Em sua live semanal transmitida hoje no YouTube, a Editora NewPOP anunciou três títulos que serão lançados futuramente, sendo eles A Besta, Mulheres e Seus Segredose a novel de Solo Leveling! Confira detalhes abaixo.
A Besta
Famoso gekigaká que deu continuidade ao trabalho de Goseki Kojima em Novo Lobo Solitário, Hideki Mori será publicado pela NewPOP em uma edição única sobre a vida de Musashi contada pelo famoso autor. A Besta (no original Shishi) custará R$ 29,90 e será publicado em papel offset. O acabamento será capa cartonada com orelhas.
Abaixo, uma amostra da arte interna:
Solo Leveling – Novel
A série de novels que deu origem ao manhwa anunciado na semana passada, Solo Leveling também fará parte do catálogo da editora. Desta forma, a editora estará publicando os dois formatos de Solo Leveling existentes na Coreia do Sul. Esta série é completa em oito volumes, enquanto o manhwa/webtoon ainda está em andamento.
O papel escolhido para esta coleção foi o luxcream/pólen soft, com acabamento em capa cartonada com orelhas, similar ao de outras novels da editora.
Para saber mais detalhes acerca de Solo Leveling, clique aqui e confira o anúncio feito na semana passada.
Mulheres e Seus Segredos
Em japonês Shukujo no Himegoto – Onna-tachi no Toshi Densetsu, Mulheres e Seus Segredos traz de volta as publicações de hentai da Editora NewPOP. Volume único de autoria de Takeshi Ohmi (autor de outros hentais famosos), o título terá preço de capa de R$ 29,90, com papel offset e capa cartonada com orelhas.
Além das novidades, o editor Junior Fonseca comentou sobre lançamentos e continuações de determinadas séries, porém devido a pandemia atual enfrentada pelo mundo, alguns remanejamentos serão feitos. A editora pretende abrir pré-vendas mais longas, facilitando o escoamento dos mangás.
Serão feitas reimpressões de volumes esgotados de No Game No Life e Re:Zero e a editora pretende abrir um sistema de assinatura simbólico para viabilizar outras reimpressões. A live completa está disponível no canal da NewPOP, que pode ser acessado clicando aqui.
Anunciado há pouco mais de uma semana, o mangá Given está chegando ao Brasil pela Editora NewPOP. Agora, a pré-venda já teve início junto do plano de assinatura do mangá que contempla os cinco volumes disponíveis! Confira detalhes abaixo.
A NewPOP traz para o Brasil um dos mangás mais pedidos do último ano! A história apaixonante de Given ganhou uma adaptação em desenho animado em 2019, com uma qualidade que fez jus à história e conquistou fãs em todo o mundo. O animê é uma produção do Estúdio Lerche (Assassination Classroom, Danganronpa, Asobi Asobase) e está disponível na Crunchyroll, que você pode acessar clicando aqui.
Sinopse: “Ritsuka Uenoyama é um guitarrista colegial com talentos de sobra, que por acaso conheceu Mafuyu Sato quando este o pede para trocar as cordas. Na mesma ocasião, Mafuyu pede para que Ritsuka o ensine a tocar guitarra, porém, o guitarrista não gostou muito da ideia. No entanto, ele se vê obrigado a mudar de opinião assim que ouve o canto estonteante de Mafuyu, a ponto de convidá-lo a fazer parte de sua banda.“
A assinatura de Given contempla além de um exemplar de cada volume (Volumes 1 ao 5), 5 postais e um pôster no formato A4 exclusivos aos assinantes que serão enviados junto com o Volume 5 e um marcador de páginas, além de frete grátis. Cada volume é enviado assim que lançado pela editora.
Um filme de Given está previsto para estrear no Japão em maio de 2020. Outros mangás da autora Natsuki Kizu são Links e Yukimura-sensei to Kei-kun, ambos de volume único. A editora frisa a importância do apoio, se possível, via assinatura.
A capa do primeiro volume ainda está em produção.
O primeiro volume está previsto para o mês de maio, e o preço de capa de cada edição é de R$ 29,90. Given chega em formato 12,8 x 18,2 cm, com papel offset 90g, página colorida, capa cartonada em couchê brilho e sobrecapa em couchê fosco. A pré-venda individual do primeiro volume pode ser acessada clicando aqui.
Em sua live semanal transmitida no YouTube, a Editora NewPOP anunciou dois títulos que serão lançados futuramente, sendo eles Solo Leveling e relançamento do título A Voz do Silêncio (Koe no Katachi) com novo acabamento gráfico! Confira detalhes abaixo.
