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Espetaculare Meneghetti, graphic novel de Kash Fyre, é a nova publicação da Universo Guará

A Universo Guará Editora começou a pré-venda de Espetaculare Meneghetti, graphic novel de Kash Fyre. A obra conta a história de Gino Meneghetti, um imigrante anarquista italiano, que aterrorizou os poderosos barões do café em 1920.

Meneghetti era considerado um Rodin Hood pelas classes operárias e comunidade imigrantes, ele protagonizou roubos impossíveis e, quando capturado, estrelou escapadas dignas de Houdini.

Os seus feitos, que desafiavam os poderosos e a polícia na época, ganharam fama ao serem noticiados pela imprensa, chegando ao ponto de ser tachado pelos jornais de “o bom ladrão” e “o maior gatuno da América Latina”. Um dos seus apelidos foi Gato de Telhado, devido a sua facilidade de se locomover pelo telhados das casas para fugir dos cercos policiais.

Por roubar somente dos mais ricos, sem ferir ou provocar vítimas e ainda conseguir escapar incólume, tornou-se um figura mitológica para uma imprensa carente de notícias.[10] Mas a notoriedade neste caso veio na contramão para Meneghetti: a polícia, pressionada pela cobertura dos jornais e a consequente repercussão entre o público, decide apanhá-lo a qualquer custo.

Alguns dos disfarces de Meneghetti.

Em Espetaculare Meneghetti, Kash Fyre desempenhou uma forte e importante pesquisa sobre a época, transformando em uma história em quadrinhos que apresenta um resgate muito bem-vindo da nossa iconografia criminal, com uma excelente pesquisa de época, arte singular, vigorosa, e uma narrativa visual.

Espetaculare Meneghetti tem formato 23 x 15 cm, 208 páginas e o preço de R$ 36,00.

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Torre Entrevista: Cadu Simões

Hoje, dia 30/01, é Dia do Quadrinho Nacional, grande parte da produção dos quadrinhos no Brasil é realizada por pessoas que se desdobram em mil com empregos, família etc… para poder dar a sua contribuição a essa arte. E nesse longo caminho dos quadrinhos brazucas, surgiram muitas pessoas que são pilares e cravaram seus nomes, seja com suas contribuições, ou seus discursos e lutas para melhorias para cada um poder publicar sua arte. E uma dessas pessoas é Cadu Simões.

Cadu Simões é autor de gibis lendários como Homem-Grilo e Acelera SP, e sempre de alguma forma esteve presente na cena dos quadrinhos, produzindo, em conversas, eventos ou em bate-papos no icônico Bar do Simões, local capitaneado pelo seu querido pai, que fica em Osasco. E enfrentando uma luta contra o reumatismo que muitas vezes o impede de produzir.

Nessa conversa falamos um pouco sobre como promover a produção de quadrinhos desvinculando noção de mercadoria, a cena de agora com de antigamente, o momento político/econômico do país e como afeta a nona arte e uma dúvida de todo fã: “Seria o Cadu Simões o Homem-Grilo?”

1. O que você está lendo atualmente?

Atualmente estou lendo apenas livros teóricos para faculdade de Letras, que voltei a cursar, depois de ter trancado ela em 2013 por causa do meu reumatismo. Mas assim que eu entrar de férias, pretendo retomar a leitura da minha pilha de quadrinhos que só cresce.

2. Você tem uma interessante ideia de promover a produção de quadrinhos que desvincule a noção do produto como mercadoria a ser vendida num mercado visando a acumulação de capital. Pode dar mais detalhes dessa ideia?

A história em quadrinhos surge, como toda arte, como a poesia, a música, a pintura, não como um produto a ser vendido e comercializado, mas como uma obra a ser apreciada e desfrutada. Mas no século XX, com a criação do formato de revistas em quadrinhos, principalmente dentro do modo de produção e distribuição industrial das grandes editoras, a maioria das pessoas passaram a encarar os quadrinhos apenas como produto e mercadoria e que vai culminar no colecionismo, muitas vezes feito por pessoas nem mesmo leem essas HQs, e apenas ficam exibindo-as na estante.

É como se a obra quadrinhos não existisse mais sem a mercadoria quadrinhos. Mas assim como a música existe sem o produto disco ou CD, os quadrinhos podem existir sem o produto revista ou livro, seja físico ou digital. Então nos meus quadrinhos eu estou tentando um modo de produção e distribuição anticapitalista que vai na contramão do que vem sendo feito tradicionalmente, mesmo nos quadrinhos independentes, desvinculando ao máximo os quadrinhos como mercadoria.

