A revelação de Dragon Ball FighterZ durante a E3 2017 com certeza foi um dos melhores momentos da feira. Os fãs da franquia Dragon Ball, e de jogos de luta no geral, ficaram eufóricos com o anuncio, pois aquele poderia ser o jogo de Dragon Ball que todos sonhávamos. Será que ele correspondeu as expectativas?
Desenvolvido pela Arc System Works, responsáveis pelas séries Guilty Gear e BlazBlue, Dragon Ball FighterZ traz consigo uma mistura de 2D com 3D que funciona perfeitamente bem, os gráficos do jogo são excepcionais, dando a impressão de que o jogador está de fato jogando um anime.
MODO HISTÓRIA
Campanha em jogos de luta normalmente não possuem um enredo fantástico, e com FighterZ infelizmente não foi diferente. Além de ter uma história simples e fraca, os inimigos não são tão desafiadores. O jogador pode estar com 10 levels abaixo dos seus adversários, e mesmo assim irá ganhar com uma certa facilidade.
O Modo História é divido em três arcos, cada um com seu protagonista, que se interligam entre si. Ele é original do jogo e possui muitas referências ao anime/mangá. Talvez se seguissem a história original escrita por Akira Toriyama poderiam ter um êxito maior.
O jogo possui diversas telas de carregamentos que são bem desnecessárias. Elas acontecem até mesmo durante as cutscenes, o que não faz muito sentido, pois é a maioria delas não possuem grandes cinemáticas. Mas não é nada que futuros updates não possam resolver.
A falta da dublagem brasileira no jogo realmente é uma pena. Imagina que felicidade seria se o game tivesse as vozes de Wendel Bezerra e companhia. Não chega a estragar a experiência, mas realmente é uma pena. As legendas possuem algumas adaptações que nós brasileiros utilizamos no dia-a-dia.
A provável Waifu dos jogadores: Android 21.
MODO ARCADE
O Modo Arcade, já comum em jogos do tipo, é de longe é a melhor parte do jogo. Os jogadores realmente são desafiados, diferentemente do modo história.
É provavelmente o modo de jogo que os jogadores irão mais usufruir.
COMANDOS
Apesar de serem simples, os jogadores casuais irão sentir um pouco de dificuldade para pegar a manha dos comandos do jogo, e podem precisar treinar um pouco. Os Golpes Especiais, como Kamehameha ou Explosão Meteoro, nem sempre funcionam de primeira. Os mais veteranos deverão tirar de letra.
Dragon Ball FighterZ está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.
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(L-R) Thomas (Dylan O’Brien), Newt (Thomas Brodie-Sangster), Cranks leader Jorge (Giancarlo Esposito), Frypan (Dexter Darden) and Brenda (Rosa Salazar).
Photo credit: Courtesy Twentieth Century Fox
Distopia adolescente foi um subgênero que explodiu com Jogos Vorazes e acabou perdendo sua força com o fraquíssimo Divergente. No meio dessas duas franquias, reside Maze Runner. Não tão popular quanto KatnessEverdeen e nem tão medíocre quanto BeatricePrior. Thomas está ali em uma franquia permeada por erros bobos, mas com a direção extremamente eficiente de Wes Ball. Entretanto em A Cura Mortal, enquanto os problemas de estrutura são cada vez mais visíveis, a direção se demonstra cada vez mais dinâmica.
Ball é um mestre nas cenas de ação. Há uma cena de perseguição no deserto e o diretor demonstra criatividade ao usar a câmera. A ação é acelerada, mas não é confusa. Ele faz questão de deixar tudo o mais claro possível para o espectador. É impossível se distrair, são cenas de tirar o fôlego. Além disso, ele retorna a fazer boas cenas de suspense, com jumpscares é claro. E ele sabe utilizar esse recurso muito bem. Infelizmente, ele não é tão bom em conclusão. Algumas tomadas deveriam ser um pouco mais longas para criar um impacto maior.
A construção de mundo não é inovadora, mas é incrível. A cidade construída pela CRUEL – se permitem a comparação – compartilha semelhanças com a LosAngeles de Blade Runner. É extremamente satisfatório ver um visual tão futurista em meio a desgraça alheia. Efeitos especiais também estão ótimos aqui. Outro aspecto técnico a se destacar em A Cura Mortal é a trilha sonora composta por John Paesano. Ela é memorável e se mistura organicamente a todas as cenas. Seja para aumentar a adrenalina ou a dramaticidade.
O elenco apresenta um bom desempenho mais uma vez. DylanO’Brien entrega um Thomas mais maduro e a KayaScodelario traz uma Teresa mais interessante. Se olharmos para os filmes anteriores, veremos que houve uma jornada para desenvolver os personagens. Quem rouba a cena mesmo é ThomasSangster como Newt. Outro personagem extremamente carismático. O humor também está muito bem balanceado no filme. Em momentos dramáticos, os jovens mostram a que vieram. Se você é um fã da distopia, então prepare os lencinhos.
Entretanto, assim como os anteriores, o novo Maze Runner apresenta erros. Erros ainda mais bobos os quais poderiam ser evitados. Em determinada cena, um protagonista invade um local disfarçado, no meio da operação, ele acaba com o disfarce. Isso, antes dele ser descoberto. Além disso, temos alguns plot-twists sem sentido. O filme é um pouco arrastado e se estende um pouco mais do que deveria na conclusão. Se ele tivesse 10 minutos a menos e tivesse terminado em determinada cena, causaria um impacto muito maior no espectador.
Mesmo com seus erros de principiante, Maze Runner: A Cura Mortal é um fim extremamente satisfatório e infelizmente tardio para a franquia. Vá saber se o futuro ainda nos reserva mais uma distopia adolescente no cinema. Caso não, então essa foi uma boa forma de enterrar esse subgênero.
Magos, cavaleiros, feudos e poderes malignos desconhecidos. Esse é o tipo de coisa que você encontra em qualquer tipo de mídia, não importa a sua origem. Então hoje provamos que não só os japoneses, mas como todo o mundo é um povo estranho.
Tudo começou quando um jogador de D&D fez amizade com um fã de Sonic. Após diversas carícias e noites de amor, eles deram à luz um menino chamado Grancrest Senki. Vivendo uma adolescência conturbada, o garoto foge de casa, mas leva consigo o lema de sua mãe. Um dia, ele é parado na rua por executivos extremamente suspeitos de um estúdio de animação (e fast-food) chamado A-1 Pictures. Vendo ali uma chance de garantir seu sustento, o garoto Grancrest aceita a proposta que lhe é oferecida.
