Lançada em 14 de Novembro na plataforma de streaming do Youtube, o Youtube Premium,Origin foi uma grata surpresa neste fim de ano. Indicada por um amigo no grupo da Torre, a série me chamou a atenção por sua temática horror/ sci-fi, 2 gêneros que adoro, e que juntos fazem um belo estrago nos feriados.
https://www.youtube.com/watch?v=HjRjcgByAhk
“Os passageiros acordam a bordo do Origin, abandonados no espaço, procurando outros sobreviventes, mas encontram outra coisa completamente diferente.” diz a sinopse da série.
Os 11 passageiros da nave Origin acordam de forma abrupta alguns dias antes do seu destino em Thea. Um novo planeta que suporta as condições da vida, e que está sendo usado como base para uma nova colônia terrestre, sob a chefia do Thea Program. Aos poucos, eles descobrem que a nave foi atingida por meteoritos e que algo estranho entrou na nave. A maioria da tripulação está morta e alguns passageiros conseguiram escapar. Os que foram deixados para trás, devem lidar com a constante desconfiança e aprenderem a confiar em estranhos.
A série bebe de várias fontes de sucesso, como Alien: O Oitavo Passageiro (1979), O Enigma de Outro Mundo (1982), Invasores de Corpos (1978), entre outros. Se você já é íntimo desses filmes, vai adorar.
Alien: O Oitavo Passageiro, de 1979
Tom Felton (Logan Maine), Natalia Tena (Lana Pierce) e Sen Mituji (Shun Kenzaki) são os destaques da trama, tanto por seu carisma em frente a tela quanto por suas interpretações e histórias de fundo. Mais conhecido como o Draco Malfoy da franquia Harry Potter, Felton no início se mostra um pé no saco como personagem, mas evolui ao longo dos episódios, nos conquistando a cada minuto.
O background de todos eles é outro ponto positivo. Ele é construído aos poucos, contado em formato de flashbacks de uma maneira orgânica e nada tediosa, dando uma carga dramática maior ao fator humano. Mérito dos diretores, que souberam dosar o rítmo de maneira dinâmica, sem nos fazer perder o interesse pela trama principal.
O alienígena precisa de hospedeiros humanos para sobreviver, e o tom de desconfiança entre os passageiros da nave é crescente. Ainda sobre o alienígena, é bom dar destaque a alguns detalhes sobre ele. Ao contrário do que estamos acostumados no entretenimento, há uma fina camada em sua composição dramática. O ser desconhecido, consegue demonstrar uma certa inocência e um desejo primitivo e desesperador em sobreviver, nos fazendo compadecer de sua ‘jornada’ em alguns momentos. É tudo subjetivo, mas muito bem explicado.
Alguns jump-scares são desnecessários e perdem o efeito depois de um tempo. Para quem já está acostumado com este artifício pode se sentir incomodado em algumas partes, mas nada que tire o brilho da experiência.
Origin é uma série dramática, com elementos de horror e sci-fi, mas não espere cenas de ação hollywoodianas, nem explosões destruidoras de Michael Bay. O mérito dela está em seu fator humano. Os 10 episódios passam voando e nos dá um gancho para uma segunda temporada ainda mais promissora.
Os 2 primeiros episódios estão disponíveis de graça no Youtube Premium.
https://www.youtube.com/watch?v=9fUU6y5-rTc
Conta com seu elenco super competente Natalia Tena, Tom Felton, Sen Mitsuji, Nora Arnezeder, Fraser James, Philipp Christopher, Madalyn Horcher e Siobhán Cullen.
Com o avanço da tecnologia, o ser humano foi capaz de ultrapassar os seus próprios limites, criando inúmeros instrumentos úteis. Na era da informação rápida, a pornografia, que antes era limitada, agora é acessível com um único click. Um nicho específico, são os sites pornográficos em que homens e mulheres se exibem ao vivo pela webcam, nos quais o internauta pode doar uma certa quantia em dinheiro em troca de pedidos que envolvam diversos tipos de ”prazeres” diferentes para aqueles que estiverem se expondo.
Pensando nisso, a Netflix lançou o filme de terror psicológico Cam, que tem como intuito alertar seus telespectadores sobre os perigos da internet, ao mesmo tempo que utiliza uma fórmula falha e não muito bem trabalhada sobre uma ambientação fantasmagórica, a partir do uso do conhecimento cibernético.
Alice (Madeline Brewer) é uma ambiciosa jovem que trabalha com pornografia de webcam. Quando uma misteriosa mulher idêntica a ela toma seu canal, ela se vê perdendo o controle sobre os limites que estabeleceu em relação a sua identidade online e os homens na sua vida.
A maneira de como a película é construída, se assemelha bastante com outro longa metragem do mesmo ”ramo” chamado de Amizade Desfeita. Apesar de conter elementos ”sobrenaturais”, a história de Alice é mais centrada no mundo real, ou seja, um jogo mental sobre até onde o extraordinário pode ir sem que ultrapasse os seus próprios limites.
Logo nos seus primeiros minutos, Cam se mostra como uma produção pesada e com um potencial que pode ir longe… mas, que infelizmente, morre na praia. O diretor Daniel Goldhaber faz um trabalho extremamente preguiçoso ao decidir não ir muito a fundo na relação da protagonista com os outros personagens, afinal, quem se masturba no meio de mais de 1 milhão de pessoas e ainda assim, tem uma vida relativamente tranquila?
