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Torre Indica | Alguns Quadrinhos para Ler no Dia dos Pais

Listamos alguns quadrinhos que apresentam algum tipo de relacionamento entre pais e filhos. Sentimentos que vão de amor, descobertas, surpresa, humor, superação e até mesmo rejeição.

A Vida Com Logan (Japuti)

Criado originalmente como webtiras, A Vida Com Logan de Flavio Soares, é um retrato bem humorado e sensível das aventuras e da imaginação de uma criança com síndrome de Down e sua família. A HQ foi indicada quatro vezes para o Troféu HQ Mix.


Fala, Maria – Um romance gráfico sobre autismo (Skript)


O quadrinhista mexicano Bef relata os vários anos de sua Rebeca (sua ex-esposa) e Maria. E toda a trajetória do casal tem que aprender a conviver com o diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo da filha. Em uma bela história autobiográfica, o autor fala sobre paternidade, amor e esperança.


Não Era Você Que Eu Esperava (Nemo)

Fabien Toulmé fala com emoção, humor e humildade sobre um encontro inesperado de um pai com sua filha que possui Síndrome de Down. O casal enfrenta o nascimento de uma criança especial. Indo da fúria à rejeição, da aceitação ao amor, o autor fala sobre a descoberta de como é ser diferente.


A Terra dos Filhos (Veneta)


Em um tempo no qual a humanidade definha, um pai tenta educar seus dois filhos à sua​ maneira. É uma pedagogia dura, sem qualquer traço de ternura, reduzida ao essencial:​ aprender a sobreviver.


Batman e Filho (Panini)


A misteriosa Talia, filha do gênio criminoso Ra’s Al Ghul e amor efêmero de Batman, retorna com um garoto chamado Damian, o qual alega ser filho do Homem-Morcego.

Atordoado, o Cruzado Encapuzado assume a criança, mas o garoto, criado entre os brutais preceitos da Liga dos Assassinos, tem seus próprios planos. Logo, tanto Tim Drake, o recém-adotado herdeiro de Bruce Wayne, quanto o fiel mordomo Alfred se encontram na mira de um jovem geneticamente perfeito e completamente furioso. De Grant Morrison e Andy Kubert.


Batman & Robin – Nascido Para Matar (Panini)


A Dupla Dinâmica agora é formada por pai e filho. Mas, diferente dos outros Robins, Damian Wayne treinou durante toda a sua curta vida para ser um assassino brutal e impiedoso, o que obviamente o coloca em conflito direto com seu progenitor e mentor. Paralelamente, nas sombras de Gotham City, novas ameaças espreitam, decididas a dar um fim ao Morcego e à sua impulsiva prole. De Peter J. Tomasi e Patrick Gleason


Os últimos Dias do Xerife


O Thiago Ossostortos relata os últimos dias de convivência com seu pai, Messias. Dividindo com o leitor as sensações que passou com ele e observando de fora a própria relação com o pai.


A Arte de Voar (Veneta)


Um filho tenta entender nas lembranças das histórias que o pai contava, o porque deste tomar uma atitude inesperada. Avança em suas pesquisas e mergulha em uma jornada pelas tormentas que assolaram a Espanha e a Europa do século 20.


O Guia do Pai Sem Noção (Zarabatana)


Já em seu terceiro volume na França, O Guia do Pai Sem Noção traz as divertidas situações vividas pelo autor e seus dois filhos: Louis e Alice.


Darth Vader e Filho + A Princesinha de Vader (Alpeh)


O maior vilão de todos os tempos nas aventuras e desventuras para criar os filhos. Os livros de Jeffey Brown refletem de forma hilária a relação entre pais e filhos, levando ao leitor um Darth Vader que, no final das contas, é um pai como qualquer outro. A obra ganhou o prêmio Eisner.


O Soldador Subaquático (Mino)


Jack é um jovem profissional responsável pela manutenção de uma plataforma petrolífera no litoral do Canadá e à espera do nascimento de seu primeiro filho. Chamado para realizar um serviço de alto risco, ele vive uma experiência fantástica relacionada à morte de seu pai, também soldador submarino e morto em um acidente de trabalho.

 

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A Importância Histórica e Sentimental de Paracuellos

“Adeus Pablito… cê é meu melhor amigo… valeu… se não fosse por você…”

Em muitas resenhas usamos o famoso jargão: “esse quadrinho provoca uma mistura de sentimentos enquanto lemos”, e Paracuellos de Carlos Giménez não foge disso. Mas o diferencial da obra é que incrivelmente você se sente como um dos meninos nos abrigos, chamados de Auxílio Social. Você sente a angustia de estar lá, o medo das governantas, a expectativa perto da visita dos pais, a alegria de alguma brincadeira entre eles, os sonhos de cada um, a violência que sofriam… até quando sentem fome, você sente também.

Particularmente, em alguns momentos foi uma leitura muito difícil. As seis primeiras histórias me deixaram com o coração muito apertado. Paracuellos já começa com os dois pés na porta, onde Carlos Giménez já deixa claro a proposta de contar aquela história. Como eu disse, em alguns momentos a leitura foi muito difícil para mim. Os meninos dos abrigos, em sua maioria tem entre três, quatro, cinco, seis anos… e muitas vezes pensava em minha filha que tem quatro. Como a crueldade de um regime fascista pode chegar e atingir não somente os adultos e locais, mas também as crianças. De como uma uma ideologia religiosa forçada e doentia é perigosa e violenta. Mas, também como eu disse antes, Paracuellos também tem seus momentos mágicos. De esperança. Em que sorrimos das brincadeiras dos meninos. Sonhamos os seus sonhos.

E acho que seguir os sonhos dos meninos é uma das coisas mais gostosas em Paracuellos. Carlos Gímenez, que foi um desses meninos, e também sofreu, sentiu fome, saudades da família, sentiu o abandono… mas também sonhou. Giménez conduz em histórias que passam do limite de ser “somente quadrinhos”. Paracuellos tem sentimentos e desperta sentimentos. E engana-se que somente é no sofrer que nos vemos na pele de Pablito, Modesto, Adolfo, Peribañez e outros. O humor faz esse papel muito bem! O humor que Giménez emprega cria empatia juntamente com um traço um tanto cartunesco.

