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Conheça o mangá “Marry Grave”

Lançado no Brasil pela Editora Panini no final de 2019, este mangá de Hidenori Yamaji traz uma mistura de ação, suspense e drama com uma pitada de humor. Completo em cinco volumes no Japão, a obra já tem dois tomos impressos por aqui.

A história se passa em um mundo dominado por poderosos monstros (desde goblins e orcs, até fadas e outros tipos de imaginários de fantasia), todos com uma insaciável sede de sangue que levou à quase completa extinção dos humanos. Os poucos que restaram sobreviveram como puderam, seja se escondendo atrás de barreiras mágicas ou se aliando com outros monstros.

Nosso protagonista é Riseman Sawyer, um homem com um único objetivo: ressuscitar a sua esposa através de um feitiço conhecido como “Receita dos Mortos“. Seguimos suas aventuras (ou “jornadas”, como o mangá as chama) em busca dos raríssimos ingredientes necessários para esse feito.

Com uma bela arte e um bom balanço entre seriedade e comédia, o volume 1 me divertiu mais do que eu esperava. A impressão, o papel e o conteúdo também estão dentro da qualidade esperada de um título de 2019.

Você pode encontrar os dois volumes já lançados, com desconto, na Amazon: Volume 1 | Volume 2

Volume 1
Volume 2

FICHA TÉCNICA

Nome: Marry Grave
Início da Publicação: Outubro de 2019
Editora: Panini
Gênero: Shounen
Autor(a): Hidenori Yamaji
Status: Concluída no Japão em 5 Volumes / Em andamento no Brasil com 2 Volumes (Bimestral)
Formato: 13,7×20 cm / P&B em Papel Off-white / Lombada quadrada com orelhas
Preço de capa: R$ 22,90

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O que assistir de animes na temporada de Inverno 2020?

Chegamos em mais uma temporada de animes e fica a pergunta: O que assistir no meio de tantas estreias com qualidades duvidosas?

Cada temporada de anime tem por volta de 40 a 50 estreias e nem todas são necessariamente boas, algumas chegam até ser ofensivas, como Darwin’s Game. Então decidi separar algumas das estreias que na MINHA opinião valem a pena ser conferidas.

  • Somali and the Forest Spirit

Apesar do plot ser parecido com The Ancient Magus Bride e A Menina do Outro Lado, Somali traz um mundo bem estonteante, com cidades e ambientes bonitos. A relação entre Somali e o Golim caminhou muito bem durante esses dois primeiros episódios, e a história promete ser bastante emocionante. Disponível na Crunchyrol.

  • Keep Your Hands Off Eizouken!

Keep Your Hands Off Eizouken! episode 1: The girls in their daydream

Eizouken já é um dos fortes candidatos à anime do ano, e o motivo tem nome e sobrenome: Masaaki Yuasa. Para aqueles que não conhecem, é o diretor de Devilman Crybaby e Tatami Galaxy. Eizouken traz uma animação brilhante e um design de personagens diferente e charmoso – que deixou uma pessoa ai na internet furiosa pois não tem um design genérico – enquanto é uma carta de amor à indústria da animação japonesa, mostrando três garotas que querem produzir um anime. As viagens pela mente das meninas é só sensacional. Disponível na Crunchyroll.

  • HAIKYU‼ TO THE TOP

Hinata with Kageyama from Haikyuu!! Season 4 anime episode 1

Bom… é a quarta temporada de Haikyu!! Se você chegou até aqui, deveria assistir. Haikyu!! provavelmente é um dos melhores animes/mangás de esporte já feitos e tem mantido uma ótima qualidade. Apesar desse arco atual ser um dos mais fracos da obra, ainda é empolgante e tenso como todo jogo apresentado na história. O novo design de personagem ajudou a trazer uma animação bem mais fluída e considero um dos pontos positivos da nova temporada. Disponível na Crunchyroll.

Ainda não assisti mas parece top:

  • Science Fell in Love, So I Tried to Prove it

Parece ser uma espécie de Kaguya-sama com uma pegada mais científica. O Vini fez texto sobre. Disponível na Crunchyroll.

  • Magia Record: Puella Magi Madoka Magica Side Story

É o spin-off de Madoka Magica baseado em um jogo de celular. Apesar disso, parece bem competente de trata de assuntos importantes. Disponível na Crunchyroll.

  • Toilet-bound Hanako-kun

Amigos com gostos humorísticos parecido com o meu adoraram esse anime, infelizmente não está disponível oficialmente no Brasil, apenas na Funimation. Se quiser tentar usar um VPN e assinar o serviço, fica a dica.

  • Dorohedoro

Caiman kills someone. Whoops!

Um dos destaques da temporada. Pelos comentários o primeiro episódio foi bem rushado, mas ainda vale a pena dar uma conferida. Disponível na Netflix, um dia, só Deus sabe quando.

  • pet

Coloquei aqui pois é dirigido pelo cara que fez meus dois animes favoritos, mas ainda não tive tempo de assistir. Disponível no Prime Video.

Conforme eu for assistindo os animes, irei atualizando essa lista, mas, por enquanto, é isso.

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Serial-Nerd

The Outsider agrada com início promissor onde o sobrenatural abraça a realidade

Estamos no 17° dia de 2020 e não é difícil imaginar boa parte das pessoas completamente ansiosas para as inúmeras novas produções que inundarão as nossas TV’s, notebooks, celulares e afins. A chegada de mais um ano também traz a expectativa de ver as principais séries sendo indicadas a importantes premiações como Globo de Ouro e Emmy. Por conta disso, quero um pouco do tempo de vocês para falar de The Outsider, série estreante da HBO que está adaptando a obra de mesmo nome do mestre Stephen King.

Quando o corpo de um garoto de 11 anos é encontrado na floresta da Geórgia, o detetive Ralph Anderson inicia uma investigação sobre o terrível assassinato. Evidências apontam para o treinador de beisebol local Terry, mesmo possuindo um álibi incontestável.

O Piloto, sem rodeios, já coloca as cartas na mesa sobre o responsável pelo assassinato brutal de Frankie Peterson, que muda completamente a rotina de todos da cidade, trazendo também grandes repercussões. O encarregado do caso é Ralph Anderson, interpretado pelo excelente Ben Mendelsohn (Capitã Marvel, Bloodline e Rogue One). Como todo detetive auto-confiante, ele cria um espetáculo para prender Terry Maitland (Jason Bateman) e demonstrar a sua autoridade perante o suspeito.

Bateman é um excelente destaque na adaptação e também esteve a frente na direção de dois episódios. O ator consegue entregar muito bem a posição de ser inocente, porém ao mesmo tempo, somos levados a crer que seja apenas uma atuação para cobrir o crime violento cometido.

E como estamos falando da obra de King, o fator sobrenatural não poderia ficar de fora da equação. Os episódios apresentam de forma bem modesta todo esse clima, porém dão início a um conto assustador que promete dar guinadas cada vez mais sombrias. Para quem está familiarizado com essa temática, é possível deduzir a real natureza desse caso.