E isso é feito principalmente publicando-os sob uma licença livre Creative Commons, que permite que qualquer um possa copiar, compartilhar e redistribuir minhas obras em qualquer suporte ou formato, assim como transformar, remixar e criar outras obras a partir das minhas, mesmo que para uso comercial, desde que seja dado o crédito apropriado aos autores, que seja indicado a fonte das obras, e que qualquer obra derivada seja distribuída sob a mesma licença, dessa forma promovendo um ciclo virtuoso de cultura livre.

A produção das minhas HQs são financiadas por financiamento coletivo recorrente e são publicadas online, nos sites de cada respectiva série em quadrinhos, de forma gratuita para a leitura de todo mundo, e não apenas para os apoiadores. Afinal, apesar de não existir almoço grátis, uma vez que o almoço foi pago e produzido, porque não compartilhar com os outros? Ainda mais quando esse almoço pode ser copiado e reproduzido infinitamente sem a perda ou o esgotamento de cada cópia.

O objetivo é que seja priorizado pelos leitores o valor de uso dos quadrinhos como objeto artístico e cultural, e não seu valor de troca como mera mercadoria. Assim, todos podem se sentir vontade para ler, compartilhar, imprimir, distribuir e criar obras derivadas a partir das minhas HQs.

O Homem-Grilo

3. Muitos consideram você, digamos, uma “velha guarda” dos quadrinhos nacionais. Ao seu ver, tirando a tecnologia, o que mudou de melhor para que produz quadrinhos no Brasil?

Acho que as duas principais mudança para melhor nos últimos 20 anos, desde que comecei a fazer quadrinhos, foi, primeiro, o aumento na quantidade de eventos de quadrinhos com espaço para quadrinistas. Hoje em dia alguém que está começando e acabou de fazer seu primeiro quadrinho, pode ter uma mesa para vendê-lo em grandes eventos como o FIQ em Belo Horizonte, a Bienal de Quadrinhos em Curitiba, ou a CCXP em São Paulo. Quando comecei isso para mim era impossível.

E segundo, o surgimento das plataformas de financiamento coletivo, como o Catarse, que permitiu o financiamento de várias obras em quadrinhos de forma independente, em que talvez não veriam a luz do dia nem em editoras.

4. E invertendo a pergunta: o que piorou?

O que piorou foi certamente o encerramento de diversos programas e políticas públicas federais que ajudaram a fomentar não só os quadrinhos, mas o mercado editorial como um todo entre 2003 até mais ou menos 2015. Hoje não existe mais nada disso. O governo Temer começou a cortar vários desses programas, e o governo Bolsonaro terminou de acabar com tudo (e acabou com o próprio Ministério da Cultura). Espero algum dia podermos ter novamente um governo federal que fomente não só o mercado editorial, mas a cultura como um todo.

5. No meio de um país que estamos enfrentando uma corja/onda fascista, e que chega em todas as mídias, inclusive as HQs, eu acho que devemos sair da nossa bolha de conhecimento, e apresentar para outros públicos os ideais. Na sua visão qual é a melhor forma de sair dessa bolha? Com uma obra direta (tipo pé na porta) ou com mais sutileza?

Acho que não tem um modo correto. Eu mesmo tenho quadrinhos no qual a mensagem política antifascista é mais sutil, como o Homem-Grilo, e outros em que a mensagem é mais direta e escancarada, como Acelera SP. O importante é o quadrinista se posicionar contra o fascismo, pois não dá pra ficar neutro diante dele.

6. Uma bebida para a hora da leitura?

Chá é sempre uma boa opção.

7. Tirando o Homem-Grilo & Sideralman, que são os xodós, qual obra você tem aquele lugar mas quentinho no coração e porquê?

Acho que é Acelera SP. É a minha obra mais difícil de ser escrita, a que mais me exige pesquisa, mas é a que mais me dá retorno de leitores nos últimos tempos. Muito disso acontece, creio, pela atual fase política que vivemos.

