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Confira uma prévia da nova minissérie Harley Quinn & Poison Ivy

ATENÇÃO PODE CONTER SPOILER DE HEROES IN CRISIS

A DC Comics divulgou uma prévia de Harley Quinn & Poison Ivy #1, a minissérie da dupla de vilãs de Gotham City, que começa a ser comercializada em no início de setembro nos EUA.. A HQ começa bem no ponto do final de Heroes in Crisis e acontece em meio de Year of the Vilain, as personagens vão lidar com as consequências dos eventos que foram apresentados na minissérie.

“Arlequina e Hera Venenosa estão na estrada! Elas terão que fugir de vilões e heróis, enquanto exploram o seu relacionamento e compartilham o tempo e a experiência que viveram no Santuário. Será uma jornada pelo Universo DC que mudará a amizade delas para sempre… se elas viverem tanto tempo!”

 

Harley Quinn & Poison Ivy terá seis edições, roteiro de Jody Houser e artes da brasileira Adriana Melo, que recentemente ganhou um Prêmio Eisner pela antologia Puerto Rico Strong: A Comics Anthology Supporting Puerto Rico Disaster. Mas informações sobre a antologia clique AQUI.

 

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VHS | Antologia em quadrinhos de terror está em campanha no Catarse

A galera mais antiga vai lembrar: houve uma época que a internet não existia e os meios de verem filmes eram  mais limitados. Mas, porém, não menos divertidos. Era como ser parte da turma, assistir o filme na Sessão das Dez, Tela Quente, aquela fita VHS na locadora e no dia seguinte virar conversa nas principais rodinhas da escola. Obviamente, muitos filmes de terror eram temas. As gigantescas produções como A Hora do Pesadelo, Sexta-Feira 13, Brinquedo Assassino e as películas mais trash como por exemplo O Monstro do Armário. E é para celebrar esses filmes, que foi criada a antologia VHS.

VHS terá no total 13 histórias que vão desde terror mais interiorizado e intimista a grandes arroubos de ação que certamente irão satisfazer qualquer fã do gênero. Um grande time de quadrinhistas brasileiros foram reunidos com a missão de dar corpo a essa bela homenagem a esses filmes que fizeram parte de nossas imaginações e que deixavam nossas mães fulas da vida quando víamos que alugamos determinado filme.

As referências para esta coletânea foram diretores como Peter Jackson e Sam Raimi no começo de carreira, David Cronenberg, Luigi Cozzi, Dario Argento, Clive Barker, John Carpenter, o estúdio Troma e os famosos Grindhouses americanos. Nos quadrinhos, bebemos da fonte de Cripta/Creepy, Creepshow, Strange Tales, Calafrio, Garra Cinzenta e Mirza, entre tantos outros. Além de uma mini-história introdutória de Kiko Garcia, VHS contará com as seguintes histórias:

A casa em um lugar que não existe (roteiro: Joel Caetano/desenho: Azrael Bueno de Aguiar)

Em meio a uma discussão de casal, a mulher tenta conter o homem que, num rompante de ódio, decide atacar a criança. Essa ação desencadeia uma série de acontecimentos que culminarão em uma fantástica e violenta viagem pelo inimaginável.


Abramellin (roteiro: Bernardo Aurélio/desenhos: Caio Oliveira)

Uma youtuber com vídeos de temática ocultista chama a atenção de um grupo e é convidada a participar de um projeto de reality show, exibido ao vivo diariamente pelo youtube. O objetivo o projeto é realizar um ritual chamado Abramellin, no qual ela deverá passar 1 ano inteiro sem praticar sexo, sem se alimentar de carne, sem se expor à luz solar do dia, vivendo no meio de uma floresta, isolada numa cabana.


A nova ordem (Roteiro: Rodrigo Ramos/Desenhos: Leopoldo Anjo)

Um casal deve enfrentar uma horda de criaturas pelas ruas da cidade em seu caminho para a sede de um grande conglomerado midiático de onde uma série de ordens é enviada para transformar humanos em vermes.


Ave Satana (roteiro: Airton Marinho/desenho: Marcelo Damm)

Os conflitos entre dois irmãos irão tomar rumos sinistros quando a irmã leva pra casa mais um animal acolhido pela ONG onde trabalha: um bode negro salvo de um sacrifício.


Carpe Diem (Cristal Moura e Leander Moura)

Isolados numa muralha, duas sentinelas conversam sobre assuntos banais. Uma fala sem parar enquanto a outra, que apenas ouvia em silêncio, adormece e “vivencia” uma experiência talvez mais real e cruel do que o mundo que as cerca…


Controle de pragas abençoado (roteiro: Hedjan Costa/desenhos: Marcel Bartholo)

Acompanhe uma jovem dedetizadora da Gideão Controle de Pragas em sua missão sagrada de livrar a Terra do pior tipo de praga.


