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Além do Desconhecido | HQ reúne três contos de Lovecraft está em pré-venda

Os contos de H. P. Lovecraft têm uma legião de adoradores ao redor do mundo. E aqui no Brasil não seria diferente. Depois de publicações de origens gringa e (excelentes) nacionais, mais uma adaptação em quadrinhos está chegando para a alegria dos fãs do mestre do terror. Além do Desconhecido será publicado pela Editora De Cultura e já se encontra em pré-venda nos sites especializados.

Além do Desconhecido reúne três contos que passeiam pelo universo de Lovecraft:

  • A Gravura Na Casa Maldita: Se ambienta em uma residência aparentemente abandonada da Nova Inglaterra imaginária do autor americano.
  • O Horror no Museu: Coisas bizarras estão rodando nos corredores de um estranho museu de cera de Londres.
  • Encerrado com os Faraós: A trama é protagonizada pelo grande ilusionista Harry Houdini em passeio no Cairo.

Em todas as histórias o fato comum são seus personagens que cedem à curiosidade e adentram no território do medo, onde imperam as forças do oculto.

A adaptação,roteiros e as artes das três histórias de Além do Desconhecido estão a cargo do brasileiro Cayman Moreira

Além do Desconhecido tem formato 21 x 27,5 cm, 72 páginas e o preço de capa de R$ 49,90. O lançamento oficial será no dia 19 de junho.

 

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Detective Comics Quadrinhos

A Simplicidade Visceral de Robert Kirkman em The Walking Dead

ESSE ARTIGO POSSUI SPOILERS DE EDIÇÕES RECENTES DE THE WALKING DEAD!

 

Depois de 16 anos, a trajetória de Rick Grimes chegou ao fim em The Walking Dead. Nas duas últimas edições (#191 e #192), o autor Robert Kirkman apresentou o destino do principal protagonista. E muitos leitores ficaram surpresos, digamos não da forma que foi, mas COMO foi e toda a trama que cercou. Kirkman é muito sagaz na série dos quadrinhos. Geralmente esperaríamos um evento como esse, com essa importância em uma edição especial. Ou comemorativa. Ele poderia ter feito o óbvio e ter esperado chegar na edição de número 200, ter montado um grande desenvolvimento onde veríamos a vida toda do personagem, com suas vitórias, derrotas, ganhos e perdas. Rever pessoas importantes que ambientaram a sua trajetória. Um grande acontecimento. Como qualquer editora faria.

Mas, como dito antes, Robert Kirkman é muito sagaz na trama, segura bem a direção dela e sabe onde atingir e quando atingir o leitor. Ele nunca teve medo de ter que matar o personagem seja lá qual ele fosse, querido ou não, popular ou não, rentável financeiramente ou não. O que normalmente seria decidido com uma grande batalha final, ou com o personagem agonizando em uma cama, como uma imensa ópera trágica… foi resolvido em um simples quarto e como fio condutor um personagem que foi recém introduzido na trama e que não era aspirante a nada na trama. Sem grandes alardes.

Sebastian Milton no momento do assassinato.

Sebastian Milton, o filho da governadora de The Commonwealth, Pamela Milton, foi apresentado como um rapaz frágil e mimado. Que tinha Mercer como guarda-costas e muitas vezes como capacho. Ou seja, não representava uma ameaça tão terrível e real como foi o Governador, Negan, Shane, Sussurradores e nenhum dos milhares de zumbis que cruzaram o caminho de Rick Grimes. Mas essa perversa ironia do destino que Robert Kirkman criou, reflete a realidade de como grandes líderes/influenciadores mundiais encontram seus fins de onde menos esperam, ou de onde não vejam que pode ser ameaçador.

Foi assim com John Lennon, Abraham Lincoln, Julio Cesar, Lady Di… muitos influenciadores e líderes, que arrebatavam milhões, mas tiveram seus destinos simplesmente em formas, digamos, simplórias, por pessoas ou meios. O ato de Sebastian Milton me lembra muito quando Robert Ford assassinou o terrível bandido Jesse James. Um total desconhecido, que matou o famoso fora da lei. Mas a fama de “o homem que matou Jesse James” se tornou uma maldição e um motivo de vergonha por onde passava. Mas Rick Grimes foi um grande líder. A pergunta agora é a seguinte: “Quem assumirá essa estirpe na trama?”

