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Torre entrevista Salvat Editora sobre o encerramento de suas coleções

Em setembro de 2013, depois de um protocolar período de testes no início do mesmo ano envolvendo as quatro primeiras edições, a Editora Salvat Ltda. chegava de vez ao mercado brasileiro de HQs com A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel. Apesar da estreia nesse tipo de colecionismo, a editora fundada em Barcelona, Espanha no ano de 1869 já era atuante há tempos não só em território nacional, mas também em Portugal e diversos países da América do Sul, sendo no Brasil em atividade desde 2001.

Algo antes esporádico nas bancas brasileiras, a coleção popularmente chamada de Marvel Capa Preta mudou o perfil do colecionador brasileiro. Antes reservado quase que exclusivamente à livrarias e lojas especializadas, encadernados em capa dura começaram a abastecer os pontos de venda onde comumente se encontrava quase que apenas edições mensais e encadernados em capa cartonada. Estes últimos, voltados para linhas mais adultas ou coleções menores.

A primeira coleção de Graphic Novels lançada pela Salvat no Brasil

As mensais perderam força gradualmente e hoje uma parcela substanciosa dos leitores prefere encadernados aos mixes que costumávamos encontrar nas bancas desde os anos 40 com a Editora Brasil América Ltda. (Ebal). A troca de preferência também influenciou outras editoras e livrarias, que começaram a investir mais nessa forma de publicação e, coincidentemente ou não, fazendo a gigante Amazon ganhar força no país.

Nas bancas, outras editoras também aproveitaram. Eaglemoss e Planeta deAgostini, apostando na mesma forma de publicação e venda. Até a própria Panini, que começou a encadernar um maior número de seus títulos já lançados anteriormente nas revistas mensais e até publicando inéditos diretamente em encadernados de banca. Estes de capa dura e cartonada.

Eaglemoss também apostou no modelo. Diferente da Salvat, a DC Comics Coleção de Graphic Novels ainda está em atividade.

Essa mudança de preferência fez seus colecionadores inclusive ganharem dos leitores mais conservadores a pejorativa denominação “colecionador de lombada” por: Preferirem o acabamento de luxo ao mais popular; Comprarem todos os volumes de uma coleção independente de suas histórias contidas, para formar a ilustração proposta com a coleção completa e, em outros casos, comprarem as edições apenas para as ter enfeitando sua estante, não importando seu conteúdo.

As características não necessariamente se aplicam em conjunto aos seus leitores, tampouco significa que afeta grande parte dos mesmos, apesar de exemplos serem vistos com o desenvolvimento destas coleções por aqui. Mesmo com a grande popularidade, a editora não divulga a tiragem nem o número de vendas de suas coleções, seja em pontos físicos ou assinaturas, por considerar estes números sensíveis de serem revelados devido à forte concorrência do mercado.

Mas em 20 de março de 2019 um comunicado pegou de surpresa seus colecionadores. Após vários problemas com sua distribuição, a Salvat encerrava três de quatro das suas coleções de banca: A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, Os Mais Poderosos Heróis da Marvel e A Coleção Definitiva Homem-Aranha. Após várias tentativas de contato com a editora, cujo departamento de marketing tem base apenas na Espanha, conseguimos por e-mail a exclusiva entrevista à seguir, visando esclarecer os turbulentos últimos meses vividos pela Salvat e seus leitores no Brasil não só nas HQs, mas em várias de suas coleções:

 

O motivo do encerramento prematuro das coleções da Marvel tem a ver com o número de vendas?

O encerramento das coleções de Marvel tem vários motivos, e todos estão relacionados, tendo como consequência afetação nas vendas. A Editora Salvat distribui seus produtos a través da Total Publicações, empresa do Grupo Abril. Grupo o qual entrou em Recuperação Judicial no mês de agosto, motivo pelo qual estivemos mais de seis meses fora do mercado. Este motivo foi culminante.

Coincidentemente as três coleções encerradas são da Marvel. Tem a ver com o licenciamento da editora e sublicenciamento no Brasil pela Panini?

Na verdade, o encerramento não é só com as coleções da Marvel.

Esse encerramento também acontecerá com outras coleções que não envolve quadrinhos? One Piece, Turma da Mônica, Os Mitos da Ferrari…

Como dito anteriormente, afeta a coleções de banca, One Piece também. Turma da MÔNICA (sic) não porquê a coleção já estava encerrando. Mitos do Ferrari é produto da loja online, e este canal é considerado a parte.

Por que tantos títulos foram lançados simultaneamente? Levando em conta as quatro coleções de HQs, o gasto era de quase 400 reais mensais, próximo do valor de meio salário mínimo no Brasil.

O Modelo de negócio de venda de colecionável em todos os países é o mesmo, para Salvat e para a concorrência. Os wHQ’s estão num momento de crescimento, e a MARVEL foi uma oportunidade de mercado para a Salvat, que tratamos de aproveitar. Mas podem ver que em qualquer mercado o funcionamento é o mesmo (ver https://www.salvat.com/comics-y-libros).

Não foi possível trocar de distribuidora ou vender em lojas como Saraiva e Amazon, além da loja online da Salvat?

