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Ebó 2.222 de Alex Mir e Daiandreson Victor é nova HQ do selo NegroGeek da Ultimato do Bacon Editora

O segundo lançamento com o selo NegroGeek , criado por Daniel Miranda, acaba de aterrissar na Editora Ultimato do Bacon e já está em Campanha no Catarse, o primeiro trabalho lançado pelo Selo foi Tecnodreams, de Isaque Sagara.

Ebó 2.222  tem o roteiro de Alex Mir, já bem conhecido entre os quadrinistas nacionais, e com as ilustrações de Daiandreson Victor, ambos estreantes pela Editora, já marcando presença em um selo tão importante. O Selo NegroGeek tem o objetivo de não apenas de revelar, mas como dar visibilidade para artistas negros no meio dos quadrinhos, trazendo representatividade e diversidade nas suas histórias. 

 Apesar de estreantes da Editora Ultimato do Bacon, os artistas de Ebó 2.222 já possuem um trabalho consolidado no ramo, conheça: Alex Mir tem uma longa carreira no ramo com quadrinhos, com títulos como Clássicos Revisitados # 1 e 2, Imaginários em Quadrinhos vol. 1 e 321 Fast Comics #2; albuns como Demétrius Dante #1, Frankenstein 200, O Mistério da Mula Sem Cabeça,Segundo Tempo; e as séries em quadrinhos Orixás e Valkíria. Tendo ainda sido vencedor do Troféu HQMIX em 2010 (Roterista Revelação) e em 2018 e 2019 (Publicação Independente de Grupo). Ganhou o Troféu Ângelo Agostini duas vezes como Melhor Roteirista (2016 e 2017) e Melhor Álbum em 2016 e 2020. Você pode conhecer um pouco mais sobre o trabalho do autor em seu site, basta clicar AQUI.

Daiandreson, escreve e desenha quadrinhos desde 2016. O artista é o criador do Afroboy (homenagem ao Astroboy de Osamu Tezuka), que está disponível no Social Comics. Publicou sua primeira HQ impressa, Sangue e Coragem, independente em 2018. Está em um projeto Venha nós ao Vosso Reino, série do selo Bruttal do Omelete, e ainda divulga todos os seus trabalhos como artista gráfico em seu perfil no Instagram, confira AQUI

 Já podemos contar uma grande obra com essa dupla de peso que está chegando, além de serem grandes artistas, estão trazendo um trabalho com uma temática extremamente relevante, a religião afro-brasileira, que ainda nos tempos de hoje recebe diariamente muito preconceito, vindo principalmente pela falta do conhecimento. E Ebó 2.222 irá desmistificar isso ( assim esperamos). 

Então, vamos conhecer um pouco dessa HQ Afrofuturista! Segue o fio:

“O ano é 2222 e a sociedade vive uma realidade tecnológica bem diferente do que vivemos hoje. Numa realidade onde carros flutuam, compras são realizadas por pensamento e as pessoas podem programar os próprios sonhos em seus Holodreams, algo ainda não mudou… Na busca por ser amada por Miguel, a jovem Lili vai recorrer a um pai de santo digital para trazer a pessoa amada para si. Mas será que o “trabalho” vai funcionar? E quais serão suas consequências?”

Ebó 2.222 terá 52 páginas em formato americano 25×17 cm, miolo PB em offset 90 g/cm2 e capa cartão triplex 240 g/cm2, a HQ apresenta uma história fechada, seguindo o padrão de qualidade da Ultimato do Bacon Editora. E você pode apoiar esse campanha clicando no banner abaixo.

Confira a chamada para campanha!


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Lenda dos quadrinhos, George Pérez, morre aos 67 anos

 

Com muito pesar no coração, damos essa notícia. A lenda dos quadrinhos, George Pérez, faleceu ontem (6), decorrente de um câncer de fígado. Em comunicado feito alguns meses atrás, em sua página oficial, George disse que optou por não iniciar o processo de quimioterapia e passar o maior tempo possível com seus parentes e amigos próximos. A notícia de sua morte foi confirmada por Constance, a responsável pelos informes médicos do artista, via Twitter.

“Eu optei por apenas deixar a natureza seguir seu curso. Vou aproveitar o tempo que me resta o mais plenamente possível com minha linda esposa, minha família, amigos e fãs. Esta não é uma coisa agradável de se escrever, especialmente durante a época de festas, mas, curiosamente, estou sentindo o espírito natalino mais agora do que em muitos anos. Talvez seja porque provavelmente será o meu último Natal. Ou talvez porque estou envolvido nos braços amorosos de tantos que me amam.” disse George em parte de seu comunicado.

