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O jogo dos Vingadores e a força do cooperativo online

Desde o seu anúncio, Marvel’s Avengers gerou polêmica assim que saíram seus primeiros detalhes, mas sempre costumo dizer que não podemos julgar um jogo antes de joga-lo, e mais uma vez, acredito que acertei ao dizer isso e vocês vão entender o por que lendo o texto seguinte, então… Avante Vigilantes!!!

Podemos dizer que a personagem principal da campanha do game é a Kamala Khan, a Miss Marvel, uma inumana nos apresentada nos quadrinhos já há algum tempo e que se tornou bastante popular por nos fazer lembrar, com suas histórias, fases que sempre geram uma saudade na gente como o início do Homem-Aranha por exemplo, em que ele enfrenta seus conflitos adolescentes intercalados com suas responsabilidades de herói, mas claro que com assuntos e características mostradas na atualidade, fica uma dica aí pra quem ainda não leu os quadrinhos dela.

A história do jogo, que gira em torno da personagem, é muito bem desenvolvida e conta um drama onde os vingadores assumem a culpa por um acidente que ocorreu. Nesse acidente foi liberada a Terrigênese (elemento presente nos quadrinhos) que transforma as pessoas em Inumanas, e ao assumirem a responsabilidade por isso, os Vingadores acabam sendo desmantelados, consequentemente o mundo fica sob controle da IMA, sim eu disse IMA mas no jogo não ocorre essa tradução da sigla dentro da dublagem e todos falam AIM, como na versão original, o que nos leva ao próximo ponto que é a dublagem do jogo.

A dublagem do jogo é ótima, em todos os quesitos, mas tem uma característica, que é importante citar aqui que isso não é culpa da desenvolvedora, que me deixou um pouco incomodado. Essa característica é a falta de tradução do nome das equipes, empresas ou personagens que acabam ficando em inglês mesmo. Sim, sabemos que nomes próprios não têm tradução e isso pode gerar uma discussão um pouco polêmica e bem aprofundada, mas confesso que não consigo me acostumar a ouvir os personagens falando “Os Avengers”, “O Captain America”, “a Black Widow”, “o Taskmaster”, ou ” o Abomination” e isso no decorrer do jogo foi me incomodando, acho muito estranho essa mistura de português com inglês, mas vida que segue. E isso é algo que ocorreu no jogo do Homem-Aranha de PlayStation 4. Parece ser algo que a própria Marvel tem obrigado os desenvolvedores a fazer.

Não vamos falar muito da história para não estragarmos algumas surpresas e irmos agora para a jogabilidade, item que me surpreendeu bastante, positivamente em alguns pontos e negativamente em outros.

Começando pelo combate, esse para mim não deixou a desejar em momento algum, na verdade muito pelo contrário. Ele nos trouxe uma personalização dentro do game muito legal. Encontramos características da série Arkham quando nos deparamos com àqueles alertas que deixam à mostra alguns ataques inimigos, sendo o azul e o amarelo para ataques que conseguimos contra-atacar e vermelho para ataques que não possuem defesa.

Apesar dessa semelhança com a série Arkham o combate dos dois jogos são muito diferentes, e por aqui, esse nos exige usar muito a esquiva como num souslike, mas desviar dos golpes nesse caso não é somente apertar um botão como vemos em outros jogos. É necessário ir para o lado oposto do golpe, ou dos tiros que virem dos inimigos.

A parte em que disse no início sobre a personalização do combate entra agora. Cada personagem possui características diferentes, ou seja, quando você for jogar com o Capitão América, será algo bem diferente do que se jogar com o Hulk, e assim entre todos. Lembrando que essa diferença de personagens não chega a ser tão complexa como jogar um For Honor, da Ubisoft, com personagens diferentes (quem já jogou, entenderá a diferença), mas ainda sim se você jogar por muito tempo com um personagem, e mudar, ficará um pouco perdido.

Uma dessas diferenças são as árvores de habilidades que cada um possui, trazendo uma atmosfera bastante de RPG, que são separadas em 3 tipos diferentes chamadas “Primárias, Especialidade e Maestria”, dentro dessa árvore de Skills conseguimos novos golpes, aumentos de dano, aumento de tempo de duração, entre outras coisas, na aba “Especialidade” do homem de ferro, por exemplo, está a capacidade de se transformar na sua armadura HulkBuster, e conseguimos mais habilidades e golpes dessa Skill dentro dessa aba.

Ah, já ia esquecendo, o jogo vai variar até mesmo se você jogar com um só personagem. Jogando com o Homem de Ferro mesmo, já que falamos dele acima, você consegue alternar o seu ataque à distancia escolhendo entre o uso de Lasers, Rajadas ou Foguetes para derrotar seus inimigos.

É interessante também dentro dessas diferenças citar mais detalhes do combate para entendermos e para isso vou usar exemplos com botões (lembrando que jogamos em um PS4) e personagens. Usando o Hulk e a Kamala, por exemplo, conseguimos, segurando o botão R2, aumentar o dano do nosso ataque (claro que cada um tem uma vantagem além do dano ao fazer isso), mas toda vez que fazemos isso gastamos a nossa barra de Carga Heróica que é recuperada à medida que derrotamos inimigos. Porém já o Homem de Ferro utiliza a barra para realizar ataques à distancia, seja pelo botão “triangulo” fazendo sequências ou mirando e atirando com os gatilhos do controle.

Segurar alguns golpes também aumentam sua intensidade, como os tiros de longa distância e golpes pesados.

Equipamentos também existem no jogo, mas não alteram os heróis cosmeticamente (fiquei chateado com isso, mas tem gente que prefere assim). Eles são importantíssimos para aumentar os atributos de cada herói e conseguem ser melhorados com drops encontrados nas fases, também são quem definirão o nível de poder do personagem, que seria a soma do level dele com a força do equipamento.

Mesmo os equipamentos não alterando os heróis cosmeticamente, temos sim itens cosméticos, na verdade temos skins completas, e cada personagem possui uma grande quantidade delas. É possível libera-las na campanha, em sidequests específicas ou até mesmo compra-las com NPCs que ficam no aeroporta aviões.

Falando nele, o Aeroporta aviões é o Lobby interativo do jogo, lá conseguimos fazer praticamente tudo. Por meio de um mapa digital escolhemos as missões e por meio de NPCs podemos comprar itens, encontrar itens, conversar com outros heróis e pegar missões extras com alguns agentes da S.H.I.E.L.D.

Mas o que teria de negativo nesse jogo? Bom, já citei alguns pontos acima que para mim, influenciaram bastante a experiência, mas tem um não citado que consegue se destacar. Estou falando da movimentação dos personagens, ela é bastante travada e confusa durante as explorações. Dentro do combate é algo que não influencia muito mas ao nos depararmos com cenários cheios de obstáculos e que precisamos de movimentações precisas, o jogo acaba pecando. É muito fácil cair de penhascos já que ao correr ou até mesmo andar e pular o jogo mostra frames muito rápidos e isso acaba não deixando a exploração tão legal quanto deveria.

Mas pra balancear chegamos agora no ponto mais alto do jogo que é o seu Co-op Online e faz parte do nosso título também. Se jogar sozinho já dá pra fazer isso tudo aí que eu citei, por causa do Cooperativo disponível no jogo a gente consegue duplicar ou até mesmo triplicar essa diversão se tivermos mais 2 amigos com a gente.

A maioria das fases com exceção de algumas da campanha podem ser jogadas por meio de Co-op, e isso realmente muda muito a experiência do jogo. Combinar com os amigos estratégias e fazer aquele bom e velho trabalho de equipe, sem dúvidas faz a gente experienciar coisa demais, vale muito à pena.

