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Serial-Nerd

As melhores séries de 2019

Sempre que um novo ano inicia-se, é esperada com grande expectativa a estreia de inúmeras séries e novas temporadas de produções veteranas. Só que antes disso, é necessário um pequeno balanço do que tivemos de melhor no ano anterior, certo? Por conta disso, estou aqui para listar as principais séries que caíram no gosto dos redatores da Torre de Vigilância.

Chernobyl

A minissérie da HBO foi uma das grandes surpresas com a trama bastante detalhista sobre um dos piores desastres nucleares na história da humanidade e ganhou a atenção do público com reproduções fiéis dos desdobramentos após a explosão. Vale notar que ontem (05), Chernobyl ganhou dois prêmios no Globo de Ouro: Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada para Stellan Skarsgård e Melhor Série Limitada.

Dark

A segunda temporada lançada na Netflix manteve o excelente nível mostrado em seu ano de estreia e continuou destrinchando todo o conceito temporal sem se perder na trama. O gancho deixado no Season Finale expandiu a mitologia apresentada e com isso, promete entortar ainda mais nossas mentes na última temporada.

Fleabag

Fleabag (Phoebe Waller-Bridge) é uma jovem adulta lidando com problemas quase universais sob o ponto de vista feminino: problemas de relacionamento, frustração sexual e profissional, conflitos familiares. Uma mulher moderna vivendo em Londres, ela está tentando curar uma ferida enquanto recusa ajuda daqueles à sua volta, mantendo seu perfil intimidante o mais intacto possível.

Boa parte dos olhares estão voltados para esta série, uma vez que no ano passado levou o Emmy de Melhor Série Cômica, Melhor Atriz em Série Cômica para Phoebe, Melhor Roteiro em Série Cômica e Melhor Direção em Série Cômica. Não bastando este reconhecimento, no Globo de Ouro deste ano conseguiu levar mais dois prêmios para a prateleira: Melhor Série Cômica e Melhor Atriz em Série de Comédia.

His Dark Materials

A versão televisiva da obra literária de mesmo nome apresenta Lyra como uma menina órfã que encara uma aventura sem precedentes em busca do amigo desaparecido e acaba esbarrando numa grande profecia sobre o . Com apenas oito episódios em sua temporada e adaptando o primeiro livro (A Bússola de Ouro), a trama mágica é bem envolvente e a atuação do elenco é notável. Destaque para Ruth Wilson como a Sra. Coulter.

Love, Death and Robots

A coleção de contos animados que mistura ficção científica, fantasia e terror como as aventuras de lobisomens soldados, caçadores de recompensas de cyborg e até mesmo de aranhas alienígenas deixou os telespectadores da Netflix apaixonados com os elementos apresentados na temporada.

Marianne

Emma (Victoire Du Bois) é uma escritora que tem sido atormentada por pesadelos com uma bruxa chamada Marianne. A romancista então decide usar seus livros como tentativa de manter a criatura maligna longe, mas percebe que os personagens estão ganhando vida, sendo obrigada a voltar para casa e descobrir o motivo. Mais uma produção da Netflix entrando na lista com este ótimo terror e toda a tensão que vão apresentando ao longo dos episódios a cada nova descoberta sobre o mal que paira na vida de Emma e os demais.

Patrulha do Destino

A equipe completamente incomum merece estar aqui por ter nos deslocado para um clima completamente distinto do que já estávamos habituados a ver no grande universo da CW com o Arrowverse. Liderados por Chefe, o grupo composto por Crazy Jane, Homem-Negativo, Mulher-Elástica e Homem-Robô é convocado por Ciborgue para uma missão especial.

Rick and Morty

A série animada acompanha as aventuras e os descobrimentos de um super cientista e seu neto não muito brilhante e está atualmente em sua quarta temporada. É apenas uma das animações mais comentadas atualmente e pode te deixar mais inteligente.

Stranger Things

Em seu terceiro ano, as crianças de Hawkins lidaram com mais uma situação de perigo e outras questões típicas da adolescência foram abordadas. O tom um pouco mais maduro também foi um grande diferencial para configurar a série como uma das principais do ano passado.

The Boys

Sob a tutela de Eric Kripke, alguns super-heróis passam a se corromper quando a fama sobe à cabeça e usar seu status para se promoverem ainda mais, o que pode colocar em risco a própria população. Pensando nisso, uma equipe da CIA foi preparada para cuidar desse caso. Conhecidos como The Boys, esses agentes têm a missão de vigiar o trabalho dessas personalidades, assim como controlar o surgimento de novos heróis. Esta adaptação do gibi de mesmo nome ganhou notoriedade na mesma vibe de Patrulha do Destino no que diz respeito no que já nos acostumamos com produções deste tipo.

The Mandalorian

A produção da Disney+ apresentou as aventuras de Mando pela galáxia e conquistando o público pela qualidade em sua primeira temporada. Claramente, um dos destaques foi Baby Yoda com a sua fofura em todas as suas cenas. Essa iniciativa não acabará por aí, pois veremos mais dos personagens da franquia em suas próprias séries como Obi-Wan e Cassian Andor.

The Witcher

Baseado na série de livros Wiedźmin, do escritor polonês Andrzej Sapkowski, The Witcher se passa em um mundo de fantasia medieval e segue a história de Geralt de Rívia, um dos últimos bruxos restantes na Terra. Ele é um destemido andarilho e caçador de monstros, dotado de capacidades físicas sobrenaturais. Lançado já no final do ano, a adaptação televisiva teve um percentual excelente de telespectadores e já garantiu sua renovação para a segunda temporada.

Watchmen

Para finalizar, falemos daquela que era a mais enigmática e preocupante no ponto de vista daqueles que leram o gibi. Porém, Watchmen teve sua estreia e boa parte abraçou a ideia de Damon Lindelof para apresentar tudo que aconteceu após o trágico ataque orquestrado por Adrian Veidt. Ao mesmo tempo que a série narra novos conceitos, ela respeita bastante a alma da obra original.

 

Isso é tudo, vigilantes. Espero que tenham curtido a lista feita pelos redatores e até a próxima.

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Detective Comics Quadrinhos

Saiba como Thor se tornou [SPOILER] em sua nova fase nos quadrinhos

Contém spoilers de Thor #1 (2020).

Em fevereiro de 2006 chegava às lojas norte-americanas um curioso “What If” (O que aconteceria se… em português) protagonizado por Thor, o Deus do Trovão. Com roteiro de Robert Kirkman (sim, o criador de The Walking Dead) e arte de Michael Avon Oeming, What If: Thor apresentou aos leitores uma história fechada em pouco mais de 20 páginas onde o Filho de Odin tornou-se… Arauto de Galactus.

O que aconteceria se Thor fosse o Arauto de Galactus?

A premissa é simples. A fome do Devorador de Mundos atingiu Asgard. Lady Sif, Volstagg, Hogun, Fandral, Valquíria e todos os bravos guerreiros do Reino dos Deuses iniciaram suas batalhas contra o gigante e seu arauto, uma mulher criada para esta aventura (e que nunca foi nomeada).