Em um filme que possui mais defeitos do que qualidades, o excesso de mistérios consegue criar uma atmosfera agradável, apesar do todo ser decepcionante. A impressão que se tem, é que apenas isso foi tratado com afinco pelos produtores, que antes de mais nada, são ideias boas que apenas aperfeiçoaram o lado mais sombrio rede.
Todo o esforço da protagonista feita ao decorrer da história para descobrir quem está passando por ela no site em que trabalha é jogado no lixo, ficando em evidência que os responsáveis por trás desse filme (que poderia ser muito bem uma elaboração cinematográfica de qualidade), ficaram mais preocupados com o quanto Cam iria arrecadar a partir do momento em que ficasse disponível na Netflix.
Cam é decepcionante, agrada até determinado ponto mas não se esforça nem um pouco em prender o espectador com os personagens e a trama. Desperdiça um potencial que poderia ser grandioso. Caso algum dia, os acionistas da Netflix decidam fazer uma continuação, que aprendam com seus erros.
Espero que tenham gostando, até a próxima e lembrem-se, nunca se masturbem com uma faca por dinheiro.
Anunciado há apenas um dia antes da estreia de Cloverfield: Paradox na Netflix, Operação Overlord causou um pequeno furdúncio na cabeça dos fãs, após os mesmos descobrirem que J. J. Abrams, um dos cineastas mais aclamados de Hollywood, estavam produzindo um filme de ficção científica ambientado na segunda guerra mundial. Logo, teorias sobre uma possível nova película a integrar o universo do monstro gigante começaram, afirmando com todas as palavras que Overlord seria o quarto filme da saga, que posteriormente, acabou sendo desmentido pelo próprio Abrams com o aval do diretor Julius Avery.
Óbvio que muitos ficaram desapontados, pois seria uma proposta excelente e curiosa que faria parte do vasto macroverso de Cloverfield, mas, tanto J.J. quanto Julius, provaram que é possível moldar uma obra de ficção científica com elementos de terror a partir de uma proposta única e original, que acabou culminando em um longa-metragem divertido e emocionante.
Operação Overlord foi o codinome para a Batalha da Normandia, uma operação aliada que iniciou a invasão bem sucedida da Europa Ocidental ocupada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. A operação teve início em 6 de junho de 1944, com os desembarques na Normandia. No filme, a missão é um pouco diferenciada. Nele, uma tropa de paraquedistas americanos é lançada atrás das linhas inimigas para uma missão crucial. Mas, quando se aproximam do alvo, percebem que não é só uma simples operação militar, e há mais coisas acontecendo no lugar, que estão ocupando por nazistas.
Apesar de ser listado como um sci-fi/ terror, Avery decidiu focar-se bastante no drama. O elemento está presente apenas por baixo dos panos, mas que quando decide dar as caras, dá lugar a um clímax extremamente respeitoso. Felizmente (ou infelizmente) são poucas, já que a preocupação de cinco soldados são destruir uma torre alemã, ao invés de ficarem sentados chorando até que uma solução caia do céu.
Os atores Wyatt Russell e Jovan Adepo são os atores que carregam a história nas costas. Ambos são soldados americanos que lutam por um único propósito, mas com ideologias distintas. Wyatt dá vida a Ford, um cabo bastante experiente e durão, que apesar de irritar o telespectador em determinados momentos por conter apenas ”um modo de lidar com as coisas”, consegue criar uma atmosfera realista e séria através dos elementos da Segunda Guerra. Já Adepo, interpreta Boyce, um soldado que está no meio da linha de frente e que não consegue matar nem uma barata (até um determinado momento), mas antes mesmo do longa-metragem se encerrar, o personagem termina bem consigo mesmo, evoluindo como um homem.
Mathilde Ollivier e Johan Philip Asbæk mostram o lado mais sujo da humanidade através de ”pequenas” atitudes que o personagem de Asbæk faz com Ollivier. Lado positivo para ambos, mas que poderiam ter sido trabalhados com mais calma e delicadeza. Iain De Caestecker, John Magaro e Dominic Applewhite estão na história apenas para preencher um vazio, que podiam facilmente ser exterminados do conto que ninguém sentiria falta.
Quando finalmente as bizarrices aparecem, um verdadeiro show de horrores começa. Para não estragar a surpresa, será mencionado apenas o soro que contém a habilidade de transformar tanto pessoas vivas como mortas, em soldados sobre-humanos que só pensam em matar e que contém um fator de cura inigualável em seus corpos. Sem sombras de dúvidas, os zumbis mais diferenciados que o cinema já criou.
O ”sobrenatural” é a verdadeira estrela da fábula, que tem o dom de pegar um fato histórico 100% real e transformá-lo em algo 200% fictício, mas claro, sem que sua essência seja tomada por completo pela ilusão de um mundo perfeito ao ver dos nazistas.
O gore (violência explícita) está na medida. Nada é muito exagerado e ”infantilizado”. Há cenas de estupro, decepamento, e fuzilamento, elementos que contribuem ainda mais para que Overlord seja grotesco em seus elementos físicos.
Seu único defeito é seu ritmo, que chega a ser grotesco. Inicialmente, o andamento é parado e dá um passo de cada vez até o primeiro ato, que magicamente, se torna um clímax acelerado e praticamente sem pausas, até a sua primeira conclusão, que retorna para lentidão, e vai tendo essa troca de ritmo até o seu fim.
Operação Overlord se esforça para entreter na medida do possível, e felizmente, cumpre a sua missão. Seria interessante se futuramente, o conto fosse incluído no universo Cloverfield, já que pequenas brechas e pistas são feitas, mas sem um compromisso aparente. A película não é tão esquecível, pelo ao contrário, intriga e até mesmo da um gosto de ”quero mais” no momento em que os créditos finais vão avançando.