Nota: Ouro

Agradecimentos à Square Enix pelo código, o game foi testado em um PlayStation 4 Slim.

O jogo está disponível para PS4, Xbox One e PC.

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Review | Captain Tsubasa: Rise of New Champions

Trazer um anime para o videogame nem sempre é uma tarefa fácil de se fazer. Há poucos exemplos de franquias que deram certos nos games, como Naruto, com a série Storm e Dragon Ball, com suas dezenas de games. A aposta mais recente da Bandai Namco veio com Captain Tsubasa: Rise of New Champions, game do anime conhecido no Brasil como Super Campeões.

Será que o jogo desenvolvido pela Tamsoft, consegue transportar o exagero e a dramaticidade de Super Campeões para o videogame?

Comandos familiares e diferentes

Para aqueles que já jogaram FIFA, PES ou até mesmo Bomba Patch, irão reconhecer os comandos do jogo. No entanto, aqui é Super Campeões, então temos comandos e chutes especiais. Precisamos pressionar o botão de chute, para carregarmos uma barra e assim o chute especial será executado. O jogo é bem amistoso e possui diversos tutoriais de defesa e ataque durante as partidas iniciais.

E falando em barra, nós temos várias nesse jogo.

A primeira e mais importante: a barra de Garra, ou seja, a sua energia. É com ela que você irá correr e realizar dribles e chutes especiais. Isso faz com que você tenha que gerenciar a energia de cada jogador e não apenas sair correndo e chutando a bola. Quanto menor sua barra, mais o chute irá demorar para ser carregado ou você irá perder a bola. Além disso, o drible deve ser feito no momento certo. Roubar e perder a bola é muito fácil nesse jogo, vale dizer.

Levei um tempo para me familiarizar com os novos comandos e me desfazer das minhas manias com FIFA.

A outra barra é a da ZONA-V, que dá boost temporário em todo o seu time. Nós carregamos ela justamente fazendo dribles, chutes especiais e, obviamente, gols. Ela também serve para efetuar bloqueios e defesas especiais. Ambas as barras valem para os dois times e você tem que ficar de olho em cada jogador e fazer o movimento na hora certa.

Se você procura algo que seja uma simulação como FIFA e PES, está no lugar errado. O jogo é totalmente focado no Arcade e não tem medo de ser exagerado e ridículo. Os gráficos trazem a sensação de que você realmente está jogando o anime e isso é ótimo. Um ponto negativo que tenho a fazer sobre a animação, é quando os jogadores estão em posse da bola. Parece que há frames faltando e que a bola está dando flicks.

Toda a extravagância do anime aparece no jogo, e durante as partidas mesmo. Dependendo de algum resultado ou de quem está com a posse de bola, o game mostra cenas do anime, refeitas na engine do jogo, ou cenas especiais, como o Furacão Skylab dos Irmãos Tachibana ou do Chute Tigre de Hyuuga. Isso acaba sendo uma faca de dois gumes, pois pode definir o andamento da partida. Em compensação, isso pode te ajudar caso esteja perdendo.

Novas e velhas narrativas

O game tem dois modos de história: Tsubasa e Novo Herói. No primeiro, jogamos com o nosso meio-campista favorito, que tem o sonho de vir jogar no Brasil, revivendo o tricampeonato Nacional da Nankatsu FC. Já no outro modo, enfrentamos seleções do Mundo inteiro, com um personagem criado por nós, em uma história original para o jogo. É uma espécie de modo carreira do FIFA, situado mundo de Captain Tsubasa. Nesse modo, podemos escolher três times para se começar, Furano, Musashi e Toho.

Como dito anteriormente, o modo Tsubasa reconta o começo do anime. Vale dizer que o jogo é baseado no remake de 2018, exibido aqui pela Cartoon Network, então os visuais dos personagens foram atualizados, mas sem perder o charme do mangaká Yoichi Takahashi. Contudo, o game começa a contar a história após os dois primeiros campeonatos de Tsubasa pela Nankatsu, então não temos, por exemplo, Wakabayashi e Misaki, dois icônicos personagens do anime, em seu time.

Essa história “faltante”, pode ser revivida através de Memórias, um item desbloqueável que os jogadores recebem conformam vão avançando em ambos os modos de jogo. Lá, podemos ver essas histórias através de imagens estáticas e uma narração, mostrando os acontecimentos do anime. Ao mesmo tempo que achei isso uma boa sacada, pois elimina tempo de diálogo (e olha que esse jogo tem BASTANTE diálogo) para focar nas partidas, é bastante ruim para aqueles que nunca assistiram o anime antes. 

No modo Novo Herói, começamos com um personagem padrão, sem habilidades ou status aprimorados. Conforme você vai aumentando seu rank com cartas de jogadores, seu personagem conseguirá aprender as habilidades dos mesmos, como o Chute Trivela. As cartas são liberadas através uma espécie de gacha, que também trazem itens que ajudam no seu desempenho em campo, a upar amizades e status. É um sistema meio RPG e fácil de ser aprender.

Nós podemos escolher entre sermos defensores, meio-campistas e atacantes. A cada partida precisamos receber notas boas, que são dadas conforme o seu rendimento na mesma. Aqueles que jogaram o Modo Jornada do FIFA irão reconhecer o sistema.

Apesar de ser uma história original, alguns momentos do anime também são recontados aqui, então acaba dando um senso de continuidade ao modo Tsubasa. Sem falar, que o próprio jogo recomenda que você jogue o primeiro modo antes de partir para o Novo Herói. É uma espécie de filler que acontece antes da real Copa do Mundo no anime. Espero que mais para frente, o jogo ganhe conteúdos adaptando o resto da história. Ainda assim, chamaram dubladores para fazer a maioria das vozes nessa história.

O game também possui árvores de diálogos, que permite você acessar as outras opções de rota no pós-game e então enfrentar outras seleções na Copa do Mundo. No total, o jogo fica com cerca de 10 horas de duração em questão de história. O jogo está totalmente localizado para o português em relação a legendas e menus. Infelizmente não tivemos dublagem disponível.

“Futebol é diversão” – Roberto Hongo

Devo admitir que mesmo sabendo que esse jogo não teria um alto orçamento, eu me divertir bastante com ele. Muito mais do que eu esperava. Jogar Captain Tsubasa é bastante prazeroso e cada partida disputada é emocionante e não deixa o game ficar repetitivo. Ele possui também os modos padrões de jogos de futebol, como partida única, campeonatos e um modo online, que funciona relativamente bem. Não sei se é algo que irá vingar com o tempo.

Dito isso, não acho que seja um jogo que valha o preço que é cobrado (R$ 250 na PlayStation Store e Loja Nintendo, e R$ 180 na Steam).

Captain Tsubasa: Rise of New Champions é um jogo que surpreende com o quão ele é bem feito, com carinho e atenção dos desenvolvedores para capturar todos os detalhes e nuances do anime. É um jogo totalmente focado para os fãs da obra original.

Agradecimentos à Bandai Namco pelo envio do código para análise. O jogo foi testado em um PlayStation 4 e está disponível também para Nintendo Switch e PC (Via Steam).

Ouro – Recomendável

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Relacionamentos e seus problemas com “Rent-a-Girlfriend” e “Oregairu”

Nessa altura do ano, acho que nem preciso mais comentar sobre o estado absurdo de insanidade que o planeta Terra está, não é? Para todos os lados que você olha, é um absurdo atrás do outro. E um dos principais problemas que muitos de nós estamos precisando lidar é a falta de contato humano. Seja em maior ou menor escala, todo mundo precisa se relacionar com outras pessoas.

