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Panini republicará Superman: Entre a Foice e o Martelo

“E se o foguete que atravessou o universo com um bebê a bordo, caísse em uma fazenda coletiva da União Soviética ao invés da pacata Kansas…”

A Editora Panini confirmou que vai publicar um encadernado com os três volumes de Superman – Entre a Foice e o Martelo ainda em 2017. O anúncio caiu como uma bomba de felicidade para os leitores que há tempos esperam a republicação da minissérie escrita por Mark Millar em 2003.

“A ideia da história me passou pela cabeça na época que eu li Superman #300 quando anda era apenas uma criança” disse Millar na época do lançamento. “Era uma história imaginária onde o que aconteceria se o foguete do Superman tivesse caído em águas neutras entre EUA e a URSS e ambos os lados estavam correndo para reivindicar o bebê.”

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A trama, muito mais do que conhecida, mostra um Superman criado na extinta União Soviética, doutrinado pelos ideais comunistas e que assume o poder máximo do partido com a morte de Stalin. Os Estados Unidos, com medo de serem dominados, contratam Lex Luthor, que é considerado o maior gênio do planeta para matar o Homem de Aço. Ambientado na Terra 30, Entre a Foice e o Martelo foi publicado pelo selo Túnel do Tempo e mostra as versões dos personagens da DC Comics como, por exemplo, Jimmy Olsen, como um espião da CIA, Lois Lane esposa Luthor, Batman é um radical anarquista que se opõe ao regime do Superman… aliás temos aqui um grande confronto entre os dois heróis.

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O regime comunista do Superman se torna perfeito depois que ele começa a usar seus poderes para ajudar as pessoas do seu país, a característica nobre do personagem sempre presente, mas dessa vez, não com os valores políticos americanos, e acaba se tornando exemplo a ser seguido por todas as nações mundiais, o que acaba acontecendo, com exceção dos Estados Unidos e do Chile.

A visão apresentada por  Mark Millar sobre comunismo e capitalismo exercido pelos americanos, revela os pontos positivos e negativos de cada modelo econômico deixando que o leitor pense sobre a nova versão geopolítica do mundo aplicada na história. Algo que reflete na política mundial, com as falácias e embates de Donald Trump e Kim Jong-Un, que a cada dia que passa flertam com uma nova Guerra Mundial. E por que não trazer uma “ponta” disso para o momento partidário aqui no Brasil.

Com tantas ideias de Direita e Esquerda, que pessoas defendem com unhas e dentes, assim como são defendidos também os “ídolos” construídos por redes sociais de cada, mas quando olhamos bem de perto percebemos altos e baixos em ambas. Entre a Foice e o Martelo é uma obra que rompe o tempo, e a ideia que ela propõe a torna bem atual em alguns momentos.

Millar fez uma importante pesquisa sobre história para escrever a obra. Os fatos, lugares, figuras históricas e principalmente não entregou uma União Soviética caricata, mas ao mesmo, de fácil entendimento para o leitor que seja mais leigo no assunto.

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E a falta de poder mundial dos Estados Unidos é muito explorada na história também,  quando Lex Luthor entra em cena para combater o Superman que é considerado uma ameaça. Os sucessivos fracassos acabam alimentando obsessão do cientista ao decorrer dos anos, o que afeta sua vida particular com sua esposa Lois Lane. As inúmeras tentativas de Luthor e dos EUA em se mostrarem uma nação forte, reflete a realidade de como o país lida em diversos pontos da política mundial, sempre indo contra aqueles que são considerados ameaças aos americanos. Mas uma bela sacada de Millar. A disputa entre o Homem do Amanhã e a Maior Mente da Terra, tem sua reviravolta quando Brainiac se envolve na história de forma magistral.

Entre a Foice e o Martelo tem tudo que uma boa história em quadrinhos precisa: um enredo forte, personagens bem construídos, uma mistura bem feita entre realidade/ficção e não perde o fato de ser história em quadrinhos. O final, surpreendente, lembra ao leitor que estamos lendo um gibi.