Espero que tenham gostado, até a próxima e lembrem-se, nunca injetem um soro desconhecido em alguém que acabou de falecer.
Quem nunca quando criança, possuiu um Brick Game, aquele mini videogame que possuía “9999 games em 1”, e todos eles eram variações de Tetris, incluindo corrida. Mas você não se importava com isso, pois era divertido, desafiador e, de certa forma, prazeroso.
Como você se sentiria, anos depois, jogando uma versão de Tetris, em seu PlayStation 4, como se estivesse em uma balada, rodeado por efeitos?
Bom, é isso que temos em Tetris Effect.
Desenvolvido pela Enhance Games, Tetris Effect traz o famoso jogo de bloquinhos, com um visual todo remodelado e estonteante. O game foi anunciado de surpresa na conferência da Sony na E3 2018, durante o “bloco” dedicado ao PlayStation VR (apesar de não ser obrigatório o uso do mesmo).
Não há muito o que falar sobre a jogabilidade de Tetris Effect em si, afinal, é Tetris. Conforme os jogadores vão avançando nas fases, a velocidade com que as peças vão caindo, aumenta, induzindo ao erro. Prepare-se para dar muito rage com o jogo (experiência pessoal). Apesar de frustante, é divertido.
Para contornar isso, temos a habilidade da “Zona” (virou Kuroko no Basket agora???), onde podemos parar o tempo e encaixar as peças com perfeição. Ele também dá a possibilidade de continuar de onde o jogador parou. Mas, é claro, isso não ser usado com muita frequência.
Tetris Effect possui dois modos até o momento. São eles:
Modo Jornada uma espécie de “campanha” do jogo. São mais de 30 fases diferentes, com as mais variadas estéticas e temas. Cada fase é única, e possui uma trilha sonora própria, que vai aumentando de acordo com a velocidade das peças.
E o Modo Effect, que são os desafios do jogo, como Countdown, Purify, Mistery e Marathon.
Novos modos serão adicionados com o tempo, segundo a desenvolvedora. Será que podemos esperar um modo multiplayer vindo ai? Ou fases feitas pelos jogadores.
A Trilha Sonora de Tetris Effect é um show à parte, é simplesmente empolgante e aumenta a imersão do jogador. Algumas das fases, possuem interação com a trilha, então ao encaixar uma peça, os acordes da música vão se formando.
Mais do que só uma dose de nostalgia, Tetris Effect traz a volta de um clássico, remodelado, com uma trilha sonora impecável. Além de causar raiva e prazer no jogador.
Tetris Effect está disponível para PlayStation 4 e PlayStation VR. Agradecimentos à Enhance Games pelo envio do código.
PONTOS POSITIVOS: Cenários variados, Trilha Sonora empolgante.
Bohemian Rhapsody não é um filme e muito menos uma música; ele é um sentimento. ”Mama, I don’t wanna die. I sometimes wish I’d never been born at all”. O trecho que você acabou de ler, fala sobre uma pessoa que está arrependida de ter matado um homem, na qual revela seu medo de morrer. Só que também nunca pediu para nascer. Com isso, nasce um dos versos mais brilhantes compostos por Freddie Mercury, que mais tarde, serviria de inspiração para a cinebiografia de uma das bandas mais importantes e influentes de todos os tempos, Queen.
Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen, durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.
Como toda banda, o grupo não nasceu do sucesso, pelo contrário, sua origem deve-se por conta do fracasso, mas que se não fosse pela persistência e insistência, nunca teria saído do seu ponto de origem. Apesar de conter diversas melodias de sucesso, Bohemian Rhapsody foi escolhida para nomear a película, justamente pelo fato de ser uma composição ousada que mistura elementos de rock com ópera em sua composição épica.
Em primeiro lugar, não existe Rami Malek, apenas Freddie Mercury. Malek, entrou de cabeça e alma no personagem e isso é bem notório ao decorrer que a trama avança até o seu desfecho, que apesar de explorar muito pouco os momentos ruins de Freddie, as cenas em que o artista está no ”fundo do poço” é de tirar lágrimas de qualquer um que está presenciando a obra nos cinemas. Contudo, a produção decidiu-se em focar mais nos anos de glória do vocalista, que são feitos a partir de uma visão realista e cuidadosa por tudo que Mercury já passou. Malek faz uma atuação digna do Oscar.
Contudo, como é uma adaptação mais light do grupo até o falecimento de Freddie, muitas coisas tiveram que ser alteradas e incrementadas. Claro que aqueles que não conhecem muito do Queen, não sentirão diferença alguma, mas os fãs mais fervorosos terão algumas dores de cabeça após o término do longa. Entretanto, é bom lembrar, que todas as cinebiografias passam por esse método com o intuito de entregar uma história cativante e inspiradora para os seus telespectadores.
Bohemian Rhapsody inspira e transcreve umas mensagem de persistência através de suas cenas sobre o amor, ódio, tristeza e felicidade.. Bryan Singer iniciou uma trajetória cinematográfica linda baseado em uma história mais bela ainda, que mesmo com todos os seus problemas de vida, conseguem servir de inspiração para todos aqueles que estão sentindo e sofrendo por inúmeros problemas.
Já o resto do elenco composto por Ben Hardy, Joseph Mazzello, Gwilym Lee e Lucy Boynton impressionam com as suas incríveis atuações de respeito, que mesmo com tempo de tela divididos, conseguem dar um show a parte de forma gradativa. Ponto positivo.
