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1917 e o seu reconhecimento mundial

Antes de sermos fisgados com a exibição de um trailer de determinado filme, a porta de entrada que o antecede é a liberação da sinopse. Que nada mais é do que uma resumida síntese sobre a ideia central do longa ou uma de suas ideias. É o ponto inicial de interesse para muitos. Esta parte textual que desperta levemente a curiosidade necessária para criar o delírio coletivo do hype. Com isso, leia abaixo a sinopse de 1917.

Os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens soldados britânicos durante a Primeira Guerra Mundial. Quando eles são encarregados de uma missão aparentemente impossível, os dois precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar cerca de 1600 colegas de batalhão.

Bem simples, né? Aparentemente,  seria mais um projeto cinematográfico com essa temática de guerra e cairia no esquecimento. Só que o cineasta Sam Mendes veio para mostrar totalmente o oposto. A trama em si é bastante simples, porém as técnicas que foram usadas caíram no gosto do público e permitiram receber o reconhecimento que veio a seguir.

A trama com quase duas horas conseguiu imergir com excelência o telespectador à tensão e horror que uma guerra traz, esta sendo a I Guerra Mundial. A câmera estava sempre ali tão próxima aos personagens como se tivesse vida própria e o ambiente se ampliava diante de nós quando realizava um giro de 360°, dando uma melhor noção de tudo que estava acontecendo com os demais também. Isso acontecendo graças ao excelente trabalho em conjunto de Roger Deakins na fotografia e Thomas Newton na trilha sonora, criando maravilhosos momentos de tensão que se arrastava e mantinha-se presente de forma constante.

Neste vídeo dos bastidores, Sam explicou como o filme precisava ser gravado em tempo real num take só para que cada parte da jornada destes soldados fosse compartilhada. Missão cumprida com sucesso. Já Roger também comentou que o conceito dessa longa tomada na montagem traria claramente o conceito imersivo. Para tal efeito, foi preciso gravar o céu todos os dias para não afetar a continuidade destas tomadas posteriormente. A produtora Pipa Harris falou que o maior ganho foi a forma de repassar realidade para quem assistia. Fazendo com que a pessoa realmente se sinta dentro das trincheiras.

O resultado deste cuidado técnico veio no início deste ano com as principais premiações como Globo de Ouro, Critic’s Choice Awards e Directors Guild of America Awards. Ganhando em categorias importantes como Melhor Fotografia e Melhor Direção. Foi com o BAFTA (Oscar britânico) que 1917 fez a festa. Levando para casa as sete estatuetas num total de nove no qual foi indicado. Finalizou esta corrida com o Oscar e garantiu três prêmios técnicos como Fotografia, Efeitos Visuais e Mixagem de Som.

1917 permanecerá durante um bom tempo no pensamento das pessoas que renderam-se ao magnífico estilo idealizado por esta equipe competente. Será um bom exemplo de longa para as próximas produções de guerra para conseguir garantir a atenção do público do começo ao fim. De uma coisa Mendes não precisará se preocupar: 1917 não será esquecido.

Os vencedores do Oscar e a crítica de 1917 podem ser lidos, respectivamente, aquiaqui.

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A importância de Parasita para o cinema a partir de agora

Somos criaturas de hábitos e temos a tendência de criar determinados rituais para várias atividades do nosso dia-a-dia. O exemplo claro disso é quando vamos assistir a algum filme. Tudo começa pela escolha do título através do gênero favorito e depois partimos para saber as diversas opiniões sobre o mesmo. Falam bem, vamos assistir. Falam mal, fica a dúvida de arriscar. Porém, tudo acaba em filme. O ritual vai sendo criado até o seu desfecho. Sendo satisfatório ou não.

O outro passo envolve o sentimento. Somos criaturas sensitivas e tentamos criar conexão sempre que possível com algo. O cinema é isso. Uma mistura de sensações. Vale muito a pena permitir esse gradiente de emoções que uma trama nos proporciona. Parasita ficou responsável por trazer essa bagagem. E foi além

A sinopse completamente solta pode direcionar o público por um caminho apático com a trama, mas esse não foi o intuito do diretor Bong Joon-Ho. Ele traz choque, repulsa e reflexão sobre as atitudes que a nossa sociedade moderna cometem através da família de Kim Ki-taek. Foram justamente esses elementos que fizeram Parasita não só conquistar a quem assistia, assim como também o mundo.