Elusiva (roteiro: Larissa Palmieri/desenhos: Joane Barros)

Uma cientista genial especializada no estudo de insetos faz diversos experimentos bizarros e proibidos com o cruzamento de mamíferos e invertebrados… o que poderia dar errado?


Monga: a sedução dos inocentes (roteiro: Victor Freundt/desenhos: Daniel Sousa)

Um padre é chamado para fazer um favor um tanto peculiar: dar a extrema-unção para MONGA, a mulher-gorila, que acabara de morrer no parto. Porém, nem tudo é o que parece e os segredos obscuros do circo colocarão em xeque a fé de um homem que julga aquilo que não conhece com uma verdade que não lhe cabe…


O Atalho (roteiro: Alessio Esteves/desenhos: Tiago Palma)

Após se ferir ao buscar abrigo de uma forte chuva em uma construção abandonada, Paulo irá descobrir que nem sempre toda ajuda é bem-vinda.


Sci-Fire (roteiro: Antonio Tadeu Ferreira Sobrinho/desenhos: Michell ED)

Em algum ponto do futuro, uma empresa vende pacotes de safáris interdimensionais para que pessoas ricas e cruéis possam caçar criaturas e humanos fora da jurisdição terrestre. Entretanto, alguma coisa dá errado e a CWAT (Cyber Warfare Against Terrorism) é acionada.


Tentáculos do prazer (roteiro Felipe Morcelli – desenhos: Ricardo Carandes)

Bebendo da mesma fonte de Clive Barker e inspirado no caso da menina Eloá, de 2008, esta história nos mostra como o homem pode ser violento quando é influenciado – e enganado – pela religião, pelo passado e pela falta de conhecimento.


Turismo Macabro (roteiro: Fernando Barone/desenho: Samuel Sajo)

Cansado das multidões nos pontos turísticos de Roma, um jovem arrogante e preguiçoso fará um acordo do qual se arrependerá amargamente…


Verme (roteiro: Bruno Bispo/desenho: Victor Freundt)

Após perderem a comunicação com um laboratório experimental, um grupo de pesquisadores e militares entram no complexo buscando respostas, mas talvez fosse melhor ficar com as perguntas.

Vale destacar as recompensas temáticas de VHS. Como se trata de uma homenagem aos filmes de terror e trash, tudo foi pensado nesse sentido. As recompensas vão de carteirinhas de sócios da videolocadora, a adesivos estilo anos 80, e se bater a meta, a publicação virá com uma capa de fita VHS.

VHS terá o formato 12 x 20 cm (como uma antiga fita de vídeo), 288 páginas, capa de Dudu Torres e pôsteres internos (que separam as histórias) por Lula Carneiro. Para saber mais detalhes da campanha, valores, recompensas e, óbvio, para apoiar, clique AQUI. O lançamento oficial será na CCXP 2019.

 

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Conheça o livro O Negro Nos Quadrinhos do Brasil, da editora Peirópolis

A Editora Peirópolis está lançando o livro O Negro Nos Quadrinhos do Brasil, de autoria do professor e escritor Nobu Chinen. O autor promove um belo resgate de parte importante de nossa historiografia, com obras de autores negros e como eles influenciaram positivamente a forma de representação do negro na nona arte, restituindo-lhe o papel fundamental na formação de nosso país como nação política independente.

Para realização de O Negro Nos Quadrinhos do Brasil, foi feita uma minuciosa pesquisa buscando a construção da imagem do negro nas narrativas gráficas, desde as artes visuais em seus primeiros registros da presença dos africanos no Brasil, sequestrados e escravizados para servir ao proposito colonizador, ate a produção atual, do mainstream às HQs autorais.

O Negro Nos Quadrinhos do Brasil terá um evento de lançamento no dia 31 de agosto, a partir das 16h, na Ugra Press (Rua Augusta, 1371 – Loja 116), em São Paulo/SP.

O Negro Nos Quadrinhos do Brasil tem formato 17 X 24 cm, 344 páginas e mais de 400 figuras.

 

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Conheça o livro ilustrado Quando Descobri Que Era Menina, que está no Catarse

Está em campanha no Catarse o livro ilustrado Quando Descobri Que Era Menina. Organizado por Bel Pardal e Carol Sartori, o livro é voltado para o publico infantil, ou melhor, para além dele também. Pois aborda temas importantes no amadurecimento como o momento em que as meninas deixam de ser crianças e passam a ganhar responsabilidade, proibições e expectativas que colocam dentro da caixinha desse gênero.