Mesmo com defeitos escassos, a película contém apenas um problema que é bem difícil de engolir. Tudo é tratado a partir de um ponto de vista corrido, sendo entregue em diversas vezes, cenas que simplesmente vomitam informações na tela sem a menor preocupação de explicar como determinada ação aconteceu. O fato não estraga o filme por completo, mas chega a incomodar.
Bohemian Rhapsody é mais do que ele simplesmente aparenta. Como o próprio texto acima diz, ele é um poema épico sobre o Queen. Seu final, é uma obra prima equivalente com as pinturas feitas por Francisco de Goya. Choros com soluço são o que definem a sua perfeita, excelente e emocionante conclusão. Queen foi, é e sempre será uma das maiores bandas do mundo, obrigado Freddie Mercury por tudo que você nos ensinou através de suas canções.
Espero que tenham gostado, até a próxima e lembrem-se, abra os seus olhos e olhe para os céus.
Finalmente publicada, The Green Lantern #1 traça rumos mais simples para o Lanterna Verde. Escrito por Grant Morrison e ilustrado por Liam Sharp, a HQ tem como objetivo explorar o cotidiano de Hal Jordan como policial espacial e sua relação complicada com a humanidade.
ATENÇÃO, CONTÉM SPOILERS!
Na edição, três perigosos criminosos se dirigem à Terra, em um jato pilotado por Lanternas Verdes, tendo em mãos o Lucky Dial, uma espécie de objeto o qual traz sorte para o seu portador.
Lucky Dial, o amuleto da sorte
Avistando o veículo caindo, Jordan se dirige ao local da queda e salva um dos Lanternas Verdes. Logo após, ele confronta os criminosos os quais diferente do que acreditavam, não estavam utilizando um amuleto da sorte, mas sim, fazendo uso da própria sorte, a qual acaba quando o Lanterna Verde os impede.
Nos últimos momentos da edição, Hal é chamado a Nova Oa, onde um dos Guardiões discute com ele sobre o caso dos três criminosos. O Cavaleiro Esmeralda é levado até a Biblioteca, onde se encontra o Livro de Oa, arquivando todos os atos dos Lanternas Verdes. É aqui onde o roteiro de Morrison começa a plantar sementes grandiosas possuindo relação direta com o Renascimento.
Olha o símbolo do Manhattan ali.
Em determinado momento, é dito pelo Guardião:“Entretanto, durante exaustivas revisões de seu conteúdo, análises tem revelado certas falhas. Revisões e ajustes têm sido feitos, sem que saibamos. O que nos leva a crer que talvez o Livro de Oa não seja tão confiável assim.”
Para quem não lembra, durante o one-shot, Universo DC: Renascimento, é revelado que o Doutor Manhattan roubou 10 anos da vida dos personagens do Universo DC. Os mistérios estão sendo solucionados na minissérie Doomsday Clock, por Geoff Johns e Gary Frank. Na última edição da revista, foi dito que Manhattan alterou os eventos da origem de Alan Scott, o primeiro Lanterna Verde.
Doomsday Clock #7
Mais tarde, o Guardião afirma que Jordan trairá os Guardiões no futuro. Esta profecia deve ser desenvolvida no decorrer da série. Para finalizar a edição, um LanternaAnti-Matéria está sendo construído pelos Blackstars.
Apesar da proposta simples, o título, em sua primeira edição, começa a traçar um caminho grandioso para a história, visto que ainda explorará o Multiverso, com a Terra-15, um universo utópico, o qual foi destruído pelo Super Boy Prime. O único resquício desta terra é um fragmento conhecido como Graal Cósmico.
Terra-15
Para saber sobre tudo o que acontece no Universo das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
Shows originais – isto é, que não são adaptações de algo, e sim escritos originalmente para o animê – são uma faca de dois gumes para o redator que vos digita. Por um lado, me economiza um parágrafo inteiro sobre o que diacho é o negócio original. Por outro, faz com que meu trabalho de criar um texto onde eu consiga dizer que “Japonês é um povo estranho” seja muito maior. Dessa vez, o que temos é um desses: Um Show Original, e que me dá muita dificuldade em reclamar sobre os japoneses… De qualquer maneira, vamos à introdução de fato:
O termo “magia” vem sendo usado pela humanidade há muito tempo. Ele mudou de significado com o passar das eras, mas sempre desperta a curiosidade de qualquer que seja o indivíduo envolvido. O nosso ser clama pelo sobrenatural, ele busca qualquer coisa que seja diferente o bastante para abalar nossas rotinas, para mexer com os alicerces de nossa existência. Afinal, o mundo como o conhecemos é… chato, sem cor… Buscamos na fantasia algo que possa nos trazer divertimento numa vida pacata.
Só que, o que acontece quando essa mágica se torna parte do dia-a-dia? Quando ela perde aquilo que a tornava tão especial? Assim que ela se mescla com o que consideramos “normal”, qualquer coisa passa a ser vista com os mesmos olhos entediados de sempre. E é justamente nesse mundo onde esse show quer se aventurar.
E quando falamos de magia, visões espetaculares sempre surgem em nossas mentes. Pode escolher sua ficção predileta, que você vai lembrar de grandes planícies repletas de árvores balançando ao vento; Fortalezas de pedra cercadas por monumentais muros que se estendem por até onde os olhos conseguem ver; Caldeirões fumegantes que exalam uma leve bruma de cor suspeita, com bolhas estourando e gerando pequenos fogos de artifício a cada instante… Bem, vocês me entenderam, né?
