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A Menina do Outro Lado – Melancolia e suspense em forma de mangá

Em um mercado de mangás saturado por shounens de ação e outros estilos com roteiro duvidoso, duas editoras começaram a apostar em títulos diferenciados: Devir e DarkSide Books. Justamente da última vem esta recente publicação focada n0 terror e suspense: A Menina do Outro Lado, escrito e ilustrado por Nagabe.

Se passou quase dois anos até a citada editora voltar para nos apresentar alguma outra publicação oriental. A primeira havia sido Fragmentos do Horror, coletânea de Junji Ito em volume único. Em seu segundo mangá, a Darkside dessa vez aposta em uma série. Mesmo com a crescente junção de mais de um volume original nas edições brasileiras de mangás voltados para livraria, a DarkSide adota por respeitar o formato e quantidade de páginas da publicação original.

O mangá começa já mostrando a relação entre Shiva, uma garotinha e Sensei, uma criatura híbrida entre animal e humano. Após ser deixada na floresta, Shiva acaba sendo encontrada por Sensei, cuja identidade real é desconhecida. Shiva não pode tocá-lo, caso contrário ela também será amaldiçoada e então expulsa da sociedade. Reclusão que já ocorre com Sensei, este afastado do convívio com outras pessoas e já ciente de perigos e maldições contidas nos arredores do ambiente, assim alertando Shiva para que não saia sozinha. Na esperança de encontrar sua tia, a garota decide quebrar esta regra e seu convívio é colocado em sério risco.

A arte de Nagabe é fenomenal e bem diferente do que o público geral está acostumado. O autor utiliza muito bem o branco e o preto pra criar uma ambientação sufocante. O tom de melancolia percorre por todo o mangá, um dos pontos mais gratificantes da obra. A composição de quadros e movimentação deixa a narrativa do mangá bastante fluida, tornando a leitura bem rápida e dinâmica.

O volume 01 serve para apresentar e construir aquele mundo, sem diálogos expositivos. Fazendo (ou não) algumas revelações nos momentos certos. O volume 02 aprofunda mais um pouco. Nagabe também sabe deixar ganchos ao final dos volumes, deixando o leitor apreensivo.

 

A edição da DarkSide é composta por papel Lux Cream, acabamento do título em fita de seda e capa dura. Este último detalhe possivelmente é o fator determinante para o preço de capa. R$ 54,90 por em média 176 páginas é um valor salgado, ainda mais considerando que a obra ainda não foi concluída em seu país de origem e não se sabe ao certo quantos volumes terá a coleção completa. Outro ponto negativo é a falta de páginas coloridas. Poderiam ter feito um esforço, ainda mais pelo preço cobrado.

De resto, é uma edição que merece ser chamada de luxo. Mesmo sendo em capa-dura, o manuseio é bem fácil e a costura está perfeita, então não tenha medo de abrir o mangá para poder ler os diálogos que ficam nos cantos da página. É uma edição espetacular. Não há como negar.

A obra está andamento no Japão com 8 volumes. Até o momento foram lançados dois volumes no Brasil, com o terceiro já em pré-venda.

A Menina do Outro Lado
Nagabe
176 páginas por volume
Formato: 21 x 13 cm
R$54,90
Capa dura
Editora: DarkSide
Data de publicação: 02/2019 (volume 01) e 04/2019 (Volume 02)

 

 

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Cinema

Puddin! Confira as primeiras imagens de Aves de Rapina

Saíram os primeiros stills de Aves de Rapina e a Fantabulosa Emancipação de uma Arlequina, filme da Warner Bros. e DC Comics. Confira.

O elenco será formado por: Margot Robbie como Arlequina, Mary Elizabeth Winstead como Helena Bertinelli/Caçadora, Ewan McGregor como Máscara Negra, Jurnee Smollett-Bell como Dinah Lance/Canário Negro, Chris Messina como Victor Zsasz, Derek Wilson como Tim Evans, Rosie Perez como Renee Montoya, Charlene Amoia como Maria Bertinelli e Ella Jay Basco como Cassandra Cain.