Além de lidar com as mudanças mentais e físicas, Quando Descobri Que Era Menina também mexe com temas como: representação negra nos produtos audiovisuais, praticar esportes classificados como extremamente masculinos, a pressão estética “você precisa ser bonita”, negar a feminilidade por achar que as meninas são mais fracas e a culpabilização das meninas enquanto meninos podem fazer o que quiser sem consequências.

 

Para realizar o Quando Descobri Que Era Menina, a dupla Bel Pardal e Carol Sartori, reuniu um time com 9 ilustradoras, que trouxeram diferentes pontos de vistas sobre o mesmo assunto. Sendo que o desafio foi: quem viveu a história não é quem ilustra. Ou seja, cada ilustradora escreveu a sua história e entregou para a outra dar vida. Gerando assim, na mesma história temos uma mistura entre quem viveu e contou, e quem a ouviu e ilustrou.

As ilustradoras são: Carolina Trezena, Cinthia Saty, Fernanda Montoni, Flávia Borges, Maria Rigon, Rafa Villela, Van Falcão, e claro, Beal Pardal e Carol Sartori.

Quando Eu Descobri Que Era Menina terá formato 20 x 20cm, capa triplex 250g e miolo com 72 páginas. A campanha no Catarse se encerra daqui há cinco dias. Para saber mais sobre recompensas, valores e para apoiar, clique AQUI.

 

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Torre entrevista | Daniel Sousa, o verdadeiro Homem-Polvo dos Quadrinhos

O mercado de quadrinhos brasileiro vem se consolidando cada vez mais nos últimos anos, principalmente quando pegamos a área independente do nicho, vemos que novos escritores e desenhistas surgiram com ótimos trabalhos. E suas publicações têm ido de vento e popa. O que é o caso do Daniel Sousa.

O Daniel Sousa é morador de Campinas/SP, é designer gráfico e ilustrador, e encarou o desafio de publicar suas HQS em 2018, quando lançou a hqs Entrespaço e O Bar do Pântano. Como um verdadeiro Homem-Polvo, ele fica em diversas frentes com os mais variados projetos: é o artista das webcomics Niilismo Apologético e Rascunho do Inferno, capista do zine do podcast Benzina, está em campanha no Catarse com Histórias para (NÃO) Dormir, esse ano ainda começam mais duas campanhas: Antologia VHS  e Tachyon (que você pode conferir uma prévia no site Tapas), é presença confirmada no Artist Alley da CCXP 2019, fica de frente à loja virtual do Cavernna e ainda encontra tempo para ser paizão de quatro crianças. O homem não para, mesmo assim conseguimos trocar uma ideia com ele para o Dá o Papo Comics:

1 – A campanha no Catarse de Histórias para (NÃO) Dormir é um sucesso (até aqui já estava com 98%). Como surgiu a ideia e o convite para participar dessa antologia?

Daniel: O bacana desse projeto é justamente a vontade de quadrinistas iniciantes de enfiar as caras na produção de quadrinhos. A ideia veio de uma conversa entre o Lucas e o Rafael em um grupo de discussão, e em pouco tempo eles já tinham organizado tudo. A inspiração na obra do Lovecraft foi o ponto em comum entre os autores, e daí o projeto caminhou. Além disso, foram feitos alguns convites para pessoas que já tem um nome estabelecido nas hqs, como o Eric Peleias, Edson Bortolotte, Ede Galileu, e isso foi muito importante não só para ajudar a chamar a atenção do público, mas também para estimular os novos artistas. Essa vontade de colaborar só reforça o que costumo afirmar: Que a comunidade de quadrinistas independentes aqui no Brasil é muito unida. Eu fui convidado meio que em cima da hora para participar do projeto. O artista que inicialmente ilustraria o roteiro do Eric precisou se afastar do projeto, e foi nesse momento que eu fui convidado. Eu já conhecia o Lucas, e ele já havia me convidado anteriormente, mas eu não pude aceitar por estar envolvido em outros projetos, mas o segundo convite bateu certo com o meu cronograma, e eu fiquei feliz em conseguir colaborar.

Tenho ajudado também com a experiência que tive com minhas hqs no Catarse para ir arredondando as pontas da campanha, mas o mérito é todo deles, eu só faço o spam. Mas sim, alcançar praticamente os 100% da meta antes da metade da campanha é um feito bem bacana, e a intenção é continuar arrecadando para oferecer aos leitores ideias que ficaram inicialmente de fora por motivos de orçamento. Então quem está acompanhando o projeto pode esperar metas estendidas com algumas novidades, incluindo uma hq extra com um roteirista experiente e um quadrinista novo, mas espetacular! E pra quem ainda não apoiou, sugiro que dê uma passada na página da campanha no Catarse. Muita recompensa bacana, inclusive um pacotão de hqs anteriores dos artistas envolvidos e arte original.

