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Resenha: Guarani – A Terra sem mal

                   “Prepare-se Duprat… o front não está muito longe.”

A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional que já aconteceu na América Latina. A batalha travada entre o Paraguai, liderado pelo Marechal Solano López, contra a Tríplice Aliança, composta pelo Império do Brasil, Argentina e Uruguai, iniciou por diversos motivos diferentes (mas que todos ou a maioria, envolve influência do governo Britânico) e durou cinco anos.

A Guerra teve seu final com a captura e assassinato do Marechal López em Primeiro de Março de 1870, mas o grande último embate foi a Batalha de Campo Grande, também conhecida como “Batalha de Los Niños” ou “Acosta Ñu” pelos paraguaios, em 16 de agosto de 1869, a partir dessa data, ela tornou-se o Dia da Criança naquele país. Essa batalha foi a última tentativa desesperada de defesa do Paraguai, onde ele recrutou de forma forçada, crianças de no máximo 15 anos contra as forças de 20 000 homens da Tríplice Aliança, entre as crianças, vários jovens índios da tribo Guarani.

É esse é o grande ponto de Guarani – Terra sem mal dos argentinos Diego Agrimbau (roteiro) e Gabriel Ippóliti (arte), publicada aqui no Brasil pela editora Comix Zone em mais um belo trabalho editorial que se tornou característica de suas publicações.

Na graphic novel o leitor segue o fotografo francês Pierre Duprat, que vem para a América Latina para realizar um ensaio fotográfico com as índias da tribo Guarani, e, inevitavelmente, ele está testemunhando e convivendo com a guerra, suas mazelas e ideologias. Pois Guarani não trata somente do horror e miséria que uma guerra traz em sua bagagem. Durante a sua saga pela batalha, Duprat convive com pessoas que defende cada lado, e como os dias atuais, discutem em exaustão para justificar cada tiro e morte. Convive com as vitórias mortais da selva em cima de soldados de ambos exércitos, o que acontece com desertores, com pessoas recrutadas forçadamente para a guerra e como a guerra atingiu os mais antigos dessas terras: os indígenas.

E os únicos momentos belos e de respiro que existem, são exatamente quando Duprat finalmente encontra os Guaranis e convive com ele, mesmo por pouco tempo. Ali testemunhamos costumes, algumas tradições, o outro lado da selva com beleza e ternura. Algo que nos dimensiona um pouco de como eram os tempos antes do homem branco chegar com sua maquina de morte e guerra. E assim segue até o recrutamento forçado de homens e crianças da tribo para a guerra.

O roteiro de Diego Agrimbau conduz como telespectadores desde a chegada de Duprat, fazendo-nos escorregar por dentro de um conflito que, apesar da proximidade geográfica, não parece ser nosso. Mas a arte de Gabriel Ippóliti, com cores… digamos… que “não vibram”… mas que impressiona como deveria ser uma guerra, dão um tom importante demais para a ambientar o leitor dentro da história. O quadro dos corpos boiando mescla um horror que está aproximando e sentimos uma melancolia arrependida do personagem principal como fosse algo do tipo “onde eu fui me meter?”. E esse sentimento que a arte proporciona é um dos grandes diferenciais da obra.

Uma grande importância de Guarani – A terra sem mal é ser um registro histórico de uma parte da história do Brasil que muitas vezes é renegada em prol da glória do “nosso” exército. Massacrar crianças com armas e cavalos, não é nada digno de nota e grandes feitos. Mas muitos usam essa guerra para falar de libertação do povo paraguaio das mãos de López, que foi o estopim para a abolição da escravidão e que o primeiro vento do surgimento da Republica contra o Império. Mas o massacre de crianças, muitas delas indígenas seguem negligenciado por grande parte de historiadores. Como acontece até hoje em dia.

O Brasil por exemplo, segundo dados divulgados pelo Atlas da Violência no dia 31 de agosto desse ano, as taxas de mortes violentas de indígenas aumentou 21,6%, nos municípios que têm terras indígenas apresentaram um crescimento mais acentuado na última década. Muito fruto de invasões, garimpo ilegal e uma série de ilícitos que vêm ocorrendo.

