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Primeiras Impressões | Magical Girl Ore

Tá, admito que esse parágrafo inicial normalmente é usado apenas para tirar um sarro e dizer que Japonês é um povo estranho, mas dessa vez, eu acho que eles têm razão. Presta atenção nisso: duas garotas que são idols, que se encontram com um membro da Yakuza que transforma elas em garotas mágicas, cuja verdadeira forma são homens sarados. Daí elas decidem virar idols ENQUANTO TRANSFORMADAS EM HOMENS SARADOS MÁGICOS.

Sério, como você pode não gostar de algo assim? É sensacional!

Ok, tudo bem. Sabemos que nem todos gostam de tudo, e que cada um tem o seu tipo predileto de mídia. Não somos todos iguais (graças a Deus!) e as diferenças são nossa força motriz. Mas mesmo assim, como que você pode ler uma descrição dessas e simplesmente não pensar “irado!“? Esse é o ápice da Japanimação e nem a vergonha alheia enorme de usar a palavra “Japanimação” não-ironicamente poderia superar a epicidade que estamos encarando aqui hoje.

Assim como One-Punch Man foi uma sátira que conseguiu rir de si próprio e se manter como um Battle Shounen enquanto tirava sarro de Battle Shounens, Magical Girl Ore faz exatamente a mesma coisa com o gênero Mahou Shoujo: é claramente um deboche de todas as obras semelhantes, mas continua sendo uma delas.

A cena de transformação; as roupinhas exageradamente coloridas; o mascote; a premissa confusa; os ‘vilões’ semanais e episódicos que não agregam em nada; armas duvidosas e questionáveis; o poder do amor movendo as personagens; aquela personagem chata que só existe para atrapalhar a vida das protagonistas…
Tudo está lá, todos os elementos de um Mahou Shoujo estão lá. É inegável que o show se trata, de fato, de um Mahou Shoujo. E o grande charme do show é justamente ser aquilo que eles mesmos parodiam.

Você já fez coraçãozinho com um membro da Yakuza hoje?

Se a simples meta-linguagem não for suficiente para te comprar, talvez o excessivo humor seja. Eu sou um cara que gosta de comédias (é o meu gênero predileto), e me agrado com tudo um pouco. Não tem tempo ruim comigo, desde que o negócio me faça dar risada, propositalmente ou não. Inclusive algumas das melhores obras que tem são aquelas acidentalmente engraçadas.

Com Magical Girl Ore, eu me vi não apenas dando risada, mas tendo crises de riso, em diversos momentos dos episódios. Além do humor parodial – que, confesso, você precisa ter ao menos uma base de conhecimento sobre clichês de garotas mágicas para entender – de excelente qualidade, o show ainda apresenta uma premissa tão absurda, e acontecimentos tão insanos, que simplesmente por existirem, certas situações já são engraçadas. É uma mistura maravilhosa de humor de nicho com humor nonsense, que trouxe o melhor dos dois mundos e conseguiu mascarar as falhas de ambos.

No elenco, temos personagens que são claramente esteriótipos ambulantes. Quando falamos de sátiras, fica difícil de fugir disso. Mas eles conseguem sair pela tangente ao colocar os esteriótipos em “carcaças” diferentes do comum. Essa diferença abismal entre cara-crachá que algumas personagens apresentam só acrescenta ao senso de humor que é o forte do anime (assim como era na antiga Zorra Total).

Mudando de assunto pra falar da parte técnica, Magical Girl Ore trabalha com bons visuais. Não é uma animação cinemática (às vezes, muito pelo contrário), mas faz um excelente uso de “carinhas”. Uma vez eu estava conversando com um amigo meu sobre o motivo dele não gostar de animes. A resposta dele foi que “personagem de anime faz muita ‘carinha’ e isso me irrita“. Desde então, passei a chamar qualquer expressão caricata usada por personagens de “carinha”. Esse show tem excelentes carinhas.

Meu amigo odiaria isso. Acho que nem por causa das carinhas, mas…

E não tem mais o que falar, sem se tornar repetitivo. Apesar dos três princípios da comédia (Não se lembra? O primeiro princípio da comédia é a repetição, e o segundo princípio da comédia é a repetição), e apesar de eu ser um palhaço, e apesar do anime de hoje ser uma excelente comédia… Chega de falar mais do mesmo.

Para finalizar, então: Magical Girl Ore apresenta exatamente o que promete em uma paródia ciente de si mesma e que tem um senso de humor hilário para 3% da população, mas que ainda pode oferecer algumas boas risadas para os outros 97%. Não sei você, mas ainda estou estupefato pelas garotas mágicas serem homens bombados contratados pela Yakuza.

Não conseguiria dormir a noite se desse uma nota inicial menor que 9/10 para Magical Girl Ore, que é a definição da frase “Deus abençoe essa bagunça“. O show está disponível na Crunchyroll, com novos episódios toda segunda-feira.

E não esquecer que pegar a pessoa desprevenida é o terceiro princípio da comédia.

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Deadpool 2 é um filme sobre bebês, braços biônicos e fraternidade

Com o sucesso de Deadpool lançado em 2016, o Mercenário Tagarela decidiu dar umas férias de sua vida bandida para estrelar mais uma mega produção hollywoodiana recheada de efeitos especiais, piadas, excesso de violência e um grupo de atores que sabem interagir entre si.

Quando um super soldado do futuro denominado Cable chega ao presente em uma missão assassina, o anti-herói mais louco da Fox tem que aprender o que é ser um herói de verdade, onde cumprirá regras que mais tarde serão quebradas. Colocando nome nos alimentos na geladeira e montando uma equipe de pessoas poderosas ou não.

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Deadpool 2 se autodenomina como um filme para toda a família, em que todos os membros de uma parentela possam ver sem medo de se chocarem com o conteúdo que será apresentado… ou será que é ao contrário? Ryan Reynolds veste mais uma vez o traje de um megalomaníaco sexual para entreter o telespectador através de maneiras menos convencionais e mais anormais, algo que o público que consome as películas produzidas no exterior já estão acostumados.

Diferente de seu antecessor, o novo filme do Piscina de La Muerte demasia muito mais de piadas e referências vindas de todo o universo do entretenimento, que transita desde menções aos longas da DC, até pequenas referências ao MCU, que apesar de sutis, tiram boas risadas dos telespectadores. O mesmo pode-se dizer dos palavrões, que mesmo sendo tratados de maneiras mais exorbitantes, chega a ser um pouco cansativo ouvir um ”caralho” e ”porra” em menos de um minuto entre o intervalo de uma cena e outra.

Simples e clichê são os melhores adjetivos que descrevem a nova história do ex-Lanterna Verde, lembrando um conto que já foi explorado em Looper, mas com pequenas diferenças em sua narrativa frenética. Talvez seja um dos pontos mais negativos do filme, mas nada que atrapalhe de verdade a comoção, diversão e emoção de quem está assistindo.

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A atuação em conjunto dos atores é algo que merece ser destacado e mencionado. Tudo flui a partir de uma maneira mais natural possível, convencendo através de pequenos e grandes atos, que os personagens já estabeleceram uma relação de amizade e fraternidade entre si. Pode-se mencionar o vínculo afetivo que o Deadpool mantém com a X-Force (principalmente com a Dominó), que apesar de ser uma passagem rápida no longa, já comove com suas piadas e força de vontade de combater o mal.

