O diretor de John Wick, Chad Stahelski, começou a gravar novas sequências de ação para o filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa.
Na produção dirigida por Cathy Yan, Chad Stahelski vai atuar como chefe da segunda unidade de fotografia. Confira fotos do set desta quinta-feira com a Arlequina (Margot Robbie) de patins em uma cena de perseguição.
A adaptação dos quadrinhos da DC Comics foi gravada de janeiro a abril deste ano. A firma de dublês de Stahelski, 87 Eleven, esteve trabalhando em Aves de Rapina desde que a pré-produção começou.
O longa-metragem estrelado por Margot Robbie, Jurnee Smollett-Bell, Mary Elizabeth Winstead e Ewan McGregor chega aos cinemas em 7 de fevereiro de 2020.
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Por alguma razão, existe uma certa tendência nos quadrinhos em reinventar personagens desconhecidos através de roteiristas renomados. O primeiro exemplo vindo a mente, é o run de Grant Morrison pelo Homem-Animal. O roteirista não apenas humanizou Buddy Baker em um nível extraordinário, mas também quebrou muitos padrões ao longo de 26 edições, se consagrando como uma das fases mais amadas de todas. Não seria errado constatar que o Senhor Milagre passou por uma situação semelhante recentemente.
Apesar de Jack Kirby ser o rei e o Quarto Mundo ser considerado uma grande obra, a nova minissérie por Tom King e Mitch Gerads parece ter levado o Novo Deus a outro patamar em termos de popularidade, passando por inúmeras reimpressões durante sua publicação. Os elogios são corriqueiros, tais quais postagens com a icônica frase Darkseid is. Todos esses fatores provavelmente explicam o porquê de Senhor Milagre ter sido vencedor do Eisner 2019, mas o que realmente faz do gibi, esse clássico moderno?
SPOILERS! MUITOS SPOILERS A SEGUIR!
Um gibi triste, mas muito além disso.
Há alguns meses, em entrevista ao Comicbook, Tom King declarou que escreve personagens tristes. Mas isso não significa levar o leitor a tristeza absoluta. King odeia como algumas obras exploram trauma constantemente, a cada página. De acordo com o escritor, o trauma é inconstante, em alguns momentos, é possível lidá-lo, em outros, não. É algo sempre presente no subconsciente, nunca no consciente.
Através dessa filosofia, ele constrói e desconstrói Scott Free do início ao fim, inconstante. Humanos são complicados. Deuses, ainda mais. O que o roteiro faz é questionar como o conhecimento exclusivo do ódio, da violência e da dor na infância, afetaria um homem em sua fase adulta? A trama de Senhor Milagre tem início com a tentativa de suicídio do próprio, mas no decorrer das edições, o leitor tem suas emoções testadas como uma montanha-russa, caminhando entre momentos de felicidade e tristeza profunda.
Boa piada. Rufam os tambores.
Dito isso, a quarta edição talvez seja o melhor exemplo desse artifício. Quando Órion vai à casa de Scott para julgá-lo e talvez condená-lo à morte, o cenário casual, a chegada de uma encomenda, elementos mundanos, contrastam com a tensão do julgamento, o qual oferece uma das melhores sequências de todos os tempos. O jogo de palavras de King é genial, eficiente e provocativo, limitando o protagonista a dizer verdadeiro ou falso enquanto os questionamentos transitam do político para o existencial. Isso ajuda não apenas a avançar com a narrativa, mas entender o misto de sensações ruins em Scott nesta cena.
Ao dizer: “Meu nome não é Scott, eu não sei qual é o nome. Meu pai nem mesmo se importou em me dar um nome.”, o coração do leitor, ao lado do personagem, pesa. O sentimento de tristeza é mútuo e ao atingir o brilhante fim do capítulo caracterizado por um surto total, o leitor está lá, assim como Barda, para confortá-lo. Sem explicações sobre backstory, apenas através de um julgamento, a HQ diz mais sobre ódio e raiva do que mil palavras jamais poderiam.
Eu choro toda vez que eu leio isso.