A única Distribuidora para o canal de bancas que existia no Brasil era a Total Publicações do Grupo Abril. Infelizmente, não tivemos oportunidade de trocar de Distribuidora.  Os produtos da Editora Salvat como falado anteriormente, muitos deles, são produtos licenciados, mas licenciados só para o nosso canal de venda que são as bancas e nossa loja online. Isso não nos permite distribuir em outros canais como livrarias, para não entrar em conflito com nossos licenciantes.

Os Heróis Mais Poderosos da Marvel: A única coleção encerrada de acordo com a expansão prevista no Brasil

Não é possível continuar com o serviço dessas coleções somente para assinantes?

A Editora Salvat avaliou todas as possibilidades para tentar minimizar os problemas ocasionados aos consumidores, mas não é viável a continuidade só para assinantes.

Existem coleções vendidas exclusivamente pelo site da Salvat. Não poderia ser feito o mesmo com as HQs?

Não é possível fazer o mesmo. Algumas das coleções exclusivas da loja são stocks (sic) de outros países, geralmente carros, motos, miniaturas.

A Coleção Tex Gold não foi encerrada, porém sofre o mesmo risco? Uma vez que também é distribuída em banca.  

O caso de cada coleção foi analisado individualmente e Tex Gold não foi afetada pela decisão de encerramento.

 

A Espada Selvagem de Conan teve seu lançamento anunciado e serviço de assinatura vendido, porém desativado. Essa coleção tem chances de ser lançada ou foi cancelada em definitivo? Os direitos de publicação do personagem voltarem para a Marvel influencia isso?

A coleção Espada Selvagem de Conan (sic) foi apresentada na CCXP de 2017 com pré-venda para assinaturas, foi cancelada e os assinantes recuperaram o valor da coleção. Atualmente o projeto está parado e se for possível reativa-lo, informaremos aos leitores no momento oportuno.

A lombada sempre foi um chamariz das coleções da Salvat. Esta só pode ser montada com a coleção completa. Como agora pensam em atuar com o leitor que se sente frustrado por ter sua coleção incompleta?  

Como falado, vamos esperar para que a situação da Recuperação judicial do Grupo Abril finalize da melhor forma possível para Editora Salvat que está investindo no Brasil desde 2001. Quando esta situação fora (sic) resolvida, analisaremos todos os cenários possíveis.

Esse encerramento ocorre só no Brasil? Ou outros países da América do Sul e Europa aconteceu o mesmo?

Só aconteceu no Brasil, principalmente pela situação do que (sic) o Grupo Abril entrou em Recuperação Judicial.

A Salvat ainda pensa em investir em HQs no Brasil mesmo depois desses encerramentos?

Desde a Editora estamos tentando solucionar todos os problemas atuais. O futuro em quanto a títulos lançados está um pouco incerto ainda, mas sabemos que os HQ’s são tendência em alça e nós gostamos trabalhar com este tipo de produto. Confiamos em poder lançar novos títulos e contar com todo o pessoal que gosta deles, no futuro!

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Por meio de sua página no Facebook, tentamos contato com a Total Publicações. Apesar do inicial atendimento via troca de mensagens, a distribuidora repentinamente deixou de responder nossas solicitações à partir do momento em que foi informado o motivo de nosso contato. Mesmo com a falta de atendimento subsequente, a página em rede social da distribuidora continuou funcionando normalmente e nossas mensagens continuavam sendo visualizadas, apesar de não serem mais respondidas.

Após as respostas serem enviadas, questionamos mais uma vez a Salvat por sua resposta referente à coleção Tex Gold, pois difere da notícia publicada recentemente no Tex Willer Blog que afirma o cancelamento da coleção antes do esperado, se encerrando no número 40. Assim que recebermos um parecer, o artigo será atualizado.

ATUALIZAÇÃO: Via rede social, responsáveis pela atualização da página Coleção Tex – Salvat nos afirmaram que “Nós não temos nenhuma informação oficial sobre um cancelamento ou pausas na coleção. O que ocorreu na verdade foi o cancelamento de alguns pacotes de assinaturas (com o pagamento mês a mês), devido a algumas questões operacionais.” Apesar da resposta, a editora costuma avisar suas decisões em cima da hora. Por isso ainda é melhor ter cautela.

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Pipoca & Nanquim lança obras de Jeff Lemire e Esteban Maroto

A editora Pipoca & Nanquim está com dois novos lançamentos no mercado, e diga-se de passagem, dois baitas lançamentos, como diria o famoso comentarista esportivo.  O primeiro é um clássico de Os Mitos de Cthulhu do incrível Esteban Maroto, e o outro é O Ninguém do roteirista mais popular da atualidade, Jeff Lemire. Todas as edições contam os acabamentos, já tradicionais, que o Pipoca & Nanquim já introduziram no mercado. Conheça um pouco mais das duas publicações que já estão em pré-venda com ótimos descontos:

Os Mitos de Cthulhu

Por quase 40 anos está obra ficou praticamente perdida e envolta em casualidades. As três histórias de Esteban Maroto seriam publicadas originalmente pela Editora Bruguera em uma coletânea com cartunistas espanhóis, mas a Bruguera faliu e ficaram no ostracismo. Três anos mais tarde, a revista Capitán Trueno publicou as histórias em formato colorido, os originais nunca foram devolvidos a Maroto. Anos depois, ao tentar salvar suas coisas de um incêndio em seu apartamento, Maroto achou as cópias das três histórias que ele nem sabia que tinha guardado. Anos mais tarde, a Planet Comic publicou as três adaptações, em preto e branco como deveria ser originalmente.

