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You’ll remember me somehow | 12 anos sem o Rei do Pop, mas seu legado permanece vivo

Ícone. Mito. Rei do Pop. Lenda. Visionário. Humanitário. Influenciador.

São tantas alcunhas para serem pronunciadas quando o assunto é Michael Joseph Jackson. A mente se transborda e faz uma longa viagem no tempo. Viagem esta que teve início em 1964 com a formação do Jackson Five junto com seus irmãos Jackie, Tito, Jermaine, Marlon e Randy. De forma imediata, conseguiram entrar no topo das paradas norte-americanas com os singles I Want You Back, ABC, The Love You Save e I’ll Be There. O talento precoce combinado com performances foram o tempero para a fórmula de sucesso.

Foram 18 álbuns e 3 gravadoras na carreira dos Five. Sendo a Motown como a mais notória e catalisadora do enorme sucesso que fizeram. E contou com a ajuda de Diana Ross em apresentá-los ao público. Vale a pena relembrar também de outros sucessos como Lookin’ Through the Windows, Who’s Loving You e Dancing Machine. Já na Epic, veio Show You The Way To Go, Blame It on the Boogie, Shake Your Body (Down to the Ground) e Can You Feel It. Canções variadas entre baladinhas e dançantes foram os diferenciais para conquistar uma legião de fãs, comprovando a boa versatilidade dos irmãos.

Michael Jackson, ainda na infância, deu início em sua carreira solo na Motown e rendeu Got to Be There, Ben, Music & Me e Forever, Michael como álbuns.

https://www.youtube.com/watch?v=AtQJXLua85o

A trajetória solo em sua fase adulta teve início com o álbum Off the Wall com a produção de seu grande amigo, Quincy Jones. Tendo singles como Don’t Stop ‘Till You Get Enough, Rock With You e She’s Out Of My Life, ganhou toda a atenção da mídia e crítica pela composição de estilos como baladas de funk, soul, jazz e pop. Os temas infantis não faziam mais parte de suas composições. Michael estava amadurecendo e suas músicas deveriam seguir o mesmo caminho. E assim, foi dada a largada para aquilo que não mudaria apenas a visão musical da época, como também os conceitos de moda e dança. Vocês sabem de qual álbum estou falando.

O ano era 1982. O mundo continuava a sentir o sucesso da disco music e começava a viver a então fase pós-disco. O dia era 30 de novembro. Minha geração nem ousava ser um projeto de vida, então tudo que sabemos do frenesi envolvendo o lançamento de Thriller ouvimos de nossos avós, pais e tios. Lembro-me de minha tia falando como eu fiquei assustado quando assisti o clipe pela primeira vez. 14 minutos. Esse foi o tempo suficiente para transformar incrivelmente a carreira do cantor. O que era ótimo, ficou melhor ainda. O lado perfeccionista dele era notório. Não queria ser apenas um, e sim vários. Tudo era único e de encher os olhos. Cantava, dançava, era vocal e backing vocal.

O álbum garantiu a categoria de álbum mais vendido da história e venceu um recorde no Grammy Awards (foram oito no total). Era o álbum do ano. O maior e melhor da história, dizem as boas línguas. Os sete singles carimbaram entre as 10 melhores posições nos EUA. A luta contra a discriminação racial na indústria musical também marcou o álbum e a conquista veio com Michael sendo o primeiro artista negro no ar pela MTV, garantindo um grande destaque para a emissora na época.

Quando aproveitaram o aniversário de 25 anos da Motown para divulgar este icônico álbum, ninguém sabia que naquela noite especial, MJ alcançaria as estrelas. Foi com a maravilhosa Billie Jean que ele imortalizou o passo do dançarino Bill Bailey chamado Moonwalk. E assim, ele foi consagrado como o Rei do Pop.

Durante sua carreira, seus clipes sempre contavam com participações especiais como o ex-Beatle Paul McCartney, Slash, Eddie Murphy, Eddie Van Halen e etc. Tendo Liberian Girl com o recorde destas participações. O grande esforço veio com We Are The World reunindo nomes como Lionel Richie, Stevie Wonder, Ray Charles, Cyndi Lauper, Diana Ross e mais celebridades. O objetivo era arrecadar fundos para combater a mortalidade causada pela fome na África. A campanha era USA for Africa.

O lado humanitário dele veio à tona em outras músicas como Man in the Mirror, Heal the World, Gone Too Soon e Earth Song com reflexões sobre o meio ambiente e questões humanas.

Os álbuns seguintes continuaram lançando várias músicas de sucesso como, por exemplo, Bad e Smooth Criminal (Bad), Remember the Time, Black or White e In the Closet (Dangerous), Blood on the Dance Floor (HIStory) e You Rock My World (Invincible).

 

Como todo astro com enorme visibilidade mundial, MJ se viu em meio de grandes polêmicas e rotina excêntrica. Traumas de infância, vitiligo e seu complexo de Peter Pan eram as principais pautas discutidas na mídia com o próprio dando detalhes de sua vida. A vida pessoal sendo mostrada de forma constante trouxe desgaste na carreira do Rei do Pop.

This is It seria a empreitada ousada com a apresentação de 50 concertos que começaria no dia 13 de julho de 2009. Infelizmente, o projeto não foi além dos ensaios. Em 25 de junho daquele mesmo ano, Michael Joseph Jackson estava dando adeus ao mundo por conta de uma parada cardíaca.

