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Quer começar a ler Tex? Conheça a série Tex Platinum!

Tex Willer, personagem criado em 1948 por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini, é publicado no Brasil de forma ininterrupta desde os anos 70. Passando por várias editoras ao longo dos anos e contando mensalmente com diversas revistas publicadas em banca, um leitor novato pode se sentir perdido, sem saber exatamente por onde começar. Sanando este problema surgiu a série Tex Platinum da Mythos Editora!

Tex é um fenômeno italiano que se estendeu para o mundo todo. Um dos personagens de westerns mais longevos da história dos quadrinhos, sua longevidade remete não somente à sua fama como também aos infinitos nomes que escreveram ou ilustraram as milhares de aventuras do ranger texano. Entre muitas revistas (Tex, Tex Coleção, Tex em Cores, Tex Ouro, Tex Edição Histórica, etc.) lançadas no Brasil, sendo que algumas já passam ou alcançam o número 500, a cronologia é bem espalhada porém facilmente compreensível. Enquanto muitas séries já estão esgotadas, outras surgem republicando histórias com nova numeração e novo acabamento gráfico, podendo fisgar novatos neste universo tão rico. O caso mais recente é a já citada série Tex Platinum, que republica as famosas edições de Tex Anual.

Para explicar detalhadamente do que se trata Tex Platinum, vamos começar do início. Sim, a chamada “cronologia” do Tex é muito simples, porém existem alguns elementos-chave no decorrer da vida do herói que são minimamente necessários para aproveitar suas histórias. Nascido no Texas, criado num rancho e treinado na arte do tiro por um velho amigo da família chamado Gunny Bill, seu pai foi assassinado por bandidos mexicanos que roubaram o gado. Em busca de vingança, Tex vai atrás dos assassinos e faz justiça com as próprias mãos. Ao separar-se de seu irmão Sam, a quem deixou a fazenda e o rebanho, Tex passa por alguns trabalhos envolvendo rodeios e descobre que Sam também fora assassinado por bandidos. Mais uma vez o herói faz justiça com as próprias mãos e passa a ser perseguido como um fora-da-lei.

A vida de Tex a partir daí é cheia de reviravoltas. A série começa quando o personagem já é um fora-da-lei que vaga com seu cavalo, e passando por diversas aventuras, envolvendo-se com bandidos, índios e xerifes, dado momento ele consegue limpar seu nome e conhece Kit Carson, que viria a se tornar seu melhor amigo, um ranger que serve a justiça. Torna-se um ranger e acaba por se casar com Lilyth, filha do chefe dos índios navajos. Com ela Tex vive os melhores momentos de sua vida, tendo um filho e conhecendo neste período outro grande amigo da aldeia, Jack Tigre. Um dia a varíola levada ao vilarejo por bandidos tira a vida de sua esposa e deixa somente seu filho, Kit Willer (batizado em homenagem a seu padrinho e melhor amigo de seu pai), vivo. Tex entrega-se à vida de ranger, após buscar justiça pela morte de sua esposa, e passa a fazer trabalhos por todo o país, resolvendo os mais variados problemas.

Toda a história contada nos parágrafos anteriores é o básico sobre a vida do personagem. Entendendo as origens é possível aproveitar qualquer história do ranger sem muita dificuldade, com exceção obviamente das continuações diretas de histórias mais antigas. É possível ir até a banca e comprar um número aleatório de Tex ou Tex Coleção e pelo menos a maior parte da história será compreensível. Mas se o problema é com a numeração ou a sensação de acompanhar algo desde o início, a revista que dá nome a este artigo se encaixa neste quesito.

Na Itália são publicadas edições anuais, com mais páginas que o normal, chamadas Maxi Tex. No Brasil essas revistas especiais começaram a ser publicadas em 1999 pela Mythos Editora em uma série apelidada de Tex Anual, sendo que esta revista ainda sai até hoje, com a edição 18 publicada em dezembro de 2016. Como os primeiros números de Tex Anual são muito difíceis de se encontrar atualmente a editora deu início também em 2016 à republicação desta série, com novo acabamento gráfico, na coleção bimestral Tex Platinum.

Mas qual seria a diferença de Tex Platinum para as revistas normais como Tex Coleção? A principal é o fato destes volumes compilarem aventuras completas, sem continuações e praticamente isoladas do senso de cronologia. Com a possibilidade de acompanhar uma revista desde o primeiro número, as histórias apresentadas são 100% compreensíveis para o leitor que conhece somente o básico explicado acima, isoladas até mesmo entre as próprias revistas da mesma coleção.

Além disso, alguns clássicos estão presentes nessas edições. Os dois primeiros volumes de Tex Platinum compilam as aventuras “O Caçador de Fósseis” e “O Ouro dos Confederados“, ambas da dupla Antonio Segura (roteiro) e José Ortiz (arte), mestres das histórias em quadrinhos. Essas duas histórias específicas são tidas como algumas das melhores do personagem até hoje, rivalizando com outros clássicos. As edições seguintes apresentam outras grandes histórias, criadas por autores de primeiríssima qualidade, que entregam ótimas aventuras fechadas.

Até o momento foram publicadas sete edições desta série, todas facilmente encontradas na loja online do site da Mythos Editora. O lançamento mais recente, a sétima edição, chegou às bancas em abril de 2017 e entrega outra história fechada da dupla Segura & Ortiz, uma ótima aventura chamada “O Trem Blindado“, equivalente ao número oito da série Maxi Tex italiana.

Pode parecer complicado, mas não é. Tex e as outras séries da Sergio Bonelli Editore são bons quadrinhos, com temas variados e histórias de uma qualidade quase sempre acima da média, seja no roteiro ou na arte. A longa vida de Tex Willer nas bancas brasileiras é a prova de que seu público é fiel e pode estar se renovando graças a novos lançamentos e revistas que começam com nova numeração, chamando a atenção de novatos. Tex Platinum foi a empreitada mais recente neste quesito, um tiro certeiro para que a vida do ranger prossiga em terras tupiniquins.

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Primeiras Impressões | Renai Boukun

Aquele que tiver seu nome escrito nesse caderno há de… Beijar outra pessoa? Não, de verdade, quem é que pensa nessas coisas? É umas ideia que não tenho nem noção de onde é que eles tiram… Cada dia que passa, e cada post que eu escrevo, é uma prova cada vez maior de que japonês é um povo estranho.