A destruição resulta na morte de Sif e Thor, possuído pela ira, vingou-se derrotando a assassina. Asgard está em frangalhos e seus guerreiros não aguentam mais, então Galactus propõe para Thor que ele se torne seu novo arauto em troca da salvação de seu reino.

Thor é transformado em Arauto.

A trama descrita acima resume os acontecimentos iniciais da história criada por Kirkman e Oeming. Thor, ao tornar-se arauto de Galactus, deve lidar com a já conhecida sina de “condenar mundos habitados ou não” para que o Devorador sacie sua fome, sob o perigo de, caso falhe, Asgard seja condenada.

A ideia (por mais maluca que pareça) rende uma boa aventura, com reviravoltas a respeito de Loki e o destino de Asgard, soando muitas vezes como uma aventura padrão do Deus do Trovão. E cerca de 13 anos depois, o exercício de imaginação tornou-se realidade… Nas mãos do roteirista Donny Cates.

O Thor de Donny Cates.

Thor #1, lançada nos EUA no dia 01 de janeiro de 2020, marcou a estreia de Cates como roteirista do deus nórdico, acompanhado do ótimo artista Nic Klein. Cates assume as rédeas deixadas por Jason Aaron após um longo run de quase sete anos onde o personagem foi revolucionado algumas vezes, de indigno a Rei de Asgard passando obviamente por um meio onde a Poderosa Thor foi criada.

Cates estabelece Thor como rei e aos poucos demonstra o status dos coadjuvantes de seu núcleo de personagens. Até que o inesperado acontece: um Galactus moribundo desaba em Asgard durante um pronunciamento do Rei, e Cates traz os personagens cósmicos em que trabalhou ao longo dos últimos anos para esta aventura, como o Motoqueiro Fantasma Cósmico e o Surfista Prateado Sombrio, e recupera outros como Nova (Frankie Raye) e Raio Alfa.

O Rei Thor confronta seu irmão Loki.

Não é a primeira vez que Galactus é usado nas histórias modernas de Thor. Durante o run de Jason Aaron, Galactus desempenhou um forte papel como antagonista do Rei Thor no futuro apocalíptico, unindo-se à Necroespada até finalmente ser morto por Ego, o Planeta Vivo. Donny Cates dá a entender que Galactus viu o momento de sua morte e este está associado ao Thor. Por conta disso, condena que ele e o Deus do Trovão devam enfrentar o vindouro Inverno Sombrio juntos. Este evento é previsto pelo Surfista durante a reunião após a queda de Galactus.

A edição termina com um gancho matador onde Galactus transforma Thor em seu arauto, apelidado de Aurato do Trovão. Esta fase do Thor parece ser a junção de tudo que Cates estabeleceu previamente em outros títulos,  de Thanos ao Motoqueiro Cósmico passando por sua minissérie do Surfista, realizando agora seu sonho de escrever um de seus personagens favoritos. Cates recupera os membros perdidos do herói (um braço e um olho) ao se utilizar desta tunada em seus poderes – e responsabilidades.

A capa de Thor #2 traz o herói sendo controlado por Galactus.

A segunda edição de Thor chegará às lojas americanas em fevereiro. Clique aqui para acessar o site da Marvel Comics. No Brasil, a Guerra dos Reinos de Jason Aaron está para começar, e paralelamente a editora Panini vem publicando encadernados de capa dura com toda a fase de Aaron no personagem, além da série Loki: Agente de Asgard e do título Asgardianos da Galáxia.

Thanos, Motoqueiro Fantasma Cósmico e A Morte dos Inumanos de Donny Cates foram publicados por aqui em formato encadernado, e seu Surfista Prateado permanece inédito, bem como sua fase dos Guardiões da Galáxia. Além das aventuras cósmicas, a elogiada passagem de Cates no Venom possui uma revista mensal, e seu Doutor Estranho também foi publicado em encadernados.

Clique aqui para acessar a Loja Panini e completar sua coleção!

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Tela Quente

Star Wars: A Ascensão Skywalker: Que a força esteja conosco

A conclusão é a parte mais importante de um texto. O porquê disso está ligado pelo fato de que é nesse parágrafo que as ideias do texto tomarão maior credibilidade e sustentação. Se um texto de 30 linhas necessita de atenções redobradas para conclui-lo, imagine uma franquia criada em 1977. São mais de 40 anos de história, que influencia diversas gerações pelos cinemas que passa, além de se manter como a maior saga de todos os tempos em termos de popularidade. Tendo isso em vista, Star Wars: A Ascensão Skywalker se autopromove ao desafio de encerrá-la, na presunção de relacionar oito filmes em um. Nesse sentido, o resultado é contraditório e bastante discutível.

Star Wars: O Despertar da Força (2015) iniciou o primeiro projeto da Lucasfilm sendo uma propriedade da Disney. Sua trama centrava-se na inserção de novos personagens e contextos, mas sempre lidando com a reintrodução de velhos conhecidos. A nostalgia aliada ao bom fôlego da aventura foi o que consagrou o filme entre fãs e crítica, e o responsável por isso foi o diretor/roteirista J.J. Abrams. Após desavenças criativas com Colin Trevorrow e uma recepção bastante instável de Star Wars: Os Últimos Jedi (2017), Abrams parecia a melhor opção. E, pelo seu histórico, sua volta ao universo foi aceita entre o público.

Contudo, a confiança no trabalho do diretor consegue ir se esvaindo ao longo do primeiro ato de A Ascensão Skywalker. Embora o filme, logo nos minutos iniciais, nos presenteie com cenas visualmente impressionantes e um até “retorno icônico” de Kylo Ren (Adam Driver), as explicações superficiais surgem rapidamente e transmitem a falta de criatividade que rodeia o roteiro da obra. Sendo assim, o roteiro escrito por Abrams e Chris Terrio demonstra o grande problema dessa trilogia: a falta de planejamento. Isto é, a quantidade excessiva de coincidências e acontecimentos convenientes, na tentativa de avançar uma narrativa que nunca teve o seu encerramento pensado anteriormente. Sem noção nenhuma de como a história irá prosseguir, o diretor se rende ao passado e tem a capacidade de retomar dúvidas já respondidas, além de estragar personagens que estavam resolvidos.

A trama gira em torno da busca por um artefato – até aqui sem novidades – que revelaria o local de uma possível nova Primeira Ordem, com uma artilharia capaz de destruir toda a República. Com isso, Rey, Finn e Poe se juntam na busca do objeto em uma aventura que guarda os melhores elementos que fizeram Star Wars ser o que é hoje. A relação entre os protagonistas, aliás, é o grande trunfo do filme, porque a química dos atores funciona, e estes entendem as aflições de seus respectivos papéis.

