A Editora Mino iniciou a pré-venda de seus mais novos quadrinhos. Um deles de autoria de Box Brown, um velho conhecido da editora, com André, o Gigante. Onde acompanhamos a vida de um homem que torna-se celebridade por causa do seu tamanho. E a outra é Matar ou Morrer, elogiada HQ da mais nova dupla da casa da vaquinha, Ed Brubaker e Sean Phillips, que apresenta uma desconstrução do vigilantismo.
André, o Gigante
Usando de seus talentos como cartunista e pesquisador, Box Brown entrega uma biografia em quadrinhos fenomenal, tendo como base os registros históricos da vida de André, as histórias de seus colegas em Hollywood e no mundo da luta livre.
No seu auge André pesava 272 kg e quase 2,30 metros de altura. O seu tamanho o transformou em celebridade internacional, mas a sua jornada dura e sua humanidade franca foram o que o fizeram grande. André, o Gigante tem 240 páginas e tradução de Célio Cecare.
Matar ou Morrer
Em Matar ou Morrer, Ed Brubaker e Sean Phillips apresentam a distorcida história de um jovem forçado a matar pessoas más, e como ele luta para impedir que seu segredo destrua sua vida. Muito elogiado pela crítica e pelos leitores na gringa, Matar ou Morrer é um triller diferente de tudo que a dupla já realizou.
Matar ou Morrer tem 128 páginas e tradução da Dandara Palankof.l
Ambas as publicações já estão em pré-venda com um desconto de 30% no site da Amazon Brasil.
Está no ar a campanha de financiamento coletivo no Catarse da HQ Contos de Griô: A origem do tambor, que reúne releituras de contos e lendas dos mais diversos folclores Africanos. Percorrendo pelas terras da Nigéria até Madagascar, passando pela África do Sul ao Egito, apresentando histórias que formatam culturas e nações e impérios, explicando a natureza e que ensinavam as crianças a se comportarem.
A ideia de Contos de Griô começou em 2019 e foi crescendo juntamente com o potencial que esses livros podiam ter. De uma simples história em quadrinho para um selo colaborativo entre artistas. Hoje, a proposta é chamar artistas novos no mercado e também aqueles que nunca publicaram antes para que contem suas versões desses mitos e crenças.
Cada volume é único e não precisar ler em sequência. Cada história tem começo, meio e fim. Contos de Griô terá 3 histórias inéditas, confira:
A origem do Tambor(Roteiro: Ana Cristina – Arte: Jean Lins) O coração de Baobá (Roteiro e Arte: Ari Firmino) Porque os cães cheiram uns aos outros(Roteiro e Arte: Daiandreson Victor)
Contos de Griô: A origem do tambor tem formato 26 x 18 cm, capa colorida em cartão e 64 páginas em P&B. Para saber mais sobre a campanha, valores, recompensas e claro para apoiar, clique AQUI.
Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa que teve a COVID-19 ou que conheceu alguma pessoa que, sendo próxima ou não, infelizmente, faleceu da doença. O cartunista cearense Guaribas foi uma dessas pessoas que foi infectado e ficou internado durante nove dias. E o artista então pegou esse período e o transformou em quadrinhos.
Guaribas registrou todo o tempo que ficou internado desde sua entrada na UPA até a alta para casa. Como Sobrevivi à COVID-19 e Seus Amigos é um registro desse período e se torna um dos quadrinhos mais completos sobre a pandemia. E agora pela Editora Draco, a publicação está em campanha de financiamento coletivo no Catarse.
Guaribas ficou internado entre a dor e a angústia com 40% dos pulmões já comprometidos. Foi quando ele pediu ao médico um papel de rascunho e uma caneta e começou a rabiscar.
“Tentei ao máximo não me expor como ARTISTA, e sim como VÍTIMA, para que o projeto sirva para qualquer pessoa que corre risco de pegar a doença. Pra usar como alerta. Pra ler como um DOSSIÊ. Ou pra realmente sentir MEDO DELA, porque ela É REAL SIM. Sinta medo, mas aproveite esse quadrinho também para dar risadas e relaxar um pouco. O objetivo é conscientizar e aliviar o fardo para todos nós.” – disse Guabiras sobre o processo de criação de Como Sobrevivi à COVID-19 e Seus Amigos.
