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Saga de Brian K. Vaughan: Oitavo encadernado da série está chegando ao Brasil

Há alguns meses chegou ao Brasil o sétimo volume de Saga, cultuada obra da autoria de Brian K. Vaughan e Fiona Staples. Agora, o oitavo encadernado deste épico já está em pré-venda em mais um lançamento da editora Devir! Confira detalhes abaixo.

Após os eventos traumáticos da Guerra por Phang, Hazel, os pais dela e os seus companheiros sobreviventes embarcam em uma aventura transformadora na fronteira mais ao oeste do cosmo. E mais: duas histórias fechadas revelam os destinos de O Querer e Ghüs, dois dos personagens favoritos dos fãs.

Este volume reúne as edições 43 a 48 da revista original publicada nos EUA pela Image Comics, onde a série já possui 52 edições publicadas e continua sendo lançada. A previsão de lançamento do oitavo encadernado é dia 21 de junho, e no exterior, o volume 9 chegará às comic shops em setembro.

Saga – Volume 8 possui 152 páginas encadernadas em capa dura e formato 19 x 28 cm. O preço sugerido é R$ 72,00. Clique aqui para reservar sua edição na pré-venda com desconto.

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Matar e Morrer: os dois Prelúdios de Dario Argento

Em 1975 o renomado cineasta italiano Dario Argento lançava o que viria a se tornar sua obra-prima mais cultuada: Prelúdio para Matar (Profondo Rosso no original), um suspense policial escrito por Argento, com produção de seu pai e de seu irmão mais novo, e trilha sonora composta pela banda Goblin.

Dario Argento iniciou sua carreira em meados dos anos 60 e ganhou notoriedade pelo trabalho realizado ao lado de Bernardo Bertolucci no filme de Sergio Leone, Era uma Vez no Oeste (1968). Após o sucesso de sua produção de 1970, O Pássaro das Plumas de Cristal, o diretor investiu em outros dois filmes que seguem a mesma temática, e esta trinca foi apelidada de “trilogia animal“. Outro filme foi lançado em 1973, e exatamente em 75 Profondo Rosso chegou aos cinemas.

Uma das cenas de Prelúdio para Matar, em que o protagonista investiga o misterioso assassino.

Prelúdio para Matar, um trabalho que Argento dividiu com Bernardino Zapponi, une as características dos filmes thriller do diretor com pitadas de sobrenatural e fantasia. Na trama, um pianista vivido pelo ator David Hemmings é testemunha do assassinato de Helga Ulmman (Macha Méril), e decide investigar os fatos contando com a ajuda de uma amiga repórter, interpretada por Daria Nicolodi.

O filme tornou-se um sucesso de público e crítica e hoje figura no topo das listas de melhores obras da filmografia do diretor. A produção envolveu particularidades da vida pessoal de Argento, tal qual sua separação com a segunda esposa. O título do longa significa, em português, Sangue Profundo, e a composição única que dá vida à história contada, com ambientação espetacular por parte da direção das cenas e da trilha sonora desenvolvida pela banda italiana de rock progressivo são os pontos altos da fita.

O diretor e roteirista elabora um mistério intrigante e cheio de surpresas enquanto o protagonista está em sua investigação. Levando o espectador a um ponto final graças às descobertas, Dario não falha em surpreender e entrega um plot twist memorável. O sombrio assassino, que no filme é interpretado pelo próprio Argento (nas cenas em que somente as luvas estão visíveis), promove uma verdadeira chacina no decorrer das – rápidas – duas horas de mistério. Quando chega ao fim, sobra a satisfação por ter presenciado tamanho esmero em uma tela. E a influência deixada por suas obras ao legado do cinema é gigantesca, retirando-se do posto de ícone italiano para se tornar referência mundial.

Mais de quarenta anos depois, Dario Argento revisitou as principais características de sua obra definitiva. Agora, nas páginas de um personagem das histórias em quadrinhos: o Dylan Dog.

“O maior ícone italiano de terror depois de mim”, disse o diretor com um sorriso.

