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Resenha Semanal | The Detective is Already Dead #06

Com o sexto episódio, chegamos na metade da temporada de “The Detective is Already Dead”, e também, na metade das resenhas semanais. As anteriores, como de praxe, estão aqui: #01 | #02 | #03 | #04 | #05.

Continuando no passado, seguimos aventuras sem peso e sem emoção, apenas como preparação para um acontecimento futuro. Como o animê parece não respeitar o nosso tempo, eu irei respeitar o seu, falando bem mais brevemente do que nas semanas anteriores. Vamos comentar o que vimos:

Captura de tela do episódio 6 de "The Detective is Already Dead", mostrando Hel.
Monstrão gigante só pode significar uma luta irada, né? Bem… (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Episódio 6: “Demônio Carmesim, Rainha do Gelo”

Voltando de onde paramos semana passada, vimos a luta de um robô gigante contra um monstro maligno mais apática da história do entretenimento de massas. Eu fiquei impressionado com o nível do “combate” e da “perseguição” que aconteceu, principalmente por saber que eles podem fazer melhor do que isso. Eles já fizeram! Ambos os grupos se movimentavam de forma esquisita, protagonizando uma cena anti-climática de assistir e que beirou a paródia, mas que esqueceram de fazer com que fosse engraçada.

A segunda metade nos apresentou a uma nova personagem, Alicia, que parece ser importante para o futuro da série, mas que no momento, aparenta ser apenas uma criação para ticar vários pré-requisitos de uma lista. É claro que o anime baseado em uma light novel precisava de uma garota de 19 anos (a idade que ela terá no presente, quando voltarmos para lá) que aparenta ter oito. E é claro que ela precisa apontar para o protagonista e imediatamente assumir que ele é um tarado. É um tipo de humor que, pra mim, não cola. E olha que eu sou bem aberto com humor!

Aliás, um comentário rápido sobre interações: Que conversinha mais sem-vergonha essa da Hel com a Siesta, ein? Esse papo da vilã de “aceitar ser o lado ruim da história“, e a insistência dela com essa história de “destino” me cansam. Existe uma linha a ser cruzada quando você quer ser espalhafatosamente melodramático, mas eles não conseguiram cruzá-la com a Hel, fazendo com que ela soe apenas como um esteriótipo. Pelo menos tivemos mais da famosa interação da Siesta com o Kimihiko, que tem sido a salvação do animê.

Captura de tela do episódio 6 de "The Detective is Already Dead", mostrando Siesta.
Não sei, é a câmera numa posição estranha? Pois o resto funciona… (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Considerações finais

Mesmo com diversos acontecimentos, o episódio pareceu não ter importância nenhuma para a história geral. Não sou contra algum tempo tranquilo entre momentos de ação, para acalmar os ânimos e dar uma chance das personagens (e dos espectadores) descansarem. Mas um episódio de repouso é o que você normalmente esperaria após um episódio tenso e cheio de nervosismo. E o episódio passado claramente não foi isso.

Outro problema que eu tenho observado desde o segundo episódio, mas que se mostrou descaradamente no sexto, é a falha na composição de cenas. As coisas parecem que não “se encaixam” na tela, elas não parecem estar nos lugares certos. Não sou profissional da área e nem entusiasta de animação, então fica apenas como um pressentimento, mas que as cenas parecem não “clicar comigo… Ah, isso parece. Tanto aquela perseguição estranhíssima que comentei acima, como a – supostamente – emocionante cena onde Siesta e Kimihiko conversam entre escombros e chamas, pareceram não estar aptas a transmitir as emoções que precisavam. A música combinava com o momento, a dublagem é de alto nível, e a animação é bonita, mas mesmo assim… As coisas não combinam.

A impressão que eu tenho é que “The Detective is Already Dead” está muito, mas muito próximo de conseguir fazer algo legal. Eles estão a margem de ser um animê interessante e divertido. Mas eles só conseguiram cruzar essa linha no primeiro episódio. Desde então, estão parando no quase.

Captura de tela do episódio 6 de "The Detective is Already Dead", mostrando Siesta.
Também me sinto assim com esses flashbacks, Siesta. Eu te entendo… (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

O animê está disponível na Funimation, com novos episódios aos domingos, e legendas em português. Além de “The Detective is Already Dead”, a Funimation também anunciou diversos outros títulos para a temporada de verão de 2021, incluindo algumas dublagens para o português.

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A Jornada de Vivo (2021): A beleza na vida, morte e amizade

Inicio esse texto confessando que assistir A Jornada de Vivo não era a minha prioridade na noite dessa sexta-feira, uma vez que já tinha planejado um momento reservado para colocar em dia minhas séries pendentes (Quem nunca, né?). Só que esbarrei com o pôster do filme animado e reparei que estava disponível na Netflix. Fiz minha pesquisa rápida e aceitei mudar meu cronograma noturno. Embarquei nessa aventura musical sem assistir o trailer com o claro objetivo de ter minhas expectativas superadas e escrevo com sorriso no rosto que estou mais que satisfeito.

A Jornada de Vivo (Vivo no original) conta a história de um jupará fofo e talentoso chamado Vivo que embarca numa viagem emocionante para uma importante missão: entregar uma canção de amor para um grande amigo. Sinopse simples e direta, pois a ideia central é justamente essa. O que torna essa missão agradável e deliciosa de assistir é como vão abordando alguns conceitos como a vida, a morte e a amizade. Tudo isso na relação desse jupará com seu grande amigo, Andrés. E também como essa amizade é retribuída após um evento trágico, dando o ponto de partida para a viagem.

As histórias desses personagens se cruzam após um acidente deixar Vivo em Havana. A conexão entre os dois acontece de forma imediata através da música e uma carreira tem início a partir dessa química.

A relação afetiva entre seres humanos e animais silvestres em animações não é nenhuma novidade para os espectadores, porém o que é digno de nota é que sempre conseguem conquistar o público ao apresentarem importantes lições de vida ao longo de suas tramas. Aqui não foi diferente, pois temos três pilares muito bem discutidos de maneira simples e bela: Andrés como um idoso que segue vivendo fazendo o que tanto ama. A morte aparece apenas para nos lembrar que ninguém é imortal e todos possuem o seu propósito, seja alcançando o seu objetivo estabelecido ou não. Temos também o papel da amizade transmitindo o último desejo que estava escondido por décadas. Tudo por um digno desfecho. Como se faltasse isso para a paz merecida.

Com a introdução da energética Gabi, a trama ganhou uma injeção de adrenalina ao colocá-la em algumas situações de perigo junto com Vivo até alcançarem Miami e por fim, entregarem a importante carta para Marta em sua última apresentação musical. A adição de Gabi foi acertada por formar uma bela dupla com o jupará e quando conhecemos mais de seus motivos para ajudar, ela ganha uma nova camada em sua personalidade.

Outro ponto positivo no filme animado diz respeito na forma como usaram as cores para a apresentação de cenários e personagens. É tudo muito vibrante e exuberante, de realmente encher os nossos olhos com tanta beleza e movimento. Um chamativo para as crianças, com toda certeza. As transições do 2D/3D são excelentes e não destoam em nada.

A trilha sonora é bem gostosinha de ouvir (Agradeçam ao Lin-Manuel Miranda pelas canções originais), porém já aviso que pode não ter uma canção que fique ecoando na sua mente após os créditos finais. Sinto muito se estavam esperando algo bem chiclete para acompanhar vocês nos próximos dias.

A dublagem está boa, porém quem preferir a versão original poderá reconhecer as vozes do próprio Lin, Zoe Saldana, Michael Rooker, Gloria Estefan e Ynairaly Simo.

Para representar Havana, os animadores viajaram para a capital de Cuba para retratar a cidade da maneira mais autêntica e utilizaram o visual das décadas de 1950/60 como inspiração (via: Revista Crescer). Isso é fácil de notar quando percebemos a clara diferença entre este local com o moderno de Miami.

Eis o verdadeiro jupará (créditos na imagem).

Antes que perguntem se o Animal Planet está com parceria com a Torre de Vigilância, vou explicar o motivo do registro desse simpático animal. O querido Vivo é um jupará, ou seja, baseado nessa belezura da foto. Também conhecido como macaco-da-noite (Potus flavus), ele faz parte da mesma família dos quatis e guaxinis. O jupará tem ampla distribuição geográfica em toda a Amazônia, porém pode ser encontrado na Mata Atlântica litorânea do leste do Brasil. Ocorrendo também nas Américas do Norte e Central, em todas as áreas de florestas tropicais entre o México e Panamá.

Lembram que o Vivo chegou em Havana numa caixa de fruta? Como isso pode ter acontecido? Esse pequeno mamífero é vítima da caça ilegal, então a cena do flashback pode ter sido um breve aceno sobre essa situação mesmo que não tenha sido a intenção em levantar essa questão. Só que vale mencionar esse informação sombria sobre a ação antrópica que esse animal vive. Via: Portal Amazônia/ICMBio 

A Jornada de Vivo merece ser visto por trazer boa diversão em quase 120min de duração, mas também coloca em sua bagagem importantes reflexões que todo ser humano debate durante sua vida. Uma boa pedida para deixar as crianças quietinhas no sofá e apreciarem a beleza dessa animação.

Nota: Ouro

A Jornada de Vivo está disponível na Netflix.

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O Esquadrão Suicida e seu Glorioso Renascimento por James Gunn

É muito difícil começar a falar de O Esquadrão Suicida sem comentar brevemente sobre o fiasco dirigido por David Ayer em 2016. Sendo, ou não, culpa do estúdio por limitar o diretor, é de conhecimento geral que o filme não agradou o público por diversos fatores: uma trama medíocre, um fraco desenvolvimento da equipe, o Coringa de Jared Leto e a cena vergonhosa da boate, um plot totalmente sem sentido, dentre outros. O título por si só não caiu no esquecimento do público, sendo alvo de piadas  e críticas até hoje por conta de seu potencial desperdiçado em uma direção fraca que não caminha para lugar nenhum – nem mesmo dentro do universo estabelecido. No fim das contas, serviu apenas para alavancar a personagem de Margot Robbie.

Para limpar a imagem deixada pelo título de 2016, apostaram em James Gunn para dirigir o soft reboot da equipe. Como resultado vemos um trabalho executado com maestria e aproveitando todo o potencial, não só da equipe como também da criatividade do diretor sem interferência externa, com controle absoluto tanto na direção como no roteiro.

The Suicide Squad movie review (2021) | Roger Ebert

Quando digo que o longa é um soft reboot é porque o mesmo apresenta, mesmo que poucos, elementos que indicam continuação do título de 2016 e adiciona novos que alteram alguns aspectos dos personagens e servem para desenvolver bem mais suas personalidades. De certa forma este é um novo começo para a equipe, e que belo renascimento!

