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Netflix divulga trailer de Godzilla: Planet of the Monsters e data de estreia

Polygon Pictures e a Netflix anunciaram que o filme Godzilla: Planet of the Monsters (Godzilla: Kaijū Wakusei) estreia mundialmente no catálogo da empresa de streaming no dia 17 de janeiro. Para comemorar o anúncio, um novo trailer foi divulgado. Confira!

O filme será estrelado por:

Mamoru Miyano como Haruo Sakaki.

Takahiro Sakurai como Metphies.

Kana Hanazawa como Yuko Tani.

Tomokazu Sugita como Martin Lazzari.

Yuuki Kaji como Adam Bindewald

Junichi Suwabe como Mulu-Elu Galu-gu.

Kobun Shizuno (Detective Conan: The Darkest Nightmare, Fist of the North Star: The Legend of Kenshirô, Fist of the North Star: The Legend of Toki) e Hiroyuki Seshita (Ajin, Knights of Sidonia) estão dirigindo os filmes pela Polygon Pictures.

Gen Urobuchi (Puella Magi Madoka Magica, Fate/Zero, Psycho-Pass), da Nitroplus, é creditado pelo conceito da história e pelo roteiro. Urobuchi é também responsável pela composição ao lado de Yūsuke Kozaki.

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Torre Indica | Animes de 2017

Mais um ano se passou, e mais de 200 animes estrearam. Fica muito difícil escolher o que assistir, ainda mais com cada bomba que aparece durante as quatro temporadas do ano.*cof cof Black Clover cof cof*

Para tentar ajudar os nossos leitores a escolherem algo para assistir, reunimos os três otakus fedidos da Torre de Vigilância, e os forçamos a montar o seu ranque pessoal dos seus dez desenhos japoneses prediletos do ano.

Confira abaixo:

3-Gatsu no Lion

Redator: Pedro Ladino

10 – Ao no Exorcist: Kyoto Saga – Talvez tenha sido uma decepção para a maioria das pessoas, mas como leitor do mangá, eu sei a importância desse arco para o futuro da série. E também sei que ele isolado pode ser um “porre”, mas Ao no Exorcist foi um dos meus primeiros animes e tenho um grande carinho por ele. E teve música do UVERworld na abertura, quer mais alguma coisa? :p
9 – KonoSuba S2 – Continuou com aquele humor galhofa, desligue o cérebro e seja feliz.
8 – Made in Abyss –  Uma das surpresas do ano, e mesmo que eu não tenha curtido tanto, foi melhor que muita coisa que saiu.
7 – Boku no Hero Academia S2 –  Nem sei o que falar desse aqui, o Studio BONES continua mandando muito bem na adaptação do mangá, e estou ansioso para a terceira temporada.
6 – Shoujo Shuumatsu Ryokou – Acho que pode ser considerado o anime surpresa da Fall Season, um slice of life sensacional e relaxante, mas que quando queria passar algo mais extremo, conseguia.
5 – Gamers!  – Meu anime “amorzão” do ano. Tem texto no site sobre ele, mas resumindo: é uma baita surpresa e uma ótima comédia romântica.
4 – Tsurezure Children – Melhor anime da Summer Season, com 12 minutos em cada episódio conseguiu me fazer rir bastante e me deixar bastante feliz enquanto era exibido.
3 – Gintama. e Gintama. Porori-hen – Só porque maratonei tudo esse ano mesmo :p , se tornou um dos meus animes favoritos, e mesmo não sendo as melhores temporadas da obra, estão aqui representando todo o anime. E que venha a última temporada.
2 – Mahoutsukai no Yome (The Ancient Magus Bride) –  O maior hype de 2017, e que, para a surpresa de muitos, conseguiu ser real. Simplesmente mágico, Wit Studio vem mostrando que não é só o “estúdio de Shingeki no Kyojin”.
1 – 3-Gatsu no Lion S02 – Esse aqui realmente não tem o que falar, é uma obra-prima dos animes e essa segunda temporada tem dado cada porrada que meu amigo… Que venha o segundo cour.

Menções honrosas: Just Because!Kujira no Kora wa Sajou ni UtauNet-juu no Susume.

 