Acontece que, quando uma ideia é absurda desde o princípio, só existem dois caminhos pare seguir: ou você segue na absurdidade, pois o início já foi aviso o suficiente para qualquer um; ou você tenta racionalizar o negócio, falha miseravelmente e manda tudo por água abaixo. E o que o mangá de Megane Mihoshi faz é justamente a primeira opção. Em andamento com oito volumes no Japão, a série que é publicada originalmente na web é trabalho único do autor, mas vem fazendo relativo sucesso nas terras nipônicas.

Fico extremamente feliz de saber que ainda existem pessoas e autores dispostos a aderir ao absurdo e fazer uso do que há de melhor em marmelada para trazer humor à suas obras. Renai Boukun é justamente isso, uma reunião absurda de marmelada que por juntar o inacreditável com o inesperado, consegue te fazer rir.

A obra não tenta esconder em momento algum que se trata de uma comédia absurda e propositalmente forçada. Além de ter personagens extremamente diferentes interagindo de forma genial entre si, o anime ainda conta com eventuais quebras da quarta parede que já são muito boas por si só, mas conseguem brilhar ainda mais pelo fator surpresa.

Minha cara quando o professor libera as notas.
Minha cara quando o professor libera as notas.

O desenvolvimento da história se dá por “bloquinhos”. Não é exatamente episódico, pois temos mais de um episódico por episódio, mas acho que não é errado chamá-lo assim. Em cada bloco temos um problema, um conflito e uma solução. As coisas acabam sendo bem fechadinhas em si mesmas, e pouco se vê de prosa a longo prazo. Em três episódios, não se pode tirar praticamente nada que pudesse vir a ser desenvolvido de novo no futuro. Talvez, no máximo, a história da irmã do protagonista, mas isso é algo que é óbvio que virá a acontecer no futuro, dentro do formato de “bloquinho”.

Acontece que isso não é exatamente um problema. É quase que uma das ferramentas que torna a estrutura absurda do anime viável. Justamente por ser absurdo, se tentássemos focar demais em alguma coisa, algo daria errado em algum momento, e cairíamos no segundo caso que foi descrito lá no começo deste Primeiras Impressões. Meu único medo é não ter certeza se o show consegue aguentar doze episódios assim, sem perder a graça.

Equipe de dubladores caracterizados como seus personagens. Graças a Deus o "gato" não está ai...
Equipe de dubladores caracterizada como seus personagens. Graças a Deus o “gato” não está ai…

Na parte técnica, temos uma animação de ótima qualidade pelo recente estúdio EMT², que consegue capturar bem as diversas facetas da obra (como, por exemplo, as mudanças das personagens para um modo caricato quando a cena demanda); os personagens não têm um design espetacular, mas possuem, sim, características peculiares e marcantes o bastante para podermos dizer que foi um bom trabalho por parte de Mariko Ito. O destaque técnico, porém, com certeza está na música: botar a responsabilidade nas mãos do cara que cuida da música de um anime musical que está no ar há mais de quatro anos, foi sem dúvidas uma escolha certa. O monaca conseguiu deixar tudo ainda mais galhofado com sua trilha sonora que beira o estúpido de tão boa que é. Com a ajuda do diretor de áudio Satoshi Motoyama, os sons são o ponto alto do show.

Resumão, então: obra sólida com comédia nonsense que consegue tirar muitas risadas de quem gosta desse tipo de coisa; personagens não muito especiais tanto em personalidade como em aparência, mas que interagem muito bem entre si; parte técnica interessantemente positiva e com destaque para uma ótima trilha sonora.

Pra mim, que adoro esse tipo de show, foi uma estréia maravilhosa e que com certeza valerá acompanhar. Começa com um 7/10 no comedômetro, sendo que não recebeu um oito por pura precaução.

O anime pode ser assistido gratuitamente no serviço de streaming da Crunchyroll, com novos episódios todas as quintas-feiras.

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Resenha | Fantasia e História em Memorial do Convento

Sinopse: ”No epicentro desta história está a construção do Palácio Nacional de Mafra, também conhecido como Convento. O monarca absolutista D. João V, cumprindo uma promessa, ordenou que o edifício fosse erguido no início do século XVIII, em pleno processo colonial, à custa de uma imensa quantidade de ouro e diamantes vindos do Brasil, além do sangue de milhares de operários.  […]
Como em História do cerco de Lisboa e A jangada de pedra, para citar apenas alguns dos celebrados romances do autor, a finíssima ironia na observação de fatos históricos e o elegante tecido ficcional estão a serviço de uma fabulação sempre brilhante, moderna e criticamente devastadora do ponto de vista social. […] Com sua abordagem absolutamente inovadora do romance histórico – um gênero que já esteve a serviço dos heróis nacionais e suas poses engessadas -, este Memorial do Convento recupera as ilusões, fantasias e aspirações de um Portugal que se quis grande e eterno, ainda que frágil e delicado.”

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José Saramago, renomado autor português vencedor do Nobel, em Memorial do Convento (1982) nos conduz à Portugal do século XVIII no reinado de Dom João V, época de imensa fartura do ouro vindo do Brasil. O enredo se inicia com as tentativas falhas do rei e da rainha Maria Ana em darem herdeiros ao reino português, eis que surge o frade António e faz um acordo com vossa majestade, caso tenha herdeiros que se construa um convento, uma promessa não só de interesses cônjuges como ambição de João V de criar um grande monumento para ser lembrado.

