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Os jogos do mundo mágico de Harry Potter

Todos conhecem Harry Potter, afinal, ele é o bruxo mais famoso do mundo e sua história marcou uma geração de jovens leitores. Com o enorme sucesso que os livros alcançaram, sua história ganhou oito filmes, uma franquia spin-off e inúmeros jogos. Na lista de hoje, vamos conferir todos os jogos do mundo mágico de Harry Potter:

  • Baseados nos filmes da saga

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Os jogos baseados nos filmes são os mais conhecidos por todo o público, afinal, quem nunca jogou A Pedra Filosofal ou A Câmara Secreta no Playstation 2? De qualquer forma, os jogos evoluíram bastante com o passar dos anos.

Os dois primeiros títulos, foram lançados para Playstation 1 e posteriormente remasterizados para Playstation 2, Xbox, PC e para os portáteis da época. Eles apresentavam diferenças em cada versão (sendo a versão de GBA a mais fiel aos livros) mas sua gameplay era a mesma: você fazia aulas para desbloquear feitiços, jogava quadribol e explorava Hogwarts colecionando feijõezinhos de todos os sabores e cartas de bruxos que vinham nos sapos de chocolate. No terceiro jogo, Prisioneiro de Azkaban, a gameplay sofreu uma inovação: você era capaz de controlar os três personagens onde cada um deles tinha seu feitiço específico e, no lugar de ter Quadribol, tinha o vôo com o Bicuço.

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Em Harry Potter e o Cálice de Fogo foram observadas mudanças bem negativas na franquia: o jogo agora não contava mais com um mundo aberto em Hogwarts e sim com fases, onde para desbloquear a próxima você precisava coletar um número de feijõezinhos. As mudanças não agradaram os fãs e tornaram o jogo bem enjoativo. Aqui, também era possível escolher com qual personagem do trio jogar. Ele foi lançado para Playstation 2, PSP, PC, Xbox e Nintendo DS, e todas as versões eram semelhantes respeitando a limitação gráfica de cada portátil/console.

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Como resultado da insatisfação dos fãs, o mundo aberto voltou em A Ordem da Fênix e O Enigma do Príncipe. Agora, com uma Hogwarts mais fiel a dos filmes, os jogadores podiam explorar ela, encontrar os colecionáveis e duelar. O sexto jogo apresentou diversas melhorias na jogabilidade, começando pelos duelos (onde, inclusive, se podia jogar com outro jogador em modo versus local) e também apresentou como novidade a possibilidade de se fazer poções – onde você tinha que escolher o ingrediente certo antes do tempo acabar. O Quadribol também voltou neste jogo com uma jogabilidade semelhante ao mostrado nos dois primeiros jogos porém nos gráficos da época.

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Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1 e Parte 2 sofreram grandes mudanças na gameplay – o jogo se tornou Third Person Shooter. Exatamente, o mundo aberto foi embora e no lugar dele controlamos os personagens e combatemos os inimigos em cada fase de forma semelhante ao Gears of War. O personagem corre, consegue cobertura e lança os feitiços no oponente. Os jogos são bem divertidos e de certa forma foi uma evolução de gameplay muito bem-vinda, visto que não tinha como fazer diferente em uma fase mais ‘adulta’ tanto dos personagens como do público.

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  • Harry Potter Quidditch World Cup

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Para os amantes de quadribol, foi lançado em 2003 para GameCube, Xbox, Playstation 2, PC e GBA um jogo semelhante a FIFA ou PES – Harry Potter Quidditch World Cup. Nele, você pode jogar com os times das casas de Hogwarts ou com seleções existentes no mundo mágico de J.K. Rowling e com personagens já conhecidos pelos fãs. Todas as versões são semelhantes, com exceção do GBA – que é restrito aos gráficos do portátil.

O jogo é bem divertido e é indispensável para os fãs do esporte bruxo. Confira abaixo uma breve gameplay do jogo:

 

  • LEGO Harry Potter Years 1-4 e Years 5-7

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Assim como toda franquia de sucesso, Harry Potter também recebeu sua versão em blocos! LEGO Harry Potter Years 1-4 foi lançado em 2010 e sua continuação no ano seguinte. O jogo apresenta a mesma gameplay vista nos jogos da franquia Lego onde você resolve puzzles, desbloqueia personagens conforme joga as fases e revive os momentos dos filmes. Ambos os jogos são extremamente divertidos para quem é fã.

Os jogos estão disponíveis para Xbox 360, PC, Playstation 3 e, recentemente, foi lançada uma versão também para Playstation 4. O game também está disponível para os portáteis da época, entretanto, em uma versão mais limitada do que as do console – as cutscenes permanecem as mesmas, porém a gameplay é afetada. Com exceção do LEGO Harry Potter Years 5-7, que foi lançado para PSVita e é semelhante ao que foi visto nos consoles.

 

  • Harry Potter para Kinect

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No auge do Kinect, a Warner decidiu aproveitar o sucesso que o acessório do Xbox 360 estava fazendo e lançou Harry Potter for Kinect. O jogo é um resumo de todos os filmes da saga onde o jogador utiliza os movimentos para jogar quadribol, fazer poção e duelar entre os momentos mais marcantes dos longas. O jogo não foi bem recebido pela crítica e nem pelos fãs.