Shouwa Genroku Rakugo Shinjū S2

Redator: Luis Alex Butkeivicz

10 – Fate/Stay Night Heaven’s Feel Part 1 – A nova entrada na série Fate trás consigo a última rota até então não adaptada do Fate/Stay Night original. Heaven’s Feel será lançado em três partes, mas quanto ao primeiro filme posso afirmar que o mesmo tem êxito em reviver o interesse dos fãs da série na timeline original, algo que não ocorria desde Unlimited Blade Works.
9 – Gamers! – Acredito que tenha sido uma das maiores surpresas do ano, especialmente por quebrar em partes a expectativa de muitos durante sua exibição. Gamers! por si só surpreendeu por ser uma comédia romântica focada em personagens gamers, além da temática de desentendimentos que era recorrente em todos os episódios. O show sucedeu em tirar várias risadas e entregar uma história de amor não muito convencional. Se tratando de Gamers!, entrei pelas referências à jogos e acabei ficando pelo incrível drama multilateral de jovens apaixonados que não sabem se expressar direito.
8 – Kobayashi’s Dragon Maid – Foi certamente um dos pontos altos da temporada de inverno de 2017. Embora tenha começado a assistir apenas como uma forma de ocupar meu tempo, Kobayashi-san acabou se tornando uma incrível experiência me lembrando da sensação de acordar cedo e apenas relaxar assistindo anime enquanto toma café da manhã.
7 – Konosuba S2 – Reconhecendo que a maioria dos shows mencionados nesta lista são de fato continuações, a segunda temporada de Konosuba adentra esta lista com mérito ao trazer de volta o mesmo humor e sátira da primeira temporada, mas também trazendo consigo novos elementos e personagens para o enredo. Konosuba é certamente uma das grande obras do gênero isekai, embora o mesmo já esteva saturado, Konosuba se mantém de pé o satirizar sua própria comédia e personagens de forma que, acho difícil não acabar amando este show.
6 – Kuzu no Honkai – Diante de diversas obras abordando a temática de amor e relacionamentos como um slice of life, focando exclusivamente no desenvolvimento amoroso, Kuzu no Honkai me surpreendeu no início deste ano ao entregar uma história plausível sobre a forma como relacionamentos funcionam e como pessoas lidam com eles. A história se prejudica um pouco devido ao seu elemento de narração que pode ficar um pouco respetivo, porém ela sucede em apresentar um drama através dos diversos personagens.
Kuzu no Honkai é, acima de tudo, uma história de mentirosos. De pessoas incapazes de aceitar seus sentimentos, incapazes de encarar a verdade ou de deixar alguém para trás. Certamente é merecedora desse lugar na lista não apenas pela qualidade da história, como o realismo das relações em que se baseiam.
5 – Boku no Hero Academia S2 – Acredito que não seja necessário citar o hype e qualidade de Boku no Hero Academia, e sua segunda temporada foi ainda melhor. Agora adaptando o Arco do Torneio e do Assassino de Heróis, o anime adapta o mangá com êxito entregando diversos momentos de arrepiar. Definitivamente merecedor de um dos melhores shonens da atualidade, mas não o primeiro lugar dessa lista.
4 – 3-gatsu no Lion S2 –  Entre as diversas histórias que fizeram seu lugar na minha lista de 2017, esta é uma que também fez um lugar no meu coração. Embora as palavras que tenha não sejam o suficiente para expressar a qualidade de 3-Gatsu no Lion, acredito que assim como o primeiro lugar da minha lista é um show que fala por si próprio, com suas próprias palavras. Um drama, uma comédia, uma história que através de personagens bem construídos e uma narrativa consistente cria uma sensação de realismo naquele mundo. Certamente encontrarei as palavras para falar sobre esse incrível obra e sua predecessora, mas por hora, resta apenas minha recomendação
3 – Kizumonogatari Part 3 – Sou incapaz de falar sobre a série Monogatari e seu lugar nesta lista sem falar sobre o esplendor de Kizumonogatari, e a forma majestosa que sua adaptação entrega o início da história de Koyomi Araragi. O último filme da trilogia que constitui a adaptação da novel de Kizumonogatari é o resultado do extenso desenvolvimento do primeiro filme, e ação intensa do segundo que culminaram em uma obra prima. Uma história de sangue, uma história de cicatrizes que, mais tarde neste mesmo ano chegou ao seu fim.
2 – Owarimonogatari S2 – Com o fim da adaptação de Owarimonogatari, fomos deixados apenas com as memórias destes 8 anos dourados que lembraremos com imensa nostalgia. No meu último ano do colegial pude ver a história de Koyomi Araragi chegar ao fim. O último ano de Araragi foi marcado por garotas bizarras e esquisitices, marcado por sangue e tragédia, marcado por compaixão e alegria.
Quando eu pensar nos meus anos do colegial, eu irei lembrar desta história. Uma história que tem um lugar especial no meu coração. Trailer.
1 – Shouwa Genroku Rakugo Shinjū S2 – Uma obra que me surpreendeu pelo enredo maturo, embora que já esperado de um jōsei, e que despertou um grande interesse no próprio Rakugo. Shouwa Genroku não apenas entrega uma história emocionante com personagens trágicos, como orquestra com maestria uma narrativa entrelinhas percebida ao assistir a série pela segunda vez.
Através de uma direção impecável, o show consegue apresentar diversas histórias ao mesmo tempo ao espectador, de forma que, todas se conectam brilhantemente.
Não tenho muitas palavras sobre esse show, mas acredito que isso se deve ao fato de que ele fala por si próprio. Para mim não é apenas um dos melhores shows de 2017 como um dos melhores anime de todos os tempos, junto da sua primeira temporada.

 

Shingeki no Bahamut: Virgin Soul

Redator: Vini Leonardi

10 – Fate/Apocrypha
9 – Koi to Uso
8 – Renai Boukun
7 –  New Game!!
6 – Urara Meirochou
5 – Just Because!
4 – Rokudenashi Majutsu Koushi to Akashic Records
3 – Masamune-kun no Revenge
2 – Princess Principal
1 – Shingeki no Bahamut: Virgin Soul

Comentário do Redator: Dois mil e dezessete foi um ano interessante para os animes, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Tivemos diversas mudanças e permanências descobertas pelo “público”, fazendo as pessoas olharem para seus desenhos com outros olhos.

Tretas industriais a parte, o conteúdo dos animes foi excepcional e trouxe diversas pedras preciosas para a superfície. Alguns diamantes, e algumas pérolas. Apesar dos excelentes títulos, tivemos também alguns péssimos para balancear. Afinal, não poderia ser anime se não fosse ruim. Sabe como é, Japonês é um povo estranho.

