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Literatura

Campanha do livro O Melhor do Terror dos Anos 80, da Editora Skript, está no Catarse

Essa é para todo fã de filme de terror!

Está no ar a campanha de financiamento coletivo do livro O Melhor do Terror dos Anos 80 promovida pela Editora Skript. A publicação trará ensaios e críticas sobre o cinema de horror da década de 1980, elencados por vinte e cinco especialistas sobre as obras.

A década de 80 foi muito rica para o gênero, pois foi a época que se tornaram ícones do cinema mundial e acabou influenciando uma geração de cineastas, escritores e fãs. Foi durante os anos 1980 que surgiram clássicos como A Hora do Pesadelo (1984), Sexta-feira 13 (1980), A Mosca (1988), Brinquedo Assassino (1988), Poltergeist – O Fenômeno (1982) entre outros que se tornaram super populares, mudaram a industria do cinema de terror/suspense e entraram para o hall da cultura pop em geral.

O objetivo de O Melhor do Terror dos Anos 80 é justamente celebrar uma década tão rica de filmes do gênero, e a Editora Skript, autora de outras campanhas vitoriosas no Catarse, escolheu bem o time para essa celebração.

A capa é de autoria de Marcel Bartholo e tem diversas referências aos clássicos da época. Confira na galeria abaixo:

 

O Melhor do Terror dos Anos 80 tem lançamento previsto para outubro de 2020. Para saber mais sobre a campanha, valores e recompensas, clique AQUI.

 

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Quadrinhos

Biblioteca Will Eisner – Volume 2, da Devir Brasil, está em pré-venda

A Devir Brasil anunciou o início da pré-venda de Biblioteca Will Eisner – Volume 2 – O Milagre da Vida. Completando assim a coleção de dois volumes de diversas obras do grande autor norte-americano. O primeiro volume, intitulado Um Contrato com Deus, reuniu as graphic novels: Deus, A força da vida e Avenida Dropsie, foi publicado ano passado.

Biblioteca Eisner – Volume 2 – O milagre da Vida reúne as histórias Assunto de Família, Um Sinal do Espaço e Pequenos Milagres. O volume ainda traz Brasil Will Eisner Reader, uma coleção de sete histórias curtas inéditas no Brasil.

O que cientistas, espiões, políticos, matadores de aluguel, velhinho aposentados, donas de casa e meninos de rua têm em comum?

Há histórias ocultas nos lugares mais improváveis. Nas ruas de uma vizinhança sofrida, os milagres podem acontecer em qualquer esquina ou beco sujo. Até mesmo fora daqui, na escuridão que aloja os possíveis sinais de vida inteligente vindos de um outro mundo. Como as pessoas reagem a isso tudo? De que maneira elas lidam com ressentimentos que estavam soterrados pelo tempo e voltam à tona para destruir qualquer vestígio de esperança?

 

São contos de incrível coincidência e demasiada sorte recheados de amor, perda, esperança e surpresa reunidos neste volume que confirma o saudoso Will Eisner como um verdadeiro mestre no gênero dos quadrinhos.

Biblioteca Will Eisner – Volume 2 – O milagre da vida tem formato 19 x 26 cm, 416 páginas, capa dura e o preço de R$ 165,00 e já se encontra em pré-venda na Amazon Brasil com o frete grátis.

 

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Quadrinhos

The Last Ronin | História apresentará um futuro distópico das Tartarugas Ninja

A IDW Publishing divulgou as primeiras páginas de Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, a história que apresenta um futuro sombrio e distópico do universo das Tartarugas Ninja. A minissérie terá cinco edições com roteiro de Kevin Eastman (co-criador dos personagens) e Tom Waltz. Os desenhos são de Andy Kuhn.

The Last Ronin vai apresentar uma Nova York sitiada onde uma solitária Tartaruga está em uma missão sem esperança para obter justiça para sua família e amigos. A história foi baseada em um script escrito por Kevin Eastman e Peter Laird em 1987 e estava na gaveta desde então.