O reconhecimento que o longa sul-coreano vem recebendo começou no ano passado com o recebimento da Palma de Ouro pelo Festival de Cinema de Cannes e mais alguns festivais como Buil Film Awards e Sydney Film Festival, onde venceu as categorias principais. Dando, desta forma, a partida numa corrida inacreditável que culminou na estatueta inédita de Melhor Filme para um Filme Estrangeiro na edição recente do Oscar exibido neste domingo (9). Essa foi a prova legítima que todos estávamos arrebatados com o jeito de Bong em contar a sua história. E que história, não é mesmo?

Este simpático e fofo cineasta conseguiu o importante feito de quebrar esta roda que os membros da Academia insistiam incessantemente em mantê-la funcionando, trazendo o tão esperado sentimento de renovo que estávamos precisando receber de Hollywood. Finalmente veio e a partir de agora, significará muito para os vindouros projetos internacionais. Dá um ânimo para mostrar a sua capacidade, receber o merecido lugar no sol e descansar perante um universo grato. Mudado. Disposto a acreditar e aceitar essas mudanças. O futuro está cada vez mais promissor e isso será excelente para todos.

Os vencedores do Oscar e a crítica de Parasita podem ser lidas, respectivamente, aquiaqui.

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Literatura

Editora DarkSide inicia pré-venda de O Mundo Invisível Entre Nós e mais lançamentos

Como já noticiado anteriormente aqui, a DarkSide Books embarcará num selo completamente inédito denominado Macabra para deixar os leitores ainda mais imersos no horror. E tem mais novidades vindo! Mais três livros para serem lançados nessa primeira leva de 2020 e você pode conferir mais detalhes sobre os mesmos nesta matéria.

 

O Mundo Invisível Entre Nós

O Mundo Invisível Entre Nós se descortina a cada página, com uma atmosfera única e distorcida. São contos de vida e morte, horror, sofrimento, que ostentam uma beleza perturbadora e peculiar. Um passeio pelos cenários obscuros de Caitlín R. Kiernan, uma viagem tão íntima que é como se ela mesma estivesse nos guiando com uma lanterna na mão rumo ao desconhecido.

O material possui capa dura, 512 páginas e formato 16x23cm.

Disponível na DarkSide Books.

 

A Criatura 

A Criatura é muito mais do que uma homenagem aos mestres do passado. Sua narrativa costura elementos de thriller policial e terror psicológico com forças sobrenaturais além de nossa compreensão. O mal se apresenta em diversas formas, e ele pode estar vigiando o seu lar neste exato momento.

Com 304 páginas, o acabamento é em capa dura e o formato em 14x21cm.

Disponível na DarkSide Books.

 

Chronos: Fragmentos do Tempo – Volume III

Chronos: Fragmentos do Tempo é o final arrebatador de uma trilogia que encantou os leitores fascinados pela possibilidade de espiar o passado e descortinar o futuro. Mais uma publicação da linha DarkLove, dedicada a revelar novas vozes femininas na literatura, para guardar no coração. Nesta linha do tempo ou em qualquer outra.

O terceiro volume possui o formato 16x23cm, acabamento em capa dura e 464 páginas.

Disponível na DarkSide Books.

O ano mal começou e a editora vem trazendo grandes novidades para os colecionadores. Fiquem de olho para mais novidades da editora na Torre de Vigilância.

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Literatura

Confira a lista de lançamentos do selo Macabra da DarkSide Books

Para a alegria dos leitores, a editora DarkSide Books inaugurou recentemente o selo Macabra que trará à vida obras assustadoras de autoras e autores transgressores e macabros perdidos no tempo. E para começar com o pé direito, os três primeiros lançamentos entraram em pré-venda. Confira abaixo com maiores detalhes.