A maioria dos que conseguiram uma posição no meu ranque, foram cobertos pelas Primeiras Impressões – quase todas – escritas por mim. Os primeiros três episódios são os mais importantes pois, se eles forem ruins, os seguintes nunca serão assistidos. Então acho que vale a pena dar uma conferida nos posts (que estão linkados no próprio ranque) para ter uma noção de qual jaca você estará metendo o pé.

Destaques para Koi to Uso (9º Lugar) e Akashic Records (4º Lugar), que tiveram um desenvolvimento que foi de encontro às suas impressões iniciais: O primeiro começou forte e desandou um pouco, enquanto o segundo começou cambaleante e conseguiu se firmar no longo prazo. De resto, os títulos conseguiram seguir o que minha intuição previu, e você pode confiar nas postagens. Se você souber o que está assistindo, é claro.

Porém, o caneco vai para uma continuação: Shingeki no Bahamut (Rage of Bahamut) foi o show que mais me surpreendeu esse ano. A cada semana eu dizia pra mim mesmo que “é impossível eles se superarem depois dessa, simplesmente não dá”… E dava! E deu! Toda semana eles me surpreendiam mais e mais. Foi surpreendente do início ao fim, mas em momento nenhum deixou o seu lado carismático e caricato de lado. Conseguiu ser melhor do que a sua primeira temporada (Shingeki no Bahamut: Genesis), que já tinha sido ótima.

Que venha 2018!

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Lançado o clipe oficial para os 100 anos de animação japonesa

Os animes começaram a ser lançados no Japão em 1917 e agora estão completando 100 anos de existência. Para comemorar tal data, os estúdios de animação lançaram uma mega clipe para o projeto Anime Next 100, reunindo séries produzidas nesse centenário para relembrar do que já passou e se preparar para o que virá.

A canção tema dos 100 anos de anime, Tsubasa Wo Motsu Mono ~Not An Angel Just A Dreamer~ (Aqueles com asas ~ Não é um anjo Apenas um sonhador ~), tem letras de Aki Hata e Seiko Fujibayashi, e composição de Kohei Tanaka e Noriyasu Uematsu.

A música foi interpretada pelos artistas: i ☆ Ris, Azumi Inoue, Wake Up, Girls!, Maaya Uchida, Akira Kushida, GRANRODEO, Isao Sasaki, Hiro Shimono, JAM Project, Konomi Suzuki, Kenichi Suzumura, Ayana Taketatsu, Chihara Minori, TRUE, Toshiyuki Toyonaga, Shoko Nakagawa, Wataru Hatano, Mitsuko Horie, Minami, Mizuki Ichiro, Suzuko Mimori, May’n, e Chihiro Yonekura.

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Torre Entrevista | Steve Oliff

Nesta semana de aniversário de Akira, aqui na Torre esmiuçamos a versão brasileira do mangá. Mas uma particularidade ainda carecia de maiores explicações: As cores. Steve Oliff, possivelmente o mais famoso colorista dos quadrinhos também foi o primeiro a colorir digitalmente uma HQ, exatamente em Akira. Para falar mais sobre o assunto, conversamos com ele que, diretamente da Califórnia, nos contou seu lado sobre os bastidores de um dos seus mais famosos trabalhos e explica por que tantos leitores até hoje preferem sua versão colorida pela Marvel/Epic à obra original de Katsuhiro Otomo.

Akira foi o primeiro mangá de muitos leitores. A primeira pergunta é simples: Você teve algum contato com mangá, seja como leitor ou colorista antes de Akira?

Não. Resposta simples [risos]. Havia pouquíssimos mangás naquela época disponíveis por aqui quando comecei a colorir Akira.

Quando Archie Goodwin o indicou para ser o colorista de Akira, você já era um candidato ou nem sabia sobre essa publicação?

Ele [Archie] me pediu para fazer algumas páginas de teste. Eu já estava na Marvel desde 1978 e eles procuravam alguém para fazer essa nova HQ que seria longa. Me mandaram 4 páginas e fiz algumas amostras. Mas algo sobre Akira me chamou atenção de que parecia ser um trabalho importante. Então me empenhei muito no meu guia de cores e amostras para ver se eu conseguia a vaga, e as minhas foram escolhidas.

Durante esse processo, [Katsuhiro] Otomo viajou aos Estados Unidos e ficou uns dias por aí…

Sim, ele viajou!

E quanto tempo você trabalhou pessoalmente com ele?

No início, o que aconteceu quando eu recebi a autorização para continuar com o trabalho, fui até Nova York para conhecer os editores e o Otomo. Um amigo meu tinha aqueles volumes grossos em preto e branco, acho que eram os volumes 1 e 2, e um amigo dele falava japonês e traduziu esses volumes para ele! Os peguei emprestado já traduzidos e durante o voo da Califórnia para Nova York eu li o primeiro antes mesmo de me encontrar com a equipe. Passamos de algumas horas para até um dia ou dois em reunião. Depois de estabelecer contato, voltei para casa e comecei a minha parte para valer.

Steve Oliff (agachado na ponta esquerda) e Katsuhiro Otomo (em pé na ponta direita) com convidados em um dos encontros (Reprodução: youtube.com)

Ainda sobre o Katsuhiro, ele passou alguns dias nos EUA e, pelo que dizem, falava inglês muito bem…

Posso acrescentar algo? Quando fomos ao hotel e discutimos sobre as páginas, ele parecia que não falava muito inglês. Depois fomos a um sushi bar e foi a primeira vez que comi sushi. Após relaxarmos um pouco e dizer que fui aceito na equipe ele se soltou e falou muito mais!

