Alien: Covenant é a ponte de Prometheus (2012) para Alien: O Oitavo Passageiro (1979). De um filme questionável para um clássico da ficção científica, Covenant mistura ambos os estilos e faz uma combinação própria. Não tende a cair para o questionável, mas também passa longe de ser considerado um clássico.
O marketing vendeu o filme como uma obra de terror e sobrevivência do lendário diretor Ridley Scott. Retomar a experiência que vivenciamos na obra de 79 traria uma nostalgia e uma satisfação muito grande ao sair do cinema, além de Covenant ficar no patamar de grandes ficções da década. Porém, o longa cai em promessas e se perde nas expectativas, mas ainda cumpre o seu papel.
Ridley Scott foi um marco para o cinema e a ficção. Independente de seus trabalhos atuais, é inegável sua importância. Prometheus é o primeiro filme que tenta expandir a mitologia do Alien ao longo de seu desenvolvimento. Sendo Alien: Covenant a continuação exata dessa história. Scott continua insistindo na expansão de sua mitologia filosófica com os Engenheiros e sua importância no universo.
Contudo, este não é um Prometheus como dito. Alien: Covenant tem muitos traços característicos de um survival horror e dá a devida importância à ameaça e ao grupo da nave Covenant. A conspiração da corporação Weyland-Yutani é bem mais evidente aqui, tornando-se mais condizente com o rumo que a franquia está tomando.
Em Alien: O Oitavo Passageiro, o grupo da Nostromo transparece ao espectador um sentimento de união e de conhecer um ao outro, rapidamente você se relaciona com os personagens. Mas com Daniels (Katherine Waterston), Tennesse (Danny McBride), Oram (Billy Crudup), Walter (Michael Fassbender), Lope (Demian Bichir), Karine (Carmen Ejogo) e outros, não há essa ligação. Não há um momento que a trama faça você se conectar com estes personagens. Cada morte é como um descarte no baralho sem a mínima importância.
Enquanto o grupo é um tanto quanto irrelevante, Michael Fassbender dá um show individual. Sua postura em tela é algo que só um profissional como ele consegue fazer. Interpretando um modelo sintético (robô) com várias descobertas e conflitos em sua mente, este consegue se tornar um personagem memorável na franquia Alien, sendo tão ameaçador quanto Ash.
O primeiro ato é nítido o retorno de Scott às suas raízes. Sua habilidade em conduzir o suspense na cena até resultar na morte de um personagem parece continuar funcionando, mas que deveria ser mais aproveitada e requisitada. Nos atos seguintes é mais uma continuação da narrativa de Prometheus, preenchida por flashbacks e uma fotografia espetacular.
Alien: Covenant irá desagradar algumas pessoas, principalmente aquelas que não estão gostando do rumo que a mitologia está tomando. Aos outros, será mais um longa decente. Porém, Ridley ainda não parece conseguir trazer a essência de Alien de volta, continuando com suas promessas de futuros filmes dignos.
Power Rangers, a franquia multimilionária da Saban Etertainment, possui um histórico de sucesso que vai além das famosas séries inspiradas nos Super Sentai japoneses, alcançando o cinema – com três filmes, um blockbuster lançado recentemente – e histórias em quadrinhos. Com uma série recente publicada no exterior pela BOOM! Studios, os clássicos guerreiros coloridos retornam com maestria ao inconsciente popular, chegando ao Brasil em uma edição de luxo lançada pela Editora Pixel.
Cinco guerreiros escolhidos por Zordon e Alpha para defenderem o mundo contra as forças do mal de Rita Repulsa. Vermelho, amarela, rosa, preto e azul, utilizando poderes baseados em dinossauros para lutarem e convocarem seus robôs gigantes. Todos devem conhecer a história base da série Power Rangers, e ela é complementada posteriormente com a introdução do Ranger Verde, antigo lacaio de Rita, como sexto membro do grupo. O encadernado “Mighty Morphin Power Rangers: Ranger Verde – Ano Um” está situado logo após a saga “Verde de Raiva” (Green With Evil), onde Tommy Oliver foi apresentado na primeira temporada original.
Escrita por Kyle Higgins e ilustrada por Hendry Prasetya, esta série em quadrinhos dos Rangers consegue modernizar a série clássica e ir além de tudo que já foi feito para a TV em muitos sentidos. Sem a limitação orçamentária os autores possuem liberdade para criar cenas de ação que remetem à primeira temporada de MMPR, porém feitas com um visual muito mais ousado. A arte de Prasetya (Lanterna Verde, Voodoo), que ilustra takes e perspectivas nunca antes vistas pelos fãs, é cinematográfica e fluida, mas também caricata e agradável. Uma sala de treinamento, cenas de ação em alto mar e até mesmo efeitos de teletransporte trazem novos ares para a franquia. E o outro destaque, o texto de Kyle Higgins (Batman, Asa Noturna, Capitão América), é feito com fidelidade e modernização.
Ao retratar Jason, Trini, Zack, Billy e Kimberly com suas respectivas caracterizações típicas da série o roteirista também toma a liberdade de explorar um pouco mais os dramas de cada um, sempre retratando suas falas e atitudes típicas de adolescentes de forma fiel e atual, inserindo até mesmo aparatos tecnológicos mais modernos neste universo. Billy e Trini possuem sua tão aconchegante relação de amizade e apoio, enquanto Kimberly está sempre motivada a tratar Tommy e seus amigos da melhor forma possível. Jason e Zack, grandes companheiros, dividem momentos chave de liderança com relação ao mistério por trás do que vem afetando o grande destaque deste arco, Tommy Oliver, que está sofrendo uma incerteza e constante influência mental negativa remanescente de Rita Repulsa, que deseja retomar o poder do Ranger Verde para si e dominar o mundo. E todos os acontecimentos se desenrolam a partir desta luta na mente de Tommy.
Este primeiro arco, que complementa muito bem o seriado, é totalmente focado na jornada do Ranger Verde superando a já citada influência de Rita na sua vida. O dia-a-dia dos heróis é mostrado também com fidelidade ao material original, enquanto os alívios cômicos Bulk e Skull são inseridos em um novo contexto, agindo como jornalistas/vloggers da Alameda dos Anjos. Vilões conhecidos como Goldar e Scorpina possuem seus momentos, e mais da rotina escolar dos protagonistas é mostrada. Com o grupo tendo de se acostumar com o novo membro do enquanto lidam com seus próprios problemas, a narrativa segue de forma natural e muito agradável, trazendo nostalgia e satisfação ao leitor casual e principalmente ao fã.
Como uma lufada de ar fresco, esta primeira parte do Ano Um do Ranger Verde (edições #0 a #4 da série original) introduz os Rangers a uma nova geração, resgata tudo que há de bom na franquia de maneira respeitosa e, acima de tudo, é uma história feita com muito esmero e atenção aos detalhes. Apesar de o arco continuar, este primeiro volume mostrou que os heróis da Saban ainda possuem fôlego para continuarem na mente das pessoas por muitos anos, renovando sua legião de fãs constantemente através de suas aventuras relacionáveis com um público diversificado.
O encadernado também apresenta as divertidas “Contínuas Aventuras de Bulk & Skull”, uma história curta escrita pelo gabaritado Steve Orlando (Liga da Justiça, Superwoman, Batman) e desenhada por Corin Howell (Bat-Mirim), onde os atrapalhados amigos decidem se tornar heróis como os Power Rangers. Obviamente, da forma mais ridícula possível.
Mighty Morphin Power Rangers: Ranger Verde – Ano Um possui 128 páginas encadernadas em capa dura no formato 25,8 x 17 cm, com preço de capa de R$ 44,90.