Ele terá produção executiva da Margot Robbie, direção da Cathy Yan (Dead Pigs) e roteiro de Christina Hodson (Bumblebee e Batgirl). O filme estreia no dia 7 de fevereiro de 2020.

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Cinema

Scarlett Johansson é ovacionada no Festival de Veneza e vira uma das favoritas ao Oscar

Com direção de Noah Baumbach, História de um Casamento fez sua grande estreia no Festival de Cinema de Veneza. Narrando um drama de divórcio, o filme é estrelado por Scarlett Johansson, Adam Driver e Laura Dern.

As primeiras reações foram extremamente positivas e colocam a produção como uma das favoritas a receberem várias indicações na próxima temporada de premiações.

“Obra-prima da carreira” e “Melhor atuação desde Encontros e Desencontros” são algumas frases usadas para falar do trabalho de Scarlett Johansson neste filme. Confira algumas reações.

Os atores iniciaram o dia com uma coletiva de imprensa. Scarlett falou do quão pessoal esse filme foi para ela, em virtude de ter passado por um processo de divórcio durante as filmagens.

Na sequência, eles participaram de uma sessão de fotos para a imprensa.

Depois, veio o grande momento da premiere do filme, passando pelo tapete vermelho.

Na sala de exibição, os atores foram muito bem recebidos pelo público.

Ao final da exibição, o filme foi aplaudido por 5 minutos após o início dos créditos finais.

História de um Casamento (Marriage Story) foi confirmado hoje também no Festival de Telluride. Depois do grande sucesso na premiere em Veneza, o filme vai pra Toronto, Nova York e Telluride, passando nos 4 maiores festivais de cinema.

A produção será exibida posteriormente na Netflix, a partir de dezembro.

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Cinema

Continue tentando sorrir | Liberado o segundo trailer de Coringa

 A Warner Bros. Pictures disponibilizou o primeiro trailer de Coringa, filme que conta com Joaquin Phoenix no papel principal e Todd Phillips na direção.

Com produção do aclamado Martin Scorsese e de Bradley Cooper, intérprete do Rocket Raccoon nos filmes da Marvel Studios, o elenco de personagens secundários é composto por Robert De NiroZazie BeetzBill CampFrances ConroyGlenn FleshlerDouglas HodgeMarc MaronJosh Pais  e Shea Whigham integram o elenco de personagens secundários.

https://twitter.com/jokermovie/status/1166742248949551104?s=19

Drama. Joker gira em torno do icônico arqui-inimigo e é uma história original, independente, não vista antes nas telonas. A exploração de Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), um homem desconsiderado pela sociedade, não é apenas um estudo de caráter corajoso, mas também um conto preventivo mais amplo.

Coringa estreia em 4 de Outubro.

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Cinema

Painel de Viúva Negra apresenta artes conceituais e seus trajes na D23 Expo 2019

Durante o painel de Viúva Negra, o designer Andy Park exibiu vários imagens conceituais da personagem Natasha Romanoff.

Vários trajes da Viúva Negra foram expostos para o público.

O primeiro cartaz de Viúva Negra foi disponibilizado oficialmente pela Marvel Studios.

Estrelada por Scarlett Johansson, Viúva Negra chega aos cinemas em 1 de maio de 2020.

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Séries

Liberado o primeiro e espetacular trailer de The Mandalorian

A Disney disponibilizou o primeiro e espetacular trailer de The Mandalorian , que chega em 12 de Novembro no Disney+.

Pedro Pascal (Game of Thrones), Gina Carano (Deadpool), Giancarlo Esposito (Breaking Bad), Emily Swallow (Supernatural), Carl Weathers (Predador), Omid Abtahi (Deuses Americanos), o diretor e narrador alemão Werner Herzog (Homem Urso) e Nick Nolte (Trovão Tropical) fazem parte do elenco.

Comandado por Jon Favreau (Homem de Ferro), The Mandalorian se passará cinco anos após O Retorno de Jedi. Nele, acompanharemos a trajetória de um caçador de recompensas solitário, que busca por redenção vagando por toda a galáxia. Jango e Boba Fett devem ser mencionados no seriado; já que  são os principais mandalorianos do universo Star Wars.

