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A Máfia dos Tigres terá uma adaptação para os Quadrinhos

O mais recente sucesso da Netflix vai ganhar uma versão em quadrinhos. O documentário A Máfia dos Tigres será publicado pela Tidalware Productions e será lançado já em junho nos EUA em volume único e em formatos físico e digital. O roteiro será de Michael Frizell e os desenhos de Joe Paradise e terá o título de Infamous: Tiger King.

A série Infamous é famosa nos EUA por adaptar para os quadrinhos as biografias de Charlie Sheen e Lindsay Lohan.

“Não tem como inventar essa parada”, disse Michael Frizell no comunicado da Tidalware Productions. “É um desafio encontrar um foco para a HQ, tem muita coisa acontecendo nessa história”.

Infamous: Tiger King terá duas capas alternativas. Uma com Joe Exotic e Carole Baskin e outra com um tigre estilizado. Confira as artes abaixo:

A Máfia dos Tigres estreou em março no serviço de streaming e rapidamente chegou a marca de 34.3 milhões de espectadores em apenas 10 dias. O documentário conta a vida de Joe “Exotic” Maldonado-Passage, dono de um zoológico que acada se envolvendo com o submundo dos criadores de grandes felinos e acada acusado e encomendar o assassinato da dona do Big Cat Rescue e ativista dos direitos dos animais Carole Baskin.

 

 

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Editora Veneta Começou a Pré-Venda da Graphic Novel Prof. Fall

E seguindo o seu calendário de lançamentos para 2020, a Veneta começou a pré-venda da graphic novel Prof. Fall, adaptação do romance homônimo de Tristan Perreton, capitaneado pelo quadrinhista Ivan Brun. A trama mistura suspense com fantasia e critica social.

Lançado na frança em 2017, Prof. Fall, conta a história de Michael, depois de presenciar um suicídio, fica abalado e acaba recorrendo à um coquetel de antidepressivos e um misterioso feitiço hipnótico. Essa mistura perigosa joga Michael em uma espiral de delírios e violência, que o fazem revisitar diversas cenas da vida do suicida, e se depara com um mundo de armas, drogas e guerra civil na África pós-colonial.

 

A Editora Veneta ainda irá publicar esse ano Pélpum de Blutch, Reanimator de Juscelino Neco, Beco do Rosário da Ana Luiz Koehler. E o próximo lançamento será Discurso sobre o Colonialismo por Aimé e Marcelo D’Salete.

Prof. Fall tem formato 21 x 1,5 x 28 cm, 176 páginas e o lançamento oficial está previsto para o próximo 20 de abril.

 

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HQ Apresenta uma Nova Visão sobre Judas: Vilão ou peça importante para Ressurreição?

“Fui nomeado o vilão da história. Nenhum homem recebeu meu nome novamente.”

A história todos conhecem. Judas traí Jesus. Jesus é julgado, é crucificado, morre e ressuscita no terceiro dia. Judas se mata após perceber o que tinha feito. Cheio de dor e arrependimento. Mas o que acontece com Judas logo após o seu suicídio? O que aconteceu com a alma do homem que foi destinado a ser vilão na história mais famosa e importante de todo o Cristianismo?

Mas a questão que mais deixa Judas mais confuso é: Jesus sabia? Ele sabia do que ia acontecer desde o princípio? Sabia que Judas seria o traidor e que o transformaria em um pária para toda a eternidade? Que condenaria até mesmo o simples citar de seu nome?

São essas questões que são levantadas na HQ Judas de Jeff Loveness.

A minissérie foi publicada originalmente em 2017, em quatro edições pela Boom! Studios nos EUA, e começa com o pé fundo no acelerador com questionamentos ao cristianismo e o que o cerca. Questões como se Deus é Todo-Poderoso e bondoso, por que criou um mundo onde as pessoas sofrem? A jornada de Judas pelo inferno é cheia de exemplos de que Deus sempre precisa de um vilão para exercer sua divindade e amor ao mundo. A história apresenta os destinos de personagens como o Faraó de Moíses, Jezebel, Golias e a Esposa de Ló e como esses sofrem por toda a eternidade. Eis que a indignação de Judas ganha mais vapor. Se Deus é grandioso, porque eles foram escolhidos? Onde está o livre arbítrio?