Quais eram as maiores preocupações dele sobre esse processo de cores?

Se eu seria capaz de contar a história com as cores, pois haveriam transições evidentes e como o ritmo da história, uma vez que era uma longa história, não seria a afetado e [as cores] não seriam um problema e sim uma contribuição para a narrativa.

Os Japoneses são conhecidos por trabalhar muito. Os mangakás mais conhecidos têm 5 ou 6 assistentes para desenhar junto com eles e nesse processo chegam a produzir 20 páginas por semana…

Otomo desenha mais sozinho. Ele tinha alguns assistentes, mas quando o visitei no Japão e pude ver como era sua produção, às vezes até seus editores o ajudavam, passando a noite preenchendo a arte-final dos cenários e fazendo o letreiramento dos balões para que ele pudesse cumprir os prazos.

E sobre a cores. Qual era a média de tempo que se levava para terminar uma página?

Não é exato pois houve dois processos. O que aconteceu com Akira foi que ele seria adaptado para as HQs da Marvel, que são quadrinhos com cores mais vivas e chapadas. Fizemos alguns testes para o guia de cores, porque era minha função na época. Feito isso, eu enviava as páginas junto com um sistema numérico para Connecticut. Lá, avaliavam o que eu fiz, que era compatível a um sistema equivalente a 64 cores diferentes. Fizemos alguns testes, mas ninguém ficou satisfeito com o resultado. Então lembrei de um amigo que tinha um programa de cores para computador e sugeri à Marvel se poderíamos usar um sistema digital, que me daria a possibilidade de usar milhões de cores ao invés das 64 anteriores. Eles aceitaram e, na História das HQs pelo que sei, com exceção de alguns casos isolados como Richard Corben que faz suas próprias seleções, foi a primeira vez que o artista do guia de cores também foi o selecionador. Esses eram dois processos distintos.

O projeto durou de 1988 até 1996. Quando o Katsuhiro voltou ao Japão, como funcionou o processo de edicão da HQ?

O equivalente ao primeiro volume original de Akira, que tinha umas 300 páginas, ele me mandava em fotocópias alguns “mini-guias de cores”. Nada muito específico ou que eu era obrigado a seguir à risca, mas para mostrar as ideias que ele tinha. E então eu já com papeis de qualidade superior, usava airbrush, caneta hidrográfica, guache e outros artifícios e os mandava ao Japão para ele olhar como ficou. Após sua aprovação, ele mandava de volta para nós e aí começava o processo por computador. Foi dessa forma até ao número 6 da edição Norte-americana. Depois disso, ele disse: “Está bem, você entendeu o que queremos por aqui” e eu não precisava mais mandar meu guia de cores ao Japão.

Exemplo de página de Akira colorida à mão por Oliff (Reprodução: Twitter.com)

Então os guias viajavam o mundo?

Sim, pelas primeiras seis edições da Epic. Outro fator no começo da produção foi que eu não tinha uma impressora ou scanner. Apenas a máquina para guia de cores. Kenny Giordano escaneou todas as páginas, me mandava em disquetes para eu colorir no processo digital. Eu devolvia dos disquetes para Kenny, ele imprimia as provas de impressão e as enviava para a Marvel. Aqui na Califórnia nós não tínhamos visto estas provas. Só víamos o a versão final impressa. Isso só mudou à partir da edição 11 quando no nosso estúdio chegou uma impressora Mitsubishi G650-10 e nos deu a chance de marcar as cores por conta própria. Antes disso, estávamos completamente cegos. Se cometêssemos algum erro, não saberíamos até ver a versão final impressa.

Um elemento importante foi quando a publicação entrou em hiato na época que Katsuhiro foi trabalhar em outros projetos…

Foi pela edição 33 da versão da Epic.

Aqui no Brasil Akira só voltou em 1997, após muita preocupação por parte dos leitores da HQ de ela ficar incompleta por aqui. Mas por parte da Marvel, esse medo também foi real?

Sim. Não estávamos seguros que Otomo retornaria, mesmo que já tínhamos ido tão longe. Na época, o mercado estava mudando, com a Image Comics surgindo com Spawn, The Maxx, Savage Dragon e toda a equipe que criei para mexer com Akira saiu da minha companhia para outras empresas. Então tive que recomeçar com uma nova equipe para as últimas edições e, infelizmente, o resultado não foi bem o que eu queria. A edição 32, que é minha favorita de toda a série, eu tinha a melhor equipe que treinei desde o começo e foi muito satisfatório, falando tecnica e artisticamente. Para as últimas edições, só pudemos mexer com elas quando ele [Katsuhiro] as mandou revisadas e até redesenhadas para nós.

Página de Akira nº 32. Marvel/Epic Comics. Abril de 1992.

Sobre seu estúdio, hoje as páginas são coloridas usando Photoshop. Na época de Akira, apesar do programa que vocês usavam, era diferente. O quanto você acha que a forma com que as páginas de quadrinhos feitas hoje, seu estúdio Olyoptics tem influência?