Depois das histórias de Jango e Boba Fett, outro guerreiro surge no universo de Star Wars. O Mandaloriano é situada depois da queda do Império e antes do surgimento da Primeira Ordem. Acompanhamos os percalços de um pistoleiro solitário nos confins da Galáxia, longe da autoridade da Nova República.

Para futuras informações a respeito de Th Mandalorian, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Séries

Marc Spector une-se ao MCU! Cavaleiro da Lua ganhará série no Disney+

Foi confirmado durante a D-23, que o Cavaleiro da Lua ganhará uma série no Disney+ produzida pela Marvel Studios.

Nos quadrinhos, Marc Spector é um homem que possui transtorno dissociativo de personalidade, criando em sua mente, outras três identidades além do Cavaleiro da Lua, que o ajudam em seu cotidiano como vigilante das ruas de Nova York.

Para futuras informações a respeito  do Cavaleiro da Lua,fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Detective Comics

Senhor Milagre: “Humanos são complicados. Deuses, ainda mais.”

Por alguma razão, existe uma certa tendência nos quadrinhos em reinventar personagens desconhecidos através de roteiristas renomados. O primeiro exemplo vindo a mente, é o run de Grant Morrison pelo Homem-Animal. O roteirista não apenas humanizou Buddy Baker em um nível extraordinário, mas também quebrou muitos padrões ao longo de 26 edições, se consagrando como uma das fases mais amadas de todas. Não seria errado constatar que o Senhor Milagre passou por uma situação semelhante recentemente.

Apesar de Jack Kirby ser o rei e o Quarto Mundo ser considerado uma grande obra, a nova minissérie por Tom King e Mitch Gerads parece ter levado o Novo Deus a outro patamar em termos de popularidade, passando por inúmeras reimpressões durante sua publicação. Os elogios são corriqueiros, tais quais postagens com a icônica frase Darkseid is. Todos esses fatores provavelmente explicam o porquê de Senhor Milagre ter sido vencedor do Eisner 2019, mas o que realmente faz do gibi, esse clássico moderno?

 

SPOILERS! MUITOS SPOILERS A SEGUIR!

Um gibi triste, mas muito além disso.

Há alguns meses, em entrevista ao Comicbook, Tom King declarou que escreve personagens tristes. Mas isso não significa levar o leitor a tristeza absoluta. King odeia como algumas obras exploram trauma constantemente, a cada página. De acordo com o escritor, o trauma é inconstante, em alguns momentos, é possível lidá-lo, em outros, não. É algo sempre presente no subconsciente, nunca no consciente.

Através dessa filosofia, ele constrói e desconstrói Scott Free do início ao fim, inconstante. Humanos são complicados. Deuses, ainda mais. O que o roteiro faz é questionar como o conhecimento exclusivo do ódio, da violência e da dor na infância, afetaria um homem em sua fase adulta? A trama de Senhor Milagre tem início com a tentativa de suicídio do próprio, mas no decorrer das edições, o leitor tem suas emoções testadas como uma montanha-russa, caminhando entre momentos de felicidade e tristeza profunda.

Boa piada. Rufam os tambores.

Dito isso, a quarta edição talvez seja o melhor exemplo desse artifício. Quando Órion vai à casa de Scott para julgá-lo e talvez condená-lo à morte, o cenário casual, a chegada de uma encomenda, elementos mundanos, contrastam com a tensão do julgamento, o qual oferece uma das melhores sequências de todos os tempos. O jogo de palavras de King é genial, eficiente e provocativo, limitando o protagonista a dizer verdadeiro ou falso enquanto os questionamentos transitam do político para o existencial. Isso ajuda não apenas a avançar com a narrativa, mas entender o misto de sensações ruins em Scott nesta cena.

