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Velvet Buzzsaw | Um filme limitado e emocionalmente desgastante

De 2017 à 2019, a Netflix vem produzindo cada vez mais obras originais que se expandem para todos os lados; transitando em inúmeros gêneros distintos e criando diversas narrativas emocionalmente fracas, medianas e algumas excelentes. Dessa vez, a produtora apostou em algo  mais conceitual, feito com o intuito de  levar os telespectadores para uma galeria de arte moderna sem ao menos saírem de suas casas.

Quando o primeiro trailer de Velvet Buzzsaw foi liberado, o serviço de streaming nos vendeu um terror dramaticamente eletrizante inspirando em conceitos artísticos vindo do renascimento, modernismo, pós-modernismo e entre outros. Mas, ao invés de optar em trabalhar cada gênero artístico de uma vez, o cineasta Dan Gilroy (a mente por trás de O Abutre), determina que fará uma pequena salada de frutas não muito saborosa com os estilos.

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Quando o mercado da arte colide diretamente com o mercado do comércio, artistas e investidores milionários encontram-se em um duro embate financeiro que pode sacrificar muito mais do que suas carreiras.

Contendo mais defeitos do que acertos, o filme insere o sobrenatural de maneira sutil e inteligente em sua trama medíocre, mesmo que o fator fique um pouco desgastado e de lado, ao decorrer que a produção avança. Sim, o ”extraordinário” do longa-metragem é deveras inovador, uma ideia originária das galerias de artes modernas misturada com a loucura de uma determinada maldição.

Infelizmente, a abstração genuína é trabalhada de maneira relaxada, jogando um potencial absurdo no lixo. É evidente que os idealizadores por trás do longa foram incapazes de criar uma história de horror inovadora. Falo com muita tristeza, que uma grande trama foi emocionalmente desgastada.

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Pessoalmente, sou muito fã de todos os trabalhos da carreira do Jake Gyllenhaal, já que em na minha opinião, é um dos atores mais renomados de Hollywood. No entanto, seu papel em Velvet é desgastante e chegar a ser chato em inúmeros momentos.

Em contraparte, ver um ator heterossexual dando vida à um homossexual de maneira singularmente perfeita é muito gratificante por inúmeros motivos. Um deles, é a camuflagem espontânea que um ator célebre como Jake pode ”adotar” quando um papel desse tipo é oferecido para pessoas como ele.

Já, o elenco de apoio é totalmente sem vida abaixo da expectativa. Grandes astros como Toni Collette, Rene Russo e principalmente John Malkovich deixam a desejar com suas atuações beirando ao esquecimento. Malkovich por exemplo, dá vida a uma persona fútil e que está no longa apenas para preencher buraco. 

A única personagem coadjuvante que da gosto de assisti-la em meio de tantas personalidades sem sal, é a da atriz Natalia Dyer, que da vida a Coco, uma garota que trabalha com as grandes mentes milionárias do mundo da arte e que sonha que um dia, possa chegar no mesmo nível de seus patrões.

Emocionalmente falando, as grandes tragédias do filme são sensacionais e criativas, mas deveriam criar uma atmosfera mais pesada e menos ”bonita”, pode-se dizer. Um ponto positivo, já que não chega a ser um defeito.

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Velvet Buzzsaw é composto por diálogos e takes descontinuados e sem nexo, mas isso é proposital, já que seu intuito é fazer igual as obras de artes contemporâneas e fazer uma sátira daqueles que se acham pseudo-intelectuais em determinado assunto. O que mais me entristece em Velvet, é a expectativa de níveis proporcionalmente exageradas que eu criei entorno do filme. Sem sombras de dúvidas, é uma produção que me entristeceu em inúmeros aspectos.

Obrigado, até a próxima e lembrem-se, cuidado com as obras de artes que contenham crianças ou macacos.

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Primeiras Impressões | Patrulha do Destino é bizarramente criativa

Em fevereiro de 1989, tinha início uma nova era para a Patrulha do Destino nas HQs. Pelas mãos do Grant Morrison, o grupo composto por estranhos desajustados se tornou ainda mais estranho. A ideia era simples: Se eles são esquisitos, eles enfrentam vilões esquisitos. Desde homens-tesoura, até pessoas com complexo de Deus. Não há limites para o que as histórias do grupo podem ser.

Exatamente por isso, ninguém  jamais imaginaria que a Patrulha ganharia uma adaptação em live-action. Visto que eles confrontam o absurdo e o grotesco, produzir uma película poderia resultar em algo inovador, ou tosco.  Se a Patrulha do Destino ganhasse uma série, ninguém esperaria que fugiria dos padrões estabelecidos pelas séries de super-heróis. Pois bem, aconteceu.

O piloto dirigido por Glen Winter é provavelmente o mais criativo e cinematográfico das produções da DC Comics até então. O que a direção é capaz de realizar com apenas alguns movimentos de câmera, beira ao surreal, para uma série com um orçamento limitado. Cenas em primeira-pessoa e até mesmo enquadramentos que parecem ter saído de um gibi. Inclusive, para os leitores, há uma cena idêntica à primeira edição de Morrison pela equipe.

Fiquei arrepiadinho :3

A atmosfera grotesca e bizarra, não apenas ganha contornos narrativos interessantes, tais como chocam e impressionam o espectador, logo em seus primeiros minutos de projeção. Aviso: Se você não gosta de elementos separados caminhando, assim como eu, feche os olhos, pois ficarão na sua memória. Por um lado, os efeitos especiais são decentes, por outro lado, é fácil sentir agonia ao decorrer dos 58 minutos com cada personagem em tela. O que parando para pensar, não é um ponto negativo. É só um problema do redator mesmo.