E assim surgiram mais de 130 quadrinhos, entre cartuns, tirinhas e HQ de até 10 páginas. Juntamente com Como Sobrevivi à COVID-19 e Seus Amigos a campanha de financiamento coletivo também contempla com a HQ Zé de Aurim, o Rei da Fuleragem, um personagem é baseado em um amigo de infância do Guabiras, claro que com algumas “qualidades” do próprio cartunista. Zé de Aurim é eclético (vai do Sepultura ao Genival Santos, passando por Anitta e Zeca Pagodinho), beberrão, levemente desbocado e paquerador. Gosta de cachaça, espetinho de gato, mexer com o que tá quieto e tirar onda com tudo e com todos. São tiras e HQs de um cotidiano hardcore.
Zé de Aurim, o Rei da Fuleiragem tem 104 páginas em preto e branco, formato 19,6 x 20,6 cm e capa cartonada.
Já em Como Sobrevivi à COVID-19 e Seus Amigos teremos 256 páginas em preto e branco, formato 19,6 x 20,6 cm e capa cartonada. E para saber mais sobre a campanha, valores, recompensas e para apoiar, clique AQUI.
E lembrem-se: continuem tomando todo o cuidado possível, evite aglomerações, usem máscara e tomem a vacina!
Negrogeek é um perfil no instagram de muito sucesso em um ano de atividades. Capitaneado pelo Daniel Miranda, o objetivo é ser um espaço nerd para a população negra, e depois de um ano inteiro de excelente trabalho, chegou a hora de comemorar. E em grande estilo com a expansão de suas atuações criando um novo selo editorial.
O selo editorial Negrogeek em união com a Ultimato do Bacon Editora surgiu para fomentar a produção de autores e autoras negras. Com o intuito de trazer materiais de alta qualidade de conteúdo e gráfica por preços acessíveis. E Tecnodreams é o pontapé inicial!
De criação do quadrinista e ilustrador paulistano Isaque Sagara, Tecnodreams apresenta a história de Cida, uma mãe negra, que mora na periferia de uma grande cidade brasileira. Ela trabalha como diarista em uma casa de classe média para Viviane, que também mãe e casada.
O choque entre as duas realidades coloca em perspectiva os anseios e dilemas de cada uma das duas mulheres à medida em que a empresa Tecnodreams, sempre no pano de fundo da HQ, oferece uma visão de felicidade com sua revolucionária tecnologia de indução de sonhos… Orion-7.
Além da HQ Tecnodreams, o selo NegroGeek traz também como parte das recompensas da campanha o Blacknaque. Idealizado e produzido por Jeyce Nunes e Evandro Parreira, com ilustrações da própria Jey, o Blacknaque é um almanaque de personalidades negras, apresentado de maneira leve e descontraída. O Blacknaque será totalmente colorido, com 52 páginas totais em 15 x 21 cm.
Tecnodreams tem formato 25 x 17cm, 52 páginas em preto e branco e capa cartão. Para saber mais sobre a campanha (que atingiu 100% da sua meta), valores, recompensas e claro para apoiar, clique AQUI.
Já está no ar, pela Tai Editora, a campanha de financiamento coletivo para Controle de Pragas, divertida HQ argentina criada pela dupla Max Aguirre e Jok. Aqui conhecemos a Servi Prag e seu inusitado negócio de caçar monstros.
Em Controle de Pragas estamos em uma Buenos Aires decadente e infestada de criaturas sobrenaturais, e vamos acompanhando as aventuras de China e seu parceiro Wang. Cotidiano fantástico e humor ácido estão presentes em cada passo dos personagens.
Controle de Pragas pode ser definida como uma história pós-apocalíptica, mas é abordada de uma forma que não é tão comum para esse gênero: o humor. A história prende você pela ação gerada em perseguições de criaturas mitológicas fantásticas. Uma mistura de Ghostbusters da Filmation e The Real Ghosbusters.
Com essa premissa, Aguirre e Jok contam sete histórias em oito capítulos (um deles se divide em duas partes) que começam como uma simples sucessão de casos a resolver, e depois acrescentam um mistério maior relacionado às mortes dos dois companheiros do China e Wang.
