Categorias
Gameplay Games

Review | Jump Force

Jump Force é a aposta da desenvolvedora, Spike Chunsoft, para esse momento histórico de crossovers que vivemos, desde cinema, até quadrinhos e séries. Por que então, não concretizar isto com personagens de animes em um jogo de luta frenético e cheio de fã-service?

 

Seguindo o consentimento padrão, enredo bem desenvolvido nunca é um ponto para ser avaliado em jogos de luta. O que de certa forma deixa os jogos desse nicho, numa zona de conforto não muito agradável para os entusiastas de games. Felizmente ou infelizmente, este não é um jogo de luta comum, e assim como alguns jogos recentes, Jump Force se arrisca em entregar uma narrativa mais bem trabalhada. Não é pra menos, temos um enorme mix de personagens de vários títulos diferentes, o mínimo que esperamos é uma explicação para tal. O problema é todo o potencial da história é entregue de forma rasa, mas de certa forma aceitável. Bastante justo, podemos dizer, há muitos personagens para se encaixar, com uma lista tão grande, é compreensível, mas decepcionante, que o jogo raramente tente fazer algo interessante com seus personagens. Há algumas exceções interessantes como, Light Yagami, de Death Note, e Ryuk, que dirigem toda a campanha para um único jogador, trabalhando em seus próprios planos, enquanto os vilões originais Kane e Galena provam antagonistas únicos. Estas são muitas exceções à regra.

O maior problema do Jump Force é que ele não parece saber se é um RPG baseado em uma história, ou um simples jogo de luta. Também não há consistência real em como o jogo progride. É tudo estranhamente amarrado, com um ritmo desajeitado. Cutscenes em momentos inapropriados, que acabam afastando a imersão, é apenas um pequeno ponto dentro de um grande espaço vazio, onde você ficará vagando por alguns minutos sem saber para onde ir, observando apenas animação de personagens criando um espetáculo esquisito com acrobacias nem um pouco “naturais” e diálogos muitas vezes engessados.

A história, se aceitarmos o fato de existir uma, nós leva a um dos melhores momentos game. Começamos com uma força obscura, com o poder de criar portais, arrancou vários personagens dos mundos dos mangás de seu lugar, enviando-os em rota de colisão com o mundo “real” e causando destruição global. Além do surgimento dos Cubos Umbras, que tem a capacidade de conceder poderes para seres humanos normais. Tendo em vista a destruição de todos os universos, nossos heróis se unem e forma a Base Umbras, e você é um ser humano comum que ao ter a vida quase perdida em um ataque dos vilões é ressuscitado por um dos Cubos, e assim se une à Jump Force.

O processo de criação de seu avatar é a melhor parte em Jump Force. Quanto mais mangás e animes do Shonen Jump você conhece, mais você se diverte com a ferramenta de edição, com os penteados, olhos e características faciais extraídos de outros personagens.

Algumas lutas são uma enrolação contra personagens que estão a margem da história principal, outros são várias rodadas contra minions. Às vezes você estará lutando apenas com o seu avatar, outras vezes com um herói aliado, outros ainda indo com uma equipe completa de três, como é o padrão para lutas multiplayer. Se você aterrizar em Jump Force puramente como um lutador, evitando o máximo possível entretenimento baseado na história e da mecânica de RPG, isso dará uma impressão melhor. Você pode escolher Missões para jogar sozinho, com desafios definidos para ajudar a fortalecer seus personagens, ou simplesmente pular para ataques de jogador versus CPU ou PVP, com suporte para multiplayer online ou local. Isso, tecnicamente, é o que sustenta o jogo, as batalhas três contra três são muito legais e bem divertidas.

Jogar desde o início faz com que certas mecânicas se tornem mais claras, os tutoriais obrigatórios provam ser necessários para melhorar sua gameplay ao redor das arenas 3D, mas Jump Force ainda é vítima um sistema de controles que tenta fazer muito mais do que o necessário.

Seus controles mais básicos conseguem criam um sistema onde personagens com poderes muito desiguais, como Dai de Dragon Quest podem entrar em combate corpo-a-corpo com Sanji de One Piece, sem ter que se preocupar em como eles se encaixam. É simplesmente uma mistura de ataques básicos fracos e fortes. Qualquer coisa mais chamativa ou personalizada para um determinado herói é feita carregando energia, e selecionando um dos quatro movimentos especiais.

