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Warner Bros divulga novo e eletrizante trailer do anime Batman Ninja

Com designs de personagens de Takashi Okazaki, criador de Afro Samurai, roteiro de Kazuki Nakashima (Kill la Kill e Gurren Lagann) e direção de Junpei Mizusaki (JoJo’s Bizarre Adventure), Batman Ninja ganhou um novo trailer divulgado pela Warner Bros. Confira.

Batman Ninja tem no seu elenco: Roger Craig Smith (Batman), Tony Hale (Coringa), Grey Griffin (Mulher-Gato), Tara Strong (Arlequina e Hera Venenosa), Fred Tatasciore (Gorilla Grodd e Deathstroke), Yuri Lowenthal (Robin), Adam Croasdell (Asa Noturna), Alfred Will Friedle (Robin Vermelho e Capuz Vermelho), Tom Kenny (Pinguim) e Eric Bauza (Duas Caras).

O filme será lançado em digital no dia 24 de abril e em DVD/Blu-Ray no dia 8 de maio.

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Your Name é um filme deslumbrante sobre o encontro de duas almas gêmeas

Você acredita no amor ou que um dia, por ventura, duas almas gêmeas possam se encontrar e viverem felizes para todo o sempre? Bem, caso a sua resposta for não, Your Name (Kimi No Na Wa no original) te fará acreditar até o seu final, que a chama da paixão é nada mais nada menos, que dois fios entrelaçados nesse destino chamado vida. Já, se a sua resposta for sim, coloque os seus fones de ouvidos, escolha a sua melhor música e me acompanhe até o fim.

Desde que me conheço por gente, sempre amei a cultura japonesa e suas filosofias, mas, nunca fui de ficar divulgando o tal fato para as pessoas, principalmente quando se trata de um garoto de apenas 17 anos, que o único anime que ele viu até o final foi Death Note e One Punch Man, e mais nenhum. Porém, ao ver várias críticas e comentários de conhecidos a respeito de Your Name nesse vasto universo paralelo chamado internet, tenho que admitir que a minha atenção para as animações japonesas que eram quase nula, se transformaram em algo que nem eu mesmo consigo explicar, já que o filme prende o seu telespectador antes mesmo do espectador dar o play.

Mitsuha mora em uma pequena cidade no Japão e seu maior desejo é se mudar para Tókio com o objetivo de ganhar a vida. Já Taki, é um jovem rapaz que seu maior sonho é ser um arquiteto de sucesso. Entretanto, em um belo dia, a vida dos dois jovens acabam se entrelaçando, causando uma bela ”confusão” que em seu epílogo, acaba sendo a coisa mais maravilhosa que já aconteceu na vida deles

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Kimi No Na Wa, é vendido de maneira proposital como um drama que te fará chorar do início ao fim, sem precedentes. Isso precisamente, não deixa de ser uma verdade, mas o diretor Makoto Shinkai insere uma paleta de gêneros que acaba se fundindo com romance meloso da película, tendo como resultado, uma nova cor totalmente chamativa e linda.

Your Name, começa mais como uma comédia do que uma história de relacionamento propriamente dito. Temas comuns da adolescência como: puberdade, curiosidade a respeito de seu próprio corpo e dentre outros, é tratado com uma fórmula mais ”casual” e simples, tirando ótimas e boas gargalhadas de quem estiver assistindo. Problemas de relacionamentos também são trabalhados com mais sutilezas e menos ambiguidades, que mesmo sendo algo mais puxado pelo o lado da mesmice, é fácil se identificar com os seus dizeres e tais atitudes dos personagens.

Já a sua parte mais triste e melancólica, demora um pouco mais para dar as caras, entretanto, quando os fatores finalmente aparecem de uma maneira mais discreta que o normal, aí sim, temos uma mescla de drama e romance, que apesar de ser considerado algo clichê e piegas, é tratado com mais originalidade e sutileza que o comum. Como por exemplo, o relacionamento de Mitsuha com seu pai, que mesmo tendo como foco uma história de amor entre dois jovens, o anime acaba explorando o outro lado da moeda, mesmo que seja de relance.

