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Saiba como Thor se tornou [SPOILER] em sua nova fase nos quadrinhos

Contém spoilers de Thor #1 (2020).

Em fevereiro de 2006 chegava às lojas norte-americanas um curioso “What If” (O que aconteceria se… em português) protagonizado por Thor, o Deus do Trovão. Com roteiro de Robert Kirkman (sim, o criador de The Walking Dead) e arte de Michael Avon Oeming, What If: Thor apresentou aos leitores uma história fechada em pouco mais de 20 páginas onde o Filho de Odin tornou-se… Arauto de Galactus.

O que aconteceria se Thor fosse o Arauto de Galactus?

A premissa é simples. A fome do Devorador de Mundos atingiu Asgard. Lady Sif, Volstagg, Hogun, Fandral, Valquíria e todos os bravos guerreiros do Reino dos Deuses iniciaram suas batalhas contra o gigante e seu arauto, uma mulher criada para esta aventura (e que nunca foi nomeada).

A destruição resulta na morte de Sif e Thor, possuído pela ira, vingou-se derrotando a assassina. Asgard está em frangalhos e seus guerreiros não aguentam mais, então Galactus propõe para Thor que ele se torne seu novo arauto em troca da salvação de seu reino.

Thor é transformado em Arauto.

A trama descrita acima resume os acontecimentos iniciais da história criada por Kirkman e Oeming. Thor, ao tornar-se arauto de Galactus, deve lidar com a já conhecida sina de “condenar mundos habitados ou não” para que o Devorador sacie sua fome, sob o perigo de, caso falhe, Asgard seja condenada.

A ideia (por mais maluca que pareça) rende uma boa aventura, com reviravoltas a respeito de Loki e o destino de Asgard, soando muitas vezes como uma aventura padrão do Deus do Trovão. E cerca de 13 anos depois, o exercício de imaginação tornou-se realidade… Nas mãos do roteirista Donny Cates.

O Thor de Donny Cates.

Thor #1, lançada nos EUA no dia 01 de janeiro de 2020, marcou a estreia de Cates como roteirista do deus nórdico, acompanhado do ótimo artista Nic Klein. Cates assume as rédeas deixadas por Jason Aaron após um longo run de quase sete anos onde o personagem foi revolucionado algumas vezes, de indigno a Rei de Asgard passando obviamente por um meio onde a Poderosa Thor foi criada.

Cates estabelece Thor como rei e aos poucos demonstra o status dos coadjuvantes de seu núcleo de personagens. Até que o inesperado acontece: um Galactus moribundo desaba em Asgard durante um pronunciamento do Rei, e Cates traz os personagens cósmicos em que trabalhou ao longo dos últimos anos para esta aventura, como o Motoqueiro Fantasma Cósmico e o Surfista Prateado Sombrio, e recupera outros como Nova (Frankie Raye) e Raio Alfa.

O Rei Thor confronta seu irmão Loki.

Não é a primeira vez que Galactus é usado nas histórias modernas de Thor. Durante o run de Jason Aaron, Galactus desempenhou um forte papel como antagonista do Rei Thor no futuro apocalíptico, unindo-se à Necroespada até finalmente ser morto por Ego, o Planeta Vivo. Donny Cates dá a entender que Galactus viu o momento de sua morte e este está associado ao Thor. Por conta disso, condena que ele e o Deus do Trovão devam enfrentar o vindouro Inverno Sombrio juntos. Este evento é previsto pelo Surfista durante a reunião após a queda de Galactus.

A edição termina com um gancho matador onde Galactus transforma Thor em seu arauto, apelidado de Aurato do Trovão. Esta fase do Thor parece ser a junção de tudo que Cates estabeleceu previamente em outros títulos,  de Thanos ao Motoqueiro Cósmico passando por sua minissérie do Surfista, realizando agora seu sonho de escrever um de seus personagens favoritos. Cates recupera os membros perdidos do herói (um braço e um olho) ao se utilizar desta tunada em seus poderes – e responsabilidades.

A capa de Thor #2 traz o herói sendo controlado por Galactus.

A segunda edição de Thor chegará às lojas americanas em fevereiro. Clique aqui para acessar o site da Marvel Comics. No Brasil, a Guerra dos Reinos de Jason Aaron está para começar, e paralelamente a editora Panini vem publicando encadernados de capa dura com toda a fase de Aaron no personagem, além da série Loki: Agente de Asgard e do título Asgardianos da Galáxia.

Thanos, Motoqueiro Fantasma Cósmico e A Morte dos Inumanos de Donny Cates foram publicados por aqui em formato encadernado, e seu Surfista Prateado permanece inédito, bem como sua fase dos Guardiões da Galáxia. Além das aventuras cósmicas, a elogiada passagem de Cates no Venom possui uma revista mensal, e seu Doutor Estranho também foi publicado em encadernados.

Clique aqui para acessar a Loja Panini e completar sua coleção!

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The Witcher apresenta potencial para se tornar uma grandiosa produção original da Netflix

Toss a coin to your Witcher o’ Valley of Plenty.

Por volta da década de 80, Andrzej Sapkowski escreveu um conto sobre o bruxo Geralt de Rívia para participar de um concurso da revista polonesa FantastykaO conto ganhou o terceiro lugar no concurso e Sapokowski continuou escrevendo mais histórias a respeito do personagem e de seu imenso universo – sendo todas elas, inicialmente, publicadas na revista. A partir de 1990 o escritor reuniu todos os seus contos em dois livros intitulados O Último Desejo e A Espada do Destino. Após o segundo livro, o autor decidiu escrever os volumes seguintes em formato de romance, sendo ao todo oito livros publicados até os dias atuais.

Baseado nos contos, a CD Projekt desenvolveu três jogos sobre o bruxo, sendo o último o tão premiado The Witcher 3: Wild Hunt, considerado por muitos o melhor jogo da década. Agora, é a vez do bruxo ganhar uma nova versão live action de seus contos, dessa vez adaptada pela Netflix e estrelando Henry Cavill no papel do Lobo Branco.

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A trama da primeira temporada é uma adaptação de todos os contos presentes nos dois primeiros livros da saga, onde acompanhamos como Geralt de Rívia ganhou sua fama como Carniceiro de Blaviken, se tornando um bruxo conhecido e como Yennefer de Vangerberg se tornou uma poderosa feiticeira. Acompanhamos também o começo da história de Ciri e como o destino uniu os três personagens. A adaptação dos contos está excelente, mantendo a qualidade (e alguns erros) da obra original.