Superman – Entre a Foice e o Martelo, foi indicada para o Prêmio Eisner em 2004 e têm na sua equipe criativa, além de Mark Millar, artes de Dave Johnhon e Kilian Plunkett.

 

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Zenith – Volume Dois | A Crise nas Infinitas Terras de Grant Morrison

Após criar sua resposta a Watchmen nas primeiras Fases de Zenith, compiladas no encadernado Zenith – Volume Um, Grant Morrison retornou ao universo da série com o objetivo de expandir sua criação. Em Zenith – Volume Dois, lançamento da Mythos Editora, o escocês e mago do caos converge os elementos apresentados nas histórias anteriores e, com a magnífica escrita típica de suas obras, encerra o arco do super-herói pop star da música com o envolvimento de Terras paralelas, mais criaturas Lovecraftianas e a condenação do universo.

As Fases Três e Quatro de Zenith se opõem às duas primeiras na linearidade. Ao criar seu universo de super-heróis para a revista semanal britânica 2000 AD, Morrison se utilizou de alguns conceitos e metáforas para contar uma história linear, apesar dos elementos bizarros. O surgimento dos super-heróis, recriado como escapismo puro e jovial que serviu para pela primeira vez Morrison transportar-se para os quadrinhos, na persona do protagonista, estabelece as bases para o que vem a seguir: uma verdadeira Crise nas Infinitas Terras dos quadrinhos britânicos.

A Fase Três de Zenith germina as sementes plantadas ao longo das duas primeiras Fases da série. Com o envolvimento dos Multiângulos, dos vilões fantásticos Lloigor e de outros super-heróis, vindos de diferentes Terras (aqui, apelidadas de Alternas), Zenith e Peter St. John devem obedecer às ordens do Maximan de outra Alterna, com o objetivo de destruir o Omniedro e impedir que os Lloigor conquistem todo o Multiverso.

A temática desta história é similar a megassaga da DC Comics, Crise nas Infinitas Terras, publicada poucos anos antes nos Estados Unidos. Morrison estabelece o início de sua história com o uso de um herói velocista, que acaba por se desintegrar, remetendo diretamente ao uso de Barry Allen, primeiro Flash, na história de Marv Wolfman e George Pérez. A carreira de Zenith, neste momento (um ano após os acontecimentos da Fase Dois), está ruindo, e ser envolvido na batalha para salvar o universo é seu último desejo. E aparentemente, também não é algo que os outros personagens queiram: ao longo dos 26 capítulos, muitos dos heróis vão embora, morrem ou revelam-se como vilões. O caos proporcionado pelos Lloigor se espalha e tudo parece perdido, enquanto a última resistência luta para desvendar certos mistérios.

Estruturalmente a terceira Fase de Zenith lembra a ordem dos acontecimentos da primeira, porém o nível do perigo enfrentado é muito maior. Alguns personagens (como Ruby) sofrem mudanças drásticas, novos personagens surgem e, com a arte competente em alto contraste de Steve Yeowell, todas as Alternas e heróis possuem suas características próprias e reconhecíveis. Através do uso da mídia, Morrison transporta para a história alguns de seus temores mais íntimos da infância, como o medo nuclear. E com doses pontuais de bom-humor a história se desenrola para três anos depois, em 1992, com a Fase Quatro, que retorna ao início de tudo.

Lindamente colorida por Gina Hart, a quarta e última Fase de Zenith é uma crônica caótica e imaginativa. No final desta epopeia voltamos às origens dos superseres, com o surgimento de Masterman e Maximan em 1945 durante a Segunda Guerra Mundial. Entretanto, não estamos lá em corpo, mas sim em mente. Morrison traz de volta o criador da Era Heroica, Dr. Michael Peyne, que narra a ordem dos acontecimentos que levaram o mundo ao completo caos, dominado pelos Lloigor.

Neste fatídico fechamento da saga, um show visual que se sobressai quando comparado com as Fases anteriores, a história de Zenith e outros heróis remanescentes da aventura anterior possui doses do que, no futuro, viria a se tornar obras como Authority, onde os heróis passam a intervir nas ações dos seres humanos normais com a vontade de tornar o mundo um lugar melhor. Obviamente, a diferença aqui é clara: os Lloigor mais uma vez estão agindo, e se incubaram no Sol, que tornou-se uma grande esfera negra.