Rey, interpretada por Daisy Ridley, está mais madura como nunca. O seu arco está bem definido e é o mais explorado e revisitado, devido a sua importância para com a trama principal. A relação entre ela e Poe é inédita, já que nunca vimos os dois tanto tempo juntos em tela, e rende pela mistura entre a abordagem conflitante e amigável. Com os outros personagens, principalmente Finn e BB-8, sua dinâmica resume-se ao que já víamos antes. Em relação a própria Rey, a personagem continua agradando e demonstrando uma força notável, muito devido a ótima atuação de Ridley, que domina as emoções e conflitos na palma da mão. Olhar o início da jornada de Rey com o seu final – apesar de apresentar um erro tremendo – se assemelha a jornada de Luke Skywalker (Mark Hammil) em aceitar o seu passado e sua posição no universo, temas recorrentes nas trilogias.

Já Poe e Finn não têm nem um por cento da relevância de Rey na história. Oscar Isaac se esforça para entregar um bom papel e responde à altura. O episódio nove expande a história por trás do personagem, sendo uma das passagens que revela um pouco do seu passado, mas, ao final de tudo, as coisas apresentadas são subaproveitadas e completamente irrelevantes. Ainda, Finn (John Boyega) também é subaproveitado ao máximo, desde sua chegada em Jakku, e continua tendo a participação ofuscada por personagens mais interessantes. Provando a dificuldade de desenvolver os arcos, o roteiro não teve a mínima ideia de como encaixá-lo, deixando-o como um mero espectador das passagens relevantes. Não pode deixar de citar a participação de C-3PO, que brilha entre os outros andróides por, além de seu valor narrativo, ser o ponto cômico perfeito e irretocável.

Do lado negro da força, temos Kylo Ren em outro episódio do Casos de Família. Seu visual melhora com o uso do capacete – repare nas linhas que evidenciam sua reconstrução – que deixam o ator mais imponente e sua voz em um tom ameaçador. Mesmo que ele tire e põe a cada minuto, sua estética é o que conversa com o seu conflito de identidade. Mas… de novo? O Despertar da Força parecia ter sacramentado o destino e a escolha de Ren, entretanto, a narrativa retoma essa problemática e a resolve de maneira fútil e apelativa. Outro fator que marca a dificuldade de desenvolver emocionalmente as tramas propostas neste novo episódio.

Apesar do pouco aproveitamento dos protagonistas, a presença da Princesa Leia é inegável e fortíssima. A morte da atriz Carrie Fischer parece ter sido determinante para o desfecho, isso porque Abrams afirmou que Leia seria fundamental, respeitando a sequência Han Solo (Harrison Ford), Luke e Leia. O uso das cenas gravadas antes do falecimento fica óbvio, mas guarda um respeito e reverência admiráveis. A princesa tem um papel importante, só que sua presença é mais sentida no espírito dos personagens do que fisicamente. Dito isso, as cenas que a envolvem são, facilmente, as que tocam o coração do público.

E coração é o que A Ascensão Skywalker acerta em cheio. Os erros estão ali, e não são poucos ou esquecíveis, contudo, o filme tem as melhores das intenções. Está na busca constante pelo apreço dos fãs novos e velhos, resgatando referências e pequenos detalhes que enriquecem nostalgicamente. Apesar de escolhas duvidáveis, há construções visuais e sensoriais impressionantes, desde a constituição das vibrações do uso da força, até as trilhas – desta vez tímidas – de John Williams. A formação da dualidade entre o bem e o mal está empregada através das cores e sombras, que ressaltam as interações de Kylo Ren e Rey. Existem algumas participações especiais como a de Lando Calrissian, que não se compara a de Han Solo no episódio sete, mas empolga com a atuação carismática de Billy Dee Williams. Além disso, ocorrem momentos que buscam rimar com as trilogias antigas – tentando trazer conexões entre toda a saga e estabelecer pequenas semelhanças cinematográficas.

Afinal, depois dos famosos créditos fica a pergunta do porquê Star Wars: A Ascensão Skywalker, um filme tão respeitoso e apaixonado, ser contraditório, desde as escolhas temáticas até o fechamento dos arcos. Dito anteriormente, está evidente a falta de planejamento que permeou a idealização desta trilogia. Enquanto J.J. abre espaço para uma aventura de três filmes baseando-se – excessivamente – nas estruturas clássicas, Rian Johnson se permitiu construir uma obra original e um tanto quanto pessoal, saindo do padrão narrativo que a audiência de Star Wars está acostumada. O embate entre duas visões, uma mais conservadora artisticamente, e outra buscando algo único e particular, resultou em um terceiro filme que tem dificuldades de concluir perspectivas tão distintas. Sendo assim, o resultado talvez tenha sido influenciado por esses contrastes autorais.

Com erros e acertos, Star Wars: A Ascensão Skywalker apresenta verdadeiramente a dualidade entre os lados da força. Fora e dentro das telas. Apesar do final não ser o ideal, e faltou uma margem considerável para alcançá-lo, suas intenções em finalizar a série de maneira reverente devem ser reconhecidas, e acabam levando a ótimas sequências de ação e homenagem.  Aprender a ver cinema passa por esse processo de frustração às vezes, e Star Wars, mesmo com seus erros e tropeços, nos deixa uma lição: a força está conosco… sempre.

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Música

Bem-vindo de volta, John! Red Hot Chili Peppers anuncia retorno de Frusciante à banda

De uma forma completamente inesperada neste domingo (15), a banda californiana anunciou o retorno do icônico guitarrista para o grupo. A grande novidade foi feita na conta oficial no Instagram.

https://www.instagram.com/p/B6G0L3OHVe8/?utm_source=ig_embed

“Josh é um lindo músico que respeitamos e amamos. Estamos profundamente gratos por nosso tempo com ele e pelos incontáveis presentes que ele compartilhou conosco.”

“Também anunciamos, com grande entusiasmo e corações completos, que John Frusciante está retornando ao grupo.”

John saiu do Red Hot Chili Peppers pela segunda vez em 2009 e foi substituído por Josh, onde este entrou por indicação do próprio. Em sua carreira solo, Frusciante lançou cinco discos.

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Games PC

Team Liquid conquista a OGA PIT Minor de Rainbow Six

Os jogadores brasileiros da Team Liquid venceram, neste domingo (8), a Spacestation pelo placar de 3×1 em mapas, e conquistou a OGA PIT Minor. Torneio que da vaga direta para o Six Invitational 2020, de Rainbow Six: Siege, que acontecerá entre 7 e 12 de fevereiro, em Montreal, no Canadá.

A competição aconteceu na Croácia, entre 6 e 8 de dezembro, e contou com oito equipes, além da Team Liquid, a mibr também representou o Brasil no torneio.

A grande final contra a Spacestation Gaming foi em série melhor de cinco (MD5), e os brasileiros venceram por 3 a 1. A Team Liquid  por ter vencido a chave dos vencedores, começou a disputa com 1×0 no placar em mapas, e conquistou o segundo ponto após marcar 7 a 3 em rounds no mapa Kafe Dostoyevski. Porém, no mapa Casa de Campo, a Spacestation acabou fechando o placar em 8 a 6. Por fim, A Liquid dominou o mapa Banco, e venceu o mapa por 7 a 3, consagrando-se campeã.

