Está no ar a campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse para Terror em Nanquim, que brinda o início dos trabalhos do selo de mesmo nome. A HQ busca o algar do pânico chega para propagar fabulas, mitos e lendas brasileiras, revelando os horrores da fantasia humana. Aqui você vai encontrar novos talentos e quadrinistas em destaque que vão elevar o horror nacional!
Que segredos sombrios estão guardados pelos recantos mais remotos do Brasil? Que enigmas, seres, lendas, rituais, crimes e tradições horripilantes se escondem no folclore, nas florestas, pampas, cerrados, caatingas, pequenos povoados e grandes centros urbanos? Quem teria coragem de explorá-los?
As coisas mais terríveis podem estar mais próximas do que imaginamos. Há um mundo oculto por trás da natureza e dos muros esperando que alguém os desvende. Quem poderia montar um mosaico de todo o horror espalhado pela sombria rosa dos ventos do Brasil?
O embrião de Terror em Nanquim começou a crescer em 2015 no projeto A Arte do Terror, com o objetivo de compartilhar entre os leitores, contos nacionais dos gêneros terror, horror, suspense, mistério, fantástico, sobrenatural, entre outros. O projeto é todo realizado pelo selo independente e atualmente, conta com nove edições digitais da coleção, cada uma com um tema diferente e mais quatro edições especiais.
Terror em Nanquim terá formato 27 x 19 cm, 148 páginas em preto e branco e para saber mais sobre a campanha, valores, recompensas, os artistas envolvidos e como apoiar, clique AQUI.
A coleção Legado de Cthulhu, também conhecida como Trilogia das Cores, da Editora Draco, composta por O Rei Amarelo em Quadrinhos, O Despertar de Cthulhu em Quadrinhos e Demônios da Goetia em Quadrinhos, vai ganhar uma continuidade, a editora iniciou a campanha de financiamento coletivo para O Reinado de Carcosa.
O Reinado de Carcosa conta a história da jovem Cássia, que busca fazer as pazes com sua ex-namorada Camila Nuit. Porém, ao aceitar o convite para ver a estreia da peça que dá nome ao quadrinho, a inteligente aspirante a escritora é levada por um labirinto de narrativas perturbadoras. A cada causo ambientado em Carcosa ou dominado pela monarquia amarela, mais a sua sanidade arranha as paredes do crânio para escapar.
A trama foi inspirada no universo do livro O Rei Amarelo, de Robert W. Chambers. Obra admirada pelo escritor H. P. Lovecraft e uma das pedras fundamentais do horror cósmico. É referência não só na literatura, mas em obras como a série True Detective, o RPG O Chamado de Cthulhu e a HQ O Rei Amarelo em Quadrinhos.
A história é ambientada na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte e tem roteiro de Marcos Guerra e desenhos de Will Silva.
O Reinado de Carcosa tem formato 17 x 24 cm, 86 páginas, papel couchê e capa cartonada com orelhas. Para saber mais sobre a campanha, valores, recompensas e claro para apoiar, clique AQUI.
Mantendo a sua tradição de lançar autores inéditos no Brasil, depois de Diego Agrimbau (Guarani – A Terra sem mal), Gato Fernández (O Golpe da Barata), Michel Rabagliati (A canção de Roland) entre outros, a editora Comix Zone iniciou a pré-venda de Preferência do Sistema, graphic novel escrita e desenhada pelo francês Ugo Bienvenu.
A trama se desenrola em 2120, onde o principal recurso é a memória virtual. Com milhões de giga consumidos pelas redes sociais, não há espaço para mais dados. Quem decide o que apagar são os “profetas”, uma espécie de polícia que define o destino de milhares de obras culturais. Yves, um arquivista, tem a tarefa de tentar defender certos dados, cuja perda considera dramática para o patrimônio da humanidade.
Mas está ficando cada vez mais difícil frear a destruição das informações e ele não suporta a ideia de ver obras-primas como 2001 – Uma Odisseia no Espaço desaparecerem para sempre. Para salvá-los do esquecimento, Yves decide armazenar ilegalmente esses dados em seu robô doméstico, Mikki, que também carrega sua filha ainda não nascida. Porém, as coisas não são tão simples: as autoridades percebem suas atividades clandestinas e vão atrás dele.