Não apenas através de brilhantes diálogos, Senhor Milagre foi reescrito diversas vezes visando uma conexão perfeita com arte de Mitch Gerads. Definitivamente, funcionou. Gerads é tão autor quanto King aqui, a forma como os rostos realistas, a sujeira, convivem lado a lado com elementos psicodélicos e as cores vibrantes da obra original de Kirby, é simplesmente brilhante.
Além de trazer um pouco de absurdo a realidade e vice-versa, ele utiliza um excelente recurso narrativo através de interferências de sinal de uma TV, expondo o estado desconcertante dos personagens e brincando com a sensação de realidade e ilusão, muito bem explorada na obra. Os traços também se destacam quando o artista emula cenas de ação em planos-sequência, trazendo uma enorme fluidez para a leitura.
Gerads é um gênio
Longa Vida ao Rei
Senhor Milagre não apenas mantém os visuais clássicos, mas também presta diversas homenagens a Jack Kirby. Seja através dos textos introdutórios das primeiras edições de Mister Miracle (1971), que estão presentes em cada edição da minissérie, adquirindo novos contextos, ou referências visuais, como o nome do autor na Calçada da Fama, abaixo das mãos do protagonista.
King também resgata diversos conceitos criados por Kirby e alguns deles, servem a um propósito real da narrativa. Aliás, o roteirista relembra a profecia de que Órion é o único capaz de vencer Darkseid, mas a utiliza de maneira inconvencional e extremamente criativa, tornando o meio para chegar ao fim, não apenas surpreendente, mas coerente com o que é estabelecido tanto no passado quanto no presente.
Criação encontra criador.
Mas a maior homenagem provavelmente reside no fato de que o filho do casal Scott e Barda é nomeado de Jacó. Apesar do roteiro justificar a nomeação através de uma história de vida simbolizando o desconhecido e a esperança, fica clara e explícita a homenagem. Principalmente, quando o chamam de Jack: O Rei. Entretanto, como dito anteriormente, há uma explicação dada durante a narrativa e sinceramente, traduz perfeitamente as intenções de King ao declarar que não é uma história exclusivamente com momentos tristes. Como dito anteriormente, há uma inconstância.
Pois bem, o ódio, a dor e a tristeza já foram abordadas acima, pois o melhor é sempre deixado para o final. O amor, o carinho e a felicidade em Senhor Milagre estão concentrados em Jacó, pois ele não é apenas o fruto do amor entre Scott e Barda, ele é a chance de ser o que Scott não conseguiu: Feliz. Ele pode crescer fora de tudo isso, os acordos de paz, a guerra, a Anti-Vida, ele é a esperança de melhora.
Nós também o amamos, Scott
Antes de nomeá-lo, na sétima edição, Barda fala sobre o quão bem faz pensar, durante a gravidez, sobre coisas confortantes e a personagem fala sobre a Escada de Jacó. Ela jamais conseguiria ver o topo da escada, mas sabia que lá, estava o desconhecido, o inimaginável, algo além da miséria, da crueldade, de Darkseid. Mas nada é tão fácil. O roteiro cria uma analogia com o Pacto feito entre Pai Celestial e Darkseid e esse é o momento em que Scott pode escapar, através do amor pelo seu filho, pela sua esposa, esquecer as tramas enormes as quais o cercam. Ele pode finalmente ver o rosto de Deus.
“Este é o Rosto de Deus”
Enquanto redijo este artigo, acabo de finalizar a minha quarta leitura da obra e a experiência foi, certamente, interessante. Porque novas interpretações, novos pensamentos, os quais precisava imediatamente registrá-los, sobre o Rosto de Deus, mencionado constantemente durante a história, vieram. Durante as minhas três primeiras leituras, concluí que era uma homenagem a Jack Kirby, mas não era apenas isso. Há algumas semanas, tinha escrito um parágrafo inteiro sobre isso, mas o modifiquei, pois cheguei a uma nova conclusão.