Com esse plano de fundo, Saramago irá trazer personagens e acontecimentos reais da história portuguesa, um verdadeiro romance cavaleiresco que exala vida. Bartolomeu Lourenço de Gusmão, um desses personagens, foi um padre que tinha projetos para voar, sendo chamado de o padre voador, ele é essencial para o desenrolar dos eventos quando conhece Blimunda e Baltasar Sete-Sóis, personagens criados por Saramago, e os convidará a ajudá-lo a efetuar sua promessa ao rei de levar os homens aos céus, a partir daí surge a passarola, uma espécie de ”avião” em forma de pássaro. Veja um vídeo stop-motion do momento que Blimunda e Baltasar se conhecem:

O ficcional e o real tem uma linha tênue na história, com maestria, os personagens se misturam e exploram diversos temas como religião, medo, amor, relações humanas e o sacrifício do povo para construir os desejos dos governantes. Muito antes do inicio da construção do convento, conhecemos Blimunda, moça dotada de poder peculiar, ela consegue enxergar o desejo dentro das pessoas, e Baltasar Sete-Sóis, soldado que perdeu a mão esquerda e no lugar recebe um gancho, eles junto com o padre serão quase que uma família com o sonho de voar.

O Santo-Ofício é outro elemento na história, a igreja até o século XIX em Portugal perseguiu os cristãos novos, judeus, muçulmanos e aqueles que eram acusados de bruxaria, como é o caso da mãe de Blimunda e do padre Bartolomeu, ao mexer com projetos cientistas.

Saramago faz ótimas jogadas e questionamentos filosóficos no que se refere a imagem de Deus e os mistérios da fé, critica o autoritarismo da igreja e cria dicotomias, como por exemplo, Blimunda e a rainha Maria, enquanto uma é livre para amar e ser amada, a outra sabe que vive no mundo das aparências da realeza e não se sente amada pelo rei, sendo até mesmo culpada pela difícil gravidez. Pode-se se dizer que a vida é encenada na obra, com todos os defeitos e qualidades humanas.

MEMORIAL
Convento de Mafra

Ler Memorial do Convento exige bastante tempo, é uma leitura que deve se fazer com tranquilidade para perceber todos os elementos. Além disso, a própria escrita do autor pode ser cansativa para leitores de primeira viagem, porque ele não separa as falas e tem sentenças longas. Isto não interfere em classificar a obra como um belo romance histórico que enaltece o povo português, principalmente no que se refere aos trabalhadores na construção de Mafra, que levou mais de 600 vidas para seu termino.

Tenham uma ótima leitura!

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Literatura Marca Página

Resenha | Alien: Surgido das Sombras

Um engenheiro chefe, dois engenheiros, duas médicas, um piloto, uma oficial de ciências, um oficial de comunicações e uma tenente são os sobreviventes da Marion em Alien: Surgido das Sombras. Escrito por Tim Lebbon e publicado pela editora LeYa no Brasil, o livro é uma leitura prazerosa para fãs de suspense e da franquia nos cinemas. Uma mistura completa de gêneros (terror, drama, ficção científica, survival horror…) e novos personagens e conceitos que expandem ainda mais a mitologia alienígena, envolvendo conspirações políticas e ameaças tecnológicas.

Foi muito interessante ver as corporações e seus interesses econômicos/científicos serem um dos pontos altos do livro. A Weyland-Yutani, empresa responsável pela exploração universal da trimonita (material mais resistente no universo) e pela nave Marion, e a inteligência artificial Ash se apresentam como uma conspiração corporativa, sendo tão ameaçadores quanto os Aliens. Criando-se muita expectativa ao leitor.

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A sobrevivência do grupo, seus relacionamentos e o suspense no desenrolar da história ainda são o foco. Chris Hooper (engenheiro chefe) é o principal personagem junto de Ellen Ripley. Diferente de Ripley, Hoop não tem uma ligação emocional com o público, sendo assim, Lebbon decide descrever psicologicamente cada momento do personagem e explorar sua história para entendermos seus objetivos e suas decisões como líder. Já Ripley, protagonista da franquia, não tem muito de sua personalidade alterada, mas é descrita como muito traumatizada (uso de flashbacks e delírios sobre sua filha Amanda e os acontecimentos na Nostromo).

Em relação aos outros personagens que compõem o grupo (Powell, Welford, Lanchance, Baxter, Sneddon, Kasyanov e Gloria), ambos são bem aproveitados e têm bons diálogos, mas nada que seja notável. Alguns mais caricatos como  Lanchance e Welford criam uma empatia maior com o leitor. Ao todo, a história está cheia de personagens bons e intrigantes.

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Porém, o preço de Alien: Surgido das Sombras vale pela descrição do cenário, da ação e dos Aliens criados por Lebbon. Inspiração direta ao primeiro filme do Alien. O autor faz pausas para descrever o cenário detalhadamente para criar a sensação de inserção, parece que o Alien está do nosso lado. Algumas passagem mais sanguinolentas não são agradáveis de ler pela riqueza de detalhes e o ritmo frenético de ossos quebrando, peles rasgando e sangue jorrando, mas consegue tornar as próximas páginas mais empolgantes.

Alien: Surgido das Sombras funciona para os adoradores de suspense ou da franquia Alien. Uma ótima leitura por expandir ainda mais este universo, que se firma entre os melhores e promete enriquecer a mitologia de Hans Ruedi Giger e do diretor Ridley Scott.

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Amazing Adventures

Guia de Leitura #20 | Justiceiro

“Eles riem da lei. Os ricos que a compram e a distorcem para seus caprichos. Os outros, que não têm nada a perder, que não se preocupam com eles mesmos, ou com as outras pessoas. Todos os que pensam que estão acima da lei, ou fora dela, ou além dela. Eles sabem que toda a lei é boa para manter as pessoas boas em linha. Todos eles riem. Eles riem da lei. Mas eles não riem de mim.” -Justiceiro: Retorno ao Grande Nada

Se um bandido encontra nas ruas de Nova York um sujeito com uma roupa preta, cara de poucos amigos, uma arma em cada punho, uma gigantesca caveira no peito e com aquele olhar de que o seu jeito é o jeito certo. Francis Castiglione, ou simplesmente Frank Castle, não perdoa e o resultado é brutal. A coluna Amazing Adventures tem o orgulho de trazer o guia de leitura definitivo do Justiceiro, com praticamente 50 histórias de todas as épocas.

Criado pelo escritor Gerry Conway e pelos artistas Ross Andru (1927/1993) e John Romita Sr. em 1974,  ele se chamaria O Assassino, já que o nome Punisher já tinha sido usado pelo próprio Conway em um supervilão do Quarteto Fantástico, que nenhuma relação tinha com o personagem que conhecemos. Então Stan Lee o convenceu a usar o mesmo nome, reformulando o personagem, com esboços de Andru e Romita criando a icônica caveira, surgiu Frank Castle.