Em Os Mitos de Cthulhu, somos apresentados a três dos contos mais celebrados do mestre do horror do século XX, H.P. Lovecraft, os clássicos A Cidade Sem Nome, O Cerimonial e O Chamado de Cthulhu.

A Cidade Sem Nome: “Acompanhamos um arqueólogo que se aventura em busca de uma cidade misteriosa perdida no deserto da Arábia. Mas ela existe mesmo? E se existir, o que esconde?”

O Cerimonial: “Um homem é convidado por sua família para testemunhar um antigo ritual na cidade de Kingsport no dia de Natal. O que ele vai descobrir é algo inimaginável e difícil de conceber para um ser um humano. O pano de fundo desse enredo tem um tanto do livro Necronomicon, escrito pelo mágico árabe Abdul Alhazred.”

O Chamado de Cthulhu: “A morte do professor Gammell Angel, da Brown University, é o estopim para levar o leitor para à cidade submersa de R’lyeh, no Oceano Pacífico.”

Os Mitos de Cthulhu tem 92 páginas, capa dura, miolo em papel couché e repleta de extras. O lançamento oficial será no dia 07 de junho.


O Ninguém

Jeff Lemire retoma o eterno personagem criado por H.G. Wells em O Homem Invisível, e o coloca em uma cidade do interior nos dias atuais e o transforma em um condutor para explorar temas como identidade, medo e paranoia. Mostrando que essas coisas podem transformar uma comunidade inteira e destruir até a mais pura amizade.

Na trama, a pequena cidade de Boca Larga nunca vivenciou muita agitação, até a chegada do misterioso John Griffen. Logo de cara, o povo acha muito estranho o homem ser envolto em bandagens dos pés à cabeça. Movida pela curiosidade, uma adolescente solitária chamada Vickie se aproxima do homem e tenta descobrir a verdade por trás do visual suspeito. Mas, quando acontece um crime, toda a cidadezinha se volta contra o estranho e passa a caçá-lo, ameaçando desmascarar um terrível segredo!

O Ninguém terá capa dura com verniz texturizado, formato americano, miolo em papel couché e extras exclusivos. O lançamento oficial será no dia 21 de junho.

 

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Explosiva | Quadrinho de super-heroína adolescente está em campanha no Catarse

Renata é uma adolescente nada normal. Ainda mais pelo fato dela ser uma super-heroína famosa conhecida como Explosiva. A menina é uma celebridade que tem milhares de seguidores e patrocinadores, que tem que combater o crime e tentar conquistar o garoto da escola que gosta. E assim, com um jeitão de Supergirl bem divertida, Explosiva está em campanha de financiamento coletivo no Catarse.

“Um vulto corta o céu da não tão pacífica cidade de Utópolis! É a nossa querida heroína Explosiva em mais um dia de combate contra vilões mal-encarados.

Renata, além de ser a garota mais popular da escola, é uma adolescente com superpoderes herdados do pai, um super-herói renomado interplanetariamente, porém de personalidade fora do comum! Ela contará com a ajuda da melhor amiga para encarar a sua missão mais difícil, conquistar J.J, um garoto avoado que só pensa em futebol.

Explosiva é uma história envolvente, que mostra de uma maneira nada realista, mas muito engraçada e divertida, as relações do adolescente, suas preocupações, medos e… garotos!”

Explosiva tem roteiro de André Valente, argumento e arte de Caio Majado e cores de Rod Fernandes.

Explosiva terá formato 21 X 29 cm, 80 páginas coloridas (que podem mudar para 96 caso bata uma das metas) e papel couchê fosco. Para saber mais sobre a campanha, recompensas, valores e para apoiar o projeto, clique AQUI.

 

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Graphic Novel de Tex escrita por Chuck Dixon chega ao Brasil

Está chegando mais um volume da coleção Tex Graphic Novel às bancas e loja especializadas do país. Trata-se da história Sangue e Areia, roteirizada por um veterano dos quadrinhos norte-americanos, Chuck Dixon! Confira detalhes abaixo.

Em Cinnamon Wells, uma quadrilha de assaltantes de banco mata o xerife durante a fuga. O jovem vicexerife reúne uma equipe para caçar os bandidos e, no percurso da trilha de sangue, cruza com Tex Willer. Mas diante deles há um enorme deserto sem água!

Linha autoral de Tex que em 2015 foi iniciada na Itália com a história “O Herói e A Lenda” (L’eroe e La Leggenda), dando início a uma série de graphic novels apelidadas de “Tex D’autore“, nestas aventuras os autores estão livres para reinventar o personagem da forma que bem entenderem, e sem precisarem necessariamente se ater à cronologia, podendo voltar ou avançar no tempo conforme suas vontades.