8. Como a vida pessoal do Cadu Simões conversa e se mistura com as suas próprias obras? Você seria o Homem-Grilo?

Não, não sou o Homem-Grilo. Mas ele tem muitas características de alguns amigos de infância meu. É nesse aspecto que minha vida pessoal conversa e se mistura com minhas obras. Sempre acabo incluindo elementos da minha vida nas minhas obras, ainda que muitas vezes de forma sútil e nem sempre direta.

9. Quais os próximos trabalhos?

Eu tenho escrito três novas histórias, mas que não sei exatamente quando começarei a publicá-las, pois nenhuma delas tem ainda desenhista. Então por hora não tenho como falar mais sobre elas. Mas pretendo continuar publicando novas HQs dentro das minhas séries já existentes, como o Homem-Grilo, Nova Hélade, Cosmogonias e Acelera SP. E como sempre, tudo gratuito na internet sob Creative Commons.

Para poder ler os quadrinhos do Cadu Simões e acompanhar todo o seu trabalho, clique AQUI.

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Revolta da Vacina, do André Diniz, é o novo lançamento da DarkSide Books

Revolta da Vacina é o mais novo trabalho do quadrinista André Diniz e o primeiro do autor pela DarkSide Books. A editora já começou a pré-venda com brinde exclusivo da HQ que narra o motim popular ocorrido entre 10 e 16 de novembro de 1904, onde por causa da pandemia da Varíola as camadas populares rejeitavam a vacina.

Nessa época o Rio de Janeiro ainda era capital do Brasil e a cidade passava por um processo de industrialização e aumento populacional, o que ocasionou condições precárias que favoreciam a proliferação de doenças, especialmente nas regiões mais pobres. Com o surto de diversas doenças como Febre Amarela, Peste Bubônica e a Varíola. Sendo essa última combatida com vacinação. Assim o médico Oswaldo Cruz, responsável pela campanha de saneamento, determinou que ela fosse obrigatória. O que ocasionou uma revolta popular.

Em Revolta da Vacina, do André Diniz, vamos acompanhar a trajetória de Zelito, um jovem ilustrador cearense que parte para o Rio de Janeiro e tem seis meses para provar ao pai que pode construir uma carreira de futuro. Na capital, enquanto procura trabalho como cartunista nos jornais, ele se envolve nas manifestações que iriam culminar na rebelião que sacudiu a cidade.

A publicação foi resultado de uma pesquisa meticulosa que a transformou em um documento da persistência de nossas mazelas históricas, que pretende informar tanto o jovem leitor brasileiro em primeiro contato com o tema, como aqueles já familiarizados com a história. Mas todos se identificarão com as similaridades entre o Brasil do início do Século 20 e o que ocorre atualmente com a pandemia do COVID-19 e a chegada da esperada vacina. Que também sofre com rejeição e mentiras de parte da sociedade e de alguns membros do poder público.

Uma das charges mais famosas foi essa publicada na revista O Malho em 29 de outubro de 1904.

Revolta da Vacina tem formato 16 x 23 cm, 176 páginas, capa dura e o preço de R$ 59,90. A publicação conta ainda com uma vasta seleção de charges da época a respeito da vacinação obrigatória, além de posfácio do historiador Luiz Antonio Simas.

Revolta da Vacina pode ser adquirida no site da DarkSide Books clicando AQUI.

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Torre Entrevista: Bruno Brunelli

No início do ano começou a campanha de financiamento coletivo para Zé, HQ com roteiro de Alessio Esteves (DestiNation, Zikas) e desenhos de Bruno Brunelli (Veludo dos 9 infernos, Pontos Ilustrados). Aqui nos conhecemos parte da vida do Zé Pelintra, uma das entidades mais famosas da mística brasileira, Protetor da Boemia, dos bares e dos jogos. A entidade é conhecida pelo o visual de malandro supremo.

A obra busca juntar as mais diversas lendas sobre a sua origem e juntar em uma história única, abordando desde a sua infância difícil na Bahia até o início de sua vida adulta, no Recife, quando é iniciado na Jurema.

Agora, quase um mês depois do início da campanha, batemos um papo com o desenhista Bruno Brunelli. Onde procuramos saber mais sobre Zé, a sua importância em meio a uma sociedade que recrimina culturas e religiões e os seus planos para 2021.