Durante a quinta edição, Free reflete sobre a famosa frase de Rene Descartes: “Penso, logo, existo.”e sobre o fato de que Deus é melhor que todas as coisas. Se é melhor ser bom, Deus é bom, se é melhor existir, Deus existe, assim como nós existimos. Em Genêsis (1: 27), é dito: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”Logo, concluí-se que o enigmático rosto, nada mais é, do que nós mesmos. O que faz sentido, pois o Mestre Escapista é um deus e existe naquele mundo. Quando ele encontra o que há de melhor em sua vida, olha para si, de maneira metafórica, ele tem a chance de retornar para a cronologia sem sentido do Universo DC, ou permanecer morto, nesse mundo perfeito, nem mesmo o céu ou o inferno, apenas este Quarto Mundo.
Poetic Comic
Outra pergunta sempre intrigante para mim era: “O que aconteceu aos outros três mundos?” Sabe-se que os Deuses antigos tem sua essência retornada para a Fonte, mas King traz uma certa poesia para responder isso: O primeiro, é de onde nossos pais vieram, o segundo, quando nascemos, o terceiro, quando crescemos e o quarto, é a nossa imaginação, o anseio de escapar do que não podemos: A realidade.
Senhor Milagre por Tom King e Mitch Gerads é uma obra inesquecível. A dupla consegue homenagear o trabalho de Jack Kirby com bastante sutileza, ao mesmo tempo em que traz ainda mais profundidade ao Novo Deus mais icônico. Ora, cruel, ora, bem humorado, mas intrigante, criativo, emocionante e extremamente humano do início ao fim. Por todos esses e inúmeros outros fatores, é o novíssimo clássico moderno da DC Comics.
Segundo informações do Deadline, a produtora de Krypton, a Warner Horizon Scripted Television, está em negociações com outros canais, explorando meios de continuar a franquia baseada nos personagens da DC Comics.
Emissoras irmãs como a DC Universe e a vindoura HBO Max estão sendo consideradas. O DC Universe já exibe a primeira temporada de Krypton e exibirá sua segunda em 2020.
Uma boa notícia para Krypton é que a série Expanse, também cancelada pela Syfy, encontrou uma nova casa na Amazon.
Krypton tem no seu elenco: Cameron Cuffe, Georgina Campbell, Shaun Sipos, Colin Salmon, Ann Ogbomo, Aaron Pierre, Rasmus Hardiker, Wallis Day, Blake Ritson e Ian McElhinney.
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Segundo informações do The Hollywood Reporter, o diretor de John Wick, Chad Stahelski, foi chamado pela Warner Bros para ter um papel importante no filme Aves de Rapina (e a Fantabulosa Emancipação de uma Arlequina).
Chad Stahelski vai criar novas sequências de ação para a produção dirigida por Cathy Yan, atuando como chefe da segunda unidade de fotografia.
A adaptação dos quadrinhos da DC Comics foi gravada de janeiro a abril deste ano. A firma de dublês de Stahelski, 87 Eleven, esteve trabalhando em Aves de Rapina desde que a pré-produção começou.
O longa-metragem estrelado por Margot Robbie, Jurnee Smollett-Bell, Mary Elizabeth Winstead e Ewan McGregor chega aos cinemas em 7 de fevereiro de 2020.
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É inegável dizer nos dias de hoje os super-heróis fazem parte não só da nossa cultura como de um comércio bastante lucrativo e popular no ramo do entretenimento através de diversas mídias como cinema, jogos e quadrinhos. Também não se pode negar o quão amados e exaltados são os personagens e suas aventuras apresentadas tanto pela Marvel como pela DC – as principais editoras do ramo.
Mas e se os heróis de fato existissem? E se essa comercialização ditasse os seus atos? E se eles fossem sujos e corruptos? Pois bem, essa é a premissa de The Boys. A série é uma excelente sátira sobre como seriam os super-heróis caso eles existissem no mundo de hoje, sobre a comercialização e a exaltação dos mesmos e também é a representação perfeita de que o poder corrompe, mostrando o quão sujo seria um homem com super poderes e com os holofotes em si – se assemelhando ao estilo adotado por Zack Snyder em suas adaptações cinematográficas.