O mais irônico (se é que existe alguma coisa irônica em uma guerra) é que as duas cabeças pensantes mais poderosas, Solano López pelo Paraguai, e o D. Pedro II pelo Brasil, assumiram suas posições quando muito jovens. Solano López foi nomeado general-de-brigada aos 18 anos de idade. Já D. Pedro II tornou-se Imperador quando tinha 5 anos, depois de seu pai abdicar o trono, e assumiu para valer ao completar 15 anos. Ambos iniciaram jovens e se tornaram expoentes, Solano é visto até hoje como herói nacional no Paraguai, enquanto seu rival é visto como a pessoa que não descansou até capturar, o para ele, sanguinolento ditador paraguaio.

Mas como é apresentado em Guarani – Terra sem mal, o grande vencedor dessa guerra não teve honra e a herança deixada foi um país devastado. Apresentar esses fatos, muitas vezes tomando um ou outro lado, mas sabendo que o horror da guerra é o único vitorioso aqui.

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Literatura

Editora Comix Zone publica O Demônio de Frankfurt, o seu primeiro livro

Durante a entrevista do editor Thiago Ferreira ao nosso site, ele comentou que existe o projeto da editora Comix Zone para publicações de livros, expandindo seu catalogo que até então era somente de quadrinhos. Bem, o momento chegou, e O Demônio de Frankfurt chegou em grande estilo.

O Demônio de Frankfurt é o primeiro livro da Comix Zone e tem autoria de Ferréz, uma das cabeças pensantes da editora. E quando eu disse antes, que chegou em grande estilo, eu não estava brincando. O livro conta com ilustrações de Lourenço Mutarelli e um caderno de extras com desenhos de Andrei Bressan, Danilo Beyruth, Doug Firmino, Gabriel Bá, João Pinheiro e Marcelo D’Salete. Ou seja, um timaço. Confira a sinopse abaixo:

“O governo brasileiro mandou para a Alemanha setenta e oito autores para representar o Brasil e fazer palestras na Feira Literária de Frankfurt. Dois desses escritores já eram problemáticos e decidiram IR em outra jornada: foram procurar o Demônio. Só um deles voltou.”

Reginaldo Ferreira da Silva, o Ferréz, é romancista, contista e poeta. Com uma linguagem influenciada pela sua vivência na periferia de São Paulo, Ferréz já publicou diversos livros, entre eles: Fortaleza da Desilusão (1997), Capão Pecado (2001), Amanhecer Esmeralda (2005), Ninguém É Inocente em São Paulo (2006), Deus foi almoçar (2012) e Os ricos também morrem (2015).

O Demônio de Frankfurt tem formato 16.7 x 24 cm, 144 páginas e está em pré-venda com 30% de desconto no site da Amazon, nas versões com e sem bookplate autografado pelo autor.

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Quadrinhos

Calmaria, HQ de Melissa Garabeli e Phellip Willian, está em campanha no Catarse

Está no ar a campanha de financiamento coletivo para Calmaria, HQ de Melissa Garabeli e Phellip Willian, que conta a história de Lia e Tan e como um encontro por acaso sob uma forte chuva mudou as suas vidas.

Conhecer uma pessoa, ainda mais por acaso, é muito empolgante. Mas o que esse momento pode significar e o quanto temos de abrir mão para que um relacionamento possa vir a ser? São essas questões que Lia e Tan terão que descobrir em uma HQ com lindas aquarelas que narram a descoberta do amor.

Calmaria é o segundo volume da Trilogia do Afeto, que iniciou em 2018 com a publicação da graphic novel Saudade. A trilogia tem como missão contar histórias que tragam sentimentos. Apesar de serem parte da mesma coleção, ambas as histórias são independentes uma da outra.

Calmaria tem formato 20 x 25 cm, 112 páginas e tentará seguir a mesma qualidade estética do Saudade, com capa dua e o mesmo tamanho.