Solo Leveling
Manhwa de extremo sucesso na internet, totalmente colorido, de autoria de Chugong e Sung-Rak Jang, Solo Leveling é da NewPOP, que já havia lançado outro manhwa há alguns anos (Tarot Café). A editora ainda não divulgou detalhes gráficos ou previsões acerca deste lançamento, pois ainda está definindo os mesmos.
O título A Voz do Silêncio será relançado pela editora em capa dura, com papel couchê e em formato 2 em 1, contendo material extra inédito e com a inclusão dofanbook oficial no quarto e último volume da coleção. A média de páginas de cada volume será de 300 a 400.
Sinopse: “Shouya é um bully, suas brincadeiras infantis são uma verdadeira tortura para sua colega de classe, Shouko, uma nova aluna surda. Conforme a coisa piora e todos ao seu redor parecem ignorar ou estimular as brincadeiras maldosas, Shouya passa dos limites, forçando Shouko a mudar de escola. Tendo sido considerado o culpado por tudo, agora é ele quem sofre torturas e bullying, aprendendo na pele o seu erro. Agora, seis anos depois, o rapaz decide encarar de frente a menina que atormentou e tentar corrigir os erros do seu passado. Será que ele conseguirá sua redenção?“
Ganhador de diversos prêmios no mundo todo, A Voz do Silêncio, no original Koe no Katachi, chegou a ser adaptado para as telonas no final de 2016, tornando-se um dos grandes sucessos do ano. O título lançado pela NewPOP em 2018 está com alguns volumes esgotados, e o relançamento vem também para suprir demanda.
Na semana passada a NewPOP anunciou um grande sucesso de crítica e público de 2019 (ano em que foi animado), o mangá Given. Para saber mais detalhes do anúncio de Given, clique aqui. Também foi divulgado o preço de capa do título: custará R$ 29,90. As edições terão papel offset, com sobrecapa e capa cartonada com couchê brilho. A coleção também terá páginas coloridas em todos os volumes.
Assinantes de Given receberão cinco postais colecionáveis e um minipôster em formato A4. As assinaturas estarão disponíveis a partir da meia-noite do dia 10/04. Acesse a Loja NewPOP clicando aqui.
Digimon é uma das franquias de maior sucesso internacional do Japão, constantemente se reinventando com novos produtos, de jogos a animações. Produção original da Toei, a incursão mais recente do estúdio no universo de Digimon Adventure (ao qual pertencem as séries Digimon Adventure01, 02, os filmes, e tri.) foi o filme Last Evolution Kizuna, disponível no momento apenas em terras nipônicas e que foi criado com a promessa de encerrar o ciclo da série original comemorando seus 20 anos de vida. Mas grandes franquias nunca terminam, sempre se transformam. E Digimon Adventure: (o “:” faz parte do título) chega na temporada de abril de 2020 para cravar essa máxima de forma certeira.
Um dos animês mais aguardados da temporada, Digimon Adventure: é um reboot da série clássica original de 1999. Taichi, Agumon e seus amigos Digiescolhidos irão novamente se aventurar no Digimundo, e agora de uma nova forma, pois como dito acima, esta nova série recomeça a franquia do zero.
Taichi, se preparando para um acampamento (uma óbvia referência à série original) vê sua mãe e irmã (Hikari, futuramente uma Digiescolhida) em perigo após uma pane nos sistemas de trem de toda Tóquio. Quando tenta salvá-las, acaba sendo levado ao Mundo Digital de onde a pane nos sistemas tecnológicos do mundo real está se originando por conta do ataque de um vírus misterioso.
Digimon Adventure: começa, em poucos minutos, referenciando o material clássico porém apresentando sua trama de nova forma, diferente. O reboot transparece essa vontade do estúdio de reapresentar a franquia para uma nova geração de crianças, respeitando os visuais clássicos que marcaram época e ao mesmo tempo trazendo novas músicas, trilha sonora distinta e criando um mix de situações que lembram a série Adventure e o filme Our War Game!, de 2001, apelidado de “o filme do Diaboromon“.
O design de série clássica é aplicado numa animação moderna, criando uma boa mistura das duas coisas.
E analisando apenas o que foi entregue no episódio de estreia, a Toei não poupou esforços em muitos aspectos técnicos que foram duramente criticados em séries anteriores do estúdio, como Dragon Ball Super. A animação deste Digimon está linda, e vale ressaltar que esta série vem como estreia do horário que era dedicado exatamente ao Dragon Ball, e depois, a GeGeGe no Kitaro.