Enfim, na trama a equipe é enviada para Corto Maltese por Amanda Waller com a missão de destruir uma instalação construída na época dos nazistas, responsável por ser palco de experiências bizarras. Logo, somos introduzidos ao vilão da trama – que já foi revelado em alguns spots. O argumento por si só é simples mas funciona de forma bela e prova que o básico, quando bem trabalhado, pode beirar a perfeição. Neste caso, Gunn utiliza seus elementos já conhecidos, sem censura, e se inspira em filmes de ação dos anos 80 para desenvolver a trama da melhor forma possível durante a execução do longa.

Durante sua exibição, a história se desenrola da mesma forma que o anterior mas sem cometer os mesmos erros: se inicia com Amanda Waller convocando os membros da equipe e com Rick Flagg detalhando a missão em uma montagem incrível presente nos primeiros dez minutos frenéticos do título. Após isso, a história é exibida sem se levar a sério e apostando em sequências de ação extremamente violentas e sem censura, no humor ácido e em momentos sem sentido que funcionam perfeitamente.

Quanto aos personagens, o núcleo principal composto por Flagg, Arlequina, Nanaue (Tubarão Rei), Caça-Ratos 2, Bolinha, Sanguinário e Pacificador são bem desenvolvidos ao longo da trama e interagem com brilhantismo entre si. No fim o carisma e as características de cada um cativam o telespectador.

Cada personagem tem sua função e seu drama pessoal explorado em tela, e em particular o drama da Caça-Ratos 2 (interpretada pela atriz portuguesa Daniela Melchior) e o do Sanguinário (Idris Elba) faz com que a relação dos dois se aproxime bem mais e crie um vínculo natural – fazendo com que o plot do longa de 2016 onde El Diablo salva sua equipe afirmando que ela é sua família se torne mais ridículo do que já foi na época. Neste, de fato há uma relação formada pelo desenvolvimento ao decorrer da trama.

Além disso, a Arlequina de Margot Robbie se apresenta mais emancipada do que foi, até mesmo, em seu filme solo: sendo a melhor interpretação da atriz com a personagem, na minha opinião. Nanaue ocupa o espaço que Groot ocupou em Guardiões da Galáxia, enquanto o Pacificador de John Cena prepara o terreno para sua série solo na HBO Max com seu comportamento boomer e típico de um protagonista presente em um clássico de ação brucutu. E, novamente, Viola Davis entrega uma Amanda Waller perfeita.

The Suicide Squad Review: James Gunn's Do-Over With Destructive Style - Variety

O ponto alto do filme é a forma como James Gunn trabalha toda a ação e desenvolve a trama ao redor do humor ácido e da violência sem medo de parecer ridículo, utilizando figurinos espalhafatosos inspirados diretamente nos visuais dos quadrinhos e alguns elementos cartunescos semelhantes aos de Hulk do Ang Lee e de Scott Pilgrim que fazem com que o telespectador se sinta lendo um quadrinho durante a exibição. Todos os elementos se casam de forma perfeita e em total harmonia, tanto entre si como com a equipe e os personagens em si, fazendo com que as duas horas de longa passem despercebidas e com que o telespectador deseje mais após seu término.

Por fim, o único ponto negativo acaba envolvendo também a Arlequina. No segundo ato do longa, a mesma apresenta um arco que, por mais que tenha como principal função desenvolver a personagem e mostrar seu psicológico – e até mesmo emancipar mais a mesma, quebra um pouco do clima frenético que o primeiro ato e parte do segundo apresentam até então. Após isso, o longa volta a ter o mesmo clima que se segue até o fim.

The Suicide Squad Review - IGN

Então, é bom?

Bom, é inegável que a equipe e o diretor cumpriram sua missão de forma excelente: com uma trama simples, sem medo de utilizar elementos cartunescos e figurinos extravagantes diretamente inspirados nas HQs clássicas da equipe, O Esquadrão Suicida de James Gunn mostra que ainda há salvação para o universo cinematográfico da DC nos cinemas – para isto, basta colocar as produções da casa nas mãos dos diretores certos e se ter um planejamento adequado.

Gunn entrega não só um presente aos fãs da DC como também esperança para o futuro das produções, mostrando o verdadeiro potencial da equipe nas telas. Divertido do início ao fim, O Esquadrão Suicida consegue se consagrar como o melhor filme da produtora lançado nesses últimos anos.

O Esquadrão Suicida chega amanhã, dia 5 de Agosto, nos cinemas.

Nota: 4.5/5

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Grand Chase Classic: A Pequena Sombra de um Colosso

Se você possuía acesso a internet nos meados da década de 2010, é muito improvável que você nunca tenha ouvido falar de Grand Chase, um dos jogos online que mais fizeram sucesso na história do nosso país. Ele estava presente em redes sociais, vídeos, fóruns, e até mesmo no mundo real, com revistas, propagandas e embalagens de chiclete. Eu sempre tento fugir de clichês, mas Grand Chase foi o que se pode definir como um fenômeno cultural de uma geração. Por causa disso, a comoção na comunidade brasileira, ao descobrir que o jogo seria relançado em 2021, na Steam, com o nome de “Grand Chase Classic”, foi enorme. Principalmente por ter sido um anúncio repentino e que pegou todo mundo de calças arriadas.

Com o lançamento global do jogo no dia 28 de julho, eu passei quantas horas quanto eu pude (e fui capaz) dentro do jogo, para ver se encontrava a felicidade que eu tinha com 12 anos de idade. Não a encontrei, pois não é culpa do jogo, afinal de contas. Mas o jogo também não ajudou. Segue abaixo os meus pitacos nessa resenha sobre o relançamento de GC, o Grand Chase Classic!

Essa é a print mais antiga que eu consegui encontrar (de 2012). O resto se perdeu no Orkut…

História do jogo e minha história com o jogo

Um breve resumo da história do jogo, para quem está caindo de paraquedas: Criado pela empresa coreana KOG, o jogo foi originalmente lançado por lá em 2003, e chegou no Brasil, com administração da Level Up! Games (ou simplesmente “LUG”) em 2006. Se tratava de um jogo grátis com microtransações. Apesar de ter tido servidores em diversos países (como Japão, Estados Unidos e Filipinas, para citar alguns), o servidor brasileiro se estabeleceu como o maior e mais ativo do mundo, tendo frequentemente mais de trinta mil jogadores simultaneos (o que era bastante para a época, e ainda é bastante, embora menos impressionante nos dias de hoje).

Os servidores se mantiveram online até 2015, passando por diversas atualizações, recebendo novos personagens, mapas, sistemas e itens, até serem desativados por uma exigência da própria KOG, que encerrou os serviços oficiais do jogo em todo o mundo. Depois disso, os fãs ficaram órfãos por muito tempo, buscando exílio em outros jogos ou em servidores piratas. Até recebemos uma “continuação”, na forma de “Grand Chase Mobile“, que foi lançado para iOS e Android em 2018, e fez um relativo sucesso, mas ainda assim, não foi a mesma coisa que o original.

Quanto a mim… Bem, eu joguei Grand Chase desde o seu lançamento no Brasil. Eu era uma daquelas crianças que ficava em casa jogando no computador desde muito novo, e era viciado em Ragnarok Online, outro jogo famosíssimo (e que está online até hoje!), também administrado pela LUG. Quando GC foi trazido para o país, a distribuidora não poupou esforços para divulgar seu novo jogo para as pessoas que já jogavam Ragnarok, e com isso, eu acabei caindo em outro buraco sem fundo. Confesso não ter jogado continuamente pelos nove anos, mas usando outros jogos como referência, imagino ter colocado bem mais que cinco mil horas no jogo (Eu tenho 4,5 mil horas jogadas em World of Warcraft, e tenho certeza que joguei mais GC do que WoW, então…).

Grand Chase Classic continua sendo uma experiência de gameplay bem próxima do que era a Season 5 da versão original

Jogabilidade

Voltando para o presente, podemos falar sobre como o jogo se joga. Grand Chase é um jogo de plataforma 2D com modelos 3D, podendo se enquadrar como um “Jogo de Luta“. Cada uma de suas personagens (atualmente apenas quatro, mas com vinte no total) apresenta uma gameplay distinta, com estilos diferentes de combate, uma quantidade razoável de combos que podem ser feitos e emendados uns nos outros, e diversidade até mesmo dentro de um mesmo personagem, com o sistema de árvore de talentos e de classes.

O jogo oferece dois modos: O modo missão, equivalente a um PVE de MMOs, onde você enfrenta monstros em uma sala instânciada em grupos de até quatro jogadores; e o modo PVP, onde até seis jogadores podem se enfrentar em equipes ou cada um por si.

A jogabilidade de GC na nova versão continua praticamente identica àquela que conhecemos do passado. Atacar com “Z”, ficar pulando e correndo de um lado pro outro, emendar um combo com uma habilidade de uma barra de MP, para então tentar dar um agarrão no adversário com o uso do delay, etc. Uma coisa que eu notei, porém, é que o jogo é muito menos responsivo do que minha memória me dizia. As ações dos personagens são permanentes, e o uso de uma habilidade é a única forma de cancelamento que existe. Começou um combo de Lass, que tem uma animação enooooorme, e o chefão acabou de dar um golpe que você precisa pular para evitar? Bem, espero que você tenha uma barra de MP para ficar invunerável!

Talvez o jogo sempre tenha sido assim, e só agora estou notando, por ser mais velho e ter jogado coisas mais novas, mas Grand Chase Classic me pareceu punitivo demais. Você toma uma ação e precisa arcar com todas as consequências dela, mesmo se a sua decisão tenha sido tomada antes das circunstâncias mudarem. Isso é especialmente frustrante ao enfrentar chefes em missões, pois a inteligência artificial dos monstros não é lá muito refinada. De vez em quando, o chefe fica simplesmente parado por vários segundos, sem fazer nada, e então, repentinamente, utiliza várias habilidades e combos, um seguido do outro. Você pode ver a situação e pensar que não há problema começar um combo que irá te travar naquela animação por 1,0~1,5 segundos, para imediatamente ser recebido por um “DANGER” gritado em seu ouvido, sem chance de esquivar.

Porém, sempre dou crédito onde se é devido, e uma coisa boa que existe são as linhas de hitbox de algumas habilidades especiais. Isso não existia nas versões mais antigas do jogo, e muitas vezes você subia numa plataforma, julgando que ali era alto o bastante para desviar do laser do Paradom, só para ser atingido de qualquer maneira. Com a hitbox anunciando o trajeto de ataques, você pode se preparar para evitar os golpes com antecedência.

Eu sempre joguei só de espadachim mesmo, mas é bom ter a possibilidade de usar outras armas, né?

