Categorias
Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Primeiras Impressões | Koi wa Ameagari no You ni

Para abrir esse post, eu poderia falar que japonês é um povo estanho, mas vou deixar isso pra lá. Afinal, nada se encaixa melhor do que citar o nobre compositor e violinista brasileiro Luis Carlinhos, com a música que se popularizou na voz de Tato, vocalista do grupo Falamansa:

Experimente tomar banho de chuva
E conhecer a energia do céu
A energia dessa água sagrada
Nos abençoa da cabeça aos pés”

Baseado no mangá de Jun Mayuzuki, ganhador do 63º Shogakukan Manga Awards, serializado desde 2014 e que conta atualmente com nove volumes, “Koi wa Ameagari no You ni” (lit. “O amor é como o cessar da chuva”) é o show que iremos fazer uma análise precoce hoje. E amigos, acho que “show” é uma palavra perfeita pra isso.

Tudo, absolutamente TUDO no anime é demasiadamente pomposo, e merece o título de “show”. A premissa é o que mais chama a atenção, mas o desenvolvimento, a direção artística e as personagens não ficam para trás, formando um enorme mosaico de coisas espalhafatosas (positivamente falando) que quando juntas, acabam funcionando muito bem. Falemos de cada um desses pontos.

Quando o amor é pelo administrador do grupo

Primeiro, a premissa: Sabemos que o amor não tem barreiras; que não escolhe alguém por aparência, cor, credo ou idade; e que é responsável por muitas ações policiais envolvendo garotinhas que dizem ter 900 anos de idade, mas aparentam ter 12.
Uma garota de dezessete anos e um homem de quarenta e cinco. Esse é o tipo de história que poderia tanto ser um belo conto sobre a luta pelo triunfo do amor, como poderia ser o tipo de história que levanta diversos questionamentos sobre a integridade da mídia “anime” como um todo e geraria polêmicas reportagens no Fantástico.

Felizmente, até então, tivemos personagens extremamente racionais, tendo reações e tomando decisões também racionais, que fizeram com que a trama conseguisse se manter verossímil em seu desenvolvimento. É essa verossimilhança que me deixou tão intrigado (de novo, positivamente) com o show, por me mostrar que não importa o que o autor quiser fazer, ele tentará traçar um caminho que não ofenda a inteligência (e a ética) de ninguém.

Apesar de todos os elogios aos pontos anteriores, nenhum deles chega aos pés da qualidade de sua direção artística. Com Ayumu Watanabe no cargo-chefe, o anime consegue ser lindo e maravilhoso, sem exagerar. Nessa mesma temporada temos Violet Evergarden, que é considerado por muitos como um dos shows de TV mais bonitos da história. Pra mim? Eles exageram demais, tudo é demasiadamente detalhado, é como se eles tentassem demais fazer o negócio ficar bonito, e acaba não soando tão natural.

Já aqui, tudo é naturalmente bonito, os cortes são belos por sua simplicidade e por estarem sempre adequados ao momento. O estilo muda repentinamente, e você é pego de surpresa por isso. Ele muda, mas para algo que retrate bem a situação, e tudo flui perfeitamente. É um bagulho 5000% AESTHETICS o tempo todo. Mesmo quando não tenta ser cinematográfico, o show tem cenas bem animadas e agrada a todos os públicos.

Por fim, mas não menos importante, as personagens: Cara, o que falar dessas pessoas que eu mal conheço e já considero pacas? Todas as personagens são idiotas, mas são idiotas adoráveis. Desde a protagonista que não sabe ajustar o seu temperamento, até o gerente de meia-idade com mania de perseguição. Os secundários também brilham de uma forma incrível, com designs interessantes e personalidades que completam perfeitamente o quadro de pessoas da trama. É um elenco perfeito para uma obra que tenta pagar de hipster sem querer passar longe do palpável.

Minha única recomendação é: Dá uma chance pra esse negócio, venha de coração e mente abertas, e você não vai se arrepender de tentar. Você pode até não gostar, mas com certeza será uma experiência única. Pra mim, acho difícil alguma outra estréia bater essa, e carimbo um 8/10 para o começo dessa história que olha… Ainda tem muito chão pra andar, e muita água pra cair do céu.

