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Primeiras Impressões | Edens Zero

Já se passou quase 1 ano desde o infame final de Fairy Tail, mas como Hiro Mashima não para, ele já decidiu lançar um novo mangá: Edens Zero.

Sim, eu sei, a arte é igual a de Fairy Tail. Fazer o quê? É o estilo do cara, se autocopiar. Inclusive, o Happy está de volta, e também temos a confirmação do retorno de Plue, que já havia aparecido em Rave Master, antes de Fairy Tail.

Olha o Natsu de cabelo preto e a Lucy.

Todos os trejeitos do Mashima estão presentes nesse primeiro capítulo de Edens Zero, ou seja, fanservice sem sentido em quase todas as páginas, com direito a closes em peitos e bunda, assédio sexual e protagonista amarrada por cordas. É Mashima, você não muda.

Começamos a nossa jornada, sendo apresentados a Shiki, nosso Natsu de cabelo preto, que só quer fazer amigos… Depois disso temos a Rebecca, a protagonista que será jogada de lado pelo autor, assim como foi a Lucy em Fairy Tail, porque os jovens gostam de protagonista masculino que só quer bater em tudo. Rebecca é uma YouTuber, que vai a um Parque de Robôs (alô Nier: Automata) em busca de views para o seu canal. É sério…

Para aqueles que reclamaram sobre o “Poder da Amizade” em Fairy Tail, não poderão ter esse luxo em Edens Zero, pois a obra é exatamente sobre isso. É sério, em duas páginas já havia rolado: “AMIGOS SÃO AS COISAS MAIS IMPORTANTES DO MUNDO.” PARA MASHIMA, PORRA!

No final do capítulo, após uma falha tentativa de fazer os leitores chorarem, nossos grandes amigos vão para o espaço. E é isso.

A arte do Mashima continua excelente, não tem como negar. Se tem uma coisa que esse cara saber fazer, é desenhar. O problema é “só” o roteiro mesmo.

Para ser justo, eu esperava algo muito pior desse primeiro capítulo, mas como é o Mashima eu tenho certeza de que coisas piores estão vindo por ai, e então, irei aguardar ansiosamente.

A JBC, que também publicou Fairy Tail, inovou ao trazer o mangá com uma publicação simultânea com o Japão, porém ao preço de R$ 5,90 por capítulo. É um preço bastante elevado, visto que, daqui pra frente, os capítulos terão mais ou menos 20 páginas.

Em minha opinião, a editora deveria ter colocado o mangá no Crunchyroll, que já possui um serviço de streaming de mangás em publicação simultânea, que inclusive já tem Edens Zero em seu catálogo, porém em inglês. Seria um ótimo jeito de inaugurar uma versão brasileira do serviço, mesmo que seja com um mangá de Hiro Mashima.

 

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JoJo’s Bizarre Adventure: Vento Aureo ganhará anime em Outubro

Conforme prometido na última semana, foi revelado durante essa madrugada, o misterioso anúncio sobre JoJo’s Bizarre Adventure, e para a alegria de muitos, se tratava do anúncio da quinta parte da obra, Vento Aureo.

Confira o primeiro Visual Key:

Assim como as partes anteriores, a produção de Vento Aureo estará a cargo do estúdio David Production. A staff do anime também foi divulgada:

  • Diretores: Yasuhiro Kimura (Sansha San`you) e Hideya Takahashi (Keijo!!!!!!!! e Pokémon Origins: Episódio 3)
  • Composição de Série: Yasuko Kobayashi (Animes anteriores de JoJo’s)
  • Design de Personagens: Takahiro Kishida (Haikyuu!! e Durarara!!)
  • Diretor-Chefe de Animação: Shunichi Ishimoto (JoJo’s Bizarre Adventure: Diamond is Unbreakable)
  • Música: Yuugo Kanno (Animes anteriores de JoJo’s)

JoJo’s Bizarre Adventure: Vento Aureo estreará em Outubro de 2018 no Japão.

Ambientado na Itália, no ano de 2001, Vento Aureo narra a história de Giorno Giovanna, um jovem mafioso que deseja subir de posto mafia italiana e derrotar o chefe dos Passione, afim de se tornar um “Gang-Star”.

O mangá tem autoria de Hirohiko Araki e foi publicado na Weekly Shounen Jump entre 1995 e 1999 e completo em 17 volumes.

A primeira temporada de JoJo’s Bizarre Adventure foi ar em 2012 com 26 episódios e adaptou as duas primeiras partes da obra: Phantom Blood e Battle Tendency. A terceira parte, Stardust Crusaders foi dividida em duas temporadas, exibidas entre 2014 e 2015, totalizando 48 episódios. Já a quarta parte, Diamond is Unbreakable, foi exibida em 2016 e contou com 39 episódios.

Todas as temporadas estão disponíveis na Crunchyroll.

O mangá de JoJo’s Bizarre Adventure começará a ser publicado no Brasil em Julho de 2018 pela Editora Panini. Foram confirmadas primeiramente a publicação das três primeiras partes, e caso tenham boas vendas, as demais partes virão. No Japão, o mangá se encontra em sua oitava parte, que é nomeada de JoJolion.

