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Zamor, o Selvagem está em Campanha de Financiamento Coletivo no Catarse

A Editora Universo Fantástico está com uma linda campanha de financiamento coletivo no Catarse para a publicação de Zamor, o Selvagem; o icônico personagem da década de 1980 criado por Franco de Rosa na editora Grafipar. Agora Franco retorna ao personagem, juntamente com seu antigo parceiro (a lenda) Mozart Couto, para trazer Zamor para uma nova geração de leitores.

Zamor, o Selvagem, nos transporta para uma época remota, onde a sobrevivência é uma batalha diária a ser travada. Zamor vive suas aventuras em uma área que atualmente seria a América do Sul. Sem saber sobre seu passado e origem, ele se torna um selvagem e enfrenta desde feras sedentas de sangue a criaturas fantásticas e inimigos inimagináveis!

A edição da editora Universo Fantástico não vai apenas se limitar a republicação das histórias, mas sim uma reconstrução e nova visão da arte pelo Mozart Couto, autor dos desenhos originais.

Zamor, o Selvagem terá formato 21 x 28 cm, 112 páginas (sendo 32 coloridas), capa cartonada com verniz localizado. Para saber mais sobre a campanha, valores, recompensas e claro para apoiar, clique AQUI.

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Quadrinhos

Começa a Campanha de Financiamento Coletivo para Zé, de Alessio Esteves e Bruno Brunelli

Começou a campanha de financiamento coletivo para Zé, HQ com roteiro de Alessio Esteves (DestiNation, Zikas) e desenhos de Bruno Brunelli (Veludo dos 9 infernos, Pontos Ilustrados). Aqui nos conhecemos parte da vida do Zé Pelintra, uma das entidades mais famosas da mística brasileira, Protetor da Boemia, dos bares e dos jogos. A entidade é conhecida pelo o visual de malandro supremo.

A obra busca juntar as mais diversas lendas sobre a sua origem e juntar em uma história única, abordando desde a sua infância difícil na Bahia até o início de sua vida adulta, no Recife, quando é iniciado na Jurema.

 

Para quem não sabe, a Jurema Sagrada é uma tradição religiosa nordestina, que se iniciou com o suo da planta jurema pelos indígenas da região norte e nordeste do Brasil. A importância da publicação de Zé é imensa nos tempos de hoje, onde o preconceito religioso se tornou, infelizmente, uma constante nos noticiários e para celebrar e repartir ainda mais essa religiosidade e parte cultural afro-brasileira.

Zé terá formato 21 x 28 cm, capa cartonada, aproximadamente 36 páginas coloridas em papel couché. Para saber mais sobre os detalhes da publicação, valores, recompensas e para apoiar, clique AQUI.

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Detective Comics Quadrinhos

A Leitura Que Te fez Bem! As Indicações de 2020!

Olá pessoal! Que ano né? Nossa parece até que estamos somente esperando o 2021 começar para soltarmos um grande “UFA!” por tudo que aconteceu em 2020. Lá no réveillon de 2019, quando todos comemoravam, brindavam e projetávamos o 2020, nunca imaginaríamos que iriamos estar passando pano com álcool em pacote de arroz.

Esse foi um ano marcado com a morte. E em uma escala em que afligiu à todos no mundo inteiro. De forma direta ou indireta. Alguém sofreu ou presenciou o sofrimento de alguém. As políticas controversas. As pessoas que insistiam em “desafiar” e desacreditar no que estava acontecendo. Ficar em um isolamento. Longe dos amigos, dos familiares, foi e estar sendo difícil. E não pense que o tal grande UFA! se passa à meia-noite de 31 de dezembro. Não, o ano seguinte ainda terá muitas dificuldades e ninguém aqui está esperando que seja diferente e nem enganando ninguém.