The Boys é uma série disponibilizada no serviço de streaming Amazon Prime e é baseada nos quadrinhos com o mesmo título, escrita por Garth Ennis e desenhada por Darick Robertson. A série em quadrinhos foi publicada inicialmente pela DC Comics e depois sua publicação foi para a Dynamite Entertainment.
A trama gira em torno dos Sete, uma equipe de super-heróis famosos, e de Hughie (Jack Quaid) – que perdeu sua namorada após um acidente envolvendo um desses heróis, o A-Train (Jessie Usher). Após isso Hughie começa a nutrir ódio pela equipe e se encontra com Billy Butcher (Karl Urban), que lhe oferece uma oportunidade de se vingar e acaba unindo um grupo com esse intuito.
Do outro lado acompanhamos também a heroína Starlight/Annie January (Erin Moriarty), que foi aceita recentemente para a equipe dos Sete. É através dela e do Homelander (Antony Starr) que acompanhamos como os heróis são corruptos, sujos e completamente babacas. De uma forma geral, cada membro dos Sete é uma paródia da própria Liga da Justiça. Homelander como Superman, Noir como Batman, Queen Maeve como Mulher-Maravilha, The Deep como Aquaman e A-Train como Flash. Isso torna tudo ainda mais interessante.
Nesse caso chega a ser perturbador saber que se de fato existissem super-heróis, eles seriam exatamente da forma que são retratados durante os episódios. Como já dizia a Senadora Finch em Batman v Superman: ”O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. E aqui, não só foi o poder como também a fama e a adoração da população. A retratação dos heróis é executada de forma majestosa e é semelhante ao que Zack Snyder fez em Watchmen, Man of Steel e Batman v Superman, entretanto, em The Boys temos um extra: a comercialização dos mesmos.
Funcionando perfeitamente como uma crítica ao mercado de adaptações cinematográficas que acabou saturando o gênero, na série vemos como os heróis funcionam como uma mercadoria – com filmes, brinquedos, quadrinhos e diversos outros produtos. Além disso, para o governo eles são uma arma; para a empresa Vought, lucro; para a população, esperança e diversão. Diante de tudo isso, The Boys chega como um alívio por se apresentar diferente da fórmula conhecida e repetida ao longo desses 11 anos em termos de adaptações de quadrinhos para o audiovisual.
Outro ponto de destaque para a série é o desenvolvimento dos personagens, que é extremamente bem executado. Cada personagem tem um papel fundamental na trama e precisa lidar com suas próprias subtramas – mesmo que o foco principal seja em Hughie.
A adaptação dos quadrinhos para a série está excelente, preservando bem o seu material fonte. Algumas modificações como por exemplo a ausência de Terror, o cachorro de Billy, estão presentes mas não pesam tanto. Além disso a violência gráfica apresentada nos quadrinhos foi bem transmitida através da parceria entre a fotografia e dos efeitos especiais, que juntos transmitem o ambiente violento e sombrio da série.
Diante de tantas séries e filmes que apresentam a mesma fórmula e saturam o gênero das adaptações de quadrinhos, The Boys chega como um presente não só para os fãs da obra original como para os fãs do gênero. Sendo uma sátira perfeita sobre a comercialização dos super-heróis, a série mostra como seria se o homem tivesse poderes no mundo real e como a sociedade reagiria – claro que há exceções, nem todos os heróis seriam babacas se fossem reais e mesmo assim a série também mostra isso, com a Starlight. Além disso, a season finale é surpreendente e deixa o espectador curioso pro que está por vir. Vale a pena dar uma conferida.
A 1ª Temporada de The Boys possui 8 episódios de, aproximadamente, 1 hora cada. A série foi lançada no dia 26 de Julho e está disponível no serviço de streaming Amazon Prime.
O game designer da Warner Bros. Games Montreal, Osama Drama, declarou ao Comic Book, que a empresa está trabalhando em um novo jogo da DC Comics.
Osama disse que não pode dizer muito a respeito do projeto ainda, mas que os fãs da produtora ficarão sabendo em breve de qual jogo se trata.
Batman: Arkham Origins é o game mais recente e de maior sucesso da franquia, sendo Batman: Arkham City Armored Edition, Cartoon Universe e Lego Legends of Chima Online os seus outros trabalhos.