O Thanos, ou melhor, Cable, é estereotipado do começo ao fim. Várias falhas são feitas em sua composição como personagem, mas com o decorrer da narrativa presente no filme, Josh Brolin consegue consertá-las sem muito esforço de sua parte, como se super soldado fizesse parte de seu humor em seu cotidiano como ator.

Construído a partir do ”nada”, o antagonista tenta trabalhar a partir de uma linha de raciocínio mais infantil, algo comum que já está presente a anos nos vilões das hqs. Conclui-se, que mesmo sem uma motivação convincente, o vilão é digno por tentar implantar o mal de sua maneira mais boba e juvenil, mesmo sendo um modo mais juvenil em comparação com diversos outros filmes de super-heróis que estão no mercado.

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Mesmo com diversas novidades quanto ao seu percursor, Deadpool 2 utiliza da mesma fórmula básica do humor violento e ácido para aprazeirar os espectadores que buscam fugir de filmes de heróis que não empregam uma tonalidade mais adulta e voltada para a linguagem chula da sociedade em que vivemos, e é claro, a segunda mega-produção do Wade Wilson emprega muito bem a sua palavra perante os seus fãs.

Espero que tenha gostado, até a próxima e sempre guarde uma caneta no estojo, e não no ânus. 😉


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Detective Comics Quadrinhos

Raul | A história de um golpe misturado com a vida de Rafa

Raul é a gíria para os indivíduos que aplicam golpes envolvendo obtenção fraudulenta de dados bancários e falsificação dos cartões magnéticos.

Entendendo o que significa o nome da graphic novel Raul, a reportagem em quadrinhos, publicada pela Editora Elefante, em seu debute no segmento da nona arte, a gente entende mais sobre a história que será contada na obra. E muito bem contada por Alexandre de Maio.

A trama mescla diversas frentes: uma que conta a origem e evolução até os dias de hoje desse crime silencioso, onde o bandido assalta sem portar uma só arma. Que provoca grandes perturbações aos lesados. Mas também é um relato fiel da criminalidade em geral, da truculência e subornos de alguns policiais, a vida nas regiões carentes, o grito abafado de agonia do sistema presidiário nacional (desde as casas para menores até as grandes prisões), tudo isso seguindo a vida de Rafa.

A história de Rafa é real e tanto o seu nome quanto os dos demais personagens apresentados na HQ, são ficcionais. Alexandre de Maio conta a vida de Rafa desde criança, quando chega a São Paulo, o início ainda jovem no crime, as vezes que foi preso, o poder aquisitivo que o golpe de Raul o deu. Mostrando de como ele chegou a ser um rapper famoso com uma carreira consolidada.

A realidade de um jovem que vê no crime uma forma de crescer na vida, não é novidade em nenhum lugar no mundo. Ainda mais no Brasil onde a divisão entre pobreza e riqueza são absurdamente enormes. A trama já começa com o pé lá embaixo, com a trajetória do jovem Rafa em golpes curtos, antes de entrar no circuito dos cartões, e suas idas e vindas às delegacias. O relacionamento com sua mãe que busca métodos poucos ortodoxos para “convencê-lo” a sair do crime.

Quando Rafa, depois de tantas experiências, resolve seguir no mundo do rap, Alexandre de Maio brinca na sequência. Ele traz a narrativa o protagonista levando uma vida que foi bem sucedida, com sucessos nas rádios, clipes em Youtuber entre os mais assistidos e a balança de manter uma carreira em um mundo tão competitivo como o da música. A dúvida entre seguir como rapper ou retornar a vida do crime é latente nessa fase da HQ e praticamente salta as páginas. Como se afogasse Rafa em um mar revolto.

A arte de Alexandre de Maio é como estar lendo um álbum de Sin City com Frank Miller nos melhores dias. O sombreamento, as páginas escuras e os personagens praticamente sem rostos não atrapalham a leitura e em certos momentos (principalmente os mais tensos, vide todas as cenas das cadeias) são sufocantes, mas só ajuda a passar a realidade do que Rafa estava vivendo no momento.

Alexandre de Maio fez um excelente trabalho investigativo em Raul. Pois além de uma biografia praticamente perfeita, vemos também como um golpe, que as agências bancárias insistem em esconder por causa das publicidades negativas, evolui ao passar dos anos. Fiquei curioso para saber mais coisas sobre outros golpes, que não são badalados pela grande mídia também.

Espero que mais obras de jornalismo em quadrinhos, que é tão comum lá fora, ganhem mais produções aqui no Brasil. Temos um nicho muito bom para explorar de situações que somente em Terras Tupiniquins acontecem. A excelente graphic novel Raul é uma prova disso.

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Detective Comics Quadrinhos

Eu te amo, Jane Foster

E chegou ao final a trajetória de Jane Foster, empunhando o Mjolnir e se aventurando como a Poderosa Thor. O gran finale foi publicado em Mighty Thor #706, lançado recentemente nos Estados Unidos, e com a HQ, se encerra uma das fases mais queridas por diversos leitores ao redor do mundo. Para você que quer saber como tudo começou clique AQUI.

Jane Foster sempre teve uma vida corrida e sofrida. A sua mãe morreu quando ela era ainda muito jovem. O seu pai trabalhou a vida inteira para lhe garantir um grande futuro, onde ela veio se tornar enfermeira e logo depois médica. Depois das idas e vindas ao relacionamento com Thor, ela se casou com o médico Dr. Keith Kincaid, com quem teve um filho chamado James. Mas depois de um desentendimento com Kincaid, ela pediu o divórcio e perdeu a custódia do filho.

Dr. Keith Kincaid, Jane Foster e o pequeno James em Thor Vol.1 #394.

Foi na época em que Thor enfrentava Gorr, o Carniceiro dos Deuses, que Jane tomou outro golpe pesado da vida: ela descobre que estava com um câncer de mama em um estágio bem avançado. O então, Deus do Trovão, queria levá-la para Asgard e tratar a doença com magia, mas Jane Foster recusou. Alegando que toda magia tem seu preço, e sendo uma mulher da ciência, ela preferia tratar em Midgard. Logo após ela assumiu o papel de parlamentar no Congresso dos Mundos, onde representava a Terra.

O roteirista Jason Aaron trouxe uma humanidade incomum que não se encontra normalmente em alguns personagens em quadrinhos. Que despertou a simpatia dos leitores pela saga da Poderosa Thor. É complicado e difícil você simplesmente trocar um personagem como Odinson e implantar outro no lugar. Ao longo dos anos diversos quadrinhos fizeram isso, e ainda fazem. Muitos dos pretextos das editoras são “para conservar o personagem”, mas muitas vezes é somente para alavancar o título com uma nova visão. Seja lá o que for, Aaron acertou em cheio, utilizando de clichês como identidade secreta. Algo que não é muito usado, salvo por alguns personagens, na Marvel Comics.

Uma das coisas mais legais das histórias, foi utilizar “argumentos” de alguns leitores logo no começo da carreira da jovem médica na vida de heroína. Na quinta edição, em uma briga contra o Homem-Absorvente, o vilão fala que não deveria chama-la de Thor. Pelo fato do original ser um “homem”. Falando até que se ela quiser ser uma super-heroína que arrume o próprio nome. E não pegue de ninguém. Além de fazer uma alusão ao feminismo. Bem, o resultado é um soco bem dado da Thor no “poderoso” vilão.

Quando se troca um personagem do quilate do Thor, sempre há de existir a reclamação. Agora, imagina se troca por uma mulher? A enxurrada de criticas no início foram fortes. Mas Jason Aaron segurou a marimba, juntamente com a Marvel, e prosseguiu. E sem beber muito da água de diferença de gêneros, feminismo ou coisas do tipo.

