Publicada na França pela Soleil, Crônicas de Excalibur é uma série composta por, até o momento, cinco álbuns. Com lançamento previsto para o final do mês de junho, esta elogiada saga chega ao Brasil pela Mythos Editora com selo Gold Edition! Confira detalhes abaixo.
As lendas arturianas estão entre as mais consagradas da literatura medieval. Em As Crônicas de Excalibur, o roteirista Jean-Luc Istin, consagrado autor da série Elfos, mostra sua visão da mítica saga da espada mais famosa do mundo com a bela arte de Alain Brion.
Neste primeiro volume, vemos o Mago Merlin entregando Excalibur para Uther Pendragon, visando a união dos reinos bretões contra os invasores. Ao mesmo tempo, a influência da igreja busca influenciar os futuros líderes, atacando as tradições antigas e as Damas de Avalon!
A publicação das Crônicas de Excalibur teve início na França em 2012, com publicação ininterrupta anual até 2015, e um hiato de 3 anos, com o quinto álbum sendo publicado em 2018. O artista, Alain Brion, foi o desenhista inaugural da série Corpus Hermeticum e trabalhou com Julien Blondel (roteirista de Elric) em Gilgamesh.
Confira algumas páginas deste álbum no preview abaixo:
Já está em pré-venda o próximo lançamento da Editora Nemo: Duplo Eu, de autoria de Navie (roteiro) e Audrey Lainé (arte). Confira detalhes abaixo!
Um dia, Navie percebeu que estava carregando o peso de uma segunda pessoa. Um duplo que ela teve de eliminar para sobreviver.
Navie estava doente. Tinha obesidade mórbida e sofria todos os dias com um sorriso no rosto. Aceitar-se é sempre difícil, mas para Navie amar a si mesma era como amar um reflexo de seu sofrimento. Ela tinha um duplo, carregava o peso de uma segunda pessoa de quem ela tentou fugir, tentou amar e finalmente matar. Mas como você se mata sem morrer? Este é um testemunho raro e forte de uma luta que por vezes travamos com nós mesmos.
Se você já teve medo do olhar dos outros, se já comeu para se sentir melhor, se faz qualquer coisa para que gostem de você, se já se calou ainda que quisesse gritar, se já se enganou dizendo que está tudo bem ainda que por dentro o Titanic estivesse afundando, se já se viu no espelho e desprezou o que via, se já se tratou como burra, idiota, se ama sexo e piadas embaraçosas, se nunca encarou seu reflexo e disse: eu te amo… Este livro é para você. Excesso de peso envolve todo mundo, que seja no corpo ou no coração.
Esta obra foi originalmente publicada na França pela editora Delcourt em 2018.
Depois de uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo no Catarse, Os Fabulosos já se encontram em pré-venda! A HQ é uma paródia dos X-Men produzida por Roger Cruz, que começou a fazer as primeiras histórias em 2002, quando ainda trabalhava em títulos mensais da Marvel Comics e da Image. Por não conseguir tempo para terminar as histórias, o projeto ficou engavetado. Mas agora chegou a hora de soltar a fera.
Como dito antes, Fabulosos é uma paródia total do grupo mutante da Marvel e seu universo em geral. Os personagens têm nomes como Caolho, Psicótica, Careca, Nanico, Toró e Metaloski. Eles enfrentam os vilões Master Mentor Magnetic, Exotiqué e Blazer. Já deu para comparar quem é quem né?
Confira as três histórias que compõem Os Fabulosos:
Irmandade!!: Os Fabulosos se vêem diante dos clássicos arqui-inimigos e mais um de seus rocambolescos planos de vingança contra a humanidade e seus padrõezinhos
Vampiros!!: Cansados de viver sob a sombra dos humanos, os vampiros unem forças para impor seu estilo de vida. Só não contavam com a equipe de plantão no QG d’Os Fabulosos!
Zumbis!!: Um vírus se espalha por Eastchester, bairro sob a jurisdição d’Os Fabulosos! Quem está por trás disto?
Os Fabulosos têm formato 17 x 26 cm, 120 páginas de miolo preto e branco om tons de cinza e o preço de R$ 40,00. A pré-venda já está acontecendo no site do Roger Cruz, para garantir o seu exemplar, que é edição limitada, é só clicar AQUI.