Harry Potter for Kinect de fato deixa a desejar bastante, não só pela curta duração de gameplay (cada filme apresenta mais ou menos 20 minutos de duração, em alguns casos não passam de 15) como também pela falha nos controles de movimento. Não vale a pena jogar.

Confira abaixo uma gameplay onde pode-se observar as fases baseadas em Harry Potter e a Pedra Filosofal:

 

  • Book of Spells e Book of Potions

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Book of Spells e Book of Potions são jogos de realidade aumentada exclusivos da Sony lançados para Playstation 3 onde o jogador utiliza o Playstation Eye e o controle do Playstation Move para realizar feitiços e fazer poções. Assim como o jogo lançado para o Kinect, essa foi a forma da saga aproveitar a tecnologia disponível para o console na época.

São jogos interativos bem divertidos, porém mais voltados para o público infantil.

 

  • Harry Potter: Hogwarts Mystery

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No início de 2018, Harry Potter: Hogwarts Mystery foi lançado para Android e iOS. No jogo você é capaz de criar seu personagem, escolher sua casa e tomar algumas decisões no decorrer da história. Na trama, o seu irmão foi expulso de Hogwarts e você ingressa seu primeiro ano e tem como objetivo investigar o mistério das criptas malditas – sendo este o motivo da expulsão de seu irmão. Conforme o jogador avança ele conhece diversos personagens familiares da saga, tais como: Ninfadora Tonks, Gui e Carlinhos Weasley, Dumbledore e outros novos personagens.

Harry Potter: Hogwarts Mystery é bem divertido e tem uma história interessante de se acompanhar, com gráficos e gameplay semelhantes a The Sims para mobile. Entretanto, para realizar as tarefas você necessita de energia e precisa esperar um certo tempo de recarga – isso acaba estragando a experiência, tornando o jogo um pouco chato depois de um certo tempo. Caso você não queira esperar a recarga, há a opção de pagar com créditos por pacotes de energia. Por ser gratuito, isso é totalmente compreensível e vale a pena jogar.

 

  • Harry Potter: Wizards Unite

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Aproveitando o sucesso de Pokemon GO, a Niantic Games lançou para iOS e Android uma versão de realidade aumentada do mundo mágico. O jogo segue a mesma linha de realidade aumentada e a mesma jogabilidade que Pokémon GO, misturando o nosso mundo com o mundo mágico através da câmera do celular e nos mostrando diversos elementos dele.

Em Wizards Unite, você assume o papel de um recruta da força-tarefa do estatuto de sigilo em magia e seu objetivo é corrigir diversos eventos que estão acontecendo no mundo trouxa, evitando que haja exposição do mundo mágico e que os trouxas saibam de sua existência. Para isso, você utiliza a câmera do seu celular como se fosse sua varinha. Assim que o jogo é iniciado, você pode criar sua identificação do ministério, escolher sua casa de Hogwarts e as características da sua varinha e, logo após chegar no nível 6, você escolhe sua profissão.

Infelizmente o jogo é repetitivo em suas atividades e acaba se tornando enjoativo com o passar do tempo, entretanto é bem divertido inicialmente. Confira nossa análise completa clicando aqui.

 

  • Fantastic Beasts: Cases from the Wizarding World

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Fantastic Beasts: Cases from the Wizarding World foi lançamento para Android e iOS em 2016 junto com o longa Animais Fantásticos e Onde Habitam. A gameplay do jogo é bem simples: você precisa encontrar objetos escondidos nos cenários para passar de nível.

É evidente que o jogo foi criado para promover o lançamento do filme, porém não deixa de ser um bom passatempo.

 

  • Pottermore

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Presente aqui na lista como menção honrosa, por não ser exatamente um jogo, Pottermore foi um site interativo lançado em 2011 para certos usuários e, oficialmente, em 2012.

No site, era possível fazer o teste para descobrir sua casa em Hogwarts, sua varinha, seu patrono e o usuário podia interagir com cenários presentes em cada capítulo dos livros, coletando itens e desbloqueando prêmios. Além disso o usuário tinha acesso também a diversos conteúdos exclusivos do universo criado pela escritora, como notas, curiosidades, contos, etc.

Foi lançado também para Playstation 3 uma ‘expansão’ do site onde o usuário poderia interagir com outros jogadores e explorar algumas áreas como o Beco Diagonal, o Expresso de Hogwarts e alguns cantos do castelo. Além disso, também poderia participar de duelos e outros minijogos. Foi o mais perto que a franquia ganhou de um MMORPG. Confira um pouco da gameplay abaixo:

Em 2015, sofreu modificações e se tornou o site oficial da franquia onde a J.K. Rowling postava conteúdos sobre o mundo mágico.  Com o intuito de envolver não somente a franquia Harry Potter como também a de Animais Fantásticos, o Pottermore passou por uma fusão com a Warner e se tornou o Wizard World Digital, sofrendo algumas alterações – entretanto, ainda é possível fazer o teste para descobrir a sua casa de Hogwarts, seu patrono, sua varinha e o site ainda apresenta os conteúdos exclusivos lançados pela escritora.

