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Guia de Franquia | Fate/ e o Nasuverso

Poucos são os grupos que conseguem bolar, a partir de suas mentes e suas ideias postas num papel, um multiverso fictício tão rico quanto o que trataremos hoje. Vocês conhecem alguns, e muito melhor do que eu: os trabalhos da DC e da Marvel, o mundo de Tolkien, Star Wars… Poderia citar vários outros nomes, mas isso iria contra a minha indagação inicial de que não existem muitos.

Provavelmente o multiverso mais famoso da mídia japonesa recente, as obras da companhia nipônica Type-Moon tratam de magia, história e mitologia de uma forma única e que só poderia ter vindo de um povinho estranho mesmo. A principal cabeça por trás dessa loucura é Kinoko Nasu, autor de diversas obras (e responsável por supervisionar várias outras) que constroem as bases do que viria a ser o Nasuverso, batizado em sua homenagem.

Talvez o nome não tenha chamado a atenção por si só, mas você já conhece algumas de suas obras: a franquia Fate/, Tsukihime, Kara no  Kyoukai, Mahoyo… Tudo isso é parte de um mesmo multiverso que tem suas histórias espalhadas por diversas mídias e idiomas, e que pode ser difícil de encontrar e entender. Mas não temam, pois é pra isso que estamos aqui!

O negócio como um todo pode acabar requerendo muito esforço para acompanhar (como por exemplo, precisar aprender japonês, ou coagir alguém que já sabe), então este Guia será separado em duas partes; as partes de fácil acesso e que necessitam de pouca ou nenhuma interação (basicamente animações) serão o “Esqueleto” da postagem. Caso você não tenha tanto tempo disponível assim, ou ainda esteja em dúvida se a franquia vale mesmo tanta dedicação, não há problema nenhum em seguir apenas o pacote básico. Encare a outra parte como um complemento, que você pode voltar atrás e conferir depois, embora eles fossem melhor aproveitados se vistos na ordem marcada.

O que for, digamos, “opcional” (não é, mas conforme explicado no parágrafo anterior), estará dentro de uma tag Spoiler, e apresentará uma marcação de “O quão interessado eu preciso ter ficado depois do último item da lista, para precisar acompanhar isso?“. Fica por sua jurisdição dizer se você realmente ficou animado o bastante para querer investir seu tempo nesse “extra”.

Sem mais delongas:

1. Fate/Stay Night

[spoiler]Mídia: Eroge/Visual Novel (2004, remake em 2007);
Duração: Variável, entre 50 e 100 horas;
Interesse necessário: 9/10.

A maior e mais famosa obra da Type-Moon, o primeiro produto oficialmente lançado por eles como empresa. Boa parte das bases e estruturas de como funciona o Nasuverso são detalhadamente explicados ao longo das três rotas do jogo (que são todas canônicas, pois multiversos e tal). É o primeiro passo ideal para qualquer um que queira se aventurar na franquia. Porém, além de estar num formato não muito comum para ocidentais, demanda muito tempo e dedicação.

Minha recomendação pessoal é que você siga pelo menos o começo do “pacote básico” antes de pensar em jogar a visual novel. Mesmo já tendo visto as obras que adaptam esse momento da história, o material original é muito mais completo e trará uma experiência completamente diferente.

OBS: O jogo original de 2004 é um Eroge, significando que possui cenas de sexo explícito (18+). Porém, essas cenas são mais cômicas do que qualquer coisa, graças ao jeito que Nasu descreve-as. Já no remake de 2007, chamado de “Fate/Stay Night: Realta Nua“, essas cenas são substituídas por semelhantes de “menor impacto”, deixando o jogo 16+ apenas.[/spoiler]

2. Fate/Zero

Mídia: Anime (2011) ou Light Novel (2006);
Duração: 25 episódios divididos entre duas temporadas; 6 volumes (edição nacional).

A Light Novel (que você já sabe o que é) que trás a história da Quarta Guerra do Cálice Sagrado, foi lindamente adaptada para anime pelo Estúdio Ufotable em 2011, dando início a uma nova forma de adentrar no mundo da franquia Fate/ e o Nasuverso.

Caso você não queira ou não possa iniciar sua aventura pela Visual Novel de Stay Night, esse é, sem dúvidas, o ponto ideal para o fazê-lo. O anime (que possui ambas as temporadas disponíveis na Netflix e no Crunchyroll) trará basicamente todas as informações básicas que você precisa saber para entendê-lo e te introduzirá no Nasuverso.

Você pode optar por ler a Light Novel. Escrita pelo famoso Gen Urobuchi (Madoka Magica; Psycho-Pass; Suisei no Gargantia) e publicada no Brasil pela editora NewPOP (disponível aqui), possui textos mais detalhados e uma profundidade de diálogos um pouco maior, em troca de menor representação gráfica. Qualquer que seja sua escolha, é válido acompanhar os lançamentos da editora, pois estão com uma ótima qualidade e são uma boa aquisição para qualquer coleção.

Depois que terminar, você pode conferir os curtas especiais, “Fate/Zero: Please! Einzbern Counseling Room“. São seis episódios de 15 minutos que apresentam de forma bem-humorada algumas informações extras para complementar a obra.

3. Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works

Mídia: Anime (2014-2015);
Duração: 25 episódios divididos em duas temporadas.

Adaptado da segunda rota da Visual Novel original, Unlimited Blade Works (ou só “UBW” para os íntimos) sofreu leves licenças poéticas para se adequar como uma sequência direta de Fate/Zero. A animação, novamente por conta do estúdio Ufotable, trata da Quinta Guerra do Cálice Sagrado, e expandirá os conceitos que cercam esse item mágico.

Você pode assistir todos os episódios na Netflix e no Crunchyroll.

OBS: Não confundir com o anime de mesmo nome, “Fate/Stay Night” de 2006, do estúdio Deen, que será comentado a seguir.

4. Fate/Stay Night (2006) & Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works (2010)

[spoiler]Mídia: Anime & Filme;
Duração: 24 episódios & 1h40min.
Interesse necessário: 7/10.

A primeira adaptação da Visual Novel de mesmo nome, o anime produzido pelo estúdio Deen em 2006 adapta “Fate”, a primeira rota do jogo (sim, o jogo chama “Fate/Stay Night” e a primeira rota chama “Fate”. É idiota, eu sei…).

Há muitas controvérsias quanto a credibilidade desta obra, que além de possuir qualidade gráfica questionável, faz algumas bagunças no roteiro original. O mesmo se aplica ao filme de 2010, que tenta (destaque para o verbo)  resumir em pouco menos de duas horas a rota “Unlimited Blade Works“.

Justamente por ser um conjunto extremamente duvidoso que o marco como “Material Adicional“. Enquanto o filme é totalmente dispensável por conta da nova adaptação de 2014, o anime se esforça pra passar para as telinhas acontecimentos não descritos nas outras mídias animadas. Vale a pena dar uma conferida caso você esteja realmente empolgado, só tente não perder a vontade por conta disso.

Dica pessoal: Procure pela dublagem brasileira do anime, que passava no extinto Animax (descanse em paz). Ela é divertida ao ponto de fazer a jornada massante valer a pena.[/spoiler]

5. Fate/Stay Night movie: Heaven’s Feel

Mídia: Trilogia de Filmes (2017-?);
Duração: 2h por filme (estimado).

Por fim, a terceira e última rota da Visual Novel original, “Heaven’s Feel” será adaptado em uma trilogia de filmes, mais uma vez pelo estúdio Ufotable. Eles foram anunciados em 2015, e o primeiro filme da trilogia está planejado para sair ainda este ano (2017).

Sim, durante a data de escritura deste guia, os filmes ainda não foram lançados. Sim, eu entendo que colocar algo não lançado num guia soa idiota, mas um dia ele será lançado, não é?

O primeiro filme, intitulado “Presage Flower”, será lançado nos cinemas japoneses no dia 14 de Outubro.

Caso você chegue neste ponto do guia, e os filmes ainda não tenham sido lançados, prossiga para o próximo item sem problemas, você vai acabar no mesmo patamar que um fã atual está, e acompanhará a trilogia conforme for lançada.

Caso já tenha saído, nem que seja apenas um deles, veja-os antes de prosseguir.

6. Fate/Hollow Ataraxia

[spoiler]Mídia: Visual Novel (2005);
Duração: Variável, entre 30 e 80 horas;
Interesse: 8/10.

Espécie de “continuação direta” de Fate/Stay Night (a Visual Novel), Hollow Ataraxia foi publicado um ano depois de sua antecessora, já banhada nos louros da glória de sua irmã mais velha. Muitos personagens e informações importantes tem sua primeira aparição pública aqui.

“Ataraxia” vem do grego αταραξία, que significa “Tranquilidade” (ou semelhante), fazendo com que o título “Hollow Ataraxia” possa ser traduzido para algo próximo de “Tranquilidade Vazia“.

OBS: Ter jogado a Visual Novel de Fate/Stay Night (item 1) é basicamente um pré-requisito para Hollow Ataraxia. Se você vem do Kit Básico mostrando interesse o suficiente em ler F/HA, essa empolgação deve ser usada em F/SN primeiro. Não leia F/HA sem ter lido F/SN.[/spoiler]

7. Fate/Prototype

Mídia: Curta de animação (2011);
Duração: 12 minutos.

Adoraria dizer algo como “A significância desse curta é, com certeza, inversamente proporcional a sua duração“, mas estaria mentindo… Fate/Prototype é, como o nome sugere, o “protótipo” de Fate/Stay Night. Enquanto na escola, Nasu bolou uma história em sua cabeça que no futuro, após várias mudanças e adaptações, viria a se tornar F/SN.

A relevância desta… “obra” (se é que podemos chamar isso assim) é questionável, mas tendo apenas doze minutos e podendo ser encontrado na íntegra no YouTube, que mal faz?

E antes que você se pergunte: sim, isso é tudo que existe de Fate/Prototype. O projeto que acabou saindo do papel foi mudado completamente, no fim das contas.

8. Fate/Prototype: Fragments of Blue and Silver

[spoiler]Mídia: Light Novel (2014-?);
Duração: Em publicação com 4 volumes;
Interesse necessário: 7/10.

Tudo bem, eu menti. Existe sim mais material sobre Fate/Prototype.

Escrita por Hikaru Sakurai, que não tinha ligação nenhuma com a franquia até então, a Light Novel conta sobre a Guerra do Cálice que antecede a que acontece em Fate/Prototype. Seria o Fate/Zero de Prototype, digamos assim.

Apesar de Prototype ser uma parte muito… “distante” dos multiversos da franquia, é uma leitura interessante por se tratar de uma das pouquíssimas obras onde Nasu não está administrando com rédeas curtas.[/spoiler]

9. Fate/kaleid liner PRISMA☆ILLYA

[spoiler]Mídia: Anime (2013-2017);
Duração: 42 episódios distribuídos entre 4 temporadas + 1 filme de 2 horas (estimado);
Interesse necessário: 8/10.

Baseado num mangá de mesmo nome, essa adaptação com certeza será a obra que mais vai fugir dos padrões do Nasuverso. Esse é um multiverso onde tudo que rolou em todas as oito obras que você assistiu/leu/jogou anteriormente, não aconteceram. Apesar de todas as regras e axiomas se manterem.

Apesar de não ser um termo correto, Fate/Illya normalmente é chamado de “spin-off“, por ter uma proposta completamente diferente do que era de se esperar.

Fate/Illya é uma obra sobre Garotas Mágicas Lésbicas.

Processou a informação? Encaixou tudo na cabeça? Ótimo. Agora posso continuar e dizer que se tem uma obra, UMA ÚNICA OBRA EM TODA ESSA LISTA, que você está completamente livre de qualquer fardo para com ela, é essa aqui. Fate/Illya apresenta um novo multiverso completamente novo dentro de seu próprio multiverso (a história se passa em duas dimensões diferentes), mas até agora (2017), essas duas dimensões se ligam somente entre elas.

Assim, se tudo nesse anime beirar o ofensivo para você (acredite, esse grupo é bem grande), pode ignorar sem nenhum peso na consciência. Porém deixo avisado que você estará perdendo algumas lutas extremamente bem animadas e coreografadas, cortesia do estúdio Silverlink. Mas isso pode ser visto no YouTube, caso queira.[/spoiler]

10. Notes.

[spoiler]Mídia: Novel (1999);
Duração: Volume único;
Interesse necessário: 4/10.

O primeiro texto publicado por Nasu, antes mesmo do próximo item (vocês já verão o que é), Notes. é um conto que ocorre num futuro muito distante.

Não se sabe em que multiverso essa história se passa, mas ela é importante por tratar de seres nunca comentados com profundidade em nenhuma das séries da franquia Fate/, e que são razoavelmente importantes, pois DÃO NOME À EMPRESA: os Types.

