Categorias
Tela Quente

Contágio (2011): Ética e empatia em tempos de calamidade

Assistir ao filme Contágio (2011), principalmente na época em que estamos, não foi uma tarefa das mais fáceis. Por partir de uma situação similar às nossas condições atuais, os acontecimentos fictícios ganham uma perspectiva muito mais densa, pautada pela realidade observada. Ao abordar a proliferação de um vírus desconhecido, o roteiro se divide em quatro importantes tramas, que apresentam setores diversos da sociedade relacionados a doença: uma família comum, um jornalista, os cientistas e pesquisadores, e os servidores públicos e militares. A partir desse ponto, Contágio discute as particularidades de todos os envolvidos na epidemia, entrelaçando as causas e consequências, e permitindo uma ótima discussão sobre os reais interesses governamentais, a falta de ética que permeia o confronto com a doença e a perda gradativa da empatia da sociedade mundial.

Se pegarmos qualquer um dos assuntos listados acima, poderíamos facilmente abri-los e discuti-los no cenário atual. Essa forte ligação com o real mostra a evidente veracidade científica que permeia o roteiro do filme, e, consequentemente, o atribui uma credibilidade maior. Dessa forma, Contágio exemplifica conceitualmente as capacidades da contaminação do vírus, enquanto ainda demonstra as medidas governamentais necessárias para a diminuição da contaminação – soa familiar? – (Fechar escolas, universidades, locais públicos etc para evitar aglomerações; construir locais temporários para as pessoas contaminadas se estabelecerem e serem observadas; entre outras medidas).

Do ponto de vista político, Laurence Fishburne e Bryan Cranston representam homens públicos que estão dispostos a erradicarem o vírus, mesmo que isso leve tempo e o ocultamento de dados importantes para a população. Nesse sentido, entra o confronto direto com a parte científica dessa produção. Os pesquisadores e cientistas, liderados por Fishburne, têm um objetivo claro de acelerar os conhecimentos acerca dos detalhes da doença, enquanto, o governo, pretende ocultar certos dados para não causar pânico instantâneo nas pessoas. Resulta-se, portanto, em um embate passageiro de interesses, já que um lado está disposto a conceder certos níveis de informação, enquanto o outro preocupa-se na preservação social para não atingir setores da economia e da saúde, passando por questões burocráticas e governamentais. Embora haja o alinhamento desses grupos ao longo do filme, fica óbvio que o diretor Steven Soderbergh pretende debater os limites éticos das gestões governamentais em tempos de crise e colapso.

Tais limites éticos introduzem o personagem Alan (Jude Law) – o elenco é excepcional – que será um fator determinante para a discussão sobre a democratização da informação. Alan é um jornalista independente, que tem um blog pessoal onde escreve artigos sobre casos políticos, principalmente sobre o vírus que está assolando o planeta. Sua investigação acusa que o governo estaria acobertando uma possível cura para o vírus, por conta de interesses da indústria farmacêutica. O filme todo tenta convencer a bondade ética e moral do jornalista, mesmo que seus métodos sejam duvidáveis e o final guarde momentos reveladores. Em momentos como esse, diversos veículos de informação tentam achar algum furo de reportagem, montam discursos e matérias sensacionalistas na tentativa desprezível de alcançar o maior número de pessoas, valorizando seus canais de propaganda.

Contudo, a desinformação estrutural nem sempre está conectada com interesses econômicos. Há aqueles que necessitam dos holofotes para se autopromoverem publicamente. Isto é, independente dos riscos que as fake news podem causar, alguns cidadãos preferem inventar curas impossíveis, ou criar conspirações políticas que, de certa forma, os apresentam como os reais portadores da verdade. Os que “visualizam” as quebras do sistema e não se deixam enganar pelas amarras manipuladoras dos políticos, sendo mais inteligentes do que as organizações mundiais responsáveis.

Essa irresponsabilidade informacional e a inescrupulosa necessidade de ficar por cima refletem na fragilidade das relações sociais que, em momentos de uma epidemia nessa escala, sofrem com um estresse intenso, seja pelo medo da contaminação, ou pelo receio da falta de abastecimento nos mercados e farmácias. Podemos dizer que esse momento do filme – sim, ainda estamos nele – transmite o fator humano, que é corrompido de forma melancólica. Mitch (Matt Damon) é o marido da primeira paciente (Gwyneth Paltrow) que apresentou os sintomas, e se vê em uma situação delicada quando ela e seu filho estão fortemente contaminados. O que resta para o personagem é uma profunda angústia e tensão, enquanto presencia o caos social instaurado e a desestruturação parcial da típica sociedade sob catástrofe.