Mas, engana-se que Judas é um quadrinhos que só levanta bandeiras que revoltaria todo cristão. Ela na verdade é uma narrativa de redenção. Uma sincera exploração de fé, amizade e perdão. Onde Judas finalmente entende o porque de ser o escolhido. O porque teve seu nome e tudo que seja relacionado à ele condenado para sempre. No fim entendemos que o velho chavão “escreve certo, por linhas tortas” é um dos pilares do Cristianismo.

As escrituras falam de após a sua morte, Jesus desceu às profundezas da terra. No Novo Testamento, existem afirmações que Jesus ressuscitou dentre os mortos. Em Efésios 4:9, 10 diz: “Jesus Cristo desceu aos infernos, ressuscitou dos mortos no terceiro dia Jesus desceu às profundezas da terra. Aquele que desceu é também aquele que subiu”. Mas as próprias escrituras não detalham muito sobre isso, dizem que venceu a Morte, e trouxe a salvação para todos os justos que vieram antes dele para os que vieram depois, mas exatamente como acontece não está relacionado. E são nessas lacunas, que a história de redenção de Jeff Loveness atua.

O roteiro é bom e por ser uma visão não muito explorada acaba te prendendo até o fim. Você compadece e entende a dor e frustração de Judas durante o período e por alguns momentos, a narrativa te convence e te traz questionamentos. Jeff consegue trazer uma vírgula em uma história que é pilar forte e tradicional de toda redenção e perdão do Cristianismo, e que é ocasionada por uma traição.

As artes são um espetáculo a parte que passeia entre expressões depressivas, soberbas e de sofridas. O inferno é como uma caverna tenebrosa, fria e sem amor. Os desenhos de Jakub Rebelka são como os que vemos em vitrais das igrejas, o que ajuda a familiarizar a trama. Mas o grande destaque mesmo são as cores. As tintas espessas e a coloração que vai de um cinza insosso, passeando por um vermelho sangue poderoso e um amarelo redentor. As cores chocam como passeiam por um misto de desesperança, dúvidas, ódio e amor.

Infelizmente Judas nunca foi publicada no Brasil. Nenhuma editora tupiniquim se interessou a lançar o material por aqui. Acredito que seria uma experiência bacana, e imagino que, considerando os fanáticos religiosos cristãos, seria uma grande polêmica sendo lançada por aqui.

Hoje em dia você pode conseguir na Amazon Brasil em inglês no formato de volume único.

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Tenha, Seja, pratique mais Calvin & Haroldo durante a sua Quarentena

No quase final de outono de 1985, mais precisamente no dia 18 de novembro, o norte-americano Bill Watterson publicava a primeira tira de Calvin e Haroldo nos EUA. Ali era dado o pontapé inicial da trajetória do menino com seu tigre de pelúcia imaginário e suas tiras cheias de aventuras, travessuras e reflexões. E depois de muitos anos divertindo milhões ao redor do mundo, conquistando adultos, crianças e prêmios como o Reuben Award. No ano de 1995, Waterson pôs um ponto final na sua história.

As tiras eram sobre Calvin, um garoto de seis anos cheio de personalidade, que fala o que bem entende, sem papas na língua, e seu único amigo verdadeiro: um tigre de pelúcia chamado Haroldo. O tigre, pela imaginação do menino toma vida e participa ativamente de suas histórias. Tomando decisões, falando sobre os mais diversos assuntos que vão desde dever de casa, morte, família, passando por política e até mesmo direitos civis. Tudo isso dentro das fantasias mirabolantes criadas por Calvin.

E são nessas fantasias onde quero chegar. Onde elas são necessárias e até para deixar-nos com os pés no chão. Hoje em dia, com um mundo virtual mais interativo, fantasiar ficou meio que banal. Muitas vezes deixamos de simplesmente deitar e nos imaginar em outros mundos. Ou como grandes estrelas da música enquanto ouvimos músicas. Ou até mesmo de escrever versos para a pessoa amada enquanto estamos simplesmente sentados no vaso sanitário. Não, não é ironia.

Convido você, estimado leitor, a lembrar quando foi a última vez que simplesmente deitou no chão da sua sala, ou no seu sofá, ou acordou e ficou olhando para o teto pensando. Sonhando. Viajando. Fantasiando como pode ser o seu dia, ou como poderia ter sido. Não, não falo em remoer ou se arrepender sobre decisões tomadas. E sim fantasiar coisas, sejam elas absurdas ou normais. Quando foi a última vez em que você escreveu um texto, um paragrafo que seja com caneta e papel?