Justin Timberlake, Britney Spears, Beyoncé, Usher, Justin Bieber, Chris Brown, Bruno Mars e Madonna sentiram o impacto que Michael causou, usando-o como referência e incentivo em suas carreiras. Thriller continua sendo tratado com tamanho impacto cultural, histórico, musical, visual e comercial. Suas músicas e clipes marcantes continuam sendo cultuados pelo mundo todo. Isso é o legado. Michael Jackson se foi há 12 anos e estaria fazendo 63 anos hoje (29), mas o seu legado continua forte na sociedade. Continua vivo.

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Música Vitrola

Se o funk é tão perecível, o que o faz ser tão atemporal?

Nestes dias desta eterna quarentena, o quê mais tenho feito é ouvir música. Venho descobrindo (e redescobrindo) vários artistas, álbuns, décadas e etc. Mas também, venho revisitando coisas que marcaram meu passado. Certa vez, com saudades das baladas e festas que costumava a frequentar no mundo pré-pandemia, estava ouvindo We Found Love smash hit da Rihanna e do Calvin Harris lançada lá em 2011.

Certamente, você já ouviu essa canção. E certamente, se você é uma pessoa de frequentar festas e baladas, obviamente já ouviu essa música tocar pelo menos em algum desses lugares, independente do estilo de casa noturna que você costuma frequentar. We Found Love é um clássico da música pop. Um dos maiores hits da década passada e é cirúrgico em marcar uma época qual a EDM  (Eletronic Dance Music) estava em alta. Principalmente a sua vertente eletropop.

As festas que costumo ir com meus amigos em um mundo sem quarentena e isolamento social, são regadas por 2 gêneros em específicos: o pop e o funk. Então como estava nostálgico com esses eventos, nada mais natural de ir atrás dos funks que me acompanhava por bons momentos durante uma madrugada toda. Só que a partir daí uma questão foi levantada na minha cabeça: “Se até em 2020, We Found Love é tocada com frequência em festas, porque os funks de 2011 também não são?”.
E essa dúvida me fez perceber o que está no meu inconsciente desde sempre: A música do funk é perecível, ela uma data de validade. Porém, o gênero funk em si, é, extremamente popular, e está prestes a dominar o mundo. Por quê?

Não acredito que exista uma resposta definitiva para essa questão, ou algum fator que funcione como ponto 0 do entendimento da minha dúvida. Entretanto, boa parte de mim pensa que isso acontece pelo funk ser um gênero vivo. Porque ele está em constante mudança e transformação. Ouso até me dizer que o funk é, de certa forma, um gênero experimental.

Desde o seu surgimento por meados dos anos 70, o funk misturou e se apropriou de diversos gêneros e tendências internacionais que estavam sendo importadas para o Brasil. 

Do originário funk americano encabeçado por James Brown, ao swingado do R&B que deu origem ao conhecido Charme e a popularização da música eletrônica no mainstream internacional, principalmente com o house dos anos 90, o funk usou e abusou do uso de samples de músicas internacionais criando nova canções com pedaços de outras ou até paródias das mesmas. E assim, levando esses ritmos para dentro das comunidades cariocas.

ANOS 70

Baile Funk Carioca, Anos 70

Em uma época qual o acesso à cultura e diversão era ainda mais limitado que os dias atuais para as camadas mais populares do país, o funk surgiu no Rio de Janeiro para levar o entretenimento musical e identitário para a juventude das comunidades da cidade assim como o Samba havia feito décadas antes. Muito disso se deve a Furacão 2000, que foi a grande responsável em levar os bailes para os bairros do subúrbio carioca, ajudando na popularização do ritmo na cidade e posteriormente, no país. 

DVD: Furacão 2000 - Funk de Verdade (COMPLETO) - YouTube

O Famoso “Paredão da Furacão”

Como um carioca nascido e criado no subúrbio do Rio de Janeiro, o funk sempre esteve presente na minha vida social. E por isso, tenho uma certa relação afetiva com o gênero. Lembro com clareza das histórias que meu pai contava da sua juventude embalados pelos hits da época, como as icônicas “Só Love”, “Me Leva” e os inúmeros Raps (Do Festival, Da Paz, Do Silva). Enquanto a minha infância tem como parte da trilha sonora faixas tão memoráveis quanto. “Tremendo Vacilão”, “Se Ela Dança Eu Danço”, “To Tranquilão” e as “não tão family friend” Dança do Créu e “Agora Eu Sou Solteira”. 

De forma caricata, no início da minha adolescência, eu passei por um fenômeno comum entre quase todos da mesma idade. A fase de odiar o funk apenas para poder pagar de diferentão e evoluído. Mas felizmente, eu amadureci. E pouco tempo depois passei a curtir os gênero que era presença marcada nas festinhas de 15 anos e resenhas do final de semana de colegas de classe. 

https://youtu.be/4Grv724IpJk

Enquanto estava pensando em escrever este texto, tive que escolher músicas para exemplificar os anos 90 e 2000 como fiz acima, e logo de cara vieram essas e mais algumas na minha cabeça. Talvez por serem as mais icônicas de suas respectivas décadas e terem sobrevivido ao teste do tempo, como é natural de acontecer com qualquer gênero. E é a partir daí que retomamos ao fator principal de eu estar escrevendo aqui.
Mas, mesmo que essas canções sejam conhecidas até o dia de hoje, pelo menos dentro da bolha carioca, elas não são tocadas nas festas como We Found Love da Rihanna, ou até hits mais antigos da mesma época como a saturadas millenials “Evidências” ou “Ana Júlia”. Por quê? 

