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Intrínseca inicia pré-venda do terceiro volume de Black Hammer

Um dos sucessos da editora norte-americana Dark Horse Comics, trazido ao Brasil pela Intrínseca, Black Hammer do cultuado Jeff Lemire está ganhando mais um volume nacional. Confira detalhes abaixo!

O terceiro volume reúne os cinco primeiros fascículos de Era da Destruição. Nesta primeira parte, grandes segredos começam a ser revelados quando os ex-heróis recebem uma visita inesperada que tanto pode lhes mostrar o caminho para casa, como ser um prenúncio do caos e da destruição que estão por vir.

Ao vencerem o poderoso e maligno Antideus, os maiores heróis de Spiral City desapareceram sem deixar vestígios. Todos acreditam que eles estão mortos, mas há dez anos vivem isolados em uma pacata fazenda, relegados ao esquecimento e à melancolia de dias sem glória. Obrigados a disfarçar seus poderes, sua natureza e suas origens aos olhos dos habitantes locais, eles personificam uma típica família disfuncional, tentando criar para si uma vida comum, mas que ainda é atormentada pelos mistérios que envolvem sua chegada e sua permanência na cidade.

Criada por Jeff Lemire e Dean Ormston, a série Black Hammer é uma história arrebatadora sobre memória, família, o peso do passado e o medo do futuro. Ao unir elementos de grandes clássicos dos quadrinhos, tramas únicas e personagens complexos, Black Hammer se tornou uma das HQs mais bem-sucedidas dos últimos tempos. Vencedora do prestigiado Eisner Awards, a história dos cinco heróis decadentes que se veem presos em uma cidade fora dos limites do tempo — e de suas tentativas de escapar desse purgatório — conquistou muitos fãs no Brasil e no mundo.

Há algumas semanas, através do Twitter, Jeff Lemire anunciou um crossover de sua série com a Liga da Justiça da DC Comics. No Brasil, a Intrínseca já publicou os dois primeiros volumes encadernados da saga dos heróis.

Black Hammer: Era da Destruição – Parte 1 possui 136 páginas encadernadas em capa cartão e formato 26 x 17 cm. O preço sugerido é R$ 44,90. Reserva sua edição na pré-venda clicando aqui.

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Lançado pela Mythos o Prelúdio para Morrer, novo encadernado de luxo de Dylan Dog

Já está disponível o mais novo encadernado de luxo capa dura de Dylan Dog, personagem de sucesso da italiana Sergio Bonelli Editore publicado no Brasil pela Mythos Editora em mais de uma revista, com lançamentos mensais. Confira detalhes!

Quem é Laís, a belíssima e misteriosa modelo por quem Dylan Dog se apaixona na inauguração de uma mostra fotográfica, e que parece ter desaparecido de repente? Para seguir as pistas da moça, o Investigador do Pesadelo deverá escavar num mistério sórdido que o levará diante de uma verdade horrenda e imprevisível.

Uma história sombria como a noite, em que o lendário mestre do terror italiano Dario Argento interpreta as atmosferas do personagem de Tiziano Sclavi segundo o seu estilo onírico e profundamente inquietante. Nos pincéis, o principal desenhista das atmosferas góticas, o grande Corrado Roi.

Com o selo Prime Edition (destinado às publicações luxuosas da editora Mythos), Prelúdio para Morrer é uma história fechada tal qual sua antecessora, Mater Dolorosa. Dylan Dog retornou pela Mythos Editora em duas séries publicadas em formato italiano: a clássica, chamada apenas de Dylan Dog, e a Dylan Dog Nova Série, que traz aventuras mais modernas do personagem após sua reformulação com a aposentadoria de Bloch. A Nova Série foi comentada em detalhes aqui.

O intuito da coleção deluxe do personagem é apresentar histórias fechadas desenhadas por grandes nomes do quadrinho italiano. O formato, maior que o padrão Bonelli, serve para dar destaque aos quadros e valorizar os desenhos.

Dylan Dog: Prelúdio Para Morrer possui 108 páginas encadernadas em capa dura e formato de graphic novel. O preço de capa sugerido é R$ 69,90. Garanta sua edição na Amazon clicando aqui.

