Durante o painel do Bate-Papo das Editoras, no Ressaca Friends 2017, o representante da editora Devir confirmou que o mangá Uzumaki, de Junji Ito, será relançado no Brasil.
O anuncio já era esperado, visto que a editora já havia cadastrado o mangá no site ISBN.
O mangá já foi lançado no Brasil pela Editora Conrad, nos meados dos anos 2000, em 3 volumes. A edição da Devir irá reuni-los em um único volume.
Uzumaki conta a história de uma cidade assombrada, não por um fantasma ou demônio, mas por um padrão geométrico que domina a mente de seus habitantes. Em Kurouzu Cho, uma pequena cidade costeira do Japão, tudo parecia normal até que alguns de seus habitantes começarem a ter comportamentos muito estranhos, ligado a obsessão pela forma espiral. Tudo começa quando Kirie Goshima vê o pai de seu namorado hipnotizado por uma casca de caracol e apartir daí, muitos coisas estranhas viriam acontecer.
Na mais recente edição da revista Weekly Shonen Jump, foi anunciado que o anime de Gintama adaptará o arco final do mangá, intitulado de Silver Soul.
A banda DISH!! irá compor a música de abertura chamada de “Katte ni MY SOUL“, enquanto a banda BurnoutSyndromes interpretará o encerramento, “Hana ichi monme“.
O arco, que começou em julho de 2016, ainda está em andamento no mangá, espera-se que a serialização de Gintama acabe entre dezembro de 2017 e primeiro semestre de 2018.
Um comercial confirmando a adaptação foi divulgado após a exibição do episódio 336 de Gintama:
http://www.dailymotion.com/video/x69xq4m
Nenhuma data de estreia foi anunciada.
Gintama atualmente exibe a sua sexta temporada, nomeada de Porori-hen, que adapta os arcos focados em comédias que se passam antes do episódio 300 do anime.
Em publicação desde 2003, o mangá escrito por Hideki Sorachi já conta com mais de 50 milhões de cópias vendidas e se encontra no volume 70. Gintama possui uma adaptação em live-action que estreou em 2017, um segundo filme já foi confirmado e previsto para estrear em 2018.
A sequência do clássico revolucionário dos mangás The Ghost in The Shell, que estabeleceu novos parâmetros para o gênero cyberpunk no final dos anos 80, está chegando ao Brasil em lançamento da Editora JBC. Confira detalhes abaixo.
The Ghost in the Shell 2.0 – Manmachine Interface é a continuação do clássico mangá de Masamune Shirow. The Ghost in the Shell é uma obra à frente de seu próprio tempo. Bebendo de fontes como Blade Runner – O Caçador de Androides, o autor criou um universo com identidade própria e que influenciou – e ainda influencia – a cultura pop mundial. Para The Ghost in the Shell 2.0, Shirow atualizou sua fórmula e seus personagens.
A ação se passa no mundo virtual. É nesse ambiente onde quase tudo é possível e repleto de recursos cibernéticos que lhe permitem até controlar múltiplas personalidades suas que a “nova” Motoko precisa rastrear e localizar uma nova inteligência artificial e, ao mesmo tempo, impedir que ela caia nas mãos erradas. Os questionamentos existencialistas tão marcantes do primeiro The Ghost in the Shell também aparecem em Manmachine Interface, porém dividem o espaço com uma narrativa mais dinâmica, repleta de ação e referências à obra original.
O primeiro volume foi lançado pela Editora JBC em novembro de 2016, marcado como um dos maiores sucessos editoriais do ano, ganhando nova tiragem e muitos elogios por parte da crítica especializada. A segunda série foi publicada no Japão entre os anos de 1997 e 2000, completa em nove histórias.
A segunda parte também possui histórias curtas compiladas no volume Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor, lançado em 2003, que também deve chegar ao Brasil. A JBC, já em 2017, lançou o Perfect Book da série, um guidebook focado nos filmes animados e no live-action de 2017 protagonizado por Scarlett Johansson.