Relacionamentos são coisas complexas, com tantas nuances quanto você desejar pensar, e isso que faz com que sejam algo tão fascinante, e o esqueleto de nossa sociedade. Não à toa, temos o relacionamento humano como sendo o mote de praticamente toda obra de ficção que existe. Algumas se debruçam mais no tema do que outras, mas é inegável que seja um fator onipresente em seja lá o que você esteja consumindo.

E é claro que os animês não são exceção. Não importa o quão frio e calculista Peaky Blinder você pense que é por ficar dentro de casa o dia inteiro só assistindo seus shows japoneses, você ainda está lidando com relacionamentos humanos. E na temporada atual, existem dois animês em especial, onde toda a história é centrada em relacionamentos, e seus impactos na vida daqueles que estão envolvidos neles: “Rent-a-Girlfriend” e “My Teen Romantic Comedy SNAFU” (Apenas “Oregairu”, para encurtar). São shows absurdamente diferentes, voltados para públicos diferentes e com origens diferentes, mas com um ponto em comum: ambos se baseiam em relacionamentos problemáticos e nos problemas que eles causam.

Baseado em um mangá de Reiji Miyajima, Rent-a-Girlfriend é mais um dos típicos haréns absurdos que já conhecemos e vivemos numa relação problemática de amor e ódio. Premissas e questionamentos à parte, o ponto que precisa ser levantado é o aspecto predatório e abusivo do protagonista, Kazuya.

Relacionamentos abusivos não são brincadeira, e podem causar sequelas permanentes nas pessoas envolvidas. Uma das práticas mais comuns nesse tipo de relacionamento é o abuso psicológico e a chantagem emocional, que são usadas como ferramenta de vitimização para buscar estender a duração de algo que já deveria ter acabado. Mesmo que acidentalmente ou sem perceber, Kazuya usa de ambas as táticas para manter sua namorada de aluguel, vizinha e colega de universidade em cheque.

Felizmente, eu nunca passei por um relacionamento abusivo, mas apenas de assistir as interações de Kazuya com a Chizuru, já fiquei meio deprê. Fui buscar, nos cantos mais remotos da Torre, por algum redator que tenha passado por esse problema no passado, e encontrei dois. Sem qualquer consideração por seus traumas, os forcei a assistir os primeiros episódios do show, e a resposta foi imediata: reconhecimento instantâneo de que aquilo é, de fato, um abuso absurdo, e que eles nunca mais vão assistir qualquer coisa sob recomendação minha.

Nem precisa esperar muito não. No PRIMEIRO EPISÓDIO ele já tá se vitimizando.

E a questão não para por aí. Queria eu que parasse! Não só o protagonista se vitimiza e força suas vontades na garota, como todos os relacionamentos do show são quebrados por dentro. Fica claro que a intenção do autor é justamente expor esse tipo de comportamento, e buscar dar visibilidade para um problema que muitas vezes não é levantado com tanta frequência quanto deveria. Ao menos, isso é o que eu gosto de imaginar.

O show em si é uma montanha-russa de emoções, te deixando irritado, ansioso, triste e alegre em questão de minutos. Além disso, é um raro caso de comédia romântica que não se passa num ambiente escolar. E com personagens adultos (bem, na faixa dos 20 anos), a história tem muito mais liberdade em abordar temas e acontecimentos que jamais seriam vistos num show colegial. Vale uma conferida, nem que seja para passar nervoso comigo.

Por outro lado, temos “Oregairu”, uma light novel de Watari Wataru, que está recebendo sua terceira e última temporada agora no meio do ano. A busca de um relacionamento “genuíno” é a força-motriz da terceira iteração de Hikigaya Hachiman, e olha rapaz, quantos problemas isso não vai causar.

O grande conceito que Oregairu aborda é a importância dos relacionamentos, e como a moderação é a chave para um relacionamento saudável. Começamos com nosso protagonista, Hikigaya, no extremo negativo da balança: ele é o clássico “isoladão”, que odeia as pessoas populares e não entende o motivo de precisar de outras pessoas em sua vida. Temos todo o show como uma grande jornada de aprendizado e autorrealização, mostrando para o nosso Batman do clube de voluntários a relevância que um relacionamento pode ter em sua vida.

Acontece que essa jornada é efetiva até demais. O clímax da história (que dá até nome para a temporada final) mostra o extremo positivo da balança: quando um relacionamento passa a ser tão vital para sua existência, que acaba se tornando prejudicial para ambas as partes. A chamada “codependência” é uma relação perigosa que é tratada pela psicologia como um risco que pode instigar novos comportamentos negativos e reforçar os já existentes.

Quando um relacionamento passa do plano da confiança e começa a se tornar perigoso, é aí que os problemas começam.

Sendo um dos mais populares animês dos últimos anos, “Oregairu” merece toda a glória que recebe, por ser engraçado, irônico, ríspido e absurdamente ciente de si mesmo, sem perder o seu senso de realidade. É um drama adolescente que chega a assustar de tão pé no chão que é, fazendo qualquer adulto olhar para a situação e simplesmente rir com um “aiai, como adolescente é bobo né”.

Em ambos os shows, temos pessoas sofrendo, causando e participando de uma gama de diferentes tipos de relacionamentos problemáticos, e se esforçando (ou não) para sair da (ou se afundar ainda mais na) situação em que estão. Enquanto não conseguimos vivenciar e superar nossos próprios relacionamentos na vida real, e enquanto as novelas forem reprises de coisas que já assistimos antes, Rent-a-Girlfriend e Oregairu suprem nossa cota de problemáticas, semanalmente.

Caso tenha se interessado por alguns desses shows, e queira conferir por conta própria, “Rent-a-Girlfriend” está disponível na Crunchyroll, com novos episódios toda sexta-feira. Já “Oregairu” possui suas três temporadas disponíveis no Hidive (Primeira temporada | Segunda temporada | Terceira temporada), e também está disponível na Crunchyroll. Novos episódios são disponibilizados nas duas plataformas toda quinta-feira.

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Host: Um Terror Moderno em Tempos de Pandemia

Terror original do serviço de streaming Shudder, Host chegou como uma grande surpresa em 2020. Gravado durante o confinamento causado pela atual pandemia e dirigido totalmente a distância por Rob Savage, o longa se passa durante uma chamada no aplicativo Zoom e conta com uma trama simples, porém bem trabalhada.

Movie Review - Host (2020)

A trama de Host gira em torno do momento em que estamos vivendo, onde seis amigos decidem se reunir no Zoom para realizar uma sessão espírita com uma médium. Porém, durante a sessão, algo dá errado e com isso eventos paranormais começam a acontecer na casa de cada um. O roteiro e a trama são bem simples, entretanto, são bem desenvolvidos durante o curto tempo de tela que o filme possui.

Com inspirações em Amizade Desfeita (2014) e até mesmo em Bruxa de Blair (1999), o diretor Rob Savage trabalha o terror exibindo-o através de manifestações paranormais vistas através da câmera dos envolvidos e em suas reações. Contudo, como o filme se passa no Zoom – aplicativo que se tornou essencial em tempos de pandemia tanto para o trabalho como para os estudos – e provavelmente será assistido através do computador ou de outro dispositivo móvel, o longa trás uma imersão ao telespectador.