Estamos perdendo nossa arte de fantasiar?

Matamos o Calvin que existe dentro de todos nós?

As tirinhas de Bill Watterson constituem frequentemente de uma fuga à cruel realidade do mundo moderno que Calvin fazia, e assim explorava a natureza humana. A natureza inocente de uma criança que acha que deveria ter direito ao voto por não querer que os adultos tomassem decisões para ele, sendo que pela realidade mundial que ele enxergava, os adultos só tomavam decisões ruins. Mas era a mesma criança que fugia do dever de casa, de tarefas simples e tinha medo de ficar com a babá. Vejo que perdemos esse gatilho de recriar nossas fantasias. Seja por causa de um mundo atribulado. Cheio de correrias de nossos compromisso. Seja por que simplesmente não gostamos mais de fantasiar.

Mas, vou falar algo para você: Criar um mundo de fantasia é bom! Relaxa a mente em um lugar seu fora da tela de um celular. E agora, que temos que ficar isolados, praticando a quarentena, temos uma chance de ressuscitar o Calvin dentro de nós.

Pegue um tempo seu e faça o exercício de imaginar. Imagine-se como o personagem do filme que você acabou de assistir. Dentro do quadrinho ou do livro que você leu. No anime que você viu. Ou como um cantor tocando para uma multidão. E vou te falar, pode ser cinco minutos. Mas serão cinco minutos que na sua mente vai durar uma eternidade boa. Fuja um pouco dessa realidade. E, pasmem, criar fantasias te dão senso critico! Porque em algum momento, você se colocará em uma situação em que pensa: “mas e se eu fizer isso, não é legal”. E é para isso que forçamos esse exercício mental. E vou além! Devemos aproveitar que estamos com as crianças em casa e convida-las a fantasiar também. Tirar elas um pouco de dentro de casa, mas pela sua mente. Estimular as crianças a pensar, a criar mundos que lhe deixem como o “poder” de decisão. Obviamente não estou falando para colocar nenhuma criança em uma situação extrema que venha traumatizar, mas faça imaginar que no meio de sua brincadeira de Cidade Lego, um tiranossauro sorridente roxo de bolinhas amarelas passe correndo destruindo tudo! E construa de novo.

Estimule à fantasia. Saia da caixa durante essa quarentena. Saia da frente do celular.

Imagine. Traga o Calvin dentro de você a tona. Encontre e brinque com o Haroldo.

Imagine!

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Quarto volume de Black Hammer chega em lançamento da Intrínseca

Criação de Jeff Lemire e Dean Ormston, Black Hammer conquistou o público e a crítica ao unir elementos de grandes clássicos dos quadrinhos, tramas únicas e personagens complexos. Sucesso inquestionável no exterior e no Brasil (onde a editora Intrínseca vem publicando em encadernados), agora a intensa jornada se encaminha para o desfecho, quando finalmente vamos descobrir o que aconteceu com os maiores heróis de Spiral City.

Ao vencerem o poderoso e maligno Antideus, os maiores heróis de Spiral City desapareceram sem deixar vestígios. Todos acreditam que eles estão mortos, mas há dez anos vivem isolados em uma pacata fazenda, relegados ao esquecimento e à melancolia de dias sem glória. Obrigados a disfarçar seus poderes, sua natureza e suas origens aos olhos dos habitantes locais, eles personificam uma típica família disfuncional, tentando criar para si uma vida comum, mas que ainda é atormentada pelos mistérios que envolvem sua chegada e sua permanência na cidade.

No último volume da aclamada série Black Hammer, revelações colocam o equilíbrio do universo em risco. Neste quarto e último volume, mais segredos vêm à tona, e quando a verdade sobre o que aconteceu naquela batalha fatídica é revelada, o mundo dos ex-heróis muda completamente outra vez. Com o equilíbrio do universo sob ameaça, eles serão obrigados a decidir se o preço que pagaram para salvar Spiral City valeu a pena.