Ugo Bienvenu é reconhecido como um dos maiores nomes da ficção científica contemporânea e um dos responsáveis pela nova encarnação da revista Métal Hurlant. No ano passado, Preferência do Sistema recebeu o Grande Prêmio da Crítica da ACBD – Associação dos Críticos e Jornalistas de Quadrinhos, uma das premiações mais importantes do segmento na França.
Preferência do Sistema tem formato 21 x 25,5 cm, 168 páginas, capa dura e a tradução de Fernando Paz. Comprando na pré-venda, você adquire 30% de desconto no site da Amazon Prime.
O quadrinista Mario Cau juntamente com Rob Gordon e Marina Kurcis, iniciaram uma nova campanha de financiamento coletivo no Catarse para viabilizar a publicação de Terapia – Volume 2. A história retoma a partir do capítulo oito, encerrado no volume 1, respondendo diversas perguntas que ficaram em aberto no volume anterior. Vale lembrar que Terapia – Volume 1 foi publicado pela Geektopia, já este segundo volume será lançado de forma independente.
Terapia relata um garoto que não se sente completamente feliz e consegue expressar seus sentimentos somente por meio de antigas músicas de blues, sua grande paixão. Ao querer saber o motivo de não se sentir feliz, começa a se consultar com um terapeuta, dando início a uma jornada na qual descobrirá muito sobre o mundo que o cerca e, claro, sobre sua própria identidade. Em 14 capítulos, os leitores acompanharam a transformação deste menino, muitas vezes se identificando com ela.
Os roteiros são de Rob Gordon, Marina Kurcis e Mario Cau, que também é responsável pela edição, arte e letras. Ao longo de sua publicação original, Terapia foi indicada para o Troféu HQ Mix seis vezes e venceu duas na categoria Melhor Web Quadrinho.
O primeiro volume da versão impressa também concorreu na categoria Edição Especial Nacional. Mario Cau foi indicado nas categorias Desenhista Nacional, em 2014, e Colorista Nacional, em 2017.
Terapia – Volume 2 tem formato 20,5 x 27,5 cm, 160 páginas e capa dura. Para saber mais sobre a campanha, valores e recompensas, clique AQUI.
Zagaia é uma lança africana, usada pelos povos originários para caça, pesca e guerra. Lançar é um verbo que define, também o ato de jogar algo pro mundo. “Se lançando” em meio desse conceito, já está à venda a Zagaia – Coletânea de Quadrinhos Afroamazônidas.
Zagaia – Coletânea de Quadrinhos Afroamazônidas reúne 10 histórias que produzem um mosaico de narrativas que perpassam por experiências de vidas dos artistas que produziram e temas diversos.
A publicação é organizada por Elton Galdino que reuniu um time de respeito: ítalo Rodrigues, Heloize Rodrigues, O Afrontosu, Mandy Barros, Gyselle Kolwalsk, PV Dias, Bruno Pedroso, Fernanda Monteiro, Yan Di Maria, Woylle Masaki, Victor Duarte e Rodrigo Leão.
Imagem de divulgação do lançamento online
O quadrinho possuí acessibilidade para pessoas PCDs: prefácio em Braile e QRCode para a versão digital online com áudio descrição e no
BOX contém 10 revistas que viram pôster.
Você pode adquirir o Zagaia – Coletânea de Quadrinhos Afroamazônidas no perfil do Instagram, clicando AQUI. E tem o apoio do Norte em Quadrinhos da Sâmela Hidalgo.
Como sabemos temos diversos guerreirinhas e guerreirinhos dos quadrinhos nacionais. Muitas vezes na força, no suor, na raça e um tanto de sangue e lágrimas. Já estamos caminhando ao final do segundo ano de uma pandemia e essa galera, que muitos são nossos amigos, passaram por alguns perrengues sem os tradicionais eventos e no meio de tantas e tantas opções de quadrinhos para os leitores brazucas. E a galera foi buscar meios e modos para não deixar a bola da criação cair.
Uma das formas foram as campanhas de financiamento coletivo, fosse para financiar as próprias publicações ou para levantar suas campanhas de assinaturas. E esse é o ponto importante. As assinaturas no Catarse e no Padrim são meios, não só dos quadrinhos, mas de outras mídias como podcasts ou sites, de ajudar a manter viva um trabalho bacana e decente.