O OGA PIT Season 3 Minior teve como premiação total, US$ 75 mil (cerca de R$ 310 mil).

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Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Seis animês com episódios natalinos para você assistir em dezembro

Voando como o trenó do Papai Noel, o ano passou rápido por nossos olhos, e já chegamos em seu último mês. Dezembro traz os já corriqueiros sentimentos: luzinhas espalhadas pela cidade; toucas vermelhas em todo lugar; aquele clima horrível no escritório, seja de caos total para bater as metas anuais ou de sedentarismo completo de quem já está em clima de férias; o ódio pelos parentes que colocam passas no arroz… Ah, o natal!

Com o clima natalino em mente, separamos esta lista de animês que possuem um (ou alguns) episódio(s) que se passam no natal, para que você passe esse final de ano do jeito certo: ocupado demais assistindo desenhos para ter tempo de brigar com seu tio sobre política.

TORADORA!

Comédia romântica de 2008, baseado na Light Novel de mesmo nome de 2006 (que é publicada no Brasil pela Editora NewPOP!), esse animê de 25 episódios é lembrado até hoje por seu marcante episódio natalino: o episódio 19. Muito além disso, Toradora! é um espécime exemplar do gênero, que mesmo tendo mais de 11 anos nas costas, envelheceu como um bom vinho. E nada melhor do que esse final de ano para encher a cara, não é mesmo?

Número de episódios: 25
Ano: 2008
Assista em: Crunchyroll
Sinopse:

Ryuji é um rapaz que vive sendo mal interpretado por causa do seu olhar ameaçador. Todos pensam que ele é um delinquente juvenil e que a qualquer momento vai atacar alguém. É primavera e em seu primeiro dia no segundo ano no ensino médio ele encontra uma pequena garota. Aliás, ela é tão baixinha que o apelido da Aisaka Taiga é “Tigre de Bolso”. Egoísta e explosiva, quando começa a se debater não há quem consiga pará-la, por isso ela é uma das presenças mais temidas na escola, junto do Ryuji. (Via: Crunchyroll)

GINTAMA

Quando pensei nesta postagem, imaginei séries que pudessem ser assistidas em alguns dias, para que os leitores conseguissem ver todas elas no mês de dezembro. Ladino vira para mim e diz: “Coloca Gintama na lista!” e eu fiquei “Meu amigo… Trezentos e sessenta e sete episódios, não dá pra assistir tudo em dezembro“. E ele me responde com um simples “Dá sim, se você não for um covarde“. Então, aqui estamos: uma das maiores e mais famosas comédias japonesas, tem dois episódios inteiros dedicados ao espírito do Papai Noel: episódios 200 e 201, que encerram a quarta temporada do show.

Número de episódios: 367
Ano: 2006
Assista em: Crunchyroll
Sinopse: 

Gintama é a história de um faz tudo chamado Gintoki, um samurai sem respeito com regras impostas pelos invasores e que está pronto para pegar qualquer trabalho para sobreviver. (Via: Crunchyroll)

SWORD ART ONLINE

Ok, ok, eu sei o que vocês estão pensando. Mas de qualquer forma… Baseado nas Light Novels de Reki Kawahara (com o primeiro arco, composto por dois volumes, publicado no Brasil pela Editora Panini), temos a história do espadachim solitário que celebra a noite santa através da força do ódio. Talvez não um dos mais felizes capítulos desta listagem, mas o episódio 3, da primeira temporada, certamente se passa no Natal. E você pode aproveitar essa deixa para tentar chegar nos episódios mais recentes, que estão um show de bola, hein?

Número de episódios: 82 (Em andamento)
Ano: 2012
Assista em: CrunchyrollNetflix
Sinopse:

Em um futuro próximo, foi lançado um Jogo de Realidade Virtual em Massa para Múltiplos Jogadores Online (VRMMORPG) chamado Sword Art Online, onde seus jogadores controlam seus personagens com o próprio corpo usando um dispositivo tecnológico chamado: NerveGear. Um dia, os jogadores descobrem que não podem sair do jogo, pois o criador do jogo os mantêm presos a menos que eles cheguem ao 100º andar da Torre e derrotem o Boss final. No entanto, se eles morrerem no jogo, morrerão também na vida real. A luta pela sobrevivência começa agora… (Via: Crunchyroll)

MY LOVE STORY!! (ORE MONOGATARI)

Voltando a um clima mais alegre, que é o que o natal realmente deveria ter, esta comédia romântica é um daqueles shows que restaura a sua fé na humanidade. De certa forma similar ao primeiro da lista, mas com seus charmes próprios e uma trama mais voltada para o “durante” do que para o “antes“, My Love Story!! é uma excelente pedida para assistir com a morena. E já que o assunto é o clima de dezembro, o episódio 17 traz um encontro especial de natal.

Número de episódios: 24
Ano: 2015
Assista em: Crunchyroll
Sinopse:

Takeo Goda é um cara gigante com um gigante coração. Mas nenhuma garota quer saber dele (quem elas querem mesmo é seu melhor amigo, o bonitão Sunakawa). Acostumado a ser deixado de lado, Takeo simplesmente aceita seu destino. Até que, um dia, quando ele salva uma garota chamada Yamato de um desses tarados num trem, sua vida (amorosa!) toma um rumo inacreditável! Takeo mal pode acreditar quando reencontra Yamato e se vê perdidamente apaixonado por ela… Mas será que ele vai ter alguma chance com o bonitão do Sunakawa por perto? (Via: Crunchyroll)

GABRIEL DROPOUT

Remanescente dos tempos de escola, o mês de dezembro está sempre associado às férias de verão. É o tempo de dormir até meio-dia, acordar e tomar um Toddynho enquanto tenta conectar a internet discada. E Gabriel DropOut é sobre uma garota que faz isso o ano inteiro. Curtinho, você pode aproveitar essa comédia em pouco tempo, e adentrar o clima natalino com o episódio 9.

Número de episódios: 12
Ano: 2017
Assista em: Crunchyroll
Sinopse:

A melhor anja do colégio das anjas veio para o mundo humano! Contudo, ela se acostumou tanto com a vida no mundo humano que agora leva uma vida desleixada, faltando direto nas aulas para se divertir com jogos online. Gabriel se esqueceu de seu objetivo original de deixar os humanos felizes e se tornou uma anja preguiçosa incorrigível. E por incrível que pareça, ela jura que continuará a aproveitar as várias formas de entretenimento do mundo humano. (Via: Crunchyroll)

DURO DE MATAR

Finalmente, o melhor fica para o final: o policial John McClane é um bom homem de família que só queria ter uma celebração de natal feliz. Infelizmente, um grupo de terroristas resolve estragar seus planos e a única forma que a personagem de Bruce Willis tem de salvar o natal é com muita, mas muita violência gratuita.