E acabou que Jane Foster se tornou uma das mais queridas. A trajetória dela como Thor é fantástica e pode-se levar para nossas vidas pessoais como exemplo de perseverança. Jane sofria de um câncer em um estado avançado. Por várias vezes vemos (e sentimos) o sofrimento da quimioterapia faz nas pessoas. O procedimento é doloroso, pois a química implantada nele busca destruir as células cancerígenas. Mas, em contra partida, arrasam a saúde do enfermo. Quando porta o martelo, Jane Foster, elimina todo esse veneno do seu corpo, mas a magia do martelo não é capaz de eliminar o câncer.

O ato de se transformar para Jane Foster é uma lufada de bons ventos em meio à tempestade da doença. É quando ela se sente útil. Forte. Determinada. Fazendo uma comparação “pobre”, é como aquela pessoa que está enfermo (seja lá com qual doença for) e recebe uma visita querida, ou então consegue dar um passeio para um lugar diferente de sua rotina no hospital ou que simplesmente recebe uma nova perspectiva de vida para o que enfrenta.

A Jane Foster que foi apresentada por Jason Aaron, nada mais é do que uma pessoa comum. Ela tinha o problema da doença, nas suas transformações era como levantar do leito e correr em verdes pastos, mas sabendo que voltaria a enfrentar o seu destino. Ela sabia da dádiva que tinha, e que não era para todas as pessoas que sofrem da mesma forma. Sabendo disso, ela procurava fazer o melhor para essas pessoas também. Existe uma passagem muito bonita na edição #8, quando ela narra a sua rotina e fala de uma amiga, que ela a leva para pescar, e no dia seguinte se assegura para que não chovesse no seu funeral.

Esses fatos é uma retomada na humanidade do mito Thor. Odinson, só veio se apegar aos humanos, após ser forçado a viver entre eles. Com Jane Foster foi diferente. Ela já tem esse lado humano mais aflorado. Por ser natural da Terra, ser médica, ela conhece as mazelas da vida. E muitas vezes se revoltam contra os Deuses que insistem em suas causas pequenas e muitas vezes mesquinhas, enquanto milhares de humanos simplesmente se ajoelham e depositam sua fé em orações que são ignoradas.

Exercendo o maior poder: implantar esperança.

Seria totalmente injusto colocar todos os créditos do sucesso de Poderosa Thor somente em Jason Aaron. O desenhista Russel Dauterman fez um belíssimo trabalho. Com seus traços, detalhes nas páginas e diagramações. Juntamente com Matthew Wilson, o colorista, com belas paletas deram outro astral e vida as publicações. Repare os quadros em que Jane está na Quimioterapia, as cores são quase opacas, sem vidas. E quando está como Thor, principalmente logo após da transformação, as cores ficam mais alegres, um tanto quanto que vivas.

Depois dos fatos de Mighty Thor #706, a Jane Foster vai ter uma nova jornada, não sabemos se um dia ela voltará a empunhar o Martelo. Apesar de Jason Aaron continuar escrevendo para a série, nada é certo.

Jane Foster sempre foi uma figura recorrente na Marvel Comics, apesar de muitas vezes, ficar no segundo escalão das personagens que compõe o relacionamento com o herói principal. Ela por exemplo, nunca teve (até então) um destaque ou a popularidade de uma Mary Jane. Os filmes do Thor, com Natalie Portman no papel, ajudaram a levantar uma popularidade e torná-la mais conhecida para o grande público.

A caminhada da Jane Foster como a Poderosa Thor, foi mais do que uma fase. Foi um alento ler e acompanhar todas as batalhas da personagem como heroína e como mulher. Fica a esperança de que as pessoas tenham absorvido tudo de bom e positivo dela. E em meio de tantos atos humanitários. Com a poesia da transição da humana para deusa. Com o sacrifício peculiar, o fardo pesado e a sua história sofrida e forte desde que foi criada. Não tem como não amar Jane Foster.

 

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Primeiras Impressões | 3D Kanojo: Real Girl

Se você arruma uma namorada, por aqui você não precisa deixar claro de quantas dimensões ela é. Já no Japão, essa diferenciação não só é necessária como é obrigatória. Se isso não for ser um povo estranho, eu não sei mais o que é. Veja a prova no próprio anime que vamos comentar sobre, hoje. Não basta dizer que a namorada é 3D, tem que dizer também que ela é real. Incrível.

Mas tiração de sarro de lado, e indo praquilo que vocês realmente vieram aqui para, vou direto ao ponto com vocês, pois não há forma melhor de descrever esse show do que assim: O que diabos está acontecendo aqui?

Baseado num mangá relativamente antigo (início em 2011, com término em seu décimo segundo volume no ano de 2016), 3D Kanojo: Real Girl é da autora Mao Nanami, uma mulher que, por trabalhar num meio dominado por homens, tenta se destacar ao fugir dos padrões e mostrar facetas que não estamos acostumados a lidar nesse tipo de mídia. Já vou falar disso.
Mas antes tenho que expressar minha frustração.

A premissa do anime não é difícil de se entender, na real. É o clássico onde um garoto otaku nerd gótico diferente e raro, feito pra ser o self-insert do maior número de japoneses possíveis, DO NADA, consegue uma vida maravilhosa e que ele não merece de jeito nenhum. Se você parar pra buscar outras séries com mote semelhante, vai achar aos montes. Sério, não é difícil de encontrar, escapismo faz sucesso.

O que veio para – tentar – diferenciar o dito cujo dos seus milhares de concorrentes, ao que parece, não foi o seu roteiro, sua trilha sonora, nem sua animação. Suas personagens (ou melhor, suas personalidades e atitudes) aparentam ser o divisor de águas. Ao menos foi o que os três primeiros episódios tentaram passar.

Senta que lá vem a história…

Normalmente temos um elenco ideal: personagens boas, talvez injustiçadas, beirando a perfeição. Problemas nunca são culpa do protagonista, mas sim desse mundo cruel onde uma boa alma não consegue perambular em paz, sem ser julgada e abusada.

Não aqui. Não nesse show. O garoto é recluso, pouco confiante, covarde, desdenhoso e suas ações são mais movidas a orgulho do que benevolência. A garota é rebelde, promíscua, impulsiva, mentirosa e não possui um só pingo de juízo.

As nossas personagens principais são pessoas repletas de problemas, com personalidades questionáveis e defeitos até faltar adjetivos (tive certa dificuldade pra completar o último parágrafo, inclusive). Falando em bom português, ambos garoto e garota são péssimas pessoas. Não é um nível de problemática onde você pode usar o discurso de que as personagens são “realistas por terem defeitos”. São defeitos demais, pontos negativos demais, pra poucos elogios.

O mais intrigante, porém, é que a velha regra da matemática se aplica também ao show business: menos com menos dá mais. Eu passei nervoso vendo os dois protagonistas sozinhos, mas quando estão juntos… Parece que funciona? A interação entre os dois é sensacional, e consegue usar os seus respectivos defeitos de uma forma que complementam as falhas do outro.
Mas quando eles estão separados, continuam detestáveis.

Só que as coisas entendíveis acabam por aí. O ritmo do anime é frenético, e as coisas acontecem uma atrás da outra, sem te dar tempo para respirar ou tentar entender o que diabos rolou. Não é que o show seja rushado, é mais que as próprias personagens são frenéticas, e tomam decisões além da compreensão de um humano normal. Você vê mil coisas sendo ditas e acontecendo dentro e fora da tela, e nenhuma delas é explicada em momento nenhum.

