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Terror no selo Legends | Apavore-se com Star Wars: Troopers da Morte


A Editora Aleph, há algum tempo, é a responsável por vários lançamentos do Universo Expandido da franquia Star Wars aqui nas terras tupiniquins, e já publicou, para alegria dos fãs, diversos livros tanto do selo Legends, que não fazem parte da cronologia (não canône), quanto selo principal (recentemente em seu site, foi publicado uma lista cronológica de todas as obras, Confira Aqui). E uma incrível publicação da editora foi o livro Star Wars: Troopers da Morte.

Troopers da Morte é uma ideia ousada, inusitada e sensacional. Imagine misturar zumbis e Stormtroopers em um mesmo lugar, já é algo bastante estimulante, certo? Agora ouse mais um pouco e transforme esses Stormtroopers em zumbis! Isso pode ficar muito ruim, ou pode resultar em algo maravilhoso e te deixar sem ar em diversos aspectos. Para nossa alegria, o que ocorreu foi a segunda opção.

Trazendo personagens cativantes e uma excelente história de terror, não deixando de explorar diversas ferramentas criadas dentro do universo de George Lucas, a história nos tira o fôlego diversas vezes, e quando você começa, é bem difícil conseguir parar de ler.

Capa do Livro

A trama se passa 60% do tempo em uma nave de transporte de prisioneiros imperiais, denominado “Purgação” e 40% em um Destroyer Estelar abandonado, e nos mostra inicialmente a vida de dois irmãos, contrabandistas, que atualmente são prisioneiros do Império Galáctico. Além desses irmãos, também é explorado a história de uma ex-princesa que abandona seu planeta e se torna a médica do transporte imperial, e devido a convivência maior com os presos, acaba pegando um certo afeto por seus pacientes. Tal comportamento acaba gerando subtramas dentro do livro, além da trama principal. Outro personagem importante é o Capitão Sartoris, responsável por comandar um esquadrão de troopers e também responsável pela morte do pai dos garotos contrabandistas.

Após uma falha dos motores de hiperespaço da nave prisão em um território desconhecido, um esquadrão é enviado para um Destroyer Estelar abandonado, que também estava vagando por aquela parte do universo, no objetivo de encontrar peças para continuar a viagem. Porém quase imediatamente à chegada do esquadrão de volta a nave, uma doença começa a infestar toda a “Purgação”, dando início ao plot principal e deixando as subtramas de lado.

Além de todos os personagens criados para o livro, temos também algumas surpresas. Pra quem pensava que personagens conhecidos da franquia não poderiam aparecer, se enganaram, quem faz as participações especiais na obra são nada mais, nada menos que a maior dupla de canalhas e contrabandistas do universo Star Wars, Han Solo e Chewbacca, e como sempre fazem, roubam completamente a cena.

Sempre é bem interessante ver versões mais jovens de Solo e Chewie, e mesmo não entrando dentro da cronologia principal, a história se passa antes do Episódio IV da franquia, ou seja, eles ainda não são membros da Aliança Rebelde, o que dá totalmente o sentido dos dois estarem nos eventos ocorridos.

Pra quem somente gosta do gênero terror, é uma trama muito divertida, mas pra quem é fã da franquia e gosta de terror, é realmente uma mistura perfeita de sustos e referências ao universo Star Wars, que leva o leitor à um êxtase constante, super recomendado por nós da redação.

O livro, escrito por Joe Schreiber, está no catálogo da Aleph desde 2015, e pode ser encontrado em diversas megastores e livrarias.

 

 

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Confira a lista completa de quadrinhos Gold Edition da Mythos Editora

Em outubro de 2017 a Mythos Editora deu início a um novo selo editorial: o Gold Edition. Com intuito de publicar quadrinhos europeus em grand format e acabamento de luxo (com capa dura e detalhes gráficos como verniz aplicado e hot stamp), de lá pra cá a editora vem realizando uma verdadeira curadoria de material produzido na Europa visando o lançamento apenas de séries/volumes únicos de alta qualidade.

Abaixo, confira a lista completa de quadrinhos Gold Edition da editora, que continua lançando e anunciando novidades a cada mês, que serão inseridas nesta postagem conforme derem início às pré-vendas e chegarem às lojas especializadas.


Elric: O Trono de Rubi

Produzido por um time de autores de ponta, Elric: O Trono de Rubi adapta a obra máxima de Michael Moorcock de forma, tida por muitos (inclusive pelo próprio autor), tão boa que chega a superar o livro que deu origem ao quadrinho. Narrando a história do imperador Elric em meio a traições, feitiços e uma luta acirrada pelo poder e domínio do trono de Melniboné, esta aventura vai além de tudo feito com o personagem até então e entrega uma verdadeira obra-prima dos quadrinhos europeus.

O segundo (e, até o momento, último) volume foi publicado em 2022 pela editora.

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Red Skin – Vol. 1: Bem-Vinda à América

Enviada pelo Kremlin para Los Angeles, a agente soviética Vera Yelnikov possui a missão de espalhar a propaganda comunista na terra do Tio Sam. Como Red Skin, ela empunha a Foice e o Martelo em defesa da verdade, da justiça e do modo de vida comunista. Escrita por Xavier Dorison com arte de Terry Dodson, esta divertida série apresenta a heroína mais inusitada do mundo dos quadrinhos.

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A Guerra dos Mundos

Adaptação em quadrinhos do clássico literário de H. G. Wells que narra a primeira história de invasão alienígena de todos os tempos, A Guerra dos Mundos é uma edição de volume único com roteiro de Dobbs e arte de Vicente Cifuentes, que juntos contam com drama e humanidade esta história tão conhecida da nossa cultura, adaptada para diversas mídias ao longo dos anos.

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Elfos

Uma das mais famosas e cultuadas séries dos quadrinhos franceses, Elfos possui tudo que uma boa história fantástica tem a oferecer. Com narrativa rotativa e dividida entre diversas espécies de elfos, onde cada história possui foco num tipo específico (são eles: azuis, silvestres, brancos, negros e meio-elfos), os autores constroem aos poucos uma trama maior e cheia de nuances e interconexões. O primeiro volume possui duas histórias, uma focada nos elfos azuis e outra nos elfos silvestres.

O segundo volume já foi lançado pela editora e apresenta duas novas histórias, uma com foco nos elfos brancos e outra nos meio-elfos.

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Anões – Volume 1

Assim como Elfos, Anões é uma série dividida em histórias curtas que englobam os diferentes tipos de anões deste universo fantástico. Sim, Elfos e Anões fazem parte do mesmo universo! Existem quatro ordens principais: a Forja, Retaliação, Templo e Escudo. Além delas, uma quinta ordem foi criada e inclui proscritos e desfavorecidos: a Ordem dos Andarilhos. O primeiro volume conta uma história da Ordem da Forja e outra da Ordem da Retaliação.