O nome desse executivo? Ninguém menos que Albert Einstein.
Brincadeiras e surrealismo a parte, algo em torno de dez porcento do parágrafo anterior é, de fato, realidade. Você talvez conheça Lodoss-tou Senki (ou “Record of the Lodoss War“, em inglês), um OVA que foi produzido no início dos anos 90, e que foi o estopim para a explosão do sub-gênero de fantasia nas obras japonesas. Lodoss-tou Senki é o transcrito de uma campanha de RPG de mesa mestrada por Ryou Mizuno, o homem que viria a ser o criador do sistema 2d6, uma adaptação do clássico D&D para dados mais modestos.
Mas o que isso tudo tem com o anime que vamos falar hoje? Bem, Grancrest Senki é, de certa forma, o sucessor de Lodoss-tou Senki. Escrito pelo mesmo autor e com as circunstâncias semelhantes, uma Light Novel se cria e após ser adaptada em mangá, vira também um anime. Anime este que vamos falar hoje. Entendeu a volta que demos?
Com uma temática superficialmente genérica (assim como todas as obras de fantasia medieval), percebemos que o mundo que estamos por explorar é rico e amplamente detalhado por várias e várias horas de atenção dada por seu criador. Não que isso seja aproveitado, mas comentarei mais sobre, depois. Primeiro a gente fala de como é genérico, já que chamar as coisas de ‘genéricas’ dá ibope.
mcq chamam o meu anime de genérico
Eu normalmente não dou sinopses em minhas análises e resenhas pois é algo trivial, que pode ser facilmente encontrado internet afora, e que não acrescenta nada, além de tamanho, para meu post. Mas vejam só como a sinopse – levemente alterada – do show em questão pode ser encaixada em diversos outros:
“Num mundo fantástico e de temática medieval, um grande mal de origem desconhecida paira pelos quatro cantos do continente. Um grupo de pessoas, agraciadas com um poder especial, são os únicos capazes de combater os misteriosos inimigos que espalham o caos. Com o passar das décadas, os homens começam a brigar entre si, buscando obter esse poder. Não para combater o mal, mas para seus próprios objetivos egoístas. Protagonista A é um(a) talentoso(a) que busca um(a) companheiro(a) de aventuras que tenha uma missão nobre para que juntos, possam mudar o mundo que, além de devastado pelo mal, sofre com a ganância dos homens. Protagonista A encontra Protagonista B e juntos, vivem incríveis aventuras.”
Agora que falamos da parte genérica, podemos tentar falar sobre o ricamente trabalhado universo da séri-
Já o próximo tópico é sobre os personag-
Falemos também sobre a política que envolv-
Essa é a experiência de assistir Grancast Senki. Lembra do lema da mãe do garoto, que era fã de Sonic? Isso mesmo, o lema é “Gotta go Fast“. Tudo acontece num ritmo tão frenético que mal temos tempo de parar para respirar. Eu honestamente, sem meme, acredito que todo o conteúdo mostrado nesses três primeiros episódios poderiam preencher uma temporada inteira, e ainda estaríamos correndo um pouco. É sério, o negócio corre.
Gravação ao vivo dos bastidores do show
Há tantos acontecimentos, personagens, explicações de mundo e implicações políticas rolando, e tão pouco tempo para eles, que é muito fácil de se perder. Acabamos por ter diversas coisas na mesa, mas todas com pouco ou nenhum aprofundamento. Tudo é raso, tudo é superficial. O negócio chega ao absurdo de termos uma personagem que simplesmente surge, do nada, no episódio três, e está lá, junto com os protagonistas, fazendo coisas e tomando parte na ação. E que eu não faço a menor ideia de quem seja, nem mesmo o seu nome eu sei! Fica subentendido que todo o seu arco aconteceu por debaixo dos panos, e que devemos simplesmente aceitar aquilo como realidade.
A animação também não é lá essas coisas, falando em bom português. Cortesia da A-1 Pictures (Sword Art Online, Ao no Exorcist, Magi), que nunca foi conhecida por seus trabalhos de qualidade gráfica elevada. A maioria absoluta dos cortes são feios. Sério, feios mesmo. Temos eventuais bons cortes, mas que de nada ajudam com o resto, e pouco agregam a experiência como um todo. É de uma mediocridade sem igual.
O incrível, porém, é que mesmo rushado e visualmente feio, o anime ainda consegue ser prazeroso de se ver. Os seus personagens são interessantes (com um design único e que retrata bem suas personalidades) e todos são LEGAIS PRA CARAMBA, o tempo inteiro. Até mesmo o protagonista, que está mais para uma porta do que um lorde, tem seus momentos e consegue estampar um sorriso no teu rosto de vez em quando. Você não entende absolutamente nada do cenário mais amplo da trama, e quais consequências aquelas ações terão, mas as ações em si são divertidas, mesmo fora de contexto, por causa de seus atores.
No final do dia, a gente xinga, maltrata e esperneia, mas se diverte e dá gostosas risadas com a companhia de Grancrest Senki. É uma merda, mas é bem legal, eu gosto até. Pra esse conturbado início, creio que 6/10 é uma nota interessante. O show não é ruim. O show não é bom. A experiência de assisti-lo é simplesmente… Intrigante. Vale a pena arriscar, eu diria.
O anime pode ser assistido legalmente no site de streaming Crunchyroll.
Ao lado de músicas Indies, as melodias geradas a partir de um computador foi algo que sempre me agradou e fez parte das minhas playlists. De tanto escutar esse estilo e me aprofundar mais no assunto, a música eletrônica acabou virando o meu gênero favorito, deixando o Indie em segundo plano. Então, como um bom amente dessas eufonias, irei te indicar 10 Djs desconhecidos que merecem a sua total atenção e quem sabe, possam se juntar no seu aplicativo de música, no qual merecem o seu ”play” antes de você for fazer qualquer atividade.
De preferencia, é preciso que vocêsaiba que a música eletrônica é dividida em vários gêneros e subgêneros, como por exemplo o House, que tem como objetivo fazer o seu ouvinte dançar; o Future Bass, que aparece apenas em músicas mais tranquilas e seria um refrão futurista agitado e triste; o Tropical AF, que como o próprio nome diz, remete a uma paisagem tropical e dentre outros. Portanto, além de indicar os artistas, terá uma pequena nota dizendo qual o gênero que cada um produz. Então, coloque o seu fone de ouvido no último volume, e curta ao máximo essa lista.