HBO iniciou o ano de forma bastante satisfatória com The Outsider e a tendência, assim espero, é que a cada episódio tenhamos mais surpresas em torno desse mundo sombrio que segue a investigação. E outra: Se o verdadeiro assassino está por aí, nada impede que faça uma nova vítima. Agora que chegou ao final deste texto, o que está esperando para começar a assistir?

Até mais, e Obrigado pelos Peixes!

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Primeiras Impressões | Science Fell in Love, So I Tried to Prove it

No passado, já deixei duas coisas bem claras sobre mim: a primeira é que eu amo comédias, e a segunda, é que eu sou o famoso Químico da USP™. Então, quando vi que fariam uma comédia estrelando cientistas… Inicialmente tive alguns traumas mentais. Mas quando botei o pré-conceito do Bazzinga de lado, dei de cara com uma enorme surpresa. É justamente quando você imagina que já inventaram tudo quanto é possível, que você é pego desprevenido por algo que nunca estava esperando. O terceiro princípio da comédia pode ser aplicado tanto para o show em si, quanto para sua premissa.

SciLove (que eu abreviarei por preguiça) é tudo aquilo que uma comédia deveria se inspirar. Por ser o mais puro suco de desgraçamento mental que eu vi nos últimos tempos, englobando tanto a normalização do absurdo quanto o clássico Manzai na sua fórmula de RomCom, o show consegue agradar um público bem vasto de admiradores do humor.

Porém, acredito que o animê seja especialmente tragicômico para quem está familiarizado com a temática e ambientação dele: a pesquisa científica universitária. O choque de realidade foi tão grande que chegou a dar um aperto no coração, pois mesmo sendo de áreas diferentes (no show, eles são das Ciências da Computação, enquanto eu trabalho com Química), parece que todo laboratório é igual, né… Os mestrandos e doutorandos discutindo temas completamente tangentes ao trabalho; os graduandos perdidos e sem saber o que fazer da vida; o orientador – e responsável pelo laboratório – não dando as caras por dias; literalmente todo mundo usando o espaço do laboratório para tomar café e jogar joguinhos ao invés de fazer algo útil…
São detalhes que podem passar como piadas – e muito provavelmente são, mesmo! – mas que, como toda piada, têm um fundinho de verdade.

Pessoas de fora da área tentando achar graça do parágrafo anterior.

Outro ponto que o show trabalha magistralmente é a (sub)utilização de conhecimentos científicos. Já cheguei a ter crises em outras postagens por conta do maldito Gato de Schrödinger sendo citado erroneamente em tudo quanto é obra pseudo-cult, e quando SciLove parafraseou Pitágoras em seus primeiros VINTE SEGUNDOS, eu estava preparado para o pior. Felizmente, eles parecem saber o que estão fazendo desta vez, e tem até uma pequena esquete todo episódio onde um ursinho de pelúcia te ensina algum termo técnico na base da porrada.
E mesmo quando eles cometem algum erro teórico ou abusam um pouco da boa vontade da audiência, fica tudo dentro da licença poética e acaba virando o mote para alguma piada, exatamente como deveria ser.

Pessoas da área vendo um animê querendo ser edgy e citando o Gato de Schrödinger de forma errada pela 37ª vez.

Como nada é perfeito, eu tenho uma única reclamação sobre o animê. Ou melhor, uma INDIGNAÇÃO sobre moda. Sim, moda.
Esses caras são da área de ciências da computação. Eles trabalham com dados, números e computadores. O material mais perigoso que existe dentro daquele laboratório são as latas de cerveja na geladeira. POR QUE DIABOS ELES USAM JALECO?
Tá bom, tá bom, eu entendo que o jaleco acaba sendo mais uma ferramenta de roteiro e uma forma de arraigar o esteriótipo de “cientista” nas personagens, eu sei disso… Mas nossa, que ódio sobrenatural que me deu!
A pior parte é que, mesmo que eles PRECISASSEM usar jaleco (coisa que não precisam), eles estão quebrando umas vinte e sete regras de segurança ao vestir o jaleco com saias, bermudas, chinelos, calçados com salto, meias-calças, cabelo solto…

Tenho que confessar que eles ficam legais de jaleco.

Na parte técnica, não tenho muito o que comentar. O show é extremamente feijão-com-arroz e traz aspectos bem medianos tanto em arte, animação, direção, música e dublagem. Se bem que, nos dias de hoje, estar na média em todos esses quesitos por três episódios inteiros já é mais do que o esperado, não é? Cortesia do estúdio Zego-G (que animou “Grand Blue” e “My Roommate is a Cat“), com direção de Tooru Kitahata (responsável por, entre outros títulos, “Haganai” e “Hinako Note“).
Se bem que, tanto a Opening quando a Ending são excepcionalmente boas.

Resumindo: uma comédia de rachar o coco de tanto rir, que funciona muito bem para o público geral, e tem um gostinho especial para quem já adentrou esse mundo. Estou positivamente surpreso com a qualidade do show e da força de seus primeiros três episódios, e não poderia dar uma nota menor que 9/10 para a minha primeira estreia de 2020.

Você pode assistir Science Fell in Love, So I Tried to Prove it na plataforma de streaming Crunchyroll, com novos episódios disponíveis, com legendas em português, toda sexta-feira.

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Tela Quente

Ford vs. Ferrari: Adrenalina na base de suor e lágrimas

Ford vs. Ferrari foi uma das grandes surpresas na lista de indicados a Melhor Filme no Oscar 2020. Isso devido ao fato de que grande parte da audiência desconhecia a obra dirigida por James Mangold, que passou despercebida durante o período nos cinemas. Sendo um dos espectadores na época do lançamento, pensei no momento que deixei a sala de cinema que esse filme seria mais reconhecido após suas semanas de exibição. E não esperava que aconteceria tão rápido. Empolgante na medida certa para nos tirar o fôlego e vibrarmos com os personagens, o filme não só surpreende por sua indicação, mas também pela apresentação sofisticada e estilosa de James Mangold.

Pouco conhecedor de corridas, principalmente nos Estado Unidos e na França, comecei perdido ao tentar entender qual era a grande questão envolvida na trama. Isto é, o embate comercial entre Ferrari e Ford. Em poucos minutos, porém, a obra estabelece as explicações necessárias – sem ser pedante – para entendermos os momentos das duas empresas, seus objetivos e como funciona as competições automobilísticas. A partir desse ponto, fica fácil nos conectarmos com os personagens principais, estes interpretados por Christian Bale e Matt Damon, os acompanhando na trajetória real que beirava o impossível: construir um carro de corrida que competisse com a invencível Ferrari.

Entender que tudo apresentado na obra foi de fato verdadeiro, torna a experiência ainda mais empolgante. Acompanhar os problemas e desafios de Ken Miles (Bale) e Carroll Shelby (Damon) deixa-nos completamente vidrados na tela para com a construção do carro. Aqui já fica clara a ótima montagem de Ford V Ferrari, pois alterna entre as melhorias empregadas pelos funcionários, e os testes na pista; essa dinâmica estabelece grande parte do ritmo do primeiro terço do filme, além de desenvolver os conflitos entre Shelby e a empresa Ford, comandada por Henry Ford II (Tracy Letts). Embora nos coloque em posição de enaltecimento da Ford, o dono e seu conselho administrativo transmitem uma falta de empatia tremenda, seja por não entenderem as limitações físicas e emocionais de seus trabalhadores, ou pelas inúmeras tentativas de sabotar os próprios projetos. Esta abordagem cria figuras antagônicas eficientes, fortalecendo ainda mais o engajamento da audiência para com o possível sucesso dos protagonistas.