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O Fio da Navalha

O maior dos Gold Edition (até o momento), O Fio da Navalha de Francesco Dimitri e Mario Alberti é uma história fechada em volume único integral, porém contada em quatro tomos, narrando a execução do Dodecatlo, como a saga mítica dos Doze Trabalhos de Hércules. Composta de doze tarefas extremamente difíceis, quem completar todas elas será o vencedor. O desafio foi lançado pela empresa Leviathan, que não diz por que estão organizando o desafio. E só o vencedor saberá.

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Orks

Buscando a sobrevivência, uma guerra iminente pode afetar toda a tribo. De Nicolas Tackian com arte de Nicolas Guénet, Orks é mais um Gold Edition de volume único contando uma história fantástica focada nos que, quase sempre, são representados como vilões: os Orks. Muitas vezes violentos e bárbaros, porém também conectados ao planeta e a natureza, os protagonistas desta história devem lidar com humanos e anões expansionistas que visam escravizar outras raças antigas.

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Réquiem: Cavaleiro Vampiro

Um soldado nazista renasce após ter morrido no front da Rússia, em 1944. Com tal acontecimento, Heinrich Augsburg descobre que outras pessoas também retornaram como Lobisomens, Zumbis, Vampiros, Demônios e outras criaturas, dependendo de como foram suas vidas anteriores na Terra. Este soldado, agora um sugador de sangue, se alista para se tornar um Cavaleiro Vampiro, um guerreiro que mantém a “caótica ordem” desta realidade. De Pat Mills e Olivier Ledroit, este Gold Edition apresentará aos leitores brasileiros mais uma série cultuadíssima na Europa, com um verdadeiro show visual e narrativo.

O segundo volume de Réquiem, intitulado O Baile dos Vampiros, já foi lançado pela editora e continua a saga de Heinrich e criaturas demoníacas.

Em março de 2022, o terceiro volume foi publicado pela editora, que retomou a série alguns depois da pausa.

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Okko: O Ciclo da Água

O primeiro de cinco ciclos da série Okko, O Ciclo da Água mostrará aos leitores uma fantástica e exótica versão do Japão feudal. Apresentando um império místico chamado Pajão, esta série criada por Humbert Chabuel (HUB) vai fundo na mitologia japonesa para criar uma aventura de resgate que homenageia do início ao fim toda a riqueza cultural do país, com katanas, samurais, deuses e magias. O protagonista, Okko, é um ronin habilidoso que lidera um grupo de caçadores de demônios.

Okko: O Ciclo da Terra, segundo volume da coleção, já está disponível para compra com lançamento marcado para o primeiro semestre de 2019.

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Blue Note

Uma história que mergulha fundo no período da Lei Seca, Blue Note possui todas as características que marcaram uma época: jazz, boxe, gângsteres, suborno, Nova York e venda ilegal de álcool. Com um roteiro carregado com a atmosfera da época (especificamente 1933) por Mathieu Mariolle e uma arte sinestésica de Mikaël Bourgouin, o destino de dois personagens, um boxeador aposentado que retornará aos ringues e um músico que chamou atenção do dono de um clube famoso, se entrelaçam, metendo-os em negócios escusos gerados pelo mal que habita a cidade grande.

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Konungar: A Guerra dos Reis

O Reino de Alstavik está dividido em uma guerra civil. Dois irmãos, Rildrig e Sigvald, lutam pelo direito ao trono numa disputa que perdura há anos. Porém, ambos terão que deixar as rixas de lado para defender o reino de uma invasão do Rei Celta e da ameaça imponente da tribo dos Centauros. Mais uma edição linha Gold Edition repleta de aventura e fantasia, escrita por Sylvain Runberg e ilustrada belamente por Juzhen: a joia da coroa em qualquer coleção.

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Crônicas de Excalibur

Excalibur, o roteirista Jean-Luc Istin, consagrado autor da série Elfos, mostra sua visão da mítica saga da espada mais famosa do mundo com a bela arte de Alain Brion. No primeiro volume, vemos o Mago Merlin entregando Excalibur para Uther Pendragon, visando a união dos reinos bretões contra os invasores. Ao mesmo tempo, a influência da igreja busca influenciar os futuros líderes, atacando as tradições antigas e as Damas de Avalon!

A série foi concluída pela editora, que publicou o segundo volume, encerrando a coleção.

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Os Cavaleiros de Heliópolis

Nostradamus, Imhotep, Lao-Tze, Fulcanelli, Ezequiel… são só alguns dos nomes dos integrantes da sociedade secreta de alquimistas chamada de Os Cavaleiros de Héliopolis! Unidos para descobrirem os segredos do universo e para poderem viver por 300 séculos guiando a humanidade. Para auxiliá-los nessa jornada, eles recrutam Dezessete, um misterioso jovem que seria a chave central para alcançarem seus objetivos finais! Os Cavaleiros de Héliopolis é uma das mais recentes criações do multitalentoso artista chileno Alejandro Jodorowsky, que além de escrever HQs é conhecido mundialmente por seus roteiros para filmes e peças de teatro, por seus livros e poemas e sua longa contribuição na cultura e na arte global. Complementando a história, estão os desenhos de Jérémy, que trazem a vida esse mundo que mistura o místico com o histórico, além de garantir cenas de ação embasbacantes!

No fim do ano de 2021, a Mythos Editora encerrou a série com a publicação do segundo volume encadernado.

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A Morte Viva

Joachim, um jovem cientista que realiza pesquisas proibidas, é sequestrado por uma poderosa e misteriosa mulher reclusa na velha Terra: Martha. Para se recuperar do drama que a assombra há meses, ela ordena que ele faça o impossível: ressuscitar sua filha, Lise, que morreu durante escavações arqueológicas. Joachim, que vê aí uma oportunidade de continuar seu trabalho em total liberdade, aceita esse papel de pai criador. Depois de recuperar o equipamento necessário graças à fortuna de Martha, ele embarca nessa experiência que pode ser irreversível. Porque não se devolve a vida à Morte impunemente…

Publicado em um volume pela Mythos, A Morte Viva é uma obra de Olivier Vatine e Alberto Varanda que adapta um famoso livro. A edição da Mythos traz a história na íntegra em sua versão em preto e branco.


“Silver” Edition

A Mythos Editora também optou por trazer materiais franceses em um acabamento gráfico mais simples, com formato reduzido e capa cartão. A coleção foi apelidada informalmente de “Silver Edition”, e teve apenas dois volumes, sendo eles:

A Noite dos Mortos-Vivos

Quando Lizbeth e seu irmão, Leland, vão visitar o túmulo de seus pais, eles esperavam apenas mais uma viagem de rotina. Porém, algo estranho acontece e subitamente os defuntos levantam de suas tumbas, famintos por carne humana. A Noite dos Mortos-Vivos é um dos maiores clássicos do cinema, responsável por praticamente criar o gênero de horror zumbi. A obra foi reinterpretada para os quadrinhos por Jean-Luc Istin, o criador da renomada série Elfos!