Mas nada impede de tentarmos fazer algo melhor. De tentar ser melhor. Pelo menos, alguns de nós, aprendemos a limpar melhor as mãos.
Essa lista de indicações fala muito sobre se sentir melhor. É uma lista de leitura que em algum momento desse ano, fez uma pessoa sorrir, refletir, pensar ou mesmo se distrair. Aqui tem publicações que nem foram lançadas em 2020. Mas o intuito não é nem esse. É apresentar/indicar uma leitura que fez bem para a gente em algum momento do ano. Que mexeu com a gente. Que fez entender (ou aceitar) melhor o que está acontecendo.

Agradeço a todos que participaram dessa lista (até mesmo porque foi idealizado aos 45 do segundo tempo). Nomes importantes que produzem quadrinhos, que divulgam quadrinhos, que falam sobre quadrinhos e principalmente os que “somente” leem quadrinhos! Pois no final de tudo, somos todos leitores.

Confira a nossa lista de indicações e que 2021 seja uma jornada mais leve para todos!

O Azul Indiferente do Céu (Shiko) Por Ricardo Ramos

Francisco José Souto Leite, mais conhecido como Shiko, conta em um clássico dos quadrinhos brasileiro, por meio de ficção os fatos que antecederam o assassinato do ativista colombiano, jornalista e especialista em saúde pública Héctor Adad Gómez. A “encomenda” pela vida de Héctor aconteceu após ele publicar como funcionava o universo dos matadores de aluguel naquele país que agiam para o forte narcotráfico e a tensão política da América Latina mergulhada em conflitos.

Mas o que me chamou muito atenção com Azul Indiferente do Céu, foi o final do último texto escrito por Héctor Abad Gomez em 1987: “El Facismo por más que quisiéramos, no há desaparecido de la faz de la tierra”. Sentir que um continente, que desde do México para baixo, sofreu com mazelas das ditaduras militares que bebiam e se fortaleciam de religiosidade, ter uma frase, escrita em 1987, que apresenta o fascismo ainda forte em pleno 2020 é assustador. E quando vemos alguns governantes, vemos que o pavio já está acesso, mas a bomba realmente ainda não explodiu para valer.

O Azul Indiferente do Céu é um publicação da Editora Mino



Um Conto de Natal (Carlos Giménez) – Por Marcelo Naranjo (Universo HQ e COACH DE QUADRINHOS)

Uma das HQs que mais me impactou em 2020 foi Um Conto de Natal, de Carlos Giménez (Comix Zone). O motivo está nas últimas páginas, que mostram as opções que a vida nos oferece e a maneira com a qual lidamos com elas – esquecendo, por vezes, que o capítulo final é igual para todos nós. Em um ano tão complicado, ficou impossível não lidar com escolhas difíceis.

Um Conto de Natal é uma publicação da Editora Comix Zone.


Habibi (Craig Thompson) – Por Eduardo Bautitz (Leitor, baterista e churrasqueiro)

Desde o início, Thompsom parece ter a intenção de abalar o psicológico do leitor, de rasgar a simplicidade e de enaltecer a relação entre os personagens protagonistas de forma trágica, fazendo com que você adentre a história não só por empatia, mas muito por conta do envolvimento com o paralelismo que entoa em cada retomada da narrativa. O desenrolar da trama demonstra uma beleza que caminha ao lado de cortes profundos no imaginário, ilustra consciências e posicionamentos sobre qualquer estigma que podemos carregar. Em preto e branco, a obra arrebata, cativa, enfurece, ensina, oferece conhecimento e transforma, da melhor e pior maneira possível, demonstrando uma maestria de condução e de construção de um cenário tão próprio.

Com passagens lindíssimas e um trabalho de pesquisa invejável, Habibi trabalha mais do que uma simples narrativa, ela choca, machuca, cura, renova e fere mais uma vez as únicas coisas que podem ser preservadas em um ser humano; sensibilidade, integridade, honestidade e caráter.