Entretanto, a adaptação sofre um único problema: a ordem cronológica dos episódios. Os três personagens principais – Geralt, Yennefer e Ciri – se encontram em linhas temporais diferentes para que, no fim, as linhas se encontrem e a história prossiga. Para quem não leu os dois primeiros livros é algo confuso de se notar inicialmente, tornando a experiência um tanto como confusa e massante. Dá para entender o que os diretores dos episódios quiseram fazer com isso, algo semelhante ao que foi visto em Dunkirk de Christopher Nolan, porém aqui não funciona direito e pode fazer com que algumas pessoas desistam da série pela metade.

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O elenco está sensacional. Henry Cavill como Geralt apresenta a mesma personalidade mostrada nos livros e nos jogos, com poucas palavras e poucas expressões. Como contraparte da falta de carisma do Bruxo, temos Jaskier (interpretado por Julian Alfred Pankratz)  que funciona como um alívio cômico bem aplicado, nos momentos certeiros e de forma bem carismática – sendo impossível não gostar do personagem ou das músicas que o mesmo canta (sério, é impossível tirar Toss a coin to your witcher da cabeça). Anya Chalotra consegue passar o poder de Yennefer através de sua atuação, se destacando dos demais. Freya Allan nos entrega uma ótima Ciri também. O elenco funciona bem em conjunto e se encaixam nas características dos personagens originais.

A fotografia da série está muito bem feita e as cenas de luta apresentam coreografias excelentes. Destaque para o plano sequência do primeiro episódio onde vemos Geralt lutando em Blaviken. O CGI da série está mediano em relação a alguns monstros, porém é justificável e não chega a ser nenhum incômodo durante o decorrer da série. A ambientação dos episódios e os figurinos utilizados estão de acordo com o que é apresentado nos livros e nos jogos, sendo excelentes.

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The Witcher foi uma enorme surpresa da Netflix para 2019, que apresentou uma série bem produzida e bem feita. A série tem potencial para se tornar a melhor produção original da companhia nos dias atuais, basta apenas que o problema cronológico não se repita nas futuras temporadas e que as mesmas apresentem a qualidade vista nesta – e, assim, chegará aos pés do que foi Game of Thrones para a HBO (esperamos que sem o final ruim). Vale a pena conferir The Witcher, mesmo que você não tenha tido contato com as outras mídias da franquia.

Nota: 4.5/5

Baseado no best-seller de fantasia, The Witcher é um conto épico sobre destino e família. Geralt de Rivia é um caçador de monstros solitário que luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas são mais perversas do que as criaturas que ele caça. Quando o destino leva Geralt a uma poderosa feiticeira, e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três devem aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.

A primeira temporada de The Witcher já está disponível na Netflix.

 

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Star Wars: A Ascensão Skywalker: Que a força esteja conosco

A conclusão é a parte mais importante de um texto. O porquê disso está ligado pelo fato de que é nesse parágrafo que as ideias do texto tomarão maior credibilidade e sustentação. Se um texto de 30 linhas necessita de atenções redobradas para conclui-lo, imagine uma franquia criada em 1977. São mais de 40 anos de história, que influencia diversas gerações pelos cinemas que passa, além de se manter como a maior saga de todos os tempos em termos de popularidade. Tendo isso em vista, Star Wars: A Ascensão Skywalker se autopromove ao desafio de encerrá-la, na presunção de relacionar oito filmes em um. Nesse sentido, o resultado é contraditório e bastante discutível.

Star Wars: O Despertar da Força (2015) iniciou o primeiro projeto da Lucasfilm sendo uma propriedade da Disney. Sua trama centrava-se na inserção de novos personagens e contextos, mas sempre lidando com a reintrodução de velhos conhecidos. A nostalgia aliada ao bom fôlego da aventura foi o que consagrou o filme entre fãs e crítica, e o responsável por isso foi o diretor/roteirista J.J. Abrams. Após desavenças criativas com Colin Trevorrow e uma recepção bastante instável de Star Wars: Os Últimos Jedi (2017), Abrams parecia a melhor opção. E, pelo seu histórico, sua volta ao universo foi aceita entre o público.

Contudo, a confiança no trabalho do diretor consegue ir se esvaindo ao longo do primeiro ato de A Ascensão Skywalker. Embora o filme, logo nos minutos iniciais, nos presenteie com cenas visualmente impressionantes e um até “retorno icônico” de Kylo Ren (Adam Driver), as explicações superficiais surgem rapidamente e transmitem a falta de criatividade que rodeia o roteiro da obra. Sendo assim, o roteiro escrito por Abrams e Chris Terrio demonstra o grande problema dessa trilogia: a falta de planejamento. Isto é, a quantidade excessiva de coincidências e acontecimentos convenientes, na tentativa de avançar uma narrativa que nunca teve o seu encerramento pensado anteriormente. Sem noção nenhuma de como a história irá prosseguir, o diretor se rende ao passado e tem a capacidade de retomar dúvidas já respondidas, além de estragar personagens que estavam resolvidos.

A trama gira em torno da busca por um artefato – até aqui sem novidades – que revelaria o local de uma possível nova Primeira Ordem, com uma artilharia capaz de destruir toda a República. Com isso, Rey, Finn e Poe se juntam na busca do objeto em uma aventura que guarda os melhores elementos que fizeram Star Wars ser o que é hoje. A relação entre os protagonistas, aliás, é o grande trunfo do filme, porque a química dos atores funciona, e estes entendem as aflições de seus respectivos papéis.

Rey, interpretada por Daisy Ridley, está mais madura como nunca. O seu arco está bem definido e é o mais explorado e revisitado, devido a sua importância para com a trama principal. A relação entre ela e Poe é inédita, já que nunca vimos os dois tanto tempo juntos em tela, e rende pela mistura entre a abordagem conflitante e amigável. Com os outros personagens, principalmente Finn e BB-8, sua dinâmica resume-se ao que já víamos antes. Em relação a própria Rey, a personagem continua agradando e demonstrando uma força notável, muito devido a ótima atuação de Ridley, que domina as emoções e conflitos na palma da mão. Olhar o início da jornada de Rey com o seu final – apesar de apresentar um erro tremendo – se assemelha a jornada de Luke Skywalker (Mark Hammil) em aceitar o seu passado e sua posição no universo, temas recorrentes nas trilogias.

Já Poe e Finn não têm nem um por cento da relevância de Rey na história. Oscar Isaac se esforça para entregar um bom papel e responde à altura. O episódio nove expande a história por trás do personagem, sendo uma das passagens que revela um pouco do seu passado, mas, ao final de tudo, as coisas apresentadas são subaproveitadas e completamente irrelevantes. Ainda, Finn (John Boyega) também é subaproveitado ao máximo, desde sua chegada em Jakku, e continua tendo a participação ofuscada por personagens mais interessantes. Provando a dificuldade de desenvolver os arcos, o roteiro não teve a mínima ideia de como encaixá-lo, deixando-o como um mero espectador das passagens relevantes. Não pode deixar de citar a participação de C-3PO, que brilha entre os outros andróides por, além de seu valor narrativo, ser o ponto cômico perfeito e irretocável.