Chuck Dixon anunciou que escreveria uma aventura do ranger em 2015. Conhecido por seus quadrinhos de super-heróis, especialmente por sua fase no Batman onde criou o vilão Bane, e no Justiceiro, Dixon roteirizou – sendo o primeiro roteirista americano a tomar as rédeas do personagem – a aventura “Terror nos Bosques” (Almanaque Tex 49, Mythos Editora). Sangue e Areia, com arte do veterano Mario Alberti, é sua segunda incursão neste universo.

Alberti, o ilustrador, também foi o responsável pela arte do segundo volume da coleção Tex Graphic Novel.

Este é o sétimo álbum desta coleção. Com exceção dos volumes 5 e 6, todas as aventuras possuem começo, meio e fim definidos em suas cinquenta páginas, podendo ser lidos de forma única. Saiba mais detalhes desta coleção lendo nossa matéria abordando e explicando a mesma.

Entrevistamos o autor, Chuck Dixon, há alguns meses, e você pode conferir na íntegra clicando aqui.

Tex Graphic Novel: Sangue e Areia possui 52 páginas encadernadas em capa cartão e formato 27,5 x 20,5 cm. O preço sugerido é R$ 32,90, e você pode reservar seu exemplar na pré-venda clicando aqui.

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Novos encadernados da Vertigo chegam às bancas

A editora Panini está lançando novidades da Vertigo, selo de materiais mais adultos da DC Comics, nas bancas de livrarias de todo o país. Trazendo agora duas histórias completas feitas por grandes nomes dos quadrinhos, confira  todos os detalhes abaixo!

As Crianças do Crepúsculo

Ninguém sabe o que são as misteriosas esferas brilhantes, nem de onde elas vêm. A única coisa que importa para os moradores da cidade praiana onde elas surgem é o que elas causam quando aparecem. Elas cegam crianças e lhes dão poderes psíquicos. Destroem casas e fazem famílias desaparecer. Atraem cientistas, especialistas do governo e agentes secretos, cada um com seus próprios interesses. E inflamam emoções – paixões secretas, ressentimentos latentes – ao máximo. E agora elas trouxeram Ella. Materializada na praia como um dos misteriosos orbes, essa bela mulher não fala, mas parece ser portadora de um grande poder. Ela chegou para salvar ou destruir a cidade? Ou será que, na verdade, é ela quem corre perigo?

As lendas dos quadrinhos Gilbert Hernandez (Love and Rockets), Darwyn Cooke (DC: A Nova Fronteira) e Dave Stewart (Sandman: Prelúdio) colaboraram nessa história assombrosa de realismo mágico. Esta edição traz também esboços de Hernandez.

As Crianças do Crepúsculo possui 148 páginas encadernadas em capa cartão e formato 26 x 17 cm. O sugerido é R$ 31,90. Clique aqui para adquirir sua edição na pré-venda.

Frostbite: Morte Gélida

Na vastidão ártica dos Estados Unidos pós-apocalipse, a morte chega de várias formas – mas nenhuma é pior do que a terrível peste que congela a vítima de dentro para fora. De forma lenta e inexorável, o vírus da geladura infecta os remanescentes da humanidade. Não existe vacina, imunidade ou cura. Até agora. Na Cidade do México, o médico Henry Bonham e a filha Victoria encontraram a chave para acabar com a doença. Mas, para transformarem a possível cura em realidade, eles devem viajar mais de três mil quilômetros até uma instalação secreta do governo na famosa ilha de Alcatraz.

É aí que entra Keaton, capitã do caminhão de carga Quebra-gelo, e a tripulação mercenária do veículo. Eles passaram anos aprendendo a sobreviver no gelo, mas nunca estiveram em uma missão com tanto em jogo – ou contra inimigos tão determinados. Esses improváveis salvadores conseguirão cruzar a vastidão congelada, derrotar as forças que se opõem a eles e trazer o calor de volta ao mundo? Ou o vírus seguirá a consumir toda a vida em sua gélida infecção?

Frostbite é uma saga de ficção científica de sobrevivência abaixo de zero criada pelo escritor Joshua Williamson (Liga da Justiça vs. Esquadrão Suicida) e pelo artista Jason Shawn Alexander (Batman: Arkham City).

Esta edição possui 144 páginas encadernadas em capa cartão e formato 26 x 17 cm. O preço sugerido é R$ 31,90. Reserve o seu na pré-venda clicando aqui.

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Squeak the Mouse | Edição de luxo da Editora Veneta está em pré-venda

Já está em pré-venda o clássico dos quadrinhos italiano, Squeak the Mouse, pela Editora Veneta. A obra clássica de Massimo Mattioli, será republicada com todas as histórias da mais escandalosa dupla de gato e rato da cultura pop mundial, além de dezenas de páginas inéditas. O laçamento será simultâneo com a Europa.