Habibi é uma publicação da Quadrinhos na Cia


Cais do Porto (Brendda Maria) – Por Pablo Sarmento (Podcast Emoções Misturam Ovos, ComicPod e Terra Zero)

Cais do Porto foi um dos gibis mais bonitos que eu li esse ano. Com texto e arte da quadrinista premiada esse ano 2020 com HQ Mix melhor desenhista revelação o quadrinho mostra a encontro de duas amigas, falando sobre vida e coisas mundanas. Apesar a premissa simples, em tempos de pandemia um gibi de slice of life é algo que pode lembrar como coisas simples no mundo como andar de ônibus e falar sobre rotinas pode ter um peso tão na grande. Esse quadrinho mudou demais meu ano e me fez muito bem.

Cais do Porto é publicado pela Conrad Editora


Chainsaw Man (Tatsuki Fujimoto) – por Rodrigo Cândido (quadrinhista e membro do Coletivo Sarjeta)

Chainsaw Man é meu quadrinho no ano! Dentre muitas história fechadas bem especiais que me surpreenderam (a maioria, quadrinhos nacionais), acabei sendo pego por essa série que começa como típico “mangá de lutinha” para um misto de ação e terror totalmente inesperado, com reviravoltas na trama totalmente imprevisíveis e muitas, muitas tripas voando. Pra mim foi uma aula de onde se pode levar um personagem, que mesmo sendo reflexo de um clichê ainda traz elementos que nos fazem querer ler mais e mais sua história e ate torcer para seu sucesso. Mesmo que ele seja um diabão com cabeça de serra elétrica.

Chainsaw Man (Tatsuki Fujimoto) – por Bruno Brunelli (ilustrador, diretor de arte e membro do coletivo Sarjeta)

A leitura que mais me impactou esse ano horrendo de 2020 foi o mangá Chainsaw Man. Esse projeto é totalmente desgraçado da cabeça, cara! Não tem uma parte que eu não pensei QUE PORR@ É ESSA! Todo mundo é vilão, é mocinho, é humano, é demônio, daí aparece um anjo, depois uns 20 cachorros, conspiração política, trairagem, e também repleto de humor e “non sense”.

Casou perfeito para 2020, te asseguro 😉

Chainsaw Man é uma publicação da Panini


A Grande Farsa (do Carlos Trillo e Domingo Mandrafina) – Por Jean Jefferson (Leitor e Comix Zoner Boy)

Pra mim a leitura que mais curti no ano foi a Grande Farsa, do Carlos Trillo e Domingo Mandrafina. Incrivelmente divertido, ágil e com uma arte incrível, eu fiquei absurdamente envolvido e li numa tacada só. Acho que é o mesmo sentimento de assistir um filme massa do Tarantino pelo ritmo, com uma pegada latina que faz lembrar novela da Globo. O Iguana merece ser reconhecido com um dos maiores vilões dos quadrinhos e seria personagem cult se o gibi fosse adaptado pros cinemas (algo que eu torço fortemente).

A Grande Farsa é uma publicação da Comix Zone


Grama (Keum Suk Gendry-Kim) – Por Maria Eduarda Maggi (podcaster do HQ CORP)

Pensar no quadrinho que mais marcou meu 2020 não foi difícil. Geralmente essa é uma decisão árdua, pois com tantas leituras na bagagem, nossa mente acaba se perdendo em tantas histórias que, no fim, acabamos chegando no mesmo ponto que começamos. No meio desse pensamento, Grama me veio instantaneamente à memória: uma leitura diferente de tudo que eu havia conhecido, tanto em narrativa, traço, e, principalmente, abordagem. A autora, Keum Suk Gendry-Kim, nos apresenta à real história da pequena Ok-sun Lee, uma menina sul-coreana que foi vendida pela própria família e acabou sendo forçada a virar uma escrava sexual do Exército Imperial Japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Além de Ok-sun, muitas outras mulheres foram forçadas à escravidão sexual no período, sendo comumente chamadas de “mulheres de conforto” – um eufemismo profundamente machista.