Os problemas surgem quando você tenta dominar a mecânica do Jump Force, mesmo que um pouco mais avançada. Como por exemplo, um botão clicado realiza uma determinada ação, você clicar mais de uma vez, o jogo já reconhece como uma outra ação, e pressioná-lo por determinado intervalo de tempo, já realiza uma ação completamente distinta das duas anteriores, ou seja, o mesmo botão possui 3 ações específicas. Agora aplique isso para todos os botões utilizáveis in game. Um pouco demais não é mesmo?

 

VEREDITO:

Apesar de todas as suas falhas claras, Jump Force consegue ser um ótimo jogo para se divertir com os amigos e família. É encantador poder juntar personagens de Saint Seiya com os de JoJo’s Bizarre Adventure e até mesmo Yu-Gi-Oh, e participar de batalhas visualmente impressionantes. Um pouco mais de contenção, no quesito desenvolvimento de história e personagens, seria ideal, unido a sua mecânica de luta, e seus elementos de RPG. Jump Force, no entanto, encanta os fãs de anime, mesmo assim, parece que falta algo para realmente brilhar.

PONTOS POSITIVOS

  • Lista imensa de personagens.
  • Movimentos super característicos de anime.

PONTOS NEGATIVOS

  • Controles complicados.
  • Uma história confusa.
  • O jogo se perde em seu próprio desenvolvimento

Esta análise foi realizada no PC. Jump Force foi lançado em 15 de fevereiro de 2019 para Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One.

 

 

Categorias
Games PC

Six Invitational 2019 | G2 mantém soberania e é campeã

Nesse domingo (17/02), aconteceu a grande final do campeonato de Rainbow Six: Siege, o Six Invitational 2019, que acontece em Montreal no Canadá.

A decisão do Six Invitational 2019, foi entre duas equipes europeias, a Team Empire, da Rússia, e a multicampeã, G2, em uma série melhor de cinco.

Mas se engana quem pensa que as finalistas tiveram vida fácil durante a competição, a Empire mostrou um grande poder de atitude ao puxar a responsabilidade, e dar a volta por cima e garantir a vaga na decisão, após ser massacrada pelos japoneses da Nora-Rengo no primeiro mapa da semifinal. Por parte da G2, a equipe com maior número de finais de campeonatos, 6 ao total e 5 títulos, confirmou a vaga na decisão com um 2 a 0 sem qualquer dificuldade sobre a Team Reciprocity.

O primeiro mapa foi insano, as duas equipes mostraram uma grande qualidade técnica e levaram 22 rounds para finalizar o Litoral. Sim, 22 ROUNDS! E no final das contas, a G2 conseguiu vencer por 12×10, com uma grande atuação de Fabian e Kantoraketti.

A Fronteira foi o segundo mapa, a G2 abriu uma vantagem gigante no início, conseguindo o 6×1, mas a Team Empire reagiu e buscou a vitória round a round, entretanto não foi o suficiente e Kanto, mais uma vez se destacou e a G2 finalizou por 7×4, indo para o terceiro mapa com uma vantagem de 2-0.

No Banco a Team Empire não se deu bem, mesmo com picks de operadores favoráveis e com erros graves por parte da G2, acabou perdendo por 7×1. O que consagrou a G2 como campeã do Six Invitational 2019.

https://twitter.com/ESLRainbowSix/status/1097271727996919808

Estima-se que a G2, formada por: Pengu, Kantoraketti, Fabian, Goga e jNSzki, levaram cerca de US$ 800 mil para a casa.

 

Categorias
Games PC

IEM Katowice 2019 | Mesmo em dia de fúria, Cloud9 elimina brasileiros

Hoje, sábado (16/02) foi o dia das grandes partidas, e no CS:GO não foi diferente!

Logo de cara tivemos uma atuação digna de campeões por parte da FURIA, que precisava vencer para se manter na IEM Katowice. O primeiro mapa foi, Mirage e os brasileiros venceram por incríveis 16-01 em cima da poderosa Cloud9. Mas o que ninguém esperava era que a equipe americana formada por KioShiMa (França), RUSH (E.U.A), autimatic (E.U.A), Zellsis (E.U.A), e flusha (Suécia), devolveria o placar no segundo mapa a Inferno.