10-Flume
Gênero:Não possui, a maioria das suas composições seguem uma linha de raciocínio mais independente, tendo em mãos, um artista que produz partituras de diferentes estilos, mesmo se ”dedicando” mais ao Tropical AF.
Começando pelo mais famoso dessa pauta e o rosto que ilustra a capa dessa coluna, Flume é um nome bem conhecido no ramo, mas claro, para aqueles que estão familiarizados apenas com Skrillex, Martin Garrix, Calvin Harris e outros renomados, sentirá uma pequena estranheza ao ouvir o nome artístico do rapaz. O australiano já realizou diversas parcerias com renomados artistas , como por exemplo: Tove Lo, Lorde, Disclosure, Chet Faker e dentre outros. Em 2017, Harley Edward Streten (seu nome verdadeiro) ganhou o Grammy por melhor álbum, o Skin.
Posto que, Never Be Like You é considerado o seu som mais conhecido, Insane é a sua deixa para começar a acompanhar o artista, no qual ele utiliza elementos dos anos 80 com um toque moderno para dar vida ao cântico.
Ouça logo abaixo:
9-San Holo
Gênero: Future Bass com toques de House.
Sander van Dijck, também conhecido como San Holo, ficou popular após fazer um remix da música The Next Episode, de Dr. Dre. Com isso, o DJ chamou a atenção de grandes empresas, como a VEVO e Heroic Recordings, lançando em 2013, o seu primeiro EP,Cosmos, que na época, ficou entre os 100 artistas mais escutados do iTunes. Atualmente, o artista tem tocando em várias festivais, deixando a sua marca nessa esfera tão vasta.
O artista vem fechando várias parcerias com diversos famosos, e atualmente, o seu último lançamento foi o EP, The Trip e a música One Thing, que você pode conferir logo abaixo:
8-Porter Robinson
Gênero: Progressive House, Future Bass e Synthpop.
Amante da cultura japonesa, Porter Robinson começou a produzir sonâncias eletrônicas a partir dos seus 12 anos de idade, no qual usava o ACID Pro para caracterizar as suas canções. Atualmente, o artista vem fazendo a sua trajetória a partir de músicas com vocal chops melancólicos e com ritmos alegres e contagiantes, como é o caso da canção Shelter produzida em parceria com o músico Madeon.
Sad Robot faz parte da sua nova ”identidade” musical, mas, não se deixe enganar, ela ainda produz os seus famosos traços citados logo acima e como o mesmo já declarou, o objetivo dele não é fazer composições com gêneros, mas sim, gerar sons bonitos e marcantes.
7-Fakear
Gêneros: Vocal Chops e Tripical AF.
O DJ francês Théo Le Vigoureuxnão possui muitas informações a respeito de sua vida na Internet, porém, com o nome de Fakear, o músico começou a sua carreira em 2013 e segue até hoje, fazendo shows mais privados para rádios e emissoras de televisões.
Give Me A Sign está longe de ser o hit mais famoso do artista, mas é o mais recente e conta com uma letra doce acompanhada da voz calma e fina da Dana Williams.
6-ILIVEHRE.
Gênero: House e Future Bass.
As informações presentes sobre ILIVEHRE na internet são quase nulas. O mais relevante que se tem ao seu respeito, é que ele e San Holo são grandes amigos e que um vive remixando a música do outro.
Coming Home é a sua melodia de maior sucesso, que quando a ouvi pela primeira vez, fiquei em um relacionamento muito sério com o replay e aposto que você também ficará.
5-Møme
Gênero: House.
Mais um francês na nossa lista! Jérémy Souillart, começou a sua carreira em 2015 e já conta com vários hits de sucesso, como é o caso de Aloha e Gravitation, gravado em parceria com o artista Isaac Delusion.
O seu sucesso mais recente é o single Playground, que lembra uma versão mais estilizada da trilha sonora do excelente Interestellar, composta por Hans Zimmer.
4-DROELOE
Gênero: Future Bass, Tropical AF, Industrial e Techno.
A dupla californiana e também amigos de San Holo, é composto pelos artistas Hein Hamers, Vincent Rooijerse seu hit de maior sucesso é Lines of the Broken, composta em parceria com Dijck.
Porém, como o objetivo dessa coluna é apresentar músicas solos de cada DJ, Lilypads é o som ideal que você deve começar a acompanhar deles, onde é remetido uma paisagem mais lúcida, lembrando até mesmo, a trilha sonora de um sonho.
3-Faux Tales
Gênero: House, Future Bass e Tropical AF.
Natural da Suíça, Faux Tales se consolidou gravando múscas ”a la” cinematografias, mas, quando chega em seu refrão, o músico faz uma bela composição misturando meios eletrônicos com algo mais natural e simplório.
Abaixo, você pode escutar Beacon, uma trilha sonora com toques nórdicos que me chamou a atenção e me fez escutar várias outras composições do DJ.
2-Madeon
Gênero: Synthpop, House e Nu-disco.
Madeon é um DJ e produtorfrancês de apenas 24 anos, e ganhou um destaque maior após o hit Pop Culture, no qual misturava várias músicas pops em um único som. Após isso, ele lançou o seu primeiro EP em 2012 intitulado The City, ganhando um enorme destaque no ramo.
Com traços de uma música de vídeo game dos anos 80, ouça Brings, um som totalmente autoral do artista lançado em 2015.
1-Petit Biscuit
Gênero: Tropical AF e House.
Apesar de não ser o meu DJ favorito, o francês de apenas 18 anos de idade chamado Petit Biscuit, me conquistou através de suas músicas simples e tocantes, que com certeza se você estiver em um dia não muito bom, não será complicado arrancar algumas lágrimas de você.
Apesar de ser mais acústico do que eletrônica, o conheci através do single Sunset Lover, que transmite uma ambientação de paz e tranquilidade ao seu ouvinte.
É meu caro leitor, eu sentia uma vontade imensa de fazer essa coluna com o objetivo de te fazer conhecer músicas que eu tanto amo e gosto, e no final, aposto que você não se arrependeu e que com certeza, adicionou pelo menos metade dessa lista em sua playlist do cotidiano (ou não).
Espero que tenha gostado, até a próxima e nunca ouça a música, mas sinta-a com o seu coração. <3
Hoje foi lançada a trigésima nona edição de Batman. A continuação do arco Superfriends trouxe uma história entre Batman e Mulher-Maravilha. Na trama, O Cavaleiro das Trevas e a Princesa Amazona passam 10 anos lutando contra monstros. O local da luta é uma dimensão onde o tempo não funciona normalmente. 3 horas aqui, são 10 anos lá. Até aí tudo bem, certo? Entretanto, o final da edição está causando polêmica entre os leitores. Bruce e Diana estão dentro de uma caverna e ela diz que ele não parece tão ruim sem as orelhas de morcego. O último quadro mostra os dois personagens prestes a se beijarem.