O show pode ser assistido por assinantes da Amazon Prime.

Categorias
Anime Cinema Cultura Japonesa

Warner Bros divulga novo e eletrizante trailer do anime Batman Ninja

Com designs de personagens de Takashi Okazaki, criador de Afro Samurai, roteiro de Kazuki Nakashima (Kill la Kill e Gurren Lagann) e direção de Junpei Mizusaki (JoJo’s Bizarre Adventure), Batman Ninja ganhou um novo trailer divulgado pela Warner Bros. Confira.

Batman Ninja tem no seu elenco: Roger Craig Smith (Batman), Tony Hale (Coringa), Grey Griffin (Mulher-Gato), Tara Strong (Arlequina e Hera Venenosa), Fred Tatasciore (Gorilla Grodd e Deathstroke), Yuri Lowenthal (Robin), Adam Croasdell (Asa Noturna), Alfred Will Friedle (Robin Vermelho e Capuz Vermelho), Tom Kenny (Pinguim) e Eric Bauza (Duas Caras).

O filme será lançado em digital no dia 24 de abril e em DVD/Blu-Ray no dia 8 de maio.

Categorias
Anime Cinema Pagode Japonês

Your Name é um filme deslumbrante sobre o encontro de duas almas gêmeas

Você acredita no amor ou que um dia, por ventura, duas almas gêmeas possam se encontrar e viverem felizes para todo o sempre? Bem, caso a sua resposta for não, Your Name (Kimi No Na Wa no original) te fará acreditar até o seu final, que a chama da paixão é nada mais nada menos, que dois fios entrelaçados nesse destino chamado vida. Já, se a sua resposta for sim, coloque os seus fones de ouvidos, escolha a sua melhor música e me acompanhe até o fim.

Desde que me conheço por gente, sempre amei a cultura japonesa e suas filosofias, mas, nunca fui de ficar divulgando o tal fato para as pessoas, principalmente quando se trata de um garoto de apenas 17 anos, que o único anime que ele viu até o final foi Death Note e One Punch Man, e mais nenhum. Porém, ao ver várias críticas e comentários de conhecidos a respeito de Your Name nesse vasto universo paralelo chamado internet, tenho que admitir que a minha atenção para as animações japonesas que eram quase nula, se transformaram em algo que nem eu mesmo consigo explicar, já que o filme prende o seu telespectador antes mesmo do espectador dar o play.

Mitsuha mora em uma pequena cidade no Japão e seu maior desejo é se mudar para Tókio com o objetivo de ganhar a vida. Já Taki, é um jovem rapaz que seu maior sonho é ser um arquiteto de sucesso. Entretanto, em um belo dia, a vida dos dois jovens acabam se entrelaçando, causando uma bela ”confusão” que em seu epílogo, acaba sendo a coisa mais maravilhosa que já aconteceu na vida deles

 Imagem relacionada

Kimi No Na Wa, é vendido de maneira proposital como um drama que te fará chorar do início ao fim, sem precedentes. Isso precisamente, não deixa de ser uma verdade, mas o diretor Makoto Shinkai insere uma paleta de gêneros que acaba se fundindo com romance meloso da película, tendo como resultado, uma nova cor totalmente chamativa e linda.

Your Name, começa mais como uma comédia do que uma história de relacionamento propriamente dito. Temas comuns da adolescência como: puberdade, curiosidade a respeito de seu próprio corpo e dentre outros, é tratado com uma fórmula mais ”casual” e simples, tirando ótimas e boas gargalhadas de quem estiver assistindo. Problemas de relacionamentos também são trabalhados com mais sutilezas e menos ambiguidades, que mesmo sendo algo mais puxado pelo o lado da mesmice, é fácil se identificar com os seus dizeres e tais atitudes dos personagens.

Já a sua parte mais triste e melancólica, demora um pouco mais para dar as caras, entretanto, quando os fatores finalmente aparecem de uma maneira mais discreta que o normal, aí sim, temos uma mescla de drama e romance, que apesar de ser considerado algo clichê e piegas, é tratado com mais originalidade e sutileza que o comum. Como por exemplo, o relacionamento de Mitsuha com seu pai, que mesmo tendo como foco uma história de amor entre dois jovens, o anime acaba explorando o outro lado da moeda, mesmo que seja de relance.