É possível que os fãs da franquia original (e consequentemente do Adventure 2 e tri.) sintam de forma brusca as mudanças, colocando a primeira série ao lado desta. Não há menções a Butterfly ou Brave Heart. A trilha incidental é diferente. Detalhes como os brasões dos Digiescolhidos já são apresentados. A relação entre as crianças também parece tomar rumos completamente diferentes do original e o Digimundo propriamente não foi mostrado ainda, mas todas as mudanças são boas. Continua sendo Digimon, mas visando um novo público, enquanto ainda presta suas homenagens à história da franquia.
Taichi e Agumon se encontram pela primeira vez.
Parece que Digimon Adventure: terá um desenvolvimento mais lento e comedido que a temporada antiga. O primeiro episódio da temporada de 1999 introduzia os conceitos dos Digimons, do Digimundo, das primeiras Digievoluções e todos os principais Digiescolhidos de uma só vez no decorrer de seus 20 minutos. Este, traz apenas Tai e Izzy, com um gancho no final com outro herói querido dos fãs. E a aventura se situa apenas em Tóquio e na Net, trazendo também a nova forma de Digievoluir dos monstrinhos.
E a modernização dos visuais e desenrolar da história também é aplicada nas tecnologias. Depois de 20 anos, é previsível que a interação dos garotos com a internet, celulares e outros devices seja mais ligada diretamente ao funcionamento do Mundo Digital. Parte dessa interação foi muito usada em tri. e a promessa da Toei é de que agora os acontecimentos do Digimundo influenciarão diretamente na vida das pessoas na Terra, causando panes e possivelmente até mudanças naturais.
Digimon Adventure:moderniza o que os espectadores já conhecem muito bem sem apelar totalmente para o valor sentimental da coisa toda. O elenco de dublagem apresentado na estreia, porém, faz um bom trabalho em aproximar as vozes das características já conhecidas de cada personagem (Tai é dublado por Yuuko Sanpei, a dubladora que dá voz ao Boruto e outros personagens famosos), conversando também com o coração do fã de longa data. A nostalgia não é direta e barata, apelativa. Ela cria um sentimento que traz memórias distantes sem perder a sensação do novo.
E parte da magia de Digimon é justamente a recriação. A franquia possui muitas séries, algumas cronológicas e outras não, mas todas de alguma forma apresentam novidades respeitando conceitos pré-estabelecidos. E Adventure especificamente se prova como o mais sólido dos Digianimês, com fôlego para mais 20 anos de aventuras e amizade entre humanos e criaturas digitais.
A nova série está disponível no serviço de streamingCrunchyroll com transmissão simultânea com o Japão (aos domingos de manhã por lá, aos sábados à noite para nós no ocidente).
Conforme anunciado há alguns meses, a Editora Devir publicará no Brasil o mangá Astra Lost in Space (Kanata no Astra, no original), da autoria de Kenta Shinohara. E a pré-venda já começou! Confira detalhes abaixo.
No futuro as viagens espaciais se tornarão uma coisa corriqueira. Um grupo de estudantes do segundo grau formado por Kanata, Aries e mais 7 adolescentes está partindo para um “Acampamento Planetário” – uma excursão de cinco dias ao planeta McPa, sem a presença de adultos.
Tudo parecia bem até uma grande esfera brilhante aparecer diante deles. Em um instante eles são absorvidos e voltam a aparecer flutuando nas profundezas do espaço sideral. Uma nave espacial abandonada que estava na região em que eles apareceram pode ser a única chance de voltarem para casa.
O mangá foi finalizado no Japão em 5 volumes e sua serialização se deu através do serviço digital Shounen Jump+ da editora Shueisha. Vale ressaltar que Astra Lost in Space é uma criação de Kenta Shinohara, mesmo autor de Sket Dance e ex-assistente do mangaká Hideako Sorachi, autor de Gintama. Além disso, a série tem uma adaptação em animê.
Em sua live organizada na página do Facebook, a Editora NewPOP anunciou o lançamento do mangá Given, de Natsuki Kizu. Confira detalhes abaixo!
Por algum motivo, a guitarra que ele amava tocar e o basquete que ele adorava jogar perderam a graça. Essa era a vida de Ritsuka Uenoyama até encontrar Mafuyu Sato. Ritsuka tinha começado a perder seu amor pela música, mas ao ouvir Mafuyu cantar pela primeira vez, a canção ressoou em seu coração e a distância entre os dois começou a encurtar.