Tanto os fatos quanto os “defeitos” das personagens mencionados anteriormente não são explicados e ficam no ar para entender como ou o motivo deles existirem. Claro que com apenas três episódios, não dá pra ter certeza de nada mesmo que a autora tentasse explicar, mas ficar no escuro assim não é muito legal.

Quando você finalmente você tem uma namoradinha e seu tio chega no churrasco.

Apesar de ser chamado de “comédia-romântica”, o show tem seus momentos divertidos, mas nada de extraordinário até então. Coisa no nível Os Trapalhões, no máximo (não que Os Trapalhões seja ruim, é claro). E eu não pude deixar de reparar no enorme CLIMÃO que a atmosfera do anime passa com sua abertura (“Daiji na Koto” por Quruli) e suas músicas de fundo. Parece que algo vai dar errado, lágrimas vão ser derramadas e pessoas vão ser atropeladas por caminhões a qualquer momento. Não sei se estou preparado para isso.

Só para não perder o costume, podemos falar da parte técnica: o estúdio responsável é a Hoods Entertainment; e quem dirige é Takashi Naoya, que tem em seu currículo a direção de um terço de um de meus animes prediletos, que por acaso também é uma comédia-românica: Sakurasou no Pet na Kanojo. Lá, o trabalho foi bem feito. Podemos esperar algo no mesmo nível para cá.

No final das contas, 3D Kanojo: Real Girl consegue ser divertido, apesar de você não entender o que está acontecendo por 90% do episódio. Tenho como esperança de que no futuro, todas as decisões tomadas e todos os defeitos dos personagens sejam devidamente explicados. Por enquanto, um 6/10 parece ser razoável, e ainda aguardamos por fatos (ou pela falta deles) para saber se essa nota desce ou sobe ou empina ou rebola.

O show pode ser assistido legalmente no sistema de streaming da Hidive, com legendas em português.

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Vingadores: Guerra Infinita é uma obra prima feita em homenagem aos 10 anos do MCU

Gritos, euforia, risadas e choros são as quatro principais características que irão resumir as salas de cinema durante as seções de Vingadores: Guerra Infinita ao redor do mundo.Tudo na vida é feito com um propósito, seja ele bom ou ruim, portanto a Marvel Studios,em parceria com a Disney, acertaram em cheio ao construir um universo cinematográfico durante dez anos para que, no final, sua conclusão fosse feita de maneira explêndida e animadora.

Momentos que os fãs nunca esperavam ver nos cinemas, aconteceram em Guerra Infinita, seja de maneira inevitável ou não. Abreviando o filme em poucas palavras ele é, literalmente, uma história em quadrinhos cheio de clichês cósmicos característicos que ganhou vida e finalmente chegou nas telonas para entreter até aqueles que nunca foram de gostar de HQs.

Após perceberem que não podem lutar contra Thanos sozinhos, os maiores heróis da Terra se unem com os paladinos do universo para acabar com o Titã Louco de uma vez por todas, mesmo que várias feridas sem cura sejam abertas pelo tirano e a sua Ordem Negra.

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Thanos pode ser caracterizado como o Hitler do espaço, que busca reinventar todo o cosmo a partir de apenas um ideal, mesmo que isso custe, pelo menos, metade da vida existente em toda a galáxia. Com jogadas e planos extremamente inteligentes, Josh Brolin impressiona com a sua atuação feita a partir de um molde artificial, levando quem está assistindo a acreditar que o tirano é real e que a qualquer momento ele pode vir para a Terra com sede de sangue e destruição.

É praticamente iminente dizer que o Titã Louco é o melhor vilão já feito em toda a história do Universo Cinematográfico da Marvel. Além do fato estar estampado em seus olhares e atitudes, o rude personagem deixa a única gota de amor que existia em seu coração se transformar em cinzas, provando para o telespectador que a bondade não existe ali, somente a sede por poder.

Além de certas ações lembrarem a do Führer, fica explicito que os diretores Anthony e Joe Russo, trouxeram um pouco da Arca de Noé para a película. Uma sacada genial da casa das ideias, afinal de contas, o rústico protagonista quer ser um Deus com a finalidade de ”rebootar” a metagaláxia a partir de ações mais violentas e menos pacificadoras.

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Uma das maiores preocupações dos nerds era como os heróis iriam interagir entre si. Tudo é construído com o início de uma interação natural e corrida, mesmo que, em algumas cenas, a comunicação dos heróis seja feita a datar de um contraponto mais lento e detalhado. Caso dos Guardiões da Galáxia com o Thor e dos personagens de Wakanda com os Vingadores Secretos, onde a lentidão é necessária para uma melhor interação em equipe.

Infelizmente, o mesmo não pode-se dizer sobre Os Guardiões da Galáxia (novamente), Homem-Aranha, Homem de Ferro, Doutor Estranho e Wong, já que tem-se a impressão de que a relação deles foi feita com mais pressa por causa do tempo da película. Mas é claro que o fator não acaba prejudicando o longa, tendo em vista que o ”defeito” logo é consertado com alguns dizeres e atitudes dos mesmos.

Mesmo com ideais diferentes, todos estão ali para combater apenas uma ameaça em comum e, sinceramente, chega a ser lindo ver o sofrimento e agonia na cara dos vigilantes ao se deparar com algo que não conseguirão derrotar tão facilmente, levando um pouco de drama e melancolia para a sua composição cinematográfica.

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Quem está esperando por muitas surpresas, pode se decepcionar um pouco. Tudo é deixado para o quarto filme da franquia que, até então, será o encerramento dessa era de super heróis que passou, dando portas para uma nova jornada cinematográfica.

Mas é claro, existem sim algumas ações inesperadas que são de encher os olhos de qualquer um. Sem muitos detalhes, os abalos são causados sem um nível de precisão, tirando aplausos do público enquanto as cenas repentinas são exibidas. 

Tirando a ausência de sobressaltos em telas (mesmo tendo poucos, mas emocionantes), como todo problema que a maioria dos filmes da Marvel sofrem, as piadas sem graça e fora de timing são o que mais chega a incomodar. O longa-metragem é um dos mais sérios e sombrios já produzidos pela casa das ideias, mas se não fossem pelas chacotas emocionais e não emocionais, tudo seria um pouco mais lindo e menos colorido, mesmo com a sua maestria natural.

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Vingadores: Guerra Infinita tem como objetivo emocionar e divertir, o que tem início desde os seus primeiros minutos de filme até os seus últimos minutos, se encerrando com uma das melhores cenas pós-créditos do MCU até agora (se não a melhor).

Que mais dez anos magníficos da Marvel seja construído nos cinemas e, quem sabe, daqui a vinte anos uma próxima mega saga vem ao mundo para deixar os novos e velhos nerds de boca aberta. Espero que tenham gostado, até a próxima e nunca esconda um mapa com uma joia do infinito, pois ele irá te achar! 


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Universo Cinematográfico Marvel | O fim de uma era com a Fase III

E aqui estamos nós diante do desfecho de tudo que foi planejado há 10 anos, mas antes desse esperado confronto com o Titã Louco, tivemos a cisão dos Vingadores e novos personagens que sustentarão este universo pós-Fase III. Também fica fácil observar que a quantidade de filmes aumentou consideravelmente (total de 10) e a novidade de ter Vingadores em dobro nesta terceira fase. Apertem o cinto para me acompanharem nesta última parte de retrospectiva, porque Thanos está vindo.

