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Discografia | Iron Maiden

Seja bem vindo a área de Discografias da Torre de Vigilância. Onde vamos contar sobre os discos dos artistas e a história por trás de cada trabalho. Vamos começar com a maior e mais querida banda de Heavy Metal de todos os tempos. O Iron Maiden. Todo mundo já ouviu e conhece uma música da banda. Aqui vamos focar nos álbuns de estúdio da banda, as polêmicas, as mudanças de formações ao longo dos anos e os sucessos de cada disco.

 

Iron Maiden (1980)

Intitulado simplesmente de Iron Maiden, a banda de Heavy Metal, depois de cinco anos desde a sua fundação, dava seu primeiro passo para o estrelato com seu disco de estreia lançado em 14 de abril de 1980. É o único trabalho de estúdio com o guitarrista Dennis Stratton. As mudanças de produtores marcaram esse primeiro álbum. O primeiro foi Guy Edwards, que foi demitido por causa da insatisfação com a qualidade da produção. Logo após veio Andy Scott, que entrou em atrito com Steve Harris por que queria que o músico tocasse com palhetas e não com os dedos, também foi demitido. Até que Will Malone assumiu a produção e terminou o trabalho.

O álbum foi bem recebido pela crítica musical e se tornou um marco no Heavy Metal mundial. É considerado um dos discos de estreia mais importantes da história do rock. “Running Free”, “Phantom of the Opera”, “Sanctuary” e “Iron Maiden” são as faixas que mais se destacaram no álbum. A capa do disco que mostrava o mascote Eddie empunhando uma faca inclinando sobre o corpo de Margaret Thatcher, gerou publicidade na impressa britânica na época.

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Formação:

Steve HarrisBaixo e segunda voz
Dave Murray Guitarra
Paul Di’AnnoVocal
Clive BurrBateria
Dennis StrattonGuitarra e segunda voz

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Killers (1981)

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O segundo álbum do Iron Maiden foi o Killers, lançado em janeiro de 1981. “Wrathchild” foi um sucesso e até hoje é a única música do álbum que é tocada nos shows. Já a canção “Murders in the Rue Morgue” é baseada em um conto do Edgar Allan Poe, intitulado de “Rue Morgue”. Foi um álbum de estreias na banda. Adrian Smith assumiu a guitarra e o produtor Martin Birch fez o seu primeiro trabalho com os caras. Parceria que durou até 1992.

Apesar de não ter o clamor do seu antecessor, Killers é considerado um progresso para o Iron Maiden. Pois foi graças a ele que surgiu a sua primeira turnê mundial, que começou em Las Vegas abrindo o show do Judas Priest.

Formação:

Paul Di’AnnoVocal
Steve HarrisBaixo
Dave MurrayGuitarra
Adrian SmithGuitarra
Clive BurrBateria

Nota na história: O convívio com o  vocalista Paul Di’Anno estava se tornando insuportável pelo seu uso excessivo de álcool e cocaína. Suas atitudes vinham constantemente atrapalhando a agenda da banda, que crescia cada vez mais. Então Steve Harris, secretamente, convidou o jovem vocalista Bruce Dickinson para uma audição em setembro de 1981, onde foi contratado imediatamente. No final da Killer Wolrd Tour Paul foi demitido e Dickinson assumiu o lugar. O seu primeiro show foi durante uma pequena turnê pela Itália.

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The Number of the Beast (1982)


É o clássico. Todo mundo já ouviu falar. Todo mundo já foi na casa de um amigo que curte Rock e sabe desse álbum. É o álbum mais vendido do Iron Maiden, com mais de 14 milhões de copias vendidas ao redor do mundo. Considerado como um dos melhores álbuns de heavy metal de todos os tempos, foi recebido com grande aclamação da critica. Com os sucessos que se tornaram hinos dos fãs como “The Number of the Beast” e “Run to the Hills”, o álbum configura em diversas listas de melhores discos. Nos Estados Unidos, The Number of the Beast gerou polemica pela temática religiosa de algumas letras e da arte da capa. Houve um principio de histeria, como pessoas quebrando os discos com martelos, queimando e até mesmo rolo compressores esmagando os álbuns. Mas se forem pegar mesmo as letras, a única canção que fala realmente algo do tipo é a faixa-título. Que foi uma inspiração de Steve Harris após assistir um documentário do gênero. Você querido e amado leitor, se tiver dúvidas, pegue a tradução das letras e tire suas próprias conclusões. Foi também o ultimo álbum com a participação do baterista Clive Burr e marca a estreia de Bruce Dickinson no vocal.

O produtor do álbum, Martin Birch, falou na época que a entrada de Bruce abriu um novo leque para a banda por causa da sua linha vocal. E que algumas coisas compostas por Steve Harris, não seriam possíveis sendo cantadas por Paul Di’Anno o antigo vocalista.

Formação

Steve HarrisBaixo
Dave MurrayGuitarra
Clive BurrBateria
Adrian SmithGuitarra
Bruce DickinsonVocal

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Piece of Mind (1983)

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O quarto álbum da banda foi lançado em 16 de maio de 1983. Nele acontece a estreia do baterista Nicko McBrain. Piece of Mind mantém o estilo pesado do seu antecessor, só que as músicas mais trabalhadas e com mais conceitos. Lidando com guerras, temas de filmes e livros. As músicas que mais se destacaram nesse trabalho foram “Flight of Icarus” e “The Trooper”.  E novamente com a produção de Martin Birch.

Formação:

Bruce DickinsonVocal
Dave MurrayGuitarra
Adrian SmithGuitarra
Steve HarrisBaixo
Nicko McBrainBateria

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Powerslave (1984)

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O álbum foi lançado em 03 de setembro de 1984, e é considerado como um dos mais grandiosos do Iron Maiden. Com os hinos “Aces High” e “2 Minutes To Midnight” elevou o trabalho ao mesmo patamar do The Number of Beast. Foi com ele que o Iron Maiden tomou a proporção de gigante do rock mundial. A Turnê batizada de World Slavery Tour foi a mais longa e maior do grupo, que passou por 28 países fazendo 193 shows em longos 13 meses. Foi nessa turnê que os shows passaram a ter os temas dos conceitos artísticos dos álbuns, no caso de Powerslave, tinha a temática egípcia. No Brasil, a turnê passou pelo Rock In Rio de 1985.

As turnês do Iron Maiden passaram a ter palcos temáticos com os temas dos álbuns.

Mas com a grandiosa turnê também veio grandiosos desgastes. Os integrantes tiraram férias de quatro meses, embora quisessem que fossem seis. Em meio há esse tempo, iria acontecer a turnê do “Live After Dearth” que foi gravado durante um show histórico em Long Beach na Califórnia. Mas Dickinson, alegando cansaço, não queria fazer e ameaçou a deixar a banda se não fosse interrompida. Algo que complicou ainda mais relacionamento com Steve Harris que já não andava muito bem das pernas.

Formação:

Adrian SmithGuitarra
Dave Murray Guitarra
Nicko McBrainBateria
Steve HarrisBaixo
Bruce DickinsonVocal

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Somewhere In Time (1986)

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Depois do cancelamento da turnê de divulgação do “Live After Death”, os músicos aproveitaram para criarem letras. E no fim do período de descanso reuniram-se e apresentaram seus esboços. Os de Adrian Smith foram bem aceitos, já os de Dickinson foram rejeitados e assim surgiu o novo álbum. E no dia 29 de setembro de 1986 foi lançado o Somewhere In Time. O trabalho mais experimental da banda. É a primeira vez que eles usam sintetizadores que trouxeram feitos sintéticos as músicas. O resultado cria uma atmosfera profunda, melódica e até cibernética no disco. A capa veio bem a calhar com esse momento musical. Era o Eddie em uma arte que lembra o filme Blade Runner (1982). A grande curiosidade desse disco é a faixa “Alexander The Great”, uma das músicas mais incríveis da história da banda que nunca foi executada ao vivo.

Formação:

Bruce DickinsonVocal
Adrian SmithGuitarra, sintetizador, vos de apoio e voz principal em “Reach Out”
Dave MurrayGuitarra, sintetizador
Steve HarrisBaixo, sintetizador
Nicko McBrainBateria

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Seventh Son of a Seventh Son (1988)

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Agora seguindo o intervalo de dois anos para o lançamento de discos, foi lançado em 11 de abril de 1988 o Seventh Son of a Seventh Son. Tendo como temática a lenda do sétimo filho do sétimo filho, que teria poderes sobrenaturais partindo da história de uma criança enviada para ser um representante do bem ou do mal na Terra. A ideia surgiu após Steve Harris ler o livro “Seventh Son” de Orson Scott, o baixista então passou para Bruce Dickinson a história e coincidiu com o número sete. E era o sétimo disco que o Iron Maiden ia lançar. O vocalista caiu de cabeça e foi acrescentando suas ideias e finalmente conseguiu contribuir com as composições.

Ele também tem uso de sintetizadores e teclados em suas músicas, e soa como um trabalho experimental como o Somewhere In Time. Só que os fãs o consideram melhor do que o seu antecessor. Uma mudança que se sente no disco é a abordagem vocal de Dickinson. Antes sempre mais teatral, nessas músicas ele está mais variante, carregado de drives e narrativo. Como se estivesse contando uma história e interpretando em seus atos. Daqui surgiram os hinos “Can I Play With Madness?” e a obrigatória nos shows “The Evil Dead Man Do”.

Formação:

Bruce DickinsonVocal
Adrian SmithGuitarra, sintetizador
Dave MurrayGuitarra, sintetizador
Steve HarrisBaixo, sintetizador
Nicko McBrainBateria

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No Prayer of the Dying (1990)

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Depois de um hiato de dois anos sem gravar nada inédito, e seus integrantes tocando os seus projetos solos, o Iron Maiden volta ao estúdio para seu novo trabalho. As discussões de como seria o próximo álbum foram bem acaloradas. Steve Harris considerava que a banda estava em níveis muito altos e que estava cansado daquilo. Muita produção, muita intensidade, palcos enormes com suas temáticas gigantescas e os dois últimos trabalhos com muitos sintetizadores, teclados tinha tirado a simplicidade da banda. Harris queria fazer algo mais seco, mais cru. O guitarrista Adrian Smith não concordou com o rumo que a banda poderia tomar e decidiu sair. Em seu lugar foi recrutado Janick Gers, que tocava com Bruce Dickinson em seu projeto solo.

Pois bem, o resultado não agradou aos fãs e a mudança de sonoridade com a saída de Smith transforma No Prayer For The Dying, para muitos, no mais fraco e desinteressante da carreira do Iron Maiden. Apesar de terem colocado a canção “Bring Your Daughter… to the Slaughter” em primeiro lugar nas paradas britânicas. Algo inédito na historia da banda.

Contra capa de No Prayer For The Dying.

Formação:

Bruce DickinsonVocal
Dave MurrayGuitarra
Janick GersGuitarra
Steve HarrisBaixo
Nicko McBrainBateria
Michael Kenney (músico adicional)Teclado

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Fear of The Dark (1992)

O resultado abaixo do esperado no disco anterior, a mídia e o publico entenderam que o Iron Maiden estava tendo uma queda de rendimento. Depois de um período de dois anos inativos, em 11 de maio de 1992 é lançado o Fear of The Dark. As recepções foram bem variadas. Algumas pessoas acham que é um excelente disco, mas há quem ache que não é tudo isso. Só é melhor do que o ultimo. O Heavy Metal chega a flertar com influencias do Hard Rock, que traz músicas energéticas. O guitarrista Janick Gers parece estar mais a vontade nesse disco, ele contribui nas composições e aplica mais seu estilo sonoro. E Dickinson estava no seu ponto alto nos vocais. Com uma postura mais agressiva nas músicas.