George Pérez é um dos pilares dos quadrinhos, especialmente da DC Comics. Com seu traço único, trabalhou em diversos títulos como Liga da Justiça, Vingadores,Quarteto Fantástico e a icônica fase dos Novos Titãs, onde fez história com seu parceiro e amigo, Marv Wolfman.

Nós, da equipe da Torre de Vigilância, desejamos toda a força do mundo, e com um sentimento de gratidão, deixamos nosso singelo obrigado ao mestre, George Pérez.

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TORRE ENTREVISTA: MAX ANDRADE

Muitas pessoas acreditam que os anjos existem e que se comunicam com as pessoas no plano terrestre. Uma dessas formas de comunicação é por números. O Anjo 32, que é quando a pessoa ver por “coincidência” esse número mais que o normal, dizem que significa que devemos estar mais presente conosco mesmo. Isso sugere que devemos desligar o modo piloto automático e comecemos realmente a prestar atenção ao que está acontecendo ao nosso redor.

Também precisamos nos projetar da maneira que queremos ser vistos para atrair a energia que desejamos, ouvindo as pessoas que estão perto de nós. Na simbologia, o número 32 é atribuído para pessoas que precisam se manter firme em suas crenças e decisões.

Porque estamos falando sobre “simbologia” Ricardo? Pois bem, seja coincidência ou não, a Graphic MSP #32 fala exatamente sobre Anjos. E como ele precisa desligar o piloto automático e prestar mais atenção ao seu redor.

Anjinho – Além é escrita e desenhada pelo Max Andrade e leva o icônico personagem de Maurício de Sousa em uma jornada de conhecimento após questionar o Criador e ele perde a auréola e as asas e é enviado à Terra, para realizar uma missão. Contudo, não vai ser nada fácil concluí-la. No caminho ele encontra outros personagens como Rolo, Humberto, Denise…

 

Batemos um papo com Max Andrade, que tem na sua bagagem prêmios como Internacional Silent Manga Audition (premiado no Japão), o elogiado Tools Challenge e o incrível Juquinha – O Solitário Acidente da Matéria, sobre Anjinho – Além, a sua jornada e como o personagem “conversou” com o autor.

1. De onde veio as principais influências para conceber Anjinho – Além? Me lembro, principalmente durante o ano passado, você postando que diversas vezes estava escutando uns rocks cristãos e tal…

Na verdade eu gosto de fazer piada o tempo todo. Eu não conheci nenhuma banda nova nesse sentido, tudo que eu escutei eram músicas que eu já escutei pela vida toda. Mas falando de influências, não teve nada relacionado a isso pelo que posso me lembrar. O nome da obra inicialmente veio do título “Higher” do P.O.D, que seria “Mais Alto”, literalmente, mas como quem acompanha o selo sabe, quase todos os nomes de Graphics MSP tem apenas uma palavra, aí mudei pra Além e o Sidão (Sidney Gusman, editor do selo Graphic MSP) curtiu.

De resto, acho que as influências de toda minha vida. São muitas, mas por alto, as primeiras que vieram na minha cabeça: YuYu Hakusho, Yonlu, Hideki Arai, Spy x Family, Emicida, enfim…

2. Você acha que por ser um personagem que envolve fé, algo que é tão debatido hoje em dia, ao criar a história você tomou cuidado, ou teve alguma recomendação da MSP, para não soar iconoclasta? Ou o enredo que foi tramado já cuidava para não ficar assim?

Eu não pensei nisso enquanto fazia a história, sinceramente. No geral, meus trabalhos já são family friendly, e isso não é exatamente uma barreira pra mim. Só contei a história que queria contar, e felizmente o editor topou de primeira. Mesmo assim, já saíram alguns comentários reacionários por aí, só com a sinopse, a capa e os previews. Não tem jeito, de certa forma é um trabalho sensível.

 

3. Já ouvi gente falar que ficou tão envolvida em um trabalho que os personagens “conversavam” com a pessoa. Acredito que você por muito tempo viveu e respirou o Anjinho. Vamos viajar bem longe… de alguma forma, trabalhar o Anjinho lhe fez pensar a sua fé, seja no que você acredita ou não?

Pior que sim (risos). Eu não esperava isso, mas foi 1 ano e alguns dias do convite até a entrega do trabalho pronto. Desse período, 6 meses foram focados trabalhando nela. Pensei muito, mas não concluí nada, como de costume. Mas me sinto muito grato, ao que quer que seja, por estar conseguindo realizar este sonho. É algo que eu queria fazer há mais de 10 anos. As pessoas só vão entender isso (parcialmente) quando lerem a HQ.

4. Pelo o que parece nas prévias e até mesmo no texto do Duca Tambasco (baixista da banda Oficina G3), presente na HQ, o pavio aceso de Anjinho será uma mistura de questionamento com a sua Autoridade Máxima e um tanto de soberba do personagem. Ao ser jogado do céu, ele parte para uma viagem para se reencontrar ou encontrar no que acreditar ou mesmo achar o “propósito”. Se for por esse meu “chute”, é possível que muitos leitores, sejam cristãos ou não, se vejam no Anjinho?