Falando em personagens, não há como apontar uma caracterização ruim: Alan Tudyk como Senhor Ninguém em sua primeira cena, já vende o personagem completamente para o espectador. Timothy Dalton está perfeito como Chefe, assim como Brendan Fraser está impecável e com uma boca bem suja como Homem-Robô. Facilmente, a melhor performance. April Bowlby e Matt Bomer como Rita Farr e o Homem-Negativo, também não apresentam problemas. Apesar de não tão impressionante por enquanto, Diane Guerrero entrega uma boa Crazy Jane. Não há também problemas de interação aqui, há uma sinergia irônica e dramática ao redor do grupo.

Entretanto,  o verdadeiro trunfo do piloto está no roteiro de Arnold Drake, Bob Haney e Bruno Premiani. Não apenas unindo todos os elementos bizarros em uma trama crível, como também contando a origem de cada personagem, sem que a narrativa seja prejudicada. Além disso, vale a pena destacar a forma como a série utiliza da narração em terceira pessoa do Senhor Ninguém, para construir um humor interlinguístico. Algumas partes de seus monólogos, se conectam com o que os heróis conversam no presente, sendo contraditos por noticiários de TV, ou até mesmo flashbacks.

Patrulha do Destino poderia facilmente ser apenas uma série sobre desajustados, dentre outras séries. Ainda bem que o showrunner Jeremy Carver tinha noção do material-base. Aliando o bizarro, o grotesco, o agoniante, a metalinguagem e a sensação de ser uma pária para a sociedade, este é o início daquela que promete ser a melhor, senão a mais criativa produção televisiva da DC. A mente é apenas o limite.

Você também pode conferir a análise com SPOILERS de Titãs aqui

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Review | Far Cry New Dawn

Vamos nos situar um pouco. Vocês se lembram do Condado de Hope, em Montana, onde havia um líder de culto psicopata e seus seguidores diretamente drogavam o suprimento de água e faziam lavagem cerebral em civis inocentes, e por fim, uma bomba atômica explodiu, com esse dia sendo conhecido como Juízo Final?

Bem, após dezessete anos estamos retornando ao Condado de Hope, e o que podemos dizer logo de cara é que está tudo muito diferente. E como sempre temos uma missão, simples de entender mas muito complicada para se fazer, sobreviver.

Aqui em Far Cry: New Dawn, temos uma temática usada até a exaustão, o pós-apocalíptico, mas diferente de vários jogos, aqui é tudo muito colorido, que remete muito ao estilo de Far Cry Blood Dragon, a poeira nuclear deu lugar a uma paisagem exuberante e colorida que os sobreviventes começaram a repovoar com construções improvisadas.

Você pode se perguntar. “É preciso ter jogado Far Cry 5 para jogar Far Cry: New Dawn?”. As respostas são “Sim” e “Não”. New Dawn, se utiliza de muita coisa do seu antecessor, por isso quem não jogou sua campanha, pode ficar um pouco perdido nessa nova história, perdendo algumas referências. Entretanto, o jogo consegue se sustentar sozinho, mesmo que apoiado em certos pontos do anterior. Então pode ficar tranquilo e aproveitar o novo game sem preocupações.

 

Logo de cara, como é de costume, somos apresentados aos antagonistas da aventura, em uma situação o tanto quanto complicada (padrão Far Cry), as irmãs Mickey e Lou, líder dos Salteadores, uma gangue que bebe muito da fonte dos seguidores de Immortan Joe de Mad Max, com suas motocicletas coloridas e uma música altíssima que os seguem dia e noite.

E logo você compreende, o que sua presença significa para o Condado de Hope neste momento: A esperança dos sobreviventes de sobreviver e proteger seus abrigos, além de acabar por uma vez com o domínio caótica dos Salteadores.

Desde o apocalipse nuclear, os sobreviventes vêm juntando suprimentos, ferramentas e armas dos remanescentes do mundo antigo. Podem parecer pouco, mas são eles que vão mantê-lo vivo em uma briga. Sua própria base é, sem dúvida, engenhoso e é exatamente o que Far Cry: New Dawn precisa para não ser apenas mais um DLC da série. Quando você conhece o santuário da Prosperidade, a primeira vista é tudo muito rústico, locais sujos, sem cuidado adequado para uma vila que tem como principal objetivo, a sobrevivência, porém à medida que você atualiza cada instalação, à medida que os especialistas que você resgatou se juntam a causa, níveis extras são construídos as aparelhagens e acomodações são melhoradas.

Existe uma ligação sentimental muito boa, relacionada as suas conquistas em Far Cry: New Dawn à medida que você vê tudo evoluindo diante de seus olhos. Como em outros jogos da franquia, você passa muito mais tempo vagando, ter um lugar onde você pode observar seu progresso pode vim a ser uma nova marca para futuros jogos, dando uma profundidade a mais nas relações com NPCs dentro do jogo.

E por falar de NPCs, os personagens de Far Cry: New Dawn, estão muito bem. Embora as irmãs Mickey e Lou não tendo seu desenvolvimento bem trabalhado, de modo geral tudo anda conforme as músicas de hip-hop que os Salteadores ouvem constantemente. Os diálogos fora de hora, não atrapalham, pelo contrário, te fazem imergir na história, pois parecem com conversar corriqueiras relevantes que fazemos em nosso dia-a-dia. Você ainda vai se ver debatendo em voz alta, ouvir observações enquanto estiver viajando pela floresta, que ainda rendem alguns momentos de gargalhada.