O que tínhamos era um software muito primitivo chamado Kaleidoscope, depois chamado de sistema Codd/Barrett e não chegava perto do poder do Photoshop. Como analogia, o que usávamos era como um carro de três marchas e câmbio manual. Photoshop é uma Ferrari ou Maseratti. Tínhamos que achar formas de compensar as limitações de nosso software com a criatividade de nossas escolhas. Quando começou a era digital muitos não tinham a expertise e nós já estávamos calejados. Desenvolvemos um novo estilo de coloração chamado The Cut Color. Com o Photoshop e bitmap, nosso software foi fragmentado. Tínhamos que saber a representação numérica que cada cor tinha porque era necessário saber se o que era apresentado em nossos monitores casava com o sistema CMYK. Quando se pintava com Photoshop no começo muitos se maravilham com as cores na tela, mas não entendiam as diferenças do sistema RGB do monitor com o CMYK que ia para a impressão final. Sei que é uma explicação bem técnica, mas esse era nosso diferencial.

Todos sabem que o processo de cores de Akira tinha o aval do seu autor. Há fãs que não gostam quando uma obra é modificada dessa forma, quando é colorida ou descolorida. O que acha dessa situação?

Quando a Marvel veio até mim falar de Akira, sendo este seu primeiro mangá, eles estavam convictos de que o público norte-americano não estava pronto para o material em preto e branco. Então vi que meu trabalho de colorir Akira era de comunicar com o autor e tentar o meu melhor em entregar uma versão colorida digna da história. Na Olyoptics pensamos que quanto melhor se desenha, melhor colorimos, e o traço de Otomo é fabuloso. Sempre tentávamos nosso melhor. Eu respeito quem prefere a obra original, mas para mim se o espírito essencial da obra está lá preservado mesmo que a colorindo, acho que não há nada errado nisso. Eu prefiro a versão colorida à preto e branco. A versão original é linda mas acho que as cores deram uma dimensão extra à forma de contar a história. Porque eu sempre considerei cores uma “trilha sonora silenciosa”. Vou contar a você um segredo: Quando colori Akira, eu tinha um estúdio com poucas pessoas e muito espaço. Então peguei 56 páginas, o que equivalia a uma edição da Epic, as coloquei no chão em ordem e observei cada segmento da história, cada parte e corte e o que vi é que precisávamos de “cores de cena” para determinados personagens. Quando mudava de um personagem para outro havia uma mudança de cores que, você pode não perceber, mas nosso subconsciente capta que a história está mudando. E dessa forma nós narrávamos a trama usando as cores.

Em 2012, a Norma Editorial lançou na Espanha uma caixa celebrando os 30 anos de Akira. Essa versão era colorida. Você soube ou teve algum envolvimento nesse projeto?

Não. Ninguém nunca sequer me disse sobre as versões internacionais de Akira, apenas as da Marvel. Cheguei a ver somente uma edição alemã.

Versão alemã de Akira (Reprodução: Abebooks.com)

Já nos EUA agora em 2017 será lançada uma caixa parecida para os 35 anos de Akira…

Essa será em preto e branco. Porque eles teriam que usar os filmes que usamos para impressão e eu não tenho certeza se esse material sobreviveu na Marvel. Entretanto, eles levaram os filmes para França, Espanha, Brasil… por isso, em outros países há cópias desses filmes e há a possibilidade de eles terem os conservado melhor do que a Marvel fez.

Caixa comemorativa de 35 anos de Akira sem as cores de Oliff. Kodansha Comics. 2017 (Reprodução: Amazon.com.br)

Em vários casos, as cores precisam ser restauradas ou refeitas em novas edições. Como você mesmo fez no Thor por Walter Simonson e Miracleman. Além do processo digital, o que você acha que fez as cores de Akira serem tão atuais até hoje?

Você chegou a ver algum dos meus guias de cores originais?

Sim! Em Felixcomicart!

Isso. Eu vendi alguns por lá! Pois bem: Os guias foram tratados como arte totalmente pintada e renderizada. Colori esses guias junto com meus assistentes então passamos aos responsáveis pelo processo digital e esse trabalho era de casar todos os artifícios que tínhamos feito manualmente. Depois eram feitas provas de impressão já que nessa época, como disse, tínhamos uma impressora Mitsubishi G-650, então eu sabia que as provas de impressão iam sair bem. Sabia que ia “traduzir” bem. No final, atuei como um diretor de arte passando pelo processo de pintura, impressão e revisando para ver o que precisava ser consertado. Ainda tenho algumas daquelas provas de impressão com notas nas margens dizendo o que era preciso ser feito. Por todo esse esquema, éramos uma equipe rigorosa como nunca se havia antes visto na indústria dos quadrinhos.

Impressora Mitsubishi G650-10 igual àquela usada por Oliff (Reprodução: PC Magazine nº7. Março de 1988)

Os Estados Estados Unidos ainda é um país muito fechado em sua própria cultura. Há, por exemplo, versões estadunidenses de filmes em língua estrangeira ou até de produções britânicas porque não é comum nos EUA o público consumir produtos dublados ou legendados. No Japão, de certa forma é parecido: Há personagens da Marvel e DC que foram adaptados ao mangá. Por que você acha que Akira uniu esses dois mundos e ainda por cima fez sucesso no resto do planeta?