A decisão ficou para o último e decisivo mapa, Cache, onde ambas equipes conseguiram vencer rounds de maneira satisfatória, não houve uma larga vantagem em nenhum momento. A primeira metade foi disputada, terminando em 8×7 para a FURIA, que estava do lado terrorista. Na metade final a Cloud9 conseguiu realizar boas entradas, e com boas jogadas individuais, fechou o mapa em 16×10.

 

A partida foi uma enorme conquista para a equipe, e para o cenário brasileiro.

 

 

E não faltou simpatia por parte da Cloud9, em seu perfil oficial desejou encontrar com a equipe brasileira em breve.

Com isso a equipe da FURIA, formada pelos brasileiros: yuurih, VINI, arT, ableJ, e KSCERATO, está eliminada da IEM Katowice 2019.

Categorias
Consoles Gameplay Games PC

Review | Far Cry New Dawn

Vamos nos situar um pouco. Vocês se lembram do Condado de Hope, em Montana, onde havia um líder de culto psicopata e seus seguidores diretamente drogavam o suprimento de água e faziam lavagem cerebral em civis inocentes, e por fim, uma bomba atômica explodiu, com esse dia sendo conhecido como Juízo Final?

Bem, após dezessete anos estamos retornando ao Condado de Hope, e o que podemos dizer logo de cara é que está tudo muito diferente. E como sempre temos uma missão, simples de entender mas muito complicada para se fazer, sobreviver.

Aqui em Far Cry: New Dawn, temos uma temática usada até a exaustão, o pós-apocalíptico, mas diferente de vários jogos, aqui é tudo muito colorido, que remete muito ao estilo de Far Cry Blood Dragon, a poeira nuclear deu lugar a uma paisagem exuberante e colorida que os sobreviventes começaram a repovoar com construções improvisadas.

Você pode se perguntar. “É preciso ter jogado Far Cry 5 para jogar Far Cry: New Dawn?”. As respostas são “Sim” e “Não”. New Dawn, se utiliza de muita coisa do seu antecessor, por isso quem não jogou sua campanha, pode ficar um pouco perdido nessa nova história, perdendo algumas referências. Entretanto, o jogo consegue se sustentar sozinho, mesmo que apoiado em certos pontos do anterior. Então pode ficar tranquilo e aproveitar o novo game sem preocupações.

 

Logo de cara, como é de costume, somos apresentados aos antagonistas da aventura, em uma situação o tanto quanto complicada (padrão Far Cry), as irmãs Mickey e Lou, líder dos Salteadores, uma gangue que bebe muito da fonte dos seguidores de Immortan Joe de Mad Max, com suas motocicletas coloridas e uma música altíssima que os seguem dia e noite.

E logo você compreende, o que sua presença significa para o Condado de Hope neste momento: A esperança dos sobreviventes de sobreviver e proteger seus abrigos, além de acabar por uma vez com o domínio caótica dos Salteadores.

Desde o apocalipse nuclear, os sobreviventes vêm juntando suprimentos, ferramentas e armas dos remanescentes do mundo antigo. Podem parecer pouco, mas são eles que vão mantê-lo vivo em uma briga. Sua própria base é, sem dúvida, engenhoso e é exatamente o que Far Cry: New Dawn precisa para não ser apenas mais um DLC da série. Quando você conhece o santuário da Prosperidade, a primeira vista é tudo muito rústico, locais sujos, sem cuidado adequado para uma vila que tem como principal objetivo, a sobrevivência, porém à medida que você atualiza cada instalação, à medida que os especialistas que você resgatou se juntam a causa, níveis extras são construídos as aparelhagens e acomodações são melhoradas.

Existe uma ligação sentimental muito boa, relacionada as suas conquistas em Far Cry: New Dawn à medida que você vê tudo evoluindo diante de seus olhos. Como em outros jogos da franquia, você passa muito mais tempo vagando, ter um lugar onde você pode observar seu progresso pode vim a ser uma nova marca para futuros jogos, dando uma profundidade a mais nas relações com NPCs dentro do jogo.

E por falar de NPCs, os personagens de Far Cry: New Dawn, estão muito bem. Embora as irmãs Mickey e Lou não tendo seu desenvolvimento bem trabalhado, de modo geral tudo anda conforme as músicas de hip-hop que os Salteadores ouvem constantemente. Os diálogos fora de hora, não atrapalham, pelo contrário, te fazem imergir na história, pois parecem com conversar corriqueiras relevantes que fazemos em nosso dia-a-dia. Você ainda vai se ver debatendo em voz alta, ouvir observações enquanto estiver viajando pela floresta, que ainda rendem alguns momentos de gargalhada.