Do lado negro da força, temos Kylo Ren em outro episódio do Casos de Família. Seu visual melhora com o uso do capacete – repare nas linhas que evidenciam sua reconstrução – que deixam o ator mais imponente e sua voz em um tom ameaçador. Mesmo que ele tire e põe a cada minuto, sua estética é o que conversa com o seu conflito de identidade. Mas… de novo? O Despertar da Força parecia ter sacramentado o destino e a escolha de Ren, entretanto, a narrativa retoma essa problemática e a resolve de maneira fútil e apelativa. Outro fator que marca a dificuldade de desenvolver emocionalmente as tramas propostas neste novo episódio.

Apesar do pouco aproveitamento dos protagonistas, a presença da Princesa Leia é inegável e fortíssima. A morte da atriz Carrie Fischer parece ter sido determinante para o desfecho, isso porque Abrams afirmou que Leia seria fundamental, respeitando a sequência Han Solo (Harrison Ford), Luke e Leia. O uso das cenas gravadas antes do falecimento fica óbvio, mas guarda um respeito e reverência admiráveis. A princesa tem um papel importante, só que sua presença é mais sentida no espírito dos personagens do que fisicamente. Dito isso, as cenas que a envolvem são, facilmente, as que tocam o coração do público.

E coração é o que A Ascensão Skywalker acerta em cheio. Os erros estão ali, e não são poucos ou esquecíveis, contudo, o filme tem as melhores das intenções. Está na busca constante pelo apreço dos fãs novos e velhos, resgatando referências e pequenos detalhes que enriquecem nostalgicamente. Apesar de escolhas duvidáveis, há construções visuais e sensoriais impressionantes, desde a constituição das vibrações do uso da força, até as trilhas – desta vez tímidas – de John Williams. A formação da dualidade entre o bem e o mal está empregada através das cores e sombras, que ressaltam as interações de Kylo Ren e Rey. Existem algumas participações especiais como a de Lando Calrissian, que não se compara a de Han Solo no episódio sete, mas empolga com a atuação carismática de Billy Dee Williams. Além disso, ocorrem momentos que buscam rimar com as trilogias antigas – tentando trazer conexões entre toda a saga e estabelecer pequenas semelhanças cinematográficas.

Afinal, depois dos famosos créditos fica a pergunta do porquê Star Wars: A Ascensão Skywalker, um filme tão respeitoso e apaixonado, ser contraditório, desde as escolhas temáticas até o fechamento dos arcos. Dito anteriormente, está evidente a falta de planejamento que permeou a idealização desta trilogia. Enquanto J.J. abre espaço para uma aventura de três filmes baseando-se – excessivamente – nas estruturas clássicas, Rian Johnson se permitiu construir uma obra original e um tanto quanto pessoal, saindo do padrão narrativo que a audiência de Star Wars está acostumada. O embate entre duas visões, uma mais conservadora artisticamente, e outra buscando algo único e particular, resultou em um terceiro filme que tem dificuldades de concluir perspectivas tão distintas. Sendo assim, o resultado talvez tenha sido influenciado por esses contrastes autorais.

Com erros e acertos, Star Wars: A Ascensão Skywalker apresenta verdadeiramente a dualidade entre os lados da força. Fora e dentro das telas. Apesar do final não ser o ideal, e faltou uma margem considerável para alcançá-lo, suas intenções em finalizar a série de maneira reverente devem ser reconhecidas, e acabam levando a ótimas sequências de ação e homenagem.  Aprender a ver cinema passa por esse processo de frustração às vezes, e Star Wars, mesmo com seus erros e tropeços, nos deixa uma lição: a força está conosco… sempre.

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Fine Line: o álbum que mostra como Harry Styles se consagra como um artista solo

Desde seu início de carreira no One Direction, Harry Styles já apontava ser um dos membros que mais chamaria a atenção em seu futuro. E realmente, com seu primeiro álbum solo, Styles já buscava sua própria identidade visual na música, explorando vários ritmos, estilos musicais e diferentes abordagens em cada faixa. Agora, em seu segundo álbum, Fine Line, Harry consegue com maestria juntar seu conceito e misturar com vários estilos diferentes.

Nós começamos o disco com a faixa ‘Golden’, e acho que não teria forma melhor de começar; aqui vemos as primeiras formas do estilo criado pelo cantor britânico. Já é possível ver a inspiração do músico nas trilhas dos anos 70, e como ele consegue misturar um pop-rock que gruda. Vale lembrar que também já começamos a ver como Harry tem uma habilidade incrível na parte lírica.

Tastes like strawberries on a summer evening ,and it sounds just like a song“, ‘Watermelon Sugar’, uma faixa mais voltada para o pop e para o comercial. Tem uma musicalidade bem doce e que cativa facilmente a atenção do ouvinte. Também mostra como o Styles sabe variar de forma boa e sem perder seu foco de música em música.

Adore You‘ é provavelmente a faixa mais romântica do álbum, e que mais chamou a atenção do público. Voltada para o pop, sua lírica é marcante e provavelmente a que ficará na mente de todos por um bom tempo. Em seguida, temos ‘Lights Up‘, que também é uma das mais populares e que mostram muito como o cantor está mais maduro, e que agora só quer olhar para o seu futuro.

Quase como uma transição, somos apresentados a faixa ‘Cherry‘, a primeira faixa melancólica e sensível do disco, que é inspirada pelo término do namoro de Harry com a sua ex-namorada, Camille Rowe. “Não o chame de amor. Não estamos nos falando ultimamente. Não o chame pelo que você costumava me chamar“. O violão, as distorções e também a voz da modelo trazem um sentimento delicado e doce para a música.

Enquanto tentamos nos recuperar de Cherry, o som de ‘Falling‘ começa e quebra nosso coração em segundos. Com uma forte presença de um piano e guitarras ao fundo, o vocal de Styles traz mais  dor à parte lírica da música. “O que eu sou agora? O que eu sou agora? E se eu for uma pessoa que não quero por perto? Estou desabando de novo, desabando de novo, desabando“. Com toda certeza, uma das mais bonitas e dolorosas do álbum. Vale ressaltar que nessa, o cantor consegue abandonar de certa forma o pop que seguia nas faixas anteriores, e atingiu uma musicalidade que lembra mais uma faixa do Snow Patrol.