Foi através do roteirista da Sergio Bonelli Editore Stefano Piani que Dylan Dog teve uma história escrita por Argento lançada na Itália, na edição 383 da revista do personagem, datada de junho de 2018. Amigo pessoal de Dario, Piani abordou-o ao mesmo tempo em que trocou mensagens com o editor de DyD, Roberto Recchioni. Foi dada a largada para que o Investigador do Pesadelo criado por Tiziano Sclavi, tal qual uma marionete, fosse conduzido pelas hábeis mãos do diretor. O título da obra: Profondo Nero (Terror Profundo), seguindo o italino, e no Brasil, Prelúdio para Morrer.

Uma misteriosa mulher é destaque na bela capa de Prelúdio para Morrer.

Mas as semelhanças entre o clássico filme e a história de Dylan não se limitam ao título. Aqui, com colaboração de Piani, Argento cria uma história de investigação mestrada por BDSM (bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo), e apesar do plot geral não se assemelhar ao de sua obra máxima, a condução de ambas possuem paralelos.

Os dois Prelúdios de Argento têm início com uma cena ambientada no passado. No filme, alguém assassina um homem e uma criança está com a faca em uma das mãos. No quadrinho, duas filhas de um nobre são pegas roubando a gaveta de dinheiro do pai. Ambos os prólogos são, ao final da narrativa, trazidos de volta para mente do espectador/leitor e utilizados como gatilho para solução de um mistério maior. E como o clássico de 1975, Prelúdio para Morrer traz alguns elementos fantasiosos que o diretor trabalha em algumas das suas produções, uma vertente favorita do mesmo.

A cena inicial do filme mostra uma criança presenciando uma faca ensanguentada.

A sinopse desta história é direta: ao visitar uma exposição de quadros e fotografias BDSM, o herói avista uma linda mulher de longos cabelos pretos e muitas cicatrizes nas costas. Ao segui-la através da multidão, ela desaparece na cidade e Dylan se vê em uma experiência bizarra onde, seminua e amarrada, com uma estranha multidão assistindo ao redor, a mulher que avistara anteriormente pede para que ele a chicoteie. Ao acordar do que se assemelhou a um sonho, o dever é descobrir quem diabos é essa mulher.

“A dor é prazer, Dylan!”

A paixão do autor por obras de arte se faz presente em seu filme como elemento chave para a resolução do mistério, e é o principal gatilho para que o Investigador do Pesadelo dê início às suas buscas, motivadas também por avistar uma mulher em situação estranha. E as referências ao filme também se apresentam de forma visual: há um pôster da banda Goblin em determinado quadro, dividindo cena com uma marionete que, no longa, protagoniza uma das mais impactantes cenas de ação e terror.

A utilização de bonecas e marionete em Prelúdio para Matar cria um suspense único.

Enforcamentos, desmaios, facadas e mortes por um ataque de cutelo promovem a sanguinolência, que sempre se encerrará com balas e pólvora. E além dos paralelos, esta é uma aventura cronológica do herói, com utilização dos aparatos tecnológicos que o leitor conheceu na aventura A Serviço do Caos, cronologia esta situada em um texto editorial.

“Quem junta tudo é Dario, que, como faz todas as vezes, se fecha em um quarto de hotel em algum lugar, junto com um computador sem wifi, para escrever.”

O desfecho, mais uma vez remetendo ao Prelúdio para Matar, entrega uma reviravolta que esteve o tempo todo escancarada para o leitor, incapaz de notar e mergulhado na assombrosa arte do genial artista Corrado Roi.

E enquanto adiciona componentes novos para sua trama, incluindo até mesmo algumas atitudes polêmicas às mãos de Dylan Dog, esta revisitação histórica de um clássico do suspense e terror demonstra a força não somente do Old Boy que vive a aventura, como também do autor, que hoje possui 78 anos de idade e ainda é capaz de mergulhar-nos em tanta ansiedade curiosa.

A obra foi trazida ao Brasil pela Mythos Editora em uma graphic novel luxuosa, com capa dura e textos que complementam a leitura. Confira detalhes clicando aqui.