O interesse é bem baixo pois, por ser uma obra bem curta, você consegue ler tudo em questão de horas. Não demanda muito esforço. [/spoiler]

11. Tsukihime

Mídia: Visual Novel (2000) ou Anime (2003);
Duração: Variável entre 30 e 80 horas; série animada em 12 episódios.

A obra que, com tamanho sucesso, fez o grupo amador “Type-Moon” se profissionalizar na área. A outra grande franquia criada por Nasu trata de vampiros e outros seres místicos presentes no Nasuverso.

De forma semelhante a Fate/Stay Night, Tsukihime possui cinco rotas canônicas e contém conteúdo adulto (18+) que beira a pornochanchada. Mas, por ser mais antiga, e se tratar basicamente de um doujin (trabalho amador), sua qualidade gráfica é infinitamente inferior.

A própria Type-Moon disse que eles estavam trabalhando em um remake, que além de melhorar o visual, adicionaria mais conteúdo para a história, mas essa promessa foi feita em 2008, e até hoje nada mais foi divulgado. Hoje em dia, o suposto remake já se tornou meme.

Outro meme é justamente a adaptação em anime. Pelas mãos da J.C. Staff, “Shingetsutan Tsukihime” (que por algum motivo recebeu esse adendo ao título) é tão ruim em tantos sentidos diferentes que a comunidade simplesmente ignora a existência dele. “Não existe anime de Tsukihime” é uma frase bem comum em conversas e fóruns.

Então por que eu coloquei o anime na lista? Mais por desencargo de consciência do que qualquer coisa. Se você quiser conhecer Tsukihime, leia a novel. Se você não gostar dos visuais arcaicos, entre na fila dos memes e aguarde o remake sair soon™. Você pode ver o anime, mas… Ele não vai fazer muita coisa além de te apresentar os personagens e, no máximo, a premissa da história, se você conseguir entender alguma coisa.

E se for assistir mesmo, procure pela dublagem brasileira. Vale algumas risadas.

12. Kagetsu Tohya

[spoiler]Mídia: Visual Novel (2001);
Duração: Variável, entre 10 e 30 horas;
Interesse necessário: 7/10.

Kagetsu Tohya é para Tsukihime o que Fate/Hollow Ataraxia é para Fate/Stay Night: uma continuação direta da obra original, que acrescenta novos pontos para a história e desenvolve mais os já explorados.[/spoiler]

13. Fate/Extra: Last Encore

Mídia: Anime (2017 – ?);
Duração: TBA.

Voltando à franquia Fate/, temos o segundo título que ainda está para ser lançado.

Fate/Extra é uma sequência de jogos para PSP, que possui uma jogabilidade de batalha extremamente inusitada e um modo história no estilo Visual Novel. O jogo se passa num multiverso próprio e conta com alguns personagens já conhecidos da franquia (como os dois Archers das guerras de Fuyuki), assim como novos protagonistas  e servos.

“Fate/Extra” foi lançado em 2010 e recebeu uma versão em inglês para PSP em 2011. Uma sequência, “Fate/Extra CCC” saiu em 2013, mas não foi localizado para o ocidente.

Ainda não se sabe exatamente do quê vai se tratar Last Encore, que está nas mãos do Estúdio Shaft. Uma adaptação direta do primeiro jogo é o mais provável, mas pessoas estão supondo que pode ser uma continuação do segundo jogo. Não saberemos enquanto não sair.

Caso seja realmente uma adaptação de Fate/Extra, o anime pode substituir o primeiro jogo. Caso seja uma continuação de CCC, seria recomendado jogar ambos os jogos antes.

14. Carnival Phantasm

Mídia: Anime (2011);
Duração: 12 episódios de 15 minutos.

Tudo que você fez, assistiu, jogou e leu nessa lista foi para este momento. Era tudo uma preparação para esse desafio final e definitivo qu-

Ok, brincadeiras a parte, Carnival Phantasm é um especial de comédia que reúne personagens de todas as obras da Type-Moon em situações caricatas e que fazem paródias de si mesmas. É uma oportunidade de relaxar no meio dessa jornada cheia de climão que é o Nasuverso.

15. Kara no Kyoukai

Mídia: Filmes de animação (2007-2013);
Duração: Oito filmes de ~2 horas de duração + um especial de 30 minutos.

A “terceira parte” do Nasuverso, que explora novos e antigos elementos da história. Baseada numa série de Light Novels escritas por Nasu, os filmes com belíssimas animações e uma OST de dar inveja a qualquer obra, Kara no Kyoukai é uma história fechada em si mesma, apesar de ter diversas relações e referências a outras partes do Nasuverso.

Uma observação é quanto a cronologia dos filmes: a ordem de lançamento não é a mesma que a ordem em que os acontecimentos retratados acontecem. Isso significa que você deve ver os filmes fora da ordem em que foram publicados? De forma alguma! Os autores fizeram a obra nessa ordem por um motivo, e você vai entender tudo quando for o momento propício para tal.

Porém, por conta disso, os primeiros filmes podem acabar parecendo desconexos e sem sentido. Não deixe que isso te desencoraje da série, tudo vai se clarear e fazer sentido quando chegar a hora.

Se depois de completar os filmes na ordem de lançamento (Filmes 1 a 7 > Epilogue > Mirai Fukuin) você quiser assistir na ordem cronológica (2 > 4 > 3 > 1 > 5 > 6 > 7 > Epilogue > Mirai Fukuin), agora sim você está livre para fazê-lo, e interpretar a obra por essa outra perspectiva. Mas não assista nessa ordem inicialmente!

16. Melty Blood

[spoiler]Mídia: Jogo de luta (2002-2007) ou Mangá (2005);
Duração: Depende de quão bom você é; 9 volumes;
Interesse necessário: 5/10.

Uma mistura de arcade de luta no melhor estilo Street Fighter, com um modo história em estilo Visual Novel: isso é Melty Blood.

Algo como uma continuação de Tsukihime… Mais pra uma continuação de Kagetsu Tohya pois essa já era continuação de Tsukihime? Enfim. Seguindo os personagens de Tsukihime num novo multiverso, o jogo possui uma expansão, um port que possui uma nova expansão e uma continuação que também possui sua própria expansão.

É, é um pouco confuso, mas a ordem é a seguinte:

Melty Blood (Original) > Melty Blood Re-Act Final Tuned (expansão do original) > Melty Blood Act Cadenza (port que contém uma história alternativa) > Melty Blood Cadenza B (expansão de Act Cadenza) > Melty Blood Actress Again (uma sequência do original) > Melty Blood Actress Again Current Code (expansão de Actress Again).

Ufa. O último da lista, “Melty Blood Actress Again Current Code” pode ser encontrado para compra na Steam.

Claro, se você não gosta nem um pouco de jogos de luta (ou é péssimo neles, como eu), você pode ler o mangá ou simplesmente procurar o modo história no YouTube.[/spoiler]

17. Mahoutsukai no Yoru

[spoiler]Mídia: Visual Novel (2012);
Duração: Variável, de 10 a 30 horas;
Interesse necessário: 6/10.

Mais conhecido pela abreviação “Mahoyo“, essa Visual Novel é um remake de uma das primeiras obras do Nasuverso, uma Light Novel de mesmo nome, escrita por Nasu em 1996.

Se passando na mesma cidade de Tsukihime, mas antes dos eventos do mesmo, essa história possui duas sequências programadas. Quando elas vão sair, ninguém sabe. Talvez junto com o remake de Tsukihime (risos).

Por ser uma Visual Novel recente, ela é muito mais agradável aos olhos do que as anteriores da lista. Se você não deu uma chance a nenhuma até agora, por conta dos gráficos, talvez esta seja a sua deixa.[/spoiler]

18. Fate/Apocrypha

Mídia: Anime (2017); Light Novel (2012-2014) ou Mangá (2016-?);
Duração: 24 episódios; Completo em 5 volumes; Em publicação com 3 volume.

A guerra entre a facção vermelha e a facção negra pela posse do Cálice Sagrado. Sob uma jurisdição muito mais especial do que quaisquer outras, esse conflito na Romênia apresenta personagens importantes do Nasuverso, tanto no elenco de servos como no de mestres.

Light Novel de 5 volumes escrita por Yuuichirou Higashide, foi primeiramente adaptada em mangá com arte de Akira Ishida, e em recentes notícias, tivemos o anúncio de uma adaptação em anime pelo estúdio A-1 Pictures.

O mangá é bonitinho e parece ser promissor, uma ótima chance de acompanhar o material sem precisar correr atrás de botar muita coisa em dia. Já a animação, tem seus pontos fortes e fracos, mas no geral, funciona bem como adaptação.

19. Fate/Strange Fake

[spoiler]Mídia: Light Novel (2015-?);
Duração: Em publicação com 3 volumes;
Interesse necessário: 6/10.

Escrita por Ryohgo Narita, autor de Light Novels de extremo sucesso como Durarara! e Baccano!, Strange Fake, como sugere o nome, trata de uma falsa Guerra do Cálice. Será mesmo falsa? O que há de falsa? Isso parece estranho…

A obra, apesar de recente, é muito famosa entre os fãs da franquia por possuir personagens já conhecidos em situações ou estados nada convencionais, além de novos personagens interessantes.[/spoiler]

20. Fate/Grand Order

Mídia: Anime (2016) ou Jogo mobile (2015);
Duração: 1 hora e 14 minutos; Depende de quanto dinheiro você gastar nessa merda de jogo.

A mais recente máquina de imprimir dinheiro da Type-Moon, que em parceria com a empresa de jogos Delightworks está nadando em bilhões de dólares neste momento. Fate/Grand Order é um jogo estilo RPG por turnos de plataforma mobile (“Mobage” para os íntimos).

Apesar de possuir um extenso e complexo modo história, envolvendo conflitos em diversas partes do tempo-espaço em busca de evitar a destruição iminente da humanidade, o jogo se resume a gastar todo o seu salário comprando itens para poder tentar (e fracassar miseravelmente) evocar o servo que você quer na “loteria“.

Mas voltando, o foco aqui é a história: como o jogo só existe em japonês (e você tem que dar seus pulo para conseguir jogar num celular brasileiro), a melhor forma de conseguir o que você quer, além de procurar traduções na internet, é pelo anime.

Fate/Grand Order: – First Order –” foi lançado no último dia 31 de dezembro, e adapta na íntegra o primeiro “mapa” do jogo (que até o momento, conseguiu fechar a ‘primeira temporada’ com nove mapas). Você pode encontrá-lo na Crunchyroll.

Haverá uma adaptação das outras ordens? Teremos mais oito especiais pra fechar a história de Grand Order? Não se sabe. Mas a história já está toda no jogo, caso queira ir atrás de mais.

21. Fate/Extella: The Umbral Star

[spoiler]Mídia: Jogo Musou (2017);
Duração: Depende de quão rápido você mata coisas;
Interesse necessário: 5/10.

Caso você tenha um PSVita, um PS4, um Nintendo Switch ou um Computador potente, e mais alguns tostões pra gastar, e adore explodir conjuntos enormes de robôs com tipos variados de arma, considere comprar Fate/Extella.

Lançado no Japão há alguns meses, e com localização para inglês planejada para sair dentro de alguns dias, Fate/Extella se passa no mesmo multiverso de Fate/Extra e Fate/Extra CCC. Por que ele está aqui em baixo, e não como número 15, você me pergunta? Bem, para jogar esse jogo você precisaria conhecer um personagem que é introduzido em Fate/Grand Order, mas o mobage é basicamente uma coletânea de todos os personagens da Type-Moon, então para não tomar spoilers você precisaria conhecer todo o resto da franquia primeiro… É isso, basicamente.

O que importa é que neste jogo é revelada a mais nova parte do Nasuverso, que está deixando todo mundo maluco. Confira por si mesmo, da forma que for possível, quando chegar neste ponto do guia.[/spoiler]


22. E agora?

Se você chegou até aqui, meus parabéns! Não que você tenha visto todas as obras do Nasuverso e conheça agora cada centímetro de cada dimensão dele, mas você possui um leque de informações invejável, e estará preparado para qualquer outra obra ou continuação que surja no futuro.

Se você seguiu apenas o guia básico, tente se aventurar pelos números “adicionais“. Não se preocupe muito com a ordem, já que já estamos nessa situação mesmo, vá para o que lhe for mais conveniente. Se você seguiu o guia completo, você já sabe muito mais do Nasuverso do que do seu próprio, e deve conseguir fazer suas pesquisas sozinho a partir de agora.

E com isso, você está pronto para entrar nas acaloradas discussões sobre este universo tão rico. Divirta-se!