Uma coisa que sempre pensei era a seguinte: o Rick tinha o “dom” da liderança. Como todo líder era motivador e questionado. Ele às vezes tombava e tinha o a sua liderança questionada, e até mesmo por si mesmo. Mas sempre dava a volta por cima e as pessoas sempre ouviram e o seguiram. Vejo uma galera falando que o Carl vai assumir esse “cargo”.

Mas será que o Carl também tem isso? Será que as pessoas escutariam e seguiriam o jovem? É de se esperar que as pessoas esperem essa liderança “messiânica” dele por acreditarem que seja algo hereditário, mas será que ele tem o mesmo “dom”? Será que ele QUER isso? Pode ser que ele se veja forçado a fazer isso. E as pessoas com o tempo percebam que Carl tem pensamentos diferentes de seu finado pai. Pode ser que venha acontecer mais uma evolução do personagem. O jovem Carl Grimes ficaria irritado com todo o acontecido da morte do pai e buscaria vingança com sede de sangue. Ele teve que matar o zumbi que o seu progenitor se tornou. Mas aceitou que a prisão de Sebastian pelo assassinato, foi a coisa mais certa. Seria algo que seu pai iria fazer.

Recentemente, estava relendo a fase da Prisão. Ali nunca imaginaríamos que a Maggie chegaria a liderar uma comunidade. Ela se viu em uma posição que a obrigou a tomar as rédeas. Ela não tinha a veia da liderança. Foi uma grande evolução. Apesar do seu pai ter sido o líder de família e com grande poder de decisão de ser ouvido e respeitado. Mas era algo patriarcal. Mas não sei se Robert Kirkman faria a mesma coisa duas vezes. Mesmo sendo personagens distintos.

Depois dessa morte de Rick Grimes, ficou mais que provado que não podemos esperar o óbvio vindo de Robert Kirkman. Veremos como irá se desenrolar a trama daqui por diante. Será que estamos testemunhando a reta final? Ou o início de uma nova era?

 

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Quadrinhos

Deleite – No Fio da Lâmina | HQ intimista está em campanha no Catarse

O Brasil no ano de 1975 é o cenário para a trama de Deleite – No Fio da Lâmina, a primeira HQ independente da Paloma Diniz. A publicação será viabilizada via Catarse e já está no ar. Apesar de ser a sua primeira HQ, Paloma já é bem experiente no mundo dos quadrinhos. Ela atua em todas as etapas da produção de diversas HQs aqui do país, é membra do Grupo Tertúlia de debates, estudos e ações socioculturais e educacionais referentes às Histórias em Quadrinhos na Paraíba na Gibiteca Henfil na FUNESC (Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo; João Pessoa – PB) e tem uma parceria em atividades mercadológicas de artes e quadrinhos com o Mike Deodato.

Em Deleite – No Fio da Lâmina, acompanhamos a trajetória de Abigail, que como dito aqui antes, vivia no Brasil de 1975. Uma época em ninguém escapava das imposições sociais. Algumas poucas pessoas aparentavam escapar, uma delas era Abigail. Adulta, emancipada, saúde física e faculdades mentais plenas; Abigail tinha tudo para ser feliz: tem curso superior completo, emprego fixo na área com carteira assinada. Pele caucasiana, olhos claros, magra, bela e esguia. Aparentemente, não lhe faltava nada. Porém, havia a perturbadora ausência de algo: a liberdade de escolha. Pensar e agir diferente traz a ela situações de constrangimento e desconforto; não é fácil viver em meio a violências silenciosas. E isto a obriga a desenvolver estratégias de com superar e harmonizar estas situações delicadas das cobranças sociais.

O quadrinho faz o leitor passar por vários momentos bem íntimos da personagem, como por exemplo a sua vida sexual. O que eleva Deleite – No Fio da Lâmina a ter uma classificação para maiores de 18 anos.

Deleite – No Fio da Lâmina terá formato 27,5 x 20,5 cm, capa cartonada e 80 páginas. Para saber sobre a campanha, recompensas e valores clique AQUI.

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Mangá

Tools Challenge | Conceituado mangá chega ao fim em campanha no Catarse

E toda trajetória tem o seu fim, levando em conta a velha máxima, o aclamado mangá Tools Challenge, série escrita e desenhada pelo premiado Max Andrade, encontrou o seu final. Tools Challenge é a maior série do tipo feita por um autor na história do quadrinho nacional, ela começou de forma independente até a terceira parte quando começou a ser publicada pela Editora Draco. O mangaká tem mais de 700 páginas publicadas contando todos os volumes até agora. A publicação será viabilizada via Catarse.

