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A Morte Te Dá Parabéns: a diversão dentro da simplicidade

O péssimo título adaptado para o Brasil te dá vergonha. Originalmente intitulado Happy Death Day, o filme conta a história de  uma garota universitária que entra em um ciclo vicioso no dia do aniversário sempre que é morta  por uma figura misteriosa. O conceito chama a atenção, mas é cercado por uma estrutura extremamente desgastada e simples. A Morte Te Dá Parabéns não foge dos clichês do gênero terror B para adolescentes. Apresenta a estudante bonitinha que tem um círculo de amigas invejosas, conflitos amorosos e uma grande lição de amadurecimento. Apesar disso, as cenas bem humoradas e o conceito temporal formam uma boa combinação e um entretenimento válido para assistir com os amigos.

Christopher B. Landon não tenta criar algo muito complexo. Sua direção está alinhada com a história e as atuações, totalmente básicas e feitas para arrecadar uma quantia regular de dinheiro (o longa não deve se sair tão bem nas bilheterias). A câmera do diretor foca nos eventos repetitivos da vida da garota Tree (Jessica Rothe) para mostrar que ela está passando pelo mesmo momento várias vezes. Suas demonstrações detalhistas e excessivas não exercem nenhuma função significativa para a narrativa, tratando o público como burro. Até mesmo alguns diálogos e falas parecem querer conduzir o pensamento do espectador, porque este não terá a capacidade mínima de compreender uma simples ação.

Landon não é de todo ruim. Dá para sentir boas intenções na ambientação que ele tenta criar em várias cenas. Seja pelo o uso da luz e das sombras ao favorecer o assassino com máscara de bebê, que sempre está bem posicionado em tela exalando perigosidade. As sequências de perseguição são muito bonitas de acompanhar, o travelling e o plano holandês tornam satisfatória a sensação de assisti-las. A falta de violência sanguinária incomoda, provavelmente por conta da classificação indicativa, e talvez deixaria o próprio filme mais interessante.

Não só na direção, mas também no roteiro desenvolvido por Scott Lobdell há boas intenções e erros. Os dias similares guardam características e consequências próprias provocadas pela protagonista. Enquanto ela morre e o dia renasce novamente, o emocional e a personalidade da personagem vão evoluindo constantemente. Suas descobertas e decisões são pautadas pelo o que acontece durante as tentativas de descobrir quem é o assassino. Méritos do roteiro, que tem coerência quase total, tirando alguns tropeços no timing dos acontecimentos e na falta de profundidade ao tratar suas mensagens.

O filme, porém, não guarda um resultado negativo. Seu conceito de morte e ressurreição é chamativo aos adolescentes em geral. Ainda há várias cenas que inserem um humor agradável e pontual. O próprio assassino tem um estilo mais moderno, seguindo os traços parecidos com os da série Scream da Netflix. A trilha sonora guarda uma junção entre traços musicais infantis e de suspense. Além desses atrativos, há um plot twist óbvio para alguns e surpreendente para outros, que trará algumas discussões breves após a sessão.

Apesar das imensas oportunidades perdidas, ao todo, A Morte Te Dá Parabéns traz um bom divertimento, uma trama instigante até certo ponto e alcança os seus pequenos objetivos. Junte seus amigos e vá assistir uma prova concreta de que a simplicidade traz bons frutos às vezes.

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Antologia Amor é Amor da DC Comics e IDW chega ao Brasil pela Geektopia

A antologia organizada pela IDW e DC Comics em homenagem aos sobreviventes do atentado à boate Pulse, em Orlando, está chegando ao Brasil em lançamento da Geektopia. Amor é Amor venceu o Prêmio Eisner de Melhor Antologia em 2017 e mostra personagens da DC e histórias criadas pelos maiores nomes da indústria com o objetivo de espalhar a igualdade pelo mundo.