Rápido FAQ:

1. P: Você já viu/jogou/leu tudo que está aí?

R: Não, muita coisa só está disponível em japonês ou em confins muito obscuros da internet. Sei o “geral” de quase tudo, mas muitas obras eu fico sem os detalhes por conta disso.

2. P: Por que existem trezentas versões diferentes da Arthuria?

R: Os japoneses gostam do design dela.

3. P: É normal eu chegar na metade do guia sem entender absolutamente nada?

R: É.

4. P: Se eu for dedicado, quanto tempo eu levo pra acompanhar o guia completo?

R: Chamando “oito horas por dia” de dedicação, acho que um mês. Talvez menos.

5. P: Como é a fanbase do Nasuverso?

R: Tóxica e nojenta, como todas as fanbases que existem.

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Tela Quente

Crítica | Assassin’s Creed

Otimismo define o que esperávamos de Assassin’s Creed. Será que finalmente teríamos uma digna adaptação dos games para as telonas? Dirigido por Justin Kurzel e tendo Michael Fassbender protagonizando e produzindo, Assassin’s Creed não foi tão digno como esperávamos, mas é um novo ponto de partida para futuras adaptações.

”Um novo ponto de partida”. Os elementos dos jogos foram fielmente adaptados, há várias cenas que remetem a dinâmica e a jogabilidade da franquia. Esteticamente, o longa entrega o que promete. Muitas cenas de ação bem coreografadas, com trilhas sonoras tensas acompanhadas de movimentações ágeis das câmeras. Trazer o ambiente do jogo para a história é importante para qualquer adaptação, já que esta deve simpatizar com os fãs e o público geral. Esse foi um ponto muito positivo e que deve ser lembrado pelos próximos diretores que quiserem embarcar neste mundo.

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Porém, os elogios terminam por aqui. Enquanto Assassin’s Creed tem uma estética excepcional, o roteiro, a direção e as atuações caem facilmente no esquecimento. Muito da Inquisição Espanhola foi apresentada a nós nos trailers, mas elas não compõem nem um terço do longa. O filme nos joga de um lado para o outro, variando entre os tempos atuais e passado, quebrando o seu próprio tom, consequentemente, não conseguindo ditar o seu ritmo.

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O roteiro bipolar é um outro ponto negativo. Há momentos de emoção, mas que não conseguem se firmar quando logo depois vem uma cena de ação eletrizante, sem deixar espaço para a dramaticidade envolvendo temas de paternidade e descobrimento. Os próprios personagens e atores não simpatizam com o público, atores como Jeremy Irons, Michael K. Williams e Marion Cotillard são desperdiçados. Depois de toda essa soma, só pode se esperar um terceiro ato desastroso e apressado, que usa  a ação para preencher os vazios no roteiro.

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Apesar de muitas coisas me incomodarem, os fãs dos jogos provavelmente irão gostar, já que Kurzel e Fassbender honram a fonte com algumas referências envolvendo os jogos e livros. Só que para uma pessoa (como eu) que não está habituada e nem tem interesse pela franquia Assassin’s Creed, e sim procurando por um entretenimento decente, talvez este não seja o filme ideal. Após o final, saindo do cinema, o filme esvaiu da minha mente rapidamente, como aqueles filmes-pipoca que assistimos na Sessão da Tarde.

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Serial-Nerd Séries

Indicação | The Young Pope

Em um ano em que tivemos Stranger Things, Westworld, American Crime Story, entre outros “hits”, muitas séries passaram despercebidas pelo publico geral. Hoje vamos indicar uma dessas séries que, na minha opinião, foi a melhor série de 2016: The Young Pope.

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Criada e dirigida por Paolo Sorrentino (A Grande Beleza), The Young Pope narra a história de Lenny Belardo (Jude Law), agora sob o nome de Pio XII, o primeiro pontífice norte-americano a ser escolhido como líder da Igreja Católica, um papa charmoso e pouco convencional que pode parecer o resultado de uma estratégia de mídia, mas está decidido modificar radicalmente o Vaticano.

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Pio XII (Jude Law) e Irmã Mary (Diane Keaton)

The Young Pope é uma co-produção dos canais Sky Atlantic, Canal + e HBO. A série já foi exibida na Europa, no final de 2016, mas sua estreia internacional ocorrerá em 15 de Janeiro de 2017. No Brasil, ainda não tem data para chegar. Uma segunda temporada já está em pré-produção.

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Jude Law faz em The Young Pope, o papel da sua vida, seu Pio XIII é genial e indecifrável e merece estar entre os chamados “Homens Difíceis“, especialmente pelo seu jeito anti-heroico à la Tony Soprano. Apesar de jovem, Pio XIII tem ideais muito tradicionais, e ele emprega isso em seu Papado. Não darei muitos detalhes, pois contém alguns spoilers. Junto a Law, temos a excelente Diane Keaton que interpreta a Irmã Mary, que cuidou de Lenny durante a infância e foi escolhida para ser assistente de Pio XIII, e Silvio Orlando no papel do Cardial Voiello, responsável pela estratégia que elegeu Lenny como o novo Papa.

A fotografia e a trilha sonora são sensacionais. Cada ângulo, cada musica, são muito bem encaixadas durante a série, em especial a abertura da mesma. É uma produção impecável, que provavelmente irá te deixar com vontade de procurar a filmografia de Sorrentino.

The Young Pope prova que ainda estamos vivendo na Era de Ouro da Televisão.

The Young Pope é um basicamente um filme de 10 horas com início, meio e fim. E que mesmo que não tenha uma segunda temporada, isto não tirará o brilho desta obra. É uma obra prima que com certeza será muito bem falada em 2017, e talvez causará algumas polêmicas.

PS: A expressão “Homens Difíceis” veio do livro, de mesmo nome, escrito por Brett Martin, que conta os bastidores das maiores séries da televisão, como The Sopranos, The Wire, Mad Men, Breaking Bad, entre outras, você obtê-lo clicando aqui.

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Música Vitrola

Ritmo, Ritual e Responsa! Toda a Discografia e Vida do Charlie Brown Jr.

A Torre de Vigilância vai contar a discografia de umas das bandas mais influentes do rock nacional na década de 90. Com peso no som e um skate nos pés, o Charlie Brown Jr. levou o Brasil a cantar sua coleção de hits e conquistou uma legião de fãs. Tendo na frente um carismático vocalista apelidado de Chorão, a banda atingiu o sucesso ao nível nacional com seus discos. Mas em uma carreira que também foi marcada com brigas, polêmicas e separações. E que foi interrompida de forma brutal pela morte de dois membros fundadores. Sem mais delongas informamos que os caras do Charlie Brown invadiram a cidade.

Transpiração Contínua Prolongada (1997)

No dia 16 de junho de 1997 chegava às lojas o primeiro CD da banda santista. Com músicas que rapidamente viraram hits nas rádios rocks e clipes que faziam sucesso na MTV, a banda chegava ao estrelato do rock nacional. Com a mistura de skate, rock, rap, um tanto de ska e reggae uma legião de fãs começou a seguir a banda. As letras diretas e desbocadas cantadas por Chorão ganharam seguidores.

Antes de chegarem nesse disco, a banda entregou uma fita cassete ao produtor Rick Bonadio por meio do amigo Tadeu Patolla (ex-Lagoa Seca). Bonadio era o presidente da Virgin Records na época e se interessou pelo grupo. Com uma demo totalmente em inglês, a banda foi convencida a fazer músicas em português pelo Planet Hemp, Tadeu e pelo próprio Bonadio. E o resultado é o que conhecemos hoje. As faixas “O coro vai Comê!”, “Proibida pra Mim (Grazon)” e “Quinta-feira” ganharam clipes que eram exibidos diretamente. E nas rádios as músicas “Sheik”, “Gimme o Anel” e “Tudo que ela Gosta de Escutar” eram tocadas diversas vezes no dia. Apesar de algumas com conteúdo duvidoso, as músicas fizeram o álbum ser um estrondoso sucesso.

Formação:

Chorão Vocal
Thiago CastanhoGuitarra
MarcãoGuitarra
ChampignonBaixo, Beat-box
Renato Pelado Bateria


Preço Curto… Prazo Longo (1999)

Depois de dois anos do seu álbum de estreia, em 6 de março de 1999, o Charlie Brown Jr. lançava o seu segundo álbum de estúdio. Era a prova de fogo para se consolidar no mercado da música após o sucesso do primeiro disco. E a proposta do trabalho era deveras interessante. Como falou o Chorão na época: “Nós fazíamos os shows, mas acabava muito rápido, porque tinham poucas músicas. Então resolvemos gravar muitas músicas para tocarmos mais tempo nos shows. Mas não queríamos que fosse um CD caro. Então é como fosse um CD duplo, mas com preço de CD simples.” E realmente era. O disco contém 25 faixas, mas era vendido como um de preço de 12 faixas (entendeu a matemática e o nome do disco?).

A crítica falou muito bem do novo trabalho, qualificando que o Charlie Brown Jr. tinha amadurecido do álbum anterior para este. Os fãs abraçaram a ideia e definitivamente a banda tinha vencido a prova de fogo. A música de trabalho “Zóio d’ Lula”, um reggae que virou marca registrada da banda e um belo clipe. o disco ainda conta com a energética “Confisco” e as autobiográficas “Não Deixe o Mar te Engolir” e “O Preço”. “Te Levar” durante os anos de 1999 até 2006, foi tema da abertura de Malhação da Rede Globo. Foi com esse trabalho que o nome Charlie Brown Jr. realmente entrou no circuito nacional, e eles fizeram sua primeira turnê pelo país que passou por todas as capitais. O disco tem participações de Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos), DMenosCrime, Homens Crânio, Radjja Pmc e DJ Deco Murphy.

Formação:

Chorão Vocal
Thiago CastanhoGuitarra
MarcãoGuitarra
ChampignonBaixo, Beat-box
Renato Pelado Bateria

Nota na história: Antes de começarem o processo de produção do terceiro álbum, Chorão teve um baque com o falecimento do seu pai vitima de câncer. A banda então deu uma pausa para que o seu vocalista pudesse lidar com a sua perda. Nesse período ele quase acabou com a banda. Depois de alguns meses em profunda depressão, com a barba crescida e engordar 20 kg ficando em casa sem motivação. Ele decide dar a volta por cima. E começa os trabalhos para o novo disco.


Nadando com os Tubarões (2000)

A banda se reuniu em uma casa no Guarujá e lá ficaram só tocando e ensaiando, longe dos holofotes e sumidos da mídia, e em um mês no estúdio gravaram o Nadando com os Tubarões. Já rolava um burburinho que tinham problemas internos dentro do grupo, por causa do hiato. Mas que foram logo abafados. No terceiro álbum tem muito hip-hop, algumas baladas e o velho rock skatepunk de sempre. A influência do hip-hop fez com que a banda contratasse o DJ Anderson “Franja”, que fazia parte do RZO para tocar nos shows.

https://www.youtube.com/watch?v=HeC3hQXll84

O hit “Não é Sério” com participação da Negra Li tocou exaustivamente nas rádios. E a faixa “Rubão – O Dono do Mundo” estourou com um divertido videoclipe com participação da turma do Hermes e Renato. E “Ouviu-se Falar” que conta um pouco sobre o período de depressão do Chorão. O disco foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Rock Brasileiro em 2001. Apesar dos sucessos radiofônicos, a critica especializada não deu boas notas para o disco. Chegando a falar que o Charlie Brown Jr. consegue fazer o que é proposto, representar bem o seu publico, da a eles o que querem, mas com pouca evolução.

Formação:

Chorão Vocal
Thiago CastanhoGuitarra
MarcãoGuitarra
ChampignonBaixo, Beat-box
Renato Pelado Bateria
DJ Anderson Franja (músico convidado)Scratches

Nota na história: Em 2001, guitarrista Thiago Castanho decide deixar a banda alegando que estava cansado da vida na estrada e que precisava dar uma atenção especial ao seu casamento. O músico então resolve tocar seus projetos particulares e abriu seu próprio estúdio o Digital Grooves. Não foi colocado ninguém no seu lugar. Foi no mesmo ano em que o Rodolfo saiu dos Raimundos, que era na época era considerada a maior e mais bem sucedida banda de rock no Brasil. Com a indefinição se os Raimundos iam continuar ou não, a banda santista acabou assumindo o posto dos Candangos como grande banda do rock nacional.


100% Charlie Brown Jr. – Abalando a Sua Fábrica (2001)

O quarto álbum da banda foi lançado pela gravadora EMI. A banda já estava consolidada como grande no rock nacional, com shows lotados, aparições em programas de TV eram comuns e a uma turnê que rodou novamente por todas as capitais brasileiras. Com produção de Carlo Bartolini, esse disco tem uma pegada mais punk. O rap e os elementos do hip hop ficaram de fora desse trabalho.