No início, somos apresentados ao grupo de amigos e ao ritual enquanto no fim acompanhamos todas as consequências do evento, com alguns sustos previsíveis e outros jump scares inevitáveis. O diretor também utiliza ferramentas do próprio aplicativo para transmitir o terror, através do uso de fundos e de efeitos presentes nele. Foi um trabalho muito bem feito e como foi dirigido a distância, digno de parabéns. As comparações são inevitáveis, portanto, Host consegue trabalhar melhor a ideia que foi apresentada em 2014 com Amizade Desfeita.

Host: The History Of Seances Explained (& What The Movie Gets Right)A exibição de Host dura em média 56 minutos, que acaba sendo o tempo de uma reunião gratuita do aplicativo. É difícil afirmar que o diretor fez isso propositalmente para maior imersão ou não, mas acaba que o tempo é aliado ao longa ao mesmo tempo que prejudica o seu desenvolvimento.

Se, por um lado, o tempo de duração auxilia na imersão ao mostrar o aviso da plataforma de que faltam 10 minutos para acabar a reunião e a contagem regressiva no topo da tela durante os últimos segundos de filme, do outro lado torna o começo do filme bastante corrido para que o terror paranormal se inicie logo.

Além disso, depois de um tempo os incidentes paranormais se tornam um pouco previsíveis e até mesmo exagerados, algo típico do gênero, enquanto outros pegam o telespectador de surpresa.

Host | República do MedoEntão, é bom?

Por mais que Host apresente um roteiro e efeitos visuais simples, o longa consegue trazer uma imersão que os filmes atuais do gênero não trouxeram durante os seus 56 minutos de exibição – o fato de que utilizaram a pandemia do novo coronavírus como background para a trama acontecer via Zoom ajuda na imersão. Além disso, o título também se prova ser não apenas um terror paranormal, mas também um terror psicológico (por parte do telespectador) durante sua execução. Host é um excelente filme para ser visto, de preferência no seu computador e com fones de ouvido no último volume para uma melhor experiência.

Nota: 4.5/5

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Katy Perry mostra seu amadurecimento mental e musical em Smile

“Tive que tomar remédios para depressão pela primeira vez na minha vida e eu estava com muita vergonha. Eu pensava: ‘Eu sou a Katy Perry. Eu escrevi Firework. Eu tomo remédios. Isso é fodido.” – Katy Perry em live para fãs.

 

Katy Perry lançou hoje (28) seu quinto álbum de estúdio, Smile. Como explicado pela própria cantora, Smile é focado em contar sua jornada em busca de seu sorriso de volta após uma das fases mais obscuras de sua vida.

Para entender o álbum enquanto obra, é necessário saber o quê houve com a vida e carreira de Perry desde o fim da produção de Witness (2017), seu quarto álbum de estúdio. No âmbito profissional, é inegável que sua carreira regrediu no que se diz respeito a desempenho comercial. Claro que vendo apenas números, a era Witness poderia ser a maior era de qualquer outro artista. Mas, para os padrões que a Californiana havia entregado até aquela época, o disco foi bem aquém do esperado. Não agradando muito a crítica, e principalmente, público.

No âmbito pessoal, a intérprete de Roar e o intérprete do Legolas decidiram terminar o então namoro no mesmo período em que Katy estava sendo obrigada a dar uns passos para trás em sua carreira. O mix do caos pessoal com o caos profissional foi suficiente para que a depressão, doença qual Katy já lidava há algum tempo, voltasse de maneira mais forte do que nunca.

Esse era o cenário que inspirou a criação do que hoje conhecemos por Smile.

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“Por que eles estão aqui para me ver? Eles não gostam de mim, só pensam que gostam. Nem eu gosto de mim”. – Katy Perry sobre seus pensamentos durante a turnê de Witness

 

Os anos foram passando e Katy começou a melhorar. Fez terapia, retomou seu relacionamento com Orlando, ficou noiva, engravidou (e agora, já teve a filha) e voltou a fazer música. Só que desta vez, sem colocar muita expectativa comercial sobre seus novos passos. 

A primeira prévia que tivemos de Smile foi o single Never Really Over, lançado no meio do ano passado. Que apesar de não ter sido um hit #1 nas paradas, acumulou e ainda acumula bons números ao redor do mundo. Até então, é o maior sucesso do disco. E merecidamente, pois não é só uma das melhores faixas do álbum, como também de toda carreira de Perry. Um acerto. Literalmente uma perfeição pop. 

Never Really Over é também a faixa de abertura do disco, e antecede os outros dois grandes destaques do álbum: Cry About It Later e Teary Eyes. A primeira, é o momento qual Katy decide se divertir um pouco, e deixar o choro para mais tarde. É um synth pop delicioso que consegue ficar melhor ainda no final, quando um solo de guitarra surpreendentemente abençoa nossos ouvidos. A segunda, Teary Eyes, Katy está surfando novamente na dance music noventista. Sub-gênero na qual ela sempre conseguiu trabalhar com maestria, vide Walking On Air, Swish Swish e Roulette. Porém, desta vez, diferente de suas irmãs mais velhas, aqui ela continua se divertindo, mas triste. Dançando enquanto seus olhos estão lacrimejando. 

Além da sonoridade das 3 primeiras canções, o destaque vale pelo posicionamento delas dentro da tracklist. Smile é, de longe, o álbum mais coeso da carreira de Katy. Em Prism (2013) tivemos um álbum quase representativo ao yin yang. De um lado, um caos e desordem, do outro, paz e tranquilidade. Em Witness, tivemos um álbum sonoramente coeso, mas liricamente um pouco confuso. E em Smile, esses erros não se repetem. Katy, não só aprendeu a recuperar seu sorriso de volta, como também a montar tracklists.

Podemos dividir Smile em 4 atos, onde cada um possui 3 faixas. – A propósito, aqui entra um erro do álbum. Interludes seriam bem vindas, era a oportunidade perfeita de Katy usá-las pela 1ª vez. – Parte de sua fanbase vem intitulando elas de: Teraphy, Recovery, Hapiness e True Love. (em tradução: Terapia, Recuperação, Felicidade e Amor Verdadeiro) Literalmente uma jornada, com começo meio e fim. Com Katheryn perdendo o controle mental no início, até o encontro com ela mesma em sua essência em What Makes A Woman.

A segunda etapa do CD, começa com o single Daisies. Katy canta sobre acreditar em quem ela é, e não mudar até estiver morta. O despertar começa a partir daqui. No entanto, por mais positiva a mensagem seja, falta algo a mais. Principalmente se tratando de um single. Se Daisies seguisse uma estrutura similar com What About Us de P!nk, talvez soasse um pouco melhor. 

Embora esse ato seja um dos mais poderosos e interessantes liricamente, o trio formado por Daisies, Resilient e Not The End Of World é o mais chato do projeto. Resilient, produzida pela dupla Stargate, a mesma por trás do smash hit Firework, é irritante e monótona. Chegar até o final da canção pode ser um pouco exaustivo. Not The End Of World, tem uma atmosfera apocalíptica bem legal, poderia facilmente estar numa trilha sonora de Game Of Thrones, ou qualquer produção épica, mas não foi explorada como deveria. A faixa grita por um momento de break. Existia aqui um bom potencial para a sucessora do hit global Dark Horse

Katy Perry lança 'Smile', canção que dá nome ao seu novo álbum; ouça

A parte da felicidade, obviamente deveria abrir com a faixa-título do álbum. Smile é uma canção inteiramente Katy Perry. Lembra a vibe de suas músicas leves e coloridas como Birthday e Last Friday Night, mesmo tendo uma letra interessante. Não é nada inovador para o currículo, mas funciona no cd e sintetiza bem o tema do álbum.