Número de episódios: 1 filme (132 minutos)
Ano: 1988
Assista em: Youtube (Compra/Locação)
Sinopse:

Durante as festividades de Natal, o policial nova-iorquino John McClane vai visitar a esposa Holly Gennero em Los Angeles. Lá chegando, dirige-se à festa de Natal da empresa onde ela trabalha, a Nakatomi Trading, no edifício da multinacional, o Nakatomi Plaza. É apresentado a diversas pessoas, entre elas o CEO da companhia, Joe Takagi. Entretanto, durante as festividades, um grupo de terroristas alemães, liderados por Hans Gruber, invadem o prédio e seqüestram todos os convidados, com a intenção de roubar US$ 640 milhões em ações. McClane escapa de ser aprisionado pelo grupo de Gruber e é o único que pode combater os terroristas. (Via: Wikipedia)

Que esses animês natalinos lhe tragam alguma alegria nessa época festiva!

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Quadrinhos

Editora 85 publicará a série Morgan Lost no Brasil

Morgan Lost é a nova série da Sergio Bonelli Editore que está chegando ao Brasil pelas mãos da Editora 85. O primeiro lançamento, com pré-venda no Catarse prevista para começar em 06 de janeiro de 2020, será um álbum de 196 páginas com uma história completa, compilando os dois primeiros números italianos.

O formato será o mesmo de Mister No Especial da Editora 85 (16 x 21cm) e a novidade será o acréscimo da cor vermelha ao preto e branco tradicional da Sergio Bonelli Editore. Isso se deve ao fato de que Morgan é daltônico, vê a realidade em tons de cinza e vermelho: as mesmas cores das páginas da revista. Assim é criada uma espécie de tridimensionalidade onde nós, leitores, lemos as histórias como se estivéssemos vivendo através dos olhos do protagonista.

Morgan é um caçador de assassinos em série que vive em Nova Heliópolis, uma Nova Iorque distópica dos anos 1950, com dirigíveis no céu e uma arquitetura que lembra o Egito Antigo. O autor Claudio Chiaverroti, que além de sua famosa série Brendon assinou mais de 50 álbuns de Dylan Dog, revela pouco do personagem, e garante que o mistério faz parte de suas histórias.

O que podemos adiantar é que Morgan era dono de um velho cinema que exibia películas de terror B, e a única violência que ele conhecia era a dos filmes que projetava. Uma noite ruim mudou a sua vida, destruindo-a. O renascimento foi lento e doloroso, repleto de sofrimento, e Morgan volta à vida como um caçador de assassinos em série.

 

A sinopse completa presente no release da editora especifica:

Em Nova Heliópolis, os assassinos seriais são considerados superstars. Vivem na sombra do mal e nos holofotes do sucesso. O mais alto órgão do poder da cidade é o Templo da Burocracia, governado pelo Diretor Geral, um gigante de quase dois metros que é o homem mais poderoso da cidade. Sofre de uma patologia que o torna vulnerável a qualquer tipo de micróbio, e que o obriga a viver confinado cem metros abaixo do solo, em um apartamento estéril, repleto de obras de arte tão loucas e assustadoras quanto ele.

Alguns personagens farão parte do mundo de Morgan Lost com mais frequência. Pandora Stillman é a maior criminologista de Nova Heliópolis e professora de Morgan Lost no curso para caçadores de assassinos em série. Uma mulher encantadora e brilhante, que deteve alguns dos piores assassinos da metrópole. Fitz é o dono do velho cinema que já pertenceu a Morgan e tem a habilidade de encontrar filmes raros a pedido do herói. Regina Dolarhyde é a chefe de polícia de Nova Heliópolis. Em cada assassino em série, ela revê o seu ex-marido. Igraine, Jack e Eva são os amigos de Morgan que se encontram para beber no Hopper’s Bar.

Nova Heliópolis é uma cidade cruel, dominada pela burocracia opressiva e imersa em uma atmosfera de nevasca sem fim. Morgan mora no topo de um arranha-céu, em um loft construído em um grande relógio que não funciona mais. Ele observa a cidade, o céu vermelho e a neve através da grande janela do relógio. Em Nova Heliópolis há gárgulas com cabeças de chacal ou crocodilos, e no lugar da Estátua da Liberdade está o deus Hórus, com a cabeça de um falcão, segurando o sinal de Ankh e inclinando-se para o céu.

Em Nova Heliópolis, a burocracia tomou o poder. Muitas pessoas trabalham dezesseis horas por dia em grandes escritórios, criando documentos dos quais nem sabem o significado. A burocracia vê com maus olhos os relacionamentos e amizades entre colegas, pois as pessoas solitárias têm mais desejos e gastam mais, movimentando a economia da cidade. Em um mundo permeado de loucura e solidão, é muito fácil enlouquecer e até matar. Assim os seriais killers se tornam verdadeiras estrelas de rock em um boletim dedicado a eles que se tornou a transmissão mais seguida de Nova Heliópolis.

Acesse o site da Editora 85 clicando aqui.

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Tela Quente

O Irlandês: O legado de Martin Scorsese

Scorsese, Pesci, De Niro e Pacino. O conjunto desses nomes soa como os Vingadores do cinema de gângster, e não é por menos. Ambos se consolidaram nas histórias de máfia que traziam um mix interessante entre drama e crime. Enquanto De Niro e Pesci fizeram seus nomes acompanhados de Scorsese, principalmente em Os Bons Companheiros (1990) e Cassino (1985), Pacino trabalhou com Francis Ford Coppola em um das obras mais respeitadas da sétima arte: O Poderoso Chefão (1972). Com isso, O Irlandês esbanja profissionalismo e experiência de seus atores e diretor, contudo, o que mais impressiona é o fôlego admirável da trama, que se transforma em uma verdadeira síntese da filmografia de Martin Scorsese.

Logo nos primeiros segundos, temos um plano-sequência que corre um corredor inteiro para a revelação de um velho Frank Sheeran (Robert De Niro). A partir daí, ele começa a narrar a sua história, que aborda desde sua participação na Segunda Guerra Mundial até sua relação com o presidente sindicalista Jimmy Hoffa (Al Pacino). Aos que estão habituados com as densas e detalhadas narrativas dos filmes de Scorsese, não haverá estranhamento nenhum. O filme anda a passos curtos e lentos, apresentando de forma minuciosa a vida de Frank Irlandês e seu envolvimento com a máfia e os interesses de um sindicato de caminhoneiros. Nesse sentido, torna-se evidente o quão bem trabalhada é a relação entre os flashbacks e a narração de De Niro. Há flashbacks dentro de flashbacks, há relatos de personagens para com a câmera – algo marcante nos filmes anteriores – e também a apresentação dinâmica de novos rostos. Tudo isso acontece sucessivamente em O Irlandês, entretanto, Scorsese mantém a coesão da estrutura do roteiro, sem deixar o filme se perder ao apresentar tantos elementos em tão pouco tempo.

