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Disney+ | Setembro terá A Vida de Dug, Star Wars: Visions, Happier Than Ever e muito mais

Mais um mês chegou para os assinantes das principais plataformas de streaming aproveitarem o que tem de melhor em seus catálogos. Confira as novidades de setembro no Disney+.

01/09

Acampados (Quarta temporada)

No início do verão, Lou está se adaptando às suas novas funções como diretora de acampamento, com sua marca habitual – entusiasmo, embora agora ela seja responsável por consertar o encanamento e contratar uma cozinheira quando ela prefere andar de caiaque no lago ou passear na cabine Woodchuck.

Argentina Selvagem (Primeira temporada)

A Vida de Dug

Passando no mesmo universo de Up: Altas Aventuras, e acompanha o cãozinho falante Dug (Bob Peterson) enquanto ele começa uma nova vida morando com o velhinho Carl Fredricksen (Ed Asner). Através de cinco curtas-metragens, acompanharemos um novo ambiente que se provará um grande desafio para Dug, que precisará lidar com as desventuras do subúrbio americano.

 

03/09

Happier Than Ever: Uma Carta de Amor Para Los Angeles

Billie Eilish apresenta todas as canções do álbum ‘Happier Than Ever’, inclui participações especiais de FINNEAS, do Coral Infantil de Los Angeles e da Orquestra Filarmônica de Los Angeles, regida por Gustavo Dudamel, além da participação de Romero Lubambo.

As Aventuras de André e Wally B

Neste curta-metragem de animação, o diretor Alvy Ray Smith e os criadores John Lasseter, Eben Ostby e Bill Reeves, contam a história de um menino e um zangão na floresta. André está acordando no meio da mata quando encontra com o zangão Wally B. O garoto aponta para o outro lado, enganando o animal, e foge assustado. Wally fica furioso e resolve seguir o menino para se vingar.

Tin Toy

O soldadinho musical Tinny morre de medo do bebê Billy. Apavorado com possibilidade de virar o brinquedinho do bebê, ele foge e se esconde embaixo do sofá. No seu novo esconderijo, ele conhece outros brinquedos que também estão fugindo. Enquanto isso, Billy se machuca e Tinny começa a se sentir culpado, repensando sua missão como um brinquedo.

https://www.youtube.com/watch?v=ffIZSAZRzDA

 

08/09

Doogie Kamealoha: Doutora Precoce

Segue uma adolescente prodígio de apenas 16 anos tentando conciliar a carreira de médica e os altos e baixos dessa fase da vida.

 

10/09

SparkShort: Vinte e Poucos

Amadurecer pode ser difícil. Alguns dias você arrasa enquanto em outros dias você não passa de uma pilha de crianças se escondendo em um casaco esperando que ninguém te note. Gia se encontra exatamente neste cenário na noite do seu vigésimo primeiro aniversário. Esta é uma história sobre as inseguranças de ser adulto e como todos nós apenas fingimos até conseguirmos.

 

15/09

Amor Mío (Temporadas: 1 a 4)

Sitcom que gira em torno da Marcos e Abril, duas pessoas com personalidades completamente opostas, mas que se unem desde a infância.

Yukon: Plantão Veterinário (Sétima temporada)

A Dra. Michelle Oakley é veterinária em um dos ambientes mais hostis da Terra, o note do Canadá. Ela assume as tarefas mais extremas, além de administrar uma clínica de animais em sua casa.

 

17/09

Marley & Eu

Os recém-casados John e Jenny Grogan se mudam de Michigan para a Flórida, onde eles compram sua primeira casa e encontram trabalhos em competitivos jornais. Mais tarde, o casal adota Marley, um adorável filhote de labrador amarelo. Marley cresce rapidamente e se torna bastante travesso. Ainda assim, mesmo enquanto ele está destruindo a mobília e não obedece, ele sempre consegue alegrar John, Jenny e sua crescente família.

https://www.youtube.com/watch?v=22NkKx6_MWw

Mio Fratello Rincorre I Dinosauri

Você tem quatro anos e tem duas irmãs. Então, numa tarde, seus pais anunciam que você terá um irmão e que ele será muito especial. Você está feliz, porque para você, ” especial” significa super-herói. Depois do nascimento dele, você percebe que ele não tem superpoderes. E aí, você descobre a palavra ”Down”.

La Ola Sin Fronteras

Expedição inédita durante 50 dias nas Ilhas Maldivas, um arquipélago com mais de 700 ilhas, com o objetivo de construir pontes através do esporte e mar, neste caso o surfe e o mar.

Disney’s Broadway Hits at London’s Royal Albert Hall

Mostra um concerto que celebra os empreendimentos na Broadway com diversas músicas famosas.

SparkShort: Nona

A vovó Nona planeja passar seu dia de folga longe do mundo para ver seu programa de luta favorito, E.W.W. Smashdown, mas a visita inesperada de sua neta Renee de 5 anos, faz com que Nona fique presa entre suas duas coisas favoritas.

O Sonho de Red

Um monociclo esquecido no canto de uma loja de bicicletas imagina uma vida de sucesso circense.

Tumbas Inundadas do Nilo

Arqueólogos mergulham em uma pirâmide inundada perto do Nilo para procurar a tumba de um rei que pode revelar pistas sobre o antigo reino de Kush.

22/09

Star Wars: Visions (Primeira temporada)

A produção foi resultado do trabalho de 7 estúdios diferentes de animação e cada episódio terá um enredo diferente, assim como um estilo visual único.

Herdeiros da Noite (Primeira temporada)

Aborda a história sobre os clãs remanescentes de vampiros na Europa que estão treinando para sobreviver. No meio deles está Alisa, que pode escolher entre a vida eterna como vampiro ou que todos os vampiros vivam como humanos.

Spidey e Seus Amigos Espetaculares (Primeira temporada)

Nessa série infantil, siga Peter Parker, Gwen Stacy e Miles Morales e suas aventuras enquanto os jovens heróis se unem a Hulk, a Sra. Marvel e a Pantera Negra para derrotar inimigos como Rhino, Doc Ock e Goblin Verde e aprender que o trabalho em equipe é a melhor maneira de salvar o dia.

Homem-Aranha: Maximum Venom (Primeira temporada)

Quando o Homem-Aranha e seus aliados tentam rastrear um de seus inimigos, eles descobrem que Venom, arqui-inimigo do Teioso, voltou para buscar vingança na Terra. 

Gigantosaurus (Primeira temporada)

Quatro amigos jovens dinossauros curiosos exploram o mistério do Gigantosaurus, o maior e mais feroz dinossauro de todos, enquanto enfrentam seus medos individuais e trabalham juntos para resolver problemas durante suas muitas aventuras. Baseado no livro homônimo de Jonny Duddle.

https://www.youtube.com/watch?v=6SqBveeY7Us&feature=emb_title

Zeke e Luther (Temporadas: 1 a 3)

Nessa série de comédia, dois melhores amigos se reúnem para tentar alcançar um sonho em comum: se tornar os melhores skatistas do mundo.

Segredos do Fundo do Mar (Temporadas: 1 e 2)

O programa tenta responder como navios naufragados, tesouros e até cidades como chegaram nas profundezas dos oceanos e se escondem algum outro segredo.