Com viagem no tempo ao futuro e de forma retroativa, e também com leves críticas às diferentes formas de veneração religiosa existentes, a trama da Fase Quatro possui as batalhas mais psicodélicas da série, com lutas mentais e cenas que, graças às cores, enchem os olhos constantemente, até mesmo nos menores quadros.

O segundo encadernado de Zenith fecha todas as tramas criadas desde a Fase Um, com Peter St. John e Robert lidando com o presente e recebendo, cada um, seus merecidos finais após os 14 capítulos da última parte. Um epílogo bem-humorado chamado zzzzenith.com foi produzido, situado no ano 2000 (oito anos após os acontecimentos da Fase Quatro), e brinca com figuras reais e música. Há também um conto ilustrado, escrito por Mark Millar (na época, parceiro de trabalho de Morrison), que faz piadas sobre a existência de tantos super-heróis e nenhum humano simples.

Zenith, desde o início, ressalta a imaginação fértil de Grant Morrison. Sua história tornou-se um verdadeiro cult dos quadrinhos ingleses, e agora republicada na íntegra pela Mythos Editora, com duas belíssimas edições de luxo e tradução de Érico Assis, recebeu o tratamento que merece. Divertida, criativa, escapista e bizarra, a saga do não-tão-herói Zenith se encerra com ainda mais qualidades que a primeira metade, por mais improvável que isso possa parecer. Mas a equipe criativa envolvida, conhecendo cada centímetro deste universo, se superou mais vez. Pelo menos até os Lloigor decidirem voltar…

Zenith – Volume Dois possui 252 páginas encadernadas em capa dura no formato 25,9 x 18,7 cm, com preço sugerido de R$ 84,90. Garanta seu exemplar com 40% de desconto na Amazon.

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Resenha | A Diferença Invisível

A Diferença Invisível é uma história tocante, interessante e didática. Todos os dias interagimos com alguém. De forma automática dizemos “como vai?“, perguntamos se “está tudo bem?” e temos como resposta (por nossa parte ou dos outros) um “tudo!“. Mas o que é esse tudo? Ele existe mesmo?

Por mais que pareçam fortes do lado de fora, por dentro muitas pessoas pedem ajuda. Marguerite é mais uma francesa: Tem seu emprego, namorado, bichos de estimação, tarefas diárias, cuida de sua vida… mas ainda assim se sente desencaixada do resto.

Ela tem dificuldades em realizar ações que para muitos são simples, como se relacionar com colegas de trabalho, viajar, ir à festas, usar roupas de determinados tecidos e até um despertador. Não entende piadas e um fim de semana longe de casa já é um estorvo. A solução encontrada durante grande parte de sua vida foi viver em seu casulo. Mas um casulo, apesar de protetor, é frágil. Em algum momento se quebra e é necessário encarar o que há fora dele.

Graças à esse déficit social Marguerite descobre que tem a Síndrome de Aspenger, uma variação do autismo. Ela não se abate com isso. Finalmente ela está livre e se sente levada a sério e a partir daí começa a se redescobrir.

Todas estas dificuldades vividas por Marguerite e mais de 70 milhões de pessoas ao redor do mundo são apresentadas em A Diferença Invisível, publicada no Brasil pela Editora Nemo. A obra traz ilustrações de Mademoiselle Caroline e roteiro de Julie Dachez, que é ninguém menos que a própria protagonista Marguerite.

O número total de autistas equivale a 1% da população mundial. A sua perseverança mostra que não há o que é impossível de se fazer, se sim de ser feito de alguma outra forma. A vida para muitos precisa ser adaptada, e é assim que se segue. Assunto que, aliás, é pouco visto em HQs. Para quem é interessado em pesquisar sobre situações similares, a HQ Parafusos publicada em 2014 pela Editora Martins Fontes segue esta linha.