E talvez esta seja a magia de O Irlandês: não perder o fôlego em nenhum instante. O Lobo de Wall Street (2013) é um exemplo de filme que consegue, através de suas longas três horas, manter um nível de conexão com o espectador devido a vivacidade da narrativa. Para as três horas e trinta do filme da Netflix, Scorsese se utiliza do mesmo método para alcançar o êxito de manter o espectador completamente conectado à história e aos seus personagens. Grande parte desse método é a quebra de expectativa causada pelo roteiro de Steven Zaillian, adaptação da obra I Heard You Paint Houses, e pelo planejamento preciso das cenas. Esperando-se um ambiente sério e dramático, nos deparamos com fugas ao humor baseado em diálogos um tanto quanto desconexos em relação ao foco narrativo, semelhantes aos construídos por Quentin Tarantino.

A ambientação é constante nas obras de Scorsese, e aqui ela está deslumbrante. A constituição dos cenários se preocupa com a fidelidade dos locais para com a realidade; as luzes em neon, os típicos restaurantes da época e os carros transformam o filme na verdadeira representação do período. Para acrescentar ainda mais consistência, a trilha de Robbie Robertson cria o clima perfeito, equilibrando-se entre as variadas situações da obra.

Além disso, se utilizam textos para apresentar o destino de alguns personagens, principalmente aqueles que serão os principais condutores. Quando o personagem aparece pela primeira vez, ocorre uma curta pausa e o surgimento de um trecho como: “Nome, morto com três tiros no rosto, em 1980”. Tais inserções ajudam a trazer uma interessante oposição entre a ação e o destino. Ao passo que sabemos o que acontece com certas pessoas, conseguimos entender suas reais situações, mesmo que às vezes seja engraçado como pessoas “tão queridas” são mortas de formas viscerais. Isso demonstra o impacto que Scorsese sabe causar na audiência que acompanha seus projetos.

Quando se tem um roteiro estruturalmente sem defeitos, aliado a uma direção experiente, capaz de articular muitos elementos, fica mais fácil esconder atuações um pouco mais tímidas. Contudo, Joe Pesci, Robert De Niro e Al Pacino acrescentam uma enorme qualidade dramática, – observando que Harvey Keitel também está participando, mas tão pouco quanto se esperava – nos brindando com três atuações absolutamente incríveis, que transmitem o quão engajados estavam para entregar algo acima do nível. Robert De Niro interpreta Frank Sheeran com tamanha naturalidade que assusta. Sua interpretação parece se dividir em três partes: o pai, o mafioso e o velho solitário. Quando é o pai, De Niro simplesmente entrega a representação perfeita dos pais da época, envoltos de uma família submissa e patriarcal, tendo que esconder suas relações com a máfia. Na pele de um mafioso, há certa insegurança e imaturidade do personagem, mas também frieza ao executar alguém.

Além dessas duas camadas, o velho Frank Sheeran consolida a formidável atuação de De Niro. Depois de tantas formas ao abordar seu personagem, o ator guarda uma carta na manga, trazendo vulnerabilidade e experiência para o agora debilitado irlandês. Nota-se como suas preocupações em relação a máfia não condizem com o mundo presente, deixando Frank um tanto quanto inadequado neste período. Ver tantas transformações, acompanhadas do desenvolvimento de Frank, cria laços emocionais entre público e protagonista. Embora tenha tido uma vida carregada de violência e mentiras, presenciar sua velhice é estar consciente de como as decisões durante a vida acarretam em consequências graves ao nosso legado – algo que discutiremos mais para frente.

Outro expoente da filmografia de Scorsese foi, sem dúvida alguma, Joe Pesci. Após tantos anos sem se juntar ao diretor, seu retorno estava sendo muito aguardado. E, para surpresa de quase ninguém, marca forte presença. Interpretando Russell Bufalino, Pesci está representando o estereótipo do senhor de idade mafioso. Um cara experiente e boa vida, que busca deixar os amigos próximos e os inimigos ainda mais. Seus negócios em si parecem meio confusos, porque não se sabe exatamente tudo o que ele comanda, mas, pelos relatos de Frank, devem ser significativos. Talvez a única coisa que fique faltando é a explosão de nervoso, que marcou todos os personagens do ator. A repetição excessiva de fuck’s e a postura meio narcisista ficaram de lados, dando ao ator alguém mais sóbrio e paciente. Existe sua versão mais velha, como a de Frank, e pode-se dizer que também guarda uma ótima dramaticidade.

Apesar destes atores terem tido ótimas performances, os holofotes centram-se em Jimmy Hoffa, que ganhou a vida através de Al Pacino. Por aparecer menos que De Niro e ter sua aparição lá para quase um terço do filme, esperava-se uma atuação mais tímida e contida do ator. Engano meu, porque, além da importância inerente do personagem para com a trama, Al Pacino nos presenteia através de uma das melhores atuações de sua carreira até aqui. Dito anteriormente, o que surpreende em O Irlandês é o fôlego de alongar uma trama por mais de três horas, além das surpreendentes quebras cômicas. O principal causador desse efeito é o próprio Al Pacino, já que sempre surpreende com algum traço de seu personagem. Mesmo que seja excêntrico, estratégico e totalmente orgulhoso, o presidente sindicalista guarda certa impulsividade. Suas motivações e ideais políticos também acrescentam na caracterização. Se Joe Pesci está mais contido, alguém deve soltar a voz e os fuck’s. A partir dessa impulsividade, o personagem se torna uma caricatura política e dita os tons do ambiente em que participa, principalmente na hora dos discursos inflamados.

Deixando explícita a qualidade dos atores, do roteiro e da direção, fica claro que The Irishman é ótimo e estará concorrendo aos grandes prêmios do ano que vem. Apesar disso, não pode se negar o quão bonito Scorsese trata sua carreira. O filme não aparenta ser uma homenagem aos tantos anos do diretor, mas sim a síntese de sua filmografia. É o resultado de todas as experiências e estilos, que foram se alterando ao longo do tempo, desde Taxi Driver (1976) até Os Infiltrados (2006), do Rei da Comédia (1983) até ao A Invenção de Hugo Cabret (2011). Sua colaboração com a sétima arte foi fundamental para tratar o cotidiano nos cinemas. Trabalhar com questões reais e práticas, sem fantasias e super-heróis, mas com aqueles que vivem na realidade patética que é o mundo. Há certa cena que Frank Sheeran já está bem debilitado e vai para a igreja rezar com o padre – um símbolo que sempre esteve presente na vida do diretor – na esperança de superar seu legado de criminoso. A maneira ampla com que se explora as consequências da vida do protagonista nunca foi tão trabalhada no passado do diretor, porém, sua vasta experiência aparenta querer discutir sobre o destino, colocando veteranos do cinema para mostrar o quão difícil é a manutenção do legado.

O Irlandês esbanja competência e fôlego, abordando drama, máfia, humor e política em mais de três horas. Com três atores lendários, a história tem o objetivo de revisitar o passado da conjuntura mafiosa que influenciava sindicatos e a política americana, no entanto, mirando no presente, deixando marcadas as consequências. Enquanto Frank Sheeran se mostra inadequado por conta de seu legado, tentando constantemente escapá-lo, Martin Scorsese caminha pela trajetória contrária de seu personagem, porque, aparentemente, seus últimos dias de vida não serão lamentando, mas valorizando o seu legado a partir da única coisa que o transformou no que é: fazer filmes.

