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Nova HQ do Lanterna Verde traz conexão com os eventos do Renascimento

Finalmente publicada, The Green Lantern #1 traça rumos mais simples para o Lanterna Verde. Escrito por Grant Morrison e ilustrado por Liam Sharp, a HQ tem como objetivo explorar o cotidiano de Hal Jordan como policial espacial e sua relação complicada com a humanidade.

ATENÇÃO, CONTÉM SPOILERS!

Na edição, três perigosos criminosos se dirigem à Terra, em um jato pilotado por Lanternas Verdes, tendo em mãos o Lucky Dial, uma espécie de objeto o qual traz sorte para o seu portador.

Lucky Dial, o amuleto da sorte

Avistando o veículo caindo, Jordan se dirige ao local da queda e salva um dos Lanternas Verdes. Logo após, ele confronta os criminosos os quais diferente do que acreditavam, não estavam utilizando um amuleto da sorte, mas sim, fazendo uso da própria sorte, a qual acaba quando o Lanterna Verde os impede.

Nos últimos momentos da edição, Hal é chamado a Nova Oa, onde um dos Guardiões discute com ele sobre o caso dos três criminosos. O Cavaleiro Esmeralda é levado até a Biblioteca, onde se encontra o Livro de Oa, arquivando todos os atos dos Lanternas Verdes. É aqui onde o roteiro de Morrison começa a plantar sementes grandiosas possuindo relação direta com o Renascimento.

Olha o símbolo do Manhattan ali.

Em determinado momento, é dito pelo Guardião:“Entretanto, durante exaustivas revisões de seu conteúdo, análises tem revelado certas falhas. Revisões e ajustes têm sido feitos, sem que saibamos. O que nos leva a crer que talvez o Livro de Oa não seja tão confiável assim.”

Para quem não lembra, durante o one-shot, Universo DC: Renascimento, é revelado que o Doutor Manhattan roubou 10 anos da vida dos personagens do Universo DC. Os mistérios estão sendo solucionados na minissérie Doomsday Clock, por Geoff Johns e Gary Frank. Na última edição da revista, foi dito que Manhattan alterou os eventos da origem de Alan Scott, o primeiro Lanterna Verde.

Doomsday Clock #7

Mais tarde, o Guardião afirma que Jordan trairá os Guardiões no futuro. Esta profecia deve ser desenvolvida no decorrer da série. Para finalizar a edição, um Lanterna Anti-Matéria está sendo construído pelos Blackstars.

Apesar da proposta simples, o título, em sua primeira edição, começa a traçar um caminho grandioso para a história, visto que ainda explorará o Multiverso, com a Terra-15, um universo utópico, o qual foi destruído pelo Super Boy Prime. O único resquício desta terra é um fragmento conhecido como Graal Cósmico.

Terra-15

Para saber sobre tudo o que acontece no Universo das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Juízes Negros: A Queda do Mundo Morto está em pré-venda

O primeiro lançamento brasileiro do universo do Juiz Dredd em 2018 será Juízes Negros: A Queda do Mundo Morto. Este novo encadernado de luxo estará chegando em breve às livrarias em edição da Mythos. Confira detalhes abaixo!

Os Juízes Negros sempre foram os mais terríveis e assustadores adversários de Dredd. Redescubra como eles embaraçaram em sua cruzada assassina e tomaram sua horripilante forma mortífera. O roteirista Kek-W (A Lei de Cannon) e o desenhista Dave Kendall mostram o Juiz Fairfax e a garotinha Jess sobrevivendo a transformação maligna que levou à Queda do Mundo Morto e a criação dos Juízes Negros.

Publicado sob selo Prime Edition, este encadernado apresenta a série The Fall of Deadworld em seu assim chamado Livro I. Os eventos contados nesta história fazem parte da cronologia oficial do Juiz Dredd, assim como muitas histórias que já foram criadas para narrar acontecimentos relacionados aos Juízes Negros.

Juízes Negros são quatro irmãos de um universo paralelo onde “o crime é a vida, e a sentença é a morte.” Foram criados por John Wagner, Alan Grant e Brian Bolland em 1981, e rapidamente tornaram-se sinônimo de caos generalizado nos quadrinhos do Juiz Dredd. Juiz Morte é o principal e mais famoso membro dos quatro originais.

Juiz Dredd Apresenta: Juízes Negros – A Queda do Mundo Morto possui 164 páginas encadernadas em capa dura. O preço sugerido é R$ 89,90. Clique aqui para garantir sua edição na pré-venda com preço mais baixo garantido.