Amor é Amor” foi concebido por escritores e artistas do mundo todo, unidos pelo propósito de expressar sua dor, compaixão, frustração e esperança, inspirados pelos trágicos eventos de junho de 2016. Nesta obra, celebram as vítimas, os sobreviventes e suas famílias, e espalham uma mensagem de paz e inclusão.

Organizado por Marc Andreyko e IDW Publishing, com o apoio da DC Comics, “Amor é Amor” também inclui muitos personagens amados do universo dos quadrinhos, como Batman, Superman, Supergirl, Arlequina e outros.

O encadernado conta com uma introdução especial escrita por Patty Jenkins, diretora de Monster e Mulher-Maravilha. Entre os artistas envolvidos estão: Phil Jimenez, Steve Orlando, Paul Dini, Gail Simone, Jonathan Hickman, Jason Aaron, Mark Millar, Jim Lee e muitos outros. A renda obtida pelas vendas, nos EUA, foi destinada às famílias das vítimas do atentado.

Há algumas semanas a DC Comics recebeu um prêmio de reconhecimento pela inclusão LGBT dado pela GLSEN (Gay, Lesbian, and Straight Entertainment Network).

Amor é Amor possui 144 páginas encadernadas em formato 17 x 26 cm e o preço sugerido é R$ 39,90. Clique aqui para garantir sua edição com desconto na Amazon.

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Panini lança A Noite Mais Densa, Promethea, Guerra da Trindade e outros

A editora Panini parece ter dado um gás nos lançamentos nessa reta final de 2017. De uma só vez, irão às livrarias diversos encadernados de luxo, contendo finalizações de séries e materiais inéditos. Entre os destaques estão Lanterna Verde: A Noite mais Densa e o segundo volume de Promethea. Confira detalhes abaixo!

Lanterna Verde: A Noite Mais Densa

O universo está em guerra e o lanterna verde Hal Jordan está lutando em todos os seus fronts! Com seus anéis energéticos ardendo em chamas, sete exércitos intergalácticos controlaram o poder do Espectro Emocional e deram início ao conflito: os guerreiros vermelhos da Ira, o agente laranja da Cobiça, os terroristas amarelos do Medo, os peregrinos azuis da Esperança, a tribo índigo da Compaixão, as amazonas violetas do Amor e os gladiadores esmeralda da Força de Vontade. Mas agora uma escuridão impenetrável ameaça extinguir todos eles, sem falar na realidade inteira! Conseguirão os líderes das tropas superar suas diferenças e lutar pela sobrevivência de tudo o que existe? Ou todas as emoções estão condenadas a perecer sob o tacão frio da morte infinita?

O encadernado dá continuidade à fase do Lanterna Verde de Geoff Johns e possui 532 páginas encadernadas em capa dura e formato 26 x 17 cm e o preço sugerido é R$ 125,00. Clique aqui para comprar sua edição na pré-venda com 21% de desconto.

Superman & Batman: Os Melhores do Mundo

Dois heróis muito diferentes. No entanto, por ambos terem se tornado órfãos ainda muito jovens, eles têm mais em comum do que conseguem perceber… Agora, seus dois maiores adversários – o genial Lex Luthor e o insano Coringa – fizeram um sinistro pacto: cada um deles atacará a cidade do outro. Estarão os dois maiores ícones do Universo DC preparados para os malignos planos sendo armados contra eles? Os mundos de Metrópolis e Gotham estão prestes a colidir neste clássico conto arquitetado pelo roteirista/desenhista Dave Gibbons (Watchmen, Tropa dos Lanternas Verdes) e pelos artistas Steve Rude (Nexus) e Karl Kesel (Arlequina).

Superman & Batman: Os Melhores do Mundo chega às livrarias em um encadernado capa dura em formato 27,5 x 18,5 cm contendo 180 páginas ao preço de R$ 32,90. Reserva já sua edição na pré-venda com desconto.