Para saber mais detalhes sobre a campanha, valores, recompensas e claro para apoiar, clique AQUI.

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Quadrinhos

Inferno, HQ da Editora Draco que celebra Dante Alighieri, está no Catarse

Dante Alighieri foi um dos mais importantes escritores da história ocidental, além de pensador e político. A sua obra mais famosa e celebrada é A Divina Comédia, um conjunto de poemas que se tornou um dos primeiros textos a ousar ser publicado não no latim acessível apenas a uma elite, mas na língua comum falada em Florença, sua terra natal. Obra-prima da literatura clássica.

E no ano de 2021, completam-se 700 anos de sua morte e para marcar e comemorar a vida e obra do escritor, a Editora Draco anunciou o HQ Inferno, que conta com roteiro de Alexey Dodworth e desenhos de David Arievilo, e está em campanha de financiamento coletivo no Catarse.

Inferno é uma tragicomédia em quadrinhos que reflete os nossos duros, difíceis e estranhos tempos. Afinal, os demônios não são nada perto das pessoas reais que trafegam entre nós. Onde o Inferno é um lugar lotado e precisa de uma expansão, e os anjos já ficaram sabendo dessa reforma.

Em polvorosa, os guardiões do Paraíso têm uma nova missão para Dante: retornar ao Inferno para verificar que mudanças são essas que estão ocorrendo. Acompanhado e protegido pelo amor de sua adorada Beatriz e guiado por um demônio que se apresenta como Caído, Dante vai descobrir que o mundo que ele um dia conheceu não é mais o mesmo.

Inferno começa com 24 páginas coloridas, formato 24 x 17 cm, miolo em papel couche e capa cartonada com orelhas. Caso ultrapasse o valor inicial, a história ganhará mais páginas, o que significa mais círculos infernais.

Para saber mais sobre a campanha, recompensas e valores clique AQUI.

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Quadrinhos

Revista El Perro Feo, primeira antologia da Escória Comix, está em pré-venda!

Depois de uma enxurrada de histórias e uma profunda analise do Conselho Satânico liderado pelo editor Lobo Ramirez, a Revista El Perro Feo chegou à luz da vida e a editora Escória Comix já iniciou a pré-venda em seu glorioso site. A primeira antologia da Escória Comix conta com 38 artistas que se debruçaram sobre os temas “tosco, podre & radical”. Confira abaixo a lista dos escolhidos:

São os abençoados escolhidos: João Araújo, Chico Felix, Guti, Pedro Menos, Emilly Bonna, Sama, Doug Firmino, Donadora, Nat Biriba, Carlos Panhoca, Tosqueira Comix, Gabriel Granja ( Grunje Art), Atópico, sheilóka, Victor Freundt, Érico Noronha, Thiago Luis (Os Ratos), Marcos Moura, Vitor Bello, Riotsistah, Diego Gerlach (Vibre Tronxa Comix), Bruna MZF, 𝘼rame Surtado, Marcio Jose Vantini Bocchini, Ana Alice Giovanaz, Fábio Vermelho, Rebeca Catarina, Koostella, Velha Cosmo, Fralvez, Marco Vieira, Douglas Utescher (Ugra Press), Raphael Fernandes (Editora Draco), Senor Gualda, Daniel ETE Giometti, Adriano Rampazzo, Gabriel Dantas (Bife de Unicórnio) e Paulo Henrique Moreira.

A Revista El Perro Feo terá uma versão simples, contando com a antologia e um pacote de colecionador (limitado) que contém: 1 belo boné de Brim modelo caminhoneiro, 1 botton 4,5 cm, dois posteres A3 coloridos e três adesivos tamanho 4×6 cm.

A antologia Revista El Perro Feo tem formato 18×26,5 cm, 184 páginas, capa couche, capa de Emilly Bonna e lombadinha quadradinha. Ela está em pré-venda no site da Escória Comix em sua versão simples AQUI e no pacote colecionador AQUI.