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Hellboy e o B.P.D.P. 1954 traz novas aventuras no passado do Garoto do Inferno

Já está em pré-venda o terceiro volume da coleção Hellboy e o B.P.D.P., da Mythos Editora. No terceiro ano em sequência, o investigador demoníaco irá atrás de novas aventuras. Confira detalhes abaixo!

Em 1954, Hellboy começa a percorrer o mundo para investigar e debelar possíveis ameaças sobrenaturais. Ele não é mais um novato no Bureau de Pesquisas e Defesa Paranormal, mas ainda está muito longe de ser o que se julga: um perito que já viu e já fez de tudo. É com essa mentalidade juvenil que o impetuoso agente assume missões individuais “fáceis” como enfrentar um macaco fantasma ou um espelho assombrado.

Porém, quando as ocorrências são realmente estarrecedoras, Hellboy se junta ao esquadrão do B.P.D.P. para desbravar desde os rigores glaciais do círculo polar ártico, onde cientistas juram estar sendo caçados pelo abominável homem das neves; até os mistérios ancestrais da China, onde um vaso milenar pode ser foco de manifestações demoníacas.

No terceiro volume de Hellboy e o B.P.D.P. será apresentada a minissérie 1954 e O Espelho, uma aventura originalmente distribuída no dia do quadrinho gratuito dos Estados Unidos.

Este encadernado conta com roteiros de Mike Mignola e Chris Roberson (o criador de iZombie, série da Vertigo que fez grande sucesso nos quadrinhos, com arte de Mike Allred, e na TV), e reúne mais um leque de grandes artistas: Mike Huddleston, Stephen Green, Patric Reynolds, Brian Churilla e o lendário mestre Richard Corben.

Hellboy e o B.P.D.P. 1954 possui 156 páginas encadernadas em capa dura e formato 26 x 17 cm. O preço sugerido é R$ 72,90. Reserve sua edição na pré-venda clicando aqui.

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Editora Todavia lança Golias, gibi que traz uma diferente versão da história bíblica

A Editora Todavia, que vem publicando magistralmente a série Bone no Brasil, já iniciou a pré-venda deu seu próximo quadrinho. Trata-se de Golias, do escocês Tom Gauld.

Com graça e humor, a HQ apresenta uma nova e surpreendente versão da história bíblica. Golias de Gate não é lá um grande soldado. Se dependesse dele, preferia pegar as tarefas do administrativo a participar de combates. Isso muda quando o rei dos filisteus o envia para desafiar os israelitas.

Em sua versão da história bíblica, Tom Gauld vê Golias não como o guerreiro ao qual nos acostumamos, mas como um burocrata de fala mansa e hábitos tranquilos. A narrativa mitológica se transforma num retrato sutil desse personagem que, na derrota para Davi, sempre simbolizou a primazia da inteligência sobre a força bruta.

Autor escocês nascido em 1976, Tom Gauld estudou na Edinburgh College of Art e produz obras marcadas por algumas características específicas, como a comédia, diálogos planos e personagens muito impressionantes.

Entre suas publicações, destacam-se além de Golias as histórias Mooncop, The Gigantic Robot e You’re All Just Jealous of My Jetpack. Também produziu quadrinhos menores, como Robots, Monsters etc., Hunter and Painter e outros. A publicação da Todavia é sua estreia no mercado nacional e foi publicada originalmente pela Drawn and Quarterly.

Golias possui 96 páginas encadernadas em formato 17 x 24 cm. O preço sugerido é R$ 54,90. Garanta sua edição na pré-venda clicando aqui.

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Anna Saito homenageia Street Fighter e está em campanha no Catarse

A mais nova publicação de um membro do coletivo QUAD Comics está em campanha de financiamento coletivo no Catarse. Trata-se de Anna Saito: Journalist Fighter, do quadrinista Diego Sanches. Confira detalhes abaixo!

Anna se tornou jornalista investigativa por buscar respostas sobre o que houve com seu pai. Jorge Saito foi um dos principais lutadores do país, mas sua rotina de treinos e viagens para competir em torneios não era exatamente compatível com uma vida em família. Para Anna, toda esta história de “vida de lutador” era só uma desculpa para o pai nunca encarar sua responsabilidade.