Liga da Justiça: Guerra da Trindade

Eras atrás, uma mulher inocente encontrou sem querer um terrível artefato: uma caixa no formato de caveira. Ela a abriu… e liberou na Terra os sete pecados mortais, que assolam nosso mundo desde então. Milhares de anos depois, a Caixa de Pandora ressurge, e sua influência maligna começa a se espalhar como uma praga, vitimando até mesmo o poderoso Superman. Somente o coração mais puro (ou o mais sombrio) pode domar seu incrível poder. Uma trindade de misteriosos seres varre o globo atrás de seus segredos. Três equipes formadas pelos mais poderosos heróis entram em guerra para determinar seu destino. E, por trás desse mal, algo bem pior espreita…

A Guerra da Trindade chega às livrarias contendo 324 páginas encadernadas em capa dura e formato 26 x 17 cm. O preço sugerido é R$ 98,00. Clique aqui para garantir sua edição com 23% de desconto.

Liga da Justiça da América: Os Mais Perigosos do Mundo

Há cinco anos, os maiores heróis do planeta formaram a Liga da Justiça, unindo seus poderes para proteger toda a humanidade. Mas quem será capaz de nos proteger deles? Se tais seres semidivinos mudarem de lado, a humanidade não tem chance de sobreviver. Para manter seu país a salvo, agentes ocultos nos corredores sombrios do poder governamental estão montando uma outra equipe. Um recurso de segurança capaz de derrotar o que é inderrotável. Uma Liga da Justiça… da América!

Este primeiro encadernado da Liga da América contém 164 páginas encadernadas em capa dura e formato 26 x 17 cm. O preço sugerido é R$ 32,90. Clique aqui para comprar sua edição com desconto.

Promethea – Volume 2

A vida de Sofia Bangs saiu de controle desde o dia que a jovem decidiu fazer seu trabalho de conclusão de curso sobre a figura mitológica de Prometeia. Quando foi entrevistar Barbara Shelley – esposa do último escritor a escrever sobre a personagem e última mulher a encarnar a entidade – para a pesquisa, a vida da jovem estudante cruzou com a da lenda e seus caminhos tornaram-se um só. Sofia descobriu uma nova dimensão sobre a lenda de Prometeia e passou a explorar uma trilha mística pela Imatéria através das múltiplas camadas que envolvem nossa realidade.

Cada novo passo na Imatéria leva a experiências de alteração de consciência, encontros lendários, novos conhecimentos e novas formas de ver e lidar com o mundo. Mas desafios e inimigos aguardam Sofia tanto na Imatéria quanto na Terra, fazendo com que a jornada em busca da sabedoria seja repleto de obstáculos.

O segundo e último volume de Promethea chega às livrarias custando R$ 145,00, contendo 532 páginas encadernadas em capa dura e formato 27,5 x 18,5 cm. Clique aqui para conferir a pré-venda com 20% de desconto.

Y: O Último Homem – Volume 4

Em 2002 a Terra mudou para sempre. Todas as criaturas com um cromossomo Y morreram instantaneamente ao redor do globo. Com a perda de mais da metade da população, a sociedade está à beira do colapso e cabe às mulheres o fardo de juntar os pedaços e tentar manter nossa civilização. Mas esse “generocídio” não foi tão completo assim. Por alguma misteriosa razão, Yorick e seu macaco de estimação foram poupados do extermínio. Do dia para a noite, esse desconhecido de vinte e poucos anos virou a pessoa mais importante do planeta e a chave para decifrar o mistério que varreu o sexo masculino do mapa. Só que para ele a pessoa mais importante do planeta é sua namorada, e ela está completamente fora de alcance. Ou estava…

Agora, depois de mais de quinze mil quilômetros percorridos, o último homem está mais perto do que nunca de descobrir o destino da noiva e os estarrecedores fatos a respeito da própria sobrevivência! Reunida pela primeira vez em capa dura, a série Y – O ÚLTIMO HOMEM, do roteirista Brian K. Vaughan e da artista Pia Guerra, traz uma vívida resposta para a antiga pergunta: o que aconteceria ao último homem da Terra?