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A editora Comix Zone inicia a pré-venda da belíssima De Mar a Mar – A Descoberta do Pacífico

A editora Comix Zone iniciou a pré-venda De Mar a Mar – A Descoberta do Pacífico, com exclusividade na Amazon Brasil. Publicado originalmente em 1992, a HQ da lenda Enrique Breccia e Cristóbal Aguilar Jiménez, apresenta como o explorador espanhol Vasco Núñez de Balboa se tornou o primeiro europeu a avistar o Oceano Pacífico em 25 de setembro de 1513. Pelas imagens apresentadas pelo editor Thiago Ferreira (e que estão na galeria dessa matéria) é uma das mais belas publicações do ano.

De Mar a Mar – A Descoberta do Pacífico narra os episódios dessa travessia repleta de armadilhas, de tentativas de traição e de confrontos com os povos indígenas, que culminaria com a descoberta de um oceano ainda desconhecido pelos europeus. Ao roteiro envolvente e muito bem embasado de Cristóbal Aguilar Jiménez se unem as sublimes aquarelas de Enrique Breccia. Confira na galeria abaixo:

 

A graphic novel faz parte da coleção Relatos del Nuevo Mundo, que foi publicado originalmente para comemorar os 500 anos da descoberta da América.

De Mar a Mar – A Descoberta do Pacífico tem formato 21 x 28.5 cm, 56 páginas, capa dura e tradução de Pablo Casado. O lançamento oficial será no dia 20 de outubro, mas você pode adquirir o exemplar com um desconto de 30% na pré-venda.

 

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Z – A Marca da Liberdade, com roteiro e arte de Germana Viana e cores de Fabiana Signorini está no Catarse

A Ultimato do Bacon Editora iniciou mais uma campanha de financiamento coletivo no Catarse para a sua HQ Escafandro, que é uma publicação com histórias fechadas, completas por edição. Cada uma passeia por gêneros como terror, ficção científica, aventura e comédia, com os mais diversos autores. E agora temos a poderosa Germana Viana no universo de Zorro!

Em Escafandro: Z – A Marca da Liberdade, Germana Viana apresenta uma fábula inspirada na jornada real de Johnston McCulley, o criador do famoso personagem, nas suas mais diversas referências, misturando elementos reais e fictícios no auge da corrida do ouro no velho oeste americano.

O escritor McCulley, em uma trama misturando mistério, aventura e ação, parte em busca de inspiração para o seu novo livro, com ele está a retratista Phelps encarregado de registrar em ilustrações os momentos importantes da viagem. A dupla, no entanto, encontra mais que relatos ou informações, esbarrando com um bandoleiro mascarado envolto por acontecimentos espetaculares, amores proibidos, tesouros secretos e pactos clandestinos realizados por um capitão sem escrúpulos.

Escafandro: Z – A Marca da Liberdade tem formato 17 x 25 cm, 36 páginas coloridas e capa cartão. As cores são da Fabiana Signorini. Para saber mais sobre a campanha, seus detalhes, valores, recompensas e para apoiar, clique AQUI.

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Super-Heróis a serviço do capitalismo. Conheça o One-Star Squadron da DC Comics

Imagine que você está em apuros e precisa de um super-herói? Como você vai chamar? Bem, os seus problemas acabaram, graças a um aplicativo no seu celular a equipe One-Star Squadron vai te ajudar!

Essa é a premissa que o roteirista Mark Russell, juntamente com as artes de Steve Lieber, vão apresentar na minissérie de seis edições One-Star Squadron. O grupo conta com a liderança do Tornado Vermelho e tem no seu corpo heróis como Poderosa e Homem-Elástico. As primeiras analises falam que One-Star Squadron é uma história cheia de coração, heroísmo e humor. E que conversa com todos que já tiveram um trabalho embaraçoso, entorpecente ou humilde. Ou seja, com muita gente.

 

 

Os serviços prestados pelos heróis no app são os mais variados, vão desde combater o crime, deter invasões alienígenas e animar festas infantis. Vale lembrar que é um grupo formado por personagens da DC Comics que não tem muita notoriedade popular. Dependendo do trabalho ele afeta de certa forma cada personagem, que começam a se questionar: Quem está por trás da criação do app?