Antes de tudo, se você é daqueles que gosta de uma história super cool, descolada e divertida, esse quadrinho é perfeito para você!
Snotgirl (Garota Catarro) é o novo projeto de Bryan Lee O’malley, o criador de Scott Pilgrim, com a desenhista Leslie Hung. O título é publicado pela Image Comics e já tem um arco completo que compila as edições #1-5 da revista.
Lottie Person. Blogueira Fashion. Famosa. Bonita. Em tese, uma garota perfeita, certo? Errado!
Lottie passa a maior parte do seu tempo tentando projetar uma vida perfeita para seus seguidores na internet. Porém, a verdade está longe de ser perfeita, principalmente pelo fato dela possuir uma alergia grave que a torna uma catarrenta, daí o apelido “Garota Catarro”. Ela não é uma heroína, e nem se aproxima disso, mas nossa protagonista vive uma vida dupla que causa diversos dilemas morais envolvendo relacionamentos em diversos níveis.
Snotgirl #2
O quadrinho funciona na medida em que traz diversos dilemas contemporâneos com um tom divertido e uma trama misteriosa. A protagonista tem dificuldade em criar relacionamentos significativos em uma vida cercada de redes sociais. Quando ela finalmente consegue criar uma relação que promete mudar seu status quo, algo trágico acontece e a narrativa passa a girar em torno de um mistério.
Em Snotgirl, tudo é muito divertido e bizarro. A desenhista Leslie Hung retrata muito bem essa atmosfera da história. Nos momentos em que a vida real e virtual da Lottie se encontram através de painéis com conversas de redes sociais, a desenhista elabora um esquema inteligente e pratico para o leitor acompanhar. Outro ponto importante a se falar sobre a arte é referente ao traço com influência forte dos mangas, que acaba por resultar em uma arte agradável de se ver e também deixa os personagens bastante expressivos.
Snotgirl #4
A única ressalva sobre a trama do primeiro arco é que não responde o primeiro mistério da história, criam-se mais mistérios. Porém, isso significa que ainda teremos mais sobre Lottie Person.
Inteligente, misterioso e divertido. Esse é o resultado final do primeiro arco de Snotgirl.
Como vão Vigilantes? Prontos para mais uma aventura dentro de uma galáxia muito, muito distante? Como hoje vamos adentrar no universo Jedi, sugiro que preparem seus Sabres de Luz, contenha suas emoções e concentrem-se na Força, para que ela esteja sempre com você!
O universo de Star Wars é bem vasto, e o mesmo possui em suas várias linhas temporais, uma incontável quantidade de Jedi. Como não é possível citar todos, separamos aqui nesse dossiê os principais praticantes da Força e algumas de suas características. Vamos conhecê-los?
Yoda
Mestre Yoda
Mestre Yoda com certeza é um dos personagens mais icônicos da franquia, com um modo de falar estranho e engraçado, o Jedi de 66 cm foi um dos maiores usuários da força e viveu em torno de 900 anos de idade. Sua raça até então é desconhecida para as outras espécies. Conhecido pela sua grande sabedoria e habilidade com sabre de luz, Yoda, durante 800 anos treinou muitas gerações de aprendizes e durante as guerras clônicas, manteve o título de Grande Mestre Jedi (Líder do conselho Jedi).
Após a execução da ordem 66 pelo Chanceller Palpatine, onde a maioria dos Jedi foram mortos, Yoda se isolou em Dagobah, mesmo planeta onde conheceu e treinou Luke Skywalker antes de falecer.
Conde Dookan (ou Dooku no inglês)
Dookan, como Sith
Antes de virar um poderoso Sith, Dookan também já foi um Jedi muito respeitado. Nascido no planeta Serenno, onde herdou o título de conde, ele foi levado ainda pequeno para a ordem iniciando sua relação com a força. Seu mestre era Thame Cerulian, um mestre Jedi respeitado e membro do conselho.
Ainda como Jedi, Dookan treinou seu primeiro Padawan, Qui Gon Jinn e o ensinou as técnicas e a sabedoria sobre a força. Após passar 70 anos como um Jedi, através da influência do senador Palpatine de Naboo, ele decide seguir pelo caminho sombrio, tornando-se Darth Tyranus. (A fase como Sith desse Personagem será mostrada em outro dossiê).
Qui-Gon Jinn
Qui-Gon Jinn
Qui-Gon foi um humano Jedi nascido em Coruscant extremamente ligado à Força, apesar de não pertencer ao conselho Jedi por não concordar totalmente com seu código, ele tinha um respeito enorme dentro do mesmo e suas palavras sempre eram ouvidas.
Quem o treinou foi Dookan, e em consequência disso, herdou diversos aspectos de seu mestre, inclusive a teimosia. Graças a essa teimosia, ele confrontava muitas vezes as decisões do conselho, inclusive refutou e desobedeceu a ordem de não iniciar o jovem Anakin Skywalker em um treinamento Jedi.
Apesar da sua desobediência, Qui-Gon teve um Padawan com uma personalidade totalmente diferente da dele, Obi Wan Kenobi, que era bastante disciplinado e crente no código Jedi. Mesmo com suas diferenças, Obi Wan admirava seu mestre, e sempre o escutava.
Em uma missão em Naboo, Qui-Gon foi morto pelo Sith Darth Maul, e Obi Wan, após conseguir escapar, foi nomeado Mestre Jedi. Respeitando a decisão de Qui-Gon em transformar Anakin em Jedi, Obi Wan aceita-o como seu Padawan.
Mace Windu
Mace Windu
Windu era um humano nascido em Haruun Kal, com uma enorme habilidade com sabre de luz era considerado um dos melhores lutadores Jedi da sua época, além do respeito como duelista também possuía um enorme peso dentro do conselho Jedi, perdendo apenas para Yoda, ele era uma espécie de vice líder.
Através do seu grande domínio no combate, Windu conseguiu inúmeras vitórias durante as guerras clônicas e foi um dos maiores aliados da república nessa época.
Certo dia quando Anakin descobre a verdadeira identidade do Chanceller Palpatine (Darth Sidious), Windu reúne 3 Mestres Jedi para derrotá-lo, entre eles, estava Kit Fisto. Contudo, os Mestres foram derrotados, o que resultou em um duelo feroz entre Windu e Palpatine.
Durante o duelo, Anakin Skywalker interveio. Enquanto Windu defendia-se com o seu sabre de luz dos relâmpagos que eram lançados por Palpatine, Skywalker acaba optando pelo lado negro da força decide apoiar o lorde Sith ao invés do Mestre Jedi, que mantinha a guarda com extrema dificuldade. Skywalker o golpeou com o sabre de luz, e Palpatine aplicou os relâmpagos da Força com uma voracidade ainda maior, lançando Windu pelo vidro do gabinete do Supremo Chanceler e o matando.
Obi wan Kenobi
Obi Wan Kenobi
Sem dúvida um dos mais conhecidos Jedi em toda a franquia, Obi Wan Kenobi faz jus à sua fama. Humano nascido no planeta Stewjon,Kenobi foi treinado por Qui-Gon Jinn e após sua morte, quando foi consagrado como mestre Jedi, ficou responsável pelo treinamento de Anakin Skywalker, seu protegido.
Obi Wan teve um importantíssimo papel na Guerras clônicas, onde lutou como general ao lado da república. Seu comandante principal era o Comandante Cody. Ele também foi o primeiro Jedi em cerca de 1.000 anos a derrotar um lorde Sith (Darth Maul) em combate, como é mostrado no primeiro filme da franquia.
Após sobreviver a ordem 66 realizada pelo Senador Palpatine, Kenobi foi atrás do seu antigo Padawan em Mustafar, que já era um cavaleiro Jedi. Ele tinha se rendido ao lado negro da força, e após travarem um épico confronto, Obi Wan encerra o combate deixando o atual lorde Sith desmembrado.