Em Champagne Problems, Katy comemora a superação dos problemas com Orlando Bloom. É uma música pop deliciosa, refrão chiclete com uma leve influência latina e sem ser clichê. Seria um bom single, assim como Tucked. Faixa na qual Katy volta para dance music no melhor estilo Kylie Minogue (Os Na Na Na parecem sample de Can’t You Get Out Of My Head). 

Todos os dias, sempre iguais
Passando por emoções que pareciam tão falsas
Não era eu mesma, não era o meu melhor
Parecia que eu tinha falhado no teste
Mas cada lágrima foi uma lição
A rejeição pode ser uma proteção de Deus
Uma longa estrada para conseguir essa redenção
Mas não há atalhos para uma benção”
 –  Katy Perry em Smile

 

Por fim, temos o Amor Verdadeiro. Abrindo com a já conhecida e superestimada, Harleys In Hawaii. Aqui, Katy continua bem mais despretensiosa e apaixonada. Harleys é sensual e fresh; uma pena ter passado despercebida pelo grande público. Only Love é a melhor composição do disco, e chega a lembrar canções do Lover de Taylor Swift. Finalmente ela está aprendendo novamente a fazer bons refrões. Perry age como se estivesse em seu último dia de vida aqui na terra e soubesse disso. Provavelmente, a inspiração veio quando a sua depressão fazia pensar no pior. 

E a última faixa, What Makes A Woman, apesar de ser bem curta, cumpre seu propósito. Katy venceu seus demônios, aprendeu a sorrir e amar de novo. Não só a si mesma, como seu parceiro, família, amigos e até mesmo carreira. É a faixa que sonoramente mais destoa do álbum, apostando em um pop-folk-county, uma área que Katy tem bastante potencial para explorar. – É válido torcer para um remix dessa faixa com Kacey Musgraves, inclusive. -.

“Oh, eu ligaria para minha mãe e diria que sinto muito
Eu nunca retorno suas ligações
Eu colocaria meu coração e minha alma em uma carta
E mandaria pro meu pai
Tipo, ai meu Deus, o tempo que eu perdi
Perdida nos meus pensamentos
Deixe-me esquecer esse mundo de ódio para trás
E levar o amor no lugar dele”
– Katy Perry em Only Love

Review: Katy Perry's 'Smile' - Rolling Stone

Smile é o álbum mais pessoal e maduro de Katy Perry. Definitivamente não é algo monumental e icônico, mas é um bom disco pop.  Não devemos ter aqui uma síndrome de Cronos e querer apontar se o álbum crescerá a longo prazo ou “envelhecerá bem”. Pode ser que sim, pode ser que não. – Honestamente, acredito que Perry ainda pode entregar muito mais do que vimos em Smile. –

Embora muitos não acreditem, Katy Perry encontrou o seu sorriso de volta, mas também se encontrou no seu próprio som e composição. E isso não vem de hoje.
A jornada que ela tem feito até aqui é de evolução e amadurecimento, e isso está se refletindo inteiramente em sua arte. E que bom que é de uma maneira feliz. 

Nota: 7.5/10

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Colunas Gameplay

Mortal Shell, o “Soulslike Indie” que complementou o Gênero

Lançado no dia 18 de agosto Mortal Shell surpreendeu bastante, mesmo até por ser um jogo indie, e que foi produzido apenas por 15 pessoas. Sua qualidade gráfica e até a complexidade de sua história e mecânicas do jogo são um show à parte. É claro que o jogo têm seus defeitos, mas acumula um saldo bastante positivo no contexto geral, vamos lá?

Pra quem acompanha o nosso canal da Twitch, provavelmente participou do gameplay que fizemos jogando Mortal Shell no mesmo do dia do seu lançamento. E assim como a gente, foi descobrindo as mecânicas do jogo, juntamente com sua história.

Logo no início, tivemos algumas opções de configurações importantes como: escolher se a mira do personagem continuaria em outro depois do adversário ser derrotado, segurar o botão de ação ao invés de apertar pra pular certos textos, enfim, opções de mudanças que à primeira vista nem são grandes coisas assim, mas ajudam bastante dentro do gameplay.

Visual do personagem sem carcaça.

Em seu tutorial, além de todas as dúvidas sobre “o que é” o nosso personagem, fomos apresentados à uma novidade exclusiva do jogo, a habilidade de endurecer. Essa habilidade, faz total diferença no decorrer da luta, e se faz necessária dentro do que o jogo foi criado, mesclando assim, novas maneiras de batalhar.

Enquanto jogava, a primeira mudança em relação à jogabilidade que percebi foi o peso do personagem, ele é extremamente mais pesado do que o personagem de Dark Souls por exemplo, que já é um pouco mais pesado do que o de Bloodborne ou Nioh. Claro que isso é compensado por algumas habilidades (como a de endurecer) e mecânicas que o jogo trás, mas inicialmente quem tem o costume de jogar um bom Souslike, com certeza vai estranhar.

Outra diferença que achei genial dentro do jogo, obrigando o player a ter uma experiência mais personalizada é como se dá o melhoramento de suas skills. Como todo jogo Souslike, temos aquela fórmula de “farmar” que se resume em: matar monstros, acumular Tars (as Almas do Dark Souls), ir em algum ponto para troca-los por melhorias de habilidades, e se caso morrermos com esses pontos eles são zerados, mas recuperados se encontrarmos o último lugar que morremos. E onde estaria a diferença do Mortal Shell dentro dessa mecânica?

Possuindo uma Carcaça

A resposta está na capacidade de incorporação de carcaças (acho que daí o nome Shell), antes de responder vamos apresentar essa mecânica. Logo no início do jogo encontramos uma carcaça de um cavaleiro que possuímos em seguida, a partir desse momento conseguimos ver uma mudança no HP do personagem e na Stamina, além disso, em meio à algumas lutas, percebemos que ao morrer na primeira vez “desencarnamos” da carcaça e se conseguimos entrar nela novamente recuperamos totalmente o HP, como se fosse uma vida extra. Mas como nem tudo são flores, só podemos usar essa habilidade uma vez a cada “respawn”, ou seja temos apenas uma vida extra para cada vez que somos ressurgidos no jogo.

Certo… Mas o que isso tem a ver com as Skills? Bom, lembra que falei acima que vimos uma mudança no HP e Stamina do personagem quando incorporamos uma carcaça? Então, no jogo encontramos várias carcaças pra incorporar, e cada uma possui habilidades peculiares como se transformar em fumaça ao esquivar, ter mais agilidade, ter mais resistência, e principalmente todas têm níveis de Stamina e HP diferentes umas das outras não deixando isso ser alterado durante a gameplay.

Mas porque então “farmamos” no jogo, se não conseguimos alterar os atributos do personagem? a resposta está nas habilidades características de cada carcaça. Existem, de acordo com a característica dos corpos que incorporamos, habilidades únicas, como falei acima. Dentro dessas habilidades é possível desbloquear outras como a capacidade de se curar à medida que envenena algum adversário, parar no ar como se fosse pedra e ao cair causar um impacto em todos ao redor, enfim, os atributos servem para nos dar principalmente mais opções na hora do combate.

Outro detalhe importante do jogo, é que antes da gente conseguir usar os pontos nas carcaças para liberar habilidades novas, precisamos usar geralmente 500 pontos (equivale a matar de 7 a 10 personagens normais) para descobrirmos a identidade dessa carcaça. É uma experiencia muito bacana ir descobrindo quem foi a pessoa que hoje você consegue controlar o corpo, e adquirimos mais informações a cada habilidade liberada.