 

Vitorianas Macabras

Uma antologia inédita com vozes femininas da Era Vitoriana que foram cativadas pelo medo e por tudo aquilo que é sobrenatural. Treze autoras livres, transgressoras e audaciosas agora reunidas em uma obra repleta de histórias de gelar a espinha. Perfeito para fãs de Lady Killers, Frankenstein e O Morro dos Ventos Uivantes.

A coletânea virá com acabamento em capa dura, formato 16 x 23 cm e 384 páginas.

Disponível na DarkSide Books.

 

Antologia Macabra

Para homenagear os grandes mestres da literatura dark, a antologia organizada por Hans-Åke Lilja reúne o medo e o horror de Stephen King, Clive Barker, Jack Ketchum e outras almas macabras selecionadas a dedo para exaltar o que há de mais sombrio na literatura. Puro terror, 100% macabra.

O primeiro volume desta antologia virá com acabamento em capa dura, formato 16 x 23 cm e 240 páginas.

Disponível em DarkSide Books.

 

Medicina Macabra

Os casos mais arrepiantes, constrangedores e engraçados da história da medicina. Remédios irremediáveis, curas extraordinárias, cirurgias que tinham tudo para dar errado, casos insólitos e lamentáveis embaraços: está tudo aqui. Feito sob medida para os darksiders de estômago forte, narrado com aquela injeção de humor que não poderia faltar.

Com 432 páginas, Medicina Macabra terá o formato em 16 x 23 cm e acabamento em capa dura.

Disponível na DarkSide Books.

Mas não para por aí, vigilantes. Na compra destes livros, vocês ganharão o Tarot Macabra contendo 22 cartas.

Preparados para o Selo Macabra? Fiquem ligados para as próximas novidades da DarkSide Books aqui na Torre de Vigilância.

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Conheça o mangá “Marry Grave”

Lançado no Brasil pela Editora Panini no final de 2019, este mangá de Hidenori Yamaji traz uma mistura de ação, suspense e drama com uma pitada de humor. Completo em cinco volumes no Japão, a obra já tem dois tomos impressos por aqui.

A história se passa em um mundo dominado por poderosos monstros (desde goblins e orcs, até fadas e outros tipos de imaginários de fantasia), todos com uma insaciável sede de sangue que levou à quase completa extinção dos humanos. Os poucos que restaram sobreviveram como puderam, seja se escondendo atrás de barreiras mágicas ou se aliando com outros monstros.

Nosso protagonista é Riseman Sawyer, um homem com um único objetivo: ressuscitar a sua esposa através de um feitiço conhecido como “Receita dos Mortos“. Seguimos suas aventuras (ou “jornadas”, como o mangá as chama) em busca dos raríssimos ingredientes necessários para esse feito.

Com uma bela arte e um bom balanço entre seriedade e comédia, o volume 1 me divertiu mais do que eu esperava. A impressão, o papel e o conteúdo também estão dentro da qualidade esperada de um título de 2019.

Você pode encontrar os dois volumes já lançados, com desconto, na Amazon: Volume 1 | Volume 2

Volume 1
Volume 2

FICHA TÉCNICA

Nome: Marry Grave
Início da Publicação: Outubro de 2019
Editora: Panini
Gênero: Shounen
Autor(a): Hidenori Yamaji
Status: Concluída no Japão em 5 Volumes / Em andamento no Brasil com 2 Volumes (Bimestral)
Formato: 13,7×20 cm / P&B em Papel Off-white / Lombada quadrada com orelhas
Preço de capa: R$ 22,90

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O que assistir de animes na temporada de Inverno 2020?

Chegamos em mais uma temporada de animes e fica a pergunta: O que assistir no meio de tantas estreias com qualidades duvidosas?

Cada temporada de anime tem por volta de 40 a 50 estreias e nem todas são necessariamente boas, algumas chegam até ser ofensivas, como Darwin’s Game. Então decidi separar algumas das estreias que na MINHA opinião valem a pena ser conferidas.