Imagem relacionada

Agora indo para o lado mais técnico da coisa, se você odeia músicas japonesas por acharem elas ”chatas” demais, seu ódio sumirá instantaneamente quando a película for iniciada. Com traços originais e comuns do oriente, sua trilha sonora mistura elementos de filmes renomados (como Interestellar, por exemplo) com algo mais natural e original, lembrando em algumas ocasiões, a música Sad Machine, do DJ Porter Robinson (para mais informações, clique aqui). Contudo, quem assiste ao filme, tem em mãos uma trilha sonora totalmente tocante e emocionante, que adentrará em seu coração e te fará chorar  no momento que os sonetos forem até os seus ouvidos.

Já, a direção de arte de Kimi No Na Wa, é simplesmente fantástica, no qual  conta com movimentos mais delicados e menos ”brutos”, algo que é bem comum dos animes. As paletas de cores que abusam mais de tons claros e suaves, mais precisamente, de gamas como: roxo, azul, vermelho e branco. Pode-se dizer que então, tem-se uma obra de arte sendo transmitida ao telespectador.

Resultado de imagem para your name

Tenho que admitir que foi um pouco difícil fazer essa coluna em forma de crítica sem dar nenhum spoiler, dando inúmeros argumentos para que você se jogue de corpo e alma na animação, portando, é muito importante que você vá conferir ao filme com a sua cabeça limpa e em paz.

O tema, já foi abordado em diversos outros filmes, que mesmo sendo algo comum de se ver em mega produções, ,ele é contado a partir de um ponto de vista mais humano e realista, mesmo tendo uma bolha envolta de sua ficção não tanto superficial.

Mesmo sem querer, Your Name transmite uma mensagem de persistência e força ao seu espectador, que mesmo em horas, dias, semanas, meses e até anos difíceis, é importante que você nunca se deixe entregar para aquilo que lhe faz mal e te deixa pra baixo, mas pelo ao contrário, você deve se jogar nos braços do destino e sempre deve manter a cabeça erguida em situações não muito boas.

Eu tenho que te admitir que quando eu terminei a animação e desliguei a minha TV, eu não conseguia pensar em mais mais nada, a não ser em coisas boas e que um dia, eu serei feliz ao lado da minha ”alma gêmea”. Bom, depois que você leu essa coluna, apenas quero que você curta o momento e aproveite a sua vida ao máximo, pois um dia dois meteoros irão fazer com que o seu destino se entrelace com o de outra pessoa.

Então é isso, espero que tenha gostado, até a próxima e se for realmente possível voltar no tempo, que segundas chances sejam feitas.

Categorias
Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Primeiras Impressões | Grancrest Senki

Magos, cavaleiros, feudos e poderes malignos desconhecidos. Esse é o tipo de coisa que você encontra em qualquer tipo de mídia, não importa a sua origem. Então hoje provamos que não só os japoneses, mas como todo o mundo é um povo estranho.

Tudo começou quando um jogador de D&D fez amizade com um fã de Sonic. Após diversas carícias e noites de amor, eles deram à luz um menino chamado Grancrest Senki. Vivendo uma adolescência conturbada, o garoto foge de casa, mas leva consigo o lema de sua mãe. Um dia, ele é parado na rua por executivos extremamente suspeitos de um estúdio de animação (e fast-food) chamado A-1 Pictures. Vendo ali uma chance de garantir seu sustento, o garoto Grancrest aceita a proposta que lhe é oferecida.
O nome desse executivo? Ninguém menos que Albert Einstein.

Brincadeiras e surrealismo a parte, algo em torno de dez porcento do parágrafo anterior é, de fato, realidade. Você talvez conheça Lodoss-tou Senki (ou “Record of the Lodoss War“, em inglês), um OVA que foi produzido no início dos anos 90, e que foi o estopim para a explosão do sub-gênero de fantasia nas obras japonesas. Lodoss-tou Senki é o transcrito de uma campanha de RPG de mesa mestrada por Ryou Mizuno, o homem que viria a ser o criador do sistema 2d6, uma adaptação do clássico D&D para dados mais modestos.