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NYCC 2018 | DC Comics anuncia Wonder Comics

Anunciada há alguns dias, durante o início da New York Comic-Con, Wonder Comics é o novo selo da DC Comics. Comandado por Brian Bendis – novíssimo roteirista da editora – a iniciativa trará o retorno da Justiça Jovem e dos Super Gêmeos. Durante o seu painel, Bendis falou sobre as intenções da nova vertente:

“Os heróis jovens do Universo DC serão o foco em Wonder Comics. Os títulos serão: Justiça Jovem, Super Gêmeos, Dique-H de herói e outro quadrinho chamado Naomi.”

Justiça Jovem 

Repetindo a parceria em Action Comics, Bendis assumirá os roteiros da revista e Patrick Gleason será responsável pela arte. Superboy, Impulso e Tim Drake estão de volta, com designs levemente novos, projetados por Gleason. Ametista, a Princesa do Mundo Cristal, integrará a equipe, assim como Jenny Rex. O primeiro arco envolverá a invasão do Mundo de Cristal à Terra. Alguns esboços da primeira edição foram exibidos:

Haverá um Jovem Lanterna, um adolescente boliviano o qual se torna um super-herói “hackeando” a bateria do Lanterna Verde. Parte da segunda leva da iniciativa, trará um projeto maior envolvendo a Ametista, nas mãos de outros autores. “Eles poderão enviar mensagem de texto para quem eles precisarem para se juntar a eles em suas aventuras” – disse Bendis.

Super Gêmeos

Por Stephen Byrne

Mark Russell, de Flintstones, assumirá os roteiros e Stephen Byrne, a arte. A revista segue as aventuras de Zan e Jana, dois adolescentes alienígenas os quais possuem uma conexão psíquica. Mais detalhes serão divulgados nos próximos meses.

Disque-H para Herói

Escrito por Sam Humphries e desenhado por Joe Quinones, Disque H para Herói, trará Miguel, um Americano-Mexicano fã do Superman. A premissa é a mesma de quando o quadrinho foi criado nos anos 80: Uma pessoa comum disca a palavra herói e se torna qualquer um dos personagens da DC por um curto período de tempo. “É como um mundo muito maluco de super-heróis.” – declarou Bendis.

A equipe criativa pretende inovar na forma como o protagonista usa o telefone e trará uma linguagem diferente para os quadrinhos, como a Image nos anos 90 e Astroboy. Quinones citou Tank Girl e FLCL como principais inspirações.

Naomi

Com os roteiros de David Walker e a arte de Jamal Campbell, Naomi acompanha a história da única garota negra em um bairro de pessoas brancas. Quando Superman e Mongul caem em sua cidade, ela é colocada em um caminho para descobrir um segredo antigo do Universo DC.

Não há previsão para o lançamento de Wonder Comics. Mais detalhes devem ser divulgados nas próximas semanas ou meses. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Venom por Donny Cates é um verdadeiro épico de ação e horror

“A parte mais surreal em escrever Venom é que todas as perguntas que eu tinha quando era criança, seriam eventualmente respondidas. E o estranho é que todas seriam respondidas por mim.”Donny Cates sobre seu run pelo simbionte. Em maio deste ano, Marvel começou um novo relaunch chamado Fresh Start. Semelhante ao Rebirth da DC Comics, a iniciativa prometia trazer os personagens de volta ao básico. Entretanto, alguns títulos fugiram dessa linha, tais como Venom. Um quadrinho o qual vem chamando a atenção de muitos leitores lá fora. Por quê?

Desde sua criação, na década de 90, o personagem sempre esteve ligado ao Homem-Aranha, de alguma forma. Não importava se ele tivesse transformado em Protetor Letal, Agente ou Guardião da Galáxia. O Amigão da Vizinhança sempre está lá. Entretanto, Venom é um personagem muito popular e muito interessante. Talvez fosse a hora dele ser algo a mais do que um derivado da franquia do Teioso. Ele tem sua própria revista mensal há anos, era uma questão de tempo até alguém começar a criar uma mitologia própria para o simbionte. Pois é, era uma questão de tempo até Donny Cates falar com os editores da Marvel: “Que tal contarmos a origem dos simbiontes?” Graças a Odin – e outros deuses – eles disseram sim.

Quem é Eddie Brock?