Lançada originalmente na década de 80, nas páginas da lendária revista italiana Frigidaire, Squeak the Mouse se tornou um fenômeno mundial com suas histórias sarcásticas que leva ao extremo a violência típica dos desenhos animados norte-americanos, misturando ainda os clichês de filmes de terror e pornôs. A HQ foi a inspiração para Matt Groening para criar a dupla Comichão e Coçadinha, o desenho favorito do Bart Simpson.

Aqui no Brasil, Squeak the Mouse foi publicada na clássica revista Animal no final da década de 80, e se tornou rapidamente um dos maiores sucessos da publicação.

Squeak the Mouse tem formato 21 x 28 cm, 160 páginas, capa dura e se encontra em pré-venda no site da Veneta com um belo desconto ou na Amazon Brasil. O lançamento oficial será em 05 de julho.

 

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Tempo Acúmulo | HQ com tom intimista está em campanha no Catarse

Um projeto experimental que mistura experiências da vida, lamentos, obsessões, confissões e o tempo que se passa sem percebermos. Essa é a proposta de Tempo Acúmulo que está em campanha no Catarse. Escrito e produzido por Felipe Moreira Coutinho, o popular Fel Coutinho, a HQ é um como um ritual de libertação de traumas que busca mostrar como podemos elevar figuras que foram e ainda são importantes até para os menores fatos da história.

 

Eu tive a oportunidade de ler Tempo Acúmulo e o que ela me passou foi um relato intimista, adulto e niilista muito bem produzido, onde o trabalho do ilustrador Dave McKean tem uma forte influencia. E com uma arte gráfica de tirar o fôlego. Fel Coutinho começou a sua carreira fazendo arte-final para quadrinhos do Ziraldo no estúdio Megatério, desde então tem trabalhado como freelancer e professor de desenho, entre as suas publicações estão a coletânea Fome dos Mortos, pela Editora Draco e O Pior Amigo de Todos, quadrinho independente lançado em 2018.

Tempo Acúmulo terá formato em 18cm x 24cm e 24 páginas. Para saber mais sobre recompensas, valores e detalhes do projeto, clique AQUI.

 

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Gideon Falls | A Trinca de Terror, Mistério e Loucura do Celeiro Negro

Quando eu comecei a ler Gideon Falls – Vol. 1 – O Celeiro Negro, eu meio que já esperava o que estava por vir. O material em minhas mãos pulsava em induzir-me para uma trama de mistérios, terror e suspense. Bem, devo dizer que Gideon Falls tem um bocado dessas coisas, e tem outras coisas emboladas. Coisas boas e coisas ruins. O clima que esperamos na publicação é real. Um mistério meio que sufocante criado pelo roteirista Jeff Lemire, vai ditando uma narrativa que assemelha à filmes de suspense ou então a mais nova onda de séries de TV sombrias com o clássico Além da Imaginação. Existem momentos em que você pensa se vale a pena dá uma pausa, ir para uma outra leitura mais leve, ou então continuar. Principalmente se você ler como eu fiz as duas da madrugada. O suspense de Gideon Falls nem é tão aterrorizante assim, mas toda a sua construção, principalmente nos traços do (genial) Andrea Sorrentino, colaboram com o desenvolver de toda a trama.

A trama de Gideon Falls – Vol. 1 – O Celeiro Negro é contada a partir de duas narrativas. A do jovem Norton, ambientada em uma grande cidade, que tem em sua paranoia o Celeiro Negro, ele vive a revirar lixo atrás de artefatos ou pedaços que possam comprovar que não é louco. Ao mesmo tempo ele tem um acompanhamento psiquiátrico da jovem Dr. Xu, que com o passar da trama se vê envolvida na loucura ou possível realidade de Norton. A outra narrativa é do Padre Wilfred. Que chega na pequena cidade de Gideon Falls para substituir o antigo pároco. Wilfred é um sacerdote que tem em sua bagagem um passado nebuloso e desviado da Igreja Católica, e ficar de frente à comunidade cristã da pequena cidade, esquecida pelo mundo, lhe parece mais um castigo do que uma dádiva.

As duas tramas vão se misturando na medida em que o misterioso imóvel fantasmagórico vai fazendo suas aparições e a influência da lenda vai minando cada vez mais a história. A grande sacada de Lemire é criar a dúvida entre as duas tramas, enquanto uma vai apresentando momentos de insanidade, de conto da carochinha, a outra vai nos convencendo que o Celeiro Negro realmente existe.

Norton

O ponto negativo fica para o excesso de clichês que vão conduzindo a história. A própria dupla de protagonistas são clichês clássicos. Um padre que perdeu a fé. Um homem que não se sabe se é louco ou se está falando a verdade. Ainda temos uma psiquiatra que se envolve com o paciente, um velho que investiga o Celeiro Negro e todos o consideram maluco, uma policial emocionalmente envolvida com o mistério do imóvel fantasmagórico e que ao mesmo tempo não acredita nele e uma trama da igreja por trás disso tudo. Até mesmo um grande plot mais perto do final é meio que óbvio, mas pode parecer brincadeira, ele parece ser óbvio de propósito até. Jeff Lemire abusou de tipos que são comuns em diversas outras histórias para serem os condutores de sua trama, mas confesso que “ponto negativo” é algo meio que forte até pode soar como um baita defeito, mas o roteirista escreve muito bem os personagens, e tenta ao máximo tirar todos eles do lugar comum que geralmente são introduzidos. Essa construção do clichê para algo diferenciado se deve muito ao Sorrentino.