O ponto é que uma história desse tipo precisa de um visual deslumbrante para acompanhar. E nesse quesito, estamos muito bem servidos. O estúdio responsável pelo show, a PA Works, é famosa por sua belíssima animação e cenários de tirar o fôlego. Vou falar mais na parte técnica, mas a beleza é um dos fatores que faz com que o show funcione como deveria. Muito mais do que é mostrado no mundo, o próprio mundo te mostra que a mágica é real.
Acontece que, para as personagens que estão lá dentro, esse mundo fantástico e fantasioso não passa de algo comum. Então quando paramos para ver como elas vivem… Não há nada inimaginável. Elas vivem normalmente, têm suas atividades corriqueiras e continuam tocando a vida como nós fazemos. Assim, mesmo com o fator sobrenatural que está arraigado ao cerne da trama, estamos lidando com um Slice of Life comum.
Nisso, acabamos caindo numa contradição: queremos algo que nos cative por ser diferente, mas recebemos algo que é o mais pão com ovo das refeições. Pra fazer o comum ser cativante, é preciso algo que chame a atenção, mesmo sendo normal. E o que IroDuku entrega nesse quesito são suas personagens.
Se até eu que sou a pessoa mais apática do mundo, consigo perceber as emoções por trás das personagens, você também consegue.
De novo, as personagens são pessoas normais fazendo coisas normais. O charme delas está em suas peculiaridades. Não só a sua aparência (que também é bem trabalhada), mas suas personalidades são postas a prova logo de cara. Elas não são portas falantes, ou pedaços de papelão em tamanho real, muito menos estereótipos ambulantes. Você percebe que elas foram muito bem pensadas, e nota a grande humanidade por trás de cada ação que elas tomam. Humanidade que faz com que você possa se identificar instantaneamente com cada uma delas, positiva ou negativamente.
Outro detalhe que preciso dedicar um parágrafo pra falar é sobre as cores. O uso delas no show é muito mais do que como uma ferramenta artística para dar vida ao mundo mágico, como comentei até demais anteriormente. Ela é uma ferramenta de roteiro.
A protagonista, Hitomi, tem claros problemas psicológicos. A garota é introvertida, tem dificuldades em socializar, sofre por conta de preconceitos e pra melhorar a situação, tem sérios problemas de TER QUE LIDAR COM A TECNOLOGIA DE CINQUENTA ANOS ATRÁS. E apesar de não termos tido uma confirmação da série, fica claro que sua Acromatopsia (joguei no Google mesmo. É o nome da doença que faz com que você não enxergue cores e veja tudo em tons de cinza) é uma metáfora para sua visão de mundo.
Lembra quando eu comentei, no primeiro parágrafo, que ummundo chato é um mundo sem cor? É exatamente isso que a protagonista passa, e que o diretor quer passar. Em diversas cenas – cenas onde a garota está claramente de saco cheio da vida, com aquela famosa vontadezinha de morrer – o show faz questão de eliminar todas as suas belas cores para nos mostrar a visão dela. Fica clara a mensagem que quer ser passada.
Você, largando a fase emo e começando a ouvir Restart.
Com tantas personagens boas e que são feitas para nós nos apegarmos rapidamente, e uma direção honestamente excelente que consegue trazer todos os efeitos desejados, nós nem paramos pra notar o quão arroz com feijão o show em si é. Sério, se você parar por trinta segundos e juntar todos os pontos, vai ver que não tem nada de especial no animê. Como já dito, é um Slice of Life pão com ovo. Mesmo com suas peculiaridades, tudo é muito simples e acaba trazendo um enorme senso de tranquilidade para o clima da obra. Mas essa simplicidade acaba sendo um charme a mais que se soma a todas as qualidades já mencionadas.
Como prometi, um pouco sobre a parte técnica: vou dar destaque para os astros, e nomear Toshiya Shinohara pelo seu trabalho na direção, que já cansei de elogiar ao longo do texto; e Naomi Nakano, por fazer o “Design de Cores” do show (que, certamente, é um dos papéis mais importantes para ESSE SHOW EM ESPECÍFICO). Ambos trabalham com uma equipe ligada ao estúdio P.A. Works, que tem seu repertório cheio de shows de qualidade (e alguns nem tanto). Ainda, a música (por Yoshiaki Dewa) e a dublagem (com diversos nomes conhecidos) são de alto nível e só agregam à produção.
Um show que surpreende por ser bonito de se olhar e gostoso de se assistir, IroDuku fica como uma estréia 8/10 e me deixa muito ansioso por mais. Você pode assistir pelo serviço de streaming da Amazon, o Prime Video, com novos episódios todas as segundas-feiras.
Mefisto, criado por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini, sempre foi o principal antagonista do ranger Tex Willer. Um mago ilusionista poderosíssimo, Steve Dickart (nome real do vilão) enfrentou Tex e seus pards algumas vezes ao longo das décadas, e suas aparições nos quadrinhos da editora italiana Bonelli sempre foram eventos grandiosos.
O personagem rapidamente se caracterizou como a antítese do herói, e a cada retorno suas ações se tornaram mais e mais diabólicas. Em 1983, entretanto, a última desventura do vilão foi contada pelas mãos de seus criadores, que deram um fim à sua vida, e ali estava marcado (pelo menos por enquanto) o encerramento da história desta vil criatura. No mesmo ano, Gian Luigi parece ter esboçado uma história que marcaria o retorno de Mefisto, e esta só foi publicada quase vinte anos depois. Hoje, no Papo de Saloon, falaremos sobre Tex: A Volta de Mefisto.
