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”Nós somos o Cavaleiro da Lua e finalmente, nossa mente permanece em silêncio”

De acordo com o dicionário oficial do Google, a definição de vida é a seguinte: ”propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte”.

 Derivando-se de um ponto de vista mais científico e racional, a manifestação dada pelo ”pai dos burros” moderno está mais do que certa, visto que a origem da existência, aparentemente se iniciou de uma gnose menos cultural e mais precisa.  Entretanto, com o nascimento da filosofia moderna e dos milhares ”maus do século”, a vida ganhou um significado mais amplo e dependendo do ponto de vista do indivíduo, pode-se dizer que a precedência de um alicerce é muito mais que simples termos criados pelo homem.

 Em inúmeros momentos da vida, tem-se a sensação que nada dará certo e que tudo conspira contra nosso favor, dando a impressão, que esse tipo de ”divindade” efetivamente é uma criatura sedenta por vingança por algo que não fizemos de errado, sendo capaz, de causar inúmeras doenças psicológicas e neurais em determinado sujeito, como por exemplo, a  depressão; que é a enfermidade que mais mata no mundo todo, que como consequência, vem se tornando algo difícil de se combater ao passar dos anos.

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 Do final de 2017 para cá, admito que a minha vida mudou drasticamente, tendo altos e baixos durante essa fase que eu posso chamar de ”fim da adolescência” para ”o começo de uma vida adulta visto a partir de um ponto de vista jovem”. Mas, como ninguém é de ferro, admito que estou no meu ápice, não aguentando mais determinadas atitudes e rumos que estou seguindo, mesmo que diferentes e maravilhosos fatores vem me abraçando ao decorrer que amadureço como pessoa.

Eu necessitava de uma história em quadrinhos que me intrigasse e que me envolvesse emocionalmente com a sua trama, mas, eu sabia que narrativas comuns de super-heróis não iriam me entreter por muito tempo. Após uma longa procura (ok, não foi tão longa assim) de algo que se distanciasse do Homem-Aranha, Flash, Batman, Vingadores, Liga da Justiça e Superman, acabei encontrando um personagem que sem sombras de dúvidas, é um herói que marcará minha vida e que será praticamente impossível de ser eliminado do meu coração. Senhoras e senhores, estou falando de ninguém mais ninguém menos, que o esplêndido Cavaleiro da Lua.

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Diferente dos dramas e motivações convencionais dos audaciosos vigilantes que cercam o mundo do entretenimento nos dias de hoje, o  Cavaleiro da Lua é um dos poucos que se diferenciam do restante da ”massa popular”.

Antes de resumir a sua trajetória nos quadrinhos, e assim, poder ir direto ao ponto, é preciso expressar a minha imensa gratidão ao roteirista Jeff Lemire e ao desenhista Greg Smallwood, que graças a eles, foi-me entregue o melhor gibi que eu li em anos.

Lemire tem em seu currículo grandes nomes, como: Black Hammer, Teen Titans: Earth One, Wolverine: Old Man Logan e dentre outros. O roteirista é conhecido por abordar temais mais realistas e pé no chão em seus gibis, fazendo na maioria das vezes, com que o leitor se identifique com o que está acontecendo nas entrelinhas de seus projetos. 

Já Smallwood, trabalha quase de maneira exclusiva para a Marvel, sendo Black-out e Dream Thief: Escape os seus únicos projetos fora da casa das ideias. No momento, o artista vem se consolidando com a atual fase do Cavaleiro.

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Sintetizando de maneira breve a origem e história do personagem criado por  Doug Moench e Don Perlin em 1975Marc Spector  é filho de um rabino que conseguiu fugir do regime nazista na época da Segunda Guerra Mundial. Spector é um ex-pugilista e fuzileiro naval que após abandonar a sua carreira militar e se tornar um mercenário, foi deixado por Raul Bushman a beira da morte no deserto enquanto cumpria uma missão especial.

No entanto, o deus egípcio Konshu cedeu ao mercenário, mais uma chance para viver, se tornando assim, o vigilante Cavaleiro da Lua. Mas será que isso aconteceu mesmo? Ou foi apenas ilusão da mente traiçoeira de Steven Grant e  Jake Lockley, as duas personalidades que compartilham o mesmo corpo de Marc? 

O protagonista dessa loucura, possui transtorno dissociativo de identidade, enfermidade que certifica a psique de um determinado sujeito a acreditar que uma ou mais consciências diferentes abitam o seu corpo, tendo controle total de sua mente e alma. No caso de  Spector, ele desenvolveu três principais identidades, que são: O Cavaleiro da Lua propriamente dito; Steven Grant, um milionário e produtor de filmes hollywoodianos e o taxista Jake Lockley, que sai em patrulhas noturnas em busca de informações que possam favorecer as investigações do Cavaleiro.

Marc Spector descobriu o trastorno ainda criança e logo após a descoberta, foi levado por seu pai para um sanatório em busca de uma eventual cura, que óbvio, não adiantou em nada e só ajudou o pequeno garoto a ficar ainda mais louco, dando início a uma incrível e longa jornada até a sua vida adulta.