No aniversário de 18 anos de Anna, seu pai reaparece com um papo de que iria lutar sua última luta, a final do torneio Street Gladiators, e se aposentar em seguida para tentar recuperar o tempo perdido. Relutante, Anna decidiu dar esta última chance.  No grande dia a luta é interrompida por um adversário misterioso que, após desferir um golpe devastador, desaparece junto com Saito.

Com organizadores que abrem portais para outras dimensões, ditadores de sociedades secretas, lagartos ninjas, etc. O mundo dos torneios de luta dão bastante trabalho para Anna Saito, que para resolver seus casos vai precisar utilizar uma habilidade que tenta esconder: a de lutadora.

O livro trará duas histórias publicadas originalmente no coletivo online (para webcomics) Tapas. O orçamento para a versão impressa (tiragem de mil exemplares) está estimado em R$ 12.000. Mais detalhes da campanha podem ser conferidos clicando aqui.

Diego Sanches, o autor, é designer (tendo trabalhado para a Revista Mundo Estranho e outras da Editora Abril) e um dos criadores do coletivo QUAD Comics, que conta com cinco volumes publicados e venceu um prêmio HQ Mix. Anna Saito é seu primeiro quadrinho fora do universo QUAD.

A recompensa para quem apoiar com R$ 15,00 é a HQ em arquivo PDF, e com uma colaboração de R$ 30,00 você recebe a edição impressa.

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Aperta o play e viaje na batida de Na Quebrada – Quadrinhos de Hip Hop

Eu tinha entre dez e onze anos, não me lembro direito, quando minha mãe me presenteou com um vinil. Era o Funk Brasil 1. Ali foi meu primeiro contato para valer com esse tipo de som. Minha veia musical estava começando a ser moldada, obviamente eu era um moleque que escutava de tudo um pouco, os sambas nas festas das minhas tias, os rocks que meus primos ouviam, os forrós dos discos do meu pai, mas sem entender nada direito. O disco tinha raps que são muito diferentes dos que conhecemos hoje em dia. Logo na primeira faixa era uma música do Cidinho Cambalhota com participação da Dercy Gonçalves chamada Rap das Aranhas (uma espécie de continuação de Rock das Aranhas do Raul Seixas). Outros clássicos do funk carioca se decorriam ao longo de suas oito faixas no primeiro disco do icônico DJ Marlboro. Essa sempre foi minha referência para esse tipo de som.

Ao longo dos tempos me encontrei melhor no rock, mais precisamente nos punks hardcores da vida, mas sempre que dava aquela vontade voltava para o Funk Brasil. Até que anos mais tarde, na escola, um amigo me emprestou uma fita cassete. Vale lembrar que estamos situados aqui na década de 90 e esse era o nosso modo de compartilhar músicas. A fita tinha uma penca de raps do RUN-D.M.C. e fiquei tipo: “Puta merda! Que parada foda demais!”. Logo após eu fui conhecer os Racionais MC, e um foi puxando o outro. Até as bandas de rock que na época misturavam com rap ajudaram nesse conhecimento. Como o Planet Hemp, Pavilhão 9, Cambio Negro etc e tal.

Fiz essa pequena introdução para poder falar que Na Quebrada – Quadrinhos de Hip Hop da Editora Draco, me fez ter essa sensação novamente de estar descobrindo um novo mundo. Ao longo das suas 184 páginas me senti não apenas lendo um gibi. E sim escutando um disco de rap. As suas histórias me remeteram a canções e como uma ironia incrível, algumas você pode até cantar. Como Preta Maravilha Contra a União Golpista e Que Nem um Morcego. As letras (ou histórias) falam do cotidiano da comunidade, de preconceitos, de revolução, de correr atrás do seu sonho, de batalhar o seu sonho, a eterna luta contra os poderosos e de evoluir. Mas usando a magia que somente as HQ’s podem proporcionar. E faz todo o diferencial.