Será que os pombinhos irão se beijar?
Se você acessa a Internet e é um fã da DC, sabe o quão comum é se deparar com fan-arts de Batman e Mulher-Maravilha como um casal. As pessoas apoiam os dois como casal, pois cresceram com a Liga da Justiça do Bruce Timm. Nessa série animada, a Princesa Amazona flerta com o Cavaleiro das Trevas. Por outro lado, você também deve saber que existem pessoas as quais detestam e abominam essa ideia. É uma verdadeira “guerra”. Embora a situação seja diferente no cinema, há anos a Mulher-Maravilha não recebe destaque nos quadrinhos. A fase escrita por Greg Rucka no Renascimento é um thriller psicológico interessante, mas tirando um ou dois momentos, não entrega cenas heroicas. No último ano, Batman lutou contra o Bane, Superman contra Sr Mxyzptlk e a Mulher-Maravilha estava em um hospício.
Então por um lado é compreensível os e as fãs odiarem esse final, mas por outro lado é incompreensível. Quem já leu os trabalhos do Tom King, sabe que ele não faz decisões polêmicas a toa. Uma das suas decisões polêmicas foi afirmar que Bruce Wayne já tentou suicídio após a morte dos pais. Ao final de tudo, essa decisão deixou a história Eu Sou Suicida muito mais imersiva e tocante. Acrescentou ainda mais camadas ao personagem. Talvez a decisão do autor em escrever esse final polêmico tenha uma justificativa. O arco se encerra na próxima edição. Além disso vamos fazer mais uma suposição:
Você passa 10 anos ao lado de alguém lutando, sem comida, sem outros seres ao seu redor, em algum momento você não se apaixonaria por essa pessoa? Somos humanos. Temos limitações morais e físicas. Pelo menos para mim está óbvio que King não tem intenção em transformá-los em um casal. Até porque isso não faz sentido para a própria narrativa e para o momento editorial. Afinal, Batman e Mulher-Gato vão se casar.
Além disso, vários leitores estão acusando King por plagiar Action Comics #761. Nesse quadrinho, Superman e Mulher-Maravilha lutam contra as hordas de Valhalla em um período de tempo maior: 10 mil anos. Eles até cogitam a ficar juntos, mas Clark diz que ama Lois e Diana o entende perfeitamente. Clark completa agradecendo: “Obrigado, Diana, por ser minha melhor amiga.”
Action Comics #761
King disse que não fazia ideia de que esse plot já tinha sido utilizado antes. Vamos ser sinceros, ninguém sabia. A única história do Superman escrita pelo Joe Kelly que todo mundo conhece é Olho Por Olho. Enfim, seja lá qual for o fim dessa polêmica, só descobriremos daqui a duas semanas. Até lá se você quiser saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
A CW é casa dos super-heróis da DC na televisão. Tudo começou com Arrow, uma adaptação jovial e dramática do ArqueiroVerde. Logo após o sucesso do herói de capuz, tivemos a série do Flash. Tivemos um crossover que resultou em Legends of Tomorrow. Alguns anos depois, a emissora começou a exibir Supergirl a partir da segunda temporada. Antes a série da prima do Superman era exibida pela NBC. Com todos esses personagens, a cada ano, é feito um mega crossover entre as quatro séries. É o UniversoDC fora dos quadrinhos que deu certo. Agora a nova aposta da emissora é Raio Negro. Uma adaptação do super-herói criado por Tony Isabella e Trevor Von Eden.
Já em seus minutos inciais, Raio Negro desponta como uma série promissora. A primeira cena se passa em uma delegacia. A direção de Salim Akil resolve se focar em pequenos detalhes como panfletos e noticiários para contextualizar o espectador sobre a situação da cidade. Nessa mesma cena o roteiro de Akil também demonstra eficiência. É possível ter empatia pelo núcleo principal: A família de Jefferson Pierce. Além disso, Raio Negro fala abertamente sobre o racismo e segurança. Apesar de Supergirlter falado sobre esses temas em alguns episódios, RaioNegro é muito diferente em questão de tom. É mais séria em relação aos outros seriados, mas abraça a galhofa super-heroica.
É um equilíbrio perfeito para alcançar aqueles que gostam da fórmula da emissora e aqueles que não gostam. O outro trunfo de RaioNegro está em não ser uma história de origem. A trama é sobre um herói aposentado o qual quer viver uma vida normal. Em muitos aspectos, remete bastante ao Cavaleirodas Trevas de Frank Miller. Se Bruce Wayne precisa abraçar o morcego novamente, Jefferson Pierce precisa abraçar os raios. A obra de Miller funciona como uma crítica ao fascismo. A nova série da DC funciona como uma crítica aberta ao racismo.
Cress Williams como Raio Negro
A raiva move Jefferson Pierce (Cress Williams). Ele tenta escondê-la através da diplomacia de um diretor de escola. Talvez não seja apenas a voz do personagem, talvez seja a voz do criador da série. Talvez mostre perfeitamente a intenção de Isabella e Von Eden ao criá-lo. Um pai super protetor de duas filhas que vive em uma cidade perigosa. A propósito, elas também se destacam na série. Anissa é a filha mais velha e responsável enquanto Jennifer é a irresponsável. Uma dinâmica simples, bem escrita e carregada de carisma graças as atuações de China Annie McLain e Nafessa Williams.
A direção de fotografia de Scott Peck é linda. Há uma cena em particular onde o protagonista está sangrando em uma banheira. É simplesmente fantástica, trágica e poética. A série também encontra formas criativas de introduzir personagens. A mais interessante é com certeza a de Tobias Baleia, o antagonista da série. Sua performance e suas atitudes trazem um pouco da galhofa dos quadrinhos para a série. Raio Negro também conta com bons fanservices. Um deles é a aparição do uniforme clássico do personagem em um flashback.
Raio Negro chega como um raio de esperança para as séries de super-heróis. Podendo fugir da fórmula do vilão da semana, a nova série da DC é extremamente promissora e poderosa. É um grande passo para adaptações de quadrinhos. É séria e galhofa na medida certa. É a série de super-heróis que nós precisamos.