Acredito que pelo seu viés experimental e até mesmo político o funk é um gênero que se tornou maior que suas próprias músicas. Seria algo como a dance music, que nos anos 90, de tão popular que era, pouco importava quem estava cantando ou o quê estava cantando, mas importa sim, que o som estivesse ali.

Acontece que por motivos mercadológicos, a dance music acabou sendo aglutinada pela música pop e eletrônica, virando um subgênero dentro desses dois estilos. Já o funk carioca não.

Surgido de uma mistura entre vários gêneros, o funk carioca se tornou único e inovador. Marcou gerações e construiu suas próprias vertentes como proibidão, melody, consciente, 150bpm, 180bpm e até mesmo gospel. E após disso, outros estados passaram a ter seu próprio estilo de funk, fazendo que o gênero ficasse ainda mais popular em determinadas regiões. 

Talvez o que faça com que o funk soe perecível com o passar dos anos, seja o fato de que quando um hit nasce, ele nasce de forma orgânica. Não possui uma fórmula exata de criação ou de divulgação. Pois a grande maioria dos MCs são jovens que atuam de maneira independente, sem apoio de empresários, gravadoras ou coisas do tipo. A música é feita pensada para aquele momento, para o presente, para a diversão dos bailes e festas nas comunidades e subúrbios.

Não há uma preocupação prioritária em fazer uma música que será tocada sempre, que conectará pessoas através de gerações como pensam a grande maioria dos artistas. Mas nem por isso, o funk deixa de ser uma legítima manifestação artística. Mesmo que nas baladas já não toquem mais as faixas populares de 1 ou 2 anos atrás. Se você viveu bons momentos com aquela batida, quando ouvi-las novamente irá sentir uma boa nostalgia. E é aí que o sentido da arte se faz presente.

O sertanejo pode ser atualmente o maior gênero dentro da indústria fonográfica brasileira. É ele que têm os maiores números nas plataformas de streaming,  movimenta a agenda de shows pelo país, os grandes festivais, e agora, as lives. Literalmente, estamos testemunhando o auge do modão brasileiro.

No entanto, quem está conseguindo levar a arte para periferia e exportar para o mundo contemporâneo, é o funk. Mesmo com todos os empecilhos colocados por uma elite artística no país movido à preconceito, o gênero está cada dia mais popular no mundo todo.

Há 3 anos atrás, MC Fioti lançou “Bum Bum Tam Tam”, o primeiro clipe brasileiro a chegar na marca de 1 bilhão de visualizações. Anitta, nossa principal aposta internacional, conseguiu colocar seu hit “Vai Malandra” no top 20 das músicas mais tocadas no Spotify mundial na época de lançamento do single. “Malokera”, single de  Ludmilla e MC Lan foi presença na playlist do desfile internacional da marca de Rihanna. E por aí vai…

O funk já está sendo popular entre nosso vizinhos da América Latina e já chegou também países Europeus. Artistas consagrados como Madonna, Diplo, M.I.A, Jennifer Lopez, J Balvin e Drake já experimentaram do gênero em seus trabalhos e também ajudaram em sua popularização. São mais de 40 anos de um movimento periférico que, além de levar diversão para as pessoas, muda a vida e realidade de muitos moradores das comunidades brasileiras, afastando diversos jovens da criminalidade e da morte. E isso só nos prova que o funk está apenas no começo de sua jornada. Há muito o que percorrer, há muito o que fazer e também, há muito o que mudar. Mas acima de tudo, o funk brasileiro nos mostra que pode até soar  perecível para alguns, mas está longe de ser temporário. 

 

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Cinema Entretenimento Tela Quente

A Vastidão da Noite: Uma Homenagem aos Clássicos

A Vastidão da Noite (The Vast of Night) foi lançado originalmente ano passado, no festival Slamdance e foi bastante aclamado pelo público. Neste ano, a Amazon adquiriu os direitos de distribuição e o filme chegou recentemente no serviço de streaming, Prime Video. O longa apresenta um excelente roteiro e se solidifica como uma ótima homenagem aos clássicos como a série The Twilight Zone de 1959, Contatos Imediatos de Terceiro Grau (dir: Steven Spielberg), dentre outros do gênero sci-fi.

The Vast of Night: Confira o trailer do filme sobre aparição de ...

A trama de passa em uma pequena cidade, durante a década de 50 e se desenrola durante uma noite. Durante os eventos está ocorrendo um jogo de basquete local e, enquanto o longa de desenrola, acompanhamos o radialista Everett e Fay, a operadora da central telefônica. Após perceberem uma frequência de rádio estranha e receberem ligações de diferentes pessoas relatando um objeto não identificado nos céus, ambos decidem investigar o que está acontecendo.

O longa é o primeiro dirigido por Andrew Patterson e se apresenta como um excelente autoral. Com baixo orçamento, o diretor conseguiu criar uma trama sustentada através dos personagens e da tensão criada através da fotografia e de sua edição. Em conjunto com a sua estética e sua ambientação, o filme prende o telespectador e cria uma boa imersão para que o mesmo se sinta intrigado com a situação – mesmo com a ausência de efeitos especiais.