Com um dedilhado doce e mais alegre, ‘To Be So Lonely‘, traz uma das faixas mais amáveis do disco. Lembrando muito o estilo musical do Sufjan Stevens, vemos uma junção de algo parecido com um folk-pop. Sendo praticamente uma continuação de Falling e Cherry, o cantor fala sobre a superação, ou quase, do término. Em partes da música como “Não me culpe por me apaixonar, eu era só um garotinho. Não culpe a ligação embriagada, Não estava pronto para tudo isso.” e “Não me chame de “amor” novamente. Você tem seus motivos,  sei que você está tentando que sejamos amigos, sei que está sendo sincera. Não me chame de “amor” novamente, é difícil para eu ir para casa, ficar tão solitário.” remetem as faixas anteriores.

Sedutora e sensual, ‘She‘ é uma das faixas que mais se destacam no álbum. Com uma musicalidade extraordinária com várias guitarras, distorção, traz uma sensação nostálgica de um Blues-rock dos anos 70. “Ela (Ela) , ela vive sonhando acordada comigo (Ela). Ela é a primeira que eu vejo, e eu não sei o porquê.“, a letra conta sobre um novo relacionamento de Harry. Em seguida, temos provavelmente a faixa que mais passa despercebido, ‘Sunflower, Vol. 6‘, traz muito da inspiração do cantor no Prince, com vários efeitos, guitarras e sintetizadores.

Canyon Moon segue a linha de musicas bem humoradas e de alto astral. Com uma musicalidade que lembra muito The Beach Boys, e até Fleetwood Mac. Com toda certeza, é impossível não ficar feliz escutando essa faixa. Nela, Styles conta sobre a saudade e em formas bem poéticas, com uma lírica digna dos anos 60/70.

Treat People With Kindness e Fine Line são casos tão opostos, porém, tão unidos e únicos. Poderia dizer que as duas faixas mostram bem o que o Harry quis criar para sua identidade musical, ela mostra que ele sabe conduzir virtuosamente entre a felicidade e a melancolia em suas faixas. Se for para fazer seus fãs chorarem ou dançarem, ele consegue fazer bem os dois casos. Talvez não sejam as musicas mais icônicas ou as melhores do disco, mas com toda certeza, são as mais importantes.

Fine Line é uma balada, é uma melancolia, é um adeus à alguém que Harry era; é um amadurecimento, uma superação, um grande passo. Com toda certeza, esse é o tipo de álbum que até para quem não gosta de pop, será memorável.

É notável que Harry se encontrou nesse álbum, que sabe o que ele faz de melhor e como fazer para progredir. É extremamente dificil ter que unir gêneros, conceitos e aprender a lidar e melhorar o seu estilo. Parece que ele não tem dificuldade alguma para fazer isso. Cada faixa tem seu toque, seu estilo e fica na cabeça durante dias. Também é merecido citar como a utilização de inspirações do cantor ajudaram esse álbum e seu estilo, você percebe a grande influencia de David Bowie, Prince, Fleetwood Mac, e vários outros. Por mais que algumas fiquem mais apagadas, isso não interfere na qualidade delas, e na importância. É com tranquilidade que se pode dizer que esse disco é um dos melhores do ano, por ser tão diversificado, bem produzido, criativo e marcante. O que mais intriga é a forma que a carreira do Styles seguirá, pois esse álbum abriu um leque de possibilidades infinitas para um artista que com certeza marcará a história do pop.

Nota: 5/5

 

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O Auge da Fórmula Bay em Esquadrão 6

Desde sempre Michael Bay faz seus filmes com os mesmos elementos, que envolvem explosões, uma fotografia colorida e super saturada, reflexos aleatórios na câmera, explosões sem sentido, câmera lenta, mais explosões e cenas de ação com a técnica que destruiu a beleza dos filme do gênero: a câmera trêmula. Em alguns casos, como na trilogia Transformers (digo trilogia pois os dois últimos não merecem existir) até chegam a funcionar, mas em outros… nem tanto. O grande problema é que a Fórmula Bay se tornou enjoativa por estar presente em todos os seus filmes e na real nunca foi algo bom, mas dava pra entreter – em Esquadrão 6, nem pro entretenimento serve.

Durante todo o longa, o diretor abusou da fórmula de uma forma que pode ser considerada escrachada e até mesmo cômica, como se tivesse satirizando o seu próprio jeito de dirigir um filme. Logo nos primeiros 10 minutos do longa, somos apresentados a uma perseguição de carro com todos os fatores citados acima de uma forma extremamente exagerada – como ocorre em todo o resto do filme, mas esses minutos iniciais nos preparam para o que está por vir (isso é, se você conseguir assistir até o final).

Pois bem, o que vemos aqui é o auge da Fórmula Bay.

A trama gira em torno do personagem de Ryan Reynolds, um bilionário que decide reunir um grupo de pessoas para derrubar forças ditatoriais ao redor do globo. Para isso, cada membro simula sua própria morte para fazer parte dessa missão. A proposta é até interessante porém se perde em um roteiro preguiçoso, uma direção porca e uma edição horrível repleta de cortes desnecessários onde até a trilha sonora sofre nisso. Sim, exatamente. Vamos por partes:

O roteiro é bem raso, ignora diversos aspectos importantes para a trama e se perde em meio a tanta cena de ação mal dirigida com os elementos no qual Bay é apaixonado desde sempre e em meio a frases clichês e sem nexo ditas pelos personagens a todo o momento (isso quando tem um dialógo, pois a maior parte do tempo são apenas explosões). As cenas de ação seriam melhores se não fizessem o uso da câmera tremida a todo o momento e a direção está uma preguiça, parece que Bay fez o filme apenas para ele ter prazer assistindo.

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A edição do filme é péssima, o longa é dividido entre flashbacks e momentos atuais onde o corte não colabora para você distinguir qual é qual. Além disso, o roteiro e a direção falham em desenvolver os personagens durante esse tempo. Em conjunto com a edição, apenas mostram cenas jogadas no ar para você saber a história e a motivação de cada um – como a edição é horrível, você continua sem saber. A trilha sonora sofre com a edição pelo fato de que a música começa e acaba em questão de segundos, junto com a cena. Inclusive, a trilha é marcada por rocks jogados aleatoriamente para fazer com que a ação pareça mais radical (como se a quantidade de sangue e explosões não fossem o suficiente para provar isso).