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Muito além de pro-players, o coach e analísta no Rainbow Six

Com todo o sucesso dos esportes eletrônicos nos últimos anos, o maior contato do público com essa nova modalidade vem gerando mais interesse em conhecer e entender um pouco mais a respeito deste mercado. O que antes era resumido em apenas jogadores profissionais, hoje é composto por vários ofícios. Podemos citar algumas delas como, narradores, managers, social medias, produtores e editores de vídeos, psicólogo, e até mesmo o jornalista especializado na área.

Entretanto a figura que acompanha os atletas, os pro-players, de forma mais imediata é o coach/técnico, e o analista. Estas funções ganharam notoriedade nos esportes eletrônicos. Assim como são figuras presentes nos esportes coletivos tradicionais, como futebol, vôlei e basquete, não poderiam estar de lado nos esports, sendo o técnico o responsável por gerir as estratégias e o desempenho dos atletas, e o analista, o responsável por dissecar a partida, buscando entender pontos importantes no desempenho dos atletas e repassar essa informação, para que os erros sejam corrigidos, durante os treinamentos e que não ocorram durante as partidas.

Fonte: https://dotesports.com/rainbow-6/news/tsm-coach-gotcha-replaces-jarvis-in-r6-starting-lineup

Para entender um pouco mais do mundo dos técnicos e analistas, conversamos com Igor dos Santos, conhecido como Igoorctg. Igor trabalhou como stasman de Rainbow Six, como analista na paiN Gaming, e também técnico da YeaH! Gaming, participante do Invitational 2018. Depois integrou a comissão técnica da Red Devils até o final do primeiro turno da Pro League S09. Em seguida, teve um breve participação na classificação da antiga Immortals (hoje mibr), para o Major, e ajudou a Guidance Gaming, a se classificar para o Brasileirão de Rainbow Six o BR6. Após este longo percurso, hoje faz parte da INTZ, fazendo papel de analista.

Durante os treinos, e campeonatos, tanto o técnico quanto o analistas, precisam ser o ponto de união da equipe. Para isso, Igoorctg acredita que o primeiro passo é o time confiar em você. Os jogadores precisam acreditam em seu trabalho, que suas informação e táticas são úteis. Além disso, trabalhar bastante, gostar do jogo, buscar sempre assistir a partidas de outras equipes, analisando-as, e ter o seu psicológico, bem estruturado são algumas virtudes para ser um técnico e analista bem qualificado.

Fonte: Gui Caielli.

Nos esportes eletrônicos, elaborar estratégias de jogo e criar soluções para conflitos, que possam vir a acontecer durante a partida nunca é fácil. ” Cada equipe funciona de uma forma […]”, afirma Igoorctg. Cada profissional tem seus métodos de análise e observação, mas o importante é que este processo aponte erros do adversários, e consequentemente, a criação de estratégias para utiliza-los a favor da equipe, assim conquistando a vitória.  “Após isso (a análise), (devemos) conversar com o time, passar as infos e ouvir a opinião do time. Dependendo do adversário, da situação no campeonato e do tempo, muda a forma de jogar. Seja counterando, jogando no nosso conforto, fazendo algo inesperado, esse tipo de situação.”, declara Igoorctg.

No Rainbow Six, antes mesmo do jogo começar o trabalho do técnico e da analista já está sendo feito, e não estamos falando apenas dos treinos. Na hora do banimento de mapas,  é preciso levar em consideração todo o trabalho realizado, em busca de anular as prioridades da equipe adversária, assim como no banimento de operadores. ”Você precisa ver primeiro o calendário, se vai ser uma MD1 ou MD3, porque aí muda totalmente a forma de banimento, o que influencia na estratégia, e então decidimos quais mapas estamos aptos a jogar. Depois disso, decidimos qual mapa é o melhor para pickarmos.”, explica. “Os picks (operadores) são parte da tática e conforto dos jogadores, já os bans entram na preparação do jogo, normalmente é algo que atrapalha o adversário e as vezes operadores que são “quebrados” e nós conseguimos jogar bem sem ele, então se não vamos usar, eles também não.” declara.

Fonte: Gui Caielli.

Além de analisar e criar estratégias, o trabalho também envolve gestão de pessoas e de datas. Os treinos precisam ser otimizados dentro dos espaços de tempo disponíveis entre partidas e competições. Assim, o técnico precisa aplicar os fundamentos táticos, e variações. Para Igoorctg, a maior dificuldade é são os calendários de competições, segundo o mesmo ” […] muitas vezes não dá tempo pra se preparar adequadamente para um jogo.” Como exemplo, apontou a última partida pela qualificação para a OGA Pit, que será realizada na Croácia, e onde o campeão terá vaga no Invitational 2020.  Ele nos contou que a equipe (INTZ), só teve oportunidade de treinar três dias antes do jogo, além de dois destes dias serem durante o final de semana, que normalmente os membros da equipe utilizam para folga.

A duas ocupações, tanto técnico quanto analista, ganharam importância dentro do cenário de Rainbow Six, e em outros esportes eletrônicos, nos últimos anos. Cada vez mais, equipes vem investindo na comissão técnica, para melhorar o desempenhos do jogadores e consequentemente trazer mais visibilidade para a equipe.

Dessa forma, as duas funções, vem para agregar ainda mais o leque de oportunidades de trabalho dentro dos esportes eletrônicos. Podendo revelar mais nomes para o cenário, e instimular seu crescimento.

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Como foi a vitória da FunPlus Phoenix na final do Mundial de League of Legends?



Para os amantes de League of Legends, o dia 10 de novembro de 2019 era um dos dias mais aguardados do ano. A final do Mundial de League of Legends 2019, título disputado entre FunPlus Phoenix, e G2 Esports

Todo o hype envolvendo esta última partida foi sendo construído desde a fase de grupos, com disputas apaixonantes, e jogadas incríveis por jogadores de ambos os times. Mesmo a G2 tendo amargurado uma segunda colocação na fase de grupos, seus confrontos nas fases seguintes foram suficiente para encantar os torcedores, e fazê-los acreditar que este ano, Perkz, Caps e companhia terminariam a temporada campeões. Até porque, a G2 vinha como atual campeã do Mid-Season Invitational 2019 (MSI 2019) disputado em maio deste ano, no Vietnam e Taiwan.

Já por parte da FunPlus Phoenix, tínhamos os holofotes no Mid Laner, Doinb, dono de uma carismática personalidade, e estilo de jogo que desestabilizou grandes nomes da rota do meio durante o Mundial. O jogador passou por diversas equipes, mas sempre mantendo seu estilo dentro e fora de jogo. Com passagens na segunda divisão chinesa, Doinb acumulou fama por suas habilidades, o que proporcionou a ida para a tão sonhada LPL, divisão de elite da China. Além do Mid Laner coreano, outro grande nome dentro da equipe é Tian, que joga na Selva, para muitos, o melhor jogador em sua posição.