A HQ Hibernáculo foi a grande vencedora do Prêmio Dente de Ouro 2019, que se realiza no âmbito da Dente Feira de Publicações, que tem como objetivo reconhecer e estimular a publicações de obras independentes, visando assim, premiar seus autores e autoras. A publicação foi lançada durante a edição do FIQ, o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, que aconteceu ano passado.
Escrito e desenhado por Amanda Paschoal Miranda, Hibernáculo relata a história de uma pianista às vésperas de uma apresentação e é conduzida pelas vozes que parecem expressar as reflexões da artista instantes antes de seu espetáculo. Confira a sinopse: “Quanto se rompe (e permanece à deriva) para o rugido fanho e faminto aplaudir e gozar? Guiados por um fluxo de consciência (em duas vozes), acompanhamos a pianista Augusta em sua performance. Um conto poético sobre identidade e delírio baseado na origem religiosa e barroca da partitura musical.”
Hibernáculo concorreu com mais de 60 obras avaliadas por um júri composto pelo quadrinista Heron Prado, pela jornalista Dandara Palankof e pelo Ramon Vitral do site Vitralizando. obra vencedora na categoria Poesia do Prêmio Dente de Ouro 2019 foi Sangue, de Nanda Fer Pimenta. Já na categoria Zine o grande vencedor foi Pés Pretos Cantam Sonhos, de Pedro Silva e AUA Editorial.
Hibernáculo tem formato 18 X 25,5 cm, 76 páginas no preço de R$ 35,00 e frete grátis. Você pode encomendar o seu exemplar no site da Amanda Miranda clicando AQUI.
Os contos de H. P. Lovecraft têm uma legião de adoradores ao redor do mundo. E aqui no Brasil não seria diferente. Depois de publicações de origens gringa e (excelentes) nacionais, mais uma adaptação em quadrinhos está chegando para a alegria dos fãs do mestre do terror. Além do Desconhecido será publicado pela Editora De Cultura e já se encontra em pré-venda nos sites especializados.
Além do Desconhecido reúne três contos que passeiam pelo universo de Lovecraft:
A Gravura Na Casa Maldita: Se ambienta em uma residência aparentemente abandonada da Nova Inglaterra imaginária do autor americano.
O Horror no Museu: Coisas bizarras estão rodando nos corredores de um estranho museu de cera de Londres.
Encerrado com os Faraós: A trama é protagonizada pelo grande ilusionista Harry Houdini em passeio no Cairo.
Em todas as histórias o fato comum são seus personagens que cedem à curiosidade e adentram no território do medo, onde imperam as forças do oculto.
A adaptação,roteiros e as artes das três histórias de Além do Desconhecido estão a cargo do brasileiro Cayman Moreira
Além do Desconhecido tem formato 21 x 27,5 cm, 72 páginas e o preço de capa de R$ 49,90. O lançamento oficial será no dia 19 de junho.
ESSE ARTIGO POSSUI SPOILERS DE EDIÇÕES RECENTES DE THE WALKING DEAD!
Depois de 16 anos, a trajetória de Rick Grimes chegou ao fim em The Walking Dead. Nas duas últimas edições (#191 e #192), o autor Robert Kirkman apresentou o destino do principal protagonista. E muitos leitores ficaram surpresos, digamos não da forma que foi, mas COMO foi e toda a trama que cercou. Kirkman é muito sagaz na série dos quadrinhos. Geralmente esperaríamos um evento como esse, com essa importância em uma edição especial. Ou comemorativa. Ele poderia ter feito o óbvio e ter esperado chegar na edição de número 200, ter montado um grande desenvolvimento onde veríamos a vida toda do personagem, com suas vitórias, derrotas, ganhos e perdas. Rever pessoas importantes que ambientaram a sua trajetória. Um grande acontecimento. Como qualquer editora faria.
Mas, como dito antes, Robert Kirkman é muito sagaz na trama, segura bem a direção dela e sabe onde atingir e quando atingir o leitor. Ele nunca teve medo de ter que matar o personagem seja lá qual ele fosse, querido ou não, popular ou não, rentável financeiramente ou não. O que normalmente seria decidido com uma grande batalha final, ou com o personagem agonizando em uma cama, como uma imensa ópera trágica… foi resolvido em um simples quarto e como fio condutor um personagem que foi recém introduzido na trama e que não era aspirante a nada na trama. Sem grandes alardes.
Sebastian Milton no momento do assassinato.