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X-Men | reveladas as capas e as sinopses da fase de Jonathan Hickman

Depois de retornar a Marvel Comics, o celebrado roteirista Jonathan Hickman, autor de uma das mais elogiadas fases dos Vingadores nos últimos anos, assumiu a “diretoria” da Mansão X e vai escrever os novos rumos dos mutantes da Casa das Ideias. A notícia deixou vários fãs animados com o que está por vir e os dois títulos já foram revelados: House of X e Powers of X.

Agora a sinopse e as primeiras imagens das duas minisséries foram divulgadas:

House of X

Jonathan Hickman promete trazer os mutantes de volta para o centro do mundo! Charles Xavier vai revelar o seu audacioso plano mestre para tirar os mutantes de vez da sombra da humanidade. A capa mostra Xavier à frente de tradicionais e famosos da comunidade mutante: Jean Grey, Ciclope, Magneto e Wolverine. Pelo o que a arte indica, o Professor X voltará, pela primeira vez em anos, a reassumir o controle dos X-Men. Desde a fase de Grant Morrison ele não atua nesse posto, ele vinha sendo mais um membro de apoio até ser morto em Vingadores vs. X-Men (2012).

Os trajes apresentados também estão deveras interessantes. Jean está usando o seu uniforme clássico dos anos 70, Wolverine o icônico uniforme marrom dos anos 80/90 enquanto Ciclope e Magneto usando uniformes de Uncanny X-Men (2013). Enquanto Xavier está com um visual elegante e jovial, o que nos faz presumir que a sua mente ainda está dentro do corpo do Fantomex (para quem está afastado das histórias dos mutantes, Fantomex se sacrificou recentemente para que Xavier pudesse viver novamente). E ele ainda está usando um capacete que parece ser uma versão portátil do Cerebro.


Powers of X

Falar sobre o passado, presente e o futuro dos mutantes e como eles mudaram a forma como nós enxergamos cada história. Essa é a proposta de Powers of X, que irá se entrelaçar com House of X. Na arte vemos o sentinela Nimrod como um dos destaques, e a viagem do tempo, algo tão recorrente na mitologia dos X-Men, deve ser um dos carros chefes. O mistério ainda continua quando percebemos o resto dos personagens. A mutante que está segurando uma espada semelhante à de Illyana Rasputin, tem uma pele meio que cromada/prateada, podendo ser uma filha da Kitty Pride com o Colossus. Atrás dela temos uma versão do Noturno mais jovem, talvez seja o filho dele, mas a pele dele é avermelhada, lembrando o seu avô Azazel. O mistério completa com uma descendente ou a reencarnação de Loki e uma versão do Cable mais jovem.

O detalhe curioso nas duas artes são as plantas ilustradas nelas. Em House of X, a equipe está passando por uma espécie de portal de galhos. Seria uma passagem para uma outra dimensão? Será que nesse lugar misterioso é a nova casa dos X-Men?
Já em Powers of X, percebemos algo semelhantes a trepadeiras atrás dos personagens. Será o indício de uma nova terra que Xavier está buscando para os mutantes? Ou será que, considerando os eventos anteriores entre os X-Men e Asgard, pode ser algum pedaço da Árvore da Vida? E será que tem alguma conexão com o portal coberto de plantas na capa de House of X?

A partir de julho, todas essas perguntas serão respondidas com o início das publicações de ambas as séries.

Além dos roteiros de Hickman, Powers of X terá artes do brasileiro R.B. Silva e House of X será desenhado por Pepe Larraz.

 

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A Necromante | Confira o novo projeto da Skript Editora

Segundo a Bíblia, Deus instituiu Samuel a conceder um rei ao povo. Samuel ainda advertiu os israelitas acerca das implicações de ter um rei de modo inoportuno, mas eles se recusaram a ouvir. Foi assim que Deus ordenou que Samuel ungisse Saul como rei. Sob esse aspecto, Saul era do tipo que atendia exatamente as expectativas do povo.

Mas, segundo a narrativa bíblica, o Rei Saul cometeu três grandes erros:

1º – Tentou usurpar o ofício sacerdotal
2º– Desobedeceu ao Senhor quando desprezou a ordem divina de destruir todos os amalequitas, quando poupou o rei Agague bem como o melhor dos animais daquele povo conquistado
3º– Resolveu procurar ajuda de uma feiticeira em En-dor, para pedir que trouxesse o espírito de Samuel dos mortos.