Desafios e progressão de personagem

Conforme você avança nas missões do modo PVE, você evolui de nível de personagem, e desbloqueia novos desafios. Eles funcionam como “quests“, onde você é desafiado (duh!) a fazer alguma coisa em específico dentro de um determinado mapa. Esse sistema, que foi arrumado nas últimas seasons da versão original e já veio como base no Grand Chase Classic, é muito mais instintivo e acompanha seus níveis de forma satisfatória, fazendo com que você sempre esteja numa missão de dificuldade adequada para você.

Acredito, porém, que a principal vantagem do sistema de desafios é que ele ajuda a fazer a repetição não ser tão monótona. O jogo tem, como design, a ideia de que você deve repetir cada missão algumas vezes. Inicialmente duas, mas conforme você vai avançando na história, você precisará repetir o mesmo mapa três, quatro, até cinco vezes. Ficar enfrentando os mesmos monstros, no mesmo cenário, várias e várias vezes acaba se tornando chato, mas os desafios te propõem jeitos diferentes de jogar, quebrando um pouco desse problema. Entre as opções de tarefas, temos coisas como “Realizar ataques pelas costas”, “ser acertado menos de X vezes”, “usar menos de X poções”, e “ativar a habilidade tal”. Parecem coisas bobas, mas que fazem com que você preste atenção no que está fazendo e ativamente altere seu modo de jogo para tentar realizá-las.

Além disso, os desafios oferecem recompensas interessantes, e que te fazem querer fazê-los. Muitos jogos criam sistemas incríveis de quests, mas que não valem a pena serem feitos. Em GC Classic, você recebe grandes quantidades de experiência, assim como itens, equipamentos, mascotes e materiais. Todo prêmio recebido é útil, principalmente no início do jogo, onde você está de bolso furado e qualquer tustão ajuda.

Agora sobre progressão, o jogo faz um trabalho relativamente positivo em te fazer se sentir mais forte, dar a impressão de que você está avançando junto com o seu nível. A árvore de talentos desbloqueia novas habilidades praticamente a cada dois níveis, te dando novas opções de como jogar com sua personagem. São pequenas mudanças que você pode escolher fazer, dependendo do seu estilo de jogo. Elas são pequenas o bastante para que você consiga de acostumar com ela, antes da próxima chegar. E o melhor? As habilidades “de cash“, aquelas que, no jogo antigo, eram bloqueadas e podiam apenas ser compradas com dinheiro real, estão totalmente liberadas, fazendo com que a diversidade de builds seja ainda maior. Jogando de Elesis, eu uso as habilidades e combos que eu costumava usar antigamente, e eu não encontrei nenhum outro jogador de Elesis com a mesma build que eu.

Você também pode realizar os testes de mudança de classe nos níveis 20, 40 e 60, desbloqueando a segunda, terceira e quarta classes do seu personagem, respectivamente. O nível em que os testes são desbloqueados, assim como as exigências deles, são bem colocados na curva de evolução, fazendo com que você faça missões condizentes com o seu nível, e liberando uma nova possibilidade de jogo no tempo certo. Cada classe de um mesmo personagem possui jogabilidade bastante diferente uma da outra, fazendo com que mesmo não possuindo uma árvore de talentos, você possa variar o jeito de matar coisas. Cansou de jogar de espadachim? Pois bem, a partir do nível 20, você pode equipar uma lança e jogar como uma cavaleira, que possui combos e habilidades completamente diferentes.

#ReleaseTheSnydercut do Grand Chase

Enredo e narrativa

Sejamos sinceros, a história de Grand Chase nunca foi seu ponto forte, e isso continua sendo verdade. Mesmo com a reformulação da narrativa nas seasons finais do jogo original, que fizeram com que a história fosse linear, e introduzisse as personagens em momentos mais oportunos, ela não deixou de ser medíocre.

Os diálogos são rasos; não vemos motivações ou vontades de ninguém, seja mocinho ou vilão; a maioria das coisas pode ser resumida em “oh céus! Monstros!” e não agregam em nada… E os momentos que realmente te dão informações interessantes ou mostram caracterizações das personagens, acontecem de uma forma bastante anti-climática.

[spoiler]O maior exemplo disso talvez seja a derrota de Cazeaje. Mesmo que o jogo não se esforce em te explicar o que está acontecendo, ele ainda te joga umas migalhas de vez em quando, dizendo que “óh, o vilãozão é a Cazeaje tá? Vocês tão aqui pra derrotar ela, tudo bem? Ela é a origem de tudo de ruim, ok?“. Então, espera-se que ao menos a sua luta seja algo épico, e os diálogos, impactantes.

Mas o que recebemos é um encontro que se passa no meio de um continente, como se não fosse nada de especial; uma das lutas mais fáceis de toda Ellia; e uma conversa que parece ter sido escrita por um adolescente que acabou de ouvir Evanescence pela primeira vez.

Eu diria que chega a ser decepcionante, mas de certa forma, acaba sendo consistente com todo o resto.[/spoiler]

Há, ainda, uma tentativa de tentar expandir um pouco mais a narrativa, com o texto dos desafios, que comentamos logo acima. Devo dizer que ouvir um panda me falar sobre como eu devo eliminar mosquitos gigantes foi, possivelmente, a parte mais interessante da história como um todo. E isso diz muito sobre a história.

No nível 53, ainda estou usando Elmo, Cota, Sapatos e Capa de nível 39… E meu GP mofando…

A loja e a monetização

E agora nós começamos a listar os muitos problemas do jogo. Como comentado na introdução, o jogo é gratuito para jogar (“free to play“), com microtransações disponíveis. A antiga moeda premium, chamada “Cash“, foi substituída por outra, chamada “VP“, embora sua funcionalidade esteja praticamente inalterada. O que foi alterado, porém, foi o valor da moeda, os valores da loja, e o quanto ela custa.

Por se tratar de um lançamento internacional, o VP é comercializado em dólares. Não houve nenhum esforço por parte da KOG em tentar fazer uma localização dos preços para nenhum país, mesmo tendo a maioria de seus jogadores vindo de locais com moedas fracas, como a Indonésia, a américa latina, e o próprio Brasil. E isso fica ainda pior quando lembramos que o jogo está na Steam, a plataforma que permite a localização de preços de seus produtos. Os valores causaram revolta imediata na comunidade, que fizeram cálculos para mostrar o quão caro o VP está, e entraram em contato com a desenvolvedora.

E quando olhamos para a loja do jogo em si, ficamos com uma certa pulga atrás da orelha. A moeda comum do jogo, obtida gratuitamente e farmável, é o “GP”. Ele costumava ser a principal fonte de equipamentos para as suas personagens, pois os conjuntos eram vendidos na loja, permitindo que você complete imediatamente um novo set, assim que passa de nível e pode equipá-lo. Uma das coisas mais legais do Grand Chase era finalmente chegar no nível 30 e comprar o Pacote do Luar; ou pegar nível 42 para liberar aquele super exagerado Pacote Celestial… E isso não é mais possível. Todos os conjuntos e armas de GP foram removidos da loja, e podem ser obtidos apenas através de drops aleatórios em missões, em baús obtidos após partidas de PVP, ou completando certos desafios. Eles compensaram essa mudança ao aumentar significativamente (acredito que por volta de 90%) as chances do item dropado ser para a personagem que você está jogando, mas ainda estamos a mercê da aleatoriedade.

Disponível na loja de GP, estão apenas alguns acessórios de nível baixo, os desafios de mudança de classe (e alguns outros), e poções de HP (e apenas HP, não há mais poções de MP ou mistas). A moeda se tornou praticamente irrelevante, pois não há nada para ser comprado a longo prazo, além das poções com preços extorsivos.

No geral, mantiveram todas as partes ruins do jogo original no quesito de monetização, enquanto fizeram alterações que pioraram as poucas partes boas que existiam. Eu nunca imaginei que diria isso, mas conseguiram criar um sistema ainda pior do que o que tínhamos sob a LUG.

Ah, você queria se divertir no PVP? Desculpe, não vai rolar. Talvez um dia coloquem rollback netcode? (Não vão)

Os servidores e o lag. Oh céus, o lag!!

Indo direto ao ponto: O negócio está injogável. Completamente sem condições de fazer qualquer atividade em grupo.

Como falado no tópico anterior, Grand Chase Classic é um lançamento global. O jogo está disponível para todo o mundo, e todos os jogadores, seja no Brasil, no México ou na Coreia do Sul, jogam no mesmo servidor. Até existem “servidores” para regiões diferentes (inclusive, a américa do sul é o que possui mais servidores, de longe), mas essa divisão é meramente ilustrativa, pois o servidor físico é, de fato, o mesmo para todos. Os “servidores” que eles oferecem são apenas shards diferentes de um mesmo sistema.

E para piorar, aparentemente eles mantiveram um sistema que era usado no Grand Chase lá de 2003, que é o de local host. Não sou programador, então peço perdão por erros técnicos, mas o que isso significa é que a pessoa que cria a sala (o Líder) é a responsável por enviar as informações pro servidor. Logo, quando você é o líder da sala, o seu ping é zero, pois as coisas estão acontecendo no seu cliente. Agora, quando outra pessoa é o líder, tudo que você faz precisa ser enviado para o líder antes, fazendo com que você experiencie um ping de 300 a 500 ms (OBS: eu não consegui confirmar essa informação, então não levem como verdade absoluta, mas os meus testes e depoimentos de outros jogadores corroboram com essa teoria). Já no PVP, a situação consegue ser ainda mais aterrorizante, pois nem como líder o lag parece passar, fazendo com que qualquer batalha contra outro jogador se torne mais um jogo de sorte do que de habilidade.

Isso faz com que jogar sozinho seja a estratégia mais efetiva. Ou, pelo menos, a menos estressante para todos os envolvidos. Você pode até criar a sua própria sala para ficar sem lag, mas você não se sente mal pelos outros três jogadores, que estarão tendo uma experiência miserável? Esse é um problema que acontece mesmo quando jogando apenas entre conhecidos. Uma sala liderada por um amigo meu, que mora no mesmo estado (questão de 80 quilometros de distância!) ainda gera o lag insuportável.

Tenho que admitir que essa print foi tirada em um momento bem calmo do chat… Normalmente ele está pior. Bem pior…

A comunidade e os jogadores

Talvez isso seja apenas chover no molhado, mas… Vocês sabem como é o gamer médio, não sabem? Grand Chase Classic não fica muito longe disso. Embora exista uma comunidade brasileira bastante ativa e, no geral, bastante amigável, especialmente no ambiente de PVE, a toxicidade absurda sempre vai existir, e a minoria vocal (nem tão minoria assim…) acaba passando a impressão que fica.