Depois muito tempo desde o fim das guerras clônicas ele ressurge como Ben Kenobi, graças a um pedido feito pela princesa Leia Organa. Vendo que estava na hora de se revelar, ele inicia o treinamento de Luke Skywalker, filho de Anakin, mas acaba morrendo em um novo confronto com seu ex-padawan, que agora atendia pelo nome de Darth Vader.
Anakin Skywalker
Anakin Skywalker
Protagonista dos episódios I, II e III, Anakin teve uma vida sofrida, passando os primeiros anos de sua vida como escravo no planeta Tatooine, até ser resgatado por Qui-Gon Jinn, Obi Wan Kenobi (seu futuro mestre) e Padmé (sua futura esposa).
Considerado por muitos da ordem Jedi, o escolhido, que traria o equilíbrio entre os Jedi e os Sith, Anakin foi treinado por Obi Wan, mas sempre se apresentou bastante indisciplinado e costumava questionar o código Jedi, devido a isso, nunca conseguiu se tornar um mestre e nem garantir uma cadeira no conselho, apesar do seu tamanho talento e poder.
Anakin, como a maioria dos Jedi, tiveram uma participação importantíssima como general nas guerras clônicas, ele lutava geralmente nas linhas de frente ao lado do comandante Rex. E foi responsável pelo treinamento de Ahsoka Tano.
Jedis não podiam se envolver em relacionamentos, casarem ou selarem algum tipo de compromisso mais restrito, que não fosse proteger a galáxia. Anakin não concordava com isso e casou-se secretamente com Padmé, com quem futuramente teve dois filhos: Luke e Leia.
Graças ao medo de perder os mais próximos que amava e às suas dúvidas sobre o código, o caminho para o lado sombrio estava bem próximo para Anakin, e o Chanceler Palpatine (Também conhecido como Darth Sidous) viu nele um enorme potencial para se tornar um lorde Sith.
Quando foi convencido por Palpatine a se voltar para o lado sombrio, Skywalker foi responsável por exterminar a maioria dos cavaleiros e padawansJedi que outrora lutavam ao seu lado. Momentos depois ele foi derrotado por seu antigo mestre Obi Wan, em Mustafar que o deixou para morrer após o combate, porém, seu atual mestre Sith, o resgatou (pelo menos o que sobrou dele) e uniu seu corpo à partes de tecnologia, transformando-o assim no temível Darth Vader.
Plo koon
Plo Koon
Plo Koon foi um dos mais exímios espadachins do conselho Jedi. Nascido no planeta Dorin, da espécie Kel Dor, ele foi treinado por um Wookie chamado Tyvokka e dentre suas habilidades também se encaixava a sua experiência como piloto de caça.
Conseguindo recuperar diversos territórios da república durante a guerra dos clones, mestre Plo se encaixa perfeitamente dentre os maiores Jedi da franquia. Sua morte ocorreu durante a ordem 66 quando seu caça foi atingido inesperadamente pelos clones que comandava, devido a sua extrema habilidade, ao morrer, Plo conseguiu levar 141 clones consigo, graças a explosão da sua nave.
Kit Fisto
Kit Fisto
Fisto era um Nautolano, do planeta Glee Anselm. Graças às características da sua espécie ele conseguia respirar embaixo dágua, o que ajudou muito na conquista de planetas aquáticos contra os separatistas. Seu sabre de luz possuía dois cristais e foi modificado para que operasse com mais precisão embaixo dágua, o que o ajudou muito em batalhas no planeta Mon Calamari.
Ele era mestre nas formas de luta Shi-Cho e Jar’kai o que o tornava um espadachim muito bom. Infelizmente, após a descoberta de que Palpatine era Darth Sidious, apesar de estarem em maior número e possuírem habilidades extremas com sabre de Luz, Kit Fisto acabou sendo morto por Sidious ao lado de Agen Kolar e Saesee Tiin.
Ahsoka Tano
Ahsoka Tano
Pertencente a espécie Togruta, do planeta Shili, Ahsoka foi Padawan de Anakin Skywalker durante as guerras clônicas, onde desempenhou seu maior papel.
Seu modo de luta era no entanto peculiar, Ahsoka possuía dois sabres de luz, e dominava a técnica de empunhadura invertida. Durante o seu treinamento com o cavaleiro Jedi AnakinSkywalker, Ahsoka conseguiu se tornar uma exímia estrategista bélica e de combate.
Próximo ao fim das guerras clônicas, ela foi incriminada por sua melhor amiga Bariss Offee (Padawan de Luminara Unduli) que se voltou ao lado sombrio. Quando consegue provar sua inocência, ela não tinha mais a mesma confiança no conselho Jedi, que não deram ao menos um voto de confiança para ela durante os acontecidos. Sendo assim ela resolve deixar a ordem, onde encerra suas atividades como Jedi.
Anos depois Ahsoka volta e dessa vez ao lado das forças rebeldes contra o império. Após descobrir em meio a uma dolorosa batalha que Darth Vader é na verdade seu antigo mestre, Ahsoka deixa seus amigos escaparem, e acaba ficando presa com o vilão, um suspense enorme fica no ar e até então, nada é revelado sobre o seu fim.
Aayla Secura
Aayla Secura
De espécie Twi’lek Rutiana, do planeta Ryloth, Aayla Secura foi eleita como cavaleira Jedi logo no início das Guerras clônicas, após diversas realizações em combate ainda no início do conflito, ela logo foi promovida para Mestre Jedi.
Como Mestre, Aayla Secura liderou as forças Republicanas no planeta Quell e foi fundamental na defesa de Maridun. No entanto, apesar da sua inegável valentia, Secura encontrou o seu fim durante a Ordem 66 em Felucia, com tiros de blaster acertados em suas costas.
Luminara Unduli
Luminara Undulli
Luminara era uma Mirialana, do planeta Mirial (É mesmo?). Seu lábio inferior era manchado permanentemente por um preto arroxeado. As suas tatuagens denotavam sua disciplina física e seus olhos eram de um azul intenso, em contraste à sua pele azeitona-colorida.
Era uma das mestres mais poderosas do conselho, e também uma das mais sábias. Ela usava a forma Soresu de combate com sabres de luz (A forma III), acreditando que um mestre verdadeiro dessa técnica era invencível. Não somente suas habilidades com sabre de luz eram reconhecidas, mas treinou também habilidades que fizeram seu corpo se tornar flexível, podendo facilmente torcê-lo para evadir de quase todo ataque que não obstruísse com seu sabre de luz verde. Dessa forma, os anos do treinamento intenso transformaram seu corpo em uma verdadeira arma.
Luminara foi mais uma das vítimas da Ordem 66, no fim da guerras clônicas, ela foi emboscada pelos clones em Kashyyyk, lar dos Wookies.
Luke Skywalker
Luke Skywalker
Luke Skywalker! Protagonista da trilogia original da franquia, considerado a última esperança dos rebeldes, foi criado em Tatooine, depois de ser levado por Obi Wan e separado de sua irmã gêmea Leia Organa.
Após encontrar com os droides R2D2 e C3PO, ele descobre que o velho Ben Kenobi era um famoso Jedi e foi um grande amigo de seu pai. Ben (nova identidade de Obi Wan) inicia seu treinamento após perceber que a força é grande no jovem garoto. Infelizmente após um grande confronto de Kenobi com o lorde Sith Darth Vader, Luke acaba perdendo seu mestre.