Eu fiz uma história que acredito ser universal. Eu nunca estou tentando ENSINAR nada quando faço uma HQ, eu vejo mais como um comentário que eu faço sobre um tópico, uma coisa que eu passei, vivi, e cheguei em alguma conclusão. Aí, pode fazer sentido pra quem precisar. Foi assim com o Tools Challenge e o Juquinha, e aqui eu segui o mesmo princípio.

Então, acho que o que falo na HQ pode servir pra quem acredita na vida após a morte, pra quem tem qualquer outra crença alternativa, ou mesmo nenhuma crença.

5. Na onda da pergunta anterior… você tirou o Anjinho do seu lugar seguro, e vemos muitas histórias, principalmente que envolvem figuras divinas, que tirar esse topo do personagem do lugar comum é um recurso bem usado. Muitas vezes bem e outras não. Como você fez para Anjinho não cair no lugar comum como essas outras histórias?

Não pensei muito nisso também. É uma história muito pessoal, muito minha, então não tem como nenhuma outra ser igual a ela. E quando eu faço uma HQ, o pensamento é esse: fazer algo real, verdadeiro, em que eu acredito. De resto é torcer pra dar certo (risos).

6. Acho que todo mundo, em algum momento, já pensou em realizar de uma MSP. Antes do convite do Anjinho, tinha algum personagem específico que você gostaria de fazer?

Acredito que pelo menos 90% dos quadrinistas brasileiros gostariam de fazer uma, por tudo que isso envolve. No meu caso, eu queria fazer exatamente a Graphic MSP do Anjinho, desde sempre. Não é como se eu não fosse aceitar fazer outra, mas meu desejo sempre foi esse, embora eu não tenha compartilhado ele praticamente nunca com ninguém até receber o convite.

7. O que o SEU Anjinho tem do Max?

Primeiramente, não acho que é o MEU Anjinho (risos). Inclusive, trabalhar com a Turma da Mônica é começar com meio caminho andado. Meu respeito pelo Mauricio é enorme, e o personagem é dele. Agora, na história que escrevi, o personagem reflete o que eu penso sobre a vida aqui na terra, no geral.

8. Quais os próximos projetos depois do lançamento de Anjinho?

Muitos, mas todos são SE-GRE-DO! (risos).

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Saiba quais heróis e como eles morrem na fatídica edição de Death of the Justice League!

ATENÇÃO! CUIDADO COM OS SPOILERS!

Na última terça-feira (26/04), a DC Comics publicou nos EUA a esperada Death of the Justice League, na edição Nº 75 da HQ do principal grupo da editora. E nela descobrimos, finalmente, os heróis que foram mortos ao enfrentar o perigoso Pária e o seu Dark Army. Para quem não se lembra, Kell Mossa, o Pária, é o principal vilão de Crises nas Infinitas Terras (publicado originalmente em 1985). O Dark Army é composto por: Apocalypse, Darkseid, Eclipso, Ares, Nekron e Neron.

As primeiras mortes ocorrem em uma página dupla, e são logo a Trindade. Batman, Superman e Mulher-Maravilha são os primeiros a tombar, perante a um ataque mortal do Pária.

Logo em seguida vão caindo o Lanterna Verde John Stewart, Zatanna, Aquaman, Mulher-Gavião e Caçador de Marte. Todos nessa sequência. Curiosamente, Zatanna tem o mesmo destino do seu pai, que também foi morto pelo Dark Army.

Depois, os próximos a caírem são a chamada, Liga da Justiça do Multiverso. Conhecida como Justice League Incarnate. Que é composta pelo Capitão Cenoura, Presidente Superman, Avery Ho/ The Flash, o novo personagem: Doutor Multiverso e outros membros.

Antes da Liga da Justiça principal tombar, as duas primeiras mortes foram do Arqueiro Verde e da Canário Negro. Oliver é assassinado após o Apocalypse o esmagar com escombros. A Canário tenta usar seu grito para salva-lo, mas ela é morta pelo Pária. O Arqueiro não tinha sido convocado para a missão, mas ele seguiu a Canário Negro. Pois considerava ser uma ação perigosa e que poderia gerar uma ajuda extra.

O único membro da Liga da Justiça que sobrevive é o Adão Negro. Porque ele consegue neutralizar os poderes do Pária. O que causa grande esforço e o faz desmaiar no cosmo. Quando ele acorda, está dentro do Salão da Justiça e revela para todos o que ocorreu.