O uso de cores (que no início da HQ limita-se ao preto, branco, cinza e vermelho) vai se diversificando ao longo da história a cada nova descoberta de si mesma feita por Marguerite. Sua vida agora é outra: mais colorida, apropriada e dinâmica. O traço leve e simples de Caroline denota o tom direto de como o assunto é tratado na obra.

Um anexo chamado O que é Autismo? ao fim da edição esclarece também outros ponto importantes da síndrome. Dachez se tornou uma grande pesquisadora sobre o assunto. Vários textos e trabalhos seus podem ser consultados em seu blog http://emoiemoietmoi.over-blog.com/ (em francês) que ajudam principalmente a quem ainda tem dificuldade em se adaptar a este novo mundo que se revela para cada um deles. No Brasil também há instituições que trabalham para entender, identificar, tratar e a conviver com a situação, seja este indivíduo o diagnosticado ou pessoa próxima, e informações podem ser consultadas em http://autismobrasil.org/por exemplo.

A edição da Nemo não foge do padrão adotado em outras publicações da editora, em formato 24 x 17 cm e 192 páginas com papel offset encadernado em brochura com orelhas e com edição e conteúdo muito fiel à publicação original com preço sugerido de R$44,90, com sua distribuição destinada à livrarias e lojas especializadas. Vale a pena a descoberta, seja você Marguerite ou qualquer outra pessoa.

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Crítica | Planeta dos Macacos: A Guerra

Maduro e ao mesmo tempo poético, Planeta dos Macacos: A Guerra encerra com chave de ouro uma das melhores trilogias atuais. Mostrando o desfecho da guerra entre símios e humanos, o terceiro filme é muito mais do que o embate final entre as raças, é o ponto final de uma discussão poderosa iniciada desde o primeiro filme sobre nosso senso de humanidade e superioridade que nunca nos deixa.

Matt Reeves trabalhou o segundo filme, intitulado O Confronto, mostrando os dois lados da moeda. Os humanos lutando para sobreviverem contra o vírus e a ameaça dos símios, e estes tentando criar sua própria comunidade e restabelecer a paz entre as comunidades. Já em A Guerra, Reeves dá um salto na história, mostrando dois lados ainda mais problemáticos e desconfortáveis com suas respectivas situações. Liderados pelo Coronel (Woody Harrelson), o restante do exército americano se tornou um esquadrão força tarefa, com um objetivo sanguinário e persistente de eliminar todos os macacos possíveis. Do lado do grupo de César, os macacos lutam por sua sobrevivência enquanto procuram um novo lar.

Ambos os lados são bem representados com atores certíssimos. O personagem de Woody Harrelson, extremista e nacionalista, poderia ser mais aproveitado. Fica pouco tempo em tela e suas ações são mais faladas do que mostradas, mas é um bom personagem que reflete o último retrato do que restou da humanidade. Já o genial Andy Serkis, que interpreta César na captura de movimentos, faz um dos seus melhores trabalhos aqui, juntando todas as emoções acumuladas nos filmes anteriores. César se tornou o líder definitivo e incontestável, se provando um grande nome que será lembrado por nós.

Tendo bons personagens já estabelecidos, a guerra fica em primeiro plano. O ritmo do filme é mais acelerado do que o normal, o conflito é fragmentado em várias partes. Tanto soldados quanto símios são mortos a todo momento e descartados como cartas no baralho. Como filme de guerra, Planeta dos Macacos é cruel e realístico na medida certa. Exemplifica lados extremos e violentos, resultando em um ato final de proporções épicas.

Deixando a guerra de lado, Planeta dos Macacos não larga a mão de ser poético. A personagem Nova (Amiah Miller) é uma criança bem inocente e traz a essência de toda a trilogia em suas costas, mostrando as similaridades que foram se criando entre macacos e humanos. A fotografia também carrega significado, com planos gerais e ângulos transformando em um documentário do que teria acontecido.

Há a trilha sonora composta por Michael Giacchino, que faz um trabalho extraordinário em todos os sentidos. Toda a música carrega uma tensão e te insere dentro do cenário. Ela só relaxa no final derradeiro, onde se encerra a trilogia Planeta dos Macacos, sem pontas soltas e com várias mensagens deixadas para que interpretemos a nossa maneira.