Given seguirá o formato original japonês com sobrecapa e página colorida, e de acordo com o editor Junior Fonseca, o preço será um pouco acima do valor de capa da coleção de Great Teacher Onizuka, outra série da editora que segue um padrão parecido.
A série conta com cinco volumes lançados até o momento e foi adaptada para animê em 2019 com produção do Estúdio Lerche (Assassination Classroom, Danganronpa, Asobi Asobase). A série animada está disponível na Crunchyroll, que você pode acessar clicando aqui.
Um filme de Given está previsto para estrear no Japão em maio de 2020. Outros mangás da autora Natsuki Kizu são Links e Yukimura-sensei to Kei-kun, ambos de volume único. A publicação nacional de Given terá início em maio e a editora frisa a importância do apoio, se possível, via assinatura que será disponibilizada na loja online da mesma.
De acordo com o podcast The Perfect Organism, a Netflix produziu um anime de Alien vs. Predador e ele já está pronto. Porém, o seu lançamento pode não acontecer.
O programa diz, que a Disney está barrando o seu lançamento, pois está querendo explorar as duas franquias. A produção foi feita em parceira com a FOX antes dela ser comprada pela empresa do Mickey.
Ao que tudo incida, atores famosos foram responsáveis pela dublagem do anime que, ao que tudo indica, nunca verá a luz do dia.
Os satélites do bilionário Charles Bishop Weyland detectam uma pirâmide enterrada sob o gelo antártico e ele monta uma equipe de cientistas, arqueólogos e engenheiros para explorá-la. A equipe descobre que a pirâmide abriga duas espécies de alienígenas. Uma delas considera os humanos incubadores para seus jovens. A outra espécie é de atletas intergalácticos que caçam seus opostos por diversão. A equipe de Weyland fica no meio do fogo cruzado. Diz a sinopse do primeiro filme lançado em 2004.
Para futuras informações a respeito de Alien vs. Predador, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Publicado pela Editora NewPOP em setembro de 2019, esse volume único, além de uma leitura divertida e leve, é também um exemplar importante para o mercado, por ser uma excelente porta de entrada para o mundo das Light Novels.
Mas vamos começar do começo, e apresentar a obra: “roteiro” do filme de mesmo nome, que saiu em 2017 e foi pré-indicado ao Oscar de animação, a novel foi escrita pelo diretor Kenji Kamiyama (que você talvez conheça por ter dirigido, também, Ghost in the Shell Stand Alone Complex).
A história segue Kokone Morikawa, uma garota “caipira” que vive no interior do Japão com seu pai, o mecânico Momotarou. Com apenas três dias para a cerimônia de abertura das Olimpíadas de Tóquio, o passado do pai de Kokone vem à tona da forma mais inesperada possível. Com isso, a garota se vê numa missão de salvá-lo de caras maus, tendo como arma apenas um tablet rachado e… As informações que ela consegue no mundo de seus sonhos.
O charme de uma Light Novel está em suas personagens, e o maior gosto de se ler uma série está em acompanhar o crescimento e desenvolvimento dos protagonistas. Por conta disso, livros em volume único acabam sendo meio perigosos pois podem não dar tempo o suficiente para que você se importe com a personagem em questão.
Esse é um problema que eu não encontrei em Napping Princess: em poucas páginas, você já acaba se interessando por Kokone, já que ela é uma personagem tão… Como posso dizer? Intensa. Seja a sua versão do mundo “real” ou dos “sonhos“, ela está sempre fazendo algo, buscando algo. Não há um único minuto sequer pra parar e respirar.
Quer dizer, a menos que você feche o livro. Esse é um dos lados bons de livros né? Você pode parar pra respirar, se quiser.
Como essa imagem do filme mostra… A menina não para!
Para falar da história, acho que já posso ligar com o segundo ponto lá do parágrafo de introdução, sobre essa novel ser uma boa iniciação em Light Novels. De forma grosseira, podemos dizer que uma LN está no meio do caminho entre um Mangá e um Livro, e por causa disso, acaba afastando pessoas de ambos os extremos, com medo da semelhança com o outro lado.
E o que eu acredito é que Napping Princess poderia ajudar a trazer pessoas que gostam de livros de ficção, mas nunca se aventuraram em Light Novels, por serem “muito animê“. A história, mesmo se passando no Japão e dependendo de diversos clichês comuns da mídia, não soa como uma coisa “otaku“, por ter uma ambientação muito mais global.