A Volta de Mefisto foi publicada na Itália em 2002. Os autores escolhidos em 1996 para continuarem os esboços inicias de G. L. foram dois nomes característicos de Tex, peritos no personagem que vinham trabalhando no mesmo há alguns anos: Claudio Nizzi e Claudio Villa. Ainda em 1996, a história começa a ser escrita e desenhada, porém longos atrasos fizeram com que ela fosse publicada somente após a virada do século. E com grande expectativa, esta história atingiu as bancas italianas, chegou ao Brasil em 2004 e retornou recentemente em uma edição de luxo da editora Mythos, totalmente colorida!
Esta aventura de cerca de 360 páginas, apesar de trazer de volta um personagem clássico, pode ser lida por novatos no mundo de Tex. Tem início com a irmã de Mefisto, Lily Dickart, tendo ideias de ressuscitar o irmão através do uso dos poderes de um mago indiano. Visando fixar a alma do vilão de volta em um corpo físico, Lily e seu marido milionário seguem suas jornadas enquanto Tex, na aldeia navajo, recebe uma mensagem de mau agouro vinda do vidente e ancião da aldeia, Nuvem Vermelha. Descrente, Tex passa a encarar uma série de acontecimentos bizarros ao mesmo tempo que realiza uma missão da Agência Pinkerton, e o embate com Mefisto aparenta estar cada vez mais próximo.
Claudio Nizzi, o roteirista, segue uma fórmula característica de boa parte de suas histórias: divide os pards em dois núcleos, sendo um composto por Tex e Carson, e outro por Jack e Kit. Eventualmente, os caminhos dos quatro heróis se cruzam, e a reta final tem início. Nizzi, herdando aqui as principais ideias dos esboços de G. L. Bonelli, produz uma história bem amarrada com muito ocultismo, assassinatos e magia negra, e abusa (no melhor sentido possível) dos clichês das histórias “mágicas” do Tex, mas sem deixar de lado a característica investigativa de crimes aparentemente mais simples e palpáveis, quando algumas diligências passam a ser misteriosamente atacadas.
Nizzi também consegue dar vozes específicas para cada um dos personagens desta história. Seu Mefisto, por exemplo, é de extrema fidelidade ao clássico, em seus discursos e atitudes. Os personagens criados para o retorno do vilão, como o Major e o marido de Lily, também desempenham seus papéis de forma interessante e condizente com suas personalidades apresentadas desde o início da história. E outro mérito gigantesco é a arte de Claudio Villa.
Villa, então capista de Tex, também estava envolvido com diferentes projetos e demorou anos para entregar suas páginas finalizadas. Considerado sucessor espiritual de Galep por tentar reproduzir seu estilo (e não dever em nada à memória do grande autor), muitos fãs consideram seu Mefisto tão bom quanto o original, e os elogios não são exagerados. A narrativa de Villa é ágil, e sua arte é limpa e muito cinematográfica, fazendo com que seus personagens possuam feições muito realísticas. E apesar das cores da Sergio Bonelli Editore não possuírem muito apreço de parte dos fãs, elas complementam bem os desenhos deste arco, dando um tom ainda mais real para cada quadro.
O desenrolar da trama, que se dá ao longo de suas mais de 300 páginas, possui um ritmo bem cadenciado e não cansa o leitor em momento algum. Como o retorno do vilão é muito bem estruturado desde o início, firmadas as bases da história, resta ao leitor a curiosidade de saber onde tudo isso vai dar. Os momentos finais, de extrema tensão mental, tiram o fôlego enquanto tudo parece estar perdido. E de forma criativa e inusitada, Nizzi e Villa finalizam o retorno de Mefisto em grande estilo, com um gostinho de quero mais.
A edição de luxo da Mythos, em capa dura e formato italiano (21 x 16 cm), possui acabamento primoroso e textos editoriais interessantes que situam o leitor ao longo de toda a cronologia que levou a publicação d’A Volta de Mefisto, além de mostrar claramente a importância desta história para a Sergio Bonelli Editore. O papel utilizado é o offset, que não deixa as cores brilhantes (tornando-as mais opacas), dando um ar de aventura clássica para cada página.
Resta saber se a editora pretende dar continuidade a este formato, lançando uma nova coleção do ranger mais querido dos quadrinhos, com mais aventuras importantes para a cronologia do personagem e, quem sabe, republicando alguns clássicos em cores. Caso venha a acontecer, o Papo de Saloon definitivamente será um espaço da internet para comentar tais lançamentos!
Assim que foi lançado, o anime Sword Art Online, baseado em uma Light Novel, nos trouxe um segmento “novo” dentro do mundo dos animes, que atraiu incontáveis fãs e um público que se formou muito rápido logo em seu episódio de estréia no ano de 2012.
Apresentar um anime onde por meio da tecnologia pudéssemos imergir em um mundo de realidade virtual dentro de um MMO RPG foi uma sacada bem legal. E pra segurar ainda mais a trama do anime, o desenvolvedor do jogo prendeu todos os jogadores, os impedindo de deslogar até concluí-lo, com o detalhe que se você morresse no jogo, também morreria na vida real, e assim apresentando o plot principal.