Luke herdou de seu pai a capacidade de pilotar naves com grande facilidade, e graças a essa habilidade, conseguiu destruir a Estrela da Morte, a maior arma que o império galáctico tinha contra os rebeldes. Após um tempo Luke consegue encontrar em um planeta bem distante seu novo mestre, Yoda. Infelizmente, antes de finalizar seu treinamento Luke acaba tendo que salvar seus amigos em outro planeta e acaba confrontando Vader cara a cara, no meio desse confronto ele descobre uma das maiores revelações da sua vida, Darth Vader não matou seu pai, ele era seu pai! Depois de uma batalha épica e uma mão perdida (Normal isso né?), ele consegue escapar do lorde Sith. E quando retorna ao Mestre Yoda, ele já estava a beira da morte, e diz que Luke deve terminar seu treinamento sozinho.
Após um tempo de treinamento, vários truques aprendidos e com as habilidades muito bem aprimoradas, ele consegue no fim convencer o pai a se voltar contra o imperador e juntos trazem a vitória dos rebeldes e o fim do império galáctico.
Luke, com o dever de restabelecer a ordem Jedi, e após longos anos de estudo, ele treina uma nova geração. Mas infelizmente, seu sobrinho é corrompido pelo lado negro e se une à primeira ordem (construída pelos destroços do império) e começa a atender pelo nome de Kylo Ren. Depois dos acontecimentos, Luke resolve se isolar, e percebe que a tentativa de estabelecer uma nova ordem, foi um grande engano.
Chegamos ao fim pessoal, gostaram de conhecer mais sobre os Jedi? Alguma sugestão? deixem aí nos comentários. E lembrem-se nunca subestimem o lado negro, pois pode um caminho sem volta (Ou o nosso próximo dossiê). Até a próxima e que a força esteja com vocês.
Quando você começa a ler o Projeto Manhattan, pode não reparar, pode ignorar, ou simplesmente, pode não saber que está tendo uma aula de história, ou algo perto disso.
O escritor Jonathan Hickman deita o leitor em uma rede informações reais e nos embala para relaxarmos e curtirmos toda a “licença poética” que a obra apresenta. Com personagens que realmente existiram, sendo que alguns deles nunca se encontraram em vida, o autor molda a divisão do governo americano e apresenta histórias que vão desde combate ao Nazismo, Kamikazes doJapão Feudal, inteligências artificiais, portais de teletransportes, robôs soviéticos e extraterrestres. E incrivelmente tudo acaba fazendo muito sentido.
Antes de tudo, estimado e amigo leitor vigilante, você deve saber que o Projeto Manhattan realmente existiu. O intuito do governo do presidente Franklin D. Roosevelt era que a organização, que no começo se chamava Distrito Manhattan, construísse a primeira Bomba Atômica. E isso aconteceu. O ponto que Hickman brinca muito bem é que: e se a Bomba Atômica foi só uma fachada para uma coisa maior? Seguindo essa premissa, o caldo na panela começa a engrossar.
Em uma incrível mistura entre realidade e imaginário, Hickman, nos apresenta os Torii (aqueles arcos/portões vermelhos típicos no Japão) que são portais mágicos que podem teletransportar pessoas ou até exércitos inteiros, para qualquer lugar do planeta ou fora dele. A fonte de poder dos portais é a força mental de monges budistas. A história se encontra logo após o final da Segunda Guerra Mundial, mas constantemente somos levados a flashbacks de antes ou durante o conflito para a melhor compreensão da narrativa em si. E essas “viagens” ocorrem muitas vezes na mesma página de forma ordenada e de fácil entendimento.
O primeiro número começa quando o físico Robert Oppenheimer, um dos inventores da Bomba H,é recrutado pelo General Leslie Groves (duas figuras que existiram de verdade) para ingressar no Projeto Manhattan. Logo de cara a mistura de ficção e realidade surge, pois sabemos de um irmão gêmeo de Oppenheimer que possui tendências comunistas e hábitos estranhos (não vamos falar para não soltar spoiler). Também temos na equipe Albert Einstein que é taxado como gênio-esquisitão-beberrão, o alemão Werner Von Braun, que na vida real teve um grave problema no braço esquerdo e na HQ tem o mesmo membro mecanizado, Harry Daghlian que morreu depois de sofrer uma irradiação tornou-se uma espécie de “poeira nuclear”, Richard Feynman, Enrico Fermi, entre outros. Todos com suas peculiaridades que tiveram na vida real, e que se transformaram em características criadas pelo escritor. Um grande exemplo é a solução incrível pós-morte que ele dá para o presidente Roosevelt.
O jogo de cores brinca representando passado/presente, real/imaginário ou simplesmente comunismo/capitalismo.
A narrativa de Hickman não esconde muito os spoilers, e sempre entrega seja logo de cara ou na mesma edição alguma revelação estrondosa. O que poderia tirar atenção do leitor por já ter sido entregue de bandeja, acaba atiçando a curiosidade para continuar a leitura. E essa visão meio “malucada” é materializada com os desenhos de Nick Pitarra, que antes do Projeto Manhattan, era um artista desconhecido do grande público, mas que já tinha trabalhado com Hickman antes. A arte de Pitarra meio cartunesca, meio crua, impressiona e faz um casamento perfeito com o que a história propõe. Os devaneios de alguns personagens, como as cenas de violência (que não são poucas) e as cenas de ação (que também não são poucas) lembram em alguns momentos os traços, em devidas proporções, de Simon Bisley.
Pode esperar muita violência e sangue nas edições
Contudo, o roteiro é o ponto forte de Projeto Manhattan.Jonathan Hickman passa a sensação de que apesar de vários eventos acontecendo, há alguma coisa misteriosa ao fundo, um perigo maior para ser combatido. Algumas pontas às vezes são deixadas soltas em diversos momentos das HQ’s, mas que no futuro elas reaparecem e causam um grande estrago, ou simplesmente acabam se tornando um caminho para outra história. Por manter um mistério e envolver seus personagens tão magistralmente, o leitor fica grudado querendo saber qual o rumo vai tomar. E ao saber que aquelas pessoas realmente existiram, algumas pessoas (como eu por exemplo) acabam pesquisando pelas figuras históricas.
A obra é leitura obrigatória para quem curte quadrinhos e gosta de uma boa produção. O roteiro de Jonathan Hickman envolve, os desenhos de Nick Pitarra são bastante funcionais na história e as cores de Jordie Bellaire são a cereja do bolo. Projeto Manhattan é publicado nos EUA pela Image Comics, e aqui no Brasil é distribuído pela Devir, que lançou o quarto volume recentemente.
Dentro da proposta da HQ, o título original The Manhattan Projects (Os Projetos Manhattan) faz mais sentido devido as diversas equipes trabalhando ao mesmo tempo em diferentes projetos. Aqui no Brasil, a série foi traduzida como Projeto Manhattan.
No site da editora você encontra todos os volumes pelo preço de R$ 49,00, no formato 17 x 26 cm, com 152 páginas coloridas em papel couchê em um acabamento em brochura e laminação brilhante. Você também pode adquirir as edições clicando no banner da Amazon logo abaixo.
Antes de tudo. Aqui, adotarei o termo “complexo” como sendo uma abordagem com diversas facetas de um mesmo personagem, como não existir bem e mal, mas sim algo mais complexo que isso. Um personagem complexo é aquele que está acima da moralidade convencional e foge dos esteriótipos mais comuns. Talvez isso fique mais claro no final do texto. Então, vamos lá!
Mulheres, assim como qualquer ser humano, sempre foram muito complexas e multidimensionais. Porém, nas histórias em quadrinhos, isso nem sempre foi verdade.
Nos últimos anos, a abordagem de personagens femininas vem mudando bastante e se tornando notável pelo crescimento de materiais com mulheres complexas, não só nos quadrinhos, mas em todas as mídias. Nunca antes se discutiu tanto sobre as mulheres e seus papéis na sociedade. É uma das pautas recorrentes do mundo atual.