2 – A história O Chamado de Deus é sua com o roteiro do Eric Peleias. Como foi essa dobradinha e o que pode adiantar da história?

Daniel: O roteiro do Eric é – e não podia ser diferente – excelente. Por se tratar de histórias curtas (7 páginas), espera-se pouco espaço de manobra para se contar uma boa história, e o Eric contornou isso com maestria. Sem abrir mão do horror e suspense, a trama é bem costurada e tem uma carga dramática que dificilmente alguém conseguiria desenvolver em uma narrativa curta como esta.

Tanto o Eric quanto eu estamos em cronogramas individuais apertados, e eu ataquei o roteiro já finalizado. Mas justamente pela qualidade das direções do Eric no roteiro, pude ilustrar as páginas de uma vez só. Mantivemos nossa comunicação mas tudo foi resolvido sem muitas intervenções de um lado ou de outro, e fiquei contente com o resultado. E mais importante para mim, o Eric também.

Sobre a história em si, sem entregar os spoilers, se passa em um hospital psiquiátrico e tem como ponto central os limites entre a loucura e a sanidade – tema sempre presente na produção de Lovecraft. Dizer mais do que isso já é entregar a história.

3 – A gente vê uma galera seguindo muito na vibe de H.P. Lovecraft. O quadrinho nacional bebe muito dessa fonte, o que é natural, pois Lovecraft foi um gênio sem sombra de dúvidas. Quando surgiu a ideia de Histórias para (NÃO) Dormir, rolou algum receio do tipo: “ah mais uma HQ sobre isso” ou se tornou um desafio de fazer algo diferente do que já tinha sido apresentado?

Daniel: Sem dúvidas, a obra do Lovecraft é um tema que sempre foi muito explorado pelos autores de horror e suspense. Com a maioria de suas obras passando para domínio público essa produção só aumentou, e isso tem seus lados bons e ruins. Se por um lado pode parecer um atalho rápido para se produzir material de horror, por outro é um bom ponto de partida e sempre um porto seguro. O fato é que a produção de ficção costuma passar por fases: vampiros, zumbis, worldbuilding medieval, cyberpunk… Acho que o que vale é o mérito do autor em desenvolver uma boa história e tentar se destacar no meio de tantas publicações.

Além disso, é um conteúdo que tem seu público cativo. Se não houvesse saída para esse tipo de material, certamente não veríamos tantas publicações do gênero. Então a questão não é se perguntar “ok, vou fazer mais uma hq sobre esse tema?”, e sim “ok, como posso contar uma história bacana sem cair no lugar comum?”. E sob essa ótica, eu acredito que tivemos sucesso.

4 – O Catarse é uma baita plataforma para artistas independentes e até editoras. E ultimamente temos visto muitas campanhas, principalmente de julho para cá. Como agir para uma campanha não “canibalizar” outra?

Daniel: Antes de mais nada é preciso ressaltar que eu sou cria justamente dessa geração do crowdfunding, hahaha. Da publicação de Entrespaço no ano passado até o final deste ano terei participado de pelo menos 6 campanhas, então esse é o único caminho que utilizei para conseguir publicar minhas hqs.

Eu vejo o financiamento coletivo como um grande marketplace para quadrinistas independentes. Conheci o trabalho de muita gente ao navegar pelas campanhas em andamento, da mesma maneira que há 20 ou 30 anos eu folheava títulos em bancas em busca de algo para ler, e sei que muitos dos meus apoiadores chegaram até meus títulos dessa mesma maneira. Então eu simplesmente não tenho como achar ruim que haja cada vez mais títulos disputando apoio. Isso é sinal que há cada vez mais gente com possibilidade real de ter seu trabalho publicado. O aumento no número de projetos no segundo semestre é algo natural. A CCXP acontece em Dezembro, e é o evento mais visado pelos quadrinistas, então uma concentração de novos projetos nesse período é inevitável já que o processo de seleção prioriza artistas que tenham algo de novo para o evento. Este ano, especificamente, não tivemos o FIQ ou a Bienal de Curitiba para dar vazão a lançamentos ainda no primeiro semestre, então isso influenciou ainda mais. Talvez não seja o ideal, mas estamos longe de estar em uma situação complicada. Ano passado financiei a publicação de duas hqs, uma no primeiro e outra no segundo semestre. A quantidade de apoiadores foi praticamente a mesma. Então eu não quero apresentar uma solução definitiva para essa situação, mas talvez a questão não seja a do autor disputar um possível apoiador com outros autores, e sim pensar em como trazer novos leitores para esse mercado, independente se a campanha acontece em Maio ou em Setembro.