Me desculpem pelo título tendencioso, mas isso precisa ser dito. Desde que assisti Creed – Nascido Para Lutar (2015), não parei de pensar nas inúmeras possibilidades que podem ser usadas na continuação, que já foi confirmada para esse ano. Apesar da ansiedade ser enorme, já que o filme dirigido por Ryan Coogle foi emocionante, impactante e pautado numa forte realidade, os pensamentos para o próximo Creed são aterrorizantes. Sendo que estes pensamentos não estão relacionados à qualidade da trama em si, mas ao que acontecerá nela.
A MÚSICA E O BOXE
Quando Adonis Creed (Michael B. Jordan) sai de sua mansão para ir morar perto de Rocky Balboa, o filho do campeão Apollo Creed conhece uma garota chamada Bianca, interpretada pela talentosa Tessa Thompson. Ao ouvir música em um nível altíssimo, Creed desce até o quarto da garota para pedir que baixe o volume, e rapidamente os dois se “resolvem” e se despedem. Em uma outra noite, Adonis encontra Bianca cantando em um bar pequeno, lotado de pessoas e luzes de neon. Interessado em conhecê-la, a convida para comer. Depois de conversarem e se conhecerem melhor, a garota revela que tem perda auditiva progressiva (concluindo-se que ela não conseguirá ouvir música e cantar, algo que sonhava). O filme traça paralelos duros, concretos e nítidos com os sonhos dos dois jovens, o boxe e a música, as limitações e os desafios. Além de ter uma forte representatividade da cultura negra inserida nesta história, mas que pode ser comentada num outro momento.
O perigo, que na verdade não se caracteriza como um, porém, seria tristíssimo, é o problema auditivo se agravar durante Creed 2. Ver os sonhos da garota serem desmantelados e tendo que aceitar uma perda que fará imensa falta dentro de sua vida poderia ser uma das sequência mais tristes que a franquia “Rocky” (se considerarmos Creed dentro desta) já nos proporcionou – em meio de várias outras. Os filmes passados já demonstravam certa dramaticidade, seja pela vida íntima de Balboa desmantelada (virou um aposentado, se tornou velho, viu uma geração atropelar a sua, perdeu seu treinador, seu melhor amigo e sua amável esposa), ou por cenas pontuais: o discurso do lutador para seu filho, Paulie (Burt Young) chorando pela irmã Adrian (Talia Shire), a morte de Mickey (Burgess Meredith), e até mesmo o fantástico diálogo entre Balboa e Apollo: “ Deu tudo de si?”. É esperar para ver.
IVAN DRAGO E A VINGANÇA
Doulph Loundgren está no elenco da continuação, e, recentemente, houve a confirmação da contratação do lutador profissional romeno Florian Munteanu para interpretar o filho de Ivan Drago. Com isso, certamente veremos um embate entre a velha e a nova geração. Mas além disso, teremos um embate esperado e que promete ser impactante com um teor dramático, que é um Creed na frente de Drago. Para quem desconhece, em Rocky IV (1985), Apollo prometeu fazer um show contra o lutador soviético, que era altamente treinado e usava esteroides, enquanto seu desafiador já estava aposentado. A luta resultou na morte de Creed em um golpe fortíssimo e devastador de Ivan Drago.
Em Nascido Para Lutar, o espírito do lendário lutador e seu nome está rodeando inteiramente o ambiente do longa. Ele é citado várias vezes e tem um peso enorme na vida do protagonista, positivamente e negativamente. Mas o que sempre se mostrou desconfortável para Adonis foi a morte de seu pai e nunca o ter conhecido. Ver o homem que deu fim a vida dele causará um tormento psicológico na vida dos personagens em volta. O encontro dos dois poderá resultar em uma reconciliação?
Rocky e Ivan também tiveram um embate no passado, que serviu como uma “vingança” por Apollo, e Balboa levou a melhor. Ver Stallone e Lundgren em cena juntos é ótimo em Os Mercenários (2010), agora, retornando como seus icônicos personagens, será tão satisfatório quanto.
O FIM DA CAMINHADA DE ROCKY BALBOA
Deixei o pior e mais triste momento para o final. A coluna inteira é pautada por expectativa e previsão, portanto, posso dizer o que realmente acho que deve acontecer. Depois de sete filmes, não há como ignorar a fantástica vida de Rocky Balboa. Sua trajetória, desde a ascensão até a completa decadência, formaram um personagem forte e que consagrou o nome de Stallone. O boxeador era solitário e sozinho com um sonho e uma determinação na cabeça: ser um profissional e campeão. Todos sabemos que ele conseguiu, mas logo depois, começou a perder amigos e parentes próximos (o mais valioso para ele), perdeu dinheiro e fama, e teve que reconquistar o reconhecimento de uma nova geração.
Já nessa nova empreitada, o Garanhão Italiano aprendeu a lição e entendeu sua posição no “novo mundo”. Treinou o filho do seu treinandor e oponente mais querido e ensinou os passos que todo o boxeador precisa passar. A imagem do personagem ficará na cabeça de fãs no mundo inteiro, principalmente por suas lições de vida e a demonstração de que com persistência e dedicação, podemos conquistar o que quisermos.
Pois bem, deixando seu legado em sete filmes (indo para o oitavo), talvez o roteiro entenda que a hora do pugilista chegou. E, infelizmente, há um oponente que não pode ser derrotado com porradas: o câncer. A luta contra o câncer, iniciada em 2015, continuará até os últimos minutos, servindo de alguma lição para Adonis, finalizando de vez a vida inspiradora de um dos melhores personagens da história do cinema. Seria o seu último round?
Aconteça o que acontecer, dia 21 de novembro deste ano obteremos as respostas. Se essas serão positivas ou negativas, só o tempo para dizer. Triste ou não, assistir a mais um filme desse universo é um grande prazer que só um Balboa e um Creed podem oferecer. LET’S GET READY TO RUMBLE!
“Esta porra de artigo contém spoilers. Mas contém spoilers pra caralho. Spoilers para a porra! Então se você não quiser ganhar spoilers no meio das fuças, sugiro que retire a sua cara feia e esquisita daqui. Para depois você não ficar igual a um babaquinha reclamando.”
Com amor, Negan.
Se a série de TV The Walking Dead não vem agradando aos fãs, com muitos reclamando das mesmices, do ritmo meio que lento, de suas tramas rasas que vem causando a queda de audiência. A HQ colocou uma ponta de dúvida nos leitores. Ao mesmo tempo que parece estar começando a soprar novos ventos que logo podem se tornar rajadas de mudanças. A trama nos quadrinhos parece que ainda tem muita lenha para queimar, mas mesmo o andamento do novo arco, começa a insinuar um possível final no horizonte. Então duas questões surgiram: “Finalmente a HQ está entrando na sua reta final?” ou ainda “Teremos uma renovação no elenco dos quadrinhos?”