  • Somali and the Forest Spirit

Apesar do plot ser parecido com The Ancient Magus Bride e A Menina do Outro Lado, Somali traz um mundo bem estonteante, com cidades e ambientes bonitos. A relação entre Somali e o Golim caminhou muito bem durante esses dois primeiros episódios, e a história promete ser bastante emocionante. Disponível na Crunchyrol.

  • Keep Your Hands Off Eizouken!

Keep Your Hands Off Eizouken! episode 1: The girls in their daydream

Eizouken já é um dos fortes candidatos à anime do ano, e o motivo tem nome e sobrenome: Masaaki Yuasa. Para aqueles que não conhecem, é o diretor de Devilman Crybaby e Tatami Galaxy. Eizouken traz uma animação brilhante e um design de personagens diferente e charmoso – que deixou uma pessoa ai na internet furiosa pois não tem um design genérico – enquanto é uma carta de amor à indústria da animação japonesa, mostrando três garotas que querem produzir um anime. As viagens pela mente das meninas é só sensacional. Disponível na Crunchyroll.

  • HAIKYU‼ TO THE TOP

Hinata with Kageyama from Haikyuu!! Season 4 anime episode 1

Bom… é a quarta temporada de Haikyu!! Se você chegou até aqui, deveria assistir. Haikyu!! provavelmente é um dos melhores animes/mangás de esporte já feitos e tem mantido uma ótima qualidade. Apesar desse arco atual ser um dos mais fracos da obra, ainda é empolgante e tenso como todo jogo apresentado na história. O novo design de personagem ajudou a trazer uma animação bem mais fluída e considero um dos pontos positivos da nova temporada. Disponível na Crunchyroll.

Ainda não assisti mas parece top:

  • Science Fell in Love, So I Tried to Prove it

Parece ser uma espécie de Kaguya-sama com uma pegada mais científica. O Vini fez texto sobre. Disponível na Crunchyroll.

  • Magia Record: Puella Magi Madoka Magica Side Story

É o spin-off de Madoka Magica baseado em um jogo de celular. Apesar disso, parece bem competente de trata de assuntos importantes. Disponível na Crunchyroll.

  • Toilet-bound Hanako-kun

Amigos com gostos humorísticos parecido com o meu adoraram esse anime, infelizmente não está disponível oficialmente no Brasil, apenas na Funimation. Se quiser tentar usar um VPN e assinar o serviço, fica a dica.

  • Dorohedoro

Caiman kills someone. Whoops!

Um dos destaques da temporada. Pelos comentários o primeiro episódio foi bem rushado, mas ainda vale a pena dar uma conferida. Disponível na Netflix, um dia, só Deus sabe quando.

  • pet

Coloquei aqui pois é dirigido pelo cara que fez meus dois animes favoritos, mas ainda não tive tempo de assistir. Disponível no Prime Video.

Conforme eu for assistindo os animes, irei atualizando essa lista, mas, por enquanto, é isso.

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Serial-Nerd

The Outsider agrada com início promissor onde o sobrenatural abraça a realidade

Estamos no 17° dia de 2020 e não é difícil imaginar boa parte das pessoas completamente ansiosas para as inúmeras novas produções que inundarão as nossas TV’s, notebooks, celulares e afins. A chegada de mais um ano também traz a expectativa de ver as principais séries sendo indicadas a importantes premiações como Globo de Ouro e Emmy. Por conta disso, quero um pouco do tempo de vocês para falar de The Outsider, série estreante da HBO que está adaptando a obra de mesmo nome do mestre Stephen King.

Quando o corpo de um garoto de 11 anos é encontrado na floresta da Geórgia, o detetive Ralph Anderson inicia uma investigação sobre o terrível assassinato. Evidências apontam para o treinador de beisebol local Terry, mesmo possuindo um álibi incontestável.

O Piloto, sem rodeios, já coloca as cartas na mesa sobre o responsável pelo assassinato brutal de Frankie Peterson, que muda completamente a rotina de todos da cidade, trazendo também grandes repercussões. O encarregado do caso é Ralph Anderson, interpretado pelo excelente Ben Mendelsohn (Capitã Marvel, Bloodline e Rogue One). Como todo detetive auto-confiante, ele cria um espetáculo para prender Terry Maitland (Jason Bateman) e demonstrar a sua autoridade perante o suspeito.