Controle de Pragas terá formato 16 x 23 cm, 100 páginas, sendo 16 delas coloridas e capa cartão. Para poder saber mais detalhes da campanha, valores, recompensas e apoiar, clique AQUI.
Já está em pré-venda a HQ De Passagem 2 – O Acordo, segundo volume escrito pelo roteirista Luciano Ribeiro e com desenhos de Luan Zuchi. E apesar de ser uma continuação, ela é uma edição independente que aprofunda o universo das misteriosas personagens identificadas apenas como Mãe e Menina.
Misturando terror e faroeste, De Passagem apresenta uma família de pioneiros que está chegando ao seu novo terreno na fronteira, mas logo percebe que o sonho se tornou um verdadeiro pesadelo infernal. As duas misteriosas protagonistas precisarão intervir para que as coisas não piorem de forma irremediável.
Confira o trailer da HQ:
De Passagem 2 tem formato 20,5 cm x 14,8 cm, 44 páginas em preto e branco e capa cartão. Para adquirir o seu exemplar pode acessar o site da Kong Comics clicando AQUI.
Está no ar a campanha de financiamento coletivo para Masks: a nova geração, edição brasileira do RPG criado por Brendan Conway. O sucesso do jogo já tem um sucesso sólido no Brasil, mesmo com o material original, e agora a Circuito Camaleão tem a missão de promover a melhor experiência possível.
Masks é um jogo de RPG no qual você interpreta, junto com o seu grupo, jovens super-heróis que estão crescendo em uma cidade com várias gerações de heróis. Pacatópolis teve mais do que seu quinhão de super-heróis, super equipes, super vilões e tudo mais. Tudo isso longo de três gerações diferentes de super pessoas, agora o jogador assume a quarta geração, são jovens adultos tentando descobrir quem são e que tipo de heróis desejam ser.
Depois das gerações de Ouro, Prata e bronze a nova geração ainda não tem nome, destino claro e até mesmo temperamento. Como o mundo será remodelado e como a geração será escolhida depende dos jogadores e suas escolhas.
Masks é baseado no premiado sistema Powered by the Apocalypse (PbtA) desenvolvido por Vincent Baker e usado em Apocalypse World, Monsterhearts, Dungeon World e muito mais. É um sistema leve de regras que alimenta algumas das melhores inovações em jogos nos últimos dez anos. Masks foi construído desde o início para incorporar tudo o que tem de melhor sobre os jogos PbtA.
Para saber mais sobre a campanha de Masks: a nova geração, valores, recompensas e claro apoiar, clique AQUI.
A Editora Comix Zone começou mais uma pré-venda e agora temos mais uma reedição de uma obra de Lourenço Mutarelli no horizonte. O Astronauta ou Livre Associação de um Homem do Espaço é uma publicação com uma história peculiar, e ela tem roteiro do Mutarelli e um fotorrealismo fantástico das imagens de Flavio Moraes, Fernando Saiki e Olavo Costa.
Em O Astronauta ou Livre Associação de um Homem do Espaço acompanhamos o protagonista em uma exploração espacial dentro de seu apartamento. O que parecia absurdo em 2010, ano em que o livro foi originalmente publicado, se revelou uma profecia.
A edição tem acabamento de luxo, com formato grande, capa dura com sobrecapa pôster e prefácio assinado pelo jornalista Diego Assis.
O Astronauta ou Livre Associação de um Homem do Espaço formato 21 x 28.5 cm, 64 páginas, om exceção do caderno de extras, em cores), impressas em papel offset de alta gramatura, além de um bookplate exclusivo (não autografado).
Era uma vez um alagoano. Ele morava no Canadá e tem uma paixão por quadrinhos. Então ele criou, em 2015, um canal no Youtube. E mesclando boas indicações de quadrinhos, resenhas e bebendo nas lágrimas dos haters, surgiu o sonho de se tornar um editor de quadrinhos e tocar a sua própria editora. Eis que surge Reginaldo Ferreira da Silva, o Ferréz, já conceituado romancista, e assim nasceu uma parceria que ninguém esperava, Thiago Ferreira, o popular Arromboss,ambos lançam a Editora Comix Zone em 2019.