O carisma de Bale e Damon, aliás, é fundamental para simpatizarmos com seus problemas. Bale, além de ter semelhanças significativas com a figura real de Miles, mistura a simplicidade do personagem com a extrema capacidade de observação e inteligência acerca de automóveis, que muitas vezes beira ao insuportável. Já Damon, apresenta alguém que tem o coração no lugar certo, mas se resguarda por ser um homem focado nos negócios. Essa disparidade entre ambos cria conflitos inevitáveis, enquanto, quando se juntam, cria uma união formidável.

Se o processo de idealização e criação do carro já apresenta diversos elementos atrativos, as corridas transmitem um sentimento único de empolgação pelas mãos do diretor James Mangold. É como presenciar uma corrida estando a dois passos da pista, você realmente se comove e interage com os pilotos, porque o filme enaltece o contato com o fator humano nos carros – repare o uso intenso de primeiros e primeiríssimos planos nos atores que estão correndo na pista. Embora o foco esteja mais em Bale, Mangold não esquece de todos os componentes que estruturam a corrida, desde as paradas técnicas até as bandeiras finais. Apesar da emoção estar guardada na apreensão sobre os resultados de Miles, as dificuldades enfrentadas pela equipe liderada por Damon, de preocupação com o estado do carro até os problemas enfrentados com os líderes da Ford, também adicionam certa preocupação.

As 24 Horas de Le Mans era uma corrida longa e requisitava dos profissionais automobilísticos uma postura incansável, proporcionado exaustão e uma alternância constante de seus participantes. Por conta desse motivo, Ford vs. Ferrari poderia ter seu ritmo atrapalhado por tentar impor as condições reais das corridas. Contudo, Mangold acerta em focar nas passagens úteis, além de guardar a maior parte do tempo para a corrida final, tratando a duração de maneira organizada, sem atropelar o desenvolvimento narrativo.

Além das escolhas eficientes de Mangold, a edição e mixagem de som têm uma função definitiva para a criação perfeita do ambiente. A edição ressalta as pisadas nos pedais, as trocas de marchas, os freios etc. A partir dessas sonoridades minuciosas, a mixagem encaixa de maneira fluída todos estes sons, fazendo com que a cada virada, a cada respiro e a cada volta, sinta-se a emoção de estar sentado na arquibancada. Esse conjunto de trabalhos torna cada corrida uma emoção única, resultando em uma jornada frenética e vibrante, empolgando até mesmo aqueles que não se interessam pelos fatos históricos narrados.

Tratando das corridas por quase todo o seu tempo, Ford vs. Ferrari não deixa escapar, mesmo que por alguns instantes, os fôlegos emocionais através de surpreendentes momentos que evocam a história por trás dos personagens. A dificuldade financeira de Miles pesa em sua relação com a esposa e filho, a necessidade de Shelby se provar entre os melhores do automobilismo também tem seu lado emocional, porque ele precisa provar seus pontos mesmo que todas as variáveis estejam contra suas ideias. Nesse sentido, o que mais me marcou profundamente – e devo deixar destacada – foi a cena entre Ford II e Shelby dentro de um carro de corrida. Após um pequeno teste demonstrando a velocidade do carro, o dono – figura extremamente antipática – chora por se lembrar do pai e sua paixão por carros. E precisa notar o quão bem está Letts nesse papel, já que alterna entre simpatia e rigidez. Mesmo a figura mais antagônica transmite uma passagem sincera carregada de lágrimas, evocando a lembrança de uma história paterna.

Ford vs. Ferrari tem sequências de tirar o fôlego, que empolgam e tornam o cinema uma verdadeira arquibancada de vibrações e torcida. Todavia, seu ritmo frenético não atrapalha o desenvolvimento dos arcos dramáticos de seus personagens, retratando os acontecimentos reais de forma reverente, mas evidentemente sensível. Mangold, Bale e Damon tiveram a capacidade de trazer essa história às telas, conseguindo impactar até aqueles que nunca pensaram que poderiam se emocionar com uma corrida.

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Jumanji: Próxima Fase supera seu antecessor e conquista com inovação um novo patamar

Sendo um marco entre gerações, Jumanji foi um dos maiores clássicos da aventura no cinema. Seu primeiro filme com Robin Willians marcou muitas infâncias, e trazia um contexto que se encaixava mais na época, um jogo de tabuleiro. E então, 2017 somos apresentados ao ‘Jumanji: Bem Vindo à Selva‘, que agradou a crítica e ao público por se encaixar em uma nova geração. E podemos dizer que continua sendo marcante.  O maior medo dessa continuação, era que talvez se tornasse desnecessária para a história. Mas felizmente, novos elementos e novas oportunidades salvam a continuação de cair na mesmice e ganham a atenção e amor do telespectador, se tornando até melhor que seu antecessor.

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O filme  inicia mostrando o protagonista já apresentado no longa anterior, e vemos que o personagem de Alex Wolff (Hereditário), Spencer, está distanciado da turma. E então, ele acaba entrando novamente no jogo, e seus amigos tem se esforçar em uma nova fase do jogo, para encontrar seu amigo e salvar Jumanji mais uma vez.

Talvez, a parte mais negativa do filme seja a motivação dos personagens de entrarem novamente no jogo, que é bem fraca. Enquanto a história e o roteiro pecam nessa parte, no resto eles acertam em cheio. O humor do longa tem um timing excelente, e diferente demais do seu antecessor; explorar coisas novas e colocar novos personagens na trama foi uma ótima escolha, o que elevou muito o nível do longa. E o filme também não entrega só humor, já que suas cenas de ação também são muito bem feitas, e também se encaixa com um drama que funciona e emociona. Esse longa também tem elementos de filmes como ‘coming-of-age‘, que mostra o amadurecimento das personagens e da vida adulta chegando na trama de cada um. Mais uma vez, algo que o filme não decepciona e que deixa a história maior ainda.

E a grande parte por conta desse acerto é o elenco, que consegue ter uma química tão boa e reciproca entre todos. Momentos onde os atores precisam trocar de personagem, ou fazer graça com outro, funcionam de forma esplêndida. Quando os personagens precisam imitar os personagens de Danny DeVito e Danny Glover, eles triunfam e roubam a cena, em todo momento. Um grande acerto do elenco, onde cada um tem seu tempo em tela e seus próprios brilhos. Com toda certeza, é o elemento que mais conquista no longa.

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Em aspectos técnicos, também não decepciona de forma alguma. A direção de Jake Kasdan foi o papel principal no longa, que trouxe vários dos aspectos positivos, principalmente na dosagem de cenas de ação, luta, drama e etc. A fotografia e a edição do filme é algo que funciona de forma tão única, em momentos cômicos é perceptível a mudança nesses quesitos, e em momentos dramáticos, há outro estilo. A produção do longa realmente não deixa a desejar.