Bateman é um excelente destaque na adaptação e também esteve a frente na direção de dois episódios. O ator consegue entregar muito bem a posição de ser inocente, porém ao mesmo tempo, somos levados a crer que seja apenas uma atuação para cobrir o crime violento cometido.

E como estamos falando da obra de King, o fator sobrenatural não poderia ficar de fora da equação. Os episódios apresentam de forma bem modesta todo esse clima, porém dão início a um conto assustador que promete dar guinadas cada vez mais sombrias. Para quem está familiarizado com essa temática, é possível deduzir a real natureza desse caso.

HBO iniciou o ano de forma bastante satisfatória com The Outsider e a tendência, assim espero, é que a cada episódio tenhamos mais surpresas em torno desse mundo sombrio que segue a investigação. E outra: Se o verdadeiro assassino está por aí, nada impede que faça uma nova vítima. Agora que chegou ao final deste texto, o que está esperando para começar a assistir?

Até mais, e Obrigado pelos Peixes!

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Primeiras Impressões | Science Fell in Love, So I Tried to Prove it

No passado, já deixei duas coisas bem claras sobre mim: a primeira é que eu amo comédias, e a segunda, é que eu sou o famoso Químico da USP™. Então, quando vi que fariam uma comédia estrelando cientistas… Inicialmente tive alguns traumas mentais. Mas quando botei o pré-conceito do Bazzinga de lado, dei de cara com uma enorme surpresa. É justamente quando você imagina que já inventaram tudo quanto é possível, que você é pego desprevenido por algo que nunca estava esperando. O terceiro princípio da comédia pode ser aplicado tanto para o show em si, quanto para sua premissa.

SciLove (que eu abreviarei por preguiça) é tudo aquilo que uma comédia deveria se inspirar. Por ser o mais puro suco de desgraçamento mental que eu vi nos últimos tempos, englobando tanto a normalização do absurdo quanto o clássico Manzai na sua fórmula de RomCom, o show consegue agradar um público bem vasto de admiradores do humor.

Porém, acredito que o animê seja especialmente tragicômico para quem está familiarizado com a temática e ambientação dele: a pesquisa científica universitária. O choque de realidade foi tão grande que chegou a dar um aperto no coração, pois mesmo sendo de áreas diferentes (no show, eles são das Ciências da Computação, enquanto eu trabalho com Química), parece que todo laboratório é igual, né… Os mestrandos e doutorandos discutindo temas completamente tangentes ao trabalho; os graduandos perdidos e sem saber o que fazer da vida; o orientador – e responsável pelo laboratório – não dando as caras por dias; literalmente todo mundo usando o espaço do laboratório para tomar café e jogar joguinhos ao invés de fazer algo útil…
São detalhes que podem passar como piadas – e muito provavelmente são, mesmo! – mas que, como toda piada, têm um fundinho de verdade.

Pessoas de fora da área tentando achar graça do parágrafo anterior.

Outro ponto que o show trabalha magistralmente é a (sub)utilização de conhecimentos científicos. Já cheguei a ter crises em outras postagens por conta do maldito Gato de Schrödinger sendo citado erroneamente em tudo quanto é obra pseudo-cult, e quando SciLove parafraseou Pitágoras em seus primeiros VINTE SEGUNDOS, eu estava preparado para o pior. Felizmente, eles parecem saber o que estão fazendo desta vez, e tem até uma pequena esquete todo episódio onde um ursinho de pelúcia te ensina algum termo técnico na base da porrada.
E mesmo quando eles cometem algum erro teórico ou abusam um pouco da boa vontade da audiência, fica tudo dentro da licença poética e acaba virando o mote para alguma piada, exatamente como deveria ser.

Pessoas da área vendo um animê querendo ser edgy e citando o Gato de Schrödinger de forma errada pela 37ª vez.