Padre Wilfred

Como dito aqui antes, os traços de Andrea Sorrentino são únicos. Eles ditam até as características emocionais e psíquicas dos personagens, como por exemplo Norton. Que sempre está com uma máscara cirúrgica e nunca aparece o seu rosto. O roteiro de Jeff Lemire é bem contado e desenvolvido graças as técnicas que o desenhista usa. A diagramação e os quadros ajudam nos momentos sufocantes da trama, fazendo elevar a expectativa pela próxima página. E ao mesmo tempo, nos momentos de calmaria fazem nossos olhos relaxarem. Vale ressaltar também o fabuloso trabalho de colorização de Dave Stewart. Conhecido pelas cores em Hellboy, Stewart fez das cores personagens à parte. Existem momentos em que estamos acompanhando um devaneio de Norton vendo a sua insanidade cinzenta bem ameno, ou um momento em que o Padre Wilfred está simplesmente conversando em tons pasteis atrativos para os olhos, e ao virar a página no momento de tensão em que o roteiro demanda, um tom vermelho sangue salta para cima do leitor. A colorização é uma das engrenagens que fazem o roteiro funcionar.

Eu não saberia dizer se a história que Jeff Lemire quis contar em Gideon Falls seria possível sem Andrea Sorrentino e o Dave Stewart, acho que o bolo final sem esses ingredientes ficaria sem sabor. Mas a soma dos três, vão conduzindo o leitor pela a história o segurando até o fim, valendo totalmente o investimento. Alguns leitores podem começar a leitura esperando com algo mais hardcore sendo entregue logo de início. Mas não é assim em Gideon Falls. A trama é toda uma construção, com suspense, ora com viés de terror, ora com viés psicológico.

Gideon Falls – Vol.1 – O Celeiro Negro tem formato 26,6 X 17,2 cm, 160 páginas e capa dura. No Brasil, a publicação está sendo pela editora Mino, que recentemente lançou o Volume dois.

 

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Patrick Gleason assina contrato de exclusividade com a Marvel

Conhecido por seus trabalhos feitos para a DC Comics, o artista Patrick Gleason está migrando para a Marvel Comics após assinar um contrato de exclusividade com a editora.

A novidade foi divulgada hoje, dia 05 de maio, através do painel Marvel Comics: Make Mine Marvel na Fan Expo Dallas. Gleason será o novo desenhista da revista Amazing Spider-Man, e segundo o próprio, algumas outras coisas. Sua estreia se dará na edição #25 do título.

“Pat e eu começamos nossas carreiras juntos há quase duas décadas, e desde que entrei para a Marvel ele é um desenhista com quem estive morrendo de vontade de trabalhar aqui, para que ele desenhe personagens incríveis“, disse o editor-chefe C. B. Cebulski. “Estou feliz que as estrelas se alinharam e agora Pat se juntou ao hall da Casa das Ideias. Acreditem, a contribuição que ele fará para os nossos quadrinhos será de explodir a cabeça.“

Em sua declaração, Patrick Gleason mencionou que está “feliz em se juntar a Marvel como artista e roteirista”, além de comentar um pouco sobre a recepção calorosa por parte de toda a equipe Marvel, onde estão alguns dos personagens que ele sonhou em desenhar durante toda sua vida.

Gleason tornou-se conhecido na DC Comics pelos trabalhos desenvolvidos em parceria com Peter J. Tomasi. Alguns dos títulos de destaque em sua carreira foram: Tropa dos Lanternas Verdes, Superman, Superfilhos, Batman & Robin, Robin, O Dia Mais Claro, LJA, SJA e Aquaman.

Seu trabalho mais recente publicado pela Editora das Lendas foi o relançamento de Young Justice (Justiça Jovem), em parceria com Brian Michael Bendis.

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Gerard Way: da música aos quadrinhos

Nascido em abril de 1977, Gerard Arthur Way, mais conhecido apenas como Gerard Way, é hoje um dos nomes mais curiosos da indústria norte-americana de quadrinhos mainstream. Ex-vocalista da banda My Chemical Romance, Way possui um longo histórico de contato com HQs, tendo crescido no meio e sendo inspirado pelas histórias que impactaram sua vida para a escrita de suas músicas.

Alérgico a gatos e com pavor de agulhas, quem conhece Gerard Way pelo seu sucesso com a banda de rock My Chemical Romance, em atividade de 2001 a 2013, pode não imaginar a jornada do cantor até o estrelato. Antes da carreira profissional Way esteve em contato com a música desde muito cedo, na época da escola. Em paralelo com a experiência musical, durante a adolescência trabalhou em uma comic shop e até mesmo participou do Sally Jessy Raphael Show, um talk show onde o assunto abordado na ocasião foi a perspectiva de publicidade dada pelos quadrinhos aos crimes do serial killer Jeffrey Dahmer.