A primeira faixa é O Sampleador, com roteiro de Raphael Fernandes e arte de Braziliano, com uma bela história de um rapaz que tem um dom amaldiçoado que atormenta a sua vida. Depois o álbum pula para trama heroica Preta Maravilha contra a União Golpista com arte e texto de João Pinheiro. Aqui somos apresentados a uma super-heroína urbana que está em combate contra os poderosos iniciando uma revolução. A história toda é um grande rap e como disse antes, dá para ler cantando com uma batida imaginária na mente. Que Nem um Morcego do trio Cirilo S. Lemos, Giovanni Pedroni e o rapper De Leve. É a minha preferida da coletânea. A história do cativante Ramiro descobrindo o hip hop e iniciando nas batalhas de MC’s te abraça e te leva para um mundo fantástico. Fechando o “lado A” do disco Na Quebrada, vem a importante Meu Corpo, Minhas Regras escrito pela ótima Larissa Palmieri e com arte de Vitor Flynn. Uma trama cyberpunk que mistura fanatismo religioso, direitos das mulheres, machismo, corrupção e o poder da fake news. Mais atual impossível.

Virando para o “lado B” de Na Quebrada, começamos com Um Conto de Duas Cidades, onde dois grupos rivais se unem contra um mal comum que ameaça a todos. Um aviso bem real para os dias de hoje. O texto é de Felipe Cazelli e arte de Marc Weslley, com os desenhos mais bonitos da coletânea. Em seguida vem Darréu – A Lei do Mundo, uma divertida e leve trama escrita pelo entregador de gás Alessio Esteves e com artes de  Felipe Sanz. A história de dois meninos que queriam tirar uma onda com os amigos é a mais descompromissada da coletânea, lembrando até aqueles filmes gostosos de assistir como Goonies ou Uma Noite de Aventuras. Já em Olido de Juju Araújo e com o retorno de Braziliano na arte, trata da famosa arte urbana. Assim como a galeria homônima que fica em São Paulo, o texto abraça os traços grafiteiros de Braziliano e apresenta uma trama de poder, busca pelo sucesso e reconhecer suas raízes. O fechamento fica por conta da excelente O Rei do Groove que tem arte e texto de Guabiras. É uma grande homenagem ao hip hop mundial disfarçada em um conto fantástico de um DJ que beirava o fracasso e se torna um dos maiores. A história, em todos os seus quadros têm referências ao hip hop, é uma aula de história sobre o estilo com artistas dos mais variados tipos que contribuíram de alguma forma com o movimento. É bem legal ficar caçando as referências.

Além dos quadrinhos, o volume conta com uma introdução de Alê Santos, contador de narrativas negras (confira seu trabalho em sua conta no Twitter), e comentários do grande Gil Santos, o popular Load, e do rapper Rashid.

Na Quebrada – Quadrinhos de Hip Hop tem na sua maior qualidade o fato de ser um trabalho necessário para a galera. Disseminar essa cultura para o leitor é de suma importância. E tomara que quem venha a ler, passe a se interessar e a consumir as artes que o movimento gera no total. E como disse o meu amigo Gigalovax Cândido, todas as histórias acabam de forma positiva. Apontando que o futuro pode sim ser melhor.

Na Quebrada – Quadrinho de Hip Hop tem formato 17 x 24 cm, 184 páginas e capa em papel cartão. A coletânea está em pré-venda no site oficial da Draco.

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Batman e Mulher-Gato é a nova minissérie da DC por Tom King

Conforme noticiado aqui, o run de Tom King pelo título do Morcego se encerrará este ano. Contudo, isso não significa que o autor não escreverá mais o personagem. A DC Comics anunciou hoje Batman e Mulher-Gato, nova minissérie por King e pelo desenhista Clay Mann.

Arte promocional de Batman e Mulher-Gato #1 por Clay Mann

Além disso, o editor-chefe Bob Harras finalmente esclareceu a situação:

“Estamos realizando mudanças em nossas publicações para continuar a garantir o nosso sucesso. A primeira delas será Batman, após o final de Cidade de Bane em dezembro. É uma história incrível e Batman e Mulher-Gato suprirá o vazio até que o título do personagem se torne mensal.”