Nós, os mortos

Século XVI. A Europa é vítima de uma epidemia que transforma os homens em zumbis. Quinhentos anos depois, do outro lado do oceano, o povo inca, poupado das ameaças da colonização, continua a se desenvolver. Seu único elo com a Europa é um grupo de homens estranhos, que chegaram de barco pouco tempo após a epidemia. A surpreendente sobrevida desses homens intriga o imperador inca. Ele então decide enviar uma expedição para compreender tal mistério.

Uma obra de terror e aventura criada por Darko Macan e Igor Kordey, Nós, os mortos revisita a história da humanidade (com foco nos espanhóis e incas) inserindo a temática zumbi nela.


Ficou interessado? O selo Gold Edition da Mythos Editora está em expansão, com novos títulos já anunciados que devem pintar nas livrarias até o fim do ano. Portanto, continue acompanhando a Torre de Vigilância para se manter atualizado conforme novidades surgirem!

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O que falta para o mercado brasileiro de Light Novels crescer?

Lendo o título da postagem, você pode levantar diversos questionamentos, como por exemplo “Isso é algo que realmente pode ser feito?“; “De onde que um zé ruela que escreve pra um blog poderia ter tirado uma fórmula mágica pra isso?“, ou “A maioria dos problemas não está fora do alcance das editoras?“. E, embora confesse ter sido um pouco sensacionalista na chamada, acredito ser um tema relevante o bastante para discussão, e onde todas as perguntas mencionadas possam ser analisadas e eventualmente, respondidas.

Começo, de cara, respondendo a segunda: longe de mim querer ser o dono da verdade. Mal sou o dono da minha própria vida, quem dera ter razão em alguma coisa. O que eu venho aqui sugerir hoje (destaque pro verbo) é apenas uma (de diversas) formas de tentar dar o empurrão que pode embalar o mercado que hoje é tão parado.

Diferenças postas de lado, me escutem nessa. Light Novels são livros, e todos sabemos que o brasileiro odeia ler. Tá, tá, “odeia” é uma palavra forte, mas vejam as estatísticas: em pesquisa da Ibope Inteligência para o Instituto Pró-Livro em 2015 (a mais recente que pude encontrar sobre o assunto), apenas 56% dos Brasileiros leram (de forma parcial ou integral) algum livro nos últimos três meses. Já começamos mal. Então quando uma Light Novel – que tem, dentre outras possíveis, uma periodicidade trimestral – é publicada, já temos apenas 56% da população como possíveis compradores.

Mas veja o dado seguinte, que intrigante: dentre esses que leram algum livro, 25% deles o fizeram por gostarem do que estão lendo, e 15% estavam interessados somente em se distrair. E também vemos que 30% dos livros são escolhidos devido ao seu ‘Tema ou Assunto‘. Consegue perceber para que lado eu estou querendo levar essa conversa?

Existem tantos gêneros e tantos tipos de Light Novels diferentes, que a nossa tentativa de estereotipar a mídia para fins cômicos acaba sendo a piada. Dos poucos títulos que temos no mercado atual, muitos deles acabam tendo gêneros que se sobrepõem, limitando ainda mais as possibilidades para possíveis leitores. Finalmente chego até meu ponto: o que falta no Brasil é variedade.

Antes que você comece a vir pra cima de mim com três pedras na mão, eu já adianto que eu sei que popularidade dentro do nicho é importante, e que as editoras usam fama de adaptações como termômetro para anúncios. Posso parecer que não entendo absolutamente nada sobre o que estou dizendo (o que é verdade na maioria das vezes), mas tenho noção do que sugerirei agora, e vocês entenderão também, se tiverem saco para ler.

Agora que tudo está colocado no papel, vamos para aquilo que Brasileiro gosta: LISTAS. Todo mundo adora listas, não é verdade? Listarei os gêneros de Light Novel que ainda não têm um representante aqui no país, e darei algumas sugestões (justificadas, pois não quero levar aquelas pedradas do parágrafo anterior) de possíveis títulos.

1 – Comédia

Não, sério? Como não temos um título que seja puramente cômico sendo publicado? Humor é um dos carros-chefe da mídia. Apesar de termos partes com foco cômico em alguns títulos (Re:Zero, No Game No Life ou Log Horizon como exemplos), ainda não existe algo que seja dedicado a isso. As sugestões são óbvias:

  • KonoSuba – Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!

Além de fazer parte do clube de “títulos enormes característicos de Light Novels”, KonoSuba foi adaptado em duas temporadas de anime, ambas extremamente populares (Média 4,7/5,0 no Crunchyroll), e tem um “novo projeto animado” já anunciado, podendo fazer ibope para a publicação nacional no futuro.

  • Hataraku Maou-sama!

No longinquo ano de 2013, Hataraku Maou-sama! foi a sensação da garotada. Tá certo que coisas que foram um sucesso cinco anos atrás (é rapaz, 2013 não foi ontem não!) não necessariamente fariam sucesso agora, mas parece que uma Copa do Mundo não é tempo o bastante para largar o osso, não é mesmo?

2 – Harém Escolar Mágico Genérico

O termo acima, cunhado por este mesmo que vos digita, é, provavelmente, o mais próximo do estereótipo de Light Novels que você chegará. Ao menos no mundo animado, quando falamos de “Adaptações de Light Novel”, é isso que vêm a cabeça. O nome ‘correto’ (se é que dá pra ser mais correto do que isso) para o gênero é “Escola Mágica”, mas – quase – todas são acompanhadas por um harém e por clichês literários mais batidos que mulher de vagabundo, então… De qualquer forma, é um gênero que é polarizante, sendo um Hit or Miss, ou você adora, ou você detesta.

  • Mahouka Koukou no Rettousei

Falando no diabo… A Panini recentemente (e repentinamente, convenhamos) anunciou a publicação desta obra… Em sua adaptação para mangá. Assim como a maioria, fiquei decepcionado por não termos recebido a obra original. Acho que só a comoção que foi feita na página da editora no Facebook já é sinal o bastante de que a galerinha tá bem animada com isso. E se quiser mais, a adaptação em anime tem média 4,2/5,0 no Crunchyroll.

  • Gakusen Toshi Asterisk

Tudo bem, podemos argumentar sobre a qualidade da popularidade do anime de Gakusen Toshi Asterisk, mas não podemos negar que popular ele foi. Em suas duas temporadas, com sua mais recente em 2016, o show não saía da boca (e dos teclados) do povo, por ser o ápice de tudo que um Harém Escolar Mágico Genérico é aclamado (ou difamado) por ser.

  • Date A Live

Confesso que esse está na lista por indicação do Redator, mas não me crucifiquem que eu tenho um motivo! Date A Live não foi muito popular na época em que sua adaptação animada saiu, com primeira temporada em 2013 e segunda em 2014, mas ele se encaixa bem no gênero (com certa licença poética). Além disso, a publicidade está garantida, pois uma nova temporada já está anunciada, e confiem em mim quando digo que os arcos que serão cobertos pelo novo anime são ótimos e com certeza gerarão atenção para a obra. Olha que baita oportunidade, hein?