 

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Atualmente, foi lançado na China em Novembro de 2019 mais um jogo para o universo bruxo – Harry Potter: Magic Awakened. Segundo as informações disponíveis, o jogo é um jogo de cartas com elementos RPG lançado para Android e iOS  e desenvolvido pela NetEase em parceria com a Warner. Infelizmente, ainda não há previsão de lançamento para o ocidente. Confira um pouco sobre o jogo clicando aqui.

Além disso, em 2018 um vídeo de gameplay foi vazado a respeito de um suposto jogo que estaria sendo desenvolvido pela Warner Bros. No vídeo podemos observar um pouco sobre a criação de personagem, a ambientação e a jogabilidade do suposto título. Assim que o vídeo foi parar na internet a empresa removeu das plataformas e não disse nada a respeito, portanto tudo não passa de um rumor. Porém, vamos torcer para que seja real pois o que foi apresentado está muito bom.

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Serial-Nerd

Hunters consegue tocar na ferida com humor negro e diversão setentista

”Passei trinta anos infiltrado neste lixo de país. Clubes de striptease em Washington, bastidores do Senado, o Salão Oval. E agora, semanas depois do nosso avanço, acha que eu deixaria tudo ir água abaixo por uma judia miserável? Criei problemas desnecessários? Claro. Mas o Tio Sam não suspeita de nada. Eu poderia marchar que nem um nazista na frente do congresso americano que eles nem ligariam. Estes tolos estão ocupados demais achando que seu povo é o inimigo. Tornaram-se cegos para nós. Bota a culpa em um negro que você se safa de qualquer coisa nos EUA.”

Biff Simpson.

Amazon Prime não poupou esforços para mostrar um roteiro carregado de humor negro num nível tão ácido, que após o telespectador rir durante alguns segundos, para imediatamente e começa a sentir o impacto da mensagem que está sendo transmitida. Está tudo ali sendo jogado para a gente da maneira mais sublime ou até explícita para refletir sobre determinados assuntos que estamos acostumados a nos deparar em nosso dia-a-dia como racismo e a xenofobia. A série se passa nos anos 70, mas poderia estar situada muito bem atualmente.

A trama, por si só, já consegue fisgar o público em mostrar o grupo denominado Caçadores iniciando uma jornada sem precedentes para exterminar todos os nazistas infiltrados nos EUA após a II Guerra Mundial e com isso, acabam esbarrando numa conspiração ariana para trazer toda a glória da época.

O elenco é bem afinado e contracenam com tamanha naturalidade mesmo com a presença de Al Pacino como Meyer Offerman, o líder da empreitada. O tempo de tela para todos não deixa a desejar e cada um tem a sua hora de brilhar sem comprometer os demais. Destes, destaco Harriet como a personagem com várias camadas e sua dualidade é explorada ao longo dos episódios. Mindy e Murray também merecem a atenção necessária, pois acrescentam de forma satisfatória e o passado de ambos traz uma carga dramática pesada. Até Logan Lerman se garante em determinadas partes no papel de Jonah, o adolescente iniciante.

Tendo a II Guerra como o principal contexto histórico, é claro que menções ao Holocausto e ao campo de concentração de Auschwitz não ficariam de fora da trama. É aqui que a série ganha ainda mais a atenção de quem assiste. Os flashbacks são carregados de drama e emoção. São pesados. Não é fácil digerir determinadas cenas e diálogos trocados entre os personagens. Você sente o peso delas e sente-se mal por isso.

Como eu disse anteriormente, a Amazon não poupou esforços para mostrar um roteiro caprichado no humor negro e isso se repete aqui. Mesmo que as situações vividas pelos personagens tenham sido criadas pela produção, acabamos sentindo onde mais dói. É louvável quando conseguimos nos conectar desta forma tão intensa.

Porém, quando um assunto tão delicado como este é usado em determinada adaptação televisiva, é esperado algum tipo de reação negativa por parte de uma comunidade específica. O Museu de Auschwitz fez uma crítica sobre a cena do xadrez humano e classificou a trama como uma ficção irresponsável. Finalizou dizendo que honra todas as vítimas preservando a precisão factual.

A produção não poderia perder a oportunidade de falar, seja no tom sério ou satírico, sobre a tão famosa Operação Paperclip e teve como principal função, o recrutamento de cientistas nazistas em território americano para aumentar o seu poderio contra a URSS comunista pós-II Guerra. As principais contribuições foram de foguetes até a icônica conquista da Lua. Wernher Von Braun é bem lembrado na trama numa das Caçadas e na vida real, ele teve um papel fundamental no desenvolvimento de todo programa espacial dos EUA na NASA, onde chegou a assumir o cargo de diretor. Assim como não deixam escapar a chance de mencionar a ida dos nazistas para América do Sul para se refugiarem.