O jogo gosta tanto desse ar de segredo ou desconhecido que até mesmo os itens são uma incógnita, precisamos usa-los uma primeira vez para saber o que eles fazem, não há informações até provarmos cada um. Isso dá um tom de realidade, mas também dificulta bastante já que existem itens que, por causa dos efeitos colaterais nos fazem mal.

Variedade de armas também existe dentro do Mortal Shell, não usamos só espada, e isso conseguimos observar quando encontramos a primeira “base”, se é que podemos chamar assim, onde está a NPC que melhora as habilidades e também é o lugar onde mudamos de carcaça no jogo. As informações sobre outras armas ficam no andar de cima dessa “base”.

Ao jogar, até mesmo na nossa transmissão da Twitch, conseguimos notar alguns bugs de espaço, o que claro é possível ser melhorado com atualizações, fora isso o jogo está bem polido e bem bonito. A movimentação do personagem, principalmente sua esquiva, também pode ser considerado um ponto negativo, já que a mesma é bem mecanizada e às vezes acabamos pulando muito para esquivar de ataques simples, o que não teria muita necessidade.

Com todas as diferenças apresentadas dentro do jogo, ele se torna um complemento muito importante para o gênero Soulslike, já que não é somente mais um jogo do gênero, e sim um jogo que respeita o gênero mas trás algo completamente diferente para nós jogadores.

NOTA: OURO

Agradecemos à Cold Symmetry e à Playstack pela cópia digital do jogo.

O jogo foi testado em um PS4 Slim e está disponível para Xbox One, PS4 e PC (Por meio da Epic Games Store).

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Acertar a Cronologia e Reformular os X-Men é Importante Para Todos

Ter uma cronologia complicada beira ser uma característica dos X-Men e seu universo. São tantas indas e vindas. Xavier morre, Xavier ressuscita. Jean Grey morre, Jean Grey ressuscita. Magneto fica jovem, Magneto fica velho… se o leitor ficasse um tempo sem ler qualquer título dos Mutantes da Marvel, depois que voltava ficava mais perdido que cego em tiroteio. Mas os últimos lançamentos da Marvel Comics, pelo menos os mais importantes dos últimos anos, vem para colocar tudo no eixo finalmente. E chegou em boa hora.

Clássicos nunca morrem.

Os X-Men sempre foram um grande produto da Marvel Comics. Quantas e quantas vezes salvou a editora com seus diversos produtos, licenciamentos, games etc e tal. Reconheço que os títulos tiveram bastante sucesso nos anos 80, com grandes sagas e participando de momentos históricos. Muitos mesmo, ali fermentou uma base sólida com personagens se tornando verdadeiros arrebatadores de fãs, como o Wolverine e a Tempestade. Mas a grande popularização veio realmente na década de 90.

Os games presentes no Mega Drive, Super Nintendo etc, o icônico desenho animado e até mesmo as sagas de gosto duvidoso como Era do Apocalipse e Massacre não abalavam o sucesso dos Mutantes e muito menos as suas vendas. Com o passar do tempo, apesar dos filmes com sucesso de público, os quadrinhos já não cativavam tanto quanto antes, até chegar o momento em que praticamente foram “jogados para o escanteio” pela própria editora. Com o advento dos filmes dos Estúdios Marvel e os Mutantes (e também o Quarteto Fantástico) em outros estúdios, os títulos foram diminuindo, personagens importantes foram saindo de cena e muita coisa foi testada, usada, sem muito sucesso. Os, até então, um dos carro chefe mais lucrativos da editora ficaram à sombra até mesmo dos Inumanos.

X-Men: Grand Design
X-Men por Jonathan Hickman

Mas agora com X-Men: Grand Desing de Ed Piskor e a nova fase nas mãos do badalado Jonathan Hickman, um novo capítulo está sendo escrito. Sim, confesso que até agora não li nenhuma das edições, isso é uma verdade. Então escrevo aqui como o Ricardo, menino lá da década de 90, que comprava formatinho dos X-Men e do Wolverine, que está empolgado infinitamente com essa “guinada” dos Mutantes. Pelo o que já li de resenha das edições, ou de pessoas que leram e deram feedbacks sinceros, elas em sua maioria abraçaram os novamente os Mutantes. E isso é muito importante, para os personagens, e para o mundo em que vivemos. Isso mesmo.

X-Men Gold e Red

O principal fator dos X-Men e toda comunidade mutante, sempre foi enfrentar o inimigo chamado preconceito. Cada vez que vemos um caso de racismo, homofobia ou algo do tipo, e que esse tipo de idiotice vem de algum “nerd” ou leitor de HQ, usamos um jargão: “esse não entendeu X-Men”. E realmente ele não deve ter entendido. Até porque esse tipo de pessoa não se conectou com as histórias e personagens que trazem o peso do preconceito. Esse tipo de pessoa conheceu os personagens em games lutando contra Ryu, Ken e CIA. Conheceu por cima dos filmes que abordam muito superficialmente o assunto e nas HQs, esse tipo de pessoa leu um mundo sem mutantes, ou então eles lutando contra os Vingadores, ou contra sua própria extinção por causa da Névoa Terrígena dos Inumanos. Qual foi a última grande história ou momento dos quadrinhos em que vimos os mutantes abordando o preconceito de forma efetiva contra aqueles que os temem? As mais recentes foram nas HQ’s X-Men Gold e na ótima X-Men Red. Que sinceramente, apesar de serem boas publicações, não fizeram o estardalhaço do peso do assunto.


“Ah Ricardo, você está sendo um radical chato. A culpa de existir preconceito é da Marvel que não publicou histórias de racismo contra os mutantes?”

Não, estimado leitor, não mesmo. É algo maior do que isso. Mas se cada um fizer a sua parte, usando as “armas de propagação” que tem, podemos subir um degrau de cada vez. Hoje mais do que nunca é importante que as pessoas entendam os X-Men. Por que são justamente com essas “armas de propagação” ou com a “máquina de propaganda”, usadas de forma errada e maliciosa, que as fakes news são espalhadas. Mas também o ódio, o preconceito, ignorância contra outras pessoas e até governos são eleitos com ela. Hoje mais do que nunca é importante que as pessoas saibam que preconceito de qualquer forma é nocivo e maligno. Por isso é muito bom que os X-Men sejam acertados cronologicamente, reformulados e venham ensinar.

E lá em cima, no começo do texto, eu disse que Ed Piskor e Jonathan Hickman vieram em boa hora para colocar tudo no eixo e criar novos leitores e arrebatar os antigos. XMenGrand Design veio para recolocar a galera na cronologia e nova fase do Hickman para dar uma nova… digamos… roupagem, atualizada… nos personagens e tudo aquilo que os cercam. Os Mutantes daqui a algum tempo vão estar de volta aos cinemas e agora pelos poderosos Estúdios Marvel. Vão surgir/criar novos fãs e quem sabe novos leitores. Mais uma incrível chance de usar personagens queridos e poderosos na mídia, para ensinar, de forma clara, o que sempre foi um alicerce na criação deles no passado. Sim, os X-Men tem um papel importante na “criação educacional e moral” de muita gente.

E aquele, que mesmo depois de ler sobre X-Men e continuar com o mesmo sintoma de preconceito imbecil… sim, esse nunca vai entender os X-Men.

Vida longa aos X-Men!

