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Literatura

Conheça a Coleção Dragão Negro, a mais nova série de livros da Editora Draco

A editora Draco começou a Coleção Dragão Negro, que irá reunir seis noveletas de horror escritas por alguns dos maiores autores da atualidade. A coleção tem inspiração em grandes inspirações para esta primeira temporada da coleção são os filmes da nova safra do horror, como A Bruxa, Hereditário, Relic, Corra, Nós, Melancolia, Corrente do Mal, O Babadook, O Farol, Possessor, Mandy, Aniquilação e outras pérolas do cinema contemporâneo.

O primeiro livro da Coleção Dragão Negro tem o título de Carniça, obra da autora Paula Febbe. A obra vai levar o leitor para Bakhra, um lugar onde as pessoas não morrem e sequer entendem o que isso significa. Porém, a ignorância não os salva das dores e do sofrimento.

A Coleção Dragão Negro é formada por:

Livro 1 – “Carniça”, de Paula Febbe (previsão de entrega: maio/2021)
Livro 2 – “Claroscuro”, de Oscar Nestarez (julho/2021)
Livro 3 – “O Dedo da Santa”, de Jaime Azevedo (setembro/2021)
Livro 4 – “O Receptáculo”, de Larissa Prado (novembro/2021)
Livro 5 – “O Que se Esconde nas Estrelas”, de Marcelo A. Galvão (janeiro/2022)
Livro 6 – “Estação das Moscas”, de Cirilo S. Lemos (março/2022)

Lembrando que são livros exclusivos para aquisição nas campanhas do Catarse e também no site da Editora Draco. Portanto as obras já estão com preço promocional. Os livros serão lançados em campanhas de financiamento coletivo bimestral, o que garante as pessoas poderem ter o “poder aquisitivo” para completar no lançamento. Mas também pode assinar o pacote da coleção completa e receber as obras em casa sem precisar fazer novos apoios. Garantindo o melhor preço sendo que o último livro será mais caro, por causa do número de páginas.

A Coleção Dagrão Negro terá capa dura e edição por Raphael Fernandes e Cirilo S. Lemos. A campanha do primeiro livro, Carniça, já começou e passou de 100% da meta. Para saber mais sobre a campanha, valores, recompensas e para apoiar, clique AQUI.

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Música Vitrola

1991! O Ano que Mudou a História da Música Mundial

Estamos em 1991! Sim, viajamos no tempo e chegamos no início da década onde a famigerada ditadura militar não pairava mais na liderança do Brasil e tínhamos um presidente escolhido por meio de votos depois de décadas de chumbo. Era a época de Collor como presidente e seu nefasto plano econômico que estava aterrorizando os brasileiros. Sim amigos, estamos em 1991!

No setor musical, felizmente, em escala mundial, 1991 foi um ano de verdadeiros tesouros. Grandes álbuns, músicas e excelentes artistas debutaram nesse ano. O tanto que ele ficou marcado como o ano que influenciou o rock em mais de duas décadas seguintes. E podemos falar não somente no rock ocorreu a evolução musical. Mas também foi o ano de despedidas. Foi o ano em que foi lançado o Innuendo, o último disco do Queen com Freddy Mercury ainda vivo. O Dire Straits lançou o On Every Street, seu último álbum de estúdio. Assim como o Pixies que lançou o Trompe le Monde, seu quarto e último álbum de estúdio.

Michael Jackson e Quincy Jones

Foi o ano em que recordes foram estabelecidos. Em novembro de 1991, Michael Jackson iniciava a lendária com o multi-produtor musical Quincy Jones e lançam Dangerous. O disco se torna o mais vendido de um artista masculino na década de 1990. O trabalho é recheado de sucessos como “Black or White”, “Jam” e “Heal the World”.

A banda Guns N’ Roses inicia a Use Your Illusion World Tour, que se tornou a maior turnê mundial da história do rock com 192 shows em 27 países. Ela iniciou justamente no Brasil, durante o Rock in Rio II, no Maracanã. A turnê era o lançamento mundial dos álbuns Use Your Illusion I e Use Your Illusion II, que tem sucessos como “Live And Let Die”, “Don’t Cry”, “November Rain”, “The Garden”, “Garden Of Eden” e “Dead Horse”.

Uma foto da gigantesca Use Your Illusion World Tour.

1991 também foi o ano em que bandas e artistas se reafirmaram e lançaram seus discos de maiores sucessos, seja de crítica ou na parte financeira. A banda Motörhead, do icônico vocalista e baixista Lemmy Kilmister, lançam o disco 1916 que tem as faixas “Going to Brazil” (feita após a primeira vinda da banda ao país), “R.AM.O.N.E.S” e “1916”. É um dos trabalhos mais elogiados da banda.