Hunters acerta significativamente em sua proposta em nos entreter na ambientação setentista com referências e contextos sociais da época, além do humor que beira ao brega ou cafona. Não que isso seja um demérito, pelo contrário. Cumpre também de forma satisfatória sua função na parte técnica como trilha sonora e fotografia. As sátiras foram feitas para incomodar, doa a quem doer. São reflexivas e com isso, trazem a composição para entender todo o cenário do passado e presente. Os plot twists mudam o status quo e deixaram excelentes caminhos para serem explorados na segunda temporada. Mesmo com uma duração mais longa em seus episódios, o que pode comprometer a atenção de quem assiste, ainda sim é gratificante a experiência no final.

Hunters conta com 10 episódios e está disponível no Amazon Prime Video.

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1917 e o seu reconhecimento mundial

Antes de sermos fisgados com a exibição de um trailer de determinado filme, a porta de entrada que o antecede é a liberação da sinopse. Que nada mais é do que uma resumida síntese sobre a ideia central do longa ou uma de suas ideias. É o ponto inicial de interesse para muitos. Esta parte textual que desperta levemente a curiosidade necessária para criar o delírio coletivo do hype. Com isso, leia abaixo a sinopse de 1917.

Os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens soldados britânicos durante a Primeira Guerra Mundial. Quando eles são encarregados de uma missão aparentemente impossível, os dois precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar cerca de 1600 colegas de batalhão.

Bem simples, né? Aparentemente,  seria mais um projeto cinematográfico com essa temática de guerra e cairia no esquecimento. Só que o cineasta Sam Mendes veio para mostrar totalmente o oposto. A trama em si é bastante simples, porém as técnicas que foram usadas caíram no gosto do público e permitiram receber o reconhecimento que veio a seguir.

A trama com quase duas horas conseguiu imergir com excelência o telespectador à tensão e horror que uma guerra traz, esta sendo a I Guerra Mundial. A câmera estava sempre ali tão próxima aos personagens como se tivesse vida própria e o ambiente se ampliava diante de nós quando realizava um giro de 360°, dando uma melhor noção de tudo que estava acontecendo com os demais também. Isso acontecendo graças ao excelente trabalho em conjunto de Roger Deakins na fotografia e Thomas Newton na trilha sonora, criando maravilhosos momentos de tensão que se arrastava e mantinha-se presente de forma constante.

Neste vídeo dos bastidores, Sam explicou como o filme precisava ser gravado em tempo real num take só para que cada parte da jornada destes soldados fosse compartilhada. Missão cumprida com sucesso. Já Roger também comentou que o conceito dessa longa tomada na montagem traria claramente o conceito imersivo. Para tal efeito, foi preciso gravar o céu todos os dias para não afetar a continuidade destas tomadas posteriormente. A produtora Pipa Harris falou que o maior ganho foi a forma de repassar realidade para quem assistia. Fazendo com que a pessoa realmente se sinta dentro das trincheiras.

O resultado deste cuidado técnico veio no início deste ano com as principais premiações como Globo de Ouro, Critic’s Choice Awards e Directors Guild of America Awards. Ganhando em categorias importantes como Melhor Fotografia e Melhor Direção. Foi com o BAFTA (Oscar britânico) que 1917 fez a festa. Levando para casa as sete estatuetas num total de nove no qual foi indicado. Finalizou esta corrida com o Oscar e garantiu três prêmios técnicos como Fotografia, Efeitos Visuais e Mixagem de Som.

1917 permanecerá durante um bom tempo no pensamento das pessoas que renderam-se ao magnífico estilo idealizado por esta equipe competente. Será um bom exemplo de longa para as próximas produções de guerra para conseguir garantir a atenção do público do começo ao fim. De uma coisa Mendes não precisará se preocupar: 1917 não será esquecido.

Os vencedores do Oscar e a crítica de 1917 podem ser lidos, respectivamente, aquiaqui.

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A importância de Parasita para o cinema a partir de agora

Somos criaturas de hábitos e temos a tendência de criar determinados rituais para várias atividades do nosso dia-a-dia. O exemplo claro disso é quando vamos assistir a algum filme. Tudo começa pela escolha do título através do gênero favorito e depois partimos para saber as diversas opiniões sobre o mesmo. Falam bem, vamos assistir. Falam mal, fica a dúvida de arriscar. Porém, tudo acaba em filme. O ritual vai sendo criado até o seu desfecho. Sendo satisfatório ou não.

O outro passo envolve o sentimento. Somos criaturas sensitivas e tentamos criar conexão sempre que possível com algo. O cinema é isso. Uma mistura de sensações. Vale muito a pena permitir esse gradiente de emoções que uma trama nos proporciona. Parasita ficou responsável por trazer essa bagagem. E foi além

A sinopse completamente solta pode direcionar o público por um caminho apático com a trama, mas esse não foi o intuito do diretor Bong Joon-Ho. Ele traz choque, repulsa e reflexão sobre as atitudes que a nossa sociedade moderna cometem através da família de Kim Ki-taek. Foram justamente esses elementos que fizeram Parasita não só conquistar a quem assistia, assim como também o mundo.