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Tokyo Ghoul:re 1ª Temporada | Melhor que o esperado, mas ainda ruim

Chegou ao fim nessa última terça-feira, a exibição da primeira metade do anime Tokyo Ghoul:re, digo metade, pois foi confirmado recentemente que o anime terá uma “segunda temporada” que estreará em outubro desse ano.

Assim como eu disse em minhas primeiras impressões, a adaptação animada de Tokyo Ghoul:re continuou com os mesmos defeitos ao longo dos seus 12 episódios: designs mal feitos, história rushada, trilha sonora quase inexistente e uma animação bem mediana.

Na metade do anime, eu já havia aceitado que teríamos 0 diálogos e desenvolvimentos de personagem, somente porradaria. Isso acontece, porque o Studio Pierrot ainda acha que Tokyo Ghoul é um mangá somente de batalhas. É claro, temos batalhas, mas elas não são o foco da obra, inclusive as batalhas são o ponto mais fraco do mangá, isso se deve ao fato de Sui Ishida, autor de Tokyo Ghoul, não conseguir desenhar bem cenas de luta, que são simplesmente uma confusão.

Enfim, voltando para o anime, essa primeira temporada adaptou por volta de 58 capítulos do mangá, o que é muita coisa para 12 episódios, terminando na aparição do Black Reaper, uma das personalidades de Kaneki Ken, que é um tremendo “cuzão”. Mas não se deixem enganar, o Kaneki continuará apanhando :p . Visto que o mangá está para acabar, com 179 capítulos, é esperado que a segunda temporada do anime adapte os capítulos restantes, então se preparem para mais uma rushada.

Habemos Black Reaper

Como disse anteriormente, nenhum personagem, além do Kaneki, teve algum desenvolvimento (na real, nem ele…), o estúdio decidiu partir para a porrada, deixando de lado os momentos filosóficos e de simbolismo, que fizeram o mangá de Tokyo Ghoul se sobressair. No entanto, a animação é bastante ruim, então as lutas acabam não sendo nem ao menos impactantes ou empolgantes, isso somado a trilha sonora que simplesmente parece que nem existe.

Como se era esperado, o anime ignorou o desprezível Tokyo Ghoul√A de 2015, e mesmo assim os produtores decidiram não colocar nenhum resumo da parte que ficou faltando ser adaptada do mangá original, o que deixou aqueles que não leram, bastante confusos. Mas ai já era esperar demais da Pierrot

Nota: 6/10

Teaser da segunda temporada.

Enfim, agora é esperar a segunda temporada do anime, que estreará em Outubro de 2018 no Japão, e não deve ter nenhuma alteração em sua staff.

Visual Key da S02 de Tokyo Ghoul:re (sim, eles deram spoiler para aqueles que só acompanham o anime)

No Brasil, o anime não foi licenciado oficialmente. Já o mangá está sendo publicado pela Editora Panini e se encontra no volume 4.

EXTRA: 

Uma pequena, e triste, comparação entre o mangá e o anime, é impressionante como não conseguem acertar no visual…

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O que falta para o mercado brasileiro de Light Novels crescer?

Lendo o título da postagem, você pode levantar diversos questionamentos, como por exemplo “Isso é algo que realmente pode ser feito?“; “De onde que um zé ruela que escreve pra um blog poderia ter tirado uma fórmula mágica pra isso?“, ou “A maioria dos problemas não está fora do alcance das editoras?“. E, embora confesse ter sido um pouco sensacionalista na chamada, acredito ser um tema relevante o bastante para discussão, e onde todas as perguntas mencionadas possam ser analisadas e eventualmente, respondidas.

Começo, de cara, respondendo a segunda: longe de mim querer ser o dono da verdade. Mal sou o dono da minha própria vida, quem dera ter razão em alguma coisa. O que eu venho aqui sugerir hoje (destaque pro verbo) é apenas uma (de diversas) formas de tentar dar o empurrão que pode embalar o mercado que hoje é tão parado.

Diferenças postas de lado, me escutem nessa. Light Novels são livros, e todos sabemos que o brasileiro odeia ler. Tá, tá, “odeia” é uma palavra forte, mas vejam as estatísticas: em pesquisa da Ibope Inteligência para o Instituto Pró-Livro em 2015 (a mais recente que pude encontrar sobre o assunto), apenas 56% dos Brasileiros leram (de forma parcial ou integral) algum livro nos últimos três meses. Já começamos mal. Então quando uma Light Novel – que tem, dentre outras possíveis, uma periodicidade trimestral – é publicada, já temos apenas 56% da população como possíveis compradores.

Mas veja o dado seguinte, que intrigante: dentre esses que leram algum livro, 25% deles o fizeram por gostarem do que estão lendo, e 15% estavam interessados somente em se distrair. E também vemos que 30% dos livros são escolhidos devido ao seu ‘Tema ou Assunto‘. Consegue perceber para que lado eu estou querendo levar essa conversa?