Os efeitos especiais do filme são ligeiramente fracos em certos casos, em algumas cenas até perceptível o que é fundo verde e criaturas irrealistas demais, e isso causa certo estranhamento. Mas, em outras cenas, funcionam bem. Esse quesito vai de espectador à espectador, mas pela imersão do longa, é quase imperceptível tais erros.

Outro ponto que agrada muito é a trilha-sonora composta de Henry Jackman, que encaixa certo com o que a cena necessita, e de forma que fica na sua cabeça. O trabalho de edição de som é ótimo.

 

Jumanji: Próxima Fase leva a franquia de forma sútil e inovadora, que não deixa a desejar. Com toda certeza, é uma comédia ótima para todas as idades. O filme tem seu lançamento para quinta-feira, dia 16, em todos os tipos de sala de cinema em todo o Brasil.

Nota: 3,5/5

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Torre Recomenda | Animes de 2019

Mais tradicional que a piada do pavê em final de ano, os otakus imundos desse site se reúnem novamente para falar dos animes que eles mais gostaram em 2019. O ano de 2019, no geral, foi bem fraco se comparado ao ano anterior, por conta disso, e pela vida ter acontecido (já que vivemos e não ficamos o ano todo assistindo desenho chinês), o top de cada um terá apenas 5 (ou 4) animes.

Antes de mais nada, vale um aviso: o nosso digníssimo companheiro de site, Gabriel, implorou para que colocássemos Beastars da lista, no entanto, a Netflix é a responsável pela distribuição do anime mundialmente, e como todo anime de temporada, ela só irá colocar no ar daqui uns meses. Por isso, afim de não incentivar a pirataria, decidimos não coloca-lo na lista. Mas ainda vale a recomendação, pois foi um dos melhores do ano.

Outro aviso, o sucesso estrondoso Demon Slayer não estará presente também, pois: ninguém assistiu. Eu, Pedro, vi apenas 3 episódios e achei um bom feijão com arroz, mas não continuei. Assisti também o tão bem falado episódio 19, e de fato tem uma boa animação, mas o segundo lugar da MINHA lista, fez isso melhor e em quase todos os episódios ¯\_(ツ)_/¯.

PEDRO:

5 – Hitoribocchi no Marumaru Seikatsu
Hitoribocchi é um anime que me pegou de surpresa. Esperava ser apenas um anime slice of life sobre uma garota que queria fazer amizades, mas se mostrou ser mais do que apenas isso. Não foi só uma comédia, mas também uma crítica ao Japão em si, sobre como a sociedade é retraída. A parte dramática funciona muito bem. Além do elenco, é claro. Disponível na Crunchyroll.

4 – Kaguya-sama: Love is War
Uma das melhores comédias dos últimos anos. Já ouvia bastante elogios sobre o mangá, mas ainda não tinha oportunidade de ler. Então, veio o anime. Gargalhava em cada episódio, tanto pelas situações, quanto pelas comédias. A direção e a animação são outro ponto forte do anime, o timing do diretor é ótimo. Disponível na Crunchyroll.

3 – Sarazanmai
Kunihiko Ikuhara é um dos diretores que eu preciso correr atrás dos seus trabalhos e creio que Sarazanmai tenha sido uma ótima porta de entrada para a carreira do diretor. Não só pelos mistérios e twists, Sarazanmai me conquistou pelo seu elenco e a trama geral. Ousou falar de assuntos LGBTs de uma forma que não ofendeu ninguém, e sem escapar para os clichês. Disponível na Crunchyroll.

2 – Mob Psycho 100 II
Depois de três anos, Mob e companhia estão de volta, e melhor do que nunca. Desenvolvimento. Essa é a palavra que define a segunda temporada de Mob Pyscho 100. Mob e Reigen cresceram de uma maneira que eu não esperava, e trouxeram ótimos momentos durante esses 12 episódios (e OVA). Além disso, o BONES não poupou esforços e mandou bem mais um vez. Mob tem as melhores cenas animadas do ano. Disponível na Crunchyroll.

1 – Vinland Saga
Bom, chegamos ao número #1. Vinland Saga é atualmente o meu mangá favorito, desde que eu comecei a ler há quase 6 anos. Desde o início fiquei com medo da adaptação em animes. Medo de não saberem trabalhar com o roteiro de Makoto Yukimura. Medo de ser um novo Berserk, visto que na direção estavam alguém que só trabalhava com animes em CGI. Medo do WitStudio, que costuma perder a mão na produção quando se trata de algo com mais de 12 episódios. Enfim…
O anime soube bem trabalhar com o material original. As mudanças que foram feitas não alteram em nada o sentido da obra, além de 90% do anime ter seguido o mangá. A animação, que contou com bastante CGI, mas bem trabalhado, ficou excelente. Ela decaí na segunda metade, como era de ser esperar, mas o roteiro é tão rico, que você não se importa. Que venha FARMLAND, que venha mais Vinland Saga. Mas leiam o mangá! Disponível na Amazon Prime Video.

Menções honrosas: Dororo, Run With the Wind e That Time I Got Reincarnated as a Slime. Os últimos dois são animes que começaram no final do ano passado, mas terminaram esse ano, então não faria sentido colocá-los no TOP, porém são ótimos animes. Dororo está disponível na Amazon Prime Video, já os outros dois estão disponíveis na Crunchyroll.

LUIZ:

4 – Babylon

A última surpresa do ano, Babylon me chamou atenção pela abordagem da trama investigativa que, diferente da maioria dos anime do gênero tentam enfiar alguma gimmick sobrenatural, se sustenta puramente no drama policial em volta da investigação de um esquema corrupto envolvendo os políticos do Distrito Shiniki de Tokyo e uma misteriosa mulher no centro de tudo.
Babylon foi uma surpresa de última hora bem vinda que mantém a tensão elevada conforme a trama se revela cada vez mais ambiciosa, mas que comparada aos outros membros da lista não reluz tanto quanto os melhores dos melhores. Amazon Prime Video

3 – Lupin III: Fujiko Mine no Uso

Apesar de não alcançar a maestria dos anteriores, especialmente em relação a Goemon’s Spray of Blood, a última entrada cinematográfica da série Lupin sob direção de Takeshi Ikoike, Fujiko Mine no Uso, trouxe com êxito a essência que as animações de Lupin tem trazido nos últimos anos.
O maior destaque do filme vai para o merecido e tardio desenvolvimento de Fujiko Mine, que nesse filme, é apresentada inicialmente como babá do filho de um foragido que roubou milhões afim de financiar a cirurgia do filho, Gene, e precisa protegê-lo de uma organização criminosa que está atrás do seu pai.
O filme mostra um novo lado maternal e sentimental de Fujiko, dando um brilho sutil a uma personagem que até então era sempre lembrada apenas como o fanservice ambulante da franquia. Apesar dos pesares com o certos plots do enterro, em especial o antagonista do filme,, Fujiko Mine no Uso ganha facilmente lugar nessa lista. Não está disponível oficialmente no Brasil.