Como sabemos, esse evento trágico dará início a mais nova saga da DC Comics: Dark Crisis. Onde os heróis restantes irão se unir para enfrentar esse mal antigo. Ou seja, os novos heróis como o Jonathan Kent, Yara Flor e outros que constituem o chamado Legado da Liga da Justiça terão protagonismo.

Saiba mais AQUI.

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O Fã de Homem-Aranha Sofre Demais… Lá vem mais Pedrada para Peter Parker

Existem algumas máximas nos quadrinhos. Na Marvel Comics então, são praticamente mantras. Coisas como “Se dois ou mais heróis da Marvel estiverem juntos, devem lutar entre si em motivo aparente”, ou como “Ninguém fica morto para sempre na Marvel (com exceção do Tio Ben”, ou então “não importa como funcione, explode o Wolverine, o Fator de Cura traz ele de volta” e muitos outros.

E dois deles, a cada ano se justificam e fortalecem mais: “É muito difícil ser fã de Homem-Aranha” e “Peter Parker nunca será feliz”.

Isso vem com coisas como A Saga do Clone (lá na década de 90), a famigerada Um Dia a Mais entre tantas outras enrascadas que a Casa das Ideias colocam o personagem e os fãs sofrem com as pelejas do pobre Peter ou por simplesmente por serem péssimas ideias. E a mais nova dessas ideias, promete gerar ondas de tristeza nos leitores.

A partir daqui teremos SPOILERS

A nova mensal do Homem-Aranha, que tem roteiros de Zeb Wells e artes de John Romita Jr., seria lançada esse mês nos EUA. Logo após de anunciar a equipe criativa, a Marvel Comics, ainda divulgou, a capa da segunda edição, onde sinalizava, ou dava a entender, que Peter Parker e Mary Jane estavam com problemas no relacionamento. Pois bem, era isso mesmo. Só que pior.

Ao longo da edição, Peter pode ser visto andando de um lado para o outro do prédio de Mary Jane, aparentemente mora, na chuva. A certa altura, eles finalmente falam ao telefone, embora Mary Jane instrua Peter a não entrar em contato com ela novamente. Ele tem agido um pouco perseguidor, aparecendo do lado de fora de sua casa e constantemente mandando mensagens de texto para ela. Mary Jane dá uma olhada em Peter do lado de fora de sua janela, mas ela está distraída quando um cavalheiro chamado Paul a chama de outra sala. Paul é então interrompido por um menino e uma menina que vêm gritando “Mamãe!”

 

Mary Jane responde as chamando de “crianças” e os abraça. A história termina com a ruiva dizendo a Paul que “está tudo bem”. Não tem referência se ela é mãe biológica das crianças, embora a menina tenha um cabelo longo e ruivo. E o mais estranho é que parece que o menino lembra um pouco Peter Parker. A HQ explica que essa situação ocorre seis meses depois do inicio da série, ou seja existe um salto no tempo.

O que será a realidade por trás disso tudo? Paul é o pai dessas crianças? Ou ele é somente o novo namorado da Mary Jane? Será o Peter Parker o pai e a Ruiva não quer mais ter contato com ele?

A única coisa correta é que lá vai mais uma vez o Peter Parker e seus leitores sofrerem.

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Lenda dos quadrinhos, Neal Adams, morre aos 80 anos

Responsável por ser um dos pilares dos quadrinhos de super-heróis que conhecemos hoje, Neal Adams morreu aos 80 anos em decorrência de sepsis. A informação foi dada por sua esposa, Marilyn Adams. 

Neal ficou mundialmente conhecido no meio da nona arte por sua grande contribuição à partir dos anos 70, introduzindo, criando e reinventando conceitos. Foi feliz em revitalizar o Batman, servindo de base, junto com Denny O’Neil, ao personagem que conhecemos atualmente. Trabalhou com grandes nomes dos quadrinhos na DC Comics e Marvel, e com personagens como Arqueiro-Verde, Lanterna Verde, Desafiador, X-Men, Vingadores e o próprio Batman. Ele também introduziu discussões e pautas políticas polêmicas para a época, inserindo temas sobre racismo, vício em drogas, desigualdade social e pobreza.

Em sua última visita ao Brasil, Neal esteve presente na Comic Con Experience 2019. Seu legado viverá para sempre!