 

Apesar de o mundo estar muito vivo, com uma fauna e flora pensada com muito detalhamento, um dos problemas aparece justamente quando vagamos entre as plantas e os animais, as Expedições. Funcionam como missões secundárias, onde o modo de agir e finaliza-la será de certa forma, igual, não há muita distinção entre os postos avançados. Expedições de nível mais alto podem ser mais difíceis de sobreviver, além delas serem muito mais adaptadas ao modo co-op, realmente forçando uma luta e fazendo com que você resolva puzzles simultaneamente. Não entendi a necessidade delas no jogo.

Felizmente, todo o entorno do Condado de Hope tem muito mais profundidade do que as Expedições. Far Cry: New Dawn sabe que a maioria dos jogadores investe seu tempo e toda a energia no destino do Condado de Hope, e estão dispostos a salvá-lo dos Salteadores

VEREDITO:

No geral, se você gostou do Far Cry 5, você certamente irá gostar de Far Cry: New Dawn. As Expedições, e o sistema de ampliação, e aperfeiçoamento da Prosperidade mostram que a série está crescendo para caminhos antes nunca pensados, caminhos muito bons. Além de tudo isso, o desenvolvimento para a criação das espécias de animais e plantas merece aplausos, o mundo ao seu redor está realmente vivo. Embora não seja uma surpresa, Far Cry: New Dawn certamente não o desapontará.

 

PONTOS POSITIVOS:

  • A base atualizável.
  • Desing exuberante.
  • Missões verdadeiramente exóticas.
  • Ação na medida certa.

PONTOS NEGATIVOS

  • Expedições são uma adição confusa, no momento.
  • As irmãs Mickey e Lou têm potencial não alcançado.

 

Far Cry: New Dawn tem o lançamento marcado para o dia 15 de fevereiro, para PC, Xbox e PS4.

Este review foi realizado por uma cópia para PC cedida pela Ubisoft.

 

Categorias
Games PC

Six Invitational 2019 | Liquid vence Mock-it e permanece na competição

Hoje a Team Liquid enfrentou novamente a equipe da Mock-It, dessa vez a vitória significaria a permanência de ambas no  Six Invitational 2019, e para os brasileiros a oportunidade de continuar como único representante do Brasil na competição de Rainbow Six Siege, que está sendo realizada em Montreal no Canadá.

A Liquid saiu na frente, abriu o 1-0 em mapas, vencendo na Fronteira por 8×6, com destaque para Zigueira e seu k.d.a impressioante. A equipe da Mock-It reagiu no segundo mapa, mesmo com a Liquid abrindo 3×0, os alemães surpreenderam os jogadores brasileiros e emplacaram um 7×5, empatando em mapas (1-1).

Villa foi o último mapa, ambas equipes estavam muito cautelosas, com destaque para algumas jogadas individuais, e foi justamente em uma delas, no match point para Liquid que SexyCake realizou um clutch incrível com o Smoke, em um 3 contra 1, nos segundos finais do round, trazendo a vitória para a Liquid por 7×5 e fechando 2-1 em mapas.

A Team Liquid volta a jogar na Six Invitational 2019 para os playoffs contra a equipe da Team Empire válido pelas quartas de finais, os jogos dos playoffs ocorrem entre os dias 15/02 (sexta-feira) e 17/02 (domingo).

Os jogos podem ser acompanhados pelos canais oficiais no YouTube Rainbow Six Esports Brasil , e Twitch.

Categorias
Gameplay Games

Review | Mônica e a Guarda dos Coelhos

A década de 1990 foi um marco para a Maurício de Sousa Produções que lançou, em parceria com a Tectoy, o jogo Mônica no Castelo do Dragão, a estreia da Turma do Limoeiro nos videogames.

E óbvio que o sucesso fez com que viessem mais dois jogos da turminha, Turma da Mônica em O Resgate para Master System e o grande Turma da Mônica na Terra dos Monstros para o Mega Drive.

Anos se passaram e nunca mais vimos a famosa turminha nas telas dos videogames, uma geração cresceu apenas acompanhando as aventuras da Mônica e sua gangue pelos quadrinhos e adaptações para televisão. 