“Cerca de dez anos atrás, eu encontrei um esboço de 20 páginas para uma história da TMNT que Peter e eu escrevemos juntos em 1987”, disse Eastman em comunicado sobre a nova série. “A história se passava 30 anos no futuro, ou seja 2017. Atualizar e terminar essa história é como um poema de amor sincero para todos os universos da TMNT.”

 

O roteirista Tom Waltz disse que ficou impressionado quando leu a esboço original de 1987, por apresentar uma previsão assustadora de Peter Laird sobre os avanços tecnológicos e sociológicos da sociedade como uma ideia de história empolgante e versátil, projetada de forma que pode ser facilmente modificada. A trama foi revisada e atualizada, e agora se passa no ano de 2040.

Cada edição de Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin terá 48 páginas, sendo que a primeira edição terá três capas diferentes: uma edição regular com arte de Eastman e duas edições de incentivo ao varejista. Com uma capa de Estman e uma do brasileiro Mateus Santolouco, um dos principais artistas da mensal das Tartarugas Ninja publicada pela IDW.

Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin será lançada ainda esse ano.

 

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Quadrinhos

Devir Brasil anuncia The Bojeffries Saga de Alan Moore e East of West de Jonathan Hickman

A Editora Devir anunciou dois lançamentos durante a live do Mundo Gonzo no último dia 17 de abril. E serão obras de dois pesos pesados dos quadrinhos mundiais: a hilária The BoJeffries Saga de Alan Moore e a distópica East of West de Jonathan Hickman. A revelação foi feita por Paulo Roberto da Silva Jr, gerente editorial da Devir Brasil.

The BoJeffries Saga

Publicada pela editora britânica 2000 AD, entre 1983 e 1991, The BoJeffries Saga é um dos primeiros trabalhos de Alan Moore. Ela foi escrita durante o mesmo período de clássicos como V de Vingança e fazia uma revolução em Miracleman. A história de uma família monstro, que reside em um bairro de casas populares em Northampton, que é composta por Jobremus Bojffries (o patriarca) Ginda Bojeffries (a filha, um brucutu ameaçador), Reth Bojeffries (o bebê que produz energia atômica), Tio Raoul Zlüdotny (um lobisomen), Tio Festus Zlüdotny (um vampiro inepto) e o Vovô Podlasp (uma criatura antiga, amorfa e poderosa). Como toda boa sátira, The Bojeffries Saga tira um bom sarro da vida cotidiana dos ingleses em trejeitos totalmente autobiográficos que repetem à infância de Moore. A série possui artes de Steve Parkhouse e indicada ao Eisner Award, o Oscar dos quadrinhos, na categoria Melhor Álbum Gráfico.

Desde a sua última publicação, tanto Alan Moore, quanto Parkhouse deixaram em aberto o futuro de The BoJeffries Saga. No ano de 2009, Moore falou que tinha uma ideia para uma nova história onde mostraria o impacto da cultura atual nos personagens. Mas isso foi a dez anos atrás e todos sabemos como é o Moore…

East West

East of West foi considerado um dos melhores quadrinhos autorais de 2013 e foi publicado originalmente pela Image. Com roteiro de Jonathan Hickman e desenho de Nick Dragotta, a trama passa em um futuro distópico, misturando faroeste com ficção científica, onde os cavaleiros do apocalipse Guerra, Peste e Fome renascem com a missão de cumprir seu destino bíblico de iniciar o Fim dos Tempos e matar o quarto cavaleiro, a Morte. Ao contrário de seus ex-colegas, Morte busca vingança contra o grupo conhecido como Os Escolhidos.

