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108 anos do naufrágio e o inesquecível trabalho de James Cameron em Titanic

Em 14 de abril de 1912, o mundo tinha presenciado o trágico naufrágio do RMS Titanic em sua viagem inaugural de Southampton, na Inglaterra, à cidade de Nova York ao se colidir com um iceberg no norte do Atlântico, afundando partes do casco do estibordo por uma extensão de quase 100 metros e expondo à água do mar os seis compartimentos dianteiros à prova d’água. Era completamente inevitável. O total de mortos chegou a 1.500 com este desastre marítimo, contando com tripulantes e passageiros.

Foi apenas em 1985 (73 anos depois) que os destroços foram encontrados no fundo do mar pelo oceanógrafo Robert Ballard junto com o cientista francês Jean-Louis Michel. O Titanic repousava aproximadamente 612 quilômetros a sudeste de Newfoundland em águas internacionais. A partir disto, inúmeras expedições foram realizadas ao longo dos anos para detalhar com precisão o estado da icônica fragata após um bom período naufragado. Mas havia um grande porém, retirá-lo do oceano demandaria um esforço descomunal. Por conta disso, permanecerá descansando sem problemas.

Cem anos após o naufrágio, a UNESCO passou a proteger o navio por causa de seu caráter histórico, arqueológico e cultural. Vale menção que está em processo de corrosão como moluscos devorando a maior parte da madeira do navio, ao passo que micróbios corroeram o metal exposto, criando formações de ferrugem semelhantes a estalactites.

Boa parte das pessoas podem ter tido acesso mais detalhado sobre a tragédia através de relatos em documentários e entrevistas, porém foi através da obra cinematográfica de James Cameron, que aconteceu a maior comoção em relação a história. E como ele conseguiu tal feito? Simples. Apenas trouxe um dos conceitos mais elementares no universo cinematográfico: o amor. Acrescente isto a uma trama inserida antes, durante e após ao desastre, e pronto. Essa é a fórmula de sucesso. Nas mãos certas, essa fórmula será lembrada depois de anos após o seu lançamento. James pode se gabar deste feito. Titanic é lembrado até hoje.

A história de amor arrebatadora entre Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) e Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) conseguiu conquistar bem o seu público pela forma como foi retratada e claro, pela excelente química entre os atores. Desde o salvamento de Rose no início até a despedida de Jack já falecido na água no final foi tudo construído organicamente e você sentiu isso na primeira vez assistindo e sente novamente ao rever (sim, eu sei que na primeira oportunidade você está reassistindo). Se conecta com estes dois personagens. Isso é muito importante.

O conceito do amor proibido não é novo, porém aqui conseguimos ser envolvidos completamente. Torcíamos pelo casal, mas o destino não os queria juntos. Finais imprevisíveis sempre são vistos com desaprovação para os devoradores de filmes, pois vai contra ao nosso conceito de final feliz. Não é justo uma separação tão dura assim, não é mesmo? Nunca é, mas aprendemos que nem sempre as coisas são como devem ser. Precisamos lidar com isso. Quando a decisão de matar Jack vem, é um ato corajoso e muito realista. Algo precisava respingar para os protagonistas mesmo tendo passado por cada situação difícil após a colisão com o iceberg.

Apesar de algumas liberdades criativas para compor o filme como, por exemplo, a verdadeira Rose (o diretor leu a biografia de Beatrice Wood para compor a personagem), a história injusta do oficial William Murdoch ao mostrá-lo cometendo atos anti-éticos (sendo que na realidade, ele não cometeu nada disso) e o exuberante diamante azul que Rose ganha de presente é fictício, Cameron tentou ser o mais realista possível em vários aspectos. Como a dimensão da réplica do navio em quase 100% ao original, toda a trajetória de embarque até o naufrágio, personagens reais e até a melancólica canção tocada pelo grupo de homens que serviu como pano de fundo para todo o desespero dos passageiros no avanço das águas gélidas do oceano. A música católica Nearer, My God, to Thee ficou conhecida como a última tocada pela banda.

Os bastidores não deixam mentir todo o esforço da equipe interna, elenco e figurantes na composição das principais cenas para encenar as consequências da colisão do iceberg e todo esta mega operação rendeu excelentes frutos no ano seguinte. Indicado a 14 Oscar, Titanic garimpou a edição de 1998 com um total de 11 estatuetas. Um importante feito para esta obra-prima de Cameron. O conjunto da obra permite-me chegar nesta conclusão. Não foi somente este reconhecimento que alavancou o filme como um dos melhores de todos os tempos. Conseguiu alcançar mais de 1 bilhão mundialmente e entrou na lista das maiores bilheterias de todos os tempos em primeiro lugar. Permaneceu invicto até a chegada de Avatar e com isso, mostrou uma nova versatilidade do diretor em fazer cinema.

Titanic me conquistou na infância e toda vez que revejo, volto a sentir esse misto de emoções que me permitiram amar completamente a história. Ficar feliz com o romance e depois ir às lágrimas com o desfecho do casal. Sentir arrepios com o efeito cascata da colisão no iceberg. Ficar impressionado com a grandiosidade que James Cameron impôs com tanto cuidado e carinho. Titanic é uma obra para apreciar em qualquer época desta geração e das seguintes.