O reconhecimento que o longa sul-coreano vem recebendo começou no ano passado com o recebimento da Palma de Ouro pelo Festival de Cinema de Cannes e mais alguns festivais como Buil Film Awards e Sydney Film Festival, onde venceu as categorias principais. Dando, desta forma, a partida numa corrida inacreditável que culminou na estatueta inédita de Melhor Filme para um Filme Estrangeiro na edição recente do Oscar exibido neste domingo (9). Essa foi a prova legítima que todos estávamos arrebatados com o jeito de Bong em contar a sua história. E que história, não é mesmo?

Este simpático e fofo cineasta conseguiu o importante feito de quebrar esta roda que os membros da Academia insistiam incessantemente em mantê-la funcionando, trazendo o tão esperado sentimento de renovo que estávamos precisando receber de Hollywood. Finalmente veio e a partir de agora, significará muito para os vindouros projetos internacionais. Dá um ânimo para mostrar a sua capacidade, receber o merecido lugar no sol e descansar perante um universo grato. Mudado. Disposto a acreditar e aceitar essas mudanças. O futuro está cada vez mais promissor e isso será excelente para todos.

Os vencedores do Oscar e a crítica de Parasita podem ser lidas, respectivamente, aquiaqui.

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1917 é uma obra-prima entre os filmes do gênero

Conhecido por ter ganho os principais prêmios do Globo de Ouro e do BAFTA este ano, 1917 se apresentou como uma grande surpresa e conquistou rapidamente a curiosidade do público. O novo longa dirigido por Sam Mendes, feito como uma homenagem ao seu avô que esteve presente no conflito e lhe contava histórias a respeito, é uma experiência única que eleva os longas do gênero ao seu ápice em duas horas de exibição.

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A trama de 1917 é bem simples: durante a primeira guerra mundial, dois soldados britânicos – Schofield (George MacKay, de Capitão Fantástico) e Blake (Dean-Charles Chapman, de Game of Thrones) são convocados para entregar uma carta que tem como objetivo impedir um ataque que colocará em risco uma tropa inteira onde, inclusive, o irmão de um dos protagonistas está. É um roteiro comum, sem nenhum grande plot twist ou qualquer reviravolta, mas que funciona com maestria no decorrer do longa.

Entretanto, não é essa simplicidade que define o filme. A história é marcada pela imersão que o telespectador tem ao acompanhar os dois soldados através dos desafios e dos obstáculos para concluir a sua missão – imersão essa criada pelos aspectos técnicos e pela direção do longa.

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Todo o filme se passa através de um plano sequência de tirar o fôlego, onde o longa aparenta não ter nenhum corte. Claro que isso foi feito por meio de jogadas de câmera e durante a edição, mas foi tão cirúrgico que o telespectador fica sem fôlego vendo toda a ação acontecendo de forma contínua até o término do filme. Durante toda a película, a câmera faz giros de 360º ao redor dos personagens, fica sob no ombro deles e atravessa paredes ou qualquer superfície para evitar que haja algum corte brusco. Inclusive, em alguns momentos, dá a impressão de que o filme é um videogame de última geração.

A fotografia dirigida pelo excelente Roger Deakins (responsável por Blade Runner 2049) é extraordinária, contribuindo perfeitamente com a forma pela qual o filme foi gravado, evitando o uso de luz artificial para cômpor os cenários.

Em conjunto com isso, a trilha sonora de Thomas Newton cria a tensão e o alívio necessários para ajudar na imersão do longa. A direção de Sam Mendes é impecável e é o fator primordial para que 1917 seja uma obra-prima do gênero.

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É impossível não comparar 1917 com Dunkirk, o último filme bem sucedido do gênero que foi dirigido por Christopher Nolan. O longa de Mendes consegue pegar tudo o que deu certo em Dunkirk e transformar em algo melhor ainda, sem repetir os erros cometidos pelo mesmo.

Com o Oscar chegando e sendo indicado nas principais categorias, é inegável que 1917 levará uma boa quantidade de estatuetas para a casa, sendo o preferido por muitos para levar também o de ‘Melhor Filme’. 1917 é uma experiência única ao telespectador – com uma imersão intensa e uma direção impecável, ele se tornou uma obra-prima do gênero que vale a pena ser conferida no cinema.

Nota: 5/5

Os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens soldados britânicos durante a Primeira Guerra Mundial. Quando eles são encarregados de uma missão aparentemente impossível, os dois precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar cerca de 1600 colegas de batalhão.

1917 está concorrendo ao Oscar e está em cartaz nos cinemas.

 

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Aves de Rapina: Cartunesco, absurdo, enérgico e divertido

Enquanto preparava-se para viver a Arlequina em Esquadrão Suicida, Margot Robbie leu outros títulos da DC Comics. A ideia de Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa surgiu durante a San Diego Comic-Con de 2015. Robbie assim como os fãs, não esperava a aprovação do projeto, mas como foram bastante os elogios à sua performance, o estúdio concordou. Após 3 anos em desenvolvimento, o filme chega aos cinemas e o resultado é divertido e interessante.