2 –  Mob Psycho 100 II

Após o excelente lançamento em 2016, Mob Psycho retornou com segunda temporada nos primeiros dias de 2019 se sobressaindo novamente em todos os aspectos e, para mim, estabeleceu um degrau altíssimo para as futuras animações do ano.
Trazendo a conclusão da história de Mob, através de um arco construtivo e conciso, uma direção e animação espetacular, Mob Psycho 100 adapta o já excelente material original e expande sobre isso,  entregando uma experiência viva e fenomenal, digna de um melhor do ano. Crunchyroll.

1 –Dororo

A nova adaptação do clássico dos anos 60 de Osamu Tezuka foi o que revitalizou brevemente meu ânimo com os animes ao me surpreender com a evolução em cima do material original e na execução espetacular na tela. Trazendo uma nova identidade visual, mais contemporânea e ‘adulta’, Dororo (2019) brilha em cada episódio com personagens e uma trilha sonora incrível que estabelecem uma relação íntima entre os personagens e o espectador.
Dororo se destacou não apenas pelo maestria com que cada episódio era conduzido sem estagnar a fórmula claramente estabelecida, como também por ser uma lição em termos de adaptação e direção, merecendo não só o título de um dos melhores animes de 2019 e como também da década. Prime Video

VINICIUS:

1º: The Quintessential Quintuplets (Primeiras Impressões | Assista em: Crunchyroll)

2º: How Heavy Are The Dumbbells You Lift? (Assista em: Funimation)

3º: Cautious Hero: The Hero Is Overpowered But Overly Cautious (Assista em: Funimation)

4º: Kaguya-sama: Love Is War (Assista em: Crunchyroll)

5º: Oresuki: Are You The Only One Who Loves Me? (Assista em: Crunchyroll)

Dois mil e dezenove pode não ter sido um dos melhores anos para se assistir animês, mas, com certeza, foi um excelente ano para comédias. Eu já comentei diversas e diversas vezes sobre o assunto, e insisto em bater na tecla: Não faço ideia do motivo de ainda tentarem fazer animês auto-denominados “sérios“, quando a mídia claramente foi feita e moldada para servir à comédia. Claro que isso sempre dependerá do gosto de cada um (amém!), mas pra mim, o ápice da japanimação está na falta de seriedade. E o meu Top 5 reflete isso, com cinco comédias.

Comédia é um gênero lindo pois abrange todos os tipos de humor. E não importa qual tipo de humor você goste, pelo menos um dos cinco acima irá te agradar. Vou destrinchar pra você:

The Quintessential Quintuplets é a sua comédia-romântica basicona. É exatamente o que você poderia esperar, e consegue trazer tanto o sutíl humor do cotidiano idealizado, quanto um elenco memorável (por mais irônico que isso possa parecer, já que elas são todas gêmeas). Se eu sobrevivi 2019, foi pela mais pura força de vontade por querer assistir a segunda temporada, que chegará neste santo ano que se inicia.

How Heavy Are The Dumbells You Lift? é um dos meus subgêneros prediletos: O da normalização do absurdo. Você tem uma ambientação completamente normal, mas todo o resto é um festival de horrores, de fazer a sua cabeça simplesmente explodir. Mas, diferente do próximo subgênero (que comentarei a seguir), todo o absurdo é tratado como se fosse comum. O humor está no fato de as personagens simplesmente aceitarem as ações completamente insanas como corriqueiras, e seguirem com suas vidas como se nada de estranho estivesse acontecendo. Além de me fazer dar gostosas risadas, o show ainda é surpreendentemente educativo, ensinando diversos tipos de exercícios que você pode fazer até em casa. Vale muito uma conferida.

Já em Cautious Hero: The Hero is Overpowered But Overly Cautious, temos o simples absurdo. É o mais próximo que temos do famoso Manzai, onde o “Cara sério” (Tsukkomi) é a voz do bom senso dentro de um mundo repleto de “Caras bobos” (Bokes). O absurdo existe tanto quanto (se não até mais) do que no exemplo anterior, mas aqui, a graça vem da realização de que até mesmo as personagens (pelo menos uma delas) percebem a insanidade daquilo que elas estão presenciando. Cautious Hero, em especial, é um exemplo ótimo pois não há um Boke ou um Tsukkomi pré-estabelecido. Os papéis circulam entre as personagens, e você não saber de qual lado virá a próxima piada deixa tudo ainda melhor.

Kaguya-sama: Love is War é um caso onde eu tenho mais dificuldade de definir um gênero, pois é um show que mistura os três elementos acima. Ele é, em sua essência, uma comédia-romântica, mas sua comédia está muito mais nos duelos absurdamente elaborados dos protagonistas do que no próprio romance. De certo modo, acaba trazendo um pouco de cada lado, e conseguiu ter as personagens mais marcantes do ano. Além de, é claro, excelentes pontos nos quesitos técnicos. Eu canto “LOVE IS WAR LOVE IS WAR LOVE IS WAAAAAAAAAAR” no banho até hoje.

Por fim, fechamos o Top 5 com Oresuki: Are You The Only One Who Loves Me?, que é o representante do subgênero de paródia da nossa lista. Eu amo paródias, principalmente por sua constante quebra da quarta parede e transformação de expectativas em humor. O primeiro episódio me desceu um pouco indigesto, e acredito que possa ter sido o caso com várias outras pessoas também. Mas depois que eu entendi qual era o propósito do show – e que ele não estava nem um pouco preocupado em se levar a sério – tudo se encaixou e eu comecei a me divertir como nunca. Até no episódio recap, que não deveria ter nada de novo, eles conseguiram me arrancar risadas apenas com uma narração. Trabalho excepcional não só de direção, como de dublagem e produção.

No final, todos assistimos animes por um mesmo motivos: Se divertir e, pelo menos por alguns minutos, fugir da bizarra e aterrorizante realidade que nos pressiona por todos os lados. E na minha opinião, rir é a melhor forma de se fazer isso. Que 2020 traga muitas boas comédias para nós disfarçarmos nossa dor interior.

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As melhores séries de 2019

Sempre que um novo ano inicia-se, é esperada com grande expectativa a estreia de inúmeras séries e novas temporadas de produções veteranas. Só que antes disso, é necessário um pequeno balanço do que tivemos de melhor no ano anterior, certo? Por conta disso, estou aqui para listar as principais séries que caíram no gosto dos redatores da Torre de Vigilância.

Chernobyl

A minissérie da HBO foi uma das grandes surpresas com a trama bastante detalhista sobre um dos piores desastres nucleares na história da humanidade e ganhou a atenção do público com reproduções fiéis dos desdobramentos após a explosão. Vale notar que ontem (05), Chernobyl ganhou dois prêmios no Globo de Ouro: Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada para Stellan Skarsgård e Melhor Série Limitada.

Dark

A segunda temporada lançada na Netflix manteve o excelente nível mostrado em seu ano de estreia e continuou destrinchando todo o conceito temporal sem se perder na trama. O gancho deixado no Season Finale expandiu a mitologia apresentada e com isso, promete entortar ainda mais nossas mentes na última temporada.