O sucesso “Fear of The Dark” também se tornou hino essencial nos shows da banda. O disco tem canções que falam da Guerra do Golfo, “Wasting Love” uma balada da banda e a “Fear Is The Key” que foi feita logo após da morte de Freddy Mercury vocalista do Queen vitimado pelo vírus da AIDS. A musica é sobre uma relação sexual coberta pelo medo da doença. Na época Dickinson comentou: “Há uma parte onde ‘Fear of the Key’ diz que ‘ninguém liga até que um famoso morre’. E isso realmente é verdade e triste. Enquanto achavam que o vírus estava confinados em homossexuais ou viciados em drogas desconhecidos, ninguém dava a mínima. Foi apenas quando celebridades começaram a morrer que as massas foram se conscientizar da gravidade.”

Formação:

Bruce Dickinson  – Vocal
Jancik GersGuitarra
Dave MurrayGuitarra
Steve HarrisBaixo
Nicko McBrainBateria

Nota na história: no ano de 1993 o vocalista Bruce Dickinson resolve sair da banda para se dedicar a sua carreira solo, na época foi um grande baque nos fãs que não viam a banda seu frontman. Bruce aceitou fazer uma turnê de despedida, mas que foi marcada por brigas com Steve Harris. O baixista argumentava que o cantor não estava se esforçando nos shows, que por sua vez se defendia falando que não é possível se apresentar sorrindo, como tudo estivesse bem quando o clima na banda não era dos melhores. A grande realidade era que o  relacionamento entre os dois já estava insustentável há tempos. A turnê rendeu dois álbuns ao vivo “A Real Live One” que tinha canções de 1986 a 1992 lançado em março de 1993 e “A Real Dead One” que saiu em outubro do mesmo ano e contém as músicas de 1980 a 1984. Logo depois ambos foram lançados no pacote intitulado de “A Real Live Dead One”. Bruce Dickinson se apresentou pela ultima vez em 28 de agosto de 1993.

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The Factor X (1995)

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Em 2 de outubro de 1995, após três anos do ultimo disco, é lançado o décimo trabalho de estúdio do Iron Maiden. E no período sem atividades de 1993 até 1995, a banda escutou diversas fitas a fim de encontrar um novo vocalista. Entre essas fitas estava a do brasileiro André Matos, vocalista do Angra. Mas foi o britânico Blaze Bayley, que ficou no lugar de Dickinson. Bayley foi escolhido por Steve Harris, que tinha se lembrado do cantor quando a sua banda Wolfsbane abriu um show do Iron.

A escolha de Bayley teve um impacto negativo entre os fãs. Criticaram, e falam até hoje, que o vocal de Bayley tem uma extensão mais baixa e menor. Não chega a notas altas, precisando usar o ar para impulsionar a voz para alcançar um volume mais baixo, além de ter um timbre mais abafado. O que as pessoas falam “canta para dentro.” Mas a ideia de Harris era um vocalista diferente do anterior, ele não queria alguém que imitasse Dickinson, queria algo original.

The Factor X é um disco mais escuro, com um clima denso e que com cadência e influência do som que habitava no momento. O Progressive Metal. Se for colocado lado a lado com os antigos trabalhos, parece que lhe falou algo, inspiração, ou até mesmo paixão. Era um perfeito reflexo de Steve Harris que passava uma fase complicada na vida devido ao divórcio. A atmosfera do álbum acabou que combinou com o estilo da voz de Bayley. “Man On The Edge” é o destaque desse disco.

Durante 1995 e 1996, a banda saiu em turnê mundial. Logo após o encerramento, foi lançada a sua primeira coletânea Best of The Beast (que todo mundo que se dizia do Heavy Metal na década de 90 tinha). Ela traz dois CDs com os maiores sucessos de todos os discos até ali.

Formação:

Blaze BayleyVocal
Steve HarrisBaixo
Dave MurrayGuitarra
Janick GersGuitarra
Nicko McBrainBateria

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Virtual XI (1998)

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O décimo primeiro álbum do Iron Maiden foi lançado em 23 de março de 1998. O nome foi escolhido por coincidir com o lançamento do jogo de computador da banda Ed Hunter (quem aí jogou?) e também pela Copa do Mundo de 1998 na França (se lembra do piripaque do Ronaldinho Fenômeno?) e um pouco antes de lançar o álbum, a banda organizou uma turnê de divulgação com marcaram jogos de futebol pela Europa com músicos convidados e jogadores profissionais da Inglaterra.

Sonoramente o Virtual XI não é escuro e melancólico como seu antecessor The Factor X, ele é mais feliz, iluminado, os arranjos são mais abertos e melódicos. As linhas vocais são mais intensas e interessantes. Mas mesmo assim os fãs não gostaram. A falta de criatividade é algo visível na banda. Músicas prolongadas e repetitivas. A critica especializada deu notas variadas, mas todos reconhecendo que não era o mesmo Iron Maiden de outrora.

Capa do game Ed Hunter

As coisas ficaram mais complicadas durante a turnê Virtual XI World Tour. Onde nos shows tinham faixas pedindo a volta de Bruce Dickinson. E o pior momento foi durante um show no Chile em que Blaze Bayley foi recebido a cusparadas. O vocalista chegou a gritar ao microfone, que estavam atrapalhando o show e que viu quem era exigindo que fossem retirados do espetáculos. Essa fase do Iron Maiden realmente é muito complicada, Bayley era chamado de “a maior farsa do da história do Metal”. Em janeiro de 1999 aconteceu o inevitável. O vocalista foi convidado a se retirar da banda. Steve Harris falou que a voz de Bayley não estava combinando com as expectativas durante a turnê. Janick Gers defendeu Bayley, falando que o motivo das baixas performances era que o vocalista era obrigado a cantar fora do seu tom. Mas na verdade Harris viu que a coisa não estava boa entre a banda e os fãs e resolveu demitir para evitar prejuízos maiores.

Formação:

Blaze BayleyVocal
Steve HarrisBaixo
Dave MurrayGuitarra
Janick GersGuitarra
Nicko McBrainBateria

Nota na história: No mesmo janeiro de 1999, por meio do produtor da banda, Rod Smallwood, Steve Harris voltou a ter contato com Bruce Dickinson. Então o convite foi feito e o vocalista concordou a retornar. E o guitarrista Adrian Smith, que recebeu um telefonema de Bruce avisando que iria voltar, retorna para a banda. Jancik Gers que tinha substituído Smith desde No Prayer For The Dying (1990) continuou na banda. Que agora era um sexteto com três guitarras. As “velhas novidades” animaram os fãs. Então a banda saiu em turnê de reunião e lançaram a coletânea Ed Hunter que vem com o jogo de computador incluso.

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Brave New World (2000)

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Nas conversas sobre o novo disco, Dickinson já tinha uma visão de ser algo novo. Não queria voltar ao passado. Queria algo moderno. Para frente. Então foi concebido o aclamado Brave New World lançado em 30 de maio de 2000. O disco é amado pelos fãs que estavam empolgados pelo retorno do vocalista e de Smith e animados com a formação com três guitarras. É certamente o trabalho mais pesado da banda. Os solos são destruidores e as distorções animais. E as músicas marcantes voltaram aos discos do Iron Maiden. Canções como “The Wicker Man”, “Brave New World”, “Dream of Mirrors” e a sentimental “Bood Brothers” viraram hinos rapidamente. E o mais incrível é que Brave New World tem semelhanças com os trabalhos anteriores (que foram muito criticados). Tem o som progressivo, mas ao mesmo tempo, o metal tradicional da banda faz presente. É uma perfeita junção dos estilos.

Uma longa turnê mundial começou logo após o lançamento do álbum. Um dos shows, se não for o melhor de toda turnê, aconteceu aqui no Brasil novamente durante o Rock in Rio III em 2001. A banda considera o nosso país como um segundo lar do Iron Maiden, e eles classificam essa apresentação como uma das melhores da história do grupo. O que rendeu um CD e um DVD ao vivo implacável e obrigatório para os fãs.

Formação:

Bruce DickinsonVocal
Dave MurrayGuitarra
Janick GersGuitarra
Adrian SmithGuitarra
Steve HarrisBaixo, teclado
Nicko McBrainBateria

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Dance of Death (2003)

Em 8 de setembro de 2003 chega as lojas o décimo terceiro álbum de estúdio do Iron Maiden. O segundo trabalho do sexteto segue de perto o estilo do seu antecessor, mas de uma forma mais densa. A musicalidade da a impressão de que existem várias coisas ao mesmo tempo, dando a sensação de dramaticidade nas canções. Dance of Death não foi bem recebido como o Brave New World, muito se deve a produção abafada e desleixada de Kevin Shirley. “Wildest Dreams”, “Rainmaker”, “No More Lies”, “Dance of Death” e “Face In The Sand” são os destaques do disco.

Essa época é recheada por polêmicas, a primeira foi logo na capa do disco. A arte foi criada pelo artista gráfico David Patchett. A polêmica foi por que o artista não quis ter seu nome creditado a arte. A dita cuja que está na capa não era uma versão final, só que a banda gostou tanto que utilizou assim mesmo. O artista não gostou nada de saber que estariam divulgando um trabalho inacabado que muitos encarariam como a versão final e o julgariam como um péssimo artista.

A outra polemica ocorreu já no fim da turnê. Quando a banda ia dividir o posto de principal atração com o Black Sabbath no Ozzfest. Acontece que o Iron teve o show sabotado pela Sharon Osbourne, na época esposa de Ozzy. Sharon não tinha gostado e se sentiu ofendida com uma declaração de Bruce Dickinson criticando reality shows na TV. E quem se lembra do sucesso da MTV, The Osbournes?

Formação:

Bruce DickinsonVocal
Dave MurrayGuitarra
Janick GersGuitarra
Adrian SmithGuitarra
Steve HarrisBaixo, teclado
Nicko McBrainBateria

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A Matter of Life and Death (2006)

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Um disco mais melódico que flerta com o Hard Rock e Alternative Rock. Foi assim que muitas pessoas classificaram o décimo quarto álbum do Iron Maiden lançado em 28 de agosto de 2006. Apesar de não ser um álbum que não foi valorizado pelos fãs, o disco foi bem comercialmente. Sendo considerado “Álbum do Ano” pela Classic Rock Roll of Honour Awards.

A turnê foi marcada pela polêmica de que a banda decidiu tocar o set list inteiro de A Matter of Life and Death. O que acabou deixando alguns clássicos de fora. Alguns fãs torceram o nariz e pediam certas músicas durante os shows.

Formação:

Bruce DickinsonVocal
Dave MurrayGuitarra
Janick GersGuitarra
Adrian SmithGuitarra
Steve HarrisBaixo, teclado
Nicko McBrainBateria

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The Final Frontier (2010)

Surgiu sobre a sombra da informação que seria o último álbum da carreira da banda, segundo o baixista Steve Harris. Em 13 de agosto de 2010 era lançado o décimo quinto trabalho do Iron Maiden. Dickinson disse na época: “tivemos provavelmente o menor tempo de preparação até agora, o que é bizarro, porque é o registro mais longo e mais complicado de todos eles.”

O confuso é a receptividade do disco. A critica especializada não pouparam elogios e o álbum chegou a primeira colocação de vendas em 28 países (maior marca da história da banda). Já os fãs detestaram! Ele foi classificado como chato e sem sal. A turnê percorreu lugares como Indonésia, Coreia do Sul, Singapura e Transilvânia.  Então ao final da turnê, o grupo divulgou que ia continuar excursionando, mais sem previsão de gravar material inédito. Rodaram mais uma vez o mundo e tocaram mais uma vez no Rock In Rio em 2014, quando encerraram o festival naquele ano.