Capitão América: Guerra Civil 

Para toda ação existe uma reação e esta frase se aplicou muito bem para o desfecho da trilogia do Sentinela da Liberdade. Com o retorno dos Russo, Guerra Civil serviu para dois propósitos: Preparar esses diretores para Guerra Infinita e encerrar o arco de Bucky, que teve início lá em Primeiro Vingador. Por isso que considero Steve Rogers como o personagem mais bem cuidado desse MCU e será uma pena se despedir dele, seja morrendo ou entregando o manto.

Como o governo não consegue ficar muito tempo sem fazer merda, aqui acabaram criando o Acordo de Sokovia para os membros da equipe assinarem com o objetivo de ficarem sob supervisão como consequência da destruição da cidade de mesmo nome em Vingadores: Era de Ultron. Por conta disso, tivemos um dos momentos mais emblemáticos, que ainda precisará ser resolvido em Vingadores: Guerra Infinita. Como os Russo cuidaram deste plot entre Rogers e Stark? Saberemos em breve.

 P.S. Aracnídeo: Já agradeceram hoje pela introdução do Amigão da Vizinhança?

Doutor Estranho 

Já tínhamos o universo terráqueo, mitológico, cósmico e microscópico, só que ainda estava faltando um bastante essencial: o místico. A resposta veio com Doutor Estranho. Seu primeiro filme-solo tratou de mostrar sua origem bem apoiada nos gibis e construir sua personalidade de um médico arrogante a um Mago Supremo como protetor do Sanctum Sanctorum de Nova York. A introdução do mundo mágico abre uma gama de possibilidades para a Fase IV em diante.

Além disso, tivemos a óbvia confirmação de que o Olho de Agamotto era a Joia do Tempo e que teremos Barão Mordo junto com Pesadelo para serem os vilões da sequência.

Guardiões da Galáxia Vol. 2

A sequência de Guardiões da Galáxia se baseou em paternidade ao colocar o verdadeiro pai de Peter Quill na trama e mostrar a redenção de Yondu de uma forma tão bonita que merece ser lembrada por um bom tempo (Father and Son de Cat Stevens tocando no funeral foi muito golpe baixo). Ainda mantendo-se fora dos eventos na Terra (por enquanto), o filme continua com o tom pastelão e divertido. E foi aqui que a Mantis ganhou o seu debut na história e a veremos em Guerra Infinita. Sem lembrar que nos enfiaram CINCO cenas pós-créditos úteis e irrelevantes.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

O bom filho a casa retorna! Melhor ditado popular para expressar o retorno do nosso querido Homem-Aranha para a Marvel Studios depois de negociações com a Sony. O resultado disso veio na forma deste longa que captou a essência do nosso personagem na época do colegial na pele de Tom Holland, que o interpretou com maestria, amor e empolgação. Ponto positivo por não mostrarem pela terceira vez a origem dele e para a excelente interpretação de Michael Keaton como Abutre. Como de praxe, a primeira cena pós-créditos deixa um belo gancho para essa franquia que estão construindo no Aranhaverso e a segunda traz a bela moral sobre a paciência.

Thor: Ragnarok

E não é que em sua última tentativa, a Marvel Studios não acertou a mão no Deus do Trovão com a direção de Taika Waititi? Thor: Ragnarok teve um aproveitamento que os filmes anteriores não tiveram e o saldo foi muito bom (minha opinião, é claro). Chris Hemsworth teve a oportunidade de atuar fora de sua zona de conforto, o que também rendeu bons momentos na trama. Assim como a interação com os personagens secundários. Vale lembrar que foi o último longa a fazer ligação com Guerra Infinita em sua cena pós-créditos.

Wakanda Forever!

Com uma bilheteria acima do esperado, Pantera Negra veio no momento em que este universo estava precisando de algo representativo. No que se refere a Wakanda, só tenho elogios. A ambientação e retratação da cultura de cada tribo ficaram de encher os olhosChadwick Boseman já carimbou como o T’Challa definitivo e  os coadjuvantes junto com o vilão tornaram essa experiência ainda melhor.

A cena entre os créditos é bem importante, pois o mundo fica sabendo pela primeira vez sobre a existência de Wakanda e veremos o reflexo disso apenas na sequência. Mal posso esperar por isso.

Vingadores: Guerra Infinita

Espaço, Mente, Realidade, Poder, Alma e Tempo. Seis singularidades que reunidas na Manopla do Infinito tornam o seu portador um Deus. É esse o objetivo de Thanos ao juntá-las para poder destruir metade do universo. Ele é capaz de dizimar tudo que conhecemos num breve estalar de dedos. Esse é o Titã Louco.

3 fases. 17 filmes. 10 anos. Toda essa trajetória para culminar na reunião destes grandes personagens que conhecemos e simpatizamos desde 2008 para deter o fim de tudo. O terreno começou a ser preparado no final dos Vingadores com a primeira versão do vilão, que logo retornou em Guardiões da Galáxia e depois ficou nas sombras enquanto as Joias do Infinito apareciam no decorrer dos filmes (começando lá em Capitão América: O Primeiro Vingador com o Tesseract e finalizando em Doutor Estranho com o Olho de Agamotto). E foi só em Era de Ultron que resolveu fazer as coisas do seu próprio jeito.

Guerra Infinita possui a missão de mostrar a sua Busca Pelo Poder e se revelarão o destino da Joia da Alma ou deixarão para o plot em Vingadores 4. Se estão fazendo tanto mistério, é porque a parada é muito séria. Teremos também a primeira interação entre tantos personagens reunidos de uma vez só e isso promete render excelentes cenas.

Enquanto você está lendo, muitas pessoas estão nas sessões de pré-estreia apreciando os primeiros minutos. Então, fica o recado para quem já viu: No Spoilers!! Todos sairão felizes com essa ideia.

Homem-Formiga e Vespa, Capitã Marvel e Vingadores 4 farão parte da reta final desta fase. Com dois em pós-produção e outro em processo de filmagens, podemos esperar muitas surpresas e importantes ganchos que servirão de legado para os próximos 10 anos. A Fase III é de fato a conclusão dessa construção e tudo indica que o futuro será maravilhoso.

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A Morte do Superman | Clássico ou a maior ação de marketing dos quadrinhos?

O ano era 1992. E o Superman ia mal, e não foi por causa de nenhuma Kryptonita ou algum ardiloso plano do Lex Luthor. O maior ícone da DC Comics e dos quadrinhos em geral já não tinha mais a força editorial e perdia a popularidade cada vez mais. Os filmes de sucesso já estavam no passado. O Batman tinha recebido uma injeção de ânimo graças aos filmes Batman (1989) e Batman: O Retorno (1992), e ainda bebia muito da água de O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller que tinha instalado uma forma mais “pesada” para as histórias do Homem-Morcego, como por exemplo, o arco Morte em Família. Nesse meio todo, ainda surgiam personagens com atitudes agressivas e o Homem de Aço estava taxado como ultrapassado.

A DC Comics fazia de tudo para tentar levantar o seu maior símbolo. E tentar coloca-lo no auge novamente como tinha atingido nos meados dos anos 80 (você gostando ou não) na fase de John Byrne. Medidas foram tomadas como: Lois Lane descobriu a identidade secreta, o casal começou a namorar pra valer, noivaram, Luthor morreu, o seu “filho”, conhecido como Lex Luthor II ficou no seu lugar e a Supermoça, que tinha sido introduzida por Byrne, começou a ser mais participativa. Mas mesmo assim as vendas ainda iam mal. As histórias não funcionavam e não eram da altura do personagem. Enquanto isso, os Mutantes da Marvel Comics e a Image Comics ganhavam cada vez mais força no mercado de quadrinhos.