Enquanto isso, o autor Tom King, lamenta pela sua saída da revista:

“É difícil deixá-lo, mas foi um presente prazeroso fazer parte do título. Contudo, estou o deixando para trabalhar nos projetos mais ambiciosos da minha carreira, com os melhores artistas. Isso é um presente também.”

De acordo com King, Batman e Mulher-Gato é uma chance dele repetir o feito de Grant Morrison e Frank Quitely em Batman e Robin. Trazendo uma acessível e ambiciosa história, o autor concluirá as ideias de seu run dentro da minissérie:

“Esse será quadrinho sobre o que o personagem sempre foi: Transformar medo, em coragem. Dor, em esperança. Trauma, em amor.” – e acrescenta – “É a história que eu sempre quis contar. E eu estou contando-na com o melhor artista ao meu ver: Clay Mann.”

Batman e Mulher-Gato #1 será publicado em janeiro de 2020. A minissérie contará com 12 edições. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, mantenha-se ligado na Torre de Vigilância.

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Decepcionado com o final de Game of Thrones? Conheça boas HQs de fantasia medieval!

Sucesso da televisão que ao longo de oito anos conquistou milhares de fãs ao redor do mundo, Game of Thrones finalmente chegou ao fim, e a luta pelo controle dos Sete Reinos atingiu sua derradeira conclusão. Entretanto, esta conclusão deixou uma sensação ruim para muitos que acompanhavam a série, após deslizes no decorrer de toda a oitava temporada.

E qual a melhor forma de apagar o gosto ruim deixado por finais insatisfatórios? Conhecendo outras obras! E abaixo elencaremos alguns ótimos quadrinhos de fantasia medieval, publicados no Brasil nos últimos anos e que possuem status de grandes obras do gênero, seja pelas intrigas políticas, batalhas épicas ou personagens cativantes. Vale lembrar que o gênero de fantasia medieval é muito extenso, e seria impossível comentar sobre TODAS as histórias deste tipo de uma só vez.

Dragonero: O Caçador de Dragões

Série italiana publicada pela Sergio Bonelli Editore, Dragonero é um dos maiores sucessos modernos da editora, sendo consagrada como uma das maiores séries de fantasia da Europa.

Fora das terras civilizadas do Erondar, além da ciclópica barreira do Valo, que separa o Império da Terra dos Dragões, a Antiga Interdição, que sela e aprisiona os abominosos em seu mundo escuro, está para ser quebrada. O mago Alben sabe o que deve fazer para evitar essa catástofre: ele convocará a oficial Myrva, a monja guerreira Ecuba e Ian Aranill, ex-oficial do Império, além do orc Gmor, amigo leal de Ian. Alben sabe que eles deverão enfrentar as forças maléficas evocadas por Shiverata, seu antigo inimigo, e as hordas dos algentes, os únicos seres sencientes que habitam a Terra dos Dragões. E sabe que Ian, membro da família dos Varliedartos, os Matadores de Dragões, é o único que poderá encarar a última terrível ameaça que deverão enfrentar. Junte-se a esses cinco heróis para fazer uma incrível viagem através de uma terra de maravilhas, prodígios, fantasia e horrores mortais.

Este encadernado da editora Mythos reúne a primeira minissérie completa de Dragonero, em uma edição que contém mais de 290 páginas. Porta de entrada ideal para novos leitores.

Os Companheiros do Crepúsculo

Uma das mais aclamadas obras de François Bourgeon, Companheiros do Crepúsculo chegou ao Brasil (com o merecido tratamento, pois já havia sido lançado antes) através da editora Nemo.

Considerado um dos melhores álbuns de quadrinhos já produzidos, Os Companheiros do Crepúsculo se passa na Idade Média durante a Guerra dos Cem Anos. A história é centrada nos personagens do Cavaleiro, Mariotte e Anicet, em sua busca por redenção ou pela simples sobrevivência. Misturando fantasia e lutas sangrentas, cenas cotidianas e um tom de erotismo, um dos destaques desta obra-prima das HQs é o belo e detalhado traço do autor, que transporta os leitores para os cenários e o clima da época.