No primeiro arco da revista, chamado Rex, acompanhamos Venom (Eddie Brock) tendo pesadelos sobre outros simbiontes na Terra, durante a Idade Medieval. O que os leva a um militar chamado Rex, revelando ao leitor a existência de hospedeiros militares, antes de Flash Thompson, o Agente Venom. Para finalizar, o Deus dos Simbiontes está vindo para a Terra por motivos desconhecidos. Sim, esta é a premissa da primeira história do título.

O roteiro de Cates condensa perfeitamente todos esses elementos, trazendo um verdadeiro épico de ação e horror. É notável as influências do roteirista em Lovecraft, Stephen King e até mesmo, George Miller. Eddie Brock aqui, é em suma, o Max de Mad Max. Um homem incompleto, impossível de ser definido, sobrevivendo a todo tempo, servindo como uma espécie de espectador em um show de loucuras.

“Meu nome é Eddie. Meu mundo é sangue e fúria.”

Percebe-se como o autor tem certo apreço pelas obras noventistas, não economizando nos absurdos (o simbionte tem novos poderes) ocorridos nos momentos de ação, mas ao mesmo tempo, encontrando um equilíbrio entre o escapismo e o autoral. Algo bem raro no mercado de quadrinhos mainstream atual.

Os desenhos de Ryan Stegman, a arte-final de JP Mayer e as cores de Frank Martin são uma combinação tão perfeita quanto simbiontes e humanos. Enquanto os traços evocam grandes desenhistas como Todd Mcfarlane, as cores se destacam pelo contraste entre os fracos feixes de luz e a plena escuridão contínua. Há uma presença forte de psicodelia, dando sentido literal ao nome do personagem. Há diversas viagens a serem feitas nesse quadrinho, desde as mais lúcidas até as mais alucinógenas.

Por fim, Cates inventa uma nova e incrível origem para os simbiontes, revelando que o planeta Klyntar, nada mais é do que uma prisão. Não apenas isso, ele cria um deus para eles, chamado Knull, o qual provavelmente, será um antagonista recorrente nas próximas edições.

Através de um ritmo frenético e aterrorizante composto pelos elementos mais diversos e improváveis de serem condensados de forma tão coesa, Venom é, surpreendentemente, o melhor título publicado pela Marvel Comics, no momento o qual eu vos escrevo.

Knull: Deus dos Simbiontes

Estamos diante de um run o qual pode vir a se tornar tão importante quanto Jason Aaron em Thor, ou Brian Bendis em Vingadores.

 

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Confira a prévia de Heroes in Crisis #1

O grande evento da DC nos quadrinhos este ano está chegando. Heroes in Crisis #1 ganhou uma novíssima prévia. Nela, temos os dois protagonistas da história: Arlequina e Gladiador Dourado. Confira a prévia da primeira edição da minissérie:

“Há um novo tipo de crise ameaçando os personagens do Universo DC, arrancada das manchetes do mundo real pelo ex-funcionário da CIA e atualmente roteirista, Tom King: Como super-heróis lidam com o estresse pós-traumático? Bem-vindo ao Santuário, um hospital ultra-secreto para heróis traumatizados pela luta contra o crime. Entretanto, algo dá errado quando um dos pacientes é assassinado. Arlequina e Gladiador Dourado são os dois suspeitos. Logo, cabe à Trindade investigar, mas eles podem solucionar o mistério em face da oposição esmagadora?” 

Heroes in Crisis #1 é escrito por Tom King e desenhado por Clay Mann. A primeira edição será lançada na próxima quarta-feira (dia 26). A minissérie será composta por 9 edições. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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FINALMENTE! Liga da Justiça Odyssey #1 ganha nova prévia

Após muitos atrasos e adiamentos, mais um título do selo New Justice começará a ser publicado. A nova prévia de Liga da Justiça Odyssey #1, traz o Setor Fantasma, onde vários mundos são mantidos prisioneiros. Entretanto, há um motivo, o qual pode colocar o Multiverso inteiro em perigo. Confira:

“Diretamente de No Justice! Quando uma ameaça cósmica ameaça mundos além do nosso no Setor Fantasma, cabe a uma nova Liga da Justiça atender o chamado para a batalha! Cyborg, Estelar, Lanterna Verde, Azrael vão às profundezas do espaço a bordo da Nave Caveira de Brainiac. Mas quando eles tentam impedir Despero de escravizar refugiados de Coluan, eles descobrem algo inesperado: Darkseid! Ele realmente está ali para ajudar?” 