Nota na história: Era ano de 2014 e Bruce Dickinson revelou que estava nos planos um novo disco com músicas inéditas. Os fãs viveram expectativa no lançamento do décimo sexto álbum. Então na noite de Natal daquele ano, um cartão comemorativo da data foi publicado no site oficial, prometendo presentes para o ano seguinte. Mas no primeiro semestre de 2015 uma noticia abateu sobre a banda, foi descoberto que o vocalista estava com câncer no fundo da língua. Como foi descoberto ainda cedo, o músico passou por uma cirurgia e quimioterapia. Esse infeliz contratempo atrasou os planos do lançamento do novo álbum.

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The Book of Souls (2015)

Em 4 de setembro de 2015 chega as lojas o primeiro álbum de estúdio do Iron Maiden em formato de duplo. Com produção Kevin Shirley e Steve Harris, ele conta com pontos positivos e negativos. Ele dividiu alguns fãs por acharem ele meio cansativo com músicas que repetem os refrões diversas vezes, mas há quem considere um grande trabalho com solos matadores que lembravam a antiga forma do Iron Maiden. O álbum foi um sucesso nas vendas chegando ao topo de vários países. Faixas como “Speed of Light” e a épica “Empire of the Clouds” que tem 18 minutos de duração, são os destaques do álbum duplo.

Formação:

Bruce DickinsonVocal, piano em “Empire of the Clouds”
Dave MurrayGuitarra
Janick GersGuitarra
Adrian SmithGuitarra
Steve HarrisBaixo, teclado, co-produção
Nicko McBrainBateria

O Iron Maiden é uma banda que sempre renova a sua base de fãs, ela está naquele nível de que se passa de pai para filho. E seus fãs os mantém na ativa no posto de maior banda de Heavy Metal do mundo com sua saraivada de sucessos que até quem não gosta do estilo conhece. E isso é reconhecimento de uma carreira que na verdade houve poucos momentos baixos.

Se você gostou da discografia, pode pedir seu artista favorito nos comentários, e nos vamos contar a histórias dos seus discos aqui.

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Tela Quente

Crítica | Sully: O Herói do Rio Hudson

A história do voo US Airways 1549 é conhecida por muitas pessoas. Todas acompanharam o resgaste e a investigação em volta do avião que era comandado por Chesley ‘’Sully’’ Sullenberger, e também sabem a resolução do caso. Então, é um trabalho difícil colocar esse caso nos cinemas, atrair a curiosidade do público e surpreender a crítica. Mas a bagagem de Sully: O Herói do Rio Hudson é inacreditável. Com Tom Hanks protagonizando e Clint Eatswood dirigindo, Sully mostra todo o acidente em uma perspectiva nova e emocionante.

Eastwood nos surpreende ao nos colocar no início de um sonho de Sullenberger. As cenas do acidente acontecem mais pra frente, já que ele fica um bom tempo desenvolvendo Sully e mostrando a relação com sua família e seu co-piloto, Jeff Skiles (Aaron Eckhart). O título nacional, apesar de nada atraente, desperta uma visão que está presente. Sully é colocado na figura de herói o tempo todo; passageiros lhe agradecendo, jornais exaltando sua carreira, seus primeiros passos como aviador militar, etc… Já o governo, que inicia as investigações a cerca do acidente, é posto como o inimigo.

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Narrativamente, Sully é muito rico. O roteiro de Todd Komarnick é fragmentando, nos levando sempre a flashbacks ao longo do filme. Isto sendo algo que requer muita competência para ser usado. Os flashbacks costumavam ser mais “frios” e “escuros” com pouco diálogo e mais ação. É aquele tipo de silêncio que te conta tudo.

Particularmente, eu entrei emocionalmente no longa, e isso depende muito da pessoa. Porém, fica meio difícil não se atrair e se envolver com o filme de um diretor que dirigiu dramas, como: Gran Torino (2008), Menina de Ouro (2004), etc… e de um ator que participou de Náufrago (2000), Forrest Gump (1994), Apollo 13 (1995), O Resgate do Soldado Ryan (1998), etc…

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Aqui no Brasil, Sully: O Herói Do Rio Hudson foi ofuscado pela a estreia de Rogue One, e provavelmente não vai ter uma bilheteria tão produtiva. Mas se você tiver alguma oportunidade de assisti-lo, assista. Parece um vídeo-game, onde os dois melhores jogadores se encontram e topam ficar no mesmo time, tendo seus movimentos e ações notadas pelo espectador, que prestigia e aproveita.

 

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Tela Quente

Crítica | Rogue One: Uma História Star Wars

Sair do cinema depois da exibição de Rogue One: Uma História Star Wars não é uma tarefa fácil. Muito além de um fan-service, Rogue apresenta uma história única e inédita na saga galáctica, ultrapassando qualquer expectativa e se tornando um dos melhores filmes de Star Wars.

Rogue One destoa bastante dos outros filmes. Apesar de todos sabermos o que acontece, a brincadeira do ‘’spoiler de 40 anos’’, ainda assim conseguimos ficar excitados e ansiosos pelo o que está por vir. Logo no começo, apresentando a relação da protagonista Jyn Erso (Felicity Jones) com seu pai Galen Erso (Mads Mikkelsen), Rogue prometia ser grandioso.

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Grandioso é o adjetivo que cada personagem merece. Começando pela a dupla Cassian Andor (Diego Luna) e K-2SO (Alan Tudyk), Andor é um dos principais da equipe Rogue One junto de seu andróide K-2SO, que serve como o alívio cômico principal e é tão carismático quanto o famoso C-3PO. Jyn Erso representa a protagonista  feminina forte com bons momentos de ação e persistência para alcançar seus objetivos, além de ter que lidar o tempo todo com as consequências de suas escolhas. Andor, K-2SO e Erso são a trindade do longa, ambos funcionam juntos e têm uma química explorada da melhor maneira.

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Porém, há coadjuvantes que conseguem ultrapassar qualitativamente seus protagonistas. Estes são Chirrut Imwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Jiang Wen). Imwe é o religioso, crente do poder que a força tem sobre o mundo. Seu parceiro Malbus faz a parte cética, onde não acredita nas “baboseiras” da força. Notável a semelhança de sua descrença com a de Han Solo, mas esta consegue ser tão fundamentada quanto. Imwe e Malbus protagonizam as melhores cenas de ação e algumas de diálogo, deixando suas marcas registradas.

Bodhi Rook (Riz Ahmed) é o desertor do império e anseia por reconhecimento da rebelião. Rook teve que entregar uma mensagem para Saw Guerrera, interpretado pelo fantástico Forest Withaker, um dos extremistas rebeldes. Star Wars sempre colocou em pauta a questão: política x religião (força). O personagem de Withaker abrange essa pauta quando é citado como um “extremista”, demonstrando a situação desagradável e instável da galáxia, e o que a rebelião pode causar nas pessoas.

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Sempre presente na franquia, o antagonismo está fragmentado dessa vez. Apesar de o General Krennic (Ben Mendelsohn) ser o que mais (obviamente) aparece no filme, este fica completamente embaixo da sombra de Darth Vader. O milorde do lado negro está de volta! É algo para comemorar e a narrativa nos brinda com momentos icônicos e muito mais surpreendentes do que nós vimos nos trailers. Rogue One honra Darth Vader.

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Rogue One quer deixar registrado que não é um EPISÓDIO. Suas tentativas foram um sucesso. O diretor Gareth Edwards foi corajoso em apresentar um trabalho totalmente novo nas telas. A trilha da força, dos Jedi’s e do Lado Negro está remixada, mas continua mexendo com os nossos corações. O cenário também está incrível. Se você é apaixonado pelo episódio IV, não há como você se decepcionar. Cada alienígena, espécie, torre ou casa homenageiam e retomam o ambiente do episódio IV, principalmente.

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Provado no episódio VII, elogiado pelos fãs e pela crítica, a evolução na computação gráfica ajudou muito a Star Wars. Não só pelas explosões ou naves gigantescas, mas sim pela dinâmica presente. Ver a câmera acompanhando freneticamente as X-Wings passando pela tela, atirando para todos os lados. Isso pode ser uma bomba, mas Rogue One tem as batalhas mais épicas da franquia. Destróier’s caindo, X-Wings e T-Fighters batalhando entre si, batalhas no solo entre rebeldes e Troopers recebem um tratamento muito mais especial. É algo que dá brilho nos olhos e coceira na mão de tanto querer aplaudir e gritar dentro do cinema.

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Nostálgico nem chega perto de ser a palavra que descreva Rogue One. Roteiro inédito, totalmente independente. Orquestrado com personagens excelentes, juntos de uma trilha sonora e um ambiente remodelados, dão vida própria à Rogue One. Nunca ouvimos falar da missão que roubou os planos da Estrela da Morte na franquia. Talvez nunca ouviremos. Mas ela será lembrada por nós. Dentro dos nosso corações na gavetinha escrita: “Star Wars <3”.

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Serial-Nerd Séries

Indicação | Hap and Leonard

Situada nos anos 80, “Hap and Leonard” é uma comédia de humor negro que conta a história de dois amigos, uma femme fatale, um bando de revolucionários revoltados, um par de psicopatas, algum tesouro perdido e a policia.

Hap and Leonard (2016 – )

NÃO CONTÉM SPOILERS

Hap e Leonard
Hap e Leonard

Baseada na série de livros de mesmo nome, escritos por Joe R. Lansdale, a série, dividida em 6 episódios, segue Hap Collins (James Purefoy), um cara branco do leste do Texas com fraquezas a mulheres do sul, e Leonard Pine (Michael Kenneth Williams), um gay, negro e veterano do Vietnã com temperamento quente. Quando a sedutora ex-mulher de Hap, Trudy (Christina Hendricks) reaparece com uma proposta que não podem recusar, o que seria um simples resgate se torna uma sangrenta caçada. Cheia de personagens excêntricos, “Hap and Leonard” embarca em um clássico e misterioso thriller.

Também integram ao elenco, Bill Sage, Jimmi Simpson e Pollyana McIntosh.

Canal: SundanceTV
Temporadas: 1 (6 episódios)
Status: Renovada (2ª Temporada)

Opinião:

Já  no primeiro episódio, Hap and Leonard conquista com o carisma de seus personagens, o que não é muito difícil para Michael Kenneth Williams, que conquistou a todos no passado com o seu sensacional Omar da série The Wire (ASSISTAM!), na verdade, podemos dizer que Leonard Pine é um Omar com roupa de fazendeiro, os trejeitos são bem parecidos, só que em vez de traficante, como Omar, Leonard é um veterano de Guerra. Eu, particularmente, não conhecia o ator James Purefoy, então não tenho como comparar com outros trabalhos dele,  porém o Hap dele é totalmente movido pelo pênis, inclusive a mensagem que a série quer passar é “Pau duro não tem consciência”, frase repetida diversas vezes durante os episódios.

A série usa como narrativa, vários flashbacks ligados a Hap, que se conectam ao presente, dando mais profundida aos relacionamentos dele com Leonard e Trudy (Christina Hendricks).

O elenco de apoio é incrível, Jimmi Simpson como o psicopata Soldier e Pollyanna McIntosh como Angel, a gigante namorada de Soldier, se portam muito bem como os “vilões” de Hap and Leonard, cada assassinato que eles cometiam me deixavam rindo atoa. Os hippies Howard e Chub (Bill Sage e Jeff Pope, respectivamente) junto ao ex-revolucionário e deformado Paco (iNeil Sandilands) conseguem tirar varias risadas com as piadas de mal gosto.