One-Star Squadron começa a ser publicado em dezembro nos EUA.

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Teocrasília, de Denis Mello, está em pré-venda em edições de luxo pela Editora Guará

O quadrinista Denis Mello apresentou, lá pelos idos de 2018, ainda pelo selo Caligari, um lugar onde líderes religiosos interferem cada vez mais na política. Esse é o cenário de Teocrasília, e com certeza você, em pleno 2021, vê diversos pontos de semelhança com o nosso Brasil. E agora, pela Editora Guará, com dois belos volumes, Denis coloca Teocrasília no alto das nossas discursões.

De alguma forma já estamos preparados para Teocrasília, os pesadelos parecem muito próximos e, sim, assustadoramente reais. Que a ficção, também ela, nos expurgue contra o horror. Muitas vezes o que temos é a resistência e a fé do que da luta pode surgir. Eis o credo de Vicky, Yuri e Gambino, nossos aliados na batalha por outro céu ou mesmo outro inferno, algo que talvez já nos convença. Sujeição, controle, cumplicidade, deserção, desertos, loucura. A Niterói de Denis é universal. A catarse machuca mas, sendo o leitor criatura naturalmente delicada, já alertamos que é um espanto que também cura ao mesmo encontro e, entre um país sobretudo trágico, a obra que ora sai pela editora Universo Guará é um alento, um aviso. Ou confrontamos aquilo que nos orienta e nos define ou, sem trapaças, tudo acaba voltando ao mesmo lugar.

Teocrasília – livro 1: O Fim da Inocência

Num breve e distópico futuro o Brasil é governado pelo Divino Altar. Diante de um cenário repressor e violento, veremos como diferentes pessoas lidam de diferentes formas com a situação. Um grupo decide se isolar e começar uma sociedade alternativa, uma cientista libertina decide encarar o mundo sem mudar sua saia curta, um funcionário público burla as proibições do regime por trás de um pseudônimo… Qual será o destino deles numa Niterói vigiada pela Legião do Altar e os fanáticos Cruzados? Teocrasília, de Denis Mello (vencedor do Troféu HQ Mix), apresenta um cenário complexo e cheio de personagens interessantes e que, apesar de ter sido iniciada em 2016, conversa assustadoramente com os tempos atuais do país.


Teocrasília – livro 2: As Sombras do Cárcere

A distopia religiosa de Teocrasília segue a pleno vapor! Depois de todos os traumas da primeira edição, o grupo de Yuri agora faz a segurança nas festas clandestinas do Barba Negra. Finalmente veremos todos os protagonistas reunidos, mas esse evento reserva surpresas que vão mudar para sempre o destino de todos. Acompanharemos aqui jornadas de redenção, um traumático encontro cara a cara com o temido Capitão Malenda no ambiente bizarro dos Campos de Reconsagração e uma impressionante caçada humana. Uma exposição em comemoração ao aniversário do golpe gera um registro macabro do regime. Traição, violência, drama, mortes, companheirismo, desespero, estratégia e muito mais em “As Sombras do Cárcere”.

Ambos os volumes de Teocrasília tem formato 23 x 16 x 1.3 cm, 232 páginas, um (lindo) projeto gráfico da Paula Cruz, cores de Alexandre Contador (no segundo volume) e o lançamento oficial será no dia 07 de novembro. Na compra de pré-venda cada volume sai de R$ 49,90 por R$ 40,00.

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Confira Todos os Detalhes das Pré-Vendas da Editora Veneta

A Editora Veneta tem um dos catálogos, seja em quadrinhos ou em livros, mais rico, importante e desejado das editoras brasileiras. Importantes obras que abordam temas políticos, questões raciais, feminismo, combate à homofobia e guerras são alguns dos assuntos abordados em suas publicações.

E nesse ano não está sendo diferente. Importantes publicações como Depois que o Brasil Acabou de João Pinheiro, Incognegro de Mat Johnson e Warren Pleece e Kit Gay de Vitorelo são alguns exemplos dos tesouros que estão chegando pela Veneta. Isso sem contar graphic novels como Palestina de Joe Sacco e a Caixa: King/BlackDogs de Ho Che Anderson.