O Justiceiro é um personagem cascudo dentro da Marvel Comics, criado para ser um antagonista que apareceria em algumas edições do Homem-Aranha. No entanto, o personagem despertou o interesse dos leitores e veio a se tornar o anti-herói definitivo da Casa das Ideias.

O próprio Conway, anos mais tarde, disse que as suas maiores inspirações ao criar Castle foram: a crescente onda de violência em Nova York na década de 70, onde surgiram filmes como Desejo de Matar (1974) com Charles Bronson e a série de romances Mack Bolan: The Executioner criada por Don Pendleton (1927/1995) e publicada entre os anos 1960 e 1970. Mack Bolan era um ex-combatente do Vietnã que teve seu pai e sua irmã mortos pela máfia e parte para a sua vingança contra os criminosos. Bem parecido não? Frank Castle também tinha lutado no Vietnã e teve sua família (esposa e filhos) morta por bandidos.

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Nos anos seguintes ele apareceria com mais frequência na HQ do Cabeça de Teia, sempre tocando no assunto de justiça pelas próprias mãos vs. Acreditar nas autoridades, o que rendeu muitos fãs ao personagem. Mais tarde, Frank Miller usaria o fator “anti-herói psicopata” na série mensal do Demolidor. Mas a consagração veio mesmo na minissérie Círculo de Sangue (1985) de Steven Grant, onde definiu o justiceiro frio e calculista, dando força a sua ideia de combater o crime sendo juiz, júri e carrasco. O sucesso rendeu a primeira mensal onde foi introduzido o fiel parceiro Microchip.

Surgiu ao mesmo tempo a mensal The Punisher: War Journal (personagens com duas séries mensais naquela época era algo raro), que ficou conhecida como o primeiro trabalho do Jim Lee. Diferente da sua outra HQ, nessa tinha mais participações dos heróis da Marvel. E no início da década de 90 começou a ser publicado trimestralmente The Punisher: Armory, onde detalhavam mais sobre o vasto arsenal de Frank Castle, e chegou a sua terceira mensal The Punisher: War Zone.

Justiceiro de Jim Lee.

Com tantas séries (fora os especiais, participações em outras HQ’s e o Justiceiro 2099), era grande o rodízio de roteiristas e desenhistas no Justiceiro. Um personagem com poucos coadjuvantes e um número reduzidíssimo de arqui-inimigos, não tinha como fazer histórias com longos capítulos. Então Chuck Dixon foi chamado para escrever esses “tiros curtos”, na época Dixon também escrevia as histórias do Batman na DC Comics. É considerada como uma das melhores fases do Justiceiro.

Mas com a chegada da crise nos quadrinhos no meio dos anos 90, o personagem foi perdendo espaço e teve algumas mensais canceladas. Com o tempo, ele foi passando por diversos escritores. Castle chegou a ser chefe de família mafiosa, chegou a cometer suicídio e voltar a vida com poderes de um anjo, série que era desenhada pela lenda dos quadrinhos de terror Berni Wrightson (1948/2017), que não agradou muito aos fãs.

O personagem ia mal das pernas, quando em 2000, a dupla Garth Ennis e Steve Dillon (1962/2016), que tinham acabado de encerrar a cultuada Preacher, assumiram as rédeas e trouxeram a violência crua e o humor negro para as histórias. A fase Justiceiro Max foi muito elogiada pela crítica e pelos fãs. Ennis ficou oito anos cuidando do personagem e Dillon seguiu com outros escritores no título, entre eles Jason Aaron, que fez outra fase memorável no mesmo título.

A elogiada fase de Garth Ennis e Steve Dillon.

A ideia de Garth Ennis sempre foi deixar Castle à parte do universo heroico da Marvel. A editora então relançou Punisher War Journal, onde não tinha ligação com o trabalho de Ennis, e Frank contracenava com os heróis da casa. Nessa época veio sua participação em sagas como Guerra Civil, Invasão Secreta e Reinado Sombrio. E o famigerado Franken-Castle. A última investida da Marvel Comics está sob a batuta de Becky Cloonan e Steve Dillon que estão cuidando da nova fase do Justiceiro.

Bem, vamos sem mais delongas para o Guia de Leitura do Justiceiro:

1

por Gerry Conway & Tony DeZuniga
por Lein Wein & Ross Andru
#4
por Steven Grant & Mike Zeck
#5
por Mike Baron
#6
por Carl Potts, Jim Lee, Mike Baron, Mark Texeira, Chuck Dixon, Steve Grant, Tod Smith, Ron Wagner, John Hebert, Hugh Haynes, Melvin Rubi, Gary Kwapisz.
_o
por Steven Grant & Mike Zeck
#8
por Dan “D.G.” Chichester & Scott McDaniel
#9
por Pat Mills, TomMorgan & Tony Skinner
#10
por Pat Mills & Tony Skinner
#11
por Dan Abnett, Andy Lanning & Dale Eaglesham
#15
por Chuck Dixon & Rod Whigham
#16
por Larry Hama, Kerry Gammill & Tom Morgan
#18
por Christopher Golden, Tom Sniegoski & Bernie Wrightson
#20
por Chuck Dixon & Ed Barreto
#21
por Garth Ennis & Steve Dillon
#22
por Garth Ennis & Doug Braithwaite
#24
por Garth Ennis, Darick Robertson & Tom Palmer
#26
por Garth Ennis e diversos artistas
#29
por Matt Fraction & Ariel Olivetti
#30
por Matt Fraction & Ariel Olivetti
#31
por Garth Ennis & Goran Parlov
#32
por Matt Fraction & Scott Wegener
#33
por Jonathan Maberry & Laurence Campbell
#34
por Rick Remender & Jerome Opeña
#35
por Michael Anthony Moore & Rick Remender
#36
por Rick Remender & Tan Eng Huat
#37
por Garth Ennis & Steve Dillon
#38
por Valerie D’Orazio & Laurence Campbell
#39
por Peter Milligan & Juan José Ryp
#40
por Rob Williams & Laurence Campbell
#41
por Jason Aaron & Steve Dillon
#42
por Jason Aaron & Steve Dillon
#43
por Rick Remender & Roland Boschi
#44
por Daniel Way & Steve Dillon
#45
por Frank Tieri & Mark Texeira
#46
por Ben Acker, Ben Blacker & Carlo Barbieri
#47
por Greg Rucka & Carmine Di Giandomenico
#48
por Frank Tieri & Paul Azaceta
#49
por Marc Guggenheim & Leinil Francis Yu
#50
por Nathan Edmondson & Mitch Gerads
#52
por Becky Cloonan & Steve Dillon