Hap and Leonard é realmente um filme de 6 horas, onde tudo fica magistralmente encaixado, indico para todos que querem sair da mesmice em relações a séries. Um colega meu (que indicou essa série para mim) me disse que “Hap and Leonard é um Banshee sem porradas”, e é realmente isso, a loucura de Banshee (em breve nessa coluna) está presente em Hap and Leonard, e espero que ela continue no decorrer da série.

OBS: Esses primeiros episódios adaptam o primeiro livro da série, nomeado de “Savage Season”, uma segunda temporada já foi confirmada, e, com base no acontecimento final da temporada, é praticamente certo que irão adaptar o segundo livro: “Mucho Mojo”.

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Gameplay Games

Análise | The Last Guardian

Em desenvolvimento desde 2007 e anunciado oficialmente em Junho de 2009, The Last Guardian foi concebido para os fã comosucessor espiritual” de Ico e Shadow of the Colossus. Durante a E3 2015, a Sony abriu sua conferência mostrando um gameplay do jogo e afirmou que seria exclusivo do PlayStation 4. Fumito Ueda também falou sobre o lançamento para 2016. E afirmou que os atrasos no desenvolvimento do jogo se deu porque sua estrutura final ficou pesada demais para o PlayStation 3 e e enquanto eles tentavam resolver o problema com o console, o PlayStation 4 foi lançado, então foi preferível mudar o desenvolvimento para o novo console.

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Em The Last Guardian o primeiro vislumbre de jogabilidade acontece quando você acorda em uma caverna escura, coberta de tatuagens misteriosas. A poucos metros de distância, na escuridão, você é capaz de identificar a forma de uma criatura gigante e ferida. Ao se aproximar a criatura te surpreende, ela se assemelha a um cão, com partes de pássaro, a criatura se chama Trico, e sem sombras de dúvidas é um feito de animação gráfica extraordinário, com a IA, design, e um companheirismo surpreendente para esta aventura de aproximadamente 12 horas. No entanto, é um relacionamento atroz no início. Trico rosna e se movimenta enquanto puxa objetos que estão cravados em sua pele, sinais de uma briga muito feroz.

The Last Guardian é um jogo de plataformas cooperativo de quebra-cabeças de terceira pessoa. Trabalhando juntos, você e Trico devem escapar da escuridão e escalar os vastos e desmoronados edifícios da cidade construída no vale. As torres pálidas da cidade são ligadas por pontes envelhecidas e quebradas. Todos os locais possuem histórias próprias, cheios de estranhas estátuas, e cobertos de iconografia desconhecida. Toda a área é banhada por uma bela luz solar branca. Como com todos os jogos de Fumito Ueda, The Last Guardian tem a qualidade de uma antiga fábula, embora com muitos quebra-cabeças.

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A maioria dos quebra-cabeças dependem da disparidade de tamanho entre o menino e Trico. Você pode escorregar através de pequenas lacunas para puxar os interruptores, a criatura pode alcançar áreas altas e brutalmente golpear qualquer soldados que possam persegui-lo e/ou atrapalhá-los nas resoluções dos puzzles. Você pode agarrar as penas de Trico e rastejar por cima dele, o que é uma maneira útil de alcançar lugares mais altos. Às vezes você deixa o deixa para trás por um curto período de tempo, para pular, subir e escalar seu caminho para um interruptor que abre uma porta e deixa que o grandalhão passe. Os grunhidos de tristeza de Trico o perseguirão pelos corredores sempre que você ficar fora de sua visão.

Os quebra-cabeças são simples, e existem em grande parte para facilitar e criar uma relação de dependência entre menino e animal. Uma vez que você tenha demonstrado que pode encontrar os barris azuis brilhantes que ele gosta de comer, Trico estará feliz em segui-lo ao redor do vale, mas logo ele aprende a interpretar os gestos que você faz segurando “R1” e indicando direções e ações. Você pode apontar para uma parede com possibilidade de escalada e pressionar “R1-triângulo” para imitar saltos, por exemplo, e Trico vai olhar para cima e julgar por si mesmo se ele pode dar o salto.

Este é um processo colaborativo. Trico possui um grau de autonomia e inteligência animal que lhe permite agir independentemente de seus comandos. Ele farejará e pisará em objetos que podem ser úteis, e em algumas áreas é melhor simplesmente segurar em suas costas como ele adora e magnificamente deixá-lo saltar entre plataformas distantes. Esta não é uma história de um ser humano e seu animal de estimação, é uma parceria simbiótica que convida você a respeitar o monstro, e para ganhar o seu respeito em troca.

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The Last Guardian não parece muito, mas é um enorme passar tempo prazeroso, que se utiliza muito de quebra-cabeças e logicamente do personagem carismático e alma do jogo, Trico, que se realiza com sutileza extraordinária e atenção aos detalhes. Seus olhos brilham em diferentes tonalidade de cores para refletir seus estados emocionais – amarelo para a fome/ roxo para a fúria – mas suas mudanças sutis na postura e na expressão lhe dizem tudo. Se você já passou algum tempo com um cão, você verá o comportamento canino emergir sob a forma de espirros súbitos que parecem surpreender o animal e a postura de estar atento de uma criatura que tenta agudamente entender o que o ser humano está lhes dizendo.

The Last Guardian obsessivamente resiste em conservar suas animações em favor da simulação ambiental detalhada, e isso ajuda a encarnar o ambiente e ao mesmo tempo Trico e dar-lhe a aparência de uma criatura viva, algo muito distante de todo tipo de companheiro IA que já vimos. Os barris que Trico come são objetos fisicamente palpáveis que se balançam ao redor da paisagem, mas Trico não é capaz de avaliar a distância, ou agarrá-los, cabe a você auxiliá-lo. Se você atirar um barril na frente dele, ele pode estourá-lo no ar. A menos que ele não esteja pronto para isso, é claro. Nesse caso, ele salta e choraminga de surpresa.

O jogo também faz um trabalho extraordinário de capturar o tamanho de Trico, peso e força. É impressionante vê-lo saltar centenas de metros entre pináculos estreitos, e ao mesmo tempo em que é amável e dócil ele consegue transpor uma poderosa combinação de medo, admiração e respeito. É ótima a sensação, quase que orgulho quando Trico supera alguma circunstância horrível e você sabe que foi o principal responsável. Ele é uma peça transcendental de design – o valor da relação evolutiva com a criatura ultrapassa em muito as armadilhas simplistas de um jogo de plataformas e quebra-cabeças, e compensa as questões técnicas propostas no jogo.

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Entre tantos pontos alto The Last Guardian nos entrega, uma coisa fica completamente desconexa. Porque um jogo que demorou tanto para ser lançado devido a melhorias em sua engine, parece ser um trabalho difícil para o Playstation 4? O console da Sony mal consegue lidar com The Last Guardian em algumas seções. O frame-rate oscila frequentemente, e em algumas seções, especificamente em momentos onde o jogo necessita de uma constância em seus frames e um rendimento vasto para conter as quantidades de acontecimentos simultâneos como um desmoronamento, comuns durante a gameplay. Os controles – já pesados e imprecisos – infelizmente sentem-se terrivelmente lentos nessas seções. O garoto que você controla é um avatar difícil de manejar, com manias próprias de andar, mesmo sendo encantador acaba por ser irritante em ocasiões de saltos perigosos. O ritmo tranquilo de The Last Guardian emplaca muitos desses problemas. Acredito que se o jogo quer que façamos movimentos repentinos ou que me engajasse em combates, os controles e variações de quadros não deveriam ser um problema funcional, como infelizmente são.

VEREDITO:

The Last Guardian é uma aventura emocionante estrelando um companheirismo extraordinário, há uma história completa com algumas ótimas surpresas ao decorrer da narrativa, e explorar o vale junto de seu mais novo amigo é muito animador.

Embora seja uma vergonha profunda que depois de todo esse tempo de desenvolvimento The Last Guardian ainda sofra com problemas de desempenho, mas nada tira o mérito de ser um excelente jogo, e recomendável para qualquer um que seja um fã de games envolventes.

Analise The Last Guardian

The Last Guardian teve como data de lançamento o dia 6 de dezembro de 2016, lançado para PlayStation 4.

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Indicação | Strike Back

Por muitos anos o canal Cinemax ficou conhecido pela suas produções para adultos, dando ao canal o apelido de “Skinemax“. O canal também era conhecido por incluir vários filmes em sua grade de programação, porém com a chegada da Netflix e outros serviços de streaming, dando aos telespectadores a possibilidade de assistir filmes a hora que quiser, o Cinemax decidiu focar em fazer séries de ação para o publico mais presente em seu canal, homens entre 18 e 49 anos.

E com isso vamos a primeira série do canal e primeira indicação indicação dessa coluna marota:

Strike Back (2010 – 2015, 2017)

SB-

 Abertura de Strike Back 

Em 2010 estreava no canal britânico Sky1, a série Chris Ryan’s Strike Back, baseada em um livro do ex-soldado Chris Ryan. Divida em 6 episódios, e protagonizada por Richard Armitage (de O Hobbit), a série conta a história de John Porter, um ex-soldado das forças especiais britânica, que se demitiu após ser considerado responsável pela morte de 2 colegas nas mãos de um menino de 13 anos, depois que Porter decidiu não mata-lo. 7 anos mais tarde , Porter retorna ao serviço, pela unidade Section 20, depois que uma repórter foi sequestrada, pelo mesmo garoto. Anos depois o Cinemax renomeou essa temporada para Strike Back: Origins.

Richard Armitage

Em 2011, o Cinemax anunciou que iria co-produzir Strike Back junto com a Sky1, agora com 10 episódios. A série foi exibida até 2015. Porém com Philip WinchesterSullivan Stapleton protagonizando o seriado, pois Richard Armitage estava ocupado gravando O Hobbit.

Philip Winchester e Sullivan Stapleton

Após John Porter, ser capturado pelo terrorista conhecido como Latif, a Section 20 envia o sargento Michael Stonebridge (interpretado por Winchester) em busca do densonrado ex-soldado americano, Damian Scott (interpretado por Stapleton), ex-colega de Porter. Relutante no inicio, Scott se junta a Section 20 para perseguir Latif, depois de alguns acontecimentos.

Recentemente o Cinemax anunciou uma sexta temporada da série, ela será uma especie de reboot e contará com um elenco totalmente novo, saiba mais.

Strike-Back

Strike Back com certeza é uma das melhores séries de ação dos últimos, as cenas fluem de uma maneira natural, sem parecer uma série genérica de militares. A série soube dosar muito bem quando ela precisava tratar de assuntos dramáticos durante sua exibição. Stapleton mandava muito com seu jeito de “foda-se e a todos”, e levava jeito para as cenas de comédia. Winchester recebeu treinamento das forças especiais por um mês para se preparar e isso realmente o ajudou nas cenas de ação. Cada temporada da série é focada em um terrorista diferente e contém mini-arcos de 2 episódios que se conectavam com o arco geral de cada temporada.

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Primeiras Impressões | Justice League Action

Há alguns anos os fãs da DC Comics viam-se carentes de uma boa série animada regular da Liga da Justiça. A série “Sem Limites” foi encerrada em meados de 2006, e desde então a Editora das Lendas criou diversas outras animações, tais quais Young Justice, The Brave and The Bold, e suas séries mais infantis como Teen Titans Go! e DC Super Hero Girls. Justice League Action, aguardada por muitos fãs desde suas primeiras especulações, apresenta um meio-termo entre uma animação voltada para o público jovem e o infantil.