Ao dizer: “Meu nome não é Scott, eu não sei qual é o nome. Meu pai nem mesmo se importou em me dar um nome.”, o coração do leitor, ao lado do personagem, pesa. O sentimento de tristeza é mútuo e ao atingir o brilhante fim do capítulo caracterizado por um surto total, o leitor está lá, assim como Barda, para confortá-lo. Sem explicações sobre backstory, apenas através de um julgamento, a HQ diz mais sobre ódio e raiva do que mil palavras jamais poderiam.

Eu choro toda vez que eu leio isso.

Não apenas através de brilhantes diálogos, Senhor Milagre foi reescrito diversas vezes visando uma conexão perfeita com arte de Mitch Gerads. Definitivamente, funcionou. Gerads é tão autor quanto King aqui, a forma como os rostos realistas, a sujeira, convivem lado a lado com elementos psicodélicos e as cores vibrantes da obra original de Kirby, é simplesmente brilhante.

Além de trazer um pouco de absurdo a realidade e vice-versa, ele utiliza um excelente recurso narrativo através de interferências de sinal de uma TV, expondo o estado desconcertante dos personagens e brincando com a sensação de realidade e ilusão, muito bem explorada na obra. Os traços também se destacam quando o artista emula cenas de ação em planos-sequência, trazendo uma enorme fluidez para a leitura.

 

 

 

Longa Vida ao Rei

Senhor Milagre não apenas mantém os visuais clássicos, mas também presta diversas homenagens a Jack Kirby. Seja através dos textos introdutórios das primeiras edições de Mister Miracle (1971), que estão presentes em cada edição da minissérie, adquirindo novos contextos, ou referências visuais, como o nome do autor na Calçada da Fama, abaixo das mãos do protagonista.

King também resgata diversos conceitos criados por Kirby e alguns deles, servem a um propósito real da narrativa. Aliás, o roteirista relembra a profecia de que Órion é o único capaz de vencer Darkseid, mas a utiliza de maneira inconvencional e extremamente criativa, tornando o meio para chegar ao fim, não apenas surpreendente, mas coerente com o que é estabelecido tanto no passado quanto no presente.

Criação encontra criador.

Mas a maior homenagem provavelmente reside no fato de que o filho do casal Scott e Barda é nomeado de Jacó. Apesar do roteiro justificar a nomeação através de uma história de vida simbolizando o desconhecido e a esperança, fica clara e explícita a homenagem. Principalmente, quando o chamam de Jack: O Rei. Entretanto, como dito anteriormente, há uma explicação dada durante a narrativa e sinceramente, traduz perfeitamente as intenções de King ao declarar que não é uma história exclusivamente com momentos tristes. Como dito anteriormente, há uma inconstância.

Pois bem, o ódio, a dor e a tristeza já foram abordadas acima, pois o melhor é sempre deixado para o final. O amor, o carinho e a felicidade em Senhor Milagre estão concentrados em Jacó, pois ele não é apenas o fruto do amor entre Scott e Barda, ele é a chance de ser o que Scott não conseguiu: Feliz. Ele pode crescer fora de tudo isso, os acordos de paz, a guerra, a Anti-Vida, ele é a esperança de melhora.

Nós também o amamos, Scott

Antes de nomeá-lo, na sétima edição, Barda fala sobre o quão bem faz pensar, durante a gravidez, sobre coisas confortantes e a personagem fala sobre a Escada de Jacó. Ela jamais conseguiria ver o topo da escada, mas sabia que lá, estava o desconhecido, o inimaginável, algo além da miséria, da crueldade, de Darkseid. Mas nada é tão fácil. O roteiro cria uma analogia com o Pacto feito entre Pai Celestial e Darkseid e esse é o momento em que Scott pode escapar, através do amor pelo seu filho, pela sua esposa, esquecer as tramas enormes as quais o cercam. Ele pode finalmente ver o rosto de Deus.