Para futuras informações a respeito do jogo, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Voltado para leitores mais maduros, o selo DC Black Label marcou presença na SDCC 2019. Hoje, roteiristas e artistas se reuniram para falar sobre a nova vertente. Assim como anunciaram novidades e prévias das edições. Confira tudo o que rolou no painel:
O editor Matt Doyle subiu ao palco, mais tarde juntaram-se a ele: John Romita Jr, Jeff Lemire, Scott Snyder, Greg Capullo e Kami Garcia.
“É uma chance de contar histórias fora do mainstream.”– disse Doyle sobre o selo.
Snyder falou a respeito sobre Batman: The Last Knight On Earth:
“Eu comecei a pensar sobre a história enquanto eu escrevia Ano Zero.” – ele lembrou do conselho dado por Grant Morrison sobre a última história do personagem ser sobre sua morte.
“Grande parte do nosso run foi sobre o Batman dizendo “Tudo o que você faz, importa.” – ele continuou – “O objetivo do Coringa era fazer você sentir que nenhuma atitude era importante. Com isso, o mundo diz ao Batman, o que o Coringa tentava dizer, pois a história se passa 15 ou 20 anos após o UDC atual, como uma odisseia.”
“A cabeça falante do Coringa presa em uma lâmpada.” – Capullo falou sobre a primeira edição – “É bom demais.”
Em relação ao Palhaço do Crime na narrativa, Snyder declarou:
“Eu acho que ele quer que nenhum dos lados vença. Ele está mudado e não porque sua cabeça está em uma lâmpada. O segundo capítulo é definitivamente melhor do que o primeiro.” – após essa declaração, Doyle mostrou algumas páginas do próximo capítulo:
“Coringa é o meu favorito de escrever. Porque ele é um personagem trágico, querendo compensar por tudo o que ele fez.”
O painel da SDCC 2019 desviou o foco para Superman: Ano Um:
“Frank estava realmente animado.” – Romita Jr declarou – “Ele sabe o que eu daria para ele, poderia ter feito 260 páginas para a primeira edição. Ele adora a ideia de dividir em fases, desde a infância até a vida adulta. Como parar um valentão quando se é um super ser? Você não pode, poderia matá-lo.”– acrescentou – “Tive que me restringir a uma determinada quantidade de páginas, mas por mim, teria continuado para sempre.”
“Eu esvaziei cartuchos de tintas e resmas de papel” – declarou o artista- “Frank me envia os diálogos e eu faço 30 páginas.”
Após apresentarem detalhes sobre a nova história do Homem do Amanhã, Kami Garcia falou sobre Joker/Harley: Criminal Sanity:
“Eu comecei como romancista, tive diversas conversas com meu agente que sempre começavam com: ‘Isso não é para crianças.’ Quando a DC me procurou, eu já tinha uma ideia muito boa em mente. Quando eu propus, eu disse: “Como se cria um monstro? O que impulsiona um garoto a se tornar um monstro e fazer com que alguém se torne o Coringa?”
“Eu queria fazer um procedimento sobre como esse personagem evolui” – acrescentou – “Você faz isso criando um perfil. Nós demos um perfil ao Coringa, como se fosse uma pessoa real. Como ele se tornaria o assassino, anarquista que todos conhecemos e amamos? Não é apropriado para adolescentes.”
Algumas páginas em preto e branco da primeira edição foram mostradas:
“Harley tem uma história com ele. Quando ela era uma residente, seu colega de quarto foi assassinado pelo Coringa. Logo, ela está obcecada com este caso, ela precisa encontrar o assassino e fazê-lo pagar. Ela é uma garota sombria. Ela definitivamente não está mentalmente saudável. Então, as mortes começam a acontecer nos dias atuais.”
“Foi desafiador.” – acrescentou – “Eu consultei um especialista em armas químicas na marinha e ele ficou tipo: “Eu preciso saber para quem você está escrevendo isso.” Ele pensava que eu estava escrevendo um manifesto ou algo parecido.”
“É um pouco sombrio.”– Garcia brincou.