Um homem chamado Marc Spector

Após um breve resumo sobre a história do personagem, finalmente pude chegar aonde eu queria, que é contar para você meu (minha) caro (a) leitor (a), o que me fez amar tanto o personagem e quais são as semelhanças da nova e atual fase do herói com a filosofia feita nos primeiros parágrafos dessa coluna. Lançado em 2016 e tendo continuidade até os dias de hoje, o novo gibi do vigilante mascarado mescla entre a realidade do nosso mundo, com a fantasia vista nas HQ’s da Marvel. Mas não se deixe enganar, a ficção presente em Cavaleiro da Lua: Lunático e Cavaleiro da Lua: Reencarnação , é totalmente diferente com o que é testemunhado nas histórias da casa das ideias, pois enquanto uma trama de um personagem distinto fala sobre um vilão que viaja entre dimensões para caçar diferentes versões desse herói com a finalidade de se alimentar, aqui, é visto algo mais pé no chão que em determinados momentos, fica óbvio que uma critica ao mundo moderno está sendo feita.

De início, Lunático e Reencarnação são extremamente confusos e sem nexo, fatores essenciais para que o leitor se sinta desconfortável, como se estivesse passando pela mesma situação de  Marc, que é praticamente impossível de associar com o que é real e com o que não é. Claro, depois tudo é explicado e pontuado como deve ser feito. Isso deve-se ao fato do excelente roteiro de Lemire, que em pequenos quadros e dizeres de personagens, mostra ao leitor o quão duro é enfrentar o cotidiano e como tudo pode ir por água a baixo por mais boa que a situação pode aparentar.

Não tenho outra palavra para descrever o quão bela é a arte de Smallwood além de ”espetacular”. Com traços finos e cuidadosos, seus desenhos levam a cabeça dos fãs a outro mundo, encantando qualquer um ao decorrer das diversas páginas da revista.

Outro ponto que merece ser mencionado, é que o Cavaleiro da Lua se distingue de todos os outros personagens da Marvel em vários aspectos, mas o mais evidente, é a sua motivação. Enquanto os outros heróis buscam redenção por algum ocorrido que aconteceu no passado, o propósito do  Cavaleiro é apenas combater a sua mente, e conseguir viver em paz com as suas outras personalidades e nada mais. Pode parecer um pouco distante da realidade até então, mas a sua representação nessas duas histórias citadas no parágrafo anterior, se aproxima muito com o que vem assolando a humanidade, que é ninguém mais ninguém menos, que o maior vilão da coletividade mundial, a Depressão. Alem do que, o parecer final de sua jornada, se assemelha muito com os males da vida mencionados anteriormente. Portanto, o herói é definitivamente, uma representação com o que acontece com todos nós. 

Além de ser o título desse artigo, a frase: ”nós somos o Cavaleiro da Lua e finalmente, nossa mente permanece em silêncio” foi a que mais me chamou a atenção em toda a história. Parando brevemente para refletir, eu percebi o quão bom foi acompanhar essa jornada do Cavaleiro da Lua até a saída de Jeff e Greg, que com muito orgulho, posso falar com toda a certeza nesse mundo: o personagem é mais que um herói de gibis convencionais, mas foi com ele que eu aprendi a ver a vida com um olhar mais otmundia e o melhor, foi Marc que me ensinou à seguir em frente e nunca desistir do melhor, pois o êxito sempre irá recompensar as falhas.

Espero que tenha gostado, até a próxima e não se esqueça, a chuva é real o suficiente para cair em nossos rostos.

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The Man of Steel: A cueca vermelha não deveria ter voltado

“Ele finalmente voltou a usar a cueca vermelha” – diz uma das personagens durante a terceira edição de The Man of Steel. A nova minissérie do Superman marca o início da fase de Brian Bendis pelo personagem. Para quem não sabe, o roteirista assinou um contrato de exclusividade com a DC Comics. Era esperado que ele assumisse os roteiros de um personagem urbano, afinal ele tem mais afinidade com vigilantes. Entretanto, o inesperado aconteceu: Ele se tornou o novo roteirista do Superman.

Sua primeira história pelo personagem foi publicada em Action Comics #1000 – uma edição comemorativa – e acabou se tornando a pior parte da coletânea. Por isso, criar expectativas para The Man of Steel foi uma tarefa árdua. Primeiro, pois leva o nome da pior reformulação do personagem: O Homem de Aço por John Byrne. Segundo, pois a premissa está longe de ser original ou interessante.

Afinal, quando foi a última vez em que os roteiristas revelaram o que aconteceu durante a destruição de Krypton? Isso mesmo. Ano passado, Dan Jurgens durante o Efeito Oz, já nos fez uma revelação em relação a este fato. Agora, Bendis, tenta repetir o feito com Rogol Zaar, o novo vilão do personagem, o verdadeiro destruidor de Krypton. Sendo uma mistura visual entre a imponência do General Zod e o visual monstrengo do Apocalipse, ele é o pior personagem da história.