Em sua longa carreira contra o crime, Frank Castle, já bateu de frente com diversos outros personagens de quadrinhos. Demolidor, Deadpool (contando uma ainda inédita minissérie para 2017), Homem-Aranha, Batman (tanto o Bruce Wayne quanto o Jean-Paul Valley) e inúmeros quebras com o Wolverine. Listamos alguns desses encontros aqui:

#7
por Carl Potts & Jim Lee
#12
por Terry Kavanagh & Scott McDaniel
#13
por Howard Mackie & John Romita Jr.
#14
por Denny O’ Neil, Barry Kitson & James Pascoe
#17
por Chuck Dixon & John Romita Jr.
#19
por Tom Sniegoski, Christopher Golden & Pat Lee
#54
por Jimmy Palmiotti & Georges Jeanty
#23
por Garth Ennis & Darick Robertson
#25
por Ron Marz & Adriana Melo
#27
por David Lapham
#28
Daniel Way & Steve Dillon

 

17949897_1379854835440277_713405621_o (1)
por Kevin Shinick & Checchetto
#53
por Charles Soule & Reilly Brown
#55
por Fred Van Lente & Pere Perez

O Justiceiro também é figurinha carimbada nos cinemas. O personagem já ganhou três adaptações, sendo elas: O Justiceiro (1989) com Dolph Lundgren, Justiceiro (2004) com Thomas Jane e Justiceiro: Em Zona de Guerra (2008) com Ray Stevenson. Depois de roubar a cena na segunda temporada de Demolidor na Netflix, ele vai ganhar sua primeira série solo ainda esse ano. O ator Jon Bernthal veste o manto com a caveira agora.

Continue acompanhando nossos Guias de Leituras na coluna Amazing Adventures!

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Flash | A Guerra dos Gorilas

Grodd é com certeza um dos vilões mais icônicos do Flash, assim como Gorila City é um dos lugares mais fantásticos do Universo DC. Com a chegada dos Novos 52, a maioria dos personagens foram reformulados, inclusive o velocista escarlate e toda a sua mitologia.

Se a Galeria dos Vilões recebeu uma atualização fantástica com direito a Capitão Frio com poderes de gelo sem precisar de uma arma, o gorila também recebeu uma ótima atualização. 

Em A Guerra dos Gorilas, o terceiro arco dos Novos 52 do Flash, Grodd se acha merecedor da Força de Aceleração e vai até Central City matar o herói, que já estava com dificuldades nas histórias anteriores depois de uma longa viagem dentro da Força, ele retorna e precisa da ajuda da Galeria. 

Talvez, Brian Buccellato e Francis Manapul pudessem ter explorado um pouco mais da dinâmica entre os vilões e o herói, mas isso não tira nem um pouco da diversão do quadrinho. São gorilas invadindo uma cidade e o roteirista tem noção disso trazendo a sensação de grandiosidade. Falando em grandioso, mais uma vez temos a arte de Manapul que contribui bastante para tornar a narrativa mais fluída, o traço estilizado do artista somado a inovação dos enquadramentos e as belíssimas cores do próprio Buccellato e Ian Herring tornam a obra graficamente perfeita, entregando um confronto épico. 

Nas edições 18 e 19 temos um arco envolvendo algumas vítimas da Força de Aceleração tentando ser heróis enquanto o Flash tenta provar a inocência do Trapaceiro, os desenhos de Marcio Takara, Marcus To e Ryan Winn não se destacam e deixam a segunda parte do encadernado um pouco mais fraca graficamente e narrativamente contudo, o roteiro de Buccellato e Manapul mantém o bom nível. 

Você pode adquirir o quadrinho aqui.

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Batman & Juiz Dredd | As duas faces da Justiça

O Juiz Dredd da revista semanal britânica 2000 AD encontra-se com o Batman da DC Comics. O Bom Juiz e o Cruzado Encapuzado já dividiram páginas de quadrinhos em quatro histórias, sendo uma das poucas séries de crossovers com senso de cronologia. Quer saber mais sobre essas histórias? Confira abaixo um dossiê completo, explicando os detalhes de cada uma delas!

Introdução

O Juiz Dredd foi criado em 1977 por John Wagner e Carlos Ezquerra. Sua popularidade cresceu rapidamente e hoje ele é o personagem mais reconhecido dos quadrinhos britânicos ao redor do mundo. Vivendo na cidade futurista de Mega-City Um, onde o sistema judicial é chefiado pelos Juízes (detentores dos direitos de juiz, júri e executor), o policial do futuro lida com marginais, mutantes, alienígenas e até mesmo seres sobrenaturais em suas histórias. Já o Batman, que dispensa longas apresentações, surgiu em 1939 pelas mãos de Bill Finger e Bob Kane, sendo hoje a marca mais rentável da DC Comics.

Apesar de ter sido criado por Wagner, que escreve as principais histórias até hoje, uma série de roteiristas de qualidade já criaram aventuras do Juiz Dredd. Entre diversos nomes destaca-se Alan Grant, que por muitos anos foi parceiro de trabalho de John Wagner, chegando até a morarem juntos por um tempo. Grant é reconhecido no mercado norte-americano por sua passagem no Lobo e no Batman, este segundo onde os dois amigos desenvolviam aventuras juntos, inclusive criando um dos vilões do herói de Gotham, o Ventríloquo. Com os parceiros de trabalho atuando juntos para os americanos e ingleses, surgiu a ideia do primeiro crossover entre Batman e Juiz Dredd, chamado Julgamento em Gotham.