Obvio que existem veículos e quadrinhos que não merecem um centavo, mas esse não é o foco. E também sabemos que nem sempre dá para ajudar todos os amigos. A situação financeira não está fácil para ninguém (exceto para alguns engravatados aí no poder), mas podemos é pegar alguma assinatura, que converse mais com a gente, que curtimos mais e que queremos ver o trabalho sempre funcionando.
Além de contribuir com o movimento, ou cena, ou trabalho de um quadrinista, as assinaturas ainda possuem um sistema de recompensas. Podem ser conteúdos exclusivos, artes, fazer parte de grupos privados no Telegram ou então no Facebook e newsletter com novidades e notícias.
Uma gama maior de projetos você pode encontrar no Catarse e no Padrim.
Clique nos títulos para conhecer algumas indicações de assinaturas:
Lá pelos idos de 2017, a jovem Larissa Palmieri realizou um dos seus sonhos: publicou sua primeira história em quadrinhos, ela saiu na coletânea Space Opera em Quadrinhos, pela Editora Draco. Ela já andava pelos caminhos dos quadrinhos realizando resenhas no seu blog pessoal e na batalha de uma série de cursos de roteiros.
De lá para cá, foram publicações em editoras e dezenas de histórias importantes, como por exemplo, “Meu corpo, minhas regras” da coletânea Na Quebrada da Editora Draco, a recente adaptação em quadrinhos para Frankenstein de Mary Shelley, recentemente veio a grande notícia em que o quadrinho O Fantasma da Ópera em São Paulo, que tem desenhos de Al Stefano e edição de Daniel Esteves foi aprovado no ProAc Expresso 20/2021 e uma adaptação literária de um famoso livro infanto-juvenil, em parceria com a Fabi Marques e Mario Cau também aponta no horizonte. Ou seja, a musa dos quadrinhos nacionais está com tudo e não está prosa.
Aqui conversamos sobre processo de trabalho nos roteiros, “pitacos” em parcerias e como usar, ou tentar, as redes sociais para promover o próprio trabalho de maneira sadia dentro e/ou fora da nossa bolha. Sem mais delongas, Larissa Palmieri:
1 – O que você está lendo atualmente?
No momento em quadrinhos estou lendo “Terra da Garoa” do Rafael Calça e do Tainan Rocha, além de ter pego umas edições antigas da Revista Animal pra ler também. De livro, estou alternando entre Hellraiser do Clive Baker com o Onze Reis do meu querido amigo Tiago P. Zanetic. Mas preciso urgente terminar o Retrato de Dorian Gray do Oscar Wilde.
2 – Esse ano você lançou a adaptação de Frankenstein da Mary Shelley. Essa obra é muito mais do que uma história de monstros, como muitos consideram e pensam. Como foi trabalhar em cima de um texto tão cheio de camadas, e ainda tentar colocar as suas características nela?
Foi uma responsabilidade enorme. E coincidiu de começarmos esse trabalho junto com a pandemia, então foi um momento muito tenso da vida de todo mundo e o ritmo ficou bem bagunçado. Mas tive a oportunidade de dar um mergulho e eu acabei lendo o livro várias vezes, estudando a vida da Mary Shelley pra entender melhor os subtextos que estavam ali. Mas, de todos os desafios, acho que o maior foi tentar contar essa história de uma forma que fosse acessível para mais idades e que pudesse combinar com o traço do Pedro também. Tive que segurar um pouco meus ímpetos mais violentos de narrativa como costumo fazer sempre essas histórias e foi uma experiência interessante.
3 – Um passarinho contou que você, juntamente com o Mario Cau e a Fabi Marques estão no forno para lançar um novo trabalho. O que podemos esperar? Será que pode adiantar alguma coisa sobre?
Ah, eu acho que dá pra imaginar que é um dos trabalhos mais lindos que fiz até agora. Também posso dizer que essa adaptação literária de um famoso livro infanto-juvenil, com adaptações para série televisiva, é uma saga muito conhecida na língua inglesa, em especial no Canadá. Como autora, foi algo muito diferente de tudo o que já fiz até agora e amei demais navegar por esses estilos.