O Red Hot Chili Peppers lançou o seu quinto álbum intitulado Blood Sugar Sex Magik, onde conseguiram alcançar o topo do rock mundial. Depois de saírem da EMI e assinarem com a Warner Bros. Records, o RHCP lança seu quinto álbum de estúdio. O trabalho tem produção de Rick Rubin. Com letras que tocam em temas que variam de insinuações sexuais passando por drogas e morte, luxuria e preconceitos. A mistura de funk e rock contribuiu para a ascensão do rock alternativo naquela década. Os sucessos “Give It Away”, “Under The Bridge”, “Suck My Kiss” e “Breaking the Girl” viraram hits rapidamente. Juntamente com o sucesso e reconhecimento mundial, também veio problemas ardidos como pimenta. Como brigas entre os integrantes da banda, uso excessivo de drogas e até expulsão de palco na turnê europeia.

O explosivo Red Hot Chili Peppers em 1991

O R.E.M. lança o álbum Out of Time, sétimo álbum da banda e recheado de sucessos que atravessam gerações: “Losing My Religion”, “Shiny Happy People” e “Country Feedback”. Graças a esse disco, o R.E.M. abocanhou três Grammy Awards no ano seguinte. A dupla sueca Roxette lança o seu terceiro trabalho de estúdio, Joyride. Que tem sucessos como “Fading Like a Flower (Every Time You Leave)”, “The Big L.”, “Spending My Time”, “Church of Your Heart” e a faixa título do álbum. O Roxette alcançou o topo dos rankings musicais em mais de 20 países.

O U2 lançou o seu sétimo álbum Achtung Baby, o disco que foi um marco para a banda. Nesse trabalho os caras propuseram a se reinventar onde substituíram a imagem de “fechados” para “descontraídos e autodepreciativos” frente ao público. Além de vender mais de 18 milhões de cópias mundialmente, o trabalho levou um Prêmio Grammy em 1993 de Melhor Performance de Rock por Duo ou Grupo com Vocais. Quem também lançou um disco icônico e até hoje celebrado pelos fãs foi o Metallica. The Black Album é considerado como a “verdadeira essência” da banda, com faixas como “The Unforgiven”, “Enter Sandman” e “Nothing Else Matters”, tornou-se no álbum de maior sucesso do grupo sendo campeão de vendas ao redor do mundo e colecionador de prêmios da música.

Em 1991, as bandas/artistas não afetaram e atingiram somente o lado musical, mas também foram importante para ditar a moda dos jovens. Estávamos nos despedindo das roupas extravagantes e coloridas da década de 1980 e abraçando a cor preta e os casacos quadriculados do grunge. Isso mesmo, era o Nirvana e a tchurma de Seatle chegando.

O lendário Nirvana

O Nirvana lançou o histórico Nevermind que catapultou a banda para um dos mais altos patamares do rock mundial, transformando o vocalista Kurt Cobain em ídolo da uma geração. O disco foi tão poderoso que desbancou o Dangerous de Michael Jackson (já citado aqui) do primeiro lugar das paradas da Billboard 200, no ano seguinte. Outra banda que se firmou de vez foi o Pearl Jam. O seu disco de estreia Ten marcou a trajetória da banda e apesar de ser muito celebrado por diversos clássicos como “Even Flow”, “Jeremy”, “Black” e “Alive”, o trabalho não foi um sucesso imediato, e os caras ainda foram acusados de usar o grunge para se promoverem na época. Muitas pessoas consideram o Ten como a popularização do rock alternativo no mainstream. No final das contas, o disco vendeu mais de 20 milhões de cópias no mundo e é o mais bem sucedido do Pearl Jam.

Muitas outras bandas fizeram o seu debute em 1991. Os britânicos do Blur lançaram o Leisure. Que fez sucesso apesar das pessoas não entenderem direito a proposta da banda, com seu rock baladeiro e guitarras distorcidas. Mas que nos trabalhos seguintes inspiraram muitas cenas musicais. Foi o ano que a banda Smashing Pumpkins estreiam com seu disco Gish, o álbum foi elogiado na época, mas não foi um estouro comercial, mas já pintava a proposta da banda que se consolidou nos anos seguintes.

Foi uma época que as gravadoras buscavam as chamadas “bandas de garagem”, todas buscavam um “novo Nirvana”. Na Inglaterra, o subgênero shoegaze ficou em evidência após o My Bloody Valentine lançar o seu segundo disco, intitulado Loveless. O estilo de rock alternativo foi um que cresceu muito com o grunge. E esse disco foi um dos pilares.