Mas claro, existem outras soluções. O apoio recorrente é uma delas, e nos últimos meses tenho estudado e me preparado para utilizar essa variação de financiamento coletivo como maneira de disponibilizar meus títulos. Gostaria de já estar com isso no ar, mas ficará para o ano que vem.

Mas esse é um daqueles problemas que eu fico feliz em ter para resolver, hahaha. Pior seria se não houvesse esse tipo de plataforma e a produção precisasse ser bancada inteiramente do próprio bolso. Aí sim estaríamos ferrados, pois a quantidade de gente publicando de maneira independente é cada vez maior, e o alcance seria infinitamente menor. O crowdfunding é mais do que uma vaquinha para você bancar sua publicação. É uma ferramenta que cria todo um mercado de leitores. Vale a máxima: em tempos de crise, tem gente que chora e tem gente que vende lenço.

5 – Entrespaço foi a sua estreia nos quadrinhos. Ela tem um peso particular de um momento de sua vida. Já foi lançada até em inglês, sendo bem elogiada por várias pessoas. Como você vê Entrespaço ainda?  Ela chegou onde você queria ou ainda pode alcançar voos maiores?

Daniel: Eu tento não olhar muito para ela hahaha. Sim, tive um retorno muito legal por parte do público com essa hq, e isso me deixa feliz porque o texto é bem pessoal, a metáfora do astronauta é meio que o meu manifesto em forma de quadrinhos.

Artisticamente falando? Foi meu primeiro trabalho em arte sequencial, e se por um lado eu gostei do resultado estético, do outro a narrativa visual me incomoda. E o meu traço estava bem cru nesse trabalho. Tenho consciência que evoluí de lá para cá, mas ainda preciso melhorar bastante alguns aspectos do meu desenho.

Para um primeiro trabalho, acho que ela chegou inclusive mais longe do que eu imaginava. O lançamento no FIQ 2018 foi excelente – foi meu primeiro evento, lançando minha primeira hq – e até hoje encontro leitores que me puxam de lado para contar o quanto se identificaram com a publicação.

Hoje estou com a tiragem dessa hq quase esgotada (espero que sobrem algumas edições para a CCXP19), mas ela está disponível em formato digital na Comixology em inglês (como Interspatial) e português.

6 – Você está presente na Antologia VHS, que reúne uma galera muito boa e está sendo bem aguardada. O que poderia adiantar sobre VHS e sobre a sua história?

Daniel: Cara, poder participar da VHS com esse tanto de gente boa é uma honra pra mim. Para quem não conhece o projeto, é uma coletânea com quase 300 páginas de quadrinhos, organizada pelo Rodrigo Ramos e pelo Fernando Barone e a ideia é homenagear a trasheira dos filmes de terror da década de 80.

A dupla conseguiu juntar uma equipe de primeira pra essa publicação, e eu fiquei chocado quando soube que iria ilustrar um roteiro do demente Victor Freundt, do qual sou fã incondicional. Aliás, eu estou verdadeiramente preocupado com o resultado dessa hq. O roteiro do Victor pega não em só uma, mas em pelo menos uma dúzia de feridas diferentes, e tem um desfecho monstruoso. Estou seriamente considerando contratar um guarda-costas com o resultado das vendas hahaha.

Falando sério, tem sido uma experiência muito boa trabalhar com o Victor nesse projeto. Em Entrespaço eu escrevi e desenhei uma hq. Com O Bar do  Pântano e Histórias para Não Dormir, tive a oportunidade de trabalhar com roteiristas, o Tazzo e o Peleias, e foi um aprendizado pela dinâmica nova. Com o Victor, a diferença é que ele também é um ilustrador, e a dinâmica muda novamente no vai e vem das páginas. O aprendizado tem sido incrível.

7 – No final do ano passado, você e o Felipe Tazzo lançaram o Bar do Pântano. Quando voltaremos a visitar o bar no inferno?

Daniel: Este ano o Bar do Pântano foi indicado, para nossa surpresa, como um dos melhores lançamentos independentes de 2018 do Troféu Angelo Agostini, e não dá pra deixar isso passar em branco. Não levamos o prêmio, e esperamos novamente não levar em 2021, mas para isso precisamos publicar o próximo volume em 2020. Então SIM, veremos mais material. Os compromissos com as duas coletâneas e os dois títulos solo que eu me comprometi a lançar este ano acabaram adiando um pouco os planos, mas não confirmo e  não nego que 2020 possa trazer uma surpresa ou outra. Desde que começamos a pensar nessa hq o Tazzo aproveitou para elaborar todo um universo que pudéssemos ter de base para futuras histórias, e foi nesse vai e vem de conversas pelo WhatsApp e um ou outro encontro movido à base de cerveja que a segunda história presente na revista surgiu.