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Violência Gratuita (1997): Escolhas perversas e conscientes

A obra cinematográfica existe por inúmeras influências. Sua existência e qualidade dependem da equipe criativa e técnica envolvida, da construção de seu argumento ao corte final na pós-produção. Esse desenvolvimento, que costuma levar muitos meses para ser concluído, precisa ser minucioso para construir um filme que seja reconhecido por seus espectadores. Contudo, a partir do momento em que há o lançamento em cinemas ou serviços de streaming, a obra é, necessariamente, apenas daqueles que a fizeram? Ou o seu público também exerce uma função fundamental na construção dessa história?

Difícil relacionar a qualidade de um filme a seus espectadores. Obviamente que a responsabilidade de se criar um bom conteúdo e, consequentemente, apresentar uma história, está nas mãos de seus idealizadores. Isto posto, quando chega na época de sua exibição, o filme passa por olhares distintos em públicos diferentes entre si. A crítica, as análises e as discussões assumem um papel de valor ímpar para com a concepção da obra no mercado cinematográfico. Quando a obra é exibida, ela se torna de todos, inteiramente influenciada pelos universos individuais, e pode acabar sendo reconhecida, ou depreciada, em poucos dias.

Violência Gratuita retrata o sequestro de uma família em uma região afastada, mas elitizada, da Áustria. Dois garotos vestidos de branco começam a torturar de maneira física e psicológica os familiares constituídos por um pai, uma mãe e seu filho, ainda criança – não podendo se esquecer do cachorro. Se o filme começa com uma trilha sonora clássica, se remetendo e construindo um clima serene e leve, a aparição do título do filme e a troca da música tranquila para outra absolutamente caótica e perturbadora transmite violência. E essa brincadeira com as trilhas remete a construção inteira da história, que aborda uma mistura sensorial inquietante.

Os agressores apresentam postura firme e segura, mas também de extrema educação e tranquilidade. Suas performances não condizem com o nível praticado por suas ações, já que, enquanto há cenas que explicitam a violência, a naturalidade de ambos só reflete a perversidade de seus psicológicos. Suas vestimentas, completamente brancas, se mostram uma escolha acertada do figurino, porque a cor de forma alguma reflete as intenções de seus personagens.

Enquanto a obra vai se desenrolando, e a trama ganha mais consistência, muito mais por sua ambientação, que oprime seus personagens em momentos de abuso e pressão psicológica, do que pelo roteiro, há um sentimento de incômodo crescente para com a situação. De forma alguma o roteiro é ruim ou medíocre, mas as intenções do filme dependem muito mais da forma como Michael Haneke desenvolve a narrativa e articula a fotografia. Exemplos disso: a insistência de manter quase o filme todo em um só cenário; a iluminação do cômodo que reflete certa melancolia; e o excesso de branco na constituição das cenas. O título brasileiro é muito preciso, a violência realmente é gratuita, e chegamos em determinada parte nos perguntando: qual a razão disso? Assistir a uma família sendo torturada? E a resposta é direta e aterradora: SIM.

Há a quebra da quarta parede em momentos pontuais do filme, onde o principal torturador conversa com a audiência, ou simplesmente dá um olhar – chega na alma -, mais significativo do que qualquer palavra proferida. Nessas passagens, entendemos que constituímos parte fundamental da narrativa da história. Não somos simples espectadores, somos cúmplices das escolhas criativas dos idealizadores.

Voltando ao começo do texto, o papel do público está totalmente ligado à obra. E Violência Gratuita representa essa ligação, mesmo que seja apenas uma expressão inconsciente. Nós precisamos ver o desfecho do filme, temos a necessidade de descobrir as conclusões reais da história, seja a morte inteira da família, ou sua salvação. Enquanto o desfecho não chega, ficamos atentos nas mais inescrupulosas ações dos agressores, e certas posturas do espectador podem traduzir valores morais e éticos.

Atualmente, vimos essa discussão ressurgir com a exibição de Coringa (2019), onde muitos alertaram sobre as posturas variadas do público para com as atitudes do personagem. Risadas com as cenas do anão tentando abrir a porta após um assassinato visceral cometido por Arthur, aplausos ao final enquanto o personagem anda pelo corredor com pegadas de sangue, provando sua inescrupulosa atitude etc. Nesse sentido, você não é culpado de ter algumas emoções contraditórias durante o filme, e, às vezes, o diretor está querendo que você as sinta. Porque o melhor do cinema é você se redescobrir e discutir seus próprios valores, olhando de forma ampla e abrangente como se dá o seu relacionamento com a sociedade contemporânea. Embora alguns confundam entretenimento com vazio intelectual e cultural, este produto entrega panoramas que evidenciam questões éticas e morais pertinentes.