Canções como “Hoje eu Acordei Feliz”, “Lugar ao Sol” e “Como tudo Deve Ser”, que fez parte da trilha sonora do reality Show Casa dos Artistas, tocaram milhares de vezes nas rádios. As letras falam mais sobre conscientização dos problemas do Brasil, e a necessidade de informar a juventude sobre a sua força e importância. Nessa altura da carreira, Chorão já era considerado por alguns jovens como um poeta urbano. O álbum como sempre foi bem aceito pelos fãs, a crítica ficou dividida, mas considerou que era um trabalho melhor do que o último.

Formação:

ChorãoVocal e guitarra rítmica
ChampignonBaixo e beat Box
MarcãoGuitarra solo
Renato PeladoBateria e percussão


Bocas Ordinárias (2002)

Durante a turnê gringa em 2002 na divulgação do disco anterior, a banda tocou em Portugal, onde um jornal local falou que os integrantes do Charlie Brown Jr. tinham “Bocas Ordinárias”, pelo motivo da quantidade de palavrões nas letras. Foi então o nome deste novo álbum. “Papo Reto (Prazer é Sexo, o Resto é Negócio)” e “Só Por Uma Noite” foram os sucessos desse trabalho. “Baader-Meinhof Blues” do Legião Urbana, que também está no disco, foi o primeiro cover gravado por eles.

Chorão falou na época do lançamento que o disco seria uma continuação do 100% Charlie Brown Jr. – Abalando a Sua Fábrica, e as letras novamente passavam uma mensagem para a juventude. Criada sem ideais e à margem da sociedade. Estilo pessoal, violência policial e desilusão adolescente marcam as letras desse trabalho. A crítica especializada novamente achou o disco mediano. Enquanto mais uma vez a legião de fãs da banda adoraram. Chorão se consolidava ainda mais como símbolo da molecada, o cantor foi garoto propaganda da Coca-Cola, onde segundo a empresa, foi escolhido por ser representante da geração que tem 14 e 19 anos.

Formação:

ChorãoVocal e guitarra rítmica
ChampignonBaixo e beat Box
MarcãoGuitarra solo
Renato PeladoBateria e percussão


Acústico MTV – Charlie Brown Jr. (2003)

A MTV Brasil convida o Charlie Brown Jr. para gravar no seu vitorioso projeto Acústico MTV, por onde já tinham passado nomes como Paralamas do Sucesso, Titãs, Ira entre outros. O show foi gravado nos dias 5 e 6 de agosto com participações de convidados especiais. Marcelo Nova (Camisa de Vênus), Negra Li, o grupo RZO e Marcelo D2 dividiram o palco com Chorão. E quando se fala em acústico, a ideia que vem na cabeça é de violão, banquinho… mas o acústico dos caras não foi bem assim. Não chega ser uma revolução, Chorão fica em pé o show todo e as músicas tem uma levada um tanto quanto pesada.

As canções ganharam um arranjo diferente das versões originais, com destaque para “Quebra-Mar” e “A Banca”. “Não Uso Sapatos” e a excelente “Vícios e Virtudes” são as inéditas do álbum. Os covers “Samba Makossa” (Chico Science e Nação Zumbi), “Hoje” (Garotos Podres) e “Lá Vem Ela” (Jorge Ben) estão no disco. O trabalho foi muito elogiado pela crítica pelos seus arranjos e pela simpatia e energia do Chorão durante um show Acústico.

O álbum logo de cara, vendeu no Brasil mais de 250 mil cópias e foi o terceiro DVD mais vendido no ano. A turnê do show roda todo o país e passa pela Europa, Japão, EUA e toca no Rock in Rio Lisboa em Portugal na mesma noite de nomes como Evanescence e Foo Fighters. Na volta ao Brasil, o Chimera Music Festival traz a banda Linkin Park e o Charlie Brown Jr. abre o show.

Formação:

ChorãoVocal
ChampignonBaixolão e beat Box
MarcãoViolão
Renato PeladoBateria e percussão

Músicos convidados:
Tadeu Patolla Violão Base
Daniel GanjamanPiano Rhodes em Samba Makossa
Fabrício UrucaGaita em Samba Makossa

Chorão, Marcão e Pelado no Acústico MTV.

Nota na história: 2003 foi um ano de polêmicas com o vocalista Chorão. Em janeiro deste ano, um rapaz de 17 anos, prestou uma queixa de agressão contra o cantor. Segundo o jovem, Chorão teria dado um tapa no seu rosto, depois que esse falou que não gostava do Charlie Brown Jr.. Em comunicado, Chorão informou que apenas agrediu o jovem verbalmente, já que ele teria desmerecido a sua banda e seu trabalho. Ele completou falando que o rapaz queria seu “1 minuto de fama”. Meses depois, a treta foi com o vocalista Baduí do CPM22. Chorão chamou o cantor para a briga, após de ler comentários de Baduí sobre ele em uma revista. Depois desse episódio, o clima entre as duas bandas nunca mais foi o mesmo. E no ano de 2004, aconteceu o famoso desentendimento entre Chorão e o Marcelo Camelo, vocalista do grupo Los Hermanos. As duas bandas se encontraram no aeroporto de Fortaleza antes da apresentação no festival Piauí Pop. O motivo foi uma critica à participação do Charlie Brown Jr. em um comercial da Coca-Cola, feita por Camelo. Chorão foi tirar satisfações sobre as declarações e acertou um soco no Marcelo Camelo.

Esse comercial da Coca-Cola mostrava, durante um show, a banda distribuindo garrafas do refrigerante para a plateia e no final todos estavam felizes com sua bebida nas mãos. A postura do Charlie Brown Jr. provocou uma discussão acirrada entre quem gostava da banda e quem não gostava. Alegavam que para uma banda que falava da postura do jovem não se vender as coisas normais do mundo, estar em um comercial da maior bebida do mundo era meio contraditório.


Tamo Aí Na Atividade (2004)

Depois de mais de dois milhões de cópias vendidas no Acústico, o sexto álbum de estúdio chega às lojas. As músicas que mais tocaram foram “Champagnhe e Água-Benta” e “Tamo aí na Atividade”. As músicas do Tamo aí na Atividade lidam muito com as críticas que a banda sofreu por causa do comercial. A crítica falou muito sobre o álbum ser um tipo de resposta a essas insinuações contra Chorão e as letras. O álbum rendeu o primeiro Grammy Latino na Categoria Melhor Álbum de Rock.

Formação:

ChorãoVocal e guitarra rítmica
ChampignonBaixo e beat Box
MarcãoGuitarra solo
Renato PeladoBateria e percussão

Nota na história: A imprensa e os fãs costuravam muitos boatos sobre o futuro da banda, já que os singles tocavam nas rádios, mas nenhum show de lançamento do disco foi marcado. Algo que aconteceu somente 3 ou 4 meses depois o lançamento do CD. O clipe de “Champagnhe e Água-Benta” foi gravado apenas por Chorão e no encarte do disco não tem nenhuma foto dos integrantes juntos. O papo que seria um disco de despedida ficava cada vez mais forte e que o clima dentro da banda já não era o mais amistoso.

Durante o show no Planeta Atlântida em 2005, Chorão repetia a frase: “Tá acabando, eu quero mais tempo para ficar com você, cuidar melhor de você!”. E em fevereiro do mesmo ano no Rio de Janeiro, após bater uma foto com o publico ao fundo ele falou: “Vou mandar fazer um quadro. Hoje eu estou aqui, amanhã tudo isso pode acabar!” coisas assim fortaleciam os boatos sobre o fim da banda. Depois de um show em São Paulo a banda entrou em férias. Em abril, Chorão participa do programa da MTV Gordo a Go Go, onde afirmou que o Charlie Brown Jr. só ia deixar de existir quando ele anunciasse. Falou que os integrantes estariam cuidando de projetos paralelos e que ele estaria com uma banda paralela, junto com o integrante Thiago Castanho, fazendo a trilha sonora do futuro filme O Magnata que foi roteirizado pelo vocalista.

Da esquerda para a direita a nova formação da banda: Heitor Gomes, Thiago Castanho, Chorão e Pinguim.

Logo após em nota oficial no site da banda, Marcão, Champignon e Renato Pelado anunciaram suas saídas do Charlie Brown Jr. alegando divergências profissionais e que tomaram a decisão por vontade própria e que cada um seguiria para seu lado investindo em seus trabalhos pessoais. No dia seguinte, também por meio de nota, Chorão comunicou que ia continuar com a banda e pediu apoio dos fãs aos novos integrantes: Thiago Castanho na guitarra, Heitor Gomes no baixo e Pinguim na bateria.

O vício em cocaína do Chorão fica em níveis alarmantes. Em um momento de depressão pela indefinição sobre o futuro da banda, o vocalista abusa demais da droga. Ao ponto de sua esposa Graziela, pedir ajuda para Thais Lima (primeira esposa do Chorão) e o filho dele Alexandre (na época com 23 anos) e procuraram um advogado para providenciar uma internação involuntária do cantor. Algo que não foi possível fazer. Segundo Graziela, anos depois no velório do Chorão em 2013, ela disse que não o deixaram ser internado, o trabalho não deixou. Ela falou que o cantor sempre achava que tinha o controle sobre a situação.


Imunidade Musical (2005)

Então com novos integrantes e com a produção de Rick Bonadio, o Charlie Brown Jr. lança seu sétimo álbum de estúdio. E ao mesmo tempo lança um DVD com o nome de Skate Vibration. O álbum contém 23 faixas e o primeiro single tocado nas rádios, “Lutar Pelo o Que é Meu”, virou tema da Malhação. “Ela vai Voltar (Todos os Defeitos de Uma Mulher Perfeita)”, “ O Senhor do Tempo”, “Dias de Luta, Dias de Glória” viraram hits rapidamente. Ainda tem uma cover “Para Não Dizer Que Não Falei das Flores” de Geraldo Vandré que também marca o disco.

No geral tanto a crítica quanto os fãs aceitaram bem a nova formação. Falaram que deu uma repaginada na banda e que sacudiram a poeira que se abatia em cima do Charlie Brown Jr. transformando o Imunidade Musical em um divisor de águas na história da banda. Mas a maior recado que o disco deu foi que a alma e motor do Charlie Brown Jr. era mesmo o Chorão.

Nota na história: A banda desde Preço Curto… Prazo Longo em 1999, mantém a sequência de lançar um álbum por ano. Mas 2006 passou e nenhum material inédito do grupo foi feito. O motivo foi que além de uma gigantesca turnê do Imunidade Musical, Chorão terminou o roteiro do filme O Magnata que teve as gravações iniciadas no mesmo ano.

Formação:

ChorãoVocal, Beat Box
PinguimBateria, Beat Box
Thiago CastanhoGuitarra
Heitor GomesBaixo


Ritmo, Ritual e Responsa (2007)

O ano de 2007 começou com os fãs ansiosos por um novo disco do Charlie Brown Jr. mas como o trabalho era recheado de novas experiências e participações especiais para a trilha sonora de O Magnata, foram fatores que contribuíram para o atraso. Algumas músicas acabaram “vazando”na internet antes mesmo do lançamento. E no dia 09/04/2007, dia do aniversário do Chorão o single “Não Viva em Vão” é lançada oficialmente, e outras músicas foram disponibilizadas no site oficial dos caras.

Ritmo, Ritual e Responsa foi produzido pelo Chorão e pelo Thiago Castanho e tem mais de uma hora de duração. Se nos cinemas O Magnata não foi bem aceito pela critica, apesar de ter ficado entre os 10 filmes mais assistidos no Brasil em 2007, o mesmo não se pode dizer do disco. A critica gostou desse novo trabalho e os fãs nem precisa falar. “Pontes Indestrutíveis”, “Uma Criança Com Seu Olhar” e “Be Myself” foram sucessos. Forfun, MV Bill, João Gordo (Ratos de Porão) são alguns dos nomes que participam do disco.

Formação:

ChorãoVocal, Beat Box
PinguimBateria, Beat Box
Thiago CastanhoGuitarra
Heitor GomesBaixo

Nota na História: Em abril de 2008, em nota no site oficial, comunicava que o baterista Pinguim não fazia mais parte da banda, o motivo foi o fim do contrato que estava se aproximando e nenhuma das partes quiseram renovar. Tempos depois, o baterista entrou com um processo judicial contra a banda. Esse, para muitos amigos e familiares próximos ao Chorão, consideraram que foi um dos principais fatores para a depressão do vocalista. No posto de baterista, entrou o Bruno Graveto que havia tocado nas bandas Pipeline e O Surto. Logo após a banda resolve da uma parada para descansar. Durante o recesso houve a mudança de gravadora da EMI, onde estavam já há sete anos para a Sony Music.