Ai então surgiu a Mad Mimic, e junto com a Maurício de Sousa Produções, colocaram em ação o novo jogo da franquia, Mônica e a Guarda dos Coelhos. O jogo apresenta um estilo em pixel art, nos moldes 8-bits, embora seja simples, se encaixou perfeitamente na jogabilidade, que funciona como os já conhecidos jogos do gênero tower defense, defendendo sua base de ataques de hordas inimigas.

Mônica e a Guarda dos Coelhos traz uma mecânica bem conhecida e uma curva de aprendizado bem estimulante,  você precisa evitar a invasão dos inimigos, e para isso são disponibilizados três tipos de coelhos, cada um com uma característica para compor sua estratégia, a Dalila deixa os inimigos mais lentos enquanto o Hércules aplica o efeito de paralisia/congelamento por um curto tempo, e por último o Sansão que elimina os monstros.

Mas não pense que é apenas selecionar o Coelho e atirar, para isso você precisa coletar materiais que, misturados, podem resultar aos diferentes tipos de coelhos. Nesse ponto é que dividimos os especialistas dos jogadores casuais, otimização de tempo para criar os itens, e preparar os canhões para atirar é o ponto crucial para o avanço das fases. E ainda por cima, a cada nova fase elementos são modificados de lugar, e outros passam a aparecer, como portais e paredes, deixando a sua experiencia ainda mais árdua, e bem dinâmica.

O jogo conta com um total de 16 personagens, sendo eles, Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento, Franjinha, Jotalhão, Astronauta entre outras figuras conhecidas das histórias de Maurício de Sousa. Toda a turma do Limoeiro poderá fazer parte da aventura

O que mais chama a atenção em Mônica e a Guarda dos Coelhos é sem dúvida a escolha por seu modo multiplayer, algo que já foi comum em games da antiga geração, o multiplayer local. De certa forma ultrapassada, mas que se encaixa perfeitamente no conceito do jogo, um jogo para família e amigos. Acertando no principal alvo, a diversão.

Não pense que esse multiplayer é jogado ao acaso. Não diremos “impossível”, mas é muito mais cansativo e doloroso, vencer certas fases sozinho, e essa cooperação é que faz o jogo ficar ainda mais divertido, pois não basta apenas participar, é preciso interagir a todo momento, enquanto um companheiro está arremessando os coelhos, outro recolhe a pólvora e a forma como isso acontece, de maneira tão natural, é o que torna esse jogo muito prazeroso.

VEREDITO:

Mônica e a Guarda dos Coelhos é um jogo que trás a nostalgia e mescla com uma jogabilidade brilhante, que no modo multiplayer local se destaca ainda mais. É sem dúvida uma grande experiência para os dias de hoje, não por sua forma, mas sim pela tentativa de reviver os momentos únicos, de jogabilidade in-loco com seus amigos e familiares.

PONTOS POSITIVOS:

  • Jogabilidade simples e curva de aprendizado bem curta
  • Multiplayer local
  • Presença de vários personagens da franquia

PONTOS NEGATIVOS

  • Falta de multiplayer online
  • Curta duração

Mônica e a Guarda dos Coelhos está disponível para Xbox OnePlayStation 4, Nintendo Switch e PC, via Steam.

Agradecimentos à Mad Mimic pelo envio do código.

Categorias
Games PC

Números recordes do Campeonato Mundial de LoL

A Riot Games acaba de divulgar os números oficiais da audiência do Campeonato Mundial League of Legends 2018, o torneio anual que reúne as principais equipes de 14 ligas regionais de LoL para competir pelo título de melhor do mundo.

A final da competição, que ocorreu em Incheon, Coreia do Sul, teve 99,6 milhões de espectadores únicos sintonizados durante a partida, chegando a 44 milhões de espectadores simultâneos, com uma audiência média de 19,6 milhões. A audiência média por minuto é um valor que descreve a quantidade média de espectadores que visualizaram a transmissão durante um determinado minuto do programa e é tradicionalmente usada para medir a audiência televisiva de grandes eventos esportivos.

Na última temporada, a audiência do Campeonato Mundial de LoL alcançou 80 milhões de espectadores únicos.

“Há oito anos, nós trabalhamos arduamente para transformar o League of Legends no próximo esporte global de primeira linha”, diz Whalen Rozelle, Co-Head de Esports da Riot Games. “O interesse internacional que vemos, em particular no Mundial, é resultado direto de nosso investimento no desenvolvimento de um ecossistema competitivo e profundo em níveis regionais e globais. Estamos seguindo em direção ao nosso objetivo de fazer do LoL o primeiro Esport multigeracional e sustentável.”