Desde o final da The Whisperer War, o novo rumo começou a ser tomado na HQ de The Walking Dead. As edições que seguiram mostraram os possíveis finais de arcos para alguns personagens, mas ao mesmo tempo abriu novas possibilidades. O vilão Beta, um dos líderes dos Sussurradores, não conseguiu a sua vingança contra o grupo de Rick e é derrotado por Jesus na edição #173, dando um ponto final, até que melancólico, ao personagem. Na mesma vemos que uma possível tragédia pode nascer em breve no trio Carl, Lydia e Sophia. Em uma cena, o rapaz vai ajudar Sophia e a filha da finada Alpha, lança um olhar enciumado nos dois.
A tão esperada vingança de Maggie em cima de Negan, não veio acontecer. Isso mesmo. Na edição #174 (uma das melhores da série), depois de tantos anos da morte do seu marido Glenn, a líder de Hilltop ficou finalmente frente a frente com o carismático vilão. Depois de um belo dialogo, o desfecho foi um tanto imprevisível, e vimos uma página finalmente sendo fechada na trama.
O novo arco New World Order, começou na edição #175, que foi lançada na semana passada nos Estados Unidos, começa com a comitiva que sai de Alexandria, formada por Michonne, Magna, Yumiko, Siddiq e Eugene. A trupe parte (na edição #171) para responder o chamado de uma mulher chamada Stephanie. Ao longo do caminho se junta a eles, a nova personagem, Juanita Sanchez, que se alto intitula como Princesa. E assim que eles chegam a The Commonwealth, tem uma recepção e tanta. Uma comunidade muito bem estruturada com soldados fortificados e bem organizada.
Juanita Sanchez.
Na entrada da cidade, a comitiva encontra com Lance Hornsby, que controla as entradas e faz perguntas sobre quem são eles, de onde vem e o que querem. Depois de um tempo de tensão e conversa, eles descobrem que The Commonwealth é composta de incríveis cinquenta mil cidadãos. Número que eles consideram fantástico, por se tratar da escassez de humanos nos últimos anos e na multiplicação dos mortos-vivos. E a cidade possui até um Estádio para eventos esportivos e shows. Mas um muro logo na entrada chama atenção. Algo como muro dos perdidos, onde os moradores colocam fotos de entes queridos, perguntando se alguém já encontrou algum deles. Entre as milhares de fotos, uma chama a atenção da comitiva. Uma foto da Michonne que está escrita: “Alguém viu a minha mãe? Michonne”.
Ou seja, Eloide, a filha da Michonne, que antes era dada como morta, está entre os cinquenta mil moradores de The Commonwealth. Assim como aconteceu com Negan e Maggie, o reencontro com a sua filha, poderia ser um fim digno para a personagem depois de tanto tempo e sofrimento na estrada. Ou pode ser um novo início e uma reciclagem para os três personagens.
Uma cidade com mais de cinquenta mil habitantes, abre um leque para introduções de novos personagens, ou simplesmente retorno de antigos. Como por exemplo: o irmão de Rick, Jeff Grimes. Ele foi apresentado na edição especial The Walking Dead: Alien. Produzido por Brian K. Vaughan e Marcos Martin, Alien conta como o irmão mais novo de Rick, tenta escapar de Barcelona, na Espanha, logo no começo do apocalipse zumbi. Jeff conhece Claudia, que planeja sair da cidade de barco. A dupla chega à embarcação, em maus lençóis, e é atacada por um zumbi que estava dentro do barco. Jeff salva Claudia mas é mordido no calcanhar esquerdo. Já se penitenciando, ele pede para a mulher lhe tirar a vida. O final fica em aberto, pois não vemos o golpe mortal.
O que indicia que podemos ter Jeff Grimes na HQ é que recentemente, o editor-chefe Sean Mackiencz, na coluna de perguntas dos leitores, falou que Rick pode ganhar um irmão. E já vimos ao longo da historia de The Walking Dead, que muitos personagens sobreviveram a mordidas de zumbis cortando a parte que foi infectada. Será que veremos Jeff e Claudia entre os moradores da enorme cidade? Ou somente ela? Já que o (talvez) ultimo pedido de Jeff foi para que a mulher encontrasse o seu irmão.
Outros personagens antigos que sumiram durante a trama poderiam ressurgir em meio as milhares de pessoas como por exemplo é a Lilly Caul. Para quem não lembra, ela foi a pessoa que atirou em Lori, Judith e por remorso do que tinha feito, matou o Governador na edição #48. A personagem é a protagonista da série de livros que englobam o universo criado por Robert Kirkman. Ela sempre quer voltar para levantar Woodbury, mas será que conseguiu o seu objetivo? Ou abandonou e tomou novos rumos?
Outras questões serão levantadas, como por exemplo, quem é a cabeça mandante em The Commonwealth? Os sobreviventes que conhecerem a nova cidade e todas as coisas que ela pode proporcionar, será que vão aceitar o sistema atrasado e feudal de Rick Grimes? E ele ainda terá fôlego para liderar alguém depois de sofrer tantas perdas por essas estradas? E caso ele venha liderar, será que veremos Rick tentando tomar The Commonwealth?
A única coisa certa nas HQs de The Walking Dead é que estamos testemunhando que um novo rumo está começando. Seja para uma reformulação com a introdução de novos personagens, ou simplesmente o START para chegar no final. Vale lembrar que Robert Kirkman já disse diversas vezes que sempre teve o final da série já pronto na mente. Mas que tinha muita história para seguir.
A Torre de Vigilância ficará ligada no que pode acontecer em The Walking Dead.
Depois do fim de ano agitado, comendo igual um porco e tendo que ouvir os parentes perguntando das namoradinhas, voltamos às nossas atividades normais com uma nova resenha de livrinho japonês (Light Novel, para os leigos). Se você ainda não acompanha a série, e está pensando se deve começar a fazê-lo, dá uma olhada na resenha (sem spoilers) do Livro 1. Se você já leu o livro 1, achou que japonês é um povo estranho, e está mais pra lá do que pra cá, esse post é pra você.
Assim como Subaru, retorno da morte para fazer outra postagem. Se achou que eu desistiria depois de apenas um volume, você está muito enganado. Fazer resenhas é o único motivo que me força a terminar de ler qualquer coisa, e como minha lista de espera está saindo de controle, é hora de seguir as sábias palavras de René Descartes: “Leio, logo resenho“, ou algo assim. De qualquer maneira, segundo volume de Re:Zero – Começando uma Vida em Outro Mundo, da Editora NewPOP.