O quarto volume da premiada série escrita por Brian K. Vaughan chega às livrarias custando R$ 79,00, em um encadernado de 296 páginas encadernadas em capa dura e formato 27,5 x 18,5 cm. Garanta sua edição na pré-venda com desconto clicando aqui.

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Scott Snyder revela detalhes sobre a sua última história do Batman

Durante o seu painel na New York Comic Con, que aconteceu no último final de semana, Scott Snyder, falou sobre a sua despedida das histórias sobre o Batman. O roteirista ainda revelou o título e uma pequena sinopse da HQ que será desenhada por Sean Gordon Murphy.

Chamada de Batman: Last Knight, ela vai se ambientar 25 anos no futuro, onde o Batman acorda em uma versão mais jovem de si mesmo em uma Gotham City apocalíptica, com apenas uma lembrança, as palavras: “sim, pai. Eu me tornarei um morcego”. E para ficar mais estranho ele tem presa no seu cinto de utilidades uma cabeça falante do Coringa. Snyder descreveu a história em algo como Mad Max e ao clássico mangá Lobo Solitário de Kazuo Koike e Goseki Kojima.

Batman: Last Knight, originalmente, seria publicada na série All Star Batman, que chegou ao final na semana passada, mas ficou decidido que ela ganharia sua própria edição. Por outro lado, Sean Gordon Murphy também anunciou que esse é seu ultimo trabalho em parceria com outro roteirista, que de agora em diante só vai trabalhar em histórias que ele mesmo escreve. Atualmente o desenhista está produzindo Batman: White Knight saiba mais detalhes AQUI.

Scott Snyder está escrevendo o Homem-Morcego em Dark Nights: Metal, e revelou que tem um projeto junto com Grant Morrison para o futuro.

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Crossover de Star Trek e Planeta dos Macacos é lançado no Brasil

O crossover épico das duas franquias de ficção científica, Star Trek e Planeta dos Macacos, está sendo lançado no Brasil pela Geektopia. Star Trek/Planeta dos Macacos: A Diretriz Primata é o encontro organizado pelas editoras americanas IDW e Boom! Studios, que chega às livrarias nacionais em um volume com capa dura. Confira detalhes abaixo.

Investigando rumores de expansionismo Klingon, o capitão Kirk e a tripulação da U.S.S. Enterprise descobrem um misterioso portal transdimensional sendo usado por eles. Seguindo-os pelo portal, a tripulação da Enterprise fica surpresa ao encontrar-se orbitando uma Terra paralela em um futuro distante, no qual a Federação aparentemente nunca existiu. Ao se teleportar para o planeta, Kirk e Spock encontram um rosto familiar! O encontro de Star Trek e Planeta dos Macacos em A Diretriz Primata é escrito por Scott Tipton e David Tipton, com arte de Rachael Stott.

A minissérie rendeu elogios dos críticos de quadrinhos, que ressaltaram o tom muito fiel às franquias, sendo cadenciado como um episódio da série clássica de Jornada nas Estrelas, e também como um filme dos símios do futuro. A arte de Rachael Stott é muito fiel às feições dos personagens de ambas as séries, apresentando mais ação e agilidade para determinadas cenas.

Star Trek/Planeta dos Macacos: A Diretriz Primata contém 136 páginas encadernadas em capa dura e formato 17,5 x 26,5 cm, e o preço sugerido é R$ 49,90. Clique aqui para garantir sua edição com 18% de desconto na Amazon.