Tools Challenge – Sayonara Bye Bye marca a despedida da série, onde revela o destino dos principais personagens da trama. Para quem não conhece, a história gira em torno de Raion, um jovem que precisa recuperar sua ferramenta de nascença e evitar sua morte prematura. Para isso, ele deve enfrentar outras pessoas que nasceram com ferramentas especiais – as Série Ouro – em um obscuro e ilegal campeonato de lutas chamado Tools Challenge. Isso tudo com forte influência de mangás clássicos de porrada como Yu Yu Hakusho e Dragon Ball, com pitadas dos mais atuais Hunter x Hunter e One Piece!

Para esse fechamento com chave de ouro, foi convocado um baita time para contar histórias escritas e desenhadas por Max Andrade. Jun Sugiyama, Eduardo Capelo, Kaji Pato, Ichirou, Rafa Santos, Eudetenis, Wagner Elias, Perobense, Felipe Dias, Heitor Amatsu, Fabiano Ferreira, João Mausson e João Eddie, fazem parte de Tools Challenge – Sayonara Bye Bye.

Serão dez histórias no total, com mais um capítulo final. Todas elas terão capas internas feitas por Simone Beatriz, Roberto F., YOS, Cah C. Poszar, Adriana Yumi, Murilo Araújo, Dani Bolinho, PJ Kaiowá, Thiago Spyked e Marcelli Ibaldo.

Tools Challenge – Sayonara Bye Bye terá formato 14 x 20 cm, papel pólen bold e capa cartão. Para saber tudo sobre a campanha, que ficará no ar até o dia 27 de junho, como recompensas (que incluem até a coleção completa), valores e como apoiar é só clicar AQUI.

 

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Detective Comics Quadrinhos

O maior, mais lindo e furioso som tocado em Xampu é do sentimento!

“Aumenta que isso aí é rock ‘N Roll!” (Celso Blues Boy)

Já fazia muito tempo que eu queria ler Xampu do Roger Cruz. O trabalho totalmente autoral de um dos maiores quadrinistas brazucas já tinha me chamado atenção quando foi publicado pela primeira vez pela Devir, mas na época, em 2010, não consegui comprar. Anos se passaram, chegavam momentos, em que eu quase as comprava, mas sempre acontecia algo inesperado e as HQ’s ficavam para trás. Que naquele momento já acumulavam três volumes elogiadíssimos por várias pessoas. Mas finalmente a espera acabou. Já sendo publicada pela Panini, com um lindo box que lembra um vinil, a trilogia Xampu estava nas minhas mãos. E que satisfação.

Falar de uma história que foi publicada dez anos atrás, ou melhor, que começou dez anos atrás, é chover no molhado. Inúmeras resenhas sobre os três volumes estão aí na internet a um clique de distância para quem quiser. Eu prefiro falar de sentimentos. Prefiro falar de como me tocou ler algo que me pareceu tão próximo. Algo que imagino que o Roger Cruz sentiu ao fazer essa epopeia musical que mistura vidas, emoções, passado e lida com o futuro de cada um. E como cada caso parece peculiar e tão próximo.

Vamos ambientar. Era década de 90. O Brasil estava recém-saído de uma ditadura terrível. Começávamos a dar os primeiros passos para uma liberdade de expressão que os jovens não estavam preparados ainda. Não tínhamos mais as cabeças de poesias de protestos contra militares e regimes ditatoriais. Estávamos indo na emoção de onde o vento apontava. O ruim? Viramos muitas vezes massa de manobra. O jovem começou a ser visto como o futuro do país que era regido por velhos dinossauros de Brasília que estavam lá desde antes do Golpe Militar. Os Caras Pintadas foram para as ruas e “derrubaram” um presidente jovem cheio de erros. De uma democracia jovem e ainda cambaleava. Era meio que anunciado que as eleições de 1989 seriam uma bomba pelo caminho que estava seguindo. Mas era uma época em que mexer com política, não era o forte do pessoal. Nem muito o objetivo. Estávamos em uma época que o som era sujo. Amplificadores ao máximo e distorção potente. Era o nosso momento de gritar. Algo do tipo: “vocês lutaram bem, mas quem vai surfar essa onda seremos nós!” 