Produzida por Jim Krieg, Butch Lukic e Alan Burnett, todos nomes carimbados nas séries animadas da DC, a série J.L Action começou a ser exibida no dia 26 de novembro de 2016 (no Reino Unido) no Cartoon Network, casa de diversas outras séries da editora há muitos anos. Focada na ação e não no desenvolvimento de personagens, os primeiros episódios exibidos até o momento garantem boas doses de diversão ao longo de seus 10 minutos de duração.

Para aqueles que esperavam uma série mais longa e séria como as cinco temporadas do desenho da Liga produzido por Bruce Timm, saibam que Justice League Action soa como uma versão reduzida e infantilizada, mas não de forma a denegrir o show. O perfil do Cartoon Network vem sendo a produção de animações mais leves, todas se provando grandes sucessos, e mesmo assim esta nova encarnação da Liga em uma série animada consegue não soar totalmente nonsense e infantil como Teen Titans Go!, encontrando um meio-termo em suas situações e na forma como lida com os personagens, podendo agradar todas as idades.

Com cinco episódios exibidos até o momento, todos apresentam situações em que um vilão está ameaçando a segurança do planeta (ou do espaço) e os heróis devem impedir. Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Nuclear, Gavião Negro, FlashCaçador de Marte e  outros são alguns dos membros da equipe explorados no decorrer deste início de temporada, enquanto os produtores também exploram outros personagens dos quadrinhos como Constantine, Zatanna, Monstro do Pântano, Taxista Espacial, Lobo e vilões como Solomon GrundyCoringa e Mongul. Tudo com bastante humor, lutas e sacadas leves e rápidas para situações inusitadas.

Por se tratar de uma animação com episódios curtos de cerca de 10 minutos, é difícil conseguir desenvolver as origens e características específicas de cada herói e vilão, mas mesmo com seu tempo limitado a série consegue estabelecer muito bem a forma de agir e pensar de cada um na equipe. Superman valoriza a vida e é um herói honrado, Mulher-Maravilha é uma guerreira implacável e respeitosa enquanto Batman é um estrategista frio e um verdadeiro ninja em combate, entre outros. Em dado momento a série se dá ao luxo até mesmo de contar a origem do Nuclear em flashbacks.

O traço mais infantil mostra-se característico no design de diversos heróis. O já citado Caçador de Marte é apresentado de uma forma bem mais leve que em suas aparições em desenhos anteriores, surgindo aqui com um corpo mais esguio e um rosto mais amigável. Este redesign dos heróis e vilões torna a animação fluida e ao mesmo tempo simples, apresentando-se de forma agradável ao público, mesmo sendo bem limitada e soando bastante como uma aventura dos Superamigos e séries mais antigas.

Já o elenco de dublagem é um show a parte. Mark Hamill faz a voz do Coringa, Kevin Conroy dá vida ao Batman e Sean Astin se apresentará como Shazam. Estes são alguns dos destaques que compõe a excelente equipe que dá voz aos personagens, equipe esta que consegue tornar a dinâmica do grupo algo bem mais palpável conforme todos interagem entre si ao longo das aventuras, comunicando-se o tempo todo para encontrar uma solução para os problemas

Como já foi citado, o foco desta série é a ação, e é importante ressaltar que as cenas de ação são muito bem feitas. A série não poupa esforços em mostrar seus heróis e vilões utilizando variados poderes e apetrechos, de formas criativas e constantemente empolgantes. Além disso a animação também apresenta uma nova base para a Liga da Justiça como uma espécie de Montanha da Justiça, e promete utilizar mais de cem personagens da DC ao longo de sua primeira temporada, que deve ser constituída de 52 episódios.

Justice League Action pode ser uma decepção para quem espera algo mais sério, mas é inegavelmente uma série animada divertida, respeitosa e saudosista, que pode ser consumida por todas as faixas etárias enquanto é também uma ótima porta de entrada para crianças ao Universo DC, sem soar como uma comédia pastelão similar ao grande sucesso Teen Titans Go!. Quanto ao futuro da série, só o tempo dirá o que está por vir e qual será a recepção do público, contudo, o que foi apresentado até o momento é extremamente satisfatório e com um saldo muito positivo em todos os sentidos. The Heat is On!

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Detective Comics

LEGADO | Conheça a história dos Robins

Criado inicialmente para dar um espaço para o público alvo dos quadrinhos da época (que era composto por 99% de crianças), o Robin foi um conceito extremamente marcante e até copiado por outras editoras.

Sua primeira aparição foi na edição Detective Comics #38  no ano de 1940. E na época o novo herói foi super bem recebido pelas crianças já que até então era difícil de se imaginarem dentro daquele cenário, onde salvavam outras pessoas e não o contrário.

Fizemos aqui, além de classificar cada um dos Robins, um apanhado de diversas informações para que você leitor, não fique perdido quanto a cronologia ou história desses diversos personagens. É importante lembrar que dentro do universo regular (o famoso Cânone), tivemos oficialmente 5 pessoas a carregar o manto do passarinho.

Então depressa, para o batmó… Opa desculpe, me empolguei, enfim… vamos começar!

1º Robin – Dick Grayson

Robin / Asa Noturna / Batman
Robin / Asa Noturna / Batman

1ª Aparição – Detective Comics #38 (1940)

Membro de uma família de acrobatas pertencente ao circo Haley e conhecidos como Graysons Voadores, Richard Grayson (ou Dick, para os mais íntimos),  presenciou um dos piores momentos da sua vida ainda criança. O último espetáculo de seus pais foi uma completa tragédia e Dick acabou vendo eles caírem do trapézio para a morte, o que aconteceu na verdade foi um boicote feito a mando de um mafioso chamado Anthony Zucco, para quem o dono do circo devia uma quantia em dinheiro.

Uma das adaptações da morte dos pais de Dick.
Uma das adaptações da morte dos pais de Dick.

Após os acontecimentos, o menino Richard foi mandado para um orfanato mas não ficou muito tempo como interno, já que Bruce Wayne, após ter presenciado e sentido a dor do garoto, resolveu transforma-lo em seu pupilo, como tutor legal. Sentido por seu novo “pai” não dar toda atenção que uma criança precisaria naquele momento, Dick resolve ir investigar o assassinato de seus pais sozinho, mas acaba tropeçando no Batman que também estava investigando o local. Após acordar em um lugar estranho (na Batcaverna), ele descobre que a identidade secreta do morcego é nada menos que seu tutor, e assim lhe é oferecido um espaço ao lado do cruzado encapuzado.

O nome de Robin foi escolhido por Dick, já que era o mesmo nome como sua mãe o chamava desde que nasceu.

Dick Grayson com certeza é o Robin mais amado e também mais conhecido e adaptado fora dos quadrinhos. Utilizando de piadas em meio às lutas e dando um pouco de humor ao seu tutor que se martirizava toda noite, Richard era um excelente pupilo, habilidoso, obediente e evoluía a cada dia. Em meio as aventuras com o morcego, Dick teve um romance com Barbara Gordon (a primeira Batgirl), de quem gosta até hoje.

Após muito tempo de combate lado a lado, em um evento com o Coringa, o Robin é baleado pelo mesmo, no ombro, e por causa disso, Bruce o manda parar um tempo as suas atividades noturnas. Depois de se recuperar, Ravena reúne um antigo grupo formado por Dick e alguns amigos, a Turma Titã, que contava com Robin, Ricardito e Aqualad, porém com novos aliados dentro da equipe, eles tiveram que fazer mudanças e se tornaram os Jovens Titãs.

O afastamento dos parceiros de Gotham city foi ainda maior quando a equipe dos titãs foi formada, e em decorrência disso Bruce diz para o parceiro (ou ex parceiro) que se eles não trabalhavam mais juntos, ele teria que deixar de ser o Robin. Dessa forma Dick acaba passando a liderança da equipe para Donna Troy (a Moça Maravilha), e com a ajuda da sua atual namorada Estelar, ele consegue superar o momento difícil.

Levando uma vida pacata à beira da aposentadoria, Richard encontra o Superman, e o mesmo lhe conta uma história de um lendário super-herói Kryptoniano chamado Asa Noturna, onde o herói após ser expulso de sua família decide ajudar a todos os injustiçados e desprotegidos que estivessem ao seu alcance. Graças a conversa, Dick desiste de se aposentar e toma o manto de Asa Noturna reassumindo por algum tempo a liderança dos Titãs.

Digam olá ao Asa Noturna!
Digam olá ao Asa Noturna!

Após um dos muitos fins da equipe, Dick, agora agindo sozinho, adota sua própria cidade para cuidar, um lugar bem parecido com Gotham City em questão de sujeira e maldade: Bludhaven, Porém após muito tempo de combate ao crime, a cidade acabou  sendo explodida por um ato da sociedade secreta dos super vilões.

Depois de um evento bem ousado onde supostamente o Batman morre pelas mãos de Darkseid em Crise Final, Dick é obrigado ao assumir o manto de Batman por um período de tempo ao lado de Damian Wayne. Mas isso não durou muito tempo e Bruce é encontrado, voltando a carregar o manto do morcego.

Novamente sendo o Asa noturna (Isso já nos N52), O Sindicato do Crime, Viajantes da Terra 3, aprisionam a Liga da Justiça e mostram a identidade secreta do Asa noturna para todo o mundo, durante a saga Vilania Eterna e na intenção de salva-lo com a ajuda de Lex Luthor, o Batman utiliza um composto que para o coração do herói sem mata-lo, para que ele seja declarado morto.

Nightwing sendo desmascarado em Vilania Eterna.
Asa Noturna sendo desmascarado em Vilania Eterna.

Quando sua suposta morte vem à tona, Dick se infiltra numa organização secreta de espiões chamada Espiral, e se torna o Agente 37. Seguindo a carreira de espião duplo até o fim dos N52, ele recentemente retornou para o manto de Asa Noturna no Rebirth.


2º Robin – Jason Todd

Robin / Capuz Vermelho
Robin / Capuz Vermelho

1ª Aparição – Batman #357 (1983)

Jason Todd era um garoto de rua, criado pelo pior de Gotham City, seu pai, Willis Todd, um capanga do Harvey Dent  (O Duas Caras, aquele cara da moeda), um dia desapareceu misteriosamente quando estava em meio a um, digamos… “trabalho”. Sua mãe, Catherine Elizabeth Todd, era dependente em drogas e acabou falecendo por uma overdose, deixando o pobre garoto órfão.

Vivendo em um abrigo sem qualquer perspectiva de vida, o pequeno Jason decide sair às ruas durante a noite e de repente dá de cara com o Batmóvel estacionado em um beco, e é claro que ele fez o que todos fariam na mesma situação (sim, foi ironia), começa a roubar as rodas do Batveículo (isso mesmo, ELE ROUBA AS FUCKING RODAS DO BATMÓVEL!), mas é pego pelo morcego, amarrado e levado até a Batcaverna.

Jason roubando as rodas do Batmóvel
Jason roubando as rodas do Batmóvel

Após descobrir tudo sobre o garoto (principalmente que ele era órfão hehe), e depois de muita insistência do mesmo, o Batman decide cria-lo e treina-lo, para que Jason pudesse ter um futuro, e não virasse mais uma estatística no mundo do crime de Gotham.

Com um temperamento e atitude completamente impulsivos, Jason foi o Robin mais indisciplinado com quem o Batman já trabalhou. Carregando uma enorme determinação e um pouco de técnica, ele simplesmente achava que podia fazer tudo e quase nunca seguia os planos de seu mentor, mas apesar dos pesares, suas interferências, algumas vezes, davam certo.