Detalhes da publicação assim como datas de lançamentos ainda não foram divulgados. Mas devem chegar ainda no primeiro semestre desse ano. No mês passado, a Devir Brasil anunciou as reimpressões de The Boys, Paper Girls e Tekkon Kinkreet, saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Quadrinhos

A Máfia dos Tigres terá uma adaptação para os Quadrinhos

O mais recente sucesso da Netflix vai ganhar uma versão em quadrinhos. O documentário A Máfia dos Tigres será publicado pela Tidalware Productions e será lançado já em junho nos EUA em volume único e em formatos físico e digital. O roteiro será de Michael Frizell e os desenhos de Joe Paradise e terá o título de Infamous: Tiger King.

A série Infamous é famosa nos EUA por adaptar para os quadrinhos as biografias de Charlie Sheen e Lindsay Lohan.

“Não tem como inventar essa parada”, disse Michael Frizell no comunicado da Tidalware Productions. “É um desafio encontrar um foco para a HQ, tem muita coisa acontecendo nessa história”.

Infamous: Tiger King terá duas capas alternativas. Uma com Joe Exotic e Carole Baskin e outra com um tigre estilizado. Confira as artes abaixo:

A Máfia dos Tigres estreou em março no serviço de streaming e rapidamente chegou a marca de 34.3 milhões de espectadores em apenas 10 dias. O documentário conta a vida de Joe “Exotic” Maldonado-Passage, dono de um zoológico que acada se envolvendo com o submundo dos criadores de grandes felinos e acada acusado e encomendar o assassinato da dona do Big Cat Rescue e ativista dos direitos dos animais Carole Baskin.

 

 

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Quadrinhos

Editora Veneta Começou a Pré-Venda da Graphic Novel Prof. Fall

E seguindo o seu calendário de lançamentos para 2020, a Veneta começou a pré-venda da graphic novel Prof. Fall, adaptação do romance homônimo de Tristan Perreton, capitaneado pelo quadrinhista Ivan Brun. A trama mistura suspense com fantasia e critica social.

Lançado na frança em 2017, Prof. Fall, conta a história de Michael, depois de presenciar um suicídio, fica abalado e acaba recorrendo à um coquetel de antidepressivos e um misterioso feitiço hipnótico. Essa mistura perigosa joga Michael em uma espiral de delírios e violência, que o fazem revisitar diversas cenas da vida do suicida, e se depara com um mundo de armas, drogas e guerra civil na África pós-colonial.

 

A Editora Veneta ainda irá publicar esse ano Pélpum de Blutch, Reanimator de Juscelino Neco, Beco do Rosário da Ana Luiz Koehler. E o próximo lançamento será Discurso sobre o Colonialismo por Aimé e Marcelo D’Salete.

Prof. Fall tem formato 21 x 1,5 x 28 cm, 176 páginas e o lançamento oficial está previsto para o próximo 20 de abril.

 

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Detective Comics Quadrinhos

HQ Apresenta uma Nova Visão sobre Judas: Vilão ou peça importante para Ressurreição?

“Fui nomeado o vilão da história. Nenhum homem recebeu meu nome novamente.”

A história todos conhecem. Judas traí Jesus. Jesus é julgado, é crucificado, morre e ressuscita no terceiro dia. Judas se mata após perceber o que tinha feito. Cheio de dor e arrependimento. Mas o que acontece com Judas logo após o seu suicídio? O que aconteceu com a alma do homem que foi destinado a ser vilão na história mais famosa e importante de todo o Cristianismo?

Mas a questão que mais deixa Judas mais confuso é: Jesus sabia? Ele sabia do que ia acontecer desde o princípio? Sabia que Judas seria o traidor e que o transformaria em um pária para toda a eternidade? Que condenaria até mesmo o simples citar de seu nome?

São essas questões que são levantadas na HQ Judas de Jeff Loveness.

A minissérie foi publicada originalmente em 2017, em quatro edições pela Boom! Studios nos EUA, e começa com o pé fundo no acelerador com questionamentos ao cristianismo e o que o cerca. Questões como se Deus é Todo-Poderoso e bondoso, por que criou um mundo onde as pessoas sofrem? A jornada de Judas pelo inferno é cheia de exemplos de que Deus sempre precisa de um vilão para exercer sua divindade e amor ao mundo. A história apresenta os destinos de personagens como o Faraó de Moíses, Jezebel, Golias e a Esposa de Ló e como esses sofrem por toda a eternidade. Eis que a indignação de Judas ganha mais vapor. Se Deus é grandioso, porque eles foram escolhidos? Onde está o livre arbítrio?