 

Apesar de o mundo estar muito vivo, com uma fauna e flora pensada com muito detalhamento, um dos problemas aparece justamente quando vagamos entre as plantas e os animais, as Expedições. Funcionam como missões secundárias, onde o modo de agir e finaliza-la será de certa forma, igual, não há muita distinção entre os postos avançados. Expedições de nível mais alto podem ser mais difíceis de sobreviver, além delas serem muito mais adaptadas ao modo co-op, realmente forçando uma luta e fazendo com que você resolva puzzles simultaneamente. Não entendi a necessidade delas no jogo.

Felizmente, todo o entorno do Condado de Hope tem muito mais profundidade do que as Expedições. Far Cry: New Dawn sabe que a maioria dos jogadores investe seu tempo e toda a energia no destino do Condado de Hope, e estão dispostos a salvá-lo dos Salteadores

VEREDITO:

No geral, se você gostou do Far Cry 5, você certamente irá gostar de Far Cry: New Dawn. As Expedições, e o sistema de ampliação, e aperfeiçoamento da Prosperidade mostram que a série está crescendo para caminhos antes nunca pensados, caminhos muito bons. Além de tudo isso, o desenvolvimento para a criação das espécias de animais e plantas merece aplausos, o mundo ao seu redor está realmente vivo. Embora não seja uma surpresa, Far Cry: New Dawn certamente não o desapontará.

 

PONTOS POSITIVOS:

  • A base atualizável.
  • Desing exuberante.
  • Missões verdadeiramente exóticas.
  • Ação na medida certa.

PONTOS NEGATIVOS

  • Expedições são uma adição confusa, no momento.
  • As irmãs Mickey e Lou têm potencial não alcançado.

 

Far Cry: New Dawn tem o lançamento marcado para o dia 15 de fevereiro, para PC, Xbox e PS4.

Este review foi realizado por uma cópia para PC cedida pela Ubisoft.

 

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Detective Comics Quadrinhos

Resenha | Todo o amor e coragem por Justin

“O tempo todo estou tentando me defender. Digam o que disserem, o mal do século é a solidão. Cada um de nós imerso em sua própria arrogância. Esperando um pouco de afeição”.
(Esperando por Mim – Legião Urbana)

Saber quem você é e se aceitar como é. Esse é o principal ponto que Justin da quadrinista francesa Gauthier trata na graphic novel lançada pela Editora Nemo aqui no Brasil. No resumo da história, Justine é uma menina, que durante a sua infância começa a sentir, digamos, “incomodada” pelo corpo que tem. Ela então entra em uma jornada para procurar o que lhe deixa feliz, o que lhe satisfaz, mesmo sem entender o que está acontecendo. O que acaba incluindo psicólogos, bullying dos amigos, pressão e decepção dos pais. Mas Justine tem uma característica de ser decidida. Ela tem seus momentos em que a dúvida paira sobre sua cabeça. Mas também tem atitude em diversas ocasiões. E isso é encorajador para diversas pessoas no mesmo caso.

Em uma rápida pesquisa no Google, você pode ver como casos como esse são rotineiros. Pessoas que começam a se incomodar com o próprio corpo como se existisse um grito de socorro dentro delas. Algumas decidem lutar para serem felizes. Outras, por um medo compreensível da sociedade, escondem-se atrás de mentiras e passam a vida assim. Algumas delas chegam até ao suicídio.

“Bobeira é não viver a realidade”. (Malandragem – Cazuza)

A transexualidade é um assunto extremamente polêmico e muito menos discutido do que deveria ser. Talvez por isso, por não entendermos exatamente do que se trata, essa condição seja motivo de tantos casos de preconceito. Transexual é aquela pessoa que nasceu com um determinado sexo, mas não se identifica com ele. E esse sentimento diferente com mudança de comportamento leva a pessoa a procurar tratamentos hormonais e até fazer cirurgias para mudar o corpo. Tratada por muitos como um transtorno, são recomendados acompanhamento psicológicos ou até mesmo com remédios.

Mas onde fica a linha tênue que separa se é transtorno ou apenas um grito pedindo liberdade de uma pessoa?

Gauthier trata disso em Justin. A trama começa na década de 80, quando os sentimentos e as dúvidas começam a aflorar em Justine. Todos os elementos que compõem essa “Ópera da Negação” estão na HQ. A negação dos pais, a negação da sociedade, a negação da família, a negação de profissionais e a negação da própria Justine. Em poucas páginas, a graphic novel, revela e conta sobre como é dolorido e pesado o fardo de tentar se posicionar em um mundo que simplesmente não te aceita. A trama mostra que muitas vezes você será chacoteado, humilhado… mas ao mesmo tempo ela te dá coragem para seguir para o que quer de verdade. E imagina você, amado leitor, que se hoje em dia a transexualidade é ainda um tabu, pense como era em 1983.

Sempre foram casos tratados como “sem-vergonhice”; “ah é falta de um bom homem”, “falta de porrada”, e essas canalhices que todos já escutaram diversas vezes. O tambor de ódio e incompreensão sobre esse assunto e outros semelhares já transbordou há tempos, e ainda mais no momento em que vivemos onde ter ódio parece que ficou na moda. Mas exemplos de publicações como Justin são essenciais para sabermos com tratar essas mazelas e não alimentar o preconceito. Táoquei?

A arte de Justin é simples com traços normais, sendo até mesmo infantis às vezes, mas o que é bom para a graphic novel. O assunto em si é pesado, e os desenhos com as pessoas sendo retratadas como bichinhos dão a leveza necessária para a carregada história. O ponto fraco é que o desenvolvimento é muito rápido pela trama ser curta (se é que isso é um ponto fraco). Às vezes a gente fica pensando “como é que chegou assim, já?” Mas nada que te deixe extremamente confuso com a trama.