Então o que temos é um monte de regras, situações, personagens e possíveis acontecimentos que estão fermentando em algum lugar obscuro de nossas mentes, e que em breve serão organizados para um próximo volume do Rascunho do Inferno, que é como carinhosamente decidimos chamar esse universo que criamos.

8 – E aquele papo de animação do Bar do Pântano que surgiu no Twitter?

Daniel: Pois é, temos uma animação em andamento! O Tazzo é um cara ambicioso e eu sou um mosca morta. Pense em Pinky e Cérebro. Os planos para esse universo não estão limitados unicamente às hqs, e isso é algo que o Tazzo tem em mente desde que começamos a conversar sobre esse projeto. A ideia sempre foi expandir isso para webcomics, podcasts, animação, literatura e qualquer outra mídia que a gente puder perverter o suficiente.

No caso específico da animação, no momento não estou tão envolvido com o processo quanto gostaria de estar. O roteiro gira em torno da primeira história da revista, e o Tazzo tem contado com a ajuda do incrível Daniel Ete, também conhecido como baixista do Muzzarelas, para desenvolver a parte visual da coisa. Mas é um processo demorado, e assim que os compromissos com essa pilha de quadrinhos que estou envolvido terminar, volto para dar uma força na animação (e nas outras frentes desse plano). Mas o que tenho visto de todo o processo já está deixando bem claro que vai ser algo insano.

9 – Recentemente, você publicou no Tapas, Tachyon – prologo. Com a descrição de ser uma “hq semi-biográfica que pode ou não conter elementos de verdade”. A HQ ainda vai entrar em campanha no Catarse, mas poderia adiantar alguma coisa sobre Tachyon?

Daniel: Tachyon é uma mistureba de autobiografia, misticismo, vidas passadas, referências artísticas que eu preciso colocar para fora do meu sistema e mais um monte de ideias malucas. Eu passo boa parte do meu tempo acordado absorvendo informações, seja através de notícias, conversa, terapia, twitter, o meu vizinho maluco que insiste em bater boca com o meu cachorro (spoiler: ele ainda não conseguiu ganhar uma discussão)… tem muita merda acontecendo nesse mundo e é um desperdício isso não ser aproveitado em uma boa história. A trama, no final das contas, é uma espécie de exorcismo pessoal. Não no sentido clássico – eu não escrevo terror – mas no sentido de resolver pontas soltas da minha vida, colocar isso em pratos limpos e poder seguir em frente. Então o que você vai ler, não cronologicamente, é uma história de nascimento e morte. Enquanto Entrespaço foi uma espécie de foda-se para interferências externas em minha vida, em Tachyon eu mando o mesmo foda-se para as interferências internas, ou seja, é hora de crescer e entender o quanto você mesmo é responsável pelas suas derrotas e suas vitórias. Mas se você me conhece, sabe que eu não vou fazer isso de uma maneira linear ou, sei lá, didática.

Acredito que seja um trabalho que vai atender aos leitores de Entrespaço, que pedem por mais material nessa linha, mas que ao mesmo tempo tem uma proposta diferente o suficiente para não parecer mais do mesmo. E sim, eu sei que não falei quase nada. É surpresa. Leiam o prólogo e partam do princípio que aquilo é só o comecinho.

Arte para o podcast Benzina.

10 – Você tem histórias autobiográficas, terror, “horror-fantástico-maluco” como Bar do Pântano… qual seria um tema ou gênero que você gostaria de abordar diferente desses? Algo mais político ou mais “faroeste”, futurista…

Daniel: Alguns temas eu prefiro trabalhar com um roteirista. Terror é um deles. Eu não me vejo escrevendo terror em um futuro próximo, acredito que ainda não consegui pegar o jeito para esse tipo de narrativa. Por isso, os meus 3 últimos trabalhos, que são nessa linha, contam com o roteiro de outras pessoas (e posso dizer que pelo menos mais um está nos planos para o ano que vem, já que fui pego de surpresa com um convite bem bacana). Se formos falar de quadrinhos que eu escrevo, aí sim tenho minhas predileções. Futurista, posso dizer que com certeza sim. Política? Claro, mas não no sentido panfletário. É preciso lembrar que política não é (ou não deveria ser) o jogo de poder que vemos em Brasília, mas sim defender ideais que contribuam para a sociedade. E isso pode ser feito tanto através de alegorias quanto numa abordagem mais direta. No final do dia, o que importa é você se sentir à vontade para escrever sobre o assunto.