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A Cidade Pequenina que se agiganta

Casinhas amontoadas uma ao lado da outra, cadeiras para fora no intuito de observar o movimento da rua, janelas abertas à vista dos olhos de curiosos, brigas de casal que rapidamente viram o assunto favorito da última fofoca municipal, ruas pintadas para eventos esportivos e comemorações religiosas, quermesses com pratos típicos e seus jogos fraudulentos, comprar fiado na mercearia mais próxima, morrer de tédio em dias que se arrastam sem nada para fazer… nascer e crescer em cidades do interior, principalmente as sem conturbação situadas nas entranhas do Brasil dá aos seus habitantes uma visão totalmente diferente do que é o  nosso país. Em mais um título original da editora Pipoca & Nanquim e novamente bem apadrinhado por um prefácio escrito por Robert Crumb, Camilo Solano retorna à colaboração com seu irmão Aldo para compartilhar com seus leitores como foi e é a vida interiorana em que foram inseridos desde os seus primeiros dias de vida e que, entre idas e vindas pelo território nacional, se estende até os dias atuais.

IMAGEM: divulgação Amazon.com.br

Em um olhar distante, São Manuel seria apenas mais um dos 87% municípios do Brasil com menos de 50 mil pessoas residentes, fazendo à priori o antonomásico título da publicação não ser por acaso, mas graças a cada história contada de forma independente em seus capítulos, o pequenino cresce e traga quem as lê para uma identificação bem próxima aos causos apresentados: toda cidade tem alguém nascido lá que se torna famoso ao ambiente exterior, o velho rabugento e encrenqueiro, a fofoqueira, a rádio local e muitas vezes comunitária, a cultura do imigrante que resiste por gerações e etc. Porém, a forma única escolhida pelos dois irmãos de narrar suas histórias destaca São Manuel no mapa de uma forma que não se esperava para cidades em que, na maioria dos casos, é muito mais difícil ter acesso a uma boa variedade de histórias em quadrinhos, justamente a mídia que agora coloca seu município em evidência.

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Assim como em O Cortiço, representação máxima do naturalismo de Aluísio Azevedo, Cidade Pequenina demonstra que não é necessário um personagem principal para tocar uma obra. Aqui, o cenário é o mais importante, e não os seres que o rodeiam, fazendo assim cada componente ter a sensação de pertencer a uma távola redonda, onde cada um possui a mesma importância na história.

Ainda no campo literário, cada um dos 19 capítulos pode ser lido em qualquer ordem que o leitor desejar: não há continuidade e a experiência primordial não será quebrada, coincidentemente como foi a ideia de Graciliano Ramos para Vidas Secas, outra obra interiorana. Causos que facilmente cairiam no esquecimento, cenários que passam batido aos olhos menos atentos e pessoas “conhecidas” que “ninguém sabe quem são” brotam com tremenda facilidade na colaboração familiar dos dois irmãos quadrinistas.

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Dentre histórias com número variado páginas, destacam-se as aventuras inseridas em Butina, O Caminhão de Banha, Viva o Delton, Aniversariante do Dia, Vandi e a já clássica A História da Bolachinha preta, em que os próprios autores assumem o papel de personagens e investigam um mistério envolvendo a estranha relação de um célebre artista local com um longa-metragem estrelado por Jerry Lewis.

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Apesar de ser uma publicação inédita, todos esses capítulos fazem o leitor puxar da memória algum caso conhecido em seu particular que lembra as mesmas situações. O desconhecido é muito mais conhecido do que aparenta ser. A colaboração familiar conta com a maioria dos capítulos desenhados por Camilo, mas que curiosamente já não é de hoje: ambos já haviam produzido a quatro mãos Badida, publicado de forma independente em abril de 2017 e que conta com o protagonismo do personagem homônimo reprisado no já mencionado capítulo Aniversariante do Dia.

Cidade Pequenina recupera a boa prosa do cotidiano tão característica de Camilo que, desconsiderando sua recente Graphic MSP, teve uma pouco compreensível experiência narrativa em O Fio do Vento. Hoje desenvolvendo de forma cada vez mais expressiva seu traço em aquarela, Camilo mostra que suas cores digitais também expressam muito bem o que tem a dizer, desempenhando sua arte de forma satisfatória.

Não há como não se apegar à nostálgica ideia proposta em Cidade Pequenina. Mesmo quem viveu e vive desde sempre em grandes cidades se entrega à vida simples e suburbana oferecida aqui pelos irmãos Solano. Pegue uma cadeira ou ponha uma rede na varanda de casa, sinta o vento soprando dos montes ao longe que cercam sua residência e aproveite o que o Brasil de fato é.

Cidade Pequenina
Camilo e Aldo Solano (roteiro e arte)
Pipoca e Nanquim
Capa dura
252 páginas
29 x 22 cm
R$89,90
Data de publicação: 10/2021

 

 

 

 

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Reze para a Escuridão de David Small não te pegar

Todos nós temos nossa cruz para carregar. Todos temos as nossas feridas, que doem e correm o risco de serem reabertas a cada nova recaída. Mais de uma década após o lançamento de Cicatrizes no Brasil pelo hoje finado selo Barba Negra, criado à época pela editora Leya para sua linha de quadrinhos, David Small retorna com sua segunda e até o momento mais recente Graphic Novel lançada em terras tupiniquins. Seguindo o mesmo padrão da obra anterior, Small mais uma vez oferece ao leitor traumas que, devido seu alto teor de pessoalidade, dificilmente são compartilhados com pessoas desconhecidas.