Aos 16 anos, Gerard Way esteve na plateia de um debate sobre quadrinhos de Jeffrey Dahmer, no Sally Jessy Raphael Show.

Seu contato com quadrinhos não-tão-mainstream se deu com a ajuda de um amigo chamado Scott. Nessa época seu encontro com tais obras foi especialmente marcado por séries diferentes do habitual como Flaming Carrot (da Renegade Press e Dark Horse Comics) e Patrulha do Destino (da DC Comics, na época escrita por Grant Morrison), entre algumas outras, sendo que esta segunda teve destaque especial em sua vida.

Sua primeira tentativa de entrar para o mundo das HQs foi com a série On Raven’s Wings, publicada pela Bonyard Press e cancelada após duas edições por conta da saída do artista do título. Way tinha apenas 16 anos neste momento.

Durante o período em que trabalhou na comic shop um evento terrível se desenrolou, quando houve um assalto e uma arma esteve apontada para sua cabeça enquanto o assaltante o pressionava contra o chão. Esta experiência trágica (e possivelmente traumática) foi marcante no futuro para a criação de parte de suas músicas e sua banda, além de colaborar com sua obsessão por assuntos relacionados a morte, algo existente desde muito cedo e que sempre ditou o tom de My Chemical Romance.

Com foco em seguir carreira no mundo dos quadrinhos, Gerard entrou para a School of Visual Arts de Nova York e graduou-se em 1999.

Crazy Jane diz ao Homem-Robô que “a vida não significa” nada. Trecho da Patrulha do Destino de Grant Morrison e Richard Case.

Influenciado por bandas como Iron Maiden, Queen, The Smiths e The Misfits, Gerard queria ser guitarrista. Sua avó, homenageada na música Helena, foi a primeira a incentivar sua carreira musical dando-lhe uma guitarra quando tinha oito anos. Ao desistir da ideia (depois de experiências ruins), manteve por um tempo o foco na carreira artística até, após os acontecimentos do atentado do 11 de setembro, escrever uma música que viria a se tornar o primeiro single de MCR, Skylines and Turnstiles.

O atentado mudou sua linha de pensamento e a vontade de fazer a diferença cresceu aos poucos. My Chemical Romance teve início em 2001 e no ano o seguinte o grupo lançou seu primeiro álbum. A composição da banda ficou marcada como: Gerard Way no vocal, Ray Toro e Frank Iero como guitarristas, Mikey Way (irmão de Gerard) no baixo, e o baterista Bob Bryar, com participação do tecladista James Dewees.

Three Cheers for Sweet Revenge, lançado em 2004, foi o primeiro sucesso comercial da banda (apesar de ser o segundo álbum da mesma), que desde então deslanchou completamente atingindo o ápice com The Black Parade (2006), seu álbum mais famoso e aclamado. Suas composições tornaram-se famosas por, além da temática e clipes que conversavam com muitos dos que viriam a se tornar fãs, contarem histórias completas através de letra e vídeo.

My Chemical Romance

Durante seus mais de doze anos de vida, My Chemical Romance teve certa influência nos quadrinhos e também herdou algumas características das preferências dos irmãos Way. O single Desolation Row, cover de uma música de Bob Dylan, foi lançado em 2009 e criado para estar presente nos créditos finais da adaptação cinematográfica de Watchmen, lançada no mesmo ano, dirigida por Zack Snyder e levando às telas a obra máxima de Alan Moore e Dave Gibbons.

A banda e os trabalhos artísticos ajudaram Gerard a lidar com depressão, alcoolismo e uso de drogas. As músicas que compuseram o álbum The Black Parade chegaram a impactar o famoso autor norte-americano Grant Morrison (ele mesmo, da Patrulha do Destino), ícone da juventude de Way que posteriormente viria a se tornar seu grande amigo.

Morrison esteve em alguns clipes de My Chemical Romance, sendo um deles SING, onde viveu um ciborgue que protege os interesses de sua empresa. Em Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na), Morrison deu vida a um líder de uma banda inimiga de mascarados. Em seu livro Superdeuses, Grant tece diversos elogios às músicas do MCR e as classifica como essenciais de um determinado período artístico moderno/punk/emo.

My Chemical Romance foi oficialmente encerrada em 2013, mas durante sua carreira musical em grupo Gerard começou a produzir o que veio a se tornar sua série de maior sucesso: The Umbrella Academy, uma família disfuncional de super-heróis.

Em 2007 o autor começou a escrever Umbrella Academy e desenhou a versão original, que posteriormente foi redesenhada pelo artista brasileiro Gabriel Bá; o primeiro arco ganhou uma compilação pela Dark Horse Comics no encadernado Suíte do Apocalipse, trazido ao Brasil pela editora Devir.

Ganhadora do prêmio Eisner de 2008, UA herdou muito de quadrinhos como Hellboy e da já mencionada Patrulha do Destino, inserindo uma perspectiva musical que pareceu ser uma associação óbvia vindo de quem escreve esta série. Dallas, o segundo arco, foi lançado ainda em 2008 e somente após dez anos o terceiro, Hotel Oblivion, chegou às comic shops norte-americanas.