Existem tantos gêneros e tantos tipos de Light Novels diferentes, que a nossa tentativa de estereotipar a mídia para fins cômicos acaba sendo a piada. Dos poucos títulos que temos no mercado atual, muitos deles acabam tendo gêneros que se sobrepõem, limitando ainda mais as possibilidades para possíveis leitores. Finalmente chego até meu ponto: o que falta no Brasil é variedade.

Antes que você comece a vir pra cima de mim com três pedras na mão, eu já adianto que eu sei que popularidade dentro do nicho é importante, e que as editoras usam fama de adaptações como termômetro para anúncios. Posso parecer que não entendo absolutamente nada sobre o que estou dizendo (o que é verdade na maioria das vezes), mas tenho noção do que sugerirei agora, e vocês entenderão também, se tiverem saco para ler.

Agora que tudo está colocado no papel, vamos para aquilo que Brasileiro gosta: LISTAS. Todo mundo adora listas, não é verdade? Listarei os gêneros de Light Novel que ainda não têm um representante aqui no país, e darei algumas sugestões (justificadas, pois não quero levar aquelas pedradas do parágrafo anterior) de possíveis títulos.

1 – Comédia

Não, sério? Como não temos um título que seja puramente cômico sendo publicado? Humor é um dos carros-chefe da mídia. Apesar de termos partes com foco cômico em alguns títulos (Re:Zero, No Game No Life ou Log Horizon como exemplos), ainda não existe algo que seja dedicado a isso. As sugestões são óbvias:

  • KonoSuba – Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!

Além de fazer parte do clube de “títulos enormes característicos de Light Novels”, KonoSuba foi adaptado em duas temporadas de anime, ambas extremamente populares (Média 4,7/5,0 no Crunchyroll), e tem um “novo projeto animado” já anunciado, podendo fazer ibope para a publicação nacional no futuro.

  • Hataraku Maou-sama!

No longinquo ano de 2013, Hataraku Maou-sama! foi a sensação da garotada. Tá certo que coisas que foram um sucesso cinco anos atrás (é rapaz, 2013 não foi ontem não!) não necessariamente fariam sucesso agora, mas parece que uma Copa do Mundo não é tempo o bastante para largar o osso, não é mesmo?

2 – Harém Escolar Mágico Genérico

O termo acima, cunhado por este mesmo que vos digita, é, provavelmente, o mais próximo do estereótipo de Light Novels que você chegará. Ao menos no mundo animado, quando falamos de “Adaptações de Light Novel”, é isso que vêm a cabeça. O nome ‘correto’ (se é que dá pra ser mais correto do que isso) para o gênero é “Escola Mágica”, mas – quase – todas são acompanhadas por um harém e por clichês literários mais batidos que mulher de vagabundo, então… De qualquer forma, é um gênero que é polarizante, sendo um Hit or Miss, ou você adora, ou você detesta.

  • Mahouka Koukou no Rettousei

Falando no diabo… A Panini recentemente (e repentinamente, convenhamos) anunciou a publicação desta obra… Em sua adaptação para mangá. Assim como a maioria, fiquei decepcionado por não termos recebido a obra original. Acho que só a comoção que foi feita na página da editora no Facebook já é sinal o bastante de que a galerinha tá bem animada com isso. E se quiser mais, a adaptação em anime tem média 4,2/5,0 no Crunchyroll.

  • Gakusen Toshi Asterisk

Tudo bem, podemos argumentar sobre a qualidade da popularidade do anime de Gakusen Toshi Asterisk, mas não podemos negar que popular ele foi. Em suas duas temporadas, com sua mais recente em 2016, o show não saía da boca (e dos teclados) do povo, por ser o ápice de tudo que um Harém Escolar Mágico Genérico é aclamado (ou difamado) por ser.

  • Date A Live

Confesso que esse está na lista por indicação do Redator, mas não me crucifiquem que eu tenho um motivo! Date A Live não foi muito popular na época em que sua adaptação animada saiu, com primeira temporada em 2013 e segunda em 2014, mas ele se encaixa bem no gênero (com certa licença poética). Além disso, a publicidade está garantida, pois uma nova temporada já está anunciada, e confiem em mim quando digo que os arcos que serão cobertos pelo novo anime são ótimos e com certeza gerarão atenção para a obra. Olha que baita oportunidade, hein?

3 – Fantasia Urbana

Como assim? Temos várias novels de fantasia publicadas no Brasil! Você pirou?” Talvez você se indague. É mais uma questão de classificação, no final das contas. Os títulos que poderíamos enquadrar no gênero “Fantasia” acabam sendo engolidos por um gênero maior, mais corpulento e ameaçador: O Isekai. Re:Zero, No Game No Life e Log Horizon são todos títulos de fantasia, é claro. Mas todos eles acontecem em outro mundo, cada um por seu motivo. E justamente por serem obras Isekai, elas têm suas características próprias, deixando os arquétipos de “Fantasia” mais comumente conhecidos de lado.

Fora que nenhum deles é, de fato, uma Fantasia Urbana. Um subgênero da fantasia que, como o nome sugere, se passa no nosso mundo moderno. É uma categoria inteira que não se vê representada no mercado desde o fim da publicação de Fate/Zero, completo em seis volumes pela editora NewPOP.