Uma plateia lotada com mais de 23 mil fãs vibrou quando a equipe Invictus Gaming, da China, derrotou a FNATIC, da liga europeia. O Campeonato Mundial de 2018 também viu a Cloud9, da América do Norte, chegar às semifinais, um feito inédito para uma equipe da região em toda a história do League of Legends.

Equipe da Invictus Gaming levantando a taça de campeã do mundo de 2018.

Mais que um Esport

Milhões de fãs em todo o mundo também assistiram à Cerimônia de Abertura do Campeonato Mundial, apresentada pela Mastercard, que estreou o K/DA, um grupo musical criado pela Riot Games, e sua música “POP/STARS”, apresentada no palco por Madison Beer, (G)-IDLE e  Jaira Burns. A performance contou com as artistas se apresentando lado a lado das personagens de League reproduzidas no palco por meio de realidade aumentada.

O videoclipe de “POP/STARS” alcançou o primeiro lugar nas paradas musicais da Billboard, o número 1 na Top Songs do Google Play, o número 1 no iTunes K-Pop e o número 2 no iTunes all Pop. A música acumulou mais de 242,8 milhões de streams considerando os vídeos e a própria música.

Além disso, a música tema do Campeonato Mundial de 2018, “Rise”, produzida pela Riot Games em parceria com The Glitch Mob, Mako e The World Alive, acumulou mais de 143,7 milhões de streams de vídeos e músicas.

League of Legends é hoje um fenômeno de entretenimento global com um universo incrivelmente rico”, disse Jarred Kennedy, Co-Head de Esports na Riot Games. “Nossa jogada de adicionar mais elementos de entretenimento no Mundial deste ano reflete esse mundo de possibilidades e os resultados vistos em Rise e POP/ STARS validam nossa visão para o futuro do entretenimento de Esports. Estamos empolgados com o fato de que nossos jogadores e o público mais amplo que sintoniza o Campeonato Mundial se identificaram com as atrações”.

 

Categorias
Gameplay Games

Review | Fallout 76

Sobrevivência sempre foi o principal tema nos jogos de Fallout. Tudo do lado de fora dos Vaults é enferrujado, quebrado e deteriorado. Mas você acaba se acostumando com a sujeira, se acostumando com as tranqueiras que encontra, e gradualmente se torna um sobrevivente. Infelizmente, Fallout 76 é tão desgastado quanto o seu próprio mundo. Embora haja vislumbres dos antigos Fallout, como buscas irônicas sobre a burocracia do velho mundo e genuinamente relatos sobre o impacto da automação na classe trabalhadora, Fallout 76 não tem o coração e o dinamismo de jogos anteriores da série da Bethesda.

Em Fallout 76 você será apresentado a robôs com profundidade emocional de uma torradeira. Mesmo o personagem robótico principal, que seria a “pessoa” mais próxima a você, com quem a interação deveria ser “natural” não agrada. Uma Miss Nanny modificada chamada Rose, que raramente é tridimensional, tirando a única parte da sua história trágica de criação. E é assim que Fallout 76, não entrega seu potencial, em grande parte ele nem chega perto de ser realizado. Embora os NPCs robóticos pudessem ter sido a grande revelação aqui, as automações que você encontra são vendedores, guardas ou apenas recepcionistas ornamentais. Você se sente verdadeiramente sozinho.

Digamos que não muito sozinho. A crescente comunidade do Fallout 76 brilha tanto quanto o flash de câmeras polaroids ou de uma nuvem de cogumelo. O multiplayer aqui serve para preencher o vazio, as vezes você é recheado por aquela explosão de alegria quando encontra outro sobrevivente no deserto, mesmo depois de horas e horas jogando a novidade do multiplayer. Ajudar alguém a realizar a missão dá a você aquela sensação de solidariedade e isso é, sem dúvida, uma das melhores coisas sobre o Fallout 76.