The Vast of Night (2019) | Crítica De Cinema | CineAddiction

O único problema do longa é que ele pode se apresentar arrastado em alguns momentos, isso pois ele se sustenta apenas nos diálogos dos personagens e nos eventos que estão sendo anunciados pelos ouvintes da rádio através de ligações para a central. Entretanto, o filme apresenta a duração certa de exibição para que o telespectador não se sinta entediado e o mesmo poderia ser um excelente episódio de uma série do gênero.

É bem complicado fazer uma crítica sobre o longa sem expor muito sobre sua trama e a experiência que o público virá a ter durante sua exibição e, caso isso seja feito, o filme perderá completamente a graça. Entretanto, mesmo que não tenha tido tanta divulgação por parte da Amazon Prime Video, A Vastidão da Noite é um excelente trabalho autoral que, apesar de suas limitações orçamentárias, consegue trazer uma experiência sólida ao telespectador e se torna um bom filme do gênero. Além disso, é uma linda homenagem aos clássicos que consolidaram o sci-fi no que ele é atualmente.

Nota: 4/5

No período da Guerra Fria, enquanto acontece a corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética, dois adolescentes de uma cidadezinha americana são obcecados pelo rádio. Quando eles descobrem uma estranha frequência de ondas aéreas, suas vidas e o mundo inteiro podem estar prestes a mudar drasticamente.

O longa está disponível na Amazon Prime Video.

 

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Mangá Pagode Japonês

“A Besta”, de Hideki Mori, já está em pré-venda

Conforme anunciado em uma de suas lives semanais no YouTube, a Editora NewPOP irá publicar o mangá “A Besta“, de autoria de Hideki Mori – o famoso gekigaká responsável pela arte de ‘O Novo Lobo Solitário’.

Publicado originalmente em 2013, sob o nome japonês de “Shishi“, esse volume único conta uma versão pouco convencional da história do famoso samurai Musashi Miyamoto. O mangá já está disponível para pré-venda na Amazon, e faz parte da oferta de “menor preço garantido“. Veja mais informações sobre a obra abaixo, que tem previsão de lançamento para julho:

Nome: A Besta
Sinopse: A história do lendário espadachim Musashi Miyamoto é recontada sob a perspectiva do aclamado mangaká especializado em gekigá, Hideki Mori. Mori foi responsável pela nova adaptação do consagrado Lobo Solitário do Kazuo Koike e foi considerado pelo próprio Koike como o seu sucessor, tendo um estilo de desenho similar ao Gouseki Kojima, quem fez os desenhos originais do clássico. “Afinal, o que eu sou?” – essa resposta para esta pergunta, o jovem Mushashi Miyamoto se lança para dentro do turbilhão de lutas mortais. Para o Bennosuke – nome de infância de Musashi –, o único conforto era a sua irmã, já que ele não via mais outras razões para viver. Contudo, até isso é privado dele, quando a sua irmã é brutalmente assassinada por um desconhecido. Aqui está uma interpretação inédita do aclamado clássico, mostrando um Musashi nunca antes visto em traços estonteantes e envolventes.
Autor e Ilustrador: Hideki Mori
Volumes: Completo em 1 volume
Formato: 21 x 15 x 2 cm; 264 páginas; papel offset de alta alvura; capa cartonada e com orelhas
Preço de capa: R$ 29,90
Previsão de lançamento: 10/07/2020

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Gameplay Games

Samurai Shodown chegou ao PC com suas lutas estratégicas

Samurai Shodown está disponível no PC, mesmo com uma chegada não tão imponente quanto sua reentrada nos consoles, ele oferece os mesmos confrontos metódicos que os fãs desfrutavam, além de seus contadores punitivos. 

Samurai Shodown, é uma série de jogos de luta da SNK, baseada em espadas, jatos de sangue e uma atmosfera tensa. Esses elementos chegaram ao PC através da Epic Games Store, com quase um ano de diferença entre o lançamento no console. E não espere que este tempo de espera fez o jogo ganhar aprimoramentos, este é exatamente o mesmo Samurai Shodown que já havíamos recebido nas outras plataformas, mas com todos os seus DLCs incluídos. Mas é impressionante que mesmo o jogo possuindo a mesma jogabilidade apresentada no console, ele é um ótimo jogo para PC, infelizmente esperamos quase um ano para descobrir isto.

O Samurai Shodown original encantou o público nos anos 90, e sempre atraiu olhares por sua dificuldade aceitavelmente razoável, além de todo o cenário que remete ao Japão Feudal. Os personagens são um tanto quanto inflexíveis, e alguns erros básicos podem custar sua derrota na partida. Aqui somos apresentados a uma gama pequena de personagens, são 24 ao todo, contando com a DLC, e emprega quatro ataques com os botões principais, além de possuírem movimentos especiais, que são relativamente fáceis de executar durante os duelos. Samurai Shodown mostra que os jogos de luta não precisam se concentrar em espetáculos confusos de impactos durante as batalhas, o jogador precisa compreender o que está sendo realizado na tela, para poder criar estratégias contra seu adversário.