Fleabag

Fleabag (Phoebe Waller-Bridge) é uma jovem adulta lidando com problemas quase universais sob o ponto de vista feminino: problemas de relacionamento, frustração sexual e profissional, conflitos familiares. Uma mulher moderna vivendo em Londres, ela está tentando curar uma ferida enquanto recusa ajuda daqueles à sua volta, mantendo seu perfil intimidante o mais intacto possível.

Boa parte dos olhares estão voltados para esta série, uma vez que no ano passado levou o Emmy de Melhor Série Cômica, Melhor Atriz em Série Cômica para Phoebe, Melhor Roteiro em Série Cômica e Melhor Direção em Série Cômica. Não bastando este reconhecimento, no Globo de Ouro deste ano conseguiu levar mais dois prêmios para a prateleira: Melhor Série Cômica e Melhor Atriz em Série de Comédia.

His Dark Materials

A versão televisiva da obra literária de mesmo nome apresenta Lyra como uma menina órfã que encara uma aventura sem precedentes em busca do amigo desaparecido e acaba esbarrando numa grande profecia sobre o . Com apenas oito episódios em sua temporada e adaptando o primeiro livro (A Bússola de Ouro), a trama mágica é bem envolvente e a atuação do elenco é notável. Destaque para Ruth Wilson como a Sra. Coulter.

Love, Death and Robots

A coleção de contos animados que mistura ficção científica, fantasia e terror como as aventuras de lobisomens soldados, caçadores de recompensas de cyborg e até mesmo de aranhas alienígenas deixou os telespectadores da Netflix apaixonados com os elementos apresentados na temporada.

Marianne

Emma (Victoire Du Bois) é uma escritora que tem sido atormentada por pesadelos com uma bruxa chamada Marianne. A romancista então decide usar seus livros como tentativa de manter a criatura maligna longe, mas percebe que os personagens estão ganhando vida, sendo obrigada a voltar para casa e descobrir o motivo. Mais uma produção da Netflix entrando na lista com este ótimo terror e toda a tensão que vão apresentando ao longo dos episódios a cada nova descoberta sobre o mal que paira na vida de Emma e os demais.

Patrulha do Destino

A equipe completamente incomum merece estar aqui por ter nos deslocado para um clima completamente distinto do que já estávamos habituados a ver no grande universo da CW com o Arrowverse. Liderados por Chefe, o grupo composto por Crazy Jane, Homem-Negativo, Mulher-Elástica e Homem-Robô é convocado por Ciborgue para uma missão especial.

Rick and Morty

A série animada acompanha as aventuras e os descobrimentos de um super cientista e seu neto não muito brilhante e está atualmente em sua quarta temporada. É apenas uma das animações mais comentadas atualmente e pode te deixar mais inteligente.

Stranger Things

Em seu terceiro ano, as crianças de Hawkins lidaram com mais uma situação de perigo e outras questões típicas da adolescência foram abordadas. O tom um pouco mais maduro também foi um grande diferencial para configurar a série como uma das principais do ano passado.

The Boys

Sob a tutela de Eric Kripke, alguns super-heróis passam a se corromper quando a fama sobe à cabeça e usar seu status para se promoverem ainda mais, o que pode colocar em risco a própria população. Pensando nisso, uma equipe da CIA foi preparada para cuidar desse caso. Conhecidos como The Boys, esses agentes têm a missão de vigiar o trabalho dessas personalidades, assim como controlar o surgimento de novos heróis. Esta adaptação do gibi de mesmo nome ganhou notoriedade na mesma vibe de Patrulha do Destino no que diz respeito no que já nos acostumamos com produções deste tipo.

The Mandalorian

A produção da Disney+ apresentou as aventuras de Mando pela galáxia e conquistando o público pela qualidade em sua primeira temporada. Claramente, um dos destaques foi Baby Yoda com a sua fofura em todas as suas cenas. Essa iniciativa não acabará por aí, pois veremos mais dos personagens da franquia em suas próprias séries como Obi-Wan e Cassian Andor.

The Witcher

Baseado na série de livros Wiedźmin, do escritor polonês Andrzej Sapkowski, The Witcher se passa em um mundo de fantasia medieval e segue a história de Geralt de Rívia, um dos últimos bruxos restantes na Terra. Ele é um destemido andarilho e caçador de monstros, dotado de capacidades físicas sobrenaturais. Lançado já no final do ano, a adaptação televisiva teve um percentual excelente de telespectadores e já garantiu sua renovação para a segunda temporada.

Watchmen

Para finalizar, falemos daquela que era a mais enigmática e preocupante no ponto de vista daqueles que leram o gibi. Porém, Watchmen teve sua estreia e boa parte abraçou a ideia de Damon Lindelof para apresentar tudo que aconteceu após o trágico ataque orquestrado por Adrian Veidt. Ao mesmo tempo que a série narra novos conceitos, ela respeita bastante a alma da obra original.

 

Isso é tudo, vigilantes. Espero que tenham curtido a lista feita pelos redatores e até a próxima.

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Os dez melhores filmes de 2019

2019 foi um ano extremamente único e de tirar o fôlego para os amantes do cinema, com mega-produções incríveis e filmes independentes de arrancar lágrimas, é uma tarefa extremamente dificil ter que listar 10 melhores. Talvez, este ano foi um dos melhores da história moderna do cinema, se não, o melhor. Nossa redação também fez a lista de 10 piores filmes do ano, confira clicando aqui.

Confira nossa lista de melhores longas a seguir:

        10° – Alita: Anjo de Combate 

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Alita é um filme que talvez tenha passado despercebido pelo público. Dirigido por Robert Rodriguez e com produção de James Cameron, o filme é uma adaptação de mangá com o mesmo nome, e conta a história da guerreira Alita, em uma cidade futurista e que tem seus problemas, principalmente de desigualdade. Com toda certeza, o longa é recheado de muita ação, efeitos especiais incríveis e com um visual muito bem adaptado. Mesmo não tendo uma bilheteria tão alta, os fãs da saga amaram e pedem hoje por uma continuação, que depende da Disney.

9° – Shazam!
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Extremamente cômico, divertido e fora da caixa, Shazam! conquista o público com seu humor muito bem feito e por ser uma história tão peculiar. A direção de David F. Sandberg foi de grande ajuda ao filme, ele sabe como trabalhar com cada personagem de forma que não exclua os outros, e também consegue criar um filme bem fiel aos quadrinhos. Se você gosta ou não de filmes de heróis, esse aqui é quase improvável de não gostar.

8° – John Wick 3: Parabellum

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De tirar o folego, a franquia John Wick conquista o público em cada filme que lança. Com cenas de ação tão espetaculares, bem coreografadas e com uma história que cativa muito o público, o terceiro filme não erra, e se consagra nesse ano como um dos melhores blockbusters. Com um estilo extremamente diferente dos filmes de ação hollywoodianos, esse filme puxa sua direção para algo como cenas de ação de longas asiáticos; onde a câmera é limpa para você conseguir ver a ação, diferente da maioria dos filmes, onde é utilizada a técnica da câmera tremida.