Mas, engana-se que Judas é um quadrinhos que só levanta bandeiras que revoltaria todo cristão. Ela na verdade é uma narrativa de redenção. Uma sincera exploração de fé, amizade e perdão. Onde Judas finalmente entende o porque de ser o escolhido. O porque teve seu nome e tudo que seja relacionado à ele condenado para sempre. No fim entendemos que o velho chavão “escreve certo, por linhas tortas” é um dos pilares do Cristianismo.

As escrituras falam de após a sua morte, Jesus desceu às profundezas da terra. No Novo Testamento, existem afirmações que Jesus ressuscitou dentre os mortos. Em Efésios 4:9, 10 diz: “Jesus Cristo desceu aos infernos, ressuscitou dos mortos no terceiro dia Jesus desceu às profundezas da terra. Aquele que desceu é também aquele que subiu”. Mas as próprias escrituras não detalham muito sobre isso, dizem que venceu a Morte, e trouxe a salvação para todos os justos que vieram antes dele para os que vieram depois, mas exatamente como acontece não está relacionado. E são nessas lacunas, que a história de redenção de Jeff Loveness atua.

O roteiro é bom e por ser uma visão não muito explorada acaba te prendendo até o fim. Você compadece e entende a dor e frustração de Judas durante o período e por alguns momentos, a narrativa te convence e te traz questionamentos. Jeff consegue trazer uma vírgula em uma história que é pilar forte e tradicional de toda redenção e perdão do Cristianismo, e que é ocasionada por uma traição.

As artes são um espetáculo a parte que passeia entre expressões depressivas, soberbas e de sofridas. O inferno é como uma caverna tenebrosa, fria e sem amor. Os desenhos de Jakub Rebelka são como os que vemos em vitrais das igrejas, o que ajuda a familiarizar a trama. Mas o grande destaque mesmo são as cores. As tintas espessas e a coloração que vai de um cinza insosso, passeando por um vermelho sangue poderoso e um amarelo redentor. As cores chocam como passeiam por um misto de desesperança, dúvidas, ódio e amor.

Infelizmente Judas nunca foi publicada no Brasil. Nenhuma editora tupiniquim se interessou a lançar o material por aqui. Acredito que seria uma experiência bacana, e imagino que, considerando os fanáticos religiosos cristãos, seria uma grande polêmica sendo lançada por aqui.

Hoje em dia você pode conseguir na Amazon Brasil em inglês no formato de volume único.

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Detective Comics Quadrinhos

Tenha, Seja, pratique mais Calvin & Haroldo durante a sua Quarentena

No quase final de outono de 1985, mais precisamente no dia 18 de novembro, o norte-americano Bill Watterson publicava a primeira tira de Calvin e Haroldo nos EUA. Ali era dado o pontapé inicial da trajetória do menino com seu tigre de pelúcia imaginário e suas tiras cheias de aventuras, travessuras e reflexões. E depois de muitos anos divertindo milhões ao redor do mundo, conquistando adultos, crianças e prêmios como o Reuben Award. No ano de 1995, Waterson pôs um ponto final na sua história.

As tiras eram sobre Calvin, um garoto de seis anos cheio de personalidade, que fala o que bem entende, sem papas na língua, e seu único amigo verdadeiro: um tigre de pelúcia chamado Haroldo. O tigre, pela imaginação do menino toma vida e participa ativamente de suas histórias. Tomando decisões, falando sobre os mais diversos assuntos que vão desde dever de casa, morte, família, passando por política e até mesmo direitos civis. Tudo isso dentro das fantasias mirabolantes criadas por Calvin.