  • Fate/Apocrypha

Já que o único caso do gênero foi justamente outra obra da franquia… Nada melhor para substituir Fate/Zero do que a sua prima pobre, não é mesmo? As vantagens são diversas: já temos algo no mercado, então já existe um público garantido; Uma adaptação em anime acabou de sair, e também foi deveras popular; E o melhor de tudo, a dita adaptação está disponível na Netflix! Quer divulgação mais abrangente que estar disponível na maior, mais famosa e menos julgada-por-ser-assinante-de plataforma paga do país?

  • Toaru Majutsu no Index

Se você forçar a barra, pode entrar como “Harém Escolar Mágico Genérico” também. Veja só, é dois pelo preço de um! O anime, apesar de criticado por alguns, é extremamente popular, e gerou comoção global quando teve sua terceira temporada anunciada para ainda este ano. Por também possuir um spin-off de grande sucesso, Toaru Kagaku no Railgun, a mídia está sempre na boca do povo. E outro ponto positivo: a série ainda está em publicação, mas foi dividida em duas partes. A primeira parte (chamada de “Velho Testamento”) já está completa. Talvez seja mais fácil e/ou menos arriscado licenciar somente uma parte, com número já estabelecido de volumes.

  • Monogatari Series

Talvez seja cedo demais, talvez o mercado ainda não esteja maduro o bastante para isso, mas Monogatari é uma das obras mais pedidas para todas as editoras, o tempo todo. O meu receio – e talvez dos editores também – em recomendar isso é que a obra é deveras… complicada. Ela é longa, possui uma gramática e ortografia extremamente complexas, e tem diversos títulos com nomes diferentes e que não fazem muito sentido para alguém de fora da bolha. Fico muito frustrado quando vou ver alguma série nova e os livros não tem “Livro 1”, “Livro 2”, etc, na lombada, e cada um tem um nome que não indica de forma alguma em que ordem eu deveria comprá-los.

Apesar dos pesares, o título é pedido com ardor por milhares de fãs ao redor do Brasil. E a franquia não parece dar sinal de estar acabando tão cedo: com novos volumes e novas adaptações sendo anunciadas e lançadas o tempo todo, estará sempre relevante na mídia.

  • Baccano! e Durarara!!

Duas obras pelo aclamado autor Ryōgo Narita, elas seriam o ápice da “Fantasia Urbana”. O anime de Durarara!! teve sua primeira temporada em 2010, e já foi um sucesso. Quando teve sua continuação anunciada, foi outro estardalhaço. Seu episódio final saiu em 2016, e tem uma nota de 4,8/5,0 no Crunchyroll. Baccano! teve sua adaptação em 2007 e repercutiu na mídia recentemente por conta de seu irmão mais novo. Surfando na fama de Durarara!!, acabou voltando a ser pauta.

4 – “Mas o que diabos…?”

Outra parte que define a mídia, que é marca registrada de Light Novels, é o absurdo. O formato pequeno, de periodicidade espaçada e o baixo custo de publicação são os fatores perfeitos que abrem espaço para obras que beiram o surrealismo, e nos fazem questionar nossa sanidade. Em bom português, são aquelas coisas nada a ver com nada e que você tem dificuldades de entender como que um script desses foi aprovado.

Essas obras são muito mais de nicho do que qualquer outra (isso num assunto que já é de nicho), e fica difícil de fazer uma lista igual as anteriores. As coisas absurdas existem e são uma parte importante do mercado, mas não tem tanta repercussão fora do Japão. O melhor que posso fazer é trazer alguns dados do mercado estadunidense de Light Novels:

  • Kumo Desu ga, Nani ka?

Publicado nos Estados Unidos pela Yen Press como “So I’m a Spider, So What?” (“Então Eu Sou Uma Aranha, E Aí?” em tradução livre), temos uma história de uma garota que… Vira uma aranha. Do nada. E é isso, essa é a história.

  • Ore ga Heroine wo Tasukesugite Sekai ga Little Apocalypse!?

Com o título de “I Saved Too Many Girls and Caused the Apocalypse” (“Eu Salvei Garotas Demais e Acabei Causando o Apocalipse?!”), essa obra é publicada pela J-Novel Club e, como o nome sugere, é sobre um rapaz que por motivos absurdos e desculpas esfarrapadas acaba sendo a causa de uma guerra intergalática.

  • Slime Taoshite 300-nen, Shiranai Uchi ni Level Max ni Nattemashita

Se você não se cansou dos títulos monumentais até agora… Está de parabéns. Esse será o último: pela Yen Press, é publicado como “I’ve Been Killing Slimes for 300 Years and Maxed Out My Level” (ou, “Eu Fiquei Matando Slimes Por 300 Anos e Acabei Chegando No Nível Máximo”). Adoro como eu não preciso fazer uma descrição da obra, apenas lendo seu nome já temos prova o suficiente para enquadrá-la na categoria.

Essa categoria te deixou um pouco tonto? Normal, é justamente esse o papel dela. Mas acredite que, assim como memes surrealistas fazem sucesso com um certo público, Light Novels de títulos gigantes e auto-descritivos com premissas absurdas também fazem.