Xampu retrata muito disso. Do estarmos vivendo o agora. O agora é que importa. Deixa-me curtir minha vibe. E o depois? Que se foda o depois! Roger Cruz, em um relato pessoal e visceral, faz o leitor entrar no apartamento de Max, Sombra e do resto da banda The Suckers e se sentir parte da história viva. Nas festas. Nos momentos alegres. Nos momentos de papo furado. Nas transas. E nos momentos conturbados e sombrios. Tudo esteve ali. Tudo aconteceu ali. E dá para sentir. As pequenas tramas, que são fechadas, vão se desenrolando e se misturando cronologicamente, mostrando sentimentos incríveis de cada personagem. E cada personagem sempre lembra de alguém que você realmente conheceu na vida real. Assim como o seu auge e como o seu final. Impossível você não ter conhecido alguém que era o fodão da turma. A mina mais linda da turma. O cara mais legal e sensível da turma. O mais desligado. A pessoa que se perdeu na vida. Aquele ou aquela que teve um triste fim.

Particularmente, Xampu, mexeu muito comigo. Eu tive diversas bandas durante a década de 90, e como toda banda daquela época, o sonho de gravar um CD, ficar famoso, aparecer no Programa Livre do Serginho Groisman, ter um clipe na MTV e viver em turnê pelo mundo era forte. Quantos e quantos shows undergrounds em lugares fedorentos foram feitos! Diversas roubadas se metemos! Quantas bebedeiras. Algumas drogas. Algumas paixões. Correspondidas. Outras paixões não. Quantas decepções. E quantas risadas! Ah foram muitas risadas!

Esse de blusa verde sou eu!

O mais legal de uma mídia como os quadrinhos é despertar isso em você. Velhos sentimentos. Antigos cheiros. Se fazer questionar. “Se eu tivesse agido assim… como seria?”, sim esse é o verdadeiro intuito de um quadrinho potente como Xampu. Acredito por ser autobiográfico, ele tenha essa facilidade. Mas ao mesmo tempo ele é acolhedor. Como um velho amigo que te abraça e vocês começam a relembrar antigas histórias da galera e procura saber como está o pessoal atualmente.

Mas engana-se quem pensa que Xampu é somente para quem viveu, ou esteve próximo daquela época. Não. Como eu disse antes, é fácil você reconhecer alguém da sua turma que seja como os personagens da HQ. E até mesmo se reconhecer nela. Eu mesmo lendo o quadrinho, comecei a me enxergar em um mix de personagens. Mas Xampu é sobre isso. É sobre uma época que foi única, que serve de reflexo para amigos que você conheceu ou ainda conhece. Um registro bem incrível da década de 90, que eu gostaria de ver mais em quadrinhos nacionais.

 

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Detective Comics Quadrinhos

Aperta o play e viaje na batida de Na Quebrada – Quadrinhos de Hip Hop

Eu tinha entre dez e onze anos, não me lembro direito, quando minha mãe me presenteou com um vinil. Era o Funk Brasil 1. Ali foi meu primeiro contato para valer com esse tipo de som. Minha veia musical estava começando a ser moldada, obviamente eu era um moleque que escutava de tudo um pouco, os sambas nas festas das minhas tias, os rocks que meus primos ouviam, os forrós dos discos do meu pai, mas sem entender nada direito. O disco tinha raps que são muito diferentes dos que conhecemos hoje em dia. Logo na primeira faixa era uma música do Cidinho Cambalhota com participação da Dercy Gonçalves chamada Rap das Aranhas (uma espécie de continuação de Rock das Aranhas do Raul Seixas). Outros clássicos do funk carioca se decorriam ao longo de suas oito faixas no primeiro disco do icônico DJ Marlboro. Essa sempre foi minha referência para esse tipo de som.

Ao longo dos tempos me encontrei melhor no rock, mais precisamente nos punks hardcores da vida, mas sempre que dava aquela vontade voltava para o Funk Brasil. Até que anos mais tarde, na escola, um amigo me emprestou uma fita cassete. Vale lembrar que estamos situados aqui na década de 90 e esse era o nosso modo de compartilhar músicas. A fita tinha uma penca de raps do RUN-D.M.C. e fiquei tipo: “Puta merda! Que parada foda demais!”. Logo após eu fui conhecer os Racionais MC, e um foi puxando o outro. Até as bandas de rock que na época misturavam com rap ajudaram nesse conhecimento. Como o Planet Hemp, Pavilhão 9, Cambio Negro etc e tal.