E é nesse terceiro erro que se desenrola a trama de A Necromante, HQ brazuca escrita por Douglas Phillips Freitas e com artes de Marcel Bartholo.

Por considerar pecado todo tipo de leitura de sorte, feitiçaria e necromancia (falar com os mortos), Saul havia mandado matar todos os videntes, magos, feiticeiros e necromantes de Israel. Cercado pelos filisteus, sem seu conselheiro (Samuel) e seu herói (Davi), Saul vai até a cidade vizinha de En-Dor atrás da última necromante (que fugiu do extermínio do próprio Rei) em busca de seus serviços, para falar com Samuel que há muito havia falecido.

Essa passagem bíblica é considerada até hoje como uma grande polêmica. Pois muitos estudiosos dizem que esse texto é a prova nas Escrituras Sagradas, que existe a vida após a morte. Outros, no entanto, creem que não havia sido o espírito de Samuel que fora invocado pela necromante, mas sim, alguma obra do Diabo.

O projeto está sendo viabilizado por meio de financiamento coletivo via Catarse e será uma publicação da Skript Editora.

Confira abaixo algumas imagens de A Necromante:

 

A Necromante é o pontapé inicial de um projeto muito audacioso. Ela será a primeira publicação de uma série de livros em quadrinhos que irá adaptar fielmente textos obscuros que existem na Bíblia. A proposta é que os textos originais sejam reproduzidos na íntegra, com o objetivo do leitor constatar a fidelidade da adaptação.

O quadrinho será enviado para todos que colaborarem com o projeto até o final de maio. A Necromante, posteriormente, poderá ser adquirida na Comic (Con) Floripa 2019, que acontece durante os dias 8 e 9 de junho deste ano. Os autores estarão no evento.

A Necromante terá formato 20 X 27 cm, 40 páginas coloridas, capa em papel supremo 250g, miolo em papel couchê fosco 150g e lombada canoa (grampo). Para saber mais sobre a campanha, seus detalhes, recompensas e valores para apoiar clique AQUI.

Vale lembrar que a Skript Editora também está com um projeto intitulado Mulheres & Quadrinhos no Catarse, clique AQUI para mais detalhes.

 

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DCEASED | Arlequina, Coringa e Mulher-Maravilha nas novas capas variantes

Foram divulgadas mais algumas capas variantes de DCeased, a próxima grande minissérie da Casa das Lendas, que vai englobar todo o seu vasto universo. Como já divulgado pela Torre de Vigilância AQUI, o roteirista Tom Taylor e o  editor Ben Abernathy estão encabeçando os diálogos da trama e o time ainda está composto por Trevor Hairsine,  Stefano Gaudiano e James Harren que cuidadão das artes.

Confira a sinopse da minissérie que terá seis edições e estará fora da continuidade da editora:

“Graças à Darkseid, um misterioso tecno-vírus se alastra pelo planeta, infectando 600 milhões de pessoas e as transformando instantaneamente em violentas, monstruosas máquinas de destruição. Os heróis do Universo DC são pegos de surpresa pela pandemia e lutam para salvar as pessoas mais próximas a eles primeiro. Mas o que acontecerá às Lendas se o mundo acabar?” 

Tom Taylor falou na época da divulgação ao IGN que apesar de a minissérie atuar fora da continuidade principal, os perigos apresentados nela serão reais e que a liberdade dada pela editora foi fundamental para a produção. Taylor ainda revelou que até personagens ícones e muito amados sofreram em DCeased.

DCeased começa a ser publicada no início de maio nos EUA. Fique ligado na Torre de Vigilância para mais novidades.

 

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Minha Coisa Favorita é Monstro é lançado no Brasil

A Quadrinhos Na Cia. lançou no mês passado a poderosa graphic novel Minha Coisa Favorita é Monstro, da norte-americana Emil Ferris. A publicação incomum e perspicaz fez a autora, que era estreante nesse formato, sair vencedora de três prêmios Eisner e do Fauve d’Or, o mais importante do Festival de Angoulême.

Totalmente desenhado com canetas bic, a graphic novel é narrada por uma menina chamada Karen, de somente 10 anos, que é apaixonada por filmes de monstros. Como se fosse um diário, todo feito à caneta, ela se desenha como uma jovem lobismoça. Ambientado na Chicago de 1960, Karen tenta desvendar o assassinato de sua bela e misteriosa vizinha, Anka Silverberg, uma sobrevivente do Holocausto.