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Come Together | Liga da Justiça ganha novo trailer com cenas inéditas

Faltando um pouco mais de um mês para o lançamento, é natural que a divulgação aconteça de forma massiva e foi deste jeito que a Warner Bros liberou mais um trailer de Liga da Justiça. Confira:

 

Em Liga da Justiça, energizado por sua fé restaurada na humanidade, e inspirada pelo ato de sacrifício do Superman, Bruce Wayne pede a ajuda de sua recém encontrada aliada, Princesa Diana Prince, para enfrentar um perigoso inimigo. Juntos, Batman e Mulher Maravilha trabalham rapidamente para encontrar e recrutar um equipe de meta-humanos, para poderem ter condições de derrotar uma nova ameaça.

Dirigido por Joss Whedon, após a saída de Zack Snyder por uma tragédia familiar. Estrelado por Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller e Ray Fisher. Liga da Justiça chega aos cinemas no dia 16 de novembro deste ano. O Universo Estendido da DC continuará em 2018 com o primeiro filme-solo de Aquaman, cujas filmagens aconteceram na Austrália e possui previsão de lançamento em dezembro.

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Segundo volume de Blacksad da SESI-SP Editora já está em pré-venda

Com espaçamento de três meses desde o lançamento do primeiro volume, Blacksad está de volta às livrarias em mais uma edição da SESI-SP Editora. O segundo volume da série, apelidado de Arctic-Nation, já está em pré-venda! Confira detalhes abaixo.

John Blacksad, nesta segunda aventura, deve solucionar o desaparecimento misterioso de uma criança “de cor”. Ao longo da investigação, ele descobre que uma seita fascista está por trás do crime.

Blacksad é uma série de quadrinhos criada pelos espanhóis Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido, publicada na França pela DargaudJohn Blacksad é um gato detetive particular num mundo de animais antropomorfizados, e as histórias são centradas nas suas investigações. A ambientação é inspirada nos Estados Unidos da década de 50, com um tom noir fortíssimo. A série possui cinco álbuns publicados na França até o momento. Arctic-Nation é um dos mais elogiados da coleção e chegou a ser publicado no Brasil pela editora Panini.

Em seu catálogo a SESI-SP Editora possui outras séries de quadrinhos europeus como GusValerianSpirou, Spirou de, Valentine, Bitcoin e Verões Felizes.

Blacksad 2. Arctic-Nation possui 56 páginas encadernadas em acabamento brochura, com preço de capa sugerido R$ 49,00. Clique aqui para garantir sua edição na pré-venda da Amazon.

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Blade Runner 2049: Uma obra-prima da ficção moderna. Por Dennis Villeneuve.

Blade Runner 2049 é uma extensão da obra de Ridley Scott. O diretor trouxe uma visão distópica e obscura no ano de 2019 para mostrar a crueldade da verdadeira natureza humana. Blade Runner, o Caçador de Androides revolucionou a forma de fazer ficção científica nos cinemas, mudou a visão das pessoas em relação ao gênero e criou uma legião de fãs conforme se passaram os anos. Agora, com Dennis Villeneuve no comando, a sensibilidade aliada à técnica do canadense demonstra reverência ao gênero, a ampliação de conceitos e temáticas já conhecidas, e uma verdadeira exemplificação das relações humanas com a tecnologia. O termo “blockbuster inteligente” se mostra insignificante para o que 2049 realmente é.

“Uma extensão” em todos os sentidos, literalmente. O roteiro escrito por Hampton Fancher, um dos roteiristas originais, e por Michael Green, que nos presentou este ano com o fantástico Logan, apresenta um forte embasamento na obra de 82, explorando velhos conceitos, mas apresentando e aplicando novos, introduz e desenvolve personagens profundos, e cria discussões que não eram possíveis naquela época. Atualmente, a nossa concepção tecnológica é muito mais abrangente. Nossas relações com as máquinas e nossos conhecimentos sobre elas estão avançando constantemente, e os roteiristas colocaram isso como um dos centros reflexivos da trama. A relação humano e máquina está presente em grande parte do corte do diretor.