Sebastian Milton, o filho da governadora de The Commonwealth, Pamela Milton, foi apresentado como um rapaz frágil e mimado. Que tinha Mercer como guarda-costas e muitas vezes como capacho. Ou seja, não representava uma ameaça tão terrível e real como foi o Governador, Negan, Shane, Sussurradores e nenhum dos milhares de zumbis que cruzaram o caminho de Rick Grimes. Mas essa perversa ironia do destino que Robert Kirkman criou, reflete a realidade de como grandes líderes/influenciadores mundiais encontram seus fins de onde menos esperam, ou de onde não vejam que pode ser ameaçador.
Foi assim com John Lennon, Abraham Lincoln, Julio Cesar, Lady Di… muitos influenciadores e líderes, que arrebatavam milhões, mas tiveram seus destinos simplesmente em formas, digamos, simplórias, por pessoas ou meios. O ato de Sebastian Milton me lembra muito quando Robert Ford assassinou o terrível bandido Jesse James. Um total desconhecido, que matou o famoso fora da lei. Mas a fama de “o homem que matou Jesse James” se tornou uma maldição e um motivo de vergonha por onde passava. Mas Rick Grimes foi um grande líder. A pergunta agora é a seguinte: “Quem assumirá essa estirpe na trama?”
Uma coisa que sempre pensei era a seguinte: o Rick tinha o “dom” da liderança. Como todo líder era motivador e questionado. Ele às vezes tombava e tinha o a sua liderança questionada, e até mesmo por si mesmo. Mas sempre dava a volta por cima e as pessoas sempre ouviram e o seguiram. Vejo uma galera falando que o Carl vai assumir esse “cargo”.
Mas será que o Carl também tem isso? Será que as pessoas escutariam e seguiriam o jovem? É de se esperar que as pessoas esperem essa liderança “messiânica” dele por acreditarem que seja algo hereditário, mas será que ele tem o mesmo “dom”? Será que ele QUER isso? Pode ser que ele se veja forçado a fazer isso. E as pessoas com o tempo percebam que Carl tem pensamentos diferentes de seu finado pai. Pode ser que venha acontecer mais uma evolução do personagem. O jovem Carl Grimes ficaria irritado com todo o acontecido da morte do pai e buscaria vingança com sede de sangue. Ele teve que matar o zumbi que o seu progenitor se tornou. Mas aceitou que a prisão de Sebastian pelo assassinato, foi a coisa mais certa. Seria algo que seu pai iria fazer.
Recentemente, estava relendo a fase da Prisão. Ali nunca imaginaríamos que a Maggie chegaria a liderar uma comunidade. Ela se viu em uma posição que a obrigou a tomar as rédeas. Ela não tinha a veia da liderança. Foi uma grande evolução. Apesar do seu pai ter sido o líder de família e com grande poder de decisão de ser ouvido e respeitado. Mas era algo patriarcal. Mas não sei se Robert Kirkman faria a mesma coisa duas vezes. Mesmo sendo personagens distintos.
Depois dessa morte de Rick Grimes, ficou mais que provado que não podemos esperar o óbvio vindo de Robert Kirkman. Veremos como irá se desenrolar a trama daqui por diante. Será que estamos testemunhando a reta final? Ou o início de uma nova era?
O Brasil no ano de 1975 é o cenário para a trama de Deleite – No Fio da Lâmina, a primeira HQ independente da Paloma Diniz. A publicação será viabilizada via Catarse e já está no ar. Apesar de ser a sua primeira HQ, Paloma já é bem experiente no mundo dos quadrinhos. Ela atua em todas as etapas da produção de diversas HQs aqui do país, é membra do Grupo Tertúlia de debates, estudos e ações socioculturais e educacionais referentes às Histórias em Quadrinhos na Paraíba na Gibiteca Henfil na FUNESC (Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo; João Pessoa – PB) e tem uma parceria em atividades mercadológicas de artes e quadrinhos com o Mike Deodato.
Em Deleite – No Fio da Lâmina, acompanhamos a trajetória de Abigail, que como dito aqui antes, vivia no Brasil de 1975. Uma época em ninguém escapava das imposições sociais. Algumas poucas pessoas aparentavam escapar, uma delas era Abigail. Adulta, emancipada, saúde física e faculdades mentais plenas; Abigail tinha tudo para ser feliz: tem curso superior completo, emprego fixo na área com carteira assinada. Pele caucasiana, olhos claros, magra, bela e esguia. Aparentemente, não lhe faltava nada. Porém, havia a perturbadora ausência de algo: a liberdade de escolha. Pensar e agir diferente traz a ela situações de constrangimento e desconforto; não é fácil viver em meio a violências silenciosas. E isto a obriga a desenvolver estratégias de com superar e harmonizar estas situações delicadas das cobranças sociais.