No desenrolar da trama misteriosa, o leitor acaba acompanhando, em meio a uma atmosfera noir com pitadas de horror, ficção cientifica e surrealismo, um elenco bizarro e sombrio de personagens, como Dezê, irmão de Karen, convocado para servir as forças armadas e assombrado por um segredo do passado, o marido de Anka, Sam Silverberg, também conhecido como o jazzman “Hotstep”; o mafioso Sr. Gronan; a drag queen Franklin; e Sr. Chugg, o ventríloquo. Confira uma prévia da obra AQUI.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

“Somos todos monstros”, disse Emil Ferris em entrevista ao Estadão. “Podem até haver seres fora de nós que nos digam para fazer certas coisas, mas a verdade é que monstros aparecem sempre com aspectos da raça humana. Criamos esses seres do espaço, subsolo, mas, no fundo, estamos sempre no campo de batalha das nossas almas.”

Minha Coisa Favorita é Monstro foi parte importante na vida da autora. Foi um momento de superação. Há 17 anos, quando ainda trabalhava como faxineira e garçonete, Emil Ferris foi picada por um mosquito e contraiu a Febre do Nilo Ocidental. 80% das infecções não geram sintomas em humanos, mas em casos graves, como o de Ferris, as consequências são sérias. A autora ficou três semanas em coma, algumas sequelas cerebrais e paralisia nos membros. O que a impediu de andar, os desenhos passaram a sair muito tempo depois com a ajuda de sua filha que na época tinha 6 anos.

Minha Coisa Favorita é Monstro tem formato 26,7 X 20,6 cm, 416 páginas e o preço de R$ 134,90. A obra se encontra com desconto a Amazon Brasil.

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Quadrinhos

Mulheres & Quadrinhos | Editora Skript lança projeto no catarse

A editora Skript começou uma campanha de financiamento coletivo, via Catarse, para viabilizar o projeto Mulheres & Quadrinhos. A publicação vai apresentar artigos científicos, relatos, contos e ilustrações onde apresentam a relação da mulher com as HQS. Incluindo a presença feminina como personagens importantes das histórias.

Pela primeira vez, uma editora busca abranger, da forma mais ampla possível, o maior número de mulheres envolvidas com a produção e pesquisa de histórias em quadrinhos no país. Assim, responderemos ao famoso questionamento: “onde estão as mulheres nos quadrinhos?”.

Mulheres & Quadrinhos tem a presença de mais de 100 artistas, todas com um olhar, uma dedicação e seu jeito de fazer quadrinhos. São roteiristas, ilustradoras, revisoras, pesquisadoras, editoras, designers, tradutoras e coloristas. Todas juntas para demostrar a força feminina na Nona Arte.

Fazem parte da Mulheres & Quadrinhos nomes como Larissa Palmieri, Lu Cafaggi, Má Matiazi, Rebeca Prado, Talita Grass, Pri Wi, Cris Eiko, Carol Pimentel, Lilian Mitsunanga, Marcela Godoy, Fabi Marques entre outras.

Mulheres & Quadrinhos terá formato 16 X 23 cm, capa de alta gramadura, miolo P&B e inicialmente a obra será em brochura. Porém ao chegar a 70% ou mais da meta, o livro será em capa dura, ou terá um aumento do número de páginas com melhora na qualidade da capa.

Para saber mais detalhes da campanha, todas as mulheres envolvidas, recompensas e valores, clique AQUI.

 

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Detective Comics Quadrinhos

Detective Comics #1000 | As histórias da antologia do Batman ranqueadas

História foi feita essa semana, Batman completou 80 anos desde sua primeira aparição. Detective Comics #1000 foi lançada essa semana para celebrar o Cavaleiro das Trevas. É um momento histórico para a indústria de quadrinhos. Por isso, a Torre de Vigilância listou todas as histórias da antologia. Da pior até a melhor. Para a Bat-caverna!

11 – “Heretic” por Christopher Priest e Neal Adams

Anos após furtar a carteira de Bruce Wayne, um jovem é assassinado pelo seu irmão. O conto mostra como o estilo capitalista de Wayne está corrompendo os membros da Liga das Sombras. Apesar da excelente proposta, o roteiro de Priest não impacta o leitor nem causa reflexão. Além disso, a arte de Adams destoa completamente da narrativa.