  7° – The Lighthouse

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Dirigido pelo mestre do terror, Robert Eggers, The Lighthouse se caracteriza por um terror maritimo bem parecido com os contos do grande escritor H.P. Lovecraft. O filme tem uma direção impecável, atuações extremamente bem feitas pelos atores William Dafoe e Robert Pattinson. Com toda certeza é um clássico do terror atual, assim como seu filme anterior, A Bruxa.

6° –  Ford v Ferrari

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Para os fãs de corrida, e até quem não entende nada de carro, Ford v Ferrari é um filme que simplesmente cativa o público de uma forma única e eletrizante. Baseado em fatos reais, a história segue Carroll Shelby e o piloto Ken Miles, em busca da grande corrida de 24 horas de Le Mans. O filme não é só corridas o tempo todo, e sim consegue intercalar entre o drama familiar de Ken Miles, a busca de Carroll pelo carro perfeito e também da história por trás da criação. É provavelmente o filme mais imersivo do ano.

5° – Bacurau

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É do Brasil! Bacurau chega com os pés na porta com uma grande crítica social que é extremamente necessária aos dias atuais. Se passando em 2020 o longa conta a história de uma cidade fictícia que está sendo atacada por algo inexplicável, logo após simplesmente ter sumido do mapa. Com a direção de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, o filme se tornou um dos maiores em Cannes e que mais chamou a atenção pelo mundo, o cinema brasileiro está em boas mãos. O filme fica melhor ainda quando você vê ele pela décima segunda vez, segundo espectadores.

4° – História de Um Casamento

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Simples e tocante , História de Um Casamento é um dos filmes que mais surpreenderam nesse ano. Com a direção de Noah Baumbach, o longa é inspirado no seu divórico com a atriz Jennifer Jason Leigh (Atypical, Good Time). O filme conta a história de Charlie e Nicole, que estão passando por um divórico, e nisso, mostra toda a história de separação, guarda do filho e também acaba se tornando uma competição entre os dois. Scarlet Johansson e Adam Driver arrasam em suas atuações, com certeza uma das melhores do ano.

3° – Entre Facas e Segredos

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Fãs de Agatha Christie com toda certeza amaram esse filme. O mais recente filme de Rian Johnson é uma obra prima do suspense, e também da comédia. O filme conta a história do famoso escritor de histórias policiais Harlan Thrombey (Christopher Plummer), que é encontrado morto dentro de sua propriedade. Logo, o detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) é contratado para investigar o caso e descobre que, entre os funcionários misteriosos e a família conflituosa de Harlan, todos podem ser considerados suspeitos do crime. O filme, além de ser tão divertido, cria uma crítica social entorno dos imigrantes. Uma salva de palmas à atuação da Ana de Armas, que rouba a cena, conseguindo perfeitamente intercalar entre cenas cômicas e cenas dramáticas.

2° – Coringa

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Um divisor de águas, Coringa é simplesmente único em sua essência e traz para um momento onde filmes de quadrinhos estão perdendo seu rumo, para algo maior. Com uma história avassaladora, e com atuações primorosas, Coringa se encaixa sendo um dos mais primordiais filmes do ano. A construção do personagem e a direção de Todd Phillips é extremamente bem feita, e a atuação de Joaquin Phoenix é surreal. Sua crítica social também é bem feita e não é simplesmente jogada na tela.

1° – Parasite

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Mais um grande filme de Bong Joon-ho, que marcou a história do cinema. Parasite conta sobre a família de Ki-taek, que está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos. O filme consegue transitar entre drama, suspense, comédia, crítica sociais e elementos assustadores sem tropeçar e perder a atenção do espectador. As atuações de todos são tão boas, e a direção de Joon-Ho só melhora a experiência. Com toda certeza, é um filme necessário.

Menção Honrosa: Dois Papas

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Dois Papas pode parecer um filme simples, mas é uma crítica politica, é uma reflexão religiosa, é uma obra necessária aos dias atuais. A direção de Fernando Meirelles alterna entre planos bem cinematográficos, como de um filme comum, e cenas onde remete um documentário; e isso é feito com maestria. Pryce e Hopkins são dois monstros na atuação, e com toda certeza, serão lembrados nessa temporada de premiações.

Com toda certeza o ano foi esplêndido para o cinema. A tarefa de só listar 10 filmes foi de certa forma dolorosa, já que temos pelo menos 30 filmes que deveriam estar nessa lista. Agora, é esperar para que em 2020 nós possamos ter um ano para o cinema tão bom quanto esse.

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Os dez piores filmes de 2019

É inegável que o ano de 2019 foi grandioso para o cinema, apresentando não só produções excelentes como também péssimos longas-metragens.  Pensando nisso, a equipe de redação da Torre decidiu preparar duas listas, uma expondo os melhores filmes do ano que passou e esta, mostrando os piores longas de 2019. Vale lembrar que esta lista apresenta a minha própria opnião a respeito e envolve apenas os blockbusters do ano.

10) Vidro – M. Night Shyamalan

Vidro é um suspense lançado em 17 de Janeiro de 2019, sendo o terceiro filme da trilogia iniciada em 2000 com Corpo Fechado e como continuação de Fragmentado. A trama gira em torno de David Dunn, personagem vivido por Bruce Willis, caçando a Fera, interpretada por James McAvoy. No desenrolar da trama, os dois acabam se encontrando em uma instituição psiquiátrica junto com Sr. Vidro, personagem de Samuel L. Jackson. Na instituição, os três são estudados por uma psiquiatra que acredita que eles apresentem um delírio de grandeza.

Por mais que o filme seja bem dirigido e que a premissa do filme seja interessante ao juntar os três personagens para explorar seu perfil psicológico, o longa se perde em seu terceiro ato querendo deixar o suspense de lado para se tornar mais um filme de super-herói, com um plot raso e um final que deixa a desejar. Entretanto, por mais que tenha esse defeito, o elenco trabalha bem e Anya Taylor-Joy se apresenta como um dos destaques do longa.

9) Hellboy – Neil Marshall

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Hellboy ganhou um reboot em 2019 – antes dirigido de forma excepcional por Guillermo del Toro, agora foi a vez de Neil Marshall comandar o personagem. O longa adapta quatro histórias em quadrinhos do personagem e sua trama gira em torno do retorno da vilã de Nimue, interpretada por Milla Jovovich. Com seu possível retorno e sua ameaça de destruir a vida na Terra, Hellboy é convocado para evitar que isso ocorra.

Por se tratar de um reboot foi bem pretensioso tentar adaptar um arco tão grandioso, criando um problema no ritmo do longa. Além disso, a direção torna um roteiro que aparentemente é simples ser complexo nas telas com sequências de eventos confusas e fora da ordem cronológica. Outro grande problema é o excesso de piadas fora de hora, quebrando o clima (já mal estabelecido) do longa. Por mais que David Harbour se apresente como um bom Hellboy e que o longa apresente bons efeitos visuais, o filme se perde muito ao querer cumprir mais do que um reboot deveria, comprometendo sua qualidade e se tornando facilmente um dos piores filmes do ano.