3 – Fantasia Urbana

Como assim? Temos várias novels de fantasia publicadas no Brasil! Você pirou?” Talvez você se indague. É mais uma questão de classificação, no final das contas. Os títulos que poderíamos enquadrar no gênero “Fantasia” acabam sendo engolidos por um gênero maior, mais corpulento e ameaçador: O Isekai. Re:Zero, No Game No Life e Log Horizon são todos títulos de fantasia, é claro. Mas todos eles acontecem em outro mundo, cada um por seu motivo. E justamente por serem obras Isekai, elas têm suas características próprias, deixando os arquétipos de “Fantasia” mais comumente conhecidos de lado.

Fora que nenhum deles é, de fato, uma Fantasia Urbana. Um subgênero da fantasia que, como o nome sugere, se passa no nosso mundo moderno. É uma categoria inteira que não se vê representada no mercado desde o fim da publicação de Fate/Zero, completo em seis volumes pela editora NewPOP.

  • Fate/Apocrypha

Já que o único caso do gênero foi justamente outra obra da franquia… Nada melhor para substituir Fate/Zero do que a sua prima pobre, não é mesmo? As vantagens são diversas: já temos algo no mercado, então já existe um público garantido; Uma adaptação em anime acabou de sair, e também foi deveras popular; E o melhor de tudo, a dita adaptação está disponível na Netflix! Quer divulgação mais abrangente que estar disponível na maior, mais famosa e menos julgada-por-ser-assinante-de plataforma paga do país?

  • Toaru Majutsu no Index

Se você forçar a barra, pode entrar como “Harém Escolar Mágico Genérico” também. Veja só, é dois pelo preço de um! O anime, apesar de criticado por alguns, é extremamente popular, e gerou comoção global quando teve sua terceira temporada anunciada para ainda este ano. Por também possuir um spin-off de grande sucesso, Toaru Kagaku no Railgun, a mídia está sempre na boca do povo. E outro ponto positivo: a série ainda está em publicação, mas foi dividida em duas partes. A primeira parte (chamada de “Velho Testamento”) já está completa. Talvez seja mais fácil e/ou menos arriscado licenciar somente uma parte, com número já estabelecido de volumes.

  • Monogatari Series

Talvez seja cedo demais, talvez o mercado ainda não esteja maduro o bastante para isso, mas Monogatari é uma das obras mais pedidas para todas as editoras, o tempo todo. O meu receio – e talvez dos editores também – em recomendar isso é que a obra é deveras… complicada. Ela é longa, possui uma gramática e ortografia extremamente complexas, e tem diversos títulos com nomes diferentes e que não fazem muito sentido para alguém de fora da bolha. Fico muito frustrado quando vou ver alguma série nova e os livros não tem “Livro 1”, “Livro 2”, etc, na lombada, e cada um tem um nome que não indica de forma alguma em que ordem eu deveria comprá-los.

Apesar dos pesares, o título é pedido com ardor por milhares de fãs ao redor do Brasil. E a franquia não parece dar sinal de estar acabando tão cedo: com novos volumes e novas adaptações sendo anunciadas e lançadas o tempo todo, estará sempre relevante na mídia.

  • Baccano! e Durarara!!

Duas obras pelo aclamado autor Ryōgo Narita, elas seriam o ápice da “Fantasia Urbana”. O anime de Durarara!! teve sua primeira temporada em 2010, e já foi um sucesso. Quando teve sua continuação anunciada, foi outro estardalhaço. Seu episódio final saiu em 2016, e tem uma nota de 4,8/5,0 no Crunchyroll. Baccano! teve sua adaptação em 2007 e repercutiu na mídia recentemente por conta de seu irmão mais novo. Surfando na fama de Durarara!!, acabou voltando a ser pauta.

4 – “Mas o que diabos…?”

Outra parte que define a mídia, que é marca registrada de Light Novels, é o absurdo. O formato pequeno, de periodicidade espaçada e o baixo custo de publicação são os fatores perfeitos que abrem espaço para obras que beiram o surrealismo, e nos fazem questionar nossa sanidade. Em bom português, são aquelas coisas nada a ver com nada e que você tem dificuldades de entender como que um script desses foi aprovado.

Essas obras são muito mais de nicho do que qualquer outra (isso num assunto que já é de nicho), e fica difícil de fazer uma lista igual as anteriores. As coisas absurdas existem e são uma parte importante do mercado, mas não tem tanta repercussão fora do Japão. O melhor que posso fazer é trazer alguns dados do mercado estadunidense de Light Novels:

  • Kumo Desu ga, Nani ka?

Publicado nos Estados Unidos pela Yen Press como “So I’m a Spider, So What?” (“Então Eu Sou Uma Aranha, E Aí?” em tradução livre), temos uma história de uma garota que… Vira uma aranha. Do nada. E é isso, essa é a história.

  • Ore ga Heroine wo Tasukesugite Sekai ga Little Apocalypse!?

Com o título de “I Saved Too Many Girls and Caused the Apocalypse” (“Eu Salvei Garotas Demais e Acabei Causando o Apocalipse?!”), essa obra é publicada pela J-Novel Club e, como o nome sugere, é sobre um rapaz que por motivos absurdos e desculpas esfarrapadas acaba sendo a causa de uma guerra intergalática.

  • Slime Taoshite 300-nen, Shiranai Uchi ni Level Max ni Nattemashita

Se você não se cansou dos títulos monumentais até agora… Está de parabéns. Esse será o último: pela Yen Press, é publicado como “I’ve Been Killing Slimes for 300 Years and Maxed Out My Level” (ou, “Eu Fiquei Matando Slimes Por 300 Anos e Acabei Chegando No Nível Máximo”). Adoro como eu não preciso fazer uma descrição da obra, apenas lendo seu nome já temos prova o suficiente para enquadrá-la na categoria.

Essa categoria te deixou um pouco tonto? Normal, é justamente esse o papel dela. Mas acredite que, assim como memes surrealistas fazem sucesso com um certo público, Light Novels de títulos gigantes e auto-descritivos com premissas absurdas também fazem.

Essas foram apenas algumas sugestões, baseadas na minha – limitada e normalmente errada – visão de mundo. Sei que com certeza nada disso vai mudar o mercado em si, mas apenas ergui a bandeira para uma discussão que pode vir a ter algum efeito de fato. Apesar de isso tudo depender das editoras e seus respectivos manda-chuvas, nós – que compramos as obras e sustentamos a empresa – ainda temos (ou fingimos ter) voz para buscar melhorias e tentar fazer o mercado cada vez melhor.