Samurai Shodown tem um ritmo de jogo mais antigo, se diferenciando dos visuais agitados e pouco compreensíveis dos jogos atuais, como  dito anteriormente. As lutas podem até ser rápidas, isso vai depender dos personagens escolhidos, mas, em sua grande maioria as lutas são bem mais consistentes e cautelosas. O foco em Samurai Shodown é a punição do adversário, o jogo concentra suas energias para fazer com que o jogador foque em sua defesa e crie uma estratégia que vença o adversário, assim como roteiro de cenas de lutas orientais nos cinemas. Ao golpear o adversário é necessário um cuidado ainda maior, pois não é muito comum encaixar um combo muito poderoso como em outros jogos do gênero, além de ser o momento ideal para um contra ataque, pois você estará com todas as suas guardas baixas, e caso o adversário entenda como funciona esta brecha, você certamente será punido.

Samurai Shodown possui uma curva de aprendizagem muito baixa, ele é bem simples de ser compreendido, mas para os mais experientes, ele não é chato, apresentando alguns elementos que podem encaixar com uma técnica mais avançada de gameplay. Apesar de ser um jogo baseado na defesa, Samurai Shodown não permite que você se esconda em entre um muro, já que há movimentos capazes de quebrar sua postura defensiva, deixando o inimigo momentaneamente aberto para receber um ataque. 

Infelizmente, Samurai Shodown sofre com seu tempos de carregamento. No PC, não importa qual o status de seu hardware, entre Menus, sua tela irá travar uma disputa impossível de ganhar contra o tempo.

VEREDITO: 

Samurai Shodown pode ter sido deixado de lado desde seu lançamento para consoles, mas este retorno ao mercado pode trazer de volta alguns jogadores, e fãs de jogos de luta, para o game. É um gênero que sempre evolui, porém para alguns, estas evoluções acabam com a experiencia de um verdadeiro jogo de luta. Samurai Shodown reergue seus pilares e traz uma vivência difícil de enxergar em jogos das atuais gerações. 

PONTOS POSITIVOS:

  • Combates estratégicos.
  • Estilo de arte japonês, bastante atraente.

PONTOS NEGATIVOS:

  • Carregamento longos.
  • Personagens com pouco acabamento final.
  • A diferença de tempo entre os lançamentos no console e PC.

PRATA – CONSIDERÁVEL

Agradecimentos à SNK pelo envio do código. A nossa review feita no XONE pode ser encontrada aqui.

Samurai Shodown já está disponível para PS4Xbox One, Nintendo Switch e PC.

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Cinema Entretenimento Tela Quente

Destacamento Blood: Luta, Superação e Redenção

Entre as décadas de 50 e 70 foi desencadeada a Guerra do Vietnã, servindo como palco para a mais nova obra-prima de Spike Lee, porém, não é este o palco principal. O confronto, no caso, serve apenas para introduzir a trama e o objetivo dos personagens, além de trabalhar seus traumas e seus conflitos internos (e externos). O palco principal de ‘Destacamento Blood’ é o trauma passado, e como ele deixa feridas que custam – ou que nunca – cicatrizam, e Lee trabalha isso com maestria em seu novo título lançado na Netflix.

Destacamento Blood é a principal estreia digital do fim de semana ...A história de ‘Destacamento Blood’ gira em torno de quatro amigos, veteranos de guerra que lutaram no Vietnã, que decidem retornar ao país para recuperar os restos mortais de seu companheiro, Stormin’ Norman (interpretado por Chadwick Boseman) e com uma missão secundária: encontrar um baú repleto de ouro que foi deixado lá durante a guerra. Entretanto, há diversos obstáculos na missão e transtornos psicológicos desencadeados pelos traumas passados no local que servem como uma forma de resolução entre conflitos internos e externos com os membros do grupo.

A trama se desenrola a partir de cenas nos dias atuais e de flashbacks do conflito, mostradas em tela de forma genial com alteração na dimensão da tela de forma leve e sutil – dando um aspecto de documentário gravado na época, graças à paleta de cores e ao contraste. Em apenas três minutos de longa, já somos apresentados a problemática que Spike Lee quer criticar, através de um mini documentário sobre o contexto político-social e a luta contra a situação e o racismo. Além disso o diretor também utiliza, em cortes, imagens com personalidades para homenagear as pessoas envolvidas na luta e reconhecer o seu papel social, inclusive citando Malcolm X e Martin Luther King durante a trama.  A crítica e o discurso de Lee são claros durante todo o filme e é interessante a forma que o mesmo faz através dos discursos de Norman durante os flashbacks do Vietnã.

https://i0.wp.com/fr.cameroonmagazine.com/wp-content/uploads/2020/06/1592005307-da-5-bloods-cast-spike-lee.jpg?fit=1500%2C871&ssl=1&fbclid=IwAR0uJqTEmn1Yd1nHpbhKnT4f69_rKmFnJmow59qlciFPUWhpshabGhpf8W8A forma como Spike Lee trabalha com a história da América e em como cada acontecimento repercute entre os personagens e a reação dos mesmos diante do ocorrido é lindo de se ver, sendo um filme que trabalha com memória e abre debates importantes atualmente. Um outro ponto interessante é ver a interação entre os quatro veteranos, o quanto discordam entre si e suas lutas pessoais durante a trama para superar os traumas do passado e conquistar sua redenção pelos erros cometidos – destaque aqui para o personagem de Delroy Lindo, que apresenta a melhor atuação do longa e surpreende a todos com seu desenvolvimento. Com toda a certeza, o ator será também destaque nas futuras premiações.