O desencadeamento de uma insatisfação popular parece distante em certo momento de Contágio, mas conforme o agravamento das letalidades causadas pela infecção do vírus, ela se torna mais nítida e presente. E o filme tenta encontrar causas pertinentes que desencadearam a depredação de locais públicos e os constantes furtos em mercados e lojas de qualquer departamento: a negligência do governo e dos meios de comunicação. A falta de compromisso do governo para com a população soa como clichê, mas o que Soderbergh faz é também mostrar as dificuldades de manter a ordem pública, seja por comandos superiores ou pela falta de recursos para tal. Em relação a comunicação, uma das revelações de Alan é determinante para causar ainda mais tumulto e caos, que se mostra uma falsa esperança para os que acreditam fielmente.

Contudo, há um fator pouco claro que, se seguirmos os conceitos concretos apresentados pelo filme, não conseguimos encontrar de maneira explícita: a perda da empatia. Evidente que o número de mortes apresentado pelo filme, e a alta infecção, deixaria todos em pânico e, de certa forma, justificaria os extremos praticados pela população. Mas o ato de puro pânico demonstra-se pautado na arrogância e no egoísmo, já que, ao invés das pessoas terem uma consciência coletiva, elas se tratam como inimigas e competidoras; saltam de seu estado comportado para o seu estado puro e natural. E a violência de Contágio está concentrada em uma cena particular e precisa, que mostra que o medo é só uma justificativa para o desnecessário uso da violência.

Sim, o texto tem confusões temáticas claras. Estaria eu falando sobre o filme, ou sobre a atualidade? E, sim, a confusão é proposital por motivos óbvios. Não há necessidade para pânico, e tampouco para o esvaziamento de mercados e farmácias. Há a necessidade de nos conscientizarmos sobre a atual situação, seguir as medidas profiláticas, e compartilhar informações confiáveis de fontes seguras com credibilidade. Porém, não sou nenhum especialista para dizer o que você deve ou não fazer, contudo, como essa é uma coluna sobre cinema, me vejo na responsabilidade de te dar uma dica para a sua quarentena: assista a filmes e séries, leia livros e contos, e, além disso, reflita sobre o que acabara de ver/ler. Faça o seu tempo valer a pena, aproveite os momentos livres em casa para fortalecer e desenvolver a sua sensibilidade.

É através da sensibilidade que adquirimos empatia. Embora Contágio apresente diversas problemáticas e desperte certa melancolia, não deixa de introduzir um vislumbre de um futuro promissor que, certamente, com ética e empatia, aparecerá para nós também.

Categorias
Música

Kenny Rogers, lenda da música country, falece aos 81 anos

A família anunciou seu falecimento na conta oficial do cantor no Twitter revelando que o mesmo se foi na sexta-feira à noite por causas naturais sob os cuidados de um hospital e cercado por familiares.

Kenny Rogers teve uma lendária carreira musical que se estendeu por seis décadas morreu aos 81 anos, disse o publicitário Keith Hagan para a CNN.

“Kenny Rogers deixou uma marca indelével na história da música americana. As músicas dele adoraram os amantes da música e tocaram a vida de milhões de pessoas em todo o mundo”, afirma comunicado divulgado por Hagan.

Ele foi apresentado ao Hall da Fama da Música Country em 2013, além disso foi vencedor seis vezes no Country Music Awards e três vezes no Grammy.

“A música country perdeu o grande Kenny Rogers, que sempre deixou uma marca na história da música country”, disse a Country Music Association em comunicado. “Sua família e amigos estão em nossos pensamentos durante este momento difícil.”

Alguns de seus sucessos incluem Lady, Lucille, We Got Tonight e Through the Years.

Lionel Richie, amigo antigo assim como escritor e produtor de Lady, foi ao Twitter compartilhar de seu luto pela grande perda.

Dolly Parton também comentou na rede social já mencionada. Os dois fizeram dueto em Islands in the Stream.

You and I contou com a colaboração de Bee Gees.

Rogers desempenhou um papel importante na expansão do público da música country nas décadas de 1970 e 1980.

Categorias
Games

DOOM Eternal ganha trailer de lançamento oficial

A Bethesda divulgou hoje (quinta-feira , 12/02/2020) o trailer de lançamento de DOOM Eternal, sequência do aclamado reboot de 2016, desenvolvido pela id Software.