A Arlequina e o Coringa terminaram. Como ele era a carta de imunidade dela em relação ao submundo de Gotham, ela é caçada por metade da cidade. Quando o diamante de Roman Sionis é roubado por Cassandra Cain, Harley une-se a Canário Negro, Caçadora e Renne Montoya para protegê-la. Todas as histórias individuais interconectam-se por diferentes razões, mas o objetivo é o mesmo: emancipação.

Cai pro pau, pudim fedido.

Em termos de direção, Cathy Yan faz um ótimo trabalho. Há muita precisão na coordenação dos movimentos de câmera para as cenas de ação (Extremamente bem coreografadas) e o timing cômico é quase perfeito. Além disso, a cinematografia por Matthew Libatique é responsável por planos muito bonitos. Porém, o maior esmero estético do filme é o design de produção por K. K. Barret, com cores vibrantes, estruturas bizarras e uma excelente interação com os personagens durante o ato final.

Enquanto isso, o roteiro por Christina Hodson é eficiente na transmissão da mensagem, os diálogos são engraçados, mas o último terço opta por exposição desnecessária. O aspecto mais forte da narrativa é a montagem por Jay Cassady, não linear, com transições de cena criativas e sinérgicas com a narração em primeira-pessoa.

Tem um simbolismo nesse frame e eu irei encontrá-lo. Oh meu deus, ela é tão linda <3

A forma como a história é contada é tão imperfeita, repleta de digressões, assim como a protagonista. A atmosfera é definida pela excelente trilha sonora composta por Daniel Plemberton. Apesar de todas as canções do álbum serem boas, a maioria delas não estão em alinhamento com os eventos.

 

O maior desafio de Aves de Rapina era a inserção de personagens diversos em um mesmo tom e funcionou perfeitamente. Robbie nasceu para a Arlequina e Jurnee Smollett Bell é compassiva e durona como Canário Negro. A Caçadora da Mary Elizabeth Winstead é a paródia perfeita da Beatrix Kiddo, de Kill Bill e o Ewan McGregor está divertidíssimo, fabuloso e sádico como Máscara Negra. Chris Missena, Rosie Perez também desempenham bons papeis.  Entretanto, a Cassandra Cain será um incomodo para os fãs. Apesar do distanciamento enorme do material-base, Ella Jay Basco é uma revelação.

No does it better

Aves de Rapina poderia ser mais longo, pois a conclusão é apressada. Todavia, é uma explosão de criatividade e tudo o que você espera em um filme da Arlequina. É cartunesco, absurdo, divertido e enérgico.

 

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Editora NewPOP inicia pré-venda de “Fireworks: Luzes no Céu”

Anunciado no Ressaca Friends de 2018, a Light Novel em volume único “Fireworks: Luzes no Céu” acaba de entrar em Pré-venda na Amazon. A obra, de 2017, é baseada no filme de animação de mesmo nome, que por sua vez, é baseado numa série de TV japonesa dos anos 70.

A Editora NewPOP, que é conhecida por ser a maior fonte de Light Novels no país, traz mais um título para seu extenso catálogo de livros, e você pode conferir mais detalhes sobre a obra logo abaixo:

 

Nome: Fireworks: Luzes no Céu
Sinopse: Um fogo de artifício tem uma forma diferente dependendo do ângulo de que é visto? Norimichi vive numa cidade litorânea pacata do interior. No dia de um grande show de fogos de artifício, ele concorda em ir até o farol da cidade com seus amigos para ver os fogos “de lado”. Naquela noite, entretanto, Norimichi recebe um convite inusitado para fugir com Nazuna, a garota de sua classe de quem ele gosta. Os planos da dupla falham quando a mãe dela aparece e a leva embora. Com o coração apertado com a ideia de nunca mais ver Nazuna, Norimichi faz um pedido: se, pelo menos, ele pudesse tentar mais uma vez… Uma história extraordinária do amor de dois jovens que repetem o mesmo dia, na esperança de ficarem juntos.
Autor: Iwai Shunji
Ilustrações: Hitoshi One
Volumes: Concluído em volume único
Formato: 15 x 11 x 2 cm, 288 páginas
Preço: R$ 26,90
Previsão de lançamento: 24/02/2020

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Lembrando que também haverá a publicação da versão em mangá da obra, mas ainda não há previsão para o seu lançamento.

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A Redenção de Adam Sandler em Jóias Brutas

Antes de começar essa crítica, precisamos falar sobre Adam Sandler.

Conhecido por suas comédias pastelonas e de fórmulas repetidas, a carreira de Sandler se tornou marcada por elas. Entretanto mesmo diante de diversos filmes criticados negativamente, como Jack & Jill (Cada Um Tem a Gêmea Que Merece), That’s my boy (Este é o Meu Garoto), Gente Grande e suas últimas comédias feitas para a Netflix, vale lembrar que o ator também é responsável por diversos filmes bons – sejam eles de comédia, como seus longas clássicos, ou de drama. Em seu último drama feito para a Netflix, The Meyerowitz Stories (Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe), Adam Sandler provou que não é um mal ator, apenas que faz péssimas escolhas a respeito dos filmes que irá fazer e que, consequentemente, faz com que ele caia sempre na mesma comédia sem graça e com fórmula datada.