O problema da toxicidade é ampliado por dois motivos: O lançamento global, e a distribuição de VP. Vou falar de cada um deles:

Com um lançamento global, temos pessoas de vários países e idiomas jogando em um mesmo ambiente. Você poderia imaginar que a diversidade seria enriquecedora para a comunidade, mas para as pessoas tóxicas, é apenas mais uma forma de ofender o outro. A xenofobia que rola nos chats é um negócio absurdo.

Falando em chats, o segundo problema é justamente a existência de um “chat global“. Na loja de VP, existe um item chamado “Alto-falante”, que permite que você envie uma mensagem para todo o servidor, ficando exposta aos jogadores dentro e fora de jogo. Mesmo numa missão ou numa partida de PVP, essa maldita mensagem estará lá. Isso não seria uma questão tão grave, se o item não fosse acessível a literalmente todo mundo. O jogo te dá alguns “Desafios de Iniciante”, que te ensinam a usar alguns sistemas, e como recompensa, te dá VP. Mas o VP que você recebe após completar tudo é uma quantidade miserável. Não dá para comprar absolutamente nada com esse VP, de forma que gastar meros 100 VP por um Alto-falante acaba sendo um dos únicos usos úteis. Com isso, vocês não fazem ideia das obcenidades que eu li no chat global. Desde ofensas racistas, homofóbicas, xenofóbicas, transfóbicas; todos os palavrões que eu conhecia e até alguns que eu não conhecia; pessoas descaradamente vendendo hacks com pagamento via Pix (é mole?); ou fazendo propagandas de livestreams ou coisas piores.

E já que comentei sobre, o uso de hacks está absurdo e escancarado. Mesmo com alguns banimentos acontecendo, uma grande porção da comunidade está abusando de diversas ferramentas ilegais para ganhar vantagens no jogo. Nesse jogo de 15 anos atrás… Eles são usados em salas abertas, as vezes até mesmo entrando em salas de outras pessoas, e também no PVP. Como se a experiência de jogar com 500ms de ping já não fosse ruim o bastante, você ainda tem que lidar com isso…

Ah, sim, obrigado pelo cA44882Aviso, Elena

Localização, tradução e otimização

Vocês já devem ter percebido por todas as prints ao longo da postagem, mas o jogo está disponível em português do Brasil. Toda a interface, os sistemas, os textos e a dublagem podem ficar em português, inglês ou coreano, alterável nas configurações. Tudo que eles puderam aproveitar do antigo servidor brasileiro, foi aproveitado, e isso é ótimo, pois a localização feita antes era boa. Não era perfeita, mas era aceitável para os padrões da época (que não subiram muito, infelizmente). Acontece que muita coisa precisou ser arrumada, ajustada ou refeita, por conta das mudanças da versão Classic. E essas mudanças não foram muito bem trabalhadas…

Os textos antigos são bem escritos, mas muitos deles não se encaixam em seus devidos lugares, possuem quebras de linha erradas, ou unicodes que não funcionam. Já os textos novos estão um caos, com traduções literais e que parecem ter sido feita por computador, botões que dizem uma coisa mas fazem outra e aparecem com muita frequência (como os diversos botões que parecem ser um tutorial de algum sistema quando, na verdade, são o botão de “gastar todos os seus recursos“… Cuidado com o refinamento…), além de todos os mesmos problemas que os textos antigos.

Esses são detalhes que não afetam a jogabilidade do jogo, e não fazem nenhum estrago (exceto aos meus recursos… maldito botão de refinamento mal traduzido!), mas que no fim do dia, te mostram uma falta de profissionalismo por parte dos desenvolvedores, e passa a impressão de um trabalho mal-feito e apressado.

Não importa os defeitos, os desenvolvedores sabem que você vai ficar aqui por muito tempo. “Então que seja, caçar mil monstros, não importa, coloca aí, eles vão fazer” – KOG dev, provavelmente

Filosofia do jogo e considerações finais

Com todos os defeitos listados, e mais alguns que eu decidi que não valem a pena trazer, a impressão que o jogo passa é que ele não se importa em tentar ser um bom jogo. Ele não se esforça em tentar dar uma experiência agradável e divertida para seus jogadores. Todas as mudanças feitas no jogo parecem direcionadas ao puro e simples lucro. Não vamos ser hipócritas e pensar que empresas não precisam lucrar, não é isso. O que eu quero dizer é que Grand Chase Classic parece um projeto requentado, feito nas coxas por um pequeno time que não se dedica ao desenvolvimento, com o objetivo de arrancar dinheiro fácil e de forma rápida, e então descartar quando ele deixar de imprimir notas de 100.

Consigo dar vários exemplos para você: A remoção de diversas habilidades de esquiva de personagens, com a desculpa de “balanceamento”, junto com a redução de vidas em missão, de três para uma? Soa como uma desculpa para aumentar o uso de poções e itens de recuperação, que estão na loja de VP (alguns exclusivamente lá), ou absurdamente caros na loja de GP; A remoção dos equipamentos de GP na loja, fazendo o jogador depender de drops para se equipar? Pois veja só, os equipamentos de VP ainda estão disponíveis na loja, em diversas faixas de nível; Quer jogar com vários personagens, como era no passado? Ah, não comentei que agora você tem apenas quatro slots de personagem? Mas não se preocupe, pois vendemos mais slots por VP. E assim vai…

Grand Chase foi um grande fenômeno no Brasil, e a sua volta também parece estar sendo, como os números da Steam mostram: o jogo teve um pico de 78 mil jogadores simultâneos no dia do lançamento, e mantém uma média de 20 mil pessoas online desde então. Porém, grande parte desse sucesso vem da nostalgia e da saudade de um tempo bom que não vai voltar. Grand Chase Classic é um jogo de 2009, relançado em 2021 com alterações que não o ajudam a se adaptar aos tempos modernos, mas sim, ativamente prejudicam seu sucesso. Atrair novos jogadores será uma tarefa fácil, por toda a publicidade que os próprios fãs nostálgicos fazem (eu incluso, confeso!), mas retê-los é uma tarefa hercúlea. Em poucos meses, acredito que grande parte das novas pessoas deve desistir, deixando apenas um grupo iludido de seguidores fanáticos. Mas até mesmo esses doidos parecem estar vendo que o jogo não está se levando a sério.

Como uma experiência single-player – que é, afinal, a única forma satisfatória de jogar – Grand Chase Classic pode te garantir por volta de 10, talvez 20 horas de diversão. É a partir desse ponto que jogar sozinho se torna demandante demais, difícil demais, e você acaba sendo obrigado a fazer atividades em grupo, e precisando experienciar toxicidade, hackers, e um lag inaceitável para um jogo lançado nessa década. Serão quinze horas legais, de verdade. O jogo possui um esqueleto que pode ser usado como fórmula de sucesso, afinal, ele fez sucesso no passado! Mas definitivamente não é um jogo que vale a pena investir a fundo, ou tornar o seu “jogo principal”. Pelo menos, não no estado atual.

Com alguma sorte (e um pouco de fé), a KOG pode decidir se dedicar de verdade ao jogo, e aplicar atualizações que resolvam as falhas críticas que Grand Chase possui. Até lá? Eu vou me manter afastado. Jogarei de vez em quando, pois não sou imune à nostalgia, mas não é nem de perto a experiência que eu achei que teria, e me sinto decepcionado e enganado com o hype. O que vejo é uma mera sombra, pequena e tremulante, tímida nos pés do que um dia foi um colosso, imponente, surreal e indestrutível.

Já que normalmente damos uma classificação para os jogos que fazemos resenha, a classificação que eu dou para Grand Chase Classic é prata. O jogo garante diversão por um período, então não pode ser “bronze”, mas os problemas são pesados e prevalentes demais para deixar que ele seja “ouro”.

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Resenha Semanal | The Detective is Already Dead #05

Hoje é domingo, o que significa que é dia de mais uma Resenha Semanal de “The Detective is Already Dead”! Se chegou aqui agora, as resenhas anteriores estão aqui: #01 | #02 | #03 | #04.

O começo de um novo arco é sempre um ponto interessante, pois podemos virar a página e tentar arrumar os erros antigos ou melhorar as qualidades já estabelecidas. Ou, você pode não fazer nenhuma das duas coisas e se manter exatamente do mesmo jeito. Foi o que aconteceu nesse episódio. Vamos comentar!

Episódio 5: “Aquilo foi direcionado a um ano no futuro”

O episódio inteiro foi de flashback. Assistimos 24 minutos de coisas que já estão no passado, quando Siesta ainda estava viva. Embora isso não seja um problema por si só, pois acaba fazendo parte da própria premissa do animê, todo o peso emocional e a tensão desaparecem, quando se conta algo dessa forma. É um preço a se pagar por estruturar uma história que começa da metade, mas ainda querer contar a primeira parte dela. Se ao menos alguma franquia espacial multimilionária não tivesse feito isso antes pra te explicar, não é mesmo…

Captura de tela do episódio 5 de "The Detective is Already Dead", mostrando "Siesta".
Relembrar do passado pode ser bom, pois isso dá mais tempo para a Siesta aparecer. Olha que garota fofa! (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Pense no episódio num vácuo: Imagine que você não sabe que isso é uma mera lembrança, e que aquilo poderia estar ocorrendo no presente. O episódio funciona. Existe uma construção ideal de estresse nas cenas. Começamos com uma calmaria, com os dois brincando na praia, se divertindo, e levantando todas as death flags possíveis. Daí, somos levados a uma situação onde a vida do Kimihiko está em risco. Ele poderia muito bem morrer ali, naquela noite, pelas mãos (ou garras?) do lobisomem. Ainda pensando nisso, ele ser sequestrado pela “nova” vilã e levado para conhecer o “novo” totó da organização maligna também era uma situação tensa. Tudo indicava que existia um risco real ali, e o resgate da Siesta viria a ser uma cena emocionante.

Mas nada disso acontece! Sabe o motivo? Pois isso é um flashback! Isso já aconteceu! Todos nós sabemos que tanto o Kimihiko quanto a Siesta sobreviverão. Claro que a Siesta morre depois, mas nós sabemos que ela morre em outra situação. Logo, ela sai viva dessa. Isso faz com que esse episódio inteiro não passe de uma grande preparação de terreno, apenas nos dando informações que vamos precisar pro arco. E passar um episódio inteiro sem algo que vale alguma coisa é chato! Puxa, pelo menos me mostra um pouco do presente! Me diz que alguma coisa que foi dita aqui tem algum significado, pra eu ficar ansioso pelo próximo episódio. O que foi mostrado é até interessante, mas não tem valor nenhum. Eles tentaram fazer isso com a introdução de um “livro de profecias“, mas isso me fez mais ficar temeroso pelo futuro já estar marcado do que qualquer coisa…

Captura de tela do episódio 5 de "The Detective is Already Dead", mostrando Kimihiko.
“Oh céus! O protagonista está correndo sério perigo! Estou com tanta apreensão por ele!” disse ninguém. (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Considerações Finais (Bem, “parciais”, mas vocês entenderam)

Três pontos sobre o episódio que eu quero destacar: Mais um comentário sobre as interações da Siesta e do Kimihiko; O lobisomem; E a problema das introduções que ocorreram.