Camisa 10 (Joga Bola Até Na Chuva) (2009)

Durante um encontro entre Chorão e Falcão (vocalista do grupo O Rappa) em um voo, eles viram uma foto de um jogador de futebol correndo atrás da bola na chuva, e Chorão viu como uma metáfora de como as pessoas encaram a vida. Mesmo com dificuldade levam na raça, e além, claro, da analogia com o número dez, eles iam lançar o décimo álbum.

Sob a batuta de Rick Bonadio, o disco foi gravado. O produtor e Chorão começaram a postar vídeos no YouTube onde mostravam ideias do trabalho. Eles apresentaram a música “O Dom, a Inteligência e a Voz” feita em 2001 para a cantora Cássia Eller, que planejava gravar a canção em 2002. Mas a cantora faleceu 15 dias depois da composição ficar pronta, e então ela foi engavetada. Até ser usada no álbum. “Me Encontra” e “Só Os Loucos Sabem” estouraram nas rádios no Brasil.

Camisa 10 (Joga Bola Até Na Chuva) recebeu o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Rock Brasileiro. O segundo prêmio da banda, que já havia vencido na mesma categoria com o Tamo aí na Atividade. Até então, apenas Os Paralamas do Sucesso haviam sido premiados mais de uma vez nessa categoria.

Formação:

ChorãoVocal, Beat Box
Thiago CastanhoGuitarra, violão
Heitor GomesBaixo
Bruno GravetoBateria

Nota na História: Durante um show no Viradão Carioca no Rio de Janeiro, Chorão anuncia que a banda não terá mais quatro integrantes e sim cinco. Então Marcão, guitarrista da formação original, sobe ao palco e é oficialmente apresentada a sua volta ao grupo. Em julho do mesmo ano, o contrato do Heitor Gomes acabou, e ele saiu de forma amigável, e em seu lugar retornou Champignon. O que causou uma surpresa dos fãs ao comunicar a sua volta em um vídeo postado no YouTube. O Charlie Brown Jr. voltava para quase a sua formação original de novo, com exceção do baterista Pelado.


Música Popular Caiçara – Ao Vivo (2012)

 

Em 2011 surgiu o projeto de fazer um registro ao vivo quando a banda ainda era um quarteto com Heitor Gomes no baixo, mas durante a primeira tentativa de gravação do DVD em São Paulo, os muitos problemas na organização do evento fizeram os membros da banda tomarem a decisão de romperem com a Sony Music e trabalharem de forma independente. Eles foram para o selo Radar Records e o disco ao vivo foi produzido por Liminha, já com o Champignon no baixo.

O álbum foi gravado em duas partes em Curitiba e em Santos somente em 2012. Já contendo o quinteto na sua formação.  E diversos sucessos do grupo ao longo dos 15 anos de estrada fazem parte do set list. Além da inédita “Céu Azul”. Zeca Baleiro, Falcão (O Rappa), e Marcelo Nova (Camisa de Vênus) fazem participações no show.

Formação:

Chorão Vocal
ChampignonBaixo, Beat Box
Thiago CastanhoGuitarra
MarcãoGuitarra
Bruno Graveto Bateria

Nota na História: O ano de 2012 foi um ano complicado no Charlie Brown Jr. e como sempre envolvendo o vocalista Chorão. Em meados do mesmo ano, por causa do excessivo uso de drogas, após um casamento de 15 anos, houve a separação com a esposa Graziela. Durante uma apresentação no programa Caldeirão do Huck, o cantor confessou que ainda gostava da ex-mulher e que a música “Céu Azul” foi inspirada nela.

Durante um show no Paraná, Chorão fez um discurso contra o baixista Champignon no meio da apresentação. Onde falou que o músico só tinha voltado para a banda porque estava sem dinheiro, o chamando de oportunista. O baixista então abandona o palco. Para desfazer a briga, a dupla gravou um vídeo para os fãs onde Chorão disse que se descontrolou e pediu desculpa pela forma que tratou Champignon e o público.

2013 o fim do Charlie Brown Jr.

Em 06 de março de 2013, Alexandre Magno Abrão, o Chorão, com 42 anos, foi encontrado morto em seu apartamento que ocupava esporadicamente em São Paulo. A policia ao chegar ao local descartou inicialmente a hipótese de homicídio, onde encontrou garrafas de bebidas alcoólicas, energéticos, embalagens de remédios e marcas de sangue. A causa da morte foi uma overdose de cocaína.

Em setembro do mesmo ano, na noite do dia 08, o baixista Champignon, ao chegar de um restaurante com a sua esposa grávida em casa, entra em um quarto e comete suicídio dando um disparo no lado direito da cabeça com uma pistola 380. O motivo do suicídio, segundo a viúva do músico, foi o fato do estresse causado pela morte de Chorão, o julgamento do publico que o fazia ficar nervoso por acharem que ele queria ficar no lugar do finado vocalista e o medo de não dar sequência a um novo trabalho. Luiz Carlos Leão Duarte Junior, o verdadeiro nome do Champignon, tinha 35 anos.


La Família 013 (2013)

É o álbum póstumo da banda após as mortes de Chorão e Champignon. Poucos dias antes de morrer, Chorão divulgou o novo single “Meu Novo Mundo” em 28 de fevereiro de 2013. Após a morte do vocalista (06/03/2013) a música e o álbum ganharam bastante notoriedade. O lançamento que seria em setembro, foi adiado pelo motivo da morte de Champignon (08/09/2013), então o álbum só saiu um mês depois.

Foi impossível não comparar o disco com o momento que era vivido pelo Chorão antes da sua morte, tido como depressivo e utilizando muitas drogas. O trabalho é um tanto quanto  sombrio. Em várias faixas temos um Chorão com um vocal mais lento quase sussurrando como que demonstrassem um desânimo sem a energia de outrora. “Rock Star” ganhou um clipe onde o Alexandre Abrão, filho do cantor, participa. La Família 013 (que deve ser por causa do DDD de Santos), foi para muitos da crítica especializada como o álbum mais adulto e autobiográfico da banda.

Formação:

ChorãoVocal
ChampignonBaixo, beat Box
MarcãoGuitarra
Thiago CastanhoGuitarra
Bruno GravetoBateria

O Charlie Brown Jr. foi uma das bandas mais importantes da história do rock nacional nos anos 90 e um dos campeões no mercado fonográfico. Com letras que abusavam do baixo calão, mas que também passavam mensagens positivas, relatavam romances, situações da vida e a indignação que vinha das ruas, conquistaram uma legião de fãs com o seu rock, rap e skate, que os seguem até hoje. Obviamente o carisma do Chorão fazia toda diferença no palco (palavras de uma pessoa que viu shows dos caras) o que o tornou, realmente, símbolo de uma molecada. Apesar de todas as polêmicas que sempre rodearam o Charlie Brown Jr. O que só podemos lamentar a sua saída tão brutal dos holofotes.

Sugestões para mais Discografias podem nos passar pelos comentários.

 

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Crítica | La La Land – Cantando Estações

La La Land pode ser considerado uma obra prima importante para o cinema no futuro. O diretor Damien Chazelle, que conseguiu alcançar a missão de fazer um filme mais incrível do que Whiplash (2014), quando coloca a música e a dança em primeiro plano, faz tudo ficar um espetáculo, conduzindo-o com o glamour hollywoodiano.

Whiplash mostrou ao mundo do cinema a força de Damien Chazelle, e se em 2015 não foi o seu ano de  premiações, certeza de que 2017 será. Há muitas semelhanças ao Whiplash, tecnicamente, as cores quentes e frias tomarem conta do espaço, ou todas as luzes se apagarem para colocar o holofote no que realmente é importante são algumas delas. Junto das músicas compostas por Justin Hurwitz, a coreografia e os planos-sequência de Chazelle, La La Land homenageia o cinema americano e transmite uma mensagem de perseverança ao público.

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Ryan Gosling e Emma Stone são a dupla romântica da vez. Além de uma química muito boa, Gosling e Stone viajam com suas atuações. Em algumas partes, parecem estar em um filme de Woody Allen, e rapidamente transportados para Singing In The Rain (1952), de Stanley Donen e Gene Kelly. Talvez Gosling nunca supere sua atuação marcante em Drive (2011), mas Emma Stone certamente conseguiu sair da zona de conforto e brilhar, sendo o seu melhor trabalho até aqui.

Sebastian (Ryan Gosling) e Mia (Emma Stone) têm sonhos distintos. Sebastian quer ter seu próprio clube de jazz e perpetuar o gênero que é considerado “chato” e “ultrapassado”. Já Mia quer ser atriz de cinema, mas não dá sorte nos testes e audições. Contudo, ambos não desistem de alcançar seus objetivos e irão atrás deles, mesmo que tenham de sacrificar alguns momentos juntos. Essa é a questão: perseverança.

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Romance, comédia, drama, musical, La La Land é uma mistura de gêneros completa, e esse é o seu ponto forte. Surpreende o público com os rumos que vai tomando. Danças frenéticas com um piano ao fundo, até a sequência de uma cantoria inacreditável de pessoas em cima de carros (alguns coloridos), dando ênfase ao musical e às cores. Ou até mesmo uma sala de testes torna-se o momento perfeito para uma canção.

La La Land tira o nosso fôlego e apresenta um musical inesquecível. Se já ganhou sete estatuetas no Globo de Ouro, provavelmente irá ganhar mais algumas no Oscar. La La Land é a prova  incontestável que o cinema tem muito para nos ensinar ainda, e seu futuro se torna cada vez mais promissor.

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Os 15 melhores mangás para colecionar hoje

O mercado de mangás do Brasil passa atualmente por sua melhor fase em diversos sentidos. Com os últimos dois anos tidos por muitos como a “Era de Ouro” dos mangás no Brasil, as editoras vem ousando em apostar em diferentes formatos e numa variedade de demografias (shounen, seinen, gekiga, shoujo, etc) impressionante, publicando títulos que se adequam aos mais variados poderes aquisitivos dos leitores. Panini, JBC, NewPOP, Nova Sampa, e Astral são algumas (dentre outras) das editoras que publicam mangás atualmente, com destaque para as três primeiras que vem sobrevivendo à crise.

Mas com tantos títulos sendo lançados mensalmente nas bancas, livrarias e lojas especializadas, quais se destacam? Esta lista tem como objetivo indicar alguns mangás com o melhor custo-benefício, melhor desenvolvimento de história, valor histórico, entre outros aspectos como a duração e formato. É importante ressaltar que esta lista foi redigida com base na opinião de dois redatores do site, e é possível que haja discordância com seu gosto pessoal. Além disso, os títulos não estão rankeados em ordem de melhor para pior ou vice-versa. Sem mais delongas, confira abaixo os quinze títulos escolhidos!

Noragami

Escrito e ilustrado por Adachitoka, Noragami é um shounen. Na história acompanhamos Yato, uma divindade menor do Japão que está em busca de novos fiéis e de ter seu próprio santuário. Para conseguir isso ele anda pela cidade pichando muros com seu número de celular e informando que ajudará as pessoas no que elas precisarem, com a condição de receber cinco ienes pelos seus feitos. Durante um desses seus trabalhos como “deus delivery” ele é salvo de ser atropelado por um caminhão pela jovem Hiyori Iki, que acaba sendo atropelada em seu lugar e fica entre a vida e a morte. Após o atropelamento, Yato decide salvar a vida da menina e essa ação acaba mudando o destino dos dois para sempre, já que após isso, Hiyori começa a sair de seu corpo às vezes, podendo assim andar entre os dois mundos, o dos humanos e o dos mortos. Mesmo não trazendo nada de novo, Noragami se sobressai pelo carisma de seus personagens e pelas lições que o mangá quer passar. Tudo em Noragami é bem equilibrado. É dramático quando tem que ser, sem parecer um dramalhão. As piadas funcionam perfeitamente, e o elenco de apoio é muito bem utilizado. No Japão, o mangá se encontra no volume 17, em publicação desde 2010. No Brasil foi lançado o terceiro volume pela Panini em novembro de 2016. O mangá ganhou duas adaptações em anime, Noragami e Noragami Aragoto, ambas com 13 episódios cada.