 

24/09

Robôs

Um jovem inventor idealista viaja para a cidade para se juntar à empresa de sua inspiração, apenas para se encontrar opondo à sua sinistra nova administração em um mundo robotizado.

Spark Story: Tudo Começa com uma Ideia

Acompanhe o processo de filmagem de dois criadores de conteúdo da Pixar, que oferecem um olhar íntimo enquanto trazem suas visões pessoais para a tela.

Amazônia Eterna

Em um momento em que o mundo discute o impacto das ações humanas no meio ambiente, Amazônia Eterna apresenta uma análise crítica de como a maior floresta tropical do mundo é compreendida e valorizada. Um documentário educativo e esclarecedor sobre o rumo desta preciosidade.

29/09

Mafalda

Série de curtas para divertir o público, mas também fazê-los refletir. Se você adora a personagem.

Miraculous: As Aventuras de Ladybug (Segunda temporada)

Marinette e o Adrien, dois adolescentes normais, se transformam em super-heróis, Ladybug e Cat Noir, quando um mal ameaça sua cidade.

Zorro (Temporadas: 1 e 2)

Na Califórnia espanhola do século XIX, o heroico espadachim mascarado Zorro, que, na verdade é um nobre local, deve proteger seus amigos e a pequena cidade de Los Angeles de seu prefeito corrupto e de outras ameaças.

Nat Geo Lab (Segunda temporada)

Na série educativa Nat Geo Lab, aprenda a fazer experiências científicas e divertidas por meio de elementos caseiros e fáceis de obter. Surpreenda-se com descobertas em um laboratório moderno e com experimentos bacanas que podem ser repetidos em casa pelas crianças.

E isso não é tudo. Fiquem de olho aqui na Torre de Vigilância para mais postagens de lançamentos das principais plataformas de streaming. Agora, podem maratonar sem moderação.

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Detective Comics Quadrinhos

Damian Wayne, a criança quebrada

Falar de um personagem controverso, principalmente na internet, é um negócio complicado. Mas hoje eu serei o advogado do diabo, pelo menos para aqueles que odeiam, o que eu considero, um dos personagens mais interessantes da Bat-família: Damian Wayne. Se você ainda não é familiarizado com esse negócio de quadrinhos, esqueça o que viu nas animações, que, por mais divertidas que sejam, pegam apenas uma parte superficial do que estamos querendo falar aqui. Sabe aquele papo de livro x filme? É mais ou menos isso.

Sua primeira aparição se deu em 1987, como um bebê na graphic novel Batman: O Filho do Demônio (começamos bem, hein?) mas ele foi se transformar em um personagem de fato em sua reintrodução anos depois em Batman #655-658, pelas mãos de Grant Morrison. Esse arco saiu aqui tanto nas mensais quanto no encadernado Batman & Filho. Nosso primeiro contato com o menino não foi um dos melhores, nos apresentando algo muito parecido com o que vemos nas animações. Confesso que a melhor parte desse início é o Batman dando um belo de um esporro em seu filho.

Só faltou pegar o Bat-Chinelo.

Arrogante, teimoso, violento e sem nenhum talento para trabalho em equipe. Mas quem diabos gosta de personagens assim?

credo

Uma criança que foi treinada desde o seu nascimento para ser uma arma mortal por sua mãe e a Liga dos Assassinos, Damian se torna interessante à partir de sua evolução como Robin, aprendendo com seu pai e mestre, o conceito de heroísmo. Desconstruir tudo aquilo tudo que ele aprendeu até então não é fácil. É uma criança, e crianças por si só são difíceis de lidar. Mas não estamos falando de uma criança comum, não é? Afinal, o que poderia sair de bom misturando os genes de Talia al Ghul com Batman?

Meu professor de roteiro costumava dizer “Sem conflito não há história.” Bem, conflitos não faltam nessa run de 2011, pela excelentíssima dupla (e que dupla) Peter J. Tomasi e Patrick Gleason. Damian é constantemente testado em sua moral e ética, até então questionáveis, pelos personagens inseridos na trama. Bruce tem medo e receio de seu filho, e do que ele pode se tornar sem uma bússola moral. Ele sabe de seu potencial, tanto pro bem quanto para o mal. O pequeno Robin é um assassino em essência. A regra do Morcego de nunca matar é explorada mais a fundo aqui, mostrando o quão deturpada pode ser essa ideia e quanto ela pode transformar alguém. Afinal, todo vilão acha que está do lado certo. A dinâmica de pai e filho é outro ponto positivo na trama, e nos apresenta pontos diferentes de um choque de gerações.

E pra falar de pontos positivos, Patrick Gleason simplesmente arrebenta na arte, nos entregando cenas fluidas e empolgantes de ação. Pra fã nenhum do Batman botar defeito.

Também somos apresentados ao personagem Ninguém (Morgan Ducard) que aparece para fazer o contraponto dessa bússola. Ele vê a aptidão do menino para a destruição, e tenta arrastá-lo consigo para a escuridão, apresentando argumentos em prol de sua filosofia menos branda com criminosos. Por muitas vezes, vemos Damian como um personagem permanentemente danificado, sem empatia e sem qualquer senso de heroísmo. Mas, ao mesmo tempo que você o odeia por ser um personagem impulsivo, teimoso e arrogante, você acaba se compadecendo com ele em muitos momentos. E é aí que mora a mágica desse gibi: A quebra de expectativa.

“Não quero acabar como Ducard, sem uma bússola moral. Eu quero ser como você. Eu sempre quis ser como você.”

 

A criança monstro vem numa crescente de desenvolvimento, em uma leitura viciante que te prende do início ao fim. Méritos a Peter J. Tomasi, que soube muito bem conduzir a trama até o seu ápice, nos surpreendendo e nos emocionando em muitos momentos. Quando você se dá conta, você está já está torcendo por ele. Caímos na real e vemos a humanidade em seus olhos e em suas ações, constatamos: É uma criança. Uma criança que nunca conheceu o afeto e que está tentando achar o seu lugar no mundo ao lado de seu pai. Em um dos volumes seguintes ao arco, Damian acaba desobedecendo seu pai e sai em uma missão sozinho. No final, descobrimos que tudo aquilo foi pra conseguir recuperar a última pérola do colar de Martha Wayne, perdida nos esgotos de Gotham. Uma cena de uma pureza ímpar.

Nascido para Matar compila as edições de Batman & Robin #1-#8 de 2011, pertencentes aos Novos 52. Mas a recomendação fica para todos os 40 volumes. É uma leitura que vale cada página, e talvez seja uma das melhores coisas do selo N52, com momentos memoráveis, que trabalham do micro ao macro do Universo DC.

No fim, você aprende a amar a criança quebrada, que aos poucos tenta se refazer. Damian Wayne quer apenas ser o orgulho de seu pai.

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Isolados: Medo Invisível/Safer at Home: A narrativa distópica da pandemia que se aproxima da realidade

Ao longo das décadas, as crises sanitárias que aconteceram no mundo impulsionaram inúmeras produções tentando adaptar de forma fiel essa realidade através de Contágio (2011) ou quando caíram de cabeça no drama apocalíptico para entreter seus telespectadores com The Walking Dead em seus 11 anos de estrada com os personagens tentando sobreviver num novo mundo com zumbis. Entre muitos outros exemplos. Se eu fosse mencionar todos, tomaria todo o texto.