Essas foram apenas algumas sugestões, baseadas na minha – limitada e normalmente errada – visão de mundo. Sei que com certeza nada disso vai mudar o mercado em si, mas apenas ergui a bandeira para uma discussão que pode vir a ter algum efeito de fato. Apesar de isso tudo depender das editoras e seus respectivos manda-chuvas, nós – que compramos as obras e sustentamos a empresa – ainda temos (ou fingimos ter) voz para buscar melhorias e tentar fazer o mercado cada vez melhor.

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Panini publicará os mangás The Promised Neverland e Fire Force

Parece que não são só as desenvolvedoras de games que estão sofrendo com vazamentos. O site ISBN acaba vazar que os mangás The Promised Neverland e Fire Force serão publicados no Brasil pela Editora Panini.

The Promised Neverland é o mais recente sucesso da revista Weekly Shonen Jump, e tem batido recordes de vendas.

Emma e seus amigos têm uma vida bastante agradável no orfanato onde eles cresceram. Muito embora as regras do lugar sejam um tanto quanto rígidas, a cuidadora é bastante amável e todos se sentem bem. Entretanto, um dia, Emma acaba sendo forçada a entrar em uma área proibida. A partir daí, as crianças descobrirão o lado mais escuro do orfanato. Via: BBM

The Promised Neverland é escrito por Kaiu Shirai e ilustrado por Posuka Demizu. O mangá ganhará uma adaptação para anime em Janeiro de 2019.

Fire Force (En En no Shouboutai) tem autoria de Atsushi Ookubo, conhecido pelo mangá Soul Eater, publicado no Brasil pela Editora JBC.

A humanidade está terrificada devido a um fenômeno de combustão humana. Em virtude disso, foram criadas brigadas especiais Fire Force com a missão de encontrar a causa desse fenômeno misterioso! Nisso, nosso protagonista Young Shinra, um novo recruta apelidado de demônio devido a um incidente que aconteceu quando ele era mais novo, sonha em se tornar um herói. Mas a estrada será longa e ele terá que aprender a enfrentar tochas humanas diariamente com seus companheiros! Via: BBM

A Editora Panini ainda não se pronunciou oficialmente acerca dos mangás.

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Primeiras Impressões | Magical Girl Ore

Tá, admito que esse parágrafo inicial normalmente é usado apenas para tirar um sarro e dizer que Japonês é um povo estranho, mas dessa vez, eu acho que eles têm razão. Presta atenção nisso: duas garotas que são idols, que se encontram com um membro da Yakuza que transforma elas em garotas mágicas, cuja verdadeira forma são homens sarados. Daí elas decidem virar idols ENQUANTO TRANSFORMADAS EM HOMENS SARADOS MÁGICOS.

Sério, como você pode não gostar de algo assim? É sensacional!

Ok, tudo bem. Sabemos que nem todos gostam de tudo, e que cada um tem o seu tipo predileto de mídia. Não somos todos iguais (graças a Deus!) e as diferenças são nossa força motriz. Mas mesmo assim, como que você pode ler uma descrição dessas e simplesmente não pensar “irado!“? Esse é o ápice da Japanimação e nem a vergonha alheia enorme de usar a palavra “Japanimação” não-ironicamente poderia superar a epicidade que estamos encarando aqui hoje.

Assim como One-Punch Man foi uma sátira que conseguiu rir de si próprio e se manter como um Battle Shounen enquanto tirava sarro de Battle Shounens, Magical Girl Ore faz exatamente a mesma coisa com o gênero Mahou Shoujo: é claramente um deboche de todas as obras semelhantes, mas continua sendo uma delas.

A cena de transformação; as roupinhas exageradamente coloridas; o mascote; a premissa confusa; os ‘vilões’ semanais e episódicos que não agregam em nada; armas duvidosas e questionáveis; o poder do amor movendo as personagens; aquela personagem chata que só existe para atrapalhar a vida das protagonistas…
Tudo está lá, todos os elementos de um Mahou Shoujo estão lá. É inegável que o show se trata, de fato, de um Mahou Shoujo. E o grande charme do show é justamente ser aquilo que eles mesmos parodiam.

Você já fez coraçãozinho com um membro da Yakuza hoje?

Se a simples meta-linguagem não for suficiente para te comprar, talvez o excessivo humor seja. Eu sou um cara que gosta de comédias (é o meu gênero predileto), e me agrado com tudo um pouco. Não tem tempo ruim comigo, desde que o negócio me faça dar risada, propositalmente ou não. Inclusive algumas das melhores obras que tem são aquelas acidentalmente engraçadas.

Com Magical Girl Ore, eu me vi não apenas dando risada, mas tendo crises de riso, em diversos momentos dos episódios. Além do humor parodial – que, confesso, você precisa ter ao menos uma base de conhecimento sobre clichês de garotas mágicas para entender – de excelente qualidade, o show ainda apresenta uma premissa tão absurda, e acontecimentos tão insanos, que simplesmente por existirem, certas situações já são engraçadas. É uma mistura maravilhosa de humor de nicho com humor nonsense, que trouxe o melhor dos dois mundos e conseguiu mascarar as falhas de ambos.