Nos quadrinhos, cada vez mais personagens femininas vêm ganhando novas facetas e abordagens. Todas as editoras estão em um processo de trazer mais complexidade para as mulheres. Porém, o foco aqui é falar do papel da Image Comics nessa empreitada.
Morrigan. Personagem de “The Wicked + The Divine”.
A Image Comics vem crescendo exponencialmente e se tornando uma editora desejada por roteiristas e desenhistas que querem ter mais autonomia em seus trabalhos. Hoje, a editora conta com os maiores nomes da indústria atual de quadrinhos e também com escritores e desenhistas em ascensão, tais como: Brian K. Vaugh, Ed Brubaker, Rick Remender, Kelly Sue Deconnick, Emma Rios, Jeff Lemire, Fiona Staples, Mark Millar, Jonathan Hickman, Brian Azzarello, Jason Aaron, Amy Reeder, Bryan Wood, Cliff Chiang, Marjorie Liu, Kieron Gillen, Jamie McKelvie, Matt Fraction, Chip Zdarsky, entre outros.
Duas das coisas mais elogiadas na Image atual são a importância e o desenvolvimento das personagens femininas nas histórias. Além disso, ainda há um número considerável de mulheres nas equipes criativas dos títulos da editora. Em 2014, 2015 e 2016, a Image foi responsável por trazer mais mulheres para as indicações de prêmios de quadrinhos.
Em relação às personagens femininas da Image, há uma variedade enorme para os variados gostos, por isso citarei só algumas.
Alana
Alana e Marko. Protagonistas de “Saga”.
Alana é uma das protagonistas de Saga de Brian K. Vaughan e Fiona Staples. Ela é uma mãe extremamente bad ass que é capaz de tudo para proteger sua família. Sua batalha diária, apesar de envolver elementos de fantasia e ficção científica, parece muito com a de uma mãe real.
Laura Wilson
Laura Wilson. Protagonista de “The Wicked + The Divine”.
Laura é a protagonista de The The Wicked + The Divine de Kieron Gillen e Jamie McKelvie. De início, ela parece ser uma personagem problemática sem grande importância. Porém, no decorrer da trama se torna uma personagem complexa e intrigante que é capaz de despertar reações de ódio e admiração com suas atitudes.
Maika Halfwolf
Maika Halfwolf. Protagonista de “Monstress”.
Maika é a protagonista de Monstress de Marjorie Liu e Sana Takeda. Ela é apenas uma sobrevivente de uma guerra de raças que trouxe consequências trágicas a seu povo. No meio do caos, Maika busca respostas sobre seu passado e sobre o monstro sinistro que se hospeda em seu corpo. (Confira a resenha do primeiro arco de Monstress aqui)
Alana, Laura e Maika
O que essas três personagens têm em comum? Todas são multidimensionais e complexas. Elas fogem dos esteriótipos comuns, não representam o mal ou o bem e, muitas vezes, tomam atitudes questionáveis para sobreviver. Alana precisa sobreviver e proteger sua família em um mundo que rejeita seu amor com um homem de outra espécie. Laura está com os dias contados devido a uma regra que permite que ela só viva durante um período curto de tempo, então ela decide se rebelar. Maika tenta sobreviver as consequências de uma guerra que ela não pediu, mas a afetou de diversas formas e, uma particularmente sinistra envolvendo um monstro. São três mulheres com facetas complexas.
Rat Queens
Há ainda outras personagens complexas na Image, mas de um jeito diferente, como as Rat Queens, que não tem pudor algum, falam o que querem e agem como querem, ou a Lottie Person de Snotgirl (Garota Catarro), uma blogueira de moda que tem tudo para ser um clichê fútil de celebridade da internet, mas há mais sobre Lottie, muito mais, inclusive uma alergia que a transforma em uma catarrenta.
Saga, Monstress, Paper Girls, The Wicked + The Divine, Tokyo Ghost, Velvet, Bitch Planet, Snotgirl, Rat Queens, Motor Crush, Sex Criminals, Rocket Girl, Southern Bastards, Pretty Deadly, entre outros, são títulos da Image Comics com uma enorme variedade de personagens femininas multidimensionais em que o poder feminino é um grande destaque.
A DC Comics e a Marvel Comics, as duas maiores editoras de quadrinhos, trazem mulheres que são SUPER; heroínas, vilãs e anti-heroínas, e todas com as mais variadas abordagens. Já a Image Comics traz mulheres que são só mulheres, e muitas delas são retratos de mulheres da vida real. Há ainda outras editoras que trazem abordagens diferentes de personagens femininas. Há espaço para todas. O leitor lê o que mais lhe agrada, porque uma coisa é fato: Nunca antes houve uma grande diversidade de mulheres em histórias de quadrinhos como hoje.
Os volumes 1, 2, 3, 4 de Saga de Brian K. Vaughan e Fiona Staples estão disponíveis com desconto na Amazon. Aproveite!
Icônica personagem criada em 1962 pelo ilustrador Jean-Claude Forest, Barbarella marcou o início de uma nova era para os quadrinhos com relação a imagem da mulher. A aventureira espacial do século XL possui uma interessante história de criação e término, que tornou a heroína um verdadeiro cult das HQs, traduzida para mais de doze idiomas ao redor do mundo e vítima de censura em diversos momentos.
A década de 50 foi um período marcado pelo extremo conservadorismo dos quadrinhos, não somente no mercado americano como no mundo todo. A imagem da mulher nesta mídia até então era tida como um único plano de personagens rasas e com pouca utilidade além de servirem como coadjuvantes para os grandes personagens masculinos, enquanto assuntos como sexualidade e independência eram inconcebíveis em uma época de censura, syndicates e outros tipos de aventuras em vigor, uma crescente de tendências que vinham desde os anos 30. Mesmo as mais famosas séries europeias de quadrinhos, como o Tintim de Hergé, possuíam poucas mulheres em seu rol de personagens. E a “revolução” teve início na França em 1962, quando a chocante Barbarella surgiu nas páginas da V-Magazine.
Capa de uma edição da V-Magazine, revista onde Barbarella surgiu em 1962.
Publicada no formato de tiras, Barbarella era uma somatória de elementos de sucesso: James Bond, Buck Rogers, Flash Gordon, Mandrake e Jungle Jim são possivelmente as maiores inspirações, sendo as diferenças óbvias o sexo da protagonista e como sua liberdade é abordada no ano 40.000 DC. Desenhada com o lápis anatomicamente correto de Forest, a primeira aventura da personagem causa impacto por logo em suas primeiras páginas exibir não somente mulheres com belas curvas bem definidas, como também seios a mostra e posições no mínimo pornográficas para o período em vigor. Como diz o jornalista Gonçalo Jr., Barbarella foi “aclamada como ‘vamp moderna’ e ‘ninfomaníaca espacial’ pelos críticos mais conservadores“. Suas explorações vão desde descobertas de novos mundos até encontros com bizarras criaturas, sempre apostando no extremo escapismo que não se leva a sério.
Com este espírito trash porém extremamente criativo no quesito visual, as histórias da sensual heroína loira dos lábios carnudos são absurdas até para a época, criando um charme incontestável. Utilizando seu corpo da maneira que bem entende para obter o que deseja, Barbarella estava sempre no comando quando metida em alguma enrascada, algo verdadeiramente raro nas publicações deste momento que motivou os artistas a expandirem seus horizontes e criarem trabalhos voltados para os adultos, e não somente aos jovens e adolescentes que consumiam os comics. As tiras da aventureira, que possuíam um senso de cronologia, agradavam os leitores mais maduros de diferentes formas, com o motivo central sendo a semelhança com a atriz Brigitte Bardot (1934 – ), sex symbol dos anos 50 e 60. E por “motivo central” você imagina o que bem entender…
Barbarella e Brigitte Bardot.