No último dia 20, o Amazon Prime Video lançou em sua plataforma dois filmes falando sobre a pandemia do novo coronavírus. O mais interessante aqui é que apesar da mesma temática, esses projetos cinematográficos possuem propostas diferentes sobre o desenvolvimento de suas tramas em relação ao amor e amizade. Ao abordarem assuntos como passaporte de imunidade, lei marcial, variantes mais letais, número surpreendente de mortos e etc… parece até que estão pontuando alguma notícia real, né?

Isolados: Medo Invisível (2020)

O vírus Covid-23 sofre uma terrível mutação e se torna ainda mais mortal do que seus antecessores. Nesse contexto, os governos decretam bloqueio global e surge um jovem que inesperadamente é imune ao vírus.

Isolados retratou o caos que o mundo ficou após as variantes do novo coronavírus terem varrido boa parte da população para a morte, fazendo que os governos iniciassem medidas drásticas para evitar que o número de mortes chegasse a níveis ainda mais alarmantes. Lei marcial imposta e apenas os ditos imunes conseguiam transitar pelas ruas para continuarem com suas vidas, enquanto o restante da população seguia em casa em quarentena rígida.

O longa trouxe perspectivas diferentes através de uma trama dividida em núcleos com a finalidade de mostrar como os personagens principais estavam se adaptando aos métodos impostos pelo governo, seja uma rotina de live com a May, o mundo dos negócios da família Griffin, Dozer vencendo seus demônios, o serviço de entregas de Nico e o desejo de mudar a vida de Sara.

Apesar do tema ter sido a pandemia, a grande força foi o amor entre Nico e Sara. O encontro desses núcleos distintos só foi possível por causa das ações desse casal e deu uma pequena movimentada na trama. Destaco o papel de antagonista de Peter Stormare como Emmett Harland, o responsável por isolar os infectados e atrasar o sucesso do plano do casal.

Isolados: Medo Invisível não é o tipo de filme que você termina e vai procurar alguém pela vasta internet para debater sobre, porém é um entretenimento válido para passar o tempo. Na situação que a história se passa, valeria até pensar num prequel para contar a trajetória do vírus até chegar nessa variante atual com mais detalhes. Eu fiquei curioso em saber também mais sobre o desenvolvimento dos imunes. Acredito que o desejo ficará apenas na minha mente mesmo.

Nota: 3/5

Safer at Home (2021)

Para quem já assistiu Amizade Desfeita (2014) e Host (2020) vai perceber que a proposta de Safer at Home não é nada original: reunião virtual + jovens + uma dose de drogas = caos completo. Apesar da ausência de um pano de fundo sobrenatural, o filme conseguiu prender a nossa atenção com a tensão instalada nessa reunião após o incidente. O barato foi acompanhar o nervosismo e desespero dos demais dentro de casa, enquanto lá fora tinha uma quarentena rígida que precisava ser obedecida. Caso contrário, o cidadão poderia sofrer as consequências. Esse pequeno detalhe trouxe mais adrenalina para a jornada do personagem em questão (sem muitos detalhes para não dar spoiler).

A história se passa dois anos após o início da pandemia, mostrando a existência da variante Covid-22 e as consequências letais da mesma na população desprotegida. Por conta disso, existe o toque de recolher com vigia policial para que ninguém quebre a quarentena.

O plot twist no terceiro ato trouxe um certo alívio, porém invalidou toda tensão que mencionei acima. Com isso, ficou um misto de sentimentos sobre o final. Ainda mais que acabou invertendo a situação de perigo e finalizou de uma forma que fez referência ao grande protesto do movimento Black Lives Matter sobre o excesso dos policiais nas batidas.

Assim como Medo Invisível, Safer at Home consegue te entreter em quase 90min e é uma boa distração no catálogo do Prime Video. Nada muito marcante que te deixe alucinado, mas fica o destaque de como os dois possuem semelhanças com a nossa realidade mesmo que alguns elementos tenham sido pro lado mais distópico. Apesar disso, há de se considerar um pouco da distopia no nosso cotidiano.

Nota: 3/5

Boa parte do mundo passou por quarentenas rígidas em 2020 e houve também toque de recolher em alguns países para evitar a circulação de pessoas em horários pré-determinados. Sobre o lance de imunes: não é tão fantasia assim. Desde o ano passado, cientistas estão estudando casos de pessoas com imunidade a Covid-19 (digo sem o auxílio da vacina). Outra situação envolve a existência de variantes, que também estamos vendo. Para melhor entendimento, os especialistas nomearam as variantes de acordo com o alfabeto grego. A mais transmissível é a Delta. A Covid-22 mostrada em Safer já está sendo considerada e cogitam ser mais intensa que a Delta. Links sobre esses assuntos abaixo:

Imunidade

Covid-22

That’s All Folks! 

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Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis Homenageia a Mitologia Chinesa em uma Trama de Origem Genérica

Os Dez Anéis já apareceram brevemente no universo cinematográfico da Marvel em 2008, sendo a organização terrorista responsável pelo sequestro de Tony Stark e sua ascensão como Homem de Ferro – e o resto da história, já sabemos. Logo depois, retornou no terceiro filme do herói através do falso Mandarim, este responsável pela grande insatisfação dos fãs com o título.

Iron Man MCU villains make Marvel Comics debut in Ironheart Iron Man MCU villains make comic debut in Ironheart

Após todas as críticas feitas ao Homem de Ferro 3, o estúdio decidiu se redimir e apresentar corretamente a organização, além de introduzir o tão querido Mestre do Kung Fu pela primeira vez no audiovisual e no MCU, marcando o primeiro filme do gênero cujo o herói protagonista e grande parte do elenco são asiáticos – além, é claro, de representar a mitologia chinesa em sua exibição.

Um breve resumo sobre quem é o personagem e sua história: Shang Chi, também conhecido como Mestre do Kung Fu apareceu pela primeira vez em 1973 na Special Marvel Edition #15, quando as histórias em quadrinhos ainda estavam em sua era de bronze e quando o audiovisual era marcado pelos famosos filmes de lutas marciais. O herói tem origem em Honã, na China, e é filho do criminoso chinês Fu Manchu. Treinado desde pequeno nas artes marciais, Shang Chi se opõe a tudo que seu pai acredita e segue o caminho da justiça, conhecendo ao longo de diversas histórias os heróis mais famosos da editora, e se unindo a eles em outros arcos.

A verdade incontável do Shang-Chi, o Mestre do Kung Fu da Marvel – Os Geeks

Pois bem, a história de Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis mostra a origem da organização e como ela se tornou famosa com o passar dos anos. Junto a isso acompanhamos também Shang Chi, filho do chefe dos Dez Anéis que foge e procura viver sua própria vida. Entretanto, tudo muda quando seu pai o encontra e quer que o mesmo assuma seu lugar na organização. De certa forma, a trama procura se redimir com o público após a versão patética do Mandarim exibida em Homem de Ferro 3 e explorar toda a história da organização através da origem do herói.

O roteiro é bem simples e apresenta uma história de origem genérica e sem grandes surpresas, entretanto acaba funcionando graças a direção de Destin Daniel Cretton e ao carisma dos protagonistas Simu Liu (Shang Chi) e Awkwafina (Katy). A direção de Cretton torna a narrativa leve e fluída mesmo diante de um roteiro genérico, executando bem o que é proposto dentro da argumentação. Além disso, o longa apresenta também um ritmo inconstante graças aos flashbacks presentes ao longo da história – mesmo que estes sejam úteis na narrativa e no conhecimento da origem de Shang, mudam o tom do filme e parece que estão apenas soltos dentro dele.

