanto quanto clichê, mas é perceptível como as frases e os diálogos aparentemente comuns oferecem uma didática necessária; às vezes é preciso ir direto ao ponto, sem construções retóricas rebuscadas ou grandes discursos motivacionais; as escolhas simplistas dão voz ao ambicioso discurso do filme. 

Aquarius é sobre um país cuja memória não se perdeu, mesmo com tantas influências externas, empecilhos sociais e sabotagens internas. É sobre a persistência dessa cultura no meio de tanta contradição (a dona Braga insistindo em ficar no apartamento), é sobre tocar Queen no rádio mas reconhecer e valorizar as produções nacionais, ir no restaurante luxuoso e na laje da favela, criar um laço familiar com a funcionária, reconhecer desigualdades e se indignar com a tentativa de normalizá-las, é sobre o saudosismo nacional nunca explícito, que percorre o roteiro. 

É, finalmente, sobre o Brasil. O edifício inteiro persistindo, durando, se prolongando, mantendo-se vivo e intacto, ainda que tenha milhares de cupins no interior.

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Resenha Semanal | The Detective is Already Dead #11

Na penúltima semana, temos nossa penúltima resenha semanal de “The Detective is Already Dead“! O animê está chegando ao fim, e se você deixou a coisa acumular para maratonar tudo no final, esse é um bom momento de ir assistir os episódios anteriores, e ler as resenhas anteriores:  #01 | #02 | #03 | #04 | #05 | #06 | #07 | #08 | #09 | #10.

Como estamos quase acabando a temporada, o animê faz um esforço para tentar concluir seu raciocínio. Esforço sempre dá resultados, mas, de vez em quando, não dá resultados positivos. Com alguns acertos e alguns erros, vamos comentar o episódio da semana!

Captura de tela do episódio 11 de "The Detective is Already Dead", mostrando Yui
Parece que o olho-que-tudo-vê da Yui conseguiu ver o plano do Kimihiko dessa vez (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

Episódio 11: “Uma luz em meio à esperança”

Continuando de onde paramos na semana passada, o Kimihiko salva o dia com o poder da enrolação estratégica. Comprar alguns preciosos minutos fazendo um discurso emocionado, e forçando o seu vilão a fazer outro discurso emocionado é uma tática mais velha que andar para frente, e foi o que o nosso ajudante predileto fez para salvar a Nagisa. E o animê fez questão de te mostrar que ele tinha planejado as coisas só até aqui.

Seguimos com mais um pequeno acerto: Uma boa utilização de flashback. Viu gente? Não é tão difícil assim! Um flashback não precisa ter mais que um minuto de duração, e ele pode ir direto ao ponto que será utilizado logo na sequência. É uma construção que nos faz lembrar que sim, de fato, a detetive já está morta, e que o importante é o presente, e não o passado. Mas também mostra que ela continua sendo relevante no hoje, por meio de suas filosofias e lições. A ideia não era essa?

O que eu não gostei, porém, foi a segunda enrolação estratégica. O garoto estava lá, enrolando o nosso camaleão (que aliás, era um camaleão mesmo né? Esse autor gosta de ser literal) depois de ter salvo a Nagisa. Essa era a oportunidade perfeita para fazer justamente o que o autor disse que era o objetivo dele desde o princípio: contar uma história de um protagonista super-poderoso e bem-preparado. Se tivessem me falado um “Ahá! Eu sabia desde o princípio que eu não tinha como enfrentar um mutante por conta própria, e sabia que a Charlotte iria aparecer com reforços! Por isso eu passei um flashback no meio da cena de combate! Eu sou muito esperto!“, eu teria aplaudido. Seria uma atitude incrivelmente corajosa por parte da história, e por mais cafona que seja, se alinharia com o que a história pretende ser.

Captura de tela do episódio 11 de "The Detective is Already Dead", mostrando Camaleão (esquerda) e Kimihiko (direita)
Eu depois de duas doses da vacina vs eu antes de tomar a vacina (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

Considerações Finais

Eu não sei mais o que dizer, apenas sentir. No caso, sinto pena do animê. A direção artística do show não está dando conta de fazer o que precisava fazer. Todas as cenas são anti-climáticas, sem emoção e sem intensidade. Eu acredito seriamente que você precisa de um certo talento para conseguir fazer uma cena onde um cara se transforma em um camaleão-mutante enorme e é então alvejado por uma submetralhadora dentro de um navio em chamas, ser uma sequência totalmente sem impacto.

Por outro lado, a segunda metade do episódio serviu como réplica ao meu comentário da semana passada: Finalmente justificaram os cinco episódios de flashback que eu tanto reclamei sobre. Foi uma conclusão que precisava de uma certa construção para funcionar, e que só teve impacto justamente pela longa duração. Mas com o porre que foi acompanhar essa construção sem aviso prévio, e com o problema de direção artística já mencionado… A conclusão pareceu muito menos impactante do que precisava ser. Isso faz com que eu não tenha certeza se a justificativa tenha valido a pena.