“Este é o Rosto de Deus”

Enquanto redijo este artigo, acabo de finalizar a minha quarta leitura da obra e a experiência foi, certamente, interessante. Porque novas interpretações, novos pensamentos, os quais precisava imediatamente registrá-los, sobre o Rosto de Deus, mencionado constantemente durante a história, vieram. Durante as minhas três primeiras leituras, concluí que era uma homenagem a Jack Kirby, mas não era apenas isso. Há algumas semanas, tinha escrito um parágrafo inteiro sobre isso, mas o modifiquei, pois cheguei a uma nova conclusão.

Durante a quinta edição, Free reflete sobre a famosa frase de Rene Descartes: “Penso, logo, existo.” e sobre o fato de que Deus é melhor que todas as coisas. Se é melhor ser bom, Deus é bom, se é melhor existir, Deus existe, assim como nós existimos. Em Genêsis (1: 27), é dito: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Logo, concluí-se que o enigmático rosto, nada mais é, do que nós mesmos. O que faz sentido, pois o Mestre Escapista é um deus e existe naquele mundo. Quando ele encontra o que há de melhor em sua vida, olha para si, de maneira metafórica, ele tem a chance de retornar para a cronologia sem sentido do Universo DC, ou permanecer morto, nesse mundo perfeito, nem mesmo o céu ou o inferno, apenas este Quarto Mundo.

Poetic Comic

 

Outra pergunta sempre intrigante para mim era: “O que aconteceu aos outros três mundos?” Sabe-se que os Deuses antigos tem sua essência retornada para a Fonte, mas King traz uma certa poesia para responder isso: O primeiro, é de onde nossos pais vieram, o segundo, quando nascemos, o terceiro, quando crescemos e o quarto, é a nossa imaginação, o anseio de escapar do que não podemos: A realidade.

Senhor Milagre por Tom King e Mitch Gerads é uma obra inesquecível. A dupla consegue homenagear o trabalho de Jack Kirby com bastante sutileza, ao mesmo tempo em que traz ainda mais profundidade ao Novo Deus mais icônico. Ora, cruel, ora, bem humorado, mas intrigante, criativo, emocionante e extremamente humano do início ao fim. Por todos esses e inúmeros outros fatores, é o novíssimo clássico moderno da DC Comics.

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Cinema

Scarlett Johansson e Adam Driver no primeiro trailer do drama Marriage Story

Depois de ser anunciado em Festivais de Cinema como os de Veneza e de Toronto, o novo filme de Noah Baumbach (Frances Ha), Marriage Story, ganhou seus primeiros vídeos promocionais.

A Netflix, que vai exibir a produção depois que a mesma passar pelo circuito dos festivais, divulgou 2 trailers do drama de divórcio. No primeiro, Charlie (Adam Driver) narra o que ele ama em Nicole (Scarlett Johansson).

No segundo, Nicole (Scarlett Johansson) narra o que ela ama em Charlie (Adam Driver).

O primeiro cartaz de Marriage Story destaca a personagem de Scarlett Johansson.

Já o segundo é sobre o personagem de Adam Driver.

No filme dirigido por Noah Baumbach (The Meyerowitz Stories, Frances Ha), um diretor de teatro (Adam Driver) e sua esposa atriz (Scarlett Johansson) se confrontam em um esgotante e complicado divórcio, que os levam a extremos criativos e pessoais.

Marriage Story tem no seu elenco: Scarlett Johansson, Adam Driver, Laura Dern, Alan Alda, Merritt Wever, Julie Hagerty, e Ray Liotta.

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Detective Comics Quadrinhos

Navie desbrava a si mesma com seu Duplo Eu

Dificilmente se encontram hoje em dia pessoas que, em algum momento da vida, não tiveram qualquer tipo de preocupação a respeito de seu peso. Essa vigilância é comum tanto para menos quanto para mais. Simpatias, cirurgias, alimentação regrada, produtos milagrosos e muito mais nos enchem a cabeça na busca de nossa forma ideal. Ideal para nós? Para os outros? Para ambos? Não há somente uma resposta. A vaidade nos prende. Nos põe em uma busca que não sabemos bem o resultado, mas que nos faz pensar que vale a pena.