Para começar, voltamos a falar sobre como os dois protagonistas interagem. Hoje, vimos uma dupla diferente, já com quase três anos de experiências lado a lado. Embora o jeitão central das interações deles tenha continuado o mesmo, fica claro que eles ficaram mais próximos. Ao longo das conversas eu já cheguei a pensar em como “A Siesta se apegou ao Kimihiko“, e isso foi explicitamente mostrado com a cena final. De um lado, isso mostra uma progressão na história, e nos dá um ponto para comparação. Por outro lado… Eu achava mais engraçado quando a Siesta ligava menos pra ele. Ainda é engraçado e ainda gosto bastante, mas um pouco menos.

O segundo ponto é o que me deixou mais triste. Não estou decepcionado, ou revoltado. Apenas… Triste. Como pode você apresentar um personagem que é um lobisomem metamorfo mercenário, dublado por ninguém menos que Jouji Nakata, e simplesmente jogar esse personagem fora em cinco minutos? Isso é um desperdício! Que absurdo! Ele é o personagem mais legal que vocês me mostraram até agora, e daí decidem matá-lo desse jeito? Já tivemos um vilão reciclado no arco anterior, qual seria o problema de fazer isso com outro (que, convenhamos, é muito melhor do que um terrorista com uma orelha mutante)?

Captura de tela do episódio 5 de "The Detective is Already Dead", mostrando "Hel".
O que será que estão tentando dizer ao fazer a grande vilã ser exatamente igual a Siesta, só que com uma paleta de cores invertida? Deve ser apenas coincidência, né? (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Para encerrar, outro velho conhecido: Introduções esquisitas. Hoje, conhecemos a suposta grande vilã da história, “Hel”, a líder da organização maligna que a detetive enfrenta. Embora a introdução dela tenha sido a melhor até então, isso não quer dizer muita coisa, quando olhamos para as anteriores. Eu tenho duas reclamações principais com o que foi feito com ela. De início, a própria aparição dela foi uma história mal contada. O que motivaria a líder suprema de uma organização secreta a ir pessoalmente resolver assuntos de um subalterno? Mesmo com a desculpa de que ela “queria conhecer pessoalmente o futuro parceiro dela“, a sua entrada foi um pouco envolta de mistérios.

A outra coisa é sobre como a entrada que de fato ocorreu foi muito… sem sal? Acho que posso dizer que foi um “problema de direção“, de não conseguir transmitir a mensagem que eles queriam. Toda a cena deu a impressão de que eles estavam tentando mostrar o quão cruel, malvada e sem escrúpulos a garota era, mas acabou faltando impacto. Não houve foco o bastante, ou atenção o bastante, ou detalhamento o bastante para passar essa ideia. As cenas deveriam ser viscerais, mas foram muito superficiais, não dando o resultado esperado.

Como saldo final, o episódio foi interessante, mas foi apenas uma fração do que poderia ter sido. E, até então, essa parece ser minha impressão geral de “The Detective is Already Dead”: Muito potencial que não está sendo usado. Você pode sentar e esperar que utilizem o que tem (que pode nunca acontecer), ou simplesmente ir embora. Eu vou esperar, pois ainda tem muitas resenhas semanais pela frente.

O animê está disponível na Funimation, com novos episódios aos domingos, e legendas em português. Além de “The Detective is Already Dead”, a Funimation também anunciou diversos outros títulos para a temporada de verão de 2021, incluindo algumas dublagens para o português.

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Semi-antologia e universos paralelos | O que esperar de Cavaleiro da Lua

Anunciado há dois anos durante a D23 (evento oficial da Disney), o seriado do Cavaleiro da Lua será sobre um super-herói nem um pouco convencional da Marvel Comics (conheça mais sobre ele clicando aqui) que muitos fãs desejavam vê-lo interagindo com o MCU desde a sua possível menção em Capitão América: O Soldado Invernal. 

Foi uma vitória para todos os admiradores do herói quando a sua série foi oficializada por Kevin Feige, o CEO da Marvel Studios; e uma conquista ainda maior quando o talentoso ator Oscar Isaac foi anunciado como o intérprete de Marc Spector no Universo Cinematográfico da Marvel; sinal que o estúdio da casa das ideias não está de brincadeira com este vigilante. 

Por se tratar de um personagem não tão conhecido quanto o Homem de Ferro e Capitão América, mas possuir uma fanbase relativamente grande e fiel, nós da Torre de Vigilância, decidimos preparar um texto pontuando todos os fatores que podem vir à tona na história da primeira temporada de Cavaleiro da Lua, além de claro, explorarmos algumas teorias. 


Quais são as informações oficiais até o momento?

Disney+ and Marvel's Moon Knight series boss teases 'one hell of a ride' | EW.com
Jeremy Slater, o showrunner de Cavaleiro da Lua.

Por sorte, não sabemos quase nada de Cavaleiro da Lua, e isso é excelente (explicaremos nos próximos tópicos o motivo disso ser tão bom)! Todavia, nos últimos meses, foram divulgadas algumas informações bem interessantes. 

Jeremy Slater, de O Exorcista (série), The Umbrella Academy e Quarteto Fantástico (2015) é o showrunner, enquanto Mohamed Diab, Justin Benson e Aaron Moorhead são os diretores; e Beau DeMayo, de The Witcher, é creditado como um dos roteiristas. Ou seja, a série está em boas mãos, uma vez que temos nomes que já se envolveram com terror, drama, ficção-científica e fantasia. 

Quanto ao elenco, sabe-se que apenas Oscar Isaac, Ethan Hawke e May Calamawy estão oficialmente confirmados. Já, Gaspard Ulliel, Dina Shihabi e Alexander Cobb também estão sendo creditados como parte do cast (mesmo que um anúncio não tenha sido feito pelos grandes veículos de imprensa norte-americanos), mas interpretando personagens com papéis pequenos (com exceção de Ulliel, que será o vigilante Midnight Man). 

Até o momento, nenhum detalhe relevante da trama foi revelado, apenas que ela terá uma abordagem semelhante com a franquia Indiana Jones e que irá explorar o transtorno dissociativo de identidade do Cavaleiro (suas personalidades irão canalizar deuses do antigo Egito).

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Qual é o vilão de Ethan Hawke?

Foto do Set Revela que Ethan Hawke Pode ser o Drácula em Cavaleiro da Lua

De início, parecia uma pergunta complexa, visto que os fãs do MCU estavam quebrando a cabeça para encontrar qual personagem combine com Ethan. Drácula, Shadow Knight e Lobisomem da Noite foram alguns vilões que o público estava cogitando. Entretanto, a possível resposta estava de baixo do nosso nariz nesse tempo todo. 

Em 2017, Max Bemis e Jacen Burrows criaram o sádico Sun King (Paciente 86), um psicopata que ficou muitos anos de sua vida preso em um hospício. Tempos depois, descobre-se que o vilão é na verdade o avatar do deus egípcio Amon Ra, assim como o Cavaleiro da Lua é o hospedeiro de Khonshu. O Paciente 86 tem poderes mágicos, além de dominar o fogo. 

Levando em conta a aparência que Ethan teve que adotar para a obra, o mais lógico é que ele esteja dando vida ao inimigo do herói criado há quatros anos; visto que recentemente vazou uma foto dele no set de filmagens e o seu personagem está utilizando uma vestimenta vinho, que lembra bastante uma roupa de um paciente de um hospital psiquiátrico. 

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Explorando a mitologia egípcia, mas nem tanto. 

Classic Marvel Forever - MSH Classic RPG | Heliopolitans
Khonshu, Sobek, Bast, Sekhmet, Thoth, Osiris, Isis, Norus, Bes, Anubis e Seth na Marvel Comics

Desde a sua criação há 13 anos, a Marvel Studios flertou pouco com todas as mitologias existentes, com exceção da crença dos deuses nórdicos, afinal, Thor e Loki sempre foram figurinhas carimbadas nas principais produções do Universo Cinematográfico da Marvel. Com Cavaleiro da Lua, é a hora de conhecermos os deuses egípcios do MCU… mas nem tanto. 

Marc é um homem que ganhou as suas habilidades após um encontro com o deus da Lua Khonshu em uma missão no Egito, tornando-se um avatar da divindade. Sua origem não deve ser totalmente modificada no seriado, afinal, o seu encontro com Khonshu é essencial para toda a sua mitologia. 

O Cavaleiro da Lua explora todas as benções que a entidade lhe concedeu, que são boa parte de origem egípcia. Todavia, a mitologia não é de suma importância para a criação de seu ecossistema, uma vez que boa parte de sua história concentra-se em seu transtorno dissociativo de identidade. Porém, a Marvel Studios pode (e deve) se aventurar com os seus deuses egípcios em possíveis temporadas futuras da série do herói, deixando o primeiro ano para a apresentação de quem é Marc Spector e qual é o seu propósito no mundo. 

Há dois meses, o site Full Circle afirmou que veremos o deus Osiris na trama da obra (clique aqui para mais informações), enquanto a Total Film garantiu que o Cavaleiro canalizará personalidades dos principais deuses do antigo Egito em suas missões (clique aqui para mais informações); ou seja, mesmo com outros fatores que não envolvem os mitos do Egito antigo, as principais condições estarão presentes no ”universo” do Cavaleiro da Lua


Semi-antologia.

Cavaleiro da Lua Anual #1.

Finalmente, chegamos ao tópico que eu mais estava ansioso em abordar. O Cavaleiro da Lua é o personagem perfeito para a Marvel Studios fazer as maiores loucuras, mas respeitando a sua história original. 

Como mencionado no quarto parágrafo deste texto, não sabemos de quase nada a respeito da trama do seriado, uma vez que houveram pouquíssimos vazamentos (sequer sabemos como será o uniforme do herói) e temos apenas três nomes oficiais no elenco (teorias indicam que atores de alto escalão irão interpretar as personalidades de Marc, sendo algo semelhante com o filme Daniel Isn’t Real, onde só Spector poderá ver e interagir com suas peculiaridades, e quando elas fossem se comunicar com outras pessoas, Marc seria possuído pelas suas identidades secundárias). Isto é perfeito, pois significa que o estúdio está fazendo algo grandioso com a série e está fazendo de tudo para manter boa parte da produção guardada a sete chaves. Dito isso, me vez questionar: será que Cavaleiro da Lua pode ser uma semi-antologia e a Marvel Studios não quer que vaze os principais atores? 