Assassination Classroom

Um dos mangás mais inteligentes (e nonsense) já publicados na revista semanal Shōnen Jump, criado por Yuusei Matsui, Assassination Classroom narra a história dos alunos da classe 3-E que tentam diariamente assassinar seu professor, um alienígena amarelo que destruiu 70% da lua e ameaça aniquilar todo o planeta Terra caso não consigam matá-lo no período de um ano. O professor (Koro-sensei) é um exemplo ideal de excelente tutor, e visa transformar os alunos da problemática classe 3-E (a pior de todas) em alunos também exemplares, dedicando sua vida a tornar estes alunos os melhores. A história gira em torno de grupos de personagens, e serve como uma crítica ferrenha ao sistema de ensino japonês. Essas críticas também se aplicam ao sistema de ensino brasileiro, e muitas vezes o autor traça paralelos entre a palavra “assassinato” e o “ideal de humano” que deve ser formado na escola, criando correlações entre ambos os conceitos de forma metafórica. Quando Koro-sensei diz que vai “torná-los os melhores assassinos do mundo“, ele também quer dizer que irá transformar estes alunos nos melhores seres humanos possíveis, ensinando a todos valores e deveres essenciais para que sejam boas pessoas. A obra foi completa em 21 volumes, publicada entre 2012 e 2016, e foi um dos maiores sucessos da Jump no período, alcançando famosos mangás da revista como Naruto e One Piece. O autor sempre deixou claro que encerraria a história quando ele tivesse esgotado o que planejou para o ano de convivência entre Koro-sensei e seus alunos, sem se deixar levar pela ideia de “shounens infinitos” e sem se deixar influenciar pelo sucesso arrebatador das vendas. Graças a estes ideais o artista criou uma obra com poucas falhas, muita ação e situações divertidamente inusitadas. Assassination Classroom é publicado no Brasil pela editora Panini e atualmente encontra-se em sua 15ª edição encadernada.


Terra Formars

Escrito por Yu Sasuga e ilustrado por Ken-Ichi Tachibana, Terra Formars é um mangá seinen de ação, ficção-científica e horror, publicado no Japão desde 2011 na revista semanal Young Jump. No Brasil, a Editora JBC é a detentora dos direitos do mangá, em publicação desde 2015. Narra a história de grupos de humanos geneticamente modificados vindos de diferentes partes da Terra, que vão para Marte, nos anos 2600, enfrentar baratas gigantes que sofreram mutação após tentativas da humanidade de tornar o planeta vermelho habitável, ainda no século XXI. Os 100 humanos escolhidos, detentores de diferentes poderes animais, devem enfrentar a população estimada de 200 milhões de baratas gigantes, com todas as características físicas (e intelectuais) de uma barata comum elevadas em centenas de vezes. Terra Formars une uma história envolvente, personagens carismáticos e uma arte competente e entrega um excelente mangá de ação, com muitas reviravoltas de roteiro e muitos momentos memoráveis. Além disso, o mangá conta com uma base científica bem trabalhada (e realista na medida do possível), sempre contando com apoio de diferentes fontes para criar suas ideias, e também trabalha muitas tramas políticas no desenrolar da história. No Japão, o mangá ainda está em publicação contando com 19 volumes encadernados, enquanto no Brasil estamos na 15ª edição.


Ore Monogatari!!

Mangá shoujo escrito por Kazune Kawahara e ilustrado por Aruko, completo em 13 volumes, Ore Monogatari!! é uma excelente dica até mesmo para quem não é tão fã do gênero. Um dos sucessos mais recentes dos mangás shoujo no Japão (ao lado de Aoharaido e Orange), tem sua história girando em torno de Takeo Gouda, um rapaz totalmente atípico no quesito “protagonistas de mangás shoujo” por ser grande, forte, pesado, e se “assemelhar a um gorila”. Takeo salva uma garota (Yamato) de um abusador no metrô, e eles começam a namorar. As edições então giram em torno do relacionamento dos dois, somado a um grupo de coadjuvantes divertidos como o melhor amigo de Takeo, Sunakawa (que é um típico garoto bonito de shoujos), os amigos da escola de Takeo e Yamato, e até mesmo os pais de Takeo. Todas as situações do mangá são típicas de um shoujo, porém, a dose de humor é bem alta neste título, agradando também os leitores da categoria “comédia romântica“. No Japão, Ore Monogatari!! foi publicado entre 2011 e 2016, na revista mensal Bessatsu Margaret, enquanto no Brasil a detentora de seus direitos é a editora Panini, tendo publicado até o momento apenas 3 volumes da obra, bimestralmente.


Zetman

Masakazu Katsura é um autor conhecido pelo público brasileiro especialmente pela publicação de duas obras suas pela editora JBCVideo Girl e D.N.A². Famoso por sua arte realística bem detalhada e por suas histórias com elementos de ficção-científica, Zetmanseinen de sua autoria, foi o mangá onde o artista se permitiu debandar para o lado da ação. Zetman narra a história de Jin, um órfão que possui uma misteriosa auréola na sua mão esquerda e apresenta capacidades físicas acima do normal. Tendo vivido parte de sua infância na rua, o garoto acaba se envolvendo numa misteriosa trama relacionada a um experimento de uma famosa corporação após um monstro chamado “player” atacá-lo e tirar a vida de seu avô. Jin cresce e se vê mais uma vez envolvido neste misterioso projeto, a qual é sempre referido a ele o codinome Z.E.T. O mangá, completo em 20 volumes, possui cenas de ação magníficas e um grupo de personagens interessantes e bem desenvolvidos, como o garoto Kouga, e sua irmã Konoha. Katsura tece os fios da trama de Zetman aos poucos e de forma fluida, tornando a leitura de cada volume extremamente rápida e prazerosa. O conteúdo da obra é bem adulto, com muita violência e alguma nudez, além dos elementos ecchi (já conhecidos pelos fãs) característicos do autor. A publicação brasileira de Zetman pela JBC está atualmente no 15° volume, com novas edições lançadas bimestralmente.


Blade – A Lâmina do Imortal

Segundo mangá em formato BIG (dois volumes japoneses em um) lançado pela JBC em 2015, Blade de Hiroaki Samura é tido por muitos como um dos melhores mangás de samurai de todos os tempos. No Brasil a obra já havia sido lançada pela editora Conrad em meados de 2004, no formato meio-tanko, e desde outubro de 2015 a obra retornou às livrarias, revisada e num capricho editorial muito superior graças à JBC. O mangá narra a história de Manji, um ronin contratado para matar aqueles que se negam a pagar impostos. Ao notar que estava assassinando inocentes, o assassino se rebela contra seu contratante e acaba o matando, além de assassinar seus 99 guarda-costas. Ao ser salvo, bastante ferido, por uma monge que lhe deu o chamado “chá de vermes”, Manji torna-se imortal e a única forma de reverter seu status de imortalidade e se livrar de sua culpa, sendo capaz de morrer, é matando 1000 criminosos. Blade foi serializado de 1993 a 2012 na revista mensal japonesa Afternoon, casa de muitos outros títulos de qualidade. A obra se encerrou com 30 volumes encadernados, e no formato BIG da JBC, será concluído com apenas 15 edições, sendo que o volume 7 está programado para ser lançado ainda em janeiro de 2017.


One-Punch Man

A história do herói Saitama, criada por ONE e adaptada por Yusuke Murata, é um dos maiores sucessos do Japão atualmente. No Brasil, a editora Panini é detentora dos direitos da obra, e caprichou no acabamento do blockbuster que alcançou fama mundial graças ao anime exibido no ano passado. A trama gira em torno do herói Saitama, o invencível homem que derrota qualquer inimigo com apenas um soco, seu aprendiz Genos, um androide poderoso, e diversas situações cômicas envolvendo vilões inusitados, a Organização dos Heróis e a vida cotidiana do próprio Saitama. Originalmente, One-Punch Man é uma webcomic publicada desde 2009 com roteiro e arte de ONE, e o mangá é um remake publicado digitalmente na Weekly Young Jump, especificamente na Young Jump Web Comics. O remake possui 11 volumes encadernados lançados até o momento, e cativa o leitor graças às diferentes formas que os criadores trabalham a ideia da busca por um inimigo verdadeiramente desafiador para Saitama. Além disso, a arte de Yusuke Murata é uma das mais belas em mangás seinen de ação, com a colaboração de sua equipe de assistentes que aplicam efeitos verdadeiramente cinematográficos para os desenhos, concedendo uma fluidez impressionante, como você pode conferir clicando aqui. Um excelente título para quem busca uma paródia de super-heróis e mangás shounen, com uma leitura despretensiosa e um capricho editorial absurdo.


Arakawa Under The Bridge

Comédia escrita e desenhada por Hikaru Nakamura (autora de Saint Onii-San), completa em 15 volumes e publicada no Japão na revista seinen Young Gangan de 2004 a 2015, Arakawa Under The Bridge é um deleite para fãs do gênero nonsense. O mangá foi trazido ao Brasil pela editora Panini e conta a história da vida de Kou Ichinomiya, herdeiro da grande Ichinomiya Company, que tem como lema “nunca dever nada a ninguém“. Certo dia, um grupo de crianças rouba as calças de Kou e a pendura no alto de uma ponte, onde ele conhece Nino, uma garota loira que acaba salvando a vida de Kou. Como forma de recompensar o favor e sanar a dívida de Kou para com a garota misteriosa (que, é importante dizer, mora debaixo da ponte e diz ter vindo de Vênus), Nino pede para que o rapaz mostre para ela o que é o amor. Com isso, Kou passa a viver debaixo da ponte, onde muitos outros moradores e amigos de Nino também levam suas vidas das formas mais loucas imagináveis. A obra conta com um rol de personagens coadjuvantes brilhantemente bem escritos, todos com suas próprias características e momentos engraçados, e também tece comentários e críticas (não muito sutis, sendo fáceis de identificar) muito pertinentes sobre diversos temas sociais.


Knights of Sidonia

Obra máxima do gênio dos mangás cyberpunk Tsutomu Nihei, Knights of Sidonia é publicado no Brasil pela Editora JBC, e completo em 15 volumes. O mangá (serializado na revista japonesa Afternoon) é um seinen de mechas que narra a história de Nagate Tanikaze, um garoto que cresceu na base subterrânea da nave Sidonia, no ano 3394, após a humanidade fugir do planeta Terra graças aos ataques de uma raça de alienígenas gigantes chamados Gauna. Sidonia é uma das várias naves (com destinos desconhecidos) que fugiram em direção ao espaço, e tem forte influência da cultura japonesa, criando tecnologias e avanços científicos como a reprodução assexuada, clonagem e fotossíntese humana. Nagate, que sempre treinou em simuladores no subterrâneo, sobe à superfície após a morte de seu avô e acaba tornando-se piloto de um Guardião, robôs criados para proteger Sidonia dos ataques de Gaunas, além de desempenharem tarefas braçais como mineração. Knights of Sidonia une a bela arte sombreada de Nihei a diversas ideias de mangás prévios do autor (como Abara, publicado no Brasil pela Panini) e entrega sua obra mais longeva e com melhor desenvolvimento de roteiro e personagens. A vida em Sidonia é narrada com o desenrolar da trama, e diversas subtramas envolvendo até mesmo grandes empresas da nave Sidonia começam a ser criadas com o passar do tempo. O mangá foi adaptado para anime, produzido pela Netflix em 2014, enquanto no Brasil estamos rumando para o lançamento do 8° volume da obra.


Berserk

Mais longeva infinita obra criada por Kentaro Miura, Berserk é um mangá seinen de fantasia medieval já tido por muitos como um verdadeiro clássico dos gibis japoneses. Narra a história de Guts, um ex-mercenário e espadachim amaldiçoado que vaga pelo mundo sem descanso em busca de vingança pelos atos de um antigo rival. O mangá explora diversas facetas humanas, mostrando sempre o melhor e o pior da humanidade, tendo como temas assuntos como isolamento, traição, autopreservação, etc. Berserk é um dos seinens mais populares do Japão, tendo sido publicado em duas revistas diferentes, a Animal House e a Young Animal, ambas mensais; porém, especificamente este mangá possui periodicidade indefinida graças aos constantes hiatos do autor. Apesar disso, a obra possui 38 volumes encadernados, e a arte de Miura é extremamente realística e bem detalhada, sendo cada página um show de exuberância em todos os sentidos. A serialização de Berserk começou em 1989 e no Brasil ele é publicado pela editora Panini em dois formatos, o meio-tanko desde 2005 (que está emparelhado com o Japão), e a nova edição de 2014, revisada e de tankos completos, que encontra-se atualmente em seu 14° volume. O retorno do mangá (que encontra-se em hiato desde setembro de 2016) está previsto para o início de 2017. Berserk também é um dos 60 mangás mais vendidos do Japão.