No vídeo de DOOM Eternal, podemos observar cenas de gameplay, além de aspectos visuais mais apurados, além das armas características da franquia shooter.

 

Após anúncio de adiamentos, DOOM Eternal finalmente será lançado na meia-noite do dia 19 para o dia 20 (no horário de Brasília) para PC, PlayStation 4, Xbox One e para o Stadia, totalmente em português. Há informações a respeito de uma versão para Switch, que sairá algum tempo depois. A versão de PS4 tem pré-download agendado para quarta-feira (18), para os usuários que adquiriram o game na pré-venda.

Categorias
Games

Revelada jogabilidade de Spawn em Mortal Kombat 11

Um vídeo disponibilizado de Mortal Kombat 11 apresentou aos jogadores o Spawn, um personagem conhecido dos amantes de quadrinhos. O vídeo é um trailer do personagem, que além de mostrar sua jogabilidade no game, ainda revela várias skins para o personagem.

Spawn é o último personagem de DLC, confirmada pela Warner, e estará disponível por meio de acesso antecipado a partir de 17 de março. Porém todos os jogadores poderão compra-lo a partir de 24 de março.

Abaixo temos o vídeo de lançamento de Spawn, personagem criado pelo quadrinista, roteirista, e designer Todd McFarlane em 1992. 

Mortal Kombat 11 está disponível para PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

Categorias
Games

CoD: Warzone é o battle royale de Modern Warfare

Anunciado oficialmente hoje, segunda-feira (9), Warzone o novo modo battle royale ambientado no mundo de Call of Duty: Modern Warfare traz uma notícia que agradará a todos, o jogo será grátis. O lançamento está marcado para amanha, terça-feira, 10 de março.

Abraçando o estilo caótico de Call of Duty com o modo que vem agraciando jogadores com horas e horas de gameply, Warzone trará tudo que ja conhecemos de jogos com a mesma proposta. Porém com algumas mudanças sutis para agradar todos os fãs da franquia e aqueles que cairão de paraquedas no universo CoD.

Warzone terá 150 players na mesma partida. Como podemos ver  no trailer abaixo, poderemos utilizar tanto veículos terrestres, quanto aéreos.

Call of Duty: Warzone será multiplayer crossplay, assim os jogadores de PC, Xbox e Playstation jogarão juntos. Lembrando que seu lançamento está marcado para amanhã, dia 10 de março.

Categorias
Cultura Japonesa Pagode Japonês

Resenha | Napping Princess: A Minha História Que Eu Não Conhecia

Publicado pela Editora NewPOP em setembro de 2019, esse volume único, além de uma leitura divertida e leve, é também um exemplar importante para o mercado, por ser uma excelente porta de entrada para o mundo das Light Novels.

Mas vamos começar do começo, e apresentar a obra: “roteiro” do filme de mesmo nome, que saiu em 2017 e foi pré-indicado ao Oscar de animação, a novel foi escrita pelo diretor Kenji Kamiyama (que você talvez conheça por ter dirigido, também, Ghost in the Shell Stand Alone Complex).

A história segue Kokone Morikawa, uma garota “caipira” que vive no interior do Japão com seu pai, o mecânico Momotarou. Com apenas três dias para a cerimônia de abertura das Olimpíadas de Tóquio, o passado do pai de Kokone vem à tona da forma mais inesperada possível. Com isso, a garota se vê numa missão de salvá-lo de caras maus, tendo como arma apenas um tablet rachado e… As informações que ela consegue no mundo de seus sonhos.

O charme de uma Light Novel está em suas personagens, e o maior gosto de se ler uma série está em acompanhar o crescimento e desenvolvimento dos protagonistas. Por conta disso, livros em volume único acabam sendo meio perigosos pois podem não dar tempo o suficiente para que você se importe com a personagem em questão.
Esse é um problema que eu não encontrei em Napping Princess: em poucas páginas, você já acaba se interessando por Kokone, já que ela é uma personagem tão… Como posso dizer? Intensa. Seja a sua versão do mundo “real” ou dos “sonhos“, ela está sempre fazendo algo, buscando algo. Não há um único minuto sequer pra parar e respirar.
Quer dizer, a menos que você feche o livro. Esse é um dos lados bons de livros né? Você pode parar pra respirar, se quiser.

Como essa imagem do filme mostra… A menina não para!