Através de linguagem rebuscada que situa muito bem o leitor, esta edição de um clássico é imperdível para quem gosta de grandes histórias e para os amantes da arte dos quadrinhos.

Rat Queens

O grupo das Ratas Rainhas, quatro amigas que se assemelham às classes típicas de boas aventuras de RPG, dão vida ao título Rat Queens da Image Comics (com selo Shadowline), trazido ao Brasil pela editora Jambô.

As personagens formam um grupo de aventureiras matadoras, beberronas e mercenárias, e seu negócio é trucidar todas as criaturas dos deuses em troca de grana. Conheça Hannah, a elfa maga rockabilly; Violet, a anã guerreira hipster; Dee, a humana clérigo ateia; e Betty, a miúda ladra hippie. Suas aventuras são um épico de estilo moderno, dentro do gênero tradicional de matança violenta de monstros — como se Buffy encontrasse Tank Girl em um mundo de RPG… Mas pra lá de chapada!

Já foram publicados em terras brasileiras dois encadernados com capa dura reunindo as dez primeiras edições da série original, muito elogiada nos EUA.

Elfos

Um dos maiores sucesso do mercado francês, a série Elfos está sendo publicada atualmente no Brasil pela editora Mythos.

Com narrativa rotativa e dividida entre diversas espécies de elfos, onde cada história possui foco num tipo específico (são eles: azuis, silvestres, brancos, negros e meio-elfos), os autores constroem aos poucos uma trama maior e cheia de nuances e interconexões. O primeiro volume possui duas histórias, uma focada nos elfos azuis e outra nos elfos silvestres. O segundo volume já foi lançado pela editora e apresenta duas novas histórias, uma com foco nos elfos brancos e outra nos meio-elfos.

Graças a esta publicação surgiram diversos spin-offs trabalhando outras raças/espécies fantásticas deste mundo. O formato da publicação é luxuoso, tamanho álbum, em capa dura.

Anões

Série que divide o mesmo universo de Elfos, Anões também chegou ao Brasil em lançamento da editora Mythos, e traz uma perspectiva de vida bem diferente se comparada às criaturas de orelhas pontudas.

Assim como Elfos, Anões é uma série dividida em histórias curtas (um escritor, cinco artistas) que englobam os diferentes tipos de anões deste universo fantástico. Existem quatro ordens principais: a Forja, Retaliação, Templo e Escudo. Além delas, uma quinta ordem foi criada e inclui proscritos e desfavorecidos: a Ordem dos Andarilhos. O primeiro volume conta uma história da Ordem da Forja e outra da Ordem da Retaliação, e mostra nitidamente as diferenças entre as duas ordens e dita os rumos das próximas aventuras.

O encadernado brasileiro também segue o padrão da série irmã: formato álbum com acabamento luxuoso em capa dura.

Lanfeust de Troy

Outro sucesso arrebatador dos quadrinhos europeus, Lanfeust de Troy chegou ao Brasil pela Jupati Books (selo da Marsupial Editora), e conta com dois volumes publicados até o momento, um da série principal e outro do spin-off.

Troy é um mundo fascinante, onde a magia faz parte do cotidiano de todos. Cada pessoa possui um poder, pequeno ou grande, mais ou menos útil. Um tem o dom de transformar água em gelo, outro o poder de soltar puns coloridos… Lanfeust consegue fundir metal só com o olhar. Ele naturalmente se tornou aprendiz do ferreiro de sua aldeia. Até que, quando tocou numa misteriosa espada vinda dos distantes Baronatos, uma força excepcional se revelou: ele não dispõe mais de um único dom, mas de um poder absoluto e ilimitado. Acompanhado do velho sábio Nicoledes e das suas duas filhas de personalidades muito distintas, Lanfeust é transportado para um turbilhão de aventuras, encontrando as criaturas mais estranhas, surpreendentes e perigosas.

A série já foi concluída em seu país de origem. O spin-off, Trolls de Troy, lida com os fantásticos trolls deste universo, em uma série muito mais bem-humorada.

Dragão Negro

Trazida ao Brasil pela editora Pipoca e Nanquim, Dragão Negro é uma das obras definitivas de Chris Claremont (X-Men) e do artista John Bolton (Os Livros da Magia).