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Agora indo para o lado mais técnico da coisa, se você odeia músicas japonesas por acharem elas ”chatas” demais, seu ódio sumirá instantaneamente quando a película for iniciada. Com traços originais e comuns do oriente, sua trilha sonora mistura elementos de filmes renomados (como Interestellar, por exemplo) com algo mais natural e original, lembrando em algumas ocasiões, a música Sad Machine, do DJ Porter Robinson (para mais informações, clique aqui). Contudo, quem assiste ao filme, tem em mãos uma trilha sonora totalmente tocante e emocionante, que adentrará em seu coração e te fará chorar  no momento que os sonetos forem até os seus ouvidos.

Já, a direção de arte de Kimi No Na Wa, é simplesmente fantástica, no qual  conta com movimentos mais delicados e menos ”brutos”, algo que é bem comum dos animes. As paletas de cores que abusam mais de tons claros e suaves, mais precisamente, de gamas como: roxo, azul, vermelho e branco. Pode-se dizer que então, tem-se uma obra de arte sendo transmitida ao telespectador.

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Tenho que admitir que foi um pouco difícil fazer essa coluna em forma de crítica sem dar nenhum spoiler, dando inúmeros argumentos para que você se jogue de corpo e alma na animação, portando, é muito importante que você vá conferir ao filme com a sua cabeça limpa e em paz.

O tema, já foi abordado em diversos outros filmes, que mesmo sendo algo comum de se ver em mega produções, ,ele é contado a partir de um ponto de vista mais humano e realista, mesmo tendo uma bolha envolta de sua ficção não tanto superficial.

Mesmo sem querer, Your Name transmite uma mensagem de persistência e força ao seu espectador, que mesmo em horas, dias, semanas, meses e até anos difíceis, é importante que você nunca se deixe entregar para aquilo que lhe faz mal e te deixa pra baixo, mas pelo ao contrário, você deve se jogar nos braços do destino e sempre deve manter a cabeça erguida em situações não muito boas.

Eu tenho que te admitir que quando eu terminei a animação e desliguei a minha TV, eu não conseguia pensar em mais mais nada, a não ser em coisas boas e que um dia, eu serei feliz ao lado da minha ”alma gêmea”. Bom, depois que você leu essa coluna, apenas quero que você curta o momento e aproveite a sua vida ao máximo, pois um dia dois meteoros irão fazer com que o seu destino se entrelace com o de outra pessoa.

Então é isso, espero que tenha gostado, até a próxima e se for realmente possível voltar no tempo, que segundas chances sejam feitas.

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Primeiras Impressões | Grancrest Senki

Magos, cavaleiros, feudos e poderes malignos desconhecidos. Esse é o tipo de coisa que você encontra em qualquer tipo de mídia, não importa a sua origem. Então hoje provamos que não só os japoneses, mas como todo o mundo é um povo estranho.

Tudo começou quando um jogador de D&D fez amizade com um fã de Sonic. Após diversas carícias e noites de amor, eles deram à luz um menino chamado Grancrest Senki. Vivendo uma adolescência conturbada, o garoto foge de casa, mas leva consigo o lema de sua mãe. Um dia, ele é parado na rua por executivos extremamente suspeitos de um estúdio de animação (e fast-food) chamado A-1 Pictures. Vendo ali uma chance de garantir seu sustento, o garoto Grancrest aceita a proposta que lhe é oferecida.
O nome desse executivo? Ninguém menos que Albert Einstein.

Brincadeiras e surrealismo a parte, algo em torno de dez porcento do parágrafo anterior é, de fato, realidade. Você talvez conheça Lodoss-tou Senki (ou “Record of the Lodoss War“, em inglês), um OVA que foi produzido no início dos anos 90, e que foi o estopim para a explosão do sub-gênero de fantasia nas obras japonesas. Lodoss-tou Senki é o transcrito de uma campanha de RPG de mesa mestrada por Ryou Mizuno, o homem que viria a ser o criador do sistema 2d6, uma adaptação do clássico D&D para dados mais modestos.

Mas o que isso tudo tem com o anime que vamos falar hoje? Bem, Grancrest Senki é, de certa forma, o sucessor de Lodoss-tou Senki. Escrito pelo mesmo autor e com as circunstâncias semelhantes, uma Light Novel se cria e após ser adaptada em mangá, vira também um anime. Anime este que vamos falar hoje. Entendeu a volta que demos?