Para falar da história, acho que já posso ligar com o segundo ponto lá do parágrafo de introdução, sobre essa novel ser uma boa iniciação em Light Novels. De forma grosseira, podemos dizer que uma LN está no meio do caminho entre um Mangá e um Livro, e por causa disso, acaba afastando pessoas de ambos os extremos, com medo da semelhança com o outro lado.
E o que eu acredito é que Napping Princess poderia ajudar a trazer pessoas que gostam de livros de ficção, mas nunca se aventuraram em Light Novels, por serem “muito animê“. A história, mesmo se passando no Japão e dependendo de diversos clichês comuns da mídia, não soa como uma coisa “otaku“, por ter uma ambientação muito mais global.
Em 2020, apesar das iniciativas de guerra e de doenças fatais estarem tendo o maior foco nesse começo de ano, em breve voltaremos nossa atenção ao Japão, por conta das Olimpíadas. É um contexto onde as pessoas param de encarar o país como um “antro de otaquices” e provavelmente lembrarão que se trata de um lugar como qualquer outro. Justamente aqui que nossa história se passa, com todos os holofotes do mundo voltados para a pequena ilha asiática. Dessa forma, conseguimos apresentar, superficialmente, aquilo que você pode esperar de uma obra mais comum do gênero.

Inclusive, esse livro é genial por conseguir atrair pessoas de dois lados opostos da ficção, que normalmente nunca se encontram: aquelas que gostam de fantasia, e aquelas que preferem uma história mais realista. Tendo “dois núcleos” absurdamente diferentes, você pode se interessar mais por um do que por outro, e se divertir na parte que te agradar mais. Eu, por exemplo, fiquei muito intrigado com o mundo de Heartland no ínicio, enquanto as aventuras de Kokone no mundo real não me interessaram muito. Mas com o passar dos capítulos, me vi interessado mais com os acontecimentos de Tóquio do que do mundo fantasioso.

O último ponto que tenho a levantar sobre isso é a ausência de ilustrações. Uma das marcas registradas de Light Novels são seus desenhos internos, a maioria das vezes em “estilo mangá” (ou, como meu pai gosta de dizer, “que parece uns mangázinho“). É mais uma das características que acabam afastando potenciais leitores por passar a impressão de que o material é “muito animê“. Tirando a – belíssima, por sinal – ilustração de capa, não temos mais nada dentro, além de palavras: o miolo é praticamente um livro comum.
Isso pode assustar quem vem do mundo dos mangás, mas para quem está partindo do mundo dos livros, pode ser a bênção que eles precisavam.

Com toda essa baboseira de lado, vamos para a parte importante e o provável motivo de você estar aqui: vamos ser sommelier de lombada. O livro é no “Formato Pocket“, que a editora insistentemente lembra que não é um formato pocket pois é publicado assim no Japão. Dessa forma, você pode colocá-lo lado a lado com seus exemplares de Fate/Zero, No Game No Life, Toradora ou Shakugan no Shana, apenas para citar alguns de mesmo tamanho. Também segue a tendência recente, de vir com miolo em papel Polén Soft e capa cartonada, e se encerra com 246 páginas, fazendo-o não ser muito grosso. Honestamente, um belo exemplar para a sua estante.

Nas questões técnicas, eu devo dizer que não encontrei problemas com a versão nacional. A tão temida revisão da NewPOP vem melhorando nos últimos tempos, e nesse livro, me lembro de encontrar apenas um único erro que passou por ela. A adaptação e tradução também foram bem interessantes, optando por deixar o texto o mais “brasileiro” possível (sem honoríficos, com nomes na ordem ocidental, etc.) e colocando notas de rodapé apenas para conversões monetárias (afinal, ninguém é obrigado a saber quanto que dez mil ienes valem, né?). Foram escolhas que ajudam ainda mais a deixar o livro amigável para quem for marinheiro de primeira viagem.

Créditos da versão nacional.

No geral, uma leitura que não pesou no bolso e nem na cabeça, e que conseguiu me entreter por toda a sua duração. Recomendo a leitura para quem já está acostumado com Light Novels e para quem não está.

Se ficou interessado, você pode ter uma dessa só para você: a Light Novel está disponível e com desconto na loja da Amazon.

Categorias
Games

Valorant | Riot divulga novas informações

Hoje o teaser trailer do novo FPS competitivo Valorant, antes chamado de Project A foi liberado pela Riot Games, nesta segunda-feira (02/03/2020). Entretanto as novidades não param por ai, a empresa liberou também um game preview, provavelmente gravado durante a visita de personalidade de esportes eletrônicos e criadores de conteúdo, a sede da empresa em Los Angeles, em comemoração ao aniversário de 10 anos do League of Legends.