Why Abomination Looks Different in Shang-Chi Than He Did in Incredible Hulk

Outro problema do longa também é a inconsistência dos atos: enquanto o primeiro ato consegue estabelecer bem o protagonista e o rumo que a trama tomará, o segundo se torna arrastado e lento demais para que sua transição ao terceiro seja abrupta e resulte na batalha final. Essa quebra de tom provocada pelo segundo ato prejudica um pouco a experiência com o longa, mas nada que agrave o contexto geral.

Infelizmente todas as surpresas presentes no longa já foram divulgadas previamente nos trailers e nos spots do título, sendo a principal delas a aparição do vilão Abominável – esta que, diga-se de passagem, não acrescenta em nada na trama. De modo geral, o filme tem uma história simples e genérica que funciona graças a narrativa bem estabelecida e ao carisma dos personagens que é responsável por cativar o público.

Shang-Chi and The Legend of The Ten Rings' Gets New Poster & Featurette!

O grande ponto positivo do filme são as cenas de luta, excelentes e bem coreografadas. Neste filme as lutas não são editadas e cortadas em todos os pontos, o que faz com que o telespectador sinta cada golpe em sequências de lutas bem executadas e dinâmicas. Junto a isso, os efeitos visuais do título estão ótimos e fazem com que o longa se consolide como uma bela homenagem da Marvel aos filmes de artes marciais presentes ao longo da história do cinema.

Junto a isso, o elenco entrega o carisma ideal para que o telespectador se preocupe com seu desenvolvimento. A comediante Awkwafina rouba a cena diversas vezes como alívio cômico e apresenta uma química incrível com o protagonista, sendo a relação de ambos o equilíbrio perfeito do longa. Um único problema no elenco em si é a presença de Ben Kingsley como o ator que foi responsável por interpretar o Mandarim em Homem de Ferro 3.

A aparição do personagem que era pra ser breve apenas para justificar que fim o mesmo teve após o curta All Hail the King se torna forçada ao tentar se encaixar como mais um elemento de alívio cômico desde o segundo ato até o término do longa. De certa forma não souberam trabalhar o número de vezes que o personagem deveria aparecer na tela e o tornaram repetitivo e enjoativo até o fim.

Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings' review: What critics say

Então, é bom?

Por mais que apresente uma trama de origem genérica e com poucas surpresas, Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis consegue cativar o público através dos seus protagonistas e entrega uma homenagem ao cinema de artes marciais com cenas de luta bem coreografadas e com excelentes efeitos visuais, sendo um prato cheio aos fãs dos longas de ação. Além disso, cumpre seu papel introduzindo o herói ao universo cinematográfico e diverte o público do início ao fim.

Nota: 3/5

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Gameplay Games

Lake | Uma perspectiva nova para viver a vida

Já posso começar este texto falando pra você ir jogar Lake, não espere por mais nada, apenas vá e jogue. Por que não importa o quanto eu descreva toda a minha experiência vivendo em Providence Oaks, o quanto eu tente explicar como são as interações dos personagens e como a cidade e o campo parecem ser reais. Na verdade Lake parece tanto com a vida real que chega a assustar. Lake pode ou não ganhar prêmios esse ano mas ele vai te ganhar com o mais simples balançar das folhagens enquanto você olha para o horizonte, e enxerga as montanhas ao longe.

Começando pelo ponto alto de Lake, vou destacar o visual. Como falei acima, seria difícil explicar como o jogo ganha vida diante de seus olhos sem escrever no mínimo umas 15 linhas de alegorias, como Tolkien fez em Senhor do Anéis, e como Stephen King faz em seus livros. De maneira geral, o jogo dentro de sua proposta e do seu visual saudosista, atrai o olhar e acalma seus pensamentos. Ao pensarmos em “Lago”, podemos pensar na calmaria externa, e no interior altamente povoado com todas as suas espécimes de animais que vivem dentro e ou redor do lago.

Em Lake isso é muito bem aplicável. Desde sua paisagem naturalista, até a a população vivendo a cidade em Providence Oak. A medida em que você vai conhecendo mais de Providence Oak , irá notar o seu tamanho ideal para a jogabilidade que o jogo oferece. Nem grande, nem muito pequeno, você não vai se perder e também não vai parecer que está andando em círculos.

Lake contempla tanto a parte visual e vivencia que sua história acaba se misturando ou até mesmo se perdendo (de maneira positiva). Temos como plano principal Meredith, tendo que realizar um trabalho de entregas de correspondência, enquanto seu pai está de férias. E enquanto você a ajuda a realizar este serviço, ou até mesmo nos seus momentos de folga, vocês estarão conhecendo pessoas novas, e entendendo um pouco mais sobre cada cidadão de Providence Oak.

Claro que isso vai depender do seu humor, mas sendo sincero, não  há condições de jogar Lake estando com a cabeça pesada, e o próprio jogo por meio de todo o visual e a jogabilidade que te oferece automaticamente te faz relaxar e pensar nas melhores rotas e respostas para se dar bem nas entregas e na prática da boa vizinhança.

A aventura em Lake é bem fluida, esse simulador de entrega de correspondência se torna uma experiência guiada por narrativas, que te coloca nas interações sociais e problemas de Meredith de uma maneira tão leve e natural que impressiona. Tudo em Lake garante que a jogabilidade trabalhe junto a história para que você fique em constante movimento, deixando com que se divirta com os visuais disponibilizados, e as interações com os personagens. Algo bem mais leve e saudável do que o que vimos em Death Stranding, incentivando a exploração da cidade e a conhecer novos personagens.

De forma que Lake, nunca força o jogador a jogar por horas e horas, com histórias longas e complexas, a mescla com a narrativa cria um ambiente ótimo, resultando em uma harmoniosa gameplay.  A satisfação em conseguir modelar a sua narrativa própria em Lake, é inigualável. Cada decisão que você faz e os relacionamentos que você cria ao longo da gameplay vai deixar em você uma marca positiva.

Nenhum dos problemas, atrapalhou minha experiência com Lake. Posso citar alguns travamentos em locais muito específicos, como ficar preso entre cercas, ou entre objetos grandes, este porém não aconteceu durante minha gameplay, alguns jogadores apontaram esse problema. O que aconteceu comigo foi relacionado ao som. Durante umas entregas o som ambiente estava mais alto que o volume dos diálogos, mas foi rapidamente resolvido com o reset da gameplay. Acredito que alguns outros problemas com som também são pontuais.

Um outro ponto a ser considerado são seus finais. Finais estes longe de serem ruins, mas como toda a história foi amarrada, e visto o desenvolvimento de cada personagem eu esperava algo muito além do que me foi entregue. Mas considero que tudo foi muito bem organizado para não deixar que nada passasse despercebido dos seus olhos nas resoluções dos problemas.

Lake é o jogo que te faz parar e refletir sobre tudo. Será que tudo o que vivemos vale a pena? Será que a vida que eu estou levando faz bem para mim? Parece um quadro renascentista por sua narrativa tão bem detalhado que quando terminou, fiquei por um tempo sem rumo. Assim como terminar uma série e o vazio existencial passa a conviver com você, até encontrar uma outra nova.