A série da Dark Horse teve até mesmo um crossover com os personagens da DC Comics anunciado e publicado em 2019. No exterior há diversos spin-offs, derivados diretamente da série principal. Além de Black Hammer, a Intrínseca também publica outra série de Jeff Lemire. Trata-se de Descender, coleção iniciada recentemente no Brasil e pertencente a editora Image Comics nos EUA.

Black Hammer: Era da Destruição – Parte 2 possui 192 páginas encadernadas em capa cartão e formato 26 x 17 cm. O preço sugerido é R$ 44,90. Reserva sua edição na pré-venda clicando aqui.

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O Ritmo Tenso e Sufocante de Ditadura no Ar: Coração Selvagem

“Noir é a entropia para a ordem da sociedade, a decadência de todos nós.”

Não teria melhor definição de Ed Brubaker para uma produção Noir e que venha casar tão bem com Ditadura no Ar: Coração Selvagem. A HQ é situada em uma época em que o Brasil vivia uma decadência de paz, liberdade de expressão e sensatez. Uma decadência que durante os anos, muitos tentam mascarar, ainda mais agora com o avanço das redes sociais e a inundação das fakes news. Uma montagem no Facebook, por exemplo, hoje em dia, para algumas pessoas, parece ter um poder maior na “educação” do que livros e professores de história. Ou um poder maior ainda de quem vivenciou e/ou sofreu realmente os fatos e não mascara a realidade deles. Mas contra esse inimigo comum que idolatra generais assassinos, que diz em alto e bom som que quem procura osso é cachorro e os asseclas que semeiam ódio temos produções como Ditadura no Ar.

Escrita por Raphael Fernandes e com desenhos de Rafael Vasconcellos, Ditadura no Ar começou a ser publicada como webtiras no site Contraversão. Naquele mesmo ano foi lançada em forma impressa, de maneira independente pelos autores, como uma minissérie em quatro partes. Em 2016 a editora Draco relançou em edição única com o título Ditadura no Ar: Coração Selvagem. Foi em 2016 que ela ganhou na categoria Melhor Minissérie, o Troféu HQ Mix, dividindo o prêmio com, a também minissérie, Pátria Armada de Klebs Júnior.

A trama conta a história do fotografo Félix Panta que tem que mover o mundo e enfrentar os milicos para encontrar a sua namorada Lenina, que foi presa pelo DOPS durante um protesto. Essa busca revela as entranhas, sensação de medo e sujeira de como os considerados subversivos eram tratados no pesadelo tenebroso que o país passou durante os chamados Anos de Chumbo. Ditadura no Ar: Coração Selvagem, traz Félix não como um herói paladino que enche o leitor de esperança de que tudo vai acabar bem. Em nenhum momento esse sentimento é repassado para o leitor. O clima da HQ, com a sua tensão esbofeteia para uma sufocante sensação de que o final feliz não estará lá.

E isso é o mais impressionante em Ditadura no Ar: Coração Selvagem. A sufocante falta de esperança.


Durante toda a saga de Félix, somos apresentados como a ditadura e sua caçada cheia de agonia influenciam as rotinas, as pessoas, as instituições educacionais, a imprensa livre (ou que tentava ser) e as famílias. E tudo é elevado ao extremo porque as pessoas que cercam o Félix sofrem mais as consequências. Tudo originado pela sua busca por Nina. E por mais amargurado, durão, destemido e sem medo das consequências que o protagonista seja, é nítido a forma que ele vai definhando com o passar da trama. E isso é sentido pelo leitor.

Como o clima Noir da arte de Rafael Vasconcellos em Ditadura no Ar: Coração Selvagem, é um personagem a parte. Você sente ele nas páginas. Tenso. Gritando. E é um personagem que relaciona perfeitamente com o roteiro do Raphael Fernandes e acaba gerando um relato perfeito sobre os Anos de Chumbo.

Ditadura no Ar: Coração tem formato 23,8 cm x 16,8 cm, 104 páginas e pode ser encontrado no site da Editora Draco e na Amazon Brasil.

 

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Social Comics libera gratuitamente de forma online os quadrinhos do Senninha

Mais uma opção de leitura gratuita para a quarentena está no ar! Depois da iniciativa Corona Con e Quadrinhos para a Quarentena, o streaming Social Comics disponibilizou todas as revistas do personagem Senninha de fora gratuita em sua plataforma. Uma boa pedida para as crianças e os adultos que eram fã do piloto de Fórmula 1.