Vinland Saga

Um mangá sobre vikings, Vinland Saga é a obra máxima de Makoto Yukimura, conhecido por seu mangá de ficção-científica Planetes. Vinland Saga narra a jornada de Thorfinn, um garoto cujo pai foi assassinado por Askeladd, em busca de vingança contra o assassino. Para alcançar seu objetivo e vingar a morte de seu pai desafiando o assassino, Thorfinn une-se ao bando de Askeladd, um grupo famoso de vikings que realizam diversos trabalhos e saqueamentos. Yukimura é um autor antibelicista com ideais que se assemelham muito aos de Osamu Tezuka (conhecido por tecer críticas ao exército e guerras no geral), e apesar disso ficar muito visível em Planetes, o autor toma Vinland Saga como o meio ideal de transmitir sua mensagem à humanidade. Por muito tempo (oito volumes) o mangá serve somente como um prólogo para a verdadeira história que o autor almeja contar, e quando a mensagem fica clara, o roteiro sofre uma reviravolta inesperadamente bela. A calma com que Yukimura desenvolve seus personagens e tece sua trama no desenrolar dos anos é admirável, e apesar de ainda estar em publicação no Japão (com 18 volumes, sendo que o próprio volume 18 será publicado pela Panini em breve, alcançando o Japão), é uma obra que te inspira e desperta uma vontade de ler mais e mais. No Japão, o mangá é publicado mensalmente na revista Afternoon, e vale ressaltar que não existe mangá ou anime algum que retrate a era viking de forma verdadeiramente séria exceto este. Segundo o autor, a obra seria encerrada com 25 volumes, mas pode demorar muito mais visto que ele define a extensão de sua criação conforme o roteiro se desenrola de forma natural. No fim das contas, Vinland Saga é um mangá obrigatório para qualquer coleção.


Vagabond

A vida de Miyamoto Musashi na visão do mangaká Takehiko Inoue é um dos maiores sucessos da Panini atualmente. Após algumas tentativas infrutíferas de outras editoras em dar continuidade à publicação deste mangá tão aclamado no mundo, a multinacional italiana começou a lançar tudo novamente em um novo formato, com nova tradução e acabamento mais luxuoso que o restante de seu catálogo. Vagabond se passa logo após a Batalha de Sekigahara (1600), onde um jovem chamado Takezo e seu amigo Matahachi foram lutar após deixarem sua vila, Miyamoto, buscando fama e glória. Contudo, na Batalha ambos só encontram a derrota, e a partir dali trilham caminhos diferentes em busca de força, numa jornada de autodescobrimento cercada por confrontos e desafios espirituais. O mangá tem maior parte de seu foco na vida de Takezo tornando-se Miyamoto Musashi, grande espadachim e ronin, criador do estilo de luta com duas espadas chamado Niten Ichi Ryu. Takehiko Inoue baseia-se no romance de Eiji Yoshikawa para criar sua própria versão da vida de Musashi, e todas as liberdades criativas que o autor toma com relação ao livro são bem aceitas por não existir um relato totalmente fidedigno da vida do espadachim. O mangá possui 37 volumes encadernados, tendo entrado em hiato no Japão em 2015. A arte de Takehiko Inoue é um dos grandes chamarizes da obra, visto que nela o autor capricha no realismo e cria quadros extremamente bem detalhados. No Brasil, o volume 11 foi lançado em dezembro de 2016.


Slam Dunk

Outra obra de Takehiko Inoue, Slam Dunk é o mangá de esporte mais famoso do mundo, e nono mangá mais vendido do Japão, com mais de 120 milhões de unidades vendidas. Esta história publicada semanalmente na Shounen Jump de 1990 a 1996 e totalizando 31 volumes foi responsável por popularizar o basquete na terra do sol nascente. Takehiko Inoue é um grande fã de basquete (tendo outras duas obras publicadas sobre o esporte, uma ainda em andamento), e através de Slam Dunk ele introduziu o esporte a milhares de leitores, de forma calma e muito fluida, através de bastante comédia. O mangá narra a história de Hanamichi Sakuragi, um delinquente impopular com as garotas (que preferem os garotos que jogam basquete), que conhece Haruko Akagi, irmã do líder do time de basquete do colégio. A garota reconhece o potencial de Sakuragi e o introduz ao time, enquanto ele aceita com o objetivo de impressioná-la, e a partir daí o rapaz começa a conhecer o esporte desde o básico e a desenvolver seu amor pelo basquete. A motivação de Sakuragi é um reflexo do jovem Inoue, que também começou a jogar basquete para tentar impressionar as garotas, e mais tarde desenvolveu um grande amor pelo esporte em si. Graças a resposta dos leitores que passaram a gostar do esporte o autor também organizou o Slam Dunk Scholarship, projeto que dá bolsas de estudo para estudantes japoneses. S.D. já havia sido publicado no Brasil pela editora Conrad há alguns anos, e atualmente a Panini está relançando a obra em um formato mais caprichado e baseado no kanzenban japonês, totalizando 24 volumes e contendo adicionais de qualidade que uma edição luxuosa japonesa proporciona.


Lobo Solitário

Um dos gekigás mais famosos do mundo, a obra de Kazuo Koike e Goseki Kojima é um dos grandes clássicos dos quadrinhos japoneses, tido por muitos como a maior obra quadrinística do Japão, publicado entre 1970 e 1976, totalizando 28 volumes. Lobo Solitário narra a história de Itto Ogami, o carrasco do shogun no Período Edo, que foi desonrado por falsas acusações do clã Yagyu e condenado ao seppuku. Ogami pega seu filho de três anos de idade, Daigoro, após a morte de sua esposa, e com as acusações do clã Yagyu sempre em mente ele toma o caminho de um assassino, viajando com seu filho e arquitetando seu plano de vingança, carregando um estandarte que diz: “Alugo minha espada, alugo meu filho.” Lobo Solitário influenciou grandes autores de quadrinhos e filmes, como Frank Miller, que é um grande fã da obra e foi o responsável por trazer o mangá ao ocidente. A obra foi adaptada em seis filmes, peças de teatro e uma série de TV, muito influente, e Kazuo Koike escreveu algumas sequências para o mangá algum tempo depois do fim. No Brasil, Lobo Solitário já havia sido lançado na íntegra pela Panini, porém agora a obra retorna num acabamento mais luxuoso, com papel offset, orelhas e sempre com uma capa original de Goseki Kojima que a editora teve acesso graças aos kanzenbans. Um clássico absoluto, o mangá é obrigatório para qualquer fã de quadrinhos.


Fullmetal Alchemist

O shounen definitivo de Hiromu Arakawa tido por muitos como um dos melhores mangás de todos os tempos está sendo relançado no Brasil pela editora JBC. Completo em 27 volumes, Fullmetal Alchemist conta a história de Alphonse e Edward Elric, dois irmãos que tentaram ressuscitar a mãe através do uso de alquimia, e falharam. Com o erro, Alphonse perdeu seu corpo e Edward, uma perna. Para restituir a alma do irmão, Edward também sacrificou um braço e prendeu-a dentro de uma armadura. Motivados pela falha, os irmãos dão início à sua jornada em busca da pedra filosofal, um objeto poderoso que permitirá que ambos recuperem seus corpos. A história (que foi publicada mensalmente no Japão) possui um roteiro bem amarrado que não desperdiça nada, planejado desde sempre para ter um início, meio e fim. Hiromu Arakawa também é uma ótima escritora de comédia, e todos seus personagens possuem algum destaque na trama. Fullmetal é uma jornada de superação, emocionando seus leitores com tantos problemas apresentados ao longo da vida dos irmãos, sempre motivados a seguir em frente, e também atiçando a curiosidade de todos graças a alguns mistérios apresentados logo no início da aventura. O mangá está entre os 25 mais vendidos do Japão, totalizando cerca de 65 milhões de cópias vendidas, e já havia sido publicado no Brasil em formato meio-tanko. A publicação atual da JBC é em um acabamento mais caprichado, com papel offset e cor especial prateada nas capas, além da tradução e adaptação revisadas e o lançamento no formato original, totalizando 27 tankos. O volume 5 foi lançado recentemente no Brasil.


Com isso encerramos nossa lista de 15 mangás recomendados para se colecionar atualmente! A variedade de gêneros e lançamentos mensais pelas diversas editoras do país é muito grande, tornando impossível sugerir todos os títulos existentes. Muitos outros mereciam ser indicados e comentados em detalhes, contudo, esta matéria ficaria ainda mais extensa! Quem sabe numa segunda parte?

Está acompanhando algum dos mangás sugeridos? Acha que faltou algo? Alguma sugestão? Comente abaixo!

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Tela Quente

Crítica | Moana: Um Mar de Aventuras

Moana: Um Mar de Aventuras parece querer repetir a fórmula de Frozen: Uma Aventura Congelante em alguns aspectos. O musical conduzido brilhantemente pelos mestres John Musker e Ron Clements traz uma história produzida durante cinco anos, que parece uma animação esquecível e parecida com as outras, mas que necessitou de um trabalho impressionante para ser realizada.

A experiência de assistir o filme na première da Comic Con Experience foi sem igual. O público fervendo dentro do auditório, os diretores apresentando o longa, para depois fazerem uma palestra mostrando toda a produção é uma experiência única, agradável e viciante. Musker e Clements apresentaram seus incontáveis storyboards, seus concept arts e suas pesquisas, que fizeram parte da criação de Moana. A apresentação deixou Moana muito mais enriquecida culturalmente aos olhos dos nerds.

moana

Moana é moldada por uma história de aventura clichê. Quando sua ilha para de prover recursos ao seu povo, Moana descobre que foi a escolhida pelos mares para devolver uma relíquia de extrema importância à uma deusa. Com isso, ela deve se juntar ao semideus Maui para concluir a missão, e salvar o seu povo. Maui é um dos personagens mais estilizados na animação, com um tom infantil, apelando para a ação e a comédia muita das vezes. Já Moana é uma protagonista comum como em várias outras animações infantis, que passa por uma jornada para conhecer a si própria, e se transformar na grande heroína.

Porém, em relação a design criativo e produção, a técnica do filme é impecável. As lendas e a história foram baseadas em um povo na região do Pacífico, que acreditam em deuses e semideuses, além de serem os criadores de algumas das lendas. A película está perfeita, muito colorida e vívida. Os personagens condizem com aquele ambiente mais paradisíaco. Em comparação a Frozen, Moana tem uma boa  composição de músicas, mas nenhuma fica viva na mente, sequer é memorável, diferente de Frozen, que conquistou a estatueta do Oscar devido a esse elemento.

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Para muitos, Moana: Um Mar de Aventuras pode ser uma simples animação, leve e com personagens secundários funcionais e engraçados. Mas lá no fundo é perceptível que ela traz muito coração e verdade para as telas. Demonstrando a genialidade de John Musker e Ron Clements.

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Cultura Japonesa Mangá Pagode Japonês

E o prêmio de melhor editora de mangás vai para…?

Já dizia o famoso bordão entre aqueles que frequentam a roda de pagode nipônica, “japonês é um povo estranho”; porém o brasileiro também tem as suas peculiaridades. Uma das coisas que mais me impressiona é que gostamos de fazer “TOPs de final de ano“. O que é bem comum, afinal vemos o fim do ano como o término de um ciclo em que tentamos avaliar o que houve de bom e ruim ao decorrer do tempo, e isso é ainda mais forte dentro de uma comunidade tão exigente quanto a “otakada brasileira”, que gosta de avaliar papel, de escolher um lado para dizer “nós somos os melhores”, entre outros clichés da competitividade e do maniqueísmo que está em nossa volta no dia a dia.

Mas então o que falar das nossas amadas editoras, que tanto se esforçam para agradar um público tão meticuloso e cheio de manias, mas que possui uma grande paixão por ler coisas que são escritas da direita para esquerda? sem política por favor

NewPOPnewpoplogoNewPOP, a editora de Junior Fonseca, há algum tempo sofre de algo que poderia ser chamado de “complexo de Narciso” (do mito grego): é uma editora que tem um grande zelo pela estética de suas publicações, mas que peca muito nos detalhes, principalmente nas revisões dos textos de suas publicações e isso nunca é deixado barato pelos leitores. Este ano a editora trouxe um grande leque de obras do Osamu Tezuka, que nunca será mal visto pelo público (afinal Tezuka tem mais clássicos que a Marvel, segundo pesquisas de opinião) e eles publicam várias obras do renomado autor já há algum tempo, e é importante dar valor a isso, visto que ele é simplesmente o Deus dos Mangás.

Além disso, eles tem apostado no mercado de light novels que é bastante ignorado pelas outras editoras, e que também deveria ser valorizado, e as tais light novels (com análise feita por aqui), como Log Horizon, Fate/Zero e continuações de No Game No Life foram bastante elogiadas no decorrer do ano, com publicações recorrentes. A NewPOP trouxe um dos mangás mais polêmicos do ano publicados por aqui, que foi “Helter Skelter“, com resenha já publicada na área do Pagode da Torre.