The Ghost in the Shell 2.0 possui 304 páginas encadernadas em formato 24 x 17 cm, contendo sobrecapa, páginas coloridas e preço sugerido de R$ 64,90. Clique aqui para reservar sua edição na pré-venda.
No tradicional evento Henshin+ que aconteceu hoje em São Paulo, no Mie Kenjinkai, a Editora JBC anunciou três novidades, sendo elas: o clássico Hokuto no Ken, Platinum End e o sexto volume de Orange. Confira detalhes abaixo.
No painel de Novidades da JBC, iniciado às 15h40, as novidades foram divulgadas ao público. A primeira, Platinum End, é um mangá escrito por Tsugumi Ohba com arte de Takeshi Obata, a mesma dupla responsável pelos hitsBakuman e Death Note, ambos já publicados pela editora. A história de Platinum End gira em torno de um estudante que tenta cometer suicídio mas é resgatado por seu anjo da guarda, que lhe fornece poderes especiais para ser um dos candidatos a assumir o papel de Deus, que irá se aposentar dentro de 999 dias.
O segundo anúncio, o clássico Hokuto no Ken (conhecido internacionalmente como The First of North Star), é um mangá de Buronson com arte de Tetsuo Hara. O licenciamento desta série para o Brasil estava impedido até algum tempo atrás, mas aparentemente a JBC obteve sucesso neste que será mais um clássico da editora, ao lado dos também dificílimos Ghost in The Shell e Akira. Hokuto no Ken é um shonen pós-apocalíptico que narra a história do lutador Kenshiro enquanto ele, sucessor de um estilo de arte marcial mortal, dedica sua vida a lutar contra pessoas que ameaçam os fracos e inocentes.
Além das novidades, em 2018 também será publicado o sexto volume do shoujoOrange de Ichigo Takano, encerrando oficialmente a série.
Não foram divulgados maiores detalhes como datas de lançamento e formatos que serão adotados para os novos títulos.
Isekai. Essa é uma palavra que pode não ter muito sentido em português (e não tem mesmo), mas que adquiriu enorme proporção na mídia japonesa por conta da – literal – avalanche de títulos desse sub-gênero que tomou as prateleiras orientais.
Essa postagem de hoje é sobre o Volume 1 da Light Novel de “Re:Zero – Começando Uma Vida em Outro Mundo“, escrita por Tappei Nagatsuki, com belíssimas ilustrações de Shinichirou Otsuka, e publicada no Brasil pela Editora NewPOP.
É só que simplesmente não dá pra resenhar uma Light Novel Isekai, sem falar do próprio gênero Isekai antes: Traduzindo do japonês, “Isekai” significa “Outro mundo“. É um gênero que viu um crescimento tão grande quanto o da população chinesa, que retrata personagens sendo transportadas (por quaisquer desculpas esfarrapadas que sejam) para uma outra realidade, normalmente (mas não necessariamente) fantasiosa. Os motivos para a explosão do gênero são diversos mas não cabem ao momento, então ficaremos apenas com a introdução.
Dito isso, podemos cair de cabeça nessa tempestade de emoções que foi o primeiro volume de Re:Zero. Com um título que trás “Isekai” logo de cara (do japonês, Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu), não se podia evitar um começo cheio de confusões e mais perguntas do que respostas.
Subaru, nosso protagonista, é um “Hikikomori” (mais conhecido no Brasil pelo Fantástico termo “Nem-Nem”), que sabe-se-lá-Deus o motivo, acaba sendo teletransportado para um outro mundo. Utilizando-se de seu vasto conhecimento de histórias Isekai, adquiridos por ficar em casa o dia todo, Subaru consegue manter a calma, e procede em fazer todas as escolhas erradas possíveis.
Tá vendo como presta pra algo? [Capítulo 1, página 59]
O primeiro capítulo é involuntariamente hilário. Toda vez que o protagonista toma uma decisão, logo em seguida ele se arrepende amargamente, e vê-lo se dando mal nunca deixa de ser engraçado. Se a série se centrasse em simplesmente mostrar o Subaru se ferrando por suas más escolhas, eu não teria nenhuma reclamação a fazer. Acontece que, como toda história que se passa num mundo fantasioso medieval, precisamos ter uma história digna de um RPG. E como qualquer jogo do gênero deve ser jogado, as personagens também decidem ignorar completamente a missão principal e fazer todas as trezentas side-quests que lhe são oferecidas.