Inspirado no piloto brasileiro Ayrton Senna, o personagem foi criado por Rogério Martins e Ridaut Dias Júnior, com o objetivo de passar para as crianças os valores do eterno tricampeão, como determinação, motivação e superação. As histórias sempre mostram o menino de seis anos que sonha em ser piloto de Fórmula 1, em aventuras com a sua turma.

A parceria do Instituto Ayrton Senna com a Social Comics visa levar entretenimento para os pais e crianças durante esse período de isolamento devido a pandemia.

Para acessar e ler as histórias do Senninha, clique AQUI.

 

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Mythos Editora lança o compilado Histórias Brilhantes de Alan Moore

Um compilado de histórias inéditas do mago Alan Moore está chegando às lojas especializadas e livrarias de todo o Brasil em lançamento da Mythos Editora. Conheça Histórias Brilhantes, um dos quadrinhos mais importantes do ano!

MAIS BRILHANTE DO QUE VOCÊ IMAGINA… Uma coleção de histórias em quadrinhos curtas de Alan Moore (Watchmen, Do Inferno). De experimentos ousados, passando por tentativas iniciais de seus tópicos favoritos, até autocríticas de seus trabalhos mais antigos, esta coletânea de grande alcance é um vislumbre essencial das reluzentes histórias curtas de Moore.

Cada história é desenhada por alguns dos melhores artistas dos quadrinhos, indo de feras do mainstream, como Stephen Bissette (Monstro do Pântano, Tyrant), Rick Veitch (Monstro do Pântano, Bratpack) e John Totleben (Miracleman) até os iconoclastas do underground, como Mark Beyer (RAW) e Peter Bagge (Hate, Woman Rebel: The Margaret Sanger Story).

Um dos principais elementos de destaque de Histórias Brilhantes é a ativa participação do crítico de HQs Marc Sobel, que provê comentários perspicazes e contexto para cada uma das histórias. Ao final de cada capítulo o leitor irá se deparar com análises profundas e enriquecedoras das páginas lidas anteriormente.

 

A edição original inglesa é da editora Uncivilized Books. Marc Sobel é o coeditor de The Love And Rockets Companion e autor da Love and Rockets Reader, ambos da Fantagraphics Books.

Histórias Brilhantes possui 172 páginas encadernadas em capa dura e formato 25,9 x 18,3 cm. O preço sugerido é R$ 79,90. Clique aqui para garantir sua edição na pré-venda com 35% de desconto da Loja Mythos!

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Ousadas: a série em quadrinhos sobre trinta mulheres excepcionais

Serializada de forma impressa na França entre 2016 e 2017 pela editora Gallimard, a série Ousadas (Culottées no original) é uma criação da quadrinista Pénélope Bagieu (Uma morte horrível) feita inicialmente para seu blog, tendo chegado completa ao Brasil graças a uma iniciativa da editora Nemo entre 2018 e 2020, em dois volumes.

A coleção Ousadas apresenta ao longo de suas 300 páginas trinta mulheres excepcionais de suas respectivas épocas que, com suas atitudes, perduram até hoje de maneira icônica – ou também acontecimentos modernos, mais recentes. São histórias reais de figuras importantes que revolucionaram de alguma forma a política, a arte, os esportes e outras esferas da sociedade predominantemente dominadas por homens.

Caixa especial com a coleção completa em dois volumes. Já à venda.

Pénélope Bagieu narra, tanto no primeiro quanto no segundo volume, de forma similar. Cada “capítulo” conta a história de vida e importância de determinada mulher, somando quinze no total em cada edição. Sua narrativa se mantém parecida em todos os capítulos: são cerca de seis a sete páginas, cada página composta por nove quadros. Em seguida, uma ilustração grande que preenche duas páginas. Seguindo esta fórmula, a autora habilmente possui espaço para mostrar todos os pontos relevantes do nascimento, vida e às vezes morte da figura histórica que aborda sem problemas, visto que é um esquema de narrativa basicamente perfeito.

Seus desenhos, claros e belos, transmitem quadro a quadro os principais pontos que o texto destaca, seja em recordatórios ou em balões. E suas cores mudam conforme a abordagem de cada capítulo, seja apenas pela mudança de tom como também pelas diferenças geográficas, visto que cada mulher é de um local diferente do planeta.