 

Fonte: https://www.gazetaesportiva.com/esports/veja-fotos-do-titulo-da-fpx-no-mundial-de-lol/#foto=5

 

JOGO 1

G2 Esports

BANS: Pantheon; Qyana; Xayah; Blitz; Braum

PICKS: Ryze (Top); Elise (Selva); Pyke (Meio); Varus (BotLane); Tahm Kench (Suporte)

 

FunPlus Phoenix

BANS: Syndra; Gragas; Kai´sa; Rek´sai; Olaf

PICKS: Gangplank (Top); Lee Sin (Selva); Nautilus (Meio); Sivir (BotLane); Thresh (Suporte)

 

Caps teve a oportunidade de abrir a série com seu Pyke, ja que a equipe da FPX havia banido sua característica Syndra. Dessa forma a G2, não priorizou a rota do meio, de certa forma dando liberdade para o Nautilus de Doinb rodar pelo mapa. Assim, o primeiro jogo teve ritmo ditado pela equipe chinesa, com Tian e seu Lee Sin conquistando os objetivos e os primeiros dragões da partida, ganhando a selva da Elise de Jankos, e conseguindo o timing perfeito nas lutas de meio e fim de jogo. Porém a G2 respondia de forma considerável, conquistando barricadas e derrubando torres, conseguindo até ultrapassar a FunPlus Phoenix em ouro. Entretanto, os inúmeros ganks que Wunder sofreu no top, acabou retirando-o da partida, e o Ryze em pouco conseguia ajudar sua equipe. Mesmo com toda a pressão, os europeus conseguiam manter o Nexus em pé, graças a ajuda do Arauto, auxiliando Perkz de Varus a se fortalecer. E também, após uma chama de Barão realizada pela FunPlus Phoenix que logo conquistou o bônus, onde a G2 levou um dos Inibidores e quase venceu a luta que daria a vitória a equipe no jogo, impedidos apenas por Tian e a Sivir de Lwx. Assim, a equipe chinesa teve tempo suficiente para criar uma janela de oportunidade dentro da partida, onde conquistaram o Dragão Ancião e mais um Barão com uma diferença de pouco mais de 1 minuto, e assim encaminhou a vitória aos 40 minutos.

 

Fonte: https://www.maisesports.com.br/lol-coletiva-imprensa-doinb-fpx-mundial-2019/

 

JOGO 2

G2 Esports

BANS: Renekton; Nautilus ; Qyana; Gangplank; Kayle

PICKS: Akali (Top); Elise (Selva); Tristana (Meio); Yasuo (BotLane); Gragas (Suporte)

 

FunPlus Phoenix

BANS: Pantheon; Syndra; Xayah; Olaf; Rek´sai

PICKS: Kled (Top); Lee Sin (Selva); Ryse(Meio); Kai´sa (BotLane); Galio (Suporte)

 

A equipe chinesa, FunPlus Phoenix, veio para o segundo confronto bem confiante, criando jogadas e buscando os primeiros abates, ganhando uma pressão de early game bem forte a seu favor, a G2 não conseguia reagir, o início foi avassalador por parte da FPX. Quando os europeus encontraram uma brecha para conquistar o bônus do Dragão Infernal e assim voltar para a partida, a resposta veio logo em seguida, a equipe chinesa não pensou duas vezes e iniciou uma teamfight, a Bot Lane europeia estava muito atrás, e não resistiram a investida chinesa. Perkz com seu Yasuo não conseguiu desenvolver bem sua jogadas, assim a Kai´sa de Lwx ficou muito forte. Logo aos 20 minutos, a FPX conquistou o primeiro Barão, e mantinha uma distância de 7000 de ouro de seus adversários. O primeiro ace da equipe, foi tão cedo na partida que não foi possível finaliza-la. Mesmo assim, a FunPlus Phoenix não deixou a G2 crescer na partida, fechando o cerco a cada oportunidade que os europeus pensavam em aproveitar, ganhando ainda mais, pouco a pouco até o desfecho final. Após o segundo ace, a FPX fechou a partida em 23min, com um incrível placar de 20 em abates por parte deles contra 4 da G2.

 

Fonte: https://www.gazetaesportiva.com/esports/veja-fotos-do-titulo-da-fpx-no-mundial-de-lol/#foto=11

 

JOGO 3

G2 Esports

BANS: Pantheon; Qyana; Rakan; Rumble; Akali

PICKS: Ryze (Top); Jarvan IV (Selva); Veigar (Meio); Ezreal (BotLane); Nautilus (Suporte)

 

FunPlus Phoenix

BANS: Syndra; Gragas; Kai´sa; Olaf; Rek´sai

PICKS: Gangplank (Top); Lee Sin (Selva); Galio (Meio); Xayah (BotLane); Thresh (Suporte)

 

Para quem esperava um jogo mais cadenciado por parte da equipe chinesa, se enganou. A FunPlus Phoenix, dominou os europeus, aplicando sua pressão de early game, assim como os outros dois jogos anteriores, e a G2 pouco fez para evitar esta situação. O mais prejudicado foi Perkz, a equipe chinesa conquistou a primeira barricada da partida, sem permitir que o Ezreal farmasse seu primeiro minion. A FPX, não queria permitir que o jogo se estendesse para o late game, visto que a G2, possuía três campeões que precisavam escalar na partida para começar a criar situações prejudiciais aos jogadores da equipe chinesa, como o Ryze com Wunder, o Veigar de Caps e o próprio Ezreal, que mesmo com toda a dificuldade inicial conseguiu se reerguer, mas não o suficiente. Assim, a FunPlus Phoenix acelerou a partida, criando janelas de oportunidades que os permitiriam conquistar bônus importantíssimos para o decorrer da partida, e que os auxiliaram a manter o ritmo que estavam empregando desde o início. Mesmo com a contestação da G2, aos 23 minutos, a equipe chinesa finalizou o Barão, e conseguiu escapar do cerco dos europeus. Logo em seguida uma sequencia de fatores ajudaram na finalização da partida. Tian de Lee Sin avançou na selva adversária e encontrou Caps, que estava ganhando vantagem na partida. Crisp ainda conseguiu acertar a corrente do Thresh em Wunder, na continuação do lance de Tian, e assim destruindo as esperanças da equipe da G2.

Os europeus, mesmos sofrendo no early game, achavam que conseguiriam segurar o ímpeto da equipe chinesa, mas uma sucessão de erros dentro da selva, acabaram favorecendo a  FunPlus Phoenix, que saiu vencedora da terceira e última partida do Mundial de League of Legends 2019!

 

Fonte: https://br.lolesports.com/noticias/fpx-e-campea-do-mundial-2019

 

A vitória da FunPlus Phoenix, leva o segundo título seguida para a também dá força à LPL.

Fiquem ligados! O Mundial 2020 será na China, com a Grande Final na cidade de Xangai!