Violência Gratuita, portanto, é uma experiência brutal e rígida, mas de importância incontestável. No cinema, estamos em um jogo onde aceitamos as condições impostas por roteiristas, diretores e artistas em geral, nos sentindo reféns das escolhas artísticas e de como elas reverberam na sociedade. A obra de Haneke não é só sobre liberdade criativa, mas como o público precisa assumir uma postura crítica para com o que está assistindo, amadurecendo o olhar e estabelecendo relações com sua própria realidade, julgando-a constantemente.

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HQ Apresenta uma Nova Visão sobre Judas: Vilão ou peça importante para Ressurreição?

“Fui nomeado o vilão da história. Nenhum homem recebeu meu nome novamente.”

A história todos conhecem. Judas traí Jesus. Jesus é julgado, é crucificado, morre e ressuscita no terceiro dia. Judas se mata após perceber o que tinha feito. Cheio de dor e arrependimento. Mas o que acontece com Judas logo após o seu suicídio? O que aconteceu com a alma do homem que foi destinado a ser vilão na história mais famosa e importante de todo o Cristianismo?

Mas a questão que mais deixa Judas mais confuso é: Jesus sabia? Ele sabia do que ia acontecer desde o princípio? Sabia que Judas seria o traidor e que o transformaria em um pária para toda a eternidade? Que condenaria até mesmo o simples citar de seu nome?

São essas questões que são levantadas na HQ Judas de Jeff Loveness.

A minissérie foi publicada originalmente em 2017, em quatro edições pela Boom! Studios nos EUA, e começa com o pé fundo no acelerador com questionamentos ao cristianismo e o que o cerca. Questões como se Deus é Todo-Poderoso e bondoso, por que criou um mundo onde as pessoas sofrem? A jornada de Judas pelo inferno é cheia de exemplos de que Deus sempre precisa de um vilão para exercer sua divindade e amor ao mundo. A história apresenta os destinos de personagens como o Faraó de Moíses, Jezebel, Golias e a Esposa de Ló e como esses sofrem por toda a eternidade. Eis que a indignação de Judas ganha mais vapor. Se Deus é grandioso, porque eles foram escolhidos? Onde está o livre arbítrio?

Mas, engana-se que Judas é um quadrinhos que só levanta bandeiras que revoltaria todo cristão. Ela na verdade é uma narrativa de redenção. Uma sincera exploração de fé, amizade e perdão. Onde Judas finalmente entende o porque de ser o escolhido. O porque teve seu nome e tudo que seja relacionado à ele condenado para sempre. No fim entendemos que o velho chavão “escreve certo, por linhas tortas” é um dos pilares do Cristianismo.

As escrituras falam de após a sua morte, Jesus desceu às profundezas da terra. No Novo Testamento, existem afirmações que Jesus ressuscitou dentre os mortos. Em Efésios 4:9, 10 diz: “Jesus Cristo desceu aos infernos, ressuscitou dos mortos no terceiro dia Jesus desceu às profundezas da terra. Aquele que desceu é também aquele que subiu”. Mas as próprias escrituras não detalham muito sobre isso, dizem que venceu a Morte, e trouxe a salvação para todos os justos que vieram antes dele para os que vieram depois, mas exatamente como acontece não está relacionado. E são nessas lacunas, que a história de redenção de Jeff Loveness atua.

O roteiro é bom e por ser uma visão não muito explorada acaba te prendendo até o fim. Você compadece e entende a dor e frustração de Judas durante o período e por alguns momentos, a narrativa te convence e te traz questionamentos. Jeff consegue trazer uma vírgula em uma história que é pilar forte e tradicional de toda redenção e perdão do Cristianismo, e que é ocasionada por uma traição.

As artes são um espetáculo a parte que passeia entre expressões depressivas, soberbas e de sofridas. O inferno é como uma caverna tenebrosa, fria e sem amor. Os desenhos de Jakub Rebelka são como os que vemos em vitrais das igrejas, o que ajuda a familiarizar a trama. Mas o grande destaque mesmo são as cores. As tintas espessas e a coloração que vai de um cinza insosso, passeando por um vermelho sangue poderoso e um amarelo redentor. As cores chocam como passeiam por um misto de desesperança, dúvidas, ódio e amor.

Infelizmente Judas nunca foi publicada no Brasil. Nenhuma editora tupiniquim se interessou a lançar o material por aqui. Acredito que seria uma experiência bacana, e imagino que, considerando os fanáticos religiosos cristãos, seria uma grande polêmica sendo lançada por aqui.

Hoje em dia você pode conseguir na Amazon Brasil em inglês no formato de volume único.

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Tenha, Seja, pratique mais Calvin & Haroldo durante a sua Quarentena

No quase final de outono de 1985, mais precisamente no dia 18 de novembro, o norte-americano Bill Watterson publicava a primeira tira de Calvin e Haroldo nos EUA. Ali era dado o pontapé inicial da trajetória do menino com seu tigre de pelúcia imaginário e suas tiras cheias de aventuras, travessuras e reflexões. E depois de muitos anos divertindo milhões ao redor do mundo, conquistando adultos, crianças e prêmios como o Reuben Award. No ano de 1995, Waterson pôs um ponto final na sua história.