Em Cavaleiro da Lua Anual #1, Kang (personagem de Jonathan Majors no MCU) viaja entre linhas temporais alternativas com a missão de conquistá-las. Ao saber da situação, Marc Spector começa uma caçada contra o Conquistador, mas não sozinho… ele utiliza artefatos egípcios de viagens temporais e começa a recrutar antigos hospedeiros de Khonshu para ajudá-lo em sua missão. Linhas temporais alternativas e universos paralelos estão em vigor no Universo Cinematográfico da Marvel (Jeremy Slater, Justin Benson e Aaron Moorhead já trabalharam em obras que envolvem viagens temporais e multiversais, indicando que o mesmo pode ser abordado em Cavaleiro da Lua), e tudo indica que elas serão essenciais para as futuras produções do MCU (clique aqui para mais informações).

Caso Kevin Feige e sua equipe decidam trazer o Cavaleiro para este lado, seria interessante apresentar os outros avatares de Khonshu  ao invés de variantes do próprio personagem (mesmo assim, seria algo curioso). Mas, como isso poderia ser feito? Simples, através de uma semi-antilogia. Séries como Tales From the Loop e Modern Love, ambas do Prime Video, podem ser consideradas semi-antologias, dado que cada episódio tem uma história única, mas se conectam de alguma forma. As futuras temporadas de Cavaleiro da Lua poderiam mostrar o vigilante viajando entre eras para conhecer os antigos guerreiros de Khonshu com o intuito de se aperfeiçoar e de estudar o vilão que o ronda, e quem sabe, trazer alguns indivíduos para o presente e montar uma equipe. Portas para spin-offs também seriam abertas. 


Ligações com o Universo Cinematográfico da Marvel.

Diferente de outras séries da Marvel Studios, Cavaleiro da Lua é a mais obscura quando se diz a respeito de ligações com o MCU. Porém, as coisas aparentam ser mais simples do que parecem. 

Há cinco personagens e duas equipes que o Cavaleiro da Lua pode ter uma ligação, são eles: Kang (recentemente, Nathaniel Richards foi um dos maiores oponentes de Marc nos quadrinhos. Uma das mais famosas variantes de Kang nas HQ’s, é a do faraó Rama Tut, mais um possível indício do encontro entre eles), Blade, Doutor Estranho, Motoqueiro Fantasma, Lobisomem da Noite, Filhos da Meia-Noite e Vingadores

Ainda não foi divulgado aonde o seriado do personagem se encaixa no Universo Cinematográfico da Marvel, mas não há dúvidas de que ele será um dos principais rostos  do futuro do MCU, e que sua obra terá grande importância com esse macrocosmo da casa das ideias.  


Cavaleiro da Lua chega em 2022 no Disney+. Atualmente, suas filmagens estão na metade e devem ser concluídas nas primeiras semanas de Outubro de 2021. 

Para futuras informações a respeito do Cavaleiro da Lua, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Disney+ | What If…?, Viúva Negra e produções clássicas de Star Wars são os destaques de agosto

Agosto está batendo na porta e chegou o momento de saber as próximas produções que entrarão nas principais plataformas de streaming. Começando com o Disney+, confira abaixo a lista.

04/08

Pane Elétrica (Segunda temporada)

Série de curtas-metragens originais feitos por talentos recém-descobertos. A produção funciona como um programa experimental para talentos escondidos dentro da Walt Disney Animation Studios. Nele, qualquer um com uma ideia em mãos pode ser escolhido para realizar um filme inovador – com o apoio do próprio estúdio e de seus colegas.

Me Encontra em Paris (Temporadas: 1/2)

Conta a história de Lena Grisky, uma bailarina adolescente de 1905 que é transportada magicamente para o século XXI. Enquanto Henri, seu namorado preso no passado, tenta trazê-la de volta, ela se esforça para se encaixar em sua nova vida.

https://www.youtube.com/watch?v=RPMAO7g66_Y&ab_channel=Disney

Posso Explicar (Primeira temporada)

Através do conceito de que ciência é entretenimento, a produção original apresenta temas diversos da ciência a cada episódio. Dessa modo, o talk show apresenta uma forma inovadora de aprender.

Muppet Babies: Hora do Show

Kermit, Miss Piggy, Fozzie, Gonzo e Animal estão de volta, e agora trazem uma nova amiga para turma, a pinguim Summer. No berçário, os pequenos Muppets aprontam travessuras e usam a imaginação para se transportarem para universos fantásticos.

Star Wars: Forças do Destino (Segunda temporada)

Desenvolvido pela Lucasfilm Animation, Star Wars: Forças do Destino mostra como pequenas e grandes escolhas moldam o destino dos adorados personagens.

Vampirina Canta com as Monstrinhas! (Segunda temporada)

Inspiradas pela sua banda preferida, As Meninas Gritantes, Vampi, Poppy e Bridget decidem formar uma banda de música também, As Monstrinhas. Junta-te ao Demi, à Gregória e ao Chef Remy Ossos, que se reúnem à volta da televisão para ver o lado sobrenatural da banda explodir!

 

06/08

(Dia dos Tu-tu-barões no streaming)

Most Wanted Sharks

O biólogo marinho e inventor do traje à prova de tubarão, Jeremiah Sullivan, mergulha nas histórias dos mais sensacionais tubarões.

Sharkcano

O cientista de tubarões mundialmente famoso, o Dr. Michael Heithaus, está em uma missão para revelar a misteriosa conexão entre tubarões e vulcões.

What the Shark?

Secrets of the Bull Shark

O documentário mostra o mistério desses gigantes perigosos no que diz respeito em que como migram e caçam.

Meu Nome é Greta

Um olhar íntimo, revelador e inspirador sobre a jornada que transformou uma adolescente em um ícone internacional na luta contra as mudanças climáticas. Com imagens nunca antes vistas, Meu Nome é Greta é filmado no estilo do cinéma vérité e, com o apoio da família Thunberg, câmeras capturam os encontros de Greta com líderes governamentais, suas aparições públicas e protestos em todo o mundo.

11/08

What If…?

What If…? inverte o roteiro no Marvel Cinematic Universe, reimaginando eventos famosos dos filmes de maneiras inesperadas. A primeira série animada do Marvel Studios se concentra em diferentes heróis do MCU, apresentando um elenco de vozes que inclui uma série de estrelas reprisando seus papéis.

Operação Big Hero: A Série (Terceira temporada)

Hiro e Baymax, junto com seus amigos Wasabi, Honey Lemon, Go Go e Fred, se unem para formar o Big Hero 6, o lendário time de super-heróis, que protege sua cidade contra vários vilões cientificamente melhorados.

https://www.youtube.com/watch?v=dGSyChrpEf4&ab_channel=Disney

Bizaardvark (Temporadas: 1/2/3)

As melhores amigas Paige e Frankie conquistam o mundo dos blogs de vídeo com o seu peculiar canal de comédia online Bizaardvark.

13/08

Star Wars Vintage: A História do Wookie Que Acredita

Após Luke Skywalker e Han Solo sucumbirem a um suspeito vírus do sono, Chewbacca busca uma cura com a ajuda de um aliado improvável, o caçador de recompensas Boba Fett. Os instintos de wookiee de Chewie o alertam de que nem tudo é o que parece.

Star Wars Vintage: Caravana da Coragem

A família Towani foi separada depois que sua nave espacial caiu na lua florestal de Endor. Os irmãos Mace e Cindel são encontrados pelos Ewoks, seres inteligentes nativos de Endor, líderados por Wicket. Contando com a ajuda deles, os jovens vão embarcar em uma aventura pelas regiões mais secretas da floresta para procurar seus pais, que foram capturados por um monstro conhecido como Gorax.

Star Wars Vintage: Ewoks – A Batalha de Endor

O exército dos marauders, liderados pelo rei Terak e pela bruxa Charal, ataca a aldeia dos Ewoks, matando os pais e o irmão de Cindel. Cindel e Wicket fogem para a floresta, onde conhecem Noa e Teek, que vão ajudá-los em sua vingança.

A Vida de César Millán

Acompanhe a ascensão de César Millán, do pobre imigrante ilegal ao famoso treinador de cães e superastro interncional. Junte-se a César na sua turnê mundial de palestras ao vivo, nas filmagens da nova série de TV na Espanha e na caminhada em Washington, D.C. com milhares de cães com seus donos.

18/08

O Mundo dos Animais

A aventura íntima e extraordinária de bebês animais, da segurança do útero às incertezas do nascimento e as tentativas de seus primeiros passos. Cada episódio mostra a incrível transformação de um animal icônico diferente, pleno de maravilhas e emoções. O Mundo dos Animais é a história mágica do instinto de uma mãe de nutrir e o impulso do seu bebê de sobreviver.

Diário de uma Futura Presidente (Segunda temporada)

Diário de uma Futura Presidente conta a história de Elena Cañero-Reed, uma garota cubano-americana de 12 anos que, um dia, será presidente dos Estados Unidos. Mas, no momento, ela vivencia seu primeiro ano nessa selva conhecida como Fundamental 2. Nessa nova comédia familiar, Elena fala, por meio de seu diário, sobre os problemas que enfrenta na escola e que a levarão a se tornar uma líder.

Família Dinossauros (Temporadas: 1/2/3/4)

Lançado nos anos 90, Família Dinossauros foi produzida pela ABC, tem 65 episódios divididos em 4 temporadas e foi ao ar em 1991, onde acompanhamos a história da família Silva Sauro em seu mundo pré-histórico.

Nat Geo Lab (Temporadas: 1/2)

Apresentado pelo youtuber e ator colombiano Sebastián Villalobos, Nat Geo Lab ensina através de experimentos como tornar a ciência divertida em casa.

20/08

Quando em Roma

Beth Harper é uma bem-sucedida curadora de arte sem muita sorte no amor. Em Roma para o casamento da irmã, ela conhece o charmoso repórter Nick e visita a Fontana D’Amore, onde ao invés de jogar uma moeda como manda a tradição, decide roubar algumas que estavam no fundo. A partir de então vários homens passam a persegui-la dizendo-se apaixonados. Inclusive Nick.

Topa em Junior Express: A qual estação vamos?

Bem-vindo a bordo do Junior Express! Siga as pistas e adivinhe o destino da viagem enquanto se junta a Topa e a turma cantando, dançando e brincando.

 

25/08

Viúva Negra (Para todos os assinantes)

Ao nascer, a Viúva Negra, então conhecida como Natasha Romanova, é entregue à KGB, que a prepara para se tornar sua agente suprema. Porém, o seu próprio governo tenta matá-la quando a União Soviética se desfaz.