A fotografia é super colorida e saturada, característico de Bay. Realmente não tem muito o que falar sobre, chega a machucar os olhos de tanto reflexo branco forçado na câmera. Uma curiosidade é que o diretor reaproveitou algumas imagens de Transformers: A Era da Extinção durante o filme para mostrar takes das cidades, talvez ele tenha reaproveitado de outros filmes também, mas é, comprovando que esse é um filme preguiçoso feito para agradar somente o diretor. O elenco é mal aproveitado e nem Ryan Reynolds consegue se safar dessa, aqui ele interpreta ele mesmo mas seu carisma não salva o filme do fundo do poço. A atuação do resto é medíocre.

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Para ser sincero, não tem muito o que falar do filme. Ele é fruto das fantasias mais delirantes de Michael Bay e a culpa dele ser a bomba que é, é exclusivamente do diretor. Como eu disse acima, Esquadrão 6 é bombástico e nem Ryan Reynolds com todo o seu carisma consegue salvar esse filme do total fracasso. Opinião pessoal, eu só consegui terminar o filme pois precisava escrever essa crítica, se dependesse de mim eu largava na primeira meia hora. Mas se você é fã do diretor (o que eu acho difícil), boa sorte e bom filme!

Nota: 0/5

Liderados por um homem enigmático (Ryan Reynolds), seis bilionários forjam as suas próprias mortes e criam um grupo de elite para combater o crime e mudar o mundo, mesmo sem terem chances de ser identificados.

Esquadrão 6 já está disponível na Netflix.

 

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Clássicos de terror para assistir em homenagem a Sexta-Feira 13

A Sexta-Feira 13 sempre gerou para a humanidade um grande sentimento de superstição e seu significado possui várias origens. Uma das práticas nesta sexta-feira é justamente realizar uma maratona de filmes de terror, não importando a época ou a temática. Essa cultura permanece até hoje e aqui estou para fazer uma singela lista com os principais clássicos do gênero sem seguir uma ordem de preferência. Vamos lá?

Sexta-Feira 13 (1980)

Sinopse: Em 1958, um casal de adolescentes foge de um acampamento para passar uma noite romântica juntos, mas os dois são perseguidos por um assassino e mortos a facadas. Em 1979, os dirigentes do acampamento Crystal Lake decidem reabrir o local, apesar do trauma que ainda marca a cidade. Quando novos monitores são contratados, eles começam a desaparecer mais uma vez, assassinados brutalmente, um por um.

Jason Voorhees é um dos serial-killers mais conhecidos na história cinematográfica e foi protagonista de uma franquia antiga composta por 9 filmes. Além disso, ganhou três filmes neste século.

Chucky, o Brinquedo Assassino (1988)

Sinopse: Um serial killer é morto em um tiroteio com a polícia, mas antes de morrer utiliza seus conhecimentos de vodu e transfere sua alma para um boneco. Um menino ganha exatamente este brinquedo como presente da sua mãe. O menino tenta alertar que o boneco está vivo, mas sua mãe e um detetive da polícia só acreditam nele após o brinquedo ter feito várias vítimas. Mas o boneco está realmente interessado é no garoto, pois só no corpo dele poderá continuar vivo, e isto coloca a criança em grande perigo.

Este boneco demoníaco foi responsável por traumatizar algumas crianças (eu, inclusive) durante sua fase nos anos 90 e receber qualquer brinquedo similar a Chucky já causava arrepios ininterruptos.
Halloween – A Noite do Terror (1978)

Sinopse: Michael Myers (Tony Moran) é um psicopata que vive em uma instituição há 15 anos, desde quando matou sua própria irmã. Porém, ele consegue fugir de seu cativeiro e retorna à sua cidade natal para continuar seus crimes na localidade que, aterrorizada, ainda se lembra dele.

Com sua inesquecível música-tema, Myers também carimbou uma franquia longa em seu passado e mais recentemente, ganhou uma trilogia com o retorno da maravilhosa Jamie Lee Curtis reprisando o papel de Laurie Strode.
A Hora do Pesadelo (1984)

Sinopse: Um grupo de adolescentes tem pesadelos horríveis, onde são atacados por um homem deformado com garras de aço. Ele apenas aparece durante o sono e, para escapar, é preciso acordar. Os crimes vão ocorrendo seguidamente, até que se descobre que o ser misterioso é na verdade Freddy Krueger (Robert Englund), um homem que molestou crianças na rua Elm e que foi queimado vivo pela vizinhança. Agora Krueger pode retornar para se vingar daqueles que o mataram, através do sono.

Com a direção do icônico Wes Craven, um novo conceito de serial-killer foi criado a partir de sonhos transformados em pesadelos e o grande jogo era saber diferenciar ambos antes que seja tarde demais. A Hora do Pesadelo, assim como os demais, teve vida longa e em 2010 ganhou uma refilmagem que realizou uma homenagem à franquia.
O Massacre da Serra Elétrica (1974)
Sinopse: Em 1973, a polícia texana deu como encerrado o caso de um terrível massacre de 33 pessoas provocado por um homem que usava uma máscara feita de pele humana. Nos anos que se seguiram os policiais foram acusados de fazer uma péssima investigação e de terem matado o cara errado. Só que dessa vez, o único sobrevivente do massacre vai contar em detalhes o que realmente aconteceu na deserta estrada do Texas, quando ele e mais 4 amigos estavam indo visitar o seu avô.
Temos aqui mais um clássico cult e um dos filmes mais influentes do século XX. O Massacre contou com poucos longas antigamente e uma refilmagem em 2003. O mais recente lançado fez conexão com o de 1974. Já o de 2017 foi um prequel para este filme citado.
Pânico (1996)

Sinopse: Sidney Prescott (Neve Campbell) começa a desconfiar que a morte de dois estudantes está relacionada com o falecimento da sua mãe, há cerca de um ano. Enquanto isso, os jovens da pacata cidadezinha começam a receber ligações de um maníaco que faz perguntas sobre filmes de horror. Quem erra, morre. As perguntas seguem uma lógica que será desvendada numa grande festa escolar.

Wes Craven também foi responsável por criar um dos assassinos mais conhecidos na reta final dos anos 90 e este era conhecido como Ghostface. A trilogia foi capaz de criar as próprias regras para escapar deste sanguinário serial-killer e ainda permitia-se brincar com suas vítimas usando a clássica pergunta: Qual o seu filme de terror favorito? O quarto filme foi lançado em 2011 e tentou criar um clima completamente moderno para os assassinatos. Além disso, ganhou uma série pela MTV e um reboot pela VH1.
É claro que não poderia de fazer menções honrosas como Cemitério Maldito, O Exorcista, Poltergeist e A Morte do Demônio. A lista é pequena, pois se fosse considerar todos os clássicos do gênero, precisaria de mais uma matéria para compor o restante. Sendo assim, me despeço e aproveitem a recomendação.
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Star Wars Jedi: Fallen Order é uma excelente adição a franquia

Faltando apenas um mês para A Ascensão Skywalker, último episódio da nova trilogia de Star Wars, a Eletronic Arts lançou Star Wars Jedi: Fallen Order com o objetivo de nos preparar para o que está por vir. Ultimamente, a saga no mundo dos videogames não trazem boas notícias: como foram os casos dos últimos Battlefront ou o cancelamento do curioso Star Wars 1313. Porém, será que o novo título quebra esse paradigma?