Um problema observado por mim ao longo do filme foi a insistência de mostrar o boné ‘Make America Great Again’, da campanha presidencial do Trump. De início, ele aparece e ok, serve para apresentar a ideologia política do personagem. Porém, após isso e em todo o momento ele vira foco no enquadramento e se torna insistente demais por parte do diretor. Spike Lee deixa sua mensagem e sua crítica claras durante todo o longa, não era necessário mostrar esse elemento toda hora. Outro problema que achei durante o longa foi o roteiro durante o segundo ato do longa, que se torna um pouco preguiçoso pela fácil resolução do objetivo que os levou ao Vietnã e conveniente com um obstáculo que surge durante a missão, além de se tornar também um pouco arrastado depois de um tempo, Entretanto, isso muda na transição para o terceiro ato. Mas mesmo com esses problemas, o segundo ato ainda tem seus momentos e o seu brilho no filme.

Crítica: Destacamento Blood (2020) - Cinem(ação): Filmes, podcasts ...Mesmo apresentando claras homenagens aos longas do gênero, ‘Destacamento Blood’ não é um apenas mais um filme sobre guerra, mas sim é mais uma obra-prima de Spike Lee. Além de ser uma história sobre a luta pela igualdade e pelo que é certo, sobre a superação de traumas passados e sobre redenção, é um filme importantíssimo de ser visto e debatido diante do atual contexto histórico que vivemos, principalmente agora com o movimento Black Lives Matter após o assassinato covarde de George Floyd. Vale a pena assistir e conferir outras obras do diretor, como o seu último lançamento ‘Infiltrados na Klan’.

Nota: 4/5

 

O vencedor do Oscar Spike Lee apresenta Destacamento Blood – a história de quatro veteranos da Guerra do Vietnã: Paul (Delroy Lindo), Otis (Clarke Peters), Eddie (Norm Lewis) e Melvin (Isiah Whitlock, Jr.). Acompanhados do filho de Paul (Jonathan Majors), eles retornam ao Vietnã em busca dos restos mortais do líder de seu esquadrão (Chadwick Boseman) e de um tesouro escondido.

 

Destacamento Blood está disponível na Netflix.

 

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Cultura Japonesa Pagode Japonês

Sword Art Online – Fairy Dance: Light Novel já está em pré-venda

Dando continuidade a publicação das Light Novels da série, a Editora Panini anunciou que iria trazer o segundo e terceiro arcos de Sword Art Online, “Fairy Dance” e “Phantom Bullet”, respectivamente, para o Brasil. O primeiro volume de Fairy Dance já está disponível para Pré-venda na Amazon.

Lançado originalmente em 2009, o terceiro volume da obra de Reki Kawahara está com lançamento previsto para 26 de Junho, e na Amazon, você garante a pré-venda com preço mais baixo garantido.

Os dois primeiros volumes foram publicados em 2019, e nós fizemos uma resenha do primeiro volume, que você pode encontrar aqui.

Veja mais informações sobre a obra abaixo:

Capa brasileira de Sword Art Online vol. 3 – Fairy Dance

Nome: Sword Art Online  vol.3 – Fairy Dance
Sinopse: Kirito finalmente regressou ao mundo real após finalizar o MMORPG mortal Sword Art Online. Porém, sua companheira, Asuna, ainda não despertou. Quando Kirito vê uma misteriosa imagem dela no jogo Alfheim Online, ele embarca em uma nova e perigosa aventura virtual. Kirito mergulha no jogo em que os jogadores-fadas se emaranham: ALO! É o início do arco Fairy Dance, também de grande sucesso na internet!
Autor: Reki Kawahara
Ilustrações: abec
Volumes: Arco em dois volumes
Formato: 21 x 14,7 x 1,2 cm, 208 páginas
Preço de capa: R$ 39,90
Previsão de lançamento: 26/06/2020

Clique aqui para reservar sua edição na pré-venda com preço mais baixo garantido!

Lembrando que a Editora Panini também é a responsável pela publicação dos mangás da franquia SAO no Brasil, tendo publicado as adaptações do primeiro arco, Aincrad; do segundo arco, Fairy Dance; e do terceiro arco, Phantom Bullet.

A série possui uma adaptação em animê, que pode ser assistida na Crunchyroll (série completa) e na Netflix (Apenas as duas primeiras temporadas).

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Detective Comics Quadrinhos

O Melhor que Podíamos Fazer Amassa o seu Coração para Depois te Amar

Amassar o seu coração em uma viagem temporal. Essa deve ser a principal proposta de O Melhor que Podíamos Fazer, Graphic Novel autobiográfica de Thi Bui, publicada aqui no Brasil pela Editora Nemo. A história me levou às lágrimas algumas vezes, me trouxe aflição, me deu asco e me encheu de esperança. Uma saraivada de sensações e sentimentos na história da sofrida família.

Thi Bui escreve e desenha O Melhor que Podíamos Fazer, que começa com a protagonista em trabalho de parto acompanhada por sua mãe Má e por seu marido Travis. As primeiras impressões de conflito de gerações já começa ali, com sua mãe e seus ideais e costumes diferentes em relação a maridos. Thi, com muita maestria, começa a contar a história de sua família e de seus seis irmãos. Uma viagem do tempo regressa, somos apresentados a cada nascimento e como cada costume atingiu cada um de seus irmãos. E ao mesmo tempo, a ser contada a biografia da mãe, acabamos assumindo a sua visão e sentimentos. E é nesse momento que as coisas ficam mais tensas para o leitor.