Como nada é perfeito, eu tenho uma única reclamação sobre o animê. Ou melhor, uma INDIGNAÇÃO sobre moda. Sim, moda.
Esses caras são da área de ciências da computação. Eles trabalham com dados, números e computadores. O material mais perigoso que existe dentro daquele laboratório são as latas de cerveja na geladeira. POR QUE DIABOS ELES USAM JALECO?
Tá bom, tá bom, eu entendo que o jaleco acaba sendo mais uma ferramenta de roteiro e uma forma de arraigar o esteriótipo de “cientista” nas personagens, eu sei disso… Mas nossa, que ódio sobrenatural que me deu!
A pior parte é que, mesmo que eles PRECISASSEM usar jaleco (coisa que não precisam), eles estão quebrando umas vinte e sete regras de segurança ao vestir o jaleco com saias, bermudas, chinelos, calçados com salto, meias-calças, cabelo solto…

Tenho que confessar que eles ficam legais de jaleco.

Na parte técnica, não tenho muito o que comentar. O show é extremamente feijão-com-arroz e traz aspectos bem medianos tanto em arte, animação, direção, música e dublagem. Se bem que, nos dias de hoje, estar na média em todos esses quesitos por três episódios inteiros já é mais do que o esperado, não é? Cortesia do estúdio Zego-G (que animou “Grand Blue” e “My Roommate is a Cat“), com direção de Tooru Kitahata (responsável por, entre outros títulos, “Haganai” e “Hinako Note“).
Se bem que, tanto a Opening quando a Ending são excepcionalmente boas.

Resumindo: uma comédia de rachar o coco de tanto rir, que funciona muito bem para o público geral, e tem um gostinho especial para quem já adentrou esse mundo. Estou positivamente surpreso com a qualidade do show e da força de seus primeiros três episódios, e não poderia dar uma nota menor que 9/10 para a minha primeira estreia de 2020.

Você pode assistir Science Fell in Love, So I Tried to Prove it na plataforma de streaming Crunchyroll, com novos episódios disponíveis, com legendas em português, toda sexta-feira.

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Ford vs. Ferrari: Adrenalina na base de suor e lágrimas

Ford vs. Ferrari foi uma das grandes surpresas na lista de indicados a Melhor Filme no Oscar 2020. Isso devido ao fato de que grande parte da audiência desconhecia a obra dirigida por James Mangold, que passou despercebida durante o período nos cinemas. Sendo um dos espectadores na época do lançamento, pensei no momento que deixei a sala de cinema que esse filme seria mais reconhecido após suas semanas de exibição. E não esperava que aconteceria tão rápido. Empolgante na medida certa para nos tirar o fôlego e vibrarmos com os personagens, o filme não só surpreende por sua indicação, mas também pela apresentação sofisticada e estilosa de James Mangold.

Pouco conhecedor de corridas, principalmente nos Estado Unidos e na França, comecei perdido ao tentar entender qual era a grande questão envolvida na trama. Isto é, o embate comercial entre Ferrari e Ford. Em poucos minutos, porém, a obra estabelece as explicações necessárias – sem ser pedante – para entendermos os momentos das duas empresas, seus objetivos e como funciona as competições automobilísticas. A partir desse ponto, fica fácil nos conectarmos com os personagens principais, estes interpretados por Christian Bale e Matt Damon, os acompanhando na trajetória real que beirava o impossível: construir um carro de corrida que competisse com a invencível Ferrari.

Entender que tudo apresentado na obra foi de fato verdadeiro, torna a experiência ainda mais empolgante. Acompanhar os problemas e desafios de Ken Miles (Bale) e Carroll Shelby (Damon) deixa-nos completamente vidrados na tela para com a construção do carro. Aqui já fica clara a ótima montagem de Ford V Ferrari, pois alterna entre as melhorias empregadas pelos funcionários, e os testes na pista; essa dinâmica estabelece grande parte do ritmo do primeiro terço do filme, além de desenvolver os conflitos entre Shelby e a empresa Ford, comandada por Henry Ford II (Tracy Letts). Embora nos coloque em posição de enaltecimento da Ford, o dono e seu conselho administrativo transmitem uma falta de empatia tremenda, seja por não entenderem as limitações físicas e emocionais de seus trabalhadores, ou pelas inúmeras tentativas de sabotar os próprios projetos. Esta abordagem cria figuras antagônicas eficientes, fortalecendo ainda mais o engajamento da audiência para com o possível sucesso dos protagonistas.