Mas quem dera este fosse o único problema. A escrita de Bendis é um problema ainda maior. Particularmente, sou um grande fã de monólogos. Alguns dos meus momentos favoritos nas HQs são monólogos. Às vezes, eles são o recurso narrativo certo para impactar o leitor, tornar a leitura mais imersiva e fazê-lo sentir o que o personagem sente. Entretanto, em The Man of Steel, Bendis faz o oposto. Com exceção de dois momentos, tudo o que pode ser visto nas páginas é descrito pelo Superman.

Esses dois momentos os quais são uma exceção, são os únicos em que nós realmente sentimos o que o personagem sente. O excesso de monólogos tornam a leitura uma experiência monótona assim como atrapalha a narrativa dos quadros e dos desenhos – lindos, por sinal. Outro grande problema do roteiro é a descaracterização dos personagens. Não acreditaria se eu dissesse que “Ca Ca Po Po” é algo dito duas vezes neste gibi, certo?  Provavelmente pensaria: “O que diabos é isso?” Nem o redator que vos escreve, sabe. Enquanto o Superman continua sendo o herói clássico porém extremamente unidimensional, todos os outros personagens agem como idiotas.

Mas é claro, há pontos positivos. A arte está impecável. Ivan Reis, Doc Shanner, Ryan Sook, Kevin Maguire e Jason Fabok fazem um trabalho fenomenal e dinâmico. A primeira edição, apesar de atuar na zona de conforto, é divertida e realmente boa. Além disso, a trama envolvendo os incêndios em Metropolis e toda a crise do Planeta Diário são ideias interessantes e promissoras.

Por Jason Fabok

Uma delas, a qual altera todo o status-quo do personagem, é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo em que é uma progressão do run de Peter Tomasi e Patrick Gleason, é também uma contradição ao run de Dan Jurgens em Action Comics. Entretanto, esta contradição pode gerar os frutos não colhidos por Jurgens, ou não. Só o tempo dirá.

Contudo, o maior problema de The Man of Steel está fora dele: A editora. A DC tem medo do Superman. Enquanto o Batman busca pela felicidade e é reinventado, o Homem de Aço é obrigado a voltar com a cueca vermelha e salvar crianças de incêndios em todas as edições. Não bastasse a falta de coragem, eles contratam alguém que não está interessado em modernizá-lo. O Superman, um imigrante alienígena, no contexto político em que vivemos hoje, poderia render histórias realmente relevantes e deixar de ser apenas o cara da cueca vermelha. Talvez a DC deva seguir à risca a famosa frase do personagem: “Para o alto e avante.”

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Entrespaço | A arte de repensar a nossa vida

“Mas, sinceramente, valeu a pena? Grande merda, passar por anos de estudos, testes, simulações, se você mal tem a chance de apreciar as estrelas. Caras, vocês foderam com tudo espetacularmente.”

Todos nós temos um sonho. Muitos perseguem para realiza-los. Alguns deixam pelo caminho. E quando você finalmente realiza, mas as pessoas o fazem parecer banal, simples como se não fosse nada de mais? Essa é a principal bandeira de Entrespaço de Daniel de Sousa. Transvestida na trama de um Astronauta, a HQ faz você pensar na vida. No que você realizou no que pode realizar, se valeu a pena todo o esforço e se deixamos as influencias de fora diminuir o que você realizou.

Desenhada e escrita por Daniel de Sousa a partir de um conto que o autor fez em 2011, a trama de Entrespaço, tem a Lua como cenário, um Astronauta precisa recuperar um aparelho perdido no velho satélite. O personagem então começa a pensar e refletir sobre como lutou para chegar até ali, sobre a sociedade como um todo, como somos marionetes para algumas pessoas e de como depois de realizarmos nossos sonhos somos simplificados pelas pessoas.

Um dos pontos fortes de Entrespaço é a arte. Quando o Astronauta se vê sozinho refletindo sobre a vida, Daniel usa bem o fator imensidão espacial para demonstrar como nesses momentos estamos sós. Vou dar um exemplo básico: quando você está na sua cama, antes de dormir e pensa na sua vida, naquela oportunidade que perdeu, no que deixou de fazer, ou aquela vitória que teve. É um momento solitário. É um momento em que você está em intimidade com seus pensamentos. Sozinho. Como se estivesse no espaço.

Eu conheci Entrespaço pelo Twitter (podem seguir o autor no @bomdiavermes )quando ainda estava sendo concebida pelo Daniel. O autor vira e mexe postava artes da HQ e era uma coisa mais linda do que a outra. Logo em seguida veio à campanha vitoriosa no Catarse e, finalmente, o grande lançamento durante o FIQ deste ano. Apoiei a campanha mas não tive como ir ao festival, e daqui de casa, lia os relatos de quem já tinha “consumido” Entrespaço. O que só aumentou minha expectativa. E depois que ela chegou, sim, eu me vi como o Astronauta.