O segundo encadernado também foi lançado no Brasil, e Gerard até mesmo veio à CCXP em 2015 para painéis e sessões de autógrafos. Em 2019 a série live-action produzida pela Netflix estreou e tornou-se um grande sucesso do serviço de streaming, criando novos fãs em todo o mundo.

The Umbrella Academy na arte de Gabriel Bá.

Way, entretanto, não se limitou a produzir Umbrella Academy. The True Lives of the Fabulous Killjoys, lançada em 2013, foi uma série co-escrita por Gerard e seu parceiro e ídolo Shaun Simon, com arte de Becky Cloonan. A minissérie, publicada nos EUA pela editora Dark Horse, serve como sequência ao álbum Danger Days do MCR e possui muita influência de Os Invisíveis, outra série original de Grant Morrison. Nesta época também fez alguns trabalhos para a TV, como a direção de episódios para The Aquabats! Super Show! do canal The Hub.

Em 2014 sua estreia na Marvel Comics se deu com a série Edge of Spider-Verse, que trouxe alguns universos alternativos do Homem-Aranha aos quadrinhos. Sua história criou a personagem Peni Parker, uma garota nipo-americana que pilota uma armadura bio-mecânica chamada SP//dr.

Peni Parker foi destaque no filme animado vencedor do Oscar, Homem-Aranha no Aranhaverso, lançado em 2018 e dirigido por Phil Lord e Christopher Miller, mentes criativas por trás de Uma Aventura Lego.

Peni Parker, criação de Gerard Way, foi um dos destaques do filme Homem-Aranha no Aranhaverso.

Apesar das criações constantes para o universo dos quadrinhos, após o fim do My Chemical Romance Gerard iniciou sua carreira solo em 2014 assinando um contrato com a Warner Bros. Records. Algumas de suas músicas deste período estiveram na série de TV de Umbrella Academy, tanto nos trailers quanto nos episódios propriamente ditos.

Uma de suas ideias para o nome de um novo álbum solo foi Young Animal. Apesar de sonoro, este nome não chegou a estar presente em sua vida musical e tornou-se um selo de quadrinhos da DC Comics chefiado por Gerard como consultor criativo e marcando o que viria a ser sua publicação “mais esperada” nas palavras do próprio: sua versão da Patrulha do Destino.

O selo Young Animal concretizou um dos maiores sonhos de Gerard: criar sua própria versão da Patrulha do Destino.

DC’s Young Animal teve início em 2016 com foco em relançar alguns personagens esquecidos da DC Comics visando atingir novos públicos. Com proposta similar ao que foi feito com a Vertigo, as séries apresentadas neste selo focam no experimental e na liberdade criativa dada aos roteiristas e artistas, que publicam de acordo com seus ritmos. A diferença é que além dos editores, Gerard é o curador das obras lançadas por aqui.

A primeira encarnação de Young Animal chegou às comic shops com Patrulha do Destino (de Gerard Way e Nick Derington), Shade the Changing Girl (de Cecil Castellucci e Marley Zarcone), Cave Carson has a Cybernetic Eye (de Jon Rivera, Gerard Way e Michael Avon Oeming) e Madre Pânico (de Jody Houser e Tommy Lee Edwards). Esta última série é baseada em uma ideia inicial de Way, ambientada na cidade de Gotham. A seleção das equipes criativas foi feita de acordo com as características de cada série, com mulheres chefiando revistas como Shade the Changing Girl, por exemplo.

Atualmente Young Animal já possui outros títulos e os mencionados acima seguem sendo publicados sem periodicidade definida. Sua própria versão da Patrulha do Destino, como contado em entrevistas, sofreu algumas alterações ao longo dos anos e passou de uma obra mais séria e densa a algo mais descompromissado, porém com ideias verdadeiramente criativas que falam sobre assuntos muito humanos.

A Patrulha do Destino de Gerard Way introduz novos personagens e resgata os clássicos.

Em entrevista dada ao Fatman on Batman, de Kevin Smith, Gerard mencionou que no ponto atual de sua carreira não existem itens em sua “Lista de Desejos” e basicamente todos seus maiores sonhos de infância e juventude já se concretizaram, especialmente com o sucesso de sua Patrulha. Em uma das edições da revista, a comic shop em que trabalhou quando adolescente aparece na história, e esta foi sua homenagem prestada ao passado.

Nas redes sociais, com destaque para o Instagram, o autor divulga as obras do Young Animal e as comenta, uma por vez. Sua jornada de fã até se tornar um profissional da área é verdadeiramente inspiradora. Hoje, muitos ícones do passado já trabalharam em suas obras ou estiveram em contato próximo. Alguns nomes são Brian Bolland, que desenhou uma das capas variantes de Patrulha do Destino, e Frank Miller, com quem teve a oportunidade de jantar em reuniões da DC Comics.

O terceiro arco de histórias de sua Patrulha começará em julho nos Estados Unidos. No Brasil, as obras do selo Young Animal estão sendo publicadas pela editora Panini em encadernados com acabamento luxuoso em capa dura, e são encontrados atualmente em algumas bancas, lojas especializadas e livrarias.