Batman/Juiz Dredd: Julgamento em Gotham

Publicado originalmente em 1991, o primeiro encontro dos personagens foi escrito pelos já citados Wagner e Grant, com a arte do pop star Simon Bisley. O artista já havia trabalhado com o Juiz Dredd em publicações britânicas, especialmente em uma revista de heavy metal chamada Rock Power. Essas histórias foram compiladas no encadernado Juiz Dredd – Heavy Metal. Neste crossover o Juiz Dredd e o Batman se encontram pela primeira vez após uma série de eventos. O Juiz Morte, ser de uma dimensão onde a vida é um crime, vai para Gotham City após conseguir um Teletransportador Dimensional com o Máquina Malvada da Gangue Angel. Em Gotham, após alguns assassinatos, o monstro dá de cara com Batman, que vai parar em Mega-City Um, onde o Juiz Dredd o prende e inicia um interrogatório. Batman é salvo pela Juíza Anderson, e juntos eles voltam à Gotham com o objetivo de parar o Juiz Morte que está trabalhando em parceria com o Espantalho, matando diversas pessoas em um show de heavy metal. Juiz Dredd se teletransporta para Gotham com o objetivo de ajudar Anderson, prender o Máquina Malvada (que foi atrás de Morte querendo seu pagamento pelo Teletransportador), e levar o Batman em cana.

Algo interessante sobre este crossover é que, apesar de ser bem dividido em cada uma das cidades, Batman é o personagem que mais sofre por ter ido parar na cidade futurista onde quase tudo é um crime, principalmente vigilantismo. Ao longo da história o herói é sentenciado a algumas décadas de prisão, e somente no final o Juiz Dredd reconhece algum valor no Cruzado Encapuzado. O sucesso deste crossover foi estrondoso, fazendo até com que o dono de uma grande loja em Londres declarasse que as filas de autógrafos no lançamento da graphic novel se igualaram a uma sessão de assinaturas do cantor David Bowie, realizada um mês antes no mesmo local.

Contém cerca de 60 páginas e foi publicado no Brasil em 1992 pela editora Abril em uma minissérie dividida em duas partes.

Batman/Juiz Dredd: Vingança em Gotham

Em 1993 a dupla de roteiristas publicou o segundo encontro entre os personagens, motivados pelo sucesso da primeira história. Ilustrada por Cam Kennedy com arte de capa por Mike Mignola, esta aventura é tratada o tempo todo com a ideia de que Batman e Juiz Dredd já trabalharam juntos, e apesar das discordâncias com relação aos métodos um do outro, ambos de alguma forma se respeitam.

Dredd encontrou um jornal antigo que noticiava a morte de Batman, e o Juiz vai para Gotham com o objetivo de impedir que o Morcego morra, e a única forma de fazer isso é espancando-o por 45 minutos. Em paralelo, o Ventríloquo e seu chefe Scarface planejam o assassinato do filho de um senador. Ao final da pancadaria Dredd revela que os Juízes Psi de Mega-City Um, categoria que a citada Juíza Anderson faz parte, formada por detentores de fortes habilidades psíquicas, previram que Batman ajudaria a salvar a cidade futurista de uma grande catástrofe, e essa foi a única razão que levou o Juiz a impedir que o herói morresse, dando o gancho para uma futura continuação.

Contém 52 páginas e foi publicado no Brasil pela editora Abril em 1995.

Batman/Juiz Dredd: A Charada Definitiva

O terceiro crossover é também o mais desconexo dos quatro. Publicado originalmente em 1995, Wagner e Grant se unem aos artistas Carl Critchlow e Dermot Power para inserir os personagens em um Campo Mortal organizado pelo misterioso Imperador Xero e composto pelos oito maiores guerreiros de diversos mundos, que devem se enfrentar em busca da liberdade. Obviamente, entre os guerreiros estão Batman (teletransportado enquanto perseguia o Charada em Gotham) e o Juiz Dredd (transportado enquanto prendia um criminoso nas ruas).

Batman é sorteado como a presa e os sete guerreiros restantes deverão caçá-lo. Entre os competidores da arena está um khúndio, raça conhecida na mitologia da DC Comics como os maiores belicistas do universo. Juntos, os protagonistas enfrentam os inimigos e desvendam o mistério por trás da arena, que é revelada como uma ilusão criada por um artefato futurista trazido a esta era pela crise no tempo Zero Hora, principal saga da DC na época em que a história foi publicada.

Contém 52 páginas e foi publicado no Brasil pela editora Abril em 1998.

Batman/Juiz Dredd: Morra Sorrindo

Encerrando a saga, Morra Sorrindo foi publicado originalmente em 1998 em duas partes, contendo a arte Glenn Fabry na primeira e Jim Murray na segunda. Fabry, reconhecido capista de Preacher e outras séries, levou alguns anos para ilustrar sua história e a demora fez com que ele fosse substituído por Murray na continuação. Grant e Wagner, obviamente, retornaram como roteiristas para fechar o épico que levou sete anos para ser concluído, após o Julgamento em Gotham ter sido lançado em 1991.

Nesta história o Coringa se apodera de um transportador dimensional e vai para Mega-City Um com o objetivo de libertar os quatro Juízes do Apocalipse. Com um tom de urgência constante, este crossover lida com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que vão desde a destruição completa de um domo fechado com milhares de pessoas inocentes até o assassinato do Juiz-Chefe, possuído por um dos Juízes Negros. O Coringa visa a imortalidade, e os quatro seres malditos querem somente acabar com toda a vida, e a Juíza Anderson retorna a Gotham para alertar o Batman, que deve trabalhar ao lado do Juiz Dredd uma vez mais e dar um fim à profecia proclamada na aventura Vingança em Gotham. Tendo se encontrado tantas vezes anteriormente, os dois já conhecem o modus operandi um do outro e o respeitoaumentou. Aqui eles trabalham juntos, como verdadeiros iguais, para impedir os quatro demônios e seu novo companheiro, o inimigo do Homem-Morcego.

Contém cerca de 100 páginas e foi publicado no Brasil pela Mythos Editora em 2002, em formato minissérie dividida em duas partes.