A sua saga para chegar ao seu sonho de criança, com intensivos estudos, treinamentos regados a vômitos e giros em maquinas, até chegar no auge de finalmente ir para o espaço realizar uma missão de apenas 30 minutos. Pode se assemelhar ao que nos temos como sonho também. Quantas e quantas vezes você quer realizar algo, planeja, corre atrás, sofre, vence, pensa em desistir, levanta a cabeça, consegue e vence. Mas as pessoas ao seu redor simplesmente lançam um “não fez mais do que sua obrigação”. “Isso é besteira”. “Você deveria arrumar um trabalho de verdade”. “Olha, isso que você faz não é nada demais”. Banalizam o teu sonho. As suas conquistas.

O sonho do Astronauta era estar nas estrelas. Para isso ele dedicou uma vida de estudos e treinamentos. Para chegar finalmente e ir buscar uma peça que ficou perdida na Lua. O modo em que seus superiores tratam a missão que é o auge da vida do Astronauta é o que incomoda. Você chega no seu auge, e as pessoas vão sucateando sua vitória. Por isso a identificação com o personagem fica tão latente.

Mas, Entrespaço, também fala do ligar o f*da-se. Cara, você chegou no seu auge. Realizou o que mais queria. Chegou no resultado depois de tanto tempo de batalha. E aí? Vai deixar por isso mesmo? Vai deixar influências de fora diminuírem ou simplificarem o que foi conquistado? Tem que viver e valorizar o que alcançou. Tem que se orgulhar. Não ser arrogante, mas ser exemplo de quem lutou e conseguiu. O Astronauta não é uma pessoa cheia de si, daquela do tipo “só eu basta”. É um pensador contemporâneo. Que somente resolveu viver o que batalhou para a sua vida.

E você? Vai realizar o que quer para a sua vida? Vai deixar vozes de fora diminuírem o que você faz/fez?

Pense nisso.

Entrespaço tem formato 17 x 26 cm, 36 páginas em P&B com detalhes coloridos e ainda conta com (lindos) extras dos artistas Mario Cau, Eduardo Medeiros, João Pedro Chagas e Fabiano Lima. A HQ é a primeira publicação do Cavernna Comics, e você pode, e deve adquirir seu exemplar na loja online clicando AQUI.

 

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Homem-Formiga e a Vespa é um pipocão que diverte e entretém toda a família

Após a conclusão do estrondoso Vingadores: Guerra Infinita, o público consumidor de filmes de histórias em quadrinhos já estavam sedentos e curiosos por mais filmes do gênero. Contudo, Homem-Formiga e a Vespa não necessariamente preenche esse vazio por completo, mas, é um ótimo ”aperitivo” para nos dar um gosto do que está por vir no futuro do MCU:  Vingadores 4.

Lançado em 2015 com a proposta de ser um longa metragem de super-herói diferenciado dentro do Marvel Cinematic Universe, Homem-Formiga é um dos filmes mais contidos dentro do macrocosmo da casa das ideias, construído a partir de seus dizeres e ações, algo totalmente independente e longínquo do resto dos vigilantes mais famosos do mundo, mesmo contendo diversas menções a outros personagens. O mesmo se repete com Homem-Formiga e a Vespa, mas com uma frequência bem mais amena e menos corrida; onde é possível explorar mais da mitologia dos heróis com uma frequência mais estável e cautelosa.

Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope Van Dyne e Dr. Hank Pym com uma nova missão urgente. Scott deve mais uma vez vestir o uniforme e aprender a lutar ao lado da Vespa, trabalhando em conjunto para descobrir segredos do passado.

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Era de se esperar um pouco mais a respeito da parceria entre os dois personagens, porém, a dupla consegue interagir bem entre si, entregando cenas de ações dinâmicas bem claras e concisas, longe de deixar o especator confuso. Tudo é feito a partir de uma visão mais cautelosa e delicada da coisa, entregando assim, o primeiro casal de heróis do MCU.

Na maior parte do longa, a trama se limita apenas no Homem-Formiga (Paul Rudd), deixando a Vespa (Evangeline Lilly) de escanteio em momentos cruciais da história. Entretanto, é muito gratificante que uma heroína  da Marvel tenha um destaque de peso em um filme de heróis, quanto a Hope tem em seu ”próprio” longa de guarda compartilhada. Sintetizando, ambos dos personagens fazem um bom trabalho, mesmo que isso acabe sacrificando o potencial de algum deles em alguns momentos chaves.

Diferente de seu antecessor, aqui Paul Rudd atua de maneira menos madura para executar funções mais voltadas para o humor, como por exemplo, interação de Scott com a sua filha Cassie (Abby Ryder Fortson), que mesmo tendo piadas fora do timing entre uma cena e outra, é muito divertido de se presenciar a vida de um herói que ao mesmo tempo é um pai presente.

Já, Evangeline Lilly contracena com a câmera com mais serenidade, apresentando uma visão impotente e robusta de sua personagem. Ponto positivo para a Vespa.

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As personalidades secundarias como Henry Pym (Michael Douglas) e Luis (Michael Peña), são as chaves para definir o tom do filme em certas ocasiões. De um lado, temos um senhor frustado que faz o possível e impossível para resgatar a sua esposa Janet (Michelle Pfeiffer) do reino quântico, que acaba moldando dentro de si, uma personalidade deveras ranzinza. Já, na outra face da moeda, é nos apresentado com mais ênfase, o humor genial do melhor amigo de Scott, que sempre achará um jeito de fazer as suas piadas, seja em um momento importuno ou não.