Depois de vê-lo morrer umas três vezes para conseguir sobreviver seu primeiro dia no mundo alternativo, encontramos Subaru numa situação completamente diferente da inicial. Tirando-o de sua zona de conforto, e tendo que se virar num ambiente e com tarefas onde seu vasto (e apenas ocasionalmente utilizado) conhecimento não lhe é útil, voltamos a uma sensação boa de ter prazer em vê-lo se dando mal.
A primeira parte do volume (e, se me permitirem a audácia de tentar traçar padrões após apenas dois exemplares… De todos os volumes) foi uma leitura extremamente agradável. Subaru fez suas cagadas como sempre, mas a história estava fluindo e estávamos explorando novos acontecimentos, recebendo novos fatos, descobrindo novas informações. Re:Zero pode até não se esforçar para, mas acaba construindo um universo interessante e que tem gostinho de quero mais. Por isso, a “primeira volta” é sempre fenomenal e o melhor excerto do(s) volume(s).
Júnior Fonseca parece ter 17 anos mas na verdade é um tiozão do pavê, e eu posso provar.
Porém, como diz o ditado, “O mundo gira e vacilão roda“. Nesse caso, quem roda é você, leitor, ao ter que experienciar os mesmos dias, os mesmos fatos, várias e várias vezes. Tá certo que a cada volta de Subaru, novas coisas acontecem, mas… É frustrante, caras.
O autor retrata, em diversos momentos, a frustração do protagonista, por ter que reviver diversos dias, diversas vezes. Mas em momento nenhum ele pára para pensar na frustração… do leitor. Como já discutido anteriormente, e acredito ser unanimidade, ninguém lê essa light novel por causa de seu protagonista cativante. O que nos prende é o cenário interessante e as personagens que cercam o poço de ruindade. Daí o senhor Nagatsuki vem e nos força a ter apenas um terço do livro para essas coisas legais, e todo o resto é exclusivamente um desafio de tentar escalar o poço de ruindade previamente mencionado.
Juro pra vocês que, quando cheguei na segunda volta, fiquei tão frustrado pela interrupção abrupta do meu livrinho japonês, que larguei mão de ler e só voltei uma semana depois. E infelizmente, deve ser um comportamento que se repetirá, afinal… A única coisa que o cara faz direito é morrer.
De qualquer maneira, deixando a causa da discórdia de lado, o segundo volume introduziu diversos novos personagens na história, todos muito importantes para o decorrer da obra a longo prazo. As empregadas gêmeas são literalmente fábricas de memes ambulantes; o nobre é literalmente um bobo da corte; e a bibliotecária é literalmente… Hm… literalmente uma bibliotecária? Não sei, “literalmente” é uma palavra muito forte.
O importante é que todas essas personagens tiveram sua primeira aparição neste segundo volume, e tivemos um terço dele para conhecê-las melhor. Todas intrigantes (cada uma em seu estilo), mas nenhuma chega aos pés de Reinhard van Astrea, o santíssimo espadachim, cavaleiro entre os cavaleiros, cara mais boa pinta do reino e que injustamente não teve sequer uma aparição neste segundo volume (opinião pode ou não ser levemente tendenciosa).
QUE ABSURDO! SEM VERGONHA! PERVERTIDO! DEMÔNIO SEXUAL!
A edição física da NewPOP, dessa vez com uma única capa, manteve o seu nível altíssimo de acabamento, lombada, papel, ilustração, etc. Aquela coisa toda que vocês adoram. Vai ficar bonito pra caramba na estante e vai dar gosto de pegar nele pra mostrar pro seu amigo que veio te visitar, folhear por cinco minutos e depois guardar de novo.
Porém, algo que não se manteve foi… Ela mesma, aquela, o fantasma que não larga o osso e continua a assombrar a editora de Júnior Fonseca obra após obra: A revisão. A impressão que tive foi que o revisor estava fazendo seu trabalho tranquila e atentamente, até que foi avisado que o seu prazo de entrega era amanhã de manhã. Há muito mais erros no último capítulo do volume sozinho, do que no resto das obras publicadas em 2017 pela editora. Não tem como ter outra ideia além de que ele foi apressado por conta de prazos, e não pôde fazer o seu trabalho como gostaria. Um ponto negativo para o volume.
Se vale continuar lendo? Estamos meio que obrigados moralmente a comprar pelo menos até o volume três, afinal… Precisamos saber o desfecho desse arco. Não te contaram? Esse volume termina em aberto, e o arco da mansão só será concluído no próximo volume… Que sai daqui há dois meses… E eu fiquei bem bolado de só descobrir isso ao virar a página e ver que não tinha mais páginas para virar.
O cheiro de pipoca no ar. As máquinas de refrigerante não param em nenhum momento. Estamos dentro de um cinema. Damos o ingresso para o funcionário, ele analisa e permite nossa entrada. Na sala “da telona” subimos as escadas e passamos por corredores melados, provavelmente pela manteiga da pipoca ou das incontáveis gotas de refrigerantes que, acidentalmente, acabaram caindo no chão. Sentamos naquelas poltronas (às vezes confortáveis) e esticamos as costas. Há uma curta conversa prévia ao início da sessão, falando sobre regras de “boa conduta” dentro do cinema, fofocas, ou até algo relacionado à obra que está prestes a começar. De repente, as luzes se apagam lentamente, um feixe de luz atravessa a cabine de projeção. Os trailers, comerciais e afins começam a aparecer na tela e, finalmente, estamos prontos para ASSISTIRMOS AO FILME?
Qualquer apaixonado pelo cinema, talvez, se relacione com esse breve resumo. Em poucas palavras, eu consigo descrever toda a parte “externa” e física da atividade de ir no cinema. Quem nunca gostou de ir nesse lugar? Para alguns… um santuário. Para outros… um simples local para se passar duas horas, beijar, conversar e curtir com os amigos. E, em relação a esse segundo caso, claramente as redes cinematográficas do nosso país, especificamente, irão usar todos seus recursos possíveis para extrair cada centavo dessas pessoas. Salas XD, IMAX, 3D, D-BOX, 4D, MACRO XE etc… tudo o que for possível e que faça as pessoas se “interagirem” com os filmes e GASTAREM, com certeza estará lá. Infelizmente, com esses objetos externos, o simples material, a parte física da coisa: cadeiras que se mexem, coisas saltando perto de seus olhos, cadeiras que reclinam etc… cria-se uma redoma perigosa, e privam as pessoas de prestigiarem o verdadeiro motivo de estarem nesse lugar, nessa sala, nesse cinema: a arte.