Lindo spoiler do projeto que terá cores da Fabi Marques e roteiro de Mario Cau.
4 – Já se foram um ano e tanto de pandemia. Isolamento, ficar longe de eventos e pessoas queridas. Isso mexeu com sua forma de escrever ou com as ideias de roteiros que tinha antes do isolamento iniciar?
Estou totalmente “trilili” das ideias como autora. Não consegui fazer nada autoral, do zero, desde julho do ano passado. Acho que além de um contínuo esforço para sobreviver e pagar as contas, a falta de eventos, vida social e passar muito tempo em casa meio que fez os meus estalos criativos fugissem de mim. Sou uma observadora do cotidiano e as pessoas no meu entorno sempre me inspiram demais, ao contrário das minhas paredes.
5 – O caminho para se tornar o roteirista muitas pessoas passam por etapas. Existem cursos, o network é importante e sempre estar escrevendo é essencial. Nem que seja uma ponta de ideia. Qual o melhor caminho para chegar nesse nível de competência sendo uma roteirista inteligente, talentosa, poderosa e cheirosa como você?
(RISOS) Obrigada pelo cheirosa. Bom, eu acho que a coisa mais importante de tudo isso que você citou na pergunta é sentar a bunda na cadeira e escrever e realizar – coisa que não ando fazendo por causa desses tempos tenebrosos, mas geralmente é meu modo padrão. Ainda tenho muito pra construir, é verdade, mas publiquei quase 20 histórias desde 2017 porque meti as caras mesmo. Infelizmente o medo segura o nosso ímpeto de subir os degraus e acho que na maior parte do tempo eu não tive esse sentimento apesar de ser uma pessoa muito surtada e sofrer muito com a síndrome do impostor.
Ainda tenho muitos desafios pra superar, como escrever uma história longa completamente autoral, mas sei que vou chegar lá se tiver os gatilhos certos. E acho que isso vale pra todo mundo, não parar muito pra pensar nos poréns, mas começar a escrever e ir atrás. A sua primeira história será ruim, as próximas serão piores do que as futuras. Mas tem uma frase que eu amo: antes feito que perfeito, e é assim que eu sigo com a minha vida, com o tempo vou lapidando a técnica com a prática. E tem que ter tesão por contar histórias, né?
O Fantasma da Ópera em São Paulo, que tem desenhos de Al Stefano e edição de Daniel Esteves foi aprovado no ProAc Expresso 20/2021.
6 – Você é uma roteirista que caminha entre os dois pontos: ser publicada por uma editora e também pelo fato de ser independente. Hoje temos algumas mídias que sempre serviram para divulgar e atingir o público. Mas com a mudança do Instagram, o algoritmo do Facebook caindo cada vez mais, o Youtube é caixa de surpresa e eu sempre acho que o Twitter é mais para a nossa bolha de alcance, como elevar o trabalho para mais pessoas? Um dos caminhos seria apostar nos blogs pessoais?
Eu sinceramente acho que estou ficando velha. Pois não consigo me adaptar a esse momento louco em que o vídeo para redes sociais está em primeiro lugar, é um pesadelo pensar em ficar gravando coisas pras redes sociais. Dá um trabalho enorme e irá morrer nos próximos cinco minutos. Por isso ainda amo o Twitter, as pessoas pelo menos estão lendo alguma coisa, ainda que vire uma bola de neve de caos e tretas às vezes.
Eu acho que nosso problema com formação de leitores é muito mais profundo e grave, pois competir com as redes sociais é quase uma guerra perdida, além de estarmos neste esgoto do governo atual que vai deixar uma marca profunda de desinformação e abandono. Quem conseguir se adaptar a esses tempos novos se dará muito bem, mas é um desafio e tanto para os quadrinhos, que ainda sofrem um pouco para encontrar um formato que realmente seja um sucesso em telas. Por isso, até cogito trabalhar com audiovisual de alguma forma com séries ou cinema, sem abandonar os quadrinhos, claro. O que importa é contar histórias, sempre.
7 – Como funciona o processo de criação de uma história com você? Tipo você é daquelas pessoas que chega para o desenhista e dá aquele “pitaco”? E também rola o “pitaco” vindo do outro lado?