Vivida por Hannah John-Kamen, a Fantasma está longe de ser considerada uma das melhores vilãs do MCU, mas também, está bem distante de ser a pior. Sua motivação faz o total sentido dentro da história, mas infelizmente, não é bem trabalhada, caindo infelizmente no famoso clichê de antagonista. Todavia, a escolha de adicionar uma protagonista mulher e não homem ao filme é uma ótima saída para poder explorar diversos gêneros com mais calma e menos rapidez nessa pequena jornada.

 Havia muitas dúvidas sobre uma possível ligação com Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores 4, principalmente se o longa entregaria uma ou mais soluções para o que foi visto no desfecho do terceiro filme dos maiores heróis do mundo. Pode ser que ele estabeleça sim algo que será essencial no futuro, porém, estragaria toda a graça se eu dissesse o que é, afinal de contas, a grandiosidade de ambas das produções estão na experiência de quem está assistindo, e com certeza absoluta  eu não quero tirar isso de ninguém.

Resultado de imagem para ant man and the wasp ghost Finalizando, em hipótese alguma  Homem-Formiga e a Vespa é o melhor filme do MCU, entretanto, o mesmo não consegue alcançar o feito de pior da Marvel,  pois mesmo com os seus diversos erros, ele cumpre bem o seu objetivo: divertir e entreter toda a família.

Espero que tenham gostado, até a próxima e lembre-se, antes de for vestir o seu traje heroico, verifique se o regulador de tamanho não está quebrado.

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Anime Friends 2018 acontece este fim de semana em São Paulo

O maior evento de cultura geek japonesa do Brasil está voltando para sua 15ª Edição em 2018: O Anime Friends acontecerá em São Paulo – dessa vez no Anhembi Parque, um dos maiores complexos de eventos do país.

Do dia 6 a 9 de Julho, o evento contará com atrações nacionais e internacionais. São mais de setenta ilustres visitas confirmadas. Os destaques vão para uma exposição de Ultraman, que trará também os atores do filme; uma palestra com o Profº Fukuoka, o “pai” da Hatsune Miku (que se apresentará “ao vivo” no evento); e a presença do conjunto de metal mais kawaii do mundo: Deadlift Lolita.

O evento ainda contará com os corriqueiros estandes que já fazem parte do dia-a-dia do otaku rolezeiro: temáticos de Harry Potter; Board Games; beisebol; a Artist’s Alley; e uma variedade de lojas para todos os gostos possíveis e imagináveis.

A equipe da Torre de Vigilância estará no evento e fará a cobertura através de seu Instagram, Twitter e Facebook. No sábado, a partir das 14h, haverá cobertura em tempo real das palestras das Editoras de Mangás: JBC, NewPOP e Panini se apresentarão em sequência no auditório principal, e prometem anúncios e novidades.

Também completam o time de atrações os dubladores brasileiros Guilherme Briggs, Wendel Bezerra, Tânia Gaidarji, Charles Emmanuel, Marco Ribeiro, Wellington Lima, Christiano Torreão, Alfredo Rollo e Melissa Garcia, e os YouTubers Haru, Danilo Modolo (TokuDoc), Nelson da Casa do Kame, Anime Unided, Bunka Pop, Sempre Bom Saber, Yuki Takasaka e Anime Whatever.

Os ingressos para o Anime Friends já estão à venda. Além da tradicional entrada para curtir todas as atrações, o evento oferece ainda outras opções. Os fãs poderão participar de um Meet & Greet com seu ídolo, com direito a foto e autógrafo. Tem também o fastpass para fugir das filas, e a hotzone, área reservada para ficar mais pertinho dos artistas.

O quadro de visitantes completo pode ser visto no site clicando aqui. Nos vemos por lá!

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Review | The Awesome Adventures of Captain Spirit

Com cerca de 3 meses para o lançamento de Life is Strange 2, a Square Enix lançou nas plataformas de forma gratuita, o jogo  The Awesome Adventures of Captain Spirit, a experiência narrativa totalmente nova, funciona como introdução ao novo jogo da franquia Life is Strange. Desde o anúncio, a desenvolvedora Dontnod manteve muito segredo a respeito da história. Tudo que sabíamos é que a história seria focada em Chris, uma criança de 9 anos que quer ser um super-herói.

O início do jogo é um mistério, assim como o que foi liberado sobre ele, inicialmente não temos muitas informações sobre o que está acontecendo de fato com Chris. No entanto, no decorrer da gameplay as coisas começam a criar forma, mas para isso você deve ser curioso e explorar e olhar cada detalhe, cada objeto interativo no cenário.

The Awesome Adventures of Captain Spirit segue a mesma linha de Life is Strange, o game também possui diálogos e algumas cutscenes que auxiliam um pouco o andar do roteiro, pois a trama vai sendo contada com suas interações com o ambiente. Portanto, explore o cenário com muita calma. O jogo permite que você conclua tudo em pouquíssimo tempo, seguindo apenas o que for sugerido, entretanto isso faz com que você perca detalhes importantes para entender o que acontece com Chris e sua família.