“Olhos nos Olhos, quero ver o que você faz. Ao sentir que sem você eu passo bem demais”.  (Olhos nos Olhos – Chico Buarque)

O ponto forte é Justine. Ela é uma protagonista, que de forma simples, você abraça e fala: “estou contigo até o fim”. Ela passa por todo um processo onde ela se deprime, fica decidida no que quer, fica confusa, ela revida o ódio, se apaixona, se descobre sexualmente e se coloca em xeque. Toda essa salada de sentimentos sinceros da protagonista acaba estreitando o caminho dela com o leitor.

O trabalho editorial da Nemo aqui está incrível, o que não é nenhuma novidade se tratando desta editora. A publicação é prazerosa de se ler. O acabamento é de primeira linha como todos os trabalhos da Nemo. Sempre dando esse deleite para o seu leitor.

Justin é uma história que nos faz pensar. Ela traz para a mente aquela velha questão: e se acontecesse comigo? Se por acaso uma pessoa próxima a mim, como por exemplo, um membro da família se descobrisse transexual, como agiria? Você pode ter uma mente aberta, ser sem preconceitos, mas será que diante de um caso tão próximo, você seria como a mãe da Justine? Ou aceitaria de braços e coração abertos? Faça esse exercício.

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Episódio 300 de Supernatural reforça de forma perfeita o seu grande pilar: a família.

14 temporadas. 300 episódios. Quem imaginaria que Supernatural alcançaria tal feito? Acredito que nem a própria CW tinha ideia de que naquele 13 de setembro de 2005 estaria lançando um dos maiores hits de sua trajetória como emissora aberta.

Muitas coisas bizarras, loucas, insanas, felizes e tristes aconteceram desde que Dean Winchester apareceu na porta de Sam pedindo ajuda para encontrar seu pai. Passamos pelo 100° episódio e toda a problemática de Dean em aceitar que é a Espada de Miguel. Tivemos o 200° episódio que respeitou numa simbólica peça de teatro tudo que os irmãos viveram até então. O que levaremos do 300° episódio?

[SPOILERS DEMONÍACOS ABAIXO] 

Que o conceito de família continua sendo uma base extremamente inabalável após inúmeras temporadas. Já presenciamos demonstrações de amor, afeto e fraternidade entre os irmãos de formas que encheram os olhos de nós fãs, como por exemplo, o pacto feito por Dean para salvar o caçula morto ainda no final da segunda temporada. Só um sacrifício de muitos.

Depois de 12 longos anos, tivemos o retorno do personagem que tanto pedimos para reaparecer: John Winchester. Muita coisa tinha ficado pendente com a sua morte no início da segunda temporada e em Lebanon, recebemos o maior e melhor presente que a produção da série poderia ter dado. E não foi puro fan-service para nos agradar. Foi muito além disso. Foi lindo. Emocionante. Marcante.

Para quem estava desesperado e fazendo altos textos reclamando sobre o seu retorno, acredito que a lamentação tenha cessado após descobrir o motivo de sua aparição e melhor, tudo temporariamente. Os Winchester descobriram uma pérola capaz de conceder um desejo e ansiosos para utilizá-lo para deter Miguel, acabam tendo uma grande surpresa.

Antes de mais nada, esse sentimento de ter os pais de volta e uma vida mais tranquila já se encontrava enraizada nos meninos conforme foram se deparando com as mortes constantes de grandes amigos. Dean provou disso em Apenas um Sonho (2.20), onde por efeito de um Djinn, ele se viu numa vida sem caça com sua mãe e irmão. Só que o célebre episódio tratou de ser bem real. Não era sonho e muito menos realidade alternativa.

Não tivemos tempo de ver há alguns anos uma conversa sincera entre John e seus filhos. Neste episódio, tudo que tinha ficado pendente foi jogado na mesa e rasgando aquelas antigas feridas. Porém, de forma definitiva, curando-as. Dean se tornou um soldado muito jovem e precisava ainda cuidar de Sammy. Enquanto um teve sua infância intacta, o outro precisou virar um adulto. Enquanto um queria se manter longe dessa vida, o outro permanecia obediente àquele que o criou em meio a tudo isto.

Jeffrey Dean Morgan, Jared Padalecki, Jensen Ackles e Samantha Smith brilharam do início ao fim. Suas expressões foram mistas em questão de plenos segundos e isso foi muito bonito de ver. Ainda mais que a trama pedia uma dose em dobro de emoção para esta família tão conturbada. Dean recebeu o reconhecimento que sempre quis. Sam pôde expôr a culpa por não ter dito adeus para o pai no leito de morte. Mary teve a chance de rever o seu marido. Cada um teve o seu momento. A conversa definitiva.

Rever o Castiel temente a Deus trouxe nostalgia para uma quarta temporada excelente e ouvir Eu sou o anjo do Senhor deu aquela leve arrepiada de sua revelação para Dean após retirá-lo do Inferno. Além disso, tivemos Zachariah. Nem tive tempo de reclamar deste, uma vez que o humor inserido para ele não deu brecha para tal.

Cuidem um do outro.

 

Apesar de reciclagens de plots e mesmo ciclo Deus ex Machina em tramas que parecem impossíveis de resolver, Supernatural ainda possui fôlego para produzir episódios bons a excelentes, como este que aqui escrevo sobre. Portanto, seus 14 anos de estrada dentro do Impala não foram em vão.