Voltando um pouco no tempo, falemos sobre Jean-Claude Forest, o “pai” de Barbarella. Forest nasceu em 1930, em Paris, e se formou em 1950 pela Escola de Desenho de Paris, trabalhando como ilustrador em veículos variados tais quais revistas e jornais como o France Soir. Barbarella nasceu após o editor George Gallet, da coleção de ficção-científica Le Rayon Fantastique, requisitar que Forest criasse uma espécie de Tarzan ou Tarzella. A ideia não lhe agradou e ele utilizou o conceito para criar sua heroína que alcançou a fama mundial e tornou-se um bestseller após o editor Eric Losfeld, especialista em fantasia e literatura erótica, proporcionar a chance de compilar as histórias em um livro, lançado em 1964. Este primeiro álbum vendeu mais de 200 mil cópias, mesmo com a censura da época impedindo que ele fosse divulgado com publicidade.
Sua arte característica foi o estopim para uma verdadeira revolução sexual, dando origem a personagens como Valentina de Guido Crepax e Vampirella de Forrest J. Ackerman, ambas publicadas no Brasil. Jean-Claude faleceu em 1998, tendo sofrido de uma asma severa por muitos anos.
A bela arte de Forest somada a sua criatividade deram origem a um clássico revolucionário dos quadrinhos.
Mas a revolução de Barbarella não está limitada aos seus influentes quadrinhos, onde ela busca novas experiências como boa viajante que é. Mesmo tendo sido censurada na França em 1966, a exploradora já descobrira outros países do nosso mundo real, tendo encantado diversos cantos do globo. Em 1968 o produtor Dino De Laurentiis foi um dos atingidos pelo charme da personagem (graças a uma de suas agentes que gostava do álbum), tendo produzido um live-action dirigido por Roger Vadim, tendo Forest como consultor criativo e a estonteante Jane Foda no papel principal. Dizem, inclusive, que ao entrar em contato com o primeiro álbum da Barbarella Fonda o jogou no lixo dizendo que “aquilo não era pra ela.”
O filme, marcado pela clássica sequência de strip tease em gravidade zero, tornou Barbarella um verdadeiro hit mundial que vai além de sua mídia original. Apesar de algumas diferenças, o teor e o lado conceitual do longa são fiéis à série de quadrinhos (até mesmo no aspecto trash), contendo passagens e personagens retirados diretamente de suas tiras e fielmente transpostos, como o anjo Pygar e a doença lepra escavadora. Como curiosidade, o vilão do longa, Durand Durand, inspirou o nome da banda new wave criada nos anos 80, Duran Duran.
Jane Fonda dá vida à personagem em um longa fiel em diversos aspectos.
No Brasil, já com a estreia do filme, o primeiro (e até pouco tempo, único) álbum da personagem foi publicado em 1969 pela Linográfica Editora. Com tradução de Jô Soares, o livro continha em sua capa o cartaz do filme e por muitos anos foi disputado a unhas e dentes pelos colecionadores. O álbum nacional possuía tons de amarelo, laranja e até mesmo verde. A republicação da série em terras tupiniquins se deu em 2015, quando a Jupati Books, selo da Marsupial Editora, republicou o primeiro de dois volumes lançados na França pela Les Humanoïdes Associés contendo a obra integral com a colorização azul no preto e branco. A nova edição, traduzida por Pedro Bouça, contém um belo texto de introdução escrito pelo já citado expertGonçalo Jr.
Motivado pelo sucesso da primeira publicação de Barbarella, Forest criou uma série de sequências, focando inclusive no lado da ficção-científica acima da sexualização característica de suas primeiras histórias. A reputação do artista ficou manchada por algum tempo e a recepção dos álbuns subsequentes não foi das melhores. Nos anos seguintes o autor criou novas séries e personagens, como Hypocrite. A última aventura de sua obra-prima, Le Miroir aux tempêtes, foi publicada em 1982 contendo a arte de Daniel Billon, visto que Forest nesta época achava que “desenhar as histórias era muito mais chato que escrevê-las.“
Quadro do álbum “Barbarella – Volume 1” publicado no Brasil pela Jupati Books.
Há um associação entre o fim das histórias da personagem com a epidemia de AIDS nos anos 80, onde a preocupação das pessoas com relação ao sexo aumentou exacerbadamente. Com a data de publicação de seu último volume (1982) coincidindo com este período, Barbarella suspendeu suas viagens espaciais até a série ser cancelada oficialmente com a morte de seu autor em 1998, deixando pra trás um legado que permanece vivo na cultura pop até os dias de hoje.
Ficou interessado em conhecer a personagem? Como já foi dito acima, o primeiro volume (de dois) retornou às livrarias brasileiras pela Jupati Books com o nome Barbarella – Volume 1, contendo 72 páginas encadernadas em capa cartão, formato 27 x 20 cm e preço sugerido R$ 42,00. O segundo volume deve ser lançado ainda em 2017, fechando uma coleção dessa heroína imortalizada no inconsciente popular.
Todos possuem um monstro interior esperando a hora certa para despertar. Nas mãos de Marjorie Liu e Sana Takeda esse monstro existe no sentido literal e lembra muito um kaiju.
Monstress é um dos títulos regulares da Image Comics de maior sucesso. Foi indicado ao Eisner Awards2016 na categoria de Melhor Série Estreante. Recentemente, foi indicado ao Hugo Awards 2017 na categoria Melhor História em Quadrinhos. O roteiro é de Marjorie Liu (X-23 e Viúva Negra: O Nome da Rosa) e a arte é de Sana Takeda (X-23 e Miss Marvel). O primeiro arco chama Awakening (Despertar) e compila as edições #1-6 do título.
Sinopse:
“Em uma Ásia fictícia e mística entre o final do século XIX e início do século XX, uma guerra civil devastou duas raças de seres que viviam em harmonia. Agora, o povo dos Arcânicos é escravizado pelos humanos e usado com extrema crueldade pela ordem das Cumea, que pretendem obter poderes mágicos através do lilium, substância extraída dos arcânicos. Neste enorme contexto – envolvendo sequelas de guerra, política, magia e escravidão – conhecemos Maika, uma jovem que sofreu perdas irreparáveis e foi transformada durante o conflito raças, e agora busca reparação usando métodos extremos.“
Monstress #5
Antes de falar sobre a história é preciso conceituar o universo construído por Liu e Takeda.
Em Monstress, toda uma mitologia é criada usando elementos de fantasia e cultura japonesa. Neste mundo existem cinco raças: Gatos, Humanos, Antigos, Arcânicos e Deuses Antigos.
Os Gatos, a raça mais antiga, descendem de Ubasti, a primeira gata.
Os Humanos, que se arrastaram do mar e povoaram a terra. A magia é negada a eles, mas algumas mulheres nascem com um poder que imita o Arcano. As Cumea roubam essas crianças para sua ordem e também massacram arcânicos pelos seus poderes.
Os Antigos, imortais cuja origem é um mistério e não se sabe se descendem das feras ou se as feras descendem deles.
Os Arcânicos, híbridos de humanos e antigos. Poucos se parecem com humanos.
Os Deuses Antigos. Não se sabe muito a respeito desses seres, a não ser que são criaturas destrutivas com poderes imensos. Os poetas acreditam que um dia eles ameaçaram toda a existência, mas foram banidos do mundo, com exceção de um deles, o mais terrível. Um dia ele despertará…
Essa conceituação básica também é feita aos poucos no final de cada edição para que o leitor se ambiente nesse universo.