Observação: Leia Batman #431.

10 – “The Last Crime in Gotham” por Geoff Johns e Kelley Jones

Johns e Jones unem forças para apresentar um futuro quase utópico em Gotham. A premissa apresenta uma nova Bat-família enquanto solucionam o último crime da cidade. Apesar de competente em sua introdução, o roteiro falha em seu desenvolvimento. Contudo, os traços de Jones, contrastando entre luz e sombras e formas incomuns, é fascinante.

9 – “Return to Crime Alley” por Dennis O’Neil e Steve Epting

Anunciada como uma sequência de Detective Comics #457, a história é centrada na relação entre Leslie Thompkins e Bruce Wayne. Os desenhos de Epting são espetaculares. O artista inclusive, presta homenagem ao icônico momento: “You dare pull a gun on me?” Infelizmente, é dependente do material original e não figurará no topo de nenhuma lista. Porque só possui significado para quem leu There’s no Hope in Crime Alley (Um baita gibi, por sinal!)

8 – “The Precedent” por James Tynion IV e Alvaro Martinez Bueno

Fãs de Dick Grayson, apareçam! Pois este conto é centrado no primeiro Menino-Prodígio. Especificamente, momentos antes de Bruce decidir treiná-lo. Um roteiro simples e uma arte que não apenas evoca à inocência, mas aos momentos mais marcantes da trajetória de Grayson.

7 – “Batman’s Longest Case” por Scott Snyder e Greg Capullo

O conto de seis páginas mais longo de todos os tempos. Snyder e Capullo apresentam um caso não solucionado pelo Cruzado de Capa, o mais longo de sua história, desde a era de ouro até a contemporânea. A história faz jus ao nome da revista. Torçamos para que seja canônico, pois muitos do elementos apresentados são aqui são interessantíssimos e fazem sentido na continuidade regular.

6 – “I Know” por Brian Michael Bendis e Alex Maleev

E se um vilão do Morcego descobrisse sua identidade? Por que esse malfeitor seria Oswald Cooblepot? Aqui, Bendis não apenas apresenta como o Pinguim descobriu a identidade do Batman, mas os motivos para não ter o matado. Bendis traça um paralelo interessante com a conclusão de O Cavaleiro das Trevas. Maleev traz a sujeira necessária em seus traços. Uma ótima história.

Observação: Não se engane, essa é uma história do Demônio de Gotham.

5 – “The Legend of Knute Brody” por Paul Dini e Dustin Nguyen

Ao invés de construir um conto sobre os vilões do Morcego, o roteirista Paul Dini destaca o maior dos capangas: Knute Brody. Quem? Knute Brody! A narrativa é construída a partir de uma entrevista com os detentos do Arkham sobre o atrapalhado ajudante. Parece boba, mas é genuinamente bem humorada e a arte de Nguyen é um complemento perfeito para a comicidade proposta. Além disso, que reviravolta!

4 – “Batman’s Greatest Case” por Tom King, Joelle Jones e Tony Daniel

Uma homenagem em seu sentido literal. A premissa é simples: A Bat-família aguarda pelo Cavaleiro das Trevas enquanto especulam o motivo da reunião. A arte melancólica de Jones contrasta diretamente com o tom menos fúnebre de Daniel. “O bate e rebate” na escrita de King oferece interações divertidíssimas entre os membros.

Além disso, conta com a página dupla do ano.

3 – “Medieval” por Peter Tomasi e Doug Mahnke

Assim como Action, Detective também conta com um prelúdio para o run posterior à comemoração. A arte de Mahnke é distribuída da mesma forma que a de Patrick Gleason em Never-Ending Battle. Enquanto homenagens à trajetória do personagem são feitas, Tomasi desenvolve os pensamentos do Cavaleiro Arkham, utilizando paralelismos interessantes e uma progressão temática impecável. Após ler isso, você nunca mais ouvirá o nome Batman da mesma forma.

2 – “Manufacture for Use” por Kevin Smith e Jim Lee

É um dos contos mais emblemáticos. Um homem procura no mercado negro de Gotham pela arma que matou os Wayne. O roteiro sabe o quão óbvio será para o leitor adivinhar quem é o homem, por isso, logo após, a verdadeira reviravolta é apresentada. É genial, pois Smith já a havia apresentado em todas as páginas, através dos ótimos desenhos de Jim Lee. Entretanto, o leitor só irá notar isso após a resolução. É uma narrativa que explora a moralidade do Batman e o ressurgimento de Bruce Wayne após a tragédia definitiva de sua vida.