De acordo com a Riot Games, Valorant valorizará e muito a mecânica de disparo, que tem como objetivo fazer seus jogadores competirem no mais alto nível. A lore (história) de Valorant, leva o jogador para um futuro dentro do conceito terreno, onde os operadores representam as regiões do planeta Terra, cada um com uma habilidade própria.

Tivemos também a liberação de informações a respeito de sua configuração de hardware ideal. A ideia é fazer o jogo ser acessível para todos os públicos.

Configuração recomendadas – 60 frames por segundo.
▪ CPU: Intel i3-4150
▪ GPU: Geforce GT 730

Configurações high-end – acima de 144 frames por segundo
▪ CPU: Intel Core i5-4460 3.2GHz
▪ GPU: GTX 1050 Ti

Configurações mínimas – 30 frames por segundo
▪ CPU: Intel i3-370M
▪ GPU: Intel HD 3000

Recomendações de hardware
▪ Windows 7/8/10 de 64 bits
▪ 4GB de RAM
▪ 1GB de VRAM
Valorant ainda não tem data confirmada de lançamento, mas haverá um closed beta, já confirmado, antes de sua disponibilidade no verão americano deste ano, provavelmente entre os meses de junho e julho.
Categorias
Games

Riot Games oficializa lançamento de Valorant

Valorant, é o título oficial do novo FPS competitivo e gratuito da Riot Games. Anunciado pela primeira vez como Project A durante o evento de 10 anos da Riot.

Nesta segunda-feira (02/03/2020), a Riot Games liberou conteúdos a respeito do jogo em redes sociais, como o trailer oficial que pode ser visto abaixo, também foi liberado uma gameplay exclusiva, além do lançamento do Site Oficial de Valorant.

A Riot Games não confirmou oficialmente a data de lançamento de Valorant, mas em todos os conteúdos disponibilizados o período de lançamento planejado é o verão americano de 2020. A data exata do lançamento dependerá do feedback recebido durante a versão beta do Valorant, que também foi oficializada. Será um beta fechado, porém sem data de lançamento.

Categorias
Serial-Nerd

Hunters consegue tocar na ferida com humor negro e diversão setentista

”Passei trinta anos infiltrado neste lixo de país. Clubes de striptease em Washington, bastidores do Senado, o Salão Oval. E agora, semanas depois do nosso avanço, acha que eu deixaria tudo ir água abaixo por uma judia miserável? Criei problemas desnecessários? Claro. Mas o Tio Sam não suspeita de nada. Eu poderia marchar que nem um nazista na frente do congresso americano que eles nem ligariam. Estes tolos estão ocupados demais achando que seu povo é o inimigo. Tornaram-se cegos para nós. Bota a culpa em um negro que você se safa de qualquer coisa nos EUA.”

Biff Simpson.

Amazon Prime não poupou esforços para mostrar um roteiro carregado de humor negro num nível tão ácido, que após o telespectador rir durante alguns segundos, para imediatamente e começa a sentir o impacto da mensagem que está sendo transmitida. Está tudo ali sendo jogado para a gente da maneira mais sublime ou até explícita para refletir sobre determinados assuntos que estamos acostumados a nos deparar em nosso dia-a-dia como racismo e a xenofobia. A série se passa nos anos 70, mas poderia estar situada muito bem atualmente.

A trama, por si só, já consegue fisgar o público em mostrar o grupo denominado Caçadores iniciando uma jornada sem precedentes para exterminar todos os nazistas infiltrados nos EUA após a II Guerra Mundial e com isso, acabam esbarrando numa conspiração ariana para trazer toda a glória da época.

O elenco é bem afinado e contracenam com tamanha naturalidade mesmo com a presença de Al Pacino como Meyer Offerman, o líder da empreitada. O tempo de tela para todos não deixa a desejar e cada um tem a sua hora de brilhar sem comprometer os demais. Destes, destaco Harriet como a personagem com várias camadas e sua dualidade é explorada ao longo dos episódios. Mindy e Murray também merecem a atenção necessária, pois acrescentam de forma satisfatória e o passado de ambos traz uma carga dramática pesada. Até Logan Lerman se garante em determinadas partes no papel de Jonah, o adolescente iniciante.