Mas o que isso tudo tem com o anime que vamos falar hoje? Bem, Grancrest Senki é, de certa forma, o sucessor de Lodoss-tou Senki. Escrito pelo mesmo autor e com as circunstâncias semelhantes, uma Light Novel se cria e após ser adaptada em mangá, vira também um anime. Anime este que vamos falar hoje. Entendeu a volta que demos?

Com uma temática superficialmente genérica (assim como todas as obras de fantasia medieval), percebemos que o mundo que estamos por explorar é rico e amplamente detalhado por várias e várias horas de atenção dada por seu criador. Não que isso seja aproveitado, mas comentarei mais sobre, depois. Primeiro a gente fala de como é genérico, já que chamar as coisas de ‘genéricas’ dá ibope.

mcq chamam o meu anime de genérico

Eu normalmente não dou sinopses em minhas análises e resenhas pois é algo trivial, que pode ser facilmente encontrado internet afora, e que não acrescenta nada, além de tamanho, para meu post. Mas vejam só como a sinopse – levemente alterada – do show em questão pode ser encaixada em diversos outros:

Num mundo fantástico e de temática medieval, um grande mal de origem desconhecida paira pelos quatro cantos do continente. Um grupo de pessoas, agraciadas com um poder especial, são os únicos capazes de combater os misteriosos inimigos que espalham o caos. Com o passar das décadas, os homens começam a brigar entre si, buscando obter esse poder. Não para combater o mal, mas para seus próprios objetivos egoístas. Protagonista A é um(a) talentoso(a) que busca um(a) companheiro(a) de aventuras que tenha uma missão nobre para que juntos, possam mudar o mundo que, além de devastado pelo mal, sofre com a ganância dos homens. Protagonista A encontra Protagonista B e juntos, vivem incríveis aventuras.

Agora que falamos da parte genérica, podemos tentar falar sobre o ricamente trabalhado universo da séri-
Já o próximo tópico é sobre os personag-
Falemos também sobre a política que envolv-

Essa é a experiência de assistir Grancast Senki. Lembra do lema da mãe do garoto, que era fã de Sonic? Isso mesmo, o lema é “Gotta go Fast“. Tudo acontece num ritmo tão frenético que mal temos tempo de parar para respirar. Eu honestamente, sem meme, acredito que todo o conteúdo mostrado nesses três primeiros episódios poderiam preencher uma temporada inteira, e ainda estaríamos correndo um pouco. É sério, o negócio corre.

Gravação ao vivo dos bastidores do show

Há tantos acontecimentos, personagens, explicações de mundo e implicações políticas rolando, e tão pouco tempo para eles, que é muito fácil de se perder. Acabamos por ter diversas coisas na mesa, mas todas com pouco ou nenhum aprofundamento. Tudo é raso, tudo é superficial. O negócio chega ao absurdo de termos uma personagem que simplesmente surge, do nada, no episódio três, e está lá, junto com os protagonistas, fazendo coisas e tomando parte na ação. E que eu não faço a menor ideia de quem seja, nem mesmo o seu nome eu sei! Fica subentendido que todo o seu arco aconteceu por debaixo dos panos, e que devemos simplesmente aceitar aquilo como realidade.

A animação também não é lá essas coisas, falando em bom português. Cortesia da A-1 Pictures (Sword Art Online, Ao no Exorcist, Magi), que nunca foi conhecida por seus trabalhos de qualidade gráfica elevada. A maioria absoluta dos cortes são feios. Sério, feios mesmo. Temos eventuais bons cortes, mas que de nada ajudam com o resto, e pouco agregam a experiência como um todo. É de uma mediocridade sem igual.

O incrível, porém, é que mesmo rushado e visualmente feio, o anime ainda consegue ser prazeroso de se ver. Os seus personagens são interessantes (com um design único e que retrata bem suas personalidades) e todos são LEGAIS PRA CARAMBA, o tempo inteiro. Até mesmo o protagonista, que está mais para uma porta do que um lorde, tem seus momentos e consegue estampar um sorriso no teu rosto de vez em quando. Você não entende absolutamente nada do cenário mais amplo da trama, e quais consequências aquelas ações terão, mas as ações em si são divertidas, mesmo fora de contexto, por causa de seus atores.