Fiz essa pequena introdução para poder falar que Na Quebrada – Quadrinhos de Hip Hop da Editora Draco, me fez ter essa sensação novamente de estar descobrindo um novo mundo. Ao longo das suas 184 páginas me senti não apenas lendo um gibi. E sim escutando um disco de rap. As suas histórias me remeteram a canções e como uma ironia incrível, algumas você pode até cantar. Como Preta Maravilha Contra a União Golpista e Que Nem um Morcego. As letras (ou histórias) falam do cotidiano da comunidade, de preconceitos, de revolução, de correr atrás do seu sonho, de batalhar o seu sonho, a eterna luta contra os poderosos e de evoluir. Mas usando a magia que somente as HQ’s podem proporcionar. E faz todo o diferencial.

A primeira faixa é O Sampleador, com roteiro de Raphael Fernandes e arte de Braziliano, com uma bela história de um rapaz que tem um dom amaldiçoado que atormenta a sua vida. Depois o álbum pula para trama heroica Preta Maravilha contra a União Golpista com arte e texto de João Pinheiro. Aqui somos apresentados a uma super-heroína urbana que está em combate contra os poderosos iniciando uma revolução. A história toda é um grande rap e como disse antes, dá para ler cantando com uma batida imaginária na mente. Que Nem um Morcego do trio Cirilo S. Lemos, Giovanni Pedroni e o rapper De Leve. É a minha preferida da coletânea. A história do cativante Ramiro descobrindo o hip hop e iniciando nas batalhas de MC’s te abraça e te leva para um mundo fantástico. Fechando o “lado A” do disco Na Quebrada, vem a importante Meu Corpo, Minhas Regras escrito pela ótima Larissa Palmieri e com arte de Vitor Flynn. Uma trama cyberpunk que mistura fanatismo religioso, direitos das mulheres, machismo, corrupção e o poder da fake news. Mais atual impossível.

Virando para o “lado B” de Na Quebrada, começamos com Um Conto de Duas Cidades, onde dois grupos rivais se unem contra um mal comum que ameaça a todos. Um aviso bem real para os dias de hoje. O texto é de Felipe Cazelli e arte de Marc Weslley, com os desenhos mais bonitos da coletânea. Em seguida vem Darréu – A Lei do Mundo, uma divertida e leve trama escrita pelo entregador de gás Alessio Esteves e com artes de  Felipe Sanz. A história de dois meninos que queriam tirar uma onda com os amigos é a mais descompromissada da coletânea, lembrando até aqueles filmes gostosos de assistir como Goonies ou Uma Noite de Aventuras. Já em Olido de Juju Araújo e com o retorno de Braziliano na arte, trata da famosa arte urbana. Assim como a galeria homônima que fica em São Paulo, o texto abraça os traços grafiteiros de Braziliano e apresenta uma trama de poder, busca pelo sucesso e reconhecer suas raízes. O fechamento fica por conta da excelente O Rei do Groove que tem arte e texto de Guabiras. É uma grande homenagem ao hip hop mundial disfarçada em um conto fantástico de um DJ que beirava o fracasso e se torna um dos maiores. A história, em todos os seus quadros têm referências ao hip hop, é uma aula de história sobre o estilo com artistas dos mais variados tipos que contribuíram de alguma forma com o movimento. É bem legal ficar caçando as referências.

Além dos quadrinhos, o volume conta com uma introdução de Alê Santos, contador de narrativas negras (confira seu trabalho em sua conta no Twitter), e comentários do grande Gil Santos, o popular Load, e do rapper Rashid.

Na Quebrada – Quadrinhos de Hip Hop tem na sua maior qualidade o fato de ser um trabalho necessário para a galera. Disseminar essa cultura para o leitor é de suma importância. E tomara que quem venha a ler, passe a se interessar e a consumir as artes que o movimento gera no total. E como disse o meu amigo Gigalovax Cândido, todas as histórias acabam de forma positiva. Apontando que o futuro pode sim ser melhor.

Na Quebrada – Quadrinho de Hip Hop tem formato 17 x 24 cm, 184 páginas e capa em papel cartão. A coletânea está em pré-venda no site oficial da Draco.