Vendo como o sistema funcionava à medida que crescia, Jason não concordava muito com os métodos do morcego, e achava que os criminosos não deviam continuar vivos após o que faziam. Isso acabou deixando-o dentro de um dilema enorme: “porque matar não seria o certo?”, ainda mais quando surge um assassino em série chamado Felipe Garzonas, que sempre escapava da cadeia devido à influência diplomática de seu pai. Após o fim do arco, enquanto Felipe caía de um prédio, Jason é visto apenas olhando a sua morte, mas nunca foi confirmado o que aconteceu, ou ele o empurrou, ou o vilão pulou com medo da agressividade do garoto prodígio.

Em 1988, na edição Batman #428, Jim Starlin faz uma das mais icônicas sagas em meio aos quadrinhos: Morte em Família (não se confunda com morte da família, que é outra saga com participação do coringa nos N52). Nela Jason descobre que Catherine não era a sua verdadeira mãe e sim, Sheila. Quando vai ao seu encontro, descobre que ela trabalhava para o Coringa e tudo aquilo era uma emboscada, num momento marcante e bem doentio, após ser espancado por um pé de cabras usado pelo vilão e abandonado com uma bomba ao seu lado, acontece uma enorme tragédia e assim Bruce Wayne termina com mais uma lápide nos fundos da sua casa.

Morte em Família (1988)
Morte em Família (1988)

Após alguns anos, Jason, que havia sido ressuscitado em um poço de Lázaro por Talia Al Ghul, volta como Capuz Vermelho (primeira identidade do Coringa), e completamente insano por vingança, sequestra e espanca o coringa utilizando um pé de cabra da mesma forma que foi espancado. Após os acontecimentos, Jason se torna completamente um criminoso, tudo que Bruce temia desde que o adotou.

Atualmente o Capuz Vermelho não é mais um vilão, mas ainda é um fora da lei (E qual vigilante não é?) e  utiliza métodos não muito convencionais para alcançar seus objetivos.


3º Robin – Tim Drake

Robin / Robin Vermelho
Robin / Robin Vermelho

1ª Aparição – Batman #436 (1989)

Diferentemente dos outros Robins, a história de Timothy Drake (Tim Drake, como é conhecido) não é bem regada a tragédias (inicialmente). O que aconteceu foi o seguinte, Tim sempre teve um talento para investigação e computadores e quando presenciou o assassinato dos Graysons Voadores, começou a acompanhar o caso e a vida de Dick Grayson e Bruce Wayne. Porém, pouco tempo depois do acontecido, o Batman começou a trabalhar com um parceiro e graças aos seus talentos, Timothy juntou as peças e descobriu as identidades secretas de Batman e Robin.

Após o que aconteceu com Jason Todd (você leu agorinha né?), Tim resolve procurar o morcego e mostrar que conseguiu descobrir sozinho o que ninguém havia feito, e o pede para ser o sucessor de Jason. Porém como o Batman não queria mais parceiros e se responsabilizava pela morte do segundo Robin, negou a proposta, mas logo foi convencido por Dick Grayson, o Asa Noturna.

Como Robin, Tim era exatamente o que Bruce queria como parceiro, completamente disciplinado, obediente, discreto e inteligente, o mais parecido com o Batman.

Timothy, que ainda tinha uma família, algumas vezes tinha que justificar a sua saída, mas alguma hora seu pai descobriria, e foi realmente o que aconteceu, quando descobriu seu segredo, um ultimato foi recebido e ele pediu ao Batman para que sua namorada Stephanie Brown fosse a Robin por um tempo.

Jack Drake descobre que seu filho é o Robin.
Jack Drake descobre que seu filho é o Robin.

Não muito tempo depois, na saga Crise de identidade, acontece uma das cenas mais tristes das histórias em quadrinhos, o pai de Drake acaba sendo assassinado e o garoto prodígio se revira em culpa. Após o que aconteceu, Bruce decide adota-lo aumentando mais uma vez sua família.

A morte do pai de Tim Drake.
A morte do pai de Tim Drake.

Timothy drake assim como Dick também liderou alguns grupos dentro dos quadrinhos, primeiramente foi a Justiça Jovem, equipe na qual conheceu o seu melhor amigo Kon-El, o Superboy. Após um tempo, a equipe acabou e grande parte dos seus membros se juntaram aos Titãs, onde Tim também virou líder.

Após a saga Batman R.I.P. quando Dick Grayson assume o manto do Batman e concede a Damian Wayne o manto do Robin, Tim não fica muito contente e decide trabalhar sozinho, adotando o codinome de Robin Vermelho, o qual usa até hoje.


4º Robin – Stephanie Brown

Spoiler / Robin / Batgirl
Spoiler / Robin / Batgirl

1ª Aparição – Detective Comics #647 (1992)

Filha do vilão Mestre das Pistas, Stephanie Brown teve uma infância com um pai não muito presente, já que o mesmo passou muito tempo na cadeia. Quando ele volta a ser um criminoso ela decide criar um alter-ego para prender o pai e se torna a Spoiler (no Brasil foi traduzido para salteadora, porém recentemente nas traduções dos n52 voltaram a usar o nome original).

Após a prisão do seu pai, Steph continuou sua vida como vigilante e conheceu Tim Drake, com quem conseguiu criar um relacionamento. Após o pai de Drake descobrir que ele era o Robin, ele pede ao Batman para que Steph fique no lugar dele carregando o manto, o mentor aceita, treina a garota mas após um tempo diz que ela não estava preparada e que não seria mais seu parceiro.

Quando deixa o manto de Robin, Steph começa uma busca para surpreender o Batman. Ela começa a investigar as famílias de Gotham, e por conta disso, acaba sendo capturada e torturada pelo vilão Máscara negra, mas consegue escapar e procurar ajuda médica. Bruce chega um pouco atrasado mas quando a encontra, ela faz uma última pergunta a ele: “eu realmente fui uma Robin?” quando ele diz que sim, ela fala que precisa descansar agora e acaba falecendo.

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Morte de Stephanie Brown.

Depois de ser dada como morta por muito tempo, Stephanie reaparece viva, e mostra que sua morte foi apenas um plano do Batman com ajuda da Dra Leslie Thompkins para a manter segura. Um ano depois, à pedidos de Cassandra Cain, ela assume o manto de Batgirl.

Stephanie Brown volta dos mortos.
Stephanie Brown volta dos mortos.

Atualmente, após a reformulação do universo dos N52, Stephanie nunca foi Robin, nem Batgirl, apenas continua carregando seu manto de Spoiler dentro da Bat-família.


5º Robin – Damian Wayne

Damian Wayne
Damian Wayne

1ª Aparição – Batman #655 (2006) 

Criado por Grant Morrison, Damian foi um conceito gerado por Denny O’Neil, na trilogia do demônio, em 1987, que até então não era considerado cânone, sem algum motivo explicável dentro da editora DC.

Criado de forma diferente de qualquer outra criança, Damian teve um treinamento muito rigoroso para ser o mais impiedoso e mortal dentre os assassinos, envolvendo morcegos mutantes e ninjas, o que tirou grande parte da sua infância, ou qualquer chance de se tornar um garoto normal.

Damian

Quando conheceu seu pai, Damian já tinha uma certa idade, e Bruce estava disposto a treina-lo, porém como o garoto cresceu achando que matar era algo comum, que apenas ser o mais forte era o que importava, ele não demonstrava nenhum respeito ao pai, já que os métodos usados pelo morcego eram completamente diferentes dos que eram usados pelo seu avô, Ra’s Al Ghul.

Após a suposta morte do Batman, Damian começou a respeitar mais o legado do morcego, e Dick (que tinha se tornado o Batman) resolveu levar o manto de Robin para ele, já que o mesmo não se mostrava mais um garoto instável e entendia o por que dos métodos do pai, mas com o detalhe que ele ainda precisava de boa instrução, diferente de Tim (que ainda era o Robin).

Dick Grayson e Damian Wayne, respectivamente Batman e Robin.
Dick Grayson e Damian Wayne, respectivamente Batman e Robin.

Quando Bruce retorna, Dick volta a ser o Asa Noturna, e Damian ainda é mantido como Robin. Através de mais treinamento com o pai, principalmente dentro de campo, o amadurecimento vai chegando (levando em conta a idade de garoto, que assumiu o posto do Robin com 08 anos), e a confiança também aumenta a seu respeito.

A partir de um plano de Talia al Ghul que se baseava em clonar seu próprio filho (mostrado em Corporação Batman), um clone mais velho do 5º Robin é feito e depois de uma intensa luta, que foi praticamente uma guerra, o Batman perde mais um Robin, só que ainda pior, esse era seu filho.

Nosso herói “cai” após o acontecimento, e não desiste de procurar meios para ressuscitar seu filho, até que uma esperança surge vindo de Apokolips (Lar do terrível Darkseid). Uma espécie de cristal usado como fonte de energia para armas do planeta, consegue fazer o menino prodígio voltar a vida, e com um bônus… Super Poderes!

Após uma terrivel luta contra apokolips, Robin volta a vida.
Após uma terrivel luta contra apokolips, Robin volta a vida.

Depois de realizar algumas missões com a Liga da Justiça, Damian perde seus poderes e volta a ser o Robin que era antes, porém agora muito mais disciplinado (nem tanto assim).


Menção Honrosa – Carrie Kelley

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1ª Aparição – Batman: The Dark Knight Returns #1

Após ser salva pelo morcego, Carrie começa a ficar fascinada por sua história e pretende virar também uma Vigilante. Uma noite, ela costura uma roupa de Robin, pega seu estilingue, e começa a ir atrás de bandidos, porém, primeira missão não dá muito certo e ela é salva pelo Batman mais uma vez.

Ela não desiste e mais uma vez tenta ajudar o Batman, na primeira tentativa de enfrentar o líder mutante, o Morcego acaba levando uma surra e Carrie aparece para salva-lo, a partir daí, Bruce enxerga nela um grande potencial e aceita que ela seja a nova Robin.


Bom, ficamos por aqui, gostaram? Espero que sim, até a próxima e lembre-se, se for combater o crime não se esqueça  das botas verdes e do casaco vermelho!

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Homem-Aranha | O Cabeça de Teia no mundo dos games

Ah, o Homem-Aranha! Um herói que certamente tem muita história para contar. O nosso amigão da vizinhança já passou vários problemas em sua humilde vida,que inclui: ser clonado várias vezes, perder sua amada, fazer pacto com o diabo e dentre outras coisas. Mas estamos aqui para falar de coisa boa, então depois do Guia de leitura do Homem-Aranha e As versões alternativas do Teioso a Torre de Vigilância orgulhosamente apresenta: Homem-Aranha | O Cabeça de Teia no mundo nos games!


Atari 2600- Spider-Man (1982)

Lançado oficialmente em 1982 para Atari 2600, em Spide-Man você tem apenas um único objetivo: não deixar ser atingido por bombas que aparecerão no caminho. Mas, como nada é um mar de rosas, no final de cada fase o jogador terá que enfrentar o maior inimigo do cabeça de teia: o temível Duende Verde! Caso queira dar uma jogada e lembrar um pouco do passado, existem emuladores por toda internet que podem ser baixados gratuitamente.

Plataformas: Atari 2600


Questprobe: Spider-Man (1984)

Antes mesmo do lançamento do primeiro jogo do Homem-Aranha para Atari, um pequeno desenvolvedor tinha uma brilhante ideia: ”por quê não desenvolver jogos no estilo de livros?” E assim nasceu Questprobe: Spider-Man, onde por meio de escolhas o jogador tinha que salvar o Clarim Diário do Sexteto Sinistro e assim J.J. Jameson continuar publicando seus jornais.