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A trama de Star Wars Jedi: Fallen Order se passa entre A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança e nela controlamos Cal Kestis, um dos últimos jedi sobreviventes da Ordem 66. Na trama, acompanhamos o jedi se escondendo do Império anos após o ocorrido quando um evento faz com que ele se revele e entre na luta contra o Império com a missão de reerguer a Ordem Jedi. O jogo foi desenvolvido pela Respawn Enterteinment (mesma empresa responsável por Titanfall), e distribuido pela Eletronic Arts.

Diferente de The Force Unleashed, o combate do jogo não é em hack’n’slash. Sua gameplay é uma mistura interessante entre Dark Souls e The Witcher 3: Wild Hunt – o combate bebe da mesma fonte que o de The Witcher na questão de movimentação, entretanto sua composição é semelhante ao da série Souls onde o jogador precisa se esquivar dos ataques e bloquear sempre que possível.

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Não só no combate, a arquitetura do mapa é idêntica ao de Dark Souls onde você explora cada canto, descobre atalhos e encontra um lugar para meditar (este sendo semelhante a bonfire), recuperar hp e distribuir os pontos de habilidade. Porém, após fazer isso, seus inimigos renascem. Essa mistura gerou uma jogabilidade diferente, interessante e bem prazerosa de se passar o tempo. Além disso, durante a jogatina o personagem passa por diversos planetas diferentes onde sua exploração varia de terreno a terreno e você é obrigado a coletar informações sobre fauna, flora e combate se quiser sobreviver.

Outro ponto interessante da jogabilidade é a presença do drone BD-1, seu companheiro na jornada. Ele tem algumas utilidades como sobrecarregar paineis, hackear droides do Império, dentre outras e é possível encontrar melhorias para ele explorando o mapa e customizações diferentes.

O sistema de customização é outra adição que torna o jogo mais interessante, afinal, você pode customizar tudo: Cal Kestis, BD-1, sua nave e até mesmo o seu sabre de luz. Para quem é fã da franquia, é um prazer poder modificar todo o sabre de luz escolhendo cada um dos seus componentes – desde sua cor até o material do sabre.

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Caso você procure fazer 100% do jogo, explorando todos os planetas e coletando todos os artefatos do mapa e itens de customização, o jogo leva mais tempo para se acabar. Entretanto, focando apenas na trama e coletando o que dava pra coletar, o jogo levou em média 17 horas para o seu término – tempo considerável para um single player.

O jogo foi desenvolvido na Unreal Engine 4, logo os gráficos estão excelentes para um jogo da atual geração. Contudo, há inúmeros problemas durante a jogatina que ainda não foram corrigidos desde o seu lançamento. Conforme o jogo progredia, diversas vezes houve problemas na renderização do mapa e quedas absurdas de fps que causavam travamento do jogo por mais de um minuto, fora os famosos bugs de lançamento que sempre tem. O jogo foi rodado no Xbox One e, como já se passaram duas semanas de lançamento, alguns desses problemas já deveriam ter sido corrigidos.

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Já fazia um  tempo que a saga não ganhava um bom jogo e Star Wars: Jedi Fallen Order é o melhor jogo da franquia já lançado desde The Force Unleashed. Apresentando uma trama que se encaixa bem no cânone e uma jogabilidade criativa, o jogo consegue ainda ser um dos melhores que foram lançados em 2019. Jedi: Fallen Order entrega uma ótima trama e uma experiência única para o fã da saga. Agora, vamos torcer para que os futuros jogos da franquia se mantenham nesse nível.

  • Pontos Positivos: enredo, jogabilidade, customização e exploração.
  • Pontos Negativos: renderização, quedas de fps e bugs.
  • Veredito: ouro – recomendável.

Star Wars Jedi: Fallen Order já está disponível para Xbox One, Playstation 4 e PC.

 

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Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Seis animês com episódios natalinos para você assistir em dezembro

Voando como o trenó do Papai Noel, o ano passou rápido por nossos olhos, e já chegamos em seu último mês. Dezembro traz os já corriqueiros sentimentos: luzinhas espalhadas pela cidade; toucas vermelhas em todo lugar; aquele clima horrível no escritório, seja de caos total para bater as metas anuais ou de sedentarismo completo de quem já está em clima de férias; o ódio pelos parentes que colocam passas no arroz… Ah, o natal!

Com o clima natalino em mente, separamos esta lista de animês que possuem um (ou alguns) episódio(s) que se passam no natal, para que você passe esse final de ano do jeito certo: ocupado demais assistindo desenhos para ter tempo de brigar com seu tio sobre política.

TORADORA!

Comédia romântica de 2008, baseado na Light Novel de mesmo nome de 2006 (que é publicada no Brasil pela Editora NewPOP!), esse animê de 25 episódios é lembrado até hoje por seu marcante episódio natalino: o episódio 19. Muito além disso, Toradora! é um espécime exemplar do gênero, que mesmo tendo mais de 11 anos nas costas, envelheceu como um bom vinho. E nada melhor do que esse final de ano para encher a cara, não é mesmo?

Número de episódios: 25
Ano: 2008
Assista em: Crunchyroll
Sinopse:

Ryuji é um rapaz que vive sendo mal interpretado por causa do seu olhar ameaçador. Todos pensam que ele é um delinquente juvenil e que a qualquer momento vai atacar alguém. É primavera e em seu primeiro dia no segundo ano no ensino médio ele encontra uma pequena garota. Aliás, ela é tão baixinha que o apelido da Aisaka Taiga é “Tigre de Bolso”. Egoísta e explosiva, quando começa a se debater não há quem consiga pará-la, por isso ela é uma das presenças mais temidas na escola, junto do Ryuji. (Via: Crunchyroll)

GINTAMA

Quando pensei nesta postagem, imaginei séries que pudessem ser assistidas em alguns dias, para que os leitores conseguissem ver todas elas no mês de dezembro. Ladino vira para mim e diz: “Coloca Gintama na lista!” e eu fiquei “Meu amigo… Trezentos e sessenta e sete episódios, não dá pra assistir tudo em dezembro“. E ele me responde com um simples “Dá sim, se você não for um covarde“. Então, aqui estamos: uma das maiores e mais famosas comédias japonesas, tem dois episódios inteiros dedicados ao espírito do Papai Noel: episódios 200 e 201, que encerram a quarta temporada do show.