Netflix, Hulu, Amazon e tantos outros serviços de streaming são baratos (em grande parte), rápidos, acessíveis e úteis. A quantidade de filmes e séries que estes serviços produzem, além dos milhares de títulos que são disponibilizados por estes, os tornaram rentáveis dentro do mercado consumidor. Várias pessoas assinam algum tipo de streaming, é bacana ver o interesse de assistir filmes de uma forma mais ágil, porém, ao mesmo tempo, o que torna a assistida uma experiência cinematográfica? Bem, a resposta depende de pessoa por pessoa, tentarei argumentar a minha.
O processo, descrito no primeiro parágrafo, tirando uma frase ou outra, pode, facilmente, ser feito em nossas casas. A pipoca, a cadeira, o sofá, o refrigerante, a tela, o escuro e a conversa prévia. Não teremos o vendedor, os cheiros, a meleca, o som imponente, as regras de convivência, a tela gigante, os trailers e os chatíssimos comerciais. Em suas vantagens e desvantagens, esse processo dentro de casa não se demonstra ruim, pelo contrário, o conforto de sua casa é incomparável e indiscutível. Além disso, você não precisa GASTAR DINHEIRO e consegue assistir inúmeros filmes de uma vez só. E, quando acabar, você não precisará fazer algum comentário, pensar sobre o que acabou de assistir durante a saída pelos corredores do cinema, simplesmente irá fazer um xixi, lavar a louça, dormir etc.
Bom, nos dois casos, assistimos a algum tipo de filme e fomos fazer outra coisa, que pode estar relacionada à atividade ou não. Porém, qual foi o significado de tudo aquilo que aconteceu há alguns minutos atrás? Aonde está a famosa experiência cinematográfica? A resposta é simples: ELA ESTÁ COM VOCÊ.
Parece que estou fazendo uma confusão, mas não. Quando estamos em casa, não gastamos dinheiro, ficamos completamente confortáveis e depois vamos procurar outra coisa para fazer. Quando ficamos sentados numa poltrona que se mexe, 3D incrível, grande parte das pessoas ficaram apenas prestando atenção nisso. Esquecendo do lado mais importante de todo esse processo: o interior.
Filmes, na MINHA perspectiva, são uma das coisas de extrema importância que o mundo artístico pôde nos proporcionar. Filmes são maiores do que os vinte reais que você pagou para assisti-los, melhores do que o simples 3D ou a cadeira vibrante (UAU!). Eles nos deixam um legado, uma mensagem, algo que ficará (pode ser que só por alguns instantes) em nossas cabeças e que durará muito mais do que as coisas supérfluas que fizemos durante aquele processo. Isso que deve ser levado em conta. As lacunas que as obras cinematográficas deixam para serem preenchidas individualmente por nossas visões de mundo, por nossas perspectivas e experiências de vida. A parte interior e psicológica fazem longas se tornarem grandiosos diante de nossos olhos. Claro que há milhares de outros quesitos, teóricos e técnicos, que fazem um filme poder ser bom, ruim, razoável, memorável e grandioso. Mas o meu foco com esse texto é falar sobre o que nós, como espectadores, podemos extrair de um filme. E para conseguirmos sentir a emoção, captar minúcias dentro da história, interpretá-los da melhor maneira possível, só o CINEMA, apenas esse lugar, pode nos auxiliar da forma mais prazerosa e rica possível.
Assistir a um filme na internet, na TV da sala ou em qualquer outro lugar é inteiramente aceitável. Eu faço isso! Eu, como muito de vocês, consigo reconhecer virtudes dos filmes que assisto dentro de casa. Só que o cinema, aquele maldito e incrível lugar, é incomparável. Ignore, por um simples momento, a cadeira vibrante e os aparatos tecnológicos. Olhe para aquela tela de preencher os olhos. Entenda o ambiente em sua volta, as caixas de som pulsando junto a telona. Sério mesmo que você acha que um filme só serve para se divertir, curtir com os amigos, conversar e beijar? TUDO ISSO EM SUA VOLTA TEM UMA RAZÃO! Por que fazem salas e salas, por que esses filmes são reconhecidos nacionalmente e internacionalmente, se só servem para isso?
Porque não são só para isso. Faça esse exercício, olhe para a tela e tente pensar, que seja por dois segundos, o que esse diretor está tentando me mostrar? O que essa história, mesmo que falhe miseravelmente, quer me contar? Ao final, se fazendo essas perguntas, refletindo e até mesmo discutindo sobre esse assunto, não indo fazer outra coisa em sua casa, você saberá o que é a verdadeira experiência cinematográfica.
O valor de assistir, entender, refletir e discutir o cinema é intangível. Está na cabeça de cada um. Não me chame de velho, não fale que eu quero assistir filmes com os irmãos Lumière em uma sala com pianinho, ou que sou 100% tradicional e arcaico. O que eu quero de você, querido leitor, é que entenda o significado de tudo isso para mim e para outras pessoas apaixonadas como eu. Eu assisto 3D, já fui em inúmeras salas VIP, reclinei a cadeira e cometi várias vezes o erro de “conversar baixinho” dentro da sala. Porém, quando eu me direciono para olhar a tela, eu tento me aprofundar no INTERIOR. As coisas EXTERIORES são coisas passageiras, materiais, superficiais, e que não ficarão comigo após a sessão.
Agora, voltaremos ao cinema em breve. Sentiremos o cheiro da pipoca de novo, ouviremos as máquinas soltando líquidos gaseificados atrás de líquidos gaseificados. Veremos novamente o funcionário do cinema, daremos o ingresso. Passaremos, tudo de novo, pelos corredores melados. Nos sentaremos em nossas poltronas, intituladas “às vezes confortáveis”. Conversaremos brevemente e OLHAREMOS para a tela. O feixe de luz passando. Se exibirão trailers, comerciais e afins. E, no final… presenciaremos aquele clima. O ambiente com luzes, som e tela riquíssimos, exteriormente e interiormente falando. As pessoas em volta, comendo suas pipocas e bebendo seus refrigerantes. Reconhecendo a real importância disso tudo: o que passará na tela, o filme, a experiência cinematográfica.
Agora sim, estaremos sempre prontos para ASSISTIRMOS AO FILME. De novo, de novo e de novo outra vez.