NOTA: 5 Diamante

Gostaria que todos tivessem a oportunidade de jogar Lake. Para que pudessem observar uma história sendo construída com seus personagens em um tempo curto de fato, mas com tanto esmero que esse detalhe te deixa apenas querendo mais.

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Gameplay Games

Monster Harvest: Seja bem vindo à Planimália!

Monster Harvest é trazido pela Merge Games (responsável por Alex Kidd in Miracle World DX) e explora conceitos já conhecidos nos gêneros de simulação e monstrinhos colecionáveis a la Pokémon.

Para quem já jogou Stardew Valley e Harvest Moon, Monster Harvest soará bem familiar, em vários aspectos durante a sua jornada, principalmente no começo.

A história é praticamente a mesma que já vimos no gênero, você se muda para uma pacata cidade (chamada Planimália) onde recebe a tarefa de cuidar da fazenda do seu tio, já que ele está muito ocupado com pesquisas sobre o fenômeno que dá um twist inesperado ao gênero de simulação de fazendas: os planimais.

Os planimais são monstrinhos criados através das mutações de plantas com os slimes encontrados nas masmorras, contando o jogo com 75 variações de monstros e possuem o papel semelhante ao de um Pokémon, com direito a batalhas por turno e tudo o mais.

No entanto, até chegar ao verdadeiro brilho do jogo há um enfadonho pedágio a ser pago.

O começo de Monster Harvest pode espantar quem não tem muita paciência, tarefas mais básicas como limpar o terreno quebrando pedras e cortando madeira consomem exageradamente a energia do personagem a um nível que pode quebrar o ritmo de exploração em meio as atividades necessárias já que você é obrigado a dormir para recuperar a sua energia. Caso durma só até a noite, ela se recuperará um pouco, caso durma até o dia seguinte ela se regenera completamente. Comidas ajudam mas não estão muito disponíveis a você desde o começo.

Como é impossível fazer sua fazendo crescer sem remover pedras e galhos para apanhar matérias e, com apenas 9 sementes de plantio, o começo do jogo por vezes parecerá mais trabalho do que Happy Hour, até o jogo realmente engrenar.

É importante lembrar que os ciclos de dia e noite importam e os adoráveis gráficos pixelados ganham maior destaque devido ao cuidado aos detalhes na ambientação. Reflexos em tempo real nas águas, vagalumes à noite e três estações definidas (Estação seca, estação úmida e estação escura) dão um dinamismo muito bem-vindo e que demonstram a dedicação dos desenvolvedores no jogo.

As plantas necessitam de cuidado como a atividade de regá-las todos os dias, com exceção dos dias chuvosos, onde esse trabalho fica com a mãe natureza.

Os próprios planimais, precisam de todo um cuidado para a criação pois só será seguro leva-los consigo assim que estiverem totalmente crescidos e desenvolvidos.

O jogo brilha com o desenrolar dos dias (e conta com um calendário interno) e as visitas às masmorras, onde você encontrará slimes, materiais de decoração, materiais de crafting e desafios como as lutas entre Planimais ao melhor estilo Pokémon: Batalhas de turnos com ações para cada Planimal e sempre de 1 contra 1.

Até mesmo a primeira masmorra do game poder ser bem desafiadora, requerendo paciência e estratégia em relação a sua movimentação e seu arsenal de Planimais aliados mas no decorrer do jogo ele vai ficando mais amigável e consequente mais fácil.

A trilha sonora não deixa nada a desejar, e combina perfeitamente com o visual pixelado do jogo, uma harmonia bem vista até nas trocas de ambientes.

O jogo está localizado no Português do Brasil brilhantemente, inclusive na versão de Nintendo Switch, onde jogamos o game.

O visível elefante no meio da sala, no entanto, precisa ser mencionado: as referências aos seus títulos de inspiração as vezes chegam a ser parecidos até demais, levando a inevitáveis comparações com Stardew Valley e Pokémon e o problema maior é que, se comparado a tais franquias, ele não consegue se destacar com toda a maestria merecida.

Há um sistema de relacionamentos de relacionamentos com os moradores, mas o sistema é muito simplificado e raso, faltando, na maioria das vezes, a motivação para investir na amizade com outros personagens.

As batalhas entre planimais são bastante divertidas, mas os monstrinhos também possuem limitações rasas pra quem está acostumado com sistemas complexos de Pokémon.

Isso não faz com que o jogo deixe de ser divertido, é justamente a soma destas mecânicas tão diferentes que fazem o game brilhar do seu jeitinho carismático.

Há uma misteriosa e empolgante trama envolvendo uma corporação industrial que estaria utilizando slimes para algo maligno, os personagens são interessantes e tem histórias a contar, que inclusive envolvem o seu personagem, já que a cidade não lhe é estranha, afinal, parte da sua infância foi aqui.

Durante a minha jogatina experimentei alguns pequenos bugs que incluíam até o uso do teclado do jogo, que, infelizmente, não se aproveita dos recursos touchscreen do Nintendo Switch onde poderia brilhar ainda mais.

Veredito:

Monster Harvest é uma excelente escolha para quem gosta do gênero de simulação de fazenda com o fator diferente dos planimais, que podem mudar e complementar a experiência.

No entanto, o jogo não traz nada que não tenhamos visto antes, e peca um pouco quando isolamos as mecânicas que ficam mais simplificadas, devendo ser levado em conta a soma destas mecânicas para realmente brilhar, nada que torne o jogo menos divertido e viciante, mas que definitivamente não o torna para qualquer jogador.

Nota 3.5 (Prata)

O jogo foi lançado hoje, dia 31 de agosto, para as plataformas PC, Nintendo Switch, Xbox One e PS4 (Xbox Series e PS5 através de retrocompatibilidade) e foi nos gentilmente fornecido com antecedência pela Merge Games.

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Resenha Semanal | The Detective is Already Dead #09

Em contraste à semana passada, hoje eu serei breve. As resenhas anteriores de “The Detective is Already Dead” estão aqui:  #01 | #02 | #03 | #04 | #05 | #06 | #07 | #08.

Lembra do flashback das últimas quatro semanas? Que falamos que tinha durado três semanas a mais do que deveria? Pois então, ele continua. Breves comentários sobre o episódio:

Episódio 9: “SPES”

Acredito que o que vimos essa semana resume bem o que tem sido “The Detective is Already Dead”, desde o seu segundo episódio: Diálogos descritivos e com falas pseudo-filosóficas, mas que não carregam nenhum peso ou significado; cenas de ação medíocres e que te fazem questionar o que aconteceu com a incrível luta que vimos no avião; e algumas poucas interações divertidas que se perdem no meio de todo o resto.

Tudo nesse episódio pareceu extremamente esquisito, como se as próprias personagens estivessem desconfortáveis de estar ali. E não digo isso num ponto de vista da narrativa (o que faria sentido!), mas sim, tecnicamente: É um problema de composição de cenas, que já discuti anteriormente, e tem se mantido semana a semana, mas que ficou especialmente visível hoje, pela natureza do episódio que tivemos.