[Para quem ainda não assistiu o anime pode parar de ler, a matéria contém Spoilers]
SWORD ART ONLINE
Kirito e Asuna no arco Aincrad
Apesar de termos aí um plot que poderia render até um conteúdo para longas temporadas, esse arco do anime se encerrou em 14 episódios, onde o protagonista Kirito zera o jogo de forma prematura quando descobre que um de seus companheiros era a consciência do desenvolvedor que os prendeu e o derrota em uma batalha. Após o episódio, o anime sofreu um hiato que gerou uma enorme expectativa em seu público, e consequentemente quando há muita expectativa, há uma enorme chance de decepção.
Daí inicia-se o arco Fairy Dance dentro do jogo Alfheim Online. os 14 episódios passados, chamados também de arco Aincrad (nome da terra onde todos moravam no primeiro jogo) desenvolveram a história do protagonista e seu par romântico Asuna, que inclusive foi uma das responsáveis por zerar o jogo juntamente com Kirito. Acontece que quando todos são libertados, Asuna não volta à consciência e Kirito descobre que ela acabou ficando presa em outro jogo.
Arco Fairy Dance do jogo Alfheim Online
Quando esse plot foi apresentado aos fãs, muitos acharam uma espécie forçação de barra pra continuarem tendo história pra algo que já chegou ao fim e acabaram abandonando o anime. Mas ao fim dessa saga em que aparecem diversos personagens e histórias legais (lembrando que não estamos aqui para falar muito sobre personagem X ou Y, ou até mesmo da história do anime, somente da sua evolução), quando o “herói” salva a “mocinha”, o anime acaba se dando por encerrado.
SWORD ART ONLINE II
Devido à grande legião de fãs e ao rápido sucesso que foi SAO, a indústria não queria “largar o osso” e trouxe para os fãs o anime SAO II.
Kirito e Sinon no jogo Gun Gale Online
Sword Art Online II trouxe mais uma vez uma segmentação “diferente”, que seria usar o sistema de imersão em um jogo de tiro, o Gun Gale Online, e a temporada se chamou Phantom Bullet. O plot dessa temporada utilizou recursos parecidos de Aincrad, misturando a vida do jogo à vida real dos jogadores, só que dessa vez, jogadores específicos estavam matando uma lista de alvos produzida por meio do jogo. E como de costume, nosso protagonista derrota o “vilão” da vez e acaba com a onda de homicídios virtuais.
Quando esse último plot é encerrado, e todos acham “Ah então encerrou os plots, não deve ter mais como explorar isso aí”, Inicia-se o arco Caliber (bem pequeno que apenas mostra como Kirito ganha a espada que usa no próximo arco) e o Mother’s Rosário, um arco bastante interessante que deixa Kirito como coadjuvante, explora o relacionamento de Asuna com sua mãe, e ao mesmo tempo a morte e drama de amigos recentes que ela faz no Alfheim online.
Asuna e Yuuki no arco Mother’s Rosário
Em determinado momento do anime, também é bom falar aqui, que todos os jogadores de SAO (Sword Art Online), ALO (Alfheim Online), e GGO (Gun Gale Online) com quem Kirito fez amizade se juntam em um novo jogo criado pelos jogadores para zerarem todos os andares de Aincrad, já que o jogo tinha sido finalizado prematuramente. Na minha opinião seriam as partes mais saturadas do anime, já que eram completamente sustentadas por fanservice. Por causa da saturação muitos nem terminaram de assistir e foi onde a maioria do público se dispersou.
SWORD ART ONLINE ALICIZATION
Chegamos ao ponto principal que me levou a fazer esse texto. Recentemente no Crunchyroll, saiu o novo anime de Sword Art Online, e com o primeiro arco chamado Alicization, que atualmente (no momento em que foi escrito o texto) se encontra no episódio 4.
Kirito e Eugeo em Sword Art Online: Alicization
No primeiro episódio vemos que Kirito está fazendo testes em um novo dispositivo de imersão, mas como acordado previamente com ele, toda memória do que acontece dentro do dispositivo é apagada quando ele sai da imersão. Trechos da imersão são mostradas dentro do episódio e retratam a vida do personagem em forma de criança (sem memórias do mundo real) com novos personagens e aparentemente uma nova vida, dentro desse mundo virtual ocorre alguns incidentes e uma amiga de Kirito chamada Alice acaba sendo levada por um guarda (mais detalhes a gente vê assistindo o episódio).
Após voltar desse dispositivo novo de imersão, quando está em um passeio com Asuna, Kirito acaba sofrendo uma tentativa de assassinato e o anime volta para o mundo virtual da fase de testes, só que ao invés dele ser criança novamente ele já está na idade atual e com suas memórias do mundo real e como não lembra do mundo virtual em que está (já que suas memórias eram apagadas assim que saía do dispositivo), acaba se passando por alguém que perdeu a memória. Além dele não se lembrar de nenhum habitante do mundo virtual, ninguém também se lembra dele embora aparentemente ele tenha participado da vida de todos enquanto criança nas primeiras simulações.
Deixando de lado todas essas características confusas de memórias e dispositivos de imersão, é interessante falar o porque SAO conseguiu ressurgir após um período saturado com os arcos anteriores. O elemento curiosidade voltou ao anime, com teores novos e mistérios a mais para serem resolvidos, ficamos bem entretidos nos plots mostrados e bastante curiosos para saber o porque aquilo aconteceu e o que pode acontecer dali em diante.
As cenas de ação, como toda cena de ação em SAO são um forte tremendo, muito bem trabalhadas e agora com um diferencial: características novas como sangue e dor causados por ferimentos são agora mostrados até nos seres de realidade virtual.