As tiras eram sobre Calvin, um garoto de seis anos cheio de personalidade, que fala o que bem entende, sem papas na língua, e seu único amigo verdadeiro: um tigre de pelúcia chamado Haroldo. O tigre, pela imaginação do menino toma vida e participa ativamente de suas histórias. Tomando decisões, falando sobre os mais diversos assuntos que vão desde dever de casa, morte, família, passando por política e até mesmo direitos civis. Tudo isso dentro das fantasias mirabolantes criadas por Calvin.

E são nessas fantasias onde quero chegar. Onde elas são necessárias e até para deixar-nos com os pés no chão. Hoje em dia, com um mundo virtual mais interativo, fantasiar ficou meio que banal. Muitas vezes deixamos de simplesmente deitar e nos imaginar em outros mundos. Ou como grandes estrelas da música enquanto ouvimos músicas. Ou até mesmo de escrever versos para a pessoa amada enquanto estamos simplesmente sentados no vaso sanitário. Não, não é ironia.

Convido você, estimado leitor, a lembrar quando foi a última vez que simplesmente deitou no chão da sua sala, ou no seu sofá, ou acordou e ficou olhando para o teto pensando. Sonhando. Viajando. Fantasiando como pode ser o seu dia, ou como poderia ter sido. Não, não falo em remoer ou se arrepender sobre decisões tomadas. E sim fantasiar coisas, sejam elas absurdas ou normais. Quando foi a última vez em que você escreveu um texto, um paragrafo que seja com caneta e papel?

Estamos perdendo nossa arte de fantasiar?

Matamos o Calvin que existe dentro de todos nós?

As tirinhas de Bill Watterson constituem frequentemente de uma fuga à cruel realidade do mundo moderno que Calvin fazia, e assim explorava a natureza humana. A natureza inocente de uma criança que acha que deveria ter direito ao voto por não querer que os adultos tomassem decisões para ele, sendo que pela realidade mundial que ele enxergava, os adultos só tomavam decisões ruins. Mas era a mesma criança que fugia do dever de casa, de tarefas simples e tinha medo de ficar com a babá. Vejo que perdemos esse gatilho de recriar nossas fantasias. Seja por causa de um mundo atribulado. Cheio de correrias de nossos compromisso. Seja por que simplesmente não gostamos mais de fantasiar.

Mas, vou falar algo para você: Criar um mundo de fantasia é bom! Relaxa a mente em um lugar seu fora da tela de um celular. E agora, que temos que ficar isolados, praticando a quarentena, temos uma chance de ressuscitar o Calvin dentro de nós.

Pegue um tempo seu e faça o exercício de imaginar. Imagine-se como o personagem do filme que você acabou de assistir. Dentro do quadrinho ou do livro que você leu. No anime que você viu. Ou como um cantor tocando para uma multidão. E vou te falar, pode ser cinco minutos. Mas serão cinco minutos que na sua mente vai durar uma eternidade boa. Fuja um pouco dessa realidade. E, pasmem, criar fantasias te dão senso critico! Porque em algum momento, você se colocará em uma situação em que pensa: “mas e se eu fizer isso, não é legal”. E é para isso que forçamos esse exercício mental. E vou além! Devemos aproveitar que estamos com as crianças em casa e convida-las a fantasiar também. Tirar elas um pouco de dentro de casa, mas pela sua mente. Estimular as crianças a pensar, a criar mundos que lhe deixem como o “poder” de decisão. Obviamente não estou falando para colocar nenhuma criança em uma situação extrema que venha traumatizar, mas faça imaginar que no meio de sua brincadeira de Cidade Lego, um tiranossauro sorridente roxo de bolinhas amarelas passe correndo destruindo tudo! E construa de novo.

Estimule à fantasia. Saia da caixa durante essa quarentena. Saia da frente do celular.

Imagine. Traga o Calvin dentro de você a tona. Encontre e brinque com o Haroldo.

Imagine!

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NewPOP abre pré-venda e assinatura do mangá Given

Anunciado há pouco mais de uma semana, o mangá Given está chegando ao Brasil pela Editora NewPOP. Agora, a pré-venda já teve início junto do plano de assinatura do mangá que contempla os cinco volumes disponíveis! Confira detalhes abaixo.

A NewPOP traz para o Brasil um dos mangás mais pedidos do último ano! A história apaixonante de Given ganhou uma adaptação em desenho animado em 2019, com uma qualidade que fez jus à história e conquistou fãs em todo o mundo. O animê é uma produção do Estúdio Lerche (Assassination Classroom, Danganronpa, Asobi Asobase) e está disponível na Crunchyroll, que você pode acessar clicando aqui.

Sinopse: “Ritsuka Uenoyama é um guitarrista colegial com talentos de sobra, que por acaso conheceu Mafuyu Sato quando este o pede para trocar as cordas. Na mesma ocasião, Mafuyu pede para que Ritsuka o ensine a tocar guitarra, porém, o guitarrista não gostou muito da ideia. No entanto, ele se vê obrigado a mudar de opinião assim que ouve o canto estonteante de Mafuyu, a ponto de convidá-lo a fazer parte de sua banda.