Além de demonstrar os sentimentos, medos, sonhos desses meninos, Paracuellos tem um papel importante em quebrar um longo período de silêncio, apesar de inúmeros esforços para deixar as atrocidades no limbo, e desnuda um capítulo da história espanhola que não era mais falado. De como os acólitos de Francisco Franco usavam de todas as ferramentas para subjugação (disciplina, regulamentação do tempo, classificação corporal e segregação forçada) para reeducar as mentes jovens. A denúncia de Giménez ao próprio regime que criou os lares para moldar a ferro e fogo meninos obedientes, transformada em uma linha narrativa perfeita. Muitas vezes o leitor esquece que os volumes são tiras costuradas e a transição entre uma história e outra fascina e envolve o leitor de tal forma que, sendo repetitivo aqui, faz o leitor criar laços e se sentir como um dos meninos.

Paracuellos é um registro histórico importante e fundamental para os dias de hoje. Vale lembrar que muita dessas histórias do Regime Franquista ficou escondida, acobertada, sendo deturpada como qualquer ditadura covarde faz. E sabemos disso, porque a história brasileira recente ainda é muito nebulosa. Giménez começou a fazer Paracuellos um ano após a morte de Franco, o maior simbolo desse tempo terrível. A farsa dentro das casas sociais eram embasadas com as cartas dos meninos que só iam para os seus pais ou parentes, se estivessem de acordo com os administradores dos abrigos, é somente um dos exemplos do desvio de verdades que acontecia.

A edição da Comix Zone está com todo luxo que uma obra que tem um peso histórico importante e em seu currículo praticamente todos os prêmios de quadrinhos europeus, inclusive o Melhor Álbum no Festival de Angoulême (1981). O volume de 208 páginas e capa dura, apresenta metade da obra de Paracuellos. O prefácio de Pedro Bouça introduz o leitor no clímax da época e de Carlos Giménez e a edição está muito competente. A tradução é de Jana Bianchi. Mais um belo trabalho da editora que vem se firmando no mercado nacional com grandes obras.

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Nascido para Matar (1987): As cicatrizes profundas da Guerra

Stanley Kubrick tinha certas obsessões em sua curta, porém excepcional, filmografia. Em sua primeira empreitada no mundo cinematográfico, abordou questões envolvendo a militarização no filme Medo e Desejo (1953). Após alguns anos, fez um drama se utilizando da temática de guerra, Glória Feita de Sangue, em 1957. Pouco menos de dez anos depois, em 1964, Kubrick se dispôs a discutir e colocar o seu ponto de vista sobre a moralidade das potências bélicas acerca do conflito por zonas de influência ao redor do mundo, na sátira Dr. Fantástico.

Mesmo depois de três filmes abordando assuntos semelhantes, o diretor lançou mais duas obras que iriam retratar as suas antigas obsessões: Barry Lyndon, de 1975, e, se consagrando como o seu último filme de guerra, Nascido para Matar, uma carta de ódio aos responsáveis pela Guerra do Vietnã – o momento que intensificou a frágil relação entre Estados Unidos e União Soviética durante a conhecida Guerra Fria. Impondo um ritmo particular e construindo uma atmosfera ameaçadora, Kubrick entrega sua visão sobre ocorrido de maneira ácida, crítica e extremamente dolorosa.

A sequência inicial sugere o tom irônico e crítico que irá permear a obra; alguns planos focados nos personagens tendo seus cabelos raspados, concretizando a entrada no ambiente militar, enquanto, ao fundo, ouve-se Hello Vietnam (Johnny Wright), criando o contraste entre o tom sereno da música e a expressividade vazia dos atores. Logo depois, há uma das sequências mais memoráveis da história, onde o Sargento Hartman se encontra pela primeira vez com o pelotão. Tratando a cena a partir de um senso técnico apurado, Kubrick entende como aproveitar ao máximo o monólogo apavorante de Ronald Lee Ermey (repare os planos sequência que acompanham o ritmo do Sargento e o ambiente (as janelas e o verde claro), que refletem a frieza do momento), intérprete de Hartman e que foi Sargento na vida real, durante sua passagem no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. Por essa experiência, ficou fácil transmitir em suas falas e gestos toda a rigidez necessária, onde ações agressivas, psicologicamente e fisicamente falando, apelidos maldosos, e pressões constantes são elementos totalmente normalizados.

O pelotão é constituído por Leonard Lawrence, apelidado de Pyle, interpretado por Vincent D’Onofrio – que marcaria a carreira com este filme -, por J. T. Davis (Matthew Modine), o Joker e pelo Cowboy, de Arliss Howard; além de outros que servem como elenco de apoio. Pyle é o soldado que demonstra dificuldades mentais e físicas na conclusão de tarefas do treinamento. As dificuldades passadas por ele são exaltadas pelo comprometimento absurdo de D’Onofrio ao papel, ficando entre os melhores personagens da filmografia de Kubrick. A falta de determinação e os obstáculos vividos pelo soldado transformam o treinamento militar em um espetáculo conduzido por Hartman, ao passo em que ele constantemente zomba e abusa psicologicamente de Pyle. Contudo, os que acabam sofrendo as consequências pelos atos falhos de Pyle são os integrantes do próprio grupo.

Dessa maneira, Kubrick trata de observar a academia militar para a Guerra do Vietnã por uma perspectiva altamente combativa, ridicularizando – de maneira sutil – o preparo para o Vietnã. Contudo, não é porque o assunto é tratado com certa ironia, que o diretor esquece de discuti-lo com seriedade. O que vemos, primeiramente, como uma simples – se podemos chamá-la assim – pressão e rigidez militar, se transforma em uma conclusão verdadeiramente diabólica. A trama parece que se estenderá do começo ao fim do filme, porém, termina em apenas 45 minutos, na mais pura e brilhante “linguagem kubrickiana”. Quando Alfred Hitchcock fez Psicose (1960), e gravou a famosa cena da banheira – violentíssima para a época -, ele queria incutir uma certa angústia aos espectadores, que se sentiriam durante o resto do filme ameaçados com a promessa de uma cena ainda mais assustadora, mas que nunca iria se cumprir. O que Kubrick faz é justamente isso, criando uma sequência angustiante, e que fica conosco até os últimos minutos, embora nunca mencionada posteriormente.