O anime tomou um caminho diferente e ao mesmo tempo conseguiu repassar aquele hype inicial que todos tiveram no seu primeiro episódio do arco Aincrad. Agora resta saber se nos surpreenderemos ou mais uma vez nos decepcionaremos com o futuro da franquia. Mas agora não custa continuar assistindo né.
Sword Art Online: Alicization estreou dia 06/10/2018 e possui lançamento semanal aos sábados, o anime pode ser encontrado na plataforma de Streaming Crunchyroll.
Produções sobre fantasmas ou demônios que perturbam o cotidiano de uma determinada família, se tornaram comum ao decorrer que Hollywood tenta evoluir mentalmente e espiritualmente, mas que infelizmente, acaba fracassando. Entretanto, mesmo com diversas obras que estão presas na mesmice, muitas produtoras procuram entregar algo realmente diferente para os seus consumidores, caso da provedora global de filmes e séries de televisão Netflix, visto que em 12 de Outubro do ano 2018, lançou em seu catálogo o seriado de terror A Maldição da Residência Hill, que mesmo com seus diversos defeitos, se sustenta com sua genialidade de contar história através do luto e assombrações fantasmagóricas.
O responsável pela história, é o cineasta Mike Flanagan, que dirige e produz o seriado ao lado da sua esposa e atriz Kate Siegel, na qual interpreta a personagem Theo, filha do meio do casal Hugh (Henry Thomas/ Timothy Hutton) e Olivia Crain (Carla Gugino) . Flanagan, possui em seu currículo grandes películas, como Hush: A Morte Ouve; Ouija: A Origem do Mal e o vindouro Doctor Sleep. Isto é, ao observar o esforço do diretor em contar narrativas de terror, era de se esperar mais uma fábula de terror e drama que pudesse agradar todos aqueles que se simpatizam com os gêneros.
Sintetizando de maneira breve, Shirley, Theo, Nell, Luke e Steven são cinco irmãos que cresceram na mansão Hill, a casa mal-assombrada mais famosa dos Estados Unidos. Agora adultos, eles retornam ao antigo lar e são forçados a confrontar os fantasmas do passado, após o suicídio da irmã mais nova.
Desde o início até o seu final, o seriado é vendido como algo assustador que promete deixar os seus telespectadores sem dormir por noites… mas não é bem assim que as coisas funcionam. Óbvio que a fábula dará uma certa ênfase ao horror (que por sinal é excelente), mas o gênero é apenas uma linda cortina vermelha que esconde a verdadeira alma da produção: o drama. É ele o elemento predominante na maior parte dos episódios, criando uma atmosfera aterrorizante no meio de uma família transtornada por lembranças apavorizantes que assolam seus cotidianos mesmo depois de adultos. Ou seja, A Maldição da Residência Hill é um show televisivo sobre luto familiar, e não sobre assombrações.
Dissertando sobre parentela, os irmãos Shirley (Elizabeth Reaser/Lulu Wilson), Theo (Kate Siegel/Mckenna Grace), Nell (Victoria Pedretti/Violet McGraw), Luke (Oliver Jackson-Cohen/Julian Hilliard) e Steven (Michiel Huisman/Paxton Singleton) são os verdadeiros heróis um do outro, se ajudando em momentos ápices e nunca desistindo de aquilo que os intriga desde a infância. Mesmo seguindo rumos diferentes, cada irmão tem um destaque especial dentro da produção, evidenciando o potencial de cada um sem que ultrapassem o tempo de tela um do outro. Elemento importantíssimo que foi moldado com cuidado pelos seus indenizadores. Hugh (Henry Thomas/ Timothy Hutton) e Olivia Crain (Carla Gugino) quando o assunto se trata de bons personagens, já que suas atitudes depressivas ao lado de seus filhos, é que carregam o conto nas costas.
Já os fantasmas, servem mais como uma ponte entre o passado e presente. Seus objetivos não são apenas assustar ou possuir algum morador da residência, não; as verdadeiras motivações das assombrações vão além daquilo que qualquer outra produção do ramo já explorou. Ponto positivo.
Uma dica, preste muita atenção nos cenários, pois existem inúmeros espíritos como easter eggs que ficam observando o cotidiano dos Crain. Elemento não muito importante para a história, mas uma ideia assustadoramente genial.
O excesso de mistérios não chegam a ser um defeito, mas um, pequeno incomodo. Os enigmas em si que são jogados ao decorrer da fábula, são geniais e as suas resoluções, mais extraordinárias possíveis, mas se Mike pensasse em tratar as charadas com mais delicadeza e ponderasse suas análises numéricas a respeito dos quebra-cabeças, o fator seria mais impressionante do que já é.
Uma condição técnica que é de se chamar bastante atenção, é a sua fotografia escura, na qual afunda a mente de quem está assistindo nas trevas da noite que assombram o território Hill.
Seu final é lindo e emocionante, mas muito incoerente com que o seriado estava querendo trazer desde o seu anúncio pela Netflix. Ele é muito rápido e não poupa com que o espectador se esqueça facilmente do que foi visto, mesmo que um lindo discurso seja feito por um dos personagens. Entretanto, é se se confessar que o desfecho desse primeiro ano foge do convencional visto em outras séries e filmes,
Finalizando, A Maldição da Residência Hill é encantador, deslumbraste e tenebrosamente dramática. Sem sombras de dúvidas, merece atenção daqueles que amam histórias de terror ao mesmo tempo que procuram assistir algo que se distancie do gênero, mas sem que o mesmo perde a sua áurea.
Espero que tenham gostado, até a próxima e lembrem-se, os fantasmas são culpa, segredos arrependimentos e fracassos.