A “missão principal” do volume é bem simples e poderia ser resolvida de forma rápida, fácil e sem baixas. Eu consigo imaginar, no mínimo, sete ou oito tipos de desenrolar para a história onde tudo acabaria bem. Mas como o nosso protagonista parece sofrer de lapsos mentais convenientemente posicionados (já falo disso), temos a descoberta do maior ponto da novel: o “Retorno na Morte“.
Viagens no tempo precisam ser tratadas com cuidado pois, quando usadas da forma errada, podem acabar com uma história. Eu, particularmente, detesto viagens no tempoe vou matalas. Re:Zero revolucionou o gênero Isekai quando, não contente com ser um simples Isekai, decidiu também ser uma Light Novel de loops temporais. De forma tão bem explicada que levanta mais dúvidas do que você já tinha (como se ser transportado pra um outro mundo já não fosse estranho o bastante), Subaru possui esse poder de voltar no tempo sempre que morre.
Seria legal se cada vez que ele voltasse, o mundo ficasse mais VAPORWAVE
É o tipo de ferramente de roteiro que, pra mim, acaba completamente com qualquer tensão que uma história poderia criar. Isso é dito pelo próprio protagonista, que sabe que se alguma merda acontecer, ele pode simplesmente resetar o mundo e estará tudo bem. Contudo, ainda é muito cedo para julgar. Com a pequena quantidade de ‘loops’ que tivemos até agora, não dá para saber como o autor vai lidar com isso. Alguns exemplos famosos mostram que mesmo situações dessas podem gerar tensão, se usadas corretamente (Bites the Dust vem à mente). Alguns exemplos famosos mostram que mesmo situações dessas podem gerar tensão, se usadas corretamente (Bites the Dust vem à mente).
O elenco de Re:Zero é algo a se destacar. Todas as personagens são muito bonitas (graças às belas ilustrações de Shinichirou Otsuka), têm uma personalidade bem definida e conseguem se firmar bem na história proposta. Todos… Menos Subaru.
Parece ser algo padrão em histórias japonesas: Fazer o protagonista o cara mais absorto e desgostável possível. Não só sua personalidade e ações são horríveis, como ele também parece ser o único personagem mal-escrito da trama. Lembra dos lapsos de memória que eu comentei antes? O Subaru é um cara que possui um conhecimento enorme de… diversos tópicos. Ele os usa abundantemente durante o primeiro capítulo da novel. E apesar de várias vezes se dar mal por conta disso, ele consegue sim tomar algumas decisões sensatas com base neles.
Mas em diversos momentos ao longo do volume, Subaru parece simplesmente ESQUECER princípios básicos. O autor decide torná-lo burro sempre que lhe é conveniente, para fazer a história prosseguir no rumo planejado. A maior prova disso é que as melhores passagens do livro são justamente aquelas onde Subaru não está presente, ou está incapacitado de abrir a boca ou pensar. Basicamente, Re:Zero seria muito melhor sem ele, mas infelizmente estamos presos a esse protagonista. Pode se tornar até algo positivo, já que, quando se está no fundo do poço, o único caminho é pra cima.
Se você gosta de mundos de fantasia medieval, no melhor estilo Tolkien, The Elder Scrolls ou Warcraft, a ambientação vai com certeza te prender. Junte isso com um elenco de personagens excepcional, uma narrativa divertida (nos momentos mais leves da história) e descrições de cenas de ação muito bem elaboradas, e Re:Zero pode ser a sua praia. É só aguentar o protagonista mais irritante dos últimos anos.
Mas, agora que o conteúdo já foi analisado, podemos ir ao que realmente importa: a qualidade da edição brasileira. Afinal, somos todos sommelier de lombada, não é?