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Bumblebee pode ser aquilo que Transformers precisa

O público está cansado de Transformers. É o que diz os números de bilheteria de O Último Cavaleiro. Em uma época inundada por filmes de super-heróis, a franquia perdeu o seu espaço conquistado em 2007, com o público. Bom, o jogo pode virar. Semana passada, a Paramount divulgou o primeiro trailer de Bumblebee, o primeiro spin-off da franquia. As reações à prévia foram extremamente positivas, tanto do público, quanto da imprensa. As pessoas estão animadas para assistir ao filme. Logo, Bumblebee pode ser um grande sucesso e aqui, através deste artigo, venho listar o porquê:

Respeito para com os filmes anteriores

Acreditando ou não, Bumblebee não é um reboot de Transformers. É apenas uma história a qual se passa anos antes dos eventos do primeiro filme, apesar da perceptível mudança de tom. O trailer é conduzido pelo monólogo de Bobby Bolivia à Sam Witwicky: “O motorista não escolhe o carro. O carro escolhe o motorista.” Com certeza há um respeito para com os filmes de Michael Bay e Travis Knight não ignorará o passado. Até porque, querendo ou não, caros leitores, Bay trouxe os robôs disfarçados aos holofotes. A franquia deve muito a ele.

Bem-vindo de volta aos anos 80, baby!

O Movieverse trouxe muitos fãs, mas afastou muitos outros. Seja pela escolha de visuais dos personagens, ou pela forma como foram escritos. Bumblebee promete trazer de volta os fãs da Geração-1 (G1 para os íntimos). A trama do filme se passa na década de 80 e o modo alternativo é um fusca, assim como no desenho animado. Além disso, temos Starscream em suas cores clássicas. Não sabemos qual será a relevância dos personagens na película, mas o fator nostalgia, através dos visuais, certamente pode contribuir e muito para o sucesso do longa. Afinal, a nostalgia está na moda e os anos 80 também.

Uma nova visão

Mais de 10 anos de Transformers nas telonas e os 5 filmes foram dirigidos por uma só pessoa: Michael Bay. É visível a má fama de Bay entre a imprensa e o público. A cada trailer, alguém dizia: “Mais um filme? Sério?” Talvez trazer um novo diretor, seja uma forma de renovar a franquia. Travis Knight, é o responsável pela direção de Bumblebee. Ele veio dos estúdios Laika e só dirigiu longas animados até então. Este é o seu primeiro live-action. De acordo com o vídeo dos bastidores, Travis quer trazer humor, coração e diversão a este filme. Ou seja, uma nova visão para os robôs disfarçados. O que nos leva ao próximo ponto.

Menos pode ser mais

Por que o primeiro filme, de 2007, continua sendo o melhor até hoje? É simples: ele é ambicioso, mas não é exagerado. Uma das maiores críticas aos últimos longas da franquia é em relação a megalomania explosiva de Bay. Bumblebee não parece megalomaníaco. Não é uma história sobre uma invasão alienígena, ou um um objeto há muito tempo escondido em nosso planeta. Muito pelo contrário, promete ser uma história sobre amizade entre uma garota e um robô. Simples e talvez, se tudo der certo, funcional. Até os designs das máquinas estão mais simples. O filme parece seguir a cartilha Spielberg, assim como o primeiro.

NATAL! 

Comercialmente, o maior acerto de Bumblebee pode ser a sua data de estreia: 25 de dezembro, Natal. Época em que as crianças pedem brinquedos e mais brinquedos aos seus pais. Transformers é antes de tudo, uma franquia de brinquedos da Hasbro. Junte a data ao fato de que o personagem é provavelmente o mais conhecido e amado da franquia e voilá: Sucesso.

O filme será um sucesso? Só o tempo dirá, mas provavelmente sim. Bumblebee pode ser aquilo que Transformers precisava há tempos: Uma aventura familiar para aquecer seu coração na véspera do final do ano.

 

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O Selo Tesla HQ e o promissor título “Os Novos Atlantes”

Como puderam acompanhar nas nossas redes sociais, a equipe da Torre esteve no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) que aconteceu há alguns dias na cidade de Belo Horizonte. Ao chegarmos no evento e visitarmos diversos artistas, um selo me chamou atenção pelo seu profissionalismo e principalmente por seus materiais apresentados, o Selo TeslaHQ (Para mais informações, acessem o link).

Um desses materiais foi a HQ Dies Irae, que possui uma sinopse extremamente chamativa e imersiva e uma arte maravilhosa:

Capa da HQ Dies Irae

“Amanhã. Numa época onde os limites entre real e virtual são frágeis como a linha que divide verdade e mentira, uma chuva, composta por deuses de diversas culturas humanas, cai sobre o planeta, espalhando destruição e pondo em xeque aquilo que conhecemos por realidade. Enquanto governos tentam manter segredos, pessoas comuns são afetadas de diferentes formas e buscam sentido na luta pela sobrevivência em meio àquela que pode ser a última história da humanidade.”

Outro dos materiais, que é inclusive o principal motivo dessa matéria, foi o encadernado Os Novos Atlantes, que sem dúvida nenhuma já chamava a atenção com seu acabamento super bem feito e em capa dura, coisa que não vemos com muita frequência em títulos brasileiros.

Capa da HQ Os Novos Atlantes

Novos Atlantes é aquele tipo de título que, sem dúvida alguma, te leva novamente à sua infância e te traz um clima completamente nostálgico ao ler (É realmente impossível não se lembrar da primeira fase dos Power Rangers, quando se lê o encadernado), mas ao mesmo tempo, não se parece com uma história que envelheceu e que pode não funcionar para o público atual, pelo contrário, ela é emocionante do início ao fim.

Trazendo uma história de origem, em que são misturados alienígenas, outros planetas e antepassados de milhões de anos atrás (me expliquem como isso poderia ser ruim?), o ritmo da estória é bastante fluido e divertido, e possui uma arte sensacional. É aquele tipo de leitura que você começa e assusta quando acaba.

Heróis apresentados

Os heróis trazidos pelo título também não pecam em nada. São jovens, que após algumas revelações sobre seus antepassados, se transformam e ganham super poderes ligados à sua história e origem (Como disse antes realmente se parece muito com Power Rangers, do início ao fim).  Dentre os poderes apresentados temos uma telepata (Amazona), um garoto com capacidade de se multiplicar e se teleportar (Quantum) , outro garoto que consegue se comunicar com todos os tipos de seres vivos , até mesmo bactérias (Raoni), um cientista com capacidade de manipular todos os elementos da tabela periódica (Mercúrio) e um garoto que possui uma armadura indestrutível (Argo), além de outros personagens que possuem fortes poderes e estão sempre presentes na estória.

Para não soltar spoilers do título, e estragar a sua experiência ao ler, finalizo por aqui e já digo que Os Novos Atlantes é um título perfeito pra você dar aquela descansada com gostinho de infância depois daquele dia corrido do trabalho.

O título, dos brasileiros Ismael Chedid, Adan Marini e Frank Tartarus está disponível em algumas livrarias como a Saraiva e também clicando AQUI, no site da Tesla HQ 

 

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Serial-Nerd

Torre Indica | Séries para assistir e se apaixonar

Para alguns, a data mais temida. Para outros, a data mais esperada. Não importa onde você se enquadre, em algum momento da sua vida solitária ou comprometida já sentou para fazer aquela maratona bacana de alguma série com uma pegada romântica. Chorou? Não me engane, sei que sim. Torceu pelos casais? Chutou qualquer coisa quando eles se separaram? Se sim para as duas, então peguem os lenços para acompanhar o singelo TOP 5 de boas séries para começar a ver hoje.