Design dos personagens de Monstress
Awakening (Despertar)serve como uma introdução de todo o universo construído por Marjorie Liu e Sana Takeda. Liu nos apresenta muitos personagens e conceitos próprios desse mundo e Takeda dá identidade visual aos ambientes e personagens.
Como uma típica fantasia épica (Já explorei as dimensões de histórias épicas aqui), a narrativa começa no meio de uma trama maior. Uma série de eventos começa a se desenrolar envolvendo a misteriosa Maika Halfwolf. Além disso, há ainda a sombra de uma guerra passada entre arcânicos e humanos.
Maika é da raça dos arcânicos e faz parte da minoria de seu povo que possui aparência humana. A jovem possui um passado sombrio e vive um presente pior ainda, que envolve um monstro sinistro que vive dentro de si.
Maika Halwolf
Algo bastante notável na trama é o protagonismo de personagens femininas. Elas são líderes, soldados, escravas, cientistas e até divindades. Mal há personagens masculinos na história e os poucos que existem tem papéis menores dentro da trama. Os homens existem e possuem seus papéis na história, mas o protagonismo é das mulheres. O mais interessante de tudo, e grande mérito da roteirista, é que isso soa de forma natural nesse universo.
Talvez um ponto negativo para alguns seja a grande quantidade de informações. Há muitas informações sobre a conceituação do mundo, e isso não é feito de uma vez. A escritora preferiu explicar seu mundo aos poucos. A história começa com uma série de acontecimentos que o leitor só virá a entender algumas coisas quando o arco estiver próximo ao fim. Portanto, é um pouco difícil acompanhar a trama e uma releitura pode ser necessária.
Monstress #5
Em relação à arte de Sana Takeda, é possível resumir em: tudo é muito belo. O lápis, as cores, os painéis, a construção do mundo, o design dos personagens e as expressões faciais com influência dos mangas. Tudo é belo. Quando digo que tudo é belo, é tudo mesmo. Takeda transforma toda a conceituação de Marjorie Liu em algo bonito de se ver. A trama pesada e densa de Liu é muito bem retratada pela desenhista. Talvez os melhores momentos da arte sejam as aparições sinistras do monstro de Maika, que são cair o queixo parar para ficar observando.
Monstress #3
Monstress é o resultado de quando duas pessoas talentosas se unem para criar um universo grandioso, bonito, representativo, misterioso e empolgante de se acompanhar.
Então, um produto químico caiu no esgoto de Nova York e atingiu quatro tartarugas e um rato… bem, a história você já conhece e não é de hoje. Seja pelo cômico desenho, pelos filmes e os games ancestrais dos anos 90 ou pelo (intragável) seriado, ou pela atual série animada da Nickelodeon, ou até pelos filmes estrelados pela Megan Fox com os mutantes super bombados, as Tartarugas Ninja já estão com mais de 30 anos em seus cascos com idas e vindas, alguns sucessos e algumas derrapadas em diversas mídias. Mas apenas uma mídia se mantém desde a criação dos personagens sendo sempre produzida, apesar dos altos e baixos: os quadrinhos.
Kevin Eastman e Peter Laird.
Criadas por Kevin Eastman e Peter Laird em 1984, elas surgiram nas páginas da Mirage Comics, editora independente criada pela dupla. As Tartarugas eram uma paródia das obras Demolidor e Ronin de Frank Miller e dos Novos Mutantes da Marvel Comics. Com um tom bem mais sério e sombrio, a publicação original era em preto e branco, e as tartarugas eram bem badass. Havia o ar engraçado que é característico das personagens, mas eles brigavam e machucavam pra valer os bandidos em Nova York. April O’Neil estreou na segunda edição e era uma programadora de informática. Nessa fase conhecemos o Destruidor e o seu Clã do Pé e grande parte do universo das tartarugas. A Mirage Comics publicou a série entre 1984 e 1993. A série bateu em vendas na época grandes títulos da Marvel e da DC Comics, e entrou para a história como a revista independente de maior sucesso até então. Sendo superada anos depois por Spawn.
Com o sucesso dos personagens, logo veio o famoso desenho animado dos anos 90. Acompanhada a ele veio a série infanto-juvenil que era publicada pela Archie Comics, que também produziu tirinhas de jornal, mangás e um encontro com a turma do Archie. Era focado no desenho que catapultou as Tartarugas Ninja para o grande público, principalmente o infantil. Pela Archie Comics as publicações começaram em 1989 e terminaram em 1995. A série principal teve 72 edições nesse período. A Editora Xangri-Lá publicou seis edições dessa fase aqui no Brasil entre os anos de 1989 e 1990.
Em 1996 a Image Comics estava se estabelecendo no mercado dos quadrinhos e foi uma grata surpresa para todos quando foi anunciado que seria a nova casa das Tartarugas Ninja. A equipe criativa era composta por Gary Carlson no roteiro, desenhos de Frank Fosco e a produção de Erik Larsen, criador do Savage Dragon, personagem que os quelônios já encontraram algumas vezes. Contudo, a fase publicada pela Image não foi considerada cânone. Peter Laird, co-criador, não foi envolvido e nem teria aprovado nada que foi publicado, enquanto Kevin Eastman teria participado das artes de algumas edições.
Foram apenas 25 edições publicadas que mostram um ritmo mais rápido, ação intensa, traços que foram característicos na década de 90 e mudanças polêmicas nas tartarugas. Leonardo perdeu uma mão, Raphael teve seu rosto marcado, Splinter se tornou um morcego e Donatello, um cirbogue. Lá pelas tantas (não reclame de spoilers em uma publicação de vinte anos atrás) Raphael assumiu o manto do Destruidor e a liderança do Clã do Pé. O período de publicação pela Image rendeu alguns crossovers com o já citado Savage Dragon, Gen 13 e a participação do especial Mars Attacks Image #1. As Tartarugas Ninja foram produzidas pela editora entre 1996 e 1999.
Raphael como Destruidor.
Em 2003 começou a ser exibido um novo desenho que durou até 2009 produzido pela Mirage Studios e pelo Canal Fox. No Brasil ele foi exibido pela Rede Globo e pelo canal pago Fox Kids/Jetix. A editora Dreamwave produziu as HQ’s baseadas nessa nova série, onde as quatro primeiras edições eram os episódios da TV contados pelo ponto de vista dos personagens secundários. Infelizmente, as HQ’s não tiveram o retorno esperado e foram canceladas após o Nº 7.
Em 2011, a nova toca das tartarugas passou a ser IDW Publishing, onde estão até hoje. A nova série mensal é uma mistura dos quadrinhos originais da Mirage com os desenhos de 1987 e 2003. A IDW começou a recolocar os personagens no circuito dos quadrinhos com one-shots estrelados por cada uma das tartarugas separadamente. O primeiro foi do Raphael. A mistura de saudosismo e renovação agradou e logo depois foram lançadas edições no mesmo formato com o Splinter, Casey Jones, April O’Neil e o Fugitoid. Daqui vieram histórias muito elogiadas pela critica e pelos fãs, como A História Secreta do Clã do Pé, Império Utrom, a fofinha Tartarugas Ninja – Casey e April, a saga Ataque ao Technodrome (onde acontece a queda do Donatello), Mutanimais e mais recentemente foi incluída Jennika, a mais nova Tartaruga. Uma grata surpresa que foi bem aceita pelos fãs (tirando aqueles nerds chatonildos do “mataram minha infância). Saiba mais sobre a origem da Jennika AQUI. A Panini chegou publicar os one-shots aqui no Brasil, seguindo com uma parte da revista mensal, cancelada poucas edições após o início.