A HQ nos mostra, além da triste história da protagonista, um panorama histórico da Coreia durante a guerra, bem como o retrato – muito sofrido – de outras mulheres vítimas do Exército Japonês. Além de uma história sobre mulheres de conforto, Grama é a história de superação de toda uma vida. Ok-sun Lee, hoje já idosa, continua lutando bravamente para que esse período jamais seja esquecido, e para que as vítimas recebam o pedido de desculpas que merecem, pois “mesmo derrubada pelo vento e pisoteada por muitos, a grama sempre se reergue”.

Grama é uma publicação da editora Pipoca & Nanquim


Berlim (Jason Lutes) por Lucas Fazola (Vortex Cultural)

Berlim foi uma HQ que me impactou sobremaneira desde as primeiras páginas. Contudo, apenas ao finalizar a leitura da obra pude entender o que me pegou tanto ali: a assustadora semelhança do contexto da capital alemã nos anos vinte e trinta com os tempos que vivemos atualmente. O descrédito nas instituições, a escalada política do autoritarismo chancelada por uma parcela considerável da população, o obscurantismo cerceando qualquer possibilidade de diálogo e de pensamento crítico e pluralista… todo o contexto que permitiu a ascensão de Adolf Hitler ao poder encontra semelhanças indigestas com o absurdo representado pelo ressurgimento da extrema-direita na contemporaneidade. A “Berlim” de Jason Lutes fala do passado, sim, mas alerta também sobre o presente, afinal de contas, como diria Bertold Brecht, “a cadela do fascismo está sempre no cio”, e diante de uma ameaça tão nefasta, precisamos estar sempre atentos e fortes.

Berlim foi publicada pela Editora Veneta


1Q84 (Haruki Murakami) e muitos outros – Por Felipe Coutinho (escritor, artista, professor e membro do coletivo Sarjeta)

Olá, pessoal do Torre de Vigilância! Tudo bom? 2020 foi o ano que todo mundo que esquecer por motivos óbvios, mas ao mesmo tempo, foi o ano em que ficou evidente o papel das artes em tornar nossas vidas melhores, mais leves; essa é sem dúvidas uma grande lição para levarmos adiante e que acho que prendemos como público. Saímos de 2020 valorizando mais as manifestações artísticas. Por aqui, ouvi muita música e li bastante. Nas leituras, normalmente, me relaciono com essa coisa kafkiana. Adoro um absurdo e tramas psicológicas, mas neste ano foi relativamente diferente: alternei entre a habitual desgraceira de mente e coisas mais leves para distrair. Destaco alguns na literatura: 1Q84, do Haruki Murakami; A arte de produzir efeito sem causa, do Mutarelli; Abusado, de Caco Barcellos; Estação Carandiru, do Dráuzio Varella e Trainspotting, de Irvine Welsh.

Em termos de quadrinhos, li bastante umas Webtoons que acho muito interessantes, elas são: My Giant Nerd Boyfriend, de Fishball; Hellper, de SAKK; Lorem Olympus, de Rachel Smythe; Aisopos, de Yangsoo Kim/DOGADO e reli alguns clássicos dos quadrinhos, como New York, do Eisner e a trilogia sobre quadrinhos do Scott McCloud. Também folheei algumas vezes o Dois irmãos, dos Gêmeos Bá e Moon e Estórias Gerais, de Wellington Srbek e Colin. Esses clássicos estão sempre na minha mesa de trabalho, leio e releio com frequência, além de usar muito como referência. Sobre música: Nine inch Nails, risos.

Desejo a todos um ano novo melhor. Saúde, paz e harmonia. Um abraço.


Ten Years (Randall Munroe) – Por Érico Assis (Tradutor e colunista)

A leitura que mais me marcou em 2020 tem só uma página – ou seja lá como você chamar uma tripa só de webcomic. Chama-se Ten Years, faz parte da série XKCD, e é uma história autobiográfica de Randall Munroe e companheira comemorando dez anos desde que ela descobriu um câncer. E se recuperou, claro. Munroe é um engenheiro, técnico, objetivo, pragmático, com uma sensibilidade artística e narrativa que a gente não costuma ver em engenheiros técnicos objetivos e pragmáticos. E essa noção de engenheiro das coisas entra no jeito como ele faz quadrinhos pra emocionar. É único.