Aqui listamos algumas publicações que estão em pré-venda, e com promoção, pelo site da editora.

Kit Gay (Vitorelo)

Finalmente a prova que uma mentira repetida mil vezes pode se tornar verdade! O livro pelo qual tanta gente, incluindo o presidente da república, sonhou! Pela primeira vez, o Kit Gay existe! E em um formato ideal para se ler dentro ou fora do armário. Um manual que te prepara para o futuro, quando a alegria de viver e o respeito pela vida vencerão o preconceito, os ódios de gente recalcada, a alienação, as superstições e a estupidez.

Kit Gay tem formato 12 x 18 cm, 96 páginas e o lançamento oficial será em outubro. Para comprar o seu exemplar, clique AQUI.


Incognegro (Mat Johnson e Warren Pleece)

Com roteiro de Mat Johnson e artes de Warren Pleece, Incognegro se passa nos anos 1930, quando Zane Pinchback, um repórter de Nova York, é enviado para investigar a prisão de seu próprio irmão, acusado pelo brutal assassinato de uma mulher branca no Mississippi. Enfrentando uma multidão de fazendeiros segregacionistas e homens da Ku Klux Klan prontos para o ataque, Zane precisa permanecer “incognegro” por tempo suficiente para descobrir a verdade por trás deste crime, salvando não apenas seu irmão, mas a si mesmo.

Publicado originalmente pela Vertigo, extinto selo de quadrinhos adultos da DC Comics, a graphic novel e ambienta no início do século XX, quando os linchamentos eram uma prática comum em todo o sul dos Estados Unidos, um grupo de repórteres corajosos arriscaram suas vidas para expor essas atrocidades. Eram homens afro-americanos que, pela cor de pele clara, conseguiam “passar despercebidos” entre os brancos, se infiltrando entre os principais grupos racistas. Eram os “incognegros”.

Incognegro tem formato 17 x 23 cm, 144 páginas e tradução de Gabriela Franco. Para comprar seu exemplar, clique AQUI.


Umahistória (Gipi)

O italiano quadrinista Gipi é um dos mais aclamados da atualidade e entrega em Umahistória aquela que foi considerada uma das 10 melhores graphic novels de 2020. Um soldado angustiado diante da carnificina na Primeira Guerra Mundial. Uma baronesa frívola que inspira o surgimento das metralhadoras. Um escritor perdido. Aquilo que não podemos desfazer nem perdoar. O caminho de casa, como encontrá-lo de volta? Tudo isso é Umahistória.

Alternando entre um preto e branco áspero e suas aquarelas exuberantes para construir uma narrativa múltipla. Através de pistas complexas, entre um posto de gasolina solitário e cartas de amor perdidas, Umahistória é uma HQ emocionante sobre como os ecos do passado podem afetar dramaticamente nossas escolhas.

Umahistória tem formato 21 x 28 cm, 132 páginas, tradução de Michele Vartuli e o lançamento será em 27 de setembro. Para comprar seu exemplar, clique AQUI.


O Livro da Selva (Harvey Kurtzman)

Esse aqui é um verdadeiro tesouro em sua importância! Em 1958, o lendário Harvey Kurtzman, o criador da revista Mad, procurou a editora Ballantine com uma ideia nova e radical: um livro com quatro histórias contadas em formato ilustrado e sequencial, voltadas para o público adulto. Nas décadas que se seguiram, esse conceito viria a ser definido pelo termo “graphic novel”.

O Livro da Selva, à frente de seu tempo, revelou-se um fracasso comercial inesperado para a Ballantine e um desastre financeiro para Kurtzman. Sua inspiração e seu impacto foram, mesmo assim, tremendos, especialmente para um grupo de jovens quadrinistas alternativos, entre os quais estavam Robert Crumb, Gilbert Shelton e Art Spiegelman. Kurtzman definiu muito do que foram os quadrinhos dali em diante.