Número de episódios: 367
Ano: 2006
Assista em: Crunchyroll
Sinopse: 

Gintama é a história de um faz tudo chamado Gintoki, um samurai sem respeito com regras impostas pelos invasores e que está pronto para pegar qualquer trabalho para sobreviver. (Via: Crunchyroll)

SWORD ART ONLINE

Ok, ok, eu sei o que vocês estão pensando. Mas de qualquer forma… Baseado nas Light Novels de Reki Kawahara (com o primeiro arco, composto por dois volumes, publicado no Brasil pela Editora Panini), temos a história do espadachim solitário que celebra a noite santa através da força do ódio. Talvez não um dos mais felizes capítulos desta listagem, mas o episódio 3, da primeira temporada, certamente se passa no Natal. E você pode aproveitar essa deixa para tentar chegar nos episódios mais recentes, que estão um show de bola, hein?

Número de episódios: 82 (Em andamento)
Ano: 2012
Assista em: CrunchyrollNetflix
Sinopse:

Em um futuro próximo, foi lançado um Jogo de Realidade Virtual em Massa para Múltiplos Jogadores Online (VRMMORPG) chamado Sword Art Online, onde seus jogadores controlam seus personagens com o próprio corpo usando um dispositivo tecnológico chamado: NerveGear. Um dia, os jogadores descobrem que não podem sair do jogo, pois o criador do jogo os mantêm presos a menos que eles cheguem ao 100º andar da Torre e derrotem o Boss final. No entanto, se eles morrerem no jogo, morrerão também na vida real. A luta pela sobrevivência começa agora… (Via: Crunchyroll)

MY LOVE STORY!! (ORE MONOGATARI)

Voltando a um clima mais alegre, que é o que o natal realmente deveria ter, esta comédia romântica é um daqueles shows que restaura a sua fé na humanidade. De certa forma similar ao primeiro da lista, mas com seus charmes próprios e uma trama mais voltada para o “durante” do que para o “antes“, My Love Story!! é uma excelente pedida para assistir com a morena. E já que o assunto é o clima de dezembro, o episódio 17 traz um encontro especial de natal.

Número de episódios: 24
Ano: 2015
Assista em: Crunchyroll
Sinopse:

Takeo Goda é um cara gigante com um gigante coração. Mas nenhuma garota quer saber dele (quem elas querem mesmo é seu melhor amigo, o bonitão Sunakawa). Acostumado a ser deixado de lado, Takeo simplesmente aceita seu destino. Até que, um dia, quando ele salva uma garota chamada Yamato de um desses tarados num trem, sua vida (amorosa!) toma um rumo inacreditável! Takeo mal pode acreditar quando reencontra Yamato e se vê perdidamente apaixonado por ela… Mas será que ele vai ter alguma chance com o bonitão do Sunakawa por perto? (Via: Crunchyroll)

GABRIEL DROPOUT

Remanescente dos tempos de escola, o mês de dezembro está sempre associado às férias de verão. É o tempo de dormir até meio-dia, acordar e tomar um Toddynho enquanto tenta conectar a internet discada. E Gabriel DropOut é sobre uma garota que faz isso o ano inteiro. Curtinho, você pode aproveitar essa comédia em pouco tempo, e adentrar o clima natalino com o episódio 9.

Número de episódios: 12
Ano: 2017
Assista em: Crunchyroll
Sinopse:

A melhor anja do colégio das anjas veio para o mundo humano! Contudo, ela se acostumou tanto com a vida no mundo humano que agora leva uma vida desleixada, faltando direto nas aulas para se divertir com jogos online. Gabriel se esqueceu de seu objetivo original de deixar os humanos felizes e se tornou uma anja preguiçosa incorrigível. E por incrível que pareça, ela jura que continuará a aproveitar as várias formas de entretenimento do mundo humano. (Via: Crunchyroll)

DURO DE MATAR

Finalmente, o melhor fica para o final: o policial John McClane é um bom homem de família que só queria ter uma celebração de natal feliz. Infelizmente, um grupo de terroristas resolve estragar seus planos e a única forma que a personagem de Bruce Willis tem de salvar o natal é com muita, mas muita violência gratuita.

Número de episódios: 1 filme (132 minutos)
Ano: 1988
Assista em: Youtube (Compra/Locação)
Sinopse:

Durante as festividades de Natal, o policial nova-iorquino John McClane vai visitar a esposa Holly Gennero em Los Angeles. Lá chegando, dirige-se à festa de Natal da empresa onde ela trabalha, a Nakatomi Trading, no edifício da multinacional, o Nakatomi Plaza. É apresentado a diversas pessoas, entre elas o CEO da companhia, Joe Takagi. Entretanto, durante as festividades, um grupo de terroristas alemães, liderados por Hans Gruber, invadem o prédio e seqüestram todos os convidados, com a intenção de roubar US$ 640 milhões em ações. McClane escapa de ser aprisionado pelo grupo de Gruber e é o único que pode combater os terroristas. (Via: Wikipedia)

Que esses animês natalinos lhe tragam alguma alegria nessa época festiva!

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Gameplay Games RPG

Star Ocean: First Departure R não é tão brilhante assim

Um dos jogos que eu mais estava esperando para esse final de 2019 era Star Ocean: First Departure R. Não só porque seria algo novo para mim, mas também por contar com a arte de um dos meus characters designers favoritos: Katsumi Enami. Para aqueles que não estão familiarizados com ele, ele foi responsável pelos designs de personagens de Baccano, um dos meus animes favoritos e pelos personagens do arco de Crossbell, da série de jogos Trails. E no fim de tudo, isso acabou sendo a melhor coisa do jogo…

Logo nas minhas primeiras horas de jogatina, um outro jogo veio em minha mente: Tales of Phantasia. E não era para menos, o jogo é desenvolvido pela tri-Ace, que tinha em seu time, desenvolvedores que trabalharam no primeiro jogo da franquia Tales of, então para mim ficou a sensação de que o jogo era apenas um “primo pobre” da série da Bandai Namco.

Star Ocean: First Departure R se trata da remasterização do jogo de PSP lançado em 2007, que por sua vez é o remake do primeiro Star Ocean de 1996. O jogo começa após o planeta de Roddick e seus companheiros serem vitimas de um ataque extraterrestre que petrifica todas os habitantes daquele planeta. Ao tentar procurar a cura, Roddick recebe a visita de dois membros da Terran Alliance, que oferece ajuda. Para conseguir produzir a vacina, eles precisam voltar 300 anos no tempo e encontrar Asmodeus, fonte original da doença, enquanto ainda estava vivo.