Vale lembrar que 1991 foi o ano em que a música eletrônica saiu do underground e se consolidou no mainstream. E um dos responsáveis foi a banda britânica Primal Scream com o seu terceiro disco chamado Screamadelica. Esse disco é considerado como um dos melhores álbuns que mudaram a música com os arranjos eletrônicos misturando com rock, blues e soul music. Fazendo a crítica especializada abrir mais os olhos para a Dance Music e o Techno, algo que muitos relutavam muito para digerir.

O Primal Scream fez os críticos reconhecerem a música eletrônica em 1991.

O 2Pacalypse Now foi o primeiro disco do rapper americano 2Pac, onde ele aborda as questões sociais enfrentadas pelos negros nos EUA, como racismo, brutalidade policial, pobreza, crimes etc. O disco não atingiu nenhum grande sucesso e por isso ficou meio que “esquecido” por todos durante anos.  Somente em 1995 o disco foi certificado como Ouro, um ano antes do rapper ser assassinado.

Aqui no Brasil, como dito antes, estávamos saindo dos anos de chumbo e começando a pisar em terras que não conhecíamos em questão de liberdade de expressão. Os discos não eram mais censurados pelos militares (apesar de algumas rádios colocarem o famigerado PIII em algumas músicas ainda) para um modo em que íamos ainda nos acostumar e até mesmo torcer o nariz às vezes.

Foi o ano da despedida de Arnaldo Antunes da banda Titãs no sexto álbum Tudo ao Mesmo Tempo. A cena do hardcore melódico começava a surgir em Vitória, Espírito Santo, com a formação do Dead Fish. Foi também o ano em que o sertanejo tomaria de assalto, juntamente com o pagode e o Axé as paradas de sucesso e a TV brasileira. A dupla Sandy e Junior, respectivamente com oito e sete anos, lançaram o seu primeiro disco intitulado Aniversário do Tatu, que tem o clássico Maria Chiquinha. O disco vendeu mais de 1 milhão de cópias.

O grupo de pagode Raça Negra lançou o seu primeiro disco em 1991, iniciando uma era de ouro do pagode romântico no Brasil

Foi também em 1991 que Zezé di Camargo & Luciano lançaram o seu primeiro disco, atingindo quase dois milhões de cópias vendidas, embalado pelo hit “É o Amor”. A cantora baiana Daniela Mercury lançou o seu primeiro disco autointitulado com o sucesso “Swing da Cor“, que tem a participação especial do Olodum. Já o pagode era representado com a estreia do Raça Negra debutando no seu primeiro disco, depois de oito anos na estrada. Você com certeza já cantarolou “Caroline”, “Chega” e “Volte Amanhã”, iniciando à era da trindade pagode/axé-music/sertanejo que invadiu as rádios populares naquela década.

O Sepultura lançou o Arise, marcando assim seu nome no metal mundial. O disco foi o primeiro da banda a conseguir uma certificação mundial, em 1992 vendeu mais de 265.000 cópias na Indonésia.

O ano musical de 1991 moldou toda a década seguinte. Mas as influências também aconteceriam em outros pontos como mídias e moda. Foi os estilos musicais iniciados em 1991 que ditaram por exemplo, as trilhas sonoras dos programas populares da TV brasileira durante a década de 90 e suas semanais brigas por audiências. Foi o ano em que pessoas foram alçadas ao ponto de estrelas mundiais do rock e algumas dessas pessoas sofreram com a pressão e algumas sucumbiram às mesmas. Mas a influência ainda está por aqui mas principalmente na cultura e registro de excelentes discos e músicas lançados.

Aqui temos uma playlist com algumas músicas que fizeram sucesso nesse ano dourado:

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Quadrinhos

Deus em Pessoa, graphic novel do francês Marc Antoine-Mathieu, é publicada pela Comix Zone

A editora Comix Zone iniciou a pré-venda de Deus em pessoa, graphic novel do francês Marc Antoine-Mathieu. Esse é o debute do autor no Brasil, com a obra que recebeu o Grande Prêmio da Crítica da ACBD – Associação dos Críticos e Jornalistas de Quadrinhos, em 2010. Uma das premiações mais importantes na França.

Em uma fila do censo, um homenzinho aguarda pacientemente sua vez. No momento de se identificar, ele se apresenta sob o nome de Deus. Não tem casa, nem documentos, nem inscrição no instituto de previdência. A irrupção desse enigma metafísico “em pessoa” desencadeia um enorme fenômeno midiático. Um grande processo judicial é organizado contra esse “Culpado Universal”.