O terceiro filme da franquia Planeta dos Macacos, dirigido por Matt Reeves, é muito mais do que apenas um blockbuster. Faz jus à franquia e traz muito significado no meio de tanta violência. Um encerramento brilhante para uma trilogia brilhante.

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Literatura

HarperCollins lança a novelização de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

A novelização oficial do filme Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, o blockbuster de Luc Besson baseado na série de quadrinhos franceses Valérian et Laureline, está chegando às livrarias. Escrita por Christie Golden e publicada pela HarperCollins, leia abaixo mais detalhes desta novidade!

Uma força sombria ameaça Alpha, uma metrópole vasta que abriga inúmeras espécies oriundas de mil diferentes planetas. Os agentes viajantes do tempo Valerian e Laureline precisam se apressar e identificar esse perigoso inimigo antes que ele coloque em risco não só Alpha, mas também todo o universo.

O filme será lançado nos cinemas no dia 10 de agosto de 2017 e conta com a direção e roteiro de Luc Besson e elenco composto por Cara DelevingneDane DeHaan, RihannaClive OwenEthan HawkeJohn Goodman e Kris Wu. A série do agente espaço-temporal é um clássico dos quadrinhos europeus de ficção-científica, tendo sido criada em 1967, e conta com mais de 20 álbuns publicados, sempre figurando entre as dez séries mais vendidas da editora Dargaud.

No Brasil, a SESI-SP Editora está lançando as histórias em quadrinhos, compiladas em sete edições integrais, com duas publicadas por aqui até o momento.

Christie Golden, autora desta novelização, é uma famosa escritora americana responsável por livros de grandes franquias como Warcraft, StarCraft, Ravenloft, Star Trek e Assassin’s Creed. Suas obras são caracterizadas pela extrema fidelidade aos materiais originais, acrescentando à mitologia dos universos sobre os quais ela escreve.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas possui 240 páginas encadernadas no formato 15,5 x 23 cm, com preço sugerido de R$ 29,90. Garanta seu exemplar na Amazon com 15% de desconto.

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Quadrinhos

Choques Alienígenas de Alan Moore chega às livrarias

Choques Alienígenas de Alan Moore, lançamento da Mythos Editora, compila duas sagas escritas pelo Mago dos Quadrinhos no início de sua carreira, época em que também produziu grandes obras como A Balada de Halo Jones e Choques Futuristas. Confira os detalhes abaixo!

Amando os Aliens… de Alan Moore, criador de clássicos como Watchmen e A Balada de Halo Jones, dois Contatos Imediatos do Terceiro Grau! Em D.R. & Quinch, dois alienígenas irresponsáveis estão numa missão para se divertir e causar tanto caos quanto possível. Destruir a Terra é apenas um truque de seu vasto repertório, que inclui realizar traições, começar guerras, provocar mágoas e até fazer um blockbuster hollywoodiano! E em Skizz, uma espaçonave de Tau Ceti se choca com os arredores de Birmingham, e seu único ocupante — o ínterprete Zhcchz — se vê sozinho e incapaz de partir, num mundo que mal compreende… Por sorte para o alienígena, ele faz amizade com uma estudante chamada Roxy, que tenta ajudá-lo a se aclimatar ao planeta. Mas ela poderá protegê-lo de perigos que vão desde a culinária terráquea a insanos caçadores de alienígenas? Com a arte de Alan Davis e Jim Baikie, este volume de 212 páginas reúne duas das melhores histórias do começo da carreira de Alan Moore, em doses ágeis e certeiras.

Todas as histórias são em preto e branco. A saga de D.R. & Quinch estreou na prog 317 da revista semanal britânica 2000 AD e conta com sete arcos publicados entre 1983 e 1987, tendo sido muito bem recebida graças ao seu humor anárquico, destoando de outros trabalhos do roteirista na época.