Depois, Doyle perguntou a Jeff Lemire sobre Joker: The Killer Smile:
“É uma abordagem completamente oposta.”– Lemire comentou – “É bem pé no chão, mas é loucura do Coringa como se fosse um conto-de-fadas subvertido. Um elemento de Gotham que eu não vejo muito é o subúrbio, logo, eu pensei: O que acontece quando interage com este doutor? Para mim, essa foi a coisa mais assustadora.”
Lemire também elogiou a arte de Andrea Sorrentino:
“Ele é o verdadeiro gênio, ele elevará esse projeto.”
Ele também falou sobre Questão: As Mortes de Vic Sage:
“Eu estava na Comic-Con no ano passado, tive um café da manhã com Dan DiDio. Eu disse que queria fazer O Questão, pois eu adorava toda a jornada do personagem. Mas qual seria a próxima etapa? Então, nós começamos, quem é o vilão para um homem sem rosto? Um homem com vários rostos. Ele enfrenta o mesmo adversário em diferentes vidas.”
Mais detalhes sobre as publicações devem ser divulgados em breve. Para saber sobre tudo o que acontece na SDCC 2019 e na Editora das Lendas, mantenha-se ligado na Torre de Vigilância.
Durante entrevista ao portal da GQ, Dacre Montgomery revelou que gostaria de interpretar o anti-herói Capuz Vermelho nos cinemas.
“Eu gostaria que fosse algo fora de um universo compartilhado, focado apenas nesse personagem específico. Seria realmente incrível mergulhar em um mundo que as pessoas ainda não conhecem.”
Dacre Montgomery é um ator australiano que ganhou notoriedade após dar vida ao Ranger Vermelho no filme Power Rangers. Recentemente, Dacre encarnou Billy Hargrove na segunda e terceira temporada de Stranger Things.
Lançada em 1988, a história Morte em Família desenhada por Jim Aparo e roteirizada pelo Jim Starlin, mostra o drama do segundo Robin, Jason Todd, após ser espancado até a morte pelo Coringa com um pé de cabra. Posteriormente, Jason retorna dos mortos e assume a identidade de Capuz Vermelho.
Para futuras informações a respeito do Capuz Vermelho, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Foram anunciados dois lançamentos para o DC Black Label, o novo selo da Editora das Lendas, que agora, depois da extinção da Vertigo, vai abrigar todas as histórias com teor mais adulto do universo DC. A grande novidade agora é que as duas histórias serão assinadas por Jeff Lemire.
Joker: Killer Smile vai reeditar uma das duplas criativas mais badaladas e elogiadas do momento na indústria dos quadrinhos: Jeff Lemire e Andrea Sorrentino. Responsáveis pela aclamada Gideon Falls e na mensal Velho Logan (na fase mais elogiada), a dupla vai apresentar o Palhaço Príncipe do Crime, quando este tem um fatídico encontro com Ben Arnell, um jovem psiquiatra que promete mudar radicalmente o vilão.
Em entrevista ao site io9, Jeff Lemire disse que apesar de ser uma premissa que vimos acontecer, e falhar com a Arlequina, Ben Arnell quer desvendar a mente lunática e tentar “dar sentido” ao Coringa. “Ben é leitor de mentes de Arkham e Gotham e queremos explorar a mente do vilão. O Coringa não é um herói ou um anti-herói. Ele é a encarnação do mal e sempre tive problemas com pessoas que querem romantizá-lo”, explicou Lemire.
O autor ainda falou que Joker: Killer Smile será doentia e trágica. O lançamento está previsto para 30 de novembro.
A outra história escrita pelo Jeff Lemire será com um personagem querido por muitos do Universo DC: o Questão. Nessa edição, os desenhos serão de Denys Cowan e Bill Sienkiewicz. Com o título de The Question: The Deaths of Vic Sage, a trama vai contar sobre o mistério que envolve a própria origem do personagem, onde ele descobre que faz parte de um ciclo vicioso de reencarnação, que tem início no Velho Oeste.
The Question: The Deaths of Vic Sage tem lançamento previsto para 30 de novembro.
Para saber mais sobre o selo DC Black Label, clique AQUI.