O embate entre humanos e replicantes continua, traz novos pensamentos e perspectivas, deixando as mesmas questões no ar: o que nos faz humanos? Quais são as diferenças entre nós e eles? Perguntas sem respostas definitivas, sendo todas bastante subjetivas. Por isso se cria uma narrativa instigante, que pela construção dos personagens e dos diálogos vai se obtendo variadas respostas, mas nunca uma definitiva. Passaram-se 35 anos e todo o debate iniciado por Scott continua nos trazendo reflexões válidas.

Difícil falar sobre o enredo sem contar partes importantes. A história é completamente independente do primeiro, tem um ritmo lento, apresenta todas as evoluções que aconteceram nos 30 anos com os replicantes e a humanidade minuciosamente. Todos os elementos vão sendo colocados na tela com uma riqueza de detalhes muito pouco vista nos cinemas atualmente. É para apreciar gradativamente e criar uma interpretação pessoal sobre a obra. Rick Deckard (Harrison Ford) e K (Ryan Goling) têm um caminho emocionante, angustiante e épico para percorrerem, com algumas reviravoltas que fazem a longa duração (2h40min) passar voando. Voltar para esse universo pode ter sido apenas mais uma das várias jogadas da indústria hollywoodiana, mas valeu a pena o investimento.

Na direção, Dennis Villeneuve troca a sutileza de A Chegada pela agressividade e obscuridade de Blade Runner. Em conjunto com Roger Deakins, Villeneuve se preocupa com cada detalhe dos planos, dos cenários, das luzes e das cores que remetem ao estilo noir. Los Angeles continua caótica, mas muito mais depressiva. A poluição parece ter se agravado com o tempo, prédios mais altos são quase indistinguíveis e difíceis de se visualizar de longe. Tudo é neutro, a cidade é padronizada pelas cores pretas e cinzas dos prédios e das imundícies. A única demonstração de cor e vida são os hologramas de marcas famosas, poderosas e ricas que representam os objetivos inalcançáveis da população por cima de suas cabeças: renda e qualidade de vida.

Toda essa mudança no design de 82, criada por Villeneuve e Deakins, refletem no psicológico do personagem de Ryan Gosling, o  Agente K. O blade runner entra em conflito consigo mesmo na hora que quer descobrir as verdades sobre a sua própria existência, este é corpo do roteiro. Os acontecimentos estão conectados à ânsia de respostas por K. Sua jornada remete Rick Deckard e seu jeitão incômodo de viver a vida como ela é na Terra, sem grandes esperanças e feitos.

Deckard está de volta com a brilhante interpretação de Harrison Ford, que não trabalhou apenas pelo dinheiro, e sim, pela qualidade do roteiro, como o ator mesmo dissera em várias entrevistas. O aposentado blade runner parece estar mais cansado e desgastado, carregando fardos do passado nas costas, lidando com o vazio existencial que remete à futurística Las Vegas apresentada. Outro mérito de Villeneuve e Deakins. Como Blade Runner 2049 se comporta como cyberpunk, é necessário colocar elementos extremos para comparações entre presente e futuro. Troque a iluminação e o neon dos cassinos e bares pela simples luz do sol, as estruturas que remetiam diversão e entretenimento por estátuas monumentais quebradas que exalam tristeza e solidão. O centro movimentado da antiga Las Vegas foi preenchido pelo deserto inabitável: o novo recanto de Deckard e o reflexo do seu vazio íntimo.

San Diego também aparece como um dos cenários, e assusta pela proximidade da nossa realidade. A cidade virou um lixão completo, onde todos os resíduos orgânicos e restos de outras cidades são despejados. Crianças trabalham como escravas para as colônias, e são lideradas pelo ator Lennie James. Escravidão, meio ambiente e trabalho infantil são discutidos, embora não diretamente, em toda a sequência que se passa na cidade.