é uma mulher criada com os costumes orientais no Vietnã. Com as mazelas daquele país. E sentimos em cada nascimento. Em cada aperto, perda, alegria ou como ela se vira com o seu marido. A narrativa apresenta um pai frio e orgulhoso. Às vezes o olhamos como o “vilão” da história. Mas quando voltamos no tempo e acompanhamos a vida de , com sua infância extremamente difícil,  sem muitas esperanças, começamos a ter uma certa empatia e passamos a entender sua frieza. E em meio essa salada de emoções temos a Guerra do Vietnã como personagem e fato que faz todo o destino da família mudar.

A família vai para o s EUA e começa uma jornada entre fagulhas de esperança por uma vida melhor e mais próspera, misturada com a convivência com o ódio e xenofobia. Agressões físicas, morais e trotes telefônicos de mau gosto são rotineiros e convivem com as crianças. E cada uma leva um jeito para reagir sobre cada caso. E não somente pesam sobre seus ombros e mentes infantis os casos de violência racial, mas também o convívio com o pai.

Thi Bui

O Melhor que Podíamos Fazer também não se prende somente aos dramas de Thi Bui e sua família. A Graphic Novel é uma aula de história. Os detalhes do Vietnã, desde sua colonização, passando por uma época da Segunda Guerra Mundial, e culminando no famoso conflito da década de 60 são ricos e de fácil entendimento. Mas a “aula” se dar mesmo quando vemos que cada período histórico, cada fato, atinge e influencia o seu povo. E como sempre durante décadas a família de Bui é atingida por esses fatos. Como um grandioso fantasma, o Vietnã assombra até mesmo quando a família vai para os EUA fugindo da guerra.

Mas como uma narrativa sensível, O Melhor que Podíamos Fazer é uma leitura esperançosa. E a esperança começa no início da Graphic Novel com o nascimento do bebê de Thi. E como a família se renova. Como o mundo se refaz. E como todo nascimento temos um novo começo, mas com a sabedoria do passado. O Melhor que Podíamos Fazer faz jus ao nome, mas não por conformidade, e sim que apesar de tudo, de todas as dificuldades, tentamos fazer o melhor.

Já pensou em levar isso para a sua vida?

Em tentar fazer o melhor que se pode fazer?

 

 

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Space Force falha em sua decolagem até encontrar o tom certo

Em 2018, o presidente americano Donald Trump anunciou a criação de um programa espacial. Entretanto, o projeto não foi bem recebido pelos americanos, muitos consideravam a ideia ridícula e logo o assunto se tornou piada. Pois bem, diante disso, a premissa da série – lançada nesta sexta-feira (29/05) na Netflix – é justamente ser uma sátira da Força Espacial criada pelo presidente, comandada pela dupla responsável por The Office, Steve Carell e Greg Daniels.

Em Space Force, acompanhamos o general Mark Naird (Steve Carell) na missão de comandar o mais recente programa espacial americano que tem como principal objetivo levar o homem novamente para a lua até 2024, ao mesmo tempo que precisar lidar com seus problemas pessoais. Junto com o general, temos em sua equipe o Dr. Mallory (John Malkovich), o Dr. Chan (Jimmy Yang) e a Capitã Ali (Tawny Newsone).

Space Force: Veja a terrível piada que série da Netflix conta

Bem, Steve Carell interpreta novamente Michael Scott em uma versão militarizada servindo como uma crítica perfeita ao estereótipo do patriota americano. Enquanto isso, John Malkovich é seu equilíbrio na trama – um prefere explodir coisas e o outro tem a ciência como base. Os dois astros sustentam a série em grande parte dos episódios, enquanto o restante do elenco não apresenta o desenvolvimento necessário e acaba sendo ofuscado por ambos.

A série tenta desenvolver o lado pessoal de Naird ao mesmo tempo que desenvolve sua função no programa espacial, o que cria uma confusão na metade da temporada, até conseguir desenvolver apenas um lado da vida do general. Por sorte, Carell e Malkovich conseguem carregar a série nas costas e salvar grande parte da primeira temporada. Infelizmente, Lisa Kudrow se torna apagada por conta dessa confusão toda.

Além disso, o grande problema da série é sua falha inicial consistindo em seis episódios sem graça e monótonos, mesmo que tenha seus momentos. A partir do sexto episódio, a série consegue engrenar e mostrar um pouco do seu potencial desenvolvendo melhor a trama e os personagens inseridos nela. De certa forma, temos a impressão de que a série começou apenas a partir de sua metade, mostrando que apresenta potencial para uma segunda temporada.

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O interessante aqui é notar como as críticas são feitas de forma correta, seja com uma piada a respeito do terraplanismo ou com as atitudes que o general Naird toma durante a narrativa. Space Force se diferencia bastante de The Office e quem espera ver a mesma comédia em ambas as séries, sairá frustrado. O projeto é uma coisa nova e tem seu mérito, entretanto precisa de mais uma temporada para se provar definitivamente.

Em suma, Space Force falha em sua decolagem inicial até encontrar o tom certo de narrativa a partir do sexto episódio – mostrando que a série apresenta potencial para boas temporadas futuras. Vale lembrar que The Office também precisou de mais duas temporadas para engrenar de vez e quase foi cancelada em sua primeira, então vale a pena passar pelos seis episódios iniciais da série e concluir sua primeira temporada, onde cada episódio leva em média 30 minutos cada.