O ano é 1193 da Era Cristã. James Dunreith, exilado pelo seu senhor e rei, Henrique, voltou para reivindicar a terra que é sua por direito de nascença. Acusado de feitiçaria, Dunreith é pressionado pela rainha Leonor da Aquitânia e incumbido de uma missão: encontrar uma pessoa que vem se rebelando contra a coroa e resolver a questão a qualquer custo; o problema é que essa pessoa já foi o seu melhor amigo. Ainda mais perigosa do que qualquer ameaça política é a conspiração para dominar os poderes ocultos ancestrais advindos daquela região, que podem desencadear o mal supremo. Será que o coração valente do herói e o poder das rainhas das fadas e do mundo terreno serão capazes de salvar a Inglaterra da voracidade do Dragão Negro?

Graphic novel publicada originalmente pela Epic Illustraded, da Marvel Comics, Dragão Negro é uma incrível história de fantasia situada na Inglaterra medieval, combinando contos de fadas com figuras históricas. O encadernado nacional é um show a parte, com acabamento luxuoso em capa dura e formato diferenciado do original, valorizando a arte.

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É oficial: Tom King deixará a revista do Batman após edição 85

De acordo com o Bleeding Cool, Tom King deixará os roteiros de Batman após a edição 85. Contudo, a decisão não teria partido do autor. O roteirista tinha um plano para 105 edições, conforme divulgado pelo CBR em dezembro do ano passado.

Ainda de acordo com a fonte, um dos motivos para a sua saída seriam as baixas vendas durante o arco Knightmares, perdendo recentemente para Immortal Hulk, da Marvel. Na trama, o Morcego é torturado psicologicamente por Bane, através de pesadelos. Entretanto, Batman permanece sendo o título mais vendido da DC.

Com o intuito de obter uma justificativa, o site tentou se comunicar com King e com a editora. Infelizmente, eles não declararam nada sobre o assunto. Em sua conta oficial no Twitter, ele postou, agradecendo aos fãs pela preocupação:

“Muitas mensagens gentis. Vocês são demais.” 

Mesmo com a sua aparente saída da HQ do Cruzado De Capa, Tom King permaneceria como roteirista exclusivo da DC Comics. Caso o rumor seja verdade, o run do roteirista se encerrará no final de 2019.

Mais informações devem ser divulgadas em breve. Logo, mantenha-se ligado na Torre de Vigilância.

[ATUALIZADO]

O CBR confirma: Tom King está fora da revista do Batman após a edição 85. O último arco do autor será a Cidade de Bane.

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Skybourne, quadrinho de ação do artista Frank Cho, está chegando ao Brasil

O próximo lançamento da Mythos Editora já está em pré-venda. Trata-se de Skybourne, quadrinho de ação criado pelo famoso artista Frank Cho. Confira detalhes abaixo!

A salvação da Terra nas mãos de um imortal com tendências suicidas… Depois de Lázaro ter milagrosamente ressuscitado, ele teve três filhos, Abraham, Thomas e Grace Skybourne. Os três eram dotados de habilidades inimagináveis: superforça, resistência sobre-humana e imortalidade. Eles criaram a Fundação “Topo da Montanha” para proteger a Terra de ameaças sobrenaturais – entre elas, um ensandecido mago que quer acabar com a humanidade!

A edição nacional conta com tradução de Antonio Tadeu. Skybourne foi uma minissérie publicada originalmente nos Estados Unidos pela editora BOOM! Studios, totalizando cinco edições lançadas entre 2016 e 2018. A trama, divertida e inusitada, possui um final definido, tornando este um volume único.

Frank Cho tornou-se conhecido por suas ilustrações de mulheres sensuais e voluptuosas. É o criador da série Liberty Meadows (Image Comics), e ilustrou para a Marvel o Homem-Aranha, Novos Vingadores, Hulk, X-Men e Wolverine, entre outros.

Skybourne possui 164 páginas encadernadas em capa dura e formato 26 x 17 cm. O preço sugerido é R$ 72,90. Clique aqui para reservar sua edição na pré-venda.