Ao menos deram uma justificativa, né? Agora só resta um episódio.

Captura de tela do episódio 11 de "The Detective is Already Dead", mostrando Siesta
Quando finalmente o seu jogo de Xadrez 5D, que você vem planejando há anos, finalmente chega à conclusão que você já tinha calculado 27 passos a frente de todos… (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

O animê está disponível na Funimation, com novos episódios aos domingos, e legendas em português. Além de “The Detective is Already Dead”, a Funimation também anunciou diversos outros títulos para a temporada de verão de 2021, incluindo algumas dublagens para o português.

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Paramount+ | Star Trek: Lower Decks e Amy Winehouse e Eu são os destaques de setembro

O catálogo do Paramount+ adicionou algumas novidades para esse mês de setembro. Confira abaixo o que poderemos esperar e planejar aquela maratona.

01/09

Patrulha Canina (Sétima temporada)

Uma equipe de filhotes liderados por um menino chamado Ryder, estão sempre prontos para ajudar na cidade da Baía Aventura. Eles têm uma mistura de habilidades para resolver problemas, veículos legais e coragem para proteger a comunidade.

Amor, Casamentos e Outros Desastres

Com Diane Keaton e Jeremy Irons, Amor, Casamentos e Outros Desastres é uma comédia romântica que acompanha um grupo de pessoas envolvidas com a indústria do casamento vivendo situações inusitadas, constrangedoras e emocionantes durante o evento mais especiais da vida dos casais.

Behind The Music

Disponível em 8 novos capítulos, esta série analisará as carreiras de diferentes artistas. Mas também vai explorar as dificuldades pelas quais passaram. Além disso, vai lançar um olhar íntimo sobre as histórias pessoais de sucesso e de tragédia das estrelas da música como: Jennifer Lopez, Ricky Martin, Duran Duran, Busta Rhymes e muitos outros.

https://www.youtube.com/watch?v=0wo6AqLA8p8&feature=emb_title

 

13/09

American Rust

Baseado na obra homônima de Philipp Meyer. A trama irá acompanhar o chefe de polícia Del Harris (Daniels). O qual quando a mulher que ama vê seu filho acusado de assassinato, logo acaba sendo forçado a decidir o que fazer para protegê-lo.

 

15/09

Star Trek: Lower Decks

A história acompanha a equipe de apoio de uma das naves menos importantes da Frota Estelar, a USS Cerritos, em 2380. Alferes Mariner, Boimler, Rutherford e Tendi têm que manter seus deveres e vida social, já que o local é abalado por uma infinidade de anomalias da ficção científica.

Amy Winehouse e Eu: A História de Dionne Bromfield

Além dos depoimentos da cantora, o documentário, com cerca de uma hora de duração, apresenta material inédito e exclusivo das aventuras entre as duas.

Pai a Gente Só Tem Um

Javier é um homem que não divide os afazeres domésticos com a esposa. No entanto, ela decide viajar e ele terá que cuidar da casa e dos cinco filhos sozinho.

Pai a Gente Só Tem Um 2: Uma Sogra no Ninho

Javier parece ter tudo sob controle como pai e desenvolvedor de aplicativos de sucesso. No entanto, sua esposa, Marisa, revela que está grávida e agora Javier enfrenta uma nova e divertida aventura incluindo a sua sogra.

16/09

The Harper House

Animação que acompanha uma família endividada de mudanças para uma casa em pedaços, numa vizinhança racialmente diversa de sua comunidade original.

https://www.youtube.com/watch?v=UXD_4pQJlBk

 

17/09

Rugrats: Os Anjinhos

Tommy, Angelica, Chuckie e o resto da turminha retornam com as vozes originais para uma nova série em CG com novas aventuras, mas a mesma essência que a série tinha nos anos 1990.

https://www.youtube.com/watch?v=Y4IsD-0G1TI

A Culpa é do Cabral – 5 Anos de Zoeira

Cinco anos depois da estreia do primeiro episódio de A Culpa é do Cabral, o quinteto formado por Fabiano Cambota, Nando Viana, Rafael Portugal, Rodrigo Marques e Thiago Ventura abre o coração e as portas dos camarins para fazer um balanço do programa.

Bob Esponja e sua turma em Kamp Koral

O novo desenho mostra como era a vida de Bob Esponja, Patrick, Sandy e companhia aos 10 anos de idade.

Setembro também contará com O Protetor com Denzel Washington, Gente Grande 2, Willy’s Wonderland: Parque Maldito e Os Coroas da Goldie.

Fiquem atentos para os lançamentos de mais streaming aqui na Torre de Vigilância.

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Resenha Semanal | The Detective is Already Dead #10

Dá para acreditar? Essa é a décima semana que estamos fazendo resenhas de “The Detective is Already Dead“! Parece que vamos mesmo sobreviver até o final, ein? Caso não tenha visto, as resenhas anteriores podem ser lidas aqui:  #01 | #02 | #03 | #04 | #05 | #06 | #07 | #08 | #09.