Pushing Daisies 

Aposto que durante uma fase de sua vida você já ouviu falar desse amorzinho de série. Ela conta a história de Ned (Lee Pace), um homem capaz de trazer pessoas mortas de volta à vida através do toque. As pessoas que ele toca, entretanto, só podem ficar vivas por 1 minuto, e se não morrerem novamente, alguém próximo morre. Ele aproveita essa habilidade para resolver crimes, mas tudo piora quando ele traz de volta um antigo interesse amoroso vivido pela maravilhosa Anna Friel na pele de Charlotte.

A premissa do show parece tirado de alguma emissora brega, mas é aí que a pessoa se engana bem rápido. Quando juntam Ned e Charlotte em cena, você percebe o quão perfeito é a química entre os dois e parece que todo o ambiente fica completamente colorido. É realmente o tipo de amor que alguém pediria para ter. Com apenas duas temporadas exibidas pela ABC, presenciamos todo o drama entre os personagens de não poderem expressar seu amor através do toque devido a condição dele.

How I Met Your Mother

Aquela antiga frase de que a metade de nossa laranja está em algum lugar neste vasto mundo se aplica de forma perfeita para a HIMYM. Mostrando a grande jornada de Ted Mosby para conhecer a mulher de seus sonhos, ele se depara com conquistas e decepções ao longo do caminho. Parece familiar?

A série explora também o quanto erramos até acertar o nosso objetivo. Desistir? Jamais! Este é o lema do Ted. Com uma boa pitada de humor e drama, percebemos que o amor da nossa vida pode estar próximo num ponto de ônibus, sentado ao seu lado num vagão de trem ou na sua frente durante uma aula na faculdade. Além disso, temos Lilypad e Marshmallow, que são as personificações do casal perfeito mesmo com seus problemas sendo abordados na trama. É tudo muito bonito e singelo, mas não sigam a ideia de Mosby de dizer eu te amo logo no primeiro encontro. Não estamos numa ficção.

Love

A terceira série do top romântico retrata a realidade de Mickey e Gus, e a tentativa de ambos de serem um casal. Brincando assim com as diferenças entre comportamentos e personalidades de seus protagonistas e o ambiente em que vivem, mostrando uma visão mais realista dos relacionamentos. É uma excelente dica para quem está cansado de dramas bem fantasiosos e que prefere se sentir retratado em plots mais reais.

A to Z

Apesar de ter sido cancelada com apenas 13 episódios em sua primeira temporada, A to Z conseguiu retratar boa parte do vocabulário que todos passam quando se apaixonam. Indo do A até o M como títulos dos episódios, foi mostrado o início do relacionamento de Andrew e Zelda, e todos seus altos e baixos como toda relação possui. É o tipo de trama para aquela pessoa que anseia pelo cupido mirar a flecha e se apaixonar.

This is Us

Considere-se culpado caso ainda não tenha começar a assistir This is Us. Uma das melhores estreias de 2016, a emissora NBC acertou em cheio em mostrar numa única produção situações cotidianas e apresentar um elenco mirim/adulto com tamanha carisma junto com uma química impressionante, que o telespectador se envolve de forma carinhosa com todos. Quem não queria ter um pai/marido como o Jack ou uma mãe/esposa como a Rebecca? Você sente toda a responsabilidade de ambos com seus filhos e com a bagagem, vem todo o drama que rendeu boas lágrimas sem previsão de acabar. O amor é o tema central e te emociona com pequenos gestos. Com duas temporadas exibidas, a série já foi renovada. Que venham mais lágrimas.

 

Bônus: Sense8

O amor conquista tudo. Sense8 em suas duas temporadas e episódio final sempre bateu nessa tecla, não importa se é hétero, gay, bi ou travesti. O amor estava ali forte e essencial para quebrar qualquer tipo de barreira imposta pela sociedade. Esse amor prevalecia e tornava-se ainda mais forte. A série trabalhou bastante com diversas mensagens motivacionais para o seu público, o que permitiu uma grande aceitação entre os fãs, onde os mesmos se sentiram representados com o drama de Lito e Nomi, por exemplo. Concluindo assim, que ela veio no momento certo e acertou o nicho que precisava se envolver com toda essa loucura, amor e esse frenesi que a Netflix proporcionou.

 

Quem chegou até o final e sentiu o coração dar aquela palpitada mais forte, acho que é um sinal cósmico para escolher uma e iniciar uma maratona bem gostosa. O que acham?

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Gameplay Games

Indicação | The Legends of Heroes: Trails in the Sky

Sabemos que nós brasileiros, não somos muito acostumados a jogar JRPGs. Uma prova disso é que só recentemente, um game da série Persona fez um certo “sucesso” entre os gamers brasileiros. Claro que eu não estou contando o público otaku.

Muitos jogos do gênero acabam passando despercebidos pelos jogadores, tanto pela falta de localização para o Ocidente, quanto pela falta de costume.

E um deles é justamente a meta-série The Legends of Heroes, mais especificamente, a saga Trails (ou Kiseki).

Eu nunca tinha ouvido falar da série, conheci enquanto eu olhava o Twitter e vi um pessoal comentando sobre Trails of the Cold Steel II, que havia sido recentemente lançado para os computadores. Decidi me intrometer na conversa e pedir algumas informações, e foi assim que eu cheguei em Trails in the Sky, sexto game da franquia, o primeiro da série Trails.

Lançado originalmente no Japão para PC em 2004 e no PSP em 2006, The Legends of Heroes: Trails in the Sky foi desenvolvido pela Nihon Falcom. O game chegou aos computadores ocidentais em 2014, pela XSEED Games, e é a versão que joguei.

Apesar de ser o sexto game da franquia, não é necessário ter conhecimento prévio dos games anteriores (até onde eu sei).

No game, controlamos a personagem Estelle Bright, que junto ao seu meio-irmão Joshua, sai em busca de seu pai, Cassius Bright, que está desaparecido. Durante a jornada, outros personagens entram para a nossa equipe, e o enredo vai se desenrolando. Após encontrar algumas respostas, Estelle e Joshua decidem andar pelo Reino de Liberl, afim de treinar e se tornarem Bracers, assim como seu pai.

No início parece ser um enredo bem simples, mas quando você menos esperar, estará envolvido em uma trama de conspiração, com inúmeros plot twists e personagens carismáticos. O game termina em aberto, com um final de te deixar boquiaberto, e que fará você partir para o segundo game assim que possível.

Além do enredo principal, o jogo também possui side quests, que te ajudam a evoluir e liberar alguns itens. Elas consistem em achar itens perdidos, derrotar monstros nas rotas, escolta, entre outras. Algumas delas você acaba fazendo sem nem notar, com o decorrer do jogo.

A jogabilidade principal é bem simples, comum dos jogos JRPGs de combate em turno, com ataques físicos, magias (Arts) e especiais (Crafts/S-Crafts). O jogo possui um sistemas de Orbs, que aumentam os status dos seus personagens e descolam novas magias e especiais para eles. No entanto, eu sou burro demais para entender esse sistema.