O grande espaço de tempo entre as duas não faz disso um hiato espantoso: mesmo com uma vasta bibliografia em livros ilustrados, o narrador conta somente com os quadrinhos Cicatrizes e Escuridão em seu currículo, lançados em 2009 e 2018, respectivamente. Entretanto, sua trajetória mais modesta em outro segmento não o impede de expor aqui seu lado mais sombrio e perturbador: diferente da maioria de seus livros, em que conta histórias mais alegres, coloridas e em grande parte destinadas ao público infanto-juvenil, Small tem nos quadrinhos uma faceta totalmente oposta e, sem a necessidade de um pseudônimo para separar as duas vertentes, regurgita suas mais tenebrosas experiências narrativas e as oferece ao leitor adulto.

Filho de um ex-militar fracassado que sequer sabe sua idade, Russell Pruitt é obrigado em plenos anos 50 a cruzar os Estados Unidos da América com seu genitor em busca de dias melhores após a separação e fuga de sua mãe com um jogador de futebol americano. Prontamente dispensados a morar com sua tia em um bairro nobre de Pasadena, pai e filho seguem para o sul e se instalam no pequeno município de Marshfield, onde o patriarca consegue o emprego de professor de inglês em uma penitenciária e Russell precisa recomeçar em um dos piores cenários para um adolescente: uma nova escola com novas pessoas e nenhum conhecido.

IMAGEM: Pinterest.com

Em 2017, ano exatamente anterior à sua publicação original, cerca de 41 milhões de estadunidenses (ou 13% da população total do país) estavam em condições econômicas que os colocavam na faixa de pobreza do país mais rico do planeta. Além disso, segundo dados do Banco Central norte-americano, a dívida total das famílias estadunidenses subiu U$1,06 trilhão em 2021, sua maior alta em 14 anos, chegando a U$15,60 trilhões se somada ao montante já alcançado nos anos precedentes. Assim, temos em Escuridão uma escancarada realidade que, apesar da tentativa de ser escondida, é expressiva e arde bem no coração da nação considerada por si mesma a “terra dos livres e lar dos valentes”, mas que também assiste a seus filhos cavarem profundos buracos em que dificilmente conseguem sair.

Em vias de entrar na adolescência, Russell encontra-se justamente nessa situação junto à sua família, ou ao menos uma sombra, tão fraca que se torna praticamente uma penumbra, do que sobrou dela. Sua figura paterna, tantas vezes ausente e egoísta, coloca seu filho sozinho em uma realidade cruel em que precisa lidar com as adversidades divididas em um calvário contendo seu prólogo e mais 17 capítulos. O protagonista ainda com apenas pouco mais 13 anos de idade vividos precisa aprender a driblar o descaso familiar, falta de recursos e bullying sofrido por ele de colegas da escola para viver na medida do possível, ou ao menos sobreviver no mundo atroz oferecido para ele.

IMAGEM: Pinterest.com

Uma das poucas tábuas de salvação para Russell encontram-se na Sra. Wen, chinesa proprietária do quarto inicialmente alugado pelo pai do garoto. Embora por muitas vezes justificáveis, as advertências de seu também estrangeiro marido não privam Wen de tratar, seja por pena ou esperança, Russell como o filho que ela nunca teve, preparando suas refeições e tentando dar o mínimo de assistência ao rapaz que na maioria das vezes reluta em receber afeto e parece irrecuperável. Em outra ponta, Warren McCaw surge como seu companheiro de classe excêntrico e que compartilha dos mesmos problemas de exclusão social que Russell enfrenta: o rapaz que caminha sempre com seu rato de estimação propõe ao garoto desamparado uma amizade que com o tempo ganha laços mais íntimos que Russell posteriormente acaba aceitando em troca de recompensas financeiras. O pouco texto na maioria das passagens é compensado pelo traço cru e impactante expressa-se mais do que um sem número de palavras.

Escuridão é uma obra depressiva e angustiante. Chega a dar raiva ao ver como o protagonista não toma partido em ações necessárias durante a trama, e sua inação acarreta em consequências extremamente graves. O mais chocante é ter ciência de que seu conteúdo é baseado em fatos reais, narrados por pessoas próximas ao autor. Ou seja: amigos de Small viveram, presenciaram tais atrocidades e foram incapazes de fazer qualquer coisa a respeito. Julgar acontecimentos da vida alheia sendo apenas espectador muitas vezes é uma ação fácil e covarde, e pode parecer soberba da parte de quem pensa dessa forma questionar como tais personagens não foram capazes de atitudes que pareciam óbvias, mas quando a vida de alguém está em jogo é necessário que algo seja feito, pois o caminho pode ser sem volta.