Podemos dizer que a NewPOP investiu na diversidade. Publicando novels, graphics novels, gêneros de mangás menos consumidos como yaoi, mais Tezukão (torço que para que tragam Black Jack) e conseguiu manter uma regularidade bem modesta de duas publicações mensalmente. Merece seu destaque, tentando superar um momento tão difícil do país.

JBC (ou como chamo, Jei Bi Ci)jbcA editora que tem no seus expoentes as estrelas do bacanudo editor Cassius Medauar e o maníaco por “Os Cavaleiros do Zodíaco” (leia com a voz do narrador da chamada do desenho) Marcelo Del Greco teve um ano digno de tudo que foi 2016. A JBC não teve medo de dar a cara a tapa: ela arriscou novos formatos esse ano, materiais novos, com preço mais altos e pouco comuns ao público que estava acostumado a gastar valores menores para ler e que sempre ficará reclamando dos preços (que se são justos ou não, não cabe a mim julgar). Entre estes novos formatos está o adotado para a publicação de Blame! (com análise feita pelo Pagode), Ghost in the Shell e o Kanzenban de Os Cavaleiros do Zodíaco em capa dura, além do artbook deThe Lost Canvas. A editora também trouxe títulos diferenciados e tem um contato com o público de muito mais fácil acesso (quando não ignora as perguntas nas redes sociais)  do que as concorrentes. Contudo, a editora também leva algumas críticas, principalmente quanto a questão de transparência do papel em publicações, como em “Orange“, e a tal “cor especial” das capas de Fullmetal Alchemist, que deu alguma dor de cabeça aos leitores quando começou a descascar.

O Formato “BIG” que a JBC propôs trouxe obras que há muito haviam caído no limbo por outras editoras. Foi um formato que dividiu opiniões, mas que merece o seu destaque (principalmente se você tiver paciência de esperar as promoções em sites) e que conseguiu trazer obras que agradam gregos e troianos, principalmente do gênero “sci-fi“. Mas o maior destaque ao meu ver é conseguir tornar um hábito trazer mangakás, como por exemplo a vinda de Tsutomu Nihei à CCXP, que com certeza não é uma tarefa fácil, mas que a editora tem conseguido cumprir esse plus com primor nos últimos anos.

Paniniplanet mangáA multinacional italiana, que tem no Brasil o selo Planet Mangás e que possui em suas figuras editoriais a persona da simpática Beth Kodama e do discreto Bruno Zago, teve um ano em que conseguiu trazer muitos clássicos de volta às bancas e conseguiu realmente fazer uma avalanche de publicações ao longo do ano.

Os formatos que a editora adotou, principalmente para as obras Vagabond, One-Punch Man e Ajin, vem sendo aproveitado nos demais lançamentos, especialmente agora no final do ano com os clássicos Slam Dunk e Lobo Solitário, mesmo que estes últimos tenham tido alguns problemas de gráfica que deixaram muita gente com um pé atrás. É fato que a Panini conseguiu juntar qualidade com um preço bem competitivo e de fácil acesso em comparação às outras editoras que trabalham por aqui, mas ainda tem as suas falhas, principalmente com alguns erros de lote, de volumes de mangás que descolam na primeira folheada, entre outros. Apesar disso, também é fato que editora tem tentado resolver tais problemas de produção, ouvindo por exemplo as críticas a “Naruto Gold” que também sofreu dos mesmos problemas.

Talvez por ser uma multinacional com teoricamente muito mais recursos que as suas concorrentes, deveria ser menos difícil tentar trazer mangakás para eventos, tais como a CCXP ou Anime Friends, mas isso é algo que ainda não tem ocorrido por parte da editora, que visa o lançamento de blockbusters. Pode ser por burocracia ou talvez falta de vontade mesmo, já que a editora também tem a sua divisão de comics, e a Panini em grande parte terceiriza a sua mão de obra por aqui, e isso cria uma ponte burocrática mais complicada para buscar essas visitas. Enfim, é uma observação que pode tirar pontos da editora, que com certeza conseguiu o seu destaque este ano, principalmente por ter publicado muito material novo e possibilitado a volta de grandes clássicos.

Mas e a resposta para a pergunta do título?

Creio que a resposta seja NÓS, consumidores, leitores que ganham o maior prêmio com isso, visto que muitos que consomem estes produtos (como no meu caso) vem de uma época em que tudo era incerto, cancelamentos eram feitos sem explicação e em que era necessário encarar um meio-tanko que mais parecia ter sido feito de papel pra secar mão de rodoviária, entre outras complicações do mercado de alguns anos atrás.

masaka
“Mas eu queria ver treta!” Vai ficar querendo…

Está perfeito? Lógico que não está, mas é fato que melhorou bastante. Como dito pelos visitantes japoneses à CCXP, “o mercado brasileiro de mangás está em expansão e já se assemelha ao mercado francês (muito maior) de algum tempo no passado.

E o que esperar do futuro? Bom, sabemos que também em 2017 a DarkSide Books irá entrar nessa briga, tendo anunciado mangás do insano Junji Ito, com um formato que deve ser diferente de tudo que já vimos por aqui. A JBC ainda tem uma carta na manga chamada Akira, e a Panini tem também os seus trunfos, como o mangá do descolado Sakamoto, o retorno de Dr. Slump, entre outros. Já a NewPOP no seu ritmo também vai levando os seus trabalhos e ganhando uma certa assiduidade quanto as publicações, e já anunciou relançamento de alguns itens de seu catálogo, como o clássico Speed Racer. Vale também lembrar que durante o ano a Astral Comics marcou presença nas bancas quase mensalmente, publicando diversos hentais e até mesmo alguns mangás franceses. Ah, eu ia esquecendo a Arrow Ray e a Nova Sampa, mas o que falar dessas duas?



Enfim, que venha 2017 e com isso vários bons mangás, e por mais um ano toda a otakada brasileira sonhará com a vinda de Jojo ou Hokuto no Ken. Até a próxima e um feliz ano novo a todos!

Agradecimentos à galera do “AMA“, “Mangás Brasil“, “O mercado de mangás que deu certo” e do ”Os Consumidores do Mercado de Mangás que Deu Certo“, pela ajuda com a ideia e pelas críticas apontadas.

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Música Vitrola

Playlist | 25 músicas para deixar seu Natal mais Rock ‘N’ Roll

É noite de Natal e aquela sua tia coloca o clássico da Simone para tocar. O “Então é Natal…” chega doer nos ouvidos como aquela famosa piadinha do “É pavê ou pra comer?” Mas para você amante do Rock ‘N’ Roll que quer ouvir uns riffs de guitarras enquanto come uma coxa de peru esperando o velho Noel, nós vamos te ajudar a montar seu set list para barbarizar no natal.

Pearl Jam – Don’t Believe in Christmas 

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Alice Cooper – Santa Claus is Coming To Town

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Skid Row – Jingle Bells (feat. Johnny Solinger nos vocais)

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Firehouse – Rockin’ Around the Christmas Tree

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AC/DC – Mistress for Christmas

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Sex Pistols – Jingle Bells

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My Chemical Romance – All I Want For Christmas Is You

https://www.youtube.com/watch?v=u8rjrPIGZ5U

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Garotos Podres – Papai Noel Velho Batuta

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Rod Halford (Judas Priest) – Oh Holy Night

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Red Hot Chili Peppers –  Deck The Halls

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The Killers – Don’t Shoot Me Santa

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King Diamond – No Presents For Christmas

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Twisted Sister – Heavy Metal Christmas

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Paul DiAnno – Another Rock’n’Roll Christmas

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Weezer – We Wish You A Merry Christmas

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RUN-DMC: Christmas In Hollis (Ok não é Rock, mas é legal)

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Raimundos – Infeliz Natal

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Guns N’ Roses – White Christmas

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Bad Religion – O Come, O Come Emmanuel

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Blink-182 – Won’t Be Home For Christmas

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Green Day – Xmas Time Of The Year

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Ramones – Merry Christmas (I Don’t Want To Fight Tonight)

https://www.youtube.com/watch?v=4Y5GtaTrPHM

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Lemmy Kilmister (Motorhead): Run Rudolph Run

https://www.youtube.com/watch?v=_w1gZp6Vojw

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Queen – Thank God It’s Christmas

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B.B. King- Merry Christmas Baby

https://www.youtube.com/watch?v=gDV0Y6UK0zs

 

Aqui está as músicas que poderão salvar a sua noite de Natal. Achou que ficou alguma fora da lista? Fale com a gente!

 

Feliz Natal!

 

 

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Blame! | Um novo marco de qualidade dos mangás no Brasil

Durante a Comic Con Experience 2016 a Editora JBC caprichou nas novidades com diversos lançamentos de qualidade. The Ghost in the Shell, Nijigahara Holograph, o Kanzenban de Cavaleiros do Zodíaco e o Artbook de Lost Canvas eram algumas das publicações disponíveis no estande da editora. Além disso, Blame! de Tsutomu Nihei (autor de Knights of Sidonia, presente na convenção) também foi lançado no evento, com uma qualidade gráfica de ponta, surpreendendo a todos pelo custo-benefício da obra. Confira abaixo todos os detalhes técnicos do mangá!

Tsutomu Nihei é um autor conhecido por suas obras cyberpunk de ficção-científica. Blame! foi sua primeira obra serializada, publicada originalmente na revista japonesa Afternoon entre 1998 e 2003, totalizando 10 volumes. O mangá narra a história de Killy à procura de um humano com genes compatíveis para salvar a humanidade, e foi adaptado em 6 episódios ONA (original net animation) em 2003, além de ter um filme produzido pela Netflix anunciado para 2017. Pelo segundo ano consecutivo, a Editora JBC, que também publica Knights of Sidonia, trouxe um mangaká ao Brasil, e também lançou Blame! como uma publicação bimestral, estabelecendo um novo parâmetro de comparação de qualidade gráfica dos mangás brasileiros, custando apenas R$23,90.

Mangá com sua sobrecapa. O adesivo era um brinde da CCXP 2016.
Mangá com sua sobrecapa. O adesivo foi um brinde da CCXP 2016 e não acompanha o produto.

Cada uma das 10 edições terá sobrecapa (não sobrecapa-pôster, como as de eventos da JBC) e uma média de 210 páginas, sem páginas coloridas. A publicação de mangás com sobrecapa no Brasil, algo similar ao modelo japonês de publicação, onde todos possuem sobrecapa, era tida como inviável até alguns anos atrás. O gasto que a sobrecapa iria impor ao produto tornaria o mangá muito custoso. Contudo, Blame! começou surpreendendo com o anúncio de que a coleção inteira será publicada neste formato, muito similar ao modo japonês, por um preço acessível. The Ghost in the Shell também foi lançado com sobrecapa no evento, contendo duas cores especiais e acompanhada do formato maior da obra (17 x 24 cm) e suas 352 páginas com mais de 60 páginas coloridas.

Sobrecapa aberta, extremamente similar à japonesa.
Sobrecapa aberta, extremamente similar à japonesa.
Ao remover a sobrecapa é possível visualizar a capa completa da obra.
Ao remover a sobrecapa é possível visualizar a capa completa da obra.

Ainda nas especificações técnicas, Blame! é lançado em Papel Lux Cream, o papel utilizado pela editora em suas edições de luxo. Utilizado em outras publicações mais caprichadas como O Cão que Guarda as Estrelas, O Outro Cão que Guarda as Estrelas e Death Note Black Edition, o Lux Cream é um papel tido como um “Offset melhorado“, com um tom mais amarelado ou acinzentado, cansando menos a vista do leitor. Além disso, a espessura do papel Lux Cream utilizado pela JBC em Blame! e nas obras de Takashi Murakami torna inexistente qualquer tipo de transparência, ponto de reclamação recorrente dos mangás em papel jornal e offset.

Páginas de Blame!
Páginas de Blame!
Primeira e última (a clássica página de PARE!) páginas do mangá.
Primeira e última (a clássica página de PARE!) páginas do mangá.

A obra exige atenção do leitor. Nihei é um autor conhecido por sua arte sombreada, e a narrativa de Blame! é caracterizada pelo uso de poucas palavras, dependendo muito da compreensão total dos desenhos do mestre mangaká, diferente de Knights of Sidonia, que apesar de ainda basear-se muito no jogo de sombras do autor, possui diálogos explicativos e descritivos constantes, facilitando a leitura da obra. Ambos os mangás são excelentes pedidas para fãs de ficção-científica, obras cyberpunk e admiradores do gênero seinen. Foi traduzido pelo excelente Denis Kei Kimura e conta com a produção editorial de toda a ótima equipe JBC.

Blame! foi o 15° lançamento da JBC de 2016. Recapitulando suas especificações técnicas, a série é completa em 10 volumes, será de publicação bimestral contendo uma média de 210 páginas em papel Lux Cream e sobrecapa em todas as edições pelo valor de R$23,90.

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