O carisma de Bale e Damon, aliás, é fundamental para simpatizarmos com seus problemas. Bale, além de ter semelhanças significativas com a figura real de Miles, mistura a simplicidade do personagem com a extrema capacidade de observação e inteligência acerca de automóveis, que muitas vezes beira ao insuportável. Já Damon, apresenta alguém que tem o coração no lugar certo, mas se resguarda por ser um homem focado nos negócios. Essa disparidade entre ambos cria conflitos inevitáveis, enquanto, quando se juntam, cria uma união formidável.

Se o processo de idealização e criação do carro já apresenta diversos elementos atrativos, as corridas transmitem um sentimento único de empolgação pelas mãos do diretor James Mangold. É como presenciar uma corrida estando a dois passos da pista, você realmente se comove e interage com os pilotos, porque o filme enaltece o contato com o fator humano nos carros – repare o uso intenso de primeiros e primeiríssimos planos nos atores que estão correndo na pista. Embora o foco esteja mais em Bale, Mangold não esquece de todos os componentes que estruturam a corrida, desde as paradas técnicas até as bandeiras finais. Apesar da emoção estar guardada na apreensão sobre os resultados de Miles, as dificuldades enfrentadas pela equipe liderada por Damon, de preocupação com o estado do carro até os problemas enfrentados com os líderes da Ford, também adicionam certa preocupação.

As 24 Horas de Le Mans era uma corrida longa e requisitava dos profissionais automobilísticos uma postura incansável, proporcionado exaustão e uma alternância constante de seus participantes. Por conta desse motivo, Ford vs. Ferrari poderia ter seu ritmo atrapalhado por tentar impor as condições reais das corridas. Contudo, Mangold acerta em focar nas passagens úteis, além de guardar a maior parte do tempo para a corrida final, tratando a duração de maneira organizada, sem atropelar o desenvolvimento narrativo.

Além das escolhas eficientes de Mangold, a edição e mixagem de som têm uma função definitiva para a criação perfeita do ambiente. A edição ressalta as pisadas nos pedais, as trocas de marchas, os freios etc. A partir dessas sonoridades minuciosas, a mixagem encaixa de maneira fluída todos estes sons, fazendo com que a cada virada, a cada respiro e a cada volta, sinta-se a emoção de estar sentado na arquibancada. Esse conjunto de trabalhos torna cada corrida uma emoção única, resultando em uma jornada frenética e vibrante, empolgando até mesmo aqueles que não se interessam pelos fatos históricos narrados.

Tratando das corridas por quase todo o seu tempo, Ford vs. Ferrari não deixa escapar, mesmo que por alguns instantes, os fôlegos emocionais através de surpreendentes momentos que evocam a história por trás dos personagens. A dificuldade financeira de Miles pesa em sua relação com a esposa e filho, a necessidade de Shelby se provar entre os melhores do automobilismo também tem seu lado emocional, porque ele precisa provar seus pontos mesmo que todas as variáveis estejam contra suas ideias. Nesse sentido, o que mais me marcou profundamente – e devo deixar destacada – foi a cena entre Ford II e Shelby dentro de um carro de corrida. Após um pequeno teste demonstrando a velocidade do carro, o dono – figura extremamente antipática – chora por se lembrar do pai e sua paixão por carros. E precisa notar o quão bem está Letts nesse papel, já que alterna entre simpatia e rigidez. Mesmo a figura mais antagônica transmite uma passagem sincera carregada de lágrimas, evocando a lembrança de uma história paterna.

Ford vs. Ferrari tem sequências de tirar o fôlego, que empolgam e tornam o cinema uma verdadeira arquibancada de vibrações e torcida. Todavia, seu ritmo frenético não atrapalha o desenvolvimento dos arcos dramáticos de seus personagens, retratando os acontecimentos reais de forma reverente, mas evidentemente sensível. Mangold, Bale e Damon tiveram a capacidade de trazer essa história às telas, conseguindo impactar até aqueles que nunca pensaram que poderiam se emocionar com uma corrida.