Captura de tela do episódio 9 de "The Detective is Already Dead", mostrando Kimihiko e um pedaço da cabeça de Charlotte
Aliás, qual foi a utilidade da loirinha no episódio de hoje? Servir de Uber? Pois nem a conversa dela valeu muita coisa… (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

Considerações Finais

O episódio de hoje deveria ter sido um clímax, a emocionante conclusão de um looooooooooongo arco que se passa no passado. O que foi entregue, porém, não chegou aos pés do que ele se propôs a fazer. Houveram algumas ideias legais, mas elas não foram executadas tão bem quanto poderiam, fazendo com que tudo ficasse meia-boca.

A melhor demonstração disso é o quão anti-climática foi toda a cena com a “morte” e a morte da Siesta. O dublador do Kimihiko, Arata Nagai, se esforçou para fazer a parte dele, e para isso, eu dou os parabéns, mas todo o resto da cena simplesmente não contribuiu para o impacto que era necessário. O jeito como a Hel simplesmente aparece ali, do nada, para interromper a conversa, chegou quase a ser engraçada… Sem contar que não só uma, mas duas vezes, eles decidiram fazer coisas literalmente brotar do chão para dar uma sacudida na cena que já tinha perdido todo o gás.

Se bem que uma coisa funcionou: Com o coração da Siesta roubado pela vilã, a história me deixou intrigado em tentar entender como aquele órgão vai acabar indo parar na outra protagonista, que não aparece há tanto tempo que eu já esqueci seu nome. Mas, torrar a paciência do seu público com cinco episódios seguidos de flashback, e ainda gastar todo o combustível “do passado” que você tinha de uma vez, não parece ter valido a pena, quando você pensa que esse questionamento foi a única coisa que você ganhou.

Estamos tão perto do final, que me sentiria mal de desistir agora, então vou continuar até o fim. Mas que esse episódio me deu vontade de nem postar nada, isso deu…

Captura de tela do episódio 9 de "The Detective is Already Dead", mostrando Siesta
Depois de estar supostamente morta no início, mas aparecer no início de qualquer jeito, e aí estar morta de verdade, mas voltar a estar viva por cinco episódios, só para fingir morrer e então morrer mesmo no mesmo episódio… Finalmente podemos dizer que a Detetive Está Morta (Reprodução: Twitter Oficial, @tanteiwamou_)

O animê está disponível na Funimation, com novos episódios aos domingos, e legendas em português. Além de “The Detective is Already Dead”, a Funimation também anunciou diversos outros títulos para a temporada de verão de 2021, incluindo algumas dublagens para o português.

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Aliens: Fireteam Elite une ação e terror numa ótima experiência cooperativa

Algum fã da franquia Alien por aqui? Se sim já podem comemorar a chegada de Aliens: Fireteam Elite, o mais novo jogo da série desde Alien: Blackout e que se torna continuação direta da clássica trilogia de filmes que todo mundo (ou pelo menos muita gente rs) ama.

Ambientado 23 anos após o terceiro filme, no jogo controlamos um fuzileiro (homem ou mulher) que tem o papel de atender chamados de socorro de todas as colônias externas que sua nave recebe. É por meio desses chamados que temos 4 campanhas in game, com três missões cada, onde os objetivos se alteram à medida que avançamos em cada uma.

Criação de personagem:

No início do jogo, como na maioria do gênero, temos que criar nosso personagem e dentro do menu de personalização podemos escolher entre:

  • Sexo feminino e masculino;
  • 10 tipos de rosto;
  • 7 tons de pele;
  • 7 cores de olho;
  • 16 penteados;
  • 8 estilos de pelos faciais;
  • 18 cores de cabelo;
  • 6 vozes.

Um prato cheio pra quem gosta de uma boa personalização antes de começar o que realmente interessa.

Classes

Logo na nossa primeira missão somos apresentados às classes e ao modo de jogo que conta com 4 categorias que os jogadores conseguem usar em qualquer momento:

1. Artilheiro
O artilheiro carrega um fuzil para confrontos à distância e uma arma de curta distância para quando a ação ficar intensa. Granadas de estilhaço podem perturbar inimigos maiores e a habilidade “Overlock” permite que os artilheiros anulem brevemente as travas nas armas do restante do pelotão aumentando a cadência de tiro

2. Demolidor
Além de um fuzil padrão, os demolidores utilizam armas pesadas como smartguns, lança-granadas e unidades de fogo. Andam equipados com foguetes de impacto para romper ataques em massa à distância. Além de uma onda explosiva concussiva que derruba inimigos à curto alcance. Armas pesadas não tem muita munição, por isso os demolidores costumam depender de suas armas de apoio.

3. Técnico
Os técnicos controlam o fluxo da batalha. Canalizando as forças inimigas em zonas de abate. Eles plantam bobinas carregadas para atrasar o avanço dos inimigos, além de posicionarem sentinelas para conceder suporte direto de fogo. Este equipamento por ser maior, os limita a usar uma arma curta e uma arma de curta distância.

4. Médico
Os Docs não apenas mantém seus camaradas de pé e na luta com as estações de trauma para cura do pelotão, mas também aprimoram o desempenho do pelotão administrando um “coquetel” de estimulantes de combate. Também carregam um fuzil e uma arma curta.

Cada classe, apesar de já terem visuais específicos, ainda conta com inúmeras personalizações e equipamentos que podem ser alternados durante o jogo. Elas também possuem progressão, levando o jogador a alternar de classe para conseguir subir de nível.

Já escolheu sua classe principal? Então vamos pra hora da ação.

O jogo é um shooter em terceira pessoa e seu hub possui inúmeras interações e informações, acostumar pode ser difícil inicialmente mas, como todo jogo, com constância o player aprende como exercer cada função e o que precisa ficar atento na tela.

Além de termos mais de 30 opções de armas, também conseguimos personalizá-las, utilizando diferentes cores, adesivos e também os anexos, que são responsáveis por melhorar o desempenho individual de cada arma usada.

O arsenal (equipamentos usados na missão), onde escolhemos as armas, só pode ser modificado no início de cada missão, então aproveite bem esse tempo e use sempre o que for mais necessário para o objetivo.

Diferente dos outros jogos da franquia, Aliens: Fireteam Elite é um jogo de ação cooperativo, e não um jogo de terror, mas claro que toda sua ambientação é feita para simular o horror da franquia. Vez ou outra andando pelo cenário podemos encontrar objetos e partes caindo sobre a gente de forma sutil ou até tubulações que estouram do nada fazendo com que alguém que está concentrado, tome belos sustos.

Os controles do jogo são bastante parecidos com outros jogos do gênero, como os botões de correr, recarregar e afins. Porém um elemento presente que difere um pouco dos outros é a presença de Stamina que é limitada e se esvai ao esquivar,  portanto pense bem antes de usar a esquiva, ou melhor dizendo, esquive com moderação. Também é possível esconder atrás de barricadas já que encontramos inimigos que atacam à longa distância.

Inimigos

Inimigos sozinhos não causam muito estrago mas como costumam vir em hordas, evite sempre entrar em lugares estreitos porque podem acabar sendo fatais. Eles aparecem absolutamente toda hora, não somente quando você aguarda as hordas chegarem, o que faz com que o jogo fique mais divertido, menos repetitivo e dinâmico.

Existem vários tipos de xenomorfos e cada um possui habilidades específicas. Até mesmo os mais simples e fáceis de matar, depois de mortos fazem um pequeno estrago com seus cadáveres que soltam veneno por um curto período de tempo (lembra que lugares estreitos podem ser fatais? Então…).