E são nessas fantasias onde quero chegar. Onde elas são necessárias e até para deixar-nos com os pés no chão. Hoje em dia, com um mundo virtual mais interativo, fantasiar ficou meio que banal. Muitas vezes deixamos de simplesmente deitar e nos imaginar em outros mundos. Ou como grandes estrelas da música enquanto ouvimos músicas. Ou até mesmo de escrever versos para a pessoa amada enquanto estamos simplesmente sentados no vaso sanitário. Não, não é ironia.

Convido você, estimado leitor, a lembrar quando foi a última vez que simplesmente deitou no chão da sua sala, ou no seu sofá, ou acordou e ficou olhando para o teto pensando. Sonhando. Viajando. Fantasiando como pode ser o seu dia, ou como poderia ter sido. Não, não falo em remoer ou se arrepender sobre decisões tomadas. E sim fantasiar coisas, sejam elas absurdas ou normais. Quando foi a última vez em que você escreveu um texto, um paragrafo que seja com caneta e papel?

Estamos perdendo nossa arte de fantasiar?

Matamos o Calvin que existe dentro de todos nós?

As tirinhas de Bill Watterson constituem frequentemente de uma fuga à cruel realidade do mundo moderno que Calvin fazia, e assim explorava a natureza humana. A natureza inocente de uma criança que acha que deveria ter direito ao voto por não querer que os adultos tomassem decisões para ele, sendo que pela realidade mundial que ele enxergava, os adultos só tomavam decisões ruins. Mas era a mesma criança que fugia do dever de casa, de tarefas simples e tinha medo de ficar com a babá. Vejo que perdemos esse gatilho de recriar nossas fantasias. Seja por causa de um mundo atribulado. Cheio de correrias de nossos compromisso. Seja por que simplesmente não gostamos mais de fantasiar.

Mas, vou falar algo para você: Criar um mundo de fantasia é bom! Relaxa a mente em um lugar seu fora da tela de um celular. E agora, que temos que ficar isolados, praticando a quarentena, temos uma chance de ressuscitar o Calvin dentro de nós.

Pegue um tempo seu e faça o exercício de imaginar. Imagine-se como o personagem do filme que você acabou de assistir. Dentro do quadrinho ou do livro que você leu. No anime que você viu. Ou como um cantor tocando para uma multidão. E vou te falar, pode ser cinco minutos. Mas serão cinco minutos que na sua mente vai durar uma eternidade boa. Fuja um pouco dessa realidade. E, pasmem, criar fantasias te dão senso critico! Porque em algum momento, você se colocará em uma situação em que pensa: “mas e se eu fizer isso, não é legal”. E é para isso que forçamos esse exercício mental. E vou além! Devemos aproveitar que estamos com as crianças em casa e convida-las a fantasiar também. Tirar elas um pouco de dentro de casa, mas pela sua mente. Estimular as crianças a pensar, a criar mundos que lhe deixem como o “poder” de decisão. Obviamente não estou falando para colocar nenhuma criança em uma situação extrema que venha traumatizar, mas faça imaginar que no meio de sua brincadeira de Cidade Lego, um tiranossauro sorridente roxo de bolinhas amarelas passe correndo destruindo tudo! E construa de novo.

Estimule à fantasia. Saia da caixa durante essa quarentena. Saia da frente do celular.

Imagine. Traga o Calvin dentro de você a tona. Encontre e brinque com o Haroldo.

Imagine!

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Detective Comics Quadrinhos

O Ritmo Tenso e Sufocante de Ditadura no Ar: Coração Selvagem

“Noir é a entropia para a ordem da sociedade, a decadência de todos nós.”