No final do dia, a gente xinga, maltrata e esperneia, mas se diverte e dá gostosas risadas com a companhia de Grancrest Senki. É uma merda, mas é bem legal, eu gosto até. Pra esse conturbado início, creio que 6/10 é uma nota interessante. O show não é ruim. O show não é bom. A experiência de assisti-lo é simplesmente… Intrigante. Vale a pena arriscar, eu diria.

O anime pode ser assistido legalmente no site de streaming Crunchyroll.

Categorias
Anime Cultura Japonesa

Dragon Ball Super chega ao fim no mês de março

A saga atual do Torneio do Poder será o último arco de Dragon Ball Super. O estúdio Toei Animation confirmou que o anime termina no dia 25 de março com o episódio 131. O anúncio do cancelamento acontece pouco depois do falecimento de Hiromi Tsuru, voz original da Bulma.

No horário de Dragon Ball Super, vai estrear o anime GeGeGe no Kitaro, também da Toei Animation, no dia 1 de abril.

Dragon Ball Super é exibido no Brasil pelo Cartoon Network.

Categorias
Cultura Japonesa Pagode Japonês

Re:Zero: Começando uma Vida em Outro Mundo – Livro 2

Depois do fim de ano agitado, comendo igual um porco e tendo que ouvir os parentes perguntando das namoradinhas, voltamos às nossas atividades normais com uma nova resenha de livrinho japonês (Light Novel, para os leigos). Se você ainda não acompanha a série, e está pensando se deve começar a fazê-lo, dá uma olhada na resenha (sem spoilers) do Livro 1. Se você já leu o livro 1, achou que japonês é um povo estranho, e está mais pra lá do que pra cá, esse post é pra você.

Assim como Subaru, retorno da morte para fazer outra postagem. Se achou que eu desistiria depois de apenas um volume, você está muito enganado. Fazer resenhas é o único motivo que me força a terminar de ler qualquer coisa, e como minha lista de espera está saindo de controle, é hora de seguir as sábias palavras de René Descartes: “Leio, logo resenho“, ou algo assim. De qualquer maneira, segundo volume de Re:Zero – Começando uma Vida em Outro Mundo, da Editora NewPOP.

Depois de vê-lo morrer umas três vezes para conseguir sobreviver seu primeiro dia no mundo alternativo, encontramos Subaru numa situação completamente diferente da inicial. Tirando-o de sua zona de conforto, e tendo que se virar num ambiente e com tarefas onde seu vasto (e apenas ocasionalmente utilizado) conhecimento não lhe é útil, voltamos a uma sensação boa de ter prazer em vê-lo se dando mal.

A primeira parte do volume (e, se me permitirem a audácia de tentar traçar padrões após apenas dois exemplares… De todos os volumes) foi uma leitura extremamente agradável. Subaru fez suas cagadas como sempre, mas a história estava fluindo e estávamos explorando novos acontecimentos, recebendo novos fatos, descobrindo novas informações. Re:Zero pode até não se esforçar para, mas acaba construindo um universo interessante e que tem gostinho de quero mais. Por isso, a “primeira volta” é sempre fenomenal e o melhor excerto do(s) volume(s).

Júnior Fonseca parece ter 17 anos mas na verdade é um tiozão do pavê, e eu posso provar.

Porém, como diz o ditado, “O mundo gira e vacilão roda“. Nesse caso, quem roda é você, leitor, ao ter que experienciar os mesmos dias, os mesmos fatos, várias e várias vezes. Tá certo que a cada volta de Subaru, novas coisas acontecem, mas… É frustrante, caras.

O autor retrata, em diversos momentos, a frustração do protagonista, por ter que reviver diversos dias, diversas vezes. Mas em momento nenhum ele pára para pensar na frustração… do leitor. Como já discutido anteriormente, e acredito ser unanimidade, ninguém lê essa light novel por causa de seu protagonista cativante. O que nos prende é o cenário interessante e as personagens que cercam o poço de ruindade. Daí o senhor Nagatsuki vem e nos força a ter apenas um terço do livro para essas coisas legais, e todo o resto é exclusivamente um desafio de tentar escalar o poço de ruindade previamente mencionado.