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Gameplay Games

Review | Mônica e a Guarda dos Coelhos

A década de 1990 foi um marco para a Maurício de Sousa Produções que lançou, em parceria com a Tectoy, o jogo Mônica no Castelo do Dragão, a estreia da Turma do Limoeiro nos videogames.

E óbvio que o sucesso fez com que viessem mais dois jogos da turminha, Turma da Mônica em O Resgate para Master System e o grande Turma da Mônica na Terra dos Monstros para o Mega Drive.

Anos se passaram e nunca mais vimos a famosa turminha nas telas dos videogames, uma geração cresceu apenas acompanhando as aventuras da Mônica e sua gangue pelos quadrinhos e adaptações para televisão. 

Ai então surgiu a Mad Mimic, e junto com a Maurício de Sousa Produções, colocaram em ação o novo jogo da franquia, Mônica e a Guarda dos Coelhos. O jogo apresenta um estilo em pixel art, nos moldes 8-bits, embora seja simples, se encaixou perfeitamente na jogabilidade, que funciona como os já conhecidos jogos do gênero tower defense, defendendo sua base de ataques de hordas inimigas.

Mônica e a Guarda dos Coelhos traz uma mecânica bem conhecida e uma curva de aprendizado bem estimulante,  você precisa evitar a invasão dos inimigos, e para isso são disponibilizados três tipos de coelhos, cada um com uma característica para compor sua estratégia, a Dalila deixa os inimigos mais lentos enquanto o Hércules aplica o efeito de paralisia/congelamento por um curto tempo, e por último o Sansão que elimina os monstros.

Mas não pense que é apenas selecionar o Coelho e atirar, para isso você precisa coletar materiais que, misturados, podem resultar aos diferentes tipos de coelhos. Nesse ponto é que dividimos os especialistas dos jogadores casuais, otimização de tempo para criar os itens, e preparar os canhões para atirar é o ponto crucial para o avanço das fases. E ainda por cima, a cada nova fase elementos são modificados de lugar, e outros passam a aparecer, como portais e paredes, deixando a sua experiencia ainda mais árdua, e bem dinâmica.

O jogo conta com um total de 16 personagens, sendo eles, Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento, Franjinha, Jotalhão, Astronauta entre outras figuras conhecidas das histórias de Maurício de Sousa. Toda a turma do Limoeiro poderá fazer parte da aventura

O que mais chama a atenção em Mônica e a Guarda dos Coelhos é sem dúvida a escolha por seu modo multiplayer, algo que já foi comum em games da antiga geração, o multiplayer local. De certa forma ultrapassada, mas que se encaixa perfeitamente no conceito do jogo, um jogo para família e amigos. Acertando no principal alvo, a diversão.

Não pense que esse multiplayer é jogado ao acaso. Não diremos “impossível”, mas é muito mais cansativo e doloroso, vencer certas fases sozinho, e essa cooperação é que faz o jogo ficar ainda mais divertido, pois não basta apenas participar, é preciso interagir a todo momento, enquanto um companheiro está arremessando os coelhos, outro recolhe a pólvora e a forma como isso acontece, de maneira tão natural, é o que torna esse jogo muito prazeroso.

VEREDITO:

Mônica e a Guarda dos Coelhos é um jogo que trás a nostalgia e mescla com uma jogabilidade brilhante, que no modo multiplayer local se destaca ainda mais. É sem dúvida uma grande experiência para os dias de hoje, não por sua forma, mas sim pela tentativa de reviver os momentos únicos, de jogabilidade in-loco com seus amigos e familiares.

PONTOS POSITIVOS:

  • Jogabilidade simples e curva de aprendizado bem curta
  • Multiplayer local
  • Presença de vários personagens da franquia

PONTOS NEGATIVOS

  • Falta de multiplayer online
  • Curta duração

Mônica e a Guarda dos Coelhos está disponível para Xbox OnePlayStation 4, Nintendo Switch e PC, via Steam.

Agradecimentos à Mad Mimic pelo envio do código.

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Detective Comics Quadrinhos

O Multiverso entra em colapso em Liga da Justiça Anual #1

Publicada na semana passada, o Multiverso mudou para sempre em Liga da Justiça Anual #1. Escrita por Scott Snyder e James Tynion IV, a publicação lida com as consequências de Noites de Trevas: Metal, onde a Muralha da Fonte foi acidentalmente quebrada pelos heróis. Agora, quase um ano depois, A equipe se dirige à Galáxia Prometeica, para reparar a maior barreira da realidade.

SPOILERS SOBRE A PUBLICAÇÃO A SEGUIR

Com a ajuda da Tropa dos Lanternas Verdes, dos Novos Deuses, de Thanagar e Starman, os heróis colocam seu plano em prática: Trazer os três Titãs Ômega. Caso você não conheça esses gigantescos seres cósmicos, sugiro que leia Sem Justiça, recentemente publicada pela editora Panini na mensal da equipe.

Mais tarde, em um flashback, Starman e a Mulher-Gavião discutem sobre as implicações cósmicas da futura missão. Para quem não sabe, a sétima edição de título, contou com o retorno de Will Payton, o quinto Starman, afirmando ter as respostas para todas as perguntas da Liga da Justiça em relação ao Multiverso.

Exposition Time!

Ele afirma que as asas de Kendra estão relacionadas com a Totalidade, uma esfera, onde a criadora do Multiverso, Perpetua, estava presa. A Muralha foi criada para contê-la e os Titãs, para selá-la. O que explica o plano da equipe consistir em utilizá-los. Entretanto, um dos Titãs foi morto na Terra, logo a heroína precisa usar suas asas para canalizar energia e selar a Muralha.