Deus em pessoa é um sarcástico relato sobre os processos midiáticos e as campanhas de publicidade. O autor, Marc-Antoine Mathieu, nos mostra que as dúvidas sobre a existência de Deus continuam atuais e que tanto aqueles que creem como os que não, têm sempre algo a dizer sobre o assunto. De como a humanidade tem Deus como um fenômeno social que está presente em qualquer lugar, em diversas culturas e mídias. Deus é comercial, mais mesmo assim as pessoas consideram que ele deve prestar contas à justiça humana, quando as coisas dão erradas. E são as mesmas pessoas que agradecem por tudo quando as coisas dão certas.

Mas Deus é responsável pelos seus atos?

Deus em pessoa tem formato 21,5 x 29 cm, 128 páginas, capa dura, tradução da dupla Érico Assis e Fernando Paz e o preço de R$ 79,90. No link abaixo você consegue adquirir o seu exemplar com 30% de desconto e frete grátis para os assinantes prime.

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Quadrinhos

Novo Quadrinho do Cara-Unicórnio Está em Campanha no Catarse

Está em campanha de financiamento coletivo a nova edição de Cara-Unicórnio, a nova HQ do sensacional personagem criado por Adri. A. O projeto falta pouco mais de um mês para encerrar no Catarse.

O que aconteceria se um cara fosse picado por um animal radioativo e desse incidente ele recebesse superpoderes? E se esse cara ainda morasse com uma tia muito querida? Não. Não estamos falando do outro amigão da vizinhança, e sim do Cara-Unicórnio!

O primeiro livro da saga foi publicado em 2018, e alcançou um enorme sucesso contando a origem do Cara-Unicórnio, sua atrapalhada vida heroica e as pessoas que compõem o seu universo. Cara-Unicórnio VOL. 2 vai apresentar para o leitor mais do passado e segredos dos personagens, e vai presenciar a estreia do ajudante mirim do Cara-Unicórnio (ele não podia ficar sem seu próprio Robin, né?).

Além disso tudo, o novo livro mantém a principal proposta da série desde o princípio: tratar de diversidade, com protagonistas LGBTQIA+, promovendo representatividade e visibilidade àqueles que de alguma forma não se enquadram no que é tido como norma na sociedade. A HQ continua zoando e desconstruindo clichês de super-heróis e de cultura pop, e ainda é um quadrinho de humor com momentos sensíveis e tensos; mas abordar e dar protagonismo à diversidade, ainda mais nesses dias loucos que a gente vem vivendo, tem uma importância cada vez maior, e o Cara-Unicórnio vai continuar falando desses temas em voz cada vez mais alta.

Cara-Unicórnio VOL. 2 terá formato 15 x 21 cm, 192 páginas coloridas e para saber mais da campanha, valores, recompensas e claro para apoiar, clique AQUI.

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Quadrinhos

Espetaculare Meneghetti, graphic novel de Kash Fyre, é a nova publicação da Universo Guará

A Universo Guará Editora começou a pré-venda de Espetaculare Meneghetti, graphic novel de Kash Fyre. A obra conta a história de Gino Meneghetti, um imigrante anarquista italiano, que aterrorizou os poderosos barões do café em 1920.

Meneghetti era considerado um Rodin Hood pelas classes operárias e comunidade imigrantes, ele protagonizou roubos impossíveis e, quando capturado, estrelou escapadas dignas de Houdini.

Os seus feitos, que desafiavam os poderosos e a polícia na época, ganharam fama ao serem noticiados pela imprensa, chegando ao ponto de ser tachado pelos jornais de “o bom ladrão” e “o maior gatuno da América Latina”. Um dos seus apelidos foi Gato de Telhado, devido a sua facilidade de se locomover pelo telhados das casas para fugir dos cercos policiais.

Por roubar somente dos mais ricos, sem ferir ou provocar vítimas e ainda conseguir escapar incólume, tornou-se um figura mitológica para uma imprensa carente de notícias.[10] Mas a notoriedade neste caso veio na contramão para Meneghetti: a polícia, pressionada pela cobertura dos jornais e a consequente repercussão entre o público, decide apanhá-lo a qualquer custo.

Alguns dos disfarces de Meneghetti.

Em Espetaculare Meneghetti, Kash Fyre desempenhou uma forte e importante pesquisa sobre a época, transformando em uma história em quadrinhos que apresenta um resgate muito bem-vindo da nossa iconografia criminal, com uma excelente pesquisa de época, arte singular, vigorosa, e uma narrativa visual.

Espetaculare Meneghetti tem formato 23 x 15 cm, 208 páginas e o preço de R$ 36,00.