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Quadrinhos

Pipoca & Nanquim lança obras de Jeff Lemire e Esteban Maroto

A editora Pipoca & Nanquim está com dois novos lançamentos no mercado, e diga-se de passagem, dois baitas lançamentos, como diria o famoso comentarista esportivo.  O primeiro é um clássico de Os Mitos de Cthulhu do incrível Esteban Maroto, e o outro é O Ninguém do roteirista mais popular da atualidade, Jeff Lemire. Todas as edições contam os acabamentos, já tradicionais, que o Pipoca & Nanquim já introduziram no mercado. Conheça um pouco mais das duas publicações que já estão em pré-venda com ótimos descontos:

Os Mitos de Cthulhu

Por quase 40 anos está obra ficou praticamente perdida e envolta em casualidades. As três histórias de Esteban Maroto seriam publicadas originalmente pela Editora Bruguera em uma coletânea com cartunistas espanhóis, mas a Bruguera faliu e ficaram no ostracismo. Três anos mais tarde, a revista Capitán Trueno publicou as histórias em formato colorido, os originais nunca foram devolvidos a Maroto. Anos depois, ao tentar salvar suas coisas de um incêndio em seu apartamento, Maroto achou as cópias das três histórias que ele nem sabia que tinha guardado. Anos mais tarde, a Planet Comic publicou as três adaptações, em preto e branco como deveria ser originalmente.

Em Os Mitos de Cthulhu, somos apresentados a três dos contos mais celebrados do mestre do horror do século XX, H.P. Lovecraft, os clássicos A Cidade Sem Nome, O Cerimonial e O Chamado de Cthulhu.

A Cidade Sem Nome: “Acompanhamos um arqueólogo que se aventura em busca de uma cidade misteriosa perdida no deserto da Arábia. Mas ela existe mesmo? E se existir, o que esconde?”

O Cerimonial: “Um homem é convidado por sua família para testemunhar um antigo ritual na cidade de Kingsport no dia de Natal. O que ele vai descobrir é algo inimaginável e difícil de conceber para um ser um humano. O pano de fundo desse enredo tem um tanto do livro Necronomicon, escrito pelo mágico árabe Abdul Alhazred.”

O Chamado de Cthulhu: “A morte do professor Gammell Angel, da Brown University, é o estopim para levar o leitor para à cidade submersa de R’lyeh, no Oceano Pacífico.”

Os Mitos de Cthulhu tem 92 páginas, capa dura, miolo em papel couché e repleta de extras. O lançamento oficial será no dia 07 de junho.


O Ninguém

Jeff Lemire retoma o eterno personagem criado por H.G. Wells em O Homem Invisível, e o coloca em uma cidade do interior nos dias atuais e o transforma em um condutor para explorar temas como identidade, medo e paranoia. Mostrando que essas coisas podem transformar uma comunidade inteira e destruir até a mais pura amizade.

Na trama, a pequena cidade de Boca Larga nunca vivenciou muita agitação, até a chegada do misterioso John Griffen. Logo de cara, o povo acha muito estranho o homem ser envolto em bandagens dos pés à cabeça. Movida pela curiosidade, uma adolescente solitária chamada Vickie se aproxima do homem e tenta descobrir a verdade por trás do visual suspeito. Mas, quando acontece um crime, toda a cidadezinha se volta contra o estranho e passa a caçá-lo, ameaçando desmascarar um terrível segredo!

O Ninguém terá capa dura com verniz texturizado, formato americano, miolo em papel couché e extras exclusivos. O lançamento oficial será no dia 21 de junho.

 

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Quadrinhos

Explosiva | Quadrinho de super-heroína adolescente está em campanha no Catarse

Renata é uma adolescente nada normal. Ainda mais pelo fato dela ser uma super-heroína famosa conhecida como Explosiva. A menina é uma celebridade que tem milhares de seguidores e patrocinadores, que tem que combater o crime e tentar conquistar o garoto da escola que gosta. E assim, com um jeitão de Supergirl bem divertida, Explosiva está em campanha de financiamento coletivo no Catarse.

“Um vulto corta o céu da não tão pacífica cidade de Utópolis! É a nossa querida heroína Explosiva em mais um dia de combate contra vilões mal-encarados.

Renata, além de ser a garota mais popular da escola, é uma adolescente com superpoderes herdados do pai, um super-herói renomado interplanetariamente, porém de personalidade fora do comum! Ela contará com a ajuda da melhor amiga para encarar a sua missão mais difícil, conquistar J.J, um garoto avoado que só pensa em futebol.