11 – Eu acredito que estamos vivendo um momento muito bom nos quadrinhos nacionais. Diversos artistas talentosos, uma galera boa se abraçando para divulgação, até mesmo os chamados “grandes sites” têm olhado diferente para o movimento. Mas, uma vez o Aléssio Esteves me falou, e concordo com ele, que não seria uma Era de Ouro essa atual. Porque já tínhamos uma galera trampando antes, e trampando muito bem. O que você acha desse momento? É o momento certo para fazer quadrinhos no Brasil, que se tornará mais duradouro, ou é apenas uma fase que tem uma galera “surfando”?

Daniel: Cara, o momento atual é muito bacana. Minha carreira como quadrinista é recente, mas eu acompanho o cenário nacional a tempos, e a coisa só tem embalado. Mas eu concordo com vocês. Definitivamente estamos colhendo os frutos desse pessoal que praticamente pavimentou na marra o caminho para as hqs independentes. Hoje temos ferramentas de financiamento coletivo que não existiam a 10 anos, e isso facilita imensamente o processo de publicação. Redes sociais, grupos de discussão, tudo isso ajuda muito não apenas para mostrar o seu trabalho, mas também para se relacionar com outros quadrinistas e com o público. Tive muitos apoiadores nos dois extremos do país, um alcance que eu jamais teria se não fosse por essa facilidade. Mas todo o mérito é desse pessoal que está fazendo quadrinhos desde antes dessas ferramentas estarem disponíveis para a maioria do público. Esses sim são os verdadeiros heróis.

 

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A Cabana | Quadrinho sobre violência doméstica, suspense e amor está no Catarse

Uma trama de suspense e drama que remexe o passado dolorido e fala sobre amor. É assim que se apresenta A Cabana, quadrinho que está com a campanha de financiamento coletivo no ar pelo Catarse. A publicação fala sobre importantes temas que devem ser discutidos cada vez mais, como violência doméstica e feminicídio computando como ciclos violentos de uma doença social.

Confira a sinopse de A Cabana:

“Alexandre, que viveu até sua adolescência em Siderópolis, recebe na vida adulta a notícia que seu pai, Benjamin, agricultor de fumo e arroz durante toda a vida, sobreviveu a um derrame e retorna à sua cidade natal. Ele decide cuidar do pai na cabana, que fica na cidade vizinha, rodeada pela natureza, mas é entorpecido pelos cheiros, sons e toques daquele ambiente que muito o fazem lembrar da infância. O vento frio no rosto trazendo o cheiro da mata, o som dos pássaros anunciando o entardecer e até o sabor dos pratos preparados para seu pai lembram Alexandre de seus tempos de plantio, de sua antiga casa e de sua mãe.”

 

Com roteiro de Caroline Favret e Caru Moustopoulos e arte de Gustavo Novaes, A Cabana faz parte do coletivo Outside.co, sendo um spin-off do projeto audiovisual intitulado Pela Querida Cibele (que ainda está em desenvolvimento). A narrativa questiona a violência, seus impactos dentro de grupos sociais, contando a história de uma pequena família de mãe solteira que se muda de São Paulo para Criciúma com os seus dois filhos.

A Cabana tem a intenção narrativa de apontar engrenagens que mantém o padrão violento gerado pelo senso comum e suas consequências desastrosas pouco questionadas, mas extremamente nocivas a todos. O objetivo é levar o projeto adiante, produzindo, futuramente, mais volumes da história, fazendo uma série de HQs dentro desse mesmo universo.

A Cabana tem formato 17 x 26 cm, 80 páginas em preto e branco e o lançamento será na CCXP desse ano. Para saber mais sobre a campanha, valores e recompensas, clique AQUI.

 

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Mayans MC | Confira os novos posters da segunda temporada

O canal FX divulgou os novos posters da segunda temporada de Mayans MC, o spin-off de Sons of Anarchy. Criada por Kurt Sutter (autor da série original) e Elgin James, a trama envolvendo o clube de motociclistas, tensões na fronteira EUA-México e a disputa dos irmãos Ezekiel e Angel Reyes ganha um novo capítulo a partir de setembro. Confira os posters na galeria abaixo:

Confira também o trailer da nova temporada:

Mayans MC tem no seu elenco J.D. Pardo, Clayton Cardenas, Emilio Riveira, Sarah Bolger. Edward James Olmos, Carla Baratta entre outros.

Os novos episódios retornarão em 3 de setembro deste ano nos EUA, quase um ano após a estreia da primeira temporada. Ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

 

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A Noite Espera | Os Pesadelos estão por aí e podem ser domesticados

As Entidades dos Pesadelos são criaturas vis e sombrias que surgem de formas diversas. Uma delas é o famoso Bicho Papão, que insistem em proporcionar o terror nas pessoas. Mas contra essas entidades temos a proteção dos caçadores sobrenaturais Tomas e Valente. E para falar mais sobre esse enredo, a HQ A Noite Espera da dupla Bruna Andrade e Clara Rios está contando com o seu apoio no Catarse.