Enquanto isso, Brainiac, aparentemente morto em Sem Justiça, retornou, para ajudar Luthor em seus objetivos perversos. O vilão explica que Starman é a chave para uma ameaça ainda mais grave que Perpetua, assim como a Liga possui uma chave para duas fechaduras diferentes. Logo, eles precisam redirecionar esta “chave” para a Totalidade, para Perpetua. Caso eles o façam, serão capazes de reconstituir a forma física da Mãe do Monitor e do Anti-Monitor para estudá-la.

Para alguém que criou o Multiverso, ela tá bem inteira.

Mais tarde, enquanto Starman redireciona sua energia para ajudar a Mulher-Gavião servir ao seu propósito cósmico, Brainiac controla a sua mente, fazendo com que os heróis percam vantagem na batalha. Quando Payton se recupera, é tarde demais. Os seres na Muralha sentem a presença de Perpetua. Eles estão com medo. Com a Muralha se desestabilizando, Kendra é tirada de lá contra sua vontade, restando apenas ouvir os gritos dos seres que compõem a barreira da realidade.

A Muralha da Fonte explode. A Liga da Justiça falha em sua missão. Luthor possui o corpo de Perpetua para estudos. Enquanto isso, o Multiverso sente a ausência da barreira e está se movendo. Nova Gênesis e Apokolips somem, Darkseid celebra o funcionamento do campo de distorção do Setor Fantasma, Monstro do Pântano ouve os gritos da natureza, o Espectro jura vingar a criação e a Liga da Justiça Encarnada atesta: “Não há como parar. Este é o fim.”

É impossível imaginar o que virá a seguir, mas de acordo com Scott Snyder, esta é apenas a ponta do iceberg e o primeiro ato de seu longínquo run. As próximas edições explorarão as consequências do anual e trarão revelações bombásticas. O Multiverso entrou em colapso e para se manter informado sobre essa gigantesca trama cósmica, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Yorozuya #2: Vinland Saga está entre nós!

Edição matinal do Yorozuya, pois os japas não dormem e soltaram muitas coisas durante a madrugada. Sem enrolações, vamos para as notícias.

  • Vinland Saga ganha novo trailer e visual:

Foi divulgado nas redes sociais do anime de Vinland Saga, um novo trailer, agora animado, da adaptação do mangá de Makoto Yukimura. Confira:

Novo visual do anime.

Também foram divulgados os primeiros dubladores do anime: Shizuka Ishigami como Thorfinn criança, Yuto Uemura como Thorfinn adolescente e Kenichiro Matsuda como Thors.

 

A equipe do anime de Vinland Saga é composta por: Shuhei Yabuta (Inuyashiki) na direção, Hiroshi Seko (Mob Psycho 100) na composição de série, Takahiko Abiru no design de personagens, Bamboo nos cenários; e Yutaka Yamada na trilha sonora. A produção do anime está nas mãos do WitStudio (Attack on Titan) e ainda não tem data de lançamento.


  • KonoSuba: Kurenai Densetsu ganha seu primeiro teaser:

A Kadokawa divulgou o primeiro preview do filme KonoSuba: Kurenai Densetsu, que está sendo produzido pela J.C. Staff. Confira:

Pouco se sabe sobre a enredo o filme, mas tudo indica que a light novel “Kono Subarashii Sekai ni Bakuen wo!“, com foco na Megumin, seja a base da história.

Apesar de ser por um estúdio diferente, a equipe responsável pelo filme é a mesma das duas temporadas do anime.


  • Beastars ganha primeiro visual

Como dito no primeiro Yorozuya, o mangá Beastars irá ganhar uma adaptação em anime, pois bem, hoje foi divulgado o primeiro visual do anime, que você pode conferir abaixo:


  • Monogatari Series terá evento em comemoração aos 10 anos do anime:

Foi anunciado no site de Monogatari Series, um evento em comemoração aos 10 anos do anime. O “Monogatari Fes 10th Anniversary Story” acontecerá no dia 11 de maio, no Makuhari Messe, na cidade de Chiba.

Além disso, foi anunciado a data de estreia da versão televisiva de Zoku Owarimonogatari, que estreou nos cinemas no final do ano passado: 18 de maio, dividido em 6 episódios.

Capa do primeiro volume do BD/DVD.

Lembrando que o primeiro volume do Blu-ray/DVD de Zoku Owarimonogatari, tem previsão de lançamento para o dia 27 de fevereiro. Já o segundo, no dia 27 de março.


Por enquanto é isso, caso tenha mais notícias durante o dia, ficará para a terceira edição.

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Yorozuya #1: Titãs, Furries e Astronautas

Sejam bem vindos ao primeiro Yorozuya (GintamaFag na área), um post diário (ou não) reunindo as principais notícias do dia sobre animes e mangás. Decidi fazer nesse formato, pois a maioria das notícias que saem, não possuem tantas informações assim. Pois bem, vamos então para as noticias.

  • Segunda Parte da Terceira temporada de Attack on Titan ganha trailer:

Foi divulgado no último domingo, o primeiro trailer do segundo cour da terceira temporada de Attack on Titan (Shingeki no Kyojin). O trailer dá uma amostra sobre o que podemos esperar dessa segunda metade, que terá foco na ação. Confira:

Attack on Titan S3 tem previsão de retorno para Abril de 2019.