A inteligência artificial dos inimigos varia pelo seu tipo, o que deixa o game muito mais desafiador. Não entrando no mérito dos tipos de Xenomorfo já que algo legal do jogo é descobrir o que faz cada um e como mata-los, mas como exemplo dessa inteligência temos os Warriors (um dos mais de 20 tipos de inimigos apresentados no jogo), que são completamente difíceis de exterminar, além de te agarrarem caso você não esquive de forma rápida.

Equipe

Temos 3 membros em nossa equipe e algo que também auxilia muito o jogador é a inteligência artificial amiga que acerta muitos inimigos e não deixa nada a desejar na sua habilidade. Mas claro que a experiência multiplayer é bem mais prazerosa. Sempre será melhor jogar com amigos, então aproveite sempre que tiver essa oportunidade.

É possível curar e até reanimar aliados, mas cada um dos 3 players só conseguem ser reanimados 4 vezes durante cada missão, essas “vidas” são mostradas no Hub.

Como nem tudo são flores, temos algo negativo. O jogo não tem cooperativo local, o que vai te impedir de jogar junto daquele seu irmão mais novo que divide a casa com você ou com aquele amigo que sempre passa os fins de semana por aí, e isso acaba limitando um pouco a experiência para alguns jogadores.

Outros Detalhes 

Existem mais alguns detalhes que ainda não tratamos por aqui. Se caso você ainda estiver se perguntando “Mas se os xenomorfos não usam armas, como consigo munição durante a missão?” Bom… Graças a deus existem caixas de munição espalhadas pelas missões que podem ser usadas sempre que quiser ou conseguir chegar até elas.

Juntamente dessas caixas, também estão outras que possuem os chamados “consumíveis”, esses variam desde uma torreta de artilharia, até mesmo à munições diferentes que podem ser acrescentadas às armas, limitando cada jogador a carregar 4 tipos diferentes.

Menu

O menu do jogo é interativo (já jogou vingadores? É bem parecido), temos uma base bem extensa onde as opções estão espalhadas junto aos personagens que conseguimos interagir, cada um tem uma função, inclusive de te deixar escolher qual será a próxima missão.

Para melhorar ou conseguir novas armas, dentro desse menu temos um setor com a loja de armas. Lá você consegue trocar armas por dinheiro ou também utiliza informações coletadas que podem ser encontradas nas missões ou no próprio menu interativo, para conseguir novos visuais, emotes, acessórios, cores, cartões e outros itens “colecionáveis”.

Veredito

Aliens: Fireteam Elite é um prato cheio para quem sempre sonhou em ser um exterminador de Xenomorfos, sua ação unida ao dinamismo do multiplayer cooperativo trazem uma experiência muito divertida. Porém o jogo deixa a desejar em alguns aspectos, como a falta de cooperativo local dita acima e seu conteúdo tende a ficar um pouco repetitivo após algumas horas de gameplay, fazendo com que traga uma certa “sazonalidade” a quem decidir jogar.

Nota: 3.0 (Prata)

O jogo, produzido pela Cold Iron Studios, será lançado dia 24/08/2021 para PC e consoles.

Agradecimentos à Masamune pela cópia digital do jogo, que foi testado em um Playstation 4.

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Resenha Semanal | The Detective is Already Dead #08

Temos bastante coisa para falar essa semana, com o oitavo episódio de “The Detective is Already Dead“, então vamos direto ao assunto. As resenhas anteriores estão aqui:  #01 | #02 | #03 | #04 | #05 | #06 | #07.

Com o que parece ter sido o fechamento desse arco de flashback, o animê se transformou bastante desde a última vez. Mas essa transformação não se deve a alguma mudança na direção ou no roteiro: O que mudou foi a minha percepção do show. E nossa, tudo faz muito mais sentido, depois de entender o que estava sendo proposto. Faço questão de gastar um tempo explicando o que rolou para você.

Captura de tela do episódio 8 de "The Detective is Already Dead", mostrando Alicia
Vou te dar uma informação útil, assim como o Kimihiko deu um anel para a Alicia (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

No começo da semana passada, dia 16, o site de notícias Anime News Network publicou uma entrevista (em inglês) com o autor da Light Novel de “The Detective is Already Dead”, Nigojū; e também com o diretor da adaptação animada, Manabu Kurihara. O texto completo é muito interessante, e vale a leitura para quem está interessado no animê. Porém, o que eu gostaria de destacar é a essência dessa entrevista: A minha interpretação é de que nunca foi a intenção do autor escrever uma história de detetive.

O que ele queria era fazer mais uma das clássicas histórias de “protagonista absurdamente poderoso“, que faz bastante sucesso no submundo das light novels. E, parando para pensar, a Siesta é exatamente isso: Uma protagonista absurdamente poderosa, simplesmente usando o tema de “detetives” como molde. Vi comentários de algumas pessoas que desgostaram do primeiro episódio, pois a lendária detetive pareceu “ter tirado a solução do caso da cartola” (para não usar um termo de baixo calão), e achei bastante engraçado quando, na entrevista, o autor faz questão de citar justamente esse acontecimento como algo “legal e empolgante“.

Ou seja, o meu problema com “The Detective is Already Dead” (e, talvez, o seu também) não era a produção, mas sim, a expectativa. Já falei bastante sobre esse assunto numa outra postagem, só que dessa vez, o problema foi o oposto: Estávamos esperando uma história de detetives, e analisando o animê como se ela fosse uma… Quando na verdade, ela nunca se propôs a ser uma. Agora que sabemos o que deveríamos estar pensando ao assistir o show, a história muda de figura. E os resultados foram imediatos. Vamos comentar o episódio da semana!

Captura de tela do episódio 8 de "The Detective is Already Dead", mostrando Kimihiko
Posso dizer que, assim como o Kimihiko, eu não estava VENDO DIREITO o que a história queria me contar. Ha… haha… (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Episódio 8: “Com isso, retomamos nossa jornada”

Essa semana, tivemos um molde bem comum para encerramentos de arco, embora eu possa argumentar que as coisas aconteceram um pouco rápido demais. E isso é irônico, pois passei os últimos três episódios dizendo que as coisas estavam muito lentas. Poderiam ter ajustado melhor a distribuição de “coisas acontecendo” ao longo do flashback.

Com a solução do mistério dos assassinatos, tivemos mais um gostinho da temática de detetive que claramente não é o foco da história. Mais uma vez, aconteceu de termos um caso que poderia ser resolvido com as informações que foram dadas, mas que ainda acabou ficando no quase no quesito satisfação. A diferença dessa semana? Eu não fiquei frustrado com ficar no quase, pois agora sei que não era a intenção da história chegar lá.

O que foi mais importante, na minha opinião, porém, não foi a resolução do caso. Acredito que a parte de maior importância foi o desenvolvimento de personagem que foi dado à Siesta essa semana. Boa parte da primeira metade do episódio foi focada em mostrar um lado mais humano da detetive, e a demonstração funcionou tão bem justamente por ter sido feita através de contradições.