O quadrinho faz o leitor passar por vários momentos bem íntimos da personagem, como por exemplo a sua vida sexual. O que eleva Deleite – No Fio da Lâmina a ter uma classificação para maiores de 18 anos.
Deleite – No Fio da Lâmina terá formato 27,5 x 20,5 cm, capa cartonada e 80 páginas. Para saber sobre a campanha, recompensas e valores clique AQUI.
Já habitual referência nas histórias em quadrinhos europeias, René Magritte aterrissou nos quadrinhos brasileiros de forma surpreendente. O pintor surrealista já havia sido retratado recentemente por aqui em Óleo Sobre Tela, lançado em outubro de 2018 por Aline Zouvi e agora, pela Sesi-SP Editora, revela o então desconhecido Hugo Aguiar e um lado antes oculto de Gustavo Machado.
O barulho de um raio pode causar medo; Uma imagem pode causar medo; O pensamento no desconhecido pode causar medo. E bem aqui está a estratégia traçada pela história: A ausência total de texto, inclusive de onomatopeias. Palavras surgem apenas em uma conversa inicial e interlúdios.
O protagonista é justamente Magritte e seus conturbados pensamentos são a obra do horror nessa HQ. Seus quadros voltam contra si e sua vida e não há como escapar de seu cachimbo que não é cachimbo ao seu reflexo no espelho em outra perspectiva. A quantidade de referências é absurda e várias delas são inclusive difíceis de reconhecer logo de cara para quem não acompanha arte. Não que seja um problema, pois todas são explicadas ao fim da edição.
Já veterano, Machado se tornou conhecido no meio como ilustrador dos Quadrinhos Disney, Trapalhões e Turma do Arrepio, esta última um dos poucos registros populares em suas obras relacionadas ao terror, mesmo que para o público infanto-juvenil. Aqui, sua arte surpreende e muito. Seu traço é tão diferente nesta HQ que facilmente sua identidade poderia se passar por um heterônimo. É uma grata surpresa aos que se acostumaram ao seu traço mais alegre.
Surrealismo não é feito para entender, mas para sentir. De Magritte à Glauber Rocha, tentar explicar o inexplicável se torna uma armadilha. Cada um tira sua conclusão das obras dessa escola ao fim das contas.
A história é curta. Aconselhada para leituras rápidas, mas que renderá pesquisas muito maiores a quem se interessar pela obra do pintor à partir de então.
“Aumenta que isso aí é rock ‘N Roll!” (Celso Blues Boy)
Já fazia muito tempo que eu queria ler Xampu do Roger Cruz. O trabalho totalmente autoral de um dos maiores quadrinistas brazucas já tinha me chamado atenção quando foi publicado pela primeira vez pela Devir, mas na época, em 2010, não consegui comprar. Anos se passaram, chegavam momentos, em que eu quase as comprava, mas sempre acontecia algo inesperado e as HQ’s ficavam para trás. Que naquele momento já acumulavam três volumes elogiadíssimos por várias pessoas. Mas finalmente a espera acabou. Já sendo publicada pela Panini, com um lindo box que lembra um vinil, a trilogia Xampu estava nas minhas mãos. E que satisfação.
Falar de uma história que foi publicada dez anos atrás, ou melhor, que começou dez anos atrás, é chover no molhado. Inúmeras resenhas sobre os três volumes estão aí na internet a um clique de distância para quem quiser. Eu prefiro falar de sentimentos. Prefiro falar de como me tocou ler algo que me pareceu tão próximo. Algo que imagino que o Roger Cruz sentiu ao fazer essa epopeia musical que mistura vidas, emoções, passado e lida com o futuro de cada um. E como cada caso parece peculiar e tão próximo.
Vamos ambientar. Era década de 90. O Brasil estava recém-saído de uma ditadura terrível. Começávamos a dar os primeiros passos para uma liberdade de expressão que os jovens não estavam preparados ainda. Não tínhamos mais as cabeças de poesias de protestos contra militares e regimes ditatoriais. Estávamos indo na emoção de onde o vento apontava. O ruim? Viramos muitas vezes massa de manobra. O jovem começou a ser visto como o futuro do país que era regido por velhos dinossauros de Brasília que estavam lá desde antes do Golpe Militar. Os Caras Pintadas foram para as ruas e “derrubaram” um presidente jovem cheio de erros. De uma democracia jovem e ainda cambaleava. Era meio que anunciado que as eleições de 1989 seriam uma bomba pelo caminho que estava seguindo. Mas era uma época em que mexer com política, não era o forte do pessoal. Nem muito o objetivo. Estávamos em uma época que o som era sujo. Amplificadores ao máximo e distorção potente. Era o nosso momento de gritar. Algo do tipo: “vocês lutaram bem, mas quem vai surfar essa onda seremos nós!”