Linguagem kubrickiana, isto é, a linguagem rebuscada e perceptível com certa regularidade nos filmes de Kubrick. Porém, após os primeiros quarenta e cinco minutos, Nascido para Matar vira um filme de guerra extremamente competente, mas não tão único como outras obras que só Kubrick faria, já que encontramos similaridades em relação a outros do gênero. O ambiente do campo da marinha dá lugar ao campo de guerra que se tornou o Vietnã, e Joker reaparece como jornalista militar. Embora não tenha detalhes minuciosos, há diversos toques provenientes da genialidade do diretor. Enquanto a tropa, constituída por Joker e Cowboy, integram missões potencialmente fatais, ocorre uma cobertura jornalística auxiliada por câmeras e microfones, na qual a metalinguagem trata de exemplificar como a guerra também era vista através da teatralidade propagandística. Onde os relatos dos soldados fizessem alusão a estrutura de um reality show.

Outra ferramenta para criticar o genocídio que a Guerra do Vietnã se tornou é o uso das personagens femininas. A primeira mulher que realmente tem certa importância narrativa é uma vietnamita que está sendo prostituída por vietnamitas locais em troca de armas e dinheiro. Contudo, o que se vê é o embate constrangedor entre soldados – às vezes até pelo tamanho do órgão – para ver quem seria o primeiro a ter chance com a moça, fundamentando a imbecilidade e a selvageria que o exército americano carregava. No terço final do filme, há a morte de uma jovem vietnamita que marca todos os soldados profundamente, e que Kubrick se utiliza dos mesmo planos inicias – da raspagem do cabelo – para julgar os responsáveis por aquele ato violento. De certa forma, Kubrick tenta iluminar a consciência dos protagonistas com um “tapa na cara” moral, esvaziando o imaginário perverso da guerra, e entregando a dura e crua realidade.

Podemos pensar em Pyle, nas vietnamitas, ou até no Sargento Hartman, e todos terão o mesmo destino sombrio e cruel. A intenção de Stanley Kubrick, portanto, é produzir um incômodo profundo na mente do espectador, deixando-o pensar em como a guerra pode trazer consequências duras e difíceis para aqueles que estão diretamente ou indiretamente ligados à ela. É ironizar – e até mesmo satirizar – passagens marcadas por ódio e violência, seja o ríspido Sargento como caricatura, ou os soldados durões que só conseguem se provar por meio do tamanho do membro. Nascido para Matar serve justamente para destruir essas concepções imaginárias sobre a postura e a moralidade do homem, evidenciando o que elas tentam esconder: a mediocridade humana.

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Gameplay Games

Necronator: Dead Wrong trás uma campanha completa e agradável

Necronator: Dead Wrong é desenvolvido pela empresa Toge Productions e distribuído pela Modern Wolf. O jogo une alguns conceitos estratégicos em tempo real, construção de  construção de decks de cartas e um tower attack, onde temos que avançar no mapa adversário, com um exército de mortos-vivos.

Em Necronator: Dead Wrong devemos guiar um exército crescente de condenados mortos-vivos em um ataque as propriedades humanas, saqueando aldeias e esmagando os líderes oponentes, para isso é preciso montar seu baralho pensando na melhor tática. A gameplay apresenta uma curva de aprendizagem bem básica, logo no início somos apresentados as mecânicas principais e a medida que vão se fazendo necessárias, novos mecanismos de jogabilidade são apresentados, para que suas forças sejam competentes o suficiente para sobrecarregar as defesas dos adversários humanos, derrubando todas as construções que encontram-se no caminho de suas hordas.

Durante as batalhas temos as waves de minions que são direcionadas para avançar no campo e tentar conquistar os portal adversário, mas só isto não é o suficiente, é necessário unir seu poder de ataque com as cartas presentes em seu baralho, que são liberadas na medida em que são atingidos seus pontos, que funcionam como mana. Mesmo que as batalhas funcionem de forma tranquila e não complexa, ainda é exigido um grau de atenção, para lançar as tropas corretamente, abrir o caminho certo, no momento certo e gastando recursos de maneira inteligente.

Necronator: Dead Wrong apresenta um humor descontraído, tanto por conta de das histórias e diálogos, quanto por parte das animações. E tudo isso é possível entender graças à localização feita inteiramente pela Agência Masamune.

A beleza das cores presentes no jogo são um ponto alto, mesmo jogando por algumas horas o visual não cansa, e ajuda na imersão dentro do universo proposto. Para servir de auxílio, a trilha sonora é de grande valia. Mesmo que seja visível um pequeno downgrade de qualidade gráfica e sonora durante as batalhas, não diminui em nada a solidez do jogo.

CONCLUSÃO:

Para aqueles que curtem jogos no estilo tower defense, com alguma pitada de deck builders, com certeza Necronator: Dead Wrong será uma ótima diversão. E até mesmo para nunca teve a oportunidade de jogar algo nesse estilo, este jogo é uma porta de entrada para iniciar neste mundo. 

É sem dúvida um excelente passatempo, uma diversão para qualquer momento do dia.

PONTOS POSITIVOS:

  • Gráficos elegantes.
  • Jogabilidade prazerosa.
  • Áudio imersivo.

PONTOS NEGATIVOS:

  • Campanha curta.
  • Jogo pouco desenvolvido.

Necronator: Dead Wrong foi lançado oficialmente no dia 30 de junho para PC. Agradecimentos à Modern Wolf e a Agência Masamune pelo envio do código.

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Games

Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 contará com música da banda Charlie Brown Jr.

A banda Charlie Brown Jr., terá sua canção “Confisco” do álbum Preço Curto… Prazo Longo, lançado originalmente em 1999, presente no jogo Tony Hawk’s Pro Skater 1+2. A informação foi revelada durante a transmissão do concerto virtual da Noisey , além daCharlie Brown Jr outras bandas foram anunciadas como participantes da trilha sonora do jogo.