Liga da Justiça Odyssey #1 tem os roteiros de Joshua Williamson e conta, durante as duas primeiras edições, com a arte de Stjepan Sejic. A HQ será publicada na próxima quarta-feira (dia 25). Para saber sobre tudo o que acontece no Universo das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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“É como Led Zeppelin” Kelly Sue DeConnick fala sobre seu run em Aquaman

Há alguns meses, durante a San Diego Comic-Con, foi divulgado que Kelly Sue DeConnick assumirá os roteiros da revista do Aquaman. No primeiro arco da nova fase, Arthur acorda desmemoriado em uma ilha misteriosa. Em entrevista a Entertainment Weekly, a roteirista falou sobre como a experiência de escrever o personagem é mais sonora do que visual:

“Eu penso em termos de sonoridade, logo, penso no tom das minhas obras em termos musicais. Pretty Deadly é Ennio Morricone e Capitã Marvel foi Tom Petty. Aquaman é como Led Zeppelin. É grandioso, é mítico, é um baixo pesado acompanhado de vocais altos e estridentes.”

A nova fase do personagem terá início em dezembro. Coincidindo com o lançamento do filme do herói. Ela também falou sobre como a versão cinematográfica influenciou o trabalho na HQ:

“O Aquaman do cinema é diferente do Aquaman do Universo DC, mas há alguns painéis onde você consegue ver um pouco do Jason Momoa.”

 

Aquaman #43 será publicado em dezembro, após os eventos da saga Drowned Earth. Kelly Sue DeConnick assina os roteiros e Robson Rocha fica por conta da arte. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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MIS abre as vendas de ingressos para megaexposição QUADRINHOS

Começa nessa sexta-feira, dia 14/09, a venda do primeiro lote de ingressos antecipados para a megaexposição Quadrinhos, que acontecerá no MIS (Museu da Imagem e do Som) em São Paulo.  Os ingressos poderão ser adquiridos antecipadamente para o primeiro mês de exposição a partir das 12h. Comprando antes, o visitante terá acesso direto a exposição, sendo visita marcada de hora em hora.

A mostra Quadrinhos tem curadoria de Ivan Freitas da Costa (sócio-fundador da CCXP – Comic Con Experience e da Chiaroscuro Studios) e projeto expográfico da Caselúdico, parceira do MIS em outras exposições como O mundo de Tim Burton, Silvio Santos vem aí e Castelo Rá-Tim-Bum – A exposição.

Confira algumas artes que estarão expostas:

 

A história da 9ª arte é contada na mostra através de revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros das HQs, como super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá, faroeste e muitos outros. Quadrinhos ainda terá ambientes temáticos e imersivos que vão ocupar os dois andares do MIS. Apresentando a influência das HQs na cultura pop e em outras mídias como cinema, rádio e TV. Oficinas, cursos, exibição de filmes e bate-papo com artistas também estão na programação da mostra.

A mostra Quadrinhos começa no dia 14 de novembro, e irá funcionar todos os dias dos feriados da Proclamação da República (15/11) e Consciência Negra (20/11), é uma grande oportunidade para os fãs da 9ª arte verem de perto artes originais e itens raros dos diversos gêneros de HQs.

Os ingressos antecipados para o primeiro mês da exposição podem ser adquiridos a partir das 12h, no site e aplicativo da Ingresso Rápido. Os valores são R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada). O MIS – Museu da Imagem e do Som se localiza na Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo.

Mais informações clique AQUI.

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DC Comics anuncia nova minissérie do Caçador de Marte

O Caçador de Marte, um dos membros mais famosos da Liga da Justiça, voltou a ganhar seu espaço nas HQs. O personagem fez uma pequena aparição em Metal e logo depois, em No Justice, voltou a integrar a equipe. Agora, a DC Comics anunciou uma nova minissérie do herói. O quadrinho contará com os roteiros de Steve Orlando e a arte de Riley Rossmo. Confira algumas artes conceituais divulgadas:

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Orlando falou sobre como o projeto era um sonho se tornando realidade: “Eu tenho falado com a DC sobre isso desde a San Diego Comic-Con do ano passado. Ele é meu personagem favorito desde criança, então, ter uma grande chance de fazer uma história sobre ele, é uma honra.”

Para Orlando, o motivo das pessoas não se conectarem ao personagem, é por ele ser perfeito demais: “Homem-Aranha deixou o assaltante fugir, Bruce Wayne estava com medo de salvar sua família. Esse quadrinho trará o grande momento de J’onn, nós finalmente saberemos o porquê dele se tornar o Caçador de Marte, sua jornada, o porquê dele ser tão bondoso na Terra.”