Hoje em dia esse anúncio é considerado item raro.

E qual foi a solução que a Casa das Lendas teve para levantar o seu maior personagem? Vamos matar o Superman! E foi realmente uma jogada de mestre. A DC Comics soube mexer com a mídia e com os leitores na época. As HQs da editora viam com um anúncio Doomsday is coming for Superman!, em tradução literal, O Apocalypse está vindo para o Superman!. A edição escolhida para o terrível ato foi Superman #75. Que antes estava programada para ser o casamento de Clark e Lois.

Man of Steel #18

Na verdade, nessa edição, é apresentado um pequeno prelúdio de sete páginas, onde uma misteriosa e poderosa criatura foge de uma prisão e começa e destruir tudo em seu caminho.


 

Justice League of America #69 “Saldos da Derrota”

Com uma equipe formada (não riam) por Besouro Azul, Gladiador Dourado, Guy Gardner (com o Anel Amarelo), Fogo, Gelo, Máxima e Bloodwynd. Eles tomam uma surra tremenda do monstro.


Superman #74“Contagem regressiva para o Apocalypse”

O Azulão se une à derrotada Liga da Justiça para tentar deter o avanço do monstro, que nesse momento já era chamado de Apocalypse pela imprensa.


Adventures of Superman #497 “Sob Fogo Cerrado”

O Superman deixa de perseguir o monstro por um tempo para ajudar seus amigos feridos, e logo depois, volta a pancadaria.


Action Comics #684“…Apocalypse está Chegando”

 

A batalha chega aos laboratórios Cadmus, onde Apocalypse enfrenta o Guardião. E decide seguir para Metrópolis. Por quê? Porque no capitulo anterior ele viu um comercial de TV sobre a maior luta do século que aconteceria na cidade.


Man of Steel #19“O Dia do Apocalypse”.

A fera chega em Metrópolis. Supermoça, a Unidade de Crimes Especiais e o Professor Hamilton, tentam em vão, derrotar o Apocalypse.


Superman#75“Apocalypse”.

O ato final. A edição que mostrava a ultima batalha do Superman, é o melhor capitulo de toda a saga. Dan Jurgens fez a história toda com páginas de splash. Com quadros de páginas inteiras. A revista é repleta de tensão, urgência e belas artes. Mostrando o desespero do Superman em deter a fera. A grande sacada é focar no herói, Lois e Jimmy Olsen. Três personagens que sempre foram bases em diversas histórias aos longos dos anos.

A trama no geral é bem simples, como diz o título. Depois de uma perseguição onde o Superman apanha, bate um pouco, cai e levanta de novo, o monstro Apocalypse surra os heróis com uma das mãos amarradas nas costas! Depois de diversas edições, quando chega no clímax final e nas últimas quatro páginas, somente então, o herói descobriu uma forma de ferir a fera.

O roteiro tem umas escorregadas, mas existem pontos interessantes que merecem menções: a década de 90 estava começando e alguns órgãos criticavam o excesso de violência que as historias em quadrinhos estavam trazendo. Era uma época em que Wolverine, por exemplo, decapitava em suas histórias, o Spawn trucidava os inimigos. O selo Vertigo começava a dar os primeiros passos, e seu conteúdo era algo mais adulto. Na sua primeira participação na trama, o Superman, participa de um programa de TV de Cat Grant. A atração é transmitida direto de uma escola e os alunos fazem perguntas ao herói. E uma aluna faz sobre o excesso de violência usado por alguns heróis.

Em outro momento, refletia o que os jovens pensavam sobre o Superman. Um garoto reclamando que ele é ultrapassado. Que se a entrevista fosse com o Guy Gardner, seria melhor. Outra boa sacada da trama é o que a impressa pode fazer para conseguir audiência, como se arriscam por uma matéria. No caso, para cobrir a luta final.

Uma coisa bacana no arco é as participações de personagens secundários na mitologia do Superman, mas que são figuras participativas nas histórias do herói. Alem dos já citados Lois e Jimmy, vemos boas adições nas histórias de Bibbo, Professor Hamilton, Cat Grant, a UCE e o Projeto Cadmus. Os personagens são bem explorados a sua maneira, mas ao mesmo tempo, favorecem no excesso desnecessário de páginas.

O visual assustador e a fúria incontrolável se tornaram características do Apocalypse. Mas, no mais, o mostro só anda e bate. Será que somente uma selvageria imparável seria capaz de matar o Superman? Apesar de ser nobre o fato dele dar tudo de si no final, vamos fazer um exercício de imaginação? Não seria mais legal e interessante se a morte fosse pelas mãos de algum de seus grandes inimigos como Luthor e Brainiac?

Hoje em dia, infelizmente, o Apocalypse, se tornou um personagem que é usado em aparições com intuito de levantar alguma grana a mais na venda da luta contra o seu maior algoz. Como sua primeira aparição na clássica história, ele se tornou um caça-níquel da editora. Ele já voltou várias vezes, já teve a origem aprofundada, mas nada  mais publicado dando a devida importância do vilão. Apesar de ter uma personalidade de uma porta, ele é o único ser, que até então, matou o Superman.

Monstro influenciado pela mídia.

Mike Carlin, era o capitão dos títulos do Homem de Aço na época. Ele foi um dos responsáveis por transformar e coordenar os eventos e arcos que envolvem a Morte e o Retorno. Obviamente, que alguns deles foram extensos sem muita necessidade, mas o objetivo era vender.

 

A Morte do Superman se tornou um clássico da DC Comics. E por mais que soubéssemos que o personagem não continuaria morto, não imaginávamos que ele voltaria tão cedo. A saga original foi apenas a ponta do iceberg. Em menos de um ano veio Funeral para um Amigo e O Retorno do Superman. Apesar da saga como um todo ter sido bem dividida, dando um espaçamento entre uma e outra, ainda ficava o sentimento de algumas coisas foram “para encher linguiça”. Alguns fãs se sentiram desapontados e se viram dentro de um mero golpe publicitário. As edições do Retorno já não mantiveram o mesmo pique de vendas da abertura da saga. O que é até normal, dado a importância da publicação. Um exemplo foi o estudo da organização varejista das Comics Stores americanas, revelou que muitas das vendas de Superman #75, por exemplo, foram feitas por pessoas que não acompanhavam os quadrinhos. Mas queriam ter a edição histórica à titulo de coleção ou de valorização financeira para o futuro.

Mas o objetivo da DC Comics tinha sido atingido. As publicações do personagem venderam horrores. O Superman, e toda a indústria dos quadrinhos, voltaram às grandes mídias. A notícia correu o mundo em uma velocidade incrível para uma época em que a internet era apenas um planejamento distante. Lembro de estar assistindo o Fantástico na Rede Globo, e uma matéria sobre a Morte do Superman (ainda sendo chamado no Brasil de Super-Homem) surgiu. Nela, era falado sobre os novos caminhos dos quadrinhos americanos. Como a força que os X-Men se transformaram falando de preconceitos, os heróis e anti-heróis da Image Comics, o futuro Batman aleijado e a morte do Superman.