Como sempre, a NewPOP caprichou na impressão. A capa é linda (ambas são, inclusive. Vale como item de colecionador!), as ilustrações internas estão com qualidade excelente, e o papel é ótimo. O formato “pocket” (chamado assim por aqui, mas que é o original japonês para a obra) facilita muito a leitura, e ainda economiza espaço na estante. Nesse quesito, só pontos positivos para a editora do Sr. Júnior.
Comparação de tamanho. Moeda de um real para padrão.
Já a parte escrita possui algumas coisas que ficaram entaladas na garganta. A revisão sempre foi um problema, e apesar das incansáveis tentativas de melhorar (que estão funcionando! Não me levem a mal, está muito melhor do que era antes!), ainda vemos erros de digitação e palavras sobrando ou faltando. No volume como um todo, pude contar seis erros que se encaixariam nessa categoria.
A qualidade do texto está boa. Apesar de uma ou outra frase que poderia ter sido escrita de forma mais fluida, e um exagero no número de artigos antes dos nomes das personagens, a leitura aconteceu sem nenhum problema.
Re:Zero – Começando uma Vida em Outro Mundo – vale a pena? Eu diria que meu julgamento final é que sim, compensa a compra e rende uma boa leitura. Desde que você entenda que se trata de uma Light Novel. E se você não sabe do que se trata uma Light Novel, pode aprender clicando aqui.
A Editora Devir enfim divulgou as primeiras informações sobre a publicação do mangá The Ancient Magus Bride no Brasil.
Confira a capa nacional do mangá:
Chise Hattori, 15 anos. Órfã solitária, desesperançosa e sem meios para sobreviver. Em troca de uma fortuna, a jovem que não possui nada é comprada por uma criatura não-humana que convive com a eternidade e se diz mago. Quando a entidade a acolhe em sua casa como “discípula” e “noiva’’, o tempo congelado da garota começa a se mexer devagarinho… e ela está prestes a começar uma nova e estranha vida, repleta de magia, fadas e outros seres de natureza mágica
The Ancient Magus Bride (ou Mahou Tsukai no Yome) é publicado no Japão desde 2013 e conta com 8 volumes até o momento.
The Ancient Magus Bride terá o preço de R$ 24,90 e chegará em novembro desse ano. O mangá terá o tamanho de 19 x 12,5 cm, e o acabamento será brochura com sobrecapa.
Uma adaptação em anime começou a ser exibida em outubro desse ano e está disponível no Brasil via Crunchyroll.
Muitos autores de mangás (e de obras em geral) possuem dificuldades para manter a qualidade de uma história e conseguir encerrá-la de maneira que agrade aos fãs. Alguns autores acabam perdendo a mão em suas histórias e com isso elas acabam ficando tediosas, e em alguns casos insuportáveis, fazendo com que os fãs fiquem com a sensação de “querer terminar de ler só de raiva”. Isso aconteceu com Naruto, Bleach e, mais recentemente, Fairy Tail. Se bem que esse último já tinha qualidade duvidosa desde o começo #pas.
O mangá, Magi: The Labyrinth of Magic se encerrou nessa semana. O final não foi surpresa para ninguém, afinal, a autora Shinobu Ohtaka já havia confirmado que a obra já estava em seu arco final. Mas o que pegou todo mundo desprevenido, foi o anuncio de que Magi se encerraria daqui à quatro capítulos. Isso deixou os fãs receosos, será que teríamos mais um Shonen terminando de forma abrupta?
E então chegamos ao capítulo final.
Ainda que alguns fãs não estivessem gostando da forma que a mangaká estava conduzindo Magi nessa reta final, o mangá simplesmente deu uma lição aos mangakás (e escritores) que perderam a mão em suas obras: termine enquanto ainda está por cima!
Eu entendo quem não gostou da forma que Magi estava sendo desenvolvido nessa reta final, afinal Ohtaka foi por um caminho totalmente inesperado. Ela mudou a forma de como a história estava sendo contada. O final foi sim meio corrido, não tem como negar. Mas que tudo o que aconteceu fazia sentido, fazia. Nenhum Deus Ex Machina foi jogado em nossas caras, tudo já tinha sido apresentado anteriormente.