Os fãs banda, e também fãs do game, fizeram diversos pedidos e petições para a inclusão de homenagem a banda Charlie Brown Jr. em algum jogo da franquia, por conta de Chorão, fã declarado de skates.

Aqui você pode ouvir e acompanhar a música que estará presente em Tony Hawk’s Pro Skater 1+2.

Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 chega em 4 de setembro PlayStation 4Xbox One e PC.

Uma demo será liberada no dia 14 de agosto para quem fizer a compra antecipada do jogo. Nela estará presente a fase Warehouse.

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Quadrinhos Torre Entrevista

Torre Entrevista: Conversamos com Bruno Sorc sobre a Graphic Novel Mojica Móveis

Já está no ar a campanha de financiamento coletivo para o quadrinho Mojica Móveis. A história acompanha o protagonista Amácio, um quarentão que acaba de sair da casa da mãe e procura uma loja de usados para mobiliar o novo lar. Porém, ao entrar na Mojica Móveis e conhecer o seu proprietário que vende os segredos mórbidos de seus produtos, Amácio ouve histórias escrotas e extremamente reais, entendendo um pouco sobre o perigo da influência.

O roteiro é de Bruno Sorc, um escritor de longa data com diversos livros publicados, fazendo sua estreia nos quadrinhos, o autor reuniu um time peso pesado de desenhistas, como Bruno Lima, The Immigrant, Alex Genaro, Letícia Pusti, Oscar Suyama, Rapha Pinheiro, Rick Troula e Laudo Ferreira. A capa é de Dudu Torres, cores de Cássia Alves e o prefácio de Alexandre Callari (editor do Pipoca & Nanquim).

Trocamos uma ideia com o Bruno sobre Mojica Móveis, a campanha no Catarse, seu trabalho, como a música influenciou a sua escrita, como foi reunir esse time para desenhar a HQ e futuro.

1 – Quem é o Bruno Sorc? De onde ele vem, o que ele lê, o que ele leu, quais são as suas maiores inspirações…

Bruno Sorc: Eu sempre gosto de falar que “sou um escroto, mas não sou um saco” – bela forma de começar, não é mesmo? – Sorc aqui é um cara legal, mesmo sendo esse escroto assumido, têm lá o seu carisma magnético. As pessoas costumam me amar ou me odiar muito rápido, o que me leva a crer que eu seja intenso. Romântico, um cara apaixonado, e são essas paixões que me inflam de coragem, de ambições. Tenho um coração enorme, quem conhece sabe.

Sou paulistano, de família humilde e batalhadora. Não sou o tipo de cara que teve a faculdade paga pelos pais – nada contra, é só um relato – e nunca tive carro. Mas sou rato de metro e estou satisfeito com isso. Já trabalhei em fábrica de cigarros, segurança de festa, em transportadora e fui livreiro, mas graças a Deus me formei em marketing e trabalho alguns anos com o que amo. Escrita.
Eu leio, assisto e ouço de tudo. Acho que gosto de aprender o tempo todo, e tudo tem algo a nos ensinar, saca? Acho super válido ter outras óticas, perspectivas de outras culturas e pensamentos. Leio daquela Turma da Mônica de formatinho a Friedrich Nietzsche. Ouço do rapper Gerardo ao Mayhem.

Porém a pergunta me força a responder quem são os meus queridinhos, não é? Mas não vou ficar na nona arte, porque minhas inspirações vêm de todo lado, suave? Acredito que minha patotinha fica assim: Dona Magda, minha mãe e a minha noiva Steh abrem a lista com os dois pés na porta. Aí temos Chuck Palahniuk, Seth Rogen, Garth Ennis, Rob Zombie, Lars Von Trier, Charles Bukowski, Quentin Tarantino – não tem como ignorar esse cara – Irvine Welsh, Alan Moore e Steel Panther – sim, você não leu errado, eu coloquei o gênio dos roteiros ao lado de uma banda glam satírica. Não me leve a mal.


2 – Onde surgiu o estalo, a ideia para o Mojica Móveis?

Bruno: Confesso que esta é uma pergunta que gosto tanto que cheguei a colocar nos extras da HQ. Eu botei na cabeça que era hora de realizar um sonho de criança e roteirizar um quadrinho, mas não tinha nada rabiscado para isso (risos). Então veio exatamente esse estalo quando minha mãe pela décima vez, começou a contar para minha noiva a vez que se mudou com o meu pai, ainda muito novos e mobiliaram a casa com móveis usados. Até aí ok, mas ela sempre relata a porra de uma geladeira azul no qual não gelava. E por que não gelava? Ela e meu pai descobriram que tinha um TIRO em seu interior.

Aí ela sempre se pergunta ”o que será que aconteceu ali”, eu acabei rabisquei a minha versão e até brincando um pouco com a fina e interessante linha entre justiça e vingança. Assim que terminei pensei “os móveis presenciam tudo, sempre estão por perto… uou”. E comecei rabiscar outros dois roteiros, sempre batendo em algo, sempre com uma crítica social pesada. E quando vi que poderia falar da temática que mais têm me amedrontado nos últimos anos, que é o “perigo da influência”, não deu outra, falei ”vou amarrar tudo isso aqui”. Beijos mãe, essa porra é da senhora também!

3 – O Mojica Móveis é praticamente uma coletânea dentro de um contexto. Temos um direcionamento, um norte, mas as histórias são dos mais variados estilos. Por que fazer essa “salada visual”?

Bruno: Então cara, acho que isso casou bem por três motivos:

1º – Que até ter o plot sobre o ”perigo da influência”, eu de fato não comecei a escrever os outros contos e muito menos amarrar tudo, porém, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi ”eu poderia colocar vários traços nesse quadrinho”. Então foi um desejo que surgiu.

2º – Quando eu estava orçando preço de página e entrando em contato com os profissionais, vi que a parada é cara. E diferente de muita coletânea no qual você é convidado a participar, mas não recebe por isso, eu fiz questão de pagar cada um dos artistas. Demorou pra cacete, mas fui pagando aos poucos e me orgulho muito disso. A questão nesse segundo ponto é, eu não sou famoso, e queria fazer barulho na primeira obra. Então arrumei um jeito de pôr uma porrada de nomes famosos na capa.