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Cultura Japonesa Mangá

GYO, de Junji Ito, é publicado no Brasil pela Editora Devir

A editora Devir Brasil está lançando mais uma obra escrita e ilustrada pela lenda Junji Ito, o selo Tsuru, braço editorial de mangá da editora, começou a pré-venda de Gyo. Uma das histórias mais esperadas pelos fãs de Ito.

Gyo, que tem o título completo de Gyo Ugomeku Bukimi (na tradução livre: Peixe Estrbuchando de Medo), é um mangá de horror para o público adulto, onde conta a história e monstros meio máquina, meio peixe, que invadem o Japão, espalhando um fedor medonho e contagioso. Tadashi e sua namorada Kaori tentam sobreviver à invasão dos peixes que andam e, também, descobrir o motivo do ataque. A história se concentra nas situações desesperadoras e nas mudanças físicas e psicológicas dos dois protagonistas da trama.

Em 2007, Gyo foi incluída na Seleção Oficial do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême. Em 2012, foi lançada uma animação original em vídeo de uma hora de duração baseada nesse mangá, dirigida por Takayuki Hirao.

Em uma entrevista, Junji Ito disse que Gyo foi inspirado no filme Tubarão de Steven Spielberg. “Ele capturou magistralmente a essência do medo na forma de um tubarão devorador de homens. Eu achei que ficaria ainda melhor registrar esse temor num tubarão devorador de homens que circula tanto na terra quanto na água”, disse Ito na ocasião.

Gyo tem formato 17 x 24 cm, 408 páginas e o preço de capa de R$ 78,00. Comprando no link abaixo você consegue um desconto de 15%.

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Quadrinhos Torre Entrevista

Torre Entrevista: Cadu Simões

Hoje, dia 30/01, é Dia do Quadrinho Nacional, grande parte da produção dos quadrinhos no Brasil é realizada por pessoas que se desdobram em mil com empregos, família etc… para poder dar a sua contribuição a essa arte. E nesse longo caminho dos quadrinhos brazucas, surgiram muitas pessoas que são pilares e cravaram seus nomes, seja com suas contribuições, ou seus discursos e lutas para melhorias para cada um poder publicar sua arte. E uma dessas pessoas é Cadu Simões.

Cadu Simões é autor de gibis lendários como Homem-Grilo e Acelera SP, e sempre de alguma forma esteve presente na cena dos quadrinhos, produzindo, em conversas, eventos ou em bate-papos no icônico Bar do Simões, local capitaneado pelo seu querido pai, que fica em Osasco. E enfrentando uma luta contra o reumatismo que muitas vezes o impede de produzir.

Nessa conversa falamos um pouco sobre como promover a produção de quadrinhos desvinculando noção de mercadoria, a cena de agora com de antigamente, o momento político/econômico do país e como afeta a nona arte e uma dúvida de todo fã: “Seria o Cadu Simões o Homem-Grilo?”

1. O que você está lendo atualmente?

Atualmente estou lendo apenas livros teóricos para faculdade de Letras, que voltei a cursar, depois de ter trancado ela em 2013 por causa do meu reumatismo. Mas assim que eu entrar de férias, pretendo retomar a leitura da minha pilha de quadrinhos que só cresce.

2. Você tem uma interessante ideia de promover a produção de quadrinhos que desvincule a noção do produto como mercadoria a ser vendida num mercado visando a acumulação de capital. Pode dar mais detalhes dessa ideia?

A história em quadrinhos surge, como toda arte, como a poesia, a música, a pintura, não como um produto a ser vendido e comercializado, mas como uma obra a ser apreciada e desfrutada. Mas no século XX, com a criação do formato de revistas em quadrinhos, principalmente dentro do modo de produção e distribuição industrial das grandes editoras, a maioria das pessoas passaram a encarar os quadrinhos apenas como produto e mercadoria e que vai culminar no colecionismo, muitas vezes feito por pessoas nem mesmo leem essas HQs, e apenas ficam exibindo-as na estante.

É como se a obra quadrinhos não existisse mais sem a mercadoria quadrinhos. Mas assim como a música existe sem o produto disco ou CD, os quadrinhos podem existir sem o produto revista ou livro, seja físico ou digital. Então nos meus quadrinhos eu estou tentando um modo de produção e distribuição anticapitalista que vai na contramão do que vem sendo feito tradicionalmente, mesmo nos quadrinhos independentes, desvinculando ao máximo os quadrinhos como mercadoria.