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Torre Indica | Filmes para assistir sobre a II Guerra Mundial

Os mais aficionados em eventos históricos não abrem mão daquele conteúdo que reconta algum momento pretérito e podem conhecer mais sobre o que aconteceu através de diversas mídias como séries, filmes e documentários. Produções baseadas em eventos reais nos aguçam a curiosidade e somos transbordados por vários sentimentos. Ficamos tristes, surpresos e horrorizados com as malezas do mundo. A II Guerra Mundial foi assim e até hoje é relembrada por esses sentimentos. Tivemos inúmeras produções que tocaram direto na ferida e outras que honraram o valor patriótico em tempos de guerra. Estou aqui para apresentar alguns para vocês.

*A lista não segue uma ordem de preferência*

A Conquista da Honra (2006) 

Fevereiro de 1945. Apesar da vitória anunciada dos aliados na Europa, a guerra no Pacífico prosseguia. Uma das mais importantes e sangrentas batalhas foi a pela posse da ilha de Iwo Jima, que gerou uma imagem-símbolo da guerra: cinco fuzileiros e um integrante do corpo médico da Marinha erguendo a bandeira dos Estados Unidos no monte Suribachi. Alguns destes homens morreram logo após este momento, sem jamais saber que foram imortalizados. Os demais permaneceram na frente de batalha com seus companheiros, que lutavam e morriam sem qualquer ostentação ou glória.

Pelas informações do Estadão Acervo, essa é a mais simbólica fotografia da Batalha do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. A imagem foi capturada em 23 de fevereiro de 1945 (completou 75 anos em 2020) pelo fotógrafo Joe Rosenthal durante a Batalha de Iwo Jima, e mostra soldados americanos fincando a bandeira dos Estados Unidos no Monte Suribachi, ponto mais elevado da ilha japonesa. A foto rendeu ao autor o prêmio Pulitzer de 1945. A posse da estratégica ilha do Pacífico, situada a 1.200 km de Tóquio, só aconteceu no final de março de 1945. Os combates ali travados estão entre os mais violentos da Segunda Guerra.

A Lista de Schindler (1993)

A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, “armador”, simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna, mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.

Numa matéria realizada pelo site DW para divulgar a biografia sobre Oskar Schindler, o autor da obra (David M. Crowe) levantou a ideia da Lista nunca ter existido. Pelo menos não a referida lista apresentada no romance de Thomas Keneally e que serviu de fonte para o filme de Steven Spielberg. Para os interessados, a biografia se chama Oskar Schindler – O relato não narrado de sua vida, atividades durante a guerra, e a verdadeira história por trás da lista.

A Vida é Bela (1997)

Durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido (Roberto Benigni) e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

A trama é bastante emotiva em mostrar de forma descontraída a rotina do pai em entreter o seu filho para que não perceba o horror da guerra.  Assim, consegue transmitir uma mensagem de pureza e inocência sobre o que acontece ao redor do personagem. É simplesmente uma mensagem de amor de pai para filho.

Até o Último Homem (2016) 

Desmond Doss (1919-2006) foi um militar norte-americano. Foi socorrista de guerra recebendo Medalha de Honra por salvar a vida de mais de 75 homens de infantaria durante a Batalha de Okinawa em 1945. Soldado Desarmado é um livro de memórias sobre o herói militar da II Guerra Mundial. A obra foi escrita por Frances Doss, segunda esposa do soldado e lançado aqui no Brasil em 2016. No filme, ele foi interpretado por Andrew Garfield.

Cartas de Iwo Jima (2006)

Assim como A Conquista da Honra, o diretor Clint Eastwood ficou responsável por este filme. Os dois retrataram a mesma batalha, porém por óticas diferentes. Isso foi um fator interessante e enriquece ambas as tramas. Cartas foi baseado num livro que relata a descoberta de cartas dos combatentes numa escavação.

Corações de Ferro (2014)

Durante o final da Segunda Guerra Mundial, um grupo de cinco soldados americanos é encarregado de atacar os nazistas dentro da própria Alemanha. Apesar de estarem em quantidade inferior e terem poucas armas, eles são liderados pelo enfurecido Wardaddy (Brad Pitt), sargento que pretende levá-los à vitória, enquanto ensina o novato Norman (Logan Lerman) a lutar.

A trama explorou os efeitos psicológicos que o personagem do Lerman foi sofrendo e como a sua inocência foi sendo fragmentada ao tentar lidar com os horrores que presencia ao seu redor.

Dunkirk (2017)

O longa retrata a Operação Dínamo, um resgate que tinha como objetivo a retirada de 45 mil ingleses presos na praia de Dunquerque (França) sob o ataque dos inimigos alemães. Os soldados ingleses estavam do outro lado do Canal da Mancha sob a mira constante por terra, mar e ar. Os civis foram essenciais para o resgate e o milagre de Dunquerque aconteceu.

O Menino do Pijama Listrado (2008)

O filme explorou a amizade inusitada entre Bruno (Asa Butterfield) e Shmuel (Jack Scanlon) de uma forma cativante. A inocência das crianças foi um ponto catalisador de toda a emoção que o telespectador sentiu e temendo um desfecho cruel dessa relação linda e singela.

O Pianista (2003)

Inspirado nas memórias do pianista Wladyslaw Szpilman, o filme mostra como foi sua vida sob o regime nazista e a rotina dele no Gueto de Varsóvia. Belíssimo longa que rendeu 3 Oscar, 2 BAFTAs, 6 Césars e a Palma de Ouro.

Pearl Harbor (2001)

O longa mostrou o triângulo amoroso formado entre Rafe, Evelyn e Danny antes do famoso bombardeio japonês em Pearl Harbor. Este ataque à base naval aconteceu em 7 de dezembro de 1941 e marcou o início do conflito entre EUA e Japão.

O objetivo do ataque foi a conquista e expansão territorial sobre as ilhas do Pacífico (informações retiradas do site História do Mundo). A resposta dos Estados Unidos veio com o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945, encerrando o sangrento conflito. O Japão realizou cerimônia simbólica para os 75 anos deste lançamento na semana passada.

O Resgate do Soldado Ryan (1998)

Capitão Miller (Tom Hanks) desembarcou na Normandia no dia 6 de junho de 1944 para resgatar o soldado James Ryan. Esse dia entrou para a História como o famoso Dia D. Soldados dos Aliados desembarcaram nas praias da Normandia para a grande ofensiva contra as tropas nazistas (informação histórica retirada do site DW).

 

Posso mencionar também os seguintes filmes: Tora! Tora! Tora!, 1945, Paraíso e mais inúmeros documentários sobre o tema (como Segunda Guerra Mundial em Cores pela Netflix). No mundo televisivo, não poderia deixar de mencionar Band of Brothers e The Pacific, duas minisséries excelentes da HBO.

É isto! Espero que tenham gostado e influenciado para que assistam ou até revejam algumas obras cinematográficas e televisivas. Fiquem bem e até a próxima, vigilantes.

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Torre Indica | Alguns Quadrinhos para Ler no Dia dos Pais

Listamos alguns quadrinhos que apresentam algum tipo de relacionamento entre pais e filhos. Sentimentos que vão de amor, descobertas, surpresa, humor, superação e até mesmo rejeição.

A Vida Com Logan (Japuti)

Criado originalmente como webtiras, A Vida Com Logan de Flavio Soares, é um retrato bem humorado e sensível das aventuras e da imaginação de uma criança com síndrome de Down e sua família. A HQ foi indicada quatro vezes para o Troféu HQ Mix.


Fala, Maria – Um romance gráfico sobre autismo (Skript)


O quadrinhista mexicano Bef relata os vários anos de sua Rebeca (sua ex-esposa) e Maria. E toda a trajetória do casal tem que aprender a conviver com o diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo da filha. Em uma bela história autobiográfica, o autor fala sobre paternidade, amor e esperança.