Independentemente de você estar jogando sozinho ou com amigos, você provavelmente terá uma sensação de déjà-vu. Appalachia é construída usando o mesmo Mecanismo de criação do Fallout 4 e de Skyrim, então a maioria de seus arredores parece estranhamente semelhante à viagem de 2015 para o Wasteland. As texturas levam alguns segundos extras para carregar, mesmo quando você está perto, em terceira pessoa, ou quando seu personagem parece ter sido construído com um manequim de luxo e seus inimigos parecem não possuir articulações. Mesmo depois do beta, ainda podemos encontrar alguns problemas como, os inimigos fazerem pose para combate e deslizarem em direção a você como se estivessem sobre um piso rolante, pedaços de rocha e folhas ficando verde néon quando elas não carregam por inteiro. E não tem como não comparar com o esmero das produções de 2018 como God of War, Homem-Aranha e Red Dead Redemption 2 fazendo ondas com seus gráficos excelentes, podemos até falar de Horizon Zero Dawn em 2017, assim decretando que o Creation Engine simplesmente não está à altura dos grandes.

Mas claro que há locações muito bem trabalhadas no jogo. The Mire e Cranberry Bog, são as duas áreas mais bonitas, e são diferentes de qualquer coisa que você já viu em Fallout, incrivelmente exuberantes, radiantes de vida e criaturas estranhas. The Mire é um pântano de árvores frondosas e trepadeiras sencientes que contaminaram a fauna local, com grama tão alta e espessa que, em parte, obscurece sua visão quando se esgueira. Cranberry Bog é um simples, porém fantástico local extraterreno, árvores bulbosas, com troncos que parecem barrigas salientes, brotando do chão e a terra é um vermelho violento como sangue, são locais angustiantes, que transmitem o clima perfeito de exploração como Fallout deve ser. Seguindo de mãos dadas com as mutações que você pode desenvolver, além dos novos medidores de fome e sede, essas áreas mostram que o mundo que você conheceu se foi e que você está lutando pela sobrevivência.

Falando em luta, as criaturas são uma adição fantástica a Appalachia. Forçando você a criar estratégias na hora, já que basicamente elas aparecem de surpresa durante a gameplay, é quase como jogar um simulador de observação de pássaros, mas em vez de pássaros são monstros radioativos e no final eles querem te matar. A sensação de satisfação vem quando eles estão mortos e você passa por seus corpos sem medo. Algumas aparições são tão raras quanto Meotwo no Pokemon Go. Esta versão apocalíptica da observação extrema de pássaros definitivamente incentiva você a voltar para caçar essas criaturas, se você tiver paciência.

A esquisitice da ficção científica em Fallout é famosa, como procedimentos burocráticos hilariantemente frustrantes ainda sendo reforçados por robôs apesar de seus escritórios serem escombros em torno deles, uma sociedade secreta de vigilantes liderados por uma dublê / atriz, os eventos públicos que simplesmente como um desfile há muito tempo perdido ou ajudar um prefeito robótico a pegar garrafas de cerveja em local completamente destruído. Além disso, na maioria dos cantos e recantos há cartas de pessoas mortas há muito tempo, holotapes deixados pelas primeiras pessoas para tentar fazer de Appalachia uma casa, esqueletos deixados em poses simplesmente perturbadoras. Você sente que os lugares estavam vivos uma vez. Mas não mais. Corpos mortos de invasores, colonos e socorristas estão espalhados em cabanas e acampamentos, um lembrete doloroso de que você chegou tarde demais para ajudar.

Sem NPCs, a conexão emocional que faz com toda a sobrevivência valer a pena está seriamente ausente. Cada quest de enredo principal que você escolhe tem uma conclusão inevitável: você é a última esperança. Seja a Irmandade do Aço, os Respondentes, o Estado Livre, ou até mesmo os Raiders formalmente hostis, sempre é para você ajudar a reconstruir ou descobrir o que aconteceu com algum grupo. Isso é emocionalmente exaustivo. Não ajuda, sem NPCs, adicionar peso emocional ao que você está fazendo é quase impossível. Tudo bem, que em Fallout 4, toda aquela ladainha poderia ser apenas uma busca, mas pelo menos você sentia que estava fazendo a busca por alguém, que alguém se importava se você conseguisse voltar. É difícil fazer um holotape pré-gravado soar como se importasse.

VEREDITO:

Fallout 76 tem algumas peculiaridades novas, mas elas servem principalmente para mostrar como o restante do jogo está desatualizado. O que acontece é que em Fallout 76 você não quer apenas sobreviver, você quer viver. Com suas questões temperamentais, questões técnicas e mecanismo fora de moda, o Fallout 76 não tem a vida que fez do pós-apocalipse um farol de esperança nos jogos anteriores. No entanto, quando ele entra em um novo território, às vezes literalmente como no caso de The Mire ou Cranberry Bog, ou apresenta novos inimigos, você vê algumas das faíscas que fazem o Fallout ser Fallout.