A assinatura de Given contempla além de um exemplar de cada volume (Volumes 1 ao 5), 5 postais e um pôster no formato A4 exclusivos aos assinantes que serão enviados junto com o Volume 5 e um marcador de páginas, além de frete grátis. Cada volume é enviado assim que lançado pela editora.

Um filme de Given está previsto para estrear no Japão em maio de 2020. Outros mangás da autora Natsuki Kizu são Links e Yukimura-sensei to Kei-kun, ambos de volume único. A editora frisa a importância do apoio, se possível, via assinatura.

A capa do primeiro volume ainda está em produção.

O primeiro volume está previsto para o mês de maio, e o preço de capa de cada edição é de R$ 29,90. Given chega em formato 12,8 x 18,2 cm, com papel offset 90g, página colorida, capa cartonada em couchê brilho e sobrecapa em couchê fosco. A pré-venda individual do primeiro volume pode ser acessada clicando aqui.

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Beta Fechado de Valorant no Brasil ganha data de lançamento

A Riot Games anunciou hoje (quinta-feira, 9), que o período de teste fechado do cobiçado jogo VALORANT começará em 5 de maio de 2020 no Brasil.

A data pode sofrer alterações, devido a contingência do COVID-19 e seu impacto na distribuição da infraestrutura. O Beta Fechado, que hoje já está disponível a jogadores no Canadá, na Europa, na Rússia, na Turquia e nos Estados Unidos, chega ao país no próximo mês e detalhes sobre acesso ao servidor do jogo serão divulgados em breve.

Divulgação da data de lançamento, feita no Twitter oficial do jogo no Brasil:

Além da data, tivemos a divulgação dos requisitos mínimos do jogo, também feita pelo conta oficial do jogo no Brasil, pelo Twitter.

 

Para mais informações sobre o Beta Fechado de VALORANT, incluindo esclarecimentos sobre como participar do teste, acesse o site www.PlayVALORANT.com/pt-br/ ou os canais sociais de VALORANT no Twitter Facebook.

 

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Digimon Adventure: é um bom reboot sem apelar só para nostalgia

Digimon é uma das franquias de maior sucesso internacional do Japão, constantemente se reinventando com novos produtos, de jogos a animações. Produção original da Toei, a incursão mais recente do estúdio no universo de Digimon Adventure (ao qual pertencem as séries Digimon Adventure 01, 02, os filmes, e tri.) foi o filme Last Evolution Kizuna, disponível no momento apenas em terras nipônicas e que foi criado com a promessa de encerrar o ciclo da série original comemorando seus 20 anos de vida. Mas grandes franquias nunca terminam, sempre se transformam. E Digimon Adventure: (o “:” faz parte do título) chega na temporada de abril de 2020 para cravar essa máxima de forma certeira.

Um dos animês mais aguardados da temporada, Digimon Adventure: é um reboot da série clássica original de 1999. Taichi, Agumon e seus amigos Digiescolhidos irão novamente se aventurar no Digimundo, e agora de uma nova forma, pois como dito acima, esta nova série recomeça a franquia do zero.

Taichi, se preparando para um acampamento (uma óbvia referência à série original) vê sua mãe e irmã (Hikari, futuramente uma Digiescolhida) em perigo após uma pane nos sistemas de trem de toda Tóquio. Quando tenta salvá-las, acaba sendo levado ao Mundo Digital de onde a pane nos sistemas tecnológicos do mundo real está se originando por conta do ataque de um vírus misterioso.

Digimon Adventure: começa, em poucos minutos, referenciando o material clássico porém apresentando sua trama de nova forma, diferente. O reboot transparece essa vontade do estúdio de reapresentar a franquia para uma nova geração de crianças, respeitando os visuais clássicos que marcaram época e ao mesmo tempo trazendo novas músicas, trilha sonora distinta e criando um mix de situações que lembram a série Adventure e o filme Our War Game!, de 2001, apelidado de “o filme do Diaboromon“.

O design de série clássica é aplicado numa animação moderna, criando uma boa mistura das duas coisas.

E analisando apenas o que foi entregue no episódio de estreia, a Toei não poupou esforços em muitos aspectos técnicos que foram duramente criticados em séries anteriores do estúdio, como Dragon Ball Super. A animação deste Digimon está linda, e vale ressaltar que esta série vem como estreia do horário que era dedicado exatamente ao Dragon Ball, e depois, a GeGeGe no Kitaro.

É possível que os fãs da franquia original (e consequentemente do Adventure 2 e tri.) sintam de forma brusca as mudanças, colocando a primeira série ao lado desta. Não há menções a Butterfly ou Brave Heart. A trilha incidental é diferente. Detalhes como os brasões dos Digiescolhidos já são apresentados. A relação entre as crianças também parece tomar rumos completamente diferentes do original e o Digimundo propriamente não foi mostrado ainda, mas todas as mudanças são boas. Continua sendo Digimon, mas visando um novo público, enquanto ainda presta suas homenagens à história da franquia.

Taichi e Agumon se encontram pela primeira vez.