1 – “The Batman’s Design” por Warren Ellis e Becky Cloonan

É simples. Criminosos fogem até um armazém após fracassarem na captura de inocentes em um hospital. O que eles não sabem: Batman criou armadilhas dentro do local. Ellis escreve o herói com um certo frescor, utilizando-o como um artista prestes a realizar sua performance. O palco seria o armazém e os meliantes fazem parte do show. Cloonan, com seus traços cartunescos, consegue traduzir com exatidão cada momento da narrativa. A conclusão é ambígua, podendo ser trágica, o que condiz com o cerne do personagem, ou apenas, uma gigantesca performance, como é transmitido ao leitor durante as incríveis seis páginas. Simplesmente excelente. Merece o primeiro lugar na lista.

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Whopi e Wendigo, quarto encadernado de Mágico Vento, chega às lojas e livrarias

Em outubro de 2017 a Mythos Editora começou a publicar a coleção Deluxe colorida de Mágico Vento, uma das séries mais consagradas da italiana Sergio Bonelli Editore. Com um lançamento em 2017 e outros dois em 2018, está chegando às livrarias o quarto volume da coleção. Confira detalhes abaixo!

A misteriosa jovem índia que chegou ao forte junto com a esposa do major Eccles é Whopi, filha do espírito do Bisonte Branco. Porém, a violência cega dos homens a faz ser dominada pelo bisonte louco. Mágico Vento deverá aplacar a alma enfurecida de Whopi quebrando a maldição que a brutalidade dos soldados desencadeou. O urro do Wendigo, um gigantesco predador de carne humana, rasga o céu nas terras dos ojibways e espalha o terror. A fome do monstro cresce com o aumento das suas vítimas, e Mágico Vento se verá mais próximo da morte como jamais lhe aconteceu antes.

A série foi criada em 1997 por Gianfranco Manfredi, um dos maiores nomes dos quadrinhos italianos, e foi publicada até 2010 totalizando 131 edições. No Brasil a editora Mythos lançou todos números, e a nova coleção Deluxe republica a saga desde o início, com o diferencial das cores. Cada encadernado compila duas aventuras originais.

Na Itália foram colorizadas as primeiras 25 edições da série, tornando possível a publicação em cerca de 12 encadernados seguindo os mesmos moldes. A arte deste volume é de Corrado Mastantuono e Pasquale Frisenda.

Mágico Vento Deluxe – Volume 4 já está disponível na Amazon, comic shops e na Loja da editora Mythos. O encadernado possui 204 páginas encadernadas em capa dura e o preço sugerido é R$ 76,90. Clique aqui para comprar sua edição!

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Culturama: Presente e futuro

Como se saiu e o que esperar dos próximos meses dos quadrinhos Disney pela Culturama

Quase 9 meses se completaram desde o encerramento das publicações de quadrinhos Disney no Brasil até uma nova editora reassumir o legado. Desde dezembro passado já circulavam notícias que um novo acordo estava fechado e imagens do ex-editor da Abril Paulo Maffia na exposição Quadrinhos, do Museu de Imagem e Som (Mis) e na Comic Con Experience deram a dica que, mesmo não oficialmente anunciada até então, a Culturama seria a nova editora, uma vez que o cenário escolhido para as imagens era justamente de personagens Disney ao fundo. A Culturama, editora fundada em 2003, desbancou inclusive a Panini, que era forte candidata por parte dos leitores a retomar as publicações no Brasil.

Paulo Maffia e a equipe da Culturama no Mis. Foto: Reprodução/Facebook

O ponto de partida para o retorno começou dia 21/02 com um jantar para a imprensa, artistas Disney e convidados. No evento, as capas das edições nº0 foram reveladas. Curiosamente, quase todas já tinham sido deduzidas por leitores nas redes sociais à partir de uma imagem publicada pela editora contendo apenas o título com alguns traços das ilustrações. A capa de Aventuras Disney se tornou a única que foi de fato uma surpresa. Assim, esta se juntou oficialmente aos títulos Mickey, Pateta, Pato Donald e Tio Patinhas.