Plataformas: TRS-80, Apple 2, Commodore 16, Spectrum e CP500


The Amazing Spider-Man & Captain America in Dr. Doom’s Revenge (1989)

Nessa aventura em formato de história em quadrinhos, o amigão da vizinhança e o sentinela da liberdade têm a difícil missão de invadir o castelo do Doutor Destino para poder impedir que o soberano da Latvéria ataque Nova York usando bombas nucleares.

Plataformas: PC XT/AT


The Amazing Spider-Man (1990)

Com o sucesso do Game Boy na época, a Marvel não podia deixar de lado o seu maior trunfo. Desenvolvido pela Rareware, The Amazing Spider Man é um game bem simples porém fazia os jogadores na época ficarem totalmente envolvidos por ele. A trama conta a história de mutantes que sequestram a Mary Jane e ameaçam matá-la caso seus pedidos não forem aceitos.

Plataformas: Game Boy


The Amazing Spider-Man (1990)

Não contendo nenhum tipo de violência, The Amazing Spider Man para IBM PC, é um game bem simpático e amigável. Nessa aventura, o amigão da vizinhança tem que escapar de um labirinto construído pelo Mistério e ao mesmo resgatar o amor de sua vida, Mary Jane Watson.

Plataformas: IBM PC e Amiga


Spider Man: The Video Game (1991)

Lembra daquela época que você pegava o dinheiro da merenda para ir ao fliperama? Bem, Spider Man: The Video Game tinha justamente esse objetivo, fazer gastar o dinheiro do lanche com ele mesmo. Nessa aventura de até 4 jogadores, Homem-Aranha, Namor, Gata Negra e Gavião Arqueiro tem que enfrentar o Sexteto Sinistro antes que eles destruam Nova York.

Plataformas: Arcade


Spider-Man vs. The Kingpin (1991) 

Intitulado pelos fãs como: ”o jogo mais difícil do teioso já lançado”, nele o jogador tem a difícil missão de viver a vida do nosso querido Peter Parker, onde igual nas HQS, se a teia do lançador de teias acabar, você terá que comprar outro com o dinheiro que recebe do  Clarim Diário. Já como Homem-Aranha, Peter tem que investigar crimes envolvendo o Rei do Crime.

Plataformas: Sega Genesis, Game Gear Master System


The Amazing Spider-Man 2 (1992)

Continuação de The Amazing Spider Man, The Amazing Spider Man 2 trás desta vez Duende Macabro como principal antagonista, que comete um crime e coloca a culpa no nosso herói mascarado. Então, Homem-Aranha tem que ir atrás do vilão para que ele possa falar a verdade e se livrar de toda a culpa.

Plataformas: Game Boy


Spider-Man: Return of the Sinister Six (1993)

Com ótimos gráficos para a época, Spider-Man: Return of the Sinister Six traz novamente o cabeça de teia contra o Sexteto Sinistro, porém desta vez o nosso herói está sozinho nessa jornada, que prometia divertir e dificultar a vida dos jogadores.

Plataformas: NES, Game Gear, Master System


Spider-Man/X-Men in Arcades Revenge (1993)

 Em Spider-Man/X-Men in Arcades Revenge, Ciclope,Tempestade, Wolverine e Gambit são raptados pelo vilão Arcade, que prende os heróis em um parque de diversões assassino. Agora resta para o amigão da vizinhança salvar o dia dos Mutantes. Após uma determinada parte do game, o jogador tem o direito de escolher entre poder jogar com o Homem-Aranha ou com os X-Men.


The Amazing Spider-Man 3: Invasion of the Spider Slayers (1993)

Um jogo totalmente simples e praticamente com o único objetivo, o jogador apenas tem a missão de derrotar bandidos que pretendem invadir o Central Park para causar pânico na população.

Plataformas: Game Boy


Spider-Man/Venom: Maximum Carnage (1994)

Spider-Man: Separation Anxiety (1994) VERSÃO PARA SNES

Considerado por muito o jogo mais difícil do herói aracnídeo, nele o Homem-Aranha e o Venom tem que juntar forças para impedir que o Carnificina destrua Nova York.

Plataformas: Super NES, Genesis


Spider-Man Animated Series (1994)

Com a chegada da série animada do teioso, é claro que não poderia faltar um jogo para acompanhar. Praticamente todos os vilões do nosso herói aracnídeo conseguiram fugir da prisão e os mesmos vão atrás do Homem-Aranha em busca de vingança. Mas como todo herói tem amigos  super poderosos, o Quarteto Fantástico ajuda o cabeça de teia a derrotar seus inimigos.

Plataformas: Genesis e Super NES.


Spider-Man – Web of Fire  (1995)

Em Web of Fire, a cidade de Nova Yok está cercada de cabos elétricos, onde impede a entrada e saída dos cidadãos. Basta o Homem-Aranha investigar o por quê dessa rede e acabar uma vez por todas com esse plano maligno.

Plataformas: Sega 32X


Spider-Man (2000)

O ano de 2000 chegou com força total e junto com ele, o primeiro jogo totalmente 3D do escalador de paredes. Mesmo não sendo de mundo aberto, nele o jogador tem a total liberdade de se locomover entre um prédio e outro, usando suas teias. Vale lembrar que o game conta com a narração do Stan Lee; tanto em sua histórias e tanto em suas configurações 

Plataformas: : PlayStation, N64, IBM PC, Mac, Game Boy Color e Dreamcast


Spider-Man: Enter Electro (2001)

 Continuação direta  de Spider Man, nele o jogador tem que ir atrás de Electro para recuperar uma maleta que foi roubada dos laboratórios da Oscorp.  Stan Lee retorna como narrador e os trajes alternativos também estão de volta.

Plataformas: Playstation 


Spider-Man: Mysterio’s Menace (2001)

Primeiro jogo do herói para o Game Boy Advance, Mysterio’s Menace traz como antagonista o Mistério, que pretende controlar o teioso com suas ilusões. Resta ao jogador salvar a pele do Homem-Aranha e livrar Nova York das mãos do vilão.

Plataformas: Game Boy Advance, Playstation.


Spider Man: The game (2002)

Para comemorar a chegada do primeiro longa do cabeça de teia, Activision lançou um game baseado no mesmo.  A adaptação é relativamente fiel, tendo apenas algumas diferenças para ficar mais completa, como por exemplo a adição de alguns vilões que não estão presentes no filme.

Plataformas: Playstation 2, Nintendo Game Cube, XBox, Game Boy Advance e PC.


Spider-Man 2 (2004)

Com o sucesso de Spider-Man: The Game, Activision lançou um jogo baseado em Homem-Aranha 2, do Sam Raimi. Com algumas semelhanças ao seu antecessor, nele o herói tem que impedir que o Doutor Octopus destrua Nova York com um piscar de olhos. Como o filme é bastante limitado, a empresa teve que adicionar alguns inimigos à mais, como por exemplo a Gata Negra. 

Plataformas: Playstation 2, Game Cube, Xbox, PSP, PC


Ultimate Spider-Man (2005)

Com a chegada dos anos 2000, a Marvel lançou a linha Ultimate, onde tinha como principal objetivo modernizar todos os seus personagens. No jogo, você controla um jovem Peter Parker, que acabou de descobrir seus poderes e tem que lidá-los da melhor e pior forma possível.

Plataformas: Playstation 2, XBOX, PC, Game Boy, Nintendo DS e Game Cube.


 Spider-Man: Battle for New York (2006)

Exclusivo para consoles portáteis, em Battle for New York, o jogador tem a opção entre salvar a cidade ou destruí-la; ou seja, poderá jogar ou com o cabeça de teia ou com o Duente Verde. Além dessas duas opções, o game oferece um sistema onde você pode atualizar seus poderes, tanto com o mocinho e tanto com o vilão.

Plataformas: Nintendo DS e Game Boy Advence.

 


 

Spider-Man 3 (2007)

Baseado no longa de mesmo nome, em Spider-Man 3, o herói aracnídeo tem que investigar o sumiço do doutor Connors e ao mesmo tempo se livra do Simbionte Venom, que deixou sua vida de cabeça para baixo. Com o mesmo segmento dos seus antecessores, a Activision colocou alguns detalhes à mais, como a adição do vilão Escorpião.

Plataformas: Playstation 2, Playstation 3, XBOX 360, WII, PSP Nintendo DS.


 

Spider-Man: Web of Shadows (2008) VESÃO PARA O PLAYSTATION 3, XBOX 360 E PC

Spider-Man: Web of Shadows (2008)  VESÃO PARA O PLAYSTATION 2

Spider-Man: Web of Shadows (2008) VERSÃO PARA O NINTENDO DS

Com três versões diferentes, Spider-Man: Web of Shadows tem apenas um único enredo. Nele, o Homem-Aranha com a ajuda da S.H.I.E.L.D tem que descobrir o que está acontecendo com os cidadãos de Nova York, que estão sendo infectados por simbiontes e começaram um apocalipse desenfreado. Alguns heróis estão presentes no jogo, como pro exemplo: Wolverine, Luke Cage, Tempestade e a Viúva Negra.

Plataformas: Playstation 2, Playstation 3, XBOX 360, PC e Nintendo DS


Spider-Man: Shattered Dimensions (2010)

Imagine um jogo que o Homem-Aranha do passado, presente (sendo que o outro é do presente de uma realidade paralela) e futuro tem que trabalhar juntos para colocar a realidade em ordem novamente. Bem, essa é a proposta de Shattered Dimensions, onde um artefato nomeado de A Tábua da Ordem e do Caos é quebrado em quarto partes, e cada uma dessas partes foram para em uma realidade alternativa. Cabe a Madame Teia recrutar cada teioso para recuperar as peças e impedir que os vilões realizem seus desejos mais cruéis.

Plataformas: Playstation 3, XBOX 360, WII Nintendo DS.


Spider-Man: Edge of Time (2011)

Em um futuro distópico, Peter Parker é morto pelo Anti-Venom, cujo hóspede é Eddie Brock. Basta o  Miguel O’Hara voltar para o passado e impedir que o assassinato se concretize.

Plataformas: Playstation 3, XBOX 360 PC.


The Amazing Spider-Man (2012)

https://www.youtube.com/watch?v=4LMR6W5Q82k

The Amazing Spider-Man (2012) VERSÃO MOBILE

O jogo se passa alguns meses após os acontecimentos de O Espetacular Homem-Aranha, onde a Oscorp faz em segredo algumas experiencias com o sangue do Doutor Connors, que acaba resultado em seres monstruosos que fogem do laboratório onde estavam presos. Basta ao cabeça de teia paras esses mutantes antes que Nova York entre em caos total.

Plataformas: Playstation 3, XBOX 360, PC, Mobile, WII WIIU.


The Amazing Spider-Man 2 (2014)

 The Amazing Spider-Man 2 (2014) VERSÃO MOBILE

Passando simultaneamente com o filme, o jogo mostra Peter Parker em uma investigação com o objetivo de descobrir quem foi o assassino de seu tio, mas isso acaba o levando ao Rei do Crime; que não fica nada feliz com a história do rapaz.

Plataformas: Playstation 4, XBOX ONE, Playstation 3, XBOX 360, PC Mobile.