Pelo meu histórico na indústria, recordo que a cultura Japonesa foi introduzida aos quadrinhos norte-americanos após a Segunda Guerra Mundial com a ocupação do país pelos EUA (1945-1952). Os soldados, que eram representados em HQs, também levaram quadrinhos para lá e os japoneses adoravam. Mas, por sua economia estar sofrendo com o pós-guerra, eles não tinham capital para investir em impressões em cores e todo o estilo em preto e branco foi desenvolvido a partir daí. Portanto, o desenvolvimento cultural com quadrinhos foi diferente com o que acontecia nos EUA. Nesse cruzamento de culturas eu sei que, por exemplo, foi publicado um mangá do Homem-Aranha e dessa vez em preto e branco. Tanto aqui quanto lá em seu estilo de publicação e traço. Akira era especial por duas razões: 1 – Por trazer o conceito de narrativa do mangá aos EUA. 2 – A sua versão animada era um passo adiante em seu meio e isso mudou como a audiência por aqui pensava sobre anime e esse assunto. Muitas pessoas que vêm até mim em convenções de quadrinhos sabem que fiz Akira e várias não sabem sobre a versão em quadrinhos, somente a animação. Então, Akira inovou em dois níveis: Na questão do anime e na forma de colorir mangá. Entre essas duas formas, mudou como a audiência daqui pensava sobre anime e mangá.

Influência estadunidense nos mangás (Reprodução: Gijoecomicsinternational.com)

O quanto a versão animada influenciou nas cores do mangá?

Um pouco. O que houve foi que, quando consegui o emprego, Otomo já estava bem adiante no desenvolvimento da animação. Então o que ele me mandou foi uma série slides com frames destaVendo isso e os guias de cores eu poderia escolher minhas cores para a versão da Marvel/Epic. Era uma referência, então não foram trabalhos isolados. A animação influenciou o mangá.

Amostra de Slide da animação de Akira (Reprodução: pinterest.com)

Mas apesar do sucesso de Akira, por que você acha que nunca mais teve um projeto como esse pela Marvel ou nenhuma outra editora? Por exemplo, a Dark Horse lançou vários mangás nos Estados Unidos inicialmente com formato similar: Número reduzido de páginas, formato americano, leitura ocidental… mas não em cores.

Bem… uma vez que Akira saiu, este tinha sua individualidade. Ele abriu o caminho para o mangá e materiais em preto e branco, como Lobo Solitário e similares. Editoras, como a Dark Horse, viram que nem todos poderiam colorir tão bem como nós fizemos. Isso sem falar dos custos de produção. Então produziram em preto e branco para poupar investimento e também para dar aos leitores a sensação de como é o mangá em sua forma natural. Foi uma combinação, mas acho que Akira mostrou às pessoas todo esse universo do mangá poderia ser apreciado nos EUA. Além disso, houve uma explosão de quadrinhos em preto e branco e influenciados pelo estilo por aqui, como As Tartarugas Ninja. Isso ajudou ao mercado daqui a aceitar os quadrinhos em preto e branco.

Em 2016 uma caixa similar à versão espanhola também foi lançada na Alemanha. Em cores, esta edição ainda está disponível e custa ‎€199,00.

Semanas após a entrevista, enviei 4 edições de Akira da Globo junto com um exemplar de Astronauta – Magnetar (cores da Cris Peter) a Oliff pelos correios. Nunca soube se chegou a seu destino final, mas se sim, espero que ele tenha gostado. Oliff também me informou o desejo de vir ao Brasil em alguma convenção. Espero que essa entrevista chegue à alguma organização de evento sobre HQs e pensem no assunto.

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Black Clover, a magia sem o encanto

Fazer um mangá de sucesso é o sonho de inúmeros mangakás, e se for na Shonen Jump é mais notável ainda, afinal de contas, é a maior revista de mangás do Japão. No entanto, é bem “simples” conseguir com que sua série seja publicada se você parar de tentar inovar e simplesmente seguir um padrão. É isso que Yuuki Tabata, autor de Black Clover, decidiu fazer.

Após fracassar em sua obra anterior, Hungry Joker, que apesar de não ser tão bom assim, tinha algumas características diferentes, Tabata decidiu chutar o “pau da barraca” e criar um mangá que basicamente seguia uma fórmula de sucesso na revista Shonen Jump. Porém, o mangá é cercado por críticas, sendo a principal delas, o fato dele não inovar em nada e ser genérico.

Dito isso, vamos a análise dos 10 primeiros episódios do anime.

Primeiramente, quero dizer que eu li apenas os 5 primeiros capítulos do mangá quando eles saíram e acabei dropando o mangá, realmente não curti, não precisava de outro Battle Shonen na minha vida. No entanto, uma adaptação para anime tinha sido anunciada no final de 2016 (e eu tinha cagado pra isso), e quando ele estreou agora, em Outubro, decidir dar uma nova chance a Black Clover.

Para o desgosto de toda nação, o estúdio responsável pela adaptação foi o… Pierrot. Sim, aquele estúdio que estragou Tokyo Ghoul, que deu a fama de “Rei dos Fillers” a Bleach, e que enrolou quase 2 anos para terminar o anime de Naruto, porque encheram de fillers, esse mesmo. Com isso, muitas pessoas ficaram com o pé atrás sobre a adaptação. Mas será que eles erraram em Black Clover também?

Para a surpresa de ninguém, eles erraram, e muito. Começando pelo fato de que estamos no episódio 10 e apenas 9 capítulos do mangá foram adaptados. O que não faz o mínimo sentido, pois Black Clover é um mangá semanal, de 19 páginas, então deveríamos ter uma adaptação de no mínimo 2 ou 3 capítulos por episódio. O episódio 02 do anime, que conta o flashback do Asta e do Yuno, dura quase que o episódio inteiro, já no mangá, são apenas 2 PÁGINAS! O ritmo do anime é muito lento, coisa que no mangá, até onde eu li, era relativamente frenético.

Quanto a animação, é quase sempre cena estática, o sétimo episódio foi isso, 20 minutos de cena estática. Em alguns momentos temos cenas de golpes bem animadas, com mudança de cores para preto e branco, são bastante legais, mas acabam enjoando. No geral as magias acabam não sendo tão mágicas assim, e há bastante CGI quando elas invocam objetos.