  • Beastars ganhará uma adaptação em anime:

Parece que o informante da Panini está trabalhando bem, ein? Poucos dias após confirmar que lançará o mangá no Brasil, a obra Beastars, escrita e ilustrada por Paru Itagaki, ganhará uma adaptação em anime. O anúncio foi feito na mais recente edição da Shounen Champion, onde o mangá é publicado.

Em um mundo povoado por animais antropomórficos, herbívoros e carnívoros coexistem. Para os adolescentes da Escola Cherryton, a vida escolar é cheia de esperança, romance, desconfiança e incertezas. O personagem principal é Legosi, um Lobo, membro do clube de drama. Apenas de sua aparência assustadora, ele tem um coração bem gentil. Por boa parte de sua vida, ele sempre foi objetivo de medo e ódio pelos outros animais, e ele já se acostumou com esse estilo de vida. Mas logo, ele acaba se envolvendo mais com seus colegas de classe que tem suas próprias porções de inseguranças e tem suas vidas escolares mudando lentamente.

O estúdio responsável pela adaptação será o Orange, que ficou conhecido pelo excelente uso de CGI no anime Houseki no Kuni. A equipe ainda não foi anunciada e não há previsão de lançamento.

  • Astra Lost in Space tem adaptação em anime confirmado:

Durante a madrugada, os leitores de Astra Lost In Space, mangá escrito e ilustrado por Kenta Shinohara (Sket Dance), foram pegos de surpresa, quando o site sobre a adaptação animada do mangá foi ao ar, trazendo a confirmação sobre o anime, e as principais informações sobre o mesmo.

Confira o primeiro visual do anime:

Ano 2061, quando as viagens espaciais são agora possíveis e comercialmente viáveis, e os estudantes da Caird High School embarcam em seu Planeta Camp. Mas logo após o Grupo B5 chegar ao acampamento planetário, uma misteriosa e imprevisível esfera de luz enviou seus 9 membros para o espaço sideral, deixando-os a 5012 anos-luz de distância de seu planeta natal.

Com a descoberta de uma nave espacial não tripulada nas proximidades, os estudantes devem permanecer fortes, administrar seus recursos limitados e permanecer unidos na escuridão do espaço, para que todos possam sobreviver à sua longa e perigosa jornada de volta para casa a bordo do Astra.

Astra Lost in Space terá a direção de Masaomi Ando (Kuzu no Honkai), composição de série de Norimitsu Kaiho (Danganronpa 3: Kibou Hen) e design de personagens de Keiko Kurosawa (Asobi Asobase). A produção ficará nas mãos do estúdio Lerche, de Asobi Asobase e Assassination Classroom.

Ainda não há previsão para o lançamento, mas será ainda em 2019.


  • Mappa adaptará To the Abandoned Sacred Beasts para anime:

O estúdio Mappa (Banana Fish e Zombieland Saga) anunciou nessa terça-feira, a adaptação em anime do mangá To the Abandoned Sacred Beasts (Katsute Kami datta Kemonotachi e), de Maybe. O anime ainda não tem data para estrear, mas foi confirmado para 2019.

Foi divulgado o primeiro visual do anime, além dos designs dos protagonistas Nancy Schaal Bancroft (Ai Kakuma) e Hank (Katsuyuki Konishi):

 

Durante a demorada Guerra Civil entre Norte e Sul, um grande número de habitantes do norte usaram magia negra para criar Super Soldados monstruosos chamados de Encarnados. Agora, que a guerra chegou ao fim, essas Bestas Sagradas precisam aprender a conviver nessa pacífica sociedade, ou irão encarar a morte nas mãos de Caçadores de Bestas.

Nancy Schaal Bancroft, a filha de um Encarnado, decide se tornar uma caçadora. Mas, assim que ela alcança sua presa, ela descobre a dura verdade sobre a vida dessas Bestas Sagradas.

A staff do anime também foi anunciada: Jun Shishido (Hajime no Ippo Risign) na direção, Shigeru Murakoshi (Zombieland Saga) na composição de série, Daisuke Niinuma no design de personagens e diretor de animação chefe.


E por hoje é só pessoal!

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Primeiras Impressões | The Quintessential Quintuplets

Tá bom, eu sei que estamos aqui para comentar sobre o animê e tudo mais, mas de verdade, deixa eu repassar uns números pra vocês antes, pode ser?

Segundo um relatório da National Vital Statistics dos Estados Unidos (semelhante ao IBGE), nascem no território do Tio Sam, em média, sessenta quintupletos (ou múltiplos maiores. Depois de cinco, não vale muito a pena separar os casos) por ano. Considerando todos os nascimentos, as chances estimadas estão em torno de um caso em cada sessenta milhões (1:60.000.000).

Com uma pesquisa rápida no Google, você descobre que as chances de ganhar na Mega-Sena, com uma aposta mínima, é de uma chance em 50.063.860.
Os pais dessas meninas podiam ter ganhado na loteria, mas preferiram gastar a sorte deles ao parir quintupletos. Mas sinceramente falando, se você soubesse que suas cinco filhas seriam tão bonitinhas assim, você não aceitaria esse negócio também? Ninguém pode te julgar.

Voltemos ao que interessa, porém, e falemos do negócio em si. Baseado num mangá por Negi Haruba, “Gotoubun no Hanayome” (lit. “As noivas quíntuplas“) está em publicação desde 2017 na Shounen Magazine, e foi licenciado nos Estados Unidos pela Kodansha no meio do ano passado. O autor não tem lá muitos trabalhos anteriores, mas tem uma ótima arte e parece conseguir se virar nos roteiros.