Tendo a II Guerra como o principal contexto histórico, é claro que menções ao Holocausto e ao campo de concentração de Auschwitz não ficariam de fora da trama. É aqui que a série ganha ainda mais a atenção de quem assiste. Os flashbacks são carregados de drama e emoção. São pesados. Não é fácil digerir determinadas cenas e diálogos trocados entre os personagens. Você sente o peso delas e sente-se mal por isso.

Como eu disse anteriormente, a Amazon não poupou esforços para mostrar um roteiro caprichado no humor negro e isso se repete aqui. Mesmo que as situações vividas pelos personagens tenham sido criadas pela produção, acabamos sentindo onde mais dói. É louvável quando conseguimos nos conectar desta forma tão intensa.

Porém, quando um assunto tão delicado como este é usado em determinada adaptação televisiva, é esperado algum tipo de reação negativa por parte de uma comunidade específica. O Museu de Auschwitz fez uma crítica sobre a cena do xadrez humano e classificou a trama como uma ficção irresponsável. Finalizou dizendo que honra todas as vítimas preservando a precisão factual.

A produção não poderia perder a oportunidade de falar, seja no tom sério ou satírico, sobre a tão famosa Operação Paperclip e teve como principal função, o recrutamento de cientistas nazistas em território americano para aumentar o seu poderio contra a URSS comunista pós-II Guerra. As principais contribuições foram de foguetes até a icônica conquista da Lua. Wernher Von Braun é bem lembrado na trama numa das Caçadas e na vida real, ele teve um papel fundamental no desenvolvimento de todo programa espacial dos EUA na NASA, onde chegou a assumir o cargo de diretor. Assim como não deixam escapar a chance de mencionar a ida dos nazistas para América do Sul para se refugiarem.

Hunters acerta significativamente em sua proposta em nos entreter na ambientação setentista com referências e contextos sociais da época, além do humor que beira ao brega ou cafona. Não que isso seja um demérito, pelo contrário. Cumpre também de forma satisfatória sua função na parte técnica como trilha sonora e fotografia. As sátiras foram feitas para incomodar, doa a quem doer. São reflexivas e com isso, trazem a composição para entender todo o cenário do passado e presente. Os plot twists mudam o status quo e deixaram excelentes caminhos para serem explorados na segunda temporada. Mesmo com uma duração mais longa em seus episódios, o que pode comprometer a atenção de quem assiste, ainda sim é gratificante a experiência no final.

Hunters conta com 10 episódios e está disponível no Amazon Prime Video.

Categorias
Quadrinhos

Últimos dias! Apoie Morgan Lost no Catarse da Editora 85

Morgan Lost é a nova série da Sergio Bonelli Editore que está chegando ao Brasil pelas mãos da Editora 85. A campanha de financiamento no Catarse está rumando para seu fim, restando apenas sete dias para apoiar! Confira detalhes abaixo.

Esta edição de Morgan Lost é um álbum de 196 páginas com uma história completa, compilando os dois primeiros números italianos. Morgan é um caçador de assassinos em série que vive em Nova Heliópolis, uma Nova Iorque distópica dos anos 1950, com dirigíveis no céu e uma arquitetura que lembra o Egito Antigo. O autor Claudio Chiaverroti, que além de sua famosa série Brendon, assinou mais de 50 álbuns de Dylan Dog, revela pouco do personagem, e garante que o mistério faz parte de suas histórias.

É sabido que Morgan era dono de um velho cinema que exibia películas de terror B, e a única violência que ele conhecia era a dos filmes que projetava. Uma noite ruim mudou a sua vida, destruindo-a. O renascimento foi lento e doloroso, repleto de sofrimento, e Morgan volta à vida como um caçador de assassinos em série.

A campanha no Catarse oferece os mais diversos tipos de combo de apoio para os interessados, indo desde o apoio simples que contém apenas Morgan Lost, até pacotes com os outros títulos da Editora 85 que incluem Mister No Especial, Dampyr e Diabolik. A editora ainda tem em estoque todos os números das coleções/personagens citadas. Se o leitor procura um combo diferente dos propostos na campanha, entre em contato pelo e-mail 85editora@gmail.com que será criado um combo especial.

A campanha possui uma meta flexível (ou seja, a revista será produzida mesmo que não atinja 100% da meta), e o apoio mínimo para compra da revista é de R$ 34,00, com frete também fixo no valor de R$ 9,00.

Clique aqui para apoiar Morgan Lost no Catarse!