E isso é feito principalmente publicando-os sob uma licença livre Creative Commons, que permite que qualquer um possa copiar, compartilhar e redistribuir minhas obras em qualquer suporte ou formato, assim como transformar, remixar e criar outras obras a partir das minhas, mesmo que para uso comercial, desde que seja dado o crédito apropriado aos autores, que seja indicado a fonte das obras, e que qualquer obra derivada seja distribuída sob a mesma licença, dessa forma promovendo um ciclo virtuoso de cultura livre.

A produção das minhas HQs são financiadas por financiamento coletivo recorrente e são publicadas online, nos sites de cada respectiva série em quadrinhos, de forma gratuita para a leitura de todo mundo, e não apenas para os apoiadores. Afinal, apesar de não existir almoço grátis, uma vez que o almoço foi pago e produzido, porque não compartilhar com os outros? Ainda mais quando esse almoço pode ser copiado e reproduzido infinitamente sem a perda ou o esgotamento de cada cópia.

O objetivo é que seja priorizado pelos leitores o valor de uso dos quadrinhos como objeto artístico e cultural, e não seu valor de troca como mera mercadoria. Assim, todos podem se sentir vontade para ler, compartilhar, imprimir, distribuir e criar obras derivadas a partir das minhas HQs.

O Homem-Grilo

3. Muitos consideram você, digamos, uma “velha guarda” dos quadrinhos nacionais. Ao seu ver, tirando a tecnologia, o que mudou de melhor para que produz quadrinhos no Brasil?

Acho que as duas principais mudança para melhor nos últimos 20 anos, desde que comecei a fazer quadrinhos, foi, primeiro, o aumento na quantidade de eventos de quadrinhos com espaço para quadrinistas. Hoje em dia alguém que está começando e acabou de fazer seu primeiro quadrinho, pode ter uma mesa para vendê-lo em grandes eventos como o FIQ em Belo Horizonte, a Bienal de Quadrinhos em Curitiba, ou a CCXP em São Paulo. Quando comecei isso para mim era impossível.

E segundo, o surgimento das plataformas de financiamento coletivo, como o Catarse, que permitiu o financiamento de várias obras em quadrinhos de forma independente, em que talvez não veriam a luz do dia nem em editoras.

4. E invertendo a pergunta: o que piorou?

O que piorou foi certamente o encerramento de diversos programas e políticas públicas federais que ajudaram a fomentar não só os quadrinhos, mas o mercado editorial como um todo entre 2003 até mais ou menos 2015. Hoje não existe mais nada disso. O governo Temer começou a cortar vários desses programas, e o governo Bolsonaro terminou de acabar com tudo (e acabou com o próprio Ministério da Cultura). Espero algum dia podermos ter novamente um governo federal que fomente não só o mercado editorial, mas a cultura como um todo.

5. No meio de um país que estamos enfrentando uma corja/onda fascista, e que chega em todas as mídias, inclusive as HQs, eu acho que devemos sair da nossa bolha de conhecimento, e apresentar para outros públicos os ideais. Na sua visão qual é a melhor forma de sair dessa bolha? Com uma obra direta (tipo pé na porta) ou com mais sutileza?

Acho que não tem um modo correto. Eu mesmo tenho quadrinhos no qual a mensagem política antifascista é mais sutil, como o Homem-Grilo, e outros em que a mensagem é mais direta e escancarada, como Acelera SP. O importante é o quadrinista se posicionar contra o fascismo, pois não dá pra ficar neutro diante dele.

6. Uma bebida para a hora da leitura?

Chá é sempre uma boa opção.

7. Tirando o Homem-Grilo & Sideralman, que são os xodós, qual obra você tem aquele lugar mas quentinho no coração e porquê?

Acho que é Acelera SP. É a minha obra mais difícil de ser escrita, a que mais me exige pesquisa, mas é a que mais me dá retorno de leitores nos últimos tempos. Muito disso acontece, creio, pela atual fase política que vivemos.

8. Como a vida pessoal do Cadu Simões conversa e se mistura com as suas próprias obras? Você seria o Homem-Grilo?

Não, não sou o Homem-Grilo. Mas ele tem muitas características de alguns amigos de infância meu. É nesse aspecto que minha vida pessoal conversa e se mistura com minhas obras. Sempre acabo incluindo elementos da minha vida nas minhas obras, ainda que muitas vezes de forma sútil e nem sempre direta.

9. Quais os próximos trabalhos?

Eu tenho escrito três novas histórias, mas que não sei exatamente quando começarei a publicá-las, pois nenhuma delas tem ainda desenhista. Então por hora não tenho como falar mais sobre elas. Mas pretendo continuar publicando novas HQs dentro das minhas séries já existentes, como o Homem-Grilo, Nova Hélade, Cosmogonias e Acelera SP. E como sempre, tudo gratuito na internet sob Creative Commons.