Com uma temática superficialmente genérica (assim como todas as obras de fantasia medieval), percebemos que o mundo que estamos por explorar é rico e amplamente detalhado por várias e várias horas de atenção dada por seu criador. Não que isso seja aproveitado, mas comentarei mais sobre, depois. Primeiro a gente fala de como é genérico, já que chamar as coisas de ‘genéricas’ dá ibope.

mcq chamam o meu anime de genérico

Eu normalmente não dou sinopses em minhas análises e resenhas pois é algo trivial, que pode ser facilmente encontrado internet afora, e que não acrescenta nada, além de tamanho, para meu post. Mas vejam só como a sinopse – levemente alterada – do show em questão pode ser encaixada em diversos outros:

Num mundo fantástico e de temática medieval, um grande mal de origem desconhecida paira pelos quatro cantos do continente. Um grupo de pessoas, agraciadas com um poder especial, são os únicos capazes de combater os misteriosos inimigos que espalham o caos. Com o passar das décadas, os homens começam a brigar entre si, buscando obter esse poder. Não para combater o mal, mas para seus próprios objetivos egoístas. Protagonista A é um(a) talentoso(a) que busca um(a) companheiro(a) de aventuras que tenha uma missão nobre para que juntos, possam mudar o mundo que, além de devastado pelo mal, sofre com a ganância dos homens. Protagonista A encontra Protagonista B e juntos, vivem incríveis aventuras.

Agora que falamos da parte genérica, podemos tentar falar sobre o ricamente trabalhado universo da séri-
Já o próximo tópico é sobre os personag-
Falemos também sobre a política que envolv-

Essa é a experiência de assistir Grancast Senki. Lembra do lema da mãe do garoto, que era fã de Sonic? Isso mesmo, o lema é “Gotta go Fast“. Tudo acontece num ritmo tão frenético que mal temos tempo de parar para respirar. Eu honestamente, sem meme, acredito que todo o conteúdo mostrado nesses três primeiros episódios poderiam preencher uma temporada inteira, e ainda estaríamos correndo um pouco. É sério, o negócio corre.

Gravação ao vivo dos bastidores do show

Há tantos acontecimentos, personagens, explicações de mundo e implicações políticas rolando, e tão pouco tempo para eles, que é muito fácil de se perder. Acabamos por ter diversas coisas na mesa, mas todas com pouco ou nenhum aprofundamento. Tudo é raso, tudo é superficial. O negócio chega ao absurdo de termos uma personagem que simplesmente surge, do nada, no episódio três, e está lá, junto com os protagonistas, fazendo coisas e tomando parte na ação. E que eu não faço a menor ideia de quem seja, nem mesmo o seu nome eu sei! Fica subentendido que todo o seu arco aconteceu por debaixo dos panos, e que devemos simplesmente aceitar aquilo como realidade.

A animação também não é lá essas coisas, falando em bom português. Cortesia da A-1 Pictures (Sword Art Online, Ao no Exorcist, Magi), que nunca foi conhecida por seus trabalhos de qualidade gráfica elevada. A maioria absoluta dos cortes são feios. Sério, feios mesmo. Temos eventuais bons cortes, mas que de nada ajudam com o resto, e pouco agregam a experiência como um todo. É de uma mediocridade sem igual.

O incrível, porém, é que mesmo rushado e visualmente feio, o anime ainda consegue ser prazeroso de se ver. Os seus personagens são interessantes (com um design único e que retrata bem suas personalidades) e todos são LEGAIS PRA CARAMBA, o tempo inteiro. Até mesmo o protagonista, que está mais para uma porta do que um lorde, tem seus momentos e consegue estampar um sorriso no teu rosto de vez em quando. Você não entende absolutamente nada do cenário mais amplo da trama, e quais consequências aquelas ações terão, mas as ações em si são divertidas, mesmo fora de contexto, por causa de seus atores.

No final do dia, a gente xinga, maltrata e esperneia, mas se diverte e dá gostosas risadas com a companhia de Grancrest Senki. É uma merda, mas é bem legal, eu gosto até. Pra esse conturbado início, creio que 6/10 é uma nota interessante. O show não é ruim. O show não é bom. A experiência de assisti-lo é simplesmente… Intrigante. Vale a pena arriscar, eu diria.

O anime pode ser assistido legalmente no site de streaming Crunchyroll.

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Dragon Ball Super chega ao fim no mês de março

A saga atual do Torneio do Poder será o último arco de Dragon Ball Super. O estúdio Toei Animation confirmou que o anime termina no dia 25 de março com o episódio 131. O anúncio do cancelamento acontece pouco depois do falecimento de Hiromi Tsuru, voz original da Bulma.