Juro pra vocês que, quando cheguei na segunda volta, fiquei tão frustrado pela interrupção abrupta do meu livrinho japonês, que larguei mão de ler e só voltei uma semana depois. E infelizmente, deve ser um comportamento que se repetirá, afinal… A única coisa que o cara faz direito é morrer.

De qualquer maneira, deixando a causa da discórdia de lado, o segundo volume introduziu diversos novos personagens na história, todos muito importantes para o decorrer da obra a longo prazo. As empregadas gêmeas são literalmente fábricas de memes ambulantes; o nobre é literalmente um bobo da corte; e a bibliotecária é literalmente… Hm… literalmente uma bibliotecária? Não sei, “literalmente” é uma palavra muito forte.

O importante é que todas essas personagens tiveram sua primeira aparição neste segundo volume, e tivemos um terço dele para conhecê-las melhor. Todas intrigantes (cada uma em seu estilo), mas nenhuma chega aos pés de Reinhard van Astrea, o santíssimo espadachim, cavaleiro entre os cavaleiros, cara mais boa pinta do reino e que injustamente não teve sequer uma aparição neste segundo volume (opinião pode ou não ser levemente tendenciosa).

QUE ABSURDO! SEM VERGONHA! PERVERTIDO! DEMÔNIO SEXUAL!

A edição física da NewPOP, dessa vez com uma única capa, manteve o seu nível altíssimo de acabamento, lombada, papel, ilustração, etc. Aquela coisa toda que vocês adoram. Vai ficar bonito pra caramba na estante e vai dar gosto de pegar nele pra mostrar pro seu amigo que veio te visitar, folhear por cinco minutos e depois guardar de novo.

Porém, algo que não se manteve foi… Ela mesma, aquela, o fantasma que não larga o osso e continua a assombrar a editora de Júnior Fonseca obra após obra: A revisão. A impressão que tive foi que o revisor estava fazendo seu trabalho tranquila e atentamente, até que foi avisado que o seu prazo de entrega era amanhã de manhã. Há muito mais erros no último capítulo do volume sozinho, do que no resto das obras publicadas em 2017 pela editora. Não tem como ter outra ideia além de que ele foi apressado por conta de prazos, e não pôde fazer o seu trabalho como gostaria. Um ponto negativo para o volume.

Se vale continuar lendo? Estamos meio que obrigados moralmente a comprar pelo menos até o volume três, afinal… Precisamos saber o desfecho desse arco. Não te contaram? Esse volume termina em aberto, e o arco da mansãoserá concluído no próximo volume… Que sai daqui há dois meses… E eu fiquei bem bolado de só descobrir isso ao virar a página e ver que não tinha mais páginas para virar.

Você pode comprar o segundo volume de Re:Zero na loja online da NewPOP ou na Amazon.

Categorias
Cultura Japonesa Mangá

Mangá de Legend of Zelda chega às bancas e livrarias de todo o Brasil

Está chegando ao Brasil em lançamento da Panini o famoso mangá da série The Legend of Zelda, adaptado primeiramente por Akira Himekawa, que marca sua estreia com a história Ocarina of Time. Confira detalhes abaixo.

Link é um jovem da floresta que vê seu lar em perigo e parte em uma jornada para deter um rei maligno e salvar o reino de Hyrule! Para completar sua missão, ele terá que encontrar a princesa Zelda e ajudar outros povos para reunir a Triforce e restabelecer o equilíbrio do mundo!

Esta edição luxuosa, apelidada de Perfect Edition, marca um novo padrão de qualidade para os mangás da editora Panini, com volumes de quase 400 páginas e hot stamp aplicado em muitos detalhes de capa e lombada, além de acompanhar um marcador de páginas de brinde.

Confira nosso dossiê de raças inteligentes do universo de Zelda clicando aqui.