Spider-Man (2017)

Revelado durante a conferência da Sony na E3, Spider-Man será uma reformulação do universo do Aranha no mundo dos games, onde a Insomniac promete algo épico e empolgante para os fãs do herói. Apesar de não ter nenhuma ligação com os filme, o traje do cabeça de teia será uma mistura de todos os filmes do Homem-Aranha que já foram ao cinema, incluindo o mais recente do Tom Holland. Até o fechamento dessa matéria, não foi revelado nenhum detalhe da trama ou o vilão que atormentará a vida do cabeça de teia (rumores apontam que será o Senhor Negativo), apenas que o jogo será em mundo aberto.

Plataformas: Playstation 4. 


Menção Honrosa: Spider-Man: Friends or Foe (2007)

Em uma noite qualquer, todos os vilões do Homem-Aranha decidem atacá-lo, mas o feitiço virou contra o feiticeiro, e os malvados são sequestrados por uma raça alienígena no meio da batalha. Sem entender o que está acontecendo, o cabeça de teia recorre à S.H.I.E.L.D atrás de respostas. Com as cartas na mesa, Nick Fury explica que os aliens estão invadindo a terra para poder destruí-la. Basta ao nosso herói unir força com o Sexteto Sinistro para impedir que o planeta seja extinto.

Plataformas: Playstation 2, XBOX 360, PC PC.


Menção Honrosa: Ultimate Marvel VS Capcom 3 (2011)

Continuação direta de Marvel vs Capcom, no jogo Doutor Destino reúne os vilões mais poderosos do universo Marvel para juntar força com o Albert Wesker, que fez o mesmo no universo Marvel e pretendem reunir na Capcom, que pretendem unir os dois universos em um só. Agora, os universos estão na mão de ambos os heróis, que tem que dar um fim nesse plano antes que coisas mais terríveis aconteçam.


Menção Honrosa: Spider-Man Unlimited (2014)

Produzido pela Gameloft, um portal é aberto no meio de Nova York, onde vários vilões de diferentes terras se juntam para tentar destruir o Homem-Aranha. Mas o que eles não esperavam é que vários Homens-Aranhas de vários universos paralelos estão dispostos à ajudar o Peter nessa corrida.


Gostaram da lista Vigilantes? Bem, a nossa intenção é mostrar para vocês todos os games que o Homem-Aranha já teve em todos esses anos, desde o ATARI até o  Playstation 4. Espero que tenham gostado e nos vemos na próxima!

PS: Sempre antes que você jogar video-game, olhe para seu controle para não ver se não tem nenhuma aranha à espreita 0-0

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Gameplay Games

Análise | Final Fantasy XV

Todos esses anos de desenvolvimento conturbado que Final Fantasy teve, são rapidamente esquecíveis quando estamos com o jogo em mãos, o produto final é a maior e melhor experiência da franquia nos últimos anos.

Final Fantasy XV revela-se nos pequenos momentos. Mesmo não sendo estranho, é uma coisa surpreendente para dizer sobre um jogo estrelado por quatro jovens com penteados impossivelmente grandes levando espadas para as ruas em seu carro esportivo conversível. Mas mesmo com as suas grandes e explosivas sequências de ação que deixam impressionado é a sua narrativa arrebatadora que deixa quem está jogando perplexo.

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O mundo de Eos está realmente vivo, ou pelo menos é o que o jogo consegue nos entregar com muita perfeição, se assemelhando as estradas e caminhos do coração dos Estados Unidos, como também com algo totalmente estranho, e os heróis são nossos guias para este lugar sedutor. Depois de uma introdução surpreendente que sugere as adversidades que estão por vir, a história te empurra para trás, mostrando o começo, onde um jovem príncipe Noctis deixa a segurança da grande cidade de Insomnia capital do distante reino de Altissia. Ele está para e casar com Lunafreya, uma oráculo poderosa que ele nem se quer conhece completamente, apenas a viu algumas vezes durante toda a infância, uma união que é tão genuína quanto movido pela politicagem real. Enquanto Noctis segue seu caminho, aprendemos junto a ele que seu reino foi invadido pelo império Nifelheim.

É pura tolice acreditar que tudo em Final Fantasy vai ser apenas de cristais, reinos, chocobos ou similares, nas primeiras 10-20 horas, ele principalmente te deixa livre longe de um caminho pré-estabelecido, para possibilitar que o jogador absorva a sua realidade-fantasia, suas paisagens e explore, em seu próprio ritmo. Você não precisa ter assistido ao filme de longa-metragem ou à série de anime, muito menos ter jogado os anteriores para desfrutar do Final Fantasy XV, mas o quanto você vai entender da política e dos pontos mais finos de seu mundo, provavelmente dependerá disso. Uma breve cartilha de lore no tutorial do jogo e algumas montagens no jogo ajudam a preencher algumas das lacunas, mas elas dificilmente são suficientes para realmente explicar os eventos que definem a busca de Noctis em movimento ou até mesmo as motivações por trás do jogo.

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Além de deixar o jogador longe de linhas de narrativas brutas, Final Fantasy VX concentra sua atenção quase inteiramente em nossa banda de quatro desajustados, que fazem maravilhas para nivelar suas aparências com a realidade. Junto a Noctis estão três de seus melhores amigos e confidentes: Ignis, mestre estrategista e mestre chef; Gladiolus, o corpulento protetor do trono de Lucian; E Prompto, melhor amigo de Noctis e entusiasta da fotografia. Juntos, eles vão lutar contra monstros mortais, conversar sobre o tempo, dar encorajamento uns aos outros, louvar quando algo ocorrer como planejado, e se preocupar uns com os outros quando as coisas dão errado. É genuinamente refrescante jogar um jogo, especialmente um jogo de Final Fantasy, onde seus protagonistas desfrutam tão completamente de uma amizade palpável. Os diálogos entretanto são incrivelmente bobos e alguns passam a nem possuir profundidade nem ao menos um entrincheiramento com o enredo, mas quando levado até este mundo estranho, suas raízes de anime e sua justaposição de mechs, monstros, e cidades de inspiração europeus, tudo passa a se encaixar de uma maneira menos estranha.

Juntamente com a sua tripulação, você assumirá missões maiores, que vão desde a infiltração furtiva até o coração de uma guarnição Imperial, verificação de rastos em calabouços, até lutas espetaculares contra deuses e monstros. As missões secundárias menores e as caças intensificam as atividades que você completará para pontos de experiência extra e dinheiro, com missões tão simples quanto encontrar marcas de cachorro que te enviarão para fora do caminho de terra batida seguindo para florestas, pântanos e cavernas. Sem este grupo de heróis, Final Fantasy XV passaria por maus bocados, podendo correr o risco de ter toda sua estrutura desmoronada, pois eles acabam por se tornar sua bússola para guiá-lo através de sua história sem sentido, seu centro quando você se encontra lutando contra o contexto incompreensível, e sua âncora em combates colossais.

Tanto quanto seu design de mundo aberto é importante, o trabalho em equipe e companheirismo são a alma do sistema de combate do Final Fantasy XV, que retira todos aqueles medidores de tempo e ações por turnos e transforma tudo isso em um combate em tempo real, assim como tínhamos em God Of War, mas de uma maneira bem mais polida. É um pouco desajeitado às vezes, a câmera e o bloqueio de segmentação têm uma tendência a lutar contra você, mas quando ele funciona, é absolutamente incrível.

Combate não é apenas sobre a estratégia, é mais sobre como usar o espaço tridimensional a seu favor. Noctis é o único na equipe que tem acesso a um Warp Strike, uma habilidade poderosa que o deixa voar de um lado para outro pelo campo de batalha. Permanecer vivo requer que você se mova muito durante a ação, bloqueando e combatendo ataques e alterando as estratégias na hora, assim como o modo que você se posiciona para coordenar ataques com seus companheiros de equipe. Mesmo a Grade da Ascensão ( árvore de habilidades atualizáveis) está cheia de lembretes constantes de que ela não representa tudo sobre você; Seus amigos são tão importantes para sua busca, e você vai recorrer a eles com freqüência para ajudá-lo a superar seus desafios.

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Combates e quests não são novos para RPGs ou até mesmo Final Fantasy, mas Final Fantasy XV eleva-os, infundindo uma quantidade incrível de humanidade, mesmo nas mais mundanas das atividades. Como obter uma foto de grupo, que você pode salvar e postar na sua rede social de escolha. É incrível como o simples ato de classificar através de fotos no final de cada dia e escolher os que você mais gosta enche Final Fantasy XV com tanta vida; Você não está apenas jogando um jogo, você está forjando memórias com seus melhores amigos virtuais.

O tempo não é seu amigo aqui, ao menos que você possua muito tempo livre, para que possa realmente ter a chance de mergulhar em sua história e conhecer Noctis e seus amigos. Há as sugestões de algo mais profundo com cada um desses personagens, mas Final Fantasy XV gasta tanto tempo nos deixando desfrutar da estrada aberta que às vezes esquece que há outras pessoas envolvidas.

Durante a primeira metade do jogo, isso não é muito problema, pois é simplesmente uma alegria assumir as missões e lutar contra monstros, deixando a narrativa passar rápida e despercebida sobre você enquanto você dirige entre paradas de descanso. Uma vez que a história começa a assumir um tom mais representativo, no entanto, Final Fantasy XV é praticamente um jogo sobre trilhos, guiando você através de seus capítulos com um encontro após o outro até que chegue ao final. Esta metade facilmente derruba tudo que o jogo constrói em seu desenrolar como um mundo aberto, e estrutura baseada na liberdade explorativa, quase inteiramente para um punhado de eventos lineares, batalhas pontuais, e um calabouço longo que exige que você esqueça tudo o que você pensou. Há pontos em que algo tão diferente acontece que você vai se perguntar se ele pertencia originalmente a proposta do jogo. Elementos de história que nunca foram introduzidos até este ponto são agora dada súbita importação, reviravoltas são arremessadas para você sem explicação adequada, e o final tem o tipo de ambiguidade que não vimos na série desde Final Fantasy VII.

Mas mesmo quando a história não faz sentido, não há como negar que um jogo em seus momentos finais são muito empolgantes, mantendo você em seus dedos do pé com uma carga constante de surpresa. Estes capítulos finais são muito mais escuros e mais sombrios do que qualquer coisa que veio antes, testando a amizade dos nossos heróis até aos seus limites. Quando a sabedoria está passando por você mais rápido do que você pode acompanhar, é esta luta que irá guiá-lo até a conclusão, em grande parte ganhando o retorno emocional de sua jornada.

Então, novamente, a história por trás da fabricação de Final Fantasy XV é uma espécie de bagunça, e é impossível saber o quanto deste mistério de idéias é o resultado de sua história tumultuada como um spin-off que entrou desenvolvimento décadas atrás ou se isso era sempre o que deveria ser. É uma bagunça bonita, entretanto; Uma confusão fascinante, maravilhosa, emocionante, ousada e muitas vezes impenetrável, com ambição sem fim e sem medo de tentar pelo menos algo novo com convenções de gênero. Mesmo quando ele vacila, nunca é maçante, a humanidade de seus heróis e o calor de seu mundo brilhando até mesmo quando sua história deixa frio. E se isso não é Final Fantasy, eu não sei o que é.

VEREDITO:

Mesmo quando tropeça, o ambicioso mundo aberto de Final Fantasy XV, o combate de ritmo acelerado e a humanidade de suas quatro protagonistas tornam a aventura fascinante de se ver. Além disso o jogo traz uma premissa que remete às raízes da série. Com uma perspectiva completamente nova de maneira muito bem explorada, a Square Enix conseguiu entregar para os fãs o que todos estavam esperando.

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Final Fantasy XV foi lançado mundialmente no dia 29 de novembro de 2016 para as plataformas PlayStation 4 e Xbox One.

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