No horário de Dragon Ball Super, vai estrear o anime GeGeGe no Kitaro, também da Toei Animation, no dia 1 de abril.

Dragon Ball Super é exibido no Brasil pelo Cartoon Network.

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Primeiras Impressões | DARLING in the FRANXX

DARLING in the FRANXX provavelmente é um dos animes que mais chamaram a atenção dos otakus, dentre as inúmeras novas produções da Winter Season 2018. Isso se deve ao fato da sua produção estar nas mãos do estúdio Trigger. Leia-se: sequências de animações fluidas. Dito isso, eu  não cheguei a assistir Kill la Kill ou Little Witch Academia, e nem outras obras do estúdio. Então eu acabei indo assistir DARLING in the FRANXX na onda do hype, até porque, animes de Mecha não me interessam, motivo pelo qual até hoje eu ainda não assisti Evangelion (não me julguem!).

Além do Trigger, DARLING in the FRANXX está sendo produzido junto ao estúdio A-1 Pictures, conhecido por Fairy Tail, Sword Art Online, entre vários outros animes famosos. O que acaba deixando a comunidade com um pé atrás, pois o A-1 trabalha em muitos animes ao longo do ano, o que faz com que grande parte deles fiquem abaixo do esperado. A Internet já decidiu que, se o anime flopar, a culpa vai pro A-1 Pictures :p .

Enfim, vamos falar sobre o primeiro episódio de DARLING in the FRANXX.

Apesar de eu ter dito que não assisti nenhuma obra do Trigger, eu já vi diversos gifs de Kill la Kill, então é impressionante que, ao começar episódio você já consiga identificar automaticamente, que aquela é uma obra do Trigger. A fluidez da animação é excelente, todas as sequências são muito bem animadas. Quando um personagem está longe das câmeras e vem se aproximando, vemos o quanto bem produzido é esse anime, a transição é muito bem feita.

A história ainda não foi explicada direita, foi um primeiro episódio padrão: fomos apresentados ao protagonista, Hiro, e aos seus problemas. Tivemos também a apresentação da Zero Dois, que protagonizará o anime junto a Hiro, excelente personagem, devo dizer. O character design dela difere bastante dos outros personagens, e isso faz com que você acabe notando a mesma. Os designs dos outros personagens da “escola” não se destacam, são quase todos parecidos, só mudando o estilo e cor de cabelo. Mais que com o tempo a gente deve acabar se acostumando.

Hiro, o protagonista.

O principal ponto negativo de DARLING in the FRANXX é o seu fanservice. Apalpadas de bunda, e closes desnecessários em crianças. Provavelmente o único fanservice que foi necessário, foi o da personagem Zero Doisa, pois serviu para a construção da relação dela com Hiro. Ainda assim, é bem triste ver o anime partindo pra esse lado. Se não fosse por isso teria tido uma estreia impecável. Espero mesmo que isso diminua com o tempo, mas eu realmente duvido.

DARLING in the FRANXX terá 24 episódios e está sendo transmitido no Brasil pela Crunchyroll.

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A.I.C.O. -Incarnation- | Novo anime da Netflix ganha trailer e data de lançamento

A Netflix divulgou hoje um novo trailer de A.I.C.O. -Incarnation-, anime produzido pelo Studio BONES (Fullmetal Alchemist: Brotherhood, Boku no Hero Academia).

Confira:

Um acidente conhecido como a “Explosão” aconteceu no ano 2035 durante a pesquisa de um projeto, liberando uma nova forma de vida artificial e descontrolada chamada “Matter”. Anos depois, Aiko Tachibana, órfã que perdeu sua família no evento, descobre que algo está escondido em seu corpo e a única forma de descobrir a verdade é ir até o centro da Explosão.

O elenco principal de vozes é composto por: Haruka Shiraishi, Yuusuke Kobayashi, Makoto Furukawa, Taishi Murata, Kaori Nazuka, Ryouta Takeuchi, M・A・O, Ai Kayano, Tooru Ookawa, Takehito Koyasu, e Atsuko Tanaka.

Kazuya Murata, responsável por Gargantia on the Verdurous Planet, dirigirá o anime.