1. Como surgiu a ideia para a HQ do Zé?

Faz muuuuuito tempo. Quando comecei o Pontos Ilustrados eu já tinha essa história na mente. Como o Zé Pelintra tem muitas histórias e lendas, sempre tive vontade de ler algo completo, sabe? E na época eu estava lendo bastante romances baseados em reconstruções históricas ao estilo Bernard Cornwell e Conn Iggulden, então resolvi fazer o mesmo com o Zé. Fui atrás das histórias em livros, sites, boca a boca, misturei tudo numa narrativa pra ver o que saía. E eu curti! Só que não dava pra fazer uma HQ com aquilo, e foi aí que pedi socorro pro Alessio.

2. Tanto você quanto o Alessio Esteves entendem do assunto na questão religiosa e histórica. Zé tem o intuito de levar o conceito de “popularizar” a história da Entidade?

Exatamente. Na verdade ele já é muito popular em várias mídias, e agora em HQ também. Quanto mais Zé melhor!

Capa de Zé

3. Como foi esse processo de criação? Por vocês dois serem muito familiarizados com o assunto, serem praticantes da religião, existiu muito pitaco de ambos os lados?

De minha parte foi bem tranquilo. Claro que tivemos nossos altos e baixos, né, principalmente por ser 2020. A história em si estava bem encaminhada, mas o Alessio fez MÁGICA transformando a narrativa em HQ, e com acréscimos muito importantes. Foi literalmente um trabalho em 4 mãos. “Põe isso, tira aquilo, poxa isso não achei legal, e se fizer desse jeito…” e assim foi. Aliás, aconselho perguntar pra ele.

4. Qual a importância de mídias falarem mais abertamente sobre a Umbanda em geral, mas que falem de um modo não preconceituoso e nem daquela forma que “tradicional” que costumamos ver?

De suma importância. Pô, mais fácil a galera saber sobre nórdicos do que nossa própria cultura, que é RIQUÍSSIMA. Só de ter cada vez mais artistas brasileiros por aí já é massa demais, ainda mais colocando as brasilidades à tona me deixa muito feliz. Seja no cunho espiritual, seja nos mitos populares, na cultura e no estilo de viver, precisamos cada vez mais mostrar com orgulho tudo isso.

5. Existe a possibilidade de outras Entidades receberem projetos como Zé?

TEM! É tudo que posso dizer no momento.

Veludo dos 9 Infernos, trabalho autoral de Bruno Brunelli

6. Existiu uma pesquisa de sua parte, para o visual do personagem quando mais jovem, ou para os cenários? Ou alguma inspiração em especial?

Ah sim, com certeza. Uma narrativa precisa ser coesa. Tenho rascunhos e mais rascunhos fazendo os personagens, velhos e novos, vestuário, como eram as cidades e sua vivência. A história não tem uma data oficial definida, mas se passa mais pro final de 1800 e no final do Império.

7. O que vocês estão fazendo com Zé é bem importante e pode ser um marco. Pois eu vejo como apresentar uma religião rica, que tem uma cultura muito rica também. E geralmente quando vemos religião retratadas em quadrinhos, é para apresentar uma falha de dogmas, ou caráter de quem frequenta. Existiu um cuidado de balancear essa parte de cultura e de apresentar a religiosidade sem parecer um clichê?

Na HQ a gente trata ele mais como uma possível figura histórica do que uma figura religiosa, sabe? Na verdade, a questão é mais de espiritualidade do que religiosidade propriamente dita. A exemplo de seu Zé, como dizem as lendas, ele permeia por várias “religiões” que se conversam entre si, não negando mas também não se atendo a nenhuma, como a gente mesmo faz hoje em dia. Veja se não somos um povo “católico” que se benze com arruda e ainda tem um Buda cheio de moedas na estante da sala! (RISOS). Então no final a religião serve mais para rotular algo que já nos é inato. Ele pode ser adorado na Jurema, na Umbanda, e no Carnaval (que é uma religião SIM).

8. Quais os planos de quadrinhos do Bruno para 2021?

Oficialmente, até o momento, é o Zé e sua continuação, retomar a Parte 3 de Veludo dos 9 Infernos, o Pontos Ilustrados que é um projeto eterno, e uma coletânea de um novo coletivo FODA que tá pra nascer em breve!

Para conhecer mais o trabalho do Bruno, pode acessar AQUI. E para conhecer mais detalhes, recompensas e claro para apoiar a campanha de Zé clique AQUI.