Quando surgiu o anuncio dos quatro capítulos finais (que na verdade foram somente três), quase tudo já havia sido resolvido, só faltava a decisão de Alibaba e a batalha contra David, o “Final Boss”. Que ocorreu rápido demais, isso eu realmente concordo, o que eu não concordo é os “fãs” reclamando que o mangá está um lixo só porque diminuíram o tempo tela de um personagem e focaram em outro, sendo que Magi nunca foi um mangá que teve só um protagonista, todos tiveram o seu tempo de brilhar. E esse tal personagem já tinha servido ao seu propósito.
Magi com certeza será um mangá que irá fazer muita falta. Fico triste, mas ao mesmo tempo feliz, porque vi um dos meus mangás favoritos terminando enquanto ainda estava por cima, sem muita enrolação e nem tantos furos de roteiro (isso ai já é impossível pra qualquer um).
“A história sobre a aventura extrema do mango da criação junto com as pessoas que o rodeiam, termina aqui.”
O mangá rendeu duas adaptações para anime, The Labyrinth of Magic e The Kingdom of Magic, não tem noticias sobre uma terceira temporada, mas com o recente término do mangá, talvez haja uma chance.
Um spin-off sobre o passado do personagem Sinbad está em publicação pela própria mangaká de Magi, não se sabe até quando ele irá ser publicado.
Ao todo, Magi terminará com 37 volumes encadernados. No Brasil, o mangá é publicado pela Editora JBC e se encontra no volume 30.
Re:Creators possui um plot incrível. “O que aconteceria se personagens de mangás, animes e games viessem para o mundo dos humanos?” É um plot genial! Mas infelizmente muito mal executado.
Re:Creators veio como a promessa de ser o melhor anime de 2017, e não era para menos. Os trailers do anime mostravam visuais excepcionais, animações muito bem feitas e uma trilha sonora empolgante acompanhando. Era O ANIME de ação do ano, com personagens completamente diferentes, que estávamos esperando. O hype era relativamente enorme.
E então veio os primeiros episódios, e até aí, o hype estava se cumprindo. Então, o quarto episódio, que era basicamente um episódio somente com diálogos, que inclusive eram bons. O quinto, o sexto, o sétimo, o oitavo e o nono episódio e eram basicamente a mesma coisa que o episódio 4. A mesma falação, as mesmas ameaças de lutas que nos episódios seguintes eram finalizadas rapidamente. Re:Creators se tornou um anime tedioso e difícil de se assistir durante esses 7 episódios.
Veja bem, ter uma narrativa lenta não é um demérito de qualquer produção, The Sopranos, The Wire, Twin Peaks, Breaking Bad e inúmeras outras séries de televisão consideradas as melhores já feitas, possuem uma narrativa lenta que vai se desenvolvendo aos poucos. O que acontece em Re:Creators é uma falta de competência do roteirista que não consegue manter uma boa narrativa e simplesmente enche os episódios com falatórios desnecessários.
Durante os episódios 10 ao 12 fomos apresentados ao plot twist da história, ou o que deveria ter sido se já não tivéssemos percebido no segundo episódio do anime, e ao plano para vencer a vilã, Altair. Um bom plano diga-se de passagem, mas é irônico ver que os personagens do anime se matam para fazer um roteiro que seja bom, e o próprio anime falha em ter um.
E o que falar do episódio 13, que foi uma frustrante tentativa de fazer um recap aos moldes de Gintama, mas sem possuir nenhum carisma. Uma vergonha alheia.
Após isso tivemos mais alguns episódios de falação, e até mesmo um fan service, pois os japas não conseguem se segurar…
Finalmente o episódio 17 chegou, e com ele aquilo que o anime vendia: ação. A partir daqui o anime finalmente engatou, e nos entregou ótimas cenas de ação, diálogos bem elaborados e uns clichês básicos. A resolução final, mesmo que já esperada, é bem executada.
Mas isso não foi suficiente para tirar o gosto amargo que Re:Creators deixou, ainda mais depois dos 10 minutos finais do último episódio, que conseguiu ser uma das piores coisas do ano. Estava indo muito bem (até ir tudo pro caralho.)