Com a meta de publicar HQs que fujam do lugar comum, lançar artistas inéditos, histórias boas e com mensagens edificantes, a primeira publicação da Comix Zone foi a Canção de Rolland (2019) do canadense Michel Rabagliati, até então inédito no Brasil. De lá para cá a editora lançou importantes publicações, se tornou a casa da lenda Lourenço Mutarelli, sucesso de críticas, tanto nas histórias quanto na qualidade gráfica e arrebatou o Troféu HQMIX.
Mas, Thiago sempre fala que um dos pilares mais sólidos na editora é a atuação do canal homônimo no YouTube. Com quase 60 mil inscritos, ele é o elo entre público e editora, que ajuda a impulsionar no sucesso crescente a cada publicação.
Aqui batemos um papo com o Thiago Ferreira, via áudios de Whatsapp, onde ele falou sobre início da editora, união com o Ferréz, a “missão” da editora, como se tornou a casa do Mutarelli e o seu sonho de princesa.
1 – O que você está lendo atualmente?
Em Ondas (Editora Nemo) e Imbatível (Editora Saber Ler).
2 – Eu me lembro de um vídeo seu, um pouco antes de começar a editora, falando sobre fazer o que gosta. Se não me engano você falou que saiu do trampo que estava e ia iniciar em algo que sempre amou fazer, então veio a editora. Passados, acho que três anos, nem vou perguntar se está satisfeito com a decisão porque é óbvio a resposta, mas você achou que em algum momento tinha queimado a largada e antecipado o processo, ou pensa que poderia ter feito antes?
O tempo foi perfeito. Não saí nem cedo demais e nem tarde demais. o empurrãozinho foi dado pelo meu antigo chefe da agência de marketing, onde trabalhei por seis anos. Sempre tive meus projetos paralelos, sendo o primeiro deles o canal. Quando comecei a “trampar” na editora, eu ainda estava como designer. Só que aos poucos meu chefe começou a reparar que eu estava rendendo cada vez menos no meu trabalho de verdade, porque minhas energias estavam na editora. Então no final de 2019, ele me chamou na sala dele e disse que estava feliz pelos meus projetos pessoais, até porque nunca escondi o que eu fazia, mas eu precisava escolher o que eu queria fazer da vida.
Porque fazer as duas coisas não dava, ele me disse que eu precisava decidir se ia focar no trabalho ou nos projetos pessoais. Essa conversa foi numa sexta-feira, na segunda-feira seguinte eu pedi demissão. Ele entendeu de boa, porque ele sabe o valor e o peso de ter projetos pessoais. Foi no tempo certo, nem cedo demais, nem tarde demais.
3 – Já vão completar três anos que a editora Comix Zone está na ativa, e meio que ela ditou algumas melhorias no mercado, juntamente com a Pipoca & Nanquim, Figura… o que foi bom, porque merecemos sempre melhores histórias e com produtos de grande qualidade. Você acha que tanto o leitor e o mercado estavam preparados para essa “subida de sarrafo”?
Eu gosto de pensar sim que somos responsáveis por uma melhoria nos quadrinhos publicados no Brasil. Graças a nossa curadoria, eu acho que ajudamos a sofisticar mais o leitor que está pensando menos em quadrinho de super-herói descartável e está dando uma chance para quadrinhos de outros gêneros, de outros países…, mas isso não se deve somente ao trabalho da editora. Se deve muito ao canal do Youtube, que veio muito antes da editora. A editora é de 2019 e o canal existe desde 2015, e essa confiança que construímos ao longo desses anos, fez com que os leitores confiassem nos quadrinhos que nos publicamos. A editora não vive sem o canal, é uma ligação direta. O sucesso vem muito desse vinculo.
Ferréz
4 – Como foi essa união com o Ferréz? De onde surgiu essa parceria?