Para mostrar mais uma relação entre os personagens e a direção, temos Jared Leto como Wallace, o antagonista e criador de replicantes da sua companhia. Sua participação pequena não interfere na importância do personagem em mais um grande debate oferecido pelo longa, entre a lógica pura e o amor. Nota-se quando a câmera entra no prédio da corporação de Wallace como as sombras formam linhas simétricas, ondulações perfeitas que seguem um fluxo coerente, representando as ideias racionais e matemáticas do personagem, sem a interferência das emoções.

Além da fotografia, das sombras e cores perfeitas para aplicar o tom correto do cyberpunk, a trilha sonora composta por Jóhann Jóhannsson, Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch, e os efeitos sonoros, completam a ambientação de 2049. Não tem como negar a forte influência de Vangelis na composição sonora, propositalmente, claro. Seus traços musicais não têm como serem esquecidos, e os compositores homenageiam criando novas tendências em cima deles. Já no primeiro plano geral do filme, a presença da trilha nos faz retornar ao universo dos replicantes de mente e “alma”. Os efeitos sonoros das armas, dos carros e dos aparelhos tecnológicos são super bem aproveitados. A mixagem de todos quando K está nas ruas de Los Angeles movimentadas e barulhentas é absurdamente incrível. As salas XD e IMAX são as mais apropriadas para este tipo de experiência.

Aos fãs de Blade Runner, o Caçador de Androides, há uma quantidade significativa de referências ao filme. Vamos de algumas notas da composição da trilha até em acontecimentos da própria obra. Atenção também na maquiagem excepcional e o figurino extravagante, que guardam algumas relações sutis com o original.

Blade Runner 2049 não é apenas um “blockbuster inteligente” e uma “homenagem ao antecessor”. É uma obra de arte cinematográfica independente e única, com um senso de estética deslumbrante, uma história emocionante e filosoficamente rica, que ficará nos corações e mentes de todos os fãs por suas mensagens e reflexões. Palmas para Dennis Villeneuve, as lágrimas na chuva nunca foram tão reais.

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Doomsday Clock | Confira as primeiras páginas da HQ

Anunciado ao fim do ano passado, Doomsday Clock será um crossover entre o universo DC e o universo de Watchmen. A história marcará o fim da fase Renascimento e trará um embate filosófico entre Superman e Doutor Manhattan. Tudo começou no one-shot DC Universe: Rebirth quando Batman encontra na parede da Bat-Caverna, o bottom do Comediante. Depois disso, em The Button,  O Cavaleiro das Trevas e o Velocista Escarlate se uniram para desvendar os segredos desse objeto, mas não chegaram a lugar nenhum. Agora, DC Comics divulgou as primeiras páginas da aguardada HQ, com o retorno de um grande personagem:

Escrita por Geoff Johns e ilustrada por Gary Frank, Doomsday Clock será lançada em novembro e será composta por 12 edições. O Renascimento está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

 

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Doomsday Clock será uma sequência de Watchmen

A DC Comics chegou com o pé na porta no seu painel que foi realizado na New York Comic Con 2017. Depois de anunciar a volta da Vertigo, quando a linha completa 25 anos (confira detalhes AQUI) foi a vez de falar sobre o esperado evento, Doomsday Clock. A história vai colocar frente a frente o Superman e o Dr. Manhattan, e marcar de vez a inclusão do universo de Watchmen criado por Alan Moore e Dave Gibbons no Renascimento (Rebirth).

Jim Lee e Dan DiDio durante o painel da DC Comics na New York Comic Con.

Diferentemente do que foi dito antes por Geoff Johns (confira AQUI), Jim Lee e Dan DiDio revelaram que Doomsday Clock será sim uma sequência de Watchmen! (Imaginem quantas maldições Alan Moore deve estar soltando agora) e que será uma história independente de 12 partes sem ligações com outras edições, mas o que acontecerá nela terá impacto em todo Universo DC.

Doomsday Clock tem roteiro de Geoff Johns, diretor criativo da editora e desenhos de Gary Frank. Ela começa a ser publicada em novembro nos Estados Unidos.