Confira a sinopse abaixo:

“Pesadelos são criaturas que existem desde o florescer da humanidade; tanto em seus corações como na forma de entidades cujo único propósito é se saciarem com o terror humano. Integrantes de uma longa tradição de caçadores, Tomas e Valente são dois jovens adultos que lutam em busca de harmonia entre o mundo sobrenatural e o mundano. Uma luta que entra em contradição ao surgir uma inesperada proposta de um aliado pouco confiável.”

 

A Noite Espera é fruto da imaginação de duas nordestinas, originárias dos estados de Pernambuco e Piauí. Bruna Andrade e Clara Rios apresentam uma narrativa na qual Pesadelos são criaturas a serem domadas: os protagonistas não buscam eliminar sua existência, e sim mostrar que as sombras são uma parte importante no delicado ciclo da natureza; tudo isso enquanto lidam com seus próprios pesadelos internos, que estão prontos para devorá-los. A trama mistura o sobrenatural com um pouco de mistério, e elementos de slice-of-life.

Essa é a segunda publicação delas, sendo Pareidolia (2018) o primeiro quadrinho feito por Bruna Andrade, e Impuros (2018) o de Clara Rios, ambos lançados na CCXP 18.

A Noite Espera tem formato 14,8 x 21 cm, 140 páginas, offset 120g em preto e branco. Para saber mais sobre a campanha, recompensas e valores, clique AQUI.

 

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Filhote de Mandrião | Graphic Novel de Rafael Marçal está no Catarse

Já está no ar a campanha de Filhote de Mandrião, a primeira graphic novel de Rafael Marçal. Apesar de ser sua primeira história “completa”, Rafael já é experiente no Catarse, com sete publicações bem sucedidas com tirinhas. Agora ele conta a história dos pinguins Will e Wes.

Confira a sinopse abaixo:

“Will e Wes são dois pacatos pinguins vivendo sua vida tranquilamente no Polo Sul. Wes adora uma atividade física e não consegue ficar parado, enquanto Will prefere uma poltrona fofa e um bom livro… Quando o Wes dá sossego para ele ler, né? Mas dessa vez o Wes conseguiu ir longe demais, adotou um Mandrião, um dos maiores predadores de pinguins de toda a Antártida. Como proteger um órfão ao mesmo tempo que esse órfão pode ser tornar sua maior ameaça?”

 

Filhote de Mandrião tem formato 19,0 x 27,5 cm, 144 páginas coloridas e já está com 70% de atingimento no Catarse. Para saber mais sobre a campanha, recompensas e valores, clique AQUI.

 

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A Banda | Revista especializada em quadrinhos chegou!

“Estava à toa na vida e o me amor me chamou, para ver a Banda passar cantando coisas de amor. A minha gente sofrida, despediu-se da dor. Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor”

A Banda chegou e com ela as melhores informações sobre o mundo dos quadrinhos em geral. A revista será uma publicação bimestral e foi idealizada por Carlos Neto (do canal Papo Zine), Douglas Utescher (da Ugra Press), Gustavo Nogueira (Universo HQ) e Thiago Borges (O Quadro e o Risco). E o primeiro número já começa com os dois pés na porta comemorando os vinte anos de O Dobro de Cinco. A publicação será viabilizada por financiamento coletivo no Catarse.

O Dobro de Cinco é a primeira parte de Diomedes, a principal HQ do lendário Lourenço Mutarelli. A publicação é tão importante que foi incluída no livro 1001 Comics You Must Read Before You Die, ainda inédito no Brasil. A obra, que é uma das poucas de origem tupiniquim citadas no livro, é um marco na publicação de romances gráficos de fôlego, sendo um paradigma para o formato álbum em nosso país a partir de então.

A Banda vai abordar, nessa data tão significativa graças a importância de Diomedes, “Quais os Clássicos do Quadrinho Nacional?”, com reportagens apresentando diferentes tópicos sobre o assunto juntamente com uma entrevista exclusiva com Lourenço Mutarelli.

 

Além do quarteto fundador,  a primeira edição de A Banda conta com um time de colaboradores composto por Edson Bortolotte, Maria Clara Carneiro, Mariana Waechter e Ramon Vitral.

A Banda terá 36 páginas, formato 16 x 25 cm e uma estética clean e moderna ao conteúdo. Para saber mais sobre a campanha, recompensas, detalhes e valores, clique AQUI.