Após tantos anos, Wagner e Grant conseguiram criar uma saga composta somente por crossovers, um feito verdadeiramente incrível que conseguiu dar uma popularidade para o Juiz Dredd fora do Reino Unido que até então era inimaginável. Muitas pessoas conheceram o personagem através destes encontros, e apesar de nunca terem sido republicadas no Brasil, as histórias foram compiladas no exterior pela DC Comics em um único volume, tornando possível que a editora Panini relance a série na íntegra, em novo formato e acabamento gráfico. Esperamos que isso aconteça.

E você, já conhecia os crossovers do Batman com o Juiz Dredd? Qual é o seu favorito? Podemos falar também sobre os confrontos do Juiz Dredd com o Predador e os Aliens, além da história maluca onde ele encontrou o Lobo, o Maioral. Comente abaixo!

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Deem uma chance a The Leftovers

Estreia hoje, dia 16 de abril, a terceira e última temporada de The Leftovers, a melhor série da HBO atualmente. Sim, eu disse a MELHOR, nada de Game Of Thrones aqui. Infelizmente é a mais esnobada também. Tanto pelas premiações, quanto pelos telespectadores.

The Leftovers já teve duas temporadas, mas passou muito despercebida pelo público em geral. Sendo conhecida somente por críticos e “série-maníacos” de verdade. A série estreou em 2014 contendo 10 episódios (padrão da HBO), e foi renovada para uma segunda temporada (também com 10 episódios), que estreou em 2015. A série irá se encerrar agora em 2017 com 8 episódios.

Justin-Theroux-and-Carrie-Coon-in-The-Leftovers

Ok, admito que o inicio de The Leftovers não é tão fácil de se ver. O ritmo lento pode incomodar muito se a pessoa não estiver acostumada com esse estilo de narrativa. Mas te garanto, que a partir do Episódio 3 da Primeira Temporada, você irá se surpreender. A série engata de uma maneira bem satisfatória, não perdendo a sua qualidade narrativa. Ainda assim é melhor que muita coisa que vemos na televisão.

Conheço muitas pessoas que desistiram de assistir The Leftovers por causa de seu ritmo, mas que estão voltando agora, com a série rumando ao seu fim..

A Segunda Temporada de The Leftovers é uma das melhores coisas já feitas na televisão atual. É uma produção incrível e de alta qualidade.

Apesar de nunca ter sido um sucesso de público, a HBO continuou renovando pois sabia do potencial que a série tinha, inclusive a deixando em um hiato de 1 ano para os criadores poderem trabalha na temporada final da série.

the-leftovers

Agora vamos ao enredo em si.

Quando 2% da população desaparece abruptamente e sem nenhuma explicação, o mundo todo luta para entender e aceitar o que aconteceu. Terá sido o arrebatamento bíblico, levando os verdadeiros cristãos para junto de Deus no fim dos tempos? Ou um evento sobrenatural simplesmente inexplicável? Três anos depois desse evento traumático, acompanhamos a vida de quem foi deixado para trás.

Damon Lindelof, de Lost e Tom Perrota, escritor do livro que deu origem a série, são os responsáveis por The Leftovers.

The Leftovers se sobressai por não ficar presa no mistério do desaparecimento. A série é sobre as pessoas que ficaram para trás, e o que aconteceu com elas após esse possível “arrebatamento”. A série também lida com o preconceito aos cultos religiosos, mostrando o desrespeito que a população tem contra eles.

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Justin Theroux, Amy Brenneman, Carrie Coon, Christopher Eccleston e Liv Tyler, fazem parte do elenco.

Se você possui acesso ao HBO GO, dê uma chance a The Leftovers, está com as duas temporadas completas lá. A Terceira Temporada estreia hoje, às 22h na HBO.

Agora fiquem com o sensacional trailer da terceira temporada, ao som de S.O.S de ABBA:

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Primeiras Impressões | Boruto: Naruto Next Generation

Após 15 anos de exibição, Naruto, um dos animes mais populares mundialmente, finalizou a sua jornada com o total de 720 episódios, contabilizando a fase Clássica e a Shippuden, e também os odiados fillers (inclusive, fizemos uma Guia dos Episódios sem os fillers. Confira aqui).

E mesmo depois de ser finalizado, Naruto não acabou nem quando acabou, então surgiu Boruto: Naruto Next Generation, focando no legado de Naruto e seus amigos.

Abertura de Boruto:

https://www.youtube.com/watch?v=9prtl1aVcdM

O primeiro episódio de Boruto estreou dia 05 de Abril e teve um início no mínimo interessante. A história começa do final, no auge de uma batalha entre Boruto e um garoto misterioso chamado Kawaki, que diz que a era dos shinobis acabou, e fará com Boruto o mesmo que fez com seu pai, o que pode ser um indício da morte de Naruto futuramente. E, então, o nosso novo protagonista veste uma bandana de Konoha que está riscada, que normalmente é usada por  ninjas renegados, e utiliza um poder ocular que pode ser um Byakugan, mas também parece ser diferente do de sua mãe, Hinata.

boruto-byakugan
Boruto e seu Byakugan

Passado o combate entre Boruto e Kawaki em um futuro aparentemente distante, o foco muda para um Boruto ainda criança, que não ingressou na academia ninja mas já se garante no Ninjutsu, diferente de seu pai quando tinha essa mesma idade. Além da aparente prodigiosidade do filho de Naruto, há outras diferenças entre pai e filho, como o fato de Boruto ter uma família e amigos, logo, os dilemas a serem enfrentados pelo protagonista serão diferentes do que vimos durante a trajetória do Naruto.

É interessante notar que, apesar de se tratar do mesmo universo que já é conhecido há 15 anos, algumas coisas soam como novas, como a modernização de Konoha frente às tecnologias, ou a presença de corporações no mundo ninja.

Fazendo uma aposta para o que vem no futuro do anime, chuto que a presença de tecnologias no mundo ninja está diretamente ligada ao fim da era dos Shinobis que é mencionado por Kawaki.

Kawaki
Kawaki

Em relação aos personagens secundários, não há muito que falar, pois apareceram pouco e devem ser apresentados aos poucos. Em um primeiro momento temos o Shikadai, filho do Shikamaru e da Temari, que inclusive, tem a mesma personalidade do pai, e é amigo próximo de Boruto devido à amizade de seus pais.