Parece que Digimon Adventure: terá um desenvolvimento mais lento e comedido que a temporada antiga. O primeiro episódio da temporada de 1999 introduzia os conceitos dos Digimons, do Digimundo, das primeiras Digievoluções e todos os principais Digiescolhidos de uma só vez no decorrer de seus 20 minutos. Este, traz apenas Tai e Izzy, com um gancho no final com outro herói querido dos fãs. E a aventura se situa apenas em Tóquio e na Net, trazendo também a nova forma de Digievoluir dos monstrinhos.

E a modernização dos visuais e desenrolar da história também é aplicada nas tecnologias. Depois de 20 anos, é previsível que a interação dos garotos com a internet, celulares e outros devices seja mais ligada diretamente ao funcionamento do Mundo Digital. Parte dessa interação foi muito usada em tri. e a promessa da Toei é de que agora os acontecimentos do Digimundo influenciarão diretamente na vida das pessoas na Terra, causando panes e possivelmente até mudanças naturais.

Digimon Adventure: moderniza o que os espectadores já conhecem muito bem sem apelar totalmente para o valor sentimental da coisa toda. O elenco de dublagem apresentado na estreia, porém, faz um bom trabalho em aproximar as vozes das características já conhecidas de cada personagem (Tai é dublado por Yuuko Sanpei, a dubladora que dá voz ao Boruto e outros personagens famosos), conversando também com o coração do fã de longa data. A nostalgia não é direta e barata, apelativa. Ela cria um sentimento que traz memórias distantes sem perder a sensação do novo.

E parte da magia de Digimon é justamente a recriação. A franquia possui muitas séries, algumas cronológicas e outras não, mas todas de alguma forma apresentam novidades respeitando conceitos pré-estabelecidos. E Adventure especificamente se prova como o mais sólido dos Digianimês, com fôlego para mais 20 anos de aventuras e amizade entre humanos e criaturas digitais.

A nova série está disponível no serviço de streaming Crunchyroll com transmissão simultânea com o Japão (aos domingos de manhã por lá, aos sábados à noite para nós no ocidente).

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O Ritmo Tenso e Sufocante de Ditadura no Ar: Coração Selvagem

“Noir é a entropia para a ordem da sociedade, a decadência de todos nós.”

Não teria melhor definição de Ed Brubaker para uma produção Noir e que venha casar tão bem com Ditadura no Ar: Coração Selvagem. A HQ é situada em uma época em que o Brasil vivia uma decadência de paz, liberdade de expressão e sensatez. Uma decadência que durante os anos, muitos tentam mascarar, ainda mais agora com o avanço das redes sociais e a inundação das fakes news. Uma montagem no Facebook, por exemplo, hoje em dia, para algumas pessoas, parece ter um poder maior na “educação” do que livros e professores de história. Ou um poder maior ainda de quem vivenciou e/ou sofreu realmente os fatos e não mascara a realidade deles. Mas contra esse inimigo comum que idolatra generais assassinos, que diz em alto e bom som que quem procura osso é cachorro e os asseclas que semeiam ódio temos produções como Ditadura no Ar.

Escrita por Raphael Fernandes e com desenhos de Rafael Vasconcellos, Ditadura no Ar começou a ser publicada como webtiras no site Contraversão. Naquele mesmo ano foi lançada em forma impressa, de maneira independente pelos autores, como uma minissérie em quatro partes. Em 2016 a editora Draco relançou em edição única com o título Ditadura no Ar: Coração Selvagem. Foi em 2016 que ela ganhou na categoria Melhor Minissérie, o Troféu HQ Mix, dividindo o prêmio com, a também minissérie, Pátria Armada de Klebs Júnior.

A trama conta a história do fotografo Félix Panta que tem que mover o mundo e enfrentar os milicos para encontrar a sua namorada Lenina, que foi presa pelo DOPS durante um protesto. Essa busca revela as entranhas, sensação de medo e sujeira de como os considerados subversivos eram tratados no pesadelo tenebroso que o país passou durante os chamados Anos de Chumbo. Ditadura no Ar: Coração Selvagem, traz Félix não como um herói paladino que enche o leitor de esperança de que tudo vai acabar bem. Em nenhum momento esse sentimento é repassado para o leitor. O clima da HQ, com a sua tensão esbofeteia para uma sufocante sensação de que o final feliz não estará lá.

E isso é o mais impressionante em Ditadura no Ar: Coração Selvagem. A sufocante falta de esperança.


Durante toda a saga de Félix, somos apresentados como a ditadura e sua caçada cheia de agonia influenciam as rotinas, as pessoas, as instituições educacionais, a imprensa livre (ou que tentava ser) e as famílias. E tudo é elevado ao extremo porque as pessoas que cercam o Félix sofrem mais as consequências. Tudo originado pela sua busca por Nina. E por mais amargurado, durão, destemido e sem medo das consequências que o protagonista seja, é nítido a forma que ele vai definhando com o passar da trama. E isso é sentido pelo leitor.

Como o clima Noir da arte de Rafael Vasconcellos em Ditadura no Ar: Coração Selvagem, é um personagem a parte. Você sente ele nas páginas. Tenso. Gritando. E é um personagem que relaciona perfeitamente com o roteiro do Raphael Fernandes e acaba gerando um relato perfeito sobre os Anos de Chumbo.