Asta, o protagonista e Yuno, o Sasuke.

Os personagens também não são grande coisa, até agora não apresentaram nada de inovador. A guilda dos Touros Negros é basicamente uma nova Fairy Tail. E o protagonista… você já deve ter visto alguns memes com isso, mas deixo aqui um vídeo mostrando como ele é. E já aviso, é assim o anime inteiro. Damos um desconto pelo fato de ser um ator novato, mas ele deveria maneirar.

https://www.youtube.com/watch?v=GA_CjK_Rbd8

De qualquer forma, o Asta é o típico protagonista shonen, que nunca desiste do seu sonho de se tornar o Hokage Rei Mago do Reino Clover. O poder da espada é algo bastante interessante e que combina com o fato do Asta não possuir poderes mágicos.

E o Yuno é um novo Sasuke, não tem mais o que falar sobre ele.

Um dos plots que a história apresenta é a desigualdade entre classes (também não é difícil não notar, já que sempre repetem isso a cada 5 minutos). Desde o primeiro episódio, Asta e Yuno são “humilhados” por serem de uma zona rural do Reino Clover, e que não eram aptos a concorrem como Cavaleiros Mágicos. Esse é um plot que eu espero que seja mais (e bem) trabalhado no futuro.

O mundo de Black Clover até o momento é bastante vazio e sem vida, diferente do de The Ancient Magus Bride, que também fala sobre magia, e é da mesma temporada, que, absolutamente, traz cenas mágicas e lindas de se assistir.

A parte sonora de Black Clover também não tem nada demais, porém, tanto a Abertura, quanto o Encerramento, são bastante legais.

Quem leu o mangá diz que a partir do arco da Dungeon, que se inicia no capítulo 11, a obra começa a melhorar consideravelmente, porém, não sabemos se no anime isso irá acontecer, visto que a Pierrot está conseguindo piorar o que já não era bom.

Muitos comparam Black Clover com Naruto, mas eu acho que ele é mais comparável com Fairy Tail, que apesar de não ser essas coisas, tinha personagens carismáticos.

Sobre as vendas do mangá, elas não aumentaram quase nada desde que o anime estreou, o que é algo preocupante para a Shonen Jump. Mas eles têm 41 episódios para consertar isso. SIM, Black Clover terá 51 episódios ao todo, olha que merda maravilha. Espero não viver até lá.

Até o momento nenhuma editora brasileira se propôs a publicar Black Clover, mas isso é algo que deve mudar em breve. O anime é exibido nas terças-feiras pela Crunchyroll.

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Anime Cultura Japonesa

Overlord brilha em seus pequenos detalhes

Comecei a assistir Overlord pois procurava um isekai diferenciado, encontrei isso em KonoSuba com sua comédia galhofa, porém estava afim de assistir algo mais focado no mundo em si, do que no fato do protagonista querendo voltar para casa, e achei isso em Overlord.

A história se passa no ano de 2138 onde os jogos de realidade virtual fazem grande sucesso. Yggdrasil, um popular jogo desse estilo, um dia seus servidores são fechados. Porém, um dos jogadores, Momonga, resolve não deslogar do jogo, e fica preso dentro dele. Então, Momonga acaba se transformando num esqueleto que é conhecido como “o mais poderoso feiticeiro”. O mundo do jogo começa a mudar, com essa mudança NPCs começam a ganhar emoções e sentimentos. Sem parentes, amigos, ou um lugar na sociedade, o jovem Momonga se esforça para assumir o controle do novo mundo em que o jogo se tornou.

Overlord está longe de ser uma obra-prima, quanto menos uma bosta fumegante, ele acaba sendo bastante assistível quando você está sem nada para ver.

Minha primeira preocupação quando eu comecei o primeiro episódio foi de que o anime fosse para um lado cheio de fanservice, o que, graças a Deus, não acontece. Os únicos momentos de fanservice acontecem nos dois primeiros episódios, de resto é coisa normal de animes.

Os Guardiões.

Os personagens não são tão desenvolvidos, pode ser que isso mude lá pra frente, na segunda temporada, é esperar para ver. No entanto, ainda em questão de desenvolvimento, é o fato do protagonista, Momonga, já possuir todos os poderes necessários, ele é overpower e não precisa ficar treinando, algo que difere da maioria dos isekais de jogos, onde somos “obrigados” a ver o protagonista aumentando as suas habilidades. Ele só quer dominar aquele mundo, e pronto.

Os melhores momentos de Overlord são quando as cenas de RPG aparecem, seja os personagens indo procurar quests, ou quando eles usam itens e magias. Tem uma cena no penúltimo episódio, do Momonga (ou Ainz-sama) utilizando inúmeras magias antes de começar a luta, que é sensacional. Em algumas lutas, o anime parece ficar com uma estética de RPG de turnos.

A animação não tem nada demais, mesmo sendo da Madhouse, é bem provável que os melhores animadores estivessem trabalhando em One-Punch Man, e com isso, uma equipe menos qualificada ficou a cargo de Overlord. O que explica os inimigos em CGI, que me incomodaram em todos os momentos em que apareceram.

A abertura e o encerramento não são nada demais, possuem animações padrões, porém ambas as músicas são legais, principalmente a de abertura.

Algum dia eu gostaria de entender o porquê da decisão da Madhouse de ter abandonado One-Punch Man e continuar com Overlord.