Eu sou uma pessoa de referências meio inusitadas, como meus próprios sonhos, experiências bizarras de vida, jornalismo policial… Leio menos quadrinhos do que devia, na verdade. Estou sempre mergulhada em outras coisas, como buscas insanas sobre um assunto qualquer na internet. No começo me via mais presa a certas etiquetas de gênero, hoje tenho vontade de contar apenas as minhas histórias de acordo com meu fluxo. E sim, quando se trata da criação do conceito da história, eu adoro fazer isso em parceria com o desenhista. Amo “pitacos” e sou “pitaqueira” também, quando estou em uma parceria boa funciona superbem. Sou uma ótima parceira, faço guia de roteiro, pesquiso fotos pra referências, ajudo a tirar dúvidas e tudo mais, modéstia a parte.
8 – Muitas vezes o trabalho do roteirista é um tanto solitário, é você com sua história e seus personagens. Às vezes é necessário passar para uma outra pessoa ler antes de ir para o editor ou nem todo texto é assim?
Eu sempre preciso de outras opiniões no meu texto. Além da insegurança natural de alguém que não domina todas as ferramentas, tem coisas que você tá tão viciado na sua forma de enxergar a história que escapam à percepção, então tem que ter leituras críticas sim. Felizmente tenho grupos de amigos autores que sempre me ajudam nesse sentido e eu também sempre leio as coisas deles.
9 – Uma das histórias que eu mais gosto sua é “Meu corpo, minhas regras” da coletânea Na Quebrada da Editora Draco. Ela mistura religião, abuso de poder, cyberpunk e um forte discurso feminino. Você uma vez falou da sua experiência com a religião, digamos, mais doutrinadora. Você às vezes se vê com essa “missão”, ou por poder falar com um alcance maior, não somente sobre esses temas, de colocar assuntos tão importantes nos seus roteiros?
Nem é uma coisa que eu racionalizo muito, são só as minhas questões pessoais que eu sinto um impulso inevitável de colocar nas histórias. São muitas das minhas experiências de vida somadas as minhas idealizações, mas não penso muito sobre atingir as pessoas com uma lição de moral ou expondo algo que deve ser denunciado e sim em fazê-las sentirem a jornada com o que conto no roteiro. Algo em mim crê que a transformação acontece mais pelo impacto ao ler uma história do que quando é mais panfletário – não sei se essa é a palavra certa, mas é por aí. É muito o caso de “Meu corpo, minhas regras”, que você citou.
10 – Qual seria o desenhista, ou equipe criativa, que você gostaria muito de trabalhar?
Essa pergunta é TÃO difícil de responder, eu não idealizo demais isso porque a vida sempre me surpreende com possiblidades que eu não imaginei que teria e, sabe como é, um roteirista não pode se dar muito ao luxo de escolher. Eu amo quase todo mundo com quem eu trabalhei até aqui, na real, repetiria várias parcerias.
11 – Qual seria o assunto, ou história, que você gostaria de escrever e não tem nada a ver com você, qual seria?
Eu gostaria muito de fazer um quadrinho histórico sobre o período colonial do Brasil. E talvez um dia me arriscar na comédia, pois é algo completamente fora da minha zona de conforto e ainda não me desafiei nesse sentido.
12 – Quais os projetos da Larissa para a reta final de 2021?
Bom, vem aí uma adaptação literária que ainda não foi anunciada, como disse acima, e também estou trabalhando em uma história mais curta com o querido André Oide, acho que conseguimos lançar a campanha no Catarse na CCPX deste ano.
13 – E se você pudesse voltar no tempo e encontrar a Larissa Palmieri dez anos atrás, o que você diria para ela e o que ela diria para você?
Eu diria para ela: guarde dinheiro e invista em coisas mais sólidas. Cuide da sua saúde. Estude muito. Larga o que não te faz bem e vai atrás dos seus sonhos. Ela diria para mim: Sou sua fã. Você é incrível e corajosa.
Já está à venda Fogueira de Mediocridade, o novo livro do escritor Kurpag Mateus, que na sua trama, apresenta ao leitor o massacre sofrido pela Favela do Morro do Leste, e em sua leitura propõe reflexões sobre comportamentos desprovidos de bom senso e de como boa parte de uma sociedade vive em suas ilusões cotidianas sobre superioridade e negação do óbvio.