Explosiva é uma história envolvente, que mostra de uma maneira nada realista, mas muito engraçada e divertida, as relações do adolescente, suas preocupações, medos e… garotos!”

Explosiva tem roteiro de André Valente, argumento e arte de Caio Majado e cores de Rod Fernandes.

Explosiva terá formato 21 X 29 cm, 80 páginas coloridas (que podem mudar para 96 caso bata uma das metas) e papel couchê fosco. Para saber mais sobre a campanha, recompensas, valores e para apoiar o projeto, clique AQUI.

 

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Música

Matanza Inc | Ouça Aqui o Disco Crônicas Do Post Mortem

A banda Matanza Inc disponibilizou o seu álbum de estreia de forma completa no Spotify. Crônicas do Post Mortem: Um Guia para Demônios e Espíritos Obsessores, marca a nova fase da banda que agora conta com o vocal de Vital Cavalcante, velho e conhecido nome do underground carioca, no lugar de Jimmy London.

Depois de duas décadas de vida, o Matanza anunciou o seu fim em 2018, muito motivado pelo desgaste dos membros com o vocalista Jimmy. Em 2019, o grupo revelou que voltaria ao estúdio com Vital assumindo os vocais na nova empreitada. E ouvindo aqui pela primeira vez, posso dizer que o som está bem legal e o vocal encaixou muito bem.

Confira as faixas de Crônicas do Post Mortem: Um Guia para Demônios e Espíritos Obsessores:

Matanza Inc é formado por Dony Escobar (baixo), Jonas Cáffaro (bateria), Marco Donida (guitarra), Maurício Nogueira (guitarra) e Vital Cavalcante  (voz). Confira a agenda de shows de lançamento do novo álbum na page oficial dos caras, saiba mais clicando AQUI.

 

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Literatura

O Homem Do Castelo Alto | Editora Aleph republica clássico da ficção científica

A editora Aleph começou a pré-venda do livro O Homem do Castelo Alto escrito pelo norte-americano Philip K. Dick e publicado originalmente no ano de 1962. O livro é uma mistura de distopia, romance e ficção científica onde relata como seria o mundo se a Alemanha Nazista e as forças do Eixo tivessem vencido a Segunda Guerra Mundial.

A trama de O Homem do Castelo Alto apresenta um cenário sombrio: a Segunda Guerra Mundial foi vencida pelos Nazistas. O mundo vive sob o domínio da Alemanha e do Japão. Os negros são escravos. Os judeus se escondem sob identidades falsas para não serem completamente exterminados. É nesse contexto que se desenvolvem os dramas de vários personagens. Ao apresentar uma versão alternativa da história, Dick levanta a grande questão: “O que é a realidade, afinal?”. A história é contada substancialmente a partir do “lado japonês” dos EUA, por pessoas comuns como Nobusuke Tagomi, um oficial japonês de relações comerciais, Robert Childan, dono de um antiquário especializado em relíquias do passado americano, Frank Frink, um artista judeu (que esconde essa condição, claro) especializado em metalurgia e, finalmente, a ex-esposa de Frank, Juliana, instrutora de judô. A conexão entre os personagens se dá a partir da chegada de Baynes, um industrial sueco que tem tecnologia que interessa ao Japão, o que leva Tagomi a procurar Childan para adquirir uma peça de valor para impressioná-lo, o que aos poucos desvela uma subtrama de falsificação de objetos que envolve Frank mais diretamente. Juliana tem uma narrativa substancialmente separada das demais, não só por ser a única personagem geograficamente fora de São Francisco – ela vive em Canon City, Colorado, na Zona Neutra – como também por seu envolvimento com o caminhoneiro italiano Joe Cinnadella.

 

Embora não seja a primeira obra de distopia, O Homem do Castelo Alto, definiu de vez o gênero. Philip K. Dick ganhou o Prêmio Hugo e alavancou seu nome na ficção cientifica. Atualmente o serviço de streaming Amazon Prime adaptou o livro para o formato de série, criada por Frank Spotnitz (Arquivo X) e com produção de Ridley Scott, vai estrear ainda em 2019 a sua quarta e última temporada.

O Homem do Castelo Alto tem formato 12 x 21 cm, 312 páginas e conta com desing de Giovanna Cianelli e capa com ilustração inédita de Rafael Coutinho. O lançamento oficial está previsto para 10 de junho, mas você já pode garantir o seu exemplar nos sites especializados ou na loja virtual da Editora Aleph.