*“Quando me mostraram o gráfico de expectativa de vida em dez anos, eu nunca achei que fosse chegar aqui. Não entendo como você casou comigo quando eu estava horrível. Mas foi muito fofo.”“Você é a pessoa mais legal que eu já conheci. Eu só queria todo o tempo que a gente pudesse ter junto.”“Bom, boas notícias: vou seguir inabalada na minha existência horrenda e inexplicável! Toma essa, biologia!”*

Você pode ler Ten Years clicando AQUI.


Blue Note: Os Últimos Dias da Lei Seca (Mathieu Mariolle e Mikaël Bourgouin) – Por Roberto Siqueira (Leitor e futuro quadrinista)

Por se tratar de algumas temática que eu adoro como, música, lutas, máfia e o período histórico em que se passa, meados dos anos 1920-1933. Período este que sempre rendeu boas histórias, sobretudo para o cinema, e é aí a grande homenagem desse quadrinho europeu para o cinema noir. Roteiro cativante do Mathieu Mariolle e Mikaël Bourgouin, apresentando duas histórias paralelas que se conectam. E a arte e cores do já citado Mikaël Bourgouin e o ponto alto do quadrinho, com uma narrativa envolvente que não deixa o leitor se perder. Uma obra para ser lida e estudada.

Blue Note: Os Últimos Dias da Lei Seca foi publicado pela editora Mythos.


Sabrina (Nick Drnaso) por Vinicius (2Quadrinhos)

“Ninguém retratou os nossos tempos tão bem quanto o Nick Drnaso”. Esta foi a frase que me ocorreu assim que eu acabei a leitura de Sabrina. Na mesma hora, olhei atrás da graphic novel para ver se não foi dali que saiu e… não. Então, por enquanto, vou atribuir a mim mesmo esta frase maravilhosa. A tal Sabrina mal aparece na HQ, na verdade a história vai mostrar as repercussões do desaparecimento da garota na vida das pessoas próximas. Sem nenhum monstro ou criatura sobrenatural, este é o quadrinho mais apavorante que li nos últimos anos.

Em Sabrina vemos como uma vida humana é transformada num suculento espetáculo para alimentar sites famintos por cliques. Além de ilustrar como este mesmo espetáculo dá força a conspiracionistas que, no Brasil, usam termos como “extrema imprensa”, entre outras sandices.

Sabrina foi publicada pela Editora Veneta.


Paracuellos (Carlos Giménez) por Ricardo Ramos

Esse foi um ano em que li bem menos do que eu queria, mas as minhas leituras deram um salto considerável de qualidade. E fico com o misto de emoções em que senti quando li Paracuellos do Carlos Giménez. A história autobiográfica dos meninos nos abrigos, chamados de Auxílio Social, faz você se sentir um deles. Você sente a angustia de estar lá, o medo das governantas, a expectativa perto da visita dos pais, a alegria de alguma brincadeira entre eles, os sonhos de cada um, a violência que sofriam… até quando sentem fome, você sente também.

E sem contar a importância histórica de apresentar para o brasileiro, que parece que esqueceu, como funcionava as ditaduras e suas mazelas. Ela em certos momentos é muito difícil e faz você engolir seco. Em alguns momentos e arranca risos. E te faz sonhar juntamente com as crianças. Que apesar de estarem vivendo o pior momento de todos, são apenas crianças. Com sonhos, brincadeiras e desejos. Foi como estar em 2020. Em 2020, nos fomos essas crianças sonhando e desejando algo melhor.