Outro grande destaque, obviamente é a trilha sonora, parece que japonês nasceu para criar músicas incríveis e emblemáticas. A trilha do game ficou a cargo de Hayato Sonoda, Wataru Ishibashi, Takahide Murayama e Yukihiro Jindo.

Trails in the Sky é o primeiro game de uma trilogia, que conta com Trails in the Sky SC e Trails in the Sky – The 3rd.

Além da trilogia, temos outros games da série Trails/Kiseki, mas como eu ainda estou jogando o segundo jogo, eu não sei se são realmente uma continuação, mas são eles: Zero no Kiseki (2010) e Ao no Kiseki (2011), que ainda não chegaram no Ocidente, Trails of Cold Steel (2013), Trails of Cold Steel II (2014) e Trails of Cold Steel III (2017), esse último ainda não chegou ao Ocidente. O quarto, e último jogo da série Trails of Cold Steel, está prevista para chegar no final do ano no Japão.

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Gameplay Games

Análise | Vampyr

Após trazer o surpreendente Life is Strange em 2015, a DONTNOD Entertainment decidiu se aventurar em uma nova vertente: o RPG.

Vampyr foi anunciado ainda em 2015, e desde então tem passado por diversos adiamentos, mas agora em Junho de 2018, o jogo enfim viu a luz do dia. Será que a espera valeu a pena?

Em Vampyr, acompanhamos a história de Jonathan Reid, um cirurgião que recém voltou da guerra e é misteriosamente transformado em um Vampiro. Jonathan tem que decidir se mantém sua integridade como médico, ou se alimenta para suprir sua necessidade de sangue. O game se passa em Londres, no inicio do Século XX, em meio a epidemia da Gripe Espanhola.

Assim como Jonathan, começamos a nossa jornada desnorteados, tentando saber o que aconteceu com ele, e então recebemos o nosso primeiro objetivo: encontrar o nosso criador. O jogador tem que decidir se mantém os cidadãos vivos ou os mata, mas em ambos os casos, isso terá consequência em todo o resto da narrativa.

Vampyr possui uma jogabilidade bem fluida e didática, o combate funciona muito bem.

O jogo usa um sistema de vigor, parecido com o da série Souls, então pense bem antes de entrar em uma luta. Ao invés de gastar algum ponto específico para evoluir, o jogador utiliza a experiência adquirida durante a jogatina para aumentar os status de Jonathan, e liberando novas habilidades. 

O sistema de crafting também é bastante didático, você utiliza de peças encontradas na cidade, que também podem ser compradas nos comerciantes de cada distrito, o preço delas mudam conforme você vai melhorando a saúde dos distritos.

O mundo de Vampyr é semi-aberto, ou seja, ainda que você tenha certa liberdade, o jogo te “obriga” a seguir a história corretamente. Isso porque diversos pontos da cidade só são liberados depois que você vai se adentrando na história.

 

O jogo possui diversas telas de loading demoradas, um problema comum de jogos nesse estilo. É realmente chato ter que esperar o jogo voltar após você morrer, sair de um esconderijo, ou até mesmo passar de um distrito para o outro. Falando em esconderijos, essa é uma ótima sacada, eles estão espalhados pela cidade e te ajudam a craftar itens e subir de nível.

Assim como em Life is Strange, os personagens de Vampyr não são tão expressivos assim, e quando precisam ser, a animação tem uma mudança brusca, como se tivesse havido um corte. Talvez não seja algo comprometa um pouco a experiência, visto que, em outros aspectos, o jogo se sobressai.

De longe, um dos maiores destaques de Vampyr é a sua ambientação. Somos apresentados a uma Londres em meio a uma crise, então espere cenários sujos, sombrios e nefastos. Contudo, em algumas partes, o jogo fica muito escuro, deixando o jogador com dificuldades de se localizar.

A direção de arte realmente mandou muito bem em suas pesquisas e conseguiu trazer um cenário totalmente imersivo.

Assim como a ambientação, um dos componentes que fazem Vampyr ser uma experiência imersiva, é a trilha sonora composta por Olivier Deriviere. Ela traz um clima sombrio que faz qualquer um se arrepiar.

Uma prévia do trabalho de Olivier no jogo, pode ser conferida no vídeo de bastidores abaixo, lançado pelo próprio compositor em seu canal.

Como todo bom RPG, Vampyr também possui um sistema de side quests. Elas servem, em sua maioria, para liberar árvores de diálogos, que ajudam tanto nas missões principais, quanto na saúde dos distritos de Londres. Elas consistem em salvar pessoas de Skals e achar itens. No entanto, depois de um tempo, elas se tornam repetitivas e tediosas de se fazer.

Uma das melhores funções do jogo é, com certeza a de ajudar a saúde dos distritos a ficar estabilizada, você pode perder horas da sua jogatina para querer ajudar os cidadãos.

O jogo foi testado em um PlayStation 4.

NOTA: 8.5

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Detective Comics

Antes de New Justice: A Liga da Justiça por Christopher Priest

Depois de inúmeras ameaças intergalácticas e viagens temporais, a Liga da Justiça precisa lidar com a opinião pública. Essa é a premissa da pequena passagem do roteirista Christopher Priest pelo título. Em 10 edições, o roteirista revoluciona as Lendas. Questiona os seus métodos como vigilantes, dá destaque merecido a alguns personagens e expõe a vulnerabilidade de cada membro. Esqueça as tramas sobre controles mentais, as discussões entre os heróis são críveis e coerentes. O roteiro não os descaracteriza para chegar até lá, ele os desafia.

O Batman ainda é o Maior Detetive do Mundo, mas é um homem cansado. Quais são as consequências de liderar duas Ligas da Justiça e lidar com três ameaças simultaneamente? O que isso pode acarretar? São exatamente esses questionamentos propostos pelo roteiro e servem como gatilho para o desenrolar. Um pequeno erro de cálculo no plano do Morcego leva as pessoas a ficarem contra a Liga da Justiça e leva a equipe a questionar os seus métodos.

Clark tentando trazer um pouco de otimismo para Bruce

Afinal, a Liga é um grupo de benfeitores ou, uma organização acima da lei e da política? A forma como Priest lida com a Mulher-Maravilha é outro ponto a se destacar em seu roteiro. Afinal, sua missão original entra em conflito com a ideologia do grupo. Sua espada é responsável pelo incidente. Há tempos, a Mulher-Maravilha não era tão bem representada em uma revista das Lendas.

Quanto ao Superman, o roteiro o trata como um apaziguador, um estabelecedor de limites. Ele não se vê acima de todos, mas sim como um homem comum. Discorda da ideia de interferir em assuntos políticos apenas para que a tensão não aumente, tenta manter tudo sob o controle. Os outros membros da equipe também são explorados, mas o grande destaque vai para o Cyborg. Considerado o sétimo membro da Liga desde 2011, Victor Stone nunca tinha sido tão bem tratado pelos roteiristas como nesse run. Priest não apenas explora as delimitações entre humanidade e sua ausência, mas também faz comentários sutis sobre racismo e revindica a relevância do personagem dentro do grupo. Talvez seja o homem certo para escrever a revista do ex-membro dos Jovens Titãs.