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Eu fui um Garoto Gorila, de Fábio Vermelho, está em pré-venda pela Editora Veneta

A editora Veneta começou a pré-venda de Eu fui um Garoto Gorila, quadrinho de autoria de Fábio Vermelho. A história foi publicada originalmente em inglês pelo zine Weird Comix entre os anos de 2016 e 2020.

Ambientada nos anos de 1950, Eu fui um Garoto Gorila conta a história de Dennis, um jovem que mora na cidade de Wets Moss, um lugar onde coisas estranhas acontecem. Mas nada tão estranho quanto um furioso gorila assassino que apareceu sem explicação, deixando um rastro de morte e desespero por onde passa.

O mistério ainda aumenta pois ninguém sabe de onde o gorila assassino veio, porque ele está realizando uma carnificina e quem poderá deter essa fera.

A história de Fábio Vermelho foi muito elogiada e  tem influências dos quadrinhos da EC Comics, de Robert Crumb, do cinema de John Waters e da música do The Cramps. A edição da Veneta ainda conta com Goo-Goo Muck, outra história publicada na Weird Comix passada em West Moss, e uma série de ilustrações sobre a rotina, quase pacata, da cidade.

Eu fui um Garoto Gorila tem formato 21 x 28 cm, 160 páginas e o lançamento oficial será em 31 de março.

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Semana do Quadrinho Nacional anuncia lançamento do documentário Nanquim com Açaí

Vai acontecer no próximo sábado, dia 30/01, a estreia do web documentário Nanquim com Açaí, que tem a produção de Sâmela Hidalgo e Evaldo Vasconcelos, o lançamento do filme será uma comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional, que é justamente nessa mesma data.

O lançamento de Nanquim com Açaí é promovido pelo festival Semana do Quadrinho Nacional – Manaus, que teve a sua terceira edição adiada em respeito a todas as famílias que sofreram perdas imensuráveis em razão da pandemia do COVID-19 e a má gestão politica, o festival ainda vai acontecer em uma data a ser escolhida.

O filme Nanquim com Açaí fala justamente de como a pandemia do coronavírus afetou a produção de quadrinhos no estado do Amazonas. A serelepe Sâmela e o polivalente Evaldo conversam com sete convidados que respiram uma das cenas de quadrinhos que mais ganhou força e importância nos últimos anos, são eles: Levi Gama, Emerson Medina, Ademar Vieira, Luiz Andrade, Rayanne Cardoso, Daniela Soares e Rafaela Pimentel.

Nanquim com Açaí poderá ser conferido no canal do YouTube oficial do evento, clicando AQUI.

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A Importante HQ Guarani -A Terra Sem Mal, Chega ao Brasil pela Comix Zone

A Editora Comix Zone, não é de hoje, vem realizando um importante resgate histórico nos quadrinhos. Está sendo assim com as obras Capa Preta e Mundo Pet, ambos do Lourenço Mutarelli e com obras como Paracuellos de Carlos Giménez. E agora a editora traz um importante, e sangrento, evento da história sul americana que é muito… digamos… deixada de lado ou esquecida de propósito, por muitos brasileiros: Batalha de Acosta Ñu, imortalizada na HQ Guarani -A Terra Sem Mal dos argentinos Diego Agrimbau (roteiro) e Gabriel Ippóliti (arte).

Batalha de Acosta Ñu, que em 2019 completou 150 anos, aconteceu quase no apagar das luzes da Guerra do Paraguai, quando o Paraguai enfrentou os Exércitos do Brasil, da Argentina e do Uruguai. Que você aprende na escola como Tríplice Aliança. Durante os cinco anos de conflito estima-se que foram mortos entre 200 mil e 300 mil paraguaios, 80% eram homens.

Foi quando o governo Paraguaio recrutou crianças na idade de 6 até 14 anos e os enviaram para o front de batalha. Existem relatos de crianças desesperadas no campo de batalha, agarrando nas pernas dos soldados brasileiros, chorando pedindo que não os matassem e eram degoladas no ato. Em O Guarani – A Terra Sem Mal, A Batalha de Acosta Ñu foi testemunhada pelo fotografo francês Pierre Duprat, que veio para o continente com o pretexto da etnografia, suas fotos se destinam ao público parisiense ávido pelas belezas nativas… mas o exotismo e a aventura darão rapidamente lugar ao horror.  E é em cima desse olhar que a trama de se desenrola.