Falando em roteiros, existem algumas situações na ficção onde fica claro quando o autor está tentando ser autobiográfico e quando ele está tentando escrever uma obra de autorrealização. Mas sabe que olhando para QuiQui (Essa não é a abreviação oficial mas ninguém vai me impedir de usá-la), o cara provavelmente fez os dois ao mesmo tempo.

Digo, dá uma olhada na situação: Um cara solitário e pobre, mas que é muito inteligente e tem boas intenções. Esse é, com certeza, o maior self-insert da história.
Aí você olha pro outro lado e vê cinco garotas lindas e milionárias que estão desesperadamente necessitando da sua ajuda e estão dispostas a pagar para ter você na casa delas. Ok, colocando dessa forma isso soou estranho… Mas essa dubiedade até que ajuda o meu argumento: É ou não é um sonho frustrado sendo realizado na ficção?

Mais uma vez, a dubiedade defende meu argumento.

Algo que eu achei incrível, porém, é que mesmo sendo um pedaço de papelão com buraco no rosto para você encaixar o seu próprio, o protagonista – Futaro Uesugi – conseguiu se mostrar como uma pessoa de personalidade e que é gostável, não apenas por ser fácil de se identificar com, mas por ter suas próprias características e trejeitos.

E as garotas… Ah, o que falar dessas garotas, hein? Tem a Nakano, a Nakano, a Nakano, também a Nakano e por fim a Nakano… São todas boas garotas. É, elas são irmãs e eu me recuso a chamá-las pelo primeiro nome pois chamar cinco personagens da mesma forma é muito mais engraçado. E como sabemos, não tem muito o que falar individualmente de cada uma, sem causar a temida waifu war que é sempre o maior centro de atividade em animês harém. Então eu uso desse artifício para poder dizer sem medo que a Nakano é a melhor garota.

Piadas a parte, as garotas caem muito facilmente nos estereótipos mais comuns do gênero: Temos a Tsundere, a garota quieta, a Tomboy esportista, a garota alegre e hiperativa, e a garota que eu gosto de chamar como “A ‘normalque claramente vai vencer pois está na capa da obra“. Apesar de serem irmãs gêmeas, a única coisa que as liga é o sobrenome e a burrice. E admito que o autor teve o talento de transformar essa incapacidade intelectual das personagens em charme. Somado com o character design que já é de ponta, cada protagonista se torna especial e notável.
Claro, dentro dos padrões de haréns.

A cara da sua waifu ao descobrir que ela será esquecida e trocada por outro daqui três meses.

E agora voltando às piadas, que deixamos de lado no parágrafo anterior, o show se trata de uma comédia romântica, e portanto, deve ter um aspecto cômico e um aspecto romântico. Podemos dissecar ambos e falar sobre um de cada vez.
A comédia é suave e singela. Não é aquele tipo escrachado de humor, onde situações absurdas ou punchlines acontecem a cada dez ou quinze segundos. É um humor mais elaborado, mais lento. Eles preparam uma piada por alguns minutos, deixam ela marinando até chegar no ponto, e conseguem soltar com um timing que até então foi impecável. Não é um animê onde você passa mais tempo rindo do que assistindo, mas que consegue ser divertido de forma mais “chique”.

De forma semelhante, o clima “romântico” da obra também fica só no ar o tempo inteiro, sem nunca se estabelecer por completo. Pelas primeiras cenas do show, fica claro que o protagonista irá se casar com uma das garotas (OH MEU DEUS COM QUAL DELAS SERÁ?), fazendo com que toda a duração do animê se torne uma versão nipônica de How I Met Your Mother. Eu acho, nunca assisti How I Met Your Mother. Mas é interessante acompanhar como Futaro se esforça para ganhar a confiança das irmãs, uma a uma, para que possa enfim tentar ensinar alguma coisa para elas. E em troca, ele acaba também aprendendo a lidar melhor com pessoas. Pode até não ser amoroso, mas é isso que relacionamentos são, e QuiQui coloca os pingos nos i’s nesse quesito.

Nas palavras de Ted Mosby: “É quase que insano a quantidade de coisas que aconteceram em apenas um dia e meio…” – How I Met Your Mother S09E20

Por fim, eu preciso dedicar um parágrafo inteiro para falar sobre o elenco de dublagem desse show. Com uma equipe praticamente inteira composta por profissionais AAA, chega até a ser suspeito. Minase Inori, Hanazawa Kana, Taketatsu Ayana, Sakura Ayane, Itou Miku e Matsuoka Yoshitsugu são quem dão as vozes para as seis personagens principais. Se você acompanha o cenário de dublagem japonês, você com certeza reconheceu praticamente todos esses nomes. E se não acompanha, com certeza reconhecerá as vozes quando ouvi-las. São gigantes da indústria trabalhando em conjunto para fazer uma animação legal.

Quando olhamos para esse elenco todo, sempre se levanta aquela suspeita. Afinal, não é nada incomum você ter haréns genéricos (como é o caso) onde a única função é vender bonequinhos e CDs de música. Consigo pensar em uns dez casos só de cabeça, onde a história é negligenciada pois eles sabem que ninguém se importa, afinal, eles só precisam vender os singles.

Mas isso não é uma preocupação, por enquanto, com QuiQui. Apesar de ter certeza que eles vão ganhar toneladas de dinheiro com os respectivos bonequinhos e CDs (inclusive confesso estar tentado), a trama parece estar se levando a sério o suficiente para ser aproveitável em si própria.

Assim, The Quintessential Quintuplets trouxe uma boa impressão, e começa a temporada com um confortável 7/10, me deixando bem ansioso por novos episódios.

Você pode assistir ao show na Crunchyroll, que traz novos episódios todas as quintas-feiras, com legendas em português.