Cyborg questionando sua posição

Há inúmeros comentários metalinguísticos aqui. O principal, é feito através da personificação do antagonista: O Fã. Escolher um admirador como antagonista é um tanto quanto controverso, certo? Ele representa o lado extremista dos entusiastas da equipe, não admitindo mudanças, seja a presença de mais Lanternas ou, uma Liga com uma formação diferente. Enfim, ele é o leitor de quadrinho chato o qual não lê nada da editora há anos. É um problema para os heróis à medida que ele ataca a opinião pública, os defendendo.

O outro comentário metalinguístico, ainda em relação a mudanças, é a inclusão da LJA no segundo arco do run. Na edição 40, as duas equipes se encontram presas na Torre de Vigilância, a qual está prestes a cair em solo terrestre. Priest habilmente une os personagens e coloca importantes questões em cheque nesse jogo de sobrevivência: A relevância dos personagens para o universo. Afinal, se você pudesse escolher apenas uma Liga para viver, com certeza seria a clássica. Posso estar enganado também, talvez você prefira a equipe “humana” criada pelo Batman.

Quem deve viver? Quem deve morrer?

A conclusão é pautada por um personagem o qual o roteirista conhece bem: O Exterminador. Se você ainda não leu Slade Wilson nas mãos desse homem, faça um favor a si mesmo e leia. O maior mercenário da DC está ali para expôr a provável hipocrisia em torno dos ideais da Liga da Justiça. Afinal, se o é um problema tão grande, por que a equipe não o resolve. Slade é o gatilho para o final, o qual resulta na criação de uma nova Liga da Justiça. Mais clássica, mais heroica e menos conflituosa (ou talvez não). Em 10 edições, tivemos uma das melhores fases da equipe em um bom tempo.

Entretanto, a DC parece estar tentando dar um foco maior no título. Scott Snyder, Jorge Jiménez e Jim Cheung assumirão o novo volume da revista e prometem trazer elementos clássicos de volta. Assim como, teremos 2 duas novas formações: Odisseia e Sombria. Torçamos para que esta seja uma nova e brilhante era para a equipe a qual precisava de sangue novo. Mas também torçamos para que os fãs não esqueçam dessa curta porém memorável fase.

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Detective Comics Quadrinhos

Jeremias não é sobre uma questão de pele, e sim sobre o coração

“O que você vê?”

Desde a criação da linha Graphic MSP, estamos sendo brindados com lindas e deliciosas histórias da turminha criada por Maurício de Sousa em temas diferentes de que estamos acostumados a ler ou assistir desde pequenos. Histórias que lidam com amizade, amor, vida e até morte. Mas faltava um tema para ser tratado. Faltava lidar com um assunto que, infelizmente, é decorrente e muito de nós não enxergamos (ou não queremos enxergar), e se tornou paisagem e até tão rotineiro que não damos o verdadeiro grau de perversidade que nele há embutido. O racismo. Então, ao atingir a sua “maioridade”, na sua 18º edição, a Graphic MSP se desafiou a falar abertamente sobre o assunto. Jeremias – Pele estampa bem na cara do leitor o problema.

Jeremias é um garoto feliz com a sua vida. Ele tem pais maravilhosos. É o melhor aluno da escola. Até que um dia ele tem que encarar o preconceito por causa da sua pele. É a primeira vez que o personagem, um dos mais antigos criados por Mauricio, em 1960, sai da alcunha de coadjuvante/figurante para o posto de protagonista. E foi em uma excelente hora. Estamos com uma grande safra de HQ’s que lidam com esse tema lançadas recentemente. Como A Marcha da Editora Nemo e Angola Janga do Marcelo D’Salete publicado pela Veneta.

Para começar, não é difícil se identificar com Jeremias. É um personagem nerd, que curte filmes de super-heróis e quadrinhos, tem sonhos de se tornar astronauta, manda bem na escola e joga futebol. Por causa dessa identificação, o leitor, independente da etnia, sente as mazelas que Jeremias passa durante a narrativa. E não são poucas.

A HQ aborda todos os tipos de preconceitos, do mais escancarado, dos os que acontecem de rotina e as pessoas “nem percebem” ou não querem perceber, de autoridades que duvidam que o negro possa ter uma profissão que eles consideram serem somente de privilégios de brancos. A cena do ônibus é de doer o coração e se você reparar acontece diversas vezes nos transportes coletivos, em restaurantes ou até mesmo ao andar em calçadas.  Padrões de beleza das vitrines com suas modelos de padrão escandinavas, ou tratar um coadjuvante negro como “pequeno malandro” como um elogio, ou simplesmente quando se fala: “você não é negro, é moreno”, como quem tenta amenizar/justificar ações racistas com uma comparação onde aproxima a pessoa da cor branca.

O fato de quem deveria oprimir não levar a sério e achar que um simples aperto de mão e um desculpa aê” pode resolver tudo também está lá. Os pais de Jeremias sabem do que o filho um dia passará e são fundamentais para que a criança entenda como lidar com o preconceito. Mas ao mesmo tempo, sofrem sem saberem como chegar nesse assunto com o filho. Algo que não deveria acontecer, se pensarmos que o preconceito não deveria existir. A cena do pai gritando é emblemática.

O roteiro de Rafael Calça é cirúrgico e necessário. Apesar de o público alvo das Graphic MSP ser os jovens e adultos, Jeremias–Pele, também pode atingir o infanto-juvenil. Mostrar para os pequenos que o preconceito não é legal, como uma menina querer jogar bola, é algo essencial, e a HQ pode ter esse papel. Jeremias é uma criança como qualquer outra, e esse é um dos grandes trunfos de Rafael. Atingir todos os públicos com cenas fortes sem ser forçado e ao mesmo tempo sendo acessível e de bom entendimento.

Jefferson Costa conduz a arte com maestria que ajuda a narrativa fluir nas páginas. Uma das coisas mais legais são os ângulos e a perspectiva. A forma em que Jeremias, em frente a um ato de preconceito se apequena, mas consegue dá a volta por cima e fica gigante em frente às adversidades que insistem em colocar por causa de sua cor. A arte cartunesca de Jefferson é linda.

A dupla criadora ainda colocou situações reais que aconteceram em algum momento com eles na história. O que só fortalece e traz para nossa realidade Jeremias–Pele. O Jeremias dessa HQ, não é o Jeremias que lemos desde criança nas suas aparições no bairro do Limoeiro. Ele é um amálgama de Rafael e Jefferson. Os textos de Mauricio de Sousa (o título dessa resenha foi tirado do texto dele) e do rapper Emicida são incríveis, abrilhantam mais a edição.

Jeremias–Pele tem o formato 19 x 27,5 cm, 96 páginas e a Panini está distribuindo em duas versões: em capa cartonada e capa dura.