Guarani – A Terra Sem Mal em acabamento de luxo, com formato grande, capa dura com verniz localizado, 128 páginas em cores, impressas em papel couché de alta gramatura, além de um marcador de páginas exclusivo. A tradução é do Thiago Ferreira.

A edição já se encontra em pré-venda na Amazon com um desconto de 30%.

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Editora Kitembo está publicando Os 3 Esús e o Tempo, de Rodrigo Cândido

A Editora Kitembo já começou a venda de Os 3 Esús e o Tempo, quadrinho que tem roteiro e desenhos de Rodrigo Cândido, que faz a sua estreia em um trabalho solo. A HQ fala sobre legados, fé e ancestralidades.

Confira a sinopse de Os 3 Esús e o Tempo abaixo:

“Nem os Imortais sabiam as consequências de se mexer com o tempo, porém um dos aprendizes de Orunmilá cumpriu uma profecia antiga, quebrou o tempo e promoveu o encontro de três dimensões! Os 3 esús e o tempo é uma aventura afrofuturista sobre nossos legados, heranças e ancestralidades.”

 

A editora Kitembo, que tem um foco em literatura fantástica e especulativa por jovens ou escritores e escritoras negras, vem realizando um belo trabalho publicando e descobrindo belos talentos, como o Rodrigo Cândido. Para saber mais sobre o autor, acesse o Instagram dele.

Os 3 Esús e o Tempo tem tamanho 21 x 26 cm, 40 páginas coloridas e argumento é do Israel Neto. Para adquirir o seu exemplar, é só clicar AQUI.

 

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Cartunista Daniel Paiva publica a coletânea Beto e Dé e outros Quadrinhos Canábicos

O cartunista Daniel Paiva está publicando Beto e Dé e outros Quadrinhos Canábicos, uma coletânea de tirinhas e quadrinhos criados por ele que tem a temática da canabis. Recentemente, Daniel foi proibido de continuar a fazer tirinhas do personagem Boldinho, depois da notificação extrajudicial por parte da Mauricio de Sousa Produções, alegando que o personagem causa descrédito a obra original.

Publicadas nas revistas Tarja Preta, a partir de 2004, e Semsemente em 2012, as tirinhas de Beto e De, dois amigos que passam a maior parte do tempo fumando maconha, destrincham os hábitos particulares dos usuários da erva. Acompanhados de outros personagens que também ganharam o traço de Daniel como Capitão Presença e Curubirra.

A edição será desfigurada e desmantelada pelo autor para suprimir a aparição do personagem alvo de notificação extrajudicial. Por isso o preço está com desconto de 10%. Para poder adquirir o seu exemplar clique AQUI.

Beto e Dé e outros Quadrinhos Canábicos tem formato 17 x 25cm, 114 páginas coloridas e é recomendada para maiores de 18 anos. Para conhecer mais sobre o trabalho do Daniel Paiva, pode acessar o seu Instagram.

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Editora Conrad publica a Biografia de Jack Kirby

Já começou a venda de uma das graphics novel mais esperadas dos últimos meses, Jack Kirby: A Épica Biografia do Rei dos Quadrinhos escrita e desenhada por Tom Scioli, é uma biografia em quadrinhos do influente e icônico Jack kirby. A publicação é da Editora Conrad.

Jack Kirby: A Épica Biografia do Rei dos Quadrinhos foi publicado originalmente em 2020 nos EUA pela editora Ten Speed Press, e nela, Tom Scioli, que tem um estilo de desenho muito parecido com o de Kirby, conta a história da lenda desde a sua infância, crescendo em Nova York durante a Grande Depressão e descobrindo o amor e a vocação pela ficção científica e desenhos animados.

A história ainda passa para o tempo em que Jack Kirby ficou na linha de frente da Segunda Guerra Mundial. Scioli mostra como foi a parceria com Stan Lee na Marvel Comics, onde seus personagens que são pilares da Casa das Ideias, salvaram a editora da falência. E se tornaram lendas da cultura pop em geral. As mudanças para a DC Comics onde criou Darkseid, Novos Deuses entre outros. A parte final da vida do desenhista, onde ele luta para receber o reconhecimento e a compensação que acreditava que seu trabalho merecia, e mais tarde a sua família lutando para preservar o seu legado artístico.

Jack Kirby: A Épica Biografia do Rei dos Quadrinhos tem formato 17 x 24 cm, 208 páginas e a tradução é do Érico Assis.