3º – Uma vez ouvi dizer que as cores são a “trilha sonora dos quadrinhos” e como já queria muito fazer paletas – no plural – diferentes, também casou. Esse formato então não só permitiu isso, como municiou eu e minha colorista para tentar algo ainda mais profundo, a dubiedade das histórias.

E isso é um tesão. Ficou foda!

4 – Você é “criado e forjado” no underground musical. Você vivenciou in loco nas cena do hardcore brasileiro. O hardcore vai de músicas de protesto passando por músicas de relacionamento e tal. Como essa fonte ajuda na sua escrita?

Bruno: Isso mesmo, vivenciei bem a cena. Principalmente ao lado dos caras do Dance of Days. Comecei com zines e graças a uma professora de português que me instigou bastante a participar de saraus, escrevi poemas. E pra você ter ideia, meu segundo livro eu compilei poemas e o intitulei de “Doce Desespero”, porque na real é isso. A cena me moldou. Porra sou straight edge até hoje. Carrego esse eco em meus gostos e atitudes. Sou essa mescla mesmo, protesto e paixão, e o leitor pode sempre esperar isso das minhas obras. Roteiros escritos com muito amor e que vão dar porrada em muita coisa que entendo como errada.

5 – Como rolou a escolha dos artistas que participam da obra Mojica Móveis? Já estava pré-determinado ou tu foi conhecendo e escolhendo?

Bruno: Ah, na real eu fiz uma lista com uns 30 caras, até porque não sabia ainda preços, aí tem que bater o roteiro com os caras para ver se rola interesse e se encaixa em suas agendas. Nada é fácil, ainda mais se ninguém nunca ouviu falar sobre você. Eu conhecia o trabalho dos 30, era amigo de uns 10 e 10 era aquele lance de admiração mesmo, por tudo que já se envolveram.

Mas engraçado essa pergunta, porque assim, no Mojica Móveis somos em 12, tirando eu, esses 11 que entraram pro projeto, só 10 vem da lista de 30. Porque um irmão meu, o Caio César, havia acabado de começar um projeto autoral e falou que não rolaria participar, mas me indicou o professor dele, o Rick Troula que topou na hora quando leu o roteiro. Eu e o Rick se tornamos MUITO brothers, o cara é sensacional. Talentoso e super profissional.

6 – É a sua estreia nos quadrinhos, acredito que role um friozinho na barriga, apesar de você já ser um escritor de longa data. Eu li o Mojica Móveis e achei muito bom. Aconteceu uma reciclagem no seu estilo? Tipo, “agora preciso aprender a escrever quadrinhos” Você usou coisas, técnicas inéditas para você ainda?

Bruno: Primeiramente, muito obrigado por topar ler e agradeço também o elogio. Acredito que realmente gostou, se nem tivesse curtido, eu não teria nem sido convidado para estar aqui (risos). Mas retomando a pergunta, eu acho que tento me reciclar o tempo todo. Eu lancei minha primeira obra – em formato de livro – em 2011, de lá pra cá foram 10 livros, 275 poemas, sei lá quantos roteiros para audiovisual e muitos, mas muitos artigos e entrevistas. Eu não paro de escrever graças a Deus! Então eu acho que a reciclagem é parte dessa evolução. Pretendo me reciclar muito ainda, tecnicamente e narrativamente. Testar coisas novas, mas sem deixar de ter a minha assinatura escrota e visceral (risos). Nunca perder a mensagem!

7 – Um pouco sobre você. Sobre desafios. Qual o assunto ou tema que você ainda não escreveu, tem alguma ideia que ainda irá para o papel?

Bruno: Cara, vamos tentar recordar aqui um pouco do que já escrevi: zines com mensagens de protesto e poesia, na literatura comecei com dark fantasy, fui para thrillers policiais, drama e terror. No terror já fiz sobre possessão, gore e tenho até mesmo o meu próprio slasher. Na publicidade e no marketing já escrevi jingles, slogans, e-mails marketing, copys de inbound, artigos com SEO on-page, spots de rádio, materiais ricos como e-books, infográficos e os mais variados roteiros, comerciais, manifestos, curtas e longas. Fora entrevistas no cenário fílmico nacional, artigos e pautas, principalmente para podcasts.

Acho que está faltando roteiro de média metragem, piloto de série, teatro… (risos)! Mas na real, falta escrever muita coisa. Não tenho um full romance ou uma comédia – por mais que sempre trago pitadas ácidas para minhas obras – por exemplo. Mas quem sabe um texto infantil?! Seria um puta desafio gostoso!

8 – Na mesma vibe da pergunta anterior, o que você já escreveu e que até hoje você pensa: “caçarolas, isso poderia ter ficado assim ou assado, poderia ter ficado melhor”?

Bruno: TUDO! Mas eu acredito que um bom escritor deve respeitar o seu tempo. E quando digo tempo, é referente ao o que você sentia na época e a técnica que você usava. Deve ter um respeito por quem você já foi. E tempo também no sentido que você não pode e nem deve ficar masturbando uma obra sem fim. Uma hora ela tem que ir pro mundo. Se você ficar lapidando, lapidando e lapidando, a parada nunca nasce e se esfarela. Somos seres que procuram a perfeição sempre, só que a perfeição basicamente não existe, porque ela é extremamente subjetiva. Então ver algo e querer mudar é normal, só não acho que deve de fato mudar, porque depois de um tempo que você voltar a ler, vai querer mudar de novo. E de novo e por aí vai. Deixa o que já foi escrito, escrito.

9 – O Mojica Móveis tem uma série de nomes talentosos e famosos. Qual foi aquele artista que você não acreditou quando aceitou?

Bruno: Laudo Ferreira. Fácil. Próxima (risos)! Eu lembro que fiz uma lista com esses 30 artistas, no topo da lista vinha o Laudo. Quando entrei em contato com ele, não senti muita firmeza em nossa primeira troca de e-mails, e para minha expectativa estava tudo bem. Eu fui na cara e na coragem, mas com aquela sensação de ”é uma tentativa”, era muito provável de não rolar. Depois que ele leu a obra e elogiou meu roteiro – o que na real me deixou animado pra caralho – fechamos valores e agenda. Mas até de fato ele me mandar a primeira página eu não estava acreditando muito. Porra, é o Laudo!