Entretanto, em Jóias Brutas, observamos a redenção de Adam Sandler e a prova de que ele é sim um bom ator – sendo, inclusive, uma injustiça o ator não ter sido indicado ao Oscar.

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A trama de Uncut Gems gira em torno de Howard Ratner (interpretado por Adam Sandler), um joalheiro extremamente malandro e enrolado que gera mais problemas ao tentar resolver os pendentes através de desvios de dinheiro, apostas em esportes e outros esquemas ‘ilegais’. Todo o longa gira em torno disso em um sistema de ação-consequência, ou seja, a cada atitude que Ratner toma no decorrer do filme, logo em seguida chega sua consequência até o momento do plot final.

A direção e a narrativa dos Irmãos Safdie é semelhante ao que foi visto em Good Times (Bom Comportamento, com Robert Pattinson): os diretores utilizam para sua construção os sons de uma Nova York extremamente barulhenta, figurantes conversando alto ao fundo de uma cena e cortes brutos para criar um ritmo agitado e uma imersão do telespectador ao longa. Junto com toda a situação do ambiente, a fotografia com destaque ao urbano e ao neon e a trilha sonora trazem uma experiência sensorial que já é a marca registrada dos diretores.

Todos esses fatores, em conjunto, tornam a narrativa dos Irmãos Safdie extremamente frenética e única. Entretanto, em alguns momentos isto se torna um problema pois fica difícil de acompanhar tanta informação.

A atuação de Adam Sandler é memorável, e talvez esta aqui seja a melhor da sua carreira. O ator sustenta o filme inteiro através de sua interpretação, se não fosse por ela, a trama não teria o peso que tem e possivelmente o longa não apresentaria a qualidade que possui. Por mais que todos os outros detalhes técnicos citados acima chamem a atenção, é a sua atuação que conduz o longa.

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Apresentando uma narrativa acelerada e conturbada feita pela direção única dos Irmãos Safdie em conjunto com a atuação de Sandler tornam o filme algo único e bem feito, podendo ser definido como uma sinfonia: Uncut Gems é uma composição frenética e bruta orquestrada pelos Safdie e conduzida por Adam Sandler.

Por fim, foi lançado recentemente um curta intitulado Goldman v Silverman, onde vemos novamente a parceria entre os diretores e o ator. Vale a pena conferir após o longa.

Nota: 4/5

 

Howard Ratner (Adam Sandler) é o dono de uma loja de joias, que está repleto de dívidas. Sua grande chance em quitar a situação é através da venda de uma pedra não lapidada enviada diretamente da Etiópia, cheia de minerais preciosos. Inicialmente Howard a oferece ao astro da NBA Kevin Garnett, um de seus clientes assíduos, mas depois resolve que conseguirá faturar mais caso ela vá a leilão. Para tanto, precisa driblar seus cobradores e a própria confusão que cria a partir de suas constantes mudanças.

Jóias Brutas (Uncut Gems) está disponível na Netflix a partir de hoje, dia 31 de Janeiro.

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Bad Boys Para Sempre é a perfeita sintonia entre passado e presente

Quando mencionamos Bad Boys, logo temos memórias de filmes icônicos e que até hoje marcam a história da cultura pop, e continua sendo uma das comédias mais lembradas. Quando anunciaram o terceiro filme da franquia, Bad Boys Para Sempre, muitas pessoas ficaram com o pé atrás com a ideia, e com medo do longa não estar ao nível de seus antecessores. Bem, medo não é necessário, pois esse deve ser o melhor filme dos parceiros Mike e Marcus.

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Anos após os eventos de ‘Bad Boys 2‘, os dois amigos e companheiros de trabalho, interpretados por Will Smith e Martin Lawrence, estão entrando para a seus 50 anos. Enquanto Mike decide continuar trabalho, Marcus quer se aposentar, e assim o longa segue e mostra que as coisas já não são a mesma coisa que antigamente. Somos apresentados a uma nova linha de agentes especiais, intitulado AMMO, que é composto por atores e atrizes de filmes/seriados teen; Vanessa Hugdens (High School Musical), Charles Melton (Riverdale), Alexander Ludwig (Jogos Vorazes) compõe uma linha nova de personagens mais jovens, que renovam o humor e a ação do filme, e que é um ponto extremamente positivo.

Também temos uma nova ameaça, que explora o passado de Mike e que realmente deixa o espectador totalmente vidrando em desvendar o motivo dessa nova ameaça. Outro ponto muito bem executado vai para às cenas de ação, que não desapontam. E vale lembrar, nós temos vários easter-eggs e fan-services no filme, que dão um gostinho a mais quando se assiste.