Em todo o mundo, a jogada da editora americana deu certo comercialmente. Inclusive aqui no Brasil ela funcionou e muito bem. A Editora Abril, publicou, praticamente simultaneamente com os Estados Unidos, uma edição especial que compilava todo o arco. Assim como tinha acontecido com Guerras Secretas da Marvel Comics. Pode não parecer, mas uma estratégia dessa naquela época era ousada e requeria um planejamento diferente. Como acabou adiantando alguns fatos que ainda não tinham sidos publicados por aqui, por exemplo, o Guy Gardner como Lanterna Amarelo, a editora tupiniquim providenciou uma nota explicativa no começo da revista que fala sobre fatos e personagens ainda inéditos no nosso país).

 

A Clássica edição de A Morte do Super-Homem publicada pela Editora Abril aqui no Brasil.

A (linda) edição especial, era uma capa toda preta que mostrava o icônico S sangrando em alto relevo e com efeitos metalizados. O miolo era em papel LWC e repleto de brindes. Um fac-símile de Superman #75 em formato americano com os momentos finais da luta. Uma revista Newstime sobre a morte do herói, com depoimentos de celebridades e matérias e um histórico pôster de Dan Jurgens que mostra o cortejo fúnebre com diversos personagens da DC Comics. Eu tive essa edição!

Até hoje uma das maiores discussões é se foi golpe publicitário ou não da DC Comics. Eu tenho certeza que foi. Mas também é muita ingenuidade pensar que não haveria a ressurreição do personagem. Algo tão normal EM TODAS AS EDITORAS é matar um personagem e voltar com ele depois. E com um dos maiores ícones dos quadrinhos não seria diferente.  A Morte do Superman, assim como tudo que vem depois, é uma leitura necessária que todo fã e leitor do Homem de Aço deve fazer. Pode ser uma trama simples. Foi algo para alavancar as vendas e recuperar um prestigio do personagem. E alcançou os dois objetivos. E se tornou um fato histórico não só na história da DC Comics. E em toda indústria dos quadrinhos.

O Superman já morreu e voltou diversas vezes nos quadrinhos. Mas, com certeza, a mais impactante foi a de 1992. Era um período difícil para o personagem e a ação publicitária que envolveu a publicação rendeu bons frutos para a DC Comics. Esse ano ela completa 25 anos. Muitos podem falar que ela envelheceu mal. Outros podem falar que se tornou essencial para o personagem. Eu, particularmente, acho um pouco de ambos. Acredito que se fossem produzir algo mais recentemente (para valer mesmo, na mesma situação em que se encontrava comercialmente o personagem, e não na transição igual dos Novos 52) seria menos o sistema correria e pancadaria, como foi em 1992. Acho que seria algo mais poético até.

 

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Universo Cinematográfico Marvel | Conhecendo novos mundos com a Fase II

Se a Fase I pode ser considerada como a introdução deste universo, como podemos definir o que veio a seguir? A partir do momento que saiu da fase de testes e até ficar aliviado em concluir que a ideia deu certo, o manda-chuva da Marvel Studios sentiu-se na necessidade de expandir. Só que como? 

Manter a próxima leva de longas com continuações dos filmes-solos não eram mais o suficiente, então era preciso adicionar novos membros para o Universo Cinematográfico Marvel. E que membros, não é mesmo? De formigas super-fofas a uma equipe desajustada, fomos apresentados a esta importante fase que trouxe consequências não só para os eventos cinematográficos, mas também para as telinhas (e não é que está tudo conectado?).

Homem de Ferro 3

Aposto que muitos já deram aquela reviradinha nos olhos só de ler o nome deste filme, certo? Entendo bastante da frustração de todos com a trama que encerrou as aventuras-solo do nosso playboy milionário favorito. Sem entrar em mais detalhes para não virar um poço de lamentações, gosto apenas de ressaltar um acerto legal nele. Sendo o primeiro longa pós-Vingadores, fomos apresentados ao psicológico de Tony Stark que ficou claramente afetado após ter lidado com o exército de Chitauri. Foi muito interessante conhecer esse lado vulnerável e temeroso com uma nova invasão. Confesso que até hoje me sinto mal pelas armaduras sendo destruídas no final, mas para Stark não foi problema. Ele é phyno e rykissimo!

Thor: O Mundo Sombrio

Com a confirmação da sequência de Thor, imaginaram que aprenderiam com os erros daquele?. Acharam errado, otários! Thor: O Mundo Sombrio mantém o desinteresse do público para com o seu personagem principal e mais uma vez, deixam o excelente Loki de Tom Hiddleston se destacar do elenco. O funeral de Frigga foi o momento mais bonito aqui.

Além disso, foi na cena pós-crédito que confirmaram o Éter e o Cubo Cósmico como Joias do Infinito juntamente com a introdução do Lulu Santos Colecionador. Dando assim, o início do hype para uma nova aparição de Thanos e a chegada da trupe de malucos comandada por James Gunn.

Capitão América: O Soldado Invernal

Foi com a chegada dos Irmãos Russo que esta fase mostrou para o que veio. A sequência elevou a um nível excelente de qualidade já estabelecido em Primeiro Vingador e ainda adotou um tom bem sério inserido num clima perfeito de espionagem com boas reviravoltas junto com sequências de lutas de tirar o fôlego.

Considerado como um dos longas mais importantes do MCU, uma vez que mostrou a queda da S.H.I.E.L.D. e expôs que os tentáculos da HYDRA estava bem enraizada há anos dentro da organização. Só que esta consequência também atingiu em cheio Agents of S.H.I.E.L.D. no melhor crossover que a série realizou em seu ano de estreia. O que antes era público até certo ponto, agora os agentes teriam que agir completamente nas sombras.

Outro fato importante foi o desenvolvimento maravilhoso de Steve Rogers e Bucky Barnes, que foram de amigos a inimigos em dois filmes. O desfecho disso veríamos mais pela frente, mas isso ficará para outra análise.

Ooga-Chaka-Ooga-Ooga ♪

Como tornar uma equipe B dos gibis numa equipe tão amada e querida nos cinemas? Somente Gunn será capaz de responder a isso. Guardiões da Galáxia foi a primeira aventura cósmica que trouxe a nova aparição de Thanos, introdução dos Kree (que viriam a aparecer em Agents of S.H.I.E.L.D. também) e mais das Joias do Infinito numa história bem divertida e emocionante. Parte da expansão que mencionei no início do texto foi realizada aqui, onde fomos apresentados a um mundo 100% fora dos acontecimentos na Terra (desconsiderando é claro a cena inicial com a maravilhosa I’m Not in Love de 10cc tocando no walkman de Peter Quill). Foi um filme gostoso de assistir, até porque we are Groot!

Não há cordas em mim!

Vingadores: Era de Ultron não trouxe uma nova invasão alien, mas brincou com o conceito da inteligência artificial se desfazendo do controle de seu mestre e criando sua própria concepção sobre a vida. A introdução de seres aprimorados foi a bela desculpa de não usar o termo mutantes devido aos direitos de personagens que naquela época ainda era emblemática e com a aparição de Wanda aliada ao Ultron, pudemos ver os Vingadores sendo destruídos pelos seus maiores medos.

Seguindo o exemplo de Soldado Invernal, a continuação de Vingadores foi essencial para determinar a tolerância do governo referente aos desastres ocorridos desde que a equipe foi criada e trazendo também uma gama de vilões. Além disso, a trama deste foi bem urgente em mostrar as ameaças da Fase III, seja com o Ragnarok chegando em Asgard, Thanos com a Manopla do Infinito ou com a cisão da equipe prestes a acontecer.