A edição da Darkside possui diversas modificações se comparada com a versão original publicada nos EUA: Além de um título mais curto que o inicial Home After Dark, o projeto opta por uma nova capa com ilustração extraída de uma das mais de 400 páginas da história, mas que por fim acaba sendo mais atrativa que a imagem designada inicialmente para a função ou qualquer uma das outras versões produzidas. Ademais, o formato um pouco maior que o A5 e a impressão em papel offset é mais que o suficiente para demonstrar ao máximo a arte em preto e branco com tons de cinza, que acompanha além do texto notas de rodapé para explicar termos que remetem à cultura norte-americana, mas que no Brasil são de pouco conhecimento. Na questão técnica, não há ressalvas a serem feitas.

David Small te arrasta a um universo real e desconcertante e convém ao leitor estar minimamente em dia com o controle de suas faculdades mentais e emocionais antes de embarcar no enredo, principalmente por precaução para não ser influenciado negativamente pela trágica história aqui presente.

 

Escuridão
David Small (roteiro e arte)
Lielson Zeni (edição)
Bruno Dorigatti (tradução)
Retina Conteúdo (revisão)
416 páginas
16,3 x 23 cm
R$89,90
Capa dura
Darkside
Data de publicação: 11/2021

 

 

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Resenha | Viúva Veneno

Viúva Veneno é a  Escafandro de estreia de Milena Azevedo (Penpengusa, Contos Urbanos) na Ultimato do Bacon e trouxe mais uma vez a arte sensacional da Germana Viana (Gibi de Menininha #1 e #2; Ménage; Gibi de Menininha Apresenta). A HQ saiu recetemente do Catarse, e já se encontra disponível para compra na Amazon.

As histórias das Ladykillers pelo mundo são repletas de mulheres quase acima de qualquer suspeita, os muitos casos de mortes dentro da própria família fazia com que essas pobres moças fossem vistas com olhares piedosos. 

Interessante ver como as mulheres assassinas em série tem motivações e modus operandi totalmente diferente dos homens, o que, claro, não diminui em nada sua frieza e crueldade.

Assim como Mary Ann Cotton, a primeira Ladykiller britânica do século 19, os principais alvos de Madeleine foram seus maridos e filhos.

O caso de Madeleine Maria, nossa viúva veneno, se inicia na Belo Horizonte de 1937. Madeleine, vê uma oportunidade de adentrar na família Dutra, família dos patrões de sua mãe. Mas, a gravidez e o relacionamento com o primogênito da família não foi visto com bons olhos, fazendo com que Madeleine iniciasse uma nova jornada em busca de suas ambições, deixando maridos e filhos para trás, em um rastro mórbido. 

 “Os psiquiatras dizem que assassinos em série homens são caçadores. Já as mulheres assassinas são coletoras. Elas matam para ganhar benefícios.”

Madeleine traçou sua rota muito bem planejada e um tanto discreta, até conseguir o que queria, bastava agora poder desfrutar de seus adendos sem inconvenientes em seu caminho. Mas, a vida de uma Viúva Negra, a aranha, não é tão longa assim e logo ela também é enrolada nas próprias teias que teceu, sendo assim, o destino ainda teve suas peças a movimentar também contra a Viúva veneno.

Viúva Veneno tem 36 páginas coloridas, formato americano (17×25 cm), miolo em offset e capa cartão. Você pode adquirir clicando no link abaixo ☠️

 

 

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19.999 Léguas Submarinas explora o desconhecido até para os quadrinhos Disney

Não era surpresa que um dia uma nova versão de 20.000 Léguas Submarinas ganharia vida nas mãos da Disney. Já no prefácio temos uma confissão do roteirista Francesco Artibani demonstrando o forte elo entre Julio Verne e o maior conglomerado de entretenimento já visto na face da terra. Assim como as ideias do mestre da ficção científica, os planos Disney para suas obras foram muito além do que se imaginava pela compreensão humana, passando por filmes, atrações de parque, animações, e, claro, quadrinhos.

Nesse último quesito, a lista abrange vários outros criadores e de muitos nichos: de acordo com o site Guiadosquadrinhos.com, a Magnum Opus verniana foi abraçada por ao menos 11 quadrinhos diferentes publicados no Brasil, sendo quatro delas versões Disney. Dentre essas, uma já saiu em seis oportunidades diferentes no mercado nacional: A adaptação em quadrinhos 20.000 Léguas Submarinas que, como o próprio título idêntico ao livro sugere, trata-se da versão cinematográfica de 1954 transposta para o papel; ocupando o segundo lugar em republicações, temos O Mistério do Nautilus, publicada originalmente em Topolino nº1889 de fevereiro de 1992 com quatro aparições ao todo e completando o pódio vem 20.000 Ligas Submarinas, datada de abril de 1975 em Topolino nº1011. Mesmo pertencentes a épocas e estúdios diferentes, o que resultou em várias reedições no mercado brasileiro, as três versões foram reunidas em um único volume de nossa biblioteca: Clássicos da Literatura Disney nº12, em agosto de 2010.