Vale a pena lembrar que como Fallout 76 é um MMO, há a possibilidade real de que assim como em Elder Scrolls Online o Fallout 76 de hoje será muito diferente do Fallout 76 do próximo ano, então, caso ele não seja seu jogo ideal, espere a poeira radioativa abaixar, e confira novamente, o jogo com certeza irá continuar crescendo e se adaptando.

PONTOS POSITIVOS:

  • Novas criaturas intrigantes para lutar.
  • História fascinante de Appalachia.
  • Novas regiões ampliam o que o pós-apocalipse pode ser.

PONTOS NEGATIVOS:

  • Numerosos problemas técnicos.
  • Mecanismo gráfico desatualizado.
  • A maioria das missões sem profundidade.
  • Falta de profundidade emocional para os (poucos) robôs NPC.

 

Categorias
Games Quadrinhos

Marvel e Riot lançarão hqs do Universo de League Of Legends

Começando com League of Legends – Ashe: Mãe Guerreira, jogadores e fãs de quadrinhos irão explorar o mundo de Runeterra e mergulhar em histórias sobre seus personagens favoritos. As edições de League of Legends – Ashe: Mãe Guerreira serão lançadas mensalmente em plataformas digitais a partir de 19 de dezembro, seguidas por uma graphic novel publicada pela Marvel e pela Riot em maio de 2019.

“Muitos fãs do Universo Marvel e de quadrinhos compartilham seus interesses e a paixão por contar histórias com a comunidade gamer“, diz C.B. Cebulski, editor-chefe da Marvel. “League of Legends é um dos jogos mais conhecidos da indústria e sua extensa lista de personagens ricos e mundo único são perfeitos para os quadrinhos. Estamos empolgados em fazer parceria com a Riot e ajudar a criar o Universo League of Legends para fãs e jogadores de todo o mundo”, afirma.

“Nós amamos os quadrinhos como uma maneira de contar histórias porque o formato dá aos fãs de League of Legends a oportunidade de ver o mundo de Runeterra e não apenas ler sobre isso”, diz Greg Street, chefe de desenvolvimento criativo da Riot Games. “Nós vemos semelhanças entre o Universo League of Legends e o Universo Marvel, pois ambos apresentam uma série de personagens com origens atraentes e diversificadas. O sucesso da Marvel em desenvolver um mundo através dos quadrinhos e criar grandes narrativas moldou a indústria, e estamos entusiasmados por trabalhar com eles para dar vida às nossas próprias histórias.”

League of Legends – Ashe: Mãe Guerreira conta com a estreia nos quadrinhos do escritor da Riot Games, Odin Austin Shafer, junto a obras de arte impressionantes de Nina Vakueva (HEAVY VINYL), vencedora do prêmio Russ Manning Most Promising Newcomer.

Detalhes adicionais sobre títulos futuros e equipes de criação serão compartilhados em breve.

Categorias
Games PC

Pro League Rio | G2 vence FaZe na Grande Final

A FaZe Clan formada pelos brasileiros, Leonardo “Astro” Buzzachera, Rafael “Mav” Lourenço, João Gabriel “Yoona” da Silva, Gabriel “Cameram4n” Hespanhol e João Victor “HSNamuringa” da Silva, ficou com o vice-campeonato da 8° temporada da Pro League de Rainbow Six Siege. A equipe perdeu para a G2 por um placar de 2×0.

O primeiro mapa disputado foi Banco, as equipes alternaram os pontos até o empate em 4 a 4. A G2 conseguiu o 6 a 4, após uma sequência de erros dos brasileiros.

No segundo mapa, Litoral, os dois times jogaram do jeito que gostam, agressivos. Mesmo respondendo bem as investidas da G2, a FaZe não foi capaz de derrota-la, perdendo por 6 a 2.

Com a vitória, a G2 conquistou o título de campeã da Pro League e faturou US$ 75 mil. A FaZe, por sua vez, levou US$ 30 mil para casa pelo segundo lugar na competição.

A equipe da G2 é formada por Niclas “Pengu” Mouritzen, Joonas “jOONAS” Savolainen, Fabian “Fabian” Hallsten, Daniel “Goga” Mazorra e Juhani “Kantoraketti” Toivonen. Antiga line-up da Penta Esports.