 

Nosso personagem principal tem 9 anos de idade. Ou seja, não é de se esperar que uma criança criada nas circunstâncias em que Chris cresceu viva andando pela cidade sozinho. Portanto não se espante quando descobrir que The Awesome Adventures of Captain Spirit se ambienta dentro de uma casa. Mas isso não quer dizer que o jogo não é bem ambientado, muito pelo contrário, ele consegue transmitir e entregar aquilo que se propõe. O jogador pode explorar todos os cômodos e itens, além de poder para explorar o quintal, a garagem e a casa na arvore.

Essa ambientação “pequena” é proposital, é ela que permite que dois personagens centrais tenham uma interações muito mais além do que se espera deles, uma relação altamente complexa.

Os gráficos se mantém parecidos com Life is Strange, ainda com animações um pouco travadas, mas com certas melhorias pontuais, como o sincronismo labial e a dublagem excepcional. Mas o que mais chama atenção é sem dúvida a trilha sonora de Sufjan Stevens , se você não lembra ele foi indicado ao Oscar por “Me Chame Pelo Seu Nome”.

O máximo que ocorrerá nos poucos momentos de escolha, serão os diálogos, apesar de ter “segredos” e tudo mais, a história é totalmente linear. A forma como você irá descobrir as coisas, e por onde você escolher explorar primeiro é o que fará sua experiência ser diferente dos seus amigos e demais jogadores.

VEREDITO:

The Awesome Adventures of Captain Spirit é um jogo para aliviar a tensão pré Life Is Strange 2. Porém sua cena final fará você aumentar muito mais seu hype para a sequência. Ou seja se você não curtiu, ou ainda não jogou Life Is Strange, Captain Spirit não tocará no seu interior, nem mudará nada em sua vida. E paciência deve ser sua virtude ou tudo que o jogo propõe irá por água a baixo.

Pontos Positivos:

  • É grátis!
  • Personagens bem desenvolvidos.
  • Interação com o cenário.
  • História instigante.
  • Jogabilidade simples e conhecida.
  • Trilha Sonora.
  • Dublagem.

Pontos Negativos:

  • Jogo de nicho.
  • Pouca evolução nos gráficos.

 

O jogo está disponível para as plataformas Microsoft WindowsPlayStation 4 e Xbox One.

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Batman #50 é uma linda, poética e brilhante carta de amor

É chegado o grande dia. Após uma massiva campanha de divulgação, vários prelúdios e polêmicas com New York Times, Batman #50 está entre nós. O Casamento, veio para fazer história na cronologia do personagem. Mas não da forma o qual muitos leitores anseiam ou aguardam. A edição já está dividindo opinião de muitos leitores. Enquanto uns dizem que é apenas enrolação por parte do roteirista, outros defendem a história como uma brilhante carta de amor.

É compreensível a revolta, mas esperamos e torçamos para que ela não atinja o patamar de Império Secreto. Edições sendo queimadas e xingamentos direcionados aos autores seria uma atitude extremamente desrespeitosa. A culpa, portanto, reside na campanha de marketing, mas ao mesmo tempo, é compreensível. Analisando a situação como editora, essa é a chance para aumentar ainda mais as vendas do título. Como diria um sábio: “É Batman. Batman vende.”

Capa variante da edição. Por Jim Lee

Logo, o que nos resta é analisar a história de forma isolada ou como uma continuação a tudo o que o roteirista desenvolveu até agora. Alerta de spoiler: Funciona. Mais uma vez, King faz o que sabe fazer de melhor: Poesia. A narrativa é dividida em duas: A preparação para o evento e as cartas de amor do Morcego para a Gata, ou vice-versa. King faz o seu Como a Luz dos Olhos Teus em mais de 20 páginas. Tudo isso acompanhado de uma equipe talentosa de artistas incluindo seus parceiros: Mikel Janín, Joelle Jones, Mitch Gerads e David Finch. Assim como outros grandes artistas: Paul Pope, Frank Miller, Tim Sale, Jason Fabok e outros.

A outra história, como eu disse, são as preparações para o casamento. Mikel Janín mais uma vez entrega um bom trabalho e há uma splashpage espetacular e extremamente romântica. Há um paralelo traçado na distribuição dos quadros, uma característica sempre bem-vinda nos roteiros de King. Assim como, alguns momentos emocionantes. Daqueles de fazer qualquer fã do Morcego chorar.  Agora, vamos entrar na zona de spoilers: Eles se casam ou não?

Uma fantástica splashpage

A resposta é: Não. Entretanto, ainda há esperança. “Como assim, depois desse marketing todo?” Isso é algo o qual muitos não entenderam ainda. Este não é o fim do run de King pelo personagem. Como o roteirista descreveu em entrevista a Entertainment: “Imagine que você está assistindo ao Império Contra Ataca e Vader acabou de pegar a arma do Han”. A ideia central é um questionamento: Bruce Wayne pode ser feliz? Nós ainda vamos descobrir, mas ao que tudo indica, ele pode. Selina não o larga no altar pois ele é uma criança a qual se recusou a crescer – como foi erroneamente interpretado pelo New York Times – , mas sim, pois Gotham precisa do Batman.