Paracuellos foi publicado pela Editora Comix Zone

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Conheça a Antologia em Quadrinhos Universo Zero, realizada por autores Potiguares

Já está disponível a antologia Universo Zero, realizado pelo coletivo de quadrinhistas Quadro 9. São oito histórias independentes de autores potiguares com temas como morte, nascimento, medo, solidão e esperança. O projeto ficou viável graças a Seleção Pública 041/2019, promovida pela Prefeitura de Natal, através da Secretária de Cultura (Secult/Funcarte).

O pontapé inicial de Universo Zero foi dado em 2017, quando foram concebidas as primeiras histórias. “Era de aquário”, de Mario Rasec (texto e arte), “A semente”, de Mario Rasec (texto) e Rodrigo Xavier (arte), e “O abrigo”, de Renato Medeiros (texto) e Rodrigo Xavier (arte). Contudo, o projeto ficou engavetado, enquanto cada um seguiu com seus projetos pessoais, ou sob encomenda.


“Tínhamos a ideia de trabalhar com temas diversos e isso possibilitou a escolha de parcerias criativas e/ou alguns também quiseram sozinhos contar outras histórias. A partir daí, outras histórias foram finalizadas, e autores como Carlos Alberto e Marcos Garcia, e este que vos escreve completaram o time, e assim foi finalizado em plena pandemia do Covid-19. E, de forma bizarra (e não incomum) as narrativas possuem esse clima real de opressão e obscurantismo intelectual em que vivemos”
, afirma Leander Moura, um dos autores da antologia.

Universo Zero tem formato 28 x 21 cm, 136 páginas e você pode adquirir o seu exemplar nas redes sociais do Leander Moura e da Cristal Moura. Ou no site Gibizada clicando AQUI.

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Confira os Detalhes de Imperdoável – Volume 5: Redenção. O Último Volume da Série.

A Devir Brasil anunciou que em janeiro de 2021, também conhecido como mês que vem, estará publicando a conclusão de Imperdoável, série de sucesso de crítica e público criada por Mark Waid. A trama apresenta o Plutoniano, o maior super-herói da Terra que enlouquece e se torna o pior vilão do mundo. Agora, a editora conclui a saga  publicando Imperdoável Volume 5: Redenção.

Nesse novo volume, é relevado como os jovens Tony e Evan se tornaram, respectivamente, o Plutoniano e Max Destrutor, realizando assim o crossover entre Imperdoável e Incorruptível (spin-off da série). E, na sequência, graças a uma última tentativa desesperada para derrotar o Plutoniano, o mundo foi contaminado por radiação e os membros remanescentes do Paradigma estão tentando reverter a situação.

Enquanto isso, Qubit promete ao Plutoniano a redenção em troca da salvação do planeta e a pergunta que não quer calar finalmente será respondida: pode um homem ser tão perverso a ponto de ser tornar realmente Imperdoável?

O volume reúne Irredeemable # 32 a 37 e Incorruptible 25 e 26. Vale destacar que Imperdoável foi vencedora do Prêmio Eisner de Melhor Roteirista em 2012.

Imperdoável tem formato 17 x 26 cm, 216 páginas coloridas e capa dura. Os desenhos são de Peter Krause, Eduardo Barreto, Marcio Takara e Damian Couceiro e a tradução de Marquito Maia.

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Intrínseca Anunciou mais Jeff Lemire para 2021: Descender Vol. 2 e a Inédita Family Tree.

A Editora Intrínseca anunciou uma invasão de Jeff Lemire para 2021! Em seu site oficial, a editora divulgou que o badalado autor vai ser figura muito presente ano que vem e com duas publicações: a continuação de Descender e a inédita Family Tree. Vale lembrar que a Intrínseca é a casa brasileira de um dos maiores sucessos de Lemire: Black Hammer.

Descender – Machine Moon

Depois da impactante conclusão de Estrelas de Lata, voltamos a acompanhar a jornada de Tim-21 e seus amigos em Machine Moon, o segundo volume da série, ainda sem título em português.

Na continuação da odisseia cósmica de Jeff Lemire e Dustin Nguyen, a Resistência Robótica Clandestina continua em sua missão de salvar os androides remanescentes da galáxia, quando um misterioso caçador de recompensas surge e promete abalar de vez esse frágil equilíbrio.