Nota: 2.5/5

 

Em Space Force, o cotidiano de trabalho dentro da Força Espacial, a sexta grande divisão das Forças Armadas dos Estados Unidos. Todos os dias, eles precisam “defender os satélites de ataques”, “executar outras tarefas relacionadas ao espaço” e outras coisas que não fazem ideia.

https://www.youtube.com/watch?v=Au7rXMuzYQQ

Space Force já está disponível na Netflix.

 

 

 

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A Leitura Intimista e Acolhedora de Guirlanda Rubra

Histórias de fantasias sempre me despertam pensamentos como: “o que irei encontrar nesse livro que possa ser diferente de outros?”. Todo livro de fantasia tem a sua identidade, seja com teor político, ou amizades, ou uma bela história de amor, aquela história de que o herói precisa se firmar no mundo… então temos criaturas fantásticas, mundos incríveis, lugares mágicos e pessoas com poderes especiais. O que eu encontraria em Guirlanda Rubra da Editora Draco? Bem, eu encontrei tudo isso. E encontrei algo que poucos livros do gênero abordam: um tom intimista.

Escrito por Erick Santos, editor da Draco e fazendo a sua estreia como escritor, Guirlanda Rubra apresenta o jovem Garlando Espendi. O herdeiro de uma família de burgueses muito influentes por toda Terra Pátria. Ele segue os padrões de um jovem mimado rico. Sedutor, amante de boas festas e muitas mulheres. Mas o leitor sente que toda essa áurea festiva de Garlando é como um escudo para dores individuais profundas. Onde ele sempre teve que lidar com nunca ter uma escolha para a sua vida. E sempre lidar com perdas. Seja na morte de seus pais, quando a única mulher que amou, Celestiana Tessitore, a popular Celes, tem que ir embora para outra cidade e o deixa e quando a sua tia Reggiane quer que ele assuma os negócios da família. Toda riqueza, sedução e destreza de Garlando nunca o fez independente. Ele sempre teve seu destino programado por alguma coisa ou alguém. E é justamente aí que a leitura é intimista.

Quem nunca foi o jovem que já se sentiu sendo “manipulado” ou “guiado” para viver uma vida programada? Quem nunca quis viver para aproveitar o máximo possível de uma festa sem pensar no amanhã? Esse conflito sofrido por Garlando me pareceu muito latente. Me impressionou. E ainda mais sabendo que Erick Santos começou a elaborar toda a história há mais de 15 anos, em uma época em que o jovem escritor poderia estar vivendo conflitos de como seguir na vida como o personagem principal. Considerando esse fórum íntimo, o personagem estreita laços com o leitor facilmente. A ponto de você lembrar e assimilar histórias suas com Garlando. Mesmo quando chega o momento de ruptura da “inocência”, onde precisa assumir a postura do herói, ainda é possível se prender e espelhar.

Mas o destaque fica mesmo na narrativa adotada. Em Guirlanda Rubra, a narrativa é leve e de muito fácil entendimento. As palavras são usadas de forma cadenciada mas ao mesmo tempo, são diretas em suas informações. Por que sendo o primeiro livro onde um novo mundo é apresentado, muitos autores se fixam em explicar geografias, costumes, gestos, sotaques etc e tal. A escrita do Erick explica com jeito, economicamente, mas não deixa de ser rica. Ela transporta facilmente o leitor para a cena. Eu senti isso logo de cara, no começo do livro. Em uma sequencia de ação. Onde envolve magia e lutas, é possível sentir os pontos de desespero e satisfação de alguns personagens. E como é uma história de amadurecimento, o livro segue Garlando nesse processo. A primeira parte é bem mais leve, e a partir da segunda sente-se um peso na trama que segue assim por diante.

A miscelânea de influências também se destaca em Guirlanda Rubra. Erick pegou coisas que gosta e as transmutou para a trama sem parecer forçado. Magia, tecnologia, personagens que parecem de etnias diferentes… tudo bem encaixadinho sem atropelar ou encher linguiça. O que me incomodou foi uma falta de conhecer ou aproveitar mais os outros personagens. Temos um foco totalmente em cima de Garlando, que é totalmente compreensível até. Mas ficou um gosto de que os outros personagens poderiam ser bem mais trabalhados. Como a proposta é apresentar um novo mundo e acompanhar Garlando nesse primeiro livro, é normal isso.

Outro grande trunfo de Guirlanda Rubra são as ilustrações. O desenhista Abel apresenta personagens ricos em detalhes com traços muito bonitos e pomposos. A capa em si já é um espetáculo a parte, lembrando antigos livros de RPG de Steve Jackson e Ian Livingstone, ou em filmes de fantasia fantástica. Essa ambientação visual contribui muito para o leitor se ambientar na trama, o que é muito favorável para leitores novatos e para leitores experientes. É um traço com tantos detalhes, mas que ao mesmo tempo não são confusos e de fácil entendimento.

Guirlanda Rubra é um excelente começo de Erick Santos como escritor. Ele conduz bem a trama que apresenta um novo mundo, rico em detalhes com uma fácil narrativa. Muitas vezes me senti “jogando” um Final Fantasy para os antigos consoles de 16 BITS. A Editora Draco iniciou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse para disponibilizar a publicação e fez um podcast com mais detalhes. Os links estão abaixo:

Catarse – Guilarnda Rubra

Podcast Imaginários #14 – Guirlanda Rubra