No elenco, temos personagens que são claramente esteriótipos ambulantes. Quando falamos de sátiras, fica difícil de fugir disso. Mas eles conseguem sair pela tangente ao colocar os esteriótipos em “carcaças” diferentes do comum. Essa diferença abismal entre cara-crachá que algumas personagens apresentam só acrescenta ao senso de humor que é o forte do anime (assim como era na antiga Zorra Total).

Mudando de assunto pra falar da parte técnica, Magical Girl Ore trabalha com bons visuais. Não é uma animação cinemática (às vezes, muito pelo contrário), mas faz um excelente uso de “carinhas”. Uma vez eu estava conversando com um amigo meu sobre o motivo dele não gostar de animes. A resposta dele foi que “personagem de anime faz muita ‘carinha’ e isso me irrita“. Desde então, passei a chamar qualquer expressão caricata usada por personagens de “carinha”. Esse show tem excelentes carinhas.

Meu amigo odiaria isso. Acho que nem por causa das carinhas, mas…

E não tem mais o que falar, sem se tornar repetitivo. Apesar dos três princípios da comédia (Não se lembra? O primeiro princípio da comédia é a repetição, e o segundo princípio da comédia é a repetição), e apesar de eu ser um palhaço, e apesar do anime de hoje ser uma excelente comédia… Chega de falar mais do mesmo.

Para finalizar, então: Magical Girl Ore apresenta exatamente o que promete em uma paródia ciente de si mesma e que tem um senso de humor hilário para 3% da população, mas que ainda pode oferecer algumas boas risadas para os outros 97%. Não sei você, mas ainda estou estupefato pelas garotas mágicas serem homens bombados contratados pela Yakuza.

Não conseguiria dormir a noite se desse uma nota inicial menor que 9/10 para Magical Girl Ore, que é a definição da frase “Deus abençoe essa bagunça“. O show está disponível na Crunchyroll, com novos episódios toda segunda-feira.

E não esquecer que pegar a pessoa desprevenida é o terceiro princípio da comédia.

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Mangá The Promised Neverland ganhará anime

Na mais recente edição da revista Weekly Shonen Jump, foi anunciado que o mangá The Promised Neverland (Yakusoku no Neverland) receberá uma adaptação em anime.

O mangá é um dos mais recentes sucessos da revista e vem batendo recordes de vendas, então já era de se esperar que teria um anuncio em breve.

Um PV com o anuncio foi divulgado, confira:

O anime também deve seus primeiros posteres divulgados, mostrando os protagonistas, Norman, Emma e Ray, respectivamente.

Escrito por Kaiu Shirai e desenha por Demizu Posuka, The Promised Neverland se passa no Orfanato Grace Field, onde aparentemente está tudo tranquilo, até que as crianças descobrirem que na verdade são criadas para serem comida de demônios.

Segundo os rumores, a produção ficará a cargo do recém formado estúdio Cloverworks, que vem trabalhando em conjunto com a A-1 Pictures nos animes Darling in the FranXX e na adaptação do jogo Persona 5. Membros da staff ainda não foram confirmados.

The Promised Neverland tem estreia prevista para Janeiro de 2019 e será exibido no bloco noitanimA, então chegará ao Brasil via Amazon Prime Video, com delay de uma semana em relação ao Japão.

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Editora NewPOP anuncia os mangás Citrus e Made in Abyss

Após uma série de dicas, com a interação do público, a Editora NewPOP anunciou dois novos mangás, que, a princípio, serão publicados ainda em 2018. São eles:

O mangá yuri Citrus, escrito por Saburouta e publicado na revista Comic Yuri Hime. É considerado um dos melhores títulos do gênero.

Ainda em publicação, com 9 volumes.

A mãe de Yuzu voltou a se casar e isso trouxe muitas mudanças na vida da garota: uma nova cidade, um novo lar, uma nova escola. Para ela, nada foi de acordo com o que esperava, já que agora tem aula em um instituto feminino super restrito e conservador. Assim pois, em lugar de seu sonhado doce romance escolar, deve suportar a constante importunação da presidente do conselho estudantil, Mei, que também passa a ser sua nova meia-irmã. Mas o tempo vai mostrar que entre o ódio e o amor não há tanta distância. Sinopse via BBM.

Citrus possui uma adaptação para anime, que foi ao ar em Janeiro desse ano, e foi produzido pelo estúdio Passione.

No Brasil, seu anime foi exibido pelo Crunchyroll.

Já o outro anúncio, é o recente sucesso Made in Abyss, escrito por Akihito Tukushi e publicado digitalmente na editora Takeshobo.

Ainda em publicação, com 6 volumes.

Um enorme sistema de poços e cavernas chamado “Abismo” é o único lugar inexplorado no mundo. Criaturas estranhas e maravilhosas residem em suas profundezas, e estão cheias de preciosas relíquias que os seres humanos comuns não poderiam fabricar. Os mistérios do Abismo fascinam os seres humanos e descem para explorá-lo. Os aventureiros que se aventuram no poço são conhecidos como “Cave Raiders”. Uma pequena órfã chamada Rico vive na cidade de Ōsu à beira do abismo. Seu sonho é tornar-se um Raider da caverna como sua mãe e resolver os mistérios do sistema de cavernas. Um dia, Rico começa a explorar as cavernas e descobre um robô que se assemelha a uma criança humana. Sinopse via BBM.