O Ferréz eu só conhecia de nome. Nunca tinha lido nenhum livro dele, mas sabia quem ele era por causa do Instagram. Eu já tinha feito alguns vídeos falando sobre a minha vontade de ser editor de quadrinhos, dos cursos que tinha feito, mas eu sabia que nunca ia conseguir montar uma editora morando no Canadá. E o Ferréz acompanhava o canal, e eu não sabia disso, então um belo dia ele me enviou uma mensagem, isso foi em abril de 2019, depois de assistir um desses vídeos. Ele me perguntou se eu não queria entrar em algum projeto com ele, até então não tinha o papo de editora ainda. Era um projeto ou algo parecido. Então sugeri montar uma editora e ele topou na hora! Parecia até mágica, saca? Sabe aquele lance de duas pessoas que parecem que se conhecem ao mesmo tempo? Foi isso. Tudo comigo e com o Ferréz acontece de forma bem rápida, direta. Não tem isso de reunião, demora e tal… a gente conversa, acerta e faz. E até hoje funciona assim.
5 – Como rola a escolha das obras para serem adquiridas e publicadas? Rola uma leitura de ambos, ou tem aquilo de “cara, vamos fazer isso aqui que essa parada é boa”.
A curadoria é feita 100% por mim. Como moro no exterior tenho acesso ao que está sendo publicado aqui fora. Como novidades e backlist das editoras, o material um pouco mais antigo e monto uma lista das coisas mais interessantes. Eu faço um pitch para o Ferréz. Aquele pitch de elevador de um ou dois minutos com premissa do quadrinho e porque ele seria pertinente. Se ele comprar a ideia, a gente corre atrás, adquire os direitos e publica. Ele não lê os quadrinhos antes, até porque os quadrinhos na esmagadora das vezes são importados e ele não fala nem francês e nem inglês. É uma relação de confiança. Ele confia no meu gosto e que tem se provado as escolhas editorais são bem acertadas. Eu costumo falar que o Ferréz é o meu primeiro cliente, eu faço o pitch e se ele achar interessante corremos atrás para publicar.
A Canção de Roland foi a primeira publicação da Comix Zone em 2019.
6 – Qual a publicação que te deu mais prazer de fazer? Aquela que te dá um puta orgulho. E aquela que você pensou que fosse estourar demais, tanto na parte financeira quanto na parte de reação da galera e não foi tão bem assim?
Todos os quadrinhos dão um certo prazer, principalmente quando nós o terminamos (risos). Mas de orgulho… tem uns que gosto mais… gosto de todos (pensativo), Paracuellos e a Grande Farsa são dois que eu gosto muito, recentemente teve O Guarani e Contos Ordinários de uma Sociedade Resignada, porque são dois autores que nunca foram publicados no Brasil antes. E a editora vai, publica, as pessoas falam a respeito deles e eles são sucesso. Isso é o que me dá mais prazer. Ser capaz de colocar no mercado um quadrinho que as pessoas nunca tinham ouvido falar antes. Graças ao trabalho que fazemos no canal, as pessoas confiam, compram e elas adoram. E falam a respeito e passam para frente. Esses são apenas alguns que mais gosto, mas gosto de todos.
7 – A Comix Zone será destinada para quadrinhos ou teremos também livros publicados?
Existem sim conversas sobre publicar livros, acho que pode acontecer no futuro, mas não posso confirmar nada.
8 – Vamos falar de O Golpe da Barata – Tem Fantasmas em Casa. Eu li umas resenhas sobre ela e todas foram bem taxativas: é uma história pesada, mas necessária de ser contada. Como foi o processo de negociação e edição de uma história tão importante?
O Golpe da Barata é um quadrinho muito importante. É uma aposta da editora. Um quadrinho que vai impactar muita gente, fala de um tema super relevante. O primeiro quadrinho escrito por uma mulher na editora e isso alivia um pouco a gente. Porque, infelizmente, o nosso catalogo era muito masculino, mas sabemos que estamos longe ainda do ideal, mas estamos trabalhando para mudar isso e trazer mais mulheres para o nosso catalogo. Foi um quadrinho super tranquilo de contratar, até porque a Gata Fernandez é autora nova, desconhecida no país, ou seja, não tem muita gente se “estapeando” (risos). Agora eu acho que vai ter mais gente olhando para as obras dela. Essa é a vantagem de olhar para onde ninguém está olhando, encontramos boas histórias de grande relevância sem grandes concorrências.
9 – No lance de publicar Che, que é um clássico do quadrinho sul americano, pareceu ser um sonho bem antigo de vocês. Essa ainda tem um texto do Guilherme Boulos. Como surgiu a ideia do Boulos criando um texto?