Xampu retrata muito disso. Do estarmos vivendo o agora. O agora é que importa. Deixa-me curtir minha vibe. E o depois? Que se foda o depois! Roger Cruz, em um relato pessoal e visceral, faz o leitor entrar no apartamento de Max, Sombra e do resto da banda The Suckers e se sentir parte da história viva. Nas festas. Nos momentos alegres. Nos momentos de papo furado. Nas transas. E nos momentos conturbados e sombrios. Tudo esteve ali. Tudo aconteceu ali. E dá para sentir. As pequenas tramas, que são fechadas, vão se desenrolando e se misturando cronologicamente, mostrando sentimentos incríveis de cada personagem. E cada personagem sempre lembra de alguém que você realmente conheceu na vida real. Assim como o seu auge e como o seu final. Impossível você não ter conhecido alguém que era o fodão da turma. A mina mais linda da turma. O cara mais legal e sensível da turma. O mais desligado. A pessoa que se perdeu na vida. Aquele ou aquela que teve um triste fim.
Particularmente, Xampu, mexeu muito comigo. Eu tive diversas bandas durante a década de 90, e como toda banda daquela época, o sonho de gravar um CD, ficar famoso, aparecer no Programa Livre do Serginho Groisman, ter um clipe na MTV e viver em turnê pelo mundo era forte. Quantos e quantos shows undergrounds em lugares fedorentos foram feitos! Diversas roubadas se metemos! Quantas bebedeiras. Algumas drogas. Algumas paixões. Correspondidas. Outras paixões não. Quantas decepções. E quantas risadas! Ah foram muitas risadas!
Esse de blusa verde sou eu!
O mais legal de uma mídia como os quadrinhos é despertar isso em você. Velhos sentimentos. Antigos cheiros. Se fazer questionar. “Se eu tivesse agido assim… como seria?”, sim esse é o verdadeiro intuito de um quadrinho potente como Xampu. Acredito por ser autobiográfico, ele tenha essa facilidade. Mas ao mesmo tempo ele é acolhedor. Como um velho amigo que te abraça e vocês começam a relembrar antigas histórias da galera e procura saber como está o pessoal atualmente.
Mas engana-se quem pensa que Xampu é somente para quem viveu, ou esteve próximo daquela época. Não. Como eu disse antes, é fácil você reconhecer alguém da sua turma que seja como os personagens da HQ. E até mesmo se reconhecer nela. Eu mesmo lendo o quadrinho, comecei a me enxergar em um mix de personagens. Mas Xampu é sobre isso. É sobre uma época que foi única, que serve de reflexo para amigos que você conheceu ou ainda conhece. Um registro bem incrível da década de 90, que eu gostaria de ver mais em quadrinhos nacionais.
A revista Heavy Metal da Mythos Editora provou-se um sucesso e está retornando com sua Segunda Temporada, e a primeira edição já está disponível nas bancas e lojas especializadas do país. Confira detalhes abaixo!
A nova Heavy Metal começa sua segunda eletrizante temporada trazendo mais histórias fora da caixa, que irão te deixar fora do eixo! A última parte do intrincado Mundo dos Labirintos. A estreia dos soldados presos numa realidade decadente em Ratos Turvos e do futuro distópico e insano de Outlier. A volta dos macabros Contos de Telguuth e o início de uma das mais épicas sagas de Sláine: Os Livros das Invasões!
A Segunda Temporada, assim como a anterior, será composta por cinco edições que trarão aventuras violentas, chocantes, criativas e visualmente estupendas retiradas diretamente das páginas da revista semanal britânica 2000 AD.
Nesta temporada haverá a conclusão de Mundo dos Labirintos, uma das séries mais elogiadas da temporada anterior. Na quarta edição será marcada a estreia de A Ordem, uma HQ situada no século 13 onde um grupo de guerreiros medievais enfrenta vermes extradimensionais com auxílio de tecnologias além de seu tempo.