Descender tem no seu currículo um prêmio Eisner e retorna ao Brasil no segundo semestre de 2021.


Family Tree: Nascimento

Nessa nova série estamos em meio ao fim do mundo. Mas Lemire apresenta um fim do mundo bem diferente do que imaginamos. E nele conhecemos Meg, uma menina de oito anos, começa a se transformar em uma árvore, sua mãe, seu irmão e seu excêntrico avô embarcam numa jornada desesperada e perigosa em busca da cura, correndo contra o tempo e também contra diversos inimigos para salvar a menina.

Sombrio e impactante, o quadrinho é uma história sobre até onde uma mãe é capaz de ir para salvar seus filhos e sobre a força apocalíptica
da natureza. Escrito por Jeff Lemire e ilustrado por Phil Hester, Family Tree tem previsão de lançamento para março.

Fique ligado na Torre de Vigilância para mais novidades da Editora Intrínseca.

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Sonic the Hedgehog chega aos Quadrinhos pela Geektopia em 2021

O lendário ouriço dos games está retornando ao Brasil! E agora nos quadrinhos. Depois de fazer histórias nos consoles da Sega, nos crossovers Olímpicos com o Super Mário, desenhos animados e um divertido filme ano passado, Sonic chega aos quadrinhos aqui em Terras Tupiniquins.

A Geektopia, selo de quadrinhos do Grupo Novo Século, anunciou a publicação de Sonic the Hedgehog. O anuncio foi feito por um vídeo em suas redes sociais, tendo como base o clássico game da Sega. Confira o vídeo abaixo:

Sonic the Hedgehog começou a ser publicada pela IDW nos EUA em 2018. A história se passa após os eventos do game Sonic Forces, onde a resistência derrotou o Doutor Robotnik, que desaparece, mas seus robôs continuam a atacar pequenas vilas pelo mundo. Então, Sonic, Tails, Knucles e Amy, com os novos aliados, Tangle e Lêmure, buscam proteger os inocentes e descobrir quem está no controle do exército robótico de Robotnik.

A série atualmente conta com 35 edições e é um sucesso de vendas pelo redor do mundo, com publicações em vários países, incluindo o Japão. Já foram lançados cinco encadernados de 96 páginas e mais o especial Sonic the Hedgehog – Tangle & Whisper.

A IDW é a terceira editora a licenciar um quadrinho do ouriço. Antes ele passou com Sonic The Comic (1993 até 2002) pela britânica Fleetway Publications e pela Archie Comics, com Sonic the Hedgehog (1992 até 2017). Aqui no Brasil, Sonic foi publicado em cinco edições pela Editora Escala (1995), a Editora On-Line chegou a lançar cinco edições da série Sonic X (1996), baseada na série animada e a editora Alto Astral publicou uma única edição em 2013.

Sonic the Hedgehog, a série atual, tem roteiros de Ian Flynn, artes de Tracy Yardley, Adam Bryce, Jen Hernandez, Evan Stanley e outros. As capas são do Tyson Hesse, que fez a reformulação do visual do personagem no recente filme.

Sonic the Hedgehog será publicado em 2021. Fique ligado na Torre de Vigilância para mais detalhes.

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Found Footage 2 está com Campanha de Financiamento Coletivo no Catarse!

Found Footage vai ganhar uma sequência! Está no ar a campanha de financiamento coletivo no Catarse para Found Footage 2 e a nova publicação promete seguir o consagrado caminho da edição de estreia. A HQ de Marvin Rodriguez ganhou o Prêmio LeBlanc de Quadrinhos e o III Prêmio ABERST de literatura de Terror. E foi publicada recentemente nos EUA pela editora Behemoth Comics.