Como uma fênix que resurge das cinzas após morrer, o animê decidiu voltar ao presente após cinco semanas de flashbacks. E, assim como a fênix, meu interesse no show pareceu renascer. Vamos comentar o que vimos essa semana:

Captura de tela do episódio 10 de "the Detective is Already Dead", mostrando Charlotte (direita) e uma parte de Kimizuka (esquerda)
Dessa vez, a Charlotte serviu de algo! Isso que é desenvolvimento de personagem! (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

Episódio 10: “Então, não posso me tornar um detetive”

O episódio começa com uma reflexão da Nagisa – que o autor levou muito ao pé da letra, fazendo ela ficar de frente para o seu reflexo num espelho por toda a cena… E a sutileza? – onde vimos ainda melhor dois detalhes opostos de episódios anteriores: Nos mostrou, de novo, que aquela introdução da garota, no episódio 2, foi completamente sem pé nem cabeça… e também nos mostrou que a escolha de direção do episódio 3, que eu tanto elogiei, foi feita propositalmente. A própria Nagisa admitir que ela é o completo oposto da Siesta é um ponto óbvio, mas que impacta quando é dito de forma tão descarada assim.

Outra coisa que eu já comentei antes, mas que se mostrou novamente nesse episódio, foi a inversão de papéis. Depois de cinco episódios vendo a Siesta ser a “provocadora” e o Kimizuka ser o “provocado”, ver o Kimizuka no papel de “provocador”, mesmo que acidentalmente, é como uma brisa de ar fresco. E o animê estava precisando mesmo de uma refrescada de ares.

A aparição – dessa vez, com alguma utilidade pra trama – da Charlotte também foi interessante, ao trazer ainda mais destaque para o conflito interno da Nagisa, e de servir como ponto de início para a trama do arco. E qualquer personagem que seja necessária para nos levar até um vilão dublado pelo Takehito Koyasu é uma personagem importante, na minha opinião.

E já que citei o vilão, toda a história do episódio pareceu extremamente fora de lugar, mas não de uma forma ruim. É normal as coisas parecerem fora de lugar, pois, no presente, estamos acompanhando as coisas por um ponto de vista que é muito mais próximo do da Nagisa (que não tem muita ideia do que está acontecendo, por ter chegado de paraquedas) do que do Kimizuka. Esse sequestro repentino, esse item misterioso da Siesta que aparentemente está no barco, a aparição de um vilão que fica invisível e lhe dá um ultimato… Tudo isso acrescenta ao ar de mistério que circunda a nova e antiga vida da Nagisa.

Captura de tela do episódio 10 de "the Detective is Already Dead", mostrando Nagisa
E não se pode ter um drama sem um pouco de charme, não é? E de charme, a Nagisa está cheia (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

Considerações Finais

Caso não tenha ficado óbvio até agora, o ponto que eu tenho achado mais interessante em “The Detective is Already Dead” é o drama da Nagisa. É por isso que eu fiquei tão revoltado quando tivemos cinco episódios de flashback seguidos, e é por isso que eu fiquei tão feliz quando finalmente voltamos para o presente.

A volta ao presente, inclusive, nos mostrou ainda mais como aquela retrospectiva gigante foi inútil. Aprendemos mais sobre o passado? Sim, mas eles não estão usando essas informações para nada. Espalhar essa história ao longo dos acontecimentos presentes, mostrando apenas a parte que seria útil, parece muito mais interessante do que foi feito. Espero que tenhamos um desfecho colossal para me fazer calar a boca por reclamar tanto, mas não sei se eles terão a qualificação para fazê-lo…

Mas também, deixa eu elogiar quando se é devido: As cenas pontuais de humor estão fluindo muito melhor agora, do que nos primeiros episódios. Elas soam mais naturais, e se encaixam no roteiro como tendo importância. Talvez seja o reflexo de estarmos adaptando um volume mais avançado da Light Novel, onde o autor já pegou melhor o jeito de escrevê-las? Não sei, mas fico feliz.

Agora, as cenas possuem tensão, há impacto num ultimato como o que foi feito pelo vilão. A morte da Nagisa poderia acontecer, já que o futuro ainda não está escrito. Terminar o episódio em um cliffhanger onde coisas estão mesmo em jogo é muito mais interessante do que em um onde não se está apostando nada. Na pior das hipóteses, esse arco já será muito melhor do que o anterior, e por isso, eu fico animado com a expectativa dos próximos episódios.

Captura de tela do episódio 10 de "the Detective is Already Dead", mostrando Yui
Nem mesmo o olho-que-tudo-vê da Yui é capaz de prever o futuro. Mas o passado é fácil de se prever… (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

O animê está disponível na Funimation, com novos episódios aos domingos, e legendas em português. Além de “The Detective is Already Dead”, a Funimation também anunciou diversos outros títulos para a temporada de verão de 2021, incluindo algumas dublagens para o português.