Skizz é considerada a “versão adulta do E.T. de Steven Spielberg”, e possui três arcos, tendo estreado na prog 308 da 2000 AD. Com o lançamento destas duas séries, quase tudo que contém o nome de Alan Moore na 2000 AD terá sido publicado em edições definitivas oficiais no Brasil, formando uma belíssima coleção.

Choques Alienígenas possui 212 páginas encadernadas em capa dura no formato 26,4 x 19,2 cm, com preço sugerido de R$ 79,90. Você já pode adquirir sua edição na Amazon com 40% de desconto!

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Quadrinhos

Editora Glénat publicará as Graphic MSP na França

Sucesso editorial da Mauricio de Sousa Produções, o selo Graphic MSP se tornou sinônimo de qualidade no Brasil, entregando graphic novels inventivas e alcançando novos públicos com os personagens clássicos do Mauricio. A iniciativa que revolucionou o mercado nacional está chegando à França, através da Editora Glénat. Saiba detalhes abaixo!

Foram divulgados no catálogo oficial da editora os lançamentos de duas Graphic MSP: Penadinho, de Paulo Crumbim e Cristina Eiko, e Bidu de Luis Felipe Garrocho e Eduardo Damasceno. Os títulos em francês foram traduzidos para “Fantomino” e “Bidou, une vie de chien.”

A Glénat é uma editora francesa que engloba também os selos Vents d’Ouest e Zenda. Criada em 1969 por Jacques Glénat, hoje a editora é uma das maiores da França, com um catálogo diverso composto por BDs franco-belgas e materiais estrangeiros, além do selo de mangás. A editora foi a primeira a licenciar Akira no mundo em seu novo formato, modelo utilizado pela Editora JBC como base para a edição nacional.

Diversos materiais da Glénat já foram (e serão) publicados no Brasil. Entre os anúncios marcados para os próximos meses, destacam-se os materiais da Mythos Editora (Elric, Red Skin, La Nuit des Morts-Vivants, Lady Mechanika), Abril (Mickey: As Mais Loucas Aventuras) e Pipoca e Nanquim (Moby Dick). Grandiosas séries como Era Uma Vez na França, Peter Pan e Titeuf são algumas que compõem o catálogo da editora francesa, que também licencia materiais americanos de editoras como Dark Horse e Image. Quadrinhos brasileiros também são licenciados pela Glénat.

Bidu será lançado no dia 11 de outubro, enquanto Penadinho está previsto para o dia 18 do mesmo mês. Até o momento estes foram os únicos títulos divulgados, porém muito provavelmente o selo chefiado por Sidney Gusman voltará a dar as caras no mercado francês em breve.

Agradecimentos ao Pedro “Hunter” Bouça

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Cinema

Hellboy | Ian McShane será o Professor Broom no reboot

O vindouro Hellboy: Rise of The Blood Queen acaba de ganhar um ator de peso em seu elenco: Ian McShane (American Gods).

De acordo com o Hollywood Reporter, Ian assinou para interpretar o pai adotivo do personagem-título, Professor Broom.

O personagem foi introduzido em Hellboy: Semente da Destruição #1. Trevor Bruttenholm, como também é conhecido, é um dos professores mais experientes no mundo em fenômenos sobrenaturais e ele se torna um conselheiro do Presidente dos EUA após descobrir que os nazistas estão usando o oculto para convocar demônios para ganhar a II Guerra Mundial.

Hellboy: Rise of The Blood Queen terá Neil Marshall na direção e já conta com David Harbour no papel do Hellboy. O reboot não possui data de lançamento.

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Quadrinhos

Editora SESI-SP lança segundo volume de Valerian

Apenas três meses após o lançamento do primeiro volume de Valerian, da SESI-SP Editora, marcado por um evento de lançamento e sucesso de público, sendo uma das HQs mais vendidas da Amazon, está chegando às livrarias o segundo volume (de sete) da coleção nacional dos Integrais que compilam toda a série. Confira detalhes abaixo!