Ditadura no Ar: Coração tem formato 23,8 cm x 16,8 cm, 104 páginas e pode ser encontrado no site da Editora Draco e na Amazon Brasil.

 

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Ousadas: a série em quadrinhos sobre trinta mulheres excepcionais

Serializada de forma impressa na França entre 2016 e 2017 pela editora Gallimard, a série Ousadas (Culottées no original) é uma criação da quadrinista Pénélope Bagieu (Uma morte horrível) feita inicialmente para seu blog, tendo chegado completa ao Brasil graças a uma iniciativa da editora Nemo entre 2018 e 2020, em dois volumes.

A coleção Ousadas apresenta ao longo de suas 300 páginas trinta mulheres excepcionais de suas respectivas épocas que, com suas atitudes, perduram até hoje de maneira icônica – ou também acontecimentos modernos, mais recentes. São histórias reais de figuras importantes que revolucionaram de alguma forma a política, a arte, os esportes e outras esferas da sociedade predominantemente dominadas por homens.

Caixa especial com a coleção completa em dois volumes. Já à venda.

Pénélope Bagieu narra, tanto no primeiro quanto no segundo volume, de forma similar. Cada “capítulo” conta a história de vida e importância de determinada mulher, somando quinze no total em cada edição. Sua narrativa se mantém parecida em todos os capítulos: são cerca de seis a sete páginas, cada página composta por nove quadros. Em seguida, uma ilustração grande que preenche duas páginas. Seguindo esta fórmula, a autora habilmente possui espaço para mostrar todos os pontos relevantes do nascimento, vida e às vezes morte da figura histórica que aborda sem problemas, visto que é um esquema de narrativa basicamente perfeito.

Seus desenhos, claros e belos, transmitem quadro a quadro os principais pontos que o texto destaca, seja em recordatórios ou em balões. E suas cores mudam conforme a abordagem de cada capítulo, seja apenas pela mudança de tom como também pelas diferenças geográficas, visto que cada mulher é de um local diferente do planeta.

A autora segue uma narrativa dividida em nove quadros por página.

É importante ressaltar que as histórias de vida narradas por Bagieu não se limitam apenas às tragédias. Todas têm, de alguma forma, uma mensagem poderosa a ser passada. Entretanto, algumas são puramente espirituosas e divertidas, e ao mesmo tempo inspiradoras – enquanto outras são, de fato e necessariamente, revoltantes.

No segundo volume, o mais recente lançado no Brasil – e que completa a coleção – temos histórias de uma rapper, de uma astronauta, uma vulcanóloga, jornalista investigativa, inventora, ativista dos direitos dos animais, entre outras. Todas são unidas de alguma forma por incompreensão, machismo intrínseco às suas culturas e/ou tragédias pessoais. E todas são Ousadas o suficiente para iniciarem suas próprias revoluções.

Ao final de cada capítulo o leitor é premiado com uma bela ilustração que ocupa duas páginas. Os estilos de arte variam conforme a temática do capítulo.

A quebra dos preconceitos é emocionante e inspiradora. Todas as histórias são bem embasadas de acordo com as biografias (oficiais ou não) de cada mulher, e a autora cita, em determinados momentos, algumas fontes que podem ser ou foram conferidas para a narração daquilo que está em quadro.

A coleção nacional é, como padrão da Editora Nemo, um primor gráfico e editorial. Como fator de curiosidade, vale citar que a coleção Ousadas em inglês apresenta vinte e nove e não trinta histórias. O que ocorreu foi uma censura da história de Phoolan Devi, a Rainha Bandida da Índia, por apresentar cenas de estupro quando ela tinha apenas dez anos de idade, por seu marido imposto pela família.

No Brasil você pode conferir as trinta histórias na íntegra. Na França, Ousadas já vendeu mais de 200.000 cópias. Ficou interessado(a)? Clique aqui para comprar suas edições com desconto!

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Doom Eternal chegou pra te fazer correr, gritar e atirar freneticamente

Doom Eternal é o mais novo jogo eletrônico de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela id Software e publicado pela Bethesda Softworks. A sequencia do reboot de 2016 é uma grande montanha russa de emoções destrutivas. O jogo se destaca em momentos de pura adrenalina, onde você precisa decidir entre correr e atirar, ou correr e atirar depois, enquanto uma horda de seres infernais aparecem em sua tela preparados para ficarem ensopados de sangue, com ajuda de uma variedade de armas, projetadas especialmente para a destruição dos demônios.

Doom Eternal é muito parecido com seus antecessores, durante a gameplay dificilmente você não irá levantar um canto da boca com um sorriso de satisfação, enquanto acontece toda a violência exagerada que você conhece de Doom, ou que acabou de conhecer. É uma exposição gratuita a repulsa sanguinária, totalmente desnecessária mas indescritivelmente agradável.