Homem-Formiga

Para a surpresa de muitos, a segunda fase não acabou com Era de Ultron e sim com Homem-Formiga com a missão de explorar o conceito do microverso (universo que será bastante importante para a trama da sequência).  O primeiro filme-solo além de bastante divertido, permitiu abraçar a ideia de vermos um Hank Pym aposentado e passando seu manto para Scott Lang. Com a sequência planejada para sair no meio deste ano, quem sabe a Marvel Studios nos mostre um pouco mais da rotina de Pym como herói e seu lado instável por causa da fórmula. Outro destaque será ver Hope como a Vespa.

Como uma redação, a Fase I foi uma introdução. Então, a Fase II é o desenvolvimento do tema proposto. É quando começa a expor os argumentos para concordar com o início do texto. É o jeito de seguir a ideia que deu certo, porém sair ligeiramente do foco e criar algo novo para o seu universo (Hail, Hydra!). Com a Fase III em curso, Kevin Feige precisa entregar a conclusão desta história. Será que Thanos: Em Busca do Poder (título dessa redação) terá um bom desfecho?

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Action Comics #1000 | As histórias da antologia do Superman ranqueadas

História foi feita essa semana, Superman completou 80 anos desde sua primeira aparição. Action Comics #1000 foi lançada essa semana para celebrar o Homem de Aço. É um momento histórico para a indústria de quadrinhos. Por isso, a Torre de Vigilância listou todas as histórias da antologia. Da pior até a melhor. Para o alto e avante!

11 – “The Truth” por Brian Michael Bendis e Jim Lee

Action Comics #1000

A estreia de Bendis na DC Comics não poderia ter sido pior. The Truth serve apenas como ponte para a minissérie Man of Steel, a qual será publicada em junho. Mas o grande problema não está em servir como prólogo. Os diálogos são ridículos e a maioria deles envolvem discussões sobre o retorno da cueca vermelha. O grande vilão não parece tão grande, assim como a arte de Jim Lee. O desenhista não entrega um bom trabalho aqui. E a revelação no final, é algo tão batido na história do personagem. Infelizmente, não consegue celebrar o herói, muito menos, construir um prólogo para empolgar os leitores.

10 – “The Game” por Paul Levitz e Neal Adams

A história traz Superman jogando uma partida de xadrez com Lex Luthor. É interessante e cômico como Levitz expõe o ego frágil de Lex Luthor quando ele perde a partida. Soa um pouco infantil e datado, porém divertido. A arte de Adams entretanto, não se destaca de forma alguma, apesar de fazer uma referência muito bacana a uma capa famosa ilustrada pelo artista.

9 – “Five Minutes” por Louise Simonson e Jerry Ordway

Dois clássicos quadrinistas trabalham nessa história. Infelizmente, o problema não é a narrativa, muito menos a arte. Five Minutes é uma história curta e simples a qual mostra como Superman pode resolver problemas rapidamente. O grande problema aqui é como ela soa datada perto das outras histórias, mas está bem longe de ser ruim.

8 – “Action Land” por Paul Dini e José Luis Gárcia-López

Essa provavelmente tem um dos melhores plots da edição. A história se trata sobre um parque de diversões sobre o Superman. As atrações são bem criativas, a arte de Gárcia-López (Excelente como sempre), dá o tom de nostalgia necessário e bem-vindo. O roteiro de Dini conta com uma boa reviravolta e valoriza a importância dos vilões para o Homem de Aço.

7 – “An Enemy Within” por Marv Wolfman e Curt Swan 

A mais aguardada depois da estreia de Bendis. Desenhada pelo lendário Curt Swan (Que Rao o ilumine), essa é uma história nunca publicada em sua época como desenhista da revista. Escrita por Marv Wolfman, a trama aborda a crença do Superman na humanidade, não os ajudando, mas deixando-os resolver seus próprios problemas. É uma das mais interessantes da coletânea.

6 – “The Car” por Geoff Johns, Richard Donner e Olivier Coipel

Lembram do carro arremessado pelo Superman na capa de Action Comics #1? Claro que lembram. Johns e Donner nos apresentam ao motorista do automóvel destruído. Uma história brilhantemente narrada pela arte de Olivier Coipel, que emula com maestria, o Homem de Aço da Era de Ouro e arrebenta na distribuição de quadros. A mais criativa (e inesperada), mas não a melhor.

5 – “The Fifth Season” por Scott Snyder e Rafael Albuquerque 

Essa história se trata sobre a rivalidade Superman/Luthor. Snyder constrói a trama a partir de uma ida ao planetário, durante a infância e a vida adulta dos personagens. Mais uma vez, o roteirista mostra eficiência escrevendo Luthor, como já havia feito na minissérie Superman: Sem Limites. A arte de Albuquerque e o jogo de luz e sombras torna o conjunto da obra ainda mais poético. Com certeza merece um lugar entre as 5 melhores.

4 – “From The City that has Everything” por Dan Jurgens

Essa história leva o conceito de celebração ao pé da letra. O roteiro de Jurgens traz Superman preocupado com uma invasão alienígena enquanto a população de Metropolis faz uma homenagem para ele. O que há de mais bonito aqui, são os inúmeros pontos de vistas sobre ele apontados por pessoas as quais ele salvou. Também temos uma cena a qual já nasce icônica: Os heróis e vilões da DC agradecendo ao personagem por ele existir. Pois caso contrário, nenhum deles estaria aqui. Uma metalinguagem simples e funcional.

3 – “Faster than a Speeding Bullet” por Brad Meltzer e John Cassaday 

Uma trama simples executada de forma perfeita. Superman tenta impedir um assassinato em uma estação de metrô. Todos sabemos que ele conseguirá, mas mesmo assim, o roteiro de Brad Meltzer causa extrema tensão. A forma como ele descreve as sensações do herói é simplesmente impecável. Ele distribui os quadros extremamente bem. Isso tudo somado à arte de John Cassaday e seu perfeito equilíbrio entre traços realistas e cartunescos. Além disso, a história foi feita em homenagem a Christopher Reeve. Uma das 3 melhores facilmente.

2 – “Of Tomorrow” por  Tom King, Clay Mann e Jordie Bellaire

Superman, Sol e o fim da sua própria existência, sempre é uma boa ideia para uma história. Aqui, King escreve o seu próprio Grandes Astros Superman em cinco lindas páginas ilustradas por Mann e Bellaire. King já se provou em trabalhar muito bem a tragédia em suas histórias. Entretanto, mesmo com os diálogos trágicos, há uma grande veia positivista em torno da narrativa e uma lição extremamente valiosa sobre valorizarmos aquilo que um dia acaba. Uma das melhores histórias da antologia e o segundo melhor final para o Superman.

1 – “Never-Ending Battle” por Peter Tomasi e Patrick Gleason

Não basta a dupla ter encerrado perfeitamente sua ótima passagem pela revista do herói. Eles também trouxeram, no mesmo dia, a melhor história da edição comemorativa. Composta apenas por páginas sem quadros, a edição escrita por Tomasi e ilustrada por Gleason é narrada de maneira perfeita. O roteirista dá a desculpa perfeita para revisitar todas as eras do herói: Uma luta contra Vandal Savage. Enquanto Gleason retrata com perfeição, inúmeros acontecimentos da mitologia do personagens. Páginas as quais dão vontade de emoldurar. Valoriza o passado e o presente de forma única encerrando de vez a passagem dessa marcante dupla sobre o herói. Sem dúvidas, a melhor das 11 histórias.