Found Footage 2 foi baseada em casos reais e trás uma camada ainda mais realista para o leitor. A trama vai contar sobre um programa vespertino que está sendo apresentado ao vivo no final dos anos 90, quando ele é interrompido pela notícia de um suicida em frente a emissora do Canal 4. As consequências desse acontecimento terão projeções trágicas que mudarão as vidas de todos naquele estúdio.

A primeira edição de Found Footage foi lançada em 2019. A HQ é um projeto experimental de quadrinhos que tem o intuito de imergir o leitor no mundo sombrio do horror através de uma narrativa visual em primeira pessoa usando uma linguagem típica do cinema de terror.

Found Footage 2 terá formato 18,5 x 10,5 cm, 184 páginas, capa de papel cartão 300g e lombada quadrada. Para mais detalhes sobre o projeto, que já é um sucesso, suas recompensas, valores e para apoiar, clique AQUI.

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Conheça Mata-Mata, projeto transmídia de Zé Wellington e Rafael Danta

A Editora Draco está lançando Mata-Mata, um projeto transmídia inovador, descrita como uma experiência que abrange diversas mídias diferentes como podcast, trilha sonora, áudio-book e leitura. Mata-Mata tem roteiro e produção de Zé Wellington (Cangaço Overdrive), ilustrações de Rafael Danta (Mandacaru Vermelho e Lâmina Azulada), trilha sonora de Rafael Cavalcante e áudio drama produzido pela 20a20 Produtora.

Em décadas passadas, o Ceará viveu o auge da era da pistolagem. Políticos guerreavam muito além do campo das palavras, utilizando pistoleiros para executar adversários. Esses controversos matadores ganharam fama no período e eram temidos principalmente nas pequenas cidades. E um Pistoleiro retorna da aposentadoria em uma história sobre vingança e família.

O áudio-drama, que foi produzido pela 20a20 Produtora tem a interpretação dos atores Frank Terranova e Alexandre Fontenele. E como também foi escrito mais acima, Rafael Cavalcante produziu uma trilha sonora com oito músicas, confira na playlist abaixo:

                                                                                         

Você pode conferir o ebook gratuito, por tempo limitado, de Mata-Mata no site da Editora Draco, clicando AQUI. O projeto é financiado pela Chamada Pública 003/2020-SECJEL com fundamento na Lei Federal 14.017/2020, Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural.

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Lost Girls, de Alan Moore, retorna às lojas pela Mythos Editora

A Mythos Editora está relançando no Brasil a série Lost Girls, de Alan Moore e Melinda Gebbie, completa em um único volume. Confira detalhes abaixo!

Em um luxuoso e luxurioso hotel austríaco nos anos 1910, três mulheres encontram-se e passam a contar suas aventuras sexuais enquanto experimentam novas formas de amor. Elas são Wendy, Dorothy e Alice. Quando garotas, elas nos guiaram por mundos de fantasia e, agora, adultas, nos levam a novas terras fantásticas da exploração sexual. Do premiadíssimo mestre dos quadrinhos Alan Moore e da artista Melinda Gebbie, a Mythos relança em formato único a erótica obra-prima Lost Girls! Uma edição de luxo para figurar na coleção dos aficionados pelo Rouxinol de Northampton, como uma de suas criações mais exóticas.

A série Lost Girls já havia sido publicada no Brasil pela editora Devir em 2007, dividida em três volumes. A nova edição da Mythos compila os três álbuns originais, publicados no exterior por Steve Bissette (com os seis primeiros capítulos lançados na antologia Taboo) e Tundra e, posteriormente, pela Top Shelf Productions.

As histórias são baseadas nos contos de fadas da infância das três mulheres. A publicação original, completa, data de 2006, com letras do famoso Todd Klein. A obra foi envolta em polêmicas quando lançada, com alguns lojistas se recusando a vendê-la por conta do conteúdo sexual explícito.

Lost Girls possui 336 páginas encadernadas em capa dura e formato 29,8 x 22,2 cm. O preço de capa sugerido é R$ 139,90. Clique aqui para reservar sua edição na pré-venda com preço mais baixo garantido.