A.I.C.O. -Incarnation- estará disponível na plataforma no dia 9 de março de 2018. No entanto, a Netflix ainda não confirmou se essa data é valida somente para o Japão ou se é a de lançamento mundial.

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Saiki Kusuo no Psi Nan: Ser um psíquico não é tão legal assim

Quando o assunto é humor, o gosto pessoal do telespectador fica muito em jogo, muitas pessoas não conseguem se conectar com o humor de algumas obras, como é o caso de KonoSuba, onde você tem que desligar o cérebro para curtir, ou no caso de Gintama, onde algumas de suas piadas são totalmente direcionadas para o público japonês. Já em Saiki Kusuo no Psi Nan, o telespectador encontra um anime onde você simplesmente pode assistir sem se preocupar com nada. Claro, existem algumas referências à cultura japonesa, e até mesmo à outros animes, mas de resto, é de boa.

A comédia de Saiki Kusuo funciona perfeitamente, ela beira o nonsense, e o que ajuda bastante é o fato da sua animação não ser “a melhor coisa do mundo”, é uma animação padrão, mas que combina muito bem com a comédia. E quando o Saiki usa um poder mais elaborado, a animação acompanha e tem um aumento de qualidade.

Ainda sobre a comédia, é bastante notável a influência de Gintama no anime, e provavelmente no mangá. O humor de Gintama flerta bastante com o absurdo, além de quebrar frequentemente a quarta parede. Em Saiki Kusuo, o protagonista também possui noção de que é um personagem, e ainda que não quebre repetidamente a quarta parede, ela funciona bem quando acontece. Saiki Kusuo é o filho legítimo de Gintama e com certeza irá ocupar o seu lugar, quando a obra de Sorachi terminar. O anime consegue desconstruir vários clichês de shounens e shoujos  e isso é feito de uma maneira totalmente hilária.

A primeira temporada de Saiki Kusuo no Psi Nan tem ao todo 120 episódios com 5 minutos de duração cada, que depois foram compilados nos já tradicionais 24 episódios que conhecemos. Esse formato de exibição é uma faca de dois gumes, ele funciona bastante quando a história é episódica, ou seja, ela é fechada naquele episódio e suas consequências vão passando pelo anime. No entanto, quando temos uma sequência de episódios, como aquelas da Viagem Escolar ou do Aniversário de Saiki, por exemplo, a quebra de ritmo entre os episódios incomodam bastante, é como se tivéssemos vários cliffhangers em menos de 15~20 minutos. Não chega a estragar a experiência, mas incomoda.

A trilha sonora de Saiki Kusuo no Psi Nan também é muito boa, em especial o tema de Kaidou, ela fica na cabeça e faz você se mexer no ritmo dela. Ambas as aberturas e encerramentos são fantásticos, tanto na parte sonora quanto em seus vídeos.

E grande elenco.

Os personagens do anime são bem desenvolvidos, apesar do curto tempo de tela de cada um. Os personagens vão se construindo conforme vão interagindo com Saiki e você acaba entrando na mente deles.
O elenco de vozes também está fantástico, com destaque para Hiroshi Kamiya, que interpreta o protagonista, e Daisuke Ono que está irreconhecível no papel de Riki Nendou.

Saiki Kusuo é um poço de expressões…

Os quase monólogos de Saiki são bastante legais de se acompanhar, suas frustações por causa de seus poderes fazem qualquer um desistir querer ter esses poderes. Porém, é interessante quando eles são usados de maneiras inovadoras, tirando o protagonista de várias enrascadas. É sempre hilário quando Saiki finalmente esboça uma expressão, seja de surpresa, alegria ou raiva, pois não é algo comum para ele.

Uma segunda temporada do anime está prevista para estrear no dia 16 de janeiro de 2018.
No Brasil, nem o anime e mangá de Saiki Kusuo no Psi Nan são licenciados oficialmente.

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Netflix divulga trailer de Godzilla: Planet of the Monsters e data de estreia

Polygon Pictures e a Netflix anunciaram que o filme Godzilla: Planet of the Monsters (Godzilla: Kaijū Wakusei) estreia mundialmente no catálogo da empresa de streaming no dia 17 de janeiro. Para comemorar o anúncio, um novo trailer foi divulgado. Confira!

O filme será estrelado por:

Mamoru Miyano como Haruo Sakaki.

Takahiro Sakurai como Metphies.

Kana Hanazawa como Yuko Tani.