A coleção é composta por cinco volumes que adaptam diferentes jogos de Zelda, sendo eles: Ocarina of Time, Majora’s Mask, Oracle of Seasons, Oracle of Ages, Four Swords, The Minish Cap, A Link to The Past e Phantom Hourglass.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time contém 384 páginas encadernadas em formato 20,8 x 14,6 cm e capa brochura com orelhas, e o preço sugerido é R$ 29,90. Clique aqui para garantir sua edição na Amazon.

Categorias
Anime Cultura Japonesa

Primeiras Impressões | DARLING in the FRANXX

DARLING in the FRANXX provavelmente é um dos animes que mais chamaram a atenção dos otakus, dentre as inúmeras novas produções da Winter Season 2018. Isso se deve ao fato da sua produção estar nas mãos do estúdio Trigger. Leia-se: sequências de animações fluidas. Dito isso, eu  não cheguei a assistir Kill la Kill ou Little Witch Academia, e nem outras obras do estúdio. Então eu acabei indo assistir DARLING in the FRANXX na onda do hype, até porque, animes de Mecha não me interessam, motivo pelo qual até hoje eu ainda não assisti Evangelion (não me julguem!).

Além do Trigger, DARLING in the FRANXX está sendo produzido junto ao estúdio A-1 Pictures, conhecido por Fairy Tail, Sword Art Online, entre vários outros animes famosos. O que acaba deixando a comunidade com um pé atrás, pois o A-1 trabalha em muitos animes ao longo do ano, o que faz com que grande parte deles fiquem abaixo do esperado. A Internet já decidiu que, se o anime flopar, a culpa vai pro A-1 Pictures :p .

Enfim, vamos falar sobre o primeiro episódio de DARLING in the FRANXX.

Apesar de eu ter dito que não assisti nenhuma obra do Trigger, eu já vi diversos gifs de Kill la Kill, então é impressionante que, ao começar episódio você já consiga identificar automaticamente, que aquela é uma obra do Trigger. A fluidez da animação é excelente, todas as sequências são muito bem animadas. Quando um personagem está longe das câmeras e vem se aproximando, vemos o quanto bem produzido é esse anime, a transição é muito bem feita.

A história ainda não foi explicada direita, foi um primeiro episódio padrão: fomos apresentados ao protagonista, Hiro, e aos seus problemas. Tivemos também a apresentação da Zero Dois, que protagonizará o anime junto a Hiro, excelente personagem, devo dizer. O character design dela difere bastante dos outros personagens, e isso faz com que você acabe notando a mesma. Os designs dos outros personagens da “escola” não se destacam, são quase todos parecidos, só mudando o estilo e cor de cabelo. Mais que com o tempo a gente deve acabar se acostumando.

Hiro, o protagonista.

O principal ponto negativo de DARLING in the FRANXX é o seu fanservice. Apalpadas de bunda, e closes desnecessários em crianças. Provavelmente o único fanservice que foi necessário, foi o da personagem Zero Doisa, pois serviu para a construção da relação dela com Hiro. Ainda assim, é bem triste ver o anime partindo pra esse lado. Se não fosse por isso teria tido uma estreia impecável. Espero mesmo que isso diminua com o tempo, mas eu realmente duvido.

DARLING in the FRANXX terá 24 episódios e está sendo transmitido no Brasil pela Crunchyroll.

Categorias
Anime Cultura Japonesa

A.I.C.O. -Incarnation- | Novo anime da Netflix ganha trailer e data de lançamento

A Netflix divulgou hoje um novo trailer de A.I.C.O. -Incarnation-, anime produzido pelo Studio BONES (Fullmetal Alchemist: Brotherhood, Boku no Hero Academia).

Confira:

Um acidente conhecido como a “Explosão” aconteceu no ano 2035 durante a pesquisa de um projeto, liberando uma nova forma de vida artificial e descontrolada chamada “Matter”. Anos depois, Aiko Tachibana, órfã que perdeu sua família no evento, descobre que algo está escondido em seu corpo e a única forma de descobrir a verdade é ir até o centro da Explosão.

O elenco principal de vozes é composto por: Haruka Shiraishi, Yuusuke Kobayashi, Makoto Furukawa, Taishi Murata, Kaori Nazuka, Ryouta Takeuchi, M・A・O, Ai Kayano, Tooru Ookawa, Takehito Koyasu, e Atsuko Tanaka.