Eu não digo que publicar o Che era um sonho. Não sei se era para o Ferréz. Mas era uma coisa que ia acontecer, ainda mais depois de publicarmos cinco obras do Breccia no Brasil. Depois de publicar somente material inédito, e chegou a hora de fazer essa reedição. E por se tratar de uma reedição, já que ele tinha sido publicado pela Conrad em 2008, a gente queria fazer algo diferente. A minha ideia logo de cara foi chamar realmente o Boulos. O Ferréz que é muito bem relacionado é amigo do Boulos, ele então fez o convite que foi aceito prontamente.
Che, de Oesterheld, Alberto Breccia e Enrique Breccia, tem um texto do Guilherme Boulos.
10 – Se lembra de quando falei de “elevar o sarrafo”? Hoje em dia temos diversas editoras trazendo grandes obras e com qualidade ímpar. Além de vocês, tem a Figura, Pipoca, Skript… e umas outras que já tinham um tempo no mercado também apresentando obras que dificilmente veríamos por aqui. A concorrência é grande e boa, como consumidor eu acho muito bom isso. Como manter esse movimento sempre engrenado e que fique acessível financeiramente tanto para editoras e para os leitores?
É… hoje em dia a gente tem muita editora brigando por um dinheiro de público que é bem reduzido. A gente sabe que o quadrinho no Brasil é algo muito de nicho, mas temos o nosso trunfo que é o canal que rola desde 2015, repito, a editora não seria nem de perto tão bem sucedida se não fosse esse relacionamento estreito com o público. No canal do Comix Zone são quase 60 mil consumidores em potencial. E acho que uma editora para ser bem sucedida hoje, precisa do público e ter um material diferenciado. Mas também não adianta ter um material diferenciado se não saber trabalhar aquilo, não souber atingir as pessoas para quem o produto é destinado. Como eu disse, a editora e o canal andam juntos, mas sim o mercado fica cada vez mais concorrido a medida em que mais editoras surgem e o poder de compra do brasileiro fica cada vez menor.
Thiago além de analises de quadrinhos e anúncios da Comix Zone, também lida com o amor dos haters em seu canal do Youtube.
11 – Qual seria o “sonho de princesa” que você gostaria de publicar pela Comix Zone?
Meu Sonho de Princesa…. já realizamos alguns, temos tantos outros que gostaríamos de realizar e que vamos realizar. Mas não posso falar porque tem editora por aí querendo “furar os nossos olhos” (risos). O que posso passar é que tem um quadrinho escrito por Mark Russell ilustrado por um brasileiro e que vamos publicar e estou muito animado. Tem outro quadrinho, na verdade é uma série contratada, escrita e desenhada por Marc-Antoine Mathieu, o autor de Deus em Pessoa, que eu sou apaixonado desde que li pela primeira vez, e que vocês mal perdem por esperar. É algo impressionante e que será publicado ainda esse ano.
12 – O Ferréz falou lá no Flow Podcast, e em algumas outras ocasiões, que o grande barato ou “missão” da Comix Zone é poder publicar coisas que passariam batidas por aqui, ou momentos da história que são esquecidas de propósito. Por exemplo, O Guarani, em todo meu ano letivo, apenas dois professores contaram esse episódio. Agora tem esse, digamos, resgate com Che de Oesterheld e Breccia. Você acha que essa é a principal “missão” da editora ou não tem nada disso, o lance é publicar boas histórias.
O Ferréz está certo! Uma das grandes missões que temos na editora é aumentar a bibliodiversidade. Não só no nosso catalogo, mas nos quadrinhos do Brasil como um todo. O maior tesão que eu tenho é mostrar para o público um quadrinhista, em um lugar totalmente estranho que ele nunca tinha ouvido falar e tornar aquele nome conhecido e desejado. O que eu mais gosto é quando alguém chega e me fala: “nossa, eu não conhecia isso e preciso desse quadrinho”. O que eu mais gosto é publicar gente nova.
13 – Vocês se tornaram a casa do Lourenço Mutarelli. E aposto que muitos leitores mais novos, nem conheciam a obra dele tanto assim. A importância de apresentar Mutarelli para essa galera mais nova é imensa. Foi algo pensado trazer o Muta desde o começo da editora e que foto é aquela lá que você postou essa semana marcando o Mutarelli? Pode adiantar algo?