O jogo traz consigo uma temática espacial, que na época foi escolhida com o propósito de contar uma “história grandiosa”. Porém, ao chega no jogo, isso acaba sendo apenas uma desculpa para os jogadores irem para diversos planetas a partir de uma nave espacial. A maioria dos cenários são de um mundo medieval, sem grande tecnologias, o que faz novamente cair na comparação com Tales of Phantasia. No entanto, apesar disso, a ambientação do mundo de Star Ocean, é ótima. As cidades possuem bons designs, o mundo funciona.

O game possui uma mecânica chamada Private Action, que é ativada quando estamos prestes a sair da cidade. Com ela, os personagens da sua party se separam e vão para caminhos diferentes daquela cidade, deixando Roddick sozinho, e então vamos procura-los pela cidade. Isso serve para desenvolver e aprofundar a relação entre aqueles personagens, já que o roteiro do jogo em si, quase não faz isso. É algo opcional dentro do jogo, mas que agrega bastante ao conteúdo e riqueza do mesmo.

Agora sobre a história do game, ele é bem qualquer coisa. Não chega a ser ruim, mas é bastante simples, não apresenta nada de novo ou traz um enredo profundo. E em certos momentos, ela é bastante chata. A trilha-sonora não me chamou muito a atenção. Ela é bem honesta, mas não tem nada marcante.

Mas o ponto mais negativo do jogo é o seu balanceamento. O jogo obriga grind, e isso é uma das coisas que eu mais abomino em um RPG. Mas não só isso, os inimigos do jogo foram buffados desde a versão de PSP, eles tem mais ataque e defesa, e dão menos XP. Então, ao mesmo tempo em que ele obriga o grind, ele dificulta isso. Diversas vezes, eu me obriguei a voltar para o continente anterior para não ter que morrer em 3 hits. Eu passei mais tempo grindando do que na história principal.

O jogo traz sistemas de skills e habilidades específicas. Mas em nenhum momento ele explica direito para o que eles servem. Tem apenas um resumo nas guildas das cidades, mas suas funcionalidades só serão descobertas durante no combate. O menu do jogo é uma bagunça. A catalogação de itens e skills não funcionam. É algo que faria sentido em uma tela menor como a do PSP, porém, no PlayStation 4, não funcionou

Sobre o remaster em si. O jogo é basicamente o mesmo lançado em 2007 para PSP, porém em HD, com novas opções de dublagens, sendo elas: a dublagem japonesa original de PSP, que nunca foi disponibilizada aqui, a versão em inglês e uma nova versão em japonês, com novos dubladores. Além dos novos designs de personagens feitos por Katsumi Enami. Não há novas opções como desativar encontros aleatórios ou aumentar a velocidade do jogo.

Um outro problema, que aconteceu comigo, foi que muito da qualidade foi sacrificada ao esticar a imagem do jogo para televisões atuais. Os cenários e personagens em certos momentos acabaram ficando somente pixels estourados na tela, e alguns diálogos ficaram ilegíveis por conta desses pixels.

Com história mediana e gameplay simples,  Star Ocean: First Departure R é um jogo medíocre, que deveria ter se mantido no PSP.

Essa review foi feita a partir de uma cópia cedida pela Square Enix. O jogo foi testado em um PlayStation 4 e também está disponível para Nintendo Switch.

Bronze – Jogável

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Tela Quente

As Golpistas é charmoso, sensual e irresistível

Filmes inspirados em fatos são um desafio. Porque há uma enorme linha tênue entre contar os acontecimentos e encontrar uma história neles. Quando digo história, me refiro a encontrar personagens e arcos dramáticos. Claro, alguns cineastas como Christopher Nolan em Dunkirk, preferem priorizar uma visão geral. Entretanto, o que torna esse tipo de filme bom, é transgredir a realidade e apresentar um propósito de maneira crível. Esse é o caso de As Golpistas.

Inspirado por um artigo por Jessica Pressler, o filme retrata um golpe aplicado por strippers em seus clientes, após a crise de 2008.  A fim de criar um vínculo com o público, a história utiliza duas protagonistas: Destiny (Constance Wu) e Ramona (Jennifer Lopez). A primeira, ajuda a sua avó com a questão financeira. Enquanto a segunda, é uma veterana no pole dance, mãe solteira, também procurando por lucro. Ao longo da trama, uma amizade com altos e baixos é desenvolvida.

É interessante como As Golpistas parece mais do mesmo durante a primeira cena, quando é apresentada a rotina de uma das protagonistas e o cabaré Sin City. Mas após isso, segue em uma crescente, extremamente enérgico e feminista.  A escolha da diretora Lorena Scafaria em não demonizar o ambiente adulto, mas trazer uma certa magia e encanto, é certamente algo ousado. Não é simplesmente uma fantasia barata, é um novo olhar sobre aquela realidade, em que as mulheres nos bastidores praticam a sororidade.

Scafaria também sabe como potencializar o seu elenco, como construir um certo humor, mas sem eliminar a gravidade das situações. O filme apresenta uma leveza muito bem coordenada e quando há a alteração tonal realizada próxima ao final da narrativa, é executada com perfeição. As performances no pole dance são muito bem dirigidas e o visual é simplesmente esplêndido, vai além dos neons dentro dos clubes.

O Sin City, inclusive, funciona como um personagem. Primeiramente, introduzido como um ambiente alegre, apesar da sujeira por debaixo dos panos. Em um segundo momento, após a crise, as luzes continuam, mas a essência é perdida. Os trabalhadores alcançam a depressão, perdem o lucro e o mercado se torna mais vulgar. É uma involução muito bem construída.

Assim como as protagonistas. Wu entrega uma das interpretações mais sinceras e cativantes do ano enquanto Lopez entrega um excelente contraste, com uma personagem pautada pela ganância. Todavia, a ganância em si, não figura como a principal temática da obra, diferente de outros filmes de golpe. Os laços, a amizade em lugares improváveis e o caminho pavimentado por ela, é o que realmente interessa à Scafaria.

A principal força de As Golpistas, talvez seja a edição por Kaila Emter. A montagem seleciona perfeitamente as músicas, transmite um senso de continuidade e o mais importante, dá corpo à obra. Muitas vezes é utilizada para brincar com os objetos do cenário, ou com as situações mais cômicas. A estilização é utilizada ao seu favor para construir um filme extremamente enérgico, charmoso, sensual e acima de tudo, irresistível.