Ficamos amigos. Trocamos muitos áudios via WhatsApp e aprendo muito com ele até hoje. O cara é um gigante, e falo isso pra ele. Aliás, o chamo de Mestre, né, porque o cara não só tem um conhecimento, uma experiência cavalar e um talento ímpar, como ele compartilha! Isso é para poucos, ter essa maturidade e confiança é para poucos, cara!

Mas se me permite colocar mais um nome dentro dessa resposta, seria o Alexandre Callari. Esse cara me apoiou a dar o pontapé inicial nos meus sonhos de ser escritor, lá em 2011. Um cara que me adicionou no finado Orkut e me ajudou no processo da minha primeira obra em 2012. Tudo isso após nos conhecer em um Zombie Walk. Hoje ele é titânico e não é à toa. Muito disso se deve ao homem que ele é e o coração que possui. Incrível. E porra, quando mandei a obra para ele ler e fiz o convite, ver que ele não só topou, como também elogiou o roteiro, foi uma verdadeira conquista. Então sempre vou chamar o Laudo de “Mestre” e o Alê de “Padrinho”. Tô bem na fita.

10 – Muitas histórias são baseadas em algum acontecimento real. Qual a história que você fez que te fez pensar: “Essa é a minha preferida”.

Bruno: Ah, não saberia responder… não sou de ficar em cima do muro, mas que pergunta filha da puta, cara… eu acho que preferida de quem já leu, está bem dividido, viu? Repercutiu bastante o peso dos contos do colchão, xícara e fogão. O do aquário é o que mais destoa do quadrinho, porque é um sonho meu fazer cenas de ação, e o pessoal também curtiu. E bom, até por isso trouxe o conto da cama de um dos meus antigos livros, porque amo ele e queria ver a parada mais visual.
Tem o final da história principal que puta que me pariu de lado, sem humildade nenhuma, é sensacional. Mas eu acho que tenho um carinho enorme pelo conto da guitarra que é bem autobiográfico e claro, da geladeira que citei anteriormente, uma vez que ele foi o pontapé inicial para o quadrinho nascer.

11 – Existe alguma ideia ainda sendo fermentada para uma expansão do Mojica Móveis? Tipo, por exemplo, um Mojica Autos (sim sério! imagina quantas histórias os carros podem contar)?

Bruno: (RISOS) olha, estou rindo, mas achei foda!! Então, na verdade essa pergunta levanta 2 pontos:

O primeiro é que a loja de móveis usados não é só uma desculpa, faz parte da narrativa. Não deixamos de ser seres ”móveis” e ”usados”, saca? Fora que dentro dessas lojas normalmente é uma bagunça – como relatado na belíssima capa do Dudu – assim como dentro das nossas cabeça. E temos o ”vendedor”, o cara que nos ”influência”. Então é muito mais casado com o plot do que em um primeiro momento.

Segundo que sinceramente quero ter o Mojica Móveis como obra única. Como cartão de apresentação. Daqui quero projetar outras paradas. Porém, formato do Mojica Móveis é tão bem arquitetado – que até foi elogiado pelo Callari – que posso voltar a visitar a loja, com outros clientes, outros móveis, uma vez que são peças únicas e consequentemente terem outras histórias. Posso até mesmo fazer cada conto com outros artistas. Quem sabe um dia eu não volte para dar uma passadinha por lá. Mas uma coisa eu digo, só volto para um segundo volume se de fato, eu tiver uma boa história pra contar como dessa vez.

12 – Eu sempre penso que todo tipo de mídia, seja cinema, música, literatura e óbvio os quadrinhos, têm uma missão de dar algo para acrescentar. Algo para somar, inspirar etc e tal. O que você acha que o Mojica Móveis vai agregar para o leitor?

Bruno: Eu consegui abordar tudo que queria, mesmo se tratando de um quadrinho de gênero.  Acredito que quem ler vai rir, se emocionar, mas principalmente se chocar. Mas não é choque pelo choque, a cada cena de desconforto visceral, tem o seu contexto. Criei o quadrinho para abordar o “perigo da influência”. Espero de coração que as pessoas parem de cair em fake news, comer qualquer merda que os políticos falam, comprar tudo que os influencers usam, pararem de papagaiar o que lê na internet e comecem a pesquisar mais, estudar as coisas, não só para falarem com mais propriedade e segurança, mas de fato forjar um pensamento, uma opinião. Ter o seus próprios raciocínios, gostos e atitudes.

13 – Agora vem a correria da campanha no Catarse; Mas você é um cara do futuro. Seu pensamento está sempre lá na frente. Mas já existe algum plano para o futuro? Uma nova história?

Bruno: Penso. Se Deus quiser – e ele há de querer, porque nós dois somos fechadão – eu vou lançar um quadrinho por ano. NÃO com essa loucura de administrar e liderar um time, mas escolher 1 ou 2 artistas e ir pra cima. Tenho dois argumentos prontos, tô esperando encerrar a campanha no Catarse e mandar o Mojica Móveis para gráfica, que aí sim, vou me sentir a vontade de sentar o rabo, escolher um dos dois e começar o roteiro. Já tenho interessados em rabiscar esse novo quadrinho. E dessa vez será um só de uma capa a outra. Só posso dizer que vai ser mais um trabalho nosso, uma vez que essa pessoa já participa do Mojica Móveis. Vamos ver no que dá. Não sei se vou levar mais para o suspense, mas com certeza será um drama. Aguardem.

Para saber mais sobre a campanha de Mojica Móveis, valores e claro como apoiar, clique AQUI.

 

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Primeiras Impressões | The Misfit of Demon King Academy

Sejamos sinceros: você, eu, e todos os envolvidos nisso aqui sabemos exatamente com o que estamos lidando, e decidimos lidar com isso de qualquer maneira. Nós olhamos para a mais patética combinação de nome, título e sinopse, e imediatamente pensamos o quão idiota e ridículo seria esse show inteiro.
E justamente por isso que nós decidimos assisti-lo.