Dos pontos positivos, Re:Creators consegue ser um anime bonito, com uma boa trilha sonora e animações bem feitas. Pecou em não ter um roteirista melhor.
Destaque para a primeira abertura de Re:Creators:
https://www.youtube.com/watch?v=8mkLrP6GgQ4
Re:Creators contém ao todo 22 episódios e se encontra disponível na Amazon Prime Video.
Também foi divulgado uma key viual ilustrada pelo desenhista da light novel:
O anúncio não chega a ser uma surpresa, visto que já estava praticamente confirmado após a cena pós-créditos do filme Sword Art Online: Ordinal Scale, que foi lançado no primeiro semestre de 2017.
A terceira temporada irá adaptar o arco Alicization, que recém terminou no Japão e durou 10 volumes (Vols. 09 – 18) da Light Novel de Sword Art Online. Os volumes 19 e 20 contam histórias paralelas ao arco Alicization.
Ao contrário dos arcos anteriores, Alicitization foi bem recebido pelos leitores.
A data de estreia, assim como a staff do anime, não foram divulgadas.
A primeira temporada de Sword Art Online foi ao ar em 2012, já a segunda foi exibida em 2014.
As adaptações em mangás das Light Novels foram lançadas no Brasil pela Editora Panini. São equivalentes a primeira temporada do anime.
Meu plano inicial para Gamers! era fazer um texto de Primeiras Impressões, no entanto elas não foram muito boas. Isso porque o primeiro episódio do anime é bem mediano. Ele se utiliza de todos os clichês possíveis de um anime sobre clube escolar e os joga na tela.
Então por que Gamers! seria “uma agradável surpresa”?
Pois no final do primeiro episódio, o anime simplesmente revira todos esses clichês e acaba surpreendendo o telespectador. A resposta que Amano (o nosso protagonista) dá a Tendou é bem anticlímax. Você acaba querendo ver o que acontece em seguida, e então o anime te pega.
Amano, o protagonista clichézão que surpreende.
A partir do segundo episódio, Gamers! entra em uma evolução constante, é um episódio melhor do que o outro. O diretor conseguiu ter um excelente timing cômico, as cenas dos mal-entendidos são hilárias, além das ótimas piadas sobre games em si (principalmente as do último episódio). Como não li a Light Novel de Gamers!, não consigo saber quais piadas foram adicionadas pelo diretor. Mas uma coisa é certa: as facetas dos personagens com certeza foram obras dele.
“Desu Desu”. Chiaki best girl.
A animação de Gamers! é bem inconstante, existem episódios bem animados e uns que são porcamente mal animados. Mas como se trata de uma comédia, ter uma animação bem constante não é bem uma prioridade.
O episódio 12 funciona mais como um OVA do que uma continuação da história em si, mas certamente é divertido demais. As piadas sobre DLCs são sensacionais.
E não! Gamers! não é um anime de fanservice, mas por algum motivo, tanto as capas das Light Novels, quanto os endcards dos episódios são recheados deles. Eu realmente queria saber o motivo disso. Um dos poucos momentos em que tivemos um mínimo de fanservice foi no episódio 12, que como eu falei, é mais um OVA do que um episódio do anime.
Apesar de Tsuredure Children ter sido o melhor anime dessa temporada de Verão (antes que venham reclamar, ainda não assisti Made in Abyss), Gamers! acabou me divertindo muito mais.
Gamers! não é um anime que possui uma história impressionante, nem piadas geniais como Gintama e muito menos personagens altamente desenvolvidos, mas é uma diversão honesta para o que se propõe e com certeza foi a surpresa da temporada.
Gamers! ficou em primeiro lugar como o anime mais visto na Crunchyroll na América do Sul.
Ainda não foram divulgados os números de vendas de Gamers!, mas a previsão delas, assim como a maioria dos animes dessa temporada, não estão lá muito boas. Vamos torcer para que venda o bastante para que possa garantir uma segunda temporada.
Os doze episódios de Gamers! estão disponíveis com legendas em português pela Crunchyroll.