Além disso, é necessário falar sobre a última página da edição: Vários personagens dos arcos anteriores reunidos no Asilo Arkham. Entre estes personagens, vilões como o Coringa e Charada. Assim como, aliados: Thomas Wayne de Flashpoint e Gotham Girl. Simultaneamente, Holy (Amiga de Selina) e Bane falam sobre o Morcego ter sido quebrado. As teorias começam: A busca pela felicidade de Wayne é um plano dos vilões, ou é algo maior?

Ok… o que está acontecendo?

De qualquer forma, chegamos à metade deste fantástico run e as coisas prometem (e irão) pegar fogo nos próximos anos. Além disso, Selina ganhou uma revista mensal escrita e desenhada por Joelle Jones a qual começou bem e promete mostrar o “novo” status dela. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Eu Sou Bane: “Você sofreu tudo isso pela possibilidade de vitória.”

Em seu primeiro ano na revista Batman, Tom King revolucionou o personagem. Em Eu Sou Gotham, introduziu aos leitores a heroína Gotham Girl. Assim como, iniciou uma trama com o Pirata Psíquico. Em Eu Sou Suicida, entrelaçou os destinos de Bruce e Selina enquanto desenvolvia uma história de assalto. Em Eu Sou Bane, a conclusão deste primeiro ano, o roteirista entrega a revanche entre o Morcego e o homem que quebrou suas costas.

Assim como A Queda, publicada na década de 90, Eu Sou Bane não é apenas sobre brutalidade física, mas também espiritual. A diferença é claro, reside no fator suicida envolvendo o Batman o qual está sendo constantemente explorado durante o run. Além disso, King traça paralelos entre as dores do protagonista e do antagonista. Aspecto o qual confere mais poesia e antecipação à obra.

Paralelos entre Batman e Bane

Como é o fim do início, Eu Sou Bane é grande em sua escala e envolve a maioria dos personagens utilizados desde o início da revista. O Tigre de Bronze, a Mulher-Gato, Gotham Girl e a Bat-família, todos eles desempenham algum papel fundamental para a narrativa, mas funcionam apenas como peças, as quais são movimentadas da maneira certa.

Na verdade, o arco pode ser interpretado como uma partida de xadrez repleta de sangue e socos. O jogo violento é ilustrado por David Finch. O artista apresenta um desempenho levemente inferior ao seu trabalho em Eu Sou Gotham, mas ainda assim, entrega a pancadaria. As cores de Jordie Bellaire mais uma vez fazem grande diferença na composição artística, assim como a distribuição de painéis proposta por King.

 

Para finalizar, é incrível como o roteirista entrelaça todos os eventos até aqui através de um gigantesco e brilhante monólogo de uma personagem bastante conhecida. Essa gigantesca fala a qual percorre a última parte do arco, define o Batman trazido pelo autor e sua jornada. O Batman sofre, quer sofrer e precisa sofrer. É a sua morte, ele está buscando por ela, pois acredita na vitória após o sofrimento. Recitando o que é dito pela mensageira misteriosa: “Você sofreu tudo isso pela possibilidade de vitória.”

Eu Sou Bane finaliza com maestria o primeiro ano do Cavaleiro das Trevas por Tom King. Impossível não elevar as expectativas para o segundo ano com A Guerra das Piadas e Charadas. O arco foi publicado por aqui entre as edições 10 à 12 da revista Batman, pela Panini. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Jurassic World 2: Um resgate ao terror de Spielberg

CONTÉM SPOILERS!

Um dos grandes símbolos de quando Jurassic Park estreou nos cinemas lá em 1993 foi o Brontossauro. Ao som de John Williams, os personagens e o público são apresentados ao primeiro espécime do parque. E é com ele que o cineasta espanhol J.A. Bayona, de O Impossível e O Orfanato, coloca um fim trágico, melancólico e triste para a Ilha Nublar em Jurassic World: Reino Ameaçado.

Os personagens de Chris Pratt e Bryce Dallas Howard assistem, enquanto saem do arquipélago totalmente tomado pela lava do vulcão, o Brontossauro, que conhecemos 25 anos atrás, gritar, envolto à uma mistura de cinzas e chamas.

O filme é dividido em duas grandes partes. A primeira discute temas como preservação das espécies, se vale a pena ou não salvar novamente os dinossauros de sua extinção. A segunda envolve grandes corporações mundiais querendo uma fatia do poderio biológico de possuir e criar espécies híbridas com propósitos financeiros e militares.

Na parte da Ilha Nublar, destaca-se o grande plano sequência dos personagens humanos e dos dinossauros fugindo da erupção vulcânica. Na segunda parte, aflora toda a especialidade de Bayona. O filme se transforma em uma produção de terror, ambientada dentro de uma casa mal-assombrada.