Andi Mack (Terceira temporada)

Andi Mack é uma menina de 13 anos que começa a se autodescobrir depois que sua irmã mais velha retorna inesperadamente. Ao longo do tempo, ela tenta se acostumar ao fato de que o inesperado muitas vezes é o que torna a vida melhor.

Star Wars Vintage: Droids (Temporadas: 1/2)

Anos antes de conhecerem Luke Skywalker, seus droides favoritos de Star Wars vagavam pela galáxia em aventuras superempolgantes! Junte-se a R2-D2 e C-3PO nesta série animada cheia de ação, na qual eles exploram os confins do espaço em sua busca interminável por um bom mestre.

Truques da Mente (Temporadas: 7/8)

Uma série indicada ao Prêmio Emmy®, apresenta jogos e experimentos interativos, projetados para mexer com sua cabeça e revelar o funcionamento interno do seu cérebro, explorando a ciência por trás da percepção, memória, atenção, ilusão, estresse, moralidade, atração, raiva e muito mais.

A Lenda dos Três Cabelleros

Quando Pato Donald, Zé Carioca e Panchito herdam um atlas mágico, esse trio de amigos viaja pelo mundo como Os Três Caballeros lutando contra monstros míticos.

 

27/08

Chris Hemsworth: Investigando Tubarões

Chris Hemsworth parte para descobrir a ciência do comportamento dos tubarões e como humanos e os maiores predadores do oceano podem coexistir em segurança.

 

Já podem começar a agendar a maratona do mês, vigilantes. Acompanhe a Torre de Vigilância com mais lançamentos mensais das plataformas de streaming.

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Torre Lista #2 | Séries no Catálogo da HBO Max

Neste mês de Julho e após muita espera, finalmente chegou para o Brasil o novo serviço de streaming da HBO! Mesmo que o aplicativo ainda esteja com seu catálogo incompleto e ganhando novos títulos com o passar dos dias, sua coleção de séries e filmes já apresenta um vasto de leque de opções para futuras maratonas.

Na lista de hoje pretendo indicar algumas das minhas séries favoritas deste serviço, sendo que alguns títulos já foram lançados como originais da HBO Max e outros já estavam presentes no canal anterior. A lista, inclusive, está enumerada mas não é uma ordem específica que visa ser do pior para o melhor ou vice versa, é apenas uma forma para organizar a mesma.

10. The Night Of (2016):

We're Grieving the End of The Night Of—in a Good Way | WIRED

Estrelada pelos excelentíssimos John Turturro e Riz Ahmed, The Night Of é uma minissérie inspirada na britânica Criminal Justice, de 2008. Lançada em 2016, a série narra a história de Nasir Khan: acusado de assassinar uma mulher em Nova York após encontrá-la em seu apartamento. Depois do evento-chave, o caso começa a ser investigado e Khan, preso, cruza seu caminho com o advogado Jack Stone.

O interessante é que o título em questão não se prende a apenas um gênero, conseguindo ser múltiplos ao redor de um drama que envolve e desenvolve as próprias narrativas de todos os envolvidos. Durante todo o momento, seu desenrolar funciona em seu próprio ritmo e prende o telespectador do começo ao fim. Sem dúvidas, é uma excelente indicação para quem gosta de séries criminais. The Night Of apresenta oito episódios.

9. Band of Brothers (2001):

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Produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks, Band of Brothers é uma obra-prima e considerada por muitos – inclusive por mim – uma das melhores produções audiovisuais sobre a guerra, mostrando todas as suas verdadeiras faces. Na trama, acompanhamos em dez episódios um grupo de soldados americanos e seus feitos durante alguns dos principais eventos da Segunda Guerra Mundial, focando na narrativa dos homens envolvidos em meio ao confronto.

Band of Brothers é uma minissérie brilhante que trabalha com maestria sua narrativa histórica e a humanidade de cada personagem em meio ao confronto, desenvolvendo cada soldado com tamanha excelência que cada um cativa o público a sua maneira. Não há palavras para descrever as qualidades do título, sendo sua maratona obrigatória a todos que amam história ou ao menos possuam interesse neste momento em específico. A minissérie é composta apenas por dez episódios.

8. Barry (2018 – Atual):

Barry HD Wallpapers | Background Images

Esta série foi, sem dúvida alguma, minha maior surpresa durante este tempo de quarentena. Barry teve seu início em 2018 e, atualmente, apresenta apenas duas temporadas com a terceira ainda sem data para lançamento. Na trama acompanhamos Barry Berkman (interpretado por Bill Harder), um militar que sofre de estresse pós-traumático e decide virar assassino de aluguel após a guerra. Em uma determinada missão e após inúmeras crises internas debatendo se deveria continuar no ramo ou não, o protagonista decide que quer se tornar ator de teatro e começa a frequentar as aulas do curso ministrado por Gene Cousineau e, enquanto a trama se desenrola, o mesmo precisa aprender a conciliar seus dois lados.

Barry é uma série de drama/comédia que intercala com maestria ambos os gêneros e consegue divertir o telespectador com seu humor e sua trama que foge do convencional. No momento apresenta apenas duas temporadas com oito episódios cada e com uma terceira temporada a caminho.

7. Os Sopranos (1999 –  2007):

The Sopranos Wallpapers 37 - Wallpaper Hook

Os Sopranos dispensa comentários: é considerada por muitos umas das melhores séries já feitas junto com Breaking Bad, além de ter ganho diversos prêmios durante sua exibição. Já finalizada e apresentando seis temporadas, contabilizando o total de oitenta e seis episódios, a série conta a história de Tony Soprano, um mafioso que após sofrer um ataque de pânico decide procurar ajuda com seus problemas pessoais e com os negócios da família.

A partir deste ponto diversas situações se desenrolam no decorrer da narrativa, como por exemplo investigações externas sobre os negócios que o protagonista está envolvido, relações familiares, dentre outras. Para os fãs do gênero e de longas como O Poderoso Chefão e Scarface, Os Sopranos é um prato cheio para uma maratona!

Uma curiosidade é que, como toda produção lançada na época ou antes, a série ganhou também um jogo para PlayStation 2The Sopranos: Road to Respect foi lançado em 2006 e se passa entre a quinta e a sexta temporada e apresenta uma jogabilidade semelhante ao do clássico Grand Theft Auto.

6. The Leftovers (2014 –  2017):

the leftovers e o medo de estragarem a melhor série no ar hoje | G1 Pop & Arte - Legendado

The Leftovers é um grande tesouro presente no catálogo deste serviço de streaming. A série é um drama assinado por Damon Lindelof, responsável também pela excelentíssima série de Watchmen, e apresenta um mundo no qual houve um incidente conhecido como Dia da Partida Repentina: em um dia, 2% da população mundial desapareceu, sem nenhum aviso prévio ou explicação. Três anos depois se explora as consequências dessa data, assim como o drama pessoal do núcleo presente e a busca pelas perguntas deixadas no dia. É uma série única e sensacional, que apresenta sua própria identidade e prende o telespectador do início ao fim.

A série apresenta três temporadas e vinte e oito episódios.

5. Raised By Wolves (2020):

Raised by Wolves review: Every kind of sci-fi movie in one big dreary show - The Verge

Produzido por Ridley Scott, Raised by Wolves é um dos lançamentos do ano que chegou junto com o serviço. Sendo composto pelos clássicos elementos do gênero de ficção científica presentes em Alien: O Oitavo Passageiro e até mesmo de Prometheus, a trama segue um futuro onde dois andróides precisam criar filhos humanos em um novo planeta onde, com o tempo, começam a se questionar sobre diversos aspectos do mundo.

O título se assemelha muito a Westworld ao misturar ciência, filosofia e religião propondo certas reflexões em meio aos episódios. Aos fãs dos filmes já citados e do gênero, é uma boa série e que merece uma maratona em um Domingo, sendo composta por dez episódios atualmente.

4. Mare of Easttown (2021):

Saudade de 'Mare of Easttown'? Veja 4 séries no estilo 'quem matou?' | VEJA

Mais um drama policial na lista, Mare of Easttown foi uma grande surpresa lançada em Abril deste ano. Na série acompanhamos a detetive Mare, que está sendo responsável de investigar o assassinato de uma jovem mãe e ao mesmo tempo precisa lidar com seus problemas pessoais. Assim como The Night of, é um drama inteligente que procura desenvolver bem os personagens envolvidos no núcleo da mesma forma que se desenvolve a trama.

3. Lovecraft Country (2020):

6 Motivos para maratonar Lovecraft Country, terror da HBO, no Halloween [LISTA] · Rolling Stone

Uma grande surpresa do ano passado foi Lovecraft Country! Baseado no livro Território Lovecraft, de Matt Ruff, a trama nos conta a história de Atticus, um veterano de guerra que volta para casa após o desaparecimento de seu pai. Em sua busca, o protagonista acaba se envolvendo em uma série de situações inspiradas nos contos do autor. O interessante é ver como a série adapta o livro e mescla o racismo de Lovecraft como também o sobrenatural e o horror de seus contos.

2. His Dark Materials (2019 –  Atual):

His Dark Materials: conheça a história da nova série da HBO | Super

Quem não se lembra de A Bússola de Ouro? O longa lançado em 2007 tentou adaptar uma trilogia e falhou ao não conseguir ter o mesmo tom que o material original, fracassando em seu primeiro filme. Entretanto, depois de muitos anos, finalmente uma adaptação decente foi lançada. Inspirada na série de livros Fronteiras do Universo, a série His Dark Materials foi lançada em 2019 e se provou como uma adaptação incrível dos escritos de Philip Pullman.

Acompanhamos aqui a história de Lyra em um mundo diferente do nosso, onde elementos fantasiosos como o Pó e os Daemon são pilares para tais diferenças e para o surgimento de futuros debates. Na trama Lyra é uma menina órfã que vive na Faculdade Jordan. Após o desaparecimento de seu melhor amigo, que é sequestrado com outras crianças, a protagonista parte em uma jornada para descobrir o que está por trás desses desaparecimentos e para resgatar seu amigo.

A adaptação merece destaque por saber como trabalhar e desenvolver em seu roteiro todos os elementos fantasiosos presente nos livros, além de transmitir de forma fiel a ambientação e o tom do material original. Este entra no hall de adaptações dignas – e na torcida para que não tenha um final medíocre que nem Game of Thrones.