O anime de Made in Abyss, foi uma das grandes surpresas do ano passado, e foi considerado o melhor anime do ano. Sua adaptação foi produzida pelo estúdio Kinema Citrus.

No Brasil, o anime foi exibido pelo serviço de streaming HIDIVE.

Mais detalhes sobre ambas as publicações serão divulgados ao decorrer do ano.

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Primeiras Impressões | 3D Kanojo: Real Girl

Se você arruma uma namorada, por aqui você não precisa deixar claro de quantas dimensões ela é. Já no Japão, essa diferenciação não só é necessária como é obrigatória. Se isso não for ser um povo estranho, eu não sei mais o que é. Veja a prova no próprio anime que vamos comentar sobre, hoje. Não basta dizer que a namorada é 3D, tem que dizer também que ela é real. Incrível.

Mas tiração de sarro de lado, e indo praquilo que vocês realmente vieram aqui para, vou direto ao ponto com vocês, pois não há forma melhor de descrever esse show do que assim: O que diabos está acontecendo aqui?

Baseado num mangá relativamente antigo (início em 2011, com término em seu décimo segundo volume no ano de 2016), 3D Kanojo: Real Girl é da autora Mao Nanami, uma mulher que, por trabalhar num meio dominado por homens, tenta se destacar ao fugir dos padrões e mostrar facetas que não estamos acostumados a lidar nesse tipo de mídia. Já vou falar disso.
Mas antes tenho que expressar minha frustração.

A premissa do anime não é difícil de se entender, na real. É o clássico onde um garoto otaku nerd gótico diferente e raro, feito pra ser o self-insert do maior número de japoneses possíveis, DO NADA, consegue uma vida maravilhosa e que ele não merece de jeito nenhum. Se você parar pra buscar outras séries com mote semelhante, vai achar aos montes. Sério, não é difícil de encontrar, escapismo faz sucesso.

O que veio para – tentar – diferenciar o dito cujo dos seus milhares de concorrentes, ao que parece, não foi o seu roteiro, sua trilha sonora, nem sua animação. Suas personagens (ou melhor, suas personalidades e atitudes) aparentam ser o divisor de águas. Ao menos foi o que os três primeiros episódios tentaram passar.

Senta que lá vem a história…

Normalmente temos um elenco ideal: personagens boas, talvez injustiçadas, beirando a perfeição. Problemas nunca são culpa do protagonista, mas sim desse mundo cruel onde uma boa alma não consegue perambular em paz, sem ser julgada e abusada.

Não aqui. Não nesse show. O garoto é recluso, pouco confiante, covarde, desdenhoso e suas ações são mais movidas a orgulho do que benevolência. A garota é rebelde, promíscua, impulsiva, mentirosa e não possui um só pingo de juízo.

As nossas personagens principais são pessoas repletas de problemas, com personalidades questionáveis e defeitos até faltar adjetivos (tive certa dificuldade pra completar o último parágrafo, inclusive). Falando em bom português, ambos garoto e garota são péssimas pessoas. Não é um nível de problemática onde você pode usar o discurso de que as personagens são “realistas por terem defeitos”. São defeitos demais, pontos negativos demais, pra poucos elogios.

O mais intrigante, porém, é que a velha regra da matemática se aplica também ao show business: menos com menos dá mais. Eu passei nervoso vendo os dois protagonistas sozinhos, mas quando estão juntos… Parece que funciona? A interação entre os dois é sensacional, e consegue usar os seus respectivos defeitos de uma forma que complementam as falhas do outro.
Mas quando eles estão separados, continuam detestáveis.

Só que as coisas entendíveis acabam por aí. O ritmo do anime é frenético, e as coisas acontecem uma atrás da outra, sem te dar tempo para respirar ou tentar entender o que diabos rolou. Não é que o show seja rushado, é mais que as próprias personagens são frenéticas, e tomam decisões além da compreensão de um humano normal. Você vê mil coisas sendo ditas e acontecendo dentro e fora da tela, e nenhuma delas é explicada em momento nenhum.

Tanto os fatos quanto os “defeitos” das personagens mencionados anteriormente não são explicados e ficam no ar para entender como ou o motivo deles existirem. Claro que com apenas três episódios, não dá pra ter certeza de nada mesmo que a autora tentasse explicar, mas ficar no escuro assim não é muito legal.

Quando você finalmente você tem uma namoradinha e seu tio chega no churrasco.

Apesar de ser chamado de “comédia-romântica”, o show tem seus momentos divertidos, mas nada de extraordinário até então. Coisa no nível Os Trapalhões, no máximo (não que Os Trapalhões seja ruim, é claro). E eu não pude deixar de reparar no enorme CLIMÃO que a atmosfera do anime passa com sua abertura (“Daiji na Koto” por Quruli) e suas músicas de fundo. Parece que algo vai dar errado, lágrimas vão ser derramadas e pessoas vão ser atropeladas por caminhões a qualquer momento. Não sei se estou preparado para isso.