Confira a sinopse abaixo:
A Favela do Morro Leste foi explodida pela ganância. Nada surpreendente para a região da Capital. Em uma luta óbvia contra a corrupção desmedida, Janiê convence três pessoas amadas de que o único jeito de terminar com as injustiças locais é agir imediatamente. Em meio a uma sociedade suprimida por ilusões, o grupo molda suas ações para evitar mais catástrofes enquanto o céu da cidade escurece aos poucos e sem explicação lógica.
É, o terror da vida real demanda urgência. E da urgência, uma escuridão densa e capaz de derreter a essência daqueles que cultivam a mediocridade, se despede de um tímido campo do imaginário popular e se apresenta sem piedade. A Lenda, suposta besta devoradora do sossego que dissecou Ponta Oeste e outros doze distritos, manifesta-se novamente. Fugaz demais para ser conceituada. Real demais para ser ignorada.
Escrito de forma independente, Fogueira da Mediocridade pode ser adquirido no perfil do instagram do Kurpag M, em uma versão digital na Amazon e no site da Läjä Records.
Em 2009, o ilustrador Jake Parker iniciou o Inktober, que é um desafio que ocorre durante todo mês de outubro como forma de se forçar a praticar desenhos com caneta. Por isso o trocadilho Ink (tinta) e October (Outubro). E utilizando desse desafio, a Casa dos Quadrinhos, de Belo Horizonte, vai chamar atenção e ajudar ao combate da extinção de espécies de animais.
Ao longo deste mês de outubro, a Casa dos Quadrinhos convidou 31 artistas para desenharem um animal ameaçado de desaparecer da nossa fauna brasileira. Depois que o desafio for fechado, as artes irão postais que serão vendidos e o valor arrecadado será destinado à ONG Asas e Amigos, que trabalha no resgate e tratamento de animais domésticos.
As criações da Nami Vianna (Lobo-Guará), Cleber Santos (Besouro Coarazuphium), Régis Luiz (Gato-maracajá), Kyron Laube (Tamanduá Bandeira), Clara Pernambuco (Ararajubas), Salomão Hubner (Tatu-canastra), Evandro Soares (Cágado-de-hogei), Valdo Alves (Tuco-tuco), Huiolla Ribeiro (Galito) e Bruna Aquino Silva (Veado mateiro) e estão por vir de Pati Garcia, Mari Delamora, Sunça, Débora Aquino, João Pedro, Carol Cunha, Klefus Albuquerque e outros.
O Brasil, segundo divulgado em 2020, tinha 3.299 espécies de animais e plantas sob risco de desaparecimento até o ano em que o estudo foi realizado, o que representa 19,8% do total de 16.645 espécies analisadas.
A Casa dos Quadrinhos – Escola Técnica de Artes Visuais e Digitais, sediada em Belo Horizonte/MG, foi fundada em dezembro de 1999 e faz parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade. Sua abordagem didática tem como base uma bem estruturada e conceituada equipe de professores que utiliza avançada metodologia de ensino.
Para saber mais sobre a ação, acesse o Instagram da Casa dos Quadrinhos clicando AQUI.
Já está no ar a campanha de financiamento coletivo para Lázaros Hunter – O Silêncio dos Inocentes, HQ de Emmanuel Merlotti. A publicação marca o retorno do personagem Lazaros, que foi publicado originalmente em 2015 pelo Selo Redação Comics e no ano seguinte recebeu três indicações ao Prêmio HQMIX.
Em O silêncio dos inocentes, Lázaros se depara com o caso de desaparecimento de um garoto, que brincava em seu quarto nos subúrbios da cidade. Nosso caçador de recompensas, embarcará em uma busca frenética para desvendar este aparente sequestro, reunindo pistas para encontrar a criança e capturar o raptor.
As aventuras de Lázaros bebe da fonte de filmes de ação dos anos 80 como Máquina Mortífera, Duro de Matar, uma tira da Pesada, Tango e Cash, Aventureiros do Bairro Proibido e Fuga de nova York. Mesclando uma boa dose de terror.
Lázaros Hunter – O Silêncio dos Inocentes tem formato 17 x 26 cm, 75 páginas e o prefácio do editor Levi Trindade. Para saber mais detalhes da campanha, valores e recompensas, clique AQUI.