O problema com esse show de horrores satisfatórios é que acaba, mas acaba muito rápido, ou pelo menos é o que parece. Não estou falando do final do game em si, mas o final da sequência de tiros e correria, de diálogos desnecessários do “elenco de apoio” e do barulho dos demônios correndo em sua direção. A desaceleração ao final de cada etapa é um balde de água fria quando você está em seu melhor momento de frenesi. Mesmo com esse detalhe, podemos afirmar que Doom Eternal é um clássico moderno, com algumas ressalvas, que o distancia de alguns shooters mais famosos e principalmente de seus antecessores. Mas nada que o diminua em frente a outras grandes franquias.

Definitivamente, o combate em Doom Eternal é incrível, todos os momentos de explosões e tiros em demônios é fantástico. Felizmente, estes momentos compõem a grande da gameplay do jogo. Doom Eternal não é tão focado quanto o seu antecessor, e às vezes fica preso em novas mecânicas e adições desnecessárias. Mas eles não comprometem a experiência principal. Doom Eternal é uma versão maior e mais completa que Doom (2016) e, na em sua maioria muito mais divertido. Você enfrentará alguns chefes com características tradicionais. Mesmo que a desenvolvedora tenha tido um grande esforço para adaptá-los a uma nova fórmula, você vai notar um desdobramento familiar ao longo das batalhas, claro que os gráficos te oferecem grandes atualizações visuais no combate e do ponto de vista da jogabilidade.

Doom Eternal pede que você trabalhe duro por poucas recompensas dentro do jogo, mas está longe de ser uma aventura insuficiente, pois você será recompensado pela história e pela gameplay que o jogo te oferece, além das horas de diversão sem prudência alguma, e da satisfação de vencer os demônios mais desafiadores.

 

Praticamente todos os aspectos do seu personagem podem ser aprimorados e, felizmente, existem várias possibilidades de fazê-lo dentro do jogo. Dentro de cada nível, você pode encontrar uma variedade de itens, o mais interessante é que eles aparecem de forma natural, durante a matança, sem a necessidade real de uma exploração a fundo do cenário. Uma alternativa aceitável quando notamos que a verdadeira intenção do jogo.

Essas novas adições de Doom Eternal transformam você em um exército de um homem só, mas o combate passa a ser mais estratégico. Cada ação, tem uma reação por parte dos demônios, agora eles não mais ficarão assistindo você exterminar cada um deles sem uma resposta a altura. Matar de formas diferentes podem te conceder alguns itens a mais desde kits de saúde a munição para que não falte durante o extermínio. Cada jogador pode interpretar isso de maneiras diferentes, podendo até chegar no ponto de entender isto como um modus operandi ou um manual de regras de como matar seus adversários, criando um ciclo tedioso de ações repetidas, o que mais lentamente pode vir a se transforma em uma ação instintiva.

Um ponto importante a ser mencionado, é que os demônios agora têm pontos fracos. E existem várias maneiras de explorá-los durante a batalha.

Durante a batalha temos uma enorme quantidade de informações visuais, facilmente algo irá passar despercebido, mas é certo afirmar que cada luta parece perfeita, o ritmo e a intensidade estão intactos. Dominar todas as armas e aprimorar completamente o seu traje levará um bom tempo, mas conquistar a campanha principal não é ruim, mesmo que não tenha encontrado tudo que estava escondido nos cenários. A cada fim de campanha você sente a necessidade de jogar novamente, mas desta vez buscando novos desafios. Assim, selecionando uma dificuldade maior. E Doom Eternal encoraja você a fazer isto, em nenhum momento o jogo que faz perder a cabeça como em jogos no estilo Dark Souls, aprender e  utilizar as armas que o jogo disponibiliza é prazeroso.

 

Doom Eternal eleva a experiência de matança em várias maneiras, com novas adições na medida certa para manter as coisas atualizadas em cada nível, sem que tudo pareça desproporcional, com um design de nível meticuloso. A campanha é satisfatória, sem muitos exageros e sem enxugar demais o conteúdo. Se Doom (2016) parecia algo muito bem finalizado, Doom Eternal é a prova que tudo pode ser melhorado, se respeitado suas necessidades enquanto franquia. A trilha sonora em constante evolução nos envolve na atmosfera da retalhação de demônios. Todas as opções de gameplay disponibilizadas, faz com que todos os tipos de jogadores sejam bem recepcionados.

Doom Eternal reinventa sua própria história sem abandonar seus pilares clássicos. Ele tem toda a diversão sangrenta e cheia de adrenalina que esperamos de um jogo Doom, além de adicionar vários novos elementos de RPG que nem sabíamos que precisávamos.

SELO PLATINA – Obrigatório!

Pontos Positivos:

  • Combate rápido e frenético.
  • Gráficos impressionantes.
  • Arenas de demônios mais naturais e desafiadoras
  • Níveis com evolução gradativa
  • Curva de aprendizagem suave.

Pontos Negativos:

  • Cortes podem quebrar a empolgação durante a gameplay.

Agradecimentos à Bethesda pelo envio do código.

Doom Eternal foi lançado em 20 de março de 2020 para Google Stadia, Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One, com previsão de lançamento para Nintendo Switch ainda para este ano. No dia do lançamento desta análise, não tive a oportunidade de experimentar o Battlemode, e o novo modo multijogador slayer versus demons.