Só para não perder o costume, podemos falar da parte técnica: o estúdio responsável é a Hoods Entertainment; e quem dirige é Takashi Naoya, que tem em seu currículo a direção de um terço de um de meus animes prediletos, que por acaso também é uma comédia-românica: Sakurasou no Pet na Kanojo. Lá, o trabalho foi bem feito. Podemos esperar algo no mesmo nível para cá.

No final das contas, 3D Kanojo: Real Girl consegue ser divertido, apesar de você não entender o que está acontecendo por 90% do episódio. Tenho como esperança de que no futuro, todas as decisões tomadas e todos os defeitos dos personagens sejam devidamente explicados. Por enquanto, um 6/10 parece ser razoável, e ainda aguardamos por fatos (ou pela falta deles) para saber se essa nota desce ou sobe ou empina ou rebola.

O show pode ser assistido legalmente no sistema de streaming da Hidive, com legendas em português.

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Anime Cultura Japonesa

Primeiras Impressões | Golden Kamuy

Um dos maiores hypes para a temporada de Primavera 2018 com certeza era Golden Kamuy. O mangá de Satoru Noda vem ganhando espaço na indústria nos últimos anos, conquistando fãs e prêmios e com isso, criando bastante expectativa para a sua versão animada.

Pois bem, após assistir aos dois primeiro episódios do anime, decidi dar meu parecer sobre o mesmo, e já digo de antemão, que decepção.

A adaptação de Golden Kamuy ficou a cargo do Geno Studio, um estúdio recém formado que tem em seu currículo apenas dois projetos, o filme Gyakusatsu Kikan, lançado em 2017 em pareceria com o estúdio Manglobe, e o anime Kokkoku, que foi transmitido agora no início do ano, cujo eu dropei no segundo episódio, após dormir no mesmo (e pelos comentários que eu li, não melhorou em nada). Então era de se esperar que Golden Kamuy teria uma produção meia boca, fazer dois animes seguidamente demanda tempo e dinheiro, além de mão de obra.

O primeiro episódio já trouxe logo de cara, um meme instantâneo: os ursos em CGI. Quando eu vi a screenshot da cena, jurava que era montagem de tão mal feita que ficou, mas infelizmente, ao assistir o episódio, me deparei a aberração. Simplesmente ficou horroroso, mas só isso não tinha sido suficiente, eles ainda tiveram a pachorra de dar um close em uma das criaturas.

Em uma entrevista publicada em Janeiro desse ano, o diretor, Nanba Hitoshi e o roteirista, Takagi Noboru, disseram que colocariam o Urso em CGI, pois queriam que ele emanasse uma presença maior da dos personagens. O uso do 3D causaria uma “atmosfera incomum”, e bem… eles conseguiram.

Que fofo, quero um para mim.

Tirando essa bizarrice, a história de Golden Kamuy é até que interessante, e simples. Sugimoto é um ex-soldado que está a procura de ouro para poder sustentar a família de seu amigo morto na Guerra Russo-Japonesa, cuja a esposa está ficando cega. Em sua busca ele descobre que um carregamento de ouro roubado do povo Ainu está escondido, e o caminho só pode ser descoberto através de tatuagens nos corpos dos companheiros de cela do ladrão. No entanto, ele logo descobre que não é o único que está a procura desse tesouro, e assim começa a “Corrida pelo Ouro”.

Além da história, o protagonista, Sugimoto, foi a melhor coisa desse primeiro episódio. Denominado de Sugimoto, o Imortal, ele não pensa duas vezes antes de fazer algo, e isso incluí dar um soco em um urso. Aos poucos iremos saber os verdadeiros objetivos dele. Fomos apresentados também a Asirpa, uma Ainu, que teve seu pai assassinado pelo mesmo ladrão do ouro, e decide ajudar Sugimoto em sua aventura.

Já no segundo episódio, apesar de não ter outro urso de CGI, o anime trouxe um design totalmente relaxado e mal feito. A cada cena os personagens simplesmente não se pareciam com nada do que tinha sido apresentado nas cenas anteriores. É nítido a falta de tempo que o Geno Studio teve, visto que tinha acabado de produzir Kokkoku.

Mas, novamente, a história e os personagens foram os destaques do episódio. Foi apresentado um pouco sobre a cultura Ainu, além de apresentar um novo personagem: Yoshitake, o “Rei das Escapadas”, um dos prisioneiros que foram tatuados, e traz cenas divertidíssimas. Também foi mostrado o que pode ser o inimigo desse início de Golden Kamuy, a 7ª Divisão.

Nota: 5/10

Eu não continuarei assistindo ao anime, pois, eu gostei tanto da história, dos personagens, e ambientação, que irei passar para o mangá. Infelizmente ele não é publicado aqui no Brasil, mas torçamos para que o anime possa fazer alguma das editoras mudar de ideia.

Golden Kamuy é exibido no Brasil pela Crunchyroll.