Não teria melhor definição de Ed Brubaker para uma produção Noir e que venha casar tão bem com Ditadura no Ar: Coração Selvagem. A HQ é situada em uma época em que o Brasil vivia uma decadência de paz, liberdade de expressão e sensatez. Uma decadência que durante os anos, muitos tentam mascarar, ainda mais agora com o avanço das redes sociais e a inundação das fakes news. Uma montagem no Facebook, por exemplo, hoje em dia, para algumas pessoas, parece ter um poder maior na “educação” do que livros e professores de história. Ou um poder maior ainda de quem vivenciou e/ou sofreu realmente os fatos e não mascara a realidade deles. Mas contra esse inimigo comum que idolatra generais assassinos, que diz em alto e bom som que quem procura osso é cachorro e os asseclas que semeiam ódio temos produções como Ditadura no Ar.

Escrita por Raphael Fernandes e com desenhos de Rafael Vasconcellos, Ditadura no Ar começou a ser publicada como webtiras no site Contraversão. Naquele mesmo ano foi lançada em forma impressa, de maneira independente pelos autores, como uma minissérie em quatro partes. Em 2016 a editora Draco relançou em edição única com o título Ditadura no Ar: Coração Selvagem. Foi em 2016 que ela ganhou na categoria Melhor Minissérie, o Troféu HQ Mix, dividindo o prêmio com, a também minissérie, Pátria Armada de Klebs Júnior.

A trama conta a história do fotografo Félix Panta que tem que mover o mundo e enfrentar os milicos para encontrar a sua namorada Lenina, que foi presa pelo DOPS durante um protesto. Essa busca revela as entranhas, sensação de medo e sujeira de como os considerados subversivos eram tratados no pesadelo tenebroso que o país passou durante os chamados Anos de Chumbo. Ditadura no Ar: Coração Selvagem, traz Félix não como um herói paladino que enche o leitor de esperança de que tudo vai acabar bem. Em nenhum momento esse sentimento é repassado para o leitor. O clima da HQ, com a sua tensão esbofeteia para uma sufocante sensação de que o final feliz não estará lá.

E isso é o mais impressionante em Ditadura no Ar: Coração Selvagem. A sufocante falta de esperança.


Durante toda a saga de Félix, somos apresentados como a ditadura e sua caçada cheia de agonia influenciam as rotinas, as pessoas, as instituições educacionais, a imprensa livre (ou que tentava ser) e as famílias. E tudo é elevado ao extremo porque as pessoas que cercam o Félix sofrem mais as consequências. Tudo originado pela sua busca por Nina. E por mais amargurado, durão, destemido e sem medo das consequências que o protagonista seja, é nítido a forma que ele vai definhando com o passar da trama. E isso é sentido pelo leitor.

Como o clima Noir da arte de Rafael Vasconcellos em Ditadura no Ar: Coração Selvagem, é um personagem a parte. Você sente ele nas páginas. Tenso. Gritando. E é um personagem que relaciona perfeitamente com o roteiro do Raphael Fernandes e acaba gerando um relato perfeito sobre os Anos de Chumbo.

Ditadura no Ar: Coração tem formato 23,8 cm x 16,8 cm, 104 páginas e pode ser encontrado no site da Editora Draco e na Amazon Brasil.

 

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Social Comics libera gratuitamente de forma online os quadrinhos do Senninha

Mais uma opção de leitura gratuita para a quarentena está no ar! Depois da iniciativa Corona Con e Quadrinhos para a Quarentena, o streaming Social Comics disponibilizou todas as revistas do personagem Senninha de fora gratuita em sua plataforma. Uma boa pedida para as crianças e os adultos que eram fã do piloto de Fórmula 1.

Inspirado no piloto brasileiro Ayrton Senna, o personagem foi criado por Rogério Martins e Ridaut Dias Júnior, com o objetivo de passar para as crianças os valores do eterno tricampeão, como determinação, motivação e superação. As histórias sempre mostram o menino de seis anos que sonha em ser piloto de Fórmula 1, em aventuras com a sua turma.

A parceria do Instituto Ayrton Senna com a Social Comics visa levar entretenimento para os pais e crianças durante esse período de isolamento devido a pandemia.

Para acessar e ler as histórias do Senninha, clique AQUI.