Fruto da imaginação transbordante de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, os personagens de “Valerian” e Laureline surgiram pela primeira vez nas páginas de Pilote, em 1967. Por sua inventividade e audácia, a série rapidamente se tornou referência absoluta para os leitores de histórias em quadrinhos de ficção científica. O segundo volume compila os álbuns “O País Sem Estrela“, “Bem-Vindos a Alflolol” e “Os Pássaros do Mestre.”

A série do agente espaço-temporal é um clássico dos quadrinhos europeus de ficção-científica e conta com mais de 20 álbuns publicados, sempre figurando entre as dez séries mais vendidas da editora Dargaud. Um dos autores, Mézières, trabalhou juntamente com Moebius no desenvolvimento do visual do filme O Quinto Elemento, de Luc Besson. Narra as aventuras de Valerian e sua colega Laureline, enquanto viajam pelo universo, espaço e tempo. Uma mistura de space opera com viagem no tempo. A revista Pilote foi a casa das primeiras publicações de outras séries grandiosas como, por exemplo, Asterix o Gaulês.

Confira abaixo um preview deste volume:

 

Ficou interessado? Clique aqui para ler nossa resenha de Valerian!

Uma adaptação cinematográfica da série será lançada nos cinemas no dia 10 de agosto de 2017. O filme conta com a direção de Luc Besson e elenco composto por Cara DelevingneDane DeHaan, RihannaClive OwenEthan HawkeJohn Goodman e Kris Wu.

Valerian Integral: Volume 2 possui 172 páginas encadernadas em acabamento brochura com efeito laminado na capa, em formato 29 cm x 22 cm. O preço sugerido é R$ 58,00. Garanta sua edição com 25% de desconto na Amazon.

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Crítica | Dunkirk

Dunkirk é um dos grandes filmes do ano. Uma história dividida em três  partes (terra, mar e céu) conta com um espetáculo visual e sonoro inacreditável. O famoso diretor Christopher Nolan prova mais uma vez suas qualidades cinematográficas e coloca toda a sua experiência e conhecimento nesse conto de guerra.

Antes de tudo, Dunkirk é uma jornada cinematográfica agradável que deve ser assistido nos cinemas. As câmeras IMAX usadas por Nolan dão um charme para a guerra nunca visto antes, a mixagem e a edição dos sons são perfeitas. O fiel parceiro Hans Zimmer não fica de fora e faz, como sempre, um espetacular trabalho na trilha sonora que compõe grande parte das cenas, somando tensão ao criar um clima de ansiedade e desespero acumulado.

Os sobreviventes nas praias de Dunkirk são o principal foco narrativo, mas os marinheiros e os pilotos de avião não são esquecidos. Ao decorrer da trama, todas as histórias acontecem em um tempo diferente (Terra – 1 semana, Mar – 1 dia, Céu – 1 hora) , mas simultaneamente na tela. Um grande acerto de Nolan ao conseguir mesclar todas e manter uma linha cronológica coerente e que não confunda o espectador. A montagem é impecável.

Em todos esses ambientes, nós temos personagens interpretados por bons atores; Cillian Murphy, Mark Rylance, Tom Hardy, Fionn Whitehead, entre outros. Há poucas falas e diálogos dos personagens. A música, os planos de câmera e a situação tomam o primeiro plano, sendo uma decisão arriscada do diretor. Arriscada por não dar profundidade aos personagens e demonstrar algumas consequências do ocorrido, frequentes nos filmes de guerra.

É uma ideia original de Nolan, mas não imposta até o fim. O desfecho tenta trazer algum sentimentalismo e Hans Zimmer capta um pouco isso, mas não consegue por definitivo pela falta de desenvolvimento psicológico dos personagens. Falta mais emoção dentro do roteiro, não há conexão com os atores e o desfecho não condiz muito com o ritmo proposto, apesar da excelente cena final.

Uma fotografia magnífica, uma trilha vibrante e uma pós-produção digna de Oscar fazem este um dos melhores do ano. Dunkirk carece de dramaticidade, mas todo o esforço  de Christopher Nolan em nos entregar algo bom nos faz ficar satisfeitos com o resultado final. Isso é sétima arte e merece ser visto no cinema, o lugar mais insubstituível do mundo.