Dentre tantas opções, qual seria então o diferencial dessa que, dentre todas, é a única lançada pela Panini? A resposta é mais simples do que parece: além de inédita, 19.999 Léguas Submarinas é fruto de mais uma colaboração entre Francesco Artibani e Lorenzo Pastrovicchio, dupla responsável por diversos capítulos d’O Superpato, além das histórias Aventura Sob Medida e A Ilha Misteriosa, também baseada em um livro de Julio Verne. Além disso, vale destacar que 19.999 Léguas é a única que pode ser considerada de fato uma paródia literária Disney, pois tanto O Mistério do Nautilus quanto 20.000 Ligas Submarinas, mesmo contanto com personagens Disney como protagonistas, não seguem a trama original e usam somente determinados elementos como referência ao trabalho mais famoso.

Imagem: Divulgação/Panini Brasil

Por seguir de modo mais fiel o enredo original, aqui Mickey assume o papel de Professor Ratonax (paródia de Annorax) que aceita a missão de, ao lado de Donald O’Quack, Ned Baf (originalmente Ned Land) e Capitão Farrablot solucionar caso de uma suposta criatura que aterroriza os sete mares. Após mais um dia de caça, os destemidos tripulantes do navio Alabama são tragados acidentalmente para o fundo do mar e após um inesperado resgate passam a residir justamente no veículo marítimo que outrora acreditavam ser um monstro marinho: o Nautilus, criação máxima da engenharia e de seu comandante, o Capitão Nemo. A versatilidade dos personagens Disney faz essa nova adaptação cair como uma luva em cada um dos personagens escolhidos para designar seus papeis. Apesar de apresentarem características diferentes do usual e mais próximas da trama literária usada como referência, a essência de Mickey, Donald, João Bafo-de-Onça, Mancha Negra e Pateta é preservada.

A respeito do último citado, a escolha do atrapalhado melhor amigo do Mickey pode ser considerada à primeira vista arriscada para assumir o papel do astuto Capitão Nemo, e de fato no início da leitura é de se estranhar seus recursos para aqui se desenvolver como protagonista, mas Artibani consegue, mesmo tomando como base um roteiro adaptado, desenvolver um novo Pateta diferente do visto na série pastelão Pateta Faz História e mais próximo da original Pateta Repórter, criado por Teresa Radice e Stefano Turconi.

Interessante também a invenção por parte dos autores de Mecanomarujos para substituírem os humanos que faziam parte da obra original. Mesmo que sendo assumidamente uma estratégia para economizar tempo nas ilustrações, as simples figuras dos imediatos do Capitão Nemo trazem um frescor gráfico à obra tantas vezes retratada em diversas mídias.

Imagem: Divulgação/Panini Brasil

Assim como todas as edições de Graphic Disney lançadas pela Panini, o volume de 19.999 Léguas Submarinas é complementado por extras como esboços, bloco de notas e entrevistas com os autores, assim tornando a edição idêntica à versão original italiana. Dentre os bate-papos, temos uma conversa com Stefano Zanchi, que trabalhou como designer do Nautilus de brinquedo distribuído aos leitores do já citado semanário Topolino, onde 19.999 Léguas foi publicado pela primeira vez no ano de 2020, data em que se completava 150 anos da primeira edição do romance. É uma pena que em nosso mercado esse tipo de brinde seja inviável, muito por conta da cada vez mais restrita tiragem e público de nossas HQs.

Com mais esse tomo, chegamos a uma grande quantidade de volumes da série Graphic Disney lançadas pela Panini desde 2018. Por volta de seis volumes ainda continuam inéditos, se desconsiderarmos a extensa série do Superpato, que tem até o momento nove partes lançadas dentro da mesma coleção. O que a Panini prepara para o heróico Alter Ego de Donald? Ainda não se sabe, mas é esperado que tal mistério seja solucionado em breve, tal qual Nemo e seus subordinados aqui desvendam as antes desconhecidas profundezas do oceano.

19.999 Léguas Submarinas
Francesco Artibani (roteiro)
Lorenzo Pastrovicchio (arte)
Marcelo Alencar (tradução)
Fati Gomes (revisão)
Panini Comics
Capa dura
72 páginas
20,5×31,5 cm
R$59,90
Data de publicação: 12/2021