A segunda temporada está prevista para estrear no dia 9 de Janeiro de 2018.

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Anime Games Mangá

My Hero Academia | Confira as novidades divulgadas na Jump Festa 2018

A Jump Festa 2018 começou! O evento anual da editora Shueisha que sempre traz novidades para os seus mangás já começou com o pé na porta, trazendo novidades sobre My Hero Academia (ou Boku no Hero Academia).

Confira um compilado dos anúncios que ocorreram no evento. Conforme forem saindo mais novidades, iremos atualizar.

Primeiramente, foi divulgado o primeiro teaser da terceira temporada do anime, confirmando a estréia para Abril de 2018:

Foi divulgada também uma nova imagem de My Hero Academia: The Movie, que será lançado nos cinemas japoneses entre Junho e Agosto de 2018 e contará com uma história original:

O filme terá o roteiro e design de personagens feitos pelo autor do mangá, Kouhei Horikoshi, que também trabalhará como supervisor chefe. Kenji Nagasaki, o diretor de ambas as temporadas, também irá dirigir o filme.

A Bandai Namco também esteve presente e divulgou dois vídeos sobre o jogo My Hero Academia: One’s Justice, um trailer e um gameplay, mostrando a luta entre Midoriya e Bakugou.

Confira:

https://youtu.be/ChgN_e4VGTQ

https://youtu.be/MH1NzRPTUnU

Game será lançado para PlayStation 4 e Nintendo Switch.

Por fim, uma triste notícia (ou boa, dependendo do ponto de vista), o autor do mangá postou uma mensagem falando sobre o final da obra.

“Quanto a história do mangá, ela se encontra atualmente em um estado de “preparação” para a batalha final que ocorrerá antes do final da série. O último capítulo não chegará em breve, mas as sementes já foram plantadas, pouco a pouco, para um grande final.”

My Hero Academia é publicado no Brasil pela Editora JBC e se encontra no volume 7. Já o anime é exibido pela Crunchyroll.

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Cultura Japonesa Entretenimento Mangá

Editora Panini anuncia JoJo’s Bizarre Adventure

A Editora Panini separou um momento do seu painel da CCXP 2017 para falar de mangás.

Foram três anúncios no total, sendo o primeiro deles Children of the Sea, de Daisuke Igarashi (Witches)

Sinopse:

A heroína, Ruka, conhece um estranho menino chamado Umi, por quem fica fascinada, ao encontrá-lo a nadar livremente em um aquário. Em seguida, um meteorito cai no mar e todos os peixes desaparecerem do mundo. O mistério do mar se aprofunda…

Completo em 5 volumes.

O segundo anúncio foi de Innocent, de Shinichi Sakamoto

Sinopse:

No século 18, em busca de “liberdade e igualdade”, o evento que se tornou o ponto de partida da sociedade francesa moderna, a Revolução Francesa, começou. Havia mais um protagonista que viveu dentro da escuridão, Henry Charles Sanson. Ele era o chefe de família da quarta geração da família Sanson e carrasco de Paris. Esta é a historia dele nobremente enfrentando o seu destino cruel…

Completo em 9 volumes. Vale lembrar que o mangá possui uma continuação em andamento.

E por último, mas não menos importante: JOJO’S BIZARRE ADVENTURE, de Hirohiko Araki está em nós! Sim, o fim de um meme.

JoJo’s Bizarre Adventure é divido em 8 partes:

  • Phantom Blood
  • Battle Tendency
  • Stardust Crusaders
  • Diamond Is Unbreakable
  • Vento Aureo
  • Stone Ocean
  • Steel Ball Run
  • Jojolion (ainda em andamento)

Segundo a editora Beth Kodama, JoJo’s virá no formato Bunkoban (ou 2 em 1), e que, por enquanto só estão confirmadas as três primeiras partes do mangá: Phantom Blood com 3 volumes, Battle Tendency com 4 volumes e Stardust Crusaders com 10 volumes. A Panini não confirmou se será mesmo essa contagem.

E então, o que acharam dos anúncios?

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Anime Cultura Japonesa

Boruto | Anime adaptará o filme de 2015

A mais recente edição da revista Weekly Shonen Jump anunciou que o anime Boruto: Naruto Next Generations adaptará o filme Boruto: Naruto the Movie, de 2015.

O anúncio não chega a ser uma surpresa, visto que o anime também já adaptou o mangá Naruto Gaiden: O Sétimo Hokage e a Lua que Floresce Vermelha (episódios 19-23), que foi lançado como prólogo do filme (e serve como sequência oficial do mangá original).

Uma imagem promocional foi divulgada:

Não foram divulgados mais detalhes sobre a adaptação.

Um outro anuncio, também sendo uma adaptação, é que o mangá Naruto Gaiden: The Road Illuminated by the Full Moon, focado no personagem Mitsuki, irá chegar ao anime em breve. Foi lançado em 2016 como prólogo do mangá de Boruto. É previsto que a adaptação ocorra no episódio 39 do anime.

Confira: Guia de Episódios de Naruto sem fillers.

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Cultura Japonesa

Junji Ito Collection ganha primeiro trailer, assista!

Foi liberado o primeiro trailer do anime baseado nas histórias do mangaká de terror Junji Ito que você pode conferir logo abaixo:

Junji Ito Collection é produzido pelo Studio Deen , dirigido Shinobu Tagashira (Hellsing, Diabolik Lovers) e anime será lançado no segundo semestre de 2018 no Oriente.