Tomokazu Sugita como Martin Lazzari.

Yuuki Kaji como Adam Bindewald

Junichi Suwabe como Mulu-Elu Galu-gu.

Kobun Shizuno (Detective Conan: The Darkest Nightmare, Fist of the North Star: The Legend of Kenshirô, Fist of the North Star: The Legend of Toki) e Hiroyuki Seshita (Ajin, Knights of Sidonia) estão dirigindo os filmes pela Polygon Pictures.

Gen Urobuchi (Puella Magi Madoka Magica, Fate/Zero, Psycho-Pass), da Nitroplus, é creditado pelo conceito da história e pelo roteiro. Urobuchi é também responsável pela composição ao lado de Yūsuke Kozaki.

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Torre Indica | Animes de 2017

Mais um ano se passou, e mais de 200 animes estrearam. Fica muito difícil escolher o que assistir, ainda mais com cada bomba que aparece durante as quatro temporadas do ano.*cof cof Black Clover cof cof*

Para tentar ajudar os nossos leitores a escolherem algo para assistir, reunimos os três otakus fedidos da Torre de Vigilância, e os forçamos a montar o seu ranque pessoal dos seus dez desenhos japoneses prediletos do ano.

Confira abaixo:

3-Gatsu no Lion

Redator: Pedro Ladino

10 – Ao no Exorcist: Kyoto Saga – Talvez tenha sido uma decepção para a maioria das pessoas, mas como leitor do mangá, eu sei a importância desse arco para o futuro da série. E também sei que ele isolado pode ser um “porre”, mas Ao no Exorcist foi um dos meus primeiros animes e tenho um grande carinho por ele. E teve música do UVERworld na abertura, quer mais alguma coisa? :p
9 – KonoSuba S2 – Continuou com aquele humor galhofa, desligue o cérebro e seja feliz.
8 – Made in Abyss –  Uma das surpresas do ano, e mesmo que eu não tenha curtido tanto, foi melhor que muita coisa que saiu.
7 – Boku no Hero Academia S2 –  Nem sei o que falar desse aqui, o Studio BONES continua mandando muito bem na adaptação do mangá, e estou ansioso para a terceira temporada.
6 – Shoujo Shuumatsu Ryokou – Acho que pode ser considerado o anime surpresa da Fall Season, um slice of life sensacional e relaxante, mas que quando queria passar algo mais extremo, conseguia.
5 – Gamers!  – Meu anime “amorzão” do ano. Tem texto no site sobre ele, mas resumindo: é uma baita surpresa e uma ótima comédia romântica.
4 – Tsurezure Children – Melhor anime da Summer Season, com 12 minutos em cada episódio conseguiu me fazer rir bastante e me deixar bastante feliz enquanto era exibido.
3 – Gintama. e Gintama. Porori-hen – Só porque maratonei tudo esse ano mesmo :p , se tornou um dos meus animes favoritos, e mesmo não sendo as melhores temporadas da obra, estão aqui representando todo o anime. E que venha a última temporada.
2 – Mahoutsukai no Yome (The Ancient Magus Bride) –  O maior hype de 2017, e que, para a surpresa de muitos, conseguiu ser real. Simplesmente mágico, Wit Studio vem mostrando que não é só o “estúdio de Shingeki no Kyojin”.
1 – 3-Gatsu no Lion S02 – Esse aqui realmente não tem o que falar, é uma obra-prima dos animes e essa segunda temporada tem dado cada porrada que meu amigo… Que venha o segundo cour.

Menções honrosas: Just Because!Kujira no Kora wa Sajou ni UtauNet-juu no Susume.

 