A influência de Kurtzman é imensa não apenas nos quadrinhos norte-americanos. O francês René Goscinny, por exemplo, antes de criar o Asterix, escreveu seus primeiros livros em parceria com Kurtzman, de quem foi uma espécie de discípulo. Para o cineasta Terry Gilliam, que foi assistente do editor e quadrinista no início dos anos 1960, “Kurtzman foi um dos padrinhos do Monty Python”. Até porque, além de Gilliam, outro integrante do Monty Python, o inglês John Cleese, também atuou nas fotonovelas que Kurtzman publicava em sua revista Help, no início dos anos 1960, assim como o jovem Woody Allen.

Esta edição de luxo conta com uma introdução de Gilbert Shelton, outra de Art Spiegelman, um ensaio de Denis Kitchen e uma conversa entre os devotos de Kurtzman, Peter Poplaski e R. Crumb.

O Livro da Selva tem formato 17 x 27.5 cm, 192 páginas, tradução de Alexandre Barbosa de Souza e o lançamento previsto para dia 30 de setembro. Para comprar o seu exemplar, clique AQUI.


Kent State: Quatro Mortos em Ohio (Derf Backderf)

Em 1970, os jovens norte-americanos acreditavam que poderiam mudar os Estados Unidos. A Guerra do Vietnã completava 15 anos, com centenas de milhares de mortos. Na segunda maior universidade do estado de Ohio, a Kent State, o mês de maio começou com uma série de protestos contra o conflito, que se espalharam pela cidade, atraindo a atenção das paranoicas forças armadas do governo Nixon, que viam infiltração comunista em cada flor no cabelo, em cada acorde de guitarra.

Nixon resolveu fazer, então, de Kent State um caso exemplar de repressão. No dia 4 de maio, quando os estudantes se preparavam para mais uma manifestação, soldados da Guarda Nacional simplesmente abriram um tiroteio contra os jovens, deixando nove feridos e quatro mortos.

O quadrinista Derf Backderf tinha 10 anos quando o massacre na Kent State aconteceu. Mas acompanhou tudo aquilo de perto. E agora, cinquenta anos depois, após muitas pesquisas e entrevistas, traz um detalhado e comovente retrato de um momento que ajudou a definir não apenas os Estados Unidos contemporâneo, mas muito do que foi o Ocidente desde então.

Kent State: Quatro Mortos de Ohio tem formato 20 x 27,5 cm, 288 páginas, tradução de Érico Assis e o lançamento previsto para 01 de novembro. Para comprar o seu exemplar, clique AQUI.


Depois que o Brasil Acabou (João Pinheiro)

Premiado no Brasil e na Europa, aclamado como um dos principais autores do quadrinho brasileiro contemporâneo, João Pinheiro passou últimos anos registrando os tumultos que o Brasil tem vivido. O golpe político de 2016, as manifestações de rua, a violência policial e social, a desigualdade mantida a ferro e fogo, a vida nas quebradas e a destruição dos sonhos de o Brasil se ver finalmente livre do colonialismo e do racismo. No retrato feito por Pinheiro, o país é um campo de batalha onde a Preta Maravilha, Marighella, Mano Brown e Antônio das Mortes enfrentam Bolsonaro, Sérgio Moro, José Luiz Datena e um super-herói da Marvel Comics.

“Os confrontos e o delírio são permanentes, tudo isso encontramos no ambiente desenhado por João Pinheiro”, os elogios da revista francesa ActuaBD são para Burroughs, outro livro do quadrinista, mas servem também para definir Depois que o Brasil Acabou. São páginas furiosas, escatológicas e até mesmo panfletárias, mas lindas em sua urgência.

Depois que o Brasil Acabou tem formato 19 x 26 cm, 112 páginas, introdução de Rogério de Campos, prefácio de Marcello Quintanilha e lançamento previsto para 25 de outubro. Para comprar o seu exemplar, clique AQUI.

Lembrando que essas e outras publicações estão com preços promocionais no site oficial da Veneta, clicando AQUI.