Para os leitores regulares, as HQs começaram a ser distribuídas nacionalmente por volta da terceira semana do mês de março, com o serviço de assinatura também entrando em prática. Neste último, por seu transporte ser de responsabilidade dos correios, foram informados pelos próprios assinantes relatos diferentes à respeito da data de entrega. O que chamou mais atenção foi a caixa usada para transporte do produto, se tornando até item de colecionador. O kit de assinante contém todas as histórias em quadrinhos do mês e um brinde, sendo este o inicial um copo decorado com os personagens Disney. O brinde não irá para as lojas.

Caixa especial para entrega dos assinantes. Foto: Janaina Silva/Culturama

Nesta modalidade, alguns colecionadores informaram que suas HQs vieram com danos devido ao transporte e dentro das caixas não havia proteção para as HQs e o brinde. Procurada pela Torre, a editora afirma que “as revistas enviadas por assinatura estarão melhor acondicionadas nas caixas já à partir do envio da edição nº1 [a segunda entrega do contrato], com uma proteção a mais que evitará contato com o brinde”.

Em estabelecimentos comerciais, a Culturama lançará todos os meses a caixa especial com todos os cinco títulos. Essa edição será destinada a alguns pontos de venda e lojas online. A primeira caixa já se esgotou em várias lojas, mas é prevista a reposição de estoque em abril.

Caixa especial para livrarias e lojas especializadas. Imagem: Amazon

Apesar da divisão da editora para publicar quadrinhos se chamar HQ Culturama, os planos são apenas para quadrinhos Disney. Outras linhas estão descartadas no momento. A Culturama também pretende publicar livros do Universo Disney. Além do já anunciado Il Manuale degli Espiratori Curiosi, a editora tem contrato com a Marvel e Star Wars e pretende trazer em um futuro próximo livros referentes à essas duas licenças. Não há conflito com outras editoras. Esta possibilidade parecia possível depois do anúncio da publicação do Album Mickey 90 anos pela Panini em Novembro de 2018. A Panini, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que “com o lançamento do álbum do Mickey 90 anos, a Panini celebrou um marco histórico para a editora, anunciando a aquisição das licenças da Disney, Marvel e Pixar no Brasil para a publicação de álbuns de figurinhas”. Álbuns de figurinhas não estão contemplados no contrato da Culturama.

Livro já anunciado pela Culturama. Imagem: Scuolastore

Vem aí também mais um título: O Grande Almanaque Disney. Em publicação diferenciada, este título busca publicar grandes sagas inéditas. Dessa forma, sagas já iniciadas como Mickey Mistery não estão nos planos.     

Em um mercado editorial deficiente como o Brasil, livros de várias editoras não passam de 5 mil exemplares por edição; a Culturama somente em 2018 alcançou a marca de 12 milhões de exemplares comercializados. Sua linha é focada no público infanto-juvenil e serve como a introdução à leitura para muitos. Para as HQs, Maffia conta que “Os adultos já são apaixonados pelos quadrinhos Disney, assim, acreditamos que será natural pais, avós  introduzirem as crianças nessa leitura. Muita gente aprendeu a ler com os gibis e a leitura das revistas é uma brincadeira divertida”. A editora possui um serviço especial de assinaturas para escolas, com valores especiais para estimular o uso do material em salas de aula e uma distribuição diferenciada, colocando seus títulos em diferentes pontos de venda trazendo o material para uma maior quantidade de leitores em potencial, fazendo parte da rotina dos mesmos.

Dando continuidade ao projeto, a segunda leva de quadrinhos Disney tem previsão de chegar às bancas, assinantes e demais pontos de venda já em abril. Uma novidade que já poderá ser vista é a volta de matérias a respeito das histórias principais em Aventuras Disney e Tio Patinhas deste mês. Outra seção que voltará é a de correspondência. Respondendo cartas, mensagens e dúvidas dos leitores, esta tradicional parte das HQs também estará nos títulos da Culturama, porém não em todas as edições.

E ainda há muito ao que vir por aí. Futuramente a editora pretende retomar a produção dos quadrinhos Disney no Brasil, porém, no momento, não há previsão. Pois o trabalho em parceria com a Disney precisa de prévia aprovação da companhia. 

Portanto, este é só o começo. O que resta é aguardar.