Com a revelação de que a Alicia era, na verdade, um disfarce da Hel, temos uma das profecias cumpridas: O tal livro mágico da vilã tinha dito que o Kimihiko seria o parceiro dela, não é? E foi justamente isso que aconteceu, quando Kimihiko decidiu ser o assistente dela, deixando Siesta sozinha. Isso nos mostra que as previsões do livro tecnicamente se realizam, mas no clássico modus operanti da “Pata do Macaco”, elas não funcionam do jeito que se espera. Ainda bem que teremos ao menos um pouco de liberdade nessa história de “destino traçado”.

Captura de tela do episódio 8 de "The Detective is Already Dead", mostrando Siesta
Uma coisa não muda, porém: A Siesta ainda é uma personagem super divertida, e as interações dos dois protagonistas continuam a melhor parte do animê (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Considerações Finais

Talvez isso tivesse sendo feito desde o princípio, e eu só percebi agora por conta da minha mudança de mentalidade, mas… Esse episódio mostrou claramente um dos temas abordados em histórias de “protagonistas absurdamente poderosos”, que é o da solidão. Quando se está no topo, não há ninguém com você. Como a Siesta é essa detetive que realmente merece o título de “Lendária”, ela assume o posto absoluto de número um, e isso faz com que ela possa se sentir sozinha num ponto de vista empírico.

O Kimihiko existe como um apoio para a Siesta. Ela mesma diz que ele é alguém que ela “podia confiar“, alguém que ela poderia se dar ao luxo de se abrir, de se aproximar. Do ponto de vista dela, o assistente era uma pessoa que estava próxima do topo, próxima o suficiente para que ela pudesse se identificar e se sentir acompanhada. Mas o episódio usou a Alicia para mostrar que mesmo com essa proximidade e intimidade entre os dois, o Kimihiko ainda está muito mais próximo das pessoas normais do que da genialidade da Siesta. Ao colocar a garotinha como um ponto de comparação, tanto o público como a própria detetive conseguiram identificar que o assistente pendeu pro lado que ele se identifica mais.

A qualidade de gênio da Siesta, porém, é a dedução e o raciocínio. Por causa disso, ela consegue entender a posição que estava e a posição de seu confidente, e decide ceder um pouco, para conseguir se manter próximo da única pessoa que, até hoje, conseguiu dar a ela ao menos algum tipo de companhia. Estar no topo é solitário, mas apenas se o dono da força quiser que seja assim. O “poder da amizade” não é usado à exaustão sem motivo.

O animê ficou cem vezes melhor e mais divertido para mim, agora que entendo o que eu deveria estar assistindo. Espero que isso te ajude também.

Captura de tela do episódio 8 de "The Detective is Already Dead", mostrando Kimihiko (esquerda) e Alicia (direita)
O Chad Kimihiko que entende a intenção do autor vs The Virgin Alicia que está passando nervoso com a história (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

O animê está disponível na Funimation, com novos episódios aos domingos, e legendas em português. Além de “The Detective is Already Dead”, a Funimation também anunciou diversos outros títulos para a temporada de verão de 2021, incluindo algumas dublagens para o português.

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Resenha Semanal | The Detective is Already Dead #07

É o início da segunda metade da temporada, e então, temos a sétima postagem sobre “The Detective is Already Dead“. Como sempre, as resenhas semanais dos primeiros episódios estão aqui:  #01 | #02 | #03 | #04 | #05 | #06.

Insistindo no flashback que parece não nos levar a lugar nenhum, passamos um terceiro episódio no passado. Mas dessa vez, eles ao menos tentaram corrigir o problema que vimos nas semanas anteriores. Vamos comentar!

Captura de tela do episódio 7 de "The Detective is Already Dead", mostrando Siesta.
Minha cara de bolado assistindo mais um episódio de flashback… (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Episódio 7: “Na hora, você se lembrará desse dia”

O que eu comentei nas outras vezes foi a falha principal de um flashback: Você já saber o que vai acontecer remove totalmente a tensão da história. Essa semana, o animê se esforçou para contornar esse problema, ao focar no que acontece com a Alicia. Afinal, o que acontece com a Alicia? Não sabemos, e o ponto é justamente esse. Qual é o destino dela? Qual o passado dela? Não temos essas informações, e por conta disso, mesmo uma história que se passa no passado consegue ter algum tipo de drama.

Além disso, o episódio ainda trabalhou, com certo grau de sucesso, em um “caso de detetive”. O olho esquerdo do Kimihiko estar machucado e a Alicia “resolver esse mistério” serviram como um aperitivo, para nos lembrar que, mesmo com eles não se esforçando em mostrar, isso ainda é um animê de detetive. Claro que foi um golpe um pouco baixo, pois não estávamos pensando nesse mistério, mas foi um mistério que começou na nossa frente, mostrou pistas para nós ao longo de todo o episódio, e foi resolvido com as informações que nós tínhamos. Então bem… Um ponto positivo?

Mas como não dá pra deixar só com elogios, tenho que reclamar do enorme desperdício que foi gastar metade do episódio com seja lá o que aquilo deveria ser. Pra começar, quem que deixou essas crianças beber? Não sabemos a idade da Siesta, tudo bem, mas o Kimihiko é menor de idade! E toda a cena que transcreveu com os dois bêbados e as várias insinuações sexuais não serviu para nada! Por um momento, achei que poderia ser uma preparação para algum acontecimento, não sei, talvez um ataque inimigo enquanto eles estavam fora de si, ou o fato de estarem agindo de forma diferente do normal fosse um catalisador para um momento de epifania. Mas não, a cena acabou e a história prosseguiu como se nada tivesse acontecido. Foi uma cena puramente de fanservice. Não vejo problema em fanservice, mas poxa, pelo menos escolhe um momento mais oportuno né? Não coloca no meio de um flashback que já está muito mais longo do que deveria ter sido…

Captura de tela do episódio 7 de "The Detective is Already Dead", mostrando Siesta.
Eu fiquei a cena inteira pensando “isso vai servir para algo, né?” só para o Kimihiko literalmente ir dormir de calça jeans… (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Considerações Finais

Continuo com a impressão das postagens anteriores: O animê está tão próximo de conseguir fazer algo legal, mas não tá conseguindo firmar o pé no chão. Pra mim, a única coisa que realmente me diverte é o fato de o autor fazer questão de que todas as garotas destratem o protagonista. Pois o Kimihiko tem uma personalidade combativa, então ele retruca de volta, e esse humor tem sido o ponto salvador de “The Detective is Already Dead“. Isso, e a piada de que eles estão sempre sem um único tustão furado no bolso. Eu também sempre dou risada disso.

Mas, de resto, a história está caminhando num ritmo absurdamente lento. Isso, se pudermos considerar que está caminhando, afinal, já é o terceiro episódio em que estamos no passado. Para quem estava achando que teríamos uma curta retrospectiva para introduzir o novo caso, isso está sendo um martírio.

Uma luz no fim do túnel, porém, parece ser que a história vai engrenar no próximo episódio. Só que nessa altura do campeonato, estar esperando o negócio engrenar? A maior parte das pessoas já desistiu, você não pode se dar ao luxo de demorar tanto.

Captura de tela do episódio 7 de "The Detective is Already Dead", mostrando Alicia.
Não precisa ser um Xeroque Rolmes para saber que a galera desiste fácil das coisas hoje em dia (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

O animê está disponível na Funimation, com novos episódios aos domingos, e legendas em português. Além de “The Detective is Already Dead”, a Funimation também anunciou diversos outros títulos para a temporada de verão de 2021, incluindo algumas dublagens para o português.