Kazuya Murata, responsável por Gargantia on the Verdurous Planet, dirigirá o anime.

A.I.C.O. -Incarnation- estará disponível na plataforma no dia 9 de março de 2018. No entanto, a Netflix ainda não confirmou se essa data é valida somente para o Japão ou se é a de lançamento mundial.

Categorias
Anime Cultura Japonesa

Saiki Kusuo no Psi Nan: Ser um psíquico não é tão legal assim

Quando o assunto é humor, o gosto pessoal do telespectador fica muito em jogo, muitas pessoas não conseguem se conectar com o humor de algumas obras, como é o caso de KonoSuba, onde você tem que desligar o cérebro para curtir, ou no caso de Gintama, onde algumas de suas piadas são totalmente direcionadas para o público japonês. Já em Saiki Kusuo no Psi Nan, o telespectador encontra um anime onde você simplesmente pode assistir sem se preocupar com nada. Claro, existem algumas referências à cultura japonesa, e até mesmo à outros animes, mas de resto, é de boa.

A comédia de Saiki Kusuo funciona perfeitamente, ela beira o nonsense, e o que ajuda bastante é o fato da sua animação não ser “a melhor coisa do mundo”, é uma animação padrão, mas que combina muito bem com a comédia. E quando o Saiki usa um poder mais elaborado, a animação acompanha e tem um aumento de qualidade.

Ainda sobre a comédia, é bastante notável a influência de Gintama no anime, e provavelmente no mangá. O humor de Gintama flerta bastante com o absurdo, além de quebrar frequentemente a quarta parede. Em Saiki Kusuo, o protagonista também possui noção de que é um personagem, e ainda que não quebre repetidamente a quarta parede, ela funciona bem quando acontece. Saiki Kusuo é o filho legítimo de Gintama e com certeza irá ocupar o seu lugar, quando a obra de Sorachi terminar. O anime consegue desconstruir vários clichês de shounens e shoujos  e isso é feito de uma maneira totalmente hilária.

A primeira temporada de Saiki Kusuo no Psi Nan tem ao todo 120 episódios com 5 minutos de duração cada, que depois foram compilados nos já tradicionais 24 episódios que conhecemos. Esse formato de exibição é uma faca de dois gumes, ele funciona bastante quando a história é episódica, ou seja, ela é fechada naquele episódio e suas consequências vão passando pelo anime. No entanto, quando temos uma sequência de episódios, como aquelas da Viagem Escolar ou do Aniversário de Saiki, por exemplo, a quebra de ritmo entre os episódios incomodam bastante, é como se tivéssemos vários cliffhangers em menos de 15~20 minutos. Não chega a estragar a experiência, mas incomoda.

A trilha sonora de Saiki Kusuo no Psi Nan também é muito boa, em especial o tema de Kaidou, ela fica na cabeça e faz você se mexer no ritmo dela. Ambas as aberturas e encerramentos são fantásticos, tanto na parte sonora quanto em seus vídeos.

E grande elenco.

Os personagens do anime são bem desenvolvidos, apesar do curto tempo de tela de cada um. Os personagens vão se construindo conforme vão interagindo com Saiki e você acaba entrando na mente deles.
O elenco de vozes também está fantástico, com destaque para Hiroshi Kamiya, que interpreta o protagonista, e Daisuke Ono que está irreconhecível no papel de Riki Nendou.

Saiki Kusuo é um poço de expressões…

Os quase monólogos de Saiki são bastante legais de se acompanhar, suas frustações por causa de seus poderes fazem qualquer um desistir querer ter esses poderes. Porém, é interessante quando eles são usados de maneiras inovadoras, tirando o protagonista de várias enrascadas. É sempre hilário quando Saiki finalmente esboça uma expressão, seja de surpresa, alegria ou raiva, pois não é algo comum para ele.

Uma segunda temporada do anime está prevista para estrear no dia 16 de janeiro de 2018.
No Brasil, nem o anime e mangá de Saiki Kusuo no Psi Nan são licenciados oficialmente.