Ele também falou sobre a arte, descrevendo-a como complexa: “O que há de tão bom na narrativa de Riley é que ela é complexa e inovadora. Você verá técnicas narrativas nada parecidas com as da década de 70 ou 80, são completamente novas.”

Caçador de Marte começará a ser publicado em dezembro e será composto por 12 edições. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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“Deus está acima de nós e ele usa uma capa.”

Em uma roda de discussão sobre super-heróis, sempre há aquela pessoa a qual acredita na ideia do Batman com o preparo. Você, caro leitor, já deve ter testemunhado muitos comentários acerca desta questão tanto para o bem, quanto para o mal. Enquanto alguns indivíduos por causa disso, o elevam a um grande patamar, outros, o inferiorizam. O que me atrai no Cavaleiro das Trevas é a tragédia. Pois a morte de Thomas Wayne e Martha Kent já ganharam tantas re-interpretações e significados no decorrer dos anos. Conferindo à tragédia, mais camadas.

Quando a pessoa usa “Frank Miller” e “preparo” na mesma frase, eu já olho meio assim:

Entretanto, não posso culpar as pessoas em relação a questão do preparo. É algo enraizado no personagem desde a LJA por Grant Morrison. Entretanto, havia um bom motivo: O título comparava os heróis da DC aos Deuses do Olimpo. Assim como também pode ser justificado pelo amor do escocês à Era de Prata, seus absurdos e as resoluções de casos inimagináveis. Ele é o Melhor Detetive do Mundo e pronto. Contudo, ainda há uma grande distinção entre Batman e Bruce Wayne por parte da audiência: Um precisa ser perfeito, o outro, não.

Esta pequena introdução serviu apenas para contextualizar a análise do quadrinho o qual abordarei neste singelo artigo: Cold Days. Esta história faz parte do atual volume de Batman, compilando as edições #51 à #53, tendo sido finalizada semana passada.

Grant Morrison não fez nada de errado.

 

SPOILERS SOBRE BATMAN #50 A SEGUIR 

Depois de ser largado no terraço por Selina, Bruce Wayne está quebrado, pois aquilo que estava tão perto de alcançar foi tirado dele: Sua felicidade. Três mulheres foram assassinadas. O padrão das mortes é o mesmo: Cérebros com baixa-temperatura. Logo, Batman sabe quem é o assassino: O Senhor Frio. Violentamente, ele arranca a confissão do vilão. O caso vai ao tribunal, onde alguns cidadãos de Gotham devem dar seu veredito sobre o caso. Embora pareça óbvio para alguns quem é o culpado, não é óbvio para Wayne.

Cold Days aborda uma questão interessante a qual não me recordo ter lido em outras HQs do personagem: O Complexo de Deus. Em certo ponto da história, Bruce pergunta se uma das mulheres dentro da sala, usa uma cruz. Ela responde que sim e pergunta logo em seguida se ele acredita em Deus e ele responde: “Eu costumava acreditar.” Depois desta declaração, voltamos ao flashback da morte de Martha e Thomas Wayne, o momento trágico o qual marcou o nascimento do Batman. Contudo, aqui, ele diz que ele encontrou Batman, assim como pessoas dizem que encontraram Deus.

“Deus está acima de nós e ele usa uma capa.”

“Então, basicamente, ele comparou Batman a Deus?” Sim, mas não com o intuito de defender o Morcego, ou se opor a ele. Ele faz esta comparação para questionar a fé cega dos cidadãos no vigilante. Não apenas porque ele as salvou inúmeras vezes, mas porque elas acreditam que ele trará esperança eterna para Gotham.

Ele está acima da lei, pois é o Batman, mas não deveria. Ele deveria ser tratado como um cidadão normal, com direitos e deveres e não, ser elevado ao patamar de uma figura divina, pois ele pertence a raça humana e é tão imperfeito quanto nós. Nem sempre ele é o Melhor Detetive do Mundo.

Aqui, neste quadrinho, ele admite isso. Ele não conversa com bandidos, ele apenas os chuta na cara, toda vez. Talvez os vilões não estejam obcecados por eles, talvez estejam apenas se defendendo, pois sabem que o Morcego os caçará. Como um dos civis diz durante a narrativa: “Em Gotham, você precisa permanecer com a arma em suas mãos.” Tom King, mais uma vez, renova o personagem, trazendo novos questionamentos. Acompanhado da belíssima arte de Lee Weeks, com seus traços minimalistas. Cold Days é uma história perfeita.