Publicar a obra do Mutarelli não era necessariamente algo que passava na nossa cabeça quando a gente abriu a editora. Mas quando foi, mais ou menos, na altura do nosso segundo lançamento, alguém do nosso grupo no facebook, em um post sobre catalogo, falou: “Pô, o Ferréz é amigo do Lourenço. Porque vocês não falam com ele para republicar os quadrinhos dele?” Na hora meus olhos brilharam! Eu falei com o Ferréz, como eu disse antes, não somos de conversinha. A gente fala e faz. Falei com ele, eram oito da manhã, duas horas depois, Ferréz me retorna e fala que tinha conversado com o Lourenço e estava tudo certo (risos). Por que o Ferréz é assim. E ele é muito amigo do Lourenço. Tem muitos trabalhos, como o Capa Preta, que o Lourenço não tinha menor vontade de republicar. E ele só permitiu porque ele é amigo do Ferréz. E assim nos tornamos a casa do Lourenço Mutarelli. E em setembro teremos mais uma republicação dele que será o Astronauta ou Livre Associação de um Homem no Espaço, que tem a peculiaridade de ser um quadrinho escrito pelo Lourenço, mas que não foi desenhado por ele. O quadrinho teve um processo bem interessante que envolveu mais três pessoas além do próprio Lourenço. Foi publicado pela primeira vez pela Zarabatana e será republicado em uma edição de aniversário com muito extra bacana e um projeto gráfico que vai deixar a galera babando.
14 – E na vibe de quadrinhos nacionais, existem possibilidades de mais autores nacionais serem publicados pela Comix Zone?
Estamos com um quadrinho original sendo produzido por uma pessoa absolutamente brilhante, mas que não posso entrar muito em detalhes e outro projeto que estou louco para mostrar para vocês. E a gente pensa sim na produção de quadrinhos nacionais e vai rolar. Até porque a Comix Zone é uma editora multinacional, com o Ferréz no Brasil e eu aqui no Canadá, e quero muito licenciar quadrinhos para publicar aqui no exterior. Sobretudo na Europa, principalmente na França, Canadá e EUA.
15 – Para encerrar, meu chapa, qual os projetos do Thiago e da Comix Zone para esse resto de 2021?
Veja, eu sou um homem simples. Tudo que eu quero é continuar publicando quadrinho legal, continuar apresentando quadrinhistas incríveis para o público brasileiro, continuar vendendo gibi e fazer essa máquina girar, quem sabe em breve expandir a equipe, contratar um designer talentoso para dividir a produção comigo. Por que tá foda (risos). Mas não tenho o que reclamar, 2021 tem sido um ano incrível e espero que siga assim até o final.
Quem foi o primeiro Robin? Se você respondeu Dick Grayson, errou totalmente. Então quem é? É esse mistério que a nova minissérie da DC Comics vai responder. A trupe de ajudantes do Batman: Dick Grayson, Jason Todd, Tim Drake, Damian Wayne e Stephanie Brown vão se unir para descobrir quem foi esse primeiro ajudante misterioso do Homem-Morcego.
Intitulada de Robins a nova série limitada vai apresentar um novo vilão que afirma ser o original e esquecido Robin. Confira a sinopse abaixo:
“Ao longo das décadas, o Batman teve vários ajudantes assumindo o manto de menino prodígio, mas parece que Robins vai lançar alguma luz sobre um capítulo obscuro do passado do Batman, e que pode mudar toda a história e legado do Robin como o conhecemos, introduzindo um personagem que pode anteceder Dick Grayson no papel.”
O universo ao redor dos Robins está movimentado essa semana, além de procurar esse possível Robin original, em Batman: Urban Legends #6, foi revelado que Tim Drake, o terceiro Robin, é bissexual. Saiba mais AQUI.
Robins terá seis edições e roteiro de Tim Seeley e arte de Baldemar Rivas. A minissérie foi incluída no projeto Round Robin da DC Comics, quando a editora pediu aos fãs que votassem pelas redes sociais sobre uma variedade de projetos possíveis.
Robins começa a ser publicada em novembro nos EUA.