Para poder ler os quadrinhos do Cadu Simões e acompanhar todo o seu trabalho, clique AQUI.

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Quadrinhos

Revolta da Vacina, do André Diniz, é o novo lançamento da DarkSide Books

Revolta da Vacina é o mais novo trabalho do quadrinista André Diniz e o primeiro do autor pela DarkSide Books. A editora já começou a pré-venda com brinde exclusivo da HQ que narra o motim popular ocorrido entre 10 e 16 de novembro de 1904, onde por causa da pandemia da Varíola as camadas populares rejeitavam a vacina.

Nessa época o Rio de Janeiro ainda era capital do Brasil e a cidade passava por um processo de industrialização e aumento populacional, o que ocasionou condições precárias que favoreciam a proliferação de doenças, especialmente nas regiões mais pobres. Com o surto de diversas doenças como Febre Amarela, Peste Bubônica e a Varíola. Sendo essa última combatida com vacinação. Assim o médico Oswaldo Cruz, responsável pela campanha de saneamento, determinou que ela fosse obrigatória. O que ocasionou uma revolta popular.

Em Revolta da Vacina, do André Diniz, vamos acompanhar a trajetória de Zelito, um jovem ilustrador cearense que parte para o Rio de Janeiro e tem seis meses para provar ao pai que pode construir uma carreira de futuro. Na capital, enquanto procura trabalho como cartunista nos jornais, ele se envolve nas manifestações que iriam culminar na rebelião que sacudiu a cidade.

A publicação foi resultado de uma pesquisa meticulosa que a transformou em um documento da persistência de nossas mazelas históricas, que pretende informar tanto o jovem leitor brasileiro em primeiro contato com o tema, como aqueles já familiarizados com a história. Mas todos se identificarão com as similaridades entre o Brasil do início do Século 20 e o que ocorre atualmente com a pandemia do COVID-19 e a chegada da esperada vacina. Que também sofre com rejeição e mentiras de parte da sociedade e de alguns membros do poder público.

Uma das charges mais famosas foi essa publicada na revista O Malho em 29 de outubro de 1904.

Revolta da Vacina tem formato 16 x 23 cm, 176 páginas, capa dura e o preço de R$ 59,90. A publicação conta ainda com uma vasta seleção de charges da época a respeito da vacinação obrigatória, além de posfácio do historiador Luiz Antonio Simas.

Revolta da Vacina pode ser adquirida no site da DarkSide Books clicando AQUI.

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Quadrinhos Torre Entrevista

Torre Entrevista: Bruno Brunelli

No início do ano começou a campanha de financiamento coletivo para , HQ com roteiro de Alessio Esteves (DestiNation, Zikas) e desenhos de Bruno Brunelli (Veludo dos 9 infernos, Pontos Ilustrados). Aqui nos conhecemos parte da vida do Zé Pelintra, uma das entidades mais famosas da mística brasileira, Protetor da Boemia, dos bares e dos jogos. A entidade é conhecida pelo o visual de malandro supremo.

A obra busca juntar as mais diversas lendas sobre a sua origem e juntar em uma história única, abordando desde a sua infância difícil na Bahia até o início de sua vida adulta, no Recife, quando é iniciado na Jurema.

Agora, quase um mês depois do início da campanha, batemos um papo com o desenhista Bruno Brunelli. Onde procuramos saber mais sobre , a sua importância em meio a uma sociedade que recrimina culturas e religiões e os seus planos para 2021.

1. Como surgiu a ideia para a HQ do Zé?

Faz muuuuuito tempo. Quando comecei o Pontos Ilustrados eu já tinha essa história na mente. Como o Zé Pelintra tem muitas histórias e lendas, sempre tive vontade de ler algo completo, sabe? E na época eu estava lendo bastante romances baseados em reconstruções históricas ao estilo Bernard Cornwell e Conn Iggulden, então resolvi fazer o mesmo com o Zé. Fui atrás das histórias em livros, sites, boca a boca, misturei tudo numa narrativa pra ver o que saía. E eu curti! Só que não dava pra fazer uma HQ com aquilo, e foi aí que pedi socorro pro Alessio.

2. Tanto você quanto o Alessio Esteves entendem do assunto na questão religiosa e histórica. Zé tem o intuito de levar o conceito de “popularizar” a história da Entidade?

Exatamente. Na verdade ele já é muito popular em várias mídias, e agora em HQ também. Quanto mais Zé melhor!

Capa de Zé

3. Como foi esse processo de criação? Por vocês dois serem muito familiarizados com o assunto, serem praticantes da religião, existiu muito pitaco de ambos os lados?