Shouwa Genroku Rakugo Shinjū S2

Redator: Luis Alex Butkeivicz

10 – Fate/Stay Night Heaven’s Feel Part 1 – A nova entrada na série Fate trás consigo a última rota até então não adaptada do Fate/Stay Night original. Heaven’s Feel será lançado em três partes, mas quanto ao primeiro filme posso afirmar que o mesmo tem êxito em reviver o interesse dos fãs da série na timeline original, algo que não ocorria desde Unlimited Blade Works.
9 – Gamers! – Acredito que tenha sido uma das maiores surpresas do ano, especialmente por quebrar em partes a expectativa de muitos durante sua exibição. Gamers! por si só surpreendeu por ser uma comédia romântica focada em personagens gamers, além da temática de desentendimentos que era recorrente em todos os episódios. O show sucedeu em tirar várias risadas e entregar uma história de amor não muito convencional. Se tratando de Gamers!, entrei pelas referências à jogos e acabei ficando pelo incrível drama multilateral de jovens apaixonados que não sabem se expressar direito.
8 – Kobayashi’s Dragon Maid – Foi certamente um dos pontos altos da temporada de inverno de 2017. Embora tenha começado a assistir apenas como uma forma de ocupar meu tempo, Kobayashi-san acabou se tornando uma incrível experiência me lembrando da sensação de acordar cedo e apenas relaxar assistindo anime enquanto toma café da manhã.
7 – Konosuba S2 – Reconhecendo que a maioria dos shows mencionados nesta lista são de fato continuações, a segunda temporada de Konosuba adentra esta lista com mérito ao trazer de volta o mesmo humor e sátira da primeira temporada, mas também trazendo consigo novos elementos e personagens para o enredo. Konosuba é certamente uma das grande obras do gênero isekai, embora o mesmo já esteva saturado, Konosuba se mantém de pé o satirizar sua própria comédia e personagens de forma que, acho difícil não acabar amando este show.
6 – Kuzu no Honkai – Diante de diversas obras abordando a temática de amor e relacionamentos como um slice of life, focando exclusivamente no desenvolvimento amoroso, Kuzu no Honkai me surpreendeu no início deste ano ao entregar uma história plausível sobre a forma como relacionamentos funcionam e como pessoas lidam com eles. A história se prejudica um pouco devido ao seu elemento de narração que pode ficar um pouco respetivo, porém ela sucede em apresentar um drama através dos diversos personagens.
Kuzu no Honkai é, acima de tudo, uma história de mentirosos. De pessoas incapazes de aceitar seus sentimentos, incapazes de encarar a verdade ou de deixar alguém para trás. Certamente é merecedora desse lugar na lista não apenas pela qualidade da história, como o realismo das relações em que se baseiam.
5 – Boku no Hero Academia S2 – Acredito que não seja necessário citar o hype e qualidade de Boku no Hero Academia, e sua segunda temporada foi ainda melhor. Agora adaptando o Arco do Torneio e do Assassino de Heróis, o anime adapta o mangá com êxito entregando diversos momentos de arrepiar. Definitivamente merecedor de um dos melhores shonens da atualidade, mas não o primeiro lugar dessa lista.
4 – 3-gatsu no Lion S2 –  Entre as diversas histórias que fizeram seu lugar na minha lista de 2017, esta é uma que também fez um lugar no meu coração. Embora as palavras que tenha não sejam o suficiente para expressar a qualidade de 3-Gatsu no Lion, acredito que assim como o primeiro lugar da minha lista é um show que fala por si próprio, com suas próprias palavras. Um drama, uma comédia, uma história que através de personagens bem construídos e uma narrativa consistente cria uma sensação de realismo naquele mundo. Certamente encontrarei as palavras para falar sobre esse incrível obra e sua predecessora, mas por hora, resta apenas minha recomendação
3 – Kizumonogatari Part 3 – Sou incapaz de falar sobre a série Monogatari e seu lugar nesta lista sem falar sobre o esplendor de Kizumonogatari, e a forma majestosa que sua adaptação entrega o início da história de Koyomi Araragi. O último filme da trilogia que constitui a adaptação da novel de Kizumonogatari é o resultado do extenso desenvolvimento do primeiro filme, e ação intensa do segundo que culminaram em uma obra prima. Uma história de sangue, uma história de cicatrizes que, mais tarde neste mesmo ano chegou ao seu fim.
2 – Owarimonogatari S2 – Com o fim da adaptação de Owarimonogatari, fomos deixados apenas com as memórias destes 8 anos dourados que lembraremos com imensa nostalgia. No meu último ano do colegial pude ver a história de Koyomi Araragi chegar ao fim. O último ano de Araragi foi marcado por garotas bizarras e esquisitices, marcado por sangue e tragédia, marcado por compaixão e alegria.
Quando eu pensar nos meus anos do colegial, eu irei lembrar desta história. Uma história que tem um lugar especial no meu coração. Trailer.
1 – Shouwa Genroku Rakugo Shinjū S2 – Uma obra que me surpreendeu pelo enredo maturo, embora que já esperado de um jōsei, e que despertou um grande interesse no próprio Rakugo. Shouwa Genroku não apenas entrega uma história emocionante com personagens trágicos, como orquestra com maestria uma narrativa entrelinhas percebida ao assistir a série pela segunda vez.
Através de uma direção impecável, o show consegue apresentar diversas histórias ao mesmo tempo ao espectador, de forma que, todas se conectam brilhantemente.
Não tenho muitas palavras sobre esse show, mas acredito que isso se deve ao fato de que ele fala por si próprio. Para mim não é apenas um dos melhores shows de 2017 como um dos melhores anime de todos os tempos, junto da sua primeira temporada.