Não Era Você Que Eu Esperava (Nemo)

Fabien Toulmé fala com emoção, humor e humildade sobre um encontro inesperado de um pai com sua filha que possui Síndrome de Down. O casal enfrenta o nascimento de uma criança especial. Indo da fúria à rejeição, da aceitação ao amor, o autor fala sobre a descoberta de como é ser diferente.


A Terra dos Filhos (Veneta)


Em um tempo no qual a humanidade definha, um pai tenta educar seus dois filhos à sua​ maneira. É uma pedagogia dura, sem qualquer traço de ternura, reduzida ao essencial:​ aprender a sobreviver.


Batman e Filho (Panini)


A misteriosa Talia, filha do gênio criminoso Ra’s Al Ghul e amor efêmero de Batman, retorna com um garoto chamado Damian, o qual alega ser filho do Homem-Morcego.

Atordoado, o Cruzado Encapuzado assume a criança, mas o garoto, criado entre os brutais preceitos da Liga dos Assassinos, tem seus próprios planos. Logo, tanto Tim Drake, o recém-adotado herdeiro de Bruce Wayne, quanto o fiel mordomo Alfred se encontram na mira de um jovem geneticamente perfeito e completamente furioso. De Grant Morrison e Andy Kubert.


Batman & Robin – Nascido Para Matar (Panini)


A Dupla Dinâmica agora é formada por pai e filho. Mas, diferente dos outros Robins, Damian Wayne treinou durante toda a sua curta vida para ser um assassino brutal e impiedoso, o que obviamente o coloca em conflito direto com seu progenitor e mentor. Paralelamente, nas sombras de Gotham City, novas ameaças espreitam, decididas a dar um fim ao Morcego e à sua impulsiva prole. De Peter J. Tomasi e Patrick Gleason


Os últimos Dias do Xerife


O Thiago Ossostortos relata os últimos dias de convivência com seu pai, Messias. Dividindo com o leitor as sensações que passou com ele e observando de fora a própria relação com o pai.


A Arte de Voar (Veneta)


Um filho tenta entender nas lembranças das histórias que o pai contava, o porque deste tomar uma atitude inesperada. Avança em suas pesquisas e mergulha em uma jornada pelas tormentas que assolaram a Espanha e a Europa do século 20.


O Guia do Pai Sem Noção (Zarabatana)


Já em seu terceiro volume na França, O Guia do Pai Sem Noção traz as divertidas situações vividas pelo autor e seus dois filhos: Louis e Alice.


Darth Vader e Filho + A Princesinha de Vader (Alpeh)


O maior vilão de todos os tempos nas aventuras e desventuras para criar os filhos. Os livros de Jeffey Brown refletem de forma hilária a relação entre pais e filhos, levando ao leitor um Darth Vader que, no final das contas, é um pai como qualquer outro. A obra ganhou o prêmio Eisner.


O Soldador Subaquático (Mino)


Jack é um jovem profissional responsável pela manutenção de uma plataforma petrolífera no litoral do Canadá e à espera do nascimento de seu primeiro filho. Chamado para realizar um serviço de alto risco, ele vive uma experiência fantástica relacionada à morte de seu pai, também soldador submarino e morto em um acidente de trabalho.

 

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Scooby! O Filme tem de tudo, menos a essência de Scooby-Doo

Adiado inúmeras vezes, Scooby! O Filme foi lançado esta semana digitalmente em serviços de streaming. A nova animação da Mistérios S/A tem o objetivo de mostrar as origens da amizade entre Salsicha e Scooby e da equipe, entretanto derrapa e perde seu foco no decorrer dos 90 minutos de tela.

Scoob! writer explains the maybe-origin of the Hanna-Barbera ...A trama da animação é ambientada nos dias atuais e tem o objetivo de ser uma história de origem: logo no início vemos o encontro de Salsicha e Scooby, assim como o encontro deles com Velma, Daphne e Fred e, após resolverem seu primeiro caso juntos, eles se unem e fundam a Mistérios S/A. Alguns anos depois, Salsicha e Scooby são abduzidos pelo herói Falcão Azul e eles acabam se vendo em uma aventura para impedir que o vilão Dick Vigarista libere o Cérberus na Terra. A história do filme é bem básica mas o roteiro atrapalha o seu desenvolvimento e, como resultado,  acaba inserindo elementos demais menos o principal: a essência de Scooby-Doo.

Por ser um filme de origem, é esperado que haja mais desenvolvimento dos personagens e isso acaba sendo deixado de lado ao resumir todo o encontro dos personagens em apenas dez minutos de tela. Logo após esses dez minutos, vemos uma transição incrível – homenageando a abertura do desenho – da equipe se tornando jovem e assumindo os visuais clássicos. Infelizmente, a partir disso, o filme perde seu rumo ao entregar o mistério principal logo no início do longa e se tornando uma aventura genérica levando o nome de um dos clássicos da Hanna Barbera. Ou seja, é um filme de Scooby-Doo sem ter um mistério para ser resolvido e que se preocupa apenas em apresentar novos personagens e novos arcos sem finalizar os que já foram expostos em tela.

Novo filme da franquia ''Scooby!" estreia nesta quinta em cinema ...Durante toda a exibição do longa, há uma homenagem ao desenho original onde observamos diversos elementos visuais presentes no desenho original, entretanto, o principal erro da animação é querer estabelecer um universo cinematográfico da Hanna Barbera, abrindo diversos arcos e não trabalhando nenhum deles – com a introdução de diversos personagens conhecidos, dentre ele o Falcão Azul, o Dick Vigarista e outras referências. O filme foca tanto nisso que acaba deixando de lado os verdadeiros protagonistas da história e isso é uma pena, pois os personagens são bem fiéis ao material original.

Por mais que tenha os problemas citados acima, Scooby! é um filme extremamente divertido e que acaba cativando o telespectador. Os fãs que acompanhavam os desenhos talvez estranhem a nova roupagem mas com certeza vão se sentir nostálgicos com algumas referências e em momentos em que, visualmente falando, a animação faz referências ao desenho, ao mesmo tempo que o longa cumpre seu papel como uma introdução para um novo público infanto-juvenil.

People Are Seriously Divided Over Zac Efron's New Movie 'Scoob ...Outro ponto positivo é a dublagem da animação, Guilherme Briggs substitui Orlando Drummond como Scooby-Doo e mantém todo o tom que seu antecessor tinha nas obras passadas – sendo assim, uma linda homenagem ao dublador que hoje tem 100 anos de vida.

Por fim, Scooby! O Filme é um filme que apresenta tudo do universo de Hanna Barbera mas falha em trabalhar e em desenvolver o universo principal no qual o longa se baseia – nesse caso, os desenhos de Scooby-Doo. Entretanto, por mais que a direção falhe nesses aspectos, a animação atinge seus objetivos principais e é bem divertida de se assistir.

Nota: 3/5

SCOOBY! O Filme é uma história de origem dos famosos personagens da série animada da Hanna Barbera. Salsicha e Scooby tem uma conexão instantânea envolvendo comida em seu primeiro encontro, e logo se unem aos jovens detetives Fred, Velma e Daphne para formar a Mistério S/A. Só que, após resolver centenas de casos, eles encontram o desafio de impedir o “apocãolipse”, que virá quando o fantasma do cão Cerberus for liberado no mundo.

Scooby! O Filme está disponível para aluguel e compra nas principais plataformas digitais.