De minha parte foi bem tranquilo. Claro que tivemos nossos altos e baixos, né, principalmente por ser 2020. A história em si estava bem encaminhada, mas o Alessio fez MÁGICA transformando a narrativa em HQ, e com acréscimos muito importantes. Foi literalmente um trabalho em 4 mãos. “Põe isso, tira aquilo, poxa isso não achei legal, e se fizer desse jeito…” e assim foi. Aliás, aconselho perguntar pra ele.

4. Qual a importância de mídias falarem mais abertamente sobre a Umbanda em geral, mas que falem de um modo não preconceituoso e nem daquela forma que “tradicional” que costumamos ver?

De suma importância. Pô, mais fácil a galera saber sobre nórdicos do que nossa própria cultura, que é RIQUÍSSIMA. Só de ter cada vez mais artistas brasileiros por aí já é massa demais, ainda mais colocando as brasilidades à tona me deixa muito feliz. Seja no cunho espiritual, seja nos mitos populares, na cultura e no estilo de viver, precisamos cada vez mais mostrar com orgulho tudo isso.

5. Existe a possibilidade de outras Entidades receberem projetos como Zé?

TEM! É tudo que posso dizer no momento.

Veludo dos 9 Infernos, trabalho autoral de Bruno Brunelli

6. Existiu uma pesquisa de sua parte, para o visual do personagem quando mais jovem, ou para os cenários? Ou alguma inspiração em especial?

Ah sim, com certeza. Uma narrativa precisa ser coesa. Tenho rascunhos e mais rascunhos fazendo os personagens, velhos e novos, vestuário, como eram as cidades e sua vivência. A história não tem uma data oficial definida, mas se passa mais pro final de 1800 e no final do Império.

7. O que vocês estão fazendo com Zé é bem importante e pode ser um marco. Pois eu vejo como apresentar uma religião rica, que tem uma cultura muito rica também. E geralmente quando vemos religião retratadas em quadrinhos, é para apresentar uma falha de dogmas, ou caráter de quem frequenta. Existiu um cuidado de balancear essa parte de cultura e de apresentar a religiosidade sem parecer um clichê?

Na HQ a gente trata ele mais como uma possível figura histórica do que uma figura religiosa, sabe? Na verdade, a questão é mais de espiritualidade do que religiosidade propriamente dita. A exemplo de seu Zé, como dizem as lendas, ele permeia por várias “religiões” que se conversam entre si, não negando mas também não se atendo a nenhuma, como a gente mesmo faz hoje em dia. Veja se não somos um povo “católico” que se benze com arruda e ainda tem um Buda cheio de moedas na estante da sala! (RISOS). Então no final a religião serve mais para rotular algo que já nos é inato. Ele pode ser adorado na Jurema, na Umbanda, e no Carnaval (que é uma religião SIM).

8. Quais os planos de quadrinhos do Bruno para 2021?

Oficialmente, até o momento, é o Zé e sua continuação, retomar a Parte 3 de Veludo dos 9 Infernos, o Pontos Ilustrados que é um projeto eterno, e uma coletânea de um novo coletivo FODA que tá pra nascer em breve!

Para conhecer mais o trabalho do Bruno, pode acessar AQUI. E para conhecer mais detalhes, recompensas e claro para apoiar a campanha de clique AQUI.

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Eu fui um Garoto Gorila, de Fábio Vermelho, está em pré-venda pela Editora Veneta

A editora Veneta começou a pré-venda de Eu fui um Garoto Gorila, quadrinho de autoria de Fábio Vermelho. A história foi publicada originalmente em inglês pelo zine Weird Comix entre os anos de 2016 e 2020.

Ambientada nos anos de 1950, Eu fui um Garoto Gorila conta a história de Dennis, um jovem que mora na cidade de Wets Moss, um lugar onde coisas estranhas acontecem. Mas nada tão estranho quanto um furioso gorila assassino que apareceu sem explicação, deixando um rastro de morte e desespero por onde passa.

O mistério ainda aumenta pois ninguém sabe de onde o gorila assassino veio, porque ele está realizando uma carnificina e quem poderá deter essa fera.

A história de Fábio Vermelho foi muito elogiada e  tem influências dos quadrinhos da EC Comics, de Robert Crumb, do cinema de John Waters e da música do The Cramps. A edição da Veneta ainda conta com Goo-Goo Muck, outra história publicada na Weird Comix passada em West Moss, e uma série de ilustrações sobre a rotina, quase pacata, da cidade.

Eu fui um Garoto Gorila tem formato 21 x 28 cm, 160 páginas e o lançamento oficial será em 31 de março.