Detesto todas as generalizações e já disse um milhão de vezes que odeio exageros. Deveria ser claro para todos que a minha pessoa é a maior defensora de nunca julgar um livro pela capa e que devemos dar uma chance para tudo, pois sempre existe a possibilidade dela te surpreender.

…Mas esse não é o caso. “The Misfit of Demon King Academy” é exatamente tudo que você poderia ter imaginado, sem tirar nem pôr. Porém, estou aqui para fazer um comício sobre como isso não é algo ruim, muito pelo contrário!

Em tempos de incerteza, há um conforto calmante em saber exatamente o que esperar de algo. O Rei Demônio foi renascido e vai utilizar seus poderes ordens de grandeza maiores do que do resto da população para torcer a realidade à sua vontade? Claro que vai. O que mais ele faria? Quando você liga a TV ou acessa sua rede social e tudo que existe é o caos… Ter a possibilidade de simplesmente desligar o cérebro e aproveitar uma porradinha sincera e singela é uma bênção.

Quem não tem avó sentada no sofá, malha com castelo.

Confesso que por mais batido que seja o tema, e mesmo sabendo exatamente o que ia acontecer em cada situação, o show ainda conseguiu me pegar desprevenido algumas vezes, com um humor sucinto e eficaz. É surpreendente ver que souberam diferenciar momentos sérios de momentos cômicos, fazendo cada um deles mais impactante.

Claro que nem tudo são rosas no jardim do Rei Demônio, e precisamos comentar sobre o elefante na sala: Pelo amor de Deus que animê corrido jesus amado do céu. Tudo acontece numa velocidade frenética, não te dando tempo nem para respirar ou digerir qualquer informação que lhe foi dada. Eu tenho a impressão de que passamos por dez volumes de Light Novel em apenas dois episódios. O que é impossível, pois a novel original só tem cinco volumes publicados.

Isso é uma pena, pois parece que a história tem um aprofundamento interessante e um mundo com detalhes bacanas que poderiam ser explorados… Mas que passam quase desapercebidos por terem tão pouco tempo e muita informação pra passar de uma vez só. Qual a lógica por trás dos nomes dos feitiços? Alguém explicou o conceito de realeza que foi trazido umas cinco vezes no episódio? O que aconteceu para a história do Rei Demônio ser tão distorcida? O que diabos aqueles olhos mágicos deveriam fazer? Etc, etc, etc.

Chorando pois passaram voando pela sua introdução e nem deram tempo de te deixar fazer um monólogo de 17 páginas.

Na parte técnica, a animação do estúdio Silver Link. nos entregou cenas de ação mais bonitas do que um show como esse tinha qualquer direito de ter, e um design de personagens que faz cada pessoa ser distintamente ela mesma, sem parecer muito “animêsco”. A dublagem surpreende, ao trazer um protagonista experiente (Suzuki Tatsuhisa) para atuar com duas novatas na área (Natsuyoshi Yuuko e Kusunoki Tomori), trazendo confiança e renovação num só pacote.

Na prática, percebemos que “The Misfit of the Demon King Academy” não passa de mais um harém escolar mágico genérico que amamos, e serve como um lembrete de que um show não precisa ser bom para ser divertido. Definitivamente vale a pena conferir os dois primeiros episódios, se você souber o que está fazendo e já tiver experiência em atravessar mares conturbados. Para a estreia, eu daria uma nota 6/10, mas que no meu coração vale muito mais.

O animê pode ser assistido legalmente, com legendas em português e vídeos em alta resolução, na plataforma de streaming Crunchyroll, com novos episódios todos os sábados.

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Quadrinhos

DC Comics anuncia minissérie em quadrinhos do Rorschach escrita por Tom King

A DC Comics anunciou a minissérie Rorschach que terá roteiro de Tom King e artes de Jorge Fornés. A dupla promete uma nova visão de um dos personagens mais popular e controversos de Watchmen. E King já adianta: Rorschach pode ter falado a verdade, mas ele não era um herói.

“Assim como a série da HBO e o Watchmen original de 86, esse é um trabalho político,” disse Tom King. “É um trabalho furioso. Pois estamos furiosos o tempo todo. E temos que fazer algo com essa fúria. A mini se chama Rorscharch não por causa do personagem em si, mas porque o que você vê nesse tipo de personagem diz mais sobre você do que sobre eles.”

 

A trama vai se ambientar 35 anos após que descobriram que Ozymandias foi o responsável por jogar uma lula monstruosa na cidade de Nova York, matando milhares e acabando com a confiança do público em heróis de uma vez por todas. Os Minutemen se foram, apenas a memória deles permanece viva. Especialmente sobre Rorschach, que se tornou um ícone cultural desde que o Dr. Manhattan o transformou em pó. Em meio a tudo isso, um detetive investiga uma tentativa de assassinato à um candidato a presidente dos EUA. O mascarado se torna o principal suspeito.

Rorscharch #1 começa a ser publicado em 13 de outubro de 2020 pelo selo Black Label e terá 12 edições.

 

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Games

Safe Room #07 – Parabéns Gaules, e mais notícias da semana!

Sejam bem-vindos ao Safe Room, podcast de games da Torre de Vigilância. Neste episódio de número #07, nos vigilantes, Pedro Ladino, e Luan Oliveira (Guilherme Keys não foi posto na geladeira, apenas não pode participar XD) vamos comentar sobre as notícias da semana, desde o evento da Ubisoft marcado para o dia 12 de julho, até a ótima notícia que Gaules é o 2º maior streamer, em visualização, no primeiro semestre de 2020.

Notícias comentadas neste Safe Room:

Skin do Capitão América no Fortnite.

Hoziron Zero Dawn chega aos PCs em 07 de agosto.

Preço de Horizon Zero Dawn dobra da noite para o dia.

Preços de jogos no PS5 e Series X vão ser reajustados, ou seja, aumentados.

UbiForward marcado para 12 de julho.

Giancarlo Esposito em Far Cry 6?

EVO 2020 é cancelada.

Gaules é o segundo maior streamer em visualizações.

Review de West of Dead .