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O híbrido Indoraptor é arquétipo do gênero de terror, abrindo espaço para diversas homenagens do diretor ao primeiro filme de Jurassic Park e à Steven Spielberg. Com portas sendo abertas, portas não querendo fechar, personagens se escondendo, Jurassic World faz o público se lembrar de icônicas sequências, principalmente dos Velociraptors procurando pelas crianças na cozinha do parque.

Pratt e Howard retomam a parceria iniciada no primeiro filme, focando, desta vez, no relacionamento que cada um deles tem com os dinossauros, principalmente com a raptor Blue.

A trilha sonora de Michael Giacchino faz um tributo à lendária trilha criada por John Williams para a franquia Jurassic Park.

Reino Ameaçado possui uma cena pós-crédito e abre espaço para a trama do terceiro filme com os dinossauros se espalhando pela Terra, e grandes empresas criando mais e mais novos seres. A humanidade é colocada em xeque com o mundo virando cada vez mais jurássico.

Segundo filme será lançado em junho de 2018.

Esse é um filme que resgata a veia de terror iniciada por Spielberg e abre grandes possibilidades para a franquia em seu futuro.

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Os Incríveis 2 | O retorno triunfal após 14 anos de espera

Não é segredo para ninguém que a Disney em parceria com a Pixar consegue criar belas e emocionantes animações, em que na maioria das vezes, culminam em uma experiência mágica e emocionante para toda a família. Mas, quando o assunto se trata de continuações, ambas das empresas acabam pecando um pouco em desenvolvimento de roteiro; caso de Carros 2 e Universidade Monstro, que mesmo sendo dois filmes animados de sucesso, não conseguiram agradar o público em geral, caindo no logo esquecimento.

Felizmente, o erro não se repete com Os Incríveis 2, pelo o contrário, a experiência que se tem ao assistir o filme ,é exatamente a mesma de 14 anos atrás, ou seja, mesmo com pequenas falhas técnicas, é possível ter uma experiência cinematográfica de respeito do início ao fim.

Quando Helena Pêra é chamada de volta para lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, cabe ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer controle. Zezé é um dos destaques do filme e cada aparição do personagem consegue nos tirar boas gargalhadas.

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Analisando o filme de uma maneira mais minuciosa, ele se assemelha bastante com o seu antecessor. Trama e desenvolvimento de personagem são basicamente os mesmos. A história acaba se repetindo mas com inversões de papeis e diversos detalhes a mais; como por exemplo, é explorado mais a fundo os poderes do ZeZé, ponto crucial do longa que faz o telespectador deixar de lado todos os outros acontecimentos para se focar apenas na descoberta das habilidades do bebê.

Senhor Incrível e Mulher-Elástica são os dois protagonistas do filme. Enquanto Helena trabalha para salvar o mundo de diversas ameaças, Roberto fica em casa para cuidar de seus filhos superpoderosos, que em diversos momentos, acaba sendo bem mais fácil defender a Terra ao invés de ajudar o Flecha em Matemática e aturar os pitis da Violeta relacionado com Toninho Rodrigues. Além do mais, é notória a crítica feita pelo diretor e roteirista Brad Bird em relação ao trabalho de casa, que na maior parte, fica por conta das mulheres enquanto o homem da casa sai para trabalhar e dar dinheiro pra família.

A jornada heroica da Mulher-Elástica é bem construída, tendo em mãos, um verdadeiro ”filme” de uma super-heroína que volta a atividade após os super-heróis serem proibidos pelo governo, que por sinal, é outro ponto interessante de se comentar, lembrando muitas vezes, a trama do filme Capitão América: Guerra Civil,  já que os heróis são mal vistos pela sociedade até uma iminente ”salvação” para os vigilantes.

Era de se esperar que os personagens secundários tivessem ênfase mais profunda diante dos protagonistas. Apenas Zezé, Flecha, Violeta, Gelado, Voyd, Wilson e Evelyn têm um destaque considerável em comparação aos outros personagens, deixando os outros vigilantes com um gigantesco potencial de lado. Quem sabe, em uma futura continuação, os mesmos possam retornar e assim ter o seu tão merecido brilho nas telonas.

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Tudo se torna mais rico dentro da ambientação neo-clássica. Simplificando: além de uma animação mais trabalhada e rica em detalhes, o cenário que mistura elementos dos anos 60 com o começo do novo século, só contribui para deixar que o público se simpatize ainda mais com o seu rico enredo. 

Infelizmente, diferente do Síndrome, O Hipnotizador tem um potencial desperdiçado. Com uma proposta de ser um vilão diferenciado, tudo é jogado no lixo após a descoberta de sua verdadeira identidade secreta, tendo em mãos um desprezível e esquecível personagem que poderia muito bem ser substituído por alguém com motivações mais contundentes.

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Finalizando, Os Incríveis 2 acerta mais do que erra. Após o seu término, é triste saber que pode demorar mais alguns anos para que uma terceira parte seja feita. Contudo, é muito gratificante assistir algo que já estava no plano dos estúdios desde a conclusão do seu antecessor.

Espero que tenham gostado, até a próxima e lembre-se… NADA DE CAPAS!