Seu roteiro e direção funcionam, e conseguem dialogar bem entre drama, comédia, ação em um timing certo. O ponto mais positivo do filme, é que seu humor não é datado, não é algo que parece ter ficado parado no tempo, ele se inova e mesmo assim deixa a sensação dos antecessores. Enquanto ele se aventura em coisas novas, não deixa de ser um filme dos Bad Boys, é perceptível em vários pontos que a sensação de ver um longa dos anos 90; algo muito difícil de se conquistar, já que várias franquias pecam nesse quesito.

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Um aspecto importante que o longa apresenta, é a sua fotografia que sempre remete aos dos seus antecessores, dando ainda mais o aspecto de ver um filme ‘noventista‘. A trilha sonora também se encaixa perfeitamente e empolga o espectador, dando uma ótima imersão e clima para as cenas, falando da parte técnica, o filme tem realmente um trabalho muito bem feito e que merece ser elogiado.

Os efeitos especiais do filme são quase imperceptíveis, com a direção de Bilall Fallah e Adil El Arbi, às cenas conseguem trazer movimentos, efeitos práticos e anglos que não necessitem tanto de CGI. 

Talvez, a única coisa que o filme realmente tenha de problema, seja o final, que fica maçante e meio lento. Mesmo assim, não estraga a experiência e toda a diversão que foi criada durante todo o tempo.

Bad Boys Para Sempre é um caso em um milhão, sem se perder no tempo, e sabendo dialogar com o passado e o presente, cria uma atmosfera única. Seja seu humor encaixado certo como uma peça importante em um quebra-cabeças, ou a forma em que o roteiro sabe em qual momento precisamos focar e deixar mais sério, o filme pode se consolidar como o melhor da trilogia. Uma aula para outras franquias que decidem reviver seus filmes e ficam no passado, e não sabem inovar. E com toda certeza, esperamos que possamos ver a dupla mais vezes, para sempre.

Nota: 4/5

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Entre Facas e Segredos: Muito além de um mistério

Em determinado momento de Entre Facas e Segredos, o detetive Benoit Blanc pondera sobre o buraco de uma rosquinha. Apesar de absurdo ou ridículo, é uma das inúmeras provas do amor de Rian Johnson pelos complexos mistérios de assassinato. Além do arquétipo do investigador mirabolante, o novo filme de Johnson homenageia o gênero em si. Assim como no controverso Os Últimos Jedi, o diretor busca pela revolução da estrutura narrativa, mas com um imenso respeito ao clássico.

A premissa de Entre Facas e Segredos é essencialmente a mesma de outras histórias de mistério: Uma pessoa é encontrada morta (Um escritor bem sucedido chamado Harlan Thrombey), a indicação de homicídio e os suspeitos são selecionados (A família). Sob a superfície, é mais um whodunnit, pois há um senso de familiaridade com diversos elementos. Entretanto, não demora muito para a subversão de expectativas proposta, novamente, por Johnson entrar em cena.

O roteiro, também do cineasta, é repleto de foreshadowings, ou seja, um truque narrativo com prenúncios. A história é desviada da premissa de uma maneira simples, instigante e surpreendente. Cada diálogo é extremamente importante para a resolução não apenas do caso, mas dos próprios personagens. É assim como uma história precisa funcionar, nada dito é simplesmente em vão. Há um ótimo equilíbrio entre exposição e narrativa visual. Além disso, a direção dele também é um trabalho ímpar, seja pelo excelente uso de close-ups nos atores, ou nas rimas visuais, muitas delas são indícios dos eventos futuros da película.

Tanto quanto a coordenação dos atributos em cenas, a direção de fotografia de Steve Yedlin é muito importante para o funcionamento das pistas. A trilha sonora composta por Nathan Johnson é contribuinte essencial para o suspense. O design de produção de David Crank parece um tabuleiro do jogo Detetive transportado para a vida. Além do mais, Entre as Facas e Segredos é um pouco metalinguístico e irônico, pois o assassinado é um escritor de mistérios, assim como Agatha Christie e Arthur Conan Doyle. Como já dito, Blanc é a mistura de Poirot e Holmes, Daniel Craig é cativante e possui um grande domínio de cena.

Entretanto, a verdadeira protagonista (sem spoilers) é a enfermeira Marta Cabrera. Ana de Armas é uma excelente tradutora da bondade, da verdade e da empatia carregada pela personagem. É óbvio e nada sútil o posicionamento de Johnson em relação aos imigrantes, mas o comentário sociopolítico funciona perfeitamente.

Porque a família Thrombey é representante dos piores aspectos do ser humano. Além da xenofobia bem exposta, é denunciada a linha tênue traçada por algumas pessoas entre solidariedade e interesse. O cinema no último ano trouxe a luta de classes à tona com Coringa e Parasita, mesmo que não intensamente como os dois citados, isso também é abordado no filme. Pois há uma preocupação em trazer contemporaneidade e é extremamente bem vinda.

Entre Facas Segredos é um whodunnit para a atualidade. Talvez, conforme dito pelo diretor, não seja atemporal, mas só o tempo dirá. Por enquanto, é a prova de que Johnson é um excelente contador de histórias e essa aqui, é sobre o desenrolar involuntário dos fatos e como a verdade é acentuada pela bondade e a maldade intrínseca à natureza humana.