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Games

R6 Pro League XI – Rodada 1

A primeira partida da temporada XI da ESL Pro League de Rainbow Six Siege, foi entre as equipes da Black Dragons e a line-up recém chegada da Challenger League, a Elevate, o mapa escolhido foi o Fronteira.

A equipe da Black Dragons conseguiu um ótimo início de partida, começando pela defesa os jogadores fizeram tudo o que se tem que fazer, a obtenção de informações dos atacantes, e eliminações a favor, mesmo com alguns pequenos erros, a equipe conseguiu deixar a Elevate fora da zona de conforto, sem muitas surpresas.

Porém no ataque a equipe dos dragões não conseguiu segurar muito bem a vantagem, e assim a Elevate começou a colocar em prática suas táticas, e tudo estava indo muito bem para eles. Até que a Black Dragons na rodada 11, eliminou 4 jogadores da Elevate, Soulz (Echo) portanto, estava sozinho para defender uma situação de plant do desativador, contra 4 adversários (Buck, Nomad, IQ, e Hibana), round perfeito para a BD conseguir alcançar o match point, entretanto Soulz realizou um clutch incrível. Assim quem alcançou o match point foi a Elevate.

 

Mesmo com o match point nas mãos, a Elevate acabou sedendo para a Black Dragons, e a partida terminou empatada em 6×6. Assim as duas equipes saíram com 1 ponto.

O segundo jogo da ESL Pro League de Rainbow Six Siege foi entre os atuais Top 1 e Top2 da temporada passada, respectivamente NiP e FaZe Clan, o mapa escolhido para a partida foi Club House.
As duas equipes estavam sumidas de competições oficiais, visto que já estavam classificadas para o Invitational 2020. Assim ninguém sabia o que esperar da partida entre as duas equipes. A FaZe conseguiu fechar a primeira metade em 4×2, jogando na defesa, apresentando táticas sólidas, entretanto bem simples, com marcações avançadas e a busca de informação dos adversários. O jogo deu continuidade de maneira lenta, com algumas jogadas pontuais, até que no match point da FaZe a equipe não conseguiu invadir o bomb do arsenal, que foi muito bem defendido pela NiP, principalmente por Pino e seu Maestro, conseguindo um triple kill.

Esta jogada poderia ter quebrado o ritmo da FaZe Clan, entretanto a equipe conseguiu finalizar o round, trocando a posição do plant do desativador, realizando uma cobertura muito bem trabalhada e garantindo a vitória em 7×5 e os 3 pontos.

O terceiro confronto aconteceu entre a Team Liquid e INTZ, a TL manteve seus jogadores, sem nenhuma novidade. Por parte da INZT, Alem4o estava estreando em Pro Leagues, porém o mesmo já havia disputado com a equipe o Qualify para o Invitational 2020. O mapa de escolha para a partida também foi o Club House.

A partida foi muito favorável para os jogadores da INTZ, com suas miras afiadas e teamplays bem encaixadas, conseguiram terminar a fase de defesa com 4×2 no placar.

E assim, sem maiores surpresas, a equipe conseguiu encaixar um ataque bem sólido, deixando escapar apenas um round, e fechando o mapa em 7×4.
A última disputa, era uma das mais esperadas, MIBR e Team One já haviam protagonizado grandes partidas, e promovido grande burburinho nas redes sociais, assim os torcedores aderiram como um clássico, as disputas entre as equipes. O mapa da vez foi o Kafé Dostoyevsky.
E como todos haviam imaginado a partida foi bem disputada até o final, com rounds sendo ganhos em pequenos detalhes. A vitória da MIBR por 7×5 se deu em um clutch protagonizado por Bullet que com um timing perfeito cravou a conquista do round e os 3 pontos para a equipe.

Com o final desta primeira rodada, as equipes da FaZe, INTZ e MIBR estão empatadas na liderança da tabela.