1. Superman & Lois (2021):

Superman & Lois: tudo sobre a estreia da série da DC (Recap) | Minha Série

Recém lançada no catálogo, Superman & Lois é uma grande surpresa e uma bela homenagem ao Homem de Aço e tudo o que ele representa. Assim que Tyler Hoechlin teve sua primeira aparição como Superman em Supergirl houveram muitas críticas positivas a seu respeito, e com o passar dos anos o ator conseguiu se superar no personagem e finalmente ganhou sua série solo.

Na trama Superman já é conhecido mundialmente e tem anos de carreira: casado com Lois e pai de dois adolescentes, Clark precisa conciliar a vida de super-herói com a paternidade e cuidar da fazenda de sua família em Smallville. O título é sem dúvida alguma a melhor produção da CW dos últimos anos, respeitando o legado do Homem de Aço que Christopher Reeve deixou e fugindo da fórmula que as séries da produtora possuem.

Tudo sobre a chegada da HBO Max no Brasil: preço, catálogo e o fim da HBO Go – Série Maníacos

Claro que há muitas outras séries excelentes no catálogo da HBO Max, como por exemplo Game of Thrones, Westworld, Euphoria, WatchmenTrue Detective, dentre outras. Entretanto, nesta lista, decidi colocar algumas séries recentes e outras que não são tão faladas atualmente nas redes sociais.

Mas e aí, acha que algum outro título deveria estar nesta lista? Comente aqui e fique ligado na Torre de Vigilância para outras listas e indicações de filmes ou séries em outros serviços de streaming!

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Resenha Semanal | The Detective is Already Dead #04

Quarto episódio de “The Detective is Already Dead“, o que significa que estamos aqui já tem um mês. Então vamos pular as introduções: As resenhas anteriores estão aqui (#01, #02, #03).

Com o final do arco da idol, conseguimos entender como o resto do animê vai funcionar, e respondemos a pergunta da semana passada: Esse show vai ser um ótimo mistério de detetives, ao mesmo tempo que vai ser o pior mistério de detetives possível. Vamos conversar sobre o episódio pra entender melhor!

Captura de tela do episódio 4 de "The Detective is Already Dead"
Aliás, eu comentei sobre como as músicas da Yui são legais? (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Episódio 4: “O que vejo nesse olho”

O episódio começa frenético, como era de se esperar. Entre o final da semana passada e o começo dessa semana, o protagonista, Kimihiko, descobriu “a verdade“, e está agindo em cima disso. Mas como nós, espectadores, ainda não sabemos sobre a tal “verdade“, tudo fica propositalmente confuso. É uma última chance que o animê está te dando para você desvendar o mistério, usando as frases soltas da conversa entre os dois para te dar uma pista do que está acontecendo. E eu consegui ligar os pontos graças a isso (e a uma rápida espiada no episódio anterior), então agradeço pela oportunidade!

Duas cenas que se complementam aconteceram em momentos diferentes, mas acho necessário trazê-las de uma vez para comentar ambas juntas: No meio do show da Yui, o Kimihiko não consegue localizar o atirador que precisava, por conta da música alta e de todas as luzes piscantes na escuridão. Mas quem precisa de audição ou visão quando se tem um sonar ambulante? Com a ajuda do amigo sequestrador de aviões, ele encontra quem precisava e consegue salvar o dia. E qual a relevância dessa cena? Ela só vem a tona após o encerramento, quando vemos um novo flashback com a Siesta. O último ensinamento que a detetive deixou para Kimihiko foi justamente esse: Eles trabalham em equipe para que eles possam cobrir os pontos fracos uns dos outros. Foi mais um exemplo de como o garoto absorveu as diversas lições e manias da parceira, e como isso fez dele um assistente melhor.

A conclusão do arco aconteceu de forma bastante satisfatória. E não falo sobre como o mistério foi resolvido (isso eu vou comentar no próximo tópico), mas sim, sobre como as coisas se encerraram. Apesar de tudo, a Yui ainda é apenas uma garota de 14 anos. Ela é jovem, e embora não seja ingênua, é certamente influenciável e manipulável emocionalmente. Sinto que o Kimihiko tentou racionalizar demais a situação, quando se tratava de uma coisa que precisava ser resolvida com emoção. Ou, se me perdoarem o trocadilho… com coração. E por isso que a Nagisa foi essencial, pois ela é o coração da dupla. Gostei de como o próprio animê tratou a cena com bastante naturalidade, mostrando que os dois protagonistas são mais maduros e conseguiram interpretar perfeitamente a situação pela qual a Yui estava passando.

Captura de tela do episódio 4 de "The Detective is Already Dead"
Outra semana, outro episódio onde a antiga protagonista ainda tem mais importância que a protagonista atual… (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Considerações Finais (Bem, “parciais”, mas vocês entenderam)

Agora, precisamos analisar a resolução do mistério, né? E pra isso, vamos ter que separar o mistério em duas partes.

Primeiro, vamos falar do mistério de verdade. O roubo da safira, junto com a mentira da Yui, foi um mistério de detetive perfeito. Como conversamos semana passada, o mistério de detetive precisa te dar todas as informações necessárias para se chegar na conclusão, ou ele perde a graça. E fiquei impressionado com como, de fato, todas as pistas foram dadas. Os pontos foram dados, você só precisava ligá-los, e a graça de coisas de detetive é justamente essa.

Com a ajuda do começo frenético, eu consegui fazer essa ligação: A carta de desafio não citava em nenhum momento que a safira roubada era o colar. Quando ligamos esse ponto com o nome da música (que, eu conferi, e é sim citado no episódio anterior!), a interpretação de que o que realmente quer ser roubado é o segredo da Yui, aquele que “é revelado durante a música“, fica claro. E saber que ela já sabia disso fica ainda mais claro quando você lembra que todos os seguranças dela estariam no show, protegendo-a, e não na mansão, protegendo a joia. Como o próprio Kimihiko comenta, numa irônica observação, “o mistério estaria perfeitamente resolvido“…

Captura de tela do episódio 4 de "The Detective is Already Dead"
Essa traição do próprio show foi o equivalente a levar um tiro das mãos do Kimihiko… (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

O problema é a segunda parte do “mistério”. Aqui, o animê fez o oposto de tudo que eu elogiei na primeira metade. E a pior parte, acredito eu, é o quão ciente do problema o próprio show se faz. Usando a Nagisa como um ponto de reconhecimento com a audiência, a garota fica completamente perdida, e até solta a frase “Você não me contou isso!“, como se o autor estivesse rindo da nossa cara. Inventar que a Yui estava, na verdade, sendo chantageada pela organização maligna e que ela foi enganada a tentar matar os dois protagonistas, por conta de um olho-ciborgue? Pelo amor de Deus…

Assim, ok, vamos dar crédito onde se é devido, e dizer que pelo menos eles nos deram informação o suficiente para descobrirmos que a idol tinha plena visão com o olho esquerdo. Mas fazer toda a associação com os ciborgues e a associação maligna? Isso não foi dito em momento algum! E pra piorar, toda a história de estarem tentando matar o Kimihiko? De onde isso saiu? Claro que, depois que “a verdade” foi exposta, você consegue ligar os pontos e entender a situação… Mas o problema é justamente esse! Os pontos precisam ser dados para você durante o mistério, e não só na resolução dele! Vocês fizeram isso tão bem nesse mesmo arco, tá dois parágrafos acima! Pra quê ferrar as coisas desse jeito?

Ou seja, estou feliz e puto, e, como já estou aqui, pretendo continuar assistindo “The Detective is Already Dead“. Porém, a questão que levarei para os próximos “mistérios” será: existem duas camadas de mistério, e eles provavelmente só vão me deixar brincar com uma delas.

O animê está disponível na Funimation, com novos episódios aos domingos, e legendas em português. Além de “The Detective is Already Dead”, a Funimation também anunciou diversos outros títulos para a temporada de verão de 2021, incluindo algumas dublagens para o português.

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Mestres do Universo: Salvando Eternia (2021) traz conforto para expandir a mitologia de He-Man

Uma sequência de qualquer desenho clássico traz duas linhas de pensamento na mente do telespectador: Ou respeitará o que veio antes ou não se importará com a mitologia, mexendo de forma desordenada e aleatória para determinado fim. Time que está ganhando, não se mexe. Sabe essa expressão? Mas nem sempre esse termo se encaixa aqui e o motivo claro disso é que deve-se mexer sempre que for necessário. Trazer uma nova atmosfera e testar táticas até então não vistas anteriormente. Foi assim que a Netflix entrou em campo com a primeira parte de Mestres do Universo: Salvando Eternia. E será que a partida foi boa, povo de Eternia?

A composição ágil dos cinco episódios dessa primeira parte é uma boa pedida para quem gosta de tramas sem enrolação. O fluxo de informação vai acontecendo na velocidade de um bater de asas de um beija-flor, porém não é um demérito. A execução foi feita da melhor forma possível e a conclusão dessa parte justifica totalmente essa tentativa de correr com o plot principal. Foi uma sacada do streaming vermelho para prender a nossa atenção e pedir por mais. E conseguiu! 

Desculpem saudosistas, mas He-Man não é o protagonista aqui. Lembra do que eu disse no início do texto sobre mudar o time quando necessário? Netflix mudou e deu muito certo. Ao trazer o protagonismo para a carismática Teela, criou-se uma atmosfera confortável e gostosa de assistir. Sua jornada é coerente na história e suas motivações para mudar seu status quo são pertinentes. A personagem não está ali apenas por estar. Ela tem seu propósito e executa maravilhosamente. Era o momento que estávamos esperando.

Outros personagens merecem menção como Andra, Roboto, Duncan, Maligna e os nossos queridos Pacato e Gorpo. Ninguém é deixado de lado e cada um possui o seu momento ao sol, trazendo apelo emocional para conectarmos ainda mais com eles. A sensação de perigo é crescente, então não existe medo de eliminar personagens em prol da missão. O vilão Esqueleto também ganha destaque e mostra que ainda está em pleno auge de sua vilania.

Essa primeira parte trouxe uma parcela de nostalgia para quem não consome nenhum material de He-Man e os Mestres do Universo desde sua passagem meteórica em 1983 até 1985 com 130 episódios no total (duas temporadas). Se o seu coração não ficou quentinho na abertura do primeiro episódio, você está morto(a) por dentro. Sinto-lhes informar, habitantes da SubEternia!

Mestres do Universo: Salvando Eternia respeita o antigo e abraça o moderno numa combinação ótima. O episódio 5 deixou um gancho irresistível e se a segunda parte mantiver esse nível, é melhor a Netflix renovar por mais temporadas. Caso contrário, vão sentir a ira de Grayskull.

Nota: Ouro.

Os episódios restantes de Mestres do Universo ainda não possuem data oficial de retorno, mas deixo uma esperança sobre o futuro da saga: Kevin Smith (showrunner e produtor) disse que planeja mais temporadas para a série. Vamos aguardar!