Há também um personagem novo, Denki, que foi criado especialmente para o anime. Ele é filho de um dono de uma corporação, e que por acaso se tornou amigo de Boruto ao ser salvo pelo rapaz. Futuramente, deve haver uma trama para ele, pois ele é possuído por uma aura negra misteriosa, que inclusive é o motivo de despertar o Byakugan diferente que Boruto possui.

Shikadai e Denki
Shikadai e Denki

Sarada Uchiha, filha do Sasuke e da Sakura, e Mitsuki, criação do Orochimaru, serão coprotagonistas do animes, mas ainda não ganharam espaço em tela. Sarada aparece brevemente, mas Mitsuki nem deu as caras no anime ainda.

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Mitsuki e Sarada

Talvez o ponto mais positivo dessa nova era de ninjas seja o retorno à raiz clássica de Naruto, em que há uma forte presença de combate corpo a corpo entre os ninjas, e não dependem só de técnicas especiais envolvendo poderes especiais exagerados, que foi um rumo natural de Naruto, mas em certo ponto se tornou desgastante.

Konohamaru e Boruto
Konohamaru e Boruto

Boruto: Naruto Next Generation tem um começo intrigante, que ao mesmo tempo é familiar aos fãs antigos, mas também é novo. Se será bom ou não, só descobriremos com o tempo, mas com certeza será uma jornada que deve durar alguns anos.

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Velho Logan | Fúria Selvagem

Fúria Selvagem é o primeiro arco da revista do Velho Logan após a saga Guerras Secretas. Foi lançado entre as edições 1-4 do título Old Man Logan Vol.2, com roteiro de Jeff Lemire, desenho de Andrea Sorrentino, e colorização de Marcelo Maiolo.

Após a minissérie de quatro edições do Velho Logan que foi lançada durante Guerras Secretas, Logan foi um dos sobreviventes do Mundo Bélico que foi parar no universo principal da Marvel, agora chamado de Universo Prime, e passou a integrar o elenco de personagens principais da editora.

Antes de tudo, explicarei o que foi a saga Guerras Secretas de um modo bem simplista para um entendimento mais completo do texto.

Quando o Multiverso Marvel estava morrendo, surgiu alguém muito poderoso, com poder para salvar fragmentos de diversos universos. E, assim, nasceu o Mundo Bélico, criado de pedaços de diversos universos mortos, e regido por um monarca que foi considerado Deus. Um dos universos que integram esse mundo é o do Velho Logan, criação de Mark Millar e Steve McNiven em um universo alternativo apocalíptico.

Old Man Logan Vol.1 #5
Old Man Logan Vol.1 #5

Não é necessário ter lido nada do que já foi lançado do Velho Logan para entender esse novo título do personagem. Porém, enriquece a experiência já ter lido Guerras Secretas de Jonhathan Hickman e Esad Ribic, a minissérie Velho Logan de Brian Michael Bendis e Andrea Sorrentino, e o arco Velho Logan de Mark Millar e Steve McNiven.

O roteirista Jeff Lemire utiliza estratégias narrativas para situar o leitor com acontecimentos que são importantes para o desenvolvimento da trama, e também insere novas camadas de profundidade dentro do que já foi apresentado. Portanto, acompanhar ou não o que veio anteriormente, fica a cargo do leitor.

Old Man Logan Vol.2 #1
Old Man Logan Vol.2 #1

A narrativa de Lemire já começa com o Velho Logan acordando atordoado em um mundo diferente, que não é dominado por vilões e não está destruído. Logan logo percebe que está no passado, mas não tem certeza se é o seu passado, mas está em um mundo que ainda existe esperança de ser salvo, em um mundo que ele ainda pode salvar sua família. E, então, ele decide começar uma caçada aos principais culpados pela morte de seus entes queridos, a fim de que seu futuro trágico não aconteça.

Como o próprio nome do arco diz, Logan está de volta a sua raiz selvagem. Não mais chamado de Wolverine, nem um X-Men, nem um herói, apenas Logan, um homem com uma fúria selvagem tentando evitar que um futuro trágico aconteça.

Durante as quatro primeiras edições que compõe o arco, Lemire fica alternando a narrativa entre o presente do Universo Prime e o futuro apocalíptico do Velho Logan, levando o leitor a questionar se de fato o futuro do Logan é o futuro do Universo Marvel principal, e não uma realidade alternativa.

A cada edição são apresentados conflitos de um Logan traumatizado e com medo de que seu futuro se concretize. E nesse contexto, algumas figuras importantes do universo do Velho Logan de Mark Millar são inseridas na trama.

Old Man Logan Vol.1 #1
Old Man Logan Vol.1 #1

O arco conclui com Logan enxergando a possibilidade de que o presente em que está vivendo talvez não seja o seu passado, mas uma nova chance. Apesar de ter perdido tudo no futuro, no presente, percebe que os X-Men ainda estão vivos, portanto, ainda há esperança.

Se passar tempo o bastante tentando fugir do passado e mudar o futuro, você começa a esquecer que ainda está vivo neste momento. O passado se foi. E o amanhã pode trazer todo o inferno que eu mais temo. Mas hoje… hoje é muito bom se sentir vivo.” – Velho Logan Vo.2 #4

Old Man Logan Vol.2 #2
Old Man Logan Vol.2 #2

Em relação arte, que ficou a cargo de Andrea Sorrentino e Marcelo Maiolo, a dupla casou perfeitamente com a proposta do título. As ilustrações ao mesmo tempo em que são escuras para combinar com o tom da trama, nos momentos de ação e ~SNIKT~ do Logan, ganham cores vivas com um fundo vermelho, que remete a violência, e deixam as sequências de ação bem visíveis e detalhadas.

A composição dos cenários também é algo a se prestar atenção, pois estão recheados de easter eggs, como a cena que Logan faz uma referência a Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.

Old Man Logan Vol.2 #1
Old Man Logan Vol.2 #1

A estreia do Velho Logan no universo principal da Marvel começou muito bem, resgatando alguns elementos que os fãs do carcaju sentiam falta, como a dualidade entre homem e besta, e a sua busca por um lugar no mundo.

Para quem assistiu o filme Logan e gostou,  aqui está uma ótima oportunidade de começar a acompanhar o personagem nos quadrinhos também.