8) O Rei Leão – Jon Favreau

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A versão live-action de O Rei Leão, por mais que apresente a mesma trama que o desenho e as excelentes músicas interpretadas por Donald Glover e por Beyoncé, acaba quebrando a parte emocional da trama original ao mostrar na tela personagens em CGI sem nenhuma expressão. Foi uma adaptação desnecessária onde seria mais fácil relançar o desenho nos cinemas do que criar uma versão que não traga nenhum sentimento ou emoção ao telespectador. Eu, como fã apaixonado do desenho, não senti absolutamente nada assistindo ao filme.

Aladdin, também lançado esse ano, poderia ser um exemplo de que existem filmes certos para serem adaptados em live-action enquanto outros não deveriam nem ser cogitados para isso. Entretanto, com alguns acréscimos em relação a trama original, também prova ser um erro ser adaptado de tal forma.

7) X-Men: Fênix Negra – Simon Kinberg

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Dirigido e escrito por Simon Kinberg, a trama gira em torno de Jean Grey (Sophie Turner). Após um acidente durante uma missão no espaço, a mutante se apresenta fora de controle e com seus poderes ampliados. Com isso, cabe a Charles Xavier e o resto dos X-Men ajudar Jean a se recompor, enquanto Magneto quer matar a mutante. O roteiro é repleto de falhas: além do erro de cronologia (pelo qual a franquia é extremamente famosa), ele erra em não saber desenvolver nenhum personagem. O foco da trama é a Grey, e nem ela o roteiro consegue desenvolver – o que resulta em um filme sem emoção, mesmo nos momentos que deveria criar algum sentimento no telespectador.

Com essa falta de desenvolvimento, toda a história perde o sentido e todos se tornam coadjuvantes, até mesmo a personagem que carrega o filme. Outro grande problema é a insistência na fórmula do Magneto, onde o mesmo se apresenta como herói, se torna vilão e depois muda de lado novamente. Essa fórmula já enjoou em Apocalipse, e parece que novamente eles não aprenderam. O único destaque do filme é a Sophie Turner, que atua de forma excelente e passa o sentimento e o emponderamento da personagem de forma única – entretanto, o desenvolvimento porco da trama consegue também estragar isso. X-Men: Dark Phoenix é uma decepção e consegue ser pior do que X-Men 3: O Confronto Final. Personagens mal desenvolvidos, uma trama enrolada e apresentada de forma apressada que ficou parecendo um trabalho escolar feito durante a véspera da apresentação.

6) Malévola 2: A Dona do Mal – Joachim Rønning

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Em resumo, Malévola 2 é uma continuação desnecessária de um bom filme. A trama gira em torno do casamento de Aurora com Philip, onde a mãe do príncipe não aceita tão bem Malévola e é a vilã da história.

O filme apresenta um roteiro extremamente fraco e raso que não aproveita o talento das atrizes de peso (Angelina Jolie e Michelle Pfeiffer) presentes no longa. O primeiro filme, lançado em 2013, apresentou uma trama boa e um final adequado – o que deixa claro que sua sequência foi feita visando apenas ao lucro.

5) Annabelle 3: De Volta para Casa – Gary Dauberman

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Bom, Invocação do Mal é a melhor franquia de terror atual – créditos a James Wan, que dirige o filme com uma qualidade absurda e de seus enredos. Como toda franquia que gera lucro, há spin-offs desnecessários e assim como os dois filmes anteriores da boneca possuída e A Freira, Annabelle 3 não poderia ser outro caso.

O longa se passa após os Warren deixarem a boneca no porão de sua casa. Após isso, as amigas curiosas vão mexer nas coisas e liberam o espírito – não só da boneca, como de diversos itens de lá. Mas o filme é tão ruim que você chega a dar risada das situações que eram pra dar medo. Não tem história e também não tem momentos que causem medo ou sustos, apenas risadas do quão patético é esse filme. Nem a presença de Patrick Wilson e de Vera Farmiga como os Warren salva o filme do fracasso.

4) The Silence – John R. Leonetti

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A produção original da Netflix não passa de uma cópia barata do bem sucedido A Quiet Place. A trama é bem semelhante, a família precisa sobreviver em um mundo dominado por monstros que são atraídos por sons. O roteiro apresenta situações preguiçosas para dar tensão ao filme e a direção é péssima, não sabendo lidar com a construção da trama, com o desenvolvimento dos personagens e nem trabalhar com a criação da tensão ao telespectador.

3) Rambo: Last Blood – Adrian Grunberg

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Stallone precisa entender que já está velho para reviver seus personagens antigos de filmes de ação, e até mesmo para fazer um filme de ação com a mesma fórmula que fazia antigamente. Os tempos são outros, e ninguém mais se sente atraído por um filme nesse nível, ainda mais quando alguém que interpreta já deveria estar aposentado. Rambo: Last Blood é uma tentativa de reviver um dos seus personagens mais famosos e conhecidos, forçando uma história com um roteiro preguiçoso para dar justificativa a cenas de ação sem pé nem cabeça e a momentos de extrema xenofobia contra o povo mexicano.

É uma desculpa para a violência gratuita, mas mais do que isso, uma tentativa fracassada de reviver um personagem que já morreu, e que se alguém sentir saudades, basta rever os filmes antigos – que apresentam uma boa qualidade cinematográfica e justificativa para existir, visto que a trama é boa e baseada no livro de mesmo nome.

2) Esquadrão 6 – Michael Bay

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Mais uma produção original da Netflix na lista, sendo o fruto das fantasias mais delirantes de Michael Bay. A trama gira em torno do personagem de Ryan Reynolds, um bilionário que decide reunir um grupo de pessoas para derrubar forças ditatoriais ao redor do globo. Para isso, cada membro simula sua própria morte para fazer parte dessa missão. A proposta é até interessante porém se perde em um roteiro preguiçoso, uma direção porca e uma edição horrível repleta de cortes desnecessários onde até a trilha sonora sofre nisso.

O roteiro é tão raso que parece que não existe, a edição é extremamente preguiçosa e o diretor usa e abusa das explosões e dos efeitos especiais. Em suma, parece que o filme foi feito apenas para agradar o diretor e realizar o seu maior feitiche.

Clique aqui para ler a crítica completa.

1) Cats – Tom Hooper

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Em primeiro lugar, está o filme mais bizarro do ano: Cats. Primeiramente o musical da broadway é bom mas não merecia uma adaptação para os cinemas. Infelizmente, a adaptação veio e com ela as coisas mais estranhas desse mundo vieram juntas como se abrissem um portal diretamente do inferno onde gatos se fundiram com os humanos para dominar a Terra.

Criticado desde o lançamento do seu primeiro trailer assutador, Cats vem recebendo críticas negativas da internet – e com razão, o trailer só preparava pro desastre que estava por vir. As coregrafias de qualidade e a trilha sonora bem feita não conseguem fazer com que o longa avance ou fuja da sua bizarrice, tendo em vista que os visuais em CGI estão extremamente assustadores e mal feitos e que os atores aparentam atuar de forma desconfortável a todo o momento. O filme não cativa o telespectador e nem apresenta um roteiro para se sustentar. É, sem sombra de dúvidas, o pior filme de 2019.

Vamos torcer para que 2020 traga excelentes filmes, da mesma forma que o ano anterior trouxe, e que os filmes ruins venham em pouco número.