 

Gostou do nosso podcast? Não deixe de trazer seu feedback para nós sobre o Safe Room! Deixe seu recado, opinião e crítica nos comentários e em nosso email, escreva para: games@torredevigilancia.com

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Vitrola

You’ll remember me somehow | 12 anos sem o Rei do Pop, mas seu legado permanece vivo

Ícone. Mito. Rei do Pop. Lenda. Visionário. Humanitário. Influenciador.

São tantas alcunhas para serem pronunciadas quando o assunto é Michael Joseph Jackson. A mente se transborda e faz uma longa viagem no tempo. Viagem esta que teve início em 1964 com a formação do Jackson Five junto com seus irmãos Jackie, Tito, Jermaine, Marlon e Randy. De forma imediata, conseguiram entrar no topo das paradas norte-americanas com os singles I Want You Back, ABC, The Love You Save e I’ll Be There. O talento precoce combinado com performances foram o tempero para a fórmula de sucesso.

Foram 18 álbuns e 3 gravadoras na carreira dos Five. Sendo a Motown como a mais notória e catalisadora do enorme sucesso que fizeram. E contou com a ajuda de Diana Ross em apresentá-los ao público. Vale a pena relembrar também de outros sucessos como Lookin’ Through the Windows, Who’s Loving You e Dancing Machine. Já na Epic, veio Show You The Way To Go, Blame It on the Boogie, Shake Your Body (Down to the Ground) e Can You Feel It. Canções variadas entre baladinhas e dançantes foram os diferenciais para conquistar uma legião de fãs, comprovando a boa versatilidade dos irmãos.

Michael Jackson, ainda na infância, deu início em sua carreira solo na Motown e rendeu Got to Be There, Ben, Music & Me e Forever, Michael como álbuns.

https://www.youtube.com/watch?v=AtQJXLua85o

A trajetória solo em sua fase adulta teve início com o álbum Off the Wall com a produção de seu grande amigo, Quincy Jones. Tendo singles como Don’t Stop ‘Till You Get Enough, Rock With You e She’s Out Of My Life, ganhou toda a atenção da mídia e crítica pela composição de estilos como baladas de funk, soul, jazz e pop. Os temas infantis não faziam mais parte de suas composições. Michael estava amadurecendo e suas músicas deveriam seguir o mesmo caminho. E assim, foi dada a largada para aquilo que não mudaria apenas a visão musical da época, como também os conceitos de moda e dança. Vocês sabem de qual álbum estou falando.

O ano era 1982. O mundo continuava a sentir o sucesso da disco music e começava a viver a então fase pós-disco. O dia era 30 de novembro. Minha geração nem ousava ser um projeto de vida, então tudo que sabemos do frenesi envolvendo o lançamento de Thriller ouvimos de nossos avós, pais e tios. Lembro-me de minha tia falando como eu fiquei assustado quando assisti o clipe pela primeira vez. 14 minutos. Esse foi o tempo suficiente para transformar incrivelmente a carreira do cantor. O que era ótimo, ficou melhor ainda. O lado perfeccionista dele era notório. Não queria ser apenas um, e sim vários. Tudo era único e de encher os olhos. Cantava, dançava, era vocal e backing vocal.

O álbum garantiu a categoria de álbum mais vendido da história e venceu um recorde no Grammy Awards (foram oito no total). Era o álbum do ano. O maior e melhor da história, dizem as boas línguas. Os sete singles carimbaram entre as 10 melhores posições nos EUA. A luta contra a discriminação racial na indústria musical também marcou o álbum e a conquista veio com Michael sendo o primeiro artista negro no ar pela MTV, garantindo um grande destaque para a emissora na época.

Quando aproveitaram o aniversário de 25 anos da Motown para divulgar este icônico álbum, ninguém sabia que naquela noite especial, MJ alcançaria as estrelas. Foi com a maravilhosa Billie Jean que ele imortalizou o passo do dançarino Bill Bailey chamado Moonwalk. E assim, ele foi consagrado como o Rei do Pop.

Durante sua carreira, seus clipes sempre contavam com participações especiais como o ex-Beatle Paul McCartney, Slash, Eddie Murphy, Eddie Van Halen e etc. Tendo Liberian Girl com o recorde destas participações. O grande esforço veio com We Are The World reunindo nomes como Lionel Richie, Stevie Wonder, Ray Charles, Cyndi Lauper, Diana Ross e mais celebridades. O objetivo era arrecadar fundos para combater a mortalidade causada pela fome na África. A campanha era USA for Africa.

O lado humanitário dele veio à tona em outras músicas como Man in the Mirror, Heal the World, Gone Too Soon e Earth Song com reflexões sobre o meio ambiente e questões humanas.

Os álbuns seguintes continuaram lançando várias músicas de sucesso como, por exemplo, Bad e Smooth Criminal (Bad), Remember the Time, Black or White e In the Closet (Dangerous), Blood on the Dance Floor (HIStory) e You Rock My World (Invincible).

 

Como todo astro com enorme visibilidade mundial, MJ se viu em meio de grandes polêmicas e rotina excêntrica. Traumas de infância, vitiligo e seu complexo de Peter Pan eram as principais pautas discutidas na mídia com o próprio dando detalhes de sua vida. A vida pessoal sendo mostrada de forma constante trouxe desgaste na carreira do Rei do Pop.

This is It seria a empreitada ousada com a apresentação de 50 concertos que começaria no dia 13 de julho de 2009. Infelizmente, o projeto não foi além dos ensaios. Em 25 de junho daquele mesmo ano, Michael Joseph Jackson estava dando adeus ao mundo por conta de uma parada cardíaca.

Justin Timberlake, Britney Spears, Beyoncé, Usher, Justin Bieber, Chris Brown, Bruno Mars e Madonna sentiram o impacto que Michael causou, usando-o como referência e incentivo em suas carreiras. Thriller continua sendo tratado com tamanho impacto cultural, histórico, musical, visual e comercial. Suas músicas e clipes marcantes continuam sendo cultuados pelo mundo todo. Isso é o legado. Michael Jackson se foi há 12 anos e estaria fazendo 63 anos hoje (29), mas o seu legado continua forte na sociedade. Continua vivo.