Em 2020, apesar das iniciativas de guerra e de doenças fatais estarem tendo o maior foco nesse começo de ano, em breve voltaremos nossa atenção ao Japão, por conta das Olimpíadas. É um contexto onde as pessoas param de encarar o país como um “antro de otaquices” e provavelmente lembrarão que se trata de um lugar como qualquer outro. Justamente aqui que nossa história se passa, com todos os holofotes do mundo voltados para a pequena ilha asiática. Dessa forma, conseguimos apresentar, superficialmente, aquilo que você pode esperar de uma obra mais comum do gênero.
Inclusive, esse livro é genial por conseguir atrair pessoas de dois lados opostos da ficção, que normalmente nunca se encontram: aquelas que gostam de fantasia, e aquelas que preferem uma história mais realista. Tendo “dois núcleos” absurdamente diferentes, você pode se interessar mais por um do que por outro, e se divertir na parte que te agradar mais. Eu, por exemplo, fiquei muito intrigado com o mundo de Heartland no ínicio, enquanto as aventuras de Kokone no mundo real não me interessaram muito. Mas com o passar dos capítulos, me vi interessado mais com os acontecimentos de Tóquio do que do mundo fantasioso.
O último ponto que tenho a levantar sobre isso é a ausência de ilustrações. Uma das marcas registradas de Light Novels são seus desenhos internos, a maioria das vezes em “estilo mangá” (ou, como meu pai gosta de dizer, “que parece uns mangázinho“). É mais uma das características que acabam afastando potenciais leitores por passar a impressão de que o material é “muito animê“. Tirando a – belíssima, por sinal – ilustração de capa, não temos mais nada dentro, além de palavras: o miolo é praticamente um livro comum.
Isso pode assustar quem vem do mundo dos mangás, mas para quem está partindo do mundo dos livros, pode ser a bênção que eles precisavam.
Com toda essa baboseira de lado, vamos para a parte importante e o provável motivo de você estar aqui: vamos ser sommelier de lombada. O livro é no “Formato Pocket“, que a editora insistentemente lembra que não é um formato pocket pois é publicado assim no Japão. Dessa forma, você pode colocá-lo lado a lado com seus exemplares de Fate/Zero, No Game No Life, Toradora ou Shakugan no Shana, apenas para citar alguns de mesmo tamanho. Também segue a tendência recente, de vir com miolo em papel Polén Softe capa cartonada, e se encerra com 246 páginas, fazendo-o não ser muito grosso. Honestamente, um belo exemplar para a sua estante.
Nas questões técnicas, eu devo dizer que não encontrei problemas com a versão nacional. A tão temida revisão da NewPOP vem melhorando nos últimos tempos, e nesse livro, me lembro de encontrar apenas um único erro que passou por ela. A adaptação e tradução também foram bem interessantes, optando por deixar o texto o mais “brasileiro” possível (sem honoríficos, com nomes na ordem ocidental, etc.) e colocando notas de rodapé apenas para conversões monetárias (afinal, ninguém é obrigado a saber quanto que dez mil ienes valem, né?). Foram escolhas que ajudam ainda mais a deixar o livro amigável para quem for marinheiro de primeira viagem.
Créditos da versão nacional.
No geral, uma leitura que não pesou no bolso e nem na cabeça, e que conseguiu me entreter por toda a sua duração. Recomendo a leitura para quem já está acostumado com Light Novels e para quem não está.
A Netflix finalmente divulgou as imagens do anime de Altered Carbon, que você pode conferir logo abaixo.
The world of Altered Carbon is getting re-sleeved on March 19 with an all new anime that brings even more action, mystery, and cyberpunk goodness than ever before! pic.twitter.com/S1mYqsysKI
No futuro, a sociedade se acostumou à prática da troca de corpos: após armazenar a consciência de uma pessoa, ela pode ser transferida a outra “capa”, podendo viver várias vidas. O mercenário Takeshi Kovacs (Joel Kinnaman) acorda após 250 anos em outro corpo. Além de se adaptar a esta situação e à nova sociedade, ele é contratado por um homem riquíssimo para descobrir o autor de seu próprio assassinato. Tak conta com a ajuda de uma policial mexicana, um ex-militar tentando ajudar sua filha e um robô equipado com inteligência artificial.
O anime de Altered Carbon estreia em 19 de Março de 2020.