 

Shingeki no Bahamut: Virgin Soul

Redator: Vini Leonardi

10 – Fate/Apocrypha
9 – Koi to Uso
8 – Renai Boukun
7 –  New Game!!
6 – Urara Meirochou
5 – Just Because!
4 – Rokudenashi Majutsu Koushi to Akashic Records
3 – Masamune-kun no Revenge
2 – Princess Principal
1 – Shingeki no Bahamut: Virgin Soul

Comentário do Redator: Dois mil e dezessete foi um ano interessante para os animes, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Tivemos diversas mudanças e permanências descobertas pelo “público”, fazendo as pessoas olharem para seus desenhos com outros olhos.

Tretas industriais a parte, o conteúdo dos animes foi excepcional e trouxe diversas pedras preciosas para a superfície. Alguns diamantes, e algumas pérolas. Apesar dos excelentes títulos, tivemos também alguns péssimos para balancear. Afinal, não poderia ser anime se não fosse ruim. Sabe como é, Japonês é um povo estranho.

A maioria dos que conseguiram uma posição no meu ranque, foram cobertos pelas Primeiras Impressões – quase todas – escritas por mim. Os primeiros três episódios são os mais importantes pois, se eles forem ruins, os seguintes nunca serão assistidos. Então acho que vale a pena dar uma conferida nos posts (que estão linkados no próprio ranque) para ter uma noção de qual jaca você estará metendo o pé.

Destaques para Koi to Uso (9º Lugar) e Akashic Records (4º Lugar), que tiveram um desenvolvimento que foi de encontro às suas impressões iniciais: O primeiro começou forte e desandou um pouco, enquanto o segundo começou cambaleante e conseguiu se firmar no longo prazo. De resto, os títulos conseguiram seguir o que minha intuição previu, e você pode confiar nas postagens. Se você souber o que está assistindo, é claro.

Porém, o caneco vai para uma continuação: Shingeki no Bahamut (Rage of Bahamut) foi o show que mais me surpreendeu esse ano. A cada semana eu dizia pra mim mesmo que “é impossível eles se superarem depois dessa, simplesmente não dá”… E dava! E deu! Toda semana eles me surpreendiam mais e mais. Foi surpreendente do início ao fim, mas em momento nenhum deixou o seu lado carismático e caricato de lado. Conseguiu ser melhor do que a sua primeira temporada (Shingeki no Bahamut: Genesis), que já tinha sido ótima.

Que venha 2018!

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Lançado o clipe oficial para os 100 anos de animação japonesa

Os animes começaram a ser lançados no Japão em 1917 e agora estão completando 100 anos de existência. Para comemorar tal data, os estúdios de animação lançaram uma mega clipe para o projeto Anime Next 100, reunindo séries produzidas nesse centenário para relembrar do que já passou e se preparar para o que virá.

A canção tema dos 100 anos de anime, Tsubasa Wo Motsu Mono ~Not An Angel Just A Dreamer~ (Aqueles com asas ~ Não é um anjo Apenas um sonhador ~), tem letras de Aki Hata e Seiko Fujibayashi, e composição de Kohei Tanaka e Noriyasu Uematsu.

A música foi interpretada pelos artistas: i ☆ Ris, Azumi Inoue, Wake Up, Girls!, Maaya Uchida, Akira Kushida, GRANRODEO, Isao Sasaki, Hiro Shimono, JAM Project, Konomi Suzuki, Kenichi Suzumura, Ayana Taketatsu, Chihara Minori, TRUE, Toshiyuki Toyonaga, Shoko Nakagawa, Wataru Hatano, Mitsuko Horie, Minami, Mizuki Ichiro, Suzuko Mimori, May’n, e Chihiro Yonekura.