A autora segue uma narrativa dividida em nove quadros por página.

É importante ressaltar que as histórias de vida narradas por Bagieu não se limitam apenas às tragédias. Todas têm, de alguma forma, uma mensagem poderosa a ser passada. Entretanto, algumas são puramente espirituosas e divertidas, e ao mesmo tempo inspiradoras – enquanto outras são, de fato e necessariamente, revoltantes.

No segundo volume, o mais recente lançado no Brasil – e que completa a coleção – temos histórias de uma rapper, de uma astronauta, uma vulcanóloga, jornalista investigativa, inventora, ativista dos direitos dos animais, entre outras. Todas são unidas de alguma forma por incompreensão, machismo intrínseco às suas culturas e/ou tragédias pessoais. E todas são Ousadas o suficiente para iniciarem suas próprias revoluções.

Ao final de cada capítulo o leitor é premiado com uma bela ilustração que ocupa duas páginas. Os estilos de arte variam conforme a temática do capítulo.

A quebra dos preconceitos é emocionante e inspiradora. Todas as histórias são bem embasadas de acordo com as biografias (oficiais ou não) de cada mulher, e a autora cita, em determinados momentos, algumas fontes que podem ser ou foram conferidas para a narração daquilo que está em quadro.

A coleção nacional é, como padrão da Editora Nemo, um primor gráfico e editorial. Como fator de curiosidade, vale citar que a coleção Ousadas em inglês apresenta vinte e nove e não trinta histórias. O que ocorreu foi uma censura da história de Phoolan Devi, a Rainha Bandida da Índia, por apresentar cenas de estupro quando ela tinha apenas dez anos de idade, por seu marido imposto pela família.

No Brasil você pode conferir as trinta histórias na íntegra. Na França, Ousadas já vendeu mais de 200.000 cópias. Ficou interessado(a)? Clique aqui para comprar suas edições com desconto!

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Moby Dick estrelado por Pato Donald e Tio Patinhas está à Venda

A Panini começou a venda do terceiro volume da coleção Graphic Disney e dessa vez, é a belíssima releitura de Moby Dick estrelada por Pato Donald, Tio Patinhas e cia. Publicada originalmente na revista Topolino na Itália, em 2013, o clássico romance de Herman Melville de 1851, foi roteirizado e adaptado por Francesco Artibani, com desenhos de Paolo Mottura e a linda capa de Mirka Andolfo.

A releitura do clássico Moby Dick, é recontada no estilo dos históricos quadrinhos italianos da Disney, a história de perseguição e vingança pessoal de uma pessoa pela criatura, que na sua visão, arruinou a sua vida. E representando os personagens da famosa literatura estão Professor Pardal, Peninha, Margarida, Gastão, Huguinho, Zezinho e Luizinho entre outros.

“Nesta aventura, Donald e sobrinhos, na companhia do Tio Patinhas, se aventuram em alto-mar em busca da baleia branca Moby Dick, que roubou a sorte do capitão Quackhab. Enquanto Quackhab vasculha o oceano em busca de seu inimigo, enfrentando outros perigos do mar, a tripulação começa a se perguntar: até onde seu capitão irá para se vingar? Quando seu navio é destruído e sua moedinha sorte é roubada pela monstruosa baleia branca Moby Dick, o capitão Quackhab embarca em uma viagem de vingança contra o temível leviatã. Juntamente com Ishmael, seu primeiro amigo, Sr. Storkbuck, e os trigêmeos da ilha, Huqueg, Duqueg e Luqueg, e sua equipe de vilões, Quackhab não descansará até encontrar e lutar para receber seu prêmio. Mas as baleias não são o único perigo que os mares têm para oferecer. Nossos heróis precisarão enfrentar toda sorte de obstáculos e criaturas marinhas, como lulas gigantes, corvos piratas e tempestades gigantescas antes mesmo de finalmente conseguir ver Moby Dick. E mesmo assim,encontrar a baleia branca será apenas o início do desafio final de Quackhab. Como terminará essa aventura épica com nossos conhecidos personagens Disney interpretando os papéis concebidos no conto de Herman Melville?”

Moby Dick tem formato 18 x 26 cm, 96 páginas e o preço de R$ 49,90. E se a compra for feita para a entrega antes do dia 13/04, o frete é grátis.