Nota curta: A IDW publicou uma história um tanto quanto curiosa. Teenage Mutant Ninja Turtles: Deviations é uma espécie de “O Que Aconteceria se…” que foi muito popular no passado na Marvel Comics e mostrava uma realidade alternativa. Nessa edição nós vemos que quem treinou as Tartarugas foi o Destruidor, e Splinter junta uma equipe para deter o vilão.
Já ocorreram crossovers das tartarugas com alguns personagens, como os Caça-Fantasmas e dois encontros com o Batman, que chegou render uma excelente animação. Outro crossover que aconteceu e rendeu boas críticas e uma boa vendagem, foi com os Power Rangers.Um personagem que as Tartarugas Ninja encontram algumas vezes é o coelho samurai Usagi Yojimbo. Já foram alguns encontros em revistas e nas séries animadas.
No Brasil, além das já citadas Xangri-Lá e Panini, a editora Sampa em 1990 publicou pela primeira vez em terras tupiniquins, a origem das Tartarugas. O Sampa Graphic Album Special – As Tartarugas Ninjas tinha três histórias e diferente dos quadrinhos originais que eram em preto e branco, essa versão era toda colorida. A Ebal também publicou edições que eram mix de quadrinhos e para colorir. A Editora Devir no ano de 2007 publicou um especial encadernado, contendo a origem das Tartarugas.
Muito conhecidas sejam pelos desenhos animados, filmes, animações e games, as Tartarugas Ninja possuem uma grande e respeitada história no mundo dos quadrinhos. Vale a pena correr atrás e ler algumas coisas (até a fase da Image Comics), embora não seja muito fácil encontrar tais materiais (online tem algumas coisas); e o jeito é torcer para que alguma editora possa lançar algum encadernado ou nova revista no Brasil. E quando isso acontecer… Vamos pedir uma pizza para comemorar!
ATUALIZAÇÃO: PODEM PEDIR A PIZZA! A editora Pipoca & Nanquim anunciou que as Tartarugas Ninja estão de volta às terras brasileiras! O link para a compra está abaixo.
A revista especial Universo DC: Renascimento está sendo distribuída para as bancas de todo o Brasil. A nova fase da Editora das Lendas, que começou nos EUA em maio do ano passado, chega em terras tupiniquins com drásticas mudanças editoriais que podem alterar a forma que diversos leitores enxergam a DC Comics por aqui. Trazendo o otimismo e a esperança de volta o Renascimento também apresenta novidades nunca antes vistas nas revistas brasileiras, como você pode conferir em detalhes logo abaixo!
Após uma longa preparaçãode terreno (saiba mais clicando aqui) a editora Panini dá início oficialmente, neste mês de abril, ao Renascimento. Um sucesso de crítica e público no exterior, o chamado Rebirth trouxe de volta elementos amados pelos fãs sem deixar de lado o legado dos heróis.
Por aqui o editor Bernardo Santana, responsável pela DC Comics no Brasil, acredita que deste ponto em diante a forma como a Editora é aceita nas bancas mudará drasticamente graças a mudanças editoriais, gráficas e criativas que povoarão as prateleiras de lojas e comic shops, elevando as vendas. Separamos algumas das principais mudançasdo Renascimento no Brasil, com breves comparações e textos explicativos que podem ser conferidos abaixo.
A mudança de papéis: o LWC prevalece
Há alguns anos as mensais da DC no Brasil eram publicadas com o famoso papel pisa-brite. Após ouvir a opinião dos fãs e realizar diversos testes a editora Panini está padronizando, com o Renascimento, a qualidade gráfica de suas revistas. Enquetes foram realizadas no hotsite oficial da editora e mais recentemente as revistas Arlequina e LJA vieram já com o famoso e elogiado papel LWC, que na maioria das vezes valoriza muito mais a colorização moderna e original dos artistas.
Com o Renascimento foi oficialmente abolido o uso do papel pisa-brite, trazendo o famoso “papel brilhante” para todos os títulos, elevando a qualidade gráfica das revistas mensais sem um custo muito alto para o bolso dos leitores. Um passo bem importante neste quesito.
A primeira revista mensal da Mulher-Maravilha em 30 anos
Em 1983 a Mulher-Maravilha teve sua última revista mensal publicada no país, ainda pela editora Ebal. Desde então a heroína marcou presença em diversos títulos da Abril e Panini, mas nunca com sua própria revista, e sempre dividindo espaço com outros títulos da DC Comics, mais recentemente no mixUniverso DC. Com o Renascimento (e o vindouro filme da personagem) a editora Panini está apostando em um título solo da Princesa Amazona com a nova fase escrita por Greg Rucka e ilustrada por Liam Sharp e Nicola Scott.
Contendo 52 páginas e custando R$ 7,50 este título é finalmente uma prova de confiança que a maior heroína de todos os tempos possui força e fãs suficientes para sustentar uma revista só dela. E muitos agradecem a extinção das famosas revistas grandes, que continham personagens não-relacionados dividindo o mesmo espaço.
Action Comics e Detective Comics em revistas isoladas
As revistas Action Comics e Detective Comics nunca foram publicadas no Brasil separadas de suas revistas irmãs como Batman, Superman, Dark Knight e outras. Com o Renascimento, pela primeira vez estes dois títulos serão isolados dos outros, sendo publicados também no formato mensal com 52 páginas, compilando duas histórias originais numa única revista.
Action Comics de Dan Jurgens é exatamente o que o nome diz: histórias de ação, entregando mistérios e diversão de alto nível. Detective Comics, escrito por James Tynion IV e ilustrado por Eddy Barrows, é um dos títulos mais elogiados do Renascimento, entregando uma equipe composta por membros (e não-tão-membros) da Batfamília interagindo e resolvendo problemas, com uma boa dose de emoção. A aposta da Panini nessas duas revistas é algo louvável e ousado, facilitando para que o leitor brasileiro possa finalmente escolher o que deseja consumir.
Encadernados e o fim de Universo DC e A Sombra do Batman
Como foi dito acima, as famosas revistas Universo DC e A Sombra do Batman foram oficialmente extintas. A Mulher-Maravilha ganhou sua própria revista, mas… E os outros heróis e vilões? Pois a editora Panini encontrou a forma ideal de publicação, que já vinha sendo testada há alguns meses: encadernados para as bancas.
Após um período lançando Exterminador, Arqueiro Verde, Canário Negro, Academia Gotham e outras séries do DC You(reformulação anterior ao Renascimento) em encadernados, o formato aparentemente deu certo e diversos títulos virão nos mesmos moldes. Alguns exemplos são: Flash, Aquaman, Superwoman, Supergirl, Batwoman, Exterminador, Asa Noturna, o já citado Arqueiro Verde, entre outros. Titãs, Arlequina e Esquadrão Suicida terão suas próprias revistas mensais, bem como os Lanternas Verdes. Mas nada de revistas com Lobo, Mulher-Maravilha e Flash no mesmo compilado.
Obviamente existem diversas alterações que foram e serão feitas ao longo do Renascimento. Um novo design para o editorial das revistas, um novo hotsite programado para ir ao ar em breve, futuros anúncios… Tudo feito para trazer ao Brasil, em grande estilo, a fase mais bem-sucedida da DC Comics nos últimos anos.
Podendo ser lida por novos leitores e trazendo de volta antigos fãs, o Renascimento segue firme e forte no exterior com ótimas vendas, grupos diversificados, equipes criativas de ponta e uma resposta muito firme dos leitores, com poucas oscilações e resolvendo mistérios aos poucos. Vamos ver como a Panini manterá suas séries mensais ao longo de tantas sagas incríveis e quais serão as primeiras mudanças nos títulos brasileiros.
Para acompanhar todas as novidades não deixe de ficar ligado na Torre de Vigilância, e acompanhe as novas revistas que já estão nas bancas! O próximo épico começa aqui.