Segundo dados do Ministério da Saúde de julho de 2019, 55,7% dos brasileiros estão acima do peso e destes, 19,8% são considerados obesos. Nesse último grupo, temos um maior índice em mulheres (20,7%) do que em homens (18,7%). Na França, a estatística é 50% acima do peso e 15,7% obesos. Distinguindo por sexo, os homens “vencem” na situação de obesidade por pouco: 15,8% contra 15,6% das mulheres. Dentre alguns exemplos de enfermidades, diabetes, fibrose, hipertensão e outros problemas cardiovasculares estão associados à obesidade. Indo muito além da questão estética, o peso é imprescindível para indicar situações  sobre saúde e doenças.

Apesar de fazer parte da ligeira minoria em sua terra, Navie está incluída nesse grupo de obesos, e pior: Na situação de obesidade mórbida, classificação máxima onde a pontuação de IMC (Índice de Massa Corporal) ultrapassa 40 pontos. Seu relato de drama pessoal é espantoso: Com auxílio dos desenhos de Audrey Lainé, Navie abre sua vida ao leitor como poucos teriam coragem. Através de estatísticas, cálculos, citações, humor e até analogias com referências de fábulas, a autora diz como buscou refúgio de problemas internos em sua hiperfagia e até que ponto o peso a influenciou em relacionamentos, honestidade, saúde e sexo.

Navie narra seu peso como um fardo que se transforma em sua consciência. Daí seu Duplo Eu. Ela conversa com si mesma, discute, debate e toma decisões sendo ela a própria discordância. Muitos confabulam com si próprio, mas no caso de Navie sua consciência se torna a antagonista. Por isso mesmo ela decide tomar atitudes, mudar para “se livrar de si”. Mas como quase sempre, a vida não tem consequências exatamente como se projeta.

O processo de perda de peso ao qual se submete mostra que o maior problema era a autora e seus obstáculos psicológicos. Ela se odeia e assim torna nociva sua mente e decisões. Esta narrativa gráfica também mostra como esse drama que atinge pessoas do mundo inteiro é explorado pela imprensa e mídia, em reportagens e programas de televisão transmitidos inclusive no Brasil. Quilo por Quilo, de Chris Powell, é um grande sucesso de audiência na TV por assinatura.

Há muitas pessoas que se consideram satisfeitas na forma e aparência que apresentam. Desde que continuem (como qualquer outro) tomando os devidos cuidados com sua saúde, se sentir bem é o que importa no fim das contas. A própria autora hoje participa de um site multimídia a respeito do assunto. No Brasil, coletivos como Projeto Cada Uma e Toda Grandona mostram relatos reais sobre o assunto que, poderiam não só serem HQs, mas toda outra mídia narrativa possível.

Duplo eu é uma saga sobre aceitar a si mesmo para à partir daí tomar decisões e não o contrário. A pessoa se perde no momento em que confunde esses dois caminhos e começa pelo fim. Ao menos quase sempre é possível se reavaliar e tomar a decisão necessária.

A Nemo mais uma vez nos brinda com algo diferente do habitual. Suas preferências editoriais sobre o mercado europeu mudavam como um camaleão desde a criação no selo pelo Grupo Autêntica em 2011. Passando por ficções de Moebius e Enki Bilal, parece ter encontrado seu lugar no Brasil trazendo HQs do velho mundo onde o foco principal é o drama da vida real. Os leitores que buscam algo diferente agradecem, porém material da “velha fase” da editora ainda está incompleto por aqui: Aâma, cujo volume 3 é o mais recente a sair no Brasil e veio para cá em 2017, tem um quarto e último tomo lançado há quase 5 anos na Europa e que conclui essa saga, mas ainda encontra-se inédito em português; A coleção Safadas também tem um derradeiro volume intitulado Ciné Fripon (Safadas Cinema, em tradução livre) que nunca chegou por aqui. Apesar do ótimo trabalho realizado em outros seguimentos, vale a pena a editora concluir essas coleções já iniciadas.

Duplo Eu
Navie e Audrey Lainé
144 